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Chegou o momento em que nos esgotamos e as crenças despencaram. A transição em que estamos vivendo, do moderno para o tão esperado período pósmoderno, faz com que percamos a nossa identidade fixa, única, e que procuremos por alternativas diferentes. Quebram-se as dicotomias e agora nada mais é absoluto, tudo é relativo. Hoje tudo é líquido, tudo se transforma. Nada é tão sólido como antes. Fizemos tudo que podíamos na modernidade, e agora não temos mais pra onde ir. Estamos cansados e isso só nos faz buscar forças no antigo, no que era confiável. Misturar o velho ao novo, sair do padrão. A revista RESSACA traz exatamente isso. Procuramos estabelecer um projeto onde ao longo da leitura, identifiquemos seu conceito. As cores, as formas, as tipologias... Tudo bem escolhido para caracterizar essa nossa fase de mudança. O conteúdo dessa edição trará artigos que contam o que estamos passando hoje. Textos sobre os novos paradigmas; o novo olhar da humanidade para ela mesma. Enfim... Aqui entenderemos essa estranha ressaca pós-moderna e aprenderemos a conviver com ela, com seu estilo, com sua cara e o melhor: sem precisar beber muito para poder compreendê-la a fundo.

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Você acorda e simplesmente não lembra o que aconteceu na noite passada. Está zonzo, com dor de cabeça, estômago embrulhando e ânsia de vômito. Tenta imaginar como conseguiu chegar até a sua cama, se é que você conseguiu chegar até ela. Faz força pra se levantar, mas o corpo não consegue se manter em pé. Sim... Esses são os sintomas que indicam que você andou enchendo a cara. Mas se você está cansado, desnorteado, sem rumo. Sumiram suas referências. Percebeu que o mundo tá de cabeça pra baixo, os discursos ideológicos se perderam, tudo muda muito rapidamente e você faz força para acompanhar... Sim, você está de ressaca pós-moderna. A humanidade passou (e há quem diga que ainda estamos passando) por uma fase onde tudo era válido, tudo era concreto. A tecnologia antes supostamente dita para o bem passou a ser usada descaradamente para fins bélicos; o planeta acabou dividido em duas metades distintas comandadas por líderes econômicos e com isso o mais forte deles passou a ser a maior potência do mundo, causando euforia por parte daqueles que participavam desse poder e gerando revolta daqueles que eram subordinados.


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A qualidade mais notável dos líquidos e gases é a fluidez. Esta é responsável pelas constantes mudanças de formas, uma vez que eles não se fixam no espaço e nem se prendem ao tempo. Foi apossando destas características que Zigmunt Bauman associou e interpretou a era Pós-Moderna. Podemos promover mais uma reflexão a partir da metáfora utilizada por Bauman, imaginando os estereótipos sociais das épocas anteriores que são representados pelos sólidos tão concretos, firmes e inabaláveis que assumem agora uma posição paradoxal, onde os mesmos sólidos são muitas vezes vestidos por uma liquidez nos tempos pós-modernos. Em seus estudos, o sociólogo Bauman descreve as múltiplas transformações sociais pelas quais passa a sociedade contemporânea. Ele analisa, mediante o pós-modernismo, diversas esferas sociais, como a vida pública, privada, relacionamentos humanos, mundo de trabalho, estado e algumas instituições. Nestas tantas esferas sociais, o sociólogo observa que as principais características dos tempos atuais perpassam entre a fluidez, maleabilidade, flexibilidade e a capacidade de nos moldar em relação a diversas ocasiões, assumindo assim novos pensamentos, novas formas de ações e reações. As características existentes no pós-modernismo, sintetizadas em fluidez, quando aplicadas nos relacionamentos sociais, acabam por gerar o mal estar pós-moderno, a RESSACA pós-moderna. Este mal estar é caracterizado por uma sensação de perturbação fisiológica e, em sentido figurado, podemos traduzir como o estado do desassossego e da inquietação.

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privado de qualidades pessoais ou de individualidades.

Enfim, diante das novas percepções da era PósModerna, podemos observar que não se estimula a criação de nada mais além da excitação do desempenho. O desejo está na criação de ‘conservantes’ do cheiro das coisas novas. Por tanto, somos caracterizados como “comunidades de carnaval”, pelo anseio de romper, mesmo que temporariamente, as agonias de solitárias e persuadidas lutas cotidianas. O carnaval desta vez está associado à quebra de monotonia, da solidão, da pressão, permitindo suportar melhor a rotina que deve ser retomada após os “quatro dias” de festa. Assim retornamos a viver a nossa RESSACA pós-moderna.

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Zigmunt Bauman faz outra comparação metafórica associando nossa vida moderna à uma oficina mecânica. Na oficina não mais se procura a solução para reparar uma peça defeituosa, tudo é sobressalente e substituível. Não se faz necessário gastarmos tempo com reparos que consomem trabalho, a partir de então se julga melhor descartar a peça danificada e, em seu lugar, adquirir uma peça nova. Neste momento, não há mais compromisso com a idéia de permanência e a durabilidade é precária. Ao mesmo tempo, observa-se uma nova cultura, onde o “eu” está acima “nós”. Neste contexto, a disputa e competição ocupam as estruturas da solidariedade. Frases semelhantes a “Eu não sou igual a ninguém” são fontes do surgimento de diferentes tribos na sociedade e da grande divergência, segregação humanitária. O “eu” exageradamente elevado nos traduz, muitas vezes, o prazer da liberdade. Porém, o outro lado desta suposta liberdade é acompanhado pela crescente e freqüente oscilação das patologias próprias da modernidade fluída. A depressão é uma das doenças mais comuns da era pós-moderna. É um mal que acomete homens, mulheres e crianças, de todas as etnias e classes sociais. Sentimentos como o de infelicidade, inutilidade, solidão, desamparo, isolamento e vazio tornam-se corriqueiros. A depressão acontece, habitualmente, após acontecimentos indesejáveis somados a outros fatores sociais, como estilo de vida conturbado. Voltando à questão da (suposta) liberdade aconselhada pela modernidade líquida, torna-se clara a percepção do aumento do consumismo. Desta maneira, o consumo descontrolado é diversas vezes imposto e sugerido como forma de “vir a ser livre e poderoso”. O status passa a ser reconhecido mediante o poder do consumo individual e o rápido desapego ao objeto adquirido. As “terras-de-ninguém” padecem de anomia, ou de total ausência de normas sociais (claras e respeitadas por todos). Na era da exacerbação individualista, todos e cada um seguem suas próprias convicções fazendo de seus semelhantes, coisas e demonstrando que a humanidade vive um processo de reificação ou de retorno à barbárie, a partir da desumanização dos indivíduos potencialmente humanos. Seguindo as idéias do historiador e teórico político Karl Marx, passamos a representar o ser humano como o objeto físico


