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Eternizar a figura do

irmão dos pobres Igreja no Brasil se mobiliza para a celebração do Centenário de Dom Helder Câmara Por Dom Genival Saraiva

O

Regional Nordeste 2 da CNBB, a Arquidiocese de Olinda e Recife, a Universidade Católica de Pernambuco e o Instituto Dom Helder Câmara (IDHeC), mediante uma convergência de iniciativas e a conjugação de esforços, estão à frente de uma programação, que começou no dia 7 de fevereiro, como responsabilidade compartilhada, ao organizarem a comemoração do Centenário de nascimento de Dom Hélder Câmara. A data centenária – 7 de Fevereiro de 2009 - é singular, embora o homenageado não esteja fisicamente entre nós. É singular,

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precisamente pelo fato de se saber que a linguagem do tempo e do espaço não é, em verdade, a mais expressiva. Uma pessoa não é reconhecida apenas quando faz a história; o dado mais significativo é quando essa pessoa continua falando à família e à sociedade, ao “entrar na história”. Dom Helder é uma dessas personagens que fizeram e entraram na história, por razões que vão além da esfera eclesial. A comemoração do seu nascimento dá a oportunidade de identificá-lo como homem de Deus, servidor da Igreja, pastor de todos, irmão dos pobres, ao se celebrar sua memória, como ser humano, bispo, pedagogo; homem de oração, formador de opinião; conferencista de auditórios qualificados e comunicador de massas; homem de títulos acadêmicos e expressão de simplicidade; cidadão do mundo e morador das Fronteiras; corajoso defensor dos injustiçados e determinado pregador da não-violência; pastor dos pobres e educador da solidariedade dos ricos; exemplo de bondade, linguagem de ternura, artífice da comunhão, protagonista da colegialidade. O Regional Nordeste 2 da CNBB, a Arquidiocese de Olinda e Recife, a Universidade Católica de Pernambuco e o Instituto Dom Helder Câmara têm o importante papel de fazer chegar às bases não propriamente a comemoração do Centenário, mas o conhecimento da pessoa de Dom Helder, o Pastor da Paz; na realidade, o fator tempo já o distancia das gerações mais novas que precisam conhecer as suas iluminações e contribuições em assuntos de interesse da vida da Igreja; basta vê-lo ante a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB -, e o Conselho Episcopal Latino-Americano – Celam, instituições a que está ligado, do

momento de sua criação à maturidade de seu funcionamento, como espaços de afirmação da colegialidade episcopal e da co-responsabilidade pastoral, nacional e continentalmente; sua eficiente participação no Concilio Vaticano II não está registrada em intervenções na “Aula Conciliar”, mas na sua capacidade de contribuição, por meio da articulação de Padres Conciliares, de peritos e assessores, como se constata em escritos seus, como Correspondência Conciliar - Circulares à Família do São Joaquim – 1962-1964 e outros estudos como o livro A Igreja do Brasil no Concílio Vaticano II, de Pe. José Oscar Beozzo. É necessário transmitir às gerações de hoje as suas preocupações e contribuições em relação à vida do povo; basta vê-lo à frente da Cruzada São Sebastião, Banco e Feira da Providência, vêlo como defensor dos Direitos Humanos, da justiça, da paz. Suas iniciativas vencem a prática do assistencialismo, estimulam a promoção social e defendem a dignidade humana. A programação, em 2008 e 2009, compreende momentos celebrativos, atividades de natureza científica, manifestações culturais e marcos materiais. Dela emergem os traços da personalidade e do ministério de Dom Helder que, pela graça de Deus e pelos estímulos dessa comemoração, falarão às consciências e tocarão os corações, suscitando gestos na vida das pessoas e das instituições, na dimensão da espiritualidade individual, da comunhão eclesial e da cidadania responsável. Ao término da comemoração, haverá motivos para uma continuada Ação de Graças a Deus, diante da grandeza humana, espiritual, eclesial, ética, cívica e política de Dom Helder Câmara! Dom Genival Saraiva, é bispo de Palmares-PE

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entrevista Dom Raimundo Damasceno Assis

