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Fevereiro 2011 • Ordem 1


CONHEÇA OS COMANDANTES

Editorial Com o Boletim “Ordem” pretende-se levar o polícia a conhecer a chefia, as normas e regulamentos da corporação, aspectos técnico-científicos da vida policial, as boas práticas, notícias e informações precisas sobre o que movimenta a vida policial, como divulgar circulares, normas de execução permanente e outros documentos para conhecimento geral do efectivo

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e polícia para polícia. Este é o lema deste novo Boletim de informação interna que hoje surge, sob responsabilidade do Gabinete de Comunicação e Imagem do Comando Geral da Polícia Nacional. A designação “Ordem” vem responder, no fundo, a necessidade de um complemento do desígnio central da Polícia, nomeadamente “Garantir a Ordem e a Tranquilidade públicas”. Se a nível da comunicação externa já tínhamos a revista Tranquilidade, houve toda uma necessidade de criarmos um órgão de circulação interna que respondesse aos anseios do próprio efectivo, carente de informação sobre a própria Polícia Nacional nos seus mais diversos aspectos. E nada melhor do que atribuí-lo o nome de “Ordem”. Com “Ordem” pretende-se seguir e transmitir aos seus leitores os seus sinónimos, designadamente comando, arrumação, disciplina, aprumo, mandado, mandamento, mandato, mando, ordenação, organização, sequência, literacia, série ou sucessão, uma forma de combater os seus antónimos como indisciplina, desordem, caos, desobediência, iliteracia e inaptidão. Inicialmente com 8 páginas, uma tiragem de 15 mil exemplares, este Boletim terá uma periodicidade mensal e virá valorizar os recursos internos, começando por ser impresso na Gráfica da Polícia Nacional. As rubricas ainda estão em fase embrionária, mas no geral é pretensão do conselho editorial levar o polícia a conhecer a chefia, as normas e regulamentos da corporação, aspectos técnico-científicos da vida policial, as boas práticas, notícias e informações precisas sobre o que movimenta a vida policial. Assim, não só haverá a possibilidade de se divulgar através do “Ordem” circulares, normas de execução permanente e outros documentos para conhecimento geral, como estabelecemos um canal para que o efectivo se possa corresponder com outros colegas de trincheira, casebre, unidade, esquadra, patrulha, etc., enviando saudações, cumprimentos e notícias. Contudo, por ser um projecto totalmente virado para o polícia, é de si que esperamos mais contribuições. Nesta edição número zero, que surge também no âmbito das festividades do 35º aniversário da Polícia Nacional, que se assinala a 28 de Fevereiro, queremos chegar às mãos do efectivo com o intuito de preencher uma lacuna, e esperar que a sua aparição provoque reacções e críticas que permitirão a sua melhoria e a desejada empatia. Boa leitura. 2 Ordem • Fevereiro 2011

Prevenção ao crime é aposta para 2011

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comandante geral da Polícia Nacional, comissário geral Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, disse que a principal missão da corporação para o ano de 2011 é a prevenção do crime. “Devemos evitar que o crime aconteça”, reforçando que para o efeito a Polícia Nacional deve investir seriamente no trabalho preventivo com presença diária extensiva e ostensiva, no aperfeiçoamento da implementação efectiva do sistema de policiamento de proximidade. Esta afirmação foi feita pelo comandante geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, quando discursava na cerimónia de cumprimentos de fim de ano que decorreu na sala de reuniões do Comando Geral da corporação. Ambrósio de Lemos disse igualmente que a Polícia deve trabalhar no sentido de aprimorar as suas acções e estabelecer métodos de trabalho para reduzir aos níveis mais baixos os actuais níveis de criminalidade em todo o país, em especial nas províncias de Benguela, Huíla e Luanda. O comissário geral afirmou ainda que deverá ser dada maior atenção ao controlo e fiscalização das fronteiras nacionais, a fim de prevenir e combater a imigração ilegal e a criminalidade conexa. A prontidão da Polícia Nacional foi uma vez mais colocada à prova com a realização do Campeonato Africano das Nações em Angola, onde a corporação desempenhou o seu papel com êxito, ao oferecer segurança e ordem a todos os locais e pessoas em geral. “A nossa actuação foi firme e vigorosa, o que permitiu alcançar resultados animadores, sendo que a Polícia Nacional deve continuar a primar pela ética e profissionalismo nas actuações que desempenhar bem como respeitar e fazer cumprir as leis vigentes no país”, reforçou Ambrósio de Lemos. O comandante geral da corporação aproveitou a ocasião para se pronunciar acerca do comportamento de alguns efectivos da Polícia Nacional que atropelam os princípios policiais com actos criminais condenáveis pela lei que deveriam ser os primeiros a respeitar, e afirmou que a Polícia Nacional vai ser implacável na aplicação de sanções disciplinares com independência do encaminhamento às instâncias judiciais competentes para procedimento criminal.

