Page 1

C

1

ELIAN ALABI LUCCI ANSELMO LAZARO BRANCO CLÁUDIO MENDONÇA

NO MUNDO GLOBALIZADO

TERRITÓRIO E SOCIEDADE

TERRITÓRIO E

SOCIEDADE

NO MUNDO GLOBALIZADO

1 ENSINO MÉDIO

COMPONENTE CURRICULAR

GEOGRAFIA 1o ANO ENSINO MÉDIO

ELIAN ALABI LUCCI ANSELMO LAZARO BRANCO CLÁUDIO MENDONÇA

MANUAL DO PROFESSOR

27638COL05 TERRITORIOG1 LP.indd 1

12/06/14 13:58


ELIAN ALABI LUCCI ANSELMO LAZARO BRANCO CLÁUDIO MENDONÇA

1

TERRITÓRIO E

SOCIEDADE

ENSINO MÉDIO

NO MUNDO GLOBALIZADO ELIAN ALABI LUCCI

COMPONENTE CURRICULAR

Bacharel e licenciado em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

GEOGRAFIA 1o ANO ENSINO MÉDIO

Professor da rede particular de ensino Diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) – Seção local Bauru-SP

ANSELMO LAZARO BRANCO Licenciado em Geografia pela FAI – Faculdades Associadas Ipiranga Professor da rede particular de ensino

CLÁUDIO MENDONÇA Bacharel e licenciado em Geografia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) Professor da rede particular de ensino

2-a edição – 2013 São Paulo

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 1

MANUAL DO PROFESSOR

6/25/13 7:57 AM


Território e sociedade no mundo globalizado, 1 © Elian Alabi Lucci, Anselmo Lazaro Branco, Cláudio Mendonça, 2013 Direitos desta edição: Saraiva S.A. – Livreiros Editores, São Paulo, 2013 Todos os direitos reservados

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Lucci, Elian Alabi Território e sociedade no mundo globalizado, 1: ensino médio / Elian Alabi Lucci, Anselmo Lazaro Branco, Cláudio Mendonça. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2013. Suplementado pelo manual do professor. Bibliografia. ISBN 978-85-02-19137-2 (aluno) ISBN 978-85-02-19138-9 (professor) 1. Geografia (Ensino médio) I. Branco, Anselmo Lazaro. II. Mendonça, Cláudio. III. Título. 13-04621

CDD-910.712

Índices para catálogo sistemático: 1. Geografia : Ensino médio

Gerente editorial Editor

910.712

M. Esther Nejm Wagner Nicaretta

Editores assistentes

Brunna Paulussi, Raquel Maygton Vicentini

Assistente editorial

Ana Flávia Cechinel

Estagiário Coordenador de revisão Revisores Assistente de produção editorial

Felipe Rodrigues Sanches Camila Christi Gazzani Cesar G. Sacramento, Nilce Xavier, Sueli Bossi Rachel Lopes Corradini

Coordenador de iconografia

Cristina Akisino

Pesquisa iconográfica

Thiago Fontana

Licenciamento de textos Gerente de artes Supervisão de editoração Produtor de artes Projeto design gráfico

Erica Brambila Ricardo Borges Fernando Jesus Claro Narjara Lara Ulhôa Cintra Comunicação Visual e Arquitetura

Capa

Merli.Design

Foto

Thomas Knauer/Panther Media/Easypix Brasil

Diagramação

Neusa Osima

Cartografia e gráficos

Mario Yoshida

Assistente de artes Assistente de produção de artes Tratamento de imagens

Daniela Máximo Jacqueline Ortolan Emerson de Lima

Impressão e acabamento Impresso no Brasil 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 2

6/13/13 5:07 PM


ÇÃO

TA APRESEN

A complexidade das paisagens, das atividades humanas, das sociedades e do nível de desenvolvimento entre os países é enorme no espaço geográfico mundial. As transformações tecnológicas ocorrem em ritmo acelerado, alterando os processos de produção, as relações de trabalho, o modo como a sociedade se relaciona com a natureza e as formas de organização espacial. Ao mesmo tempo em que se amplia a capacidade produtiva e surgem novas modalidades de consumo, intensifica-se a retirada de recursos naturais e a degradação de ecossistemas. Alguns problemas ambientais atingem dimensão planetária, os quais a humanidade nunca havia enfrentado. No âmbito das relações internacionais surgiram novos conflitos, e novos arranjos nas relações de poder no mundo atual estão sendo redefinidos. A Geografia tem muito a contribuir para a compreensão desse novo mundo, cada vez mais complexo, cujas transformações são surpreendentes. A seleção dos conteúdos, a estruturação das atividades e seções e a organização desta coleção foram feitas com base em algumas preocupações centrais que caminham conjuntamente: a discussão dos principais temas estudados no Ensino Médio, a compreensão de questões relevantes que envolvem o espaço geográfico no mundo atual, e a formação de cidadãos atentos, críticos e capazes de refletir sobre soluções aos problemas sociais, econômicos e ambientais. Nesta coleção, a realidade brasileira, abordada em todas as unidades, recebe destaque especial de modo que o território brasileiro possa ser estudado num contexto mais abrangente e em comparação com outras realidades presentes no mundo atual. A economia, a sociedade e a natureza são tratadas como integrantes de um mesmo e diversificado processo, que envolve desenvolvimento tecnológico, globalização, impactos ambientais e sociais, redes mundiais de produção, de informação e de circulação. A abordagem dos conteúdos não está restrita à visão dos autores desta coleção. Em diversos momentos, contrapomos visões e situações distintas – por vezes conflitantes – sobre um mesmo assunto, contribuindo para uma percepção crítica e ampla da realidade. Além disso, há espaço para que você – aluno e leitor – se manifeste. Para que isso ocorra, apresentamos seções e atividades que solicitam sua opinião, reflexão e discussão sobre os mais variados temas, além da investigação da sua realidade mais próxima. Os capítulos apresentam uma seleção de textos (poesias, crônicas, notícias de jornais e de revistas, textos científicos) e outros recursos (fotografias, charges, mapas, tabelas, gráficos, infográficos) sobre os diversos temas. Muitas vezes, eles são acompanhados por atividades de análise e interpretação. Esperamos que esta coleção possa auxiliá-lo em seus estudos, ampliar seus conhecimentos e sensibilizá-lo para as grandes questões e desafios do mundo contemporâneo, a fim de lhe proporcionar possibilidades mais amplas de inserção crítica na sociedade em que vivemos. Portanto, este projeto não termina aqui. Será efetivado com o seu envolvimento e sua participação em seu cotidiano. Os autores

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 3

06/06/13 10:27


[

CONHEÇA SEU LIVRO

]

U N IUDNAIDDEA D 1E 1

Abertura de unidade Uma imagem e um breve texto apresentam e relacionam os conteúdos que você irá estudar nos capítulos que compõem as unidades do livro.

ERA DA INFORMAÇÃO E SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS A imagem mostra detritos espaciais em torno da Terra, formados por uma infinidade de objetos descartados pelos seres humanos, como satélites desativados. De 1957 a 2012, cerca de 6 mil satélites foram lançados para a órbita terrestre. A imagem é uma montagem, pois o tamanho dos detritos está exagerado em relação à Terra.

Este livro não é consumível. Faça todas as atividades em seu caderno.

CAPÍTULO 1

A GEOGRAFIA NA ERA DA INFORMAÇÃO CAPÍTULO CONTEXTO

ESA

As relações entre a sociedade e o espaço são mediadas, cada vez mais, pela tecnologia da informação. Para a Geografia, a informação é um recurso importantíssimo para o estudo e a representação do espaço geográfico. As tecnologias da informação utilizadas pela Geografia apoiam-se em satélites artificiais, computadores (hardware) e programas específicos (software), entre outros recursos. Esses recursos tecnológicos, conhecidos como SIGs (Sistema de Informações Geográficas), captam, processam e elaboram imagens que são utilizadas para fazer mapas e monitorar diversas atividades humanas, sendo essenciais para o trabalho do geógrafo.

10

UNIDADE 1

1

Filmes de espionagem e fascínio pela tecnologia da informação

A GEOGRAFIA NA ERA DA INFORMAÇÃO

“O agente de espionagem é uma das metáforas mais O espião não é novo na Terra, longe disso. Vale poderosas do nosso tempo. Nenhuma outra figura con- a pena perguntar, por conseguinte, por que neste quistou com tanto sucesso a imaginação contemporânea. momento específico o tema espionagem está dominando Filmes às centenas glorificam o C007 A PeÍseus T U Lfictícios O 1 equiva- a imaginação popular, empurrando para a sombra o lentes. A televisão e os livros de bolso produzem imagens detetive particular, o policial e os cowboys. Quando fazeintermináveis do espião como arrojado, romântico, amoral, mos a pergunta, imediatamente notamos uma imporA GEOGRAFIA NA maior (ou menor) que o natural. Entrementes, os governos tante diferença entre o espião e esses outros heróis ERA INFORMAÇÃO da lenda. Enquanto o policial e os cowboys da ficção gastam milhões em DA espionagem. KGB Agentes da KGB, da CIA e de várias se apoiam simplesmente em seus revólveres ou seus C O N Toutras E X Tagências O Komitet viajam umas atra- punhos, o espião fictício vem equipado com a última, a Gosudarstveno mais exótica tecnologia: microfones eletrônicos, bancos vésC Odas N T outras E X T O de Berlim a Beirute, Bezopasnosti, em Filmes de espionagem pela tecnologia da informação de computadores, câmeras infravermelhas, carros que de Macau à Cidade do México. e fascínio português: Comitê de Filmes de espionagem e fascínio pela tecnologia da informação Segurança do Estado. voam andam, helicópteros, submarinos individuais, de espionagem das metáforas mais O espião é novo na O Terra, longe disso. Vale é novo na Terra, longe disso. Vale “O agente de“O agente espionagem éé uma uma das metáforas maisnãoou espião não Moscou, correspondenFoi a principal agência poderosas doEm perguntar, por conseguinte, por que semelhantes. neste nosso tempo. Nenhuma outra figura con- a penaraios da morte e coisas a pena perguntar, por conseguinte, por que neste poderosas do nosso tempo. Nenhuma outra figura contes ocidentais são acusados de

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

Abertura de capítulo de informação e Há, momento entretanto, uma razão mais profunda está paradominando o segurança (serviçoscom tanto específico o tema espionagem quistou sucesso a imaginação , caem espionagem. Em Bonn contemporânea. secretos)Filmes da antigaàs centenas glorificam o 007 e seus fictícios equivaespião. Os cowboys, guardas, os para detetives popular, os empurrando a sombra o chanceleres porque minis- advento adoimaginação Os capítulos abrem com a seção Contexto União Soviética particulares, os aventureiros os exploradores – os heróis detetive particular, oe policial e os cowboys. Quando fazeA televisão e osestão livrosinfestados de bolso de produzem térios espiões. imagens durante alentes. Guerra Fria. tradicionais do celuloide – perseguem mosdaa imprensa pergunta,e imediatamente notamos tipiuma impordoEm espião como arrojado, romântico, amoral, Washington, investigadores (texto e/ou imagem), relacionada ao tema intermináveis camentetante o tangível: querem terra para o egado, diferença entre o espião essesquerem outros heróis maior (ou menor)doque o natural. Entrementes, os governos Congresso denunciam simulCIA dinheiro, querem capturar o bandido ou conquistar a mocida lenda. Enquanto o policial e os cowboys da ficção gastam milhões espionagem. taneamente os crimes de em agentes que será trabalhado, seguida do boxe Central Intelligence KGB nha. Nãoseé assim com o espião. apoiam simplesmente em seus revólveres ou seus Agentes da KGB, da CIA oe de várias secretos americanos e coreanos, Agency, emKomitet português: punhos, o espião fictício vem equipado com a outras umas atra- Pois o negócio básico do espião é a informação – e aúltima, a próprio céu estáagências cheio deviajam satélites Agência Central Discuta, com atividades que apuram os Gosudarstveno mais exótica tecnologia: microfones eletrônicos, defotograBerlim a Beirute, informação tornou-se talvez o negócio mais importante e bancos de Inteligência. Foi ao das queoutras parece Bezopasnosti, em espiões, vés criada em 1947 no de cresce computadores, câmeras infravermelhas, carros que de Macau o que mais no mundo.” português: Comitê fando de cada palmo àdaCidade Terra.do México. prévios o tema que Observe aconhecimentos tabela a seguir, que mostra de forma resumida assobre transformações que início da Guerra Fria do Estado. Segurança voam ou andam, helicópteros, submarinos individuais, Em Moscou, correspondenObserve a tabela a seguir, que mostra de forma resumida as transformações que e atua até osFoidias de a principal agência o meio geográfico sofreu ao longo da história. hoje. Trata-se uma tes ocidentais são acusados de raios da morte e coisas semelhantes. o meio geográfico sofreu ao longo da história. dede informação e será estudado. agência de informação Há, entretanto, uma razão mais profunda para o D I S C U TA segurança (serviços quistou com tanto sucesso a imaginação contemporânea. Filmes às centenas glorificam o 007 e seus fictícios 1 equivalentes. A televisão e os livros de bolso produzem imagens intermináveis do espião como arrojado, romântico, amoral, maior (ou menor) que o natural. Entrementes, os governos gastam milhões em espionagem. KGB Agentes da KGB, da CIA e de várias Komitet outras agências viajam umas atraGosudarstveno vés das outras de Berlim a Beirute, Bezopasnosti, em de Macau à Cidade do México. português: Comitê de Segurança do Estado. Foi a principal agência de informação e segurança (serviços secretos) da antiga União Soviética durante a Guerra Fria.

Mudanças tecnológicas ao longo do tempo Mudanças tecnológicas ao longo do tempo Comunicação Energia Meios Comunicação Energia Meios Linguagem oral e pictórica Fogo Instrumentos primitivos Linguagem oral e pictórica Fogo Instrumentos primitivos Escrita Agrícola Tração animal Charrua (arado grande, de ferro) Escrita Imprensa Agrícola Tração animal Charrua (arado grande, de ferro) Imprensa Telégrafo Telégrafo Máquinas avançadas Telefone Máquina a vapor Máquinas avançadas Telefone Estradas de ferro Industrial Fonógrafo Máquina a vapor Eletricidade Estradas ferro Industrial Fonógrafo Veículos de motorizados Rádio Eletricidade Veículos motorizados Rádio Cinema Observe a tabela a seguir, que mostra de forma resumida as transformações que Cinema o meio geográfico sofreu ao longo da história. Transporte supersônico e interplanetário Televisão Mudanças tecnológicas ao longo do tempo Transporte supersônico e interplanetário Materiais sintéticos Fissão atômica Televisão Satélite Energia MeiosFissão atômica Robótica sintéticos Baterias elétricas Materiais AtualComunicação Fonte: elaborado com base Período em Satélite Computador GROS, em SANTOS, Milton. Robótica Atual Pré-agrícola Linguagem oral e pictórica Fogo Instrumentos primitivosBaterias Microeletrônica Laser elétricas Fonte:B.M. elaborado com base em Computador Sistemas multimídia A natureza SãoMilton. Paulo: GROS, B.M. do emespaço. SANTOS, Microeletrônica Laser Biotecnologia Escrita Agrícola Tração animal Charrua (arado grande, de ferro) Sistemas multimídia Hucitec, 140. A natureza do espaço.1996. São p. Paulo: Imprensa Biotecnologia Período Período Pré-agrícola Pré-agrícola

Hucitec, 1996. p. 140.

Industrial

Telégrafo Telefone Fonógrafo Rádio Cinema

Máquina a vapor Eletricidade

Máquinas avançadas Estradas de ferro Veículos motorizados

. OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA . OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

Transporte supersônico e interplanetário Televisão O jornal, o rádio e a televisão foram se sucedendo ao longo da história recente, sem Materiais sintéticos Fissão atômica Satélite Robótica Baterias elétricas jornal, o rádio e a televisão foram sucedendo ao história orecente, sem Computador que oOaparecimento novo meio desecomunicação delongo massadaexcluísse outro. AtuMicroeletrônica Laser de um Sistemas multimídia Biotecnologia que o aparecimento de umtodos novoesses meiomeios de comunicação deaparelho: massa excluísse o outro.Além Atualmente, a internet reúne em um único o computador. almente, a internet reúne todos esses meios em um único aparelho: o computador. Além disso, ela oferece outras formas de comunicação, como o correio eletrônico (e-mail), as . OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA disso, ela oferece outras formas de comunicação, como o correio eletrônico (e-mail), as conferências em tempo real elongo as cirurgias à distância (telemedicina), viabilizando ações no O jornal, o rádio e a televisão foram se sucedendo ao da história recente, sem que o aparecimento de um novo meiotempo de comunicação deas massa excluísse o outro. Atuconferências em real e cirurgias à distância (telemedicina), viabilizando ações no espaço geográfico sem a necessidade de deslocar pessoas, papéis ou outro elemento material. almente, a internet reúne todos esses meios em um único aparelho: o computador. Além sem a necessidade de deslocar outroexercem elementoum material. disso, elaespaço oferece outras formas da de comunicação, como o correio eletrônico (e-mail), aspessoas, papéis Nageográfico Era Informação, os meios de comunicação de ou massa papel conferências em tempo real e as cirurgias à distância (telemedicina), viabilizando ações no Mídia Na Era da Informação, os meios dematerial. comunicação massa exercem umdifusão papel social importante. o elemento volume de notícias foidetão grande nem sua espaço geográfico semmuito a necessidade de deslocar pessoas,Nunca papéis ou outro Mídia o conjunto dos meios de Na Era da Informação, osimportante. meios de comunicação de massa um papel social muitoDo Nunca oexercem volume deamplo notícias foi tão nem sua Mídia tão rápida. mesmo modo, foi o poder degrande manipulação dadifusão mídia, ocomunicação. conjunto dos meios de social muito importante. Nunca o volume de notícias foi tãonunca grande nem suatão difusão o conjunto dos meios de tão rápida. Do mesmo modo, nunca foidatão amplo o poder dedivulgados manipulação da mídia, tão rápida. Do mesmo modo, nunca foi tão amplo o poder de manipulação mídia, comunicação. comunicação. que muitas vezes seleciona ou distorce os acontecimentos segundo seus que muitas vezes seleciona ou distorce os acontecimentos divulgados segundo seus que muitas vezes seleciona ou distorce os acontecimentos divulgados segundo seus próprios próprios interesses políticos e econômicos.políticos A informação,eportanto, não é neutra, A informação, portanto, não é neutra, interesses econômicos. imparcial. Ela é selecionada, transmitida epolíticos aplicada segundo o ponto de vista e os A informação, portanto, não é neutra, próprios interesses e econômicos. DICAS Ela é selecionada, transmitida e aplicada segundo o ponto de vista e os interessesimparcial. de países, empresas, partidos políticos, movimentos sociais etc. SITES DICAS é selecionada, transmitida e aaplicada segundo osociais pontoetc. de vista e os Comimparcial. isso, os grandes Ela conglomerados de comunicação acabam controlando interesses de países, empresas, partidos políticos, movimentos D I CDonos A Sda Mídia mídia internacional e exercendo forte influência política e cultural em todos os paíwww.donosdamidia. SITES interesses países, empresas, partidos políticos, movimentosacabam sociais etc. com.br ses. As grandes empresas comunicações detêm diversas atividades que envolvem ode comunicação Comdede isso, os grandes conglomerados controlando a SITES DonosO site dareúne Mídia dados públicos jornalismo, o entretenimento e a publicidade. Com essaconglomerados estrutura, dificilmente essas Com isso, os grandes de comunicação acabam controlando a e informações fornecidas mídia internacional e exercendo forte influência política e cultural em todos os paíwww.donosdamidia. Donos da Mídia empresas se comprometem com o interesse público, voltando-se não para os cidadãos, pelos grupos de mídia, um panorama mas paramídia os consumidores. e exercendo forte influência cultural em todos os paí-o com.brmontando www.donosdamidia. ses. Asinternacional grandes empresas de comunicações detêmpolítica diversaseatividades que envolvem sobre a mídia no Brasil. As principais agências de notícias, com capacidade de cobertura mundial – já que com.br Observatório da públicos O site Imprensa reúne dados ses. As grandes empresas de comunicações detêm diversas atividadesdificilmente que envolvem o mantêm uma estrutura organizacional e tecnológica de caráter e qualidade global, como jornalismo, o entretenimento e a publicidade. Com essa estrutura, essas informações fornecidas www.observatorioda Oe site reúne dados públicosReuters, France Presse, CNN e Fox News –, estão sediadas nos países desenvolvidos. jornalismo, ocomprometem entretenimento e asepublicidade. Com voltando-se essa estrutura, essas imprensa.com.br empresas com interesse público, nãodificilmente para os cidadãos, os grandesse centros econômicos mundiais, onde o localizam as sedes grupos de mídia, Neles se situam epelos informações fornecidas O Observatório da de empresas multinacionais, principais centros financeiros, instituições empresas comimportantes o interesse público, voltando-se não para os cidadãos, Imprensa éde uma entidade montando um panorama pelos grupos mídia, mas para se ososcomprometem consumidores. governamental que de pesquisa, universidades etc. Esses centros econômicos são dotados de infraestrusobre anão mídia no Brasil. montando um panorama acompanha de forma mase para oscomconsumidores. tura adequada moderna, capacidade de processar enorme quantidade As principais agências dee gerar notícias, com capacidade de cobertura mundial – já que crítica o desempenho da sobre a mídia no Brasil. de informações, que são distribuídas para jornais, revistas e emissoras de rádio e de Observatório mídia brasileira.da As principais agências de notícias,ecom capacidade de cobertura mundial – jácomo que mantêm uma estrutura organizacional tecnológica de caráter e qualidade global, televisão de todo o mundo. Imprensa da Observatório mantêm estrutura e tecnológica de caráternos e qualidade global, como www.observatorioda Imprensa Reuters,uma France Presse,organizacional CNN e Fox News –, estão sediadas países desenvolvidos. 16 imprensa.com.br www.observatorioda Reuters, France Presse, CNN e Fox News –, estão sediadas nos países desenvolvidos. Neles se situam os grandes centros econômicos mundiais, onde se localizam as sedes imprensa.com.br O Observatório da Neles se situam os grandes centros econômicos onde se localizam as sedes de empresas multinacionais, os principais centrosmundiais, financeiros, importantes instituições é umadaentidade OImprensa Observatório de os principais centros financeiros, não governamental que Imprensa é uma entidade deempresas pesquisa,multinacionais, universidades etc. Esses centros econômicos sãoimportantes dotados deinstituições infraestruacompanha de forma não governamental que de pesquisa, universidades etc. Esses centrosde econômicos são dotados de quantidade infraestrutura adequada e moderna, com capacidade processar e gerar enorme crítica o desempenho acompanha de forma da tura adequada e moderna, com capacidade de processar e gerar enormedequantidade de informações, que são distribuídas para jornais, revistas e emissoras rádio e de mídia brasileira. crítica o desempenho da de informações, são distribuídas para jornais, revistas e emissoras de rádio e de mídia brasileira. televisão de todoque o mundo. televisão de todo o mundo. Fonte: elaborado com base em GROS, B.M. em SANTOS, Milton. A natureza do espaço. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 140.

Atual

CIA Central Intelligence Agency, em português: Agência Central de Inteligência. Foi criada em 1947 no início da Guerra Fria e atua até os dias de hoje. Trata-se de uma agência de informação (serviço de inteligência) dos Estados Unidos.

Em Moscou, correspondentes ocidentais são acusados de espionagem. Em Bonn1, caem chanceleres porque seus ministérios estão infestados de espiões. Em Washington, investigadores do Congresso denunciam simultaneamente os crimes de agentes secretos americanos e coreanos, o próprio céu está cheio de satélites espiões, ao que parece fotografando cada palmo da Terra.

momento específico o tema espionagem está dominando a imaginação popular, empurrando para a sombra o detetive particular, o policial e os cowboys. Quando fazemos a pergunta, imediatamente notamos uma importante diferença entre o espião e esses outros heróis da lenda. Enquanto o policial e os cowboys da ficção se apoiam simplesmente em seus revólveres ou seus punhos, o espião fictício vem equipado com a última, a mais exótica tecnologia: microfones eletrônicos, bancos de computadores, câmeras infravermelhas, carros que voam ou andam, helicópteros, submarinos individuais, raios da morte e coisas semelhantes. Há, entretanto, uma razão mais profunda para o advento do espião. Os cowboys, os guardas, os detetives particulares, os aventureiros e os exploradores – os heróis tradicionais da imprensa e do celuloide – perseguem tipicamente o tangível: querem terra para o gado, querem dinheiro, querem capturar o bandido ou conquistar a mocinha. Não é assim com o espião.

Pois o negócio básico do espião Alvin. é a informação – e aonda. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 161. TOFFLER, A terceira informação tornou-se talvez o negócio mais importante e o que mais cresce no mundo.” TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 161.

1 , acredita caemque os filmes de espionagem e toda a parafernália tecnológica que os espionagem. Em1. Porque Bonnele (serviço de inteligência) D I S C U TA secretos) da antiga 1. Porque ele acredita que os filmes de espionagem e toda a parafernália tecnológica que os advento espião. Osa cowboys, os guardas, os detetives chanceleres porque seusapresentam minisseus personagens apresentam maisdo sintonizados com realidade atual. dos EstadosUnião Unidos. seus personagens estão mais sintonizadosestão com a realidade atual. Soviética 1. Segundo o autor,por por queque filmesfilmes de espionagem maior fascínioexercem que particulares, osfilmes aventureiros e os exploradores 1. Segundo o autor, espionagem maior fascínio que filmes – os heróis térios estão infestados de espiões.de exercem durante a Guerra Fria. policiais, de detetive particular ou de cowboys? Tangível daúltimo imprensa e do celuloide – perseguem tipipoliciais, de detetive particular ou de cowboys? 2. Justifique e apresente exemplos que reforcem a tradicionais afirmação presente no Em Washington, investigadores tudo aquilo que se parágrafo do texto: “a informação tornou-se talvez o negócio mais importante e o pode tocar, que é Tangível camente o tangível: querem terra para o gado, querem do Congresso denunciam 2. simulA economia da informação relacionada às novas tecnologias derivadas que mais cresce no mundo”.exemplos palpável ou 2. que Justifique e apresente queestáreforcem a afirmação presente no último do desenvolvimento da informática. A indústria de computadores, de softwares, os provedores de acesso à internet, as empresas pode ser entendido, tudo aquiloCIA que se produtoras e operadoras de telefonia fixa e móvel, o comércio eletrônico e todas as possibilidades oferecidas pela internetcapturar são dinheiro, querem o bandido ou conquistar a mocitaneamente crimes de agentes percebido. exemplos de atividades econômicas que entre as de crescimento tornou-se mais acelerado na última talvez década. parágrafo doostexto: “aestiveram informação o negócio mais importante e o pode tocar, Central que é Intelligence 1 Bonn foi a capital da Alemanha Ocidental até a reunificação da Alemanha, em 1990. nha. Não é assim com o espião. secretos americanos coreanos, 2.o A economia da informação está relacionada às novas tecnologias derivadas que mais cresce no emundo”. palpável ouAgency, que em português: do desenvolvimento da está informática. indústria de computadores, de softwares, os provedores acesso à internet, empresas Pois o negócio básicodedo espião é aasinformação –ea próprio céu cheioA de satélites pode ser entendido, Agência Central produtoras e operadoras de telefonia fixa e móvel, o comércio eletrônico e todas as possibilidades oferecidas pela internet são 11 percebido. de Inteligência. Foi exemplos de atividades que estiveram entre asinformação de crescimento mais acelerado talvez na últimaodécada. tornou-se negócio mais importante e espiões, ao econômicas que parece fotogracriada em 1947 no 1 Bonn foi afando capital da Alemanha Ocidental até a reunificação dao Alemanha, em cresce 1990. no mundo.” que mais cada palmo da Terra. CAPÍTULO 1

início da Guerra Fria e atua até os dias de hoje. Trata-se de uma agência de informação (serviço de inteligência) dos Estados Unidos.

A Geografia na Era da Informação

TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 161.

D I S C U TA

CAPÍTULO 1

A Geografia na Era da Informação

11

1. Porque ele acredita que os filmes de espionagem e toda a parafernália tecnológica que os seus personagens apresentam estão mais sintonizados com a realidade atual.

1. Segundo o autor, por que filmes de espionagem exercem maior fascínio que filmes policiais, de detetive particular ou de cowboys?

Tangível tudo aquilo que se pode tocar, que é palpável ou que pode ser entendido, percebido.