APARECIDA: Um ano depois Revista Paróquias & Casas Religiosas: Quais as diretrizes mais importantes acionadas a partir do encontro de Aparecida? Dom Raimundo Damasceno: O novo enfoque da Conferência de Aparecida é o forte impulso missionário, fundamental para a Igreja que, por natureza, é missionária. Um segundo enfoque importante da Conferência é a valorização do sujeito evangelizador, do discípulo de Jesus Cristo, pois cabe a ele levar a Boa Nova do Evangelho a todos. A missão de evangelizar é direito e dever de todo batizado: bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, leigos. Do ponto de vista pastoral é importante que a formação do batizado se desenvolva dentro de uma pedagogia, mediante etapas a serem percorridas. Primeiramente à iniciação cristã, que deve levar ao encontro com Jesus Cristo, e em continuação o aprofundamento da fé do batizado, mediante a catequese, a fim de que o batizado se torne evangelizado e evangelizador.

A educação religiosa foi um dos itens a merecer destaque nas discussões, não?

Faz um ano que a pequena cidade de Aparecida sediou V Conferência do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe, honrada também com a visita do Papa Bento XVI, sua primeira viagem apostólica intercontinental depois de ter sido eleito Papa. O evento marcava a celebração dos 50 anos da criação do CELAM, mas como bem observou o anfitrião do encontro, Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, no contexto do novo milênio, seriam discutidos vários temas, sendo o tema central: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, para que Nele todos os povos tenham vida: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo, 14,6). Hoje Dom Damasceno fala à Revista Paróquias na condição de Presidente do CELAM, função que ocupa desde julho de 2007 até 2011 e faz uma análise daquele momento.

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Um outro novo enfoque da V Conferência é em relação à formação dos agentes de pastoral. Estes devem ser bem formados, ter uma formação sólida, o que é um dos grandes desafios a serem enfrentados hoje pela Igreja. Outro enfoque importante do Documento da V Conferência é uma pastoral que tenha por objetivo formar comunidades vivas, participativas e que atinja todos os espaços da sociedade, da comunidade paroquial. Uma pastoral que procure alcançar novos areópagos, novos espaços como a Comunicação, Cultura, Economia, Trabalho, dentre outros. É necessário que cada leigo batizado se torne um discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso se dá mediante a fé,

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que se traduz pela conversão pessoal e pastoral. É importante que toda a estrutura de nossas comunidades esteja a serviço da evangelização e não ao contrário.

Qual a importância da realização do encontro no contexto católico nacional? Um mundo novo, uma sociedade nova que tendo optado por Jesus Cristo, e vivendo em união com Ele, encontre energia e força para enfrentar os desafios atuais. Em Jesus Cristo, vamos encontrar energia para responder aos desafios dos tempos atuais, dentro da realidade que nos cerca, já que somos responsáveis por transformá-la, à luz do projeto de Deus. Uma sociedade melhor conta com o jovem, com o empresário, com o trabalhador, com o político, com o militar, com o profissional da saúde, enfim com cada um de seus membros. Esta é uma missão abrangente, mas nada vai acontecer se não houver essa conversão pessoal e pastoral de todos nós cristãos.

Houve já algum avanço na sociedade e na Igreja em relação aos itens primordiais discutidos no encontro? As mudanças de um país não se fazem em um ano. Elas se dão a partir de um contínuo esforço de cada cidadão e da sociedade e na defesa comum de um conjunto de valores, como a justiça, a verdade, a liberdade e a paz. Temos ainda muitos problemas a serem superados, como a violência, a pobreza, a qualidade na educação, etc. O país e o continente latino-americano ainda detêm um grande número de pessoas que vivem na miséria, excluída dos benefícios do desenvolvimento, sem acesso a uma educação de qualidade. Há aqueles indivíduos que se matriculam, mas não conseguem concluir o ensino fundamental, nem o ensino médio. Avaliar e interferir nessas questões é um dever de todos nós.

gostaríamos também de abordar a questão da revisão ocorrida no documento elaborado durante o encontro.

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Qual o verdadeiro significado da alteração deste texto?

um dos presidentes da Conferência de Puebla. A presença da Igreja do Brasil no CELAM é necessária e importante, pois é o maior país católico da América Latina.