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RESSACA Comunicação é uma atividade evolutiva no processo da linguagem, cultura e tecnologia. Tattersall (2006,p.73)afirma sobre a linguagem que “[…]se estamos procurando um único fator de liberação cultural que abriu caminho para a cognição simbólica, a invenção da linguagem é a candidata mais óbvia.” Já a tecnologia, com as mídias de massa, interferem diretamente em nossa cultura e hábitos. A comunicação é praticada ao passo que o ser humano evolui. Nos primórdios da nossa sociedade, os gestos e expressões faciais faziam parte da maneira com que nossos ancestrais se comunicavam. Defleur e Ball-Rokeach (1993, p.26) constatam o seguinte: […] o que parece mais plausível, dos exíguos indícios de que dispomos, é que as primeiras formas humanas se comunicavam através de um número limitado de sons que eram fisicamente capazes de produzir, tais como rosnados, roncos e guinchos, além de linguagem corporal, provavelmente incluindo gestos com mãos ou braços, e movimento de postura de maior amplitude. Outra característica dos primórdios era a comunicação através de símbolos e sinais, porém extremamente básica, pois uma sequência longa dificultaria o entendimento. Surge o momento em que esse hábito já não é mais o suficiente e a fala vira essencial para a comunicação desses indivíduos: são eles próprios que carregam e transmitem suas experiências fazendo com que suas mentes se mantenham em atividade. A oralidade traz evolução ao sistema de pensamento em conjunto com a linguagem falada. Assim o ser humano passa a transmitir mensagens mais longas e ter pensamento mais complexo. Já em um dado episódio da nossa história, no qual o homem, dispondo de capacidade e tecnologia um pouco mais avançada, surge o hábito de escrever estes relatos. Segundo a revista Superinteressante, “a escrita libera o cérebro da tarefa de memorizar”, o homem já não tem mais a obrigação de lembrar de todos seus feitos e passa a registrá-los a fim de que fiquem guardadas estas lembranças. “A palavra escrita torna-se sagrada, e os livros, pilares das religiões” [Superinteressante, ed 209, janeiro/2005. Embora a escrita tenha permitido o armazenamento e diálogo com o passado, ela criou uma divisão entre letrados e não-letrados. Deixando, assim, o conhecimento centralizado nas mãos dos escribas, padres, elites políticas e pessoas que possuíam recursos

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RESSACA Com a invenção e democratização do computador ligado em rede, uma nova lógica de comunicação se instaura. Os impactos que a internet causa podem mudar o aprendizado, as relações de trabalho, e até mesmo a vida social. De acordo com a pesquisadora alemã Elisabeth Noelle-Neumann quando um indivíduo percebe que não partilha do mesmo ponto de vista da maioria, por medo da oposição ou até mesmo da rejeição, este acaba ocultando suas opiniões ou até mesmo mudando o seu modo de pensar para não se sentirem excluídos. “Sua pesquisa indicou que as pessoas são influenciadas não apenas pelo que as outras dizem, mas, pelo que as pessoas imaginam que os outros poderiam dizer. Ela sugeriu que, se um individuo imagina que sua opinião poderia estar em minoria ou poderia ser recebida por desdém, essa pessoa estaria menos propensa a expressá-la.” HOHLFELDT e MARTINO e FRANÇA: 2005, pp.229). A influência da tecnologia digital muda a cada dia, o modo como nos expressamos e nos comunicamos. As máquinas aumentam nossas habilidades de armazenar e espalhar informações, nossos corpos agora estão transformados pela tecnologia e matéria que inclui componentes humanos e não-humanos (Santaella,2007). O homem agora passa a interagir com a máquina, e essa não é mais apenas uma extensão do seu corpo, mas uma parte dele. As self media introduziram mudanças na interação via Web, o receptor pode agora intervir diretamente na informação, podendo se comunicar em uma escala global. A partir desta intervenção, começa-se a discutir os novos paradigmas da comunicação.

