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JORNALZINHO DO 8º ANO Edição Especial – Eretz Peretz do Ens. Infantil e Feira do Livro 2013

Educação Infantil promove mostra de projetos Páginas x e x

Um dos trabalhos apresentados pelas crianças da Ed. Infantil

Peretz recebe a visita do renomado escritor Pedro Bandeira

Carlos Dorlass fala sobre a feira do livro 2013

Páginas x e x

Livro de fabulas é lançado pelo 6º ano

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Cultura japonesa na Escola Página x

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Alunos do 9º ano aprimoram a Wikipédia unindo a informática com a literatura Página x

JORNALZINHO DO 8º ANO – EDIÇÃO ESPECIAL

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Editorial Construir um jornal na escola vai além de divulgar informações ou conhecer os gêneros jornalísticos. Ultrapassa a sala de aula e traz o mundo real, cotidiano, concreto, ao aprendizado. Ao serem autores de seu próprio jornal, os alunos constroem seus conhecimentos e significados e não apenas os reproduzem. Esta edição é a primeira em que os alunos “repórteres” do oitavo ano do Ensino Fundamental do Colégio I. L. Peretz colocam as mãos na massa e põem em prática o que aprenderam nas aulas de Técnicas de Redação. O jornal foi produzido sobre a Feira do Livro e o Eretz Peretz da Educação Infantil deste ano, que aconteceram em 26/05/13 e mobilizaram um público de mais de 800 pessoas. Aos oitavos anos coube a cobertura dos eventos. Devidamente identificados com crachás da imprensa, os alunos prepararam suas pautas, foram aos locais munidos de seus gravadores, câmeras, blocos de anotações e o mais importante: a motivação de serem os autores de seu próprio jornal. Eis o resultado desse primeiro trabalho, feito com entusiasmo, alegria, envolvimento e muito aprendizado. Trata-se de uma sementinha que dá seu primeiro fruto. Cuidaremos desse fruto, fertilizaremos, regaremos e acrescentaremos cada vez mais conhecimentos, mais teoria e prática para que ele se multiplique e fique cada vez melhor e mais forte. Esperamos que você, leitor, aprecie nosso trabalho e ajude-nos a manter a motivação por aprender. Morá Camila Moura

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Colégio I.L. Peretz promove mostra de projetos da Educação Infantil ??????????????????????

Eretz Peretz tem como tema este ano a água, para ensinar os alunos a se conscientizarem sobre seu uso A diretora Linda Derviche Blaj e a coordenadora Silvia Kocinas, do Colégio I.L. Peretz, falam um pouco sobre como surgiu a ideia do Projeto Água e como foi desenvolvêlo.

Alunos - O que é o Eretz Peretz? Linda - É uma mostra de projetos da Educação Infantil. Nesse dia a gente faz uma apresentação para as famílias dos trabalhos que fizemos nesse trimestre. O projeto deste ano teve como tema a água, para crianças de 1 a 6 anos. Alunos - Qual é a importância deste projeto para os alunos? Silvia - O Eretz Peretz é um momento em que os alunos compartilham com as famílias e amigos o que fizeram em relação ao tema aprendido. Os alunos mostram aos pais com orgulho no rosto tudo aquilo que foi produzido.

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Alunos - Qual é a sua participação no Eretz Peretz? Linda - Como diretora desta unidade, eu sou organizadora e, junto com a Silvia, divido quais são os temas e como cada grupo vai trabalhar os projetos. Como diretora, eu vou também trabalhando com os outros profissionais da escola para ver quem faz as montagens, se a gente vai ter músicas, se a gente vai ter, da área financeira, dinheiro para pagar as apresentações que vamos ter, quais são os títulos de livros que a gente gostaria de ter na feira do livro, e minha equipe inteira faz e monta as salas, então aí já não é meu trabalho. Silvia - Bom, mas antes de a gente mostrar o resultado, tem todo um trabalho por trás, que é escolher um tema. Sabia que o tema do ano é água, mas como trabalhar a água com crianças de 1 ano e meio? O que escolher para cada faixa etária? Então a gente foi aos poucos escolhendo cada tema. Assim, desenvolvemos um projeto que seria uma sequência de atividades que serão trabalhadas com os alunos em sala: o que vão aprender, como vão aprender, como vão registrar o que aprendem, até chegarmos à mostra, na exposição daquilo que foi feito.