2. Justifique e apresente exemplos que reforcem a afirmação presente no último parágrafo do texto: “a informação tornou-se talvez o negócio mais importante e o que mais cresce no mundo”. 2. A economia da informação está relacionada às novas tecnologias derivadas do desenvolvimento da informática. A indústria de computadores, de softwares, os provedores de acesso à internet, as empresas produtoras e operadoras de telefonia fixa e móvel, o comércio eletrônico e todas as possibilidades oferecidas pela internet são exemplos de atividades econômicas que estiveram entre as de crescimento mais acelerado na última década. 1 Bonn foi a capital da Alemanha Ocidental até a reunificação da Alemanha, em 1990.

Glossário Traz definições sucintas de termos ou conceitos. Assim, você pode ampliar seu vocabulário e desenvolver a compreensão leitora.

CAPÍTULO 1

A Geografia na Era da Informação

11

Dicas Oferecem sugestões de filmes, livros e sites relacionados aos temas do capítulo, na coluna lateral das páginas.

UNIDADE 1

16 16

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 4

UNIDADE 1 UNIDADE 1

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

6/25/13 7:58 AM


INTERCONEXÃO Os construtoresINTERCONEXÃO

Arte

Sociologia

Arte

MUSEU NACIONAL FERNAND LÉGER, BIOT (FRANÇA)

Os construtores O artista francês Fernand Léger (1881-1955) incorpora na obra Os construtores a temática da civilização industrial e Léger (1881-1955) incorpora O artista francês Fernand Osdaconstrutores obra Os construtores a temática civilização industrial e urbana. Léger dá à figura humana o mesmona tratamento que urbana. Léger dá à figura humana o mesmo tratamento que demais objetos compõem a tela. O artista era fasaos demais objetos que compõem a tela. aos O artista eraque fasO artista francês Fernand cinado pela civilização industrial, pelas formas dosLéger objetos, (1881-1955) incorpora cinado pela civilização industrial, pelas formas dos objetos, dasobra máquinas suas engrenagens, pelas construções. na Ose de construtores aetemática da civilização industrial e Fernand Léger foi um dos grandes representantes do das máquinas e de suas engrenagens, e pelas construções. urbana. Léger dá à figura humana o mesmo tratamento que movimento cubista no início do século XX. Em Os construto-

res, pintado cinco anos do antes da sua morte, ainda manifesta Fernand Léger foi um dos grandes representantes aos demais objetos que compõem a tela. O artista era fasalguns traços da composição cubista, com linhas retas que movimento cubista no início do século XX.cinado Em Osapela construtoseparam cor e ocivilização desenho, e nas industrial, figuras geométricas e pelas formas dos objetos, angulosas. res, pintado cinco anos antes da sua morte,das ainda manifesta máquinas e de suas engrenagens, e pelas construções. alguns traços da composição cubista, com linhas retas que Fernand Léger foiusado um por dos grandes representantes do 1. Descreva o tratamento estético Léger para separam a cor e o desenho, e nas figuras representar geométricas ehumanas e os objetos que commovimentoas figuras cubista no início do século XX. Em Os construtopõem a cena. angulosas. res, pintado cinco da sua morte, ainda manifesta 2. Em sua opinião, o que anos o artistaantes quis transmitir com tais efeitos? alguns traços da composição cubista, com linhas retas que separam a cor (1950), e oóleo desenho, e nasLéger. figuras geométricas e Os construtores sobre tela de Fernand 1. Descreva o tratamento estético usado1 e 2.por Léger para Espera-se que os alunos observem a imagem e percebam que Léger procura representar homens, máquinas e materiais de construção com a mesma textura, em angulosas. cores enérgicas, com o emprego marcante de formas geometrizadas que lembram tubos e pedaços de máquinas. A figura humana tem nessa obra a mesma importância representar as figuras humanas e os objetos comque os elementosque industriais. Léger não representa as mazelas dos trabalhadores, mas usa sua arte para celebrar o mundo do trabalho e a modernidade, fazendo uma exaltação da era industrial. põem a cena. O meio técnico-científico-informacional

Sociologia

vivemos 2. Em sua opinião, o que o artista quis1.Atualmente, transmitir comnum meio técnico-científico-informacional caracterizado D I C A Descreva o tratamento estético usado (telecomunicações, por Léger para FILME pela utilização de tecnologias da informação e comunicações

tais efeitos?

Arte

Interconexão Seção que trabalha a interdisciplinaridade. Ocorre em diversos momentos, apresentando diferentes recursos visuais e textuais, como obras de arte, textos literários, letras de música, gráficos, mapas, charges e outros, sempre explorados com atividades. MUSEU NACIONAL FERNAND LÉGER, BIOT (FRANÇA)

Sociologia

MUSEU NACIONAL FERNAND LÉGER, BIOT (FRANÇA)

INTERCONEXÃO

informática etc.). Outrosas segmentos deram suporte às tecnologias de Matrix representar figurastecnológicos humanas e os objetos que comEUA, 1999. Direção: informação e comunicações: a microeletrônica, que reduz determinados componentes Andy Wachowski e Larry põem a cena. eletrônicos em escala microscópica; os cabos de fibra óptica, que transportam luz e Wachowski. Duração:

as conexões entre os diversos aparelhos de comunicação entre si e seus proveOs construtores (1950), óleo sobrefazem tela de Fernand Léger.

136 min.

2. Em sua opinião, o que o artista quis transmitir com O filme retrata um

dores; e os satélites de comunicação. 1 e 2. Espera-se que os alunos observem a imagem e percebam que Léger procura representar homens, máquinas e materiais de construção com a mesma em mundo dominadotextura, pelo Desde quando a ex-União Soviética lançou ao espaço o primeiro satélite Matrix, tais1957, efeitos? cores enérgicas, com o emprego marcante de formas geometrizadas que lembram tubos e pedaços de máquinas. A figura humana tem nessa obrasupercomputador a mesma importância que depende de corpos e artificial, milhares de satélites foram lançados com as mais diferentes funções: que os elementos industriais. Léger não representa as mazelas dos trabalhadores, mas usa sua arte para celebrar oambiental, mundo do pesquisa trabalho edea modernidade, fazendo mentes humanos para se uma espionagem, previsão meteorológica, monitoramento manter e produzir energia. exaltação da era industrial. recursos naturais, navegação aérea e marítima, telefonia móvel, transmissão de

Os construtores (1950), óleo sobre tela de Fernand Léger. TV, entre outras. O meio técnico-científico-informacional meio técnico-científico-informacional, os fluxos de informação ocorrem 1 e No 2. Espera-se que os alunos observem a imagem e percebam que Léger procura representar homens, máquinas e materiais de construção com a mesma textura, em

de modo instantâneo uma rede mundial computadores. A informação é tubos e pedaços de máquinas. A figura humana tem nessa obra a mesma importância cores enérgicas, com por o emprego marcante de de formas geometrizadas que lembram Atualmente, vivemos num meio técnico-científico-informacional caracterizado DIC A oque elemento fundamental para imprimir aosas processos empresa, os elementos industriais. Léger nãoagilidade representa mazelasde dosuma trabalhadores, mas usa sua arte para celebrar o mundo do trabalho e a modernidade, fazendo uma elevando sua competitividade. atual, os negócios expandirampela utilização de tecnologias da informação (telecomunicações, FILME exaltação da e eracomunicações industrial. No meio geográfico -se pelos continentes e elevou-se o volume de mercadorias e de investimentos no Nesse momento, pode ser feito um levantamento junto aos alunos sobre informática etc.). Outros segmentosOtecnológicos deram suporte às tecnologias de Matrix mercado internacional. meio técnico-científi co-informacional suas atividades cotidianas, pedindo destaquem aquelas que estão EUA, que 1999. Direção: Esse meio técnico-científico-informacional também modificou as relações sociais informação e comunicações: a microeletrônica, que reduz determinados componentes diretamente ligadas aos objetos e o modo de vida das pessoas, criou relações de trabalho, introduziu formas de lazer Andy materiais Wachowski e Larry que representam o meio Atualmente, num meio técnico-científico-informacional caracterizado DICA técnico-científico-informacional. entretenimento. eletrônicos em escala microscópica; ose decabos de fibra vivemos óptica, que transportam luz e Wachowski. Duração: utilização de tecnologias (telecomunicações, FILME 136 min. fazem as conexões entre os diversos pela aparelhos de comunicação entreda si einformação seus prove- e comunicações 15 tecnologias de informática etc.). Outros segmentos tecnológicos deram suporte às Matrix O filme retrata um dores; e os satélites de comunicação. EUA, 1999. Direção: mundo dominado pelo e comunicações: determinados componentes Desde 1957, quando a ex-Uniãoinformação Soviética lançou ao espaço ao microeletrônica, primeiro satéliteque reduz Andy Wachowski e Larry supercomputador Matrix, eletrônicos escala microscópica; cabos de fibra óptica,deque transportam luz e Wachowski. Duração: que depende corpos e artificial, milhares de satélites foram lançadosem com as mais diferentesosfunções: 136 min. mentes humanosentre para sesi e seus provefazemmonitoramento as conexões entre os diversos aparelhos espionagem, previsão meteorológica, ambiental, pesquisa dede comunicação manter e produzir energia. O filme retrata um e os satélites de comunicação. recursos naturais, navegação aéreadores; e marítima, telefonia móvel, transmissão de mundo dominado pelo Desde 1957, quando a ex-União Soviética lançou ao espaço o primeiro satélite TV, entre outras. supercomputador Matrix, que depende de corpos e artificial, milhares de satélites foram lançados com as mais diferentes funções: No meio técnico-científico-informacional, os fluxos de informação ocorrem mentes humanos para se espionagem, meteorológica, monitoramento ambiental, pesquisa de de modo instantâneo por uma rede mundial de previsão computadores. A informação é manter e produzir energia. recursos naturais, navegação aérea e marítima, telefonia móvel, transmissão de o elemento fundamental para imprimir agilidade aos processos de uma empresa, TV, entre outras. elevando sua competitividade. No meio geográfico atual, os negócios expandiramNesse momento, ser feito um No de meio técnico-científico-informacional, fluxos depode informação ocorrem -se pelos continentes e elevou-se o volume mercadorias e de investimentos no os junto aos alunos sobre de modo instantâneo por uma rede mundial delevantamento computadores. A informação é mercado internacional. suas atividades cotidianas, pedindo destaquem aquelas que o elementotambém fundamental paraasimprimir agilidadequeaos processos deestão uma empresa, Esse meio técnico-científico-informacional modificou relações sociais Língua diretamente ligadas aos objetos competitividade. meiodegeográfico atual, negócios expandirame o modo de vida das pessoas, criou elevando relações desua trabalho, introduziu No formas lazer materiais queos representam o meio pode ser feito um Portuguesa técnico-científico-informacional. e de entretenimento. -se pelos continentes e elevou-se o volume de mercadorias e de investimentos no Nesse momento, levantamento junto aos alunos sobre mercado internacional. suas atividades cotidianas, pedindo que destaquem aquelas que estão Esse meio técnico-científico-informacional também modificou as relações sociais CAPÍTULO 1 A Geografia na Era da Informação 15 diretamente ligadas aos objetos e o modo de vida das pessoas, criou relações de trabalho, introduziu formas de lazer materiais que representam o meio técnico-científico-informacional. e de entretenimento. CAPÍTULO 1

A Geografia na Era da Informação

Para evidenciar a disciplina com a qual a seção Interconexão vai trabalhar, são colocados selos de identificação. As atividades podem ser aplicadas nas aulas de Geografia, utilizando-se dos conhecimentos das outras disciplinas.

CAPÍTULO 1

Língua Estrangeira

Arte

Matemática

Biologia

Química

História

Filosofia

Sociologia

15

A Geografia na Era da Informação

Física

As regiões tropicais possuem o maior estoque de biodiversidade da Terra.

DICA

SITE Calcula-se que o Brasil abrigue a quinta parte das espécies, de cerca de 1,5 milhão Mapa da SOS Mata conhecidas no planeta, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente. Por Atlântica isso, o intenso desmatamento é alvo de preocupação e discussão entre governos, http://mapas.sosma.org.br internacionais, sociedade civil e ONGs (Organizações Não GovernaMapa interativo para D I C A organismos As regiões tropicais possuem o maior estoque de biodiversidade da Terra. Calcula-se que o Brasil a quinta das espécies, cerca de 1,5merecem milhão navegar sobre o bioma SITE mentais) de todas as abrigue partes do parte planeta. NodeBrasil, atenção especial o bioma Mapa da SOS Mata conhecidas no planeta, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente. Por da Mata Atlântica e suas Atlântica do Cerrado e dadesmatamento Mata Atlântica, classificados como Hotspots. isso, o intenso é alvo de preocupação e discussão entre governos, http://mapas.sosma.org.br áreas remanescentes. organismos internacionais, sociedade civil e ONGs (Organizações Não GovernaMapa interativo para navegar sobre o bioma da Mata Atlântica e suas áreas remanescentes.

mentais) de todas as partes do planeta. No Brasil, merecem atenção especial o bioma do Cerrado e da Mata Atlântica, classificados como Hotspots.

L E I T U R A CL EOI T UMR APCLO EM PM L EE M EN N TTAA R R Hotspot

Hotspot alto grau. É considerada hotspot uma área com pelo menos

“O conceito hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers (1934-) para resolver um dos maiores

1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido

dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais impor- mais de 3/4 de sua vegetação original. [...] “O conceito hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo alto grau. É considerada hotspot uma área com pelo menos tantes para preservar a biodiversidade na Terra? No Brasil há dois hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. Ao observar que a biodiversidade estádos igualmente inglês Norman Myers (1934-) para resolver não um maiores Para estabelecer estratégias de conservação dessas áreas, a de plantas e que tenha perdido 1.500 espécies endêmicas distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais Conservation International-Brasil colaborou com o Projeto de dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais impormais 3/4 dedasua vegetação original. [...] as regiões que concentravam os mais altos níveis de bioAções Prioritárias parade a Conservação Biodiversidade dos diversidade e onde as ações de conservação seriam mais Biomas Brasileiros, do Ministério do Meio Ambiente. Centenas tantes para preservarurgentes. a biodiversidade na Terra? Ele chamou essas regiões de hotspots. No Brasil háinstituições dois hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. de especialistas e representantes de várias traba-

MARIO YOSHIDA

Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conser- lharam juntos para identificar áreas prioritárias para a conserAo observar quevação, a biodiversidade não está igualmente Para(emestabelecer estratégias isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais vação do Cerrado 1998) e da Mata Atlântica (em 1999).” de conservação dessas áreas, a CONSERVATION INTERNATIONAL – BRASIL. Hotspots. Disponível em: <www.conservation.org.br>. Acesso em: out. 2012. distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais 03 09 071 M TS1_MYO Conservation International-Brasil colaborou com o Projeto de as regiões que concentravam os mais altos níveis de bioPlanisfério: hotspots – 2008Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade dos diversidade e onde as ações de conservação seriam mais Biomas Brasileiros, do Ministério do Meio Ambiente. Centenas urgentes. Ele chamou essas regiões de hotspots. de especialistas e representantes de várias instituições trabaOCEANO GLACIAL ÁRTICO

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais Bosques de pinheiros e carvalhos da Sierra Madre

Província florística da Califórnia

Montanhas do Sudoeste da China

Irã-Anatólia

Florestas afromontanas (África Oriental)

Himalaias

IndoGhats -Birmânia Ocidentais

Tumbes-Chocó-Magdalena

OCEANO ATLÂNTICO Florestas

Florestas Valdívias

Chifre da África

da Guiné

Cerrado

Andes Tropicais

Floresta do Arco Plantas Oriental suculentas do Karoo

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

Província florística do Cabo

Maputaland-Pondoland-Albany

Clima e formações vegetais

Florestas da América Central

OCEANO PACÍFICO

Sudoeste da Austrália

0

Cáucaso

Polinésia Micronésia

Tumbes-Chocó-Magdalena

TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

Florestas afromontanas (África Oriental)

Andes Tropicais Florestas Valdívias

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

Floresta Atlântica

Montanhas do Sudoeste da China Himalaias IndoGhats -Birmânia Ocidentais Chifre da África

da Guiné

Cerrado

Montanhas da Ásia Central

Irã-Anatólia

OCEANO ATLÂNTICO Florestas

EQUADOR

Nova Zelândia

2.350 km

Bacia Mediterrânea

Caribe

Nova Caledônia

N OCEANO GLACIAL ÁRTICO

Floresta do Arco Plantas Oriental suculentas do Karoo MERIDIANO DE GREENWICH

UNIDADE 3

TRÓPICO DE CÂNCER

Polinésia Micronésia

Melanésia Ocidental

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

A Conservation International considera a existência de 34 hotspots no mundo.

Bosques de pinheiros e carvalhos da Sierra Madre

Filipinas

Wallacea

Fonte: CONSERVATION INTERNATIONAL – BRASIL. Disponível em: <www.conservation.org.br>. Acesso em: out. 2012.

150

OCEANO PACÍFICO

Sunda

OCEANO ÍNDICO Madagáscar e outras ilhas do Oceano Índico

Planisfério: hotspots – 2008

Floresta Atlântica

MERIDIANO DE GREENWICH

Florestas da América Central

Polinésia Micronésia TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

Província florística da Califórnia

Japão

Leitura complementar Textos científicos e jornalísticos ampliam e enriquecem os assuntos tratados no capítulo. Alguns são acompanhados de atividades de compreensão e interpretação.

CONSERVATION INTERNATIONAL – BRASIL. Hotspots. Disponível em: <www.conservation.org.br>. Acesso em: out. 2012. 03 09 071 M TS1_MYO

OCEANO PACÍFICO

Caribe

EQUADOR

MARIO YOSHIDA

Montanhas da Ásia Central

lharam juntos para identificar áreas prioritárias para a conservação do Cerrado (em 1998) e da Mata Atlântica (em 1999).”

Cáucaso

Bacia Mediterrânea

TRÓPICO DE CÂNCER

Província florística do Cabo

Filipinas

Sunda

OCEANO ÍNDICO

OCEANO PACÍFICO

Polinésia Micronésia Melanésia Ocidental

Wallacea

Madagáscar e outras ilhas do Oceano Índico Maputaland-Pondoland-Albany

Japão

Nova Caledônia Sudoeste da Austrália

Nova Zelândia

N

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

Fonte: CONSERVATION INTERNATIONAL – BRASIL. Disponível em: <www.conservation.org.br>. Acesso em: out. 2012. TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 5

0

2.350 km

6/12/13 9:36 AM


Discutir com os alunos os conceitos de espaço geográfico e paisagem geográfica que estão no Dicionário Geográfico, página 269. Eles são fundamentais para a Geografia e utilizados com relativa frequência no decorrer da coleção. A compreensão desses conceitos pode ser mais bem consolidada a partir da análise de paisagens, por meio de imagens, e da exploração das ações humanas no espaço geográfico, por meio de exemplos cotidianos.

A Geografia, ao fazer uso das novas possibilidades de análise do espaço geográfico, DICA Discutir com os alunos os conceitos de espaço geográfico e paisagem geográfica que estão no Dicionário Geográfico, página 269. Eles são fundamentais para a Geografia e utilizados com relativa frequência no decorrer da coleção. A compreensão desses conceitos pode ser mais bem consolidada a partir da análise de paisagens, por meio de imagens, FILME advindas dessas novas tecnologias, tornou-se uma indispensável e da exploração das ações humanasciência no espaço geográfico, por meio de exemplos cotidianos. para o entendiA Geografia, ao fazer uso das novas possibilidades de análise do espaço geográfico, DICA Medianeras: mento de como se produzem e reproduzem as relações humanas, relações sociedadeFILME advindas dessas novas tecnologias, tornou-se umaas ciência indispensável para o entendiMedianeras: Buenos Aires na era mento de como se produzem e reproduzem as relações humanas, as relações sociedadeBuenos Aires na era -natureza e a dinâmica das transformações de desenvolvimento tecnológico -natureza e nessa a dinâmicafase das transformações nessa fase de desenvolvimento tecnológico dovirtual amor virtual do amor e científico. Em outras palavras, abriu-se uma janela ampla para o entendimento da e científico. Em outras palavras, abriu-se uma janelaÉ importante ampla oe aentendimento dadas Espanha/Argentina/ Espanha/Argentina/ ressaltar quepara as modificações estruturação do espaço geográfico são resultado realidade em que vivemos. relações de poder, nas quais as forças dos principais atores econômicos (como as grandes empresas) Alemanha, 2011. Direção: Gustavo Taretto. 2011. É importante ressaltar que as modificações e a estruturação do espaço geográfico são resultado das Alemanha, políticos (como o Estado) exercem em muitas situações um papel protagonista, ou seja, influenciam realidade em que vivemos. relações de poder, nas quais as forças doseeasdeterminam ações eatores transformações no espaço, de acordo com seus interesses. No entanto, mesmo Duração: 95 min. principais econômicos (como as grandes empresas) camadas menos privilegiadas da sociedade atuam na organização do espaço de acordo com as suas

Dicionário geográfico Ao final do livro, os conceitos destatrabalha em casa e fica o tempo todo conectado à internet, onde conhececados com uma tarja são explicados uma jovem e inicia um relacionamento virtual. de maneira mais aprofundada.

Gustavo Taretto. O filmeDireção: conta a história necessidades ou como formaum de resistência interesses dominantes.ou Da seja, mesma forma, atuam os e políticos (comoOo ciberespaço Estado) exercem em muitas situações papelaosprotagonista, influenciam de um rapaz, Martin, que setores organizados da sociedade civil, como ONGs e os mais diversos movimentos sociais. Duração: e determinam açõesHá e transformações nodiversos espaço, de acordo commeios seusdeinteresses. No entanto, mesmotrabalha em casa e fica95 min. muito tempo, o rádio, a televisão e outros comunicação têm levado todo conectado as camadas menos privilegiadas da sociedade atuam na organização espaço de acordo as suasoà tempo informações simultâneas a lugares remotos. Mas, por essesdomeios, somos apenascom ouvinO filme conta a história internet, onde conhece necessidades outescomo forma de resistência aos interesses dominantes. Da mesma atuam ou telespectadores. A possibilidade de selecionar as informações, no forma, momento e os uma jovem e inicia um de umvirtual. rapaz, Martin, que diversos setoresno organizados da sociedade civil, como e os mais diversos movimentos sociais. relacionamento local desejado, só foi viabilizada comONGs a internet.

ALEXANDRE AFFONSO. DOIS MUNDOS - PROBLOGGER

Há muito tempo, o rádio, a televisão e outros meios comunicação têm levado A integração por meio das redesde de informação dá uma nova dimensão ao espaço e cria uma nova forma de agir sobre ele. O espaço geográfico passa a conter, então, Ciberespaço informações simultâneas a lugares remotos. Mas,oupor essesNele, meios, somos(comunicação) apenas ouvinum espaço virtual ciberespaço. ocorre interação a distância é o espaço virtual em entre pessoas e intervenção, de certo modo, em outros lugares, sem a necessidade do a comunicação se tes ou telespectadores. A possibilidade de selecionar as informações, no momento e que deslocamento físico. realiza em uma realidade não material. Segundo o A humanidade levou muitos milênios para se expandir e ocupar diferentes parno local desejado, só foi viabilizada com a internet. filósofo Pierre Lévy (1956-), tes do planeta. No entanto, em comparação, levou relativamente pouco tempo para é formado pelo conjunto de infraestrutura material nele uma extensadá redeuma digital. nova dimensão ao espaço A integração por meio das redesconstruir de informação e de softwares (programas Essa rede, formada pelas tecnologias de informação disponíveis no mundo atual, de computador), associado e cria uma nova forma de agir sobreconstitui ele. oOpalcoespaço geográfico passa a que conter, então, do ciberespaço, que é o conjunto de relações a sociedade humana ao universo de informações que a comunicação digital estabelece no espaço geográfico virtual. Ciberespaço abriga e à sociedade que um espaço virtual ou ciberespaço. Nele, ocorre do interação (comunicação) distância Diferentemente espaço físico, no espaço virtual não existema paisagens a serem tem acesso a esse mundo digital. é o espaço virtual em nem percursos que comuniquem materialmente um espaço com outro. entre pessoas e intervenção, de certoobservadas modo, em outros lugares, sem a necessidade do que a comunicação se Nele, porém, tem-se acesso a informações oriundas de qualquer lugar do mundo, por meio de uma extensa rede de computadores e de telecomunicações. deslocamento físico. realiza em uma realidade não material. Segundo o A humanidade levou muitos milênios para se expandir e ocupar diferentes parLíngua filósofo Pierre Lévy (1956-), INTERCONEXÃO Sociologia tes do planeta. No entanto, em comparação, levou relativamente pouco tempo Portuguesa para é formado pelo conjunto Dois mundos de infraestrutura material construir nele uma extensa rede digital. e de softwares (programas O desenvolvimento das tecnologias da Essa rede, formada pelas tecnologias de informação disponíveis no mundo atual, denacomputador), associado comunicação tem causado mudanças maneira como oshumana seres humanos se relacionam entre si e de informações constitui o palco do ciberespaço, que é o conjunto de relações que a sociedade ao universo com o mundo real. que a comunicação digital estabelece no espaço geográfico virtual. • Segundo a tira, que mudanças são essas? abriga e à sociedade que A tira destaca a inversão da percepção da realidade, mostrando Diferentemente do espaço físico, no espaço virtual não existem paisagens a serem um personagem tão imerso no mundo virtual que este passa a ser a esse mundo tem acesso o mundo real para ele. Assim, o autor alerta para o perigo do uso das novas tecnologias da comunicação, como seu uso digital. observadas nem percursos que comuniquem materialmente um espaçoporinadequado com outro. períodos prolongados que acabam, a longo prazo, interferindo de maneira negativa no processo de socialização dos seres humanos. Nele, porém, tem-se acesso a informações oriundas de qualquer lugar do mundo, por meio de uma extensa rede de computadores e de telecomunicações.

O L H O N O E S PA Ç O Veja o mapa e a ilustração a seguir.

Planisfério: principais placas tectônicas e zonas vulcânicas PLACA EURO-ASIÁTICA

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

Língua Sociologia Portuguesa A Geografia na Era da Informação 13

PLACA NORTE-AMERICANA

PLACA DO PACÍFICO

A tira destaca a inversão da percepção da realidade, mostrando um personagem tão imerso no mundo virtual que este passa a ser o mundo real para ele. Assim, o autor alerta para o perigo do uso inadequado das novas tecnologias da comunicação, como seu uso por períodos prolongados que acabam, a longo prazo, interferindo de maneira negativa no processo de socialização dos seres humanos.

PLACA DO PACÍFICO 0°

PLACA SUL-AMERICANA

OCEANO PACÍFICO TRÓPICO DE CÂNCER TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

PLACA DE NAZCA

N PLACA DO PACÍFICO 0 2.480 km

COCOS

OCEANO ÍNDICO PLACA INDO-AUSTRALIANA

CARIBE

OCEANO ATLÂNTICO

EQUADOR CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

N

OCEANO ATLÂNTICO Vulcões

2.480 km

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

Crosta continental

PLACA ANTÁRTICA

Litosfera

Vulcão ativo submarino

Fossa Crosta oceânica

PLACA DO PACÍFICO

PLACA AFRICANA Vulcão ativo de superfície

PLACA OCEANO Placas tectônicas 0° PLACA ANTÁRTICA SUL-AMERICANA PACÍFICO Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. (Org.). Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. p. 86. PLACA TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO Zona de convergência DE NAZCA – Subducção

0

Su

OCEANO ÍNDICO PLACA INDO-AUSTRALIANA

As medidas, distâncias, coresVulcão e ativo de superfície proporções das imagens Vulcão ativo submarino não Placas tectônicas correspondem à realidade.

Magma

Fonte: elaborado ucç Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. (Org.).bdDecifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. p. 86. com base em

ão

POPP, José

Henrique. Zona de convergência – Subducção Geologia Geral.

Astenosfera

Rio de Janeiro: LTC, 2010. p. 12.

1. Porque é justamente o movimento das placas tectônicas, com suas direções, suas zonas de convergência ou divergência, que explicam formas de relevo, fenômenos geológicos e deslocamento de blocos continentais.

AFFONSO, Alexandre. Dois mundos. Disponível em: <www. nadaver.com/dois-mundos/>. Acesso em: ago. 2012.

1. Por que se afirma que a deriva dos continentes, a formação das cordilheiras montanhosas e de outras formas de relevo, os terremotos e os tsunami passaram a ser mais bem compreendidos a partir da Teoria da Tectônica de Placas?