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financeiros suficiente para ter em mãos tal produção. É a partir do século XV, bem no meio da transição da Idade Média para Idade Moderna, que então surge um dispositivo capaz de reproduzir em escala os manuscritos produzidos anteriormente. O furor causado pela Prensa de Tipos Móveis criada por Johannes Gutenberg, ajudou a democratizar a informação e alterar os eixos de poder então vigentes. Com a invenção de Gutenberg, passou a ser possível transmitir informação de um para milhares ou milhões sem que necessariamente o emissor dessas mensagens enviadas estivesse no mesmo local que o receptor. Essa invenção tornou a educação a distância viável – da mesma forma que tornou a auto-aprendizagem, através de livros, acessível a qualquer leitor. Em meados do século XVIII, graças a prensa, inicialmente criada para reprodução de livros, surge um novo meio de comunicação cuja amplitude de impacto se mostrou exponencialmente maior do que qualquer outro meio existente. O surgimento da imprensa em paralelo com a ascensão da burguesia, e os primeiros jornais entrando em circulação, gerou a eminente difusão da informação. O impacto dos jornais era arrebatador, e, em alguns anos, todas as grandes nações já possuíam seu jornal. As possibilidades eram inúmeras, o conhecimento finalmente começa a ser difundido em grande escala. Livros com variações na tonalidade, na diagramação, e os mais diversos conteúdos começaram a surgir. A força da mídia impressa ascendeu solitária e quase que perpendicularmente durante anos, com modernizações e novas tecnologias somente varias décadas depois, é que essa hegemonia impressa, dá lugar a um paralelismo, Impressa X Radiodifusão X tele-difusão* As tecnologias audiovisuais e de telecomunicações convergem para a cooperação, alterando as formas de produção, difusão e recepção de mensagens. Com o surgimento da telemática, transmissão de dados a distância, reduziu-se o tempo da comunicação tornando-a instantânea, ou seja em tempo real. Essas novas tecnologias proporcionam mudanças de paradigmas no nosso modo de pensar, coletar informações, de produzir e de transmitir novos conhecimentos. Com os veículos em massa, é possível atingir milhares de pessoas anônimas. A comunicação hoje em dia é instantânea, o mundo virtual não há fronteiras.


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Maria Lucia Santaella Braga é professora titular da PUCSP com doutoramento em Teoria Literária na PUCSP em 1973 e Livre-Docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP em 1993. É Diretora do CIMID, Centro de Investigação em Mídias Digitais, da PUCSP e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos (Grupo de pesquisa cadastrado no CNPq). Coordenou o lado brasileiro do projeto de pesquisa Probral (Brasil-Alemanha/Capes-DAAD, 2000-2003) sobre relações entre palavra e imagem nas mídias. Coordenou ainda três outros projetos de pesquisa coletiva de grande porte: “ Imagens Técnicas: do mundo industrial-mecânico ao eletrônicopós-industrial”, convênio PUC/SP-FINEP, 1989-1991; o projeto de pesquisa temático sobre “O Advento de Novas Tecnologias e Novas Gramáticas da Sonoridade”, financiado pela FAPESP, de 1992 a 1995; o projeto coletivo, modalidade multiusuários, “Produção e Difusão da Pesquisa Científica na Era Digital”, financiado pela FAPESP, 1999-2002. É presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica e Vice Presidente da Associación Mundial de Semiótica Massmediática y Comunicación Global, México, desde 2004. É membro correspon-

dente brasileira da da Academia Argentina de Belas Artes, eleita em 2002. É membro do Advisory Board do Peirce Edition Project em Indianapolis, USA. De 1987 a 1995, coordenou o programa de pósgraduação, mestrado e doutorado, em Comunicação e Semiótica da PUCSP. De 1995 até 1999, coordenou o doutorado e pós-doutorado desse mesmo programa. No primeiro semestre de 1987, foi professora convidada pelo DAAD na Universidade Livre de Berlin, desenvolvendo pesquisa sobre Cultura e Meios de Comunicação. Foi pesquisadora associada no Research Center for Language and Semiotic Studies (Centro de Pesquisa em Estudos Semióticos e de Linguagem), em Bloomington, Universidade de Indiana, onde fez inúmeros estágios de pesquisa de pós-doutoramento, em 1988, 1992, 1993 e 1994. Desde 1996, tem feito repetidos estágios em Kassel, Berlin e Dagstuhl, Alemanha, sob os auspícios do DAAD/Fapesp, onde tem ministrado palestras e desenvolvido projetos de pesquisa. Em 2004, foi professora e pesquisadora convidada na Universidade de Valencia. No total, realizou 12 estágios de pós-doutorado no Exterior e já obteve 8 bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq, no qual é pesquisadora nível IA.

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dissertações e teses sob sua orientação, de 1978 até o presente. Participou como palestrante em 45 congressos no Exterior e 196 congressos e similares no Brasil, num total de 241 participações. Foi membro dos grupos idealizadores e realizadores dos projetos de implantação dos cursos de graduação em Jornalismo, do curso de Publicidade e do curso multidisciplinar em Tecnologia e Mídias Digitais da Pucsp-SP. Tem 28 livros publicados, dentre os quais 4 são em co-autoria e dois de estudos críticos. Além dos livros, Lucia Santaella tem mais de 200 artigos publicados em periódicos científicos no Brasil e no Exterior.

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De 1982 a 1990, exerceu o cargo de presidente da Associação Brasileira de Semiótica. Em 1991-93, foi secretária da Associação Nacional de programas de pós-graduação em Comunicação. Desde 1988, é membro do Conselho Diretor do Instituto Internacional de Semiótica com sede na Finlândia. Em 1989, foi eleita Vice-Presidente da Associação Internacional de Semiótica, tendo sido re-eleita para o cargo em 1994, exercendo-o até 1999. Em 1993, foi eleita membro do Conselho Executivo da Federação Latino Americana de Estética com sede na Argentina. Em 1996, foi eleita vice-presidente da Federação Latino-americana de Semiótica. De 1999 a 2002, foi Presidente da Federação Latino-Americana de Semiótica. 148 (cento e quarenta e oito mestres e doutores defenderam suas


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e é xo qu mos li o amos abrica , deix umentar, f efêmero. s o d a a l od a Acom sso quinta do se torn a o preo r u n t p o e n ue es a o o, jogad de plástic ado soluçõ futuro. O q a s s ever o nos resta é sonho os no pas im, pr m s a s c a s o que do Bu ais, e entan t m e t é n ão se lido, n era só da dúvida. a certez

A evoluçã famento c o se prendeu em u m engarra sos pensa ausado pela veloc idade de mentos. J nosamais se juventude ouviu fala tão perturb r de uma ada como soas se e a de hoje, stagnam as pese perdem sem ter a o rumo fa certeza d cilmente o que que rem alcan çar.