Logo depois de aprovado, no dia 31 de maio de 2007, o texto foi entregue à Secretaria Geral do CELAM para uma revisão. É natural que este texto exiComo se configuram as obrigações do gisse uma revisão gramatical e estilísCeLAm? tica e alguns ajustes na ordenação dos Em 2007 fui eleito para um manparágrafos e sua numeração, pois seria dato até 2011. A nossa presidência é muito difícil que ele saísse da conferêncomposta por cinco bispos. Há sete cia sem a necessidade de tais ajustes. bispos presidentes de Departamentos e No dia 11 de junho o documento foi também bispos responsáveis de seções entregue ao Papa que autorizou sua que integram os setes departamentos. publicação. O texto final recebeu esses Nesse quadriênio, a principal missão retoques de revisão, que, efetivamente, do CELAM é a implenão mudaram, nem mentação do Docuo espírito, nem a EM ESPECIAL, OS mento de Aparecida e substância do documento. Em especial, PARÁGRAFOS REFEREN- a animação da Missão Continental, ajudanos parágrafos referentes às Comuni- T E S À S CO M U N I DA D E S do as Conferências dades Eclesiais de ECLESIAIS DE BASE NÃO Episcopais no que for necessário para Base não obtiveram OBTIVERAM O NÚMERO alcançar esses dois o número suficiente de votos para sua S U F I C I E N T E D E V OTO S objetivos. O órgão aprovação, ou seja, PARA SUA APROVAÇÃO, OU máximo da assembléia que se reúne, 2/3 dos votantes. Após a carta expli- SEJA, 2/3 DOS VOTANTES. ordinariamente, cada cativa do Presidente APÓS A CARTA EXPLICA- dois anos, é composto da Presidência do CEda Pontifícia ComisTIVA DO PRESIDENTE DA LAM, dos Presidentes são para a América Latina e do atual P O N T I F Í C I A CO M I S S ÃO dos sete DepartamenPresidente do CE- PARA A AMÉRICA LATINA tos, os Presidentes e os Delegados das 22 LAM, este assunto foi completamente E DO ATUAL PRESIDENTE Conferências Episcosuperado. DO CELAM, ESTE ASSUNTO pais da América Latina e do Caribe. Cabe FOI COMPLETAMENTE SU- a assembléia fazer É relevante o fato suas recomendações de o presidente do PERADO ao CELAM e a este CeLAm ser um brasiexecutá-las. leiro? Desejamos que a partir da V ConfeO CELAM é um Conselho Episcopal rência a Igreja na América Latina e que está a serviço das Conferências no Caribe inicie uma nova etapa misEpiscopais da América Latina e do sionária em obediência ao mandato Caribe. Fui eleito na assembléia orde Jesus aos seus discípulos: “Ide, pois, dinária em julho do ano passado. Antes e ensinai a todas as nações; batizaide mim já houve outros presidentes as em nome do Pai, do Filho e do brasileiros: o primeiro presidente Espírito Santo. Ensinai-as a observar foi o Cardeal Dom Jaime de Barros tudo o que vos prescrevi. Eis que estou Câmara, em 1955, ano da criação do convosco todos os dias, até o fim do CELAM; depois o Cardeal Brandão mundo”. Vilela, Arcebispo de Salvador e um dos Presidentes da Conferência de Medellín, e Dom Aloísio Lorscheider,

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nestaedição

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MATÉRIA DE CAPA

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CAPA

expediente Diretor Fábio Castro editora chefe Sandra de Angelis - MTB 15911 Diretor de Redação Sérgio Fernandes Diagramação & Arte Ricardo Silva - Promocat Publicidade Revisão Ana Paula Moreira

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Comercial Adriana Gonçalves publicidade@promocat.com.br

ENTREVISTA

Kiara Castro

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CATEQUESE

3 A PALAVRA DA CNBB 8 EDITORIAL | CARTA AO LEITOR 10 A OPINIÃO DE QUEM LÊ 12 ADMINISTRAÇÃO ECLESIAL 14 DIREITO E IGREJA 16 GESTÃO ECLESIAL 18 CONTABILIDADE 20 SECRETARIADO 22 GESTÃO DE PESSOAS 24 CAPTAÇÃO DE RECURSOS 26 PASTORAL DO DÍZIMO 28 LIDERANÇA 30 MOTIVAÇÃO

