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Projeto da Metrobus beneficiaria 400 mil

ano 1, número 23    goiânia, 5 a 11 de setembro de 2010

Atraso na renovação da concessão impediu liberação de verbas para executar melhorias

meio de comunicação da unipass especializado em trânsito e transporte - distribuição dirigida

informe publicitário

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Poder público deveria controlar Passe Escolar

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Moradores reivindicam linha de ônibus própria

Oloares Ferreira defende saída da diretoria da CMTC

No bairro Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia, não há linha de ônibus própria e a linha que passa pelo setor é lotada

O apresentador do Balanço Geral critica a atuação do órgão que deveria punir as empresas pela má qualidade do serviço

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goiânia, 5 a 11 de setembro de 2010

editorial

expediente

N

esta edição, o Jornal da Linha traz matéria sobre o projeto da Metrobus para melhorar o atendimento aos usuários no Eixo Anhanguera. Hoje, o local atende 180 mil usuários por dia, número que poderia chegar a 400 mil, se o projeto fosse implantado. Para isso, será necessário renovar a concessão de operação da empresa no Eixo, fato que, de acordo com o diretor de operações da empresa, foi dificultado pelo ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende. O atraso impediu a liberação de R$ 240 milhões pelo governo federal através do Ministério das Cidades para exe-

cutar o projeto que já está pronto. Moradores do bairro Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia, pedem linha de ônibus exclusiva ao setor, continuação das obras do Parque da Criança e da construção de posto de saúde e creche no setor. A moradora Joilda Lacerda afirma que os moradores do Vera Cruz acham errado eles pegarem o ônibus do bairro. “Eles falam que nós andamos de carona no ônibus deles porque nosso setor não tem uma linha nossa. E nós merecíamos ter uma linha só nossa”, afirma. UNIpass (União dos Passageiros do

Transporte Coletivo) conseguiu, por meio do Judiciário, toda a extensão do benefício do Passe Escolar, mas, infelizmente, as medidas têm apenas alcance individual. Ações de alcance coletivo, que beneficiarão a todos, estão a caminho. O ex-prefeito de Goiânia Íris Rezende Machado vetou o projeto do Passe Livre Estudantil de autoria do ex-vereador Euler Ivo e que havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores de Goiânia. A negligência da CMTC permite ainda que o Setransp faça “leis” restritivas à meia passagem em nome do lucro.

a voz do usuário

Veículo de comunicação da UNIpass (União dos Passageiros do Transporte Coletivo de Goiás) Todo o conteúdo veiculado nesta edição é de inteira responsabilidade da entidade associativa. Karolina Vieira karolina@jornaldalinha.com.br Jornalista Rafael Martins Colaborador Antônio Carlos Alves antonio@jornaldalinha.com.br Editor Murillo Rodrigues Hevelyn Gontijo hevelyn@jornaldalinha.com.br Fotografia Gustavo Sousa gustavo@jornaldalinha.com.br Designer Gráfico E-mail: contato@unipass.com.br Twitter: @UNIpass_GO

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Normalmente eu sei o horário do ônibus que preciso pegar por isso não perco muito tempo. Só tenho a reclamar sobre o preço da passagem que é caro demais. Para ir para Anápolis é mais barato que rodar dentro da cidade. É um absurdo.

Moro na Vila Nova e pego o Eixo e os ônibus em terminais. O transporte coletivo de Goiânia é péssimo. Os ônibus andam muito lotados e fora dos horários.

O Eixão é bom, mas os outros ônibus são muito ruins. Eu moro em Senador Canedo e os ônibus demoram demais, principalmente nos finais de semana. Em dias de semana no horário de pico espero meia hora, no final de semana, de quarenta minutos a uma hora.

William Souza Gonçalves

Nilson de Castro

Soraia Batista da Costa

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ações

Iris vetou o Passe Livre e não garantiu os benefícios da meia passagem O ex-prefeito de Goiânia Íris Rezende Machado vetou o projeto do Passe Livre Estudantil que havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores de Goiânia cujo autor foi o ex-vereador Euler Ivo. Agora candidato a governador, Íris Rezende promete o Passe Livre como mote de campanha. Mesmo com a credibilidade arranhada devido à rejeição de uma antiga causa dos estudantes, o ex-prefeito prefere esconder o passado. Resta saber se os alunos e suas famílias vão esquecer o drama de terem sido obrigados a suportar os pesados ônus financeiros que enfrentaram. Afinal, os rendimentos das pessoas que normalmente usam o transporte coletivo são insuficientes para cobrir as despesas mínimas da família. O benefício do Passe Escolar, que é Lei, garante a todos os estudantes da RMG (Região Metropolitana de Goiânia) o subsídio de 50% da passagem e o único requisito para se obter o benefício é a comprovação de matrícula e freqüência. Nenhum outro requisito deveria ser exigido pelo Setransp (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros de Goiânia).

Cadastramento: primeira barreira As primeiras cascas de banana jogadas pelo Setransp no caminho dos estudantes começam no cadastramento. Agindo como cão de guarda dos cofres que alimentam as contas bancárias dos empresários, a entidade atua à mar-

gem da Lei estabelecendo, sem nenhuma base legal, um período para efetuar o mencionado cadastro. Ou seja, o aluno que não se cadastra dentro do prazo fixado fica o resto do semestre sem o benefício. Todos os estudantes da RMG tiveram, neste semestre, como dia fatal a data de 13 de agosto de 2010, conforme o site www.sitpass.com.br A atitude arbitrária da direção do Setransp causa filas enormes que desestimulam o cadastramento de alunos, resultando em barreiras que vão gerar mais lucros para as empresas e mais despesas para as famílias ou a evasão escolar. O Setransp bate a porta na cara do estudante que, por algum motivo especial, começou seu curso somente em setembro, que se mudou para Goiânia recentemente ou que deseja retomar seus estudos. Um semestre letivo perdido para aluno, significa uma atitude nota 10 para a essa entidade. Mais cascas de banana são jogadas ao longo do percurso. Depois do cadastramento, vem o período em que o estudante é tratado como um suspeito que, a qualquer momento, estará disposto a fraudar o sistema tarifário. O Setransp vigia com lupa o estudante que deseja desenvolver outras atividades educacionais ou culturais que não sejam realizadas dentro da escola. Ou seja, não existe vida cultural fora da escola. Caso encontre caso semelhante, o Setransp faz o bloqueio imediato do cartão e expõe o aluno ao vexame.

O Setransp controla com mão de ferro, também, as linhas e os horários nos quais o estudante pode trafegar. Outra vez, impera a “lei do poder econômico” e a Lei verdadeira é colocada no lixo. Para o Setransp, o aluno é um delinqüente até provar o contrário.