2. Com base no mapa acima e no planisfério com a divisão política que há no final do livro, indique:

O papel do acaso na história da vida pode também ter afetado a evolução da cultura humana. No verão de 1993,

Fossa

2. b) Países com grande probabilidade de ocorrência de terremotos: Turquia, Estados Unidos, Chile.

c) nomes de três países com probabilidade de serem atingidos por tsunami. 2. c) Países com probabilidade de serem atingidos por tsunami: Japão, Indonésia, Índia.

13

3. De acordo com o que você aprendeu até o momento, o que explica o fato de no Brasil não ocorrerem terremotos

Crosta oceânica de grande intensidade? 3. O território brasileiro está relativamente distante das zonas de contato das placas tectônicas. 4. Em quais tipos de zona de contato entre as placas as zonas vulcânicas estão presentes? Crosta continental 4. Nos três tipos: convergência, divergência e transcorrente.

uma descoberta surpreendente foi feita na Groenlândia. Análises de massas de gelo mostraram que os últimos 10 mil anos foram a época de relativamente pouca mudança climática na Terra. Antes desse longo período de estabilidade climática, a Terra havia sofrido mudanças rápidas e súbitas, levando a glaciações bruscas, seguidas por períodos mais mornos. Mudanças globais na temperatura de até dez ou quinze graus podem ter ocorrido em intervalos de décadas, e não de milênios, como se acreditava antes. Alguns cientistas (inclusive eu) agora desconfiam que a ascensão da agricultura e da civilização humana é em grande parte o resultado do período de estabilidade climática que estamos experimentando. Nossa espécie esteve na Terra por mais de 100 mil anos, mas apenas nos últimos 5 mil dominamos a agricultura e construímos cidades. O que estávamos fazendo durante os outros 95 mil anos? Éramos iguais aos outros animais [...].”

68

Litosfera

Planeta Terra: estrutura, formas, dinâmica e atividades humanas

Su

Magma

cçã

Fonte: elaborado com base em POPP, José Henrique. Geologia Geral. Rio de Janeiro: LTC, 2010. p. 12.

o

Astenosfera

1. Porque é justamente o movimento das placas tectônicas, com suas direções, suas zonas de convergência ou divergência, que explicam formas de relevo, fenômenos geológicos e deslocamento de blocos continentais.

1. Por que se afirma que a deriva dos continentes, a formação das cordilheiras montanhosas e de outras formas de

WARD, Peter Douglas. Em: BROCKMAN, John; MATSON, Katinga (Org.). As coisas são assim: pequeno repertório científico do mundo que nos cerca. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 138-139.

1. De acordo com os seus conhecimentos sobre a evolução geológica, que nome você atribuiria à era geológica que o autor denomina “era dos mamíferos”? 1. Era Cenozoica.

ANCIENT ART & ARCHITECTURE COLLECTION LTD/ALAMY/GLOW IMAGES

2. Para o autor, o que significa o acaso ser um dado essencial da história da vida e do domínio de certas espécies? 3. Aproveitar a oportunidade para promover a interdisciplinaridade que a atividade oferece, já que envolve conceitos de Biologia. A atividade pode ser feita na forma de pesquisa. 3. Após o impacto do asteroide, o que teria acontecido com a Terra, levando os dinossauros à extinção? Espera-se que os alunos respondam que o impacto do asteroide fez com que uma imensa nuvem de poeira se levantasse, impedindo a entrada da luz solar na superfície terrestre. Com isso, os vegetais foram incapazes de realizar fotossíntese e foram morrendo. Os dinossauros herbívoros, por não conseguirem alimentos, não sobreviveram. Assim, houve quebra na cadeia alimentar, e os dinossauros (herbívoros, carnívoros e onívoros), animais muito grandes, com necessidade de grandes quantidades de alimento, não resistiram e entraram em extinção. Vale lembrar que a teoria da extinção dos dinossauros pelo impacto do asteroide é a mais aceita e divulgada, mas há outras teorias que procuram explicar o fenômeno, apesar de serem menos aceitas pela comunidade científica.

UNIDADE 2

bdu

2. De acordo com o texto, a evolução da vida não é apenas uma sequência natural de adaptação às diferentes condições naturais e ambientais existentes na Terra. Ela é, em boa medida, obra do acaso, isto é, de situações imprevisíveis. O texto mostra que, se um asteroide não tivesse atingido a Terra por obra do acaso, o domínio dos dinossauros teria se prolongado e a evolução teria provavelmente seguido outro caminho.

Ponto de vista Propõe o contato com temas importantes ligados à realidade nacional ou mundial por meio de textos teóricos/opinativos e atividades.

relevo, os terremotos e os tsunami passaram a ser mais bem compreendidos a partir da Teoria da Tectônica de Placas?

2. Com base no mapa acima e no planisfério com a divisão política que há no final do livro, indique: a) três exemplos de zonas de convergência, citando os nomes das placas.

2. a) Exemplos de zonas de convergência: placas de Nazca e Sul-Americana; Euro-Asiática e Indo-Australiana; do Pacífico e Indo-Australiana.

b) nomes de três países com grande probabilidade de ocorrência de terremotos. 2. b) Países com grande probabilidade de ocorrência de terremotos: Turquia, Estados Unidos, Chile.

c) nomes de três países com probabilidade de serem atingidos por tsunami. 2. c) Países com probabilidade de serem atingidos por tsunami: Japão, Indonésia, Índia.

3. De acordo com o que você aprendeu até o momento, o que explica o fato de no Brasil não ocorrerem terremotos de grande intensidade? 3. O território brasileiro está relativamente distante das zonas de contato das placas tectônicas.

4. Em quais tipos de zona de contato entre as placas as zonas vulcânicas estão presentes? 4. Nos três tipos: convergência, divergência e transcorrente.

68

UNIDADE 2

Planeta Terra: estrutura, formas, dinâmica e atividades humanas

CO NT RA PO NT O

Representação de trabalhos agrícolas, encontrada na tumba de Menna, um escriba egípcio. A tumba está localizada a oeste do Rio Nilo, às margens do qual o povo do Egito Antigo cultivava trigo, cevada e linho para garantir o seu sustento. IMAGEM

70

As medidas, distâncias, cores e proporções das imagens não correspondem à realidade.

2. a) Exemplos de zonas de convergência: placas de Nazca e Sul-Americana; Euro-Asiática e Indo-Australiana; do Pacífico e Indo-Australiana.

b) nomes de três países com grande probabilidade de ocorrência de terremotos.

A Geografia na Era da Informação

O acaso e a história da vida “Há 65 milhões de anos a Terra foi atingida por um asteroide enorme, que deixou uma cratera de mais de 300 quilômetros de diâmetro na região de Yucatán, no México. A chance de ser atingido por um corpo celeste dessas proporções é absolutamente ínfima – mas o fato é que fomos atingidos. Os dinossauros tinham se virado bem durante os 100 milhões de anos anteriores à colisão do asteroide. A gigantesca catástrofe removeu com eficiência todos os dinossauros e abriu caminho para a evolução da atual era dos mamíferos. Se o impacto desse asteroide não tivesse acontecido, certamente não veríamos os animais e plantas da Terra que existem hoje, e há uma boa chance de que os animais dominantes ainda seriam os dinossauros. E, se isso fosse o caso, teria nossa espécie evoluído? Creio que não.

Vulcões

a) três exemplos de zonas de convergência, citando os nomes das placas.

CAPÍTULO 1

1

Ponto de vista

Na obra Banquete nupcial, Pieter Brueghel buscou reproduzir a realidade das pequenas aldeias holandesas que ainda conservavam a cultura medieval. Ao trabalhar a leitura dessa imagem, é importante que os alunos sejam orientados a acionar seus conhecimentos de História sobre os modos de vida desse período, como as festas (no caso, um banquete). A atividade também possibilita um trabalho interessante com Arte. Brueghel foi fortemente influenciado pelo pintor renascentista alemão Hieronymus Bosch (1450-1516). Na obra reproduzida, observam-se aspectos do Renascimento, como a ilusão de profundidade. MUSEU DE HISTÓRIA DA ARTE, VIENA (ÁUSTRIA)

PONTO DE VISTA

OCEANO PACÍFICO PLACA DAS FILIPINAS

PLACA DO IRÃ

PLACA DA ARÁBIA

PAULO CESAR PEREIRA

• Segundo a tira, que mudanças são essas?

PLACA EURO-ASIÁTICA

PLACA NORTE-AMERICANA PLACA AFRICANA

PAULO CESAR PEREIRA

Olho no espaço Traz propostas para trabalhar a leitura espacial através de mapa, ilustração, gráfico, tabela ou texto, com atividades que estimulam a observar, analisar, relacionar e interpretar.

O desenvolvimento das tecnologias da comunicação tem causado mudanças na maneira como os seres humanos se relacionam entre si e com o mundo real.

CARIBE

COCOS

EQUADOR

MERIDIANO DE GREENWICH

Dois mundos

OCEANO PACÍFICO PLACA DAS FILIPINAS

PLACA DO IRÃ

PLACA DA ARÁBIA

TRÓPICO DE CÂNCER

MARIO YOSHIDA

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

CAPÍTULO 1

ALEXANDRE AFFONSO. DOIS MUNDOS - PROBLOGGER

MARIO YOSHIDA

Planisfério: principais placas tectônicas e zonas vulcânicas

AFFONSO, Alexandre. Dois mundos. Disponível em: <www. nadaver.com/dois-mundos/>. Acesso em: ago. 2012.

INTERCONEXÃO

02 04 014b TS1_MYO

O L H O N O E S PA Ç O

04 014b TS1_MYO Veja o mapa e 02 a ilustração a seguir.

MERIDIANO DE GREENWICH

O ciberespaço

Banquete nupcial (1568), óleo sobre madeira de Pieter Brueghel (1525-1569).

IMAGEM

2

COLEÇÃO PARTICULAR

Contraponto Apresenta textos ou imagens com diferentes opiniões e abordagens sobre assuntos relacionados aos conteúdos estudados. Desenvolve o senso crítico e possibilita debates interessantes.

Paródia da obra de Brueghel feita pelo cartunista holandês Willem Rasing (1954-).

• O cartunista holandês Willem Rasing faz uma paródia (Imagem 2) de uma das mais famosas obras de seu conterrâneo do século XVI, Pieter Brueghel (Imagem 1). Comente essa paródia relacionando-a com temas abordados no capítulo.

Resposta pessoal. O cartum causa, de início, certo estranhamento, pois reúne duas formas de produção muito distanciadas no tempo. No século XVI, a produção de alimentos era artesanal, feita para consumo imediato, ou quase. Já a partir do século XX, passa a existir grande número de produtos industrializados, cujo consumo pode ser postergado, pois são feitos com conservantes e embalagens a vácuo e descartáveis que geram grande quantidade de resíduos, recicláveis ou não.

Contraponto

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 6

231

6/12/13 9:37 AM


COMPREENSÃO E ANÁLISE

]

b) O local identificado na fotografia pode ser considerado uma unidade de conservação ambiental? Por quê?

Compreensão e análise Finaliza o capítulo com um conjunto de atividades variadas que possibilitam avaliar os conhecimentos que você adquiriu, antes de seguir para o próximo capítulo.

c) A Floresta da Tijuca não é totalmente primária. Faça uma pesquisa e descubra os motivos para sua degradação e recuperação.

“Atualmente, quase 15% do território brasileiro é reconhecido como Terras Indígenas, mas o homem branco – faça parte do governo ou da iniciativa privada – que não enxerga nesse patrimônio o bem comum, a força cultural e espiritual indígena vê em tudo isso uma oportunidade de inovar seus avanços colonialistas.

05 14 060 M TS1

5. Observe o mapa e faça o que se pede. 50º O

Fazem isso, por exemplo, ao querer transformar as Terras Indígenas em áreas de proteção ambiental, como se lá não houvesse famílias que se utilizam dos recurCosmovisão sos naturais para a sua concepção sobre o Universo; modo de medicina, fontes alimeninterpretação da realidade. tares e sua cosmovisão.”

EQUADOR

MARIO YOSHIDA

1 2

3 OCEANO PACÍFICO

TERENA, Marcos. O meio ambiente e as Terras Indígenas. In: TRIGUEIRO, André. Mundo sustentável 2 : novos rumos para um planeta em crise. São Paulo: Globo, 2012. p. 231.

Qual crítica está presente sobre a criação de Unidades de Conservação?

3. Explique a afirmação:

OCEANO

5

TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

ATLÂNTICO

6 N

4 0

A ocupação e a devastação da Amazônia transformaram-se em uma questão ecológica nacional a partir dos anos 1970.

580 km

Fonte: AB’SABER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. p. 16-17.

a) Em seu caderno, dê um título ao mapa e elabore uma legenda adequada. b) Identifique e caracterize o domínio em que seu município está inserido. c) Qual domínio morfoclimático foi impactado de forma mais acelerada nas últimas décadas pela expansão das atividades econômicas? Justifique.

FRANK & ERNEST, BOB THAVES © 1998 THAVES/DIST. BY UNIVERSAL UCLICK FOR UFS

Vista aérea do Parque Nacional da Tijuca no Rio de Janeiro (RJ), 2012.

7. Qual o nome do domínio morfoclimático florestado

a) Que domínio morfoclimático está representado na imagem? Cite duas características desse domínio que dão identidade a essa paisagem.

de Clima Subtropical do Brasil? Ele faz parte dos hotspots brasileiros (veja também as informações do Capítulo 9)?

262

UNIDADE 5

KLINK, A. Parati: Parati: entre dois polos. São Paulo: Parati Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

Rua dos Cravos

a) a relação que se estabelece entre as distâncias representadas no mapa e as distâncias reais da superfície cartografada.

 a) relações pessoais e o avanço tecnológico.

b) o registro de que os paralelos são verticais e convergem para os polos, e os meridianos são círculos imaginários, horizontais e equidistantes.

b) inteligência empresarial e a ignorância dos cidadãos. c) inclusão digital e a modernização das empresas.

 c) a informação de um conjunto de linhas imaginárias que permitem localizar um ponto ou acidente geográfico na superfície terrestre.

d) economia neoliberal e a reduzida atuação do Estado. e) revolução informática e a exclusão digital.

2. (UEPB 2008)

Questões de Enem e vestibulares Ao final de cada unidade, há uma seleção de exercícios do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e dos principais vestibulares do país.

d) a latitude como distância em graus entre um ponto e o Meridiano de Greenwich, e a longitude como a distância em graus entre um ponto e o Equador.

“Toda paisagem que reflete uma porção do espaço ostenta marcas de um passado mais ou menos remoto, apagado ou modificado de maneira desigual, mas sempre presente.”

e) a forma de projeção cartográfica, usado para navegação, onde os meridianos e paralelos distorcem a superfície do planeta.

Olivier Dolfus, 1991.

4. (UEL-PR 2012) Às 16h30 em Pequim (capital da China), localizada nas coordenadas 39°50’N e 116°20’E, em uma reunião de empresários, foi tomada a decisão de instalar uma filial de uma indústria em Londrina (Paraná), que tem como coordenadas 23°18’S e 51°10’W. Duas horas após o término da reunião, a decisão foi comunicada para o representante da indústria em Londrina.

De acordo com o texto, podemos afirmar: a) A paisagem é um conjunto de formas heterogêneas de idades diferentes. b) A paisagem é estática, ao passo que o espaço é dinâmico. c) As formas antigas da paisagem são sempre suprimidas, devido a seu envelhecimento técnico e social.

A que horas, em Londrina, o representante recebeu o comunicado? (Apresente o desenvolvimento dos cálculos.)

d) As paisagens refletem, sempre, as marcas das desigualdades sociais, por serem produzidas sob o modo de produção capitalista.

03 073 5. 01 (Enem 2004)I TS1_MYO Um leitor encontra o seguinte anúncio entre os classificados de um jornal:

 e) A paisagem é uma representação do espaço, mas não é espaço, portanto, exibe as formas, mas esconde a essência de sua produção.

(443)0677-0032

4. Pequim – 116°20’ está no fuso 120° E. Londrina – 51°10’ está no fuso 45° W. Como se encontram em hemisférios diferentes, somam-se 120 + 45 = 165°. 165° : 15° (1 fuso) = 11 horas. Londrina encontra-se a oeste de Pequim, portanto o horário é atrasado 11 horas no momento da tomada de decisão. Assim, em Londrina eram 5h30. O representante recebeu o comunicado em Londrina duas horas depois, portanto às 7h30.

REUTERS/YUSUF AHMAD/ LATINSTOCK

CONHECENDO E INTERVINDO EM SUA COMUNIDADE Trabalho de campo O lugar representa para cada comunidade o lócus, o espaço geográfico que abarca o diário, a reprodução da vida e das relações sociais. É no lugar vivido que nos apropriamos dos espaços e construímos nosso cotidiano. Compreender o lugar em que vivemos é o primeiro passo para compreender o mundo.

Na atual fase da globalização, somos a cada dia influenciados em nosso modo de vida por eventos que ocorrem em diversas partes do planeta. Assim, intervir na realidade próxima contribui não apenas para a melhora da nossa qualidade de vida, como também para a da população do planeta.

1. Identificar e mapear os possíveis problemas socioambientais do lugar em que você vive por meio da análise da paisagem e de entrevistas com a população local.

2. Reconhecer as interferências humanas no ambiente e desenvolver pensamento crítico em relação a elas.

3. Compreender os fenômenos naturais e sociais em suas diferentes escalas (local, regional e global). 4. Selecionar um problema socioambiental relevante para a comunidade e propor um projeto de intervenção na realidade local.

IMAGES

Sites, livros e filme que podem ajudá-lo na realização desta atividade: Google Maps (https://maps.google.com.br) Instituto Akatu (www.akatu.com.br) Atlas do meio ambiente. São Paulo: Le Monde Diplomatique Brasil, 2008. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: ISA, 2007. Erin Brockovich: uma mulher de talento. EUA, 2000. Direção: Steven Soderbergh.

JEFF GREENBERG/ALAMY/GLOW

ETAPA

1

Mapeamento da área de pesquisa Nesta etapa, você e seu grupo vão fazer um mapeamento de um bairro do município. Pode ser o local em que moram ou estudam. Para isso, pesquisem mapas, plantas, cartas e imagens de satélites do lugar escolhido, utilizando sites e guias de ruas, que podem ser obtidos na secretaria da escola ou na prefeitura do município. Façam cópia dos materiais e: delimitem com caneta preta a área a ser pesquisada; pintem de vermelho as principais vias de circulação; pintem de azul as redes hidrográficas; marquem de verde as áreas com vegetação conservada ou parques arborizados; assinalem as principais edificações, como escolas, hospitais, área de comércio, praças etc., criando uma legenda para cada uma delas.

212

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 7

V

IV

a) os meridianos e paralelos não se cruzam formando ângulos de 90°, o que promove um aumento das massas continentais em latitudes elevadas.  b) os meridianos e paralelos se cruzam formando ângulos de 90°, o que distorce mais as porções terrestres próximas aos polos e menos as porções próximas ao Equador. c) não há distorções nas massas continentais e oceanos em nenhuma latitude, possibilitando o uso desse mapa para a navegação marítima até os dias atuais.

Rua das Hortênsias

d) os meridianos e paralelos se cruzam formando ângulos perfeitos de 90°, o que possibilita a representação da Terra sem deformações.

10 20 m 0 10

Considerando as informações do jornal, é possível afirmar que o terreno anunciado é o a) I.

 d) IV.

b) II.

e) V.

8. (PUC-MG 2012) Em um trabalho de campo, em que o objetivo era compreender a distribuição da vegetação de uma área florestal, alunos de Geografia produziram um cartograma com as seguintes informações:

c) III.

6. (Uece-CE 2012) Rochas, relevo e solos são temas respectivos dos seguintes mapas: a) pedológico, geomorfológico e geológico. b) litológico, pedológico e geomorfológico. c) geomorfológico, topográfico e fitoecológico.  d) geológico, geomorfológico e pedológico.

7. (Unicamp-SP 2012) Abaixo é reproduzido um mapa-múndi na projeção de Mercator.

01 03 077 M TS1_MYO

Planisfério (projeção de Mercator)

A interpretação está incorretamente expressa em: a) A população vegetal da área é de 500 indivíduos. b) A área total representada é de 5 km2.

Fonte: Disponível em: <www.geog.ubc.ca/courses/geob370/notes/ georeferencing/Rect)CoordsLect.html>. Acesso em: set. 2012 (adaptado).

c) A densidade da população é de 100 indivíduos por km2.  d) Os bambus representam 20% da população.

Questões de Enem e vestibulares

Questões de Enem e vestibulares

55

2

Antes de saírem a campo, organizem o material e as informações necessárias para o registro das observações. Se necessário, retomem o conceito de paisagem e espaço geográfico (Unidade 1). Organizem um roteiro de observação da paisagem. Ele deverá prever o registro de características de elementos naturais (rios, formas do relevo, tipos de vegetação) e humanos (uso do solo, presença de ferrovias, rodovias, prédios, impermeabilização do solo, fluxo de pessoas). Feito isso, estabeleçam o percurso que será percorrido e marquem-no na carta. Vocês deverão conversar com moradores sobre as condições socioambientais do lugar investigado. Para isso, elaborem previamente um roteiro de entrevista, visando conhecer os principais problemas socioambientais do lugar. Vocês poderão abordar questões sobre coleta de lixo comum e seletiva, postos de recebimento de material a ser reciclado, ocupação de áreas de risco, enchentes, desmatamento, condições do saneamento básico, poluição das águas, do ar e sonora, entre outros. Para os registros das observações, providenciem blocos de anotação, lápis e canetas. Se possível, utilizem também câmera fotográfica ou de vídeo.

3

Trabalho de campo Em campo, estejam atentos a diferentes aspectos da paisagem sobre as condições socioambientais do lugar. Anotem tudo o que lhes chamar a atenção e façam registros por meio de desenhos ou fotos. Para a realização das entrevistas, procurem conversar com moradores, comerciantes, membros de associação de bairro, representantes religiosos, funcionários de escolas, da prefeitura ou representantes de ONGs. Algumas dicas de segurança ajudarão você e seus colegas a fazerem um trabalho produtivo e agradável: • Realizem as saídas e entrevistas durante o dia, evitando caminhar em áreas que não pareçam seguras. • Andem sempre em grupo ou dupla e cuidem de seus pertences e materiais. • Respeitem a sinalização de trânsito. • Abordem os entrevistados de forma respeitosa, informando-os sobre os objetivos da sua pesquisa. Usem linguagem adequada e respeitem suas opiniões. Agradeçam mesmo a quem não quiser dar entrevistas. • Peçam autorização para fotografar ou filmar as pessoas e suas propriedades. E TAPA4 ETAPA

4

Identificação dos problemas socioambientais De volta à escola, organizem as informações coletadas em campo e procurem identificar o principal problema socioambiental apontado pela população e por seu grupo.

Agentes da sociedade Projeto para ser desenvolvido, sobretudo, em grupo. Com atividades experimentais, tem o objetivo de consolidar conhecimentos adquiridos e propiciar inferências por meio da observação da realidade.

Discutam com seus colegas de que maneira os problemas identificados estão relacionados com o que vem acontecendo em outras escalas da sociedade, como, por exemplo, no estado em que você vive, no Brasil ou até mesmo no mundo. E TAPA5 ETAPA

5

Intervenção na realidade Concluam a atividade discutindo possíveis ações para contribuir na resolução dos problemas levantados. Vocês podem, por exemplo, organizar campanhas de conscientização da comunidade escolar, ou mesmo da população local. As campanhas podem ser feitas por meio de diferentes linguagens artísticas, como peças de teatro, músicas, esculturas, panfletos e cartazes, apresentadas para a comunidade ou colocadas em locais públicos de grande circulação. Outra possibilidade seria a elaboração de cartas individuais ou coletivas destinadas a políticos.

Agentes da sociedade

Recursos digitais Os símbolos ao lado estão distribuídos ao longo deste livro e indicam os recursos que você poderá acessar na versão digital da obra.

III

É possível afirmar que, nesta projeção,

Preparação para o trabalho de campo

E TAPA3 ETAPA

São objetivos desta atividade:

Voluntários recolhem o lixo deixado em praia de Miami (Estados Unidos), 2011.

E TAPA

I II

V Vende-se terreno plano medindo 200 m2. Frente voltada para o sol no período da manhã. Fácil acesso.

“Pensando nas correntes e prestes a entrar no braço que deriva da Corrente do Golfo para o norte, lembrei-me de um vidro de café solúvel vazio. Coloquei no vidro uma nota cheia de zeros, uma bola cor rosa-choque. Anotei a posição e data: Latitude 49°49’N, Longitude

AGENTES GE TES da SOCIEDADE

I

VILA DAS FLORES

3. (Enem 2010)

54

N

No texto, o autor anota sua coordenada geográfica, que é

A situação abordada na tira torna explícita a contradição entre a (as)

Natureza, sociedade e ambiente

01 03 074noG terreno, TS1_MYO Interessado o leitor vai ao endereço indicado e, lá chegando, observa um painel com a planta a seguir, onde estavam destacados os terrenos ainda não vendidos, numerados de I a V:

LUIS MOURA

Explique, considerando também as informações que estão no Capítulo 9.

]

23°49’W. Tampei e joguei na água. Nunca imaginei que receberia uma carta com a foto de um menino norueguês, segurando a bolinha e a estranha nota.”

MARIO YOSHIDA

QUESTÕES DE ENEM E VESTIBULARES

Rua das Margaridas

[

1. (Enem 2005)

6. Qual a ameaça mais recente ao Domínio das Pradarias?

MARIO YOSHIDA

d) Imagine um percurso aéreo, feito aproximadamente em linha reta, da cidade de Manaus (situada às margens do Rio Negro e próxima à confluência com o Rio Solimões), à cidade do Rio de Janeiro. Quais domínios morfoclimáticos seriam avistados?

Rua das Rosas

FLÁVIO VELOSO/OPÇÃO BRASIL IMAGENS

4. Observe a imagem e responda às questões.

Rua dos Jasmins

[

1. Defina o que são Unidades de Conservação Ambiental. 2. Leia o texto e responda à questão a seguir.

Agentes da sociedade

213

interativo

infográfico

hiperlink

mapa

vídeo

ampliar

slideshow

pdf

12/06/13 11:15


[

SUMÁRIO

UNIDADE 1 Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 5

Capítulo 6

11

Informação e espaço geográfico....................................................................................................................... O meio geográfico ............................................................................................................................................. Os meios de comunicação de massa ................................................................................................................ A internet........................................................................................................................................................... Ponto de vista – “Não temos o direito de ficar isolados” ................................................................................

12 14 16 17 20

A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas.................

22

As coordenadas geográficas .............................................................................................................................. Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) ..................................................................................................... Ponto de vista – Horário de verão ....................................................................................................................

23 31 37

Geoprocessamento e mapas ...............................................................................................

39

Geoprocessamento ............................................................................................................................................ Mapas ................................................................................................................................................................ Escalas ............................................................................................................................................................... Plantas ............................................................................................................................................................... Mapas e visão de mundo .................................................................................................................................. Projeções cartográficas ..................................................................................................................................... Contraponto – Projeções cartográficas ............................................................................................................ Questões de Enem e vestibulares .....................................................................................................................

39 40 44 46 47 49 52 54

Planeta Terra: estrutura, formas, dinâmica e atividades humanas

Geologia: evolução da Terra e fenômenos geológicos ............................................

57

A formação do planeta Terra ............................................................................................................................ Estrutura interna da Terra ................................................................................................................................ Ponto de vista – O acaso e a história da vida ..................................................................................................

57 59 70

Estrutura geológica e mineração no Brasil ..................................................................

72

Estrutura geológica ........................................................................................................................................... Estrutura geológica do Brasil ............................................................................................................................ Ponto de vista – Mineração e ocupação territorial..........................................................................................

73 75 82

Relevo e solo – formação e classificação......................................................................

84

O relevo e o solo em nosso cotidiano e na estruturação do espaço ............................................................... A formação do relevo ........................................................................................................................................ Relevo do Brasil ................................................................................................................................................ O solo ................................................................................................................................................................. Ponto de vista – Problemas ambientais rurais ................................................................................................ Questões de Enem e vestibulares ..................................................................................................................... Agentes da sociedade – Sociedade de consumo e recursos minerais metálicos: a bauxita ..........................

84 85 92 100 105 107 110

UNIDADE 3 Capítulo 7

Era da Informação e Sistemas de Informações Geográficas

A Geografia na Era da Informação ...................................................................................

UNIDADE 2 Capítulo 4

]

Clima e formações vegetais

Dinâmica climática ................................................................................................................. 113 Clima e sociedade ............................................................................................................................................. A previsão do tempo ......................................................................................................................................... Dinâmica climática ........................................................................................................................................... Poluição atmosférica ........................................................................................................................................ Ponto de vista – O oceano invisível ..................................................................................................................