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Alunos - Sobre o projeto da seca, de onde surgiu a ideia sobre o trabalho dos alunos? Silvia - Da seca, foi o trabalho feito pelo Grupo 5. O projeto era a respeito da Arca de Noé, em que há o dilúvio. Estudando a história, fizemos um contra-ponto entre o dilúvio – muita água – e a região de pouca água (seca). Trabalhamos o que acontece quando temos muita ou pouca água. Daí a ideia de trabalhar com a seca. Alunos - Como foi para os alunos fazer o trabalho? Gostaram? Silvia - Geralmente, os alunos da Educação Infantil são bem entusiasmados com todos os trabalhos e com tudo o que a gente traz para eles. Tudo tem a ver com brincadeira. Neste tema, por exemplo, as crianças brincaram de ser os animais da arca. Fizeram várias atividades lúdicas, para ilustrar este tema. Os menores de 1 ano brincavam com água da torneira, já os de 3 anos, com a mistura da água e da arte. Os mais velhos já estudaram o Rio Tietê. As crianças aproveitaram demais o projeto, brincando e realizando atividades com o tema.

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Projetos sobre a água no Eretz Peretz Bia, Hannah, Julia k, Karina e Sharon

Crianças da Educação Infantil apresentam projetos sobre a água na História

Bonecos confeccionados pelos alunos

Na mostra dos trabalhos da Educação Infantil, os alunos realizaram os projetos “Água na História: A Arca de Noé” e “Rio Tietê”. A morá Karina Levy, uma das organizadoras do trabalho sobre o Rio Tietê, explicou que ele foi iniciado em abril e feito pelas três salas do grupo 6. “As primeiras etapas foram desenhar e fazer os peixinhos de jornal. Depois, as professoras mostraram aos

alunos a nascente do Rio Tietê, ensinaram sobre o percurso do rio e seus problemas, como a poluição. Além disso, eles desenharam e pintaram cada percurso com uma técnica diferente, interagindo com a área de Artes”, disse Karina. Igor, um dos alunos que participou do projeto, contou que achou o trabalho ótimo, mas ele não gosta do rio poluído: “gostaria que o Rio Tietê fosse mais limpo”. No projeto a respeito da Arca de Noé, as crianças aprenderam sobre como a água em excesso (como nas enchentes) ou a ausência de água (como nas secas) podem ser ruins. Elas fizeram desenhos sobre o assunto, estudaram a história da Arca de Noé, montaram um livro que conta essa história e montaram seus bonecos da Senhora Noé. A parte favorita da maioria das crianças foi fazer o boneco. Os dois trabalhos, que começaram no início do ano, ensinaram às crianças que devemos utilizar a água na medida certa.

Projeto Água - da mangueira à brincadeira Graziela,Daniela,Beni,Camila e Carolina F.

O projeto feito pelo G2 e G3 foi inspirado no trabalho da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e, também, na preocupação mundial sobre a água, para que as crianças da Educação Infantil pudessem saber desde pequenos os caminhos que a água faz. Após o trabalho, as crianças se conscientizaram mais sobre o tema. “Agora eles lavam constantemente as mãos, porque sabem que podem pegar doenças", disse a professora do grupo, Cristiana. "Eu acredito que, começando nessa faixa etária, o resultado certamente aparecerá no longo prazo", esclareceu a coordenadora pedagógica Fani Barocas. Ao fazer as atividades propostas, como cantar e ler sobre a água, as crianças puderam usar o aprendizado em atividades práticas. "Eu pintei, me molhei, entrei no barquinho e plantei feijão", disse o aluno Rodrigo Feder, de um ano e nove meses.