Setransp tem costas quentes na CMTC O Setransp age impunemente porque o poder público, através da CMTC (Companhia Metropolitana de Trans-

A solução é única: o Passe Escolar, como as gratuidades, deve ser gerido pelo poder público e jamais pelas empresas. Os proprietários das concessionárias sempre vão criar barreiras para permitir o benefício

porte Coletivo) é conivente. A UNIpass (União dos Passageiros do Transporte Coletivo) já conseguiu por meio do Judiciário toda a extensão do benefício do Passe Escolar, mas, infelizmente, as medidas têm apenas alcance individual. Ações de alcance coletivo, que beneficiarão a todos, estão a caminho. O que ocorre na realidade é que o Setransp inventa “leis” em nome do lucro e conta com a passividade das autoridades. Aliás, há um evidente conflito de interesses entre os reais objetivos dos benefícios inerentes ao Passe Escolar e a ganância dos empresários. A solução é única: o Passe Escolar, como as gratuidades, deve ser gerido pelo poder público e jamais pelas empresas. Os proprietários das concessionárias sempre vão criar barreiras para permitir o benefício. O atual resultado de toda essa situação materializa-se em mais dinheiro no bolso dos empresários e menos oportunidades para os estudantes, que sofrem enquanto o Setransp dita as regras. O ex-prefeito Íris Rezende Machado teve nas mãos o poder de mudar esse quadro porque era detentor da maioria dos votos na CDTC (Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo) nomeando o presidente Marcos Massad. Porém, o senhor Iris nada fez nem nos primeiros seis meses de seu mandato nem nos seis anos seguintes.


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“Hoje tenho certeza de que os diretores da CMTC trabalham a favor dos empresários que exploram o transporte”, afirma Oloares Ferreira O apresentador do programa Balanço Geral, da TV Record, fala sobre o caos do transporte coletivo e defende a saída imediata de toda a diretoria da CMTC   Quais reclamações mais frequentes de usuários do transporte coletivo você recebe em seu programa?

Na redação do Balanço Geral os problemas com a poeira e a precariedade do transporte coletivo lideram as reclamações. As maiores reclamações se referem à demora e, principalmente, à superlotação. Os telespectadores reclamam que os ônibus demoram muito, falta informação para o passageiro e quando as pessoas conseguem embarcar se deparam com ônibus cheios, superlotados. O curioso é que as reclamações vêm de todas as regiões da Capital e cidades vizinhas. Quem mora em bairros mais afastados como os da Região Noroeste são os que mais sofrem. Pior é a situação dos moradores de cidades vizinhas que trabalham ou estudam na Capital. E aí não consigo entender quais são os critérios adotados pela CMTC [Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo] para mudar, para pior, o transporte coletivo. Exemplo disso é o que enfrentam os moradores da cidade de Caldazinha. Sempre teve ônibus que saía da cidade e vinha direto para Goiânia. Depois das mudanças desastrosas, os moradores da cidade pegam o ônibus no centro de Caldazinha, vão para o Terminal de Senador Canedo, depois para o Terminal do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, e só depois seguem para a Região Central. Isso é brincar com a população.

  Qual sua opinião sobre o transporte público em Goiânia e Região Metropolitana? É péssimo. Só mesmo quem anda de

ônibus para descrever esse sofrimento. Os empresários do setor só pensam em lucro, mas até aí eles estão no direito deles. O que eu não aceito é a omissão e a incompetência do poder público. Eu tinha dúvida, hoje tenho certeza, de que os diretores da CMTC trabalham a favor dos empresários que exploram o transporte coletivo de passageiros. Todas as mudanças feitas pela CMTC beneficiam apenas as empresas. Diariamente converso com pessoas que andam de ônibus, faço e mostro dezenas de reportagens sobre o caos no transporte coletivo e, sinceramente, não vejo nenhuma mudança. Já perdi as contas de quantas vezes mandei o Marcos Massad acordar. Até parece que tenho problemas pessoais com o Massad, não tenho. O que não aceito é o prefeito de Goiânia (o ex e o atual) não tomar nenhuma providência para mudar a diretoria da CMTC. Se fosse numa cidade bem administrada esse problema já teria sido resolvido. Que os técnicos da CMTC são incompetentes para gerenciar o transporte coletivo isso todos estão cansados de saber. Agora o que não aceito é o fato do prefeito de Goiânia e de cidades vizinhas que compõe a Câmara que dirige o transporte ficarem calados. Cadê os prefeitos das cidades vizinhas? Por que será que o prefeito de Goiânia (volto a dizer, o ex e o atual) tem tanto medo de enfrentar os empresários do setor? E outra, depois de tantos escândalos e denúncias, inclusive de venda de pontos em terminais, o senhor Marcos Massad continua no cargo? Para essa pergunta não consigo resposta. Em Goiânia trocaram apenas os ônibus velhos por veículos novos, só isso. O caos continua o mesmo.   A CEI do transporte coletivo na Câmara Municipal exigiu a saída imediata do presidente da CMTC, Marcos Massad. Qual sua opinião a respeito disso? Eu defendo a demissão não só do Marcos Massad como te toda a diretoria. Está evidente que eles são defensores dos interesses das

beneficiar as empresas que operavam no sistema. Eu queria ver em Goiânia as empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Elas iriam oferecer serviços melhores para os passageiros daqui.   Essa situação tem solução? Quem são os culpados pelo serviço de má qualidade?

empresas, não sei se de forma criminosa ou por incompetência mesmo. Os vereadores de Goiânia demoraram muito a agir, mas agiram. A CEI comprovou o que a Record vem mostrando com freqüência: filas nos terminais, ônibus superlotados, falta de fiscalização nos terminais e plataformas, terminais velhos e cheios de lixo e entulhos. O passageiro é visto pelas empresas e por quem deveria gerenciar o setor como ‘gado’. É triste você ver idosos em pé nos terminais ou sentados nas calçadas. E cadê o Ministério Público? Por que será que as ações dos promotores de Justiça não chegam a lugar nenhum? E o pior, tenho certeza de que a licitação do transporte coletivo foi feita para

Para resolver o problema do transporte coletivo é preciso mudar toda a diretoria da CMTC, ouvir os passageiros e criar mecanismos para punir as empresas que não cumprem com a obrigação que é oferecer serviços de qualidade. O erro e a culpa pelo serviço oferecido em Goiânia e região Metropolitana é da CMTC que não fiscaliza as empresas. Ou alguém já ouviu falar em empresas que foram punidas por atrasos, superlotação, descaso com o passageiro? As empresas mandam e desmandam e nem os prefeitos têm ‘peito’ para enfrentar o cartel formado pelos empresários do setor. O transporte coletivo daqui merece nota zero. É muito ruim. Minha indignação com a omissão da CMTC é porque as empresas não cumpriram o compromisso de reformar e reconstruir os terminais de ônibus, a qualidade do serviço piorou. Lançaram um serviço para o passageiro saber o horário dos ônibus, mas se não tem informação nos pontos todo o investimento milionário no serviço foi desperdiçado. Esse dinheiro deveria ter sido usado para colocar fiscais nos terminais para organizar filas, comprar bancos e cadeiras para o usuário esperar os ônibus e principalmente para melhorar o transporte. Veja a situação dos terminais do Dergo e da Praça A. Um caos. Tiveram a cara de pau de me falar, ao vivo, no Balanço Geral, que tinham reformado o terminal do Jardim Novo Mundo. Na verdade foi uma enganação, fizeram uma maquiagem no terminal que continua cheio de esgoto, faltam cadeiras e não tem nem placas de informação para os passageiros. Isso sem falar na falta de respeito com os deficientes físicos que sofrem para pegar o ônibus.


