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Editorial ... E assim chegamos ao fim. Sendo o fim apenas o fechar de um ciclo, um criar de condições que permite o abrir de outro. Os anos passam cada vez mais rápido. Condensam em si tantas histórias e aventuras vividas ao milímetro e passadas com a intensidade de uma tempestade, que os meses parecem anos, os anos parecem vidas e as vidas parecem eras. Este mês queremos parar um pouco a velocidade da grande esfera. Passar o tempo como o tempo passa e dar que ler e que falar por dois meses. Sem pressa, pois o ano novo está aí e antes da corrida há que aquecer convenientemente os músculos. Boa saída. Boa entrada. Voltaremos com os primeiros pássaros!

Editor-in-chief

Redacção e Departamento Comercial

Trevenen Morris-Grantham

Rua Santo António da Glória 81. 1250-216 Lisboa

trevenen@difmag.com

Telefone: 21 32 25 727 Fax: 21 32 25 729

Edição

info@difmag.com

Filipa Penteado (Moda . Cinema)

www.difmag.com / myspace.com/difmagazine

filipa@difmag.com Célia Fialho (Música . Arte . Cultura)

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Editorial & Ficha Técnica — pág.04 Realização: Ricardo Preto,

Edição Colaboradores

Publidif, Lda.

A. Ribeiro Cru, Ana Cristina Valente, Ana Propriedade

Emanuel Amorim, Gonçalo Mira, Hugo Israel,

Publicards, Publicidade Lda.

Allen Valença, Mónica Lafayette, Nuno Moreira,

Distribuição

Pedro Figueiredo, Pedro Gonçalves, Raquel

Publicards

Botelho, Ricardo Preto, Rita Fialho, Rita

publicards@netcabo.pt

Sobreiro, Rita Tavares, Tiago Santos, Tiago Impressão BeProfit Este mês

Av. das Robíneas 10, 2635-545 Rio de Mouro

João Bacelar, João Telmo Dias, Jónatas Pires,

Sogapal 2745-578 Queluz de Baixo

Miguel Gomes-Meruje, Ricardo Preto, Ricardo Quaresma, Susana Jacobetty, Telmo Mendes Leal,

Registo ERC 125233

Valeria Galizzi

Número de Depósito Legal 185063/02 ISSN 16455444

Fotografia Copyright Publicards, Publicidade Lda.

Herberto Smith, Mário Vasa, Paco Peregrin, Pedro Pacheco, Pedro Mineiro, Ricardo Brito,

Cabelos: Ana Sousa Modelos: Vera Fonseca -

Laura Hamilton, MANU, Maureen Moore, Miguel

El Maco, Ferran Casanova, Gonçalo Gaioso,

Fotografia: Ricardo Quaresma Viera Make-up: Catarina Pedroso, ass. Por Joana Belucci

Sousa, Carlos Noronha Feio, Cláudia Rodrigues,

Sousa.

assistido Por Margarida Gentil

Tiragem e Circulação média 24 000 exemplares

Sara Coe, Sara Gomes. Periodicidade Mensal

Assinatura 18 €

Blusão Balenciaga, Top Andy Warhol by Pepe Jeans, Cinto Fendi na Loja das Meias, Jeans Vans


Carina Oliveira: 300 meses. A Miúda que sonha

fia e design. Nesta edição da DIF, levou-nos a

de moda para TV e guarda-roupa para publicidade

alto, que dá vida às bonecas, que tudo faz sen-

exposição No Comply na Australia.

e teatro.

tido pela lente do seu maquinão, que ri muito,

Colaborou e colabora com várias revistas e

que acha sempre que está gorda, que gosta das

Jónatas Pires vive agora em Queluz, depois de

jornais com

Caldas da Rainha, que gosta do seu cão, que

ter repartido a infância e adolescência por

(Dance Club, DIF, DN, Egoísta, Essencial Algarve,

adora a praia, a Miúda que é Limão. Este mês

Moçambique, Itália e Portugal. Actualmente,

Essencial Lisboa, Fora

fotografou a ilustradora Maria Imaginário para

cursa Ciência Política no Instituto Superior de

Beat, Neo2, Nº Magazine, N´Style, Umbigo). Nesta edi-

a secção Extra-Pessoal.

Ciências Sociais e Políticas. Nascido em pleno

ção, foi responsável pelo editorial ‘Scratch’.

editoriais e conteúdos de moda.

de

Série, Gente Jovem, La

mag,

Luso

Carnaval de 1988, vinte anos passados começa João Bacelar

finalmente a comprar discos, tantos quanto a

Telmo Mendes Leal nasceu em 1986, há tempo

sua actividade n’Os Pontos Negros o permite.

suficiente para ter juízo. Contudo, continua a

Diz que “aprendeu” design gráfico no IADE, mas

Tem pena de não ter queda para o desenho e

empregar o seu tempo como se 1986 tivesse sido

deve ser o único a dizer tal coisa

é fácil de encontrar nas salas de cinema do

ontem à tarde e houvesse ainda um mundo inteiro

Trabalhou no NovoDesign.

Monumental. Este mês anda a ouvir o novo disco

por descobrir. Licenciado em Estudos Europeus

Depois, foi trabalhar para a publicidade.

de b fachada.

pela Universidade de Lisboa, faz um pouco de

Nasceu em 1972,

teve uma infância saudável.

Encheu muitos chouriços, talvez por isso seja

tudo o que lhe passa pela cabeça. Desde aven-

apreciador de comida vegetariana.

Maria Imaginário, 22 anos, rapariga simpáti-

turas artísticas a viagens mais terrenas pelo

Gosta muito de desenhar à mão, tirar fotos,

ca, trabalhadora e de boas famílias. Vive nos

mundo. Actualmente, continua a ser o mesmo de

fazer vídeos e escrever bios.

subúrbios uns dias, em Lisboa outros. Adora

sempre. Este mês escreve sobre Jason Moore, co-

Mas, as suas grandes paixões foram sempre a

Lisboa, e anda a pé para todo o lado, sempre a

leccionador de consolas e jogos de vídeo retro.

poesia e miniaturas de carros Matchbox.

descobrir novos recantos. Tem uma cadela que é

Este mês, fotografou o editorial de moda ‘Scra-

o amor da sua vida, e a Bossa Nova enche-lhe os

Valeria Galizzi é descendente de várias gera-

tch’

ouvidos e o coração. Depois de concluir o seu

ções de artistas e sempre sonhou continuar esta

curso de Ilustração e Banda Desenhada na Ar.Co,

tradição de família.

João Telmo Dias nasceu a 25 de Julho de 1983 em

o ano passado, e ter desistido de uma brilhante

Começou a carreira em Bergamo, a sua cidade

Lisboa. Licenciado em Jornalismo pela Esco-

carreira de assistente ao público no Ocenário,

natal, frequentando a Academia de Belas Artes e

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Este mês — pág.06

la Superior de Comunicação Social de Lisboa e

dedica-se agora em exclusivo ao seu sonho de

especializando-se em video art, ao mesmo tempo

tendo concluído o curso técnico de Realização

desenhar, pintar e ilustrar. Este mês, para

que cultivava o seu amor pela fotografia.

na etic_, trabalha actualmente como assistente

além de entrevistada na secção Extra-Pessoal,

Actualmente, trabalha como fotógrafa, designer

de realização em televisão. Tem experiência em

fez a ilustração para o artigo ‘A Crise da

gráfica e web designer para diversas revistas e

cinema, teatro e televisão, tendo escrito e re-

Abundância’, Secção Música.

empresas, em Lisboa e Milão.

alizado a curta-metragem FALÓPIO em 2008, pre-

O seu objectivo é explorar todas as formas de

sente no FANTASPORTO de 2009. Viveu entre 2004

Susana Jacobetty, fashion stylist, licenciou-

arte e pesquisar sempre novas linguagens vi-

e 2005 em Lyon, França, ao abrigo do Programa

se em Comunicação Empresarial e iniciou a sua

suais.

Erasmus. Escreveu para o jornal universitário

carreira na área da publicidade e da Comunica-

Este mês fotografou as páginas de produto da

8.ª Colina e foi júri no Festival Internacional

ção e Iimagem.

DIF.

de Cinema de Artes Performativas em Setembro de

Já foi responsável pela imagem de vários apre-

www.myspace.com/vgsantacroce  valegalizzi@

2008. As suas áreas de interesse passam também

sentadores de televisão, assim como de bandas e

yahoo.it

por artes plásticas, literatura, moda, fotogra-

figuras públicas. Já realizou desfiles, clips

 


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.08

Red Bull i-Battle

mundo dentro de si – os iPods.

Uma inauguração destas implica grande cerimónia

Tudo se passa num ringue em tudo similar a

e a fazer as honras da coisa estarão Marga e

…Do vinyl preto à cassette transparente.

um ringue de boxe. As regras são poucas e

Tekilla no papel de hosts.

Da cassette transparente ao CD digital. Do

bem precisas, e tudo se passa de forma muito

As regras são simples: oito equipas, cada uma

digital prateado ao mp3 invisível! Batemos no

semelhante às batalhas de soundsystems dos anos

com dois membros. Cada equipa toca quatro

fundo. Daqui para a frente haverá caminho?

50 e 60 em Kingston, na Jamaica, ou às battles

snippets de 1:30 cada por combate. Alternam

Das máquinas com música passámos à música das

de MCs no hip hop em que as equipas dão o seu

entre si e depois pede-se ao público que se

máquinas. Voltar atrás? Sim, faz sentido, e

melhor a fim de provocar a histeria do público

manifeste em relação ao que ouviu. Os aplausos

que viva o vinyl. Mas, as máquinas estão aí e

e ganhar os seus preciosos aplausos, gritos e

são medidos por um aparelho medidor de decibéis

não podemos evitá-las. Solução: procurar os

outras manifestações sonoras de contentamento

que será cuidadosamente analisado pelos hosts.

maquinistas!

que servirão para medir a pontuação.

Quem tiver mais aplausos ganha a batalha.

O mundo dos iPods afinal tem humanos por

O sucesso é total, e as iPods battles cada

Como armas de arremesso podem ser usadas todas

detrás. Gente feita de carne e osso e com

vez ganham mais terreno. Já chegaram aos

as músicas. Desde o remix ultra-mega secreto

enorme vontade de partilhar as bandas sonoras

quarto cantos do mundo e é possível assistir e

da malha mais malha do momento até ao hit

dos seus dias.

participar em países como Inglaterra, E.U.A.,

mais foleiro ou chunga de uma qualquer cantora

Num club nocturno em Paris em 2006 alguém

Brasil, Canadá e, claro, Japão.

romântica de nível duvidoso tudo é permitido,

teve essa noção e resolveu chamar o privado à

Trazida pelas mãos e meios da Red Bull Music

menos aborrecer a multidão… E que vença o

ribalta, o anónimo à boca de cena, a música

Academy a ideia chega agora a Portugal.

melhor, seja lá isso o que fôr. Célia F.

intíma de cada um aos altifalantes gerais. O

A primeira iPod battle portuguesa está aí e

resultado foram sessões de entusiasmadas e

seguramente vai ser apenas a primeira de muitas

19 de Dezembro,

entusiásticas batalhas entre os maquinistas

noites passadas a pôr o “Zé Ninguém” a comandar

a partir da meia-noite, no

desses pequenos seres capazes de albergar um

a pista.

MusicBox em Lisboa


Na sequência da apresentação no 100% Design de Londres e da procura desde

Pode ser entendida como um brinquedo, dada a pretensão que gera, mas a

aí gerada, a cama Lomme foi vencedora do prestigiante Red Dot Product

Mini House alia as qualidades técnicas à acessibilidade de um pré-fabri-

Design Award.

cado. Criada por Jonas Wagell, as suas raízes suecas são definidoras do

O inovador conceito Lomme, idealizado pela Cycle 13, sediada no

conceito, no exterior, assemelhando-se a uma cabana de neve, ao interior,

Liechtenstein, decompõe-se em Light Over Matter Mind Evolution e

simples e prático, mas contemporâneo.

extravasa o conceito de cama, partindo do processo de dormir, mas também

Entregue em embalagens e com apenas 15 metros quadrados, a medida até à

com uma componente revitalizadora idealizada.

qual é possível construir uma casa nos terrenos da Suécia sem licença,

Privilegiando o terço das nossas vidas que passamos a dormir, a forma

a Mini House pode ser montada no decorrer de um fim-de-semana por duas

ovular desta super-cama, os dois anos de pesquisas em terapia de luz, o

pessoas. Os preços começam a partir dos 12 200€, no entanto existem a

sistema de massagem, a adaptabilidade a sistemas Ipod para sonorizações

possibilidade (bastante recomendável se não tiver vizinhos prestáveis) de

relaxantes, conjuntamente, tudo tem apenas um propósito, oferecer a

acrescentar cozinha e casa de banho, entre outras coisas. Para retribuir

melhor noite de sono possível, de forma artificial. Para assegurar a

o favor aos vizinhos, existe um alpendre incluído, que deve ser preterido

destituição de qualquer interferência, a tecnologia é posta ao serviço

por outro extra com um acrescento no preço, o aquecimento no interior, se

de um modo orgânico, dado que a Lomme impede a proliferação de ondas

a noite assim não o proporcionar.

magnéticas e de radiação, criando uma sensação de leveza nas salas onde é

O criador, Jonas Wagell, começou por explorar o conceito da Mini House em

posta, equiparada a um molusco transparente no Oceano.

2007 como parte de uma tese de mestrado, mas depois da comercialização

Os criadores têm Lommes em casa e usam-na diariamente como centro

chegou o reconhecimento, nomeadamente o Innovation Award 2008 e a entrada

de relaxamento e cama, mas o preço de £42,000 limita os potenciais

na lista dos 50 novos arquitectos a observar da Wallpaper*.

compradores a hotéis e spas, sedentos de vender sonhos por um preço mais

Miguel Gomes-Meruje

acessível. www.lomme.com Miguel Gomes-Meruje

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.010


Absolut Masquerade A

vodka

Premium

Absolut

tem

direito

a

Converse by John Varvatos

J’adore Concrète

uma

Para finalizar o ano do centenário da Converse

J’adore continua a reinventar-se e a assumir

nova imagem e aparece-nos envolta numa malha

a marca fez mais uma viagem aos seus arquivos,

diferentes formas de sofisticação. Para este

decorada com 3238 lantejoulas vermelhas. Absolut

desta vez pela mão de John Varvatos. Para

Natal

Masquerade é o nome desta nova edição, criada em

assinalar mais uma contribuição do designer

pequena jóia dourada que esconde o aroma rei

parceria com agência de design Family Business.

americano

da Dior.

Ideal para trazer alguma fantasia e glamour à

Boots,

sua passagem de ano. FP

militar da Segunda Grande Guerra. Neste

foram

um

seu

disponíveis

reinterpretadas

modelo

novo em

que

remonta

“fôlego”, couro

as

as ao

Boosey calçado

J’adore

L’absolut

Concrète,

uma

Em versão sólida, esta cera pode ser retirada com os dedos e colocada em pequenas quantidades

Boosey

engraxado,

temos

estão

lona

sobre os pulsos, a nuca e a linha do decote.

e

A caixa vem acompanhada de uma pequena bolsa em

borracha pintada. A colecção é composta pelo

veludo castanho, perfeita para o transporte na

modelo “extra extra” alto, o “extra alto” e

mala. J’adore L’absolut Concrète pode ser usado

sapatilhas com cordões. Todos estes modelos

sozinho ou como complemento do seu “irmão” mais

estão disponíveis nas seguintes combinações

velho, a versão em frasco da fragrância, mas

de cores: preto/cinzento neutro, caqui/preto,

é ideal para os retoques de aroma ao longo do

preto monocromático, chocolate/preto, preto/

dia. FP

cinzento e azeitona/preto. FP

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.012


Adidas

Nixon

Fossil

Para provar que o Natal é mesmo para as crianças,

Para quem quer um relógio diferente para coordenar

Para criar os novos relógios para homem, os

a Adidas lançou um modelo especial para os mais

com o espírito de cada dia, The Vega, da Nixon, é

designers da Fossil inspiraram-se na estética

pequenos. Com um mostrador analógico que indica

a solução. Disponível numa gama variada de cores

country. A bracelete com aspecto gasto e os

as horas e os minutos com grandes algarismos,

– azul néon, vermelho, lilás, amarelo, castanho,

acabamentos em aço que envolvem o mostrador são

este relógio é indicado para quem começa agora

etc., – apresenta-se agora também numa versão

detalhes de elegância robusta e masculina. FP

a ter uma maior noção do tempo. Disponível em

transparente e rosa transparente. Uma para cada

azul, rosa e preto, é a prenda de Natal perfeita

roupa, um para cada dia. FP

para os mais novos. FP

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.014

Keybag Criada

Vaho Trashion Sabino,

Já passaste por um cartaz publicitário e pensaste

a Keybag é feita a partir de 393 teclas de

pelo

que poderia transformar-se numa mala? Não? Os

computador, colocadas manual e aleatoriamente.

designers por detrás da Vaho Works já e fizeram

O processo de construção desta mala confere-lhe

do velho novo, trazendo-nos as Vaho Trashion.

o estatuto de peça única, sendo possível torná-

São vinte e oito modelos únicos, impermeáveis e

la ainda mais especial mediante encomenda: pode

muito resistentes, feitos a partir de antigos

mandar escrever nomes e frases à sua medida.

cartazes em PVC que povoaram as ruas de Barcelona

A

e Madrid. Como prova disso mesmo, os desenhos

Keybag

vermelho

designer

está e

português

disponível

rosa.

joaosabino.pt. FP

Pode

em

João

preto,

encomendá-la

branco, em

www.

apresentam

imperfeições

devido

às

condições

climatéricas, tornando-os ainda mais especiais. Não há duas Vaho Trashion iguais. Qual é a tua? FP


Fred Perry Authentic Store é o nome da nova loja da Fred Perry, no Porto. Situado perto de um dos pólos universitários da cidade Invicta, este novo espaço pretende reimplantar a marca britânica junto de um público mais jovem. A Fred Perry esteve sempre associada a movimentos juvenis e aposta agora no renovar dessa tradição, ao mesmo tempo que desenvolve novas vertentes da marca. Nesta loja, pode ficar a conhecer todas as novidades da colecção feminina e masculina, tendo ainda acesso a edições limitadas e peças exclusivas.