Comissário Geral Ambrósio de Lemos Freire dos Santos Comissário Geral Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, Comandante Geral da Polícia Nacional, é filho de Virgílio Freire dos Santos Júnior e de Maria da Conceição Lemos, é casado e nasceu no município Ingombota, em Luanda, aos 09 Janeiro de 1945. Esteve preso em 1962, pela Pide /DGS, e em 1966 prestou serviço militar obrigatório como Furriel Miliaciano. Desde 1970 que é quadro administrativo da função pública. Em 1975, enquadrou–se nas fileiras do MPLA, tendo neste mesmo ano desempenhado as funções de Comandante Provincial de Luanda, Huíla, Namibe e Cunene. Em 1976, exerceu temporariamente a

função de Comandante da Polícia Fiscal, Porto e Caminhos de Ferro. Em 1979 exerceu a função de Chefe de Departamento de Planificação, Informação e Análise do Comando Geral e representante da Polícia junto do Estado Maior General das extintas FAPLA.. Entre 1981/1982, foi representante do Ministério do Interior no Posto de Comando Unificado na província do Bié, Comandante da Unidade Operativa de Luanda e Coordenador dos Comandos Municipais, Comandante Provincial de Luanda em regime de acumulação com a função de 2º Comandante do Posto de Comando Uni-

ficado “PCU”. Em 1987 foi nomeado a delegado e Comandante Provincial Bengo da PN, em 1989 foi eleito Deputado da Assembleia Provincial do Bengo e Director Nacional de Ordem Pública, assim como Representante da Policia Nacional na comissão conjunta politica Militar (CCPM) até a assinatura do protocolo de Luzaka. Neste mesmo ano exerceu a função de Director Gabinete do Comandante Gral e Director Nacional de Recursos Humanos. Em 2002 nomeado 2º Comandante Geral para Ordem Pública em 2006 Passa a Comandante Geral da Policia Nacional cargo que exece até hoje.

Comissário Chefe Paulo Gaspar de Almeida Paulo Gaspar de Almeida, de 56 anos de idade, natural de Luanda, casado com Manuela Gourgel de Almeida. Ingressou nas fileiras militares das FAPLA em 1974, na frente leste (Cazage), em 1976 foi o comissário político do 1º grupo de estudantes de segurança na antiga União Soviética (URSS). Entre 1976/79, nomeado a Adjunto Executivo do comandante da TGFA, posteriormente indicado a Comandante da 4º região da TGFA, cargo que exerceu até 1981. Também desempenhou cargos como: Chefe do Estado-maior da TGFA (1981/91),

comandante da Polícia de Guarda Fronteira (1992/95), comandante da Polícia Fiscal (1995/99), Director Nacional da Polícia Económica (1999/2002). Actualmente, é o segundo comandante geral da Polícia Nacional para a Ordem Pública, cargo que exerce desde 2006, depois de ter exercido o cargo de segundo comandante geral para a área de Protecção e Intervenção entre 2004 e 2006. Participou em várias missões de paz como membro, tais como: nas Conversações de Paz em 1978, Comissão Mista de Verificação e Fiscalização do Processo de

Paz em 1992, Delegado do Governo ao Protocolo de Lusaka em 1996, Defesa e Segurança dos países da Linha da Frente da em 1989/95, Membro do Conselho Científico da Universidade Metodista de Angola desde 2007. Entre 1979 e 1996, concluiu os seguintes cursos: administração e comércio, licenciatura em direito e seminário de mestrado em direito fiscal em Cuba. No que diz respeito ao desporto, foi praticante de futebol salão, dirigente do ex. Clube Dínamo do extinto Minse e Presidente do Conselho Fiscal do Inter Clube de Angola. Fevereiro 2011 • Ordem 3


Valorização do homem Comandante geral da Polícia Nacional tem empreendido uma série de visitas às unidades policiais no sentido de se inteirar das condições de trabalho e do grau de prontidão do efectivo. Além de transmitir mensagens de confiança e alento e de anotar as preocupações, tem deixado orientações precisas para o aumento da operatividade policial