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 8

113 115 118 127 131

06/06/13 10:30


Capítulo 8

Climas e formações vegetais no mundo ........................................................................ 133 Tipos climáticos e formações vegetais ............................................................................................................. Ponto de vista – Corredor ecológico: quando dois e dois são cinco ...............................................................

Capítulo 9

Dinâmica climática e formações vegetais no Brasil ................................................. 147 Dinâmica climática no Brasil............................................................................................................................ Clima e formações vegetais no Brasil ............................................................................................................... Ponto de vista – O significado do Código Florestal .......................................................................................... Questões de Enem e vestibulares .....................................................................................................................

UNIDADE 4 Capítulo 10

Água: uso e problemas ......................................................................................................... 170

UNIDADE 5

Questão ambiental e desenvolvimento sustentável .................................................. 215 216 228 231

A dimensão global de alguns problemas ambientais............................................... 233 Os problemas ambientais de dimensão global ............................................................................................... Evolução dos acordos sobre mudanças climáticas .......................................................................................... O mercado de compensações ambientais ....................................................................................................... Questão ambiental e interesses econômicos ................................................................................................... Ponto de vista – Mitigar, adaptar e sofrer ........................................................................................................

Capítulo 14

189 189 190 192 205 207 210 212

Natureza, sociedade e ambiente

A Revolução Industrial: um marco da questão ambiental.............................................................................. As ONGs e o ambiente....................................................................................................................................... Contraponto – Paródia: produção e consumo no Renascimento e na atualidade ........................................

Capítulo 13

171 171 177 184 186

Águas continentais do Brasil ............................................................................................. 188 As reservas brasileiras de água doce ................................................................................................................ Bacias hidrográficas .......................................................................................................................................... Hidrografia do Brasil ......................................................................................................................................... Bacias hidrográficas brasileiras ........................................................................................................................ Águas subterrâneas ........................................................................................................................................... Contraponto – Esqueceram do custo socioambiental e Uma boa discussão ................................................. Questões de Enem e vestibulares ..................................................................................................................... Agentes da sociedade – Conhecendo e intervindo em sua comunidade: trabalho de campo......................

Capítulo 12

148 149 164 167

As águas do planeta

A hidrosfera ....................................................................................................................................................... Águas oceânicas ................................................................................................................................................ Águas continentais ............................................................................................................................................ Geopolítica da água .......................................................................................................................................... Contraponto – Água, um direito existencial e Formas de limitar o desperdício ............................................

Capítulo 11

134 145

234 240 241 242 244

Domínios morfoclimáticos e questão ambiental no Brasil ..................................... 246 A questão ambiental no Brasil ......................................................................................................................... Domínios morfoclimáticos do Brasil e questões ambientais .......................................................................... Ponto de vista – A biodiversidade .................................................................................................................... Questões de Enem e vestibulares .....................................................................................................................

246 251 261 263

Mapas .......................................................................................................................................... 266 Dicionário geográfico............................................................................................................ 269 Bibliografia ................................................................................................................................ 270

TS_V1_U1_C01-iniciais.indd 9

06/06/13 10:30


U N IUDNAIDDEA D 1E 1

ERA DA INFORMAÇÃO E SIStEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS A imagem mostra detritos espaciais em torno da Terra, formados por uma infinidade de objetos descartados pelos seres humanos, como satélites desativados. De 1957 a 2012, cerca de 6 mil satélites foram lançados para a órbita terrestre. A imagem é uma montagem, pois o tamanho dos detritos está exagerado em relação à Terra.

Esa

As relações entre a sociedade e o espaço são mediadas, cada vez mais, pela tecnologia da informação. Para a Geografia, a informação é um recurso importantíssimo para o estudo e a representação do espaço geográfico. As tecnologias da informação utilizadas pela Geografia apoiam-se em satélites artificiais, computadores (hardware) e programas específicos (software), entre outros recursos. Esses recursos tecnológicos, conhecidos como SIGs (Sistema de Informações Geográficas), captam, processam e elaboram imagens que são utilizadas para fazer mapas e monitorar diversas atividades humanas, sendo essenciais para o trabalho do geógrafo.

10

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C01.indd 10

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:18


CAPÍTULO 1

A GEOGRAFIA NA ERA DA INFORMAÇÃO CONTEXTO

Filmes de espionagem e fascínio pela tecnologia da informação “O agente de espionagem é uma das metáforas mais poderosas do nosso tempo. Nenhuma outra figura conquistou com tanto sucesso a imaginação contemporânea. Filmes às centenas glorificam o 007 e seus fictícios equivalentes. A televisão e os livros de bolso produzem imagens intermináveis do espião como arrojado, romântico, amoral, maior (ou menor) que o natural. Entrementes, os governos gastam milhões em espionagem. KGB Agentes da KGB, da CIA e de várias komitet outras agências viajam umas atragosudarstveno vés das outras de Berlim a Beirute, bezopasnosti, em de Macau à Cidade do México. português: Comitê de segurança do Estado. Foi a principal agência de informação e segurança (serviços secretos) da antiga união soviética durante a guerra Fria.

CIA Central intelligence agency, em português: agência Central de inteligência. Foi criada em 1947 no início da guerra Fria e atua até os dias de hoje. trata-se de uma agência de informação (serviço de inteligência) dos Estados unidos.

Em Moscou, correspondentes ocidentais são acusados de espionagem. Em Bonn1, caem chanceleres porque seus ministérios estão infestados de espiões. Em Washington, investigadores do Congresso denunciam simultaneamente os crimes de agentes secretos americanos e coreanos, o próprio céu está cheio de satélites espiões, ao que parece fotografando cada palmo da Terra.

O espião não é novo na Terra, longe disso. Vale a pena perguntar, por conseguinte, por que neste momento específico o tema espionagem está dominando a imaginação popular, empurrando para a sombra o detetive particular, o policial e os cowboys. Quando fazemos a pergunta, imediatamente notamos uma importante diferença entre o espião e esses outros heróis da lenda. Enquanto o policial e os cowboys da ficção se apoiam simplesmente em seus revólveres ou seus punhos, o espião fictício vem equipado com a última, a mais exótica tecnologia: microfones eletrônicos, bancos de computadores, câmeras infravermelhas, carros que voam ou andam, helicópteros, submarinos individuais, raios da morte e coisas semelhantes. Há, entretanto, uma razão mais profunda para o advento do espião. Os cowboys, os guardas, os detetives particulares, os aventureiros e os exploradores – os heróis tradicionais da imprensa e do celuloide – perseguem tipicamente o tangível: querem terra para o gado, querem dinheiro, querem capturar o bandido ou conquistar a mocinha. Não é assim com o espião. Pois o negócio básico do espião é a informação – e a informação tornou-se talvez o negócio mais importante e o que mais cresce no mundo.” tOFFLEr, alvin. A terceira onda. rio de Janeiro: record, 2007. p. 161.

D I S C U TA

1. Porque ele acredita que os filmes de espionagem e toda a parafernália tecnológica que os seus personagens apresentam estão mais sintonizados com a realidade atual.

1. Segundo o autor, por que filmes de espionagem exercem maior fascínio que filmes policiais, de detetive particular ou de cowboys?

Tangível tudo aquilo que se pode tocar, que é palpável ou que pode ser entendido, percebido.

2. Justifique e apresente exemplos que reforcem a afirmação presente no último parágrafo do texto: “a informação tornou-se talvez o negócio mais importante e o que mais cresce no mundo”. 2. a economia da informação está relacionada às novas tecnologias derivadas

do desenvolvimento da informática. a indústria de computadores, de softwares, os provedores de acesso à internet, as empresas produtoras e operadoras de telefonia fixa e móvel, o comércio eletrônico e todas as possibilidades oferecidas pela internet são exemplos de atividades econômicas que estiveram entre as de crescimento mais acelerado na última década. 1 bonn foi a capital da alemanha Ocidental até a reunificação da alemanha, em 1990.

CAPÍTULO 1

TS_V1_U1_C01.indd 11

A Geografia na Era da Informação

11

06/06/13 09:18


. INFORMAÇÃO E ESPAÇO GEOGRÁFICO

Tablet aparelho eletrônico em forma de uma pequena prancheta com capacidade para acessar a internet sem fio e desenvolver outras tarefas básicas de um computador pessoal.

Martin Puddy/Corbis/LatiNstock

Telemática associação dos recursos dos sistemas de telecomunicações – satélites artificiais, cabos de fibra óptica, centrais telefônicas – aos equipamentos (hardwares) e programas (softwares) da informática.

As tecnologias da informação e das telecomunicações provocaram grandes transformações em todos os setores da sociedade. Os novos meios de comunicação e de obtenção de informações e serviços estão tão incorporados ao modo de vida que poucos se dão conta de que vivemos uma nova era tecnológica, com novas estruturas sociais e econômicas, que tem sido chamada de Era da Informação. Usar telefone celular, computador ou tablet para conversar, escrever e-mails, ler revistas, jornais, livros, traduzir textos, consultar o saldo bancário, efetuar pagamentos, fazer compras, investir em ações, realizar pesquisas e reservar ingressos para espetáculos em teatros ou cinemas são ações que fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas. Armazenar dados e informações2 e enviá-los para qualquer outro lugar é possível por meio de um simples computador pessoal, objeto que já se tornou comum nos lares de milhões de famílias, assim como a geladeira, o rádio, a televisão e o forno de micro-ondas. Utilizando os recursos da telemática é possível conectar-se à internet – a rede mundial que interliga computadores em todo o planeta. A internet é, provavelmente, o principal símbolo dessa nova era. Ao mesmo tempo que as novas tecnologias conectam pessoas e mercados em todo o mundo, também ampliam as desigualdades entre povos e territórios. Isso acontece porque muitos estão praticamente excluídos dos avanços tecnológicos, carecendo até mesmo da infraestrutura básica para o funcionamento de equipamentos, como a rede de energia elétrica.

Internet café totalmente ocupado em Gulin (China), 2008.

Cartografia digital Do ponto de vista da Geografia, a informática e as telecomunicações são importantes porque possibilitaram a integração instantânea entre regiões distantes, por meio de redes de informação que se distribuem por todo o planeta, provocando profundas transformações na organização e nas relações que ocorrem no espaço geográfico. Essas informações são captadas, armazenadas, monitoradas, mapeadas e analisadas através dos SIGs (Sistemas de Informações Geográficas) – assunto que será abordado no Capítulo 2. 2 Embora sejam complementares, os termos dado, informação e conhecimento não possuem o mesmo significado. Dados são quantificáveis e podem ser processados pelo computador para fazer cálculos, estatísticas e projeções. Os computadores conseguem manipular os dados, funcionando como máquinas “inteligentes”. Informações trabalham com palavras, frases, imagens digitalizadas, sons, vídeos e não podem ser processadas pelo computador, apenas armazenadas e transmitidas. Conhecimento é uma experiência pessoal que depende da capacidade de estabelecer relações e comparações e dar significado a dados e informações. Nesse sentido, os computadores fornecem e armazenam dados e informações, mas não produzem conhecimento.

12

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C01.indd 12

06/06/13 09:18


Discutir com os alunos os conceitos de espaço geográfico e paisagem geográfica que estão no Dicionário Geográfico, página 269. Eles são fundamentais para a Geografia e utilizados com relativa frequência no decorrer da coleção. A compreensão desses conceitos pode ser mais bem consolidada a partir da análise de paisagens, por meio de imagens, e da exploração das ações humanas no espaço geográfico, por meio de exemplos cotidianos.

A Geografia, ao fazer uso das novas possibilidades de análise do espaço geográfico, advindas dessas novas tecnologias, tornou-se uma ciência indispensável para o entendimento de como se produzem e reproduzem as relações humanas, as relações sociedade-natureza e a dinâmica das transformações nessa fase de desenvolvimento tecnológico e científico. Em outras palavras, abriu-se uma janela ampla para o entendimento da É importante ressaltar que as modificações e a estruturação do espaço geográfico são resultado das realidade em que vivemos. relações de poder, nas quais as forças dos principais atores econômicos (como as grandes empresas)

O ciberespaço

e políticos (como o Estado) exercem em muitas situações um papel protagonista, ou seja, influenciam e determinam ações e transformações no espaço, de acordo com seus interesses. No entanto, mesmo as camadas menos privilegiadas da sociedade atuam na organização do espaço de acordo com as suas necessidades ou como forma de resistência aos interesses dominantes. Da mesma forma, atuam os diversos setores organizados da sociedade civil, como ONGs e os mais diversos movimentos sociais.

Há muito tempo, o rádio, a televisão e outros meios de comunicação têm levado informações simultâneas a lugares remotos. Mas, por esses meios, somos apenas ouvintes ou telespectadores. A possibilidade de selecionar as informações, no momento e no local desejado, só foi viabilizada com a internet. A integração por meio das redes de informação dá uma nova dimensão ao espaço e cria uma nova forma de agir sobre ele. O espaço geográfico passa a conter, então, um espaço virtual ou ciberespaço. Nele, ocorre interação (comunicação) a distância entre pessoas e intervenção, de certo modo, em outros lugares, sem a necessidade do deslocamento físico. A humanidade levou muitos milênios para se expandir e ocupar diferentes partes do planeta. No entanto, em comparação, levou relativamente pouco tempo para construir nele uma extensa rede digital. Essa rede, formada pelas tecnologias de informação disponíveis no mundo atual, constitui o palco do ciberespaço, que é o conjunto de relações que a sociedade humana estabelece no espaço geográfico virtual. Diferentemente do espaço físico, no espaço virtual não existem paisagens a serem observadas nem percursos que comuniquem materialmente um espaço com outro. Nele, porém, tem-se acesso a informações oriundas de qualquer lugar do mundo, por meio de uma extensa rede de computadores e de telecomunicações.

Língua Portuguesa

INTERCONEXÃO

DICA

FILME Medianeras: Buenos Aires na era do amor virtual Espanha/Argentina/ Alemanha, 2011. Direção: Gustavo Taretto. Duração: 95 min. O filme conta a história de um rapaz, Martin, que trabalha em casa e fica o tempo todo conectado à internet, onde conhece uma jovem e inicia um relacionamento virtual.

Ciberespaço é o espaço virtual em que a comunicação se realiza em uma realidade não material. Segundo o filósofo Pierre Lévy (1956-), é formado pelo conjunto de infraestrutura material e de softwares (programas de computador), associado ao universo de informações que a comunicação digital abriga e à sociedade que tem acesso a esse mundo digital.

Sociologia

ALEXANDRE AFFONSO. DOIS MUNDOS - PROBLOGGER

Dois mundos O desenvolvimento das tecnologias da comunicação tem causado mudanças na maneira como os seres humanos se relacionam entre si e com o mundo real.

• Segundo a tira, que mudanças são essas? A tira destaca a inversão da percepção da realidade, mostrando um personagem tão imerso no mundo virtual que este passa a ser o mundo real para ele. Assim, o autor alerta para o perigo do uso inadequado das novas tecnologias da comunicação, como seu uso por períodos prolongados que acabam, a longo prazo, interferindo de maneira negativa no processo de socialização dos seres humanos.

AFFONSO, Alexandre. Dois mundos. Disponível em: <www. nadaver.com/dois-mundos/>. Acesso em: ago. 2012.

CAPÍTULO 1

TS_V1_U1_C01.indd 13

A Geografia na Era da Informação

13

6/11/13 10:05 AM


. O Meio Geográfico Trabalhar com os alunos o conceito de meio geográfico, que está no Dicionário geográfico, página 269.

O ambiente onde a sociedade humana desenvolve as suas relações, chamado meio geográfico, é resultante das alterações que os seres humanos introduziram na natureza por meio dessas técnicas. Sob o ponto de vista histórico, o meio geográfico pode ser dividido em três períodos: meio natural, meio técnico e meio técnico-científico-informacional. Cada um desses períodos corresponde a uma etapa de evolução técnica pela qual passou a sociedade humana.

O meio natural A humanidade viveu a maior parte da sua existência no meio natural, ainda que impusesse transformações à natureza, com o uso de ferramentas simples, para a produção de sua sobrevivência. Quando extraía da natureza seus meios de subsistência, com a caça, a pesca e a coleta, o ser humano era totalmente dependente dela. Demorou até que a humanidade desenvolvesse técnicas que possibilitassem o cultivo do solo, a domesticação de animais, a construção de abrigos, a confecção de vestimentas para proteção contra o frio e a criação de ferramentas que ampliassem suas formas de interferência na natureza. Nessa fase, representada pela Revolução Agrícola, já era possível planejar um pouco mais a sobrevivência: os humanos viviam em comunidade, fixados em determinado lugar, e dividiam as tarefas entre seus membros. A domesticação dos animais também tornou possível o deslocamento por longas distâncias, o contato entre outros grupos humanos e a troca de conhecimento. Nesse meio natural, o ser humano vivia em um meio geográfico no qual a terra era a base da economia, da estrutura de poder e das relações sociais.

O meio técnico É importante ressaltar que o conceito de meio natural não significa ausência de técnica, uma vez que a construção de habitações e a domesticação de plantas e animais pressupõem o uso de alguma técnica. No entanto, explique aos alunos que, antes da Revolução Industrial, o uso das técnicas não impulsionava a produção em um ritmo que impactasse a natureza e comprometesse a sua capacidade de regeneração.

Há cerca de 250 anos, o avanço da ciência criou condições para a invenção de máquinas que modificaram radicalmente e com muita rapidez o modo de vida no planeta. A técnica adquiriu papel cada vez mais importante. O conjunto das técnicas envolvidas no processo de fabricação de mercadorias, na produção de energia e na circulação de pessoas foi resultado da aplicação prática dos conhecimentos científicos. As técnicas aplicadas à produção e à organização da vida social passaram a ser fruto das invenções tecnológicas3. Nesse período, teve início a sociedade industrial. Um conjunto de edificações resultantes do desenvolvimento das novas tecnologias foi acrescentado à paisagem: cidades foram ampliadas com a construção de indústrias, residências e estabelecimentos comerciais. O espaço geográfico tornou-se mais interdependente, e foram abertas novas e amplas rotas de distribuição de mercadorias e circulação de pessoas, com a construção de canais, estradas e ferrovias. Essas construções transformaram o meio natural em meio técnico, no qual as técnicas ficaram mais visíveis na paisagem geográfica. 3 Enquanto a técnica se refere a um conjunto de habilidades, ao modo de fazer determinadas ações ou desenvolver um trabalho com o uso de ferramentas, máquinas e outros equipamentos, a tecnologia está associada à invenção e à inovação de técnicas que serão aplicadas no processo de produção de mercadorias ou serviços.

14

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C01.indd 14

6/11/13 10:05 AM


INTERCONEXÃO

Sociologia

Arte

MUSEU NACIONAL FERNAND LÉGER, BIOT (FRANÇA)

Os construtores O artista francês Fernand Léger (1881-1955) incorpora na obra Os construtores a temática da civilização industrial e urbana. Léger dá à figura humana o mesmo tratamento que aos demais objetos que compõem a tela. O artista era fascinado pela civilização industrial, pelas formas dos objetos, das máquinas e de suas engrenagens, e pelas construções. Fernand Léger foi um dos grandes representantes do movimento cubista no início do século XX. Em Os construtores, pintado cinco anos antes da sua morte, ainda manifesta alguns traços da composição cubista, com linhas retas que separam a cor e o desenho, e nas figuras geométricas e angulosas.

1. Descreva o tratamento estético usado por Léger para representar as figuras humanas e os objetos que compõem a cena.

2. Em sua opinião, o que o artista quis transmitir com tais efeitos? Os construtores (1950), óleo sobre tela de Fernand Léger. 1 e 2. Espera-se que os alunos observem a imagem e percebam que Léger procura representar homens, máquinas e materiais de construção com a mesma textura, em cores enérgicas, com o emprego marcante de formas geometrizadas que lembram tubos e pedaços de máquinas. A figura humana tem nessa obra a mesma importância que os elementos industriais. Léger não representa as mazelas dos trabalhadores, mas usa sua arte para celebrar o mundo do trabalho e a modernidade, fazendo uma exaltação da era industrial.

O meio técnico-científico-informacional

Atualmente, vivemos num meio técnico-científico-informacional caracterizado pela utilização de tecnologias da informação e comunicações (telecomunicações, informática etc.). Outros segmentos tecnológicos deram suporte às tecnologias de informação e comunicações: a microeletrônica, que reduz determinados componentes eletrônicos em escala microscópica; os cabos de fibra óptica, que transportam luz e fazem as conexões entre os diversos aparelhos de comunicação entre si e seus provedores; e os satélites de comunicação. Desde 1957, quando a ex-União Soviética lançou ao espaço o primeiro satélite artificial, milhares de satélites foram lançados com as mais diferentes funções: espionagem, previsão meteorológica, monitoramento ambiental, pesquisa de recursos naturais, navegação aérea e marítima, telefonia móvel, transmissão de TV, entre outras. No meio técnico-científico-informacional, os fluxos de informação ocorrem de modo instantâneo por uma rede mundial de computadores. A informação é o elemento fundamental para imprimir agilidade aos processos de uma empresa, elevando sua competitividade. No meio geográfico atual, os negócios expandiram-se pelos continentes e elevou-se o volume de mercadorias e de investimentos no mercado internacional. Esse meio técnico-científico-informacional também modificou as relações sociais e o modo de vida das pessoas, criou relações de trabalho, introduziu formas de lazer e de entretenimento. CAPÍTULO 1

TS_V1_U1_C01.indd 15

DICA FILME Matrix EUA, 1999. Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski. Duração: 136 min. O filme retrata um mundo dominado pelo supercomputador Matrix, que depende de corpos e mentes humanos para se manter e produzir energia.

Nesse momento, pode ser feito um levantamento junto aos alunos sobre suas atividades cotidianas, pedindo que destaquem aquelas que estão diretamente ligadas aos objetos materiais que representam o meio técnico-científico-informacional.

A Geografia na Era da Informação

15

6/11/13 10:06 AM


Observe a tabela a seguir, que mostra de forma resumida as transformações que o meio geográfico sofreu ao longo da história. Mudanças tecnológicas ao longo do tempo

Fonte: elaborado com base em grOs, b.M. em saNtOs, Milton. A natureza do espaço. são Paulo: Hucitec, 1996. p. 140.

Período

Comunicação

Energia

Meios

Pré-agrícola

Linguagem oral e pictórica

Fogo

instrumentos primitivos

agrícola

Escrita imprensa

tração animal

Charrua (arado grande, de ferro)

industrial

telégrafo telefone Fonógrafo rádio Cinema

Máquina a vapor Eletricidade

Máquinas avançadas Estradas de ferro veículos motorizados

atual

televisão satélite Computador sistemas multimídia

Fissão atômica baterias elétricas Laser

transporte supersônico e interplanetário Materiais sintéticos robótica Microeletrônica biotecnologia

. OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

Mídia o conjunto dos meios de comunicação.

DICAS SITES Donos da Mídia www.donosdamidia. com.br O site reúne dados públicos e informações fornecidas pelos grupos de mídia, montando um panorama sobre a mídia no brasil. Observatório da Imprensa www.observatorioda imprensa.com.br O Observatório da imprensa é uma entidade não governamental que acompanha de forma crítica o desempenho da mídia brasileira.

16

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C01.indd 16

O jornal, o rádio e a televisão foram se sucedendo ao longo da história recente, sem que o aparecimento de um novo meio de comunicação de massa excluísse o outro. Atualmente, a internet reúne todos esses meios em um único aparelho: o computador. Além disso, ela oferece outras formas de comunicação, como o correio eletrônico (e-mail), as conferências em tempo real e as cirurgias à distância (telemedicina), viabilizando ações no espaço geográfico sem a necessidade de deslocar pessoas, papéis ou outro elemento material. Na Era da Informação, os meios de comunicação de massa exercem um papel social muito importante. Nunca o volume de notícias foi tão grande nem sua difusão tão rápida. Do mesmo modo, nunca foi tão amplo o poder de manipulação da mídia, que muitas vezes seleciona ou distorce os acontecimentos divulgados segundo seus próprios interesses políticos e econômicos. A informação, portanto, não é neutra, imparcial. Ela é selecionada, transmitida e aplicada segundo o ponto de vista e os interesses de países, empresas, partidos políticos, movimentos sociais etc. Com isso, os grandes conglomerados de comunicação acabam controlando a mídia internacional e exercendo forte influência política e cultural em todos os países. As grandes empresas de comunicações detêm diversas atividades que envolvem o jornalismo, o entretenimento e a publicidade. Com essa estrutura, dificilmente essas empresas se comprometem com o interesse público, voltando-se não para os cidadãos, mas para os consumidores. As principais agências de notícias, com capacidade de cobertura mundial – já que mantêm uma estrutura organizacional e tecnológica de caráter e qualidade global, como Reuters, France Presse, CNN e Fox News –, estão sediadas nos países desenvolvidos. Neles se situam os grandes centros econômicos mundiais, onde se localizam as sedes de empresas multinacionais, os principais centros financeiros, importantes instituições de pesquisa, universidades etc. Esses centros econômicos são dotados de infraestrutura adequada e moderna, com capacidade de processar e gerar enorme quantidade de informações, que são distribuídas para jornais, revistas e emissoras de rádio e de televisão de todo o mundo.

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:19


ZUMA Wire Service/Alamy/glow Images

Estúdio da agência de notícias estadunidense CNN, uma das principais agências de cobertura internacional, em Atlanta (Estado Unidos), 2011.

L E I T U R A C O M P L E M E N TA R

A violência da informação “Um dos traços marcantes do atual período histórico é, pois, o papel verdadeiramente despótico da informação. Conforme já vimos, as novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas, aprofundando os processos de criação de desigualdades. É desse modo que a periferia do sistema

capitalista acaba se tornando ainda mais periférica, seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção, seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. Isso tanto é mais grave porque, nas condições atuais da vida econômica e social, a informação constitui um dado essencial e imprescindível. Mas na medida em que o que chega às pessoas, como também às empresas e instituições hegemonizadas, é, já, o resultado de uma manipulação, tal informação se apresenta como ideologia.” SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 38-39.

• Explique a contradição do atual acesso à informação, na visão do autor. Apesar de a informação “constituir um dado essencial e imprescindível” e aparentemente estar mais acessível, ela pode ser manipulada e atender mais aos interesses de alguns Estados e algumas empresas. Dessa forma, a informação que chega à maioria das pessoas se apresenta como ideologia, ou seja, como uma visão de mundo de um determinado grupo, e não como uma visão neutra da realidade.

. A internet

A internet é uma rede mundial de computadores criada na década de 1960 como um sistema de defesa, ligado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A ideia era armazenar informações nos computadores de diversas bases militares estadunidenses, preservando-as caso um ataque inimigo destruísse uma das conexões. Além disso, o sistema permitia o controle de mísseis nucleares por qualquer base militar ligada à rede. Nos anos seguintes, esse sistema foi aplicado a importantes centros de pesquisas e universidades, e somente na década de 1990 foi aberto ao público em geral. Em 2011, mais de 2,2 bilhões de pessoas estavam conectadas à rede. Os novos meios eletrônicos dão a impressão de que a informação está acessível a todas as pessoas, em todo lugar e a qualquer momento. Além disso, levam muitos a considerar a internet um meio democrático de acesso à informação.

Despótico tirano, repressor.

Hegemonizadas que estão sob o domínio ou sob o controle.

CAPÍTULO 1   A Geografia na Era da Informação

TS_V1_U1_C01.indd 17

17

06/06/13 09:19


DICA FILME A rede social EUA, 2011. Direção: David Fincher. Duração: 190 min. Por meio da história dos idealizadores da rede social Facebook, o filme traça um perfil de uma geração que cresceu com as novas tecnologias.

Mas o acesso a dados e informações por meio de um sistema sofisticado e combinado, que envolve satélites artificiais e cabos de fibra óptica, permitindo a estruturação de redes de banda larga e acessos por meio de equipamentos como telefones, televisão a cabo e microcomputadores, é diferenciado e seletivo quanto à possibilidade de utilização, tanto em relação aos países como em relação às classes sociais. Mundo: usuários de internet – 2011 Usuários (2011)

% em relação ao total da população da região (2011)

4.514.400

139.875.242

13,5%

Ásia

114.304.000

1.016.799.076

26,2%

Europa

105.096.093

500.723.686

61,3%

3.284.800

77.020.995

35,6%

108.096.800

273.076.546

78,6%

18.068.919

235.819.740

39,5%

7.620.480

23.927.457

67,5%

360.985.492

2.267.233.742

32,7%

Região África

Oriente Médio América do Norte América Latina e Caribe Fonte: INTERNET WORLD STATS. World internet usage and population statistics. Disponível em: <www.internetworldstats. com>. Acesso em: ago. 2012.