FP

Rua Dr. Eduardo Santos Silva, n º 27 4220- 282 Porto Paranhos (Perto do pólo universitário II)

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.016

Zeppelin Se procura uma determinada peça de mobiliário vintage, a Zeppelin é o sítio ideal para si. A nova loja do Bairro Alto oferece peças de autores como Arne Jacobsen, Charles e Ray Eames, e Poul Henningsen. Para além da comercialização, este novo espaço oferece outro tipo de serviços: procura de peças específicas para clientes, aluguer de mobiliário para produções de moda, publicidade, cinema e teatro, e consultadoria em projectos de design de interiores. FP

Rua da Rosa, 40 Lisboa

www.zeppelinvintage.com info@zeppelinvintage.com


JAZZ COVERS Joaquim Paulo Taschen, 2008 496 pp.

Como se a edição de um projecto de um autor português pela influente Taschen não fosse

JAZZ COVERS

suficiente, que tal surpreender positivamente o leitor com a revelação do tema do livro em questão? Com efeito, JAZZ COVERS, compêndio alargado de algumas das capas de algum do melhor repertório de sempre do género, não foi planeado por nenhum melómano norte-americano, ao contrário do que seria de supor pelas raízes do jazz. Pelo contrário, JAZZ COVERS é “um projecto de vida” de Joaquim Paulo, dono de mais de 25.000 LPs do género. A facção americana é, naturalmente, predominante, não obstante a opção do autor em incluir registos de países como o Brasil, a Roménia ou o Reino Unido. Ao longo de praticamente 500 páginas, JAZZ COVERS agrupa 700 capas de vinis de jazz dos anos 1940 a 1990, devidamente acompanhadas pela contextualização histórica de cada registo bem como a sua respectiva ficha técnica. Visualmente impressionante, a força maior da

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Capa Dura — pág.018

obra reside, contudo, na sua perspectiva de legado: de facto, JAZZ COVERS é um daqueles objectos de carácter intemporal, de leitura e degustação moderada, progressiva, constante. Discos referidos? De Miles Davis a Chick Corea, passando por Ornette Coleman ou Count Basie, nenhum dos grandes clássicos é olvidado pelo autor, que acrescenta ainda uma série de registos menos conhecidos do grande público, mas importância histórica ou musical com simpáticas doses de relevância. Joaquim Paulo costuma vaguear por entre Paris, Londres ou São Paulo na demanda por constantes novidades para a sua colecção pessoal (25.000 discos de jazz,

registos. Senhores da Taschen, obrigado pela edição e, já agora, se não for incómodo, dois favores: prolongar a iniciativa para outros géneros e, porque não, oferecer a Joaquim Paulo a oportunidade de coordenar um segundo volume dedicado ao Jazz. É mais do que justo.

Pedro Figueiredo

Sarah Vaughan, THE EXPLOSIVE SIDE OF SARAH VAUGHAN (Columbia), 1963

recordemos!). JAZZ COVERS cobre 700 desses


CasioTone DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Retro Culture — pág.020

CasioTone – Texto Célia F.

Criada em Tóquio, a Casio começou por produzir

Existiam três famílias: a série MT,

computadores. Deu-se bem e resolveu explorar

65 com o kit de percussões e linhas de baixo,

Nos anos oitenta, as boas prendas ofereciam-

a perspectiva do utilizador individual.

a série CT e a série VL, mais avançada com o

se no Natal. Pelo aniversário, recebia-se

Máquinas de uso pessoal. Computadores, relógios

menino de ouro, o modelo VL-1.

a roupinha para estrear, qualquer coisa que

digitais, calculadoras e TVs em cristal

A febre foi tal que a Casio acabou por fabricar

fizesse falta e inúmeras inutilidades do

líquido. Tudo se banalizou à excepção daquele

modelos mais profissionais como o CZ similar em

consumo. Caixas maiores embrulhadas em papel

que se iria tornar o

tudo o que os limites da patente permitiam ao

surgiam no fim do ano. Junto à árvore repleta

CasioTone.

Yamaha.

de pequenas luzes decorada com os chocolates em

A música invadia as casas e os imaginários.

Bom e barato, o CasioTone era o teclado da

forma de sino, pinha ou carrinho de brincar,

Todos queriam ser estrelas de rock ou da pop,

maioria das bandas de garagem, figurou nos tops

apareciam os tão desejados volumes grandes.

ter uma banda ou simplesmente não precisar de

de música em temas como ‘CasioTone Nation’ dos

Quase nunca falhava. Se nesse ano tinhas um

ninguém para acompanhar as suas covers ou as

Soul Coughing ou ‘Over and Over’ dos Hot Chip.

rectângulo, tinhas recebido um CasioTone.

canções do “Órgão Mágico”. No ínicio dos anos

Ainda hoje, a Casiomania se faz sentir. Owen

80, produziu-se um teclado de baixo custo em

Ashworth presenteia-nos com o álbum a solo

ex-libris da marca – o

com o MT-

Estávamos na era do individual e este estilo

vários tamanhos para ser usado por todos. Não

CasioTone

de vida solitário e independente veio marcar

tinha a pretensão de ser levado aos estúdios e

Posto isto, temos duas opções: rumar a casa dos

a década. Surgiam máquinas e objectos que nos

aos palcos por músicos profissionais.

pais directos à arrecadação, limpar o pó ao

permitiam passar tempo e fazer coisas sozinhos.

Desde a versão com uma oitava e teclas em

Casio antigo ou pedir socorro num dos muitos

A peseta valia menos do que o escudo. Qualquer

miniatura, desenhadas para criança, à versão

sites da net, comprar uma relíquia novinha

português que vivesse não muito longe da

quatro/cinco oitavas para quem se queria

em folha e fazer como os demais que hoje

fronteira atravessava-a para comprar os

aventurar pela música. Os Casio vinham

revitalizam os sons e lhes dão nova vida em

clássicos caramelos que eram anexo do objectivo

equipados com sintetizador de sons que permitia

produções de música electrónica e experimental.

primordial, as maravilhas da Casio mais baratas

copiar outros instrumentos e reproduzir vários

e em maior variedade.

sons do mundo.

for the

Painfully Alone.


rambóia, de delator da mediocridade e, acima de

disco hip-hop do ano. Faltam-me palavras, não

tudo, de músico encartado.

quero complicar, este disco não merece isso.

Aquilo que fundamentalmente faz de Kid Carpet

Aliás, este disco só merece que o oiçam.

uma figura a conhecer com urgência é a

desculpa pelo entusiasmo.

habilidade para escapar das teias do ridículo

----

Peço

ao mesmo tempo que, com instrumentos que os mais eruditos dirão ofensivos, conhece de ginjeira o valor de uma boa canção. O que isto diverte, estimados amigos. ----

Pedro Gonçalves Crítico de música e criativo publicitário

Kid Carpet Casio Royale Sunday Best, 2008

Quando investimos algum tempo a pensar nos

Jónatas Pires

contornos do mundo do showbiz, há sempre um ou

Músico de Os Pontos Negros, estudante

outro valor universal que reconforta sempre que

universitário

se manifesta. É o caso da absoluta ausência B Fachada

de pretensiosismo. Que, quando acompanhada

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: O que andamos a ouvir — pág.022

por diletância e sentido de humor digno desse

Emanuel Amorim

VIOLA BRAGUESA

título, pode ser tecnicamente irresistível.

Estudante de literatura

Flor Caveira/Merzbau 2008

Isto a propósito de Kid Carpet, ou Ed Patrick

Q-Tip

– para ser mais fiel ao registo de nascimento.

The Renaissance

B Fachada não é um nome estabelecido na mente

Criador solitário de Bristol, cidade posta no

Motown/Universal, 2008

do português comum, mas as canções com que nos

mapa melómano por Portishead, Tricky e Massive

presenteia em VIOLA BRAGUESA podem construir

Attack, Kid Carpet tem muito pouco a ver com

Q-Tip (A Tribe Called Quest) está de volta

a ponte entre o intelecto deste rapaz de voz

os conterrâneos citados. O que, em boa verdade,

com The Renaissance, após uma década de ausência.

arrojada e a ponta da língua do transeunte da

muito se saúde no ano de graça de 2008. Kid

Volta em grande estilo, trazendo a frescura e

baixa. Com a braguesa aconchegada no regaço e a

Carpet, atente o emérito leitor, faz música com

a classe que têm faltado ao hip-hop. Apesar de

voz aquecida, B Fachada canta sobre a tradição,

instrumentos infantis, normalmente de plástico,

já contar com mais de vinte anos de carreira,

adultera uma canção de Tiago Guillul, invoca

como teclados vintage Casio (vulgo Casiotone)

o homem não desilude, mostrando que quem sabe

espíritos inquietos com coros endiabrados e

e guitarras da Fischer-Price. Precisamente.

não esquece. Faz a ponte entre o underground e

com o harmónio ainda dá uma lição de estética

Mais: prefere divertir e divertir-se do que

o mainstream (dois palavrões) sem se desleixar.

e produção.

correr o risco de que lhe chamem... errrr...

E tudo isto sem dar nas vistas, sem mostrar as

VIOLA BRAGUESA é um registo que tanto pode

“experimental”.

costuras, sem complicar. Postura rara. Melhor

ser tocado na leitaria como nos camarotes do

Casio Royale, o segundo álbum de Kid Carpet (o

disco hip-hop do ano. Não consigo explicar de

Coliseu, mas é também um momento de satisfação

outra forma. Este disco dá para dançar, dá

no pródigo ano de 2008. É “manufacturação,

Oh Dears), é um delicioso manancial de géneros

para contemplar. Este disco dá para muitas

trabalho de artesão”.

que, tendo em comum uma chamada electrónica

coisas. Dá, acima de tudo, para invejar o

de plástico (kiddy disco punk, chama-lhe o

génio de Q-Tip. Existem poucos génios, menos

criador), tanto conquista espaço em recintos

ainda no hip-hop (talvez se contem pelos dedos

dançantes mais alternativos como se aventura

de uma mão). Não ignorem um deles. Seria um

por tons mais narrativos e cândidos. Sem,

erro. Se não conhecem, pesquisem no youtube

sublinhe-se, em momento algum perder uma das

pela música ’Gettin’ Up‘, é uma bela amostra.

diversas auras que ostenta: de genialidade, de

Beleza é a palavra. Não sei se já disse: melhor

primeiro remonta a 2005 e tem o título Ideas

and


Koushik e Mr Chop Koushik e Mr Chop - dois discos essenciais Texto: Emanuel Amorim

Já muito foi escrito sobre a excelência da editora norte-americana Stones Throw. Casa-mãe de Madlib (e dos seus inúmeros projectos), tem lançado alguns dos discos mais interessantes do novo milénio. Este ano não foi excepção, daremos conta aqui de dois álbuns que são feitos para a prática da levitação.

Numa lógica meramente cronológica, atentemos primeiro em Out My Window de Koushik, canadiano que aos sete anos ouviu Public Enemy, a colecção de música indiana da mãe e até discos de Van Halen. As influências (falar das influências é fornecer coordenada afectivas) são variadas, a saber: psych-pop dos anos 60, hip-hop old-school e nomes contemporâneos como Four Tet, Caribou, DJ Shadow, RJD2, etc.…

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Música — pág.023

Desta mistura eclética só poderia resultar numa música difícil de catalogar, num universo próprio feito de fragmentos de outras músicas (teclados, flautas, sintetizadores), pequenas poeiras psicadélicas com que Koushik pulveriza batidas envolventes e lá ao fundo ouve-se a voz de Koushik, em surdina, vinda de lugar distante. Uma música para se ouvir com o interior, isto é, uma música espiritual que sem alarido entra dentro de nós e nos deixa num estado próximo da levitação. Na capa (uma das mais belas do ano) Koushik segura uma pandeireta (palavra horrível) bem alto, como se quisesse tocar no céu. A sua música leva-o a lograr esse objectivo. A duração do disco é certeira: 45 minutos que não cansam, nunca. O lançamento da Stones Throw (na verdade é de uma subsidiária sua, a Now-Again) a ter em conta é Lightworlds de Mr. Chop, músico fanático por instrumentos e outra parafernália vintage. Neste EP (que prepara uma edição longa em 2009) é ajudado por Jake Fergunson e Malcom Catto dos Heliocentrics (se ainda não ouviram, corram a fazê-lo). Mr. Chop olha o futuro tomando como inspiração o passado, numa mistura de géneros estranhamente saborosa e que pode passar pelo funk, library e até pelo krautrock. São sete músicas recheadas de batidas sujas e duras, camadas de sintetizadores que soam futuristas, mas que na verdade têm trinta anos e baixos apelativos. Um leve sabor a música de espiões parece atravessar algumas músicas, outras podiam servir de banda sonora para uma série de ficção científica. Tudo isto sem voz, para deixar os sons respirar e para permitir que reparemos nos pequenos pormenores que quase se perdem nas volumosas camadas sonoras com que Mr. Chop constrói as suas músicas. A ouvir.


Regresso ao futuro Extrawelt Regresso ao futuro Extrawelt Texto: MANU

Para finalizar o ano em grande, chega-nos  da Alemanha, epicentro mundial da música electrónica, o primeiro album dos Extrawelt extrawelt,fruto

schone neue

de três anos de trabalho da dupla Arne Schaffhausen e Wayan

Raabe.

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Música — pág.024

Estes dois artistas oriundos de Hamburgo tornaram-se célebres nos meandros do universo trance como Midimiliz e Spirallianz - projectos que desde o ano 2000 editam os seus temas em prestigiadas labels como a Spiritzone, Boshkebeats e recentemente pela Soniculture -bitpresse e

subtil-

este último com remisturas de Marc Houle, Expander & Thinkfreak.

A partir de 2005, dão-nos a conhecer a sua faceta minimal e progressiva com o projecto Extrawelt, produzindo temas de enorme sucesso nas pistas de dança de todo o mundo-soopertrack editado pela Border Community, drehfehler

e

dist theme

pela Kompass,

doch doch

e

mind over doesn’t matte

fernweh/

pela Traum e

titelheld

com o selo da Cocoon que nos presenteia  com

schone neue extrawelt-

uma obra-

prima na vanguarda da electrónica. Este

lp

resulta de uma atenta observação da música de dança produzida nos

últimos quinze anos e nele se reflecte a imagem de marca dos Extrawelt - uma atmosfera escura,  densa, aliada a uma notável produção musical que se revela no excelente uso do tempo que nunca chega a ser lento ou rápido demais e no qual encaixam em total harmonia sons misteriosos, cristalinos, hipnóticos e altamente vibrantes. Músicas como ‘lost in willaura’, ‘dark side of my room’ ou ‘daten raten’ mostram-nos a futurística visão de Arne e Wayan e levam-nos a escutar este disco do princípio ao fim sentindo um incrível magnetismo entre as doze faixas que abordam diferentes estilos, mas que se encontram fortemente inter-ligadas como uma perfeita e detalhada teia de aranha.


Gala Drop A Selva Urbana Gala Drop / A Selva Urbana

de palco? «Neste momento, sabemos bastante melhor para onde queremos ir com

Texto: Pedro Figueiredo

a nossa música, não é evidente, mas penso que vamos encontrar o caminho», remata o músico, também promotor na empolgante Filho Único (já abordada

Muito se falou em 2008 no que é o real som made in Lisboa. Buraka

num passado recente pela DIF).

