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Almeida Garrett foi um dos principais poetas do romantismo português. Nasceu na cidade de Porto (Portugal) em 4 de fevereiro de 1799 e faleceu em 1854 na cidade de Lisboa. Garrett era jornalista, político e escritor, com isso se dividia entre cidadão e poeta. Aos dezessete anos Garrett entrou para a Universidade de Coimbra para estudar Direito. Em 1821 publica sua primeira obra ‘’ O retrato de Vênus “, ainda marcada pelo estilo arcádico, e em 1823 inicia seus estudos do Romantismo, na Inglaterra. Em 1825 publica o longo poema narrativo Camões, dividido em 10 cantos e escritos em decassílabos brancos, a obra teve uma grande importância no mundo literário, que com suas características como melancolia e solidão, foi que o poema passou a ser considerado o introdutor do Romantismo em Portugal. Garrett mostra em seus textos o amor como algo com dois lados: o lado bom e o lado ruim de se amar. Este inferno de amar Este inferno de amar – como eu amo! Quem mo pôs aqui n’alma... quem foi? Esta chama que alenta e consome, Que é a vida – e que a vida destrói – Como é que se veio a atear, Quando – ai quando se há de apagar? Eu não sei, não me lembra: o passado, A outra vida que dantes vivi Era um sonho talvez... – foi um sonho - Em que paz tão serena a dormi! Oh! Que, doce era aquele sonhar... Quem me veio, ai de mim! Despertar? Só me lembra que um dia formoso Eu passei... dava o Sol tanta luz! E os meus olhos, que vagos giravam Em seus olhos ardentes os pus. Que fez ela? Eu que fiz? – Não no sei; Mas nessa hora a viver comecei... Almeida Garrett Neste poema podemos perceber o que já foi dito, os dois lados do amor no título ‘’ Este inferno de amar ‘’, já está presente as contradições, onde o amor seria um sentimento bom que nos dá prazer, mas Garrett faz este jogo de palavras e mostra o amor como algo doloroso. Nos versos “Esta chama que alenta e consome, Que é a vida – e que a vida destrói – “, percebemos que o autor contrapõe essa ideia, ao mesmo tempo que a chama alenta, ou seja, conforta, ela destrói, corrompe. Estas características que Garrett usa em seus poemas, por meio do jogo de palavras, mostra os dois lados do amor: um amor que ora pode ser de salvação, ora profano. Principais obras de Almeida Garrett: - Camões (1825) - Dona Branca (1826) - Adozinda (1828) - Catão (1828) - Romanceiro (1843) - Cancioneiro Geral (1843) - Frei Luis de Sousa (1844) - Flores sem Fruto (1844) - D’o Arco de Santana (1845) Folhas Caídas (1853) BIBLIOGRAFIA: Almeida Garrett. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-05-11]. Moisés, Massaud – A Literatura Portuguesa. São Paulo:Cutrix.


Almeida Garrett