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Cultura japonesa na Escola Rafael Matalon, Gabriel Newman, Eduardo Gil e Theo Fleider

Colégio I. L. Peretz utiliza o origami como fonte de estudo No Eretz Peretz da Ed. Infantil, o colégio apresentou um programa de origami que foi organizado pelo professor do 6º ano Thiago Picos e pela coordenadora de matemática Tizue Fukumoto para os alunos aprenderem e se divertirem ao mesmo tempo. “A oficina de origami é interessante, porque os alunos aprendem a dobrar papeis nos ângulos certos, fazer cálculos com dobraduras e descobrir os nomes das formas. É uma maneira divertida para aprender matemática e geometria”, disse Thiago. O origami, de origem japonesa, é a arte tradicional de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com figuras geométricas, sem cortá-lo ou colá-lo. Hoje, várias escolas adotam o origami como forma de aprendizagem e brincadeira. Thiago Picos afirmou que é legal trabalhar com dobraduras de papel e que gostaria de levar isso às faculdades do Brasil.

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Saraiva patrocina Feira do Livro no Colégio I. L. Peretz Luna E. Pesso, Carolina N. Kawai, Gabriela J. Levy, Fellipe Fiterman, Arthur K. Brener

Alunos do Peretz entrevistam representante da livraria na cobertura da Feira do Livro Renata Domingues, 21 anos, representante Saraiva que trabalha no setor operacional (organização), foi entrevistada por um grupo de alunos do 8º ano a respeito da participação da empresa na Feira do Livro. A Saraiva é uma livraria brasileira fundada em 1914, cujo objetivo é “ser a melhor experiência e a primeira lembrança de cada consumidor ao buscar cultura, entretenimento e informação”. A Saraiva já está acostumada com o patrocínio em escolas, mas é o primeiro ano no Colégio I. L. Peretz. A parceria se deu pois um diretor da livraria é ex-aluno do Colégio, e isso facilitou o contato entre as duas instituições. Na feira houve grande oferta de livros, recomendados pelos professores da área de língua portuguesa, coordenados por Jorge Makssoudian. Além disso, vales-presente, que podem ser resgatados on-line ou pessoalmente na livraria, foram ofertados aos alunos premiados no Concurso Literário “Meyer Joseph Nigri”. A diretoria da escola está planejando utilizar também os vales da Saraiva para a premiação das Olimpíadas, durante este ano e em 2014. Flávio Calichman, pai de uma aluna do 8º ano, 45 anos, advogado, disse: “A Feira do Livro é uma excelente iniciativa e uma forma agradável de passar o domingo em família, enriquecendo a vivência com os livros no ambiente escolar”. Ele ainda destacou uma maior organização da feira em relação ao ano passado. A Saraiva, ao patrocinar a escola, também pensou no futuro digital dos jovens, influenciando a leitura em diversos meios e mídias.

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Carlos Dorlass fala sobre a feira do livro 2013 Gustavo S. Berger, Rafael Gherson, Ricardo Sarfatti, Marcelo Arazi, Alexandre Katz

Carlos Walter Dorlass, de 56 anos, diretor do Colégio I.L. Peretz, formado em Biologia e Administração, tem um objetivo: tornar o Peretz a melhor escola de São Paulo, e, se possível, do Brasil. Em uma entrevista concedida aos alunos do oitavo ano, o professor Carlos relata como a feira pode ajudar neste processo.

ALUNOS - Quais escolas você frequentou quando criança?

Alunos: A feira do livro contribuiu para tornar o Peretz a melhor escola de São Paulo?

CARLOS WALTER DORLASS - Quando criança, no primário, frequentei o Grupo Escolar Major Marcelino da Fonseca. No ginásio, frequentei o Colégio Santinez. Já para fazer o científico, me mudei para o Colégio Padre Antônio Vieira.

Dorlass: Tudo contribuiu para este processo, certamente. Uma gestão de escolas tem esta meta.

Alunos: Como o senhor conseguiu trazer a ilustre presença de Pedro Bandeira à feira do livro? Dorlass: Pedro Bandeira foi muito atencioso. O convite foi enviado a ele por meio da coordenação e foi aceito, uma vez que seus livros são lidos pelo 7º ano do Peretz.