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giro

Em agosto vendas de veículos registram alta de 3,46% As vendas de veículos novos, dentre automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus, registraram alta de 3,46% no mês de agosto, quando comparado ao desempenho do setor em julho. O balanço divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) aponta emplacamento total de 312.812 unidades no oitavo mês do ano, contra 302.340 em julho. O volume foi considerado significativo visto que julho normalmente é um dos meses mais fortes em vendas. O crescimento em agosto só não foi maior por causa do segmento de caminhões, que desacelerou as vendas no último mês. Na soma de janeiro a agosto, o setor acumula 2.194.861 unidades vendidas, crescimento de 10,12% sobre igual período de 2009, quando 1.993.078 haviam sido emplacadas.

Devido a incêndios, Ferrari anuncia recall do modelo 458 Italia A fabricante de veículos de luxo mais famosa do mundo, Ferrari, anunciou, na semana passada, recall das unidades do novo modelo 458 Italia produzidas até julho. Segundo a companhia, os carros em todo o mundo passarão por vistoria por causa de cinco casos de incêndio com o modelo. O problema estaria na cola adesiva usada para fixar o painel de isolamento de calor à estrutura do carro. O comunicado da empresa informa que o adesivo pode pegar fogo sob altas temperaturas e causar incêndio no compartimento do motor. A solução encontrada pela fabricante foi criar um novo painel de isolamento preso com rebites e não com a cola adesiva. Mais de 1,2 mil unidades do modelo já foram entregues em todo o mundo. No Brasil, o modelo foi apresentado no mercado em abril deste ano, oferecido no país por R$ 1,5 milhão.

Empresa brasileira espera incentivos para testar carro elétrico Uma das maiores empresas brasileiras de energia, a CPFL Energia, já está fazendo testes de pontos de recarga de veículos elétricos e plug-in na sua sede em Campinas, no interior de São Paulo. O projeto do Eletroposto e o protótipo são brasileiros. No entanto, para continuar, o programa precisará de incentivos do governo. “Já temos várias iniciativas e, no momento, estamos passando da fase de pesquisa para a utilização dos veículos elétricos em nossa frota”, afirmou o responsável, Marcelo Rodrigues Soares. Para comercializar os veículos entretanto, o governo deverá reduzir a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para 7,5%, como incentivo ao usos do carro elétrico.

Pela quarta vez, implantação do sistema antifurto é adiada pelo Contran O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) adiou, pela quarta vez, o início do programa de aumento progressivo da instalação do sistema antifurto em veículos novos. Na semana passada, o órgão publicou no DOU (Diário Oficial da União), uma deliberação com novo cronograma. O início da implantação, que seria na última quarta-feira (1º), foi adiado por mais três meses. O primeiro cronograma estabelecia que as instalações tivessem início em agosto de 2009. Agora, a partir 1º de dezembro, 20% da produção total de automóveis, caminhonetes e utilitários sairão das linhas de montagem com o sistema.

Acidentes de trânsito são a principal causa da morte de crianças No Brasil, a principal causa de mortes de crianças, de 1 a 14 anos de idade, são os acidentes de trânsito. Os dados mais atualizados do Ministério da Saúde, segundo o jornal O Popular, gira em torno de 2,2 mil mortes anuais por essa causa. No estado de Goiás, desde 2001, 500 crianças morreram e o avanço dessas mortes foi de mais de 100%. De acordo com dados do Detran-GO, de 2001 a 2009, 16.529 feridos em acidentes de trânsito tinham menos de 14 anos. Até abril de 2010, esse número era de 1.033. Das hospitalizações de crianças no Brasil, 93% são por acidentes, 4% por violência e 3% por causas ignoradas. Dos acidentes, 55% são por quedas, 16% por outras causas, em terceiro lugar estão os acidentes de trânsito com 13%, seguido das queimaduras com 12% e 4% por intoxicação.


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bairros

criminalidade

Moradores reivindicam linha de ônibus, creche, posto de saúde e parque

Acessórios aumentam chance de furto e roubo de veículos em Goiás

No bairro Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia, os moradores reivindicam uma linha de ônibus para o bairro, além da construção de posto de saúde e creche para atender a população. Outro pedido é referente à obra do Parque da Criança, que está parada. De acordo com o presidente da associação de moradores, Irnaldo de Souza Lacerda, a necessidade da linha de ônibus é mais latente no horário de pico. “O ônibus que pegamos aqui vem do Terminal Cruzeiro e vai para a Cidade Vera Cruz, passando pelos bairros Mansões Paraíso e Itapuã. Quando ele chega à Cidade Vera Cruz, já volta para cá sobrecarregado. Pela manhã até que é mais rápido, mas ele não suporta a demanda, que é bem maior que o serviço”, afirma. Os moradores já pediram uma linha de ônibus na CMTC (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo), mas não tiveram resultado. A esposa de Irnaldo, Joilda Lacerda, afirma que os moradores do Vera Cruz acham errado eles pegarem o ônibus. “Eles falam que nós andamos de carona no ônibus deles porque nosso setor não tem uma linha nossa. E nós merecíamos isso. Saio 6h15 de casa, vou para a avenida e pego três ônibus para chegar ao meu trabalho, no Paço Municipal. Saio do trabalho às 13h e chego em casa só às 15h”, afirma. Irnaldo afirma que o bairro possui

Irnaldo, Joilda e Andréia

duas áreas públicas para a construção do posto de saúde e da creche, uma com 4.200m² e outra com 4400m², locais bem centralizados que atenderiam a demanda da população. O Parque da Criança, iniciado em 2008 tem apenas luzes acesas no meio do mato, mas não deram continuidade às obras. “O restante dele está orçado em R$ 800 mil. Essa também é uma reivindicação da população. O projeto é muito bom, era pra ter pista de cooper, administração, guarita, quadra poliesportiva, sanitários públicos, playground infantil, área para ginástica e alongamento e área de reflorestamento. Só tem a pista de cooper”, afirma Irnaldo. Os moradores que caminham em volta do Parque correm o risco de serem assaltados. A moradora Andréia afirma que sai de casa às 6h50 e quando o ônibus passa rápido, consegue chegar às 8h em ponto no serviço. “O percurso normal dura cerca de meia hora. Mas quando os ônibus demoram, vai uma hora para conseguir chegar próximo a Jaime Câmara. Outro dia eu peguei o ônibus das 7h e uma amiga minha que mora aqui perto e trabalha comigo pegou um depois do meu, mas foi às 7h25, ou seja, em horário de pico, ela esperou 25 minutos. É bem demorado. Saio do trabalho às 17h e chego em casa cerca de uma hora depois”, finaliza.

