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1ª quinzena de Outubro de 2012

EDITORIAL

Anápolis: A jóia preciosa de Goiás A

nápolis está amadurecida e já consegue caminhar sozinha. A cidade vive hoje, o melhor momento de sua história política e econômica e faz juz ao título de Affonso Lima Manchester goiana. Anápolis é hoje, o município mais industrializado do Estado, um dos maiores polos de medicamentos genéricos da América Latina. Abrigando 334.613 Habitantes (Censo 2010 do IBGE), a cidade também ganhou fama internacional por abrigar a Força Aérea Brasileira. Por ter a sede da CAOA/Hyundai, a principal montadora de capital brasileiro de veículos. Nos 918,375 Km de sua área, a Logística também se tornou pedra preciosa, na cidade, cujo perfil sócioeconômico da população, tem 94,70% das pessoas, com 10 anos ou mais de idade, alfabetizadas (Censo 2010). Os dados estatísticos são do IMB - População O bem mais precioso da cidade, a sua popu2

lação, tem maioria absoluta, ou 328.755 pessoas vivendo na zona urbana (ou mais de 98,2%), e a maioria é formada pela mulher (51,2%). No entanto, tem uma população especial, formada com 4.173 habitantes, cuja idade é superior a 80 anos. Em 2007, eles somavam 3.677.

Idosos - O dado pode demonstrar que o crescimento demográfico, aliado ao processo acelerado de industrialização não influenciou, de maneira negativa, a população de idosos. Anápolis gosta de trabalhar e produzir. Em 2010, por exemplo, produziu aves (176 mil), bovinos (74 mil), suínos (9,2 mil), café e leite de qualidade.Ainda plantou e colheu soja, milho, banana, arroz de sequeiro e tomate, o principal da sua produção agrícola. Hoje, ao território de Anápolis foram acrescidos quatro distritos (Goialândia, Interlândia, Joanápolis e Souzânia). E os comerciantes ocupam as principais ruas, avenidas e shoppings.

No DAIA (Distrito Agroindustrial de Anápolis), há 150 indústrias instaladas, e 15 mil empregos diretos gerados e outras 30 empresas em fase de instalação.

Além de abrigar o Porto Seco Centro-Oeste, um dos mais competitivos do País, e por-

ta de entrada e saída para alimentos, medicamentos ou carros, graças ao DAIA. No ano passado, as importações alcançaram a marca de US$ 3,169 bilhões, contra R$ 254 milhões de exportações, segundo dados da Segplan (Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento). Emprego e Salário - Políticas públicas efetivas, visando o crescimento do trabalhador de Anápolis, resultou em melhores salários. Entre 2004 e 2010, o rendimento médio do trabalhador anapolino aumentou de R$ 682,67 para 1.257,22. Para se ter idéia, em 1999 o rendimento médio era de R$ 396,24. No mesmo período, o número total de empregos, segundo a RAIS, saltou de 35.641 para 82.172, em 2010. O ritmo de crescimento acelerado do município salta aos olhos. Anápolis contabiliza 31 agências bancárias e, puxado pelo comércio e a indústria, o município arrecadou R$ 550,2 milhões em ICMS, em 2011. Como nasceu pra vencer, Anápolis agora investe em novos planos audaciosos, visando consolidar seu brilho na coroa de Goiás. O governo do estado está investido pesado

na cidade, na execução e consolidação de projetos para melhorar a condição de vida da população. A construção do Aeroporto de Cargas, que terá 30 mil metros quadrados e uma sala de eventos com capacidade para 2,5 mil pessoas. A obra que está orçada inicialmente em R$ 70 milhões, vai transformar Anápolis num grande destino do turismo de negócios no Brasil Central. O governador Marconi Perillo anunciou aos anápolinos que existe a autorização para o início das obras do novo presídio de Anápolis com capacidade para 300 reeducandos. Marconi relatou ainda que os projetos estruturais do Centro de Convenções de Anápolis, que será o maior do Centro-Oeste, estão sendo concluídos para a realização da licitação. Além da eficiência dos medicamentos genéricos da Teuto-Pfizer, do charme dos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) em sua base anapolina, e dos carros velozes da CAOA/ Hyundai, a cidade agora investe na construção de uma fábrica de aviões da Rekkof. Affonso Lima é Diretor Geral do Jornal