Som Sistema? Camané? Tiago Guillul? GALA DROP, estreia homónima do trio lisboeta formado por Nelson Gomes (da promotora Filho Único), Tiago Miranda

Dia 26 de Dezembro o Lounge, em Lisboa, verá nova apresentação de GALA

e Afonso Simões é mais um disco merecedor de entrar nesta equação. Mas

DROP ao vivo, com primeira parte de Ritchaz & Kéke. Até lá, há todo um

é mais do que isso. Em conversa com a DIF, Nelson Gomes discorre sobre a

tropicalismo alfacinha para descobrir numa edição de autor distribuída

influência da cidade na sonoridade do grupo, a experiência Gala Drop ao

pela Flur. E Lisboa? «Inspiram-me os amigos, a comida, a música que por

vivo e o…Sporting.

aqui se faz», diz Nelson, logo rematando para desilusão do interlocutor:

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Música — pág.025

Não há muitos discos no mercado como GALA DROP. Música estranha, mas que entranha. Música electrónica, mas também pop e não raras vezes exótica. Música feita por lisboetas, música para Portugal e para o Mundo. Música selvagem, sem ser particularmente agressiva. Canções de selva, por vezes real, por vezes enquanto metáfora de uma selva urbana. «Lisboa… não acho que a cidade seja determinante na nossa inspiração», começa por afirmar Nelson Gomes, logo fazendo notar, contudo, que «como é óbvio não podemos renegar a sua importância na mesma, visto ser nela que vivemos, habitamos, trabalhamos... se vivêssemos noutra cidade a nossa música seria ligeiramente diferente.»

Esqueçamos Lisboa e falemos desta música, boa demais para se confinar a um só espaço. Falemos do modelo de composição dos Gala Drop para a sua estreia homónima em álbum: «o início da criação de cada música nasceu a partir de uma ideia do Tiago em tocar por cima de loops pré-gravados. Estes loops podem ser samples de músicas ou bases criadas por nós, onde cada um de nós desenvolve a sua parte a partir deste loop.» Parece confuso, e a verdade é que é assim que deve ser. Nelson Gomes explica: «sim, acho que a nossa música reflecte bem a confusão de ideias, referências e inspirações que vão na cabeça de cada um de nós, tendo como resultado final um agrupamento da confusão de cada um em cada uma das canções.»

GALA DROP é o disco, afinal de contas o real motivo desta peça, mas centremo-nos agora em Gala Drop, a experiência ao vivo. «A ideia é fazer com que as pessoas se mexam, nem que não seja só um bocadinho», sintetiza Nelson. E em que é que a experiência em concerto evoluiu com a maior rodagem

«E o Sporting».


A crise da abundância

A CRISE DA ABUNDÂNCIA

canções, álbuns ou discografias inteiras. Portanto, nunca o acesso à

Texto: Pedro Gonçalves

abundância foi tão simples e democrático. E barato, acrescente-se.

Ilustração: Maria Imaginário Há, por outro lado, a já proverbial questão da democratização da própria Nos dias que correm, a experiência de carregar o vício da música é

produção, gravação e difusão de música. O que faz com que todos os dias

semelhante à experiência de estar preso num abastado banquete de

nasçam coisas a que qualquer melómano deve dar atenção - uma canção, uma

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Música — pág.026

casamento: a oferta alimentar é tanta e tão variada que culmina em

banda, um músico, um movimento ou mesmo um vídeo, cortesia de YouTube

pesadelo, ansiedade e uma assinalável fominha. A culpa, ninguém duvide,

ou MySpace. Vista a coisa pelo lado da legalidade, são incontáveis as

é da internet.

lojas virtuais de música em formato digital, música que está à escassa distância de um download e um cartão de crédito válido. Ora não há

Há qualquer coisa de masoquista na atitude de não abdicar de conhecer

estômago para tanta guloseima. O que resta, então, a quem não dispensa

tudo quanto é fresco e fofo em matéria de edição musical de real

doses diárias de nova criação musical?

interesse. Isto porque, para ser sucinto, não há apetite que dê conta de tudo quanto se faz e se mostra em todos os cantos, pisos e subterrâneos

Pode variadíssimas coisas, e aqui voltamos à abundância. Pode ignorar a

da internet. Não é novidade para ninguém que o consumo compulsivo de

velocidade a que segue o comboio da informação, colar-se a uma carruagem

música deixou há muito de se traduzir em prateleiras e paredes forradas

e explorá-la de fio a pavio - nascem os especialistas em géneros ou

a vinil e caixas de plástico. Há coleccionadores à antiga, com dezenas de

movimentos. Podem, por outro lado, saltar de carruagem em carruagem

milhar de discos de vinil, que dominam melhor a internet do que os filhos

sem nunca perceber realmente o que se passa em cada uma delas - nascem

ou os netos. E, em boa parte dos casos, as prateleiras foram substituídas

os especialistas em tudo. Podem ainda ressuscitar a importância dos

por discos rígidos, substancialmente mais baratos e arrumados. De onde

opinadores (particularmente os que se expressam online) e deles fazer

se pode concluir que esta crise de abundância de música e informação é um

faróis de navegação - normalmente, são os mais esclarecidos. E enquanto

flagelo transversal a toda a sociedade. Um flagelozinho, vá lá.

não se decide, ou simplesmente enquanto aprende a viver com apenas uma de várias formas de consumo de música, há uma indústria inteira a definhar.

Daqui a muito poucos meses passa uma década sobre o início de actividade

Uma indústria que hoje é apenas vista como a indústria dos intermediários

do Napster, a mais emblemática das marcas no universo peer-to-peer, que é

entre criador e consumidor.

como quem diz a partilha de ficheiros no formato mp3 entre computadores em qualquer parte do mundo. De borla, sem qualquer preocupação com questões como os direitos de autor ou a saúde da indústria discográfica. Que, neste caso, conseguiu fazer valer a sua posição e ajudou a decretar a ilegalidade do Napster e aparentados. O mal da partilha estava feito e, até aos dias de hoje, foi apenas uma questão de aumentar eficácia e sofisticação - dos torrents aos sites como o RapidShare, que alojam


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Música — pág.027


Fragile Handle with care Fotografia : valeria galizzi Styling : Filipa Penteado

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.028


Da esquerda para a direita

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.029 1- Vans 2- Lacoste 3- Andy Warhol by Pepe Jeans e Vans 4- Pepe Jeans 5- Vans 6- Lacoste 7- CAT 8- Levi’s


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.030


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Kukies — pág.031

Da esquerda para a direita

1 – Andy Warhol by Pepe Jeans 2 – Vans 3 – Lacoste 4 – Hello Kitty 5 – Diesel 6 – Le Coq Sportif e Chilli Beans 7 – Pepe Jeans 8 – Vans


Maria Imaginário Maria no país dos gelados

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Extrapessoal — pág.032

Maria Imaginário – Maria no país dos gelados (e

quem és tu?

mais além) / Texto: Pedro Figueiredo / Fotos: Maria Imaginário e Carina Oliveira

Caríssimo leitor: tem reparado nas paredes

até penso que posso ter coisas a dizer. O meu nome andar a ser falado é uma sorte, eu sei

Estamos ao pé da Cinemateca a ter esta

disso. Mas, o que eu gostava era que o meu

conversa. Onde é que está o teu desenho mais

nome existisse sem necessidade de eu andar a

próximo daqui?

falar sobre o meu trabalho de forma regular,

da cidade de Lisboa? Se sim, é provável que

percebes? Na rádio foi mais estranho, estar ali

já se tenha cruzado com o trabalho de Maria

Só mesmo indo para o lado do Castelo ou subindo

Imaginário, alter-ego de uma jovem ilustradora

para o Saldanha. Sabes, vim a pé da Alameda até

de 22 anos que tem dado alguma cor à capital

aqui e pelo caminho vi uma série de prédios

com desenhos de bolos e gelados em prédios

abandonados que me chamaram à atenção. Pelo

abandonados. Mas, Maria é bem mais do que isso.

menos uns dez. Não é chocante? E isto na zona

Não, isso não foi problema, falei na boa

É uma rapariga de convicções e de personalidade

central da capital… Sobre os gelados tenho

(risos). Foi mesmo o stress do directo.

vincada. A DIF foi conhecer a pessoa por detrás

de dizer que eles são só uma extensão da

da artista.

minha criação enquanto Maria Imaginário. Mas,

Acabaste o curso de ilustração na Ar.Co

ainda não tenho muito trabalho publicado. Fiz

recentemente, dizias-me em off. Que tal está a

O trabalho de Maria Imaginário pode ser

uma coisa para a OP… ilustrações assim mais

ser o mercado de trabalho e teres o teu próprio

consultado no Flickr (www.flickr.com/photos/

livres. Isso interessa-me. No vosso caso,

atelier?

maria_imaginario), onde a ilustradora divide o

vocês investem mais nos editoriais de moda,

seu portfolio em três segmentos: uma parte de

fotografia e isso, não é tão desafiante como

É bom. Às vezes, chego ao fim do dia a saber

‘Imaginário’, voltada para projectos de índole

podia ser. Acho que não devia ter dito isto.

que tenho de ir para casa jantar, mas sinto

diversa; ‘Lar Doce Lar’, trabalhos expostos previamente numa exposição na Worknshop;

com as luzes, o saber que é em directo.

A linguagem mais formal?

aquele impulso de ficar sempre mais um bocado Não faz mal. Gostas de dar entrevistas?

finalmente, ‘Dellicious Project’, o chamariz

a acabar um trabalho, percebes? Há sempre mais qualquer coisa para fazer.

para o trabalho de Maria, apanhado de doces

Não (risos). Fico a pensar «o que raio tenho

e gelados inscritos em paredes de prédios

eu com os meus 22 anos a dizer?». Mas, isto

Espero não estar a ser preconceituoso ao

abandonados em Lisboa. Maria Imaginário,

sou eu numa fase mais negativa. Depois afinal

afirmar que esta é uma arte muito ligada


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Extrapessoal — pág.033

musicalmente ao hip-hop. Contudo, tu não és o

não saibam diferenciar este estilo de coisas. A

melhor exemplo disso. O que é que ouves?

minha avó é assim (risos). Mas, já me aconteceu

pessoa?

ter duas velhinhas a oferecerem-me um lanche,

Não. Tenho mais receio de que os gelados se

É verdade. Hip-hop só mesmo as coisas mais

por exemplo, isto porque gostaram muito de

sobreponham à Maria Imaginário.

old-school. Também gosto da Erykah Badu, por

um gelado que tinha feito na rua delas. Há

exemplo. Mas, a minha paixão é mesmo a bossa

muitas Lisboas, não há só uma. Há zonas onde os

Boa resposta. Obrigado pela entrevista, Maria.

nova.

moradores são mais abertos a este tipo de arte,

Afinal, parece que até tens umas coisas giras

outras onde nem tanto.

para dizer.

Estiveste na Palestina. O que retiras agora,

Obrigada (risos). É sempre assim. Penso sempre

alguns meses depois, dessa experiência?

que não tenho nada de jeito para dizer, mas até

Constou-me que vais inclusive fazer uma capa para um disco do estilo…

É verdade. Estou a fazer uma capa para uma

costuma correr bem.

compilação de bossa nova a sair em 2009.

Tanta coisa. Estive lá duas semanas a trabalhar

Insisti para se meter uma frase do Jobim que

literalmente como trolha e a ajudar a construir

vem de uma estrofe que eu acho lindíssima:

casas. Julgava-me uma pessoa minimamente culta

«Quem acreditou no amor, no sorriso, na flor,

e cheguei lá… é incrível. Acho muito injusto

então sonhou, sonhou» [da canção ‘Meditação’].

o que se passa lá. Sou uma mulher de mil causas, mas acima de tudo sou a favor da paz.

Conta-me agora histórias giras que se passaram

Voltei da Palestina super deprimida, senti-me

contigo. Tu pintas de dia, não é?

muito pequena, como se não tivesse feito nada para ajudar as pessoas de lá. Mas, foi uma

Sim. De noite é mais perigoso. Eu pinto de uma

experiência incrível. A repetir, podes ter a

forma o mais natural possível, até porque se

certeza.

alguém olhar e vier ter comigo e eu começar a fugir é sinal de que realmente estou a fazer

Diz-me para concluir: não tens receio de que

algo de mal. Compreendo que algumas pessoas

a personagem Maria Imaginário se sobreponha à


Coleccionismo

Arte? Vício? Fanatismo? Mero passa Prazer? Obcessão? Negócio? Todas estas perguntas podem ser re quando o assunto é coleccionar, coleccionadores e coleccionismo. Desde sempre o Homem tem prazer em coisas de forma organizada. Object natureza, origem ou estrutura seme seja, guardar, estimar, juntar. Po E Quando? Fomos saber… DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Coleccionadores — pág.034


Coleccionismo

Arte? Vício? Fanatismo? Mero passatempo? Prazer? Obcessão? Negócio? Todas estas perguntas podem ser respostas quando o assunto é coleccionar, coleccionadores e coleccionismo. Desde sempre o Homem tem prazer em reunir coisas de forma organizada. Objectos da mesma natureza,

atempo?

origem ou estrutura semelhante, ou seja, guardar, estimar, juntar. Porquê? Como? E Quando? Fomos saber…

espostas

Jogos e Consolas Retro Jason Moore

«qualquer consola alguma vez feita, à excepção

Texto: Telmo Mendes Leal

da Entex Adventure Vision. Mas, um dia...». No entanto, fervilhava ainda em si o desejo

m reunir tos da mesma elhante, ou orquê? Como?

O nome do inglês Jason Moore passará

de tornar este passatempo a sua vida. Assim,

despercebido a muita gente. No entanto,

movido pelo desejo de aumentar a sua colecção

para aqueles que gostam de jogos de vídeo

e pela curiosidade em encontrar pessoas com

antigos, a loja de Moore – a Retro Games – é

o mesmo passatempo, Moore aventurou-se numa

passagem obrigatória. E não estamos apenas

revista – a Retro Games. Inteiramente redigida

perante um vendedor, mas também um dos maiores

pelo próprio, os jogos de vídeo eram o mote

coleccionadores e responsáveis pelo surgimento

desta publicação. Depressa a popularidade da

do fenómeno dos jogos retro.

Retro Games cresceu. Até este momento os termos “retro” e “jogos” não eram usados em conjunto

Tudo começou em 1978, como conta Jason Moore

nem havia um mercado para os jogos e consolas

na sua história dos jogos de vídeo. O seu

do passado.

primo havia recebido um Demon Driver, um jogo de

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Coleccionadores — pág.035

corridas analógico. A sua curiosidade não o

A internet viria a revelar-se o meio perfeito

deixou desperdiçar cada momento de distracção

para o rápido crescimento que a Retro Games

do primo para experimentar o brinquedo que

vivia. Se a princípio o sítio não passava de

mudaria a sua vida. Desde então, os jogos

um gigante catálogo, rapidamente o projecto

electrónicos não mais deixaram de fazer

de Moore se converteu na maior loja do género

parte da vida do coleccionador. Na juventude

na rede. Jason Moore havia afinal conseguido

acompanhou os lançamentos mais importantes

deixar a sua marca no mundo dos jogos ao tirar

para o estabelecimento duma indústria em

do esquecimento alguns dos melhores títulos

desenvolvimento. Começando pelo ZX81, primeiro

alguma vez feitos.

grande sucesso da britânica Sinclair, seguiuse o ZX Spectrum, também da Sinclair. É neste computador, conhecimento pelas teclas de borracha, que Moore sonhara fazer parte da indústria dos jogos enquanto programador. Contudo, as suas tentativas não lhe trouxeram o reconhecimento esperado. Ainda da sua adolescência fazem parte nomes como Commodore 64, Atari ST ou Amiga.

