Page 1

7 vila real

Quinta-feira, 30 Dezembro 2010

Assembleia Municipal de Vila Real

Orçamento para 2011 aprovado sob severas críticas da oposição “Um orçamento mau para Vila Real” que, em ano de crise, em vez de apresentar “contenção nas despesas cortou no apoio às famílias”. Essas são algumas das críticas apresentadas pelos partidos da oposição sobre o Orçamento Municipal de Vila Real. Manuel Martins !"#$ %!%&'"(%!")!%*+%,-+% foi planeado um documento “muito rigoroso” e no qual foi colocada “a questão (%"!"&+./!%0%1/+"#+%*!% política” Maria Meireles A Assembleia Municipal de Vila Real aprovou, por maioria, no dia 22, as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011, um documento que totaliza um investimento de 47 milhões de euros e que mereceu uma chuva de críticas por parte da oposição à autarquia social-democrata, liderada por Manuel Martins. “Desde que me lembro, este é o orçamento mais rigoroso de sempre”, garantiu o autarca relativamente às opções de investimentos defendidas pelo executivo municipal, mas criticadas veemente pelos deputados dos partidos com assento na Assembleia Municipal, em especial o Partido Socialista e o CDS-PP. Jorge Pinho, da bancada popular, considera mesmo que a proposta da autarquia, já aprovada, “prejudica claramente as famílias” do concelho ao estipular cortes em áreas como o apoio às associações desportivas

! "#! $%&'()*'+, #! # -! .!(#! /01%'2)3$#4! 50 ! apoiam as pessoas mais carenciadas. “As associações que garantem a prática de modalidades desportivas há 4 anos que têm vindo a sofrer cortes muito grandes. Em 2008 recebiam 290 mil, em 2009, 250 mil e em 2010, 151 mil. Para 2011 estão previstos 94 mil”, contabilizou o deputado, revelando que algumas dessas colectividades “este ano começaram já a cobrar às famílias porque as verbas que o executivo transfere (6$!#6$!#0.!1) (2 #78 9#! )(#2)20)+, #! 50 ! :'&0 (2'-! '#! ;).!10/< dades” da sociedade vila-realense em tempo de crise “tiveram um corte de 33 por cento”, e nas “verbas para as famílias houve um corte de 87”, lamentou o mesmo responsável político, questionando a legitimidade das reduções apontadas quando “para as Empresas Municipais e Intermunicipais houve um aumento de despesas de 20 por cento”.

“Para estudos, pareceres e consultadoria temos um aumento de 340 mil para 632 mil. O valor para prémios, condecorações e ofertas passou de 38 mil e 800 euros para 102 mil euros, um aumento de 165 por cento. Para publicidade houve um aumento de 187 por cento”, contabilizou ainda Jorge Pinho. Rodrigo Sá, da bancada socialista, confrontou o executivo municipal com dados );=(2)1$#4! 1/'##).!1'(;$4! >$%! ? ->/$4! 1$-$! “inexplicável” que, “sendo anunciado um orçamento de contenção, que prevê uma redução de mais de seis milhões de euros (em relação a 2010)” se preveja “para projectos e consultadoria mais 200 mil euros, ou para publicidade mais 130 mil, curiosamente o mesmo valor que é retirado às juntas de freguesia”. O socialistas garantem que se trata de “um mau orçamento, que não serve Vila Real”, no entanto a bancada absteve-se na

votação do documento porque, como explicou Rodrigo Sá, o partido quis demonstrar que está “disponível para conversar”. No seio da bancada socialista houve um voto dissonante, o de José Abraão, presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, que, ao Nosso Jornal, revelou a “tristeza” de, ao votar contra, “pela primeira vez” ter tido uma posição diferente da orientação do seu partido na Assembleia Municipal. “Não venham dizer que este é um orçamento de rigor e transparência porque efecti3'- (2 !(6$!$!@74!'.!%-$0!$!'02'%1'4!; A (< dendo que “se a Câmara quisesse respeitar os suas parcerias, que estão mais próximas das populações, as freguesias, teria, ano mínimo dos mínimos que ouvir os presidentes de junta e apresentar a sua proposta para uma primeira avaliação”. José Abraão criticou o corte de cerca de 100 mil euros nas transferências do Município às freguesias, em especial o corte de 30 por cento no orçamento previsto para a Nossa Senhora da Conceição, e acusou mesmo o executivo municipal social-democrata de B ( .!1)'%!A% &0 #)'#!;'!#0'!1$%!>$/C2)1'8 Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, defende-se referindo que o orçamento vai permitir ao Município :2 %!0-'#!.!('(+'#!/$1')#!#'0;D3 )#78! E /'2)3'- (2 ! "#! 1%C2)1'#! #> 1C.!1'#4! $! '02'%1'!&'%'(2 !50 !FD!G0#2).!1'+6$!>'%'!2$< dos os valores inscritos no orçamento. “Por exemplo, os 600 mil euros para projectos e consultadoria têm a ver com os projectos que estão garantidos por fundos comunitários, nomeadamente o Articular e o Douro Alliance, que envolvem muitos subprojectos que têm que ter pareceres, elaboração e análise”. Mais, Manuel Martins garantiu que, em Fevereiro, vai facultar aos deputados da Assembleia Municipal um documento que irá explicar “tim-tim por tim-tim” todos os valores.