Oceania e Austrália Total mundial

Usuários (2000)

1. Qual região teve o maior aumento no número de usuários de internet? 1. A região que teve o maior aumento no número de usuários foi a Ásia. 2. Qual região teve a maior taxa de crescimento? Qual região teve a menor taxa de crescimento? 2. A região que teve o maior crescimento proporcional foi a África, e a região que teve a menor taxa de crescimento foi a América do Norte.

Contrainformação que se contrapõe às notícias e análises divulgadas pela imprensa oficial.

Wikileaks organização transnacional sediada na Suécia, criada com base em princípios de informação livre. Em seu site são divulgadas, por fontes anônimas, informações confidenciais vazadas de empresas e governos, sobre assuntos sensíveis.

“Navegar” na internet envolve custos, pois requer provedor de acesso, linha telefônica, computador pessoal, softwares e outros equipamentos4. Mas a questão da democratização da informação não se restringe apenas ao custo, visto que a maior parte dos provedores é controlada pelas grandes empresas de comunicação. A internet, no entanto, vai além do poder das grandes empresas de comunicação. Os meios eletrônicos também são utilizados como canal de organização popular, divulgação científica e educacional, defesa ambiental e “contrainformação”. Diversos sites da internet têm sido utilizados por comunidades, partidos políticos, grupos guerrilheiros, organizações não governamentais e órgãos de imprensa eletrônica de todas as vertentes ideológicas. Grupos têm utilizado a rede como forma de luta contra o sistema, como a Attac5 (Ação pela Tributação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadãos); o Movimento Rawa (Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão), que denunciou a perseguição das mulheres afegãs durante o regime talibã e hoje constitui um importante movimento social do país; a Wikileaks, que publicou milhares de documentos e informações sigilosas do governo de diversos países, em especial da diplomacia dos Estados Unidos, e de empresas de espionagem com forte repercussão mundial; e muitos outros. Da mesma forma, grupos comunitários e ambientalistas utilizam a internet como meio de divulgação, discussão e denúncia de questões de interesse público. 4 Embora alguns provedores ofereçam acesso gratuito, existe o custo dos pulsos telefônicos ou da banda larga. Além disso, alguns portais são de acesso restrito a assinantes, que pagam pelo serviço. Sites de grandes meios de comunicação não estão disponíveis a todos os usuários. 5 A Attac luta pela taxação das atividades financeiras internacionais, propondo que o dinheiro arrecadado seja destinado às obras sociais nos países subdesenvolvidos. Essa taxa ficou conhecida pelo nome de taxa Tobin.

18

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C01.indd 18

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

6/25/13 8:02 AM


Alguns países, no entanto, exercem forte censura na rede. Neles, seus governantes obrigam os provedores a bloquear o acesso a determinados sites e blogs. Além disso, algumas palavras-chave são proibidas nos sites de busca, como é o caso de termos ligados a movimentos democráticos, como “revolta”, “massacre”, “direitos humanos”, na China. O maior controle ocorre em situações em que o usuário possa ter acesso a críticas ao governo ou aos costumes do país. A internet, ainda, vem sendo utilizada como canal para a atuação de redes criminosas comandadas pela máfia, pelo narcotráfico e por grupos terroristas, que a utilizam para articular ações em diversos países do mundo, além de divulgar mensagens de cunho racista e xenofóbico. Dependendo da acessibilidade dos alunos e da familiaridade que mantêm com a internet, é possível fazer levantamento dos sites que costumam acessar com mais frequência e discutir a motivação desse acesso, iniciando um debate sobre os usos possíveis da rede mundial de computadores e suas consequências.

Blog página da internet em que qualquer pessoa pode publicar textos, vídeos e imagens. Sua construção é simples e não requer conhecimento das ferramentas utilizadas para o desenvolvimento de um site. Xenofóbico que demonstra ódio ou aversão ao que é estrangeiro.

O L H O N O E S PA Ç O

01 01 005 G TS1_MYO Observe o planisfério abaixo. Internet sob vigilância MARIO YOSHIDA

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

TRÓPICO DE CÂNCER

TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

Inimigos da internet

Países sob vigilância da RSF

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

OCEANO PACÍFICO OCEANO ATLÂNTICO

OCEANO ÍNDICO

MERIDIANO DE GREENWICH

EQUADOR

OCEANO PACÍFICO

N

0

2.520 km

Fonte: REPÓRTERES sem fronteiras (RSF). Internet enemies, mar. 2012. Disponível em: <http://12mars.rsf.org/en>. Acesso em: jun. 2012.

Os países da categoria “sob vigilância” estão incluídos em situações em que há alguma restrição de acesso a sites com teor inapropriado, como pornografia infantil e abuso sexual, caso da Austrália; impedimento de download ou visualização de documentos publicados, protegidos por direitos autorais, caso da França; e outros casos, como fóruns de discussões e blogs monitorados pelas autoridades, caso da Venezuela. 1. Inimigos da internet: Arábia Saudita, Mianmar, China, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Uzbequistão, Síria, Turcomenistão, Vietnã, Bahrein e Belarus. Internet sob vigilância: Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Eritreia, França, Cazaquistão, Malásia, Rússia, Índia, Sri Lanka, Tailândia, Tunísia, Turquia e Venezuela.

1. Consulte o planisfério político que está no final deste volume, e indique o nome dos países que praticam censura na internet. Classifique-os de acordo com a legenda do mapa.

2. Em sua opinião, em que aspectos a vigilância da internet pode ser considerada positiva ou negativa? Justifique.

2. Resposta pessoal. A questão pode ser o ponto de partida para um debate. Alguns alunos podem se manifestar contra qualquer tipo de controle na rede, pelo fato de ser uma forma de censura. A outra expectativa é a de que os alunos manifestem, por exemplo, que a vigilância da internet pode ser considerada positiva quando impede a veiculação de material preconceituoso, com conteúdo racista ou xenofóbico; criminoso, como de pedofilia; ou o controle a sites e blogs que promovam download de material protegido por direitos autorais. Por outro lado, pode ser considerada negativa quando interfere na livre manifestação de ideias e opiniões ou controle político e ideológico sobre a população. CAPÍTULO 1   A Geografia na Era da Informação

TS_V1_U1_C01.indd 19

19

6/25/13 8:12 AM


PONTO DE VISTA “Não temos o direito de ficar isolados” “Eleito pela revista americana Fast Company como um dos líderes mais criativos do mundo dos negócios, o índio receita a tecnologia para preservar as tradições Soa contraditório, mas a mesma modernidade que quase dizimou os suruís nos tempos do primeiro contato promete salvar a cultura e preservar o território desse povo. Em 2007, o líder Almir Suruí, de 37 anos, fechou uma parceria inédita com o Google e levou a tecnologia às tribos. Os índios passaram a valorizar a história dos anciãos. E a resguardar, em vídeos e fotos on-line, as tradições da aldeia. Ainda se valeram de smartphones e GPS [Global Position System]6 para delimitar suas terras e identificar os desmatamentos ilegais. Em 2011, Almir foi eleito pela revista americana Fast Company um dos 100 líderes mais criativos do mundo dos negócios. ÉPOCA – Quando o senhor percebeu que a internet poderia ser uma aliada do povo suruí ? Almir Suruí – Meu povo acredita no diálogo. Para nós, é uma ferramenta muito importante. Sem a tecnologia, não teríamos como dialogar suficientemente para propor e discutir os direitos e territórios de nosso povo. Nós, povos indígenas, não temos mais o direito de ficar isolados. Ao usar a tecnologia, valorizamos a floresta e criamos um novo modelo de desenvolvimento. Se a gente usasse a tecnologia de qualquer jeito, seria um risco. Mas hoje temos a pretensão de usar a ferramenta para valorizar nosso povo, buscar nossa autonomia e ajudar na implementação das políticas públicas a favor do meio ambiente e das pessoas. Estamos construindo um modelo diferente. Ainda não temos resultados econômicos, mas com certeza teremos. Temos a clareza de que o dinheiro não é a solução, mas um instrumento de trabalho. O respeito que conseguimos com a comunicação nos trouxe resultados políticos e sociais. Há valores adquiridos com esse diálogo. ÉPOCA – Qual o impacto da internet na cultura da tribo? Suruí – Entendemos que cultura não é algo parado. Cultura anda, cultura avança. A própria história do país mostra isso.

A cultura de antes é diferente de agora. Precisamos ter responsabilidade para administrar tudo. Teremos uma política pedagógica na escola para mostrar às crianças suruís que é necessário respeitar nossa religião, nosso plano, nossas ideias. Para valorizar nossa cultura, usamos as práticas dos rituais. Vamos continuar com nossos rituais. Sempre. Mas isso não nos impede de avançar. Os suruís vão continuar com sua cultura, mas ao mesmo tempo terão nível superior, doutorado. Em 1997, começamos a desenhar o que chamamos de Plano de Gestão de 50 anos. Ele prevê melhorias no sistema de saúde, de educação, além da valorização das tradições e o combate ao desmatamento. Nele, está também a criação de uma universidade indígena. ÉPOCA – O primeiro contato dos suruís com o homem branco foi em 1969. A população foi dizimada por doenças e matanças e recentemente voltou a crescer. Qual é a situação de seu povo hoje? Suruí – Temos uma população de 1.300 índios em 25 aldeias espalhadas pelo centro-sul de Rondônia e noroeste de Mato Grosso. A maior pressão em nossas terras é o desmatamento para retirada de madeira, preparo de pastagens e agora também para plantar soja. O modelo atual de desenvolvimento na região traz essa pressão. ÉPOCA – Vocês usam smartphones e GPS para fiscalizar desmatamentos ilegais desde quando? Quais são os resultados? Suruí – Temos usado a tecnologia para comunicar essas pressões. O conhecimento tecnológico não é adquirido de um dia para o outro. Nosso povo continua se capacitando. Temos ganhos significativos. Sem essas tecnologias, não chegaríamos entre os 100 mais criativos da Fast Company. Não faço isso sozinho. Tenho uma equipe, a maioria indígenas suruís, além de parceiros importantes. Temos agentes ambientais para vigiar as ameaças ao território. Claro, com o apoio da polícia, do Ministério Público e da Funai. É uma parceria, não uma ação isolada. O resultado, de imediato, é que os invasores das terras dos suruís diminuíram muito. Ainda há ameaças, sim, mas elas ficaram menores.”

almir suruí: “Não temos o direito de ficar isolados”. Época, 24 fev. 2012. disponível em: <http://revistaepoca.globo.com>. acesso em: jun. 2012.

1. Por meio do gPs os suruís demarcam o seu território e identificam as áreas invadidas ou ameaçadas por madeireiros e produtores de soja. Os smartphones permitem a comunicação imediata das violações ocorridas em suas terras às autoridades, como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público.

1. De que forma as tecnologias da informação têm sido usadas para preservar as terras dos suruís? 2. Qual a situação apontada nessa entrevista que aparentemente é contraditória ao senso comum em relação ao uso das tecnologias?

2. a tecnologia provoca alterações no modo de vida da sociedade. No entanto, a tecnologia de informação pelos suruís está sendo utilizada para a preservação de suas tradições culturais (crenças, concepções e rituais) e do ambiente em que vivem. Enfim, é um meio utilizado para valorizar o modo de vida do povo suruí.

6 veja mais detalhes sobre o gPs no Capítulo 2 deste volume.

ressaltar para os alunos que a cultura não é estática nem permanente, ela é um conjunto dinâmico de fazeres e saberes que se transformam ao longo do tempo. além disso, sempre existiu intercâmbio entre sociedades humanas, com assimilação de elementos culturais externos e transferência de seus próprios a outras. Os conhecimentos e as tecnologias absorvidos não são necessariamente danosos aos povos. Eles podem ser benéficos, desde que bem implementados.

20

Ponto de vista

TS_V1_U1_C01.indd 20

06/06/13 09:19


[

COMPREENSÃO E ANÁLISE

1. Explique o impacto da tecnologia da informática e das telecomunicações para a Geografia.

2. Interprete a charge, relacionando-a ao conceito de PEPE saN MartiN

meio geográfico.

]

O texto apresenta características dos meios geográficos. Identifique-os em cada um dos parágrafos.

4. Compare as possibilidades de desenvolvimento social e profissional entre uma pessoa que esteja integrada ao meio técnico-científico-informacional e outra que esteja distante dele.

5. Em que sentido a internet se diferencia dos outros meios de comunicação? Justifique.

6. Reflita sobre a afirmação a seguir e escreva um pequeno texto em seu caderno: A internet democratizou o acesso às informações.

01 01 008 G TS1_MYO

7. Compare os dados da tabela da página 18 com o gráfico abaixo e responda à questão.

MariO yOsHida

Mundo: usuários de internet – dez. 2011 3% 1% 6% 11% 45%

12%

3. Leia o texto e responda à questão. “A sociedade rural não tinha outra saída senão localizar cada plantio no terreno mais apropriado. O homem era ‘obrigado’ às suas escolhas espaciais. E o mesmo valia para o tempo: cada estação do ano implicava somente um número determinado de atividades. A sociedade industrial conseguiu fazer com que o tempo virasse uma mania, uma neurose. Também o espaço era em grande parte obrigatório: era mais conveniente elaborar a matéria-prima o mais perto possível dos cursos d’água que acionavam as turbinas. E todas as ações humanas, até mesmo os pensamentos, possuíam tempos e lugares específicos: o amor, de noite em casa, o trabalho, de manhã no escritório, as compras, num determinado bairro, a diversão, num outro, e assim por diante. Ora, com o fax, o celular, o correio eletrônico, a internet, a secretária eletrônica, nós podemos fazer tudo em todo e qualquer lugar. Usos, mentalidades e sentimentos separam-se sempre mais dos lugares e dos horários.” Masi, domenico de. O ócio criativo. rio de Janeiro: sextante, 2000. p. 159-160.

22%

Ásia

África

Europa

Oriente Médio

América do Norte

Oceania

América Latina

Fonte: iNtErNEt WOrLd stats. usuários de internet no mundo. distribuição por regiões do mundo. disponível em: <www.internetworldstats.com>. acesso em: set. 2012.

Com base nas disparidades que podem ser apreendidas dos dados do gráfico e da tabela, qual região tem maior evidência? Quais as prováveis razões para isso?

8. Leia o texto. “Há uma tirinha muito boa, já bem famosa, que mostra dois cachorros usando a internet. Um deles escreve ao outro: ‘Na internet, ninguém sabe que você é um cachorro’. Caberia acrescentar: ‘E ninguém sabe onde você está’.” NEgrOPONtE, Nicholas. A vida digital. são Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 184.

Explique cada uma das frases destacadas nesse trecho do texto. CAPÍTULO 1

TS_V1_U1_C01.indd 21

A Geografia na Era da Informação

21

06/06/13 09:19


CAPÍTULO 2

a LOcaLiZaçÃO nO eSPaçO e OS SiSteMaS de infOrMaçõeS GeOGráficaS CONTEXTO

3. a) Na navegação leste-oeste, a posição do navio seguiria sempre a mesma latitude. Entretanto, como era impossível saber exatamente a longitude, a embarcação poderia se chocar repentinamente com uma pequena ilha ou um recife ou, numa situação sem acidentes, nunca saberia quanto tempo seria necessário para atingir o seu destino. b) Neste caso, era possível acompanhar as mudanças de latitude que ocorreriam na viagem, mas seria uma escolha improvável, pois acompanharia uma linha de longitude desconhecida. Portanto, a embarcação estaria sujeita aos mesmos tipos de acidentes que a situação anterior, e não saberia nunca se chegaria ao destino desejado.

O prêmio da longitude “O tempo estava péssimo, com ventos fortes, tempestades e céu completamente encoberto. Depois de três semanas, o céu clareou, vários navios calcularam a latitude e tomaram-se medidas da profundidade. Quando sir Clowdisley7 convocou uma reunião entre os pilotos, todos concordaram que estavam na borda da plataforma continental, aproximando-se da entrada do canal da Mancha. O céu nublou de novo e a frota prosseguiu para leste, impelida por ventos favoráveis. Em 22 de outubro [1707], por volta das sete e meia da noite, quatro dos navios se chocaram contra um recife ao largo das Ilhas Scilly, cerca de vinte milhas a oeste da Cornuália8. Em poucas horas, os quatro navios avariados afundaram, junto com os seus tripulantes. Segundo alguns relatos, morreram oitocentos homens; segundo outros, as vítimas foram 2 mil. Outros naufrágios tinham ocorrido naquela época e haveria muitos mais, mas a dimensão dessa perda abalou profundamente os britânicos – quatro navios de guerra destruídos e centenas de marinheiros mortos sem um único inimigo à vista. Pensou-se que a tragédia tivesse resultado do desconhecimento da posição do navio, mas recentemente os historiadores começaram a ver de maneira diferente o naufrágio ao largo das Ilhas Scilly. Acredita-se que, quando o almirante consultou os pilotos, as conclusões destes estavam corretas – eles sabiam

onde estavam e aonde queriam ir –, e que o desastre foi causado por erros nos mapas e cartas de navegação que eles usavam. As cartas de navegação precisas devem ser traçadas a bordo e com conhecimento exato da longitude, que tem duas finalidades: fornecer ao navegador mapas e cartas confiáveis e, no mar, informar onde ele se encontra, permitindo-lhe utilizar as cartas de navegação. Os navios ingleses navegavam por toda parte no mundo ocidental, confiando em cartas e mapas que, frequentemente, tinham pouca correspondência com a realidade. [...] Independentemente da causa direta do desastre – mapas imprecisos ou navegação falha –, a causa básica era o desconhecimento da longitude. O clamor público que se seguiu à tragédia levou o Parlamento a aprovar uma lei, em 1714, oferecendo um prêmio muito maior do que o oferecido por outros países, pois a Grã-Bretanha tinha a maior e mais importante Marinha mercante do mundo. Qualquer aparelho ou invento para determinar a longitude que ‘tenha sido testado e considerado viável e útil no mar’ seria recompensado com 20 mil libras. A soma era enorme, mais ou menos o equivalente a 12 milhões de dólares de hoje, e prêmios menores foram oferecidos para soluções parciais. Os mais notáveis cientistas do país, entre os quais sir Isaac Newton e Edmond Halley, disputaram o prêmio, bem como os lunáticos mais desvairados. [...]” DASH, Joan. O prêmio da longitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 14-16.

D I S C U TA Plataforma continental parte do relevo submarino em contato com o relevo do continente cujo declive atinge a profundidade de até 200 metros, aproximadamente.

1. Quais foram as prováveis causas apontadas do acidente com a esquadra da Marinha

britânica nas Ilhas Scilly? 1. O erro de avaliação dos pilotos sobre a posição da esquadra ou erros contidos nos mapas, que assinalavam pontos que não correspondiam à realidade.

2. De acordo com as informações do texto, em qual oceano a esquadra navegava? 2. Oceano Atlântico. 3. Embora a latitude fosse demarcada com relativa precisão desde a Antiguidade, a demarcação da longitude só ocorreu no decorrer do século XVIII. Sendo assim, quais problemas poderiam ser encontrados para navegar nos sentidos: a) leste-oeste? Justifique. b) norte-sul? Justifique. 7 Sir Clowdisley era o comandante da esquadra cuja tragédia é relatada no texto. 8 Cornuália é uma região situada no sul da Grã-Bretanha.

22

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C02.indd 22

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:21


. aS cOOrdenadaS GeOGráficaS As coordenadas geográficas são linhas imaginárias traçadas sobre o globo terrestre que permitem a localização de qualquer ponto sobre sua superfície. Essa rede de linhas é composta pelos meridianos, que ligam o polo geográfico norte ao polo geográfico sul, e pelos paralelos, que cruzam perpendicularmente os meridianos.

Paralelos e latitudes O Equador – o principal paralelo – é a linha que circunda o globo. Todos os seus pontos estão a igual distância de ambos os polos, formando um plano que divide horizontalmente a Terra em duas partes iguais: o Hemisfério Norte, também chamado de Setentrional ou Boreal, e o Hemisfério Sul, também chamado de Meridional ou Austral. A distância, em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre à Linha do Equador recebe o nome de latitude. Definiu-se, portanto, como 0° a latitude do Equador. Nos hemisférios Norte e Sul têm-se, respectivamente, latitudes norte (N) e sul (S), que atingem o ângulo máximo de 90° nos polos. Assim, se traçarmos 90 paralelos equidistantes em cada hemisfério,01a distância eles será de 1°. Todos os lugares situados em um 02 009aentre I TS1_MYO mesmo paralelo têm a mesma latitude.

dica FILME 1492 – A conquista do paraíso EuA/Inglaterra/França/ Espanha, 1992. Direção: Ridley Scott. Duração: 154 min. O filme narra a viagem do navegador genovês Cristovão Colombo rumo ao continente desconhecido dos europeus, a América, usando como orientação a latitude.

Equidistante situado à mesma distância (em relação a algo).

60°

40° 20°

HE

MIS

0° EQ U

AD

OR

20°

HE

40°

80°

MIS

60° 80°

RIO

RIO

MARIO YOSHIDA

Paralelos e latitudes

90°

NO

RT

E

SU

L

90°

Fonte: Diercke Geography, for bilingual classes. Braunschweig: Westermann, 2006. p. 5.

as zonas térmicas e as estações do ano Além do Equador, há quatro outros paralelos importantes: o Trópico de Câncer e o Círculo polar Ártico, no Hemisfério Norte, e o Trópico de Capricórnio e o Círculo polar Antártico, no Hemisfério Sul. Os trópicos distam 23°27’ (23 graus e 27 minutos) do Equador e indicam os limites máximos ao sul e ao norte em que os raios solares incidem verticalmente sobre a Terra durante o solstício de verão. A faixa do planeta situada entre o Trópico de Capricórnio e o de Câncer é denominada intertropical. Nela, os raios solares incidem perpendicularmente em determinado período do ano. Ao norte do Trópico de Câncer e ao sul do Trópico de Capricórnio, os raios solares atingem a superfície terrestre sempre de forma inclinada (oblíqua nas Zonas Temperadas e tangente nas Zonas Polares). CAPÍTULO 2

TS_V1_U1_C02.indd 23

A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

23

06/06/13 09:21


01 02 009b M TS1_MYO

MARIO YOSHIDA

Planisfério: zonas térmicas OCEANO GLACIAL ÁRTICO

ZONA POLAR OU GLACIAL ÁRTICA

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

ZONA TEMPERADA NORTE TRÓPICO DE CÂNCER

OCEANO PACÍFICO

OCEANO PACÍFICO

ZONA QUENTE OU INTERTROPICAL

EQUADOR

OCEANO ATLÂNTICO

TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

OCEANO ÍNDICO

ZONA TEMPERADA SUL N

0

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

ZONA POLAR OU GLACIAL ANTÁRTICA

2.340 km

Fonte: ROBINSON, Arthur H. et al. Elements of cartography. Nova York: John Wiley & Sons, 1995.

Limite das zonas térmicas

Os círculos polares distam 66°33’ da Linha do Equador e assinalam o limite máximo de iluminação das regiões polares nos solstícios de verão. Assim, durante o verão, não há noite na região polar, que recebe os raios solares durante 24 horas. Esse fenômeno é conhecido como Sol da meia-noite. No início do inverno (solstício de inverno), acontece o contrário, ou seja, não se vê a luz do Sol durante 24 horas.

Luis Moura

O Sol da meia-noite na Zona Polar

21h00

24h00

Fonte: Geografie. Berlim: Cornelsen, 2009. p. 11.

A partir da meia-noite o Sol recomeça a “subir” e quando, ao meio-dia, atinge o ponto mais elevado, ainda permanece próximo da linha do horizonte.

24

3h00

6h00

9h00

12h00

15h00

18h00

A variação na duração do dia (período de iluminação) e da noite em cada lugar da Terra é tanto maior quanto mais distante o lugar estiver da Linha do Equador. A “posição” do Sol no céu também altera a incidência dos raios solares. Na maior parte do território brasileiro, por exemplo, ora eles incidem aproximadamente a partir da direção norte, ora aproximadamente a partir da direção sul (quando for próximo do meio-dia). Para as localidades que são atravessadas pelo Trópico de Capricórnio e, principalmente, para as que estão ao sul dessa linha, os raios solares atingem a superfície aproximadamente a partir do norte, por volta do meio-dia. A variação na distribuição dos raios solares nos dois hemisférios, que dá origem às estações do ano, é consequência da inclinação do eixo terrestre, em combinação com o movimento que a Terra faz ao redor do Sol durante o período de um ano – o movimento de translação.

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 24

06/06/13 09:21


Luis Moura

O movimento de translação e as estações do ano Primavera no Norte/ Outono no Sul 21 de março

Abril Verão no Norte/ Inverno no Sul

Fevereiro

Maio

Janeiro Inverno no Norte/ Verão no Sul Sol 21 de dezembro

109 vezes maior que a Terra

21 de junho

Novembro

Julho

Outubro

Agosto

23 de setembro

Fonte: Diercke Geography, for bilingual classes. Braunschweig: Westermann, 2006. p. 24.

Outono no Norte/ Primavera no Sul

Quando os raios solares incidem direta e verticalmente sobre o Trópico de Capricórnio (por volta de 21 de dezembro), no Hemisfério Sul há o início do verão e o dia mais longo do ano (solstício de verão), enquanto no Hemisfério Norte há o solstício de inverno, com o início do inverno e o dia mais curto do ano. A situação se inverte quando os raios incidem verticalmente sobre o Trópico de Câncer (por volta de 21 de junho). Observe a ilustração a seguir.

Sugerimos que a leitura da ilustração seja feita junto com os alunos. Peça que observem a diferença de iluminação entre os hemisférios Norte e Sul durante o verão e o inverno e a distribuição por igual da iluminação no outono e na primavera.

21 de dezembro

21 de junho N

N

Raios oblíquos

Raios verticais

Raios verticais

Raios oblíquos

Sol

Sol

Raios oblíquos

luis moura

Incidência dos raios solares

Raios oblíquos S

S

Fonte: Diercke Geography, for bilingual classes. Braunschweig: Westermann, 2006. p. 25.

Nas localidades próximas ao Trópico de Capricórnio e ao sul deste, os raios solares atingem a superfície a partir do norte. Por isso, os imóveis com os cômodos voltados para a face norte recebem mais insolação. O contrário acontece com as localidades próximas ao Trópico de Câncer e ao norte deste, onde os raios solares atingem a superfície a partir do sul. Nesse caso, são os imóveis com os cômodos voltados para a face sul os que recebem mais insolação.

As medidas, distâncias, cores e proporções das imagens não correspondem à realidade.

CAPÍTULO 2  A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 25

25

06/06/13 09:21


01 02 012 I TS1_MYO

Apenas por volta de 21 de março e de 23 de setembro os hemisférios Norte e Sul recebem a mesma quantidade de luz e calor, pois os raios solares incidem perpendicularmente à Linha do Equador (equinócio), de forma que os limites da zona iluminada da Terra passam exatamente pelos dois polos. No dia 21 de março, iniciam-se a primavera no Hemisfério Norte e o outono no Hemisfério Sul, ocorrendo o inverso no dia 23 de setembro. Nesses dias, o dia e a noite têm igual duração.

ENTAL

Polo Norte HE M

0° 20°

40°

te

Meridianos e longitudes

te

Os meridianos, ao contrário dos paralelos, não circundam totalmente a esfera terrestre, indo apenas de um polo ao outro. Desse modo, só dividem o planeta verticalmente em duas partes iguais, ou hemisférios, junto com seu meridiano oposto, chamado antimeridiano. Em 1884, o meridiano que passa por Greenwich, próximo à cidade de Londres, foi estabelecido como referencial ou principal. A partir dessa data, o Meridiano de Greenwich e o seu antimeridiano passaram a dividir, por convenção, a esfera terrestre em dois hemisférios: Leste ou Oriental e Oeste ou Ocidental. A distância de qualquer ponto da superfície terrestre ao Meridiano de Greenwich recebe o nome de longitude e é dada em graus. A longitude de Greenwich é, portanto, zero grau (0°). Nos hemisférios Leste e Oeste têm-se, respectivamente, longitudes leste (L) e oeste (O), que medem até 180°. Assim, os meridianos 180° leste e oeste coincidem. Para determinar a localização exata de um ponto na superfície terrestre, basta assinalar a sua latitude e sua longitude. Observe o mapa a seguir.

le s

o

ME

de

RID

gitu

es

90°

60°

IAN

L on

OD

20°

EG RE

40°

EN

WIC

H

AL IENT OR

60°

90°

ID OC

O RI FÉ IS

O RI FÉ IS

HE M

MARIO YOSHIDA

Meridiano de Greenwich e seu antimeridiano

Lon

Polo Sul

RE

160 °

EG

140 °

180

°

160 °

90° 140 ° 1 20°

oe ste

AN

de

TIM

ER

gitu L on

IDI

AN

OD

120 °

EN

WIC

H

90°

git

e ud

le

st e

e ud git n Lo

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2005. p. 18.