A entrada dos anos 90 é também um ponto de viragem na vida do aficionado dos jogos, que havia entretanto começado a trabalhar, o que lhe permitiu expandir a colecção e manter-se a par da última geração de consolas. Resultado disso, como afirmou em entrevista, Moore respondeu possuir

www.retrogames.co.uk


Discos de Vinil Pedro Quintais

tenho em vinil…o primeiro CD de sempre de

Ténis, ténis e mais ténis!!! Rui Mendes

uma banda portuguesa», remata com inegável

Texto Filipa Penteado

primeiro CD produzido em Portugal. Ou seja,

Texto: Pedro Figueiredo

satisfação. Pedro Quintais tem 33 anos. É sócio de um bar

Qualquer mulher entende o conceito de fetiche

em Oeiras, empresário, DJ, toca numa banda

E raridades? «Nunca vendi um disco, por isso

por sapatos. O nosso sonho é ter uma colecção

rock, é marido, é pai. E colecciona discos

não estou muito dentro do valor de alguns dos

cheia de Manolo Blanik e Christian Louboutin,

de vinil de todos os géneros, do rock à

meus discos». Mesmo assim, questiona-se sobre

como a Carrie do Sexo

soul passando pelas tendências marcadamente

o preço real de um exemplar de STICKY FINGERS,

não é exclusivo do sexo feminino. Muitos homens

electrónicas. Melhor, abriu-nos a porta de sua

dos Rolling Stones, com uma braguilha na

de “barba rija” também gostam de fazer o gosto

casa. Querem vir?

abertura dianteira de um dos mais famosos pares

ao pé. Mas, em vez de stilletos de 10 cm,

de calças do rock’n’roll.

empoleiram-se em cima de um par de Nike Air

O interlocutor destacado pela DIF para dissecar

e a

Cidade. Mas, este vício

Force One.

sobre a sua colecção de vinil não se recorda

Pedro Quintais, DJ Malaguetta no mundo da

com exactidão do primeiro disco que comprou.

noite, promete não ficar por aqui. Já se disse

É o caso de Rui Mendes, 29 anos, o nosso Darth

«Deve ter sido algum manhoso de house music

que se o CD é o passado e o digital o presente,

Vader de serviço. Desde a adolescência que Rui

aqui deste monte…», deduz, mãos em redor dos

provavelmente o vinil será (novamente) o futuro

é fanático por ténis. «Sempre quis ter os ténis

discos da década de 90. «Optei por dividir os

da música. Será? «É bem possível. Para além da

mais fixes da escola, com as melhores cores e

discos por décadas. Apesar de tudo é a forma

qualidade de som infinitamente superior tens

os que fossem mais difíceis de arranjar. Não

mais simples de tentar procurar um disco

todo um objecto precioso, e ainda por cima

gostava de andar igual a toda a gente», diz.

qualquer». Mas, vamos por partes.

muito mais difícil de se estragar». Palavra não de escuteiro, mas de coleccionador.

Mais tarde, o amor pelo graffiti acentuou este

«Vinil sempre», diz Pedro Quintais em jeito

vício quando começou a ver fotos de writers

quase panfletário ao acolher a DIF em sua casa.

que calçavam Puma Clyde e Nike Cortez. Tanto

Aqui, um quarto que em teoria serviria para

que este tipo de ténis continuam a ser os seus

“um cantinho especial” com a esposa acabou

favoritos até hoje. «Praticamente, só compro

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Coleccionadores — pág.036

virado num semi-estúdio com equipamento musical

modelos que foram criados entre 1970 e 1992/93,

centrado na escuta, mas também na própria

no máximo», explica. «Tudo o que é retro dos

produção de canções e remisturas. Ao canto,

anos 80 e 90 são os meus ténis de eleição»,

um largo móvel («€100 no Ikea!», exclama com

acrescenta.

entusiasmo) condensa o generoso espólio do

O que é que isto significa? Muitos Runners como

coleccionador. «Não vou mesmo atirar um número

os Adidas ZX e os Asics Gel e também muitos

de discos que possuo, perdi a conta há algum

ténis de basquete: Nike Air Jordan, Adidas

tempo», afirma-nos Pedro ainda em off, num

Superstar e, claro, os reis Air Force One.

sorriso quase embaraçado. Como qualquer coleccionador que se preze, A meio da entrevista, tocam à campainha. É

Rui procura os modelos de edição limitada.

a FedEx, com uma encomenda de Inglaterra.

Especialmente os que reeditam as cores

Adivinharam, discos de vinil. «Compro

originais. Como ele diz «aquelas que eu queria

praticamente tudo na Internet. Tu ao entrares

quando era puto e não podia comprar. Não sei

numa loja estás algo preso à escolha do

porquê, mas os ténis que se fabricam hoje em

lojista, ao passo que online tens catálogos

dia não têm o mesmo feeling que os originais

infimamente maiores. E podes ouvir com calma

tinham».

os discos. Por exemplo, estes vinte discos que recebi hoje… resultam da audição de excertos

Para “matar o vício” e encontrar a sua “droga”

de uns dois mil (risos). E são tudo coisas

de eleição, vai onde for preciso. Compra em

quase desconhecidas por cá». Todavia, não é

lojas novas ou antigas, outlets, armazéns,

só nas novidades obscuras que Pedro Quintais

pela Internet. Everything goes. «Hoje em dia

se centra. Da sua colecção fazem parte discos

tens que ser mesmo “rato” para encontrares o

de gente como Kiss, Duran Duran, Human League

que queres a um preço razoável», diz Rui. Sim,

ou pérolas portuguesas como um disco dos Mata-

porque este fetiche não é meigo para o bolso.

Ratos que foi «se não me falha a memória o


caixas originais e arrumados num quarto

BD e Action Figures Vasco Lopes

especialmente pensado para eles. Isto do

Texto: Célia F.

Até agora tem 170 pares de ténis, todos nas

coleccionismo é como a música: alguns

cds

uma estátua do Batman de que gosta muito, da colecção ‘Batman Black and White’, que já não existe mais... No mundo dos bonecos é assim. As obras são mesmo limitadas e quando se

queremos ter na versão original, com booklet e

Vasco Lopes tem 35 anos e trabalha na BDMania

esgota stock, a seguir já não há mais. Acabam e

caixa “xpto” incluída. O ritual abrange mais do

há 12 anos. Colecciona Banda Desenhada e

quebram-se os moldes. O Batman desenhado pelo

que o objecto em si.

Action Figures. A sua colecção de BD já conta

criador do Hell Boy é capaz de ser a peça de

Mas desenganem-se, aqui não há relíquias. Todos

com perto de 3000 cópias. Coisas raras,

que mais gosta, tal como os

os ténis são usados e “postos em prática” nas

coisas menos raras, coisas com algum valor

um boneco do Astro Boy que comprou numa feira

funções para as quais forma pensados. «É claro

substancial. Não é o típico coleccionador que

na rua em Espanha.

que os que eu mais gosto não os levo para um

vê um buraco na colecção e tem que preenchê-

A peça mais estranha a figurar na sua colecção

concerto, para a praia ou para o Sudoeste.

lo. Nalguns casos sim, mas, por exemplo num

será mesmo a cabeça do Alien em tamanho real.

Tenho algum amor e respeito pelos mesmos…», diz

caso como o de um Batman que já vai no número

seguido de um sorriso. Mas, a melhor sensação

600

do mundo é estares a usar um par raríssimo e

coisa como 15 mil contos, não lhe interessa.

a sua colecção de BD ficasse com alguém que

os miúdos perguntarem-te “wooww, que ténis são

É um coleccionador estranho. Se dentro de uma

a estimasse... os bonecos, se um dia tiver

esses?!”», acrescenta Rui.

colecção tem um número que para si não tem

filhos, quer que fiquem com eles.

e tal, o número 1 que custa qualquer

Um dia que já não cá esteja, gostaria de que

tanto interesse oferece-o seguramente a um Para finalizar, faço a pergunta sagrada: «Achas

amigo que o quer em vez de vender.

que alguma vez vais dizer “Chega! Já não compro

Colecciona só mesmo o que lhe interessa e que

mais ténis”?» A resposta é um não convicto.

tem idéia que vai reler.

«Já tenho uma colecção considerável, mas ainda tenho muitos “monstros sagrados” onde gostaria

Tem um mundo de Action Figures em casa e

de meter a mão. Ou neste caso, o pé», finaliza.

considera esta uma colecção um pouco estranha. É uma colecção que está muito limitada ao

Ora aqui está uma resposta que qualquer “shoe

espaço. Ao valor das coisas e ao espaço.

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Coleccionadores — pág.037

fanatic”, sejam eles de salto alto ou de

Tem muita coisa guardada em caixotes e uma

atacadores, entende perfeitamente!

prateleira cheia. Quando chegam novos bonecos é a hora da despedida para aqueles que vão agora para dentro da caixa. É uma coisa quase cíclica. Uns dão sempre lugar aos outros. Começou a coleccioná-los há cerca de 10 anos. Já coleccionava Comics antes de trabalhar na BDMania, ia muito a Londres e comprava lá muita coisa. Os bonecos começaram... «lembro-me perfeitamente, ia no Continente com o meu pai e vi um boneco do Batman que gostei e... Pai dáme!». Veio um, veio outro e mais outro e agora tem, entre os arrumados, os que já deu, os seus e os da sua mulher, 200 bonecos diferentes. Desde os bonecos do Tim Burton a super-heróis, designers toys, estátuas e o capacete do Darth Vader.

Batman, Marvel, coisas independentes, DC, Corse. Desde o mais mainstream ao independente, passando pelos álbuns franceses. As peças mais valiosas para si são a colecção do Preacher. É talvez a banda desenhada de que mais gosta. Já releu mais de seis vezes e parece descobrir sempre qualquer coisa nova. No que respeita a Action Figures, tem duas,

pvcs da Lenore e


RocknRolla

Obomavich (Karel Rodan) todos querem uma fatia

eles cospem sangue, ela seduz e tenta meter

Texto Filipa Penteado

do bolo. E Cole é o cozinheiro-mor.

dinheiro ao bolso. Mas, será que é imune ao

O nosso imaginário está povoado de séries e

Em vez de farinha e fermento, em Rocknrolla os “bolos”

filmes sobre mafiosos. “Padrinhos” da ficção

são feitos de cimento, gruas e guindastes. O

Tal como em Lock, Stock

como Tony Soprano misturam-se com referências

novo negócio mais apetecível é o da imobiliária.

Guy Ritchie criou uma história labiríntica, onde

do mundo real como Bugsy Siegel dando origem

O que não é de espantar, tendo em conta que

as personagens são muitas e se misturam ao ritmo

a um universo muito americano, de New Jersey

crescem

na

dos diálogos frenéticos. Um prato bem ao gosto

a Las Vegas. Guy Ritchie reinventa os chapéus

maioria das grandes cidades europeias. Se Al

do produtor Joel Silver, que se juntou a Ritchie

de feltro, os sapatos bicolores e as camisas

Capone fosse vivo, deixaria o álcool e começaria

para fazer de Rocknrolla o sucesso que a carreira de

havaianas, dando-lhes um sabor moderno. Rocknrolla

a contrabandear tijolos.

Guy precisa desesperadamente. Com um currículo

charme de One Two?

prédios

como

se

fossem

cogumelos

é um festival de punchlines britânicos, tudo sobre rodas e a velocidade furiosa.

and

Two Smoking Barrels e Snatch,

recheado de êxitos de bilheteira como Matrix (sim, Talvez seja exagerado dizer que o filme de Guy

até o Matrix 3, mas ninguém é perfeito...) e Arma

Ritchie é politizado. É demasiado divertido e

Mortífera, Silver é o homem indicado para levar

Depois de uma incursão em géneros mais leves

desgarrado para uma definição tão seria. Mas,

este filme a bom porto.

que

não

lhe

assentaram

bem

se

é com certeza consciente de uma realidade muito

com uma Madonna

urbana que o rodeia. Em Rocknrolla a diferença

Para já, Rocknrolla teve direito a grandes billboards

mais histriónica que a sua real pessoa – o ex.

entre burocratas e mafiosos é ténue. Haverá algo

em Central London e autocarros “decorados” com

Mr.Ciccione volta agora ao submundo do crime

mais actual do que isso?

posters do filme que percorriam toda a cidade.

recorda do desastroso Swept

away

quem

não

londrino. Rocknrolla é uma comédia de acção que

A estreia foi em grande e a crítica gostou. Por

esconde um tema bastante actual: a incursão de

Em qualquer história de gangsters que se preze,

cá, chega aos ecrãs a 1 de Janeiro. Para começar

mafiosos de leste nas ruas de Londres. Uma espécie

existe

o ano cinematográfico em força.

de Eastern Promises, mas mais divertido, no qual os

contrabalançar

sempre

uma a

mulher produção

(ou de

várias) testerona.

para Em

aspirantes a gangsters querem estar todos sob a

Rocknrolla este papel cabe a Stella (Thandie Newton)

alçada do ganglord Lenny Cole (Tom Wilkinson),

a contabilista de Obomavich. Demasiado competente

uma

para se limitar a preencher declarações de IRS,

“relíquia”

deste

mundo

constantemente

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Cinema — pág.038

em mudança. Quer sejam OneTwo (Gerad Butler)

Stella vê a sua grande oportunidade surgir no

líder do Wild Bunch, ou o milionário russo Uri

meio da luta entre todos estes homens. Enquanto

RocknRolla


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Cinema — pág.039


Richard Soderberg O Homem que veio do frio

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Moda — pág.040


Richard Soderberg – O Homem que veio do frio

mim. Neste momento, estou a tentar encontrar um

Texto Filipa Penteado

tecido bastante grosso e rijo para criar o look que pretendo para a próxima estação. Andar “à

Autodidacta

por

natureza,

Richard

Soderberg

caça” de tecidos é muito complicado e gostava de

gosta de explorar o mundo pelos seus próprios

ser capaz de criar os meus próprios tecidos e de

meios. Por agora, está fascinado pela construção

poder executar um tratamento específico neles.

milimétrica que a roupa masculina exige.

No entanto, isso não é possível para mim neste

As suas imagens evocam um romantismo contido,

momento.

quente e frio ao mesmo tempo. São sedutoramente Obscur(as) como o nome da sua marca indica.

Também

és

um

óptimo

criador

de

imagens.

A

atmosfera que criaste nas fotografias é muito Originalmente és da Suécia. Onde vives agora?

apelativa

Eu vivo em Estocolmo, mas faz parte dos meus

a imagem se sobreponha às roupas e as deixe

e

sedutora.

Não

tens

medo

de

que

planos mudar-me para Tóquio até ao final do ano.

para segundo plano? Sobretudo na colecção de

Estocolmo é bom, mas tem uma falta de atitude

Inverno?

e de atmosfera para que eu e as minhas roupas

A imagem de uma marca é tudo. Sem a imagem, não

possamos crescer na direcção que eu quero.

se chega a lado nenhum. No que diz respeito às fotografias, acho que deixando algumas partes

Qual é a tua primeira memória relacionada com

para a imaginação ajuda a construir uma certa

moda?

expectativa e um certo desejo lascivo. Algo que

Eu gostava de separar a expressão “moda” de

espero que seja cumprido quando se vê a roupa

“roupa” e de identidade. Acho que nunca houve um

na realidade.

momento na minha vida onde eu tenha encontrado beleza na roupa. Sempre estive apaixonado por

Onde podemos comprar as tuas roupas?

diferentes peças em diferentes períodos da minha

Por

vida.

Concrete, Londres.

agora,

estão

à

venda

no

Japão

e

na

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Moda — pág.041

Olhando para as tuas colecções atrevo-me a dizer

O que se segue para Richard Soderberg?

que tens um fetiche com fechos. Gostas de formas

A minha mudança. Espero ainda vir a rodear-me das

suaves misturadas com a crueza dos fechos, não

pessoas certas para que me possa focar no design,

é verdade?

algo que se esvai por completo quando se tem uma

Eu adoro fechos e o que eles são capazes de

série de problemas a vaguear na cabeça todos os

conseguir se forem bem usados. Em alguns casos,

dias e com os quais se tem de lidar sozinho.

as minhas roupas têm de facto formas suaves e por

www.obscur.se

isso já houve quem as apelidasse de andróginas, uma expressão de que não gosto particularmente. Se eu estivesse a criar roupa de mulher seria muito diferente da roupa de homem. Se eu me aguentar neste meio tempo suficiente, eu asseguro que vão ver do que estou a falar.

Qual

é

a

importância

da

modelagem

nas

tuas

vez

mais

roupas? A

modelagem

está

a

tornar-se

cada

importante para mim. Não porque tenha necessidade de fazer roupa com um toque mais avançado, mas porque quero que as roupas assentem bem no corpo masculino,

o

que

é

especialmente

importante

quando se fazem fatos com um look “limpo” e forte.

Com que tipo de tecidos gostas de trabalhar? Os materiais são uma grande preocupação para


OTHER VOICES, OTHER ROOMS, Andy Warhol Liza Minnelli, 1977 Polaroid, 4 ¼ x 3 3/8 in (10.8 x 8.6cm) The Andy Warhol Museum, Pittsburgh; Foundling Collection © 2008 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. All rights reserved

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Arte — pág.042

Andy Warhol Self-Portrait with Skull, 1977 Polaroid, 4 ¼ x 3 3/8 in (10.8 x 8.6cm) The Andy Warhol Museum, Pittsburgh; Foundling Collection © 2008 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. All rights reserved

OTHER VOICES, OTHER ROOMS, na Hayward Gallery, Londres,

reconcilia-nos

com Andy Warhol numa exposição que mostra o artista e o seu universo como uma imagem em constante movimento.

