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Textos e imagens: Jorge Luiz Mendonça Martinez. Edição do autor. Santos – SP – Brasil – 2012. http://textosinfimos.blogspot.com.br


Aviso Este material Ê humano, apenas editado em computadores. Trata sobre jogos brigas, bichos e adivinhaçþes de amor e finaliza com uma ideia indefinida.


É permito imprimir, xerocar, baixar publicar, destruir, distribuir, etc. E educado solicitar ao autor pelo seguinte email: jorgelmartinez@ig.com.br


Conexos, aqui estão alguns de minha família e amigos:

Therezinha Mendonça, Maria Alice Mendonça, Luiz Antônio Castro, Jorge Martinez pai, Renata Martinez, Rita Martinez, Vanessa Martinez, Elis Martinez, João Pedro Martinez, Luan Araújo, Thomas Castro, Pedro Castro. Rivaldo Hernandes, Neuza Gomes, Ana Luísa. Marcel Arancibia, Javier Contreras, Maevi Rubido, André Torres, Paulo da Rosa, Daniel Ruiz, Gustavo Brandão, Daniel Macadden, Lívia Ferreira, Bruno Barreto, Cibele Strazzacappa, Mauro Fecco, Bob Joe, Pedro Reyes, Rodrigo dos Santos, Kátia Jucá, Octávio Penteado, Ana Gomes, Marcílio Pontes, Rejane Aggio, Ronaldo Marino, Guilherme Mesquita, Fabiano, Guilherme Vianna, Kiko Teixeira, Érika Cador, Fábio Cador, Thatiana Brito, Roberto Amorin, Juliana Rosano, Soraia Motta, Vi Víssima, Robson Gonzalez, Adilson Martins, Roberta Garcia, Ana Flávia Ramos. Vinícius Pinheiro, Thiago Dottori, Maurício Adinolf, Amir Brito, Celso Mendes, Juleni Andrade, Rosane Gomes, Daniela Marino, Cleyson Gomes, Andréa Yunes, Marlene Edir Severino, Revista Macondo.

Agradeço.


Matéria imaginada

Dispensei a maioria das linhas com discursos mirabolantes pois o que na verdade queria era tão material. Achava que era dono das palavras e até tinha ciúmes se desconfiasse estarem usadas à toa. Faltava me integrar ao tempo. Hoje preferi ver nestas letras a matéria imaginada que se livra do papel.


Queijo meia cura

Minutos roídos pelos ratos deste tempo incauto nos dutos do tímpano o ruído dos dentes. Incisos sonoros disparos de insultos que atraíram os mais sujos gatos. Pares, desses vagabundos felinos do equilíbrio. A briga era boa para os cachorros sadios apostando a beira de um queijo meia cura vencido.


Perdendo a razão

RAZÃO O AZAR se apoia. Em seu inverso o curso omisso da paranoia. O CORTE É TROCO adverso à sorte. Só o acaso saca a faca da minha morte.


Cruzar por aí

o cruzamento vem dar as costas para as ruas intrusas acossa o acostamento toda esquina

freio de muitos momentos meio de vida de outros o sinal começa na luz

a cruz do cruzamento não conclui


Trama infantil para Elis G.S.M. Martinez

O jogo do gato é a bola. O novelo de lã é amigo dele. O jogo do rato é a fuga. Pela comida ele come rápido. E sabe: o gato é inimigo dele. Gosta de doce? Os dois sim. E bem melado. O gato toma leite e o rato toma suco jogado no lixo. Os dois mimados só vivem no lado dos donos.


Mito da lanterna

a ver na caverna que o amor ĂŠ cego pra morcego. SĂł assim ĂŠ sem ego. Vim acender uma lanterna enxergando como os gregos.


Ovado

Avulso um ovo em seu decurso Veja que não ajeita seu esquema sob a tábua Cerne dejeto nem carne nem geme Na água uma ova o ovo nunca chora Nem em parto de peixe Também não mama Nato em meio turvo todo pronto cheio de escama.


Amor maciço

No precipício era apenas o verbo, a ecoar. Só depois veio o beco conjuntos dele o berro, o município. Tudo num maço de amor maciço. Chumbado nos alicerces de qualquer condomínio.


Formiga íntima

na espera que consiga. Quero absorver o arbitrário me habita mede uma quimera mas muito me instiga podendo ser tão necessário quanto uma formiga. Olho uma no assoalho plano percebendo, - antes a pisasse! que a carga qual carregava era a alface mais amarga que se prestava era o desígnio de cada um.


Visão silábica

sua boca abalada mascando balábios me provoca uma pronuncilada das sílabas dos labirintos das línguas evoco seus vocabulábios: sílabas se lambem


Tipo sede ao pote

tipo por ti me estripo todo pois vocĂŞ me contem tipo te detive quando resististes com esses olhos tristes te ajudei mas hoje sei que fui com sede ao pote tipo assim perdi seu mote


O que se espera da pera

Entoar aquilo era um erro mas dentro da fruteira havia aquela pĂŞra acentuada. Arranquei aguado o caule da carne da fruta para morde-la.


Velho amor mesmo espelho

É velho o amor etéreo primeiro vermelho, depois venéreo agora é velho. O amor delira respira por aparelho mas recupera seu brilho. Na melhora me tornou outro se sou ele que olho na mira do espelho: estou na pessoa de fora.


Cabeçal

o cérebro sabe sobre o cérebro Na testa sabe aonde o ombro incide. Nas costas cabe o cabide. Tudo que cabe no cérebro descabe.


Planta aparada

A planta gosta de quando o tempo fica parado. O pensamento transplanta.

Perverter

TER. TE VER TER. TE DE PER TO. TE

PERDER. PER PERDER

REVER.


Poema dado Jogue o dado seis vezes formando uma frase com as sentenças que caírem. Caso a mesma sentença se repetir na frase, jogue o dado outra vez, até que caía uma nova.


Partida

Vamos fundar um buraco pra julgar profundo todas as cartas deixadas em calças sem bolso e jogar um bilhar. A lua é a bola branca céu é ímpar estrelas par.


Memorando nº 12.11.2012 A/C de 21 com nexos Assunto: Material humano Encaminho esse material, contendo os itens descritos a seguir. .01 dentro da repartição .02 o tédio é patrimoniado® .03 promovido trabalha, mas não bate .04 ponto. .05 os sonhos seguem anexos .06 nos memorandos .07 .08 o sol .09 Não bate o pino .10 o ar .11 É condicionado .12 à terra .13 O mezanino. .14 .15 água .16 é a fuga no copinho .17 Descartável .18 como material .19 humano. .20 Cordialmente, Jorge L.M. Martinez.


Previsões de amor para decoração de quartas

terça para ter amor como uma peça uma moldura no quadro uma cor de dura ternura acordará no quarto na quarta será que o amor dura? a cama é um terço de um quarto


Vermelh么r

o ver o vero. o vermelho melhor de verde. a ver a vera de olho ver de. de olho ver melhor. mover o remo morrer no demo se morder moderno de medo dever. amadurecer de verde mais duro. pendurar no ombro um n煤mero puro como uma medalha por esmero e tirar dela o amarelo ouro.


uma ideia indefinida

percebe ninguém quando uma lembrança desaparece da memória eu sou exceção pois outro dia segurei uma ideia ela ia sumindo com as mãos e a guardei numa caixa estava viva na sala quase morta porque era uma ideia indefinida


Publicação digital 2012


21 com nexos