01 02 013 M TS1_MYO

MARIO YOSHIDA

Planisfério: coordenadas geográficas de algumas cidades 160º 140º 120º 100º 80º 60º 40º

20º

0º 20º 40º 60º 80º 100º 120º 140º 160º 180º

OCEANO GLACIAL ÁRTICO

80º

80º

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

60º

40º

Chicago

EUROPA Roma

Nova York

San Francisco

60º

Moscou

Londres

ÁSIA Tóquio

40º

Cairo TRÓPICO DE CÂNCER

20º

EQUADOR

OCEANO PACÍFICO 20º TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

Porto Velho

Campo Grande

Fortaleza

Rio de Janeiro

40º

60º

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

Manila

ÁFRICA

E GREENWICH MERIDIANO D

Mumbai

OCEANO ATLÂNTICO

AMÉRICA

OCEANO ÍNDICO

Cidade do Cabo

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

80º

ANTÁRTIDA 160º 140º 120º 100º 80º 60º 40º

20º

0º 20º 40º 60º 80º 100º 120º 140º 160º 180º

80º

20º

Cidade Latitude Longitude 31º N 31º L Cairo Campo Grande 20º S 54º O 0º 88º O Chicago 42º N Cidade do Cabo 34º S 18º L Fortaleza 3º S 38º O OCEANIA 20º Londres 52º N 0º 15º N 121º L Manila 38º L Moscou 56º N Sydney Mumbai (ex-Bombaim) 19º N 73º L 40º Nova York 41º N 74º O Porto Velho 8º S 63º O Rio de Janeiro 23º S 43º O 60º N Roma 42º N 13º L San Francisco 38º N 122º O 151º L Sydney 34º S 0 2.950 km Tóquio 36º N 140º L

OCEANO PACÍFICO

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 35.

26

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 26

06/06/13 09:21


Os fusos horários

dicaS

Na segunda metade do século XIX, praticamente o mundo inteiro já era conhecido e intensificaram-se as relações entre os diversos pontos do planeta com o desenvolvimento dos meios de comunicação e de transporte. Em tais circunstâncias, a padronização de um sistema universal de referência horária tornava-se cada vez mais necessária. Em 1884, representantes de 25 países reunidos em Washington D.C. estabeleceram uma divisão do mundo em 24 fusos de uma hora, tendo como referência as linhas de longitude e baseando-se no fato de que a Terra demora praticamente 24 horas para dar uma volta completa em torno do próprio eixo9. Dessa forma, dividindo os 360° da circunferência terrestre por 24, obtém-se a medida de cada fuso horário: 15°. Cada fuso é delimitado por dois meridianos, e todas as localidades situadas dentro dos limites de um fuso têm o mesmo horário. Esses limites teóricos são chamados de 01 02 015 I TS1_MYO hora legal. Como a rotação da Terra ocorre no sentido de oeste para leste, o dia sempre tem início nos países localizados a leste do globo.

1 a.m. 2 a.m.

12 a.m. (meia-noite) OESTE

MARIO YOSHIDA

Fusos horários 11 p.m.

180º

10 p.m.

3 a.m.

9 p.m.

4 a.m.

8 p.m.

5 a.m.

7 p.m.

6 a.m.

Polo Norte

6 p.m.

7 a.m.

5 p.m.

8 a.m.

4 p.m. 9 a.m.

N

0

3 p.m. 10 a.m.

1.625 km

11 a.m.

2 p.m.

0º LESTE

12 p.m. (meio-dia)

1 p.m.

LEITURAS O prêmio da longitude Joan Dash. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. uma reportagem que combina história da ciência, diário de bordo e biografia para contar como, no século XVIII, o obstinado e desconhecido relojoeiro John Harrison deixou para trás astrônomos renomados e descobriu como medir com precisão a longitude no mar. A volta ao mundo em 80 dias Júlio Verne. São Paulo: FTD, 2007. Com um enredo rico em aventuras, o autor apresenta a sua visão dos costumes de várias regiões do mundo. O centro do desfecho da trama principal é a questão do fuso horário. SITE Edumed http://edumed.no.sapo.pt/ JogoCooGeo.htm Link que leva a um jogo on-line sobre coordenadas geográficas. Observe que as horas aumentam na direção leste e diminuem na direção oeste. Fonte: SCHLEICHER, Yvonne (Org.). Diercke multimediale Methoden Westermann. Braunschweig: Westermann, 2010.

Nota: a.m. e p.m. são abreviações de expressões vindas do latim utilizadas para se referir a cada um dos dois períodos de 12 horas em que está dividido o dia: a.m. (ante meridiem, que significa “antes do meio-dia”) e p.m. (post meridiem, que significa “após o meio-dia”). Ou seja, a.m. é o período que se inicia à meia-noite (00:00) e termina às 11:59; p.m. é o período que se inicia ao meio-dia (12:00) e termina às 23:59.

O fuso referencial para a determinação das horas é o de Greenwich, cujo centro é 0°. Os limites desse fuso são os meridianos 7°30’ leste e 7°30’ oeste. A hora determinada pelo fuso de Greenwich recebe o nome de GMT (Greenwich Meridian Time10). A partir disso, são estabelecidos os outros limites de fusos horários, cada um com um meridiano no centro. Por exemplo, uma localidade situada a 38° O tem como centro de seu fuso horário o meridiano de 45° O, cujos limites são 37°30’ O e 52°30’ O. 9 Trata-se aqui do movimento de rotação. Esse movimento da Terra completa-se exatamente em 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. 10 Horário de Greenwich.

CAPÍTULO 2

TS_V1_U1_C02.indd 27

A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

27

06/06/13 09:21


01 02 016 G TS1_MYO Observe o quadro a seguir. MARIO YOSHIDA

Cálculo de fusos horários a partir da cidade do Rio de Janeiro

Fonte: elaborado pelos autores.

Longitude

Centro do fuso

Distância em relação ao fuso de referência (em graus)

Diferença em horas

Horário

Rio de Janeiro (Brasil)

43° O

45° O

Fuso de referência

---

9 horas

Londres (Reino Unido)

45°

+3

12 horas

122° O

120° O

75°

–5

4 horas

31° L

30° L

75°

+5

14 horas

Cidade

San Francisco (EUA) Cairo (Egito)

Apesar de os limites teóricos (hora legal) dos fusos horários serem estabelecidos em faixas de 15°, cada país define os limites práticos (hora oficial) dos seus fusos, de acordo com as suas necessidades. Portanto, as linhas dos fusos não são retas, acompanham as fronteiras dos países e estabelecem seus próprios limites de fuso, no caso de um país com mais de um fuso. Observe o mapa da seção Olho no espaço, na página 36. O mapa mostra os limites práticos entre os fusos: eles seguem os contornos dos limites dos países ou unidades administrativas e federativas (como estados e províncias) em que alguns países se dividem. Os países com grande extensão territorial na direção leste-oeste são atravessados por vários fusos. O território da Rússia, por exemplo, abrange 11 fusos horários. No entanto, a China, que poderia possuir 4 fusos horários, adota apenas 1 fuso para todo o seu território.

a Linha internacional de data (Lid) dica SITE Cálculo Exato www.calculoexato.com.br O site converte automaticamente os fusos entre diversas cidades. Você deve clicar em Conversões e depois em Fusos Horários.

28

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C02.indd 28

A Linha Internacional de Data (LID) corresponde à linha de 180° de longitude (Antimeridiano de Greenwich) situada no meio do Oceano Pacífico. Ela separa dois dias consecutivos, ou seja, entre um lado e outro da linha existe a diferença de 24 horas. Portanto, toda embarcação que cruza a LID no sentido leste-oeste passa da tarde de sábado imediatamente para a tarde de domingo. Já uma embarcação que a cruza no sentido oeste-leste no mesmo momento passa da tarde de domingo à tarde de sábado. Ao longo dos anos, para acomodar os interesses ou necessidades de países situados ao longo da linha, ela foi adquirindo contornos variados e, por isso, não forma uma linha reta. Existem países ou estados que já estiveram situados de um lado ou de outro da linha, caso das Filipinas, da Indonésia e do Alasca.

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:21


FOSSA KER MAD

FOSSA TONGA

u ot

EC

LINHA INTERNACIONAL DE DATA Segunda-feira Domingo

Até 1995, a Linha Internacional de Data cortava o Linha Internacional de Data – 2011 Arquipélago de Kiribati e originava uma diferença de um dia entre as ilhas situadas de um lado e outro da Is. Midway (EUA) linha. Agora o país, mais de dez mil vezes menor que TRÓPICO DE CÂNCER I. Laysan HAVAÍ (EUA) (EUA) o Brasil, tem três fusos horários como o nosso, mas no Honolulu I. Wake (EUA) I. Havaí mesmo dia. Com essa mudança, além de entrar primeiro do que outros no Terceiro Milênio, comemorou em seu ILHAS MARSHALL OCEANO PACÍFICO pequeno território a entrada no século XXI três vezes, Uliga atraindo milhares de turistas. Sua ilha mais oriental é a Ilha Carolina, que passou a ser conhecida como a Ilha do EQUADOR I. Kiritimati Bairiki 0° Milênio, com 14 horas a mais em relação a Greenwich. Yaren K I R I B A T I NAURU I. Malden Is. Fenix A mudança mais recente ocorreu em 2011, em I. Starbuck TUVALU Is. Marquesas ILHAS Is. Tokelau SALOMÃO Samoa, outro país formado por um arquipélago no (NZL) Funafuti Honiara I. Flint POLINÉSIA Is. Wallis SAMOA Is. FRANCESA Pacífico. O seu território estava posicionado do lado e Futuna Apia Ilhas Samoa (FRA) Is. Cook VANUATU (EUA) Tu I. Bora Bora (NZL) FIJI am Porto-Vila leste da LID, no Hemisfério Oeste, com um dia de I. Taiti TONGA I. Niue Is. d NOVA a S Papeete (NZL) Suva oc ied diferença entre ela e os países com os quais mantém CALEDÔNIA ade (FRA) Mururoa Nukualofa Is. Tubuai intensas relações comerciais: Nova Zelândia e Austrália. TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO I. Rapa Assim, quando era sexta-feira em Samoa, já era I. Norfolk (AUS) OCEANO sábado na Nova Zelândia e na Austrália, e quando a Is. Kermadec (NZL) PACÍFICO semana iniciava-se nesses países, ainda era domingo Auckland I. do Norte em Samoa: perdiam-se dois dias para as transações NOVA 40º S ZELÂNDIA Wellington econômicas. A solução foi posicionar Samoa do lado (AOTEAROA) Is. Chatham Christchurch (NZL) oeste da LID e ajustar seu calendário semanal aos dos I. do Sul Dunedin MAR DA Is. Antípodas seus parceiros comerciais. TASMÂNIA (NZL) Is. Auckland (NZL) N A LID cria uma série de situações curiosas. Se viaI. Campbell (NZL) jarmos para oeste e dermos uma volta completa ao redor Is. Macquarie 0 770 km (AUS) LESTE DE GREENWICH 180° OESTE DE GREENWICH da Terra, “perderemos” um dia, pois estaremos caminhando no sentido contrário ao movimento de rotação. Fonte: elaborado com base em FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico – Espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010. p. 111; WORLD TIME ZONE. Disponível em: <www. Na situação oposta, se circundarmos a Terra no sentido worldtimezone.org>. Acesso em: set. 2012. leste, “ganharemos” um dia, pois estaremos viajando no mesmo sentido do movimento de rotação da Terra: de oeste para leste. A LID também gerou fatos interessantes. Por exemplo: o Imperador Taisho (1879-1926) do Japão faleceu à 1h25min do dia 25 de dezembro de 1926, em seu país. Como o Brasil está a leste da Linha Internacional de Data e o Japão, a oeste, o falecimento foi noticiado aqui na tarde de 24 de dezembro. Como consequência, a embaixada do Japão, no Rio de Janeiro, decretou luto pela morte do soberano de seu país, teoricamente, na véspera do seu falecimento.

MARIO YOSHIDA

01 02 018 M TS1_MYO

Os fusos horários no Brasil O Brasil, por conta da sua grande extensão na direção leste-oeste, apresenta três fusos horários diferentes. A maior parte do território fica no segundo fuso horário (atrasado três horas em relação a Greenwich), que corresponde à hora oficial do Brasil – o horário de Brasília. Nesse fuso, estão as regiões Sul, Sudeste (exceto as ilhas oceânicas), Nordeste (exceto as ilhas oceânicas), e parte das regiões Norte e Centro-Oeste. Observe no mapa da próxima página que o limite prático dos fusos acompanha a divisão política do país, para evitar a existência de dois fusos dentro do mesmo estado. Observe também que a adoção do horário de verão respeita esses mesmos limites.

Horário de verão é a alteração do horário de uma região durante parte do ano, adiantando-se, em geral, uma hora o fuso horário oficial local, visando à economia de energia elétrica.

CAPÍTULO 2  A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 29

29

6/11/13 10:08 AM


01 02 019 M TS1_MYO Brasil: fusos e horário de verão – 2012-2013

1. Quando for meio-dia em

MARIO YOSHIDA

50ºO

Boa Vista AMAPÁ Macapá

RORAIMA EQUADOR

São Paulo, qual será o horário em Rio Branco (AC) e no arquipélago de Fernando de Noronha (PE)?

Rochedos de São Pedro e São Paulo (PE) 0° Belém

São Luís

Manaus

Fortaleza MARANHÃO

AMAZONAS

Teresina

PARÁ

CEARÁ

1. 11h e 13h, respectivamente.

2. Explique por que alguns

RIO GRANDE DO NORTE Natal PARAÍBA

PIAUÍ

Arquipélago de Fernando de Noronha (PE)

estados não adotam o horário de verão.

João Pessoa

PERNAMBUCO

ACRE

Porto Velho

Rio Branco

Recife ALAGOAS Maceió SERGIPE Aracaju

Palmas TOCANTINS

RONDÔNIA

BAHIA

MATO GROSSO

Salvador

DISTRITO FEDERAL Brasília

Cuiabá

OCEANO ATLÂNTICO

Goiânia GOIÁS

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

OCEANO PACÍFICO

Campo Grande

ESPÍRITO SANTO SÃO PAULO

Belo Horizonte

Vitória

Ilha da Trindade e Martim Vaz (ES)

RIO DE JANEIRO Rio de Janeiro

NIO

DE CAPRICÓR TRÓPICO

2. Porque estão próximos da Linha do Equador e a duração da luz solar praticamente não varia muito durante o ano: o Sol aparece por volta das 6h e se põe por volta das 18h.

São Paulo

PARANÁ Curitiba

Horário universal de Greenwich

SANTA CATARINA Florianópolis

– 4 horas – 3 horas – 2 horas

RIO GRANDE DO SUL

N

Porto Alegre

Estados em que se adota o horário de verão

0

430 km

Durante o horário de verão, os relógios dos estados de RS, SC, PR, SP, RJ, ES, MG, GO, MT e MS, além do DF, são adiantados em uma hora durante um período do ano.

Fonte: OBSERVATÓRIO NACIONAL/DIVISÃO SERVIÇO DA HORA (DSHO). Disponível em: <http://pcdsh01.on.br/ HoraLegalBrasileira.asp>. Acesso em: set. 2012.

INTERCONEXÃO

Lembrar aos alunos que, anteriormente, existiam quatro fusos horários no Brasil, redefinidos para apenas três em junho de 2008. Mostrar, também, a razão de os estados das regiões Norte e Nordeste não adotarem o horário de verão: quanto mais próximo aos trópicos, mais efetivo é o resultado, por conta da maior duração do dia em relação à duração da noite. Próximo à Linha do Equador, a diferença entre a duração do dia e a da noite é insignificante.

Língua Portuguesa

Ah! Os relógios “ Amigos, não consultem os relógios quando um dia em for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios...

 orque o tempo é uma invenção da morte: P não o conhece a vida – a verdadeira – em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.

I nteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida: não cabe, a cada qual, uma porção. E os Anjos entreolham-se espantados quando alguém – ao voltar a si da vida – acaso lhes indaga que horas são...” QUINTANA, Mário. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005. p. 876. © by Elena Quintana.

A obra do poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994) caracteriza-se pela simplicidade temática, muitas vezes, retirada da observação do cotidiano, mas com um olhar profundo sobre o sentido da existência humana. Seus poemas são ternos, irônicos e carregados de simbolismo. De acordo com o poema que você acabou de ler, responda às questões.

1. É possível diferenciar o significado do tempo no poema de Mário Quintana e do tempo designado pelos fusos, estudado na Geografia?

2. “Ah! Os relógios” é uma discussão poética sobre o tempo e sua relação com a vida e com a morte. Reescreva o verso em que o poeta expressa essa relação através de uma metáfora. 2. “Porque o tempo é uma invenção da morte”. O poeta reforça a ideia de Justifique o sentido dessa metáfora. que o tempo é uma convenção humana delimitado pela humanidade com

Necrológio publicação de notícia do falecimento de alguém.

Metáfora figura de linguagem que consiste em estabelecer uma transferência de significados entre duas palavras ou expressões através de uma analogia ou comparação.

começo e fim. Nesse sentido, é a negação da eternidade. 1. Sim. A escala de tempo estabelecida com os fusos foi criada pela necessidade de organizar e sistematizar o tempo cronológico pela sociedade. No poema de Mário Quintana, o tempo tem um significado subjetivo, que está em desacordo com a temporalidade cronológica. O poeta afirma que a vida das pessoas submissas ao tempo “até parecem mais uns necrológios”. Já o tempo da poesia escapa à regulação do relógio. Esse tempo diferenciado proporcionado pela poesia possibilita a reflexão, levando a uma experiência singular, que UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas se contrapõe ao automatismo e à opressão da vida controlada pelo relógio. 30

TS_V1_U1_C02.indd 30

06/06/13 09:21


. Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) O desenvolvimento tecnológico atual propiciou um manancial de informações obtidas com grande detalhamento e rapidez. O conjunto de tecnologias relacionadas às informações e ao monitoramento do espaço terrestre recebe o nome de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs). Para a Geografia, a crescente implantação de novas tecnologias de informação criou uma nova base para a análise do espaço geográfico. Por meio dos SIGs, é possível coletar e armazenar informações sobre os mais diferentes aspectos da superfície terrestre e monitorar as transformações e as ações que a sociedade humana realiza sobre ela. Eles são utilizados tanto por pesquisadores como por organizações empresariais, ONGs, governos, serviços de espionagem, instituições militares e policiais e servem de base para tomadas de decisões imediatas e planejamentos futuros. Atualmente, várias empresas realizam a implantação de sistemas de satélites, o levantamento de dados por meio de fotos aéreas, a comercialização de mapas e aplicativos (softwares), o monitoramento de sistemas de transporte de cargas e passageiros etc. Um sistema de informações geográficas combina três tecnologias: sensoriamento remoto, Sistema de Posicionamento Global (GPS – Global Positioning System) e geoprocessamento, que será tema do próximo capítulo.

Geoprocessamento etapa dos SIGs em que as informações das imagens de satélite e de aerofotogrametria (medição das distâncias e das dimensões reais dos objetos por meio de fotografias aéreas) são selecionadas para a elaboração de mapas.

Sensoriamento remoto O sensoriamento remoto corresponde à tecnologia de captação de imagens através do fluxo de ondas eletromagnéticas refletidas ou emitidas pelos objetos existentes na superfície terrestre. Além de registradas, essas imagens podem ser quantificadas, fornecendo informações sobre o volume de biomassa, isto é, do conjunto de organismos vivos, existente em determinada paisagem, a extensão de uma superfície agrícola ou de 01 02 020 I TS1_MYO uma cidade etc.

MARIO YOSHIDA

Esquema de coleta de informações por meio de sensoriamento

Fonte: FLORENZANO, Tereza G. Imagens de satélite para estudos ambientais. São Paulo: Oficina de Textos, 2002. p. 9.

Os sensores instalados nos satélites captam imagens por meio da energia eletromagnética refletida, absorvida ou emitida pela superfície.

CAPÍTULO 2  A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 31

31

06/06/13 09:21


Imagem de satélite de Ji-Paraná (RO) – 2008 LANDSAT-5 /OBT/DGI/INPE

LANDSAT-5 /OBT/DGI/INPE

Imagem de satélite de Ji-Paraná (RO) – 1984

Nessas imagens do satélite Landsat 5, as cores foram aplicadas de acordo com as áreas conservadas e com a destruição causada na floresta: o verde da floresta original contrasta com o rosa da área derrubada, ocupada pela área urbana, estradas, por atividades agropastoris ou para a extração de madeira, muitas vezes ilegal. A imagem da esquerda mostra um trecho do município de Ji-Paraná (RO) em junho de 1984; a da direita mostra o mesmo trecho em junho de 2008.

As informações coletadas continuamente por meio dos sensores dos satélites artificiais11 em órbita no planeta possibilitam diferentes aplicações. São exemplos: o monitoramento de florestas para coibir processos de devastação, de bacias hidrográficas para coletar dados sobre a poluição e uso inadequado das águas, da ocupação e crescimento de áreas urbanas. Enfim, o sensoriamento permite a análise das transformações e dos impactos socioambientais que ocorrem na paisagem e a tomada de medidas para melhor gestão do espaço .

INTERCONEXÃO

Física

Sensoriamento remoto e ondas eletromagnéticas Como visto, o sensoriamento remoto é o processo de captação e análise da energia transportada por ondas eletromagnéticas refletidas ou emitidas por objetos na superfície da Terra. As ondas podem ser mecânicas ou eletromagnéticas. Uma onda é mecânica quando se propaga apenas através de um meio material (sólido, líquido ou gasoso), como as ondas sonoras, as que ocorrem na superfície da água ou as provocadas por abalos sísmicos. As ondas eletromagnéticas não precisam de um meio material, elas podem propagar-se também pelo vácuo. Essas ondas são geradas pela oscilação combinada de um campo elétrico e um magnético. Ao propagarem-se pelo espaço, transmitem energia eletromagnética. As ondas diferenciam-se pela frequência (representada pela letra f) ou pelo comprimento (representado pela letra grega λ, lambda) que apresentam. A frequência indica o número de oscilações por unidade de tempo, e quanto maior a frequência, maior será a intensidade de energia transmitida pela onda. O comprimento de onda é a distância entre dois picos consecutivos da onda. As frequências das ondas determinam os nomes e as suas aplicações práticas. O esquema a seguir representa o espectro eletromagnético, ou seja, o conjunto das ondas eletromagnéticas, diferenciadas por sua frequência. 11 O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é responsável pelos satélites brasileiros que captam e transmitem dados climáticos e ambientais.

32

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C02.indd 32

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:22


01 02 021c I_TS1_MYO MARIO YOSHIDA

Espectro eletromagnético

Frequência Tipos de onda Aplicações práticas

Rádio

Infravermelho

Micro-ondas

radiodifusão

culinária

aquecimento

celular radar

telecomunicações

controle remoto medicina

Luz visível visão

Ultravioleta

tratamento de água formação de leitura óptica imagens

Raios X radiologia

Raios gama radioterapia

radioterapia esterilização

Fonte: IF/UFRGS. Disponível em: <www.if.ufrgs.br>. Acesso em: fev. 2013.

1. O fato de poderem ser produzidas também por fontes artificiais, como circuitos eletrônicos, permitindo a obtenção de imagens da superfície da Terra também à noite, sem a presença da radiação vinda direta do Sol. Além disso, o fato de as nuvens não interferirem permite a recepção das ondas emitidas ou refletidas pela superfície da Terra por satélites artificiais fora da atmosfera terrestre, acimas das nuvens.

As ondas de rádio

Ondas de rádio têm comprimento variando desde alguns milímetros até quilômetros e podem ser transmitidas ou recebidas por satélites artificiais e antenas de uma emissora de rádio ou de um avião, por exemplo. Elas podem ser produzidas por fontes naturais, como o Sol, ou por fontes artificiais, como circuitos eletrônicos. No sensoriamento remoto, podem ser utilizadas para gerar imagens da superfície da Terra mesmo à noite ou através de nuvens.

1. Com base no texto anterior, cite dois fatores favoráveis à utilização das ondas de rádio no sensoriamento remoto. 2. A velocidade de propagação de uma onda eletromagnética pode ser calculada pela expressão V = λ ∙ f, onde λ representa o comprimento dessa onda, e f, sua frequência. A unidade de medida de frequência é o Hertz (Hz), sendo 1 Hz = 1 oscilação/segundo. Considerando que as ondas de rádio propagam-se pelo vácuo e pela atmosfera com velocidades aproximadamente iguais a 300.000 km/s, calcule a frequência de uma onda de rádio com comprimento de onda igual a 15 cm. 2. V = 300.000 km/s

λ = 15 cm → 0,00015 km

V = λ ⋅ f → f = V → f = 300.000 → f = 2.000.000.000 Hz λ 0,000015

GPS (Sistema de Posicionamento Global) O GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global) é atualmente o mais elaborado sistema de localização e orientação geográficas. O sistema está apoiado em 24 satélites em órbita e 31 estações de controle que refletem os sinais de rádio para o local onde um aparelho de recepção está em operação. O aparelho pode estar acoplado a um telefone celular, um notebook ou um veículo, no qual atualmente ele é mais utilizado. O satélite envia ao GPS dados sobre a localização de qualquer lugar, no continente ou no oceano, por meio de coordenadas geográficas. Além da posição geográfica, o aparelho pode indicar velocidade, tempo de deslocamento e distância em relação a qualquer outro ponto de referência da Terra. O GPS surgiu na década de 1960. Pode ser aplicado em diversas situações que envolvem mapeamento, localização e navegação aérea, marítima e terrestre. Nesse sentido, é utilizado para demarcação de fronteiras, propriedades rurais, terras indígenas, monitoramento de deslocamento de cargas, ações militares, entre outros. CAPÍTULO 2  A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 33

33

06/06/13 09:22


Componentes do GPS Satélites • 24 satélites em atividade e 8 satélites de reserva • Distribuídos por 6 órbitas ao redor da Terra • Altitude aproximada de 20.000 km da Terra

Receptor GPS • Recepção e decodificação dos sinais de satélites • Apontamento dos dados de localização

Estações de controle • 31 estações de monitoramento (Estação central: Base da Força Aérea de Schriever, no estado de Colorado, EUA) • Sincronização de satélites • Recuperação de dados • Manutenção remota dos satélites

Processo de localização

LuIS MOuRA

Sistema de Posicionamento Global (GPS)

Com sinais de três ou mais satélites em órbitas diferentes, um receptor pode calcular a sua posição. A posição é dada em graus, minutos e segundos.

Fonte: Heimat und Welt, Weltatlas. Berlim/Bradenburgo: Westermann, 2011. p. 171.

As medidas, distâncias, cores e proporções das imagens não correspondem à realidade.

INTERCONEXÃO

Matemática

Trilateração Como vimos anteriormente, com três ou mais sinais de diferentes satélites em órbita, um receptor de GPS pode calcular a sua posição através da latitude e da longitude. Esse princípio matemático, conhecido como trilateração, permite a localização de qualquer ponto a partir de três referenciais. A trilateração em um GPS é tridimensional, como pode ser observado no esquema acima (Processo de localização). Esse princípio pode ser aplicado em um mapa, isto é, em forma bidimensional. Com base nas informações fornecidas a seguir é possível encontrar, no mapa da página seguinte, a localização de um ponto situado em um importante rio da Bacia Amazônica e de uma cidade que está junto a ele. O trecho do rio a ser localizado está situado a: • 600 km de Cruzeiro do Sul (AC); • 432 km de Tapauá (AM); e • 300 km de Carauari (AM).