Em Goiás, dentre os veículos mais roubados e furtados em Goiânia, o gol ocupa o primeiro lugar. Até julho de 2010, foram furtados 240 veículos Gol, 88 Uno e 72 CG Titan 125cc. Quanto ao roubo, o gol também lidera o ranking com 109 veículos roubados até o final de julho, seguido pelo Honda Civic com 80 veículos, e o Corolla Toyota, com 65. Além disso, o ranking dos setores mais propícios para roubos de veículo são Setor Bueno, Jardim América e Setor Oeste. Para o furto, estão o Jardim Goiás, Setor Central e Setor Bueno. De acordo com o delegado da Derfrva (Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores), Juracy Pereira, na capital houve um acréscimo de 2,7% de janeiro a julho enquanto no interior houve queda de 6,2%. “Fazendo uma média do estado houve uma queda de 2%. Em Goiânia, o roubo está sendo mais praticado que o furto, com 52% contra 48%, respectivamente. Já no interior, a situação inverte, com 40% de roubos e 60% de furtos. O índice de recuperação em 2009 foi de 41.8% e em 2010 aumentou para 55.3%”, explica. “Tem veículos que são abandonados pelos próprios ladrões. Às vezes eles querem fazer uma outra atividade ilícita, como uma entrega de droga, um outro furto ou homicídio. Em outras situações, eles subtraem esse veículo apenas para retirar acessórios como roda, som, banco e dispensam o carro. Outros são apreen-

didos ainda em poder dos marginais em prisões feitas pela PM, rodoviária federal e outros são recuperados na mão de terceiros, que às vezes sabem que é produto de crime e outras não”, afirma o delegado. O latrocínio [roubo seguido de morte] não é muito comum no estado. O índice de roubos e furtos de Goiás está dentro do tolerável se comparado ao do Distrito Federal. “Lá a frota de veículos é estimada em 1 milhão e 200 mil. Nós temos uma frota de veículos emplacados de 2 milhões e 400 mil; temos uma extensão territorial 58 vezes maior que o DF; população duas vezes e meia superior com índice de 22.4 por dia em todo o estado enquanto Brasília tem uma média de 30. Isso sem mencionar que o contingente policial de lá é três vezes maior que o nosso”, compara. Para não chamar a atenção dos ladrões, o delegado aconselha não parar o carro em locais com pouca iluminação ou segurança, não deixar o veículo aberto com crianças dentro, não ficar dentro dos veículos, principalmente no período noturno e, o mais importante, não colocar acessórios demais no veículo. “Isso acaba por motivar o bandido. Tem gente que coloca acessórios que valem mais que o carro. Como vítimas, temos que dificultar e desmotivar. Desmotivar não deixando coisas que chamam a atenção dentro do veículo como bolsas ou notebooks e não colocando esses acessórios tão caros. Normalmente eles agem com alguém dando cobertura, então importante também é não reagir”, finaliza.


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“Não é possível que vão ter coragem de abandonar um Autódromo desses”, diz Wellington Justino Vindo de uma família de pilotos, o atual piloto da Stock Car Montana aconselha acreditar na sobrevivência do Autódromo de Goiânia Wellington Justino não é o único em sua família apaixonado pelo Autódromo de Goiânia e pelo esporte a motor. A família Justino, foi composta por estrelas como Laércio [in memorian], Ananias, Alex, Kleber e o próprio Wellington. Da constelação de profissionais, hoje apenas Wellington e o primo Kleber continuam correndo, na Stock Car Montana e na Supermoto, respectivamente. Isso porque o acidente que tirou a vida de Laércio no ano de 2001, acabou por traumatizar o irmão e companheiro Ananias, que não quis mais correr e acabou influenciando o filho Alex, que acatou a decisão do pai. Relembrando a perda, Wellington afirma que hoje ainda sente falta e saudade do tio. “Foi por causa dele que comecei. Ele ficava no Autódromo 24 horas por dia e eu sempre ia com ele. No dia que meu tio faleceu, no velório dele eu pensei que nunca mais ia correr. Mas depois eu comecei a pensar no que ele falava: ‘-Se eu morrer dentro de um carro de corrida eu morro feliz’.

Eu acho que ele nunca imaginou isso, a gente acha que nunca vai acontecer com a gente. O pessoal falava que o caminhão que ele bateu não podia estar lá, mas são coisas que é para acontecer. Em 2001 mesmo, teve a corrida de Stock e eu cheguei pro meu tio Ananias e falei que ia voltar a correr. E ele falou que se eu voltasse, ele nunca mais ia falar comigo. E eu falei ‘-Então vamos ficar sem conversar porque eu vou fazer uma coisa que eu sei que ele gostava e eu tenho certeza que se ele ver lá de cima ele vai estar feliz pelo que eu estou fazendo’. Na curva que ele morreu eu fiz poli e, por causa de um problema no carro, acabei chegando em segundo, mas ainda parei na curva e fiz um ‘zerinho’. Tudo em homenagem a ele. Eu lembro muito dele e todo mundo lembra. Era um cara muito querido, que todo mundo sabia que gostava demais daquilo”, conta. O que entristece o piloto é a situação do local onde ele começou sua carreira em 1994. “A lembrança que tenho do Autódromo está muito ligada ao meu tio. Até 2001, praticamente, eu vivia ali com ele. Hoje é muito triste ver o Autódromo como está, com a estrutura que tem, hoje abandonado daquele jeito. Se meu tio estivesse vivo ele era um cara que ia botar a boca no trombone. Pelo menos brigar

ele ia brigar. Aquilo ali era a paixão dele”, afirma. O piloto afirma que não coloca muita fé nas autoridades por achar que existe um grande jogo político. “Eu moro perto do autódromo e sei que não incomoda. O que me incomodava eram as festas de som automotivo que tinham ali, aquela bagunça, drogas. O pessoal quebrava o muro, eu ia treinar no sábado e ficava até com medo de levar minha esposa porque tinha muita gente ruim. O Ministério Público precisa ter pulso firme. Tem pouca gente interessada que isso continue. A gente não pode desacreditar, tem que achar que vai dar certo, porque não é possível que vão ter coragem de abandonar um autódromo desses. Sempre que participo dos campeonatos brasileiros,

o que o pessoal mais pergunta é quando vai ter corrida em Goiânia”, pontua. Antes vinham pilotos de São Paulo para treinar em Goiânia por causa da segurança do Autódromo. Pilotos mais jovens, por exemplo, não podem treinar em locais como os Autódromos de Londrina ou Curitiba, em que o muro é perto da pista. Em Goiânia, não há como bater em nada, a praça esportiva conta com local de escape. “O problema foi jogo de vaidade, para ter um cargo no governo. Na questão financeira o pessoal reclama que o Autódromo não dá lucro. Mas é claro que não vai dar lucro com regional, vai dar lucro se trouxer campeonatos nacionais. Eu corro no campeonato brasileiro, eu sei. Tem lugar que a gente vai que a estrutura é pior que aqui, estrutura de boxe, de banheiro, mas tem a pista. Se arrumasse a pista só, os campeonatos viriam. Podia recapear só as curvas se quisessem. A parte de estrutura física não atrapalharia a vinda de um campeonato de Stock Car, por exemplo. A gente vai para lugar pior. E se fechar lá, acabou. Não iam fazer em outro lugar não. Se fosse organizado chamaria público e se tivesse corrida, os meninos mais novos vão sentindo vontade de fazer aquilo, mas se não tem, eles nem aprendem o que é, aí vão jogar bola, fazer outra coisa. Precisa ter vontade dos pilotos, dos preparadores para ficar em cima disso, afinal eles vivem disso. Arruma o asfalto que o Autódromo vai dar lucro”, finaliza.