Correio de Goiás

ARTIGOS

O boom da indústria goiana

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ntra mês, sai mês e a economia goiana continua dando boas notícias aos goianos e ao país. Nesta segunda semana de outubro, pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, reforçou a boa performance do Estado relação às outras unidades da Alexandre Baldy em federação. Mais uma vez, o crescimento da produção industrial em Goiás ficou acima da média brasileira, alcançando 10,3%, o primeiro lugar no ranking nacional. Estamos nos mantendo em ascensão em meio a uma turbulência econômica internacional nunca antes assistida. A nossa economia vai bem e apresenta perspectivas fantás-

ticas de desenvolvimento sustentável para os próximos anos. Costumo dizer que é em tempo de crise que surgem as melhores oportunidades. Então, o sucesso de Goiás deve ser creditado à conjugação de política industrial competente, que alia mecanismos agressivos de atração de investimentos, incentivos fiscais favoráveis ao bom ambiente dos negócios e linha de financiamento produtivo proporcionado, especialmente, pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). A nossa capacidade de aproveitar as oportunidades tem permitido a Goiás aprimorar o desenvolvimento industrial, incrementar o setor de serviços e criar políticas de inovação imprescindíveis para nos posicionar no competitivo mercado global. Não é por acaso que estamos experimentando, também, sucessivos meses em que a nossa balança comercial apresenta saldo

positivo, o que significa incremento de nossas exportações. Trabalhamos em todas as frentes. Além das missões internacionais e da resposta rápida ao potencial investidor, faz parte do plano de atuação da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio agregar os investimentos privados e públicos, incentivando a criação dos distritos industriais privados, a exemplo dos Complexos Industriais Integrados, projeto lançado recentemente, que vai proporcionar a interiorização do desenvolvimento e promover o crescimento mais justo. Portanto, estamos no caminho certo. É o que indica a nossa bússola que aponta para o rumo de mais oportunidades. Alexandre Baldy é empresário, presidente do Consedic e secretário de Estado de Indústria e Comércio de Goiás

Mesário: Personagem essencial A

figura do mesário é de extrema importância, é uma ferramenta indispensável da democracia para que o cidadão brasileiro possa exercer o seu direito de livre escolha dos candidatos aos cargos eletivos, é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988. Agora, você já imaginou como seria uma eleição sem a figura do mesário? Certamente seria impossível a realização deste ato. Como mesária, atuando pela primeira vez (iniciada de forma voluntária), sempre ouço as pessoas dizerem algo do tipo: “Ah, você é mesário! Puxa deve ser chato ficar de manhã e tarde na seção esperando os eleitores votarem” ou de outra maneira: “Se fosse eu preferia ficar em casa numa boa esperando o resultado da eleição”. Mas como defensora da democracia, de minha parte, sinto-me honrada em poder contribuir com a realização das eleições. Ao se analisar o processo histórico brasileiro, observa-se o quanto o direito ao voto demorou a chegar a

Dallila Mariane

todas as pessoas. A partir disso, pode-se chegar a uma pequena conclusão de que vale a pena sacrificar um dia de folga para contribuir com esse exercício de cidadania. Você deve estar se perguntando, mas qual será a função do mesário? Muito bem, os cidadãos convocados ou voluntários atuam na realização dos trabalhos da mesa receptora de votos. Cada seção eleitoral é composta por 4 pessoas, cada um com suas atribuições, responsáveis pela recepção, de forma humana, dos eleitores. Conforme informações obtidas no Manual do Mesário, material organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os componentes da mesa exercem os seguintes cargos: Presidente, Primeiro Mesário, Segundo Mesário e Secretário. De forma breve, descreve-se suas principais funções: O Presidente é uma espécie de chefe da seção, ele é responsável pela urna, compete-lhe entregar, no término da votação, à junta eleitoral, além da urna, todos seus componentes (disquetes, boletins, atas etc); O Primeiro Mesário desenvolve, entre outras, a função de substituir o presidente, de certa forma, corresponde a um vice-presidente; Por sua vez, o Segundo Mesário exer-

ce as mesmas atribuições relacionadas ao primeiro mesário; Já o Secretário é o responsável, entre outras coisas, por organizar a fila e controlar a entrada e saída dos eleitores na seção. É válido lembrar que ao prestar serviço como mesário, o cidadão tem, além do privilégio de contribuir com a consolidação do regime democrático brasileiro, outras vantagens, tais como: o direito a um certificado, emitido pelo TRE e o direito a dois dias de folga do serviço, garantido pela Lei nº. 9504/97 em seu artigo 98. Encerrando, se você é mesário, orgulhe-se de poder prestar esse serviço à democracia. Com a consciência de que você contribui para que cada cidadão exerça sua livre função de escolha dos representantes políticos. E se você nunca teve essa oportunidade de desempenhar o trabalho de mesário e se interessou, inscreva-se no cartório eleitoral mais próximo e passe a fazer parte desse time de valorosos prestadores de serviço ao Brasil. Dallila Mariane é acadêmica em publicidade e propaganda e diretora executiva do Jornal Correio de Goiás


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