Em grande plano comissário Alfredo Quintino “Nilo”, comissário geral Ambrósio de Lemos e comissário chefe Salvador Rodrigues “Dodó”

Comissário chefe Jorge Antunes “Jojó” apresenta futuro comando da Polícia de Guarda Fronteira ao comandante geral e membros da sua comitiva

Comandante geral fala à instruendos da Escola Mártires do Môngua, no Ambriz, Bengo

Comandante Geral patrulha órgãos da Polícia Texto: Albertina Eduardo Fotos: José Roberto

Comissário geral tem sido incansável nas visitas às unidades da PN 4 Ordem • Fevereiro 2011

Depois de ter visitado as futuras instalações da Polícia de Guarda Fronteira de Angola (PGFA), Ambrósio de Lemos visitou Centro de Instrução da Polícia de Guarda Fronteira “Mártires do Môngua”, no Ambriz, onde constatou que o número de efectivos para o asseguramento das fronteiras do nosso País é insuficiente para cobrir a grande extensão do território nacional. Na ocasião, o Comandante geral prometeu que haverá melhorias da alimentação no centro, introduzindo novos produtos que possam beneficiar e melhorar a dieta alimentar dos instruendos, tendo em conta o dispêndio que estes fazem durante a instrução. O centro vai, igualmente, receber dentro em breve duas viaturas novas para a direcção, e uma ambulância. Em jeito de balanço, Ambrósio de Lemos considerou que a visita efectuada durante dois dias a instalações sob o comando da Polícia de Guarda Fronteira de Angola (PGFA) foi bastante positiva em relação ao estado organizativo e de execução das acções programadas. Questionado sobre o porquê desta da grande preocupação com a Polícia da

Guarda Fronteira, Ambrósio de Lemos respondeu: “Todos nós, angolanos, temos obrigações e sabemos que o nosso País tem sido alvo da imigração ilegal em grande escala. Por isso, nós, a força da ordem, especialmente a Polícia Nacional, temos a missão de zelar pela integridade física da nossa fronteira e não podemos ficar indiferentes a situação. Temos que fazer tudo para melhorar as nossas forças, aumentar a sua capacidade reactiva e também de cobertura da extensão da fronteira, porquanto a fronteira é bastante extensa e os efectivos ainda são insuficientes”. A protecção da fronteira marítima de Angola também mereceu a atenção do Comandante Geral da Polícia, já que a mesma tem sido feita pela Polícia Fiscal o que, segundo o Comissário Geral, esta não é a missão daquele órgão da Polícia, mas sim da PGFA, que tem a obrigação de guardar as fronteiras marítima, fluvial e terrestre. “Por isso, a Polícia Nacional vai apostar no apetrechamento da PGFA com os meios necessários para actuar na protecção da fronteira marítima”, disse. Actualmente, o centro de formação “Mártires do Môngua” conta com 612 alunos, que estão a frequentar o curso de especialidade de Guarda Fronteiras cujo término acontecerá no dia 28 de

Fevereiro, estando marcado para o mês de Março o início de um novo curso. PGFA E PIR TERÃO CASA NOVA O Comandante Geral da Polícia Nacional, Comissário Geral Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, visitou também as futuras instalações do Comando da PGFA, situada no município de Viana, na comuna de Capalanca, a Via expresso, numa área onde, segundo o comandante geral, serão igualmente erguidas as instalações do Comando da Unidade de Protecção dos Objectivos Estratégicos (CUPOE), a Base Central de Abastecimento e Logística e a Direcção dos Transportes da Polícia Nacional. Na ocasião, Ambrósio de Lemos mostrou-se satisfeito com o andamento das obras que, segundo ele, estão a bom ritmo, e apesar de estarem a demorar mais tempo do que o previsto, as mesmas estão dentro do prazo razoável, tendo em conta a área em que se encontra localizada, que é bastante crítica em termos de solos. Por isso, foram feitas algumas alterações com relação ao que se previa de início. ”Vamos construir algumas áreas que foram acrescidas em função da especificidade do órgão que é a Polícia de Fronteira, mas o modelo do edifício principal vai nos servir para outras