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sso dia ais do no mento m i a s o ã gia n do mo A tecnolo mbardeados a to nos ões que s bo ç o a m rm o s fo , que de in a dia amos em xplosão ib e a s a o ã m n u stão ue por s em que o faz com q e e z lo ta e n v e ri a deso sendo is, mas Estamos s de ma o rte m o e p b u acreditar. a s s ento, m um e im c s e o h m n e o r não rend de c e sair po po nos p d m o d te e o m m mes l temos o do qua guir. imaginári r onde se o p r e b a s

Est caos amos viv espir , cada ve endo em itual z ma uma e i nós mesm material, s perdido situação se de nã o recon struir s, temos o sabem m questã o ceito o a o que s s, destr necessida mais ser p do em crenças u d or í m e e o d coisa um ciclo esperanç s no pass e tentar as. T s em vicios udo ado: conmen oe mais em n os tempo estamos está roda n ossa s rea , sendo a revendo utom ções a s á cotid ianas ticos de .


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Atualmente, o conceito de paradigma vem sido aplicado em muitas áreas do conhecimento. Paradigma (do gregoparádeigma), de acordo com o dicionário Priberam, é algo que serve se exemplo geral ou modelo. É a representação de um padrão a ser seguido. Essa palavra foi utilizada pelo filósofo Thomas Kuhn para dizer que teorias, regras e leis aceitas pela ciência são exemplos de paradigmas que podem sofrer mudanças no decorrer do tempo. O conceito de paradigma se tornou comum depois das propostas de Kuhn, e hoje, na linguagem corrente, significa “uma maneira de ver a realidade”. É a partir disso que se passa a compreender não só as questões científicas, mas também as sociais, já que muitos dos conflitos hoje existentes resultam das diversas maneiras diferentes de se ver a realidade. Conforme Polistchuk Illana, paradigma supõe “ordenação”, “série organizada de apontamentos” ou “conjunto de formulações genéricas”. Em plano filosófico, um paradigma serve à “afirmação de uma identida-

de”, a qual, sem renegar diferenças possíveis, opõe-se e contrasta, por ser unitária e uniforme, a toda dispersão pela multiplicidade. É essa sua função positiva. Em resumo, um paradigma consiste em uma mistura de pressupostos filosóficos, de modelos teóricos, de conceitos-chave e de prestigiosos resultados de pesquisa. Segundo Luiz Carlos Lopes(2004), ciência da comunicação vem estabelecendo sucinto paralelo com a ciência da informação, a qual vem caminhando do paradigma do acervo para o paradigma da informação. Conceitos básicos como informação, necessidade de informação e usuários de informação são analisados.

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Paradigmas originam o conhecimento para o nascimento de novas teorias é modelos. A web2.0 é modelo de paradigma, pois mudou a forma de nos comunicarmos, deixando de haver um emissor e receptor que não participava da informação. Isso vem apresentar um novo conceito, no qual receptor participa de forma colaborativa com suas decisões e opiniões, contribuindo cada vez mais para uma

Em uma época marcada pela velocidade crescente na troca de informações, tudo se cria e transforma rapidamente essas mudanças acarretam na dinâmica das organizações comunicacionais. O homem vê-se dominado por sua própria criação, escravo da tecnologia e armazenamento de informação.

nova forma de comunicação. O objetivo é gerar e movimentar novas informações. As pessoas passam a ter acesso as informações e a interagir com delas dessa forma gerando uma nova forma de comunicação além de uma quebra de paradigma. Todos os paradigmas e todas as ideias a ele relacionadas chegaram às grandes massas urbanas, devido à ampla veiculação midiática das representações de um presente e, sobretudo, de um futuro informacional e informático.

”A web2.0 é modelo de paradigma, pois mudou a forma de comunicarmos, deixando de haver um emissor e um receptor, que nao participava da informação, e agora participa.” 17


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A comunicação norteia todas as relações humanas. Antes, utilizávamos o modelo hipodérmico para nos comunicar: a mensagem era passada de emissor para um receptor, no qual o receptor ouvia e interpretava o que era passado. As figuras do emissor e receptor formaram um sistema simples, fechado, que hoje evoluiu para um sistema aberto e complexo no qual os agentes são muitos, as informações viajam por vários meios chegando ao mesmo tempo para infinitos receptores, que, na verdade, contribuem e participam da construção desta informação, que deixa de ter o valor de sistema simples, como se fosse uma mensagem, e passa a ter novos

conceitos, uma vez que é formada por inúmeros autores, sempre gerando uma novidade para cada um. Assim, cada novidade funciona como matéria-prima para se criar uma outra realidade, dentro de um infinito de possibilidades. São com essas infinitas possibilidades (anomalias paradigmáticas), estão sempre se modificando. Mantendo-se bem atualizado pode-se tentar prever o que irá acontecer. De acordo com Mauro Wolf (Teorias da comunicação, Wolf, 1995), uma característica marcante neste sistema fechado era a centralização da produção e do processamento de informações, na qual quem possui o controle do produto era apenas o

