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O número de cores que dicromatas distinguem quando apreciam pinturas artísticas iluminadas com iluminantes padrão. João Manuel Maciel Linhares, Paulo Daniel Pinto and Sérgio Miguel Cardoso Nascimento; Departamento do Física, Campus de Gualtar, Universidade do Minho, 4710-057, Braga, Portugal

A diversidade e o conteúdo cromático de pinturas artísticas quando apreciadas por observadores normais variam com a composição espectral do iluminante que ilumina a pintura e podem ser estimadas pelo índice de reprodução da cor ou pelo número de cores distinguíveis. Poderão estas estimativas ser usadas em observadores com deficiências na visão das cores? O objectivo deste trabalho foi o de estimar a variação do número de cores distinguíveis por dicromatas ao observar pinturas artísticas quando iluminadas por iluminantes padrão definidos pela CIE. Foram adquiridas onze imagens hiper-espectrais de pinturas a óleo do museu Nogueira da Silva. O número de cores distinguíveis por observadores normais e dicromatas foi calculado para cada pintura quando iluminada por cada um dos 55 iluminantes padrão da CIE. Encontrou-se uma grande variação no número de cores distinguíveis com a variação do iluminante utilizado, para todos os tipos de observadores analisados. Comparando o número de cores obtido com o iluminante A com os restantes, melhorias substanciais no número de cores foram encontradas para iluminantes específicos, de cerca de 14%, 30%, 20% e de 10%, para tricromatas normais, protanopes, deuteranopes e tritanopes, respectivamente. Estes resultados sugerem que observadores dicromatas poderão necessitar de iluminação personalizada para melhor apreciar pinturas artísticas.

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CIOCV'09 Proceedings  

Proceedings for the International Conference of Optometry and Visual Science 2009 (CIOCV'09). University of Minho, Braga, Portugal