Texto Rita Sobreiro

Andy Warhol nasceu em 1928, em Pittsburgh, filho de pais emigrantes da antiga Checoslováquia. Rapaz frágil, com distúrbios nervosos, passava muito tempo em casa, distraindo-se com banda desenhada, livros para colorir e desenhos animados. Talvez esta solidão precoce lhe tenha despertado o fascínio e a curiosidade pelas pessoas: as célebres e as comuns, ou todas as que podia


alcançar – virtual e fisicamente. Andy era um

“artes plásticas”, esses ícones da Pop que

parte estamos graças a um pequeno temporizador.

voyer incorrigível: interessava-lhe a imagem do

ainda hoje se reproduzem como se tivessem ganho

Poder-se-ia dizer que esta opção, a par do

outro, as suas conversas, os seus disparates,

vida própria.

resumo do filme oferecido na ficha técnica,

as suas forças e fragilidades, porventura

Subimos a rampa ao som de ‘I’ll be your mirror’

facilita demasiado esta experiência, mas ela é

para se conhecer a si próprio ou então para

dos Velvet Underground com Nico a cantar, e

inteiramente honesta e justa para com o próprio

não ter que se conhecer. Esta ambiguidade,

vamos lendo citações de Andy, até encontrar

artista: Warhol não queria que as suas obras

esta fraternidade misturada com egoísmo,

diversos monitores – sob fundo de papel de

fossem herméticas e inacessíveis – isso já ele

esta disponibilidade misturada com snobismo,

parede com vacas coloridas – e pequenos nichos

era!

esta genialidade misturada com futilidade,

de som, onde se podem ver e/ou ouvir uma

Antes de aterrarmos depois desta viagem no

constituem a personagem que Andy construiu

selecção dos FACTORY DIARIES – registos audio

tempo e no espaço, passamos por uma espécie

de si para o mundo, tornando-o uma figura

e vídeo que Warhol e os outros “habitantes” da

de “câmara de descompressão”: as suas Silver

incontornável da segunda metade do século XX.

Factory gravavam a propósito de tudo e de nada.

Clouds, rectângulos de plástico prateado cheios

Através dele, da sua obra e da sua vida – que

No meio, uma das estruturas mais surpreendentes

de hélio que flutuam ao mínimo toque, estão ali

se confundem intencionalmente – conseguimos

de toda a exposição: TV-SCAPE, um espaço

não só para nos divertirmos como para sermos

sentir o pulsar de toda uma geração que fez da

delineado por cortinas de fios em listas

vistos nesse divertimento através de uma enorme

libertação a palavra de ordem. Ele encarna o

vermelhas e brancas, com tecto e chão azuis

vidraça – um filme de Warhol em tempo real.

sonho americano e o seu reverso.

estrelados de branco – estamos em território norte-americano. Lá dentro, sentados nos

Think you know him? Think again. – é o teaser

A exposição OTHER VOICES, OTHER ROOMS(1),

banquinhos em forma de estrela podemos assistir

usado na divulgação da exposição. A frase,

apresentada agora na Hayward Gallery, em

a todos os programas realizados entre 1979 e

entre o sarcasmo e o desafio, parece prometer o

Londres, mostra de forma surpreendente todas

1987 por Andy para estações de televisão por

desvendar de uma faceta desconhecida do célebre

essas facetas de Warhol, através de uma

cabo, nomeadamente para a MTV. Da arte à moda,

artista. De facto, para quem só conhecia o

compilação exaustiva dos registos em filme,

da música pop ao “gossip”, estes programas

Andy das latas de sopa e da Marilyn às cores,

audio e vídeo gerados pelo artista e pela sua

foram de certa forma a transposição para a

esta exaustiva apresentação das suas obras

entourage ao longo de mais de duas décadas.

imagem em movimento dos conteúdos e formatos da

e registos em filme e vídeo pode constituir

As escolhas curatoriais de Eva Meyer-Hermann,

revista INTERVIEW, fundada também pelo artista.

uma novidade, mas nunca uma surpresa total no

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Arte — pág.043

aliadas à cenografia de Chezweitz & Roseapple,

Todos aparecem na TV, mas todos mesmo! Debbie

que toca ao conhecimento da “persona” Warhol.

transformam esta exposição num universo

Harry, Cindy Sherman, Giorgio Armani, etc.,

Aqui se mostra um Andy maior, mais abrangente,

warholiano extremamente completo e complexo,

etc., etc..

mas nunca um Andy diferente, pois em todas as

lúdico e extravagante, que decerto obteria os

Seguimos então para o grande núcleo desta

suas criações, inclusive em toda a sua vida

aplausos do próprio artista.

exposição: a obra cinematográfica de Andy

enquanto “obra”, ecoam as mesmas questões. Andy

Warhol. Antecedida por alguns registos vídeo

Warhol permanecerá sempre demasiado conhecido

Somos recebidos, na primeira sala – COSMOS –,

pouco conhecidos, onde Warhol experimenta

e demasiado desconhecido, demasiado fácil e

por Edie Sedgwick, Lou Reed e muitos outros,

formatos tão díspares como a soap opera e a

demasiado difícil, demasiado óbvio e demasiado

que nos fixam, quase sem pestanejar, em grandes

video art, surge a sala FILMSCAPE. Aqui, uma

surpreendente. Ele próprio cultivava essa

projecções dos famosos Screen Tests. Numa

profusão de ecrãs de projecção, dispostos

indefinição com um simples jogo de palavras: «I

enorme vitrina, que nos recorda o início de

livremente na proximidade dos confortáveis

am a deeply superficial person».

carreira de Warhol como vitrinista, distraímo-

sofás em formas orgânicas onde nos podemos

Andy Warhol: OTHER VOICES, OTHER ROOMS

nos com as numerosas polaroids que tirou de

deitar, mostram algumas das obras essenciais de

07 Outubro 2008 – 18 Janeiro 2009

si próprio e de diversas personalidades,

Warhol, o cineasta, desde os mais “soft core”

The Hayward Gallery – Southbank Centre –

livros, revistas, capas de vinil, cartas e

como MARIO BANANA – um travesti a comer uma

Londres

objectos numa espécie de câmara iniciática

banana em close-up -, os mais “trendy” como

www.haywardgallery.org.uk

para percorrer esta viagem pelo mundo de Andy.

CHELSEA GIRLS, ou os mais “arty” como EMPIRE.

Curiosos ainda são alguns desenhos antigos

Neles encontramos as mesmas contradições –

Exposição organizada pelo Stedelijk Museum

feitos pelo artista em folha de ouro. E, para

ou, melhor, multidimensões – warholianas:

Amsterdam e o Moderna Museet Stockholm,

não nos esquecermos de quem se está a falar,

da futilidade quase histérica, da banalidade

em colaboração com o Andy Warhol Museum,

lá estão reproduções de algumas das suas obras

quase desinteressante, da sexualidade quase

Pittsburgh. Curadoria: Eva Meyer-Hermann

mais conhecidas, desde as serigrafias das

pervertida, do voyerismo quase obsessivo, mas

flores às caixas Brillo. Tudo está disposto

também do simples amor à imagem. Mais uma vez,

(1)OTHER VOICES, OTHER ROOMS é também o título

sem aparentes hierarquias, colocando “arte”

uma opção curatorial brilhante: os filmes

dum livro de Truman Capote, pessoa/personagem

e “artefactos” numa mesma escala de valores.

passam em loop, perfazendo um total de quase 23

referencial para o próprio Andy.

Talvez até a secundarização caia sobre as

horas de projecção, mas sabemos sempre em que


Portugal Dança Enquanto Dorme Bboying - Urban Street Dance

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Dança — pág.044

Portugal Dança Enquanto Dorme Bboying - Urban Street Dance texto Hugo Israel The same world dressed with new clothes

Se pensamos que o breakdance desapareceu nos anos 80, o Clash Festival, no passado mês de Outubro, mostrou-nos que esta expressão artística está bem presente no mundo actual e reco-

de vestir e o comportamento são pilares inte-

composta pela Bgirl Leo e a Bgirl Baronesa.

menda-se... Milhares de pessoas deram entrada

grantes. O elenco é heterodoxo e criativo, esta

Nasceram as 3 em Lisboa. A Pinypon tem 27 anos

num universo cheio de influências americanas,

modalidade tipicamente americana usava os mo-

e é arquitecta. A Baronesa tem 20 anos, é es-

onde os chapéus são quase de uso obrigatório,

vimentos do Hip Hop para manifestarem de forma

tudante e a Leo tem 29 anos e é professora de

o dress code é ir “kitado”, num rigor cumprido

artística as suas raízes. Nas ruas dos centros

Educação Física e estuda Osteopatia.

à risca para assistir à competição europeia de

das cidades, os gangs, em vez de luta, decidiam

Bboying. O tema de James Brown ‘Good foot’ de

as batalhas na pista de dança, combatiam de

Qual foi motor que serviu de ignição à tua

1972 foi o ponto de partida para o breakdance,

forma não violenta e mostravam a sua superio-

motivação?

termo criado pelos media nos anos 80, quando

ridade ao nível da dança. Hoje em dia, já não

A dança é uma paixão, assim como a arte, a

houve a necessidade de dar reconhecimento a uma

disputam a supremacia, mas o orgulho continua

música e a cidade. O Hip Hop reúne tudo isso.

cultura de rua que se mediatizou mundialmente

em jogo.

Durante muito tempo, ouvi a música, via os gra-

através dos filmes Flashdance e Beat Street.

ffiti e observei vídeos, tentando entender onde A Crew Feminina ButterflieSoulFlow participou

tudo aquilo nascia dentro de Lisboa. Conheci

O Bboying é um exemplo genuíno da cultura urba-

no Clash Festival onde desempenhou uma prova

a Leo e a Baronesa, e começámos a tentar fa-

na contemporânea, baseada numa estética própria

excelente. Estas raparigas, que nada são de

zer as coisas que víamos os outros fazer. Como

onde a música, a dança, a atitude, a maneira

“shopping”, são: Pinypon e a sua crew que é

movimento o Bboying é incrível, o desafio é


prática para qualquer actividade (como todo o espaço em torno do Campo Pequeno). Cada crew vai tendo o seu espaço e convida os outros para irem aparecendo. Isto em Lisboa. No Porto, o movimento está mais institucionalizado, existem escolas e aulas.

Com que coreógrafo/a nacional gostarias de trabalhar: Eu pessoalmente adoraria ver em palco o Bboying, no mesmo pé de igualdade do que a dança clássica ou a dança contemporânea. A partilharem o mesmo espaço, a mesma música. O potencial é enorme :). No Festival Alkantara já aconteceu, no palco do CCB, mas são sempre companhias estrangeiras. Sinceramente, não tenho um nome nacional para dar, não vou dizer um nome à toa. Mas, temos coreógrafos que o poderiam fazer.

Por que não há mais iniciativas integradas com a sociedade do Bboying: No Porto, existem já muitas iniciativas. Em constante e a liberdade imensa. É uma dança que

de cidade para cidade e até de crew para crew.

Lisboa, tem-se mantido tudo mais underground e

vive no espaço, através do contacto com o chão

Já não existe só nos bairros pobres, já não é

amador (não no sentido do treino, mas no sen-

e da liberdade do corpo. Não distingue idades

só praticada na rua... Há formas de estar dife-

tido financeiro). Dentro do Hip Hop, existem

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Dança — pág.045

ou sexo, e existe praticamente em qualquer

rentes dentro do Bboying.

cidade no mundo. Não é preciso pagar para ter

convites para dançar em concertos e fazer videoclips, mas nunca há dinheiro. Espectáculos de

aulas, basta ter vontade. Às vezes, a partilha

A diferença entre o Bboying e o breakdance:

palco são quase inexistentes (houve um no CCB

de informação faz-me lembrar as artes marciais,

O breakdance é uma das 4 vertentes do Hip Hop

fora de portas, coreografado pelo Drive, os 12

tens de merecer para ser passada. Treinas onde

(graffiti, mcing, djing e breakdance). Sendo

Makakos e ButterflieSoulFlow), ninguém investe

queres e quando queres, procuras afinidades

que o breakdance é a vertente de dança, engloba

e nós para nos lançarmos por nós num projecto

de estilo e de estar. As crews são as nossas

vários estilos, como o Locking, o Popping, o

desses é complicado. Quem nos dera poder trei-

pequenas companhias de dança, onde não existem

New Style e o Bboying. E ser um Bboy/ Bgirl não

nar, praticar, ensaiar e ser pagos por isso.

audições para entrar.

é só fazer uns movimentos, é um lifestyle. Não

Era um sonho.

se deixa de ser Bboy fora do treino, das bat-

No contexto socio-cultural qual a importância

tles ou do palco. Existe uma forma de estar e

A profissionalização desta categoria de dança

de respeito pela cultura.

está ainda longe de ser uma realidade prática e

do Bboying:

imediata na sociedade portuguesa, no entanto os

Esta pergunta dá para horas... lol. O Bboying

Onde ensaiam:

campeonatos não deixam de acontecer e percor-

é uma expressão artística e de comunicação. Há

Esse é um problema constante, o espaço. Em

rem os 5 continentes. Este ano directamente da

pessoas que treinam diariamente sem retorno

Lisboa, já se treinou na Praça da Figueira, na

Europa, Paris, que tem desenvolvido um trabalho

maior do que o evoluir todos os dias um pouco.

Praça do Comércio, no metro do Marquês e no me-

impressionante na área da dança Hip Hop, foi

Há todo o tipo de pessoas dentro do Bboying.

tro da Alameda. Hoje em dia, os treinos passam

também

Culturalmente é dança. Dança criada a partir da

de boca em boca, alguém tem uma sala disponível

a nível mundial desta modalidade. Não há outro

música, de movimentos tirados das mais diversas

e avisa os outros. Falta uma sala em que se

país que tenha conquistado tantos títulos nesta

influências como a salsa, a capoeira, as artes

possa estar sem tempo limite e todos os dias.

disciplina, incluindo os de campeão mundial a

marciais. O interessante é ter surgido do nada,

Nos ginásios “tem de se ser aluno”, no metro

nível de B-Boy Crew na Battle of the Year em

da rua, de um grupo de miúdos a quem pouco

“não é permitido”, na rua, para além do tempo,

1995, 2001, 2003 e 2006, assim como o segundo

futuro era dado. Na origem não existia escola

a policia gosta bastante de incomodar. É uma

lugar na mesma competição nos anos de 1997,

ou academismo, apenas criatividade. Acho que a

pena mas os nossos espaços públicos são pouco

2002 e 2004. Nas suas 4 edições, a Red Bull

realidade hoje é diferente de país para país,

públicos. E a calçada portuguesa muito pouco

BC One já teve Lilou, de Lyon, a conquistar o

palco de alguns dos melhores talentos


título mundial para a França em 2005, e com

Aqueles que ficaram de fora não perderam uma

a competição, Wing mostrou uma variedade de

Júnior, o terceiro lugar para o mesmo país em

segunda oportunidade! O vencedor foi o melhor

jogadas criativas, enquanto seguem a batida e

2004.O Hip Hop encontra-se presente por todo o

na dança, demonstrou uma notável variedade de

mantendo a batalha interessante. Wing tem uma

lado em França, e a dança é o desporto nacional

passos, poder do movimento e transições, mas

atitude nas orgulhosas batalhas».

mais popular a seguir ao futebol. O “estilo

também carisma e confiança, fez parte deste

Segundo o juiz lilou, campeão de França de

francês” de B-Boying é mundialmente conhecido –

duelo responder ao seu adversário e mostrar-

2005, «A determinação de Wing manifestava-se

é forte, competitivo e com uma dose de humor. O

lhe que esteve ali para ganhar. Os dezasseis

pelo seu olhar.»

público francês tem-se mostrado muito interes-

melhores B-boys do mundo lutaram uns contra os

sado na dança Hip Hop e no B-Boying. Mais de 10

outros como gladiadores na arena.

000 espectadores assistiram em Março à competi-

Wing exulta: «Ganhar Red Bull BC é apenas o começo, agora o meu objectivo é tornar-me o

ção de dança Juste Debout, no Palais Omnisports

B-boy Wing da Coréia prevaleceu ao longo de 15

primeiro B-boy em todo o mundo a ganhar este

de Paris-Bercy. A edição francesa do evento

concorrentes para ganhar o 2008 Red Bull BC

evento dois anos consecutivos.»

Battle of the Year, tem atraído 7 000 pessoas a

One. A luta com os melhores B-boys de todo o

Montpellier todos os anos.

mundo no novo centro cultural de Paris, o 104, para uma ousada combinação de acrobacia elegan-

Os B-boys foram seleccionados por uma equipa

te e muito técnica.

internacional de especialistas. Os bailarinos

Wing encantou rapidamente a plateia com seu

não só são escolhidos pelas suas extraordiná-

estilo deslumbrante e combinações luminosas. Na

rias habilidades artísticas, mas também pelo

primeira rodada, ele derrotou o sul-africano

seu excelente carácter e reputação na comunida-

B-boy Benny, nos quartos-de-final o francês B-

de da dança.

boy Mounir com 4 votos contra 1. Em seguida, no fervor das semi-finais, Wing mostrou a Kolobok

B-boys a partir de 12 nações dançaram num desa-

que haviam combinações para tirar da cartola

fio competitivo. Eles lutaram um contra um, 3

acompanhado de Dj Tee.

voltas cada e foram julgados por um júri composto por cinco B-boys de renome internacional.