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RESSACA RESSACA autor, com o passar do tempo surge uma nova lógica comunicacional o receptor não mais acata as informações e se satisfaz. Uma nova questão é apresentada: a interação colaborativa entre o emissor e o receptor. O paradigma é um padrão a ser seguido, é uma estrutura mental que classifica o real antes de investigar mais profundamente.Os cientistas experimentam dificuldade que o paradigma não consegue resolver que são as anomalias que é aquilo que desvia do padrão, do comum. “Segundo Thomas Kuhn, ao estabelecer-se um novo paradigma no campo científico, as opiniões e procedimentos adotados pelos cientistas são desenvolvidas pelos tais com objetivos comuns. Sendo que no decorrer deste processo os cientistas revelam de forma sistemática a teoria para confrontar a realidade. Por vezes, surgem naturalmente algumas provas inesperadas que são chamados por Kuhn de “anomalias”. Ou seja, aquilo que não tem explicação ou justificação dentro do paradigma é incompatível com o resultado esperado pelos cientistas. Segundo o refletir Kuhniano, uma descoberta começa quando se tem consciência de que existe uma anomalia, ou seja, saber que a ciência não teve êxito conforme as expectativas paradigmáticas necessitam.”(Pedro André Almeida-Anomalias e Crises na Ciência)

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A abertura os novos paradigmas no campo das ciências da comunicação relaciona-se às inúmeras possibilidades derivadas dos atos comunicacionais. Philippe Breton divide a comunicação em três gêneros: informativo, argumentativo e expressivo. Nas mídias contemporâneas, a informação é combinada mais freqüentemente com a expressão do que com a argumentação. As abordagens teóricas destes gêneros não podem ser confundidas com a prática uma vez que um gênero não depende do outro ser entendido. Partindo da discussão em direção aos homens e às mulheres, Breton fala em cinco meios de comunicação de base que seriam o gesto, a oralidade, a imagem, a escrita e o silêncio.

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Estes meios poderiam ou não usar suportes físicos não humanos e a tecnologia para o transporte das mensagens, tais como, a impressão, o rádio e a TV, as gravações em mídias audiovisuais, as redes de computadores e outros. Um progresso se vê transparente ao deixarmos de considerar os meios tecnológicos como um meio de comunicação humana, passando a ser compreendidos como um suporte físico para o transporte de dados que por conseqüência gera a comunicação entre as pessoas, tratando assim os objetos sociais como ferramentas de nosso contexto histórico que serve para transportar a distância o que antes era feito apenas com a presença física do homem e seus objetos reais. Sendo objetos sociais, psicanaliticamente ,diria Zizek: “Nós os olhamos e eles nos olham e nos vêem como parte da mesma sociedade. Fazem parte da vida, como seres inanimados, mas contêm possibilidades efetivas de comunicar e de entrar em contato com a própria subjetividade. Têm características similares às ferramentas e utensílios que indicam determinada profissão e permitem sua execução. São próteses dos corpos, aumentando a expressão, ação e sentidos.”

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do EX po sen PRE me pula tim SS de nto r, p ento IVO es am , fu rogr , ta : ser de tétic or e nera ama l com ia o qu o, tc. is, s d o ref n er alq de Es fe e ue se tar sta aud as te ente r n co ia, s c itó le a atu ns ig om rio no o u re ide ual em , c vel so d za ra m e a r b en ora rim s, c a em . ela te, tiva ôni an o ou vinc s, as d cion ção d nã ul a ec e c ei r , o a do l ar as o ob ao açõ ara g e de ost s ar o te

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“A informação se tornou a grande palavra de ordem, circulando como moeda corrente.” (Hayles 1996b, p. 259, 270). O avanço da tecnologia fez com que as mídias antigas se remodelassem para que elas continuassem a existir. O jornal impresso passou a decodificar os fatos ao invés de apenas expor como vinha sendo feito até este momento. A escrita é prova forte disso, já que no início eram utilizadas peles de carneiro como base de apoio, depois evoluiu para o papiro e finalmente para o papel. Santaella diz que o jornal não é uma mídia que irá desaparecer apenas com o advento da TV e do rádio, mas ele apenas sofre modificações na sua plataforma de existência, assim como a escrita vem sofrendo ao longo do tempo. Essa aceleração das telecomunicações e dos transportes deixa as pessoas em dúvida se isso é a salvação ou a perdição. “A tecnologia não apenas penetra nos eventos, mas se torna um evento que não deixa nada intocado. É um ingrediente sem o qual a cultura contemporânea – trabalho, arte, ciência e educação-, na verdade toda a gama de interações sociais, é impensável.” (Aronowitz, 1995, p. 22). O pós-humano é um termo usado para referir-se às grandes transformações que as novas tecnologias da comunicação estão trazendo para a vida humana, no nível psíquico, social e antropológico. Cada mídia vai cumprindo o seu papel para uma completa e acessível comunicação, tendo como resultado em avanço cultural.

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Cultura é a identidade do povo, e se distingue em cada grupo de pessoas que são separadas socialmente ou geograficamente. As culturas são muito diversificadas. Para que haja comunicação entre as pessoas de várias culturas, precisa-se de um meio para as informações transitarem, e isso é a mídia. “Embora sejam responsáveis pelo crescimento e multiplicação dos códigos e linguagens, meios continuam sendo meios. Deixar de ver isso e, ainda por cima, considerar que as mediações sociais vêm das mídias em si é incorrer em uma ingenuidade e equívocos epistemológicos básicos, pois a mediação primeira não vem das mídias, mas dos signos, linguagem e pensamento, que elas veiculam.”(Santaella, 1992 [2003ª], p. 22-230). As mídias não são estáticas, novas mídias são criadas e há sempre um processo cumulativo. Uma mídia não substitui a outra e sim complementa, ficando claro que em cada período a cultura tem domínio da tecnologia mais recente, mas não deixando de lado as outras mídias já existentes. No campo das mídias, começou a surgir equipamentos e dispositivos que possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório, como exemplo fotocopiadora, indústria de filmes em vídeo, tudo isso chegando ao surgimento da TV a cabo. Essas tecnologias, equipamentos e linguagens, têm a característica de proporcionar o consumo individual, em oposição ao consumo de massa. Foram eles que tiraram a ideia de sermos somente receptores e nos treinou para o entretenimento, a busca de informação e a participação.