unidades que temos a construir aqui nesta mesma área, como ginásio, área de recreação, um heliporto, etc.”, disse Ambrósio de Lemos. No final da visita às forças especiais da PN, Ambrósio de Lemos deu a conhecer que o Ministério do Interior está a trabalhar na futura Caixa Social para que se possa começar a passar à reforma os efectivos que já possuam a idade limite da função pública, como o caso de alguns polícias ainda no activo mas que têm mais de 70 anos de idade. Falando à tropa em parada, Ambrósio de Lemos realçou o facto de esta força ter sido reforçada com mais efectivo, o que permitiu apoiar as unidades de Ordem Pública na manutenção da ordem e tranquilidade pública em todo País. “O ano que agora se inicia traz-nos responsabilidades acrescidas tendo em conta a preparação para as próximas eleições que se avizinham no nosso País. Temos que começar a planificar, apetrecharmo-nos de meios adequados para fazer face aos desafios que se aproximam. Por isso mesmo, tendo consciência das nossas responsabilidades, temos de estar preparados para corresponder aos desafios do momento que se aproxima”, declarou o comandante geral da Polícia aos efectivos da PIR. Fevereiro 2011 • Ordem 5


Serviços sociais: o apoio dos efectivos

Os Serviços Sociais dispõem de produtos de carpintaria para o efectivo e familiares

Ordem e segurança no comboio

O asseguramento do Caminho de Ferro de Luanda por parte da Polícia Nacional tem permitido aos passageiros e seus bens viajarem em segurança pelos comboios Operário e Expresso A Unidade de Polícia de Protecção do Caminho de Ferro de Luanda, órgão da Polícia Nacional que garante o asseguramento do Comboio e passageiros, tem enfrentado alguns constrangimentos provocado por alguns cidadãos que denigrem os conselhos úteis dados, como o de circular nas passadeiras. O asseguramento policial ao comboio começa logo às 5H30 da manhã com o primeiro comboio do dia, que parte da estação dos Musseques à Vila de Viana. Segundo alguns passageiros, o comboio tem um percurso longo no trajecto textang, rotunda da Boavista, Musseque, Filda, Gamek, Estalagem, Cadeia de Viana, Capalanca e entroncamento até ao quilómetro 30. Numa

O Gabinete Técnico é um órgão da Polícia Nacional que tem como objectivo criar e melhorar as condições nos órgãos centrais, unidades e comandos

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provinciais da Polícia Nacional, bem como tratar da assistência técnica e manutenção de materiais. O mesmo tem igualmente como objectivo prestar apoio aos efectivos da Polícia Nacional na construção das suas residências no sentido de conceber um projecto de arquitectura em função das suas necessidades. Para o efeito, o efectivo deve solicitar o apoio ao departa-

mento de Estudos e Projectos do Gabinete Técnico, que é um órgão de subordinação central, dividido em diversas áreas de especialidade com representação em todas as províncias. O referido órgão comporta ainda uma área de engenharia ligada ao desenvolvimento de projectos e a de Estudos e Projectos ligada a arquitectos e técnicos. Texto: Etelvina Costa Fotos: João Manuel

O Departamento de Serviços Sociais tem disponível um vasto leque de serviços para os efectivos da corporação, nomeadamente apoios a actos fúnebres (óbitos), no domínio habitacional, nos serviços de carpintaria, pintura, canalização, electricidade, caixilharia, frio, alvenaria bem como apoio aos filhos dos associados com internamento no Centro Infantil “Ninho dos Azulinhos”.

Dentre os serviços disponíveis, constam igualmente apoio para os casos de empréstimo de natureza financeira, subsídios a viúvas, órfãos e pessoas portadoras de deficiências, comparticipação na aquisição de óculos e materiais de construção no caso cimento e subsídios de casamento e aleitamento. Texto: Jorge Lemos Fotos: João Manuel

Desarmamento: um caso de consciência

viagem efectuada pelo comboio operário é assegurada por um pelotão, que durante o percurso estabelece uma harmonia de confiabilidade e tranquilidade desde o revisor ao passageiro. No caso do comboio Expresso, o asseguramento é garantido por apenas cinco efectivos da PN. O perímetro ferroviário é assegurado por uma patrulha composta por seis motos de quatro rodas, conduzidas por agentes da Polícia da Unidade do Caminho de Ferro de Luanda. De recordar que o bilhete de cada viagem são 30 kwanzas para o famoso rafeiro (operário) e 200 kwanzas para o expresso. Texto: Tomás Queta Fotos: João Manuel

Gabinete Técnico ao serviço da Polícia Na Polícia Nacional existe um órgão vocacionado a apoiar o efectivo na elaboração de projectos arquitectónicos para a construção de suas residências.