Juiz Ivan dos E.U. declarou «Ao longo de toda

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Dança — pág.046


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Dança — pág.047


“ceci n’est pas un skate”

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Surface — pág.048

“CECI N’EST PAS UN SKATE”

a mais uma exibição de arte e cultura street

importante na comunidade artística internacio-

texto João Telmo Dias

australiana e internacional, com a participação

nal, com especial relevo para a arte produzi-

de 80 artistas plásticos, designers, criado-

da na Austrália, que alcançou já um papel de

Numa perspectiva mais simplista e dogmática,

res e pintores de todo o mundo (Brasil, Japão,

proeminente preponderância.

poderia dizer-se que o skateboarding é uma

Nova Zelândia, EUA), que apresentam 180 obras

A apropriação de uma tábua de skate como tela

actividade, declarada e predominantemente,

de arte corporalizadas em tábuas de skate.

para conceber um objecto artístico não é mais

confinada a espaços exteriores, a ambientes

Esta exposição só vem reiterar e vincular a

do que uma subsequência, continuidade e subli-

urbanos, de uma qualquer metrópole pejada de

prolificidade da arte urbana na Austrália, que

mação do trabalho desenvolvido há já quase um

pavimentos polidos, corrimões, vãos de escadas

assume, deste modo, uma posição internacional

século atrás por Marcel Duchamp e os dadaístas.

e estruturas de betão. Indicado para quem gosta

de liderança no campo da street art.

Se ainda estivesse connosco, apanharia um avião

de decalcar a cidade, arear os passeios ou cal-

A transversalidade da arte nos dias de hoje e

até Sydney e CECI N’EST PAS UN SKATE poderia,

correar por qualquer muro ou banco de rua, com

os novos tipos de suportes (graffiti, tatu-

então, constituir mais uma frase representativa

os pés numa tábua e quatro rodas indulgentes a

agens, jogos de computador, animação, etc.)

das suas prodigiosas subversões e transfigura-

permitir a locomoção.

representam os motivos primordiais e fundamen-

ções artísticas.

Partindo desta premissa, que coisas poderão

tais para que iniciativas como estas comecem a

nocomply.com.au

ter em comum um espaço interior, neste caso

emergir no panorama artístico, que se deli-

niceproduce.com

uma galeria de arte, e incontáveis e coloridas

neia, cada vez mais, por diferentes caminhos.

tábuas de skate?

A contemporaneidade materializa-se sob novas

Em Sydney, na marsupial Austrália, a No Comply

formas e novos modelos e esta Skateboard Art

concretiza, neste mês de Dezembro, a segunda

Exhibition não é mais do que um indício de que,

edição de uma mostra de arte urbana, onde as

efectivamente, a multiplicidade, o desdobramen-

telas são nada mais nada menos do que tábuas

to e a ambivalência da arte contemporânea estão

de skate. No dia 12 de Dezembro, na Red Bull

estabelecidos. A No Comply 2008 desempenha, as-

Gallery, em Alexandria, abrir-se-ão as portas

sim, a genuína missão de carimbar este momento


bbot+defence

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Surface — pág.049

eamo


filur

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Surface — pág.050

Gost+patrol


Glenno

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Surface — pág.051

Sutu


Casaco Tewenty8Twelve, Top Marlene Birger, Calças Patrizia Pepe, Botas Jimmy Choo na Stivali

“RACING LIKE A PRO” Realização: Ricardo Preto, assistido Por Margarida Gentil Fotografia: Ricardo Quaresma Viera Make-up: Catarina Pedroso, ass. Por Joana Belucci Cabelos: Ana Sousa Modelos: Vera Fonseca e Leonel @ L’Agence Agradecimentos: Italian Motor Village


Casaco XL Lee, Casaco em malha Gant, Gola alta Lee Gold Label, Calรงa Diesel, Luvas Ricardo Preto, Botas Fly London


Vera: Vestido Alberta Ferretti, na Loja das Meias, Botas Jimmy Choo na Stivali, Luvas na Luvaria Ulisses, Collants Calzedonia Leonel: Fato DecĂŠnio, BlusĂŁo Levis, gola alta Ricardo Preto, Botas Fly London


Blusão Diesel, Lenço Hermés


Blazer Givenchy na Loja das Meias, Bluzテ」o Nike, Camisa Decテゥnio, Gravata Gant, Jeans Levis, Tテゥnis Onitsuka, テ田ulos Diesel


Macac達o Lee, top Patrizia Pepe, Camisa Marlene Birger


Blus達o Balenciaga, Top Andy Warhol by Pepe Jeans, Cinto Fendi na Loja das Meias, Jeans Vans


Casaco malha Pringle of Scotland na Loja das meias, T-Shirt Lee, Cinto Lacoste, Encharpe Adidas, TĂŠnis Nike


Fotografia: João Bacelar www.myspace.com/jbacelar Realização: Susana Jacobetty www.susanajacobetty.blogspot.com Face Design e maquilhagem: Inês Pais www.unicorneoazul.blogspot.com Cabelos: Pedro Coelho Modelos: (Best) Natalia. (Just) Guilherme Loja, Mariana Bier, Vanessa Garcia. (L’agence) Daniel Cardoso, Helena Prestes, Maria Heloísa, Pedro Martin. (Loft) Francisco Cymbron, Gonçalo Gonçalves. Agradecimentos: Cátia Castel-Branco: www.catiacastelbranco.com

Scratch Helena sweat-shirt e casaco Levis, calças Lois


Francisco casaco, colete e cachecol Hacket


Natalia camisa Converse


Pedro camisa Gant, casaco e calรงas Alexandra Moura


Guilherme camisa Replay, casaco Tommy Hilfiger, casac達o Alexandra Moura, cachecol H&M


Mariana camisa Marlboro, calรงas Diesel


Vanessa camisa Tommy Hilfiger, jardineiras Diesel


Gonรงalo camisa Levis, casaco Hugo Boss


Maria Heloísa camisa Lee, calças Pepe Jeans, casaco Geox


Daniel casaco Diesel, calรงas Levis


DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Agenda : Destaque — pág.072

KAISER CHIEFS

a esta trupe de Leeds, West Yorkshire,

31 DE JANEIRO // COLISEU DO PORTO

Inglaterra. Nomeadamente a conjugação de

dois singles dos álbuns Employment e Yours Truly,

01 DE FEVEREIRO // COLISEU DE LISBOA

dois factores não tão frequentes como se

Angry Mob, mais exactamente ‘I Predict a Riot’ e

desejaria: a capacidade de moldar um corpo

‘Ruby’.

estações com mínimo critério. E aí recordar

Na ausência de qualquer outra razão, há uma

musical consistente, assente em canções pop

Em ‘Never Miss a Beat’, primeiro single de Off

magnífica justificação para toda a população

de fina linhagem, com uma assinalável dose de

With Their Heads, os Kaiser Chiefs repetem, com

portuguesa picar o ponto em todos os

consciência social e de classe, muito próximo

doses iguais de ironia e desalento para com

espectáculos que os britânicos Kaiser Chiefs

daquilo a que o próprio John Lennon chamou

a ignorância popular, a frase “it’s cool to

protagonizem no burgo fadista: a memória da sua

de “working class”. Mesmo não sendo heróis

know nothing”.

estreia em Portugal, no ano de graça de 2005,

proletários, são respeitáveis cronistas dessa

simultaneamente a dar-lhes razão.

no delicioso Festival de Paredes de Coura. Para

coisa de ser britânico, algo que não se vê com

quem não sabe ou não se recorda, esclareça-

frequência desde os Blur da década passada.

se que Ricky Wilson, vocalista da banda, deu

Sobre a música propriamente dita, o pretexto

boa parte do concerto com um pé enrolado em

desta vez é Off With Their Heads, terceiro álbum

fita adesiva de uso industrial depois de ter

da banda, publicado em Agosto deste ano. Que,

esfrangalhado o membro ao aterrar de um pinote.

tendo já dado à Humanidade dois singles de

Ora, como é sabido, Portugal é um grão de areia

portento e gabarito (‘Never Miss a Beat’ e

para a maioria dos “artistas”. Mas, este fez em

‘Good Days Bad Days’), alinha na ficha técnica

Paredes de Coura aquilo que provavelmente faria

garbosos nomes que não desiludem no resultado

em Glastonbury: uma tremenda exibição, mesmo

final: Mark Ronson (vide Amy Winehouse), New

seriamente lesionado. R-E-S-P-E-C-T.

Young Pony Club, David Arnold e o rapper Sway.

Simplesmente, e com franqueza, há mais e

Isto, obviamente, para não apelar aos mais

melhores razões para prestar devida vénia

fervorosos adeptos dos êxitos radiofónicos das

Pedro Gonçalves

Quem não pensar em vê-los está


Espectáculo Zoetrope - Rui Horta + Micro Audio Waves

A

ideia

é

simples

apresentação espectáculo.

à

e

está

bem

imprensa

dissecada

deste

Resumidamente,

o

na

inovador

coreógrafo

Rui

Horta e os Micro Audio Waves lançaram-se na aventura de criar um espectáculo em conjunto, sob a forma de um concerto encenado, um híbrido entre a música, movimento e multimédia. Flak, guitarrista dos Micro Audio Waves, apresentou à DIF os intuitos de Zoetrope: «A ideia é apresentar música nova neste novo espectáculo. Depois, o Rui estará a coreografar-nos a tocar ao vivo. Será, no fundo, um concerto com uma parte de encenação bem vincada, com imagens vídeo e mais alguns

um dos mais sólidos grupos pop nascidos nos anos

08, 9 e 10 de Janeiro de 2009/ TECA, Porto

pormenores». Curiosos? Nós também. Curiosamente,

zero em Portugal, detentores de um simpático

19 de Fevereiro de 2009/ Culturgest, Lisboa

a primeira apresentação do espectáculo foi… na

culto lá fora que alastrou até ao saudoso John

25 de Fevereiro de 2009/ Mousontrum, Frankfurt

Rússia. Em Moscovo, mais concretamente, numa

Peel. Rui Horta é um coreógrafo com diferentes

28 de Fevereiro de 2009/ Centro Cultural de Vila

organização

prémios

Flor, Guimarães

A

ideia

o

músico,

da

para

Embaixada próximos

no

curriculum

e

que

04 de Abril de 2009/ CCC, Caldas da Rainha

multidisciplinar de pesquisa e criação, O Espaço

01 de Maio de 2009/ Laboral Escena, Gijon

Portugal e pontos estratégicos no estrangeiro,

do Tempo, num antigo Convento do século XVI –

algo por demais evidente quando verificamos a

hoje um dos mais importantes centros de produção

agenda disponibilizada umas linhas abaixo. Sobre

em Portugal”, sustenta a biografia do autor. Vai

os Micro Audio Waves, a memória guarda-os como

valer a pena.

as

confirmou

internacionais

entre

dividir

meses,

local.

onde estabeleceu em Montemor-o-Novo “um centro

é

os

Portuguesa

apresentações

Pedro Figueiredo

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Agenda : Música — pág.074 Deadly Sins Series

A 27 de Dezembro decorrerá a primeira edição de um ciclo de eventos na área da música electrónica. Será na LX Factory, num novo espaço com capacidade para 500 pessoas, onde actuou recentemente Anja Schneider,

por

exemplo.

As

Deadly

Sins

Series

realizar-se-ão até ao final de 2009, numa organização conjunta entre a Bunker - Internatinal Social Art Project e a LAB Events (organizador do Lab Festival no Verão passado). Como o nome indica, o mote são os 7 pecados mortais. Cada um dos eventos será então movido por cada um dos pecados, sendo a luxúria o mote para a festa de 27 de Dezembro. O destaque maior desta primeira festa é um nome internacional de relativo peso, o sueco Martinez, que já actuou em Portugal por duas vezes em anos anteriores. Os nacionais Orson & Welles e Lab.Project completam o cartaz, sendo que já é possível anunciar a presença do inglês Radio Slave na segunda festa do movimento, a decorrer a 23 de Fevereiro 2009 (segunda-feira de Carnaval). Os bilhetes valem €12 e podem ser adquiridos de antemão na MK2, parceira do evento. Fãs de música electrónica, já sabem: não hesitem – toca a pecar. Pedro Figueiredo 27 de Dezembro na LX Factory, em Lisboa


Consoada da Flor Caveira

de Tiago Pereira sobre b fachada conjuntamente com a actuação do próprio, naquele que será o

Sejamos sinceros: poucos terão sido os melómanos

primeiro concerto do ano no espaço do Bairro

e curiosos destas andanças que no ano que por

Alto. O documentário chama-se

ora finda não tiveram nenhum tipo de contacto

Oral Contemporânea, e pretende retratar o que é a

com nomes como Tiago Guillul ou Os Pontos Negros

hoje a tradição oral. «Todas as flores do futuro

por exemplo. O contexto é o da recuperação da

estão nas sementes de hoje», diz um provérbio

música pop cantada em português, e há quem clame

chinês. A Flor Caveira, merecidamente, é já uma

no movimento o mais intenso momento da canção

flor

nacional desde António Variações. Por ora, e

crescer.

ainda sem certezas do que 2009 reserva para

Pedro Figueiredo

perfeitamente

b  fachada

estabelecida.

É

- Tradição

deixá-la

os filhos pródigos da Flor Caveira, a editora preparou um espectáculo de Natal onde promete

18 de Dezembro no Cabaret Maxime, em Lisboa

reunir a família de fazedores de melodias. O

Os Pontos Negros:

fundador

Tiago

Guillul,

Samuel

Úria,

João

Coração, Os Pontos Negros, Manuel Fúria e b

19 de Dezembro na Galeria do Desassossego,

fachada marcarão presença no Maxime, numa festa

em Beja

onde as prendas não serão trazidas pelo Pai Natal, antes por alguns dos mais empolgantes

b fachada:

criadores

9 de Janeiro na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa

de

canções

dos

tempos

modernos.

É

ir. Paralelamente a esta celebração, deixamos ainda duas outras indicações: a 19 de Dezembro, Beja

acolherá

nova

apresentação

ao

vivo

de

MAGNÍFICO MATERIAL INÚTIL, obra de estreia numa multinacional para Os Pontos Negros, e a 9 de Janeiro a Zé dos Bois apresentará o documentário

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Agenda : Música — pág.075 com toda a cartilha da cada vez mais influente D.I.S.C.O.TEXAS e ainda Fritus Potatoes Suicide, Concorrência DJs, Dijeís Paraíso, DJ Mariage ou DJ Babakar. E mais. Tudo dividido por 3 salas, uma centrada no Western, uma segunda no sciFim de ano

fi e uma terceira no género action. Promissor. E que tal Aveiro? Se o estimado leitor tiver

Certo, por esta altura já quase todos temos os

na agenda degustar as últimas horas de 2008 na

nossos planos de fim de ano definidos. Mesmo

terra dos ovos moles, pois fique sabendo que o DJ

assim, a DIF ataca. Por entre Lisboa, Porto ou

Fernando Alvim dará música no Centro Cultural e

localidades menos óbvias, queremos oferecer ao

de Congressos local para uma entrada triunfante

leitor diversas opções para entrar em 2009 com

em 2009. Depois, há os do costume. O Lux, ainda

o pé direito. Comecemos pela capital. O Mini-

e

Mercado, em Santos, paragem obrigatória na noite

reveillons do Maxime, ainda em Lisboa. Do outro

alternativa

Os

animados

lado do rio, em Almada, o DJ b.r.o.s. promete funk e disco para entrar em 2009 bem junto ao Cristo

noite que promete muita animação. O colectivo

Rei, no culminar do primeiro ano de aniversário

acaba

canções,

do Manga Rosa Lounge. Em Leiria, recomendamos o

provando a sua vitalidade nas guitarras para

Cinema no Paraíso. Em Castelo Branco, o sempre

além das mesas de mistura. Prova disso é que a

na vanguarda Património. Tudo opções mais do que

3 de Janeiro mudam-se de Santos para o Cais do

válidas para fugir às celebrações massivas de

Sodré para uma actuação ao vivo no Musicbox.

rua, regra geral caóticas e pouco irritantes.