34

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C02.indd 34

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:22


01 02 022a TS1_MYO

65° O

io

Mucajaí

Barcelos

R io

Sena Madureira Xapuri Brasileia

Senador Guiomard

BOLÍVIA

jó s

ira

de

Ma

Novo Aripuanã

R

io

o Ri

ã

Manicoré

Arip

uan

Jacareacanga Rio Juru ena

Rio

Lábrea Humaitá Porto Velho

Boca do Acre

s

Tapauá

á

PARÁ

Repr. de Samuel

Acre

uru

P Rio

Rio Branco

PERU

Juru á

Em

bir a

Pauini

Itaituba

Borba

us

Pur

Maués

Autazes

s Pire

Tarauacá Feijó

ACRE

apau

atumã

Coari Rio

Rio T

Manacapuru Careiro Codajás

ões

Rio U

Urucurituba Parintins Manaus Itacoatiara

les Te Rio

Cruzeiro do Sul

li m

Carauari

Eirunepé

á Juru

So

AMAZONAS

ut

J

o

Tefé

RONDÔNIA

R i o Mamoré

o

Ri

Ri

Ariquemes

Jaru

J Rio i-Para ná

5° S

Rio

Tabatinga Benjamin Constant

vari

Rio Ja

Rio

Santo Antônio do Içá

Rio

Rio M ar

on añ

Rio Içá

Repr. de Balbina

gro Ne

PERU

Rio

Rio Japu

Ta pa

gro

Rio Ne

Rio Cuminá

São Gabriel da Cachoeira

ri pe ua Ja

uera

EQUADOR

Rio B ran co R

aupés

Rio Map

Rio U

Trombet a s Rio

RORAIMA

COLÔMBIA 0°

Caracaraí

MARIO YOSHIDA

Trecho da Amazônia brasileira

MATO GROSSO

Ouro Preto do Oeste Guajará-Mirim Ji-Paraná Cacoal

0

N

120 km

Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010. p. 155.

O mapa a ser fotocopiado está reproduzido no Manual do Professor, na página 321 na escala apropriada para a elaboração desta atividade. Os procedimentos para o encaminhamento e resolução da atividade estão na p. 320 e 322.

Material • F otocópia do mapa: “Trecho da Amazônia brasileira” • Régua • Compasso Procedimento 1. Com a cópia do mapa em mãos, localize as cidades de referência (Cruzeiro do Sul, Tapauá e Carauari). 2. Com base nas distâncias reais de cada uma das cidades de referência em relação ao ponto a ser localizado, calcule as distâncias equivalentes em centímetros no mapa.

3. Utilizando uma régua, abra o compasso com as distâncias em centímetros calculadas no item anterior. Faça esse procedimento para a distância de cada uma das cidades.

4. Coloque a ponta-seca do compasso na localização da cidade no mapa e trace a circunferência do entorno. Repita esse processo para cada cidade.

5. Com a triangulação pronta, observe a convergência do traçado das circunferências e indique o nome do rio e o da cidade mais próxima do ponto encontrado.

CAPÍTULO 2  A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C02.indd 35

35

27/05/14 11:19


A pista para a resolução da questão parte da constatação de que existe uma única cidade assinalada no mapa com horário fracionado em meia hora, Nova Délhi. Da mesma forma, só há um relógio cujo ponteiro de minutos destoa dos demais com a diferença de meia hora, o relógio D. Portanto, se o relógio D corresponde a Nova Délhi, essa cidade será a referência para a correspondência dos outros relógios com as suas respectivas cidades.

O L H O N O E S PA Ç O

as horas, mesmo momento, das 10 cidades assinaladas no mapa. Desconsidere • Os relógios a seguir indicam 01 02 030 Mnum TS1_MYO

situações como o horário de verão, por exemplo, e escreva em seu caderno o nome de cada uma dessas cidades indicadas com as letras de A a J.

180°

150° O

120° O

90° O

60° O

30° O

30° L

60° L

90° L

120° L

150° L

180°

OCEANO GLACIAL ÁRTICO

MARIO YOSHIDA

Planisfério: fusos horários – 2011 90° N

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

Londres

60° N

Moscou Berlim

Nova York

Beijing

Tóquio 30° N

Nova Délhi

TRÓPICO DE CÂNCER

OCEANO PACÍFICO

OCEANO ATLÂNTICO

OCEANO PACÍFICO MERIDIANO DE GREENWICH

EQUADOR

Brasília TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

OCEANO ÍNDICO 30° S Sydney

Cidade do Cabo

60° S

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

N

-12 -11 -10

-9

-8

-7

-6

-5

-4

-3

-2

-1

0

+1

+2

+3

Horário fracionado em meia hora

+4

+5

+6

+7

+8

+9 +10 +11 +12

90° S

0

2.375 km

Linha internacional de data

LUIS MOURA

Fonte: elaborado com base em Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

36

Nova York

Londres

Cidade do Cabo

Nova Délhi

Tóquio

Brasília

Berlim

Moscou

Beijing

Sydney

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C02.indd 36

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

6/11/13 10:10 AM


PONTO DE VISTA Horário de verão “Já passei por muitos horários de verão e até hoje não sei se adoro ou detesto a mudança do meu fuso horário, embora a questão transcenda aos fusos e parafusos terrestres. Pessoalmente, sou cumpridor de horários, aprecio saber a hora de as coisas acontecerem, hábito adquirido no seminário, o sino tocava e a gente sabia que era hora de estudar, brincar, rezar, dormir, acordar. O tempo rendia mais e melhor. Havia uma piada sobre os frades de determinada ordem, que acordavam mais cedo do que os demais: eles tinham mais tempo para não fazer nada. Era mais ou menos por aí que eu me submetia aos horários, sempre me sobrava um tempo para ficar sozinho comigo mesmo. No Rio, a mudança de horário funciona. No final da tarde, ainda há bastante sol e vontade de dar um mergulho. A água está menos fria, o céu mais doce, bom para [...] beber

água de coco. Numa cidade do interior, o dia parece ficar mais comprido, mas aí vem a piada dos frades que acordam mais cedo: sobra mais tempo para o nada. Já me explicaram mil vezes a vantagem do horário de verão: economiza energia, evita sobrecarga nas linhas. Mesmo assim, é com raiva que adianto os relógios e mais raiva ainda quando, meses depois, sou obrigado a atrasá-los. Lembro outra piada: um gato botou um ovo na fronteira do Peru com a China, o gatinho que nascer será peruano ou chinês? Nem uma coisa nem outra. Gato não bota ovo e o Peru não tem fronteiras com a China. Se eu morresse aos dez minutos do último domingo, teria morrido num sábado? Nasci num domingo e uma cigana já me garantiu que morreria em outro. Essa terra de ninguém no tempo é mais angustiante que a terra de ninguém no espaço. Se brincadeira tem hora, morrer também deve ter a sua hora. E de hora em hora Deus piora.” CONY, Carlos Heitor. Folha de S.Paulo, 20 out. 2003. p. A-2.

1. O autor, apesar de concordar com os benefícios trazidos pela medida, como mais tempo para desfrutar um dia no Rio de Janeiro e economia de energia elétrica, sente-se contrariado em ter de alterar o horário de seu relógio, alegando de forma irônica transtornos em sua rotina.

1. Qual a opinião do autor do texto em relação ao horário de verão? Explique. 2. No horário de verão os relógios são adiantados em uma hora, tornando os dias mais longos e permitindo mais aproveitamento da luz natural e menos uso de energia com 2. Que medida tomada no horário de verão faz com que o autor afirme que o dia fica mais comprido? iluminação artificial. 3. Esse horário é implementado no estado em que você vive? Em caso afirmativo, comente as mudanças em sua rotina em razão disso. Em caso negativo, descubra a razão da não adoção.

ALEXANDRE TOKITAKA/PuLSAR IMAGENS

3. Resposta pessoal.

Vista noturna da Avenida Paulista, em São Paulo (SP), 2010, no horário de verão.

Ponto Ponto de vista

TS_V1_U1_C02.indd 37

37

06/06/13 09:22


COMPREENSÃO E ANÁLISE

1. Analise a importância da utilização dos SIGs de modo

]

179° Leste, seu relógio estava marcando 13h do dia 21 de setembro. Quando chegou a um local a 179° Oeste, 40 minutos depois de partir, em que hora e dia o navio estava navegando?

geral e especificamente para a Geografia.

2. O que são solstícios e equinócios? Relacione esses fenômenos com as estações do ano.

180°

3. Em regiões situadas em latitudes ao sul do Trópico de

MARIO YOSHIDA

[

Capricórnio, as empresas imobiliárias costumam ressaltar, como aspecto positivo, que certos imóveis são voltados para a face norte. Explique por que isso ocorre.

4. O esquema a seguir representa um sistema de coorde75°

65°

55°

45°

35°

25°

A

E

B

D

10°

20°

30°

MARIO YOSHIDA

nadas geográficas com o norte na parte superior.

8. No dia 12 de dezembro, um avião que partiu de Roma (13º L) às 7h levou 14 horas para chegar até a cidade de Chicago (88º O). Em que dia e horário o avião chegou a Chicago?

9. Explique como o horário de verão pode proporcionar economia de energia elétrica.

40°

C

10. Observe as imagens a seguir. Imagem 1

50°

Latitude

Longitude

a) Quais as coordenadas indicadas pelas letras de A a E?

Imagem 2 DOUGLAS KEISTER/CORBIS/LATINSTOCK

Localidade

LUGGUIPHOTOS

No caderno, faça um quadro, como o do exemplo abaixo, e responda:

b) Um avião partiu da localidade A às 13h30 e levou 6 horas para chegar à localidade E. Qual era a hora local em E no momento da aterrissagem?

5. Se você estiver exatamente na metade da distância entre o Equador e o Polo Norte, e a leste do Meridiano de Greenwich, na sexta parte do comprimento em graus da Linha do Equador, a que latitude e longitude você se encontrará?

6. O sistema de fusos horários só foi adotado no final do século XIX. Relacione a adoção de um sistema internacional de horário com as transformações econômicas e sociais ocorridas nesse período.

7. Um navio partiu da Austrália para o Brasil atravessando a Linha Internacional de Data (LID). No meridiano 38

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C02.indd 38

a) Quais são as aplicações do GPS em veículos sugeridas pelas imagens? b) Em que outras situações o uso do GPS pode ser fundamental?

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

6/11/13 10:10 AM


CAPÍTULO 3

GEopRocEssAMEnTo E MApAs CONTEXTO

01 03 033a M TS1_MYO

Observe as imagens abaixo.

Ne g Rio

População (hab.) 1 milhão a 5 milhões 50 mil a 200 mil inferior a 50 mil

ro

Mirapinina

CJT/ZAPT

Arquipélago das Anavilhanas (AM) INPE

Arquipélago das Anavilhanas (AM)

Sto. Antônio

ARQUIPÉLAGO DAS ANAVILHANAS

Altitude (em metros) 0-100 Capital de estado Rodovia Aeroporto Porto

Castanheiro Sta. Maria Ri

Alparuçá

3º S

o Man acapu ru

Manaus Careiro

Manacapuru

Rio S s o li m õ e

N

0

Imagem de satélite do Arquipélago das Anavilhanas (AM), 2007.

D I S C U TA

24 km

I. dos Mortos 60º O

Fonte: CALDINI, Vera; ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 92.

1. Os nomes de cidades, rios, do Arquipélago das Anavilhanas e a indicação de algumas formas de ocupação do solo (área urbana, porto e aeroporto). Poderão ser citados, ainda, os elementos cartográficos, como coordenadas geográficas, orientação e escala.

1. Que elementos contidos no mapa não aparecem na imagem de satélite? 2. Em um mapa como o apresentado, todos os elementos representados são retirados apenas da imagem de satélite? Explique. 2. Não, o detalhamento de algumas informações apresentadas no mapa tem de ser feito no próprio local.

Representação cartográfica refere-se à representação da superfície terrestre por meio de mapas, cartas ou plantas.

. GEopRocEssAMEnTo Como definido no capítulo anterior, geoprocessamento é a etapa dos SIGs (Sistemas de Informações Geográficas) que seleciona todas as informações das imagens de satélites e aerofotogramétricas (medição das distâncias e das dimensões reais dos objetos por meio de fotografias aéreas) para a representação cartográfica. CAPÍTULO 3

TS_V1_U1_C03.indd 39

Geoprocessamento e mapas

39

06/06/13 09:24


dicA FILME Atlantis – O reino perdido EuA, 2001. Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Duração: 95 min. Desenho animado ambientado em 1914 sobre o jovem cartógrafo, linguista e museólogo Milo Tach, que parte em uma expedição ao Oceano Atlântico, para tentar encontrar Atlântida.

Computadores com softwares adequados para cada finalidade transformam as imagens em informações sobre características físicas (dimensão, forma, cor), temperatura e composição química dos elementos em estudo. Essas informações são transformadas em banco de dados sobre os mais diferentes temas, como uso do solo, dados geológicos e topografia, entre outros. O geoprocessamento permite analisar esses elementos separadamente ou em conjunto para elaborar mapas, planejar intervenções em determinada área ou monitorar qualquer modificação na paisagem, como nos casos de devastação de florestas, queimadas, poluição de rios, determinação da extensão de áreas alagadas por enchentes etc. Permite, ainda, resgatar informações passadas, pois existem imagens de satélites artificiais arquivadas que podem fornecer dados sobre aspectos estudados12.

. MApAs

OLI SCARFF/GETTyy IMAGES

Mulher consulta mapa do lado de fora da Catedral de Saint Paul, em Londres (Inglaterra), 2013.

A cartografia atual conta com todos os recursos dos SIGs para a elaboração mais rápida de mapas digitalizados e de mapas convencionais bastante precisos. No entanto, as diversas formas de representação da superfície terrestre num plano, o sistema de localização (coordenadas), os símbolos cartográficos e a escala utilizada são anteriores a essas novas tecnologias. Um mapa é considerado de boa qualidade quando apresenta medidas precisas e informações corretas – as posições e formas de seus elementos devem corresponder proporcionalmente à realidade. A seleção de informações presentes em um mapa deve ser relevante e significativa para o objetivo com que foi elaborado ou o tema representado. Quanto maior a quantidade de informações em um mapa, maior a diversidade de símbolos, linhas e cores nele presentes, o que pode dificultar a leitura e a interpretação. Além disso, é imprescindível que o mapa apresente boa diferenciação de símbolos, que devem vir acompanhados de legenda explicativa para facilitar a compreensão. A leitura e a interpretação de mapas são fundamentais para a boa compreensão do espaço geográfico. Após a leitura do título, deve-se verificar o que o mapa está representando e sua posição no espaço geográfico. Observa-se, então, a legenda e onde seus símbolos aparecem no mapa, etapa que demanda mais tempo e atenção. A escala também deve ser observada para o cálculo de distâncias entre pontos e a verificação das dimensões reais dos elementos representados. Os mapas mais utilizados em Geografia são temáticos, isto é, especializados em determinado tema, como atividades industriais, atividades agrícolas, jazidas minerais, população, regiões climáticas, relevo etc. 12 O Brasil possui imagens arquivadas desde o início da década de 1970, feitas a partir do satélite Landsat.

40

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C03.indd 40

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

06/06/13 09:24


Cada tema abordado pela Geografia pode ter a sua representação cartográfica correspondente. A escolha do modo como as informações serão representadas dependerá do tipo de dado destacado no mapa. Por exemplo: um mapa do clima do Brasil pode apresentar simplesmente a distriHipsometria buição territorial dos diferentes tipos climáticos ou destacar a distribuição das temperepresentação de altitudes por meio de uma raturas médias ou das chuvas; um mapa de relevo representará as diferentes unidades escala de cores (escala de relevo; um mapa político do Brasil mostra os limites territoriais dos estados por cromática). 01 03 034 M TS1_MYO linhas e a superfície dos estados por cores diferentes. Dependendo do tipo de informação priorizada Brasil: físico num mapa temático, ele pode ser físico, político, ecoCaburaí Roraima 50° O nômico, demográfico ou histórico. (2.739 m) (1.456 m) 31 de Março Um mapa físico inclui aspectos naturais, como EQUADOR (2.972 m) S NA PLA NALTO DAS GUIA Neblina 0° a hipsometria e a hidrografia. A representação das (2.993 m) altitudes é feita pela gradação de cores (mapa hipsométrico): verde (para representar as baixas altitudes), CHAPADA DAS tons claros e escuros de amarelo e laranja (médias MANGABEIRAS altitudes), marrom e vermelho-escuro (maiores altiChapada dos Veadeiros tudes). Assim, são estabelecidos intervalos de altitude (1.691 m) PLANALTO Almas CENTRAL (836 m) para a aplicação das cores. OCEANO Um mapa político traz como principais informaATLÂNTICO A ções os limites territoriais das unidades políticas que Bandeira (2.890 m) L P Altitude (em metros) Agulhas Negras (2.787 m) os compõem e suas denominações. TRÓPICO D E CAPRI 1.800 CÓRNIO 1.200 Os mapas econômicos representam temas refeMarumbi (1.551 m) 800 rentes ao uso do solo pelas diferentes atividades eco500 Igreja (1.808 m) N 200 nômicas de determinada região, em conjunto ou iso100 0 ladamente. Os temas que podem estar representados 0 615 km Picos (em metros) são: localização industrial, agropecuária, recursos Fonte: geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. p. 96. 01 03Atlas036 M TS1_MYO minerais, produção de energia, rede de transporte etc. PLA

N

ICA

SE RR

A

DO

DO S

PA R E CI

S

CO

ST

EI

RA

A

PLANÍCIE DO PANTANAL

IE

Brasil: político

Manaus

CE Teresina PE

Palmas

Porto Velho RO

TO

AM

Brasília

DF

João Pessoa

Belo Horizonte RJ Rio de Janeiro São Paulo Curitiba

Campo Grande

PRICÓRNIO

CA TRÓPICO DE

RO

OCEANO PACÍFICO

SC RS

Florianópolis

N

Porto Alegre 0

Fonte: Atlas nacional do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. p. 90.

TO

615 km

CE

PB

AL SE

DF Brasília GO

Comércio muito diversificado, serviços especializados, alta tecnologia industrial Comércio, serviço e indústria – em expansão Indústria especializada – eletrônicos Atividade predominantemente extrativa Turismo

MG ES

MS SP

RJ

PR SC

TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

N

RS 0

615 km

Fonte: CALDINI, Vera; ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 54.

CAPÍTULO 3  Geoprocessamento e mapas

TS_V1_U1_C03.indd 41

RN PE

BA

MT

Agropecuária

SP PR

R

AC

Agropecuária comercial fortemente consolidada

ES Vitória

MS

MA PI

OCEANO ATLÂNTICO

MG

Goiânia

GE

PA

Salvador GO

Cuiabá

R RA

Natal

Recife AL Maceió SE Aracaju

BA

MT

RN PB

PI AC Rio Branco

OCEANO ATLÂNTICO

AP

EQUADOR

Fortaleza MA

PA

RR

São Luís

Belém

AM

50º O

ATMAN CRIAçÕES

AP Macapá

mario yoshida

Boa Vista EQUADOR

L

Brasil: atividades econômicas – Início do século XXI

50º O

RR

A

SE

PLANA

LT O

ME

RID

IO

NA

L

N

AP A DA

BO IM CH CA

CH

NÍC

CHAP ADA DIA MA NT LT IN PL O A AN A ÍCI E CO T L Â ST EIR N T I C A PLA O BO NAL RB TO OR DA EM A

PLA

A AM ÍCIE

N ZÔ

mario yoshida

É importante que seja feita a leitura dos mapas com os alunos, reforçando a legenda e o critério cromático utilizado no mapa físico e no de densidade demográfica. Esses mapas utilizam as diferenças de cores para delimitar as informações quantitativas: no mapa hipsométrico, as faixas de altitude; no de densidade demográfica, a delimitação de zonas de maior ou menor concentração demográfica.

Mapas temáticos

41

06/06/13 09:24


Os mapas demográficos representam a distribuição da população em um território, com a diferenciação das áreas de grande, média e baixa concentração demográfica. Podem ser mais específicos e representar dados como a localização de comunidades indígenas, cidades mais populosas, deslocamentos populacionais com indicação de fluxos migratórios etc. Os mapas históricos podem representar determinados acontecimentos históricos de escala nacional, continental ou mundial, a evolução do processo de devastação de uma mata natural em determinado período, atividades econômicas, a ocupação humana de determinado território no passado etc. 01 03 037a M TS1_MYO

Brasil: povos indígenas – Século XVI

50° O

50° O

Boa Vista RORAIMA

AMAPÁ Macapá

EQUADOR Belém

EQUADOR

mario yoshida

mario yoshida

Brasil: densidade demográfica – 2007

São Luís Manaus

Fortaleza

AMAZONAS

Teresina MARANHÃO CEARÁ

PARÁ

PARAÍBA

PIAUÍ ACRE Rio Branco

João Pessoa

PERNAMBUCO

Porto Velho

Recife Maceió ALAGOAS Aracaju SERGIPE

Palmas

RONDÔNIA

TOCANTINS

BAHIA

MATO GROSSO

Cuiabá

Salvador Brasília Goiânia

DF

GOIÁS

MINAS GERAIS

SÃO PAULO

RIO DE JANEIRO Rio de Janeiro

Habitantes por km2 Menos de 1

São Paulo Curitiba

1 a 10

SANTA CATARINA Florianópolis

11 a 25 Mais de 100

TRÓP ICO DE CAPR ICÓR NIO N

RIO GRANDE DO SUL Porto Alegre

26 a 100

Limites atuais entre os estados brasileiros Tupi-guarani Jê Aruak Karib Pano Tukano Charrua Outros grupos

ESPÍRITO SANTO Vitória

Belo Horizonte

Campo Grande

PARANÁ

OCEANO ATLÂNTICO

OCEANO ATLÂNTICO

MATO GROSSO DO SUL

OCEANO PACÍFICO

RIO GRANDE DO NORTE Natal

0

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 114.

570 km

TRÓPICO DE CAPR ICÓRNIO

N

0

570 km

Fonte: Albuquerque, Manoel M. de et al. Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: MEC, 1980. p. 10.

Anamorfose É recomendável, após a leitura sobre mapas temáticos, o uso de um atlas para que os alunos identifiquem e classifiquem alguns mapas a partir das informações representadas.

Há mapas que podem representar os mais diversos temas (economia, demografia e outros) por meio de recursos gráficos que indicam a grandeza do fenômeno destacado. São os mapas estilizados, em que não há preocupação quanto a proporção, forma e tamanho das regiões, continentes e países, uma vez que esses elementos variam conforme os dados que se quer representar. Essa distorção proposital das áreas e das formas nos mapas estilizados é chamada de anamorfose. A anamorfose é uma representação na qual o objetivo principal é a visualização quantitativa dos dados ou das informações apresentadas. Observe a tabela com a distribuição dos recursos hídricos entre as regiões do mundo e a anamorfose correspondente na página seguinte. Distribuição dos recursos hídricos no mundo (%) – 2006

Fonte: WORLD MAPPER. Disponível em: <www.worldmapper.org>. Acesso em: jun. 2012.

42

América do Sul

30

Sul da Ásia

4

Ásia-Pacífico

17

África Central

4

América do Norte

15

Norte da África

3

Oriente Médio

11

Leste Europeu

2

Leste Asiático

7

Sudeste Africano

2

Europa Ocidental

4

Japão

1

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C03.indd 42

06/06/13 09:24


mario yoshida

Planisfério: recursos hídricos – 2006

Fonte: WORLD MAPPER. Disponível em: <www.worldmapper.org>. Acesso em: jun. 2012.

Mapas ou cartas

Nos mapas ou cartas topográficos são empregadas as curvas de nível, linhas que topográficos ligam os pontos de igual altitude de uma determinada superfície da Terra represensão representações cartográficas da variação tada, considerando o médio do mar como marco 0 (zero metro). Os algarismos que de altitude de uma acompanham cada linha são as cotas de altitude e indicam que todos os pontos sob determinada superfície da Terra, permitindo uma ela têm igual altitude no terreno. leitura tridimensional da Com a representação da topografia por curvas de nível podemos visualizar o paisagem representada. terreno cortado por uma série de planos horizontais, guardando entre si uma mesma distância vertical (equidistância). Se duas curvas se apro01 03 040b I TS1_MYO ximam, o declive (inclinação) é maior, ou seja, o terreno Perfil topográfico é mais íngreme; se, ao contrário, as curvas se afastam, o Curvas de nível declive é mais suave, ou seja, o terreno é menos íngreme. Para obter visualização de um determinado plano 200 m do terreno, pode-se construir um perfil topográfico. Para 300 m 100 m 400 m 0m 500 m 600 m isso, escolhe-se o trecho a ser representado, traça-se, no A X B mapa, um segmento de reta e constrói-se um gráfico cartesiano. As cotas de altitude são indicadas no eixo y (ordenada), de acordo com a escala escolhida. No eixo x (abscissa), a escala adotada pode ser a mesma do segAltitude em metros mento a ser projetado. Cada cota de curva de nível que 600 cortar o segmento deve ser transportada para o gráfico e 500 indicada por um ponto. Ligando-se os pontos, obtém-se o 400 300 perfil topográfico. Assim, o observador poderá visualizar 200 100 a configuração do terreno num plano horizontal, como se 0 Superfície B A estivesse de frente ao trecho (AB) selecionado. de referência Observe o perfil ao lado. Fonte: elaborado pelos autores.

mario yoshida

Representação topográfica

É importante mostrar aos alunos que, quanto maior a proximidade entre as cotas de curva de nível, maior será a inclinação do terreno.

CAPÍTULO 3  Geoprocessamento e mapas

TS_V1_U1_C03.indd 43

43

6/11/13 10:12 AM


. Escalas Para reproduzir a superfície da Terra ou parte dela em um mapa, seja em uma folha de papel, seja na tela de um computador, é preciso representar o espaço de maneira reduzida. É possível manter as proporções dos elementos de um mapa utilizando escala, que é a relação entre as dimensões da área na superfície terrestre e sua representação em uma superfície plana menor. As escalas podem ser numéricas ou gráficas.

Escala numérica A escala numérica (ou aritmética) pode ser representada por uma fração ordinária (1/500.000) ou sob a forma de uma razão (1:500.000). Na escala de 1:500.000 (lê-se “um para quinhentos mil”), a área representada é reduzida 500 mil vezes. Em toda escala numérica, as unidades indicadas no numerador e no denominador devem ser lidas em centímetros. Isso significa que 1 cm no mapa representa 500.000 cm no terreno, ou seja, 1 cm representa 5 km. Assim, com o auxílio da régua, pode-se calcular a distância real entre dois pontos de um mapa. Por exemplo, se a escala do mapa é 1:500.000 (1 cm no mapa representa 5 km), e a distância entre duas cidades em linha reta, no mapa, é de 3 cm, deve-se multiplicar 3 pelo valor de cada centímetro (5 km) para obter a distância real, em linha reta, entre essas cidades: 15 km.

INTERCONEXÃO

Matemática

Escala métrica decimal Os sistemas de medidas foram criados com o objetivo de padronizar as formas de medição. O sistema padrão adotado no Brasil é o Sistema Métrico Decimal, que tem como referência o metro. Veja a tabela a seguir. Múltiplos e submúltiplos do metro para medidas de comprimento Múltiplos

Submúltiplos

km

hm

dam

m

quilômetro

hectômetro

decâmetro

metro

decímetro

centímetro

milímetro

5

0

0

0

0

0

0

dm

cm

mm

(5 km, por exemplo, equivalem a 5.000 m ou 500.000 cm.)

Nesse sistema, a unidade de comprimento imediatamente superior é 10 vezes maior que a anterior. Desse modo, a transformação de uma unidade de comprimento para outra imediatamente superior requer a divisão por 10, e para a imediatamente inferior requer a multiplicação por 10. Múltiplos e submúltiplos do metro para medidas de superfície Múltiplos

Submúltiplos

km²

hm²

dam²

dm²

cm²

mm²

quilômetro quadrado

hectômetro quadrado

decâmetro quadrado

metro quadrado

decímetro quadrado

centímetro quadrado

milímetro quadrado

(5 km², por exemplo, equivalem a 5.000.000 m².)

Nesse sistema, a unidade de superfície imediatamente superior é 100 vezes maior que a anterior. Desse modo, a transformação de uma unidade de superfície para outra imediatamente superior requer a divisão por 100, e para a imediatamente inferior requer a multiplicação por 100. 44

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C03.indd 44

06/06/13 09:24


• Com base nas informações anteriores e

2 cm MARIO YOSHIDA

nos seus conhecimentos sobre cálculos de superfícies geométricas, determine qual produto cultivado ocupa maior área na propriedade representada ao lado.

Soja Milho

Área destinada ao milho (retângulo): 5 × 2 = 10 cm²; área destinada à soja (triângulo): (6 – 2) × 5 : 2 = 10 cm².

5 cm

Transformação: 1 cm  200.000 cm; 1 cm²   (200.000) × (200.000) = 4 km². Então, 10 cm² correspondem a 40 km². Se ambas têm a mesma área representada, terão a mesma área real.