Dando seguimento ao seu projecto de apoio às inquietações de fórum social do efectivo, o Comando Geral da Polícia Nacional criou os seus serviços Sociais em 1996.

Com o objectivo de promover moral e materialmente a satisfação das necessidades de âmbito social dos efectivos da corporação, o Departamento Nacional dos Serviços Sociais da Polícia Nacional tem como missão contribuir para a elevação do estado de espírito e disposição combativa das forças nas tarefas de manutenção da ordem e tranquilidade pública.

Mais de setenta mil armas foram entregues em dois anos pela população civil no âmbito do processo de desarmamento em curso no país. Esta informação consta de uma nota da Subcomissão Técnica da Comissão Nacional para o Desarmamento da População Civil, destacando-se que entre Março de 2008 e Dezembro de 2010 foram entregues 79.588 armas de calibres diversas, 43.159 carregadores, 333.243 munições, 125.991 explosivos e destruídos 37.890 armas, 2.715 carregadores, 11.132 munições e 14.600 explosivos.

Deferir que o Governo da República de Angola estabeleceu um Programa de Desarmamento da População Civil, que define os objectivos, estratégias, fases de execução, mecanismos de coordenação, previsão orçamental e os projectos a desenvolver. Este programa visa a recolha, armazenamento e custódia de todas as armas ligeiras e de pequeno porte, possuídas de forma ilícita. O mesmo envolve não só a remoção dos instrumentos de violência da sociedade, mas também a remoção, em primeiro lugar, da capacidade do indivíduo de pensar que é capaz de empreender actos violentos. Texto: Hélio Kanda Fotos: Arquivo

“Casa” dá segurança logística aos polícias A questão da organização e apetrechamento logístico para um melhor atendimento das situações operativas e melhoria das condições do efectivo está entre as grandes preocupações do comando geral da Polícia Nacional. Com o objectivo de distribuir e abastecer alimentos e armamentos a todos os órgãos da Polícia

Nacional, a Direcção Nacional da Logística está constituída por sectores de material de guerra, equipamentos, munições e paióis, material de aquartelamento, comerciais e lojas, viveres, transportação, agro-pecuária, fardamentos e calçados. A distribuição de produtos alimentares às distintas Unidades de Subordinaçã inciais é feita mediante os Planos de abastecimentos elaborados pelo Departamen-

to de especialidade (Víveres). A sua execução é feita através da Base Central de Abastecimento (BCA), para todas as Unidades Centrais e Comandos Provinciais da Região Norte e Leste (Luanda, Cabinda, Bengo, kwanza Norte, Zaire, Uíge, Malanje, Moxico, Lundas-Norte e Sul), Base Regional de Abastecimento do Lobito, para os Comandos Provinciais da Região Sul (Namibe, Huíla e Cunene).

A Direcção Nacional de Logística trabalha em estreita coordenação com a Direcção da Logística do Ministério do Interior a quem são canalizados todos os planos de abastecimento, que por sua vez remete ao Presilha/ CENCO, empresa criada pelo estado Angolano para absorver toda a produção interna e proceder a importação dos produtos que ainda não produzimos. Texto: Paula da Silva

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OPINANDO

Comissário Carmo Neto Chefe do Gabinete de Comunicação e Imagem da Polícia Nacional