Alunos: A participação dos alunos na Feira do Livro influencia nos estudos? Dorlass: Certamente, pois os alunos ganham motivação com esses projetos e deixam seus pais orgulhosos. Alunos: A feira do livro ocorria nas outras escolas que você dirigiu? Dorlass: Cada uma das diferentes escolas que eu dirigi tinha projetos similares à Feira.

Alunos: Por que a feira do livro é destinada apenas à Língua Portuguesa?

Alunos: Neste ano, houve alterações em relação às feiras passadas?

Dorlass: Este ano foi assim, porém as feiras que ocorrerão nos próximos anos terão outras destinações.

Dorlass: Sempre temos a preocupação de fazer o melhor, mas isso não quer dizer que as feiras anteriores foram ruins. Acho que devemos sempre investir em projetos inovadores. Espero que as feiras dos próximos anos sejam cada vez melhores.

Alunos: A feira traz lucros ou prejuízos? Dorlass: Todo projeto tem como objetivo não haver prejuízos. Em um placar de zero de lucro e zero de prejuízo está ótimo. O interesse não é o lucro.

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Alunos do Colégio I. L. Peretz participam de um bate-papo com Pedro Bandeira Sheli, Júlia Abada, Bruna, Bárbara e Marcelo S.

O escritor Pedro Bandeira participa de um bate-papo com os alunos na feira do livro do Colégio I.L. Peretz

Isabella Friedman: Eu achei muito legal, porque ele é um grande escritor e é bom que a gente possa saber mais sobre a vida dele. Por fim, a palestra foi um sucesso, os alunos gostaram muito e os pais também adoraram, todos ficaram interessados.

O famoso escritor Pedro Bandeira, 71, participou da Feira do Livro do Colégio I.L. Peretz, em um bate-papo com os alunos, familiares e professores. Após a conversa, alguns alunos dos sétimos anos do Ensino Fundamental foram entrevistados: Repórteres: Você já leu algum livro do Pedro Bandeira? O que achou? Parte do grupo de repórteres com Pedro Bandeira.

Paola Liberman: Já, "A Droga da Obediência". Eu achei muito interessante porque o livro faz parte de uma coleção, dos “Karas”, de que eu gosto muito. Repórteres: Você se identifica com as histórias desse autor? Carolina Ghelman: Sim, algumas. Mas não com todas que eu já li. Repórteres: Soubemos que vocês fizeram uma carta para ele. O que ela dizia?

Paola Liberman e Bruna Vivolo, duas entrevistadas.

Isabella Friedman: Na carta estava escrito que a gente agradece por ele ter vindo aqui, disponibilizado seu tempo para nós, que ele é um grande escritor e que foi uma honra recebê-lo. Repórteres: Você gostaria de ser escritor? André Derviche: Sim, gostaria. É legal ser escritor, porque você pensa em muitas coisas e usa sua criatividade. Repórteres: Você gostou de falar com o Pedro Bandeira?

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André Derviche

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A bandeira da juventude Karen, Esther, Nicole S., Júlia e Gabriela C.

Pedro bandeira relata suas experiências de vida e carreira

O escritor infanto-juvenil Pedro Bandeira, 71, nascido em Santos, foi convidado para participar de um bate-papo com os alunos Peretz e concedeu uma entrevista a um grupo do 8º ano. Ele fez faculdade de Ciências Sociais, trabalhou no teatro, no jornalismo e na publicidade. Dentre outros prêmios, ganhou o Jabuti em 1986, com o livro “O fantástico mistério de Feiurinha”. Alunas: Olá, Pedro Bandeira. Qual foi a sua principal motivação para seguir a carreira de escritor? Pedro: Bem, eu sempre vivi de escrever. Desde os 18 anos já era jornalista, então minha profissão era escrever. Mas não pensava em escrever livros. Aí, já com quase 30 anos, comecei na editora Aero, a fazer pequenas histórias para crianças, para sair nas revistinhas de banca. De repente, já tinha tantas historinhas publicadas que experimentei escrever um livro e gostei, também os leitores gostaram... Aí não parei mais! Alunas: O senhor está com algum projeto ou livro novo? Pedro: Sempre tem! Vamos falar de um que vai sair agora, chama-se “O beijo Negado”. É um livrinho muito legal, mas, na verdade, são JORNALZINHO DO 8º ANO – EDIÇÃO ESPECIAL