32 AUTO GESTÃO 46 INTERNET E IGREJA 48 ORATÓRIA 50 PASTORAL VOCACIONAL 56 PASTORAL FAMILIAR 57 VIDA PASTORAL 58 PASTORAL BATISMAL 60 SOM PARA IGREJA 61 FATOS E IDÉIAS 62 LEITURA INDICADA PALAVRAS CRUZADAS 63 GUIA DE PRODUTOS & SERVIÇOS

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Assinaturas Luzia Alba assinaturas@promocat.com.br (11) 2099 3619

Capa Promocat Publicidade fotos Stockxpert.com / Flickr / Arquivo Promocat Conselho editorial Fábio Castro, Vítor Tavares, Sandra de Angelis, Kiara Castro e Sérgio Fernandes Distribuição Distribuidora Loyola de Livros tiragem 15.000 exemplares Apoio editorial nesta edição Editoras: Ediouro, Loyola, Palavra e Prece, Paulinas, Paulus e Vozes Impressão Gráfica Serrano Público destinado Paróquias, Casas Religiosas, Cúrias, Bispos, Sedes de Governos, Seminários, Órgãos da CNBB, Escolas Católicas, Líderes da Renovação Carismática, Livrarias, Lojas e Produtores de livros e artigos religiosos Paróquias & Casas Religiosas é a Revista oficial da:

evento que conta com o apoio oficial das empresas:

e com o apoio institucional de: A Revista Paróquias & Casas Religiosas é uma publicação bimestral da Promocat Marketing de Serviços, empresa que promove a ExpoCatólica e o CONAGE - Congresso Nacional de Gestão Eclesial. Todos os direitos reservados. A reprodução total ou parcial deste material é permitida mediante autorização prévia e expressa da Promocat Marketing de Serviços, e desde que citada a fonte. O conteúdo dos artigos é de responsabilidade dos autores. Cartas e mensagens enviadas à Redação devem trazer nome completo, endereço, telefone e, se possível, endereço eletrônico (e-mail). As que forem publicadas, por questões de concordância ou espaço, poderão ser resumidas ou editadas. Autores, religiosos e consultores que quiserem publicar seus trabalhos nas áreas de gestão eclesial, vida religiosa e pastoral, entrem em contato com a equipe editorial pelo e-mail: redacao@revistaparoquias.com.br

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realização:

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editorial

cartaaoleitor

Limites são para ser

O padre, a comunidade e o jogo de bocha

A

Uma Igreja viva depende muito mais do comportamento do padre do que dos seus fiéis. Outro dia, em uma de minhas palestras sobre administração eclesial que ministro por esse Brasil imenso, deparei-me com uma experiência até então nunca vivida: o jogo de bocha. Para quem não sabe, o jogo de bocha é um esporte jogado entre duas equipes que consiste em lançar bochas (bolas grandes) e situá-las, o mais perto possível de um bolim (bola pequena), previamente lançado. Esse é um esporte muito comum no Sul do Brasil. A comunidade paroquiana se reunira para comemorar o aniversário de sua secretária paroquial em um evento de muita confraternização e especial acolhida. Surpreendeu-me o afeto e o carinho com que aqueles paroquianos se relacionavam com o padre. Esse, um sujeito de fácil acesso, comunicador, cativante e empreendedor desprovido de paradigmas que só fazem atrapalhar na condução da paróquia e da comunidade. Surpreendeu-me ainda mais a liberdade de comunicação que os paroquianos gozavam com o padre. Era notória a amizade que cultivavam entre si. A comunidade, com cerca de 25 mil católicos dos quais 20 mil freqüentam as missas pelo menos uma vez por mês, detêm ainda um grupo com mais de quatro mil dizimistas, ou seja, mais de 16% de seu contingente devolvem o dízimo mensalmente; um número surpreendente se considerarmos a média nacional que gira em torno de 0,6%, segundo pesquisas recentes do IBGE / FGV. Naquele dia, mais de 300 pessoas entre secretários(as) e agentes de pastorais – e mais alguns poucos padres – se reuniram para assistir à minha palestra sobre administração eclesial e formas de captação de recursos para manutenção dos projetos na comunidade. Sob um calor intenso, todos os participantes ouviram por mais de quatro horas seguidas, minhas colocações sobre esses temas; entre eles, as pessoas que mais tarde estariam na festa se confraternizando sob o “comando” do padre. Este é um exemplo que deixa claro que o envolvimento da comunidade com a paróquia está diretamente relacionado com o comportamento do padre. Se ele for uma pessoa fechada, de difícil acesso, sua comunidade responderá da mesma forma, ou seja, não participando como deveria. Mas, se ao contrário, o padre for uma pessoa ativa, que se relaciona sem preconceitos e se coloca a serviço da comunidade e não sobre ela, os resultados são maravilhosos. E o jogo de bochas? Bem, esse era apenas um artifício utilizado pelo padre para manter o grupo unido e participativo. Com muita sabedoria, ele se utiliza de uma atividade cotidiana de seus paroquianos para motivá-los e torná-los mais participativos. Será que não está na hora de você aprender a jogar bocha?