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De acordo com Raquel Recuero, as redes sociais funcionam com o primado fundamental da interação social, ou seja, buscando conectar pessoas e proporcionar sua comunicação e, portanto, podem ser utilizados para forjar laços sociais. Segundo Levy ciberespaço é: “Um novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também o mercado da informação e do conhecimento que tende a tornar-se a principal infra-estrutura de produção, transação e gerenciamentos econômicos.” (LEVY 1999, p32).

A expressão “redes sociais na internet” vem sendo utilizada, tanto na mídia quanto em estudos acadêmicos, para se referir indistintamente a tipos de relações sociais e de sociabilidade virtuais que se diferenciam em dinâmicas e propósitos. Segundo Sonia Aguiar essa expressão vem sendo utilizada para designar sites que oferecem ferramentas e serviços de comunicação e interação centrados em um padrão egocentrado de relacionamentos. Alguns potenciam redes interpessoais preexistentes através da comunicação mediada por computador. Outros propiciam a produção narcísica de perfis sem vínculos obrigatórios com a realidade e estimulam a competição pelo aumento compulsivo da rede de contatos, incluindo “estranhos”. Nesses sites (SNSes na sigla em inglês) os nós da rede são usuários e consumidores, contrapondo-se às redes sociais cidadãs, que pressupõem valores de coletividade, cooperação,solidariedade e compartilhamento. Representam, assim, um desafio para as tradicionais análises de redes sociais e para as emergentes abordagens da Ciberantropologia. Redes sociais são um meio de se comunicar com outras pessoas pela internet, nos sites como: Orkut, Twitter, Facebook, Blogs e outros. Geralmente funcionam tendo como base o perfil do usuário, o que gostam, não gostam, seus interesses, hobbies, escolaridade, profissão ou qualquer outra coisa que queiram compartilhar em torno de seus interesses.

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I I I I I II I I I I I I Segundo Santaella, para Castells, as agregações virtuais não poderiam ser chamadas de comunidades virtuais, pois eram redes de relações destinadas a atuar em níveis de realidades diferentes. Por isso, essas redes não podem mais atender à denominação de comunidades virtuais. WEB 1.0 → Disponibilizar, buscar, ter acesso, ler. WEB 2.0 → Expor-se, compartilhar, colaborar. WEB 3.0 → Conectividade, convergência.

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O ciberespaço vai acabar? Sumir? Morrer? O ciberespaço é ao mesmo tempo, coletivo e interativo. É um novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de reconfiguração, potencializador de infinitas ações interativas. As comunidades virtuais que se utilizam desse espaço são formadas por grupos de pessoas globalmente conectadas na base de interesses em comuns ou de afinidades, em lugares de conexões acidentais ou geográficas. Elas estão conectadas através de associações fluidas e flexíveis de pessoas,ligadas através de fios invisíveis das redes que se cruzam pelos quatro cantos do mundo às redes sociais. As comunidades tendem ao isolamento, mas a medida que ela alcança ônibus, TV,rádio, jornal, elas se fortalecem a medida que a internet se relaciona com essas comunidades tradicionais. A importância na comunidade virtual está no espaço criado pela comunicação,um espaço em que as relações interpessoais de confiança, afinidade e reciprocidade são mantidas de forma voluntária e não somente porque está situado em um mesmo local físico.


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Não se sabe onde vamos chegar, como chegar, e até que ponto cada teoria é verdadeira. O homem se esconde atrás das suas invenções cada vez mais potentes, a fim de nelas substituir maneiras de realizar funções que até pouco tempo eram executadas por ele próprio. Desde a Modernidade estamos perdidos, sem rumo e sem referência, dependentes cada vez mais de nossas mais avançadas tecnologias, a fim de protegermos de nossos medos e satisfazer nossas vontades. Teorias são formuladas sobre o caminho que vamos tomar, mas nada que possa acalmar as mentes mais aflitas. Profecias são feitas a cada instante sobre o destino do planeta. Desde religiosos, sobre o fim desse mundo, até estudiosos que preveem mudanças radicais no clima e escassez de água. Muitos surgem e dão sua palavra, e dentre eles, o matemático e escritor de ficção cientifica Vernor Vinge, de 60 anos, dá a sua versão sobre o assunto.

Há mais de 30 anos, o professor de Ciência da Computação da San Diego University alega que o avanço da tecnologia e principalmente na área da informática, vai por fim à vida como nós conhecemos. Nesses últimos anos, ele tem se dedicado a explicar esse conceito, mas tem quem ache que é delírio de cientista maluco. Numa entrevista na revista Época, Vinge alega que até 2030 vamos conseguir criar um supercomputador que seja mais inteligente que a mente humana e que vai dominar o nosso planeta, assim, eles próprios criarão máquinas cada vez mais surpreendentes. Nossas invenções ficarão obsoletas e parecerão estúpidas perto das maravilhas que esses computadores poderão criar. O professor também diz que estamos num século muito perigoso, onde o medo é que impera junto com o avanço da tecnologia, que está cada vez mais presente em nossas vidas.

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super computadores Lista com os 5 Supercomputadores mais rápidos do planeta: - K computer (Japão) - Tianhe-1A (China) - Jaguar (Estados Unidos) - Nebulae (China) - TSUBAME 2.0 (Japão) Com 8.16 petaflops (um quatrilhão de operações de cálculo em ponto flutuante por segundo), o K computer é mais poderoso que os próximos quatro sistemas da lista combinados.