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Arte Pública democratiza o acesso à cultura Esculturas em locais públicos possibilitam o contato da sociedade com sua identidade. É dever de todos preservar a memória da cidade

Durante muitos anos os museus de arte foram considerados como locais elitistas, de acesso apenas para a alta burguesia. Ainda hoje, mesmo com a disseminação da cultura de forma mais uniforme para todas as camadas sociais, as visitas a museus continuam sendo uma atividade muito pequena de grande parte da população. Isso porque, muitas pessoas acreditam que Fotos: Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)

Monumento à Paz Artista: Siron Franco Identificação: 1988, Concreto e Vidro, 520 x 325 x 325 cm

a arte seja uma forma muito complexa de manifestação cultural. Mas basta dar uma volta pela cidade para notar que, a arte está presente em nossa rotina, em praças, prédios antigos e monumentos. Vivenciamos a arte mesmo sem perceber e, muitas vezes, usamos monumentos como referência para nos localizar na cidade. Em Goiânia, o exemplo mais clássico disso é a “Praça do Bandeirante”, monumento que apesar de causar opiniões diferentes e conflituosas, nos dá referência e diferencia a cidade de Goiânia das outras. “Mesmo as pessoas mais simples, que não têm escolaridade, sabem onde ficam a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor”, afirma a mestre em Cultura Visual pela UFG (Universidade Federal de Goiás), Madalena Cabral. Para Madalena, a arte pública tem diversas funções. Dentre as mais importantes está relacionar a obra e a comunidade, narrar a história da cidade, das personalidades e dos próprios artistas que a produziram, além de resguardar a memória de uma sociedade e, acima de tudo, ela é capaz de atribuir identidade ao espaço em que estamos. Porém, para que essas funções se concretizem, a obra precisa construir um diálogo com essa sociedade. “Um bom exemplo de arte pública é o Monumento à Goiânia, que todo mundo conhece como ‘Monumento das Três

Bosque dos Buritis, Av. Assis Chateaubriand c/ Rua 01 - Setor Oeste

Inaugurado em 20 de setembro de 1988 dia instituído pela Organização das Nações Unidas, como o Dia Internacional da Paz. Contém terra de dezesseis países dos cinco continentes. O monumento tem a forma de uma ampulheta, mas sugere também duas pirâmides. Em sua parte central, onde liga as duas pirâmides, vários compartimentos em vidro, separados por faixas verticais nas cores amarelo, azul, branco, verde e vermelho representando os cinco continentes por meio de suas terras, e um maior com todas as terras misturadas.

O Aprendiz Artista: Sival Veloso Identificação: 1990, Concreto, 289 x 259 x 85 cm Praça do Maçon, Av. São Francisco c/ Av. Meia Ponte - Setor Santa Genoveva

murillo rodrigues

Monumento à Goiânia Artista: Neusa Moraes Identificação: 1967, Bronze, 700 x 310 x 470 cm Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira, Rua 82 - Setor Central

Raças’, que simboliza as três raças que possivelmente construíram Goiânia. O espaço é bem apropriado porque é uma praça seca. A sombra é boa para nós, mas para quem quer estudar a obra, a arvore dá sombra, dá reflexo. Esse monumento seria perfeito se não fosse o estacionamento porque os carros atrapalhavam a visualização. Eu acho que esse monumento é apropriado para a nossa cidade”, afirma Madalena. Porém, nem todos os nossos monumentos possuem essa característica. O mais importante é que quando o artista começa a trabalhar um projeto de arte pública ele precisa estudar o local, os prédios, os moradores, os transeuntes. Caso esse estudo seja superficial, ou não exista, o resultado é a chamada ‘arte mal sucedida’. “Tem que investigar o local, conhecer o entorno para que seja possível definir um tema para essa obra, porque não é qualquer tema que será aceito. É preciso escolher o material, para que a obra possa ser durável. Quando é uma escultura, você precisa ter 360º e tem que possibilitar aproximação e distanciamento para visualizar a obra por inteiro”, afirma. Durante certo período, a administração de Goiânia modificou várias praças, demolindo algumas delas e desfazendo-se de bustos que ficavam no local. “Para que demolir? A cidade é imediatista e precisa de espaço, mas precisamos ter cuidado. Goiânia é muito nova, mas já cometeu muitos equívocos nessa questão”, opina Madalena.

Monumento à Goiânia é o grupo escultórico mais conhecido como Monumento às Três Raças. Considerado o cartão postal dessa capital, ocupa, no primeiro plano urbanístico, o ponto inicial da cidade. Essa obra é uma homenagem à raça brasileira formada pela miscigenação de três raças - o índio, o negro e o branco. As três figuras levantando a coluna representam aqueles que construíram Goiânia.

Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta contra a Ditadura Militar Autor: Marcus Sales Gebrim Identificação: 2004, Ferro, 212 x 212 x 212 cm Av. Assis Chateaubriand c/ Rua Gercina Borges Teixeira - Setor Oeste

Essa escultura é uma homenagem aos mortos e desaparecidos goianos ou que tiveram sua história de vida ligada a Goiás. O monumento é uma esfera, em referência ao planeta Terra e é composta por quinze lâminas representando os 15 personagens mortos ou desaparecidos, entre 1968 e 1979, porque defendiam a justiça e a liberdade.


goiânia, 5 a 11 de setembro de 2010

Projeto beneficiaria 400 mil usuários no Eixo Anhanguera Pesquisa feita pela Metrobus, se aplicada, melhoraria transporte. Mas o atraso na renovação da concessão impediu a liberação de R$ 240 milhões pelo governo federal O governador Alcides Rodrigues, em quatro anos de negociações com ex-prefeito Iris Rezende Machado, não conseguiu chegar a um acordo sobre a renovação da concessão a Metrobus para operar no Eixo Anhanguera, o que impediu a liberação de R$ 240 milhões provenientes do Ministério das Cidades. O dinheiro seria usado em um projeto para melhorar o atendimento aos usuários do Eixo Anhanguera. Hoje, 180 mil pessoas utilizam o Eixo Anhanguera por dia, pagando uma passagem subsidiada de R$ 0,45 e aguardando a média de dois minutos e meio de intervalo entre cada ônibus. De acordo com o diretor de operações da Metrobus, Luciano Leão, até hoje a concessão não foi renovada porque na época tinha, que entrar na concorrência pública da qual o Eixo Anhanguera ficou de fora por causa do subsídio. “A gente vê que a intenção

da prefeitura era acabar com a Metrobus. Se o governo do Estado não participar, essas concessões, essas coisas ficam muito difíceis”, afirma. O diretor comenta ainda que as passagens das linhas alimentadoras estão muito caras. “Existe uma mentalidade de que não pode subsidiar porque vai beneficiar as empresas. Mas por que em Goiânia tem tanto carro? Porque a gente vê a prefeitura fazer ações apenas para beneficiar quem está de carro. Hoje a passagem do ônibus é tão cara que compensa mais ter um veículo”, pontua. Para o arquiteto e assessor da presidência da Metrobus, Guilherme Freitas, hoje a freqüência dos veículos no Eixo é considerada a de um metrô. “Em termos de confiabilidade em intervalos entre um atendimento e outro funciona como um BRT [Ônibus de Trânsito Rápido]. Com o projeto, temos a capacidade de melhorar o atendimento. Não melhorar a freqüência nem a velocidade porque já estamos praticamente no limite, mas de aumentar a quantidade de pessoas atendidas pela linha, com maior eficiência e com racionalização do uso das unidades de transporte”, afirma Guilherme. Na pesquisa de origem e destino feita pela empresa, verificou-se uma grande demanda na ponta que vai do Terminal Novo Mundo até o Padre Pelágio. Entretanto, nos horários