Mas, voltemos à última noite de 2008. Ainda em

Factor comum a todas estas festas: doze passas e

Lisboa, o Op Art promete Nelson Flip e Voodoo

champanhe. Boas entradas.

um

primeiro

os

obrigatória.

praticamente

editar

traz

paragem

residentes Blasfemea para a linha da frente numa

de

lisboeta,

sempre

EP

de

pela noite dentro. A privilegiada localização sobre o Tejo merece o nosso destaque. A norte, o Cinema Batalha, no Porto, receberá um evento

Pedro Figueiredo


Vicky Cristina Barcelona

Por outro lado, Cristina (Scarlett Johansson)

De Woody Allen Com

Javier

é uma mulher espontânea e não conformista, mas

Bardem,

Penélope

Cruz,

Scarlett

Johansson

não faz a mínima ideia do que quer da Vida ou do Amor. Numa exposição, ambas reparam em Juan Antonio (Javier Bardem), um artista. Cristina

Vicky Cristina Barcelona é um nome estranho para um

fica

filme. Se disser que a realização pertence a

vista e intrigada quando Judy e Mark contam,

fortemente

impressionada

à

primeira

Woody Allen, deixa de ser um título invulgar.

tanto a ela como a Vicky, que o artista tem

Podia ser um telegrama. Um sms. Mas não. Trata-

sofrido uma relação publicamente violenta com

se apenas de uma ideia simples: duas amigas

a ex-mulher María Elena (Penélope Cruz). Isto é

vão de férias para a Europa. Allen tem vindo a

apenas o prenúncio do que se poderá chamar de

surpreender desde Match Point e neste caso não é

“tragédia”.

excepção. De lado ficou o mistério, o crime e ficou apenas o ciúme, a obsessão, o amor.

Ao bom estilo do realizador, os gregos e os seus mitos surgem referenciados em muita da sua

As duas americanas viajam até Barcelona para

filmografia. Aqui não deixa de ser excepção.

passar o Verão em casa de uma parente distante,

Embora se trate mais de uma “tragi-comédia”, do

Judy (Patricia Clarkson) e do seu marido Mark

que apenas um dos géneros. Dois são companhia,

Nash (Kevin Dunn). Um narrador descreve as duas

três uma multidão. E Woody Allen trabalha esta

mulheres ao longo do filme, dando-nos a conhecer

máxima com o estilo que só mesmo ele seria capaz.

as suas personalidades. Vicky (Rebecca Hall)

Ri-se, chora-se. É assim amar: ri-se, chora-se,

é prática e tradicional na sua visão do que

ao mesmo tempo.

deve ser o Amor e o compromisso. Está noiva do “seguro”, mas sem um pingo de romantismo Doug

Cristina Valente

(Chris Messina) e aproveita a sua estada para aprofundar os seus estudos em identidade catalã.

Estreia: 22 de Janeiro

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Agenda : Cinema — pág.076 The Curious Case of Benjamin Button De David Fincher Com Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton, Julia Ormond

Benjamin

Button

nasceu

em

circunstâncias

invulgares. Enquanto toda a gente envelhece, ele vai voltando atrás no tempo. Nasceu com oitenta anos e vai rejuvenescendo entre 1918 e o presente, em New Orleans.

Esta é a premissa do novo filme de David Fincher.

alma.

Sim, David Fincher. Parece que o príncipe das

sabedoria

Ser

velho

trevas veio tomar ar ao lado mais luminoso da vida.

de conhecimento seja a que assumimos no útero.

por “portentos” como O Informador e Ali. Com esta

Não há aqui serial killers, jogos de manipulação

Convenhamos que isto é tudo menos material para

conjuntura de talento, The Curious Case

mental ou gritos de guerra. Apenas uma história

uma comédia romântica.

Button tem tudo para ser um dos melhores filmes

sobre a vida, a morte, o tempo e o amor.

Para Benjamin Button, Fincher volta a trazer ao ecrã

do ano. E de Fincher esperam-se sempre obras que

Isto poderá querer dizer que o Sr. Escuridão é,

um dos seus actores fetiche: Brad Pitt. A ele

fazem história.

bem lá no fundo, um romântico. Mas, não se enganem

junta-se a “leading lady” de Babel, Cate Blanchett.

O que será que sobrevive no tempo quando Benjamin

em esperar algodão doce e sentimentos melosos. Em

A julgar pelo filme de Inarritu, a química entre

Benjamin Button fala-se da passagem do tempo. Benjamin

os dois é quase lírica. Nada mais apropriado

universo transformando-se no pó que a Sininho usa

está condenado a ver aqueles que ama envelhecerem

para uma história que promete muita fantasia,

na Terra do Nunca?

e morrerem, enquanto ele se torna mais jovem. Está

quase reminiscente de um filme de Tim Burton. Há

destinado a uma existência solitária, porque a sua

neste Benjamin Button muito de Big Fish, pelo menos à

viagem não permite grande companhia. Pelo menos,

superfície. Até a música soa a Danny Elfman.

e

não

talvez

significa a

nossa

necessariamente

forma

mais

plena

não durante muito tempo. Fala-se aqui também da oposição entre corpo e

por contar que a adaptação da história ao ecrã foi feita por Eric Roth, o senhor responsável

não

puder

rejuvenescer

Filipa Penteado

Estreia: 22 de Janeiro Resta “apenas” dizer no muito que ainda ficará

mais?

of

Benjamin

Esfuma-se

no


Tesouros Submersos do Antigo Egipto Artista: Francisco Tropa Curadoria: Ricardo Nicolau 28 Nov 2008 – 30 Jan 2009 Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea Largo do Chiado – Lisboa Uma exposição “arqueológica” com objectos produzidos por um artista português, mais de dois mil anos depois de Cristo? Sim, pode ser. Francisco Tropa (Lisboa, 1968) é o artista escolhido para encerrar o ciclo de exposições neste espaço, sob a curadoria de Ricardo Nicolau. No prolongamento das suas pesquisas anteriores, Tropa apresenta agora um conjunto de obras diversas na origem e na materialidade, que parecem inscrever-se naturalmente num domínio de intemporalidade

Entre esculturas, moedas, objectos de culto

acontece frequentemente na obra de Francisco

do fazer. O título, que toca intencionalmente

e de uso, feitos de vidro, areia, bronze e

Tropa, à opacidade do discurso e à estranheza

a ironia e o despiste, acaba por encontrar

madeira, estas obras são partes de um todo

familiar destes objectos, contrapõe-se o

uma correspondência atmosférica nesta resenha

perdido – relíquias falsas na origem, mas

reconhecimento da matéria e a reacção às suas

de objectos pertencentes a vários tempos,

passíveis de verdade – que invocam o perene e

propriedades. A ver até ao final de Janeiro no

reminiscentes das técnicas pré-industriais.

o efémero, a resistência e o desgaste. Como

espaço Chiado 8, em Lisboa. Rita Sobreiro

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Agenda : Arte — pág.077 (1)João Maria Gusmão

(2)Adriana Molder

e Pedro Paiva

Sem título

Homem Magnético

Da série Noite

2004

Sem Fim 2005

BESart

BESart

Colecção Banco

Colecção Banco

Espírito Santo

Espírito Santo

O Presente: Uma Dimensão Infinita

suas grandes conquistas, por outro banaliza

BESart – Colecção Banco Espírito Santo

a imagem; se por um lado permite captar o

Curadoria: María de Corral e Lorena Martinez

instante, o aqui e agora, dirigindo-se ao

de Corral

presente, por outro é usada como registo,

24 Nov 2008 – 25 Jan 2009

como memória, recuperando o passado. Já nem o garante de “verdade” lhe pode valer pois,

Museu Berardo - Centro Cultural de Belém -

cada vez mais, pode ser usada para manipular a

Lisboa

realidade. Mas, é também esse perfil ambíguo que lhe permite ser arte.

Tudo começou no século XIX quando uns senhores

A exposição O Presente: Uma Dimensão Infinita,

muito persistentes conseguiram algo que parecia

patente até Janeiro no Museu Berardo, apresenta

um milagre: fixar a realidade num pedaço de

cerca de 300 obras da colecção internacional

papel sem a ajuda de um lápis ou de um pincel.

de fotografia reunida nos últimos anos pelo

Daí até às hordas de turistas japoneses de

Banco Espírito Santo, onde se podem encontrar

máquinas fotográficas em punho foi apenas

nomes como Jeff Wall ou Cindy Sherman. Uma boa

um instante. A fotografia é talvez o meio

oportunidade para perceber como uma fotografia

mais esquizofrénico de representar o real,

pode ser bem mais do que um simples “click”.

condenada a viver num regime de ambiguidade:

Rita Sobreiro

se por um lado a fácil acessibilidade é uma das

(2)

(1)


The Sound and the Fury (April Seventh, 1928)

Faulkner acreditava serem os problemas do Sul

Texto de William Faulkner

reconstruído

Um espectáculo de Elevator Repair Service

mostrando assim como os ideais e a vida do velho Sul

racismo,

ganância,

egoísmo

não se podiam manter ou preservar com facilidade Quando a Sombra se aproxima do eu

depois da Guerra Civil. ‘Sete de Abril, 1928’, a primeira parte do romance, é contada do ponto de vista de Benjy Compson, que é mudo e tem a idade

Em

2007,

a

companhia

Elevator

Repair

Service

mental de uma criança.

apresentou na Culturgest Gatz, uma encenação-maratona

William Faulkner é conhecido pela complexidade

do texto integral de O Grande Gatsby de Fitzgerald, que

estrutural da sua escrita.

foi considerada o melhor espectáculo do ano pelos

A primeira parte de O Som

críticos do Público e do Expresso. O grupo, que nas

passagens mais temíveis da literatura americana e

suas produções combina comédia slapstick, cenários

isso atraiu a companhia a desenvolver esse desafio,

de alta e baixa tecnologia, textos literários ou

é o que diz o encenador da companhia John Collins.

found-texts, objectos encontrados e mobília deitada

Ao entrar na cabeça de Benjy – que descreve como

fora, assim como um estilo coreográfico altamente

“verdadeiramente

desenvolvido, tem-se concentrado ultimamente em

saltar no tempo de um acontecimento para outro

textos literários e regressa agora com a estreia

(por vezes galgando trinta anos para trás) sem

europeia de The Sound

transição e por vezes sem qualquer pista sobre o

and the

Fury (April Seventh, 1928),

a partir de Faulkner.

inocente”

e

a

Fúria é uma das

Faulkner

escolheu

que está a fazer. Hugo Israel

Escrito em 1929, este texto conta a história do declínio da família Compson do condado ficcional

Culturgest Grande Auditório

de Yoknapatawpha, no Mississípi. Este clã outrora

às 21h30, dia 18 às 17h00 | reservas (+351) 21

nobre, descendendo de um herói da Guerra Civil,

790 51 55

torna-se

Espectáculo em inglês com legendas em português

vítima

de

muitas

das

limitações

que

| 16 - 17 Janeiro

DIF: 64. Dez.2008 — Secção: Agenda : Teatro / Dança — pág.078 SNOW WHITE CHOREOGRAPHY BY ANGELIN PRELJOCAJ

Depois de criações como o Vazio Move e Eldorado, Angelin Preljocaj queria contar uma história e trabalhou em Branca

de

conto de fadas dos

irmãos Grimm, a fim de criar

Neve baseado na versão do

um ballet romântico contemporâneo.

O

enredo

é

relativamente

bem

conhecido,

o

que deu ao coreógrafo mais liberdade para se concentrar na linguagem dos corpos, símbolos e espaço dos seus 26 bailarinos, sem perder o rumo da narrativa.Em Branca

de

Neve, Angelin Preljocaj

construiu uma dramaturgia musical com algumas das mais belas sinfonias de Mahler, cujos contornos românticos emocionaram a coreógrafa, que combina perfeitamente

com

o

maravilhoso

universo

do

conjunto atingido por Thierry Leproust e pelas fantasias de Jean-Paul Gaultier.

Hugo Israel

Grande Auditório CCB | 27 e 29 Dezembro 21h00 – 28 Dezembro às 17h00

Reservas: (+351) 21 361 24 00


ROTEIRO LISBOA E ZONA CENTRO LISBOA — BARES , CAFÉS E PUBS 100 CONVERSAS.Parque das Nações. Tel: 218 958 248. ÁGUA NO BICO.Rua de São Marçal, 170 Príncipe Real. Tel: 213 472 830. Bar Gay. AL XEIQUE.Santos. ARROZ DOCE.Rua da Atalaia, 117-121 - Bairro Alto. Tel: 213 462 601. ART.Av. 24 de Julho, 66. Tel: 213 905 105. www.artlisboa.com; info@artlisboa.com BALIZA.Rua da Bica de Duarte Belo, 51A Elevador da Bica. Tel: 213 478 719. BAIRRIO LATINO.Rua da Pimenta. Parque das Nações. Tlm: 917 278 464 / 934 971 585. www.bairrolatinopt.com; info@bairrolatinocafe.com BAR 106.Rua de São Marçal, 106. Tel: 213 427 373. Fax. 213 950 151. Aberto todos os dias das 21h às 02h. Happy Hour até às 23h30. Festa da mensagem todos os domingos. Bar Gay. www.bar106.com; bar106@bar106.com BAR DAS IMAGENS.Calçada Marquês de Tancos, 1-1B Costa do Castelo. Tel: 218 884 636. Das 17h às 02h; dom., das 15h às 20h. Encerra às 2ª e 3ª. BAR DO BAIRRO.Rua da Rosa, 255 - Bairro Alto. Tel: 213 460 184. 3ª a dom., das 22h30 às 04h. Rock, Jazz e alternativa. Dj’s ao fim de semana.

Com espaço para fumadores BAR L.Calçada da Ribeira dos Santos, 31/35 - Santos. BLACK COFFEE.Rua Ivens, 45 - Chiado. Tel/fax: 213 474 077 BLUE NET CAFÉ.Rua da Rosa, 165. Tel: 213 420 753. BICAENSE CAFÉ.Rua da Bica de Duarte Belo 38-42 Elevador da Bica. Tel: 213 257 940. BRIC À BAR.Rua Cecilio de Sousa, 84 - Príncipe Real. Tel: 213 428 971. 2ª, 4ª, 5ª, 6ª, sáb., e dom., das 22h30 às 06h. Encerra às 3ª Feiras. Bar Gay BY|ME.Rua Fradesso da Silveira, Bloco C, Loja 6, Alcântara. Tel: 916 304 913. mailbyme@gmail. com. 3ª a sáb., do 12h às 18h, 21h às 02h. CAFÉ ALEGRIA.Praça da Alegria. CAFÉ DA PALHA.Parque das Nações CAFÉ-GALERIA VER DE PERTO.Rua Costa do Castelo, 26-26A. Tel: 218 870 488. Encerra ao domingo e 2ª. 3ª a 5ª das 12h às 24h. 6ª e sáb. 12h às 02h. CAFÉ SUAVE.Rua Diário de Notícias, 6 - Bairro Alto. CATACUMBAS.Travessa Água Flor, 43 - Bairro Alto. Tel: 213 463 969. Jazz. CAXIM BAR.Rua Costa do Castelo, 22. Tel: 218 880 263. Tlm: 918 400 809. caxim.bar@gmail.com CENA DE COPOS.Rua da Barroca, 103-105 Bairro Alto. Tel: 213 469 019. 2ª a dom., das 22h às 04h. CHAPITÔ.Rua Costa do Castelo, 1/7 - Alfama. Tel: 218 855 550. Todos os dias das 21h às 02h. Teatro, restaurante, bar, esplanada com vista; mail@chapito.org; www.chapito.org CHILLY BAR.Rua do Século, 162. Todos os dias das 21 às 02h. www.chillybar.blogspot.com CINCO LOUNGE.Rua Rubens Leitão, 17A Príncipe Real. CLUBE CARIB.Rua da Atalaia, 78 - Bairro Alto. Tlm: 961 100 942. Aberto todos os dias das 18h às 04h. Ritmos Latinos. club.carib@moonproductions.com.pt CLUBE DA ESQUINA.Rua da Barroca, 30 - Bairro Alto. Tel: 213 427 149. 2ª a dom. das 16h30 às 03h. COOL CAFÉ.Rua da Pimenta, 3 - Parque das Nações. Tel: 218 956 276. Fax : 218 956 227. CUBA LIVRE.Parque das Nações. CULTURA DO CHÁ.Rua das Salgadeiras, 38 Bairro Alto. 10h às 21h30. D’ALMA LOUNGE.Rua da Misericórdia, 74. Tel: 213 433 105. www.dalmalounge.com DOCE CAFÉ.Galerias Península. Av. 5 de Outubro, 20. Tlm: 962 004 595. 2ª a 6ª das 07h às

19h; Av. João Crisóstomo, 23B. ESPAÇO 40 E 1.Rua da Barroca, 41 - Bairro Alto. 2ª a dom., das 20h às 02h. ESTADO LÍQUIDO.Largo de Santos, 5 A - Santos. Tel: 213 955 820. Aberto 3ª e 4ª das 20 às 2h; 5ª até às 3h; 6ª e sáb., até às 4h, dom., das 20h às 02h. ETÍLICO BAR.Rua do Grémio Lusitano, 8 -