recordações da minha infância. São 20 crônicas que resgatam memórias dos meus 2 aos 10 anos. Todo o processo das primeiras amizades, a primeira professora e coisas assim. Bem gostosinho esse livro! Eu sei que vai sair mais ou menos em Agosto, Setembro. Alunas: A juventude mudou muito desde a época que o senhor começou a escrever. Como foi sua adaptação para atingir o públicoalvo? Pedro: Não mudou, meu bem. Nem a juventude, nem ninguém mudam. O ser humano é ser humano. Ser humano de dois mil anos atrás é o mesmo ser humano de hoje, que tem esperança, medos, amores, inveja, e nada mudou. A tecnologia pode mudar, a maneira de viver, os contatos, mas o íntimo do ser humano sempre será o mesmo: ele deseja paz, ser feliz, Página 8


e luta por isso. Isso não mudou. Veja só: eu escrevi um livro muito antes de você nascer que você lê hoje e gosta, “A Feiurinha”. O íntimo do ser humano não muda. Os sentimentos nunca mudarão. Por que a gente gosta de uma peça escrita há mais de 400 anos pelo escritor William Shakespeare? Porque ele tratou dos sentimentos humanos. Ele escreveu uma linda peça de amor, Romeu e Julieta, outra sobre ciúmes, chamada Otelo. E isso ainda existe, não mudou. Alunas: O que o senhor mais gostou na Feira? Pedro: De vocês, os jovens! Gosto de olhar para vocês, ficar imaginando o que pensam. A propósito, está saindo um livrinho que pode agradar vocês, quero escrever sobre a eterna juventude. Alunas: O senhor sempre quis seguir a carreira de escritor?

Pedro: Não, nunca pensei nisso. Eu pensava que ia me aposentar como jornalista, escrevendo para as revistas. Isso aconteceu e foi bom. Alunas: Então começou de algo pequeno e foi... Pedro: Graças a vocês, pelo fato de terem gostado dos livros! Como eu fui aceito por meus leitores, vocês garantiram que eu, até velhinho, continuasse a escrever. Meu bigode era preto antes... Alunas: Os seus pais tiveram alguma reação quando você decidiu que seria escritor? Pedro: Eu já comecei muito tarde. Já meu pai não existia, minha mãe era velhinha e ela gostou bastante. Eu tinha quase 40 anos quando comecei a escrever. Alunas: Agradecemos a sua presença e esperamos que goste da Feira.

Livro de fabulas é lançado pelo 6º ano eric adriano michel pedro e Karina

As turmas de sexto ano do Peretz lançaram, na Feira do Livro, um livro digital de fábulas. Contendo histórias escritas pelos próprios alunos, o trabalho foi um projeto da equipe de língua portuguesa com os estudantes e contou com a ilustre presença de Pedro Bandeira, renomado escritor infanto-juvenil, em seu lançamento. Durante o projeto, os alunos leram várias fábulas, gênero textual que eles haviam estudado desde o começo do ano letivo. Na etapa seguinte, começaram a produzir seus próprios textos a partir do que tinham estudado. Segundo o moré Douglas Nascimento, professor de português, trabalhar com crianças é muito melhor, pois elas possuem uma imaginação muito criativa e fértil, mas por vezes é difícil, já que ainda cometem muitos erros gramaticais, o que e o levou a corrigir cada produção em torno de cinco vezes. Para terminar o projeto “Fábulas” com chave de ouro, a apresentação do livro foi enriquecida com os pequenos autores lendo suas fábulas para o público da Feira. JORNALZINHO DO 8º ANO – EDIÇÃO ESPECIAL

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Jorge Makssoudian fala sobre a importância da leitura Tatiana K, Nina K, Carolina G e Felipe E. Série: 8 ano B Em ocasião da Feira do Livro do Peretz, o coordenador da área de Língua Portuguesa, Jorge Makssoudian, concede entrevista ao nosso jornal