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Ele caracteriza esse conceito como Singularidade, que nada mais é uma expressão da física para significar um universo no qual as leis naturais que conhecemos não valem mais, e nem sequer somos capazes de imaginar outro universo. Após a criação desse supercomputador, o mundo mudará de tal forma que hoje somos incapazes de conceber. Daí o termo Singularidade Tecnológica. Esse momento pode chegar ou não, de acordo com a visão de Vinge. Tudo depende do interesse do homem para com a tecnologia. Se nos interessarmos menos por essa área, sua teoria tem menos chances de se tornar realidade. Porém o sucesso desse avanço é que mostra ser o sinal dessa aproximação. A criação de robôs ficará cada vez mais sofisticada. Chegará um dia que ficaremos na dúvida se são mesmo robôs ou seres reais, de tão perfeitos que serão. A simbiose entre o homem e a máquina também é outro indicador. Hoje já não se consegue viver sem o computador, já que ele aumenta nossa capacidade mental e permite carregar todo o tipo de informação. Após a criação desse supercomputador, em menos de 100 horas nós nos tornaríamos obsoletos, e o que acontecerá conosco é impossível de prever. Pode ser que sejamos extintos ou alguns de nós serão mantidos para executar algumas tarefas. Fala também que poderemos nos tornar seus animais de estimação, e que a convivência entre máquinas seria bem mais amistosa do que a convivência entre seres humanos, já que na nossa espécie, sucesso é obtido através de luta, guerras e conquistas.


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Com a chegada da modernização e a inclusão digital acontecendo a todo vapor, o acesso a musica digitalizada, toma o lugar dos antigos discos de vinil e cds de musica. A facilidade de acesso ao download de musicas em formato como Mp3, WAV populariza as mais variadas musicalidades e acaba por criar conversões dos mais diversos tipos de som. Juntamente com essa popularização surge uma profissão relativamente nova mas muito cobiçada, o DJ.

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RESSACA Ser DJ, abreviação de Disk Joquey ,consiste em entender seu publico alvo e administrar, através de uma sequência musical inteligente, com um toque eletrônico, o ambiente desejado, despertando sensações que variam de euforia à reflexão. Mas esse objetivo muitas vezes é ignorado, em via do glamour que acompanha o nome DJ. Muitas vezes pessoas buscam executar a profissão sem conhecer seu objetivo ou mesmo seus elementos. Buscando apenas o status que a profissão representa, eles se tornam “ Djs de playlist”, e muitas vezes são responsáveis pela desvalorização da profissão Disk Joquey. Os “ Djs de playlist” caracterizam-se pela falta de técnica e conhecimento da criação das sequências musicais. Geralmente são jovens, de 16 até 28 anos, que levados pela fama que envolve o nome Dj, adquirem equipamentos de discotecagem e passam a atuar como Dj em festas menores. A falta de técnica, como em qualquer outra profissão, gera profissionais vazios que conseguem executar de maneira infinitamente inferior o trabalho de um profissional da área. No caso dos “ Djs de playlist”, o próprio nome descreve o trabalho executado. São profissionais que fazem download de musicas do momento, já previamente remixadas por um profissional, criam uma sequências ( conhecida como playlist, ou Lista musical) e se passam por profissionais da área, sem se preocupar com o publico e o sentimento que se deseja atingir com a musica. Para preencher esse vazio formado pela falta de técnicas de mixagem, hoje existem diversas escolas de Dj espalhadas pelo mundo como as americanas Dubspot ( www.dubspot.com) e Scratch (www.scratch. com) que juntas já formaram mais de mil Disc Joquei profissionais. Escolas como essas ensinam como fazer a imersão da musicalidade no meio eletrônico, gerando profissionais completos e centrados no objetivo principal do DJ, despertar sentimentos . No Brasil são escolas como DjLand(www.djland. com.br) e Aimec(www.aimec.com.br) que disponibilizam cursos como esse. Mas o alto crescimento da demanda por conhecimento na área, já vem criando novas opções de formação para Djs, e um projeto de lei do senador Romeu Tuma, que regulamenta e transforma a “discotecagem” em profissão, já esta sendo votado no senado. Com isso a tendência será a profissionalização do mercado e uma diminuição dos “ Djs de playlist”.

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As tendências do mundo pós-moderno refletiram em novas caracaterísticas na estética masculina. Estas motivaram novos comportamentos no sexo masculino e romperam com o conceito que homem não pode ser vaidoso.

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Produtos de beleza nunca foram tão cobiçados pelos homens. Com toda essa informação e a quebra do preconceito que vem diminuindo cada vez mais nos últimos tempos, o homem não está mais preocupado com o que os outros vão pensar e está mais vaidoso do que nunca, procurando cuidar da aparência, do corpo e do seu guarda roupa também. O homem se livrou de todos os paradigmas de que homem não pode se cuidar, não pode chorar, não pode ter uma boa pele e com isso está cada vez mais a procura de novos tratamentos de beleza e estética criando um novo mer-

Os homens mudaram e certamente para melhor! Toda aquela estética do homem machão, grosseiro, rude, sem vaidade alguma, está mudando cada vez mais. O homem moderno está deixando a armadura de lado e procurando se cuidar para ficar bem com ele mesmo, se interar cada vez mais sobre produtos de beleza, moda, tendências, assuntos até então direcionados para o público feminino.

Creme, lápis de olho, base, baton incolor, estes eram utilizados pelo público feminino. Pois é: nos tempos de hoje a coisa mudou pessoal. A estética do homem moderno já não é mais a mesma de antigamente.

A vaidade sempre foi uma característica das mulheres, no entanto, o espaço para a vaidade masculina vem crescendo, e o homem sente-se mais à vontade para demonstrar seu desejo de ser atraente, gerando maior autoconfiança, tanto no âmbito pessoal quando no profissional.

Todo esse cuidado demonstra atitude, auto estima elevada e autoconfiança. O jogador David Beckham é um símbolo dessa mudança entre os homens, pois está sempre bem vestido, bem maquiado, com uma aparência saudável e nem por isso tem a sua masculinidade colocada em dúvida.