Bairro Alto. Aberto de 2ª a sáb., das 22h às 04h. Dj set todos os dias. news@etilicobar.com. FAVELA CHIQUE.Rua Diário de Notícias, 66. Tlm: 967 076 739. Aberto todos os dias das 21h às 03h. FRANCÊS.Av. 24 de Julho, 108 - Santos. Tel: 213 900 821. 2ª a sáb., das 22h às 06h. Encerra ao dom. GALERIA ZÉ DOS BOIS.Rua da Barroca, 59B Bairro Alto. Tel: 213 430 205. GROOVE BAR.Rua da Rosa, 148-150 - Bairro Alto. Aberto das 22h até às 04h. Dj’s 5ª a sáb. HAVANA DOCAS.Doca de Santo Amaro, 5. Tel: 213 979 893. Aberto todos os dias das 12h às 04h. Música latino-americana. HAVANA PARQUE DAS NAÇÕES.Rua da Pimenta 115-117. Tel: 218 957 116. Aberto todos os dias das 12h às 04h. Música latino-americana. HAWAII DOCAS.Doca de Santo Amaro, 1. Tlf: 213 900 010. Aberto todos os dias das 12h às 04h. HENNESSY’S (IRISH PUB).Rua Cais do Sodré, 32-38 Cais do Sodré. Tel: 213 431 064. HERÓIS.Calçado do Sacramento, 14 - Chiado. INCÓGNITO.Rua Poiais de S. Bento, 37. Tel: 213 908 755. INCÓMODO BAR.Rua das Janelas Verdes, 18-22 Santos. Tel: 213 955 761. 2ª a sáb., das 18h às 04h. Encerra ao dom., 5ª Karaoke. IN LISBOA BAR.Rua da Atalaia, 153 r/c. Tel: 213 431 911. info@inlisboa.com JANELA D’ATALAIA.Rua da Atalaia, 160. Tel: 213 465 988. Aberto das 21h às 4h - fecha ao dom., e feriados. KO-ZEE.Calçada Marquês de Abrantes, 142-144 Santos. Das 21h às 04h. LÁBIOS DE VINHO.Rua do Norte, 52 - Bairro Alto. Tapas Bar. Tel: 213 420 597. LGARE.Rua da Rosa, 136 - Bairro Alto. Tlm: 918 952 245. Aberto de 3ª a sáb., entre as 17h e às 02h. Domingos música ao vivo a partir das 18h30. Alternativa, rock, jazz. LOUNGE.Rua da Moeda, 1 - Cais do Sodré. 3ª a dom., das 22h às 04h. MAO-ORIENTAL LOUNGE.Av. 24 de Julho 116/118. Tel./fax: 213 960 911. MAR ADENTRO.Rua do Alecrim, 35. Tel: 213 469 158 MARIA CAXUXA.Bairro Alto. MAX.Rua São Marçal, 15 - Príncipe Real. Bar Gay. Espectáculo de stripers às 5ª. MEXE.Rua da Trombeta, 4 - Bairro Alto. Tel: 213 474 910. Das 22h às 02h. MEZCAL.Travessa Água de Flor, 20 - Bairro Alto. Tel: 213 431 863. Das 22h às 02h. Música mexicana. MUSIC BOX.Largo de Stº António, 3. Tel: 213 430 107. office@musicboxlisboa.com Nº2 (É PRÁ PONCHA).Av. 24 de Julho, 82B NAPRON.Rua da Barroca, 111. NOOBAI CAFÉ.Miradouro do Adamastor - Stª Catarina. Tel: 213 465 014. Das 12h às 24h. www.noobaicafe.com NOVA TERTÚLIA BAR.Rua Diário de Notícias, 60 - Bairro Alto. Tel: 213 462 704. Todos os dias das 20h30 às 04h. O’GILIN’S (IRISH PUB).Rua dos Remolares, 8-10 - Cais do Sodré. Tel: 213 421 899. Aberto todos os dias das 11h às 02h. Música ao vivo 6ª e sáb. ÓKA BAR.Rua dos Mouros, 21 - Bairro Alto. Tlm: 964 570 117 / 962 339 175. ONDA JAZZ.Arco de Jesus, 7 - Alfama. OP ART.Doca de Santo Amaro. Tel: 213 956 787. A partir das 15h. Encerra à 2ª. POIS CAFÉ.Rua São João da Praça, 93-95 Alfama Tel: 218 862 497. 3ª a dom., das 11h às 20h. PORTAS LARGAS.Rua da Atalaia, 103-105 Bairro Alto. Tel: 213 466 379. 2ª a dom., das 19h às 03h30. Bar Gay. PRIMAS.Rua da Atalaia, 154-156 - Bairro Alto. Tel: 213 425 925. Das 21h30 às 02h. REAL REPÚBLICA DE COIMBRA.Parque das Nações. A partir das 18h. REPÚBLICA DAS BANANAS.Rua da Madalena, 106 Lisboa. Tel: 218 866 145. 5ª, 6ª e sáb., das 23h as 04h.

Música ao vivo, música Brasileira, Karaoke. ROYALE CAFÉ.Largo Raphael Bordalo Pinheiro, 29. Salto Alto. Rua da Rosa, nº 159, no Bairro Alto, 2ª a Sábado das 22:00 ás 4:00. SANTIAGO ALQUIMISTA CAFÉ-TEATRO. Rua de Santiago, 19. Tel: 218 820 259 www.santiagoalquimista.com Concertos, espectáculos e bar. SANTOS SACRIFÍCIOS.Pátio do Pinzaleiro, 17 - Santos. Tel: 213 965 552. 2ª a sáb., das 10h às 4h. SEM NOM BAR.Rua do Diário de Notícias, 132 Bairro Alto. SÉTIMO CÉU.Travessa da Espera, 54 - Bairro Alto. Tel: 213 466 471. Das 14h às 20h e das 22h às 02h. Encerra aos dom., a tarde. Bar Gay. SOUND CLUB.Largo de Santos (jardim), 9B. Aberto todos os dias das 21h às 04h. SPOT.Rua da Atalaia, 25, 27 - Bairro Alto. Tel: 213 477 446. Todos os dias das 21h às 04h. TACÃO GRANDE.Travessa da Cara, 3 - Bairro Alto. Tel: 213 424 320. 2ª a Dom., das 21h30 às 04h. TUAREG - CAFFÉ BAR MARROQUINO. Calçada Marquês de Abrantes, 74. Tlm: 963 689 022. Tel: 213 479 007. Aberto das 18h30 às 02h. www.tuareg.com.pt; desert.traveler@netcabo.pt VELVET BAR.Rua do Norte, 121 - Bairro Alto. Tlm: 916 867 813. VERTIGO CAFÉ.Chiado - Travessa do Carmo 4. Tel: 213 433 112. info@vertigocafe.net www.vertigocafe.net VIDEIRINHA.Av. 24 Julho. Santos VIÚVA.Pátio do Pinzaleiro, 28B - Santos. Tel: 213 966 680 / 213 952 655. 2ª a sáb., das 19h às 04h. Encerra ao dom. WEB CAFÉ.Rua do Diário de Notícias, 126 Bairro Alto. Tel: 213 421 181. 2ª a dom., das 16h às 02h. — DISCOTECAS ALCÂNTARA CLUB.Rua da Cozinha Ecómica, 11 Alcântara. Das 23h às 6h. BUDDHA-LX.Gare Marítima de Alcântara. Tel: 213 950 555. Fax: 213 950 541. Tlm: 914 929 101. Aberto de 2ª a sáb., das 22h às 04h. geral@buddha.com.pt; rp@buddha.com.pt www.buddha.com.pt DOCK´S.Rua Cintura do Porto de Lisboa, 226 - Rocha de Conde d´Obidos. Tel: 213 950 856. Aberto das 23 às 6h. Encerra dom., e 2ª. FRÁGIL.Rua da Atalaia, 126 - Bairro Alto. De 5ª a sáb., das 23h30 às 04h. JAMAICA.Rua Nova do Carvalho, 6, 1200-001 Lisboa. 3ª. Sábado a partir das 23h30. KREMLIN.Escadinhas da Praia, 5 - Santos. Aberto 6ª, sáb., e vésperas de feriados, das 24h até tarde. LUX.Av. Infante D. Henrique. Armazém A Cais da Pedra à Santa Apolónia. Tel: 218 820 890. TRUMP’S.Rua da Imprensa Nacional, 104B Príncipe Real. Tel: 213 971 059. Disco Gay. W DISCO.Alcântara. — RESTAURANTES ALCÂNTARA CAFÉ.Rua Maria Luísa Holstein, 17. Tel: 213 621 226. Fax: 213 637 176. Restaurante - Bar. info@alcantaracafe.com; www.alcantaracafe.com BARRIGAS.Travessa da Queimada, 31 - Bairro Alto. Tel: 213 471 220. BICA DO SAPATO.Av. Infante D. Henrique. Armazém A - Cais da Pedra (Santa Apolónia). BOCA PICANTE.Rua do Século - Bairro Alto. Nouvelle Cuisine à portuguesa. BUENOS AIRES.Calçada do Duque, 31. Tlm: 936 613 672. Das 15h às 24h. Encerra à 2ª. CENTRO HÍPICO - JOCKEY.Campo Grande. ESPALHA BRASAS.Doca de Santo Amaro Armazém 12 Alcântara. Das 12h30 às 02h. Encerra ao dom. Cozinha tradicional portuguesa e grelhados. ESTADO LÍQUIDO SUSHI LOUNGE.Largo de Santos, 5A - Santos. Tel: 213 972 022. Aberto 3ª e 4ª das 20 às 02h; 5ª até às 03h; 6ª e sáb até às 4h. Encerra 2ª. FREY CONTENTE.Rua São Marçal, 94. Tel: 213 475 922. HARD ROCK.Av.da Liberdade, 2. Tel: 213 245 280. www.hardrock.com IMPÉRIO DOS SENTIDOS.Rua da Atalaia, 35/37 Bairro Alto. Tel: 213 431 822. Tlm: 964 204 292. Cozinha Mediterrânica & Vegetariana. Encerra à 2ª. JARDIM DOS SENTIDOS.Rua da Mãe d’Agua, 3. Tel: 213 423 670. Das 12h às 15h e das 19h às 23h. www.jardimdosentidos.com KOI (RESTAURANTE E SUSHI BAR).Rua Fradesso da Silveira, 4-loja B. Alcântara - Rio. Reservas: tel: 213 640 391 / tlm: 914 390 720. www.koilisboa.com LA CAFFÉ.Av. da Liberdade, 129B. Tel: 213 256 736. LA MONEDA.Rua da Moeda 1C, 1200-275 Lisboa. Tel: 213 908 012. Fax: 213 908 013. geral@ lamoneda.pt 2ª a 6ª das 12h às 02h, sáb., 19h às 02h. NOOD RESTAURANTE.Largo Rafael Bordalo Pinheiro 20-20B, 1200-369 Lisboa. Tel: 213 474 141.

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Tel: 213 431 405. Tlm: 912 571 505. nathaliegloria@hotmail.com ORIGAMI SUSHI BAR. Rua d´o seculo 127 (Principe Real). Seg.- Dom, das 19h as 2h / T-912353646 www.origami.com.pt / origami@origami.com.pt PALPITA-ME.Rua Diário de Notícias, 40-A/B - Bairro Alto. Tlm: 918 367 820 / 936 917 848 / 965 419 419. Restaurante-Bar. RESTÔ.Rua da Costa do Castelo, 7. Tel: 218 867 334. Restaurante-Tapas Bar-Esplanada. SACRAMENTO.Calçada do Sacramento 40-46 Chiado. Tel: 213 420 572 SR.PEIXE.Zona Ribeirinha Norte - Rua da Pimenta. Parque das Nações. Tel: 218 955 892. Encerra aos dom., ao jantar e 2ª. Restaurante / Marisqueira. STEAKHOUSE.Rua de Cintura do Porto de Lisboa, Armazém, 255 - Santos. Tel: 213 242 910. 2ª a dom., das 12h30 às 15h e das 19h às 23h. Comida Australiana. SUL RESTAURANTE.Rua do Norte, 13 - Bairro Alto. Tel: 213 462 449. 3ª a dom., das 19h à 1h. TAPADINHA - COZ.RUSSA.Calçada da Tapada, 41A Alcântara. Tel: 213 640 482. 2ª a sáb., 12h às 15h e 20h às 02h (coz.encerra às 01h). Especialidades Frango “Kiev” e Bife tártaro. TASKA RESTAURANTE.Pátio do Pinzaleiro, 24 - Santos. Aberto 5ª, 6ª,sáb., e vésperas de feriados, das 20h às 02h (a cozinha fecha às 02h). TIME TO TASTE.Rua da Alfândega, 114, 1100-016 Lisboa. Tel: 210 998 074. TÚNEL DE SANTOS.Largo de Santos, 1B. Tlm: 912 151 850. Cozinha Tradicional Portuguesa. VÁ E VOLTE.Rua Diário de Noticias, 100 Bairro Alto. Tel: 213 427 888 / 213 476 298. Cozinha Portuguesa. YASMIN.Rua da Moeda 1A, 1200-275 Lisboa. 19h3002h. Tel: 213 930 074. — LOJAS ANANANA.Rua do Diário de Notícias, 9 - Bairro Alto. AGÊNCIA 117.Rua do Norte, 117 - Bairro Alto. Tel: 213 461 270. BAD BONES.Rua do Norte, 85 - Bairro Alto. Tel: 213 460 888. www.bad-bones.com BAG TO BAG.Rua da Rosa, 122 - Bairro Alto. BIG PUNCH.Rua do Norte, 73 - Bairro Alto. CARHARTT STORE LISBOA.Rua do Norte, 64 Bairro Alto. Tel: 213 433 168. www.carhartt-europe. com CRUMPLER.Rua do Norte, 20-22 - Bairro Alto. Tel: 213 479 190. www.crumpler.pt DIESEL.Chiado. DRESS UP.Rua da Rosa, 23 - Bairro Alto. Tel: 212 410 622. Tlm: 933 901 226. EL DIABLO TATOO.Largo Raphael Bordalo Pinheiro, 30A - Chiado. EMBAIXADA LOMOGRÁFICA.Rua da Atalaia, 31 Bairro Alto ETXART & PANNO.C. C. Colombo, lj 1. 087 - Av. Lusíada. Tel: 217 165 074; C. C. Acqua Roma, lj 1. 18. Av. de Roma, 15 B. Tel: 217 959 952.


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9Zh^aajb^cVi^ Na era de todas as eventualidades, já não há saída. O sexo passou

E o revivalismo da máxima arte, a vingança do mundo dos lençóis.

de

Please, inventem uma nova abordagem, vamos estar mais à frente

tabu a ópio do povo e está aí à mercê de todas as especulações.

voltando atrás, reconhecermos o potencial para podermos saborear a

É o assunto e a orientação pessoal de cada um, na net há blogs para

loucura de todas as possibilidades.

todos os gostos, séries em horário nobre com relações poligâmicas e

Cantar Rita Lee e lembrar que amor sem sexo é amizade, sexo sem

swing descontraído, entre pudins de natal e incursões na missa.

amor é vontade, e que assim está tudo bem.

Os sex toys ocuparam o seu lugar no topo dos mais desejados,

Despirmos a roupa e expormos o que nos vai na alma, chamar as

enquanto as senhoras se chegam à frente e discutem na net as suas

coisas pelos nomes sem recorrer a rotulaqens estereotipadas. Sorrir

relações perfeitas com lanternas e espigas de milho.

depois de um orgasmo sem culpa, misturar fluidos sem confundir

Todas as conversas vão dar ao sexo e não sei como isto aconteceu,

necessidades.

como nos tornámos tão banais e comuns, nós e o sexo, a melhor de

Voltar a descobrir os segredos escondidos de trocar beijos e

todas as terapias.

sensações, deambular pelos fetiches e pôr em práctica as fantasias.

Vemo-nos num enigma entre o que nos atreviamos a fazer e o que toda

Saber como nos sabe a outra coisa quando nos toca no coração, criar

a gente faz. Entre o que descobrimos e a forma disparatada como o

pornografia privada para não perder o rumo e sorrir tranquilo com

descrevem em todos os jornais e revistas.

cada coisa no seu sítio.

Isolados no campo ou em plena cidade, não há como não pensar nisso.

Deixar entrar o carteiro e fazer propostas indecentes ao vizinho,

Uns despem-se de roupa e preconceitos e aventuram-se no maravilhoso

ter sexo à lareira, na banheira e onde calhar.

mundo do sexo sem hesitações, com todos e todas; outros escondem os

Ter encontros com os mais que tudo e despirmo-nos para os pouco

seus fetiches e trocam-nos por juras de amor... todos ficamos no

mais que nada. Assumir que se amor é do bem, o sexo tem que ser do

fim com aquele sabor a quase nada, gratos pelas virtudes físicas de

bom.

embelezamento e aumento dos níveis de serotonina, mas esgotados,

Abstenham-se os susceptíveis românticos ou os eternos apaixonados.

porque sexo já nunca é apenas sexo e o que sabia a tudo já muitas

Deambulem nas opções e tenham atenção às palavras, se resultam

vezes sabe a quase nada...

tirem a roupa e passem um bom inverno... RKL



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