A pertinência duma comunicação institucional Com a devida autorização de Sua Excelência Comandante Geral, coube a mim a responsabilidade de dar o primeiro “tiro” neste espaço de opinião, esperando que outros também o venham a fazer em prol duma Polícia melhor formada e informada. Abro este espaço de opinião reservado exclusivamente para textos opinativos de fórum policial, trazendo em reflexão a questão da comunicação organizacional ou institucional. Quando falamos em comunicar referimo-nos a transmitir uma ideia, produto, bem ou serviço. Igualmente, quando comunicamos ou transmitimos algo procuramos directa ou indirectamente engajar o receptor da mensagem com o intuito claro de construir alianças. Conforme Everaldo Santos Silva, no seu livro “Manual de Comunicação Interna - Grandes Resultados, Baixos Custos”, comunicação institucional é um processo de troca de informações entre colaboradores, gerências e supervisão dentro de uma instituição, independente do nível hierárquico, dentro de uma estrutura definida de processo comunicacional. O mesmo autor acrescenta que a comunicação ajuda a construir o futuro e a desenvolver uma visão onde as pessoas participam juntas e se envolvem nos processos de mudança, gerando um sentido de pertença ou de comprometimento por parte dos empregados. Basicamente, a comunicação pode ser interna ou externa. A comunicação externa é uma espécie de marketing em que se coloca à disposição dos receptores da informação um conjunto de dados que transmitem fiabilidade e credibilidade da instituição junto dos fornecedores, colaboradores ou consumidores dos bens e serviços. Relativamente à comunicação interna, ela funciona como um conjunto de ferramentas utilizadas para promover a interacção e a troca de informação entre quadros duma mesma instituição. Um produto que obedece aos padrões da comunicação interna deve provocar empatia no seu público-alvo. Margarida Kunsch acha que a comunicação interna é um sector planeado, com objectivos bem definidos, criado para viabilizar toda a interacção possível entre a organização e os seus funcionários, usando ferramentas de comunicação institucional. No nosso caso concreto, o Comando Geral da Polícia Nacional, através do seu Gabinete de Comunicação e Imagem, criou instrumentos de comunicação externa (Revista Tranquilidade, programas de rádio e de televisão), que visam transmitir ao cidadão as estratégias e políticas adoptadas pela corporação para garantir a sua segurança e a dos seus bens. Ao criar um Gabinete, a Polícia Nacional (PN) procurou assegurar a divulgação da informação sobre e a produzida na PN mediante a gestão de meios da comunicação interna, de comunicação institucional com a sociedade no geral e de apoio ao cidadão como beneficiário directo dos serviços policiais. Desta forma, o referido Gabinete estaria

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a criar condições para promover o relacionamento institucional da PN com outras entidades, desenvolvendo acções de informação com vista à divulgação de uma imagem correcta e apelativa. Portanto, a mediatização de algumas actividades, como inaugurações, demonstração de força, entrevistas, etc., visam passar a imagem duma Polícia verdadeiramente preocupada em cumprir com os seus objectivos e missão constitucionalmente consagrados, tais o que vem exposto no seu Capítulo IV, relativo à garantia da ordem e Polícia Nacional clarifica, no seu artigo 209.º, sobre a Garantia da ordem, que é seu objectivo a defesa da segurança e tranquilidade públicas, o asseguramento e protecção das instituições, dos cidadãos e respectivos bens e dos seus direitos e liberdades fundamentais, contra a criminalidade violenta ou organizada e outro tipo de ameaças e riscos. Mas temos notado, ao nível do Gabinete, a necessidade de fazermos um investimento mais consentâneo na comunicação interna, para pôr o efectivo a interagir com a chefia e uniformizar a linguagem através de instrumentos próprios para que todos os polícias se sintam comprometidos com os objectivos da corporação. Na comunicação interna funciona a ideia de interacção e diálogos permanentes e a vida interna, mesmo o posicionamento externo é espelhado de forma clara e objectiva para que o efectivo conheça a versão oficial do comando mesmo que, para isso, seja necessária uma edição extraordinária, transmitindo-se desta forma confiança e conquistando cumplicidade do seu efectivo. Porém, tudo isso implica um verdadeiro investimento em recursos técnicos e humanos. E esta tem sido preocupação permanente do Comandante Geral e do Segundo Comandante Geral da PN, nomeadamente Comissário Geral Ambrósio de Lemos e Comissário Chefe Paulo de Almeida, duas entidades que têm a nobre missão de conduzir este importante veículo que é a Polícia Nacional. Mas há aqui um aspecto que não deve ser esquecido. Na comunicação interna para uma instituição castrense como é a Polícia Nacional, a comunicação se processa no sentido vertical descendente, pois há uma entidade no mando que dissemina as orientações de cima para baixo para que ela chegue sem alterações a todos os níveis organizacionais. Neste prisma, há vários instrumentos que podem ser utilizados para potenciar este tipo de comunicação, como os mailings internos, intranet, jornais murais, placares nas unidades e órgãos de subordinação central, provinciais, divisões ou municipais e assim por diante. E é aqui que a presença de um Boletim de comunicação interna se afigura importante para a nossa realidade concreta, onde nem sempre as tecnologias de informação estão acessíveis e disponíveis. A informação imprensa é duradoura e, através do Boletim se pode divulgar a Missão, Visão e Valores da Polícia Nacional, inclusive os seus objectivos institucionais.

Boletim Ordem  

Boletim ordem elaborado por GCI/PN

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