A presença deles em salões de beleza é cada vez mais marcante. Geralmente, além de realizar cortes de cabelo, os homens estão buscando sem medo e preconceito outros processos para uma aparência mais limpa e bem cuidada. Já é com mais freqüência que se encontram homens fazendo as sobrancelhas e unhas, procurando um aspecto mais leve no visual.

Os tratamentos buscados pelos homens são os mais variados, dependentes da vaidade individual. Tratando-se da região facial, eles geralmente buscam diminuir as marcas de expressão, como os famosos “pés de galinha”. Além disso, eles procuram cada vez mais a lipoaspiração, mais comum em áreas como o abdômen. Entre outras cirurgias, eles buscam também a ginecomastia, que consiste na correção das mamas masculinas e aplicação de próteses de silicone nas pernas e no peito, para uma aparência mais atlética.

cado de indústria e serviços destinados aos homens sem que isso afete a sua masculinidade e a sua identidade.

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jetivos ra os ob r à a p te n cie isti mpo sufi descansar, ass m a te s o m o Nunca te visitar alguém, s, ficar c rto s amigo ra o cu a p m re o p , c s m é se diário , sair o te p n e m m te a O uil rante o balhar... ados du TV tranq a g e tr rr r, a a c d re que ele estu sob ejariam família, s muito s o e d m s a c a fi o mpo? so ess e com is muitas p ue assim daria te e u q a rm q dia, de fo oras. Mas será h 8 4 e s tives

Quan meses do paramos para p e até a ensar n sado, od lembra os. Quando mos fa record ia já passou saudad a c ; os mo il e m ocorre ”, pensamos ente e além s algo do pa u. quanto de “ba ste tempo faz qu r aquela e aquil o já

cnoo tempo, te m s e m o a ões lógica s informaç área tecno a n ja e s São muita , lado, des da, novida l. Por outro a ra ç u n lt a u v a -c io ia log sóc ção o o no meio uma situa m s m e o c m s té o a nos iad ou tenção até mos ented a ta s s o e m o ta d s n Pre qua que as mento de a devagar! a s s s n a e p p o o p e tem ocorr e por isso segundos, ais. e d lentas m o tã s e s ra ho

Os idosos co mentam que que “o temp antes não e o era a favo ra assim, r das pesso que mudou fo as”, sendo q ram a veloci ue o dade e exce ções, fazend sso de inform o com que o acérebro hum tumasse com ano se acostais situaçõe s, sem que se os segundo s que passa percebesse ram em alg essa velocid uma ação. C ade no reló om gio, cria-se estresse e a a ansiedade s pessoas co , o meçam a nã tempo, preo o aproveitar cupadas co o m que ele pass mais. e rápido de m e o m o onte je, e, o c s o d comoda er o ho muito in s de viv isso, o imo s o m e m c a e ic u F s esq mo”. Por , que no o relóvoa mes o p amanhã m os parar te m e d “o o , p a o rm afinal, nã dessa fo o agora, é te n a port gio. Mário Q uintan existe u ma idad a, em sábias palavra e “(...) p a vida e s diz q ara viv ue s toda inte er apaixonada a gente se en cantar c ó mente e nsidade om se er (...). E de ssa idad m medo nem c sfrutar tudo co ulpa de e tão fu m se pres gaz na ente e te sentir p vida da razm a dur gen ação do instante te chamaque pas sa”. romado poema do Devíamos seguir a expressão no Horácio: Carpe Diem, ou seja, aproveitar a vida, cada experiência que nos é concedida, como se não fosse haver outra, cada momento de nossas vidas, como se fosse o único e o último, afinal, não sabemos como será o dia de amanhã. O tempo passa rápido e a vida é muito breve, por isso, devemos gozar de tudo que ela oferece.

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Como diria Lulu Santo Modernos: s, em sua “Hoje o te música Tem mpo voa a pos mãos, mes mor, escorr mo sem se e pelas sentir que volte amo não há tem r, vamos viver tudo p Sempre ou que há pra o que vimos a fr v a iver...” s e sando rápid : “Nossa, o tempo tá o demais!” pas-


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A obra “Desvio para o vermelho”, de Cildo Meirelles idealizada em 1967, montada em diferentes versões desde 1984, é exibida no Inhotim desde 2006, nos faz pensar sobre a monocromia. Transmite-me a sensação de um mundo mágico e fantástico, como se estivesse mergulhado em um filme infantil ou imaginário e ao mesmo tempo me leva para um lugar frio e dramático. É formada por um ambiente único que não remete a uma casa convencional. Não é um quarto, nem um escritório, sala ou cozinha é um ambiente indefinido, pois tem móveis e objetos mistos. A instalação é formada por três ambientes articulados entre si cuja primeira parte se chama “Impregnação”. Estamos dentro de algo que acontece e se estrutura em algum lugar. A formatação do ambiente cria sensação de um tom monocromático tridimensional. Cildo Meirelles cria visual desconhecido, vemos na mesa esculturas como pequenos objetos, como um cinzeiro, cigarrilha, trabalhos de esculturas que preenchem o espaço formando um ambiente cheio de objetos familiares. Já a segunda fase da instalação chama-se “Entorno”, na qual nos deparamos com um frasco caído no chão: uma estrutura que sugere o derramamento de líquido superior ao valor de volume possível dentro do frasco, essa estrutura desemboca, depois de andarmos, na terceira parte da obra que é chamada “Desvio”, uma espécie de câmara escura que vai derivando do segundo, escurecendo aos poucos, e aí se começa a ouvir um barulho de algo pingando, e no final tem-se um lavatório branco onde uma torneira aberta deixa escoar um líquido vermelho. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.

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