Luciano Leão

Guilherme Freitas

de pico, duas linhas expressas seriam organizadas. Uma do Terminal Novo Mundo até a Praça da Bíblia e outra do Terminal Padre Pelágio até o Terminal Praça A. “A linha expressa não é paradora. Ela enche aqui no Padre Pelágio e vai até a Praça A. As linhas paradoras vão continuar, mas a expressa vai ter a possibilidade de ultrapassagem. Na contagem que fizemos, a linha expressa vai aliviar a paradora e vamos ter possibilidade de operar até com menos ônibus. Hoje são 112, número que passaria para 96, todos bi articulados”, explica o arquiteto. No projeto, toda a pista terá a substituição do piso total, mudando do asfalto para o concreto, que é mais resistente às ondulações. “Embora te-

nhamos notícia de um asfalto mais resistente feito na França, que está vindo agora para o Brasil, ele ainda não cobre o custo do concreto. Outra vantagem do concreto é a facilidade no reparo e na emenda, quando o concreto é mais resistente”, explica Guilherme. Para esse melhoramento do Eixo, todo o sistema do transporte urbano de Goiânia teria que ser replanejado. Inclusive o traçado do Eixo [tombado como patrimônio histórico], cuja idéia seria, na transposição da Av. Goiás com a Av. Anhanguera fazer uma trincheira. “A Goiás mergulharia na altura da Rua 3, e sairia na Rua 4. Estamos fazendo levantamentos com a Celg e a Saneago porque tudo ali é embutido. Como tem uma questão forte na drenagem ali, tem que ter atenção para não acontecer como o viaduto da Av. T-63”, alerta ele. Para Luciano, construir o metrô em Goiânia hoje seria muito caro. Se usados recursos federais, seria mais viável, mas mesmo assim não atenderia sozinho a demanda dos passageiros, visto que a distância entre as plataformas do Eixo Anhanguera têm uma média de 600 m enquanto as do metrô giram em torno de 1,5 km. Já Guilherme alerta que, em alguns locais o metrô não conseguiria subir. “Não descartamos o metrô no eixo norte-sul, que não tem grandes problemas. Mas tem que ser integrado. Teria que haver um esquema para os ônibus não parar em semáforo, apenas na estação. Isso demandaria menos unidades para atender mais que o dobro de pessoas”, finaliza.


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piadas

Diretas Coquetel Nível Simples Novato Edição 88

receita

Tortinhas do palhaço

Confira solução abaixo:

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www.banqueteselanchinhos.com.br

M

Em uma vasilha misture

Pincele com óleo e leve ao forno, quando começar a assar, retire do forno e pincele outra vez com óleo, o ideal é repetir a operação 4 vezes.

A

Modo de preparo

Polvilhe o disco da massa com farinha de rosca, coloque a preparação da fruta e dobre, fechando muito bem as extremidades para que não abram.

C

  1 pacote de massa para pastel   3 maças (ou bananas) cortada em pedaços bem pequenos   1 colher de suco de limão   1 colher de farinha de rosca   Canela a gosto   Açúcar a gosto   1 pitada de sal   1 colher de sopa de manteiga   Óleo para pincelar

a fruta escolhida picada, com o suco do limão, o açúcar, a canela, a manteiga e misture bem.

S

Ingredientes

A

Numa festa, o anfitrião aborda um convidado: - Aquela senhora que está cantando ao lado do pianista é minha mulher!

Um político ladrão vai preso depois de ser acusado de coagir testemunhas, desviar verbas públicas e roubar algum dinheiro público. Já no xadrez, a velha raposa passa mal do coração e é levada às pressas pra um hospital. Depois de todos os exames, o médico explica, com ar grave: — Não chegou a ser um enfarte, mas terei que fazer uma ponte de safena no senhor. O político olha pra um lado, olha pro outro, puxa o médico pelo colarinho e diz baixinho no ouvido dele: — Uma ponte não, doutor... Faça logo três, superfaturadas: uma pra mim, uma pra minha família e a terceira o senhor divide com sua equipe.

L

A Mulher Pianista

Obra super faturada

E

Dois amigos se encontram, depois de muito tempo distantes - Puxa, quanto tempo? Como vão as coisas? - Eu estou ótimo e você? - Eu vou ser pai pela primeira vez! - Que legal! Parabéns! E a sua mulher está feliz? - Por enquanto está! Mas, na hora que ela souber,

Um o diretor do manicômio tem uma idéia brilhante. Colocar areia na piscina do recinto. O próximo passo é soltar os internos para ver se algum deles estaria curado. Os loucos são soltos e a euforia é geral. Todos correm para a piscina e sobra areia para todos os lados. O diretor observa os loucos, quando percebe que um deles não está na piscina. Se aproxima e diz: - Parabéns, rapaz! - Por quê? - pergunta o louco. - Você está curado! Afinal, você foi o único que não pulou na piscina cheia de areia. O maluco franze a testa e responde ao doutor: - Claro que eu não estou louco! Com todas essas pessoas aí nadando, quem o senhor acha que é o salva-vidas?

L

Pai Fresco

Piscina Doida

- Como? - Aquela senhora que está cantando ao lado do pianista é minha mulher! - O quê? - Aquela senhora que está cantando é minha mulher! - Fala mais alto que tem uma velha cretina cantando e eu não estou ouvindo nada!

A

Deus: Criador do universo. Deusa: Superstição. Patrimônio: Conjunto de bens. Matrimônio: Conjunto de males. Herói: Ídolo. Heroína: Droga. Homem público: Homem conhecido e importante que desenvolve atividade pública ou política. Mulher pública: Prostituta. Atrevido: Ousado e valente. Atrevida: Insolente e mal-educada. Solteiro: Bon vivant. Solteira: Desesperada. Machista: Machão. Feminista: Lésbica.

vai ficar uma fera!

S

Preconceito da Gramática

palavras cruzadas


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variedades

Furacão Earl preocupa Fernanda Paes Leme Trabalho separa Glória e Orlando A atriz Fernanda Paes Leme foi uma das muitas celebridades brasileiras que embarcaram para Nova York para a assistir ao show de Ivete Sangalo no Madison Square Guarden, realizado no último final de semana. Através de seu perfil no Twitter ela demonstrou preocupação com a chegada do furacão Earl, que atingiu a costa leste dos Estados Unidos. Os primeiros lugares atingidos foram algumas ilhas da Carolina do Norte, onde os moradores enfrentaram ventos que podem atingir até 230 km/h.