transpostos

matéria de destaque desta edição é calcada na estrutura organizacional da Comunidade Canção Nova e a Fundação João Paulo II. Em 30 anos tem sido construído um complexo de comunicação sem igual, inclusive se comparado à mídia secular. O alcance de um público incontável, porque se multiplica geometricamente por meio de todos os canais de comunicação disponíveis, o domínio das novas mídias e a leveza com a qual lida com os recursos de interação, apresentam uma proposta de ponta na cadeia produtiva da comunicação de massa. Teóricos e pesquisadores da tecnologia têm dito muita coisa sobre a Web 2.0, alguns investimentos mais ousados têm sido aplicados, ainda que experimentalmente, mas muito poucas ações conseguem ser tangibilizadas, quando o objetivo é propagar uma mensagem única, em direção a públicos diversificados. Quem vislumbra um cenário de futuro, de integração de mídias e de pessoas por meio da tecnologia, poderá se surpreender ao ver a maneira como a Tecnologia da Informação está sendo utilizada para fazer valer a proposta de “evangelizar por meios de comunicação”, preceito descrito em seu estatuto e prescrito também desde os primórdios da Igreja. A estratégia da mensagem é não deixar-se deter por nenhuma barreira, seja ela física ou virtual, para chegar a quem possa se interessar por sua mensagem, pois onde houver gente, haverá audiência. E pensar estrategicamente em como, onde e para quem levar a sua mensagem é fator de sucesso para qualquer proposta ou projeto, inclusive para a sua paróquia ou casa religiosa. Boa leitura! Sandra de Angelis Editora e Jornalista - MTB 15911

CARO LEITOR(A),

Boa leitura! Fábio Castro Diretor da Revista Paróquias & Casas Religiosas

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aopiniãodequemlê ESCOLA CATÓLICA “É fácil perceber porque os colégios católicos estão em crise e perdem cada vez mais alunos. Basta olhar a maneira como são administrados e, principalmente, como é o atendimento na maioria deles. Quando fui matricular meu filho, então com seis anos de idade, em uma instituição de ensino católico para ensinar-lhe os princípios cristãos, fui mal atendida pelo colégio que escolhera e pior que isso, fui discriminada e vítima de preconceito pois me pediram o histórico de toda minha família para depois decidirem se aceitariam meu filho ou não. Como católica praticante, me senti ofendida. Resultado: mesmo católica, meu filho está em um colégio Adventista, por sinal, excelente”. K.J.P.C. Curitiba – PR

Madre superiora que, mesmo sendo de imensa educação e pronta para reparar o erro, não me convenceu. Infelizmente!” Carla Dias São Paulo-SP

“Quando procurei um novo colégio para oferecer uma melhor educação aos meus filhos de sete e seis anos, logo me ocorreu a idéia de matriculá-los em um colégio católico pois, como católicos, acreditamos nos valores dessas instituições. Para nossa surpresa e insatisfação, deparei-me com uma estrutura arcaica, e um péssimo atendimento. Isso porque tratava-se de um dos principais colégios de minha região. Apesar da antiguidade do prédio e de suas instalações, o péssimo atendimento dado pela supervisora de ensino, uma funcionária não religiosa, que empregou um teste de avaliação em meu filho como se ele fosse aluno de ginásio; nem eu, que sou formada em pedagogia, me lembrava mais das questões do teste que mais tarde confirmei pertencer ao ensino ginasial. Isso quando meu filho buscava ingressar na