Alunos do 9º ano aprimoram a Wikipédia unindo a informática com a literatura Alexandre Kocinas, Allan Mandelman, Caio Sztokfisz, Felipe Algranti, Gabriel Sacamoto

Alunos do 9º ano do Colégio I. L. Peretz apresentam trabalhos sobre a Wikipédia na feira do livro do dia 26/05/2013

Entrevistador: Por que você acha a leitura importante? Jorge: A leitura faz as pessoas conhecerem coisas novas e nos transporta para novos lugares. Além disso, faz com que as pessoas tenham um conhecimento mais amplo sobre a escrita. Entrevistador: Você acha que a feira do livro estimula a leitura? Jorge: Sim, porque os alunos produziram trabalhos interessantes relacionados à leitura para apresentar na Feira. Além disso, pudemos aproximar o livro de todos, pois trouxemos ao colégio uma livraria. Entrevistador: Como foi feito o acordo com a livraria Saraiva? Jorge: Na verdade, eu não tive influência nisso, quem decidiu foi a diretoria da escola. Entrevistador: Neste ano, qual foi o tema da feira? Jorge: O tema não foi pré-definido para todos, mas, para os alunos da Educação Infantil, o tema escolhido foi a água.

A Wikipédia é uma enciclopédia virtual que aborda assuntos gerais, em várias línguas. Por ser um site em que o conteúdo é produzido de modo colaborativo, não é muito confiável, pois os textos podem ser editados por qualquer pessoa. O 9º ano teve como objetivo tornar o site mais confiável e criar verbetes relacionados a obras literárias. O projeto foi idealizado pelo professor de português Jorge Makssoudian, com a ajuda de representantes da Wikimedia Foundation. O primeiro verbete trabalhado foi o do livro “A volta ao mundo em 80 dias”, de Júlio Verne. “Nós fizemos também um verbete muito legal falando sobre Machado de Assis e o 2º reinado. Nós, alunos, estamos trabalhando desde o começo do ano e vimos que a Wikipédia pode ser um site seguro, desde que se preste atenção antes de ler um texto dessa fonte”, dizem Berta Tanembaum e Ilia Katz, alunos envolvidos no projeto. Segundo Ilia e Berta, esse projeto pode ajudar a melhorar a Wikipédia e aumentar as buscas no site.

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Professores de língua portuguesa falam sobre a Feira do Livro Nicole z, Shirel ,Stephanie ,Harry e Keren

Professores são entrevistados por alunos do oitavo ano no colégio I.L. Peretz sobre a Feira do Livro No dia 26 de maio, os alunos, suas famílias, professores e funcionários se reuniram no colégio para realizar a Feira do Livro, que contou, este ano, com a presença ilustre do escritor Pedro Bandeira. Os professores de língua portuguesa Douglas Nascimento, Júlio Ferreira e Camila Moura disseram que a Feira é um momento muito importante para os alunos. "A feira do livro é interessante, porque coloca os alunos mais em contato com a literatura e eles podem mostrar trabalhos de autoria própria. Por exemplo, o sexto ano criou seus próprios livros de fábulas”, disse Camila. A feira contou com a participação do escritor Pedro Bandeira, que foi entrevistado por um grupo de alunos do oitavo ano. "Eu achei importante a vinda dele, porque é um escritor muito querido", disse Douglas, o professor dessa série. Pedro Bandeira é um escritor infanto-juvenil, mas os adultos também se interessam por seus livros. A morá Camila contou que seus livros favoritos são os da série “Os Karas”, já Douglas disse que não tinha favorito. “Mas já li muitos livros dele, como A Droga da Obediência, A Droga do Amor, o Pântano de Sangue e A Marca de uma Lágrima, mas as crianças que gostam mais". Pelo jeito, a feira do livro foi um sucesso. Quem será que virá na próxima?

Júlio Ferreira, Jorge Makssoudian, Pedro Bandeira, Camila Moura e Douglas Nascimento.

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