Thammy Miranda e Eliéser em reality da Eliana

Casados há 23 anos, Glória Pires e Orlando Moraes vão dar um tempo forçado. A atriz começa a se preparar para viver Norma, personagem que interpretará em “Insensato Coração”, próxima novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, na Globo. Já seu marido quer continuar morando em Paris, onde o casal vive há dois anos. Glória afirma que sente-se num momento bom para retornar às novelas e revela que sua personagem terá um envolvimento com o personagem do ator Fábio Assunção.

Bebedeira de Jennifer Aniston preocupa amigos

Viviane Araújo foi o primeiro nome confirmado para participar do Reality “Os Opostos se Atraem”, no programa da Eliana. A brincadeira, que tem o prêmio de R$ 20 mil para o vencedor, terá mais dois participantes: Thammy Miranda e o ex-BBB Eliéser. Thammy está solteira, mas preferiu preservar o nome da ex. Ela afirmou que os três têm as mesmas condições de levar o prêmio para casa. O programa vai ao ar no domingo (12).

A inesquecível Rachel Green da série “Friends” agora é a bola da vez nas rodinhas de fofoca sobre estrelas de Hollywood. Há boatos de que a atriz estaria recorrendo ao álcool para superar desgostos. Na festa de lançamento de seu novo filme “Coincidências no amor”, ela teria bebido duas doses de vodka e uma rodada de champanhe em 35 minutos. Amigos mais íntimos estariam preocupados com a bebedeira da estrela.

Galvão confessa: 'Sou amado e sou odiado' O narrador mais famoso da TV Globo, Galvão Bueno, fala sobre a carreira na TV e a vida em Mônaco. Em entrevista à revista “Alfa”, o narrador esportivo fala do bom salário, das conquistas, da vida em Mônaco e diz que não vai se calar. “Sou assim mesmo: papagaio, falo demais, digo palavrão, tenho chilique, brigo, dou esporro, faço as pazes. Sou amado e sou odiado, mas nunca ignorado”, disse. Isso todo mundo sabe.

horóscopo Áries Seja ponderado e tenha ações equilibradas. No setor sentimental respeite a relação que tem. No setor profissional deve procurar um caminho de independência.

Leão Período excelente e caloroso. No plano sentimental, melhore sua relação inovando. No trabalho contará com apoio de muitos para desenvolver seus projetos.

Sagitário Fase de serenidade. No setor sentimental não contrarie a necessidade de dialogar ou desabafar. O setor profissional atravessa uma fase de avaliação da qualidade.

Touro Semana agradável. Na vida amorosa terá o que deseja, não deixe que outros se metam em sua vida. No trabalho tende a passar por contestações e conflitos.

Virgem Deve definir suas posições com firmeza e clareza. Na vida amorosa, controle sua ansiedade e nervosismo. No trabalho poderá tomar medidas inesperadas.

Capricórnio Tudo correrá como deseja. Na vida amorosa, esteja receptivo e tire o melhor partido dos momentos. Receberá respostas favoráveis para projetos antigos.

Gêmeos Algumas dificuldades. No amor, terá momentos de envolvimento e romance pontuais. No setor profissional surgirão dificuldades iniciais em algumas abordagens.

Libra Se esforce para conseguir progressos. No amor, há tendência de se envolver em conflitos. No trabalho não cruze os braços esperando que tudo se resolva.

Aquário Novos caminhos se abrirão para seu futuro. Um encontro ocasional poderá abrir novas perspectivas. Profissionalmente será capaz de encontrar as melhores soluções.

Câncer Fase de movimento e diversão. No setor sentimental bom momento para tomar iniciativas. No setor profissional aproveite para expor ideias e projetos.

Escorpião Semana intensa, não se precipite em decisões. Na vida amorosa pense. Faça uma pausa para pensar na vida. Profissionalmente, será cobrado pelos seus erros.

Peixes Se sentirá mais forte e determinado. Na vida amorosa aproxime-se de quem você gosta. No trabalho demonstrará grande capacidade de liderança e será elogiado.

saúde & beleza

Usar maquiagem todo dia faz mal? Na verdade não. Entretanto, não se pode descuidar da pele antes e depois de usar a maquiagem. É melhor gastar alguns minutinhos com os cuidados para garantir uma pele bonita e saudável por mais tempo. Afinal, quando o rosto está bem hidratado o resultado da maquiagem fica ainda melhor. Se você é daquelas mulheres que gostam de usar maquiagem todos os dias, nada de preguiça. É preciso remover e limpar muito bem a pele. Para isso, use um bom demaquilante, que deve ser escolhido de acordo com o seu tipo de pele. Escolher produtos de boa qualidade também é uma forma de preservar a sua pele. Os produtos com composição mineral são uma boa pedida, pois agridem menos a pele. Quem tem a pele do tipo mista ou oleosa deve investir em produtos oil free [livre de óleo] e nas versões em pó. Agora que você já sabe que a maquiagem diária não faz mal, capriche nos cuidados e tente equilibrar os looks. Prefira uma maquiagem mais básica para o dia-a-dia, com cores mais claras e suaves. Deixe para fazer uma grande produção com cores escuras e olhos bem pretos apenas nas ocasiões especiais ou para a noite.


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humor


goiânia, 5 a 11 de setembro de 2010

Ensaio fotogrĂĄfico por Murillo Rodrigues


goiânia, 5 a 11 de setembro de 2010

Aos 10 anos, Clube do Opala de Goiânia continua conquistando adeptos Opaleiros se divertem com as aventuras proporcionadas por seus carros e não escondem a paixão pelos modelos O OpalaGyn (Clube do Opala de Goiânia) surgiu em meados de 1999, mas foi no começo deste ano que comemorou seu aniversário oficial de dez anos. De acordo com assessor jurídico e presidente do clube, Benigno Nunes da Silva Neto, mais conhecido como Binga, tudo começou quando dois opaleiros começaram a se encontrar em um posto de gasolina e em um pit dog. A amizade nasceu e logo foi ganhando adeptos e admiradores, daí resolveram montar o clube. Hoje são cerca de 65 associados, dos quais cinco são mulheres. “Temos uma agenda com a programação do ano. Os encontros semanais acontecem toda sexta-feira na Praça Tamandaré e aos sábados, no posto T-13, na Av. T-4 com a T-13, no Setor Bueno, a partir das 17h. No último domingo do mês nos encontramos no mercado aberto da Av. Paranaíba, onde acontece o Interclubes, a partir das 9h”, explica Binga, que já está há seis anos na diretoria do clube. “Sou presidente pela segunda vez consecutiva. O primeiro mandato foi em 2008 e reeleito em 2010 com 100% de aprovação. Antes, fui tesoureiro e secretário geral”, conta. A cada dois meses, o clube faz a abertura do KM de Arrancada, além

de realizar viagens esporádicas pelo interior de Goiás, como passeios e exposições. “Desde 2001 possuo um GM/ Opala Comodoro Azul, 1975. Quando o adquiri ele não havia passado por um processo de reforma, mas era um carro com estrutura exemplar. Ele está em processo de restauração em fase de montagem há cinco anos. O carro tem um significado muito grande pra mim, porque veio de um sacrifício enorme de muito tempo de trabalho. Esse carro apareceu na minha vida em função de uma dissolução de sociedade que foi o que me restou na época. Tenho outro meio de locomoção, este raro só vai ser para os finais de semana e exposição”, explica Binga. O amigo Wisley Martins de Souza, comerciante na área de som automotivo, possui há um ano, um Diplomata Preto, de 1989. “Quando comprei, ele estava em bom estado, mas fui mexendo nele pra colocá-lo mais original.