6 cm

Escala 1: 200.000

01 03 041 I TS1_MYO

Escala gráfica A escala gráfica é representada por uma linha reta dividida em partes iguais, como no exemplo ao lado. Nela a distância no mapa e a distância correspondente no terreno são estabelecidas diretamente, sem necessidade de cálculo, como ocorre com a escala numérica.

Escala maior e menor Qual das duas escalas é a maior: 1:50.000 ou 1:100.000? Se você pensou na escala 1:50.000, acertou. Uma área representada na escala 1:50.000 foi reduzida 50 mil vezes; já uma área representada na escala 1:100.000 foi reduzida 100 mil vezes. Portanto, quanto maior for o denominador, menor será a escala. O detalhamento de informações é maior na escala 1:50.000 do que na 1:100.000. Assim, quanto maior a escala (denominador menor), maior a riqueza de detalhes fornecida pela representação. Veja nos exemplos a seguir.

0

10

20 km

Nessa escala, cada centímetro no mapa representa a distância de 10 km. Portanto, a escala numérica correspondente a essa escala gráfica é a de 1:1.000.000.

Região de Cornélio Procópio (PR)

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 25.

Escala 1:50.000

mario yoshida

mario yoshida

Trecho de Cornélio Procópio (PR)

mario yoshida

Escala Escala gráfica gráfica

Escala 1:100.000

CAPÍTULO 3  Geoprocessamento e mapas

TS_V1_U1_C03.indd 45

45

06/06/13 09:24


2012 GOOGLE, MAPLINK, SANBORN/GOOGLE MAPS

. PLANTAS As plantas são representações elaboradas em escalas grandes – em geral, maiores que 1:10.000, ou seja, apresentam grande riqueza de detalhes13. Representam, dessa forma, áreas mais restritas da superfície terrestre, como um trecho de cidade, um bairro, um quarteirão, um imóvel ou uma propriedade rural. As prefeituras utilizam as plantas para administrar e planejar as cidades ou outros trechos dos municípios. Muitas plantas incluem informações sobre a Planta digital dos arredores do viaduto José Bonifácio C. localização de hotéis, restaurantes, cinemas, museus; Nogueira, São Paulo (SP) enfim, oferecem dados sobre os principais pontos turísticos e de serviços existentes na cidade. Outras incluem informações sobre linhas de ônibus, metrô, trens e outros meios de transporte. Além disso, indicam o melhor percurso para o deslocamento de um ponto a outro da cidade. Há plantas digitais on-line de quase todas as grandes cidades brasileiras e de diversas cidades do mundo. Diversos sites e provedores da internet disponibilizam serviços de localização de ruas por meio do endereço do local a ser pesquisado. O Google Maps, além das plantas, imagens de satélite e visão tridimensional, permite navegar pelas ruas, calcular a distância entre lugares e a N melhor rota a ser percorrida – a pé ou de carro – de um endereço a outro, entre outras informações. Observe 0 175 m as imagens. Imagem de satélite 3-D dos arredores do viaduto José Bonifácio C. Nogueira, São Paulo (SP)

GOOGLE EARTH

GRAY BUILDINGS © 2008 SANBORN, IMAGE © 2012 DIGITAL GLOBE/GOOGLE EARTH

Imagem de satélite dos arredores do viaduto José Bonifácio C. Nogueira, São Paulo (SP)

Seria interessante navegar com os alunos pelo Google Maps, caso a escola tenha acesso à internet, e explorar todos os recursos citados no livro: imagem de satélite, distância entre lugares, percurso a pé ou de carro, imagens fotográficas, imagens tridimensionais etc. 13 Existem propostas para subdividir as representações cartográficas de acordo com as escalas. Assim, representações em escalas menores que 1:100.000 são chamadas de mapas; aquelas entre 1:100.000 e 1:10.000 são denominadas cartas; e as maiores que 1:10.000 são conhecidas como plantas (SILVA, Ademirio de Barros. Sistemas de informações georreferenciadas, conceitos e fundamentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. p. 80.). Há classificações que consideram plantas as representações em que a escala é maior que 1:20.000.

46

UNIDADE 1

TS_V1_U1_C03.indd 46

Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

6/26/13 8:19 AM


MERIDIANO DE GREENWICH

Os mapas produzidos ao longo do tempo sempre expressaram ideias ou visões de determinada sociedade ou período histórico. O flamengo Gerard Mercator (1512-1594), importante nome da cartografia, Planisfério desenvolveu seu trabalho na época em que a Europa havia conquistado os mares e é a representação do globo terrestre em forma dominado diversas regiões do mundo. Do continente europeu partiam navios para plana. O mesmo que a África, a América e a Ásia. O planisfério de Mercator, de 1569, expressa o conmapa-múndi. 01 03 046 M TS1_MYO texto histórico da expansão marítima europeia e conhecimento de terras até então desconhecidas. Observe, no mapa ao lado, que a Europa se situa no centro e na parte superior da Planisfério: projeção de Mercator representação. Nesse planisfério os meridianos estão traçados paralelamente de um polo a outro, e as distâncias entre os paralelos aumentam conforme se aproximam dos polos. Assim, as áreas mais distantes do Equador aparecem exageradamente grandes. A Groenlândia, por exemplo, parece ter a mesma área da América do Sul, quando, na verdade, é quatro vezes menor que o Brasil. Essa distorção de tamanho parece reforçar a ideia da superioridade do continente europeu, pois N a maior parte de suas terras está mais próxima do 0 4.695 km Polo Norte que da Linha do Equador. Entretanto, não podemos afirmar que essa fosse a intenção Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Mercator. Ao que parece, ele priorizou a representação da forma e dos contornos de Janeiro: IBGE, 2009. p. 23. das massas continentais, levando em consideração a utilização de seus mapas pelos No mapa de Mercator, a forma dos continentes é navegadores europeus. representada com fidelidade, Após a Segunda Guerra Mundial e a independência de várias colônias europeias mas sua área apresenta na África e na Ásia, ficaram ainda mais evidentes as enormes diferenças socioeconô- distorções. A Europa, com território de 9,7 milhões micas entre os países. Diversos pesquisadores de todas as partes do mundo passaram de km², aparece com uma a desenvolver a tese de que a exploração dos países subdesenvolvidos, situados em superfície maior que a da do Sul, que tem 17,8 sua maioria no Hemisfério Sul, pelos países desenvolvidos, quase todos no Hemisfério América milhões de km². É possível Norte, levou os primeiros a uma situação de pobreza, dependência e submissão. verificar essa distorção O historiador e cartógrafo alemão Arno Peters (1916-2002) considerava que os comparando a projeção de Mercator com a de Peters, mapas eram uma das manifestações simbólicas dessa submissão. Ele partia do princípio mais adiante (p. 48). de que todos os países do mundo devem ser retratados no mapa-múndi de forma fiel à sua área, o que colocaria em maior destaque os países subdesenvolvidos que ocupam a maior área continental do planeta. Em 1974, Peters apresentou ao mundo um novo planisfério, em que a superfície dos países aparece com medidas proporcionais, embora com formas distorcidas. Com isso, ele eliminou a impressão de superioridade das nações do Norte que o planisfério de Mercator causava. Para a sua projeção, Peters baseou-se em uma antiga proposta do escocês James Gall, de 1885, que concebeu uma projeção com o objetivo de representar países e continentes com suas medidas proporcionais. Mas na projeção de Peters havia também uma atitude declaradamente terceiro-mundista14. EQUADOR

mario yoshida

. Mapas e visão de mundo

14 A ideologia terceiro-mundista surgiu a partir da Conferência de Bandung (Indonésia, 1955). Os teóricos do terceiro-mundismo buscaram um projeto de desenvolvimento independente, não alinhado ao modelo capitalista dos países desenvolvidos, sob a liderança dos Estados Unidos, nem ao modelo socialista, liderado pela antiga União Soviética.

CAPÍTULO 3  Geoprocessamento e mapas

TS_V1_U1_C03.indd 47

47

06/06/13 09:25


01 03 048 M TS1_MYO

Como você pôde observar, tanto o planisfério de Mercator como o de Peters apresentam limitações. Mas cada uma se adapta a determinadas finalidades. Os mapas, que são representações bidimensionais da superfície terrestre, sempre acarretam em alterações na forma, na dimensão da superfície ou na distância dos elementos apresentados. N No mapa de Mercator, a cor0 3.875 km respondência com a realidade se dá pelos contornos e formas dos países Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 21. e continentes, bastante apropriado à O planisfério de Peters navegação; já o mapa de Peters permite a visualização e comparação da extensão da projeta, em linguagem superfície entre os elementos representados. cartográfica, o ideal de

mario yoshida

Planisfério: projeção de Peters 0º

EQUADOR

MERIDIANO DE GREENWICH

igualdade entre os países.

INTERCONEXÃO

Arte

América invertida museu TORRES GARCÍA, montevidéu (Uruguai)

Joaquín Torres García (1874-1949), artista e teórico, nasceu em Montevidéu, Uruguai. Aos 17 anos, iniciou sua carreira artística em Barcelona, Espanha. Viveu também em Paris, França, e em outras cidades europeias. Em 1934, retornou a Montevidéu. Em 1935, Torres García publicou “A Escola do Sul”, que é considerado o primeiro manifesto da América Latina. Nele, formulou a premissa de que seria possível estabelecer um movimento de arte autônoma na América Latina. Torres García propunha que a América Nativa fosse o ponto de origem para uma nova tradição de artes visuais no hemisfério fundada na recuperação do passado pré-hispânico e na sua reconciliação com a arte universalista. Mesmo antes de desenhar América invertida (1943), Torres García já havia declarado em “A Escola do Sul” que: “Tenho dito ‘A Escola do Sul’ porque, na realidade, nosso norte é o sul. Não deve haver norte para nós, exceto em oposição ao nosso sul. Portanto, agora viramos o mapa de cabeça para baixo, e então temos uma verdadeira ideia de nossa posição, e não como o resto do mundo deseja. A ponta da América, a partir de agora, prolongando-se, aponta para o Sul, nosso norte”.

América invertida (1943), obra de Joaquín Torres García.

• Levando em consideração o que você conhece sobre cartografia, analise a obra de Torres García e converse com seus colegas sobre a maneira como a América do Sul foi representada. Discuta também as possíveis interpretações que se pode fazer dela.

A maneira como o artista desenhou a América do Sul causa estranheza porque rompe com as convenções cartográficas tradicionais. Ele indica o “Polo Sul” na parte superior da obra com um grande S, destacando a região, na qual, segundo o manifesto, “seria possível estabelecer um movimento de arte autônoma”. É possível observar também que a linha do Equador é mostrada abaixo da linha de latitude de Montevidéu – cidade natal de Torres García –, localizado a 34° S, 56° 9’ O. Pode-se dizer ainda que, por trás dessa manifestação artística, também existe uma discussão ideológica e que houve a intenção de destacar os países da América Latina, diferentemente da visão eurocêntrica (projeção de Mercator), veiculada na maioria dos livros e meios de comunicação.

48

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C03.indd 48

06/06/13 09:25


. pRoJEÇÕEs cARToGRÁFicAs A representação da superfície curva da Terra numa superfície plana – o mapa – já foi o grande desafio da cartografia e tornou-se possível graças às projeções cartográficas, baseadas em relações matemáticas e geométricas. Para representar o globo sem essas projeções, teríamos de dividir os mapas em partes. Entre as projeções cartográficas mais usadas estão a cilíndrica, a cônica e a azimutal. Não é possível representar a superfície curva da Terra numa superfície plana sem que ocorram extensões ou contrações. Por isso, toda representação plana sempre apresentará algum tipo de deformação, qualquer que seja a projeção utilizada. A única maneira de representar a superfície da Terra sem distorções é por meio de um globo.

dicA SITE Labtate – Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar www.cartografiaescolar. ufsc.br O site ilustra de forma pedagógica diversos conceitos de cartografia e a sua evolução.

projeção cilíndrica Consiste na projeção da superfície terrestre, dos paralelos e dos meridianos sobre um cilindro, que posteriormente é desenrolado e apresentado sobre uma superfície plana. Tanto o planisfério de Mercator como o de Peters foram elaborados a partir da projeção cilíndrica, idealizada por Mercator. A projeção de Mercator é cilíndrica conforme, ou seja, conserva a forma dos continentes, as direções e os ângulos. A projeção de Peters é cilíndrica equivalente, pois não mantém as formas, as direções e os ângulos, mas preserva as superfícies representadas em suas proporções. Há também a projeção cilíndrica equidistante, na qual os comprimentos são representados em escala uniforme, conservando as proporções entre as distâncias, 01 03 050 I TS1_MYO entre alguns pontos. Nessa projeção, a distância em graus traçada entre os paralelos corresponde à mesma distância traçada entre os meridianos.

MARIO yOShIDA

Projeção cilíndrica

018-A

Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010.

CAPÍTULO 3

TS_V1_U1_C03.indd 49

Geoprocessamento e mapas

49

06/06/13 09:25


L E I T U R A C O M P L E M E N TA R

Projeção de Robinson A projeção de Robinson destina-se à representação as áreas representadas não correspondem exatamente à global da Terra. Nela, os meridianos estão transformados, realidade (embora não apresentem os exageros das projede certo modo, em linhas curvas (elipses), e os paralelos, ções baseadas em Mercator). em linhas retas. Apresenta características semelhantes à É uma projeção utilizada em muitos atlas, pois repreprojeção cilíndrica, mas não é conforme, pois modifica senta um meio-termo entre os diversos tipos de projeções em parte a forma dos continentes, nem equivalente, pois existentes, valorizando seus aspectos positivos. 01 03 051 M TS1_MYO

mario yoshida

Planisfério: projeção de Robinson 0º

MERIDIANO DE GREENWICH

EQUADOR

N

0

3.440 km

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 24.

Projeção cônica

Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010.

Na projeção cônica, a superfície terrestre é representada sobre um cone imaginário, que está em contato com a esfera em determinado paralelo. Por essa projeção, obtemos mapas com meridianos que formam uma rede de linhas retas convergentes nos polos e com paralelos que constituem círculos concêntricos a partir do polo. As deformações são pequenas próximas ao paralelo de contato, mas tendem a aumentar à medida que as zonas representadas se distanciam desse paralelo. Esse tipo de projeção é muito01 utilizado representar partes da superfície terrestre, 03 052para I TS1_MYO ou de um continente, situadas em latitudes médias como as da zona temperada.

mario yoshida

Projeção cônica

50

UNIDADE 1   Era da informação e Sistemas de Informações Geográficas

TS_V1_U1_C03.indd 50

06/06/13 09:25


Projeção azimutal (plana) Na projeção azimutal, a superfície terrestre é representada sobre um plano tangente a um ponto qualquer da esfera terrestre. O ponto de tangência ocupa sempre o centro da projeção. Nesse tipo de projeção, as deformações são pequenas nas proximidades do ponto de tangência, mas aumentam à medida que as áreas representadas se distanciam dele. 03 053 I TS1_MYO Se o plano é01 tangente ao polo, os paralelos são representados por círculos concêntricos que têm o polo como centro e os meridianos como raios, todos convergindo para o ponto central ou de tangência (o polo). A projeção azimutal é usada para representar as regiões polares e suas proximidades ou localizar um país na posição central do mapa. mario yoshida

Projeção azimutal polar

Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010.

• Observe com atenção o mapa ao lado e responda às questões.

1. Qual tipo de representação cartográfica foi utilizada nesse mapa?

01 03 065a M TS1_MYO Produto Interno Bruto (PIB) – 2009 mario yoshida

O L H O N O E S PA Ç O

2. Qual o continente representado no mapa? 3. O que representam as cores do mapa? 4. Quais os quatro países com maior Produto Interno Bruto (PIB)?

PIB Produto Interno Bruto é o valor agregado de todos os bens e serviços produzidos dentro de um país.

1. Anamorfose. 2. Continente americano. 3. Verde: América do Norte; amarelo: América Central; vermelho: América do Sul. 4. Estados Unidos, Brasil, Canadá e México. Fonte: CIATTONI, Annette (Org.). Geographie 1. Paris: Hatier, 2011. p. 272.

CAPÍTULO 3  Geoprocessamento e mapas

TS_V1_U1_C03.indd 51

51

06/06/13 09:25


O T N O P A R T N CO Estamos habituados a olhar o mundo com os olhos das projeções europeias, que derivam principalmente 01 03 056 M TS1_MYO de Mercator. Nas últimas décadas, popularizou-se também a projeção de Peters, que apresenta uma visão 01 03 055 M TS1_MYO de mundo diferente. Mas existem outras possibilidades. Apresentamos algumas montagens para discuti-las. Observe as projeções a seguir. MARIO YOSHIDA

A

MARIO YOSHIDA

ÁSIA EUROPA

ÁSIA

ÁSIA

EUROPA

MERIDIANO DE GREENWICH

N

OCEANIA

N 01 03 058 M TS1_MYO

OCEANIA

01 03 057 M TS1_MYO 6.015 km

0

ANTÁRTIDA

POLO NORTE

MARIO YOSHIDA

OCEANIA

ANTÁRTIDA

BRASIL

01 03 059 ÁFRICA M TS1_MYO

0

POLO SUL

1.770 km

0

EUROPA

AMÉRICA CENTRAL EQUADOR

N

0

6.312 km

AMÉRICA DO SUL

ÁSIA ÁFRICA MERIDIANO DE GREENWICH

AMÉRICA DO NORTE

7.400 km

Fonte: OLIVEIRA, Cêurio de. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro: IBGE, 1993. MARIO YOSHIDA

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

ANTÁRTIDA

OCEANIA 0°

EQUADOR

OCEANIA

ÁFRICA

ÁSIA ANTÁRTIDA

Fonte: FERREIRA, Graça Maria L. Atlas geográfico. São Paulo: Moderna, 2010.

MERIDIANO DE GREENWICH

GREENWICH

AMÉRICA DO SUL

MARIO YOSHIDA

POLO SUL

C

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

B

5.535 km

ANTÁRTIDA

ÁFRICA

MARIO YOSHIDA

0

EQUADOR

ÁFRICA

MERIDIANO DE GREENWICH

AMÉRICA AMÉRICA EQUADOR

EUROPA

0

N

AMÉRICA DO SUL

6.312 km

AMÉRICA CENTRAL AMÉRICA DO NORTE

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

1. A) Correspondem à projeção cilíndrica de Mercator (conforme): a primeira centralizada na Europa, e a segunda, na América. B) Correspondem à projeção azimutal ou plana, sendo a da esquerda do tipo polar (centrada no Polo Sul), e a da direita centrada no Brasil. C) Correspondem à projeção cilíndrica de Peters (equivalente), sendo que a segunda representa o Hemisfério Norte na posição inferior do mapa.

1. Identifique as projeções que aparecem nos conjuntos A, B e C e suas respectivas variações. 2. Discuta a possível visão de mundo presente em cada par de mapas. 2. A) O primeiro representa uma visão eurocêntrica do mundo,

52

enquanto o segundo privilegia a América e dá destaque ao Brasil. B) O mapa da esquerda, centrado no Polo Norte, destaca os países desenvolvidos, situados em sua maioria no Hemisfério Norte. O mapa da direita coloca o Brasil como ponto de referência. C) Os dois mapas representam os continentes proporcionalmente a suas áreas. Dessa forma, as áreas dos países desenvolvidos não ficam maiores que as dos países subdesenvolvidos. Os dois mapas foram elaborados a partir da projeção de Arno Peters. Porém, o da direita, ao posicionar o Hemisfério Sul na parte superior do mapa, coloca ainda mais em destaque os países subdesenvolvidos.

Contraponto

TS_V1_U1_C03.indd 52

6/11/13 10:14 AM


[

COMPREENSÃO E ANÁLISE

01 03 061 M TS1_MYO

1. Analise a importância do geoprocessamento.

2. Observe o mapa a seguir.

por curvas de nível para o planejamento urbano, a construção de rodovias e a exploração de áreas rurais.

MERIDIANO

DE GREENW

ICH

MARIO YOSHIDA

Algumas capitais europeias

Londres

N

OCEANO ATLÂNTICO

b) Em qual sentido, em relação aos pontos cardeais, corre o rio principal nesse mapa?

5. Explique a importância das representações do relevo

50º

]

6. Leia o texto a seguir.

Helsinki Moscou Berlim

Paris N

ÁSIA

Madri 0º ÁFRICA

0

855 km

Fonte: elaborado pelos autores.

a) Calcule a distância aproximada, em linha reta, entre Madri e Helsinki.

b) Qual a escala numérica do mapa?

“O Japão não é um país pequeno, a despeito do que os próprios japoneses possam pensar. A ilha principal, Honshu, é maior que a Grã-Bretanha. Se o Japão estivesse na Europa, dominaria o continente. O Japão é maior que a Itália, maior que a Noruega, maior que a Alemanha. Uma viagem do cabo Sata, no sul, ao cabo Sõya, no norte, cobre três mil quilômetros. Na América do Norte, seria como uma viagem de Miami a Montreal – e aproximadamente nas mesmas latitudes. Então, por que essa imagem persistente de que o Japão é (...) minúsculo?” FERGUSON, Will. De carona com Buda – O Japão de cabo a cabo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 19.

01 03 a062 M TS1_MYO 3. Identifique e indique vantagem da projeção em que foi elaborada o mapa abaixo.

A imagem persistente de que o Japão é minúsculo é 01 03 064 M TS1_MYO um problema de projeção cartográfica ou apenas uma percepção incorreta que é de senso comum?

7. Na carta topográfica (mapa de curva de nível), as cotas

4.400 km

MARIO YOSHIDA

MARIO YOSHIDA

N

0

de altitude estão indicadas em metros. Observe a carta abaixo (de um lugar hipotético) com atenção e resolva as questões. 100 200 300

01 03 063 M TS1_MYO

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. p. 24.

A

A

920

920

920 800

880

840

Fonte: elaborado pelos autores.

a) Copie essa carta numa folha de sulfite e construa o perfil topográfico do segmento AB. Observação: utilize a escala vertical (altitude) 1:20.000.

b) Represente a escala gráfica correspondente à escala numérica da carta topográfica.

c) Qual é a distância real, em linha reta, das localidades A e B?

840

Fonte: elaborado pelos autores.

a) Qual a cota de altitude do ponto A? Justifique.

B

1 : 100.000

N

800

MARIO YOSHIDA

4. Observe o mapa de curvas de nível que segue.

400

300 400 500 X 450

CAPÍTULO 3  Geoprocessamento e mapas

TS_V1_U1_C03.indd 53

53

06/06/13 09:25


[

QUESTÕES DE ENEM E VESTIBULARES FRANK & ERNEST, BOB THAVES © 1998 THAVES/DIST. BY UNIVERSAL UCLICK FOR UFS

1. (Enem 2005)

A situação abordada na tira torna explícita a contradição entre a (as)  a) relações pessoais e o avanço tecnológico. b) inteligência empresarial e a ignorância dos cidadãos. c) inclusão digital e a modernização das empresas. d) economia neoliberal e a reduzida atuação do Estado. e) revolução informática e a exclusão digital.

2. (UEPB 2008) “Toda paisagem que reflete uma porção do espaço ostenta marcas de um passado mais ou menos remoto, apagado ou modificado de maneira desigual, mas sempre presente.” Olivier Dolfus, 1991.

De acordo com o texto, podemos afirmar: a) A paisagem é um conjunto de formas heterogêneas de idades diferentes. b) A paisagem é estática, ao passo que o espaço é dinâmico. c) As formas antigas da paisagem são sempre suprimidas, devido a seu envelhecimento técnico e social. d) As paisagens refletem, sempre, as marcas das desigualdades sociais, por serem produzidas sob o modo de produção capitalista.  e) A paisagem é uma representação do espaço, mas não é espaço, portanto, exibe as formas, mas esconde a essência de sua produção.

3. (Enem 2010) “Pensando nas correntes e prestes a entrar no braço que deriva da Corrente do Golfo para o norte, lembrei-me de um vidro de café solúvel vazio. Coloquei no vidro uma nota cheia de zeros, uma bola cor rosa-choque. Anotei a posição e data: Latitude 49°49’N, Longitude

]

23°49’W. Tampei e joguei na água. Nunca imaginei que receberia uma carta com a foto de um menino norueguês, segurando a bolinha e a estranha nota.” KLINK, A. Parati: entre dois polos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

No texto, o autor anota sua coordenada geográfica, que é a) a relação que se estabelece entre as distâncias representadas no mapa e as distâncias reais da superfície cartografada. b) o registro de que os paralelos são verticais e convergem para os polos, e os meridianos são círculos imaginários, horizontais e equidistantes.  c) a informação de um conjunto de linhas imaginárias que permitem localizar um ponto ou acidente geográfico na superfície terrestre. d) a latitude como distância em graus entre um ponto e o Meridiano de Greenwich, e a longitude como a distância em graus entre um ponto e o Equador. e) a forma de projeção cartográfica, usado para navegação, onde os meridianos e paralelos distorcem a superfície do planeta.

4. (UEL-PR 2012) Às 16h30 em Pequim (capital da China), localizada nas coordenadas 39°50’N e 116°20’E, em uma reunião de empresários, foi tomada a decisão de instalar uma filial de uma indústria em Londrina (Paraná), que tem como coordenadas 23°18’S e 51°10’W. Duas horas após o término da reunião, a decisão foi comunicada para o representante da indústria em Londrina. A que horas, em Londrina, o representante recebeu o comunicado? (Apresente o desenvolvimento dos cálculos.)

03 073 5. 01 (Enem 2004)I TS1_MYO Um leitor encontra o seguinte anúncio entre os classificados de um jornal:

VILA DAS FLORES

Vende-se terreno plano medindo 200 m2. Frente voltada para o sol no período da manhã. Fácil acesso.

(443)0677-0032

4. Pequim – 116°20’ está no fuso 120° E. Londrina – 51°10’ está no fuso 45° W. Como se encontram em hemisférios diferentes, somam-se 120 + 45 = 165°. 165° : 15° (1 fuso) = 11 horas. Londrina encontra-se a oeste de Pequim, portanto o horário é atrasado 11 horas no momento da tomada de decisão. Assim, em Londrina eram 5h30. O representante recebeu o comunicado em Londrina duas horas depois, portanto às 7h30.

54

Questões de Enem e vestibulares

TS_V1_U1_C03.indd 54

12/06/13 10:55


01 03 074noG terreno, TS1_MYO Interessado o leitor vai ao endereço indicado e, lá chegando, observa um painel com a planta a seguir, onde estavam destacados os terrenos ainda não vendidos, numerados de I a V:

II

III

V

IV

MARIO yOShIDA

N

a) os meridianos e paralelos não se cruzam formando ângulos de 90°, o que promove um aumento das massas continentais em latitudes elevadas.  b) os meridianos e paralelos se cruzam formando ângulos de 90°, o que distorce mais as porções terrestres próximas aos polos e menos as porções próximas ao Equador.

Rua das Margaridas

I

Rua das Rosas

Rua dos Jasmins

Rua dos Cravos

É possível afirmar que, nesta projeção,

c) não há distorções nas massas continentais e oceanos em nenhuma latitude, possibilitando o uso desse mapa para a navegação marítima até os dias atuais.

Rua das Hortênsias

d) os meridianos e paralelos se cruzam formando ângulos perfeitos de 90°, o que possibilita a representação da Terra sem deformações.

0 10 20 m

Considerando as informações do jornal, é possível afirmar que o terreno anunciado é o a) I.

 d) IV.

b) II.

e) V.

8. (PUC-MG 2012) Em um trabalho de campo, em que o objetivo era compreender a distribuição da vegetação de uma área florestal, alunos de Geografia produziram um cartograma com as seguintes informações:

c) III.

6. (Uece-CE 2012) Rochas, relevo e solos são temas respec-

LuIS MOuRA

tivos dos seguintes mapas: a) pedológico, geomorfológico e geológico. b) litológico, pedológico e geomorfológico. c) geomorfológico, topográfico e fitoecológico.  d) geológico, geomorfológico e pedológico.

7. (Unicamp-SP 2012) Abaixo é reproduzido um mapa-múndi na projeção de Mercator.

01 03 077 M TS1_MYO

MARIO yOShIDA

Planisfério (projeção de Mercator)

A interpretação está incorretamente expressa em: a) A população vegetal da área é de 500 indivíduos. b) A área total representada é de 5 km2.

Fonte: Disponível em: <www.geog.ubc.ca/courses/geob370/notes/ georeferencing/Rect)CoordsLect.html>. Acesso em: set. 2012 (adaptado).

c) A densidade da população é de 100 indivíduos por km2.  d) Os bambus representam 20% da população. Questões de Enem e vestibulares

TS_V1_U1_C03.indd 55

55

06/06/13 09:25

Territorio 1  
Territorio 1  
Advertisement