Centro de Respostas Integradas

Unidade de Vila Real é a segunda da Europa !"#$%&'() *!"+*)',!" -.# Só este ano a unidade de Vila Real do CRI foi responsável pelo atendimento de mais de 1500 utentes, dos quais 200 casos novos. Um trabalho árduo de apoio a toxicodependentes que foi agora /+&'"2+&.*'%!'%"34+5%."#+/"!&.'"!56%7%&+/#.(%&!)8'%*!9% unidades de Chaves e Alijó serão os próximos passos, estando ainda num horizonte próximo a abertura de uma nova unidade do Centro em Lamego Maria Meireles

!"#$%&%'!%'!($)&!*'&)!+!,&!)-,&)$.&%&!#-!/'#01-!%'!2&3%'!#4!5

A equipa de tratamento da Unidade de Vila Real do Centro de Respostas Integradas (CRI) 3)0!# %!1$(.!%-';$4!($!;)'!HI4!$! # 0!>%$1 ##$!; !1 %2).!1'+6$!; ! qualidade, um reconhecimento, único em Portugal e o segundo atribuído na Europa, que acredita aquele serviço de tratamento e reinserção, em ambulatório, de dependência e patologias associadas. 9! B$'<($3'! A$)! 1$(.!%-';'! '$! Nosso Jornal por Armindo Liberal, director do CRI de Vila Real, que engloba, para além da unidade localizada na capital de distrito, outros dois núcleos, situados em Chaves e Alijó. 9!1 %2).!1'+6$!2 -!1$-$!$BG 1< tivo o aperfeiçoamento contínuo da qualidade do serviços presta;$#4! !1$(#2)20)4!1$-$!1/'##).!1'! Armindo Liberal, “um instrumento que permite uma monitorização constante do trabalho e a implementação de melhorias”. “Foi a equipa de tratamento de Vila Real que viu concluída a 1 %2).!1'+6$7! # &0(;$! '! ($%-'! ISO 9001 de 2003, no entanto, o mesmo responsável garantiu

que o próximo passo será encetar o processo nas outras duas unidades, que, no total, servem 23 municípios, 14 do concelho de Vila Real e 9 do Douro Sul. Na área a que se dedica a equipa de tratamento vila-rea/ (# 4! #2'!@!'!>%)- )%'!1 %2).!1'< ção atribuída em Portugal, tendo apenas um centro espanhol merecido o reconhecimento ao nível europeu. Armindo liberal revelou que $! >%$1 ##$! ; ! 1 %2).!1'+6$! ;'! unidade de Chaves poderá ter início já no próximo ano, sendo de destacar que, pelo seu carácter transfronteiriço, assim que se concretizar a acreditação, o CRI de Vila Real vai voltar a estar na linha da frente, já que aquela será assim a primeira do género (que trabalha segundo a colaboração entre dois países) no mundo, a conseguir o reconhecimento. Numa fase posterior será ainda diligenciado o processo de 1 %2).!1'+6$! ; ! 9/)GJ4! 50 4! "! # < melhança do que aconteceu em Vila Real e deverá acontecer em Chaves, é analisado, em Portu-

gal pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC) e, a nível europeu, pelo United Kingdom Accreditation Service (UKAS). K$-! LM! >%$.!##)$(')#! ; ! #'N< de, a equipa de tratamento de Vila Real acompanhou este ano cerca de 1500 utentes, 200 dos quais considerados como novos 1'#$#8!O-!'0- (2$!#)&().!1'2)3$! relativamente a anos anteriores e que se deve à inclusão no Instituto da Droga e Toxicodependência dos casos de alcoolismo, que, ao nível do distrito, passaram assim a ser acompanhados na Unidade de Vila Real desde Janeiro deste ano. Relativamente ao futuro do Centro, Armindo Liberal considera como “fundamental” a abertura da Unidade de Lamego, um projecto em curso, há algum tempo, que tem vindo a ser adia;$! ; 3);$! "! 1$(2 (+6$! .!('(1 )< ra, mas cujas expectativas apontam para o próximo ano. “Já temos um espaço cedido pela autarquia mas precisa ainda de algum investimento”, explicou o director.

A Voz de Tras-os-Montes 30-12-2010  

Noticias em "A Voz de Tras-os-Montes" de 30 Dezembro 2010 sobre o Orçamento de 2011 na Assembleia Municipal de Vila Real realizada a 22-12-2...

Advertisement