Por exemplo, as faixas laterais, grade dianteira e rodas. Tento manter sua originalidade real. O primeiro que tive eu vendi para comprar esse. Para mim o Opala foi e será o carro com maior conceito de todos”, afirma. Quanto às companheiras, Binga afirma que a aceitação da namorada é muito satisfatória, causando surpresa. “Ela aprendeu a gostar do carro e fica contando as horas para o meu carro ficar pronto e podermos viajar e passear”, confessa. A esposa de Wisley reclamava no começo, mas hoje já se acostumou. “Ela pegou um amor muito grande no carro. Mas de vez em quando ainda me joga na cara que eu tenho mais zelo com o carro do que com ela. No fundo ela sabe que não é assim, que ela e o carro têm seus lugares no meu coração”, declara. Certa vez, Wisley estacionou o carro em um Shopping de Goiânia e, depois de duas horas, voltou para pe-

gá-lo. “Coloquei a chave na porta, destranquei, coloquei a chave na ignição e funcionei normal, mas aí que percebi que o carro estava muito silencioso. Como era um Opala preto idêntico ao meu achei que era o meu. Aí saí todo desconfiado com medo de alguém me chamar a atenção e então percebi que meu carro estava em outro solo”, relembra. Binga também já passou por aventuras quando buscava uma Caravan preta para um amigo. “Tinha vidros escuros, era o típico carro de malandro. Chegando na divisa de São Paulo e Minas Gerais, nos deparamos com uma viatura da Polícia Rodoviária Federal no sentido contrário da via. Sentimos que o policial veio na nossa direção com uma certa rapidez. Percebendo isso, pisei no acelerador e logo encostei em uma Rodoviária nas proximidades da BR. O policial passou nos procurando, mas ficou só na vontade”, finaliza.


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reclamação

Falta de bagageiros em semiurbanos causam transtornos aos passageiros Quem usa diariamente o serviço semiurbano da Viação Araguarina para as cidades de Inhumas e Anápolis reclama da falta de bagageiros, ou melhor, o lacramento deles. Seu José trabalha na Ceasa de Goiânia e mora em Anápolis e diz que até pouco tempo havia os bagageiros. “Como trabalho na Ceasa muitas vezes venho com saco de verduras e quando tinha bagageiro era mais fácil, você colocava e embarcava. Hoje como está lacrado, tenho que levar o saco comigo e ocupa um espaço no ônibus e atrapalha quem quer passar. Está horrível”, diz. A enfermeira Marcela Lopes trabalha no Vale dos Sonhos e também mora em Anápolis. Ela conta o caos que acontece em vésperas de feriados. “No Dia das Mães, por exemplo, foi um tumulto. Era mala no corredor do ônibus, gente em pé reclamando e, ainda por cima, tinham alguns que usavam o banco como apoio de mala, ou seja, a mala ocupava um lugar do passageiro. Isso é um absurdo, se liberassem o bagageiro não acontecia isso e teríamos

mais conforto”, conta. Na Rodoviária de Goiânia a situação é um pouco mais complicada. Pessoas que vem de outras cidades ou até outros estados reclamam da falta desses bagageiros. “Vim do Tocantins e vou para Anápolis pela primeira vez visitar minha tia. Quando fiquei sabendo que o bagageiro era lacrado simplesmente fiquei sem ação. Só falaram para eu colocar minhas quatro malas dentro do ônibus e as malas são pesadas para passar na catraca”, afirma a passageira Adriana Luís. Outro passageiro reclama que não pode prosseguir para Inhumas, pois sua bagagem não cabia dentro do veículo. “Só falaram que eu ia ter que pegar um ônibus rodoviário porque minha caixa e mala não cabiam dentro do ônibus. Questionei sobre o bagageiro, mas fizeram pouco caso e afirmaram que estava lacrado e que não tinha jeito de abrir. Reclamei para a empresa, mas não tive resposta”, comenta o mestre de obras Pedro Jacobina. Os usuários relatam que já viram

de tudo dentro do ônibus. “Já vi carrinho de doce, cadeira de rodas, carrinho de feira, de neném, enfim, de um tudo aqui dentro e isso atrapalha até a gente passar. Quem está perto desses objetos pode até machucar, fora que incomoda todo mundo”, diz o estudante Jean Rodrigues. Para a jornalista Samarah Queiroz quem sai

perdendo são as duas partes. “O usuário perde em termos de qualidade e conforto na viagem e a empresa perde passageiros, porque uma vez sem bagageiro, as malas podem ocupar um espaço de uma pessoa, então tecnicamente ela deixaria de levar um passageiro e lucrar com ele. Perde todo mundo”, conclui.

estrutura

Faltam pontos de ônibus em Campinas Em Campinas, no trecho entre a Praça Joaquim Lúcio e o Estádio do Atlético, na Av. 24 de Outubro, praticamente não existem pontos de ônibus ou qualquer sinalização apontando que o local de fato é um ponto. Somente no início desse trecho, próximo ao estádio, existe pontos em estado precário. “Não tem nada que fale que aqui é um ponto de ônibus. A referência que a gente tem são as lojas como a Casas Bahia e o Novo Mundo”, diz a nutricionista Jane Karvalho. “Aqui é difícil pegar ônibus, mas a gente sabe que é ponto porque pega aqui todo dia. Seria bem melhor se tivesse uma placa falando que aqui é um ponto, pois não é só a gente de Goiânia que vem aqui”, conta o vendedor Rafael Mônaco. Para os passageiros, a estrutura de

um ponto não existe por causa da falta de espaço. “As calçadas são pequenas e não tem como colocar um ponto aqui, além disso, é muito movimentado”,

comenta a passageira Amanda Ferreira. “Em época de chuva é pior, pois a gente fica praticamente dentro da loja atrapalhando quem quer comprar e

tem um pessoal que reclama que não pode ficar dentro loja e isso e aquilo, então quer que a gente molhe? Que eles [lojistas] mandem fazer um ponto de ônibus então”, reclama a psicóloga Cecília Gibram. Os pontos que existem nesse trecho são precários. “Essa estrutura só serve para se proteger do sol, porque na chuva, se tiver muita gente, o pessoal molha. Fora que tem que abrir guarda-chuva para não se molhar”, conta o mecânico Eurípides Santana. “Bem que podiam colocar desses pontos novos. É bem mais confortável, e a gente pode esperar sentada. Esperar ônibus nesse pedaço de Campinas chega a ser torturante, ainda mais com criança de colo”, finaliza a bancária Beatriz Rocha.


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Jornal Da Linha #23  

Edição número 23 do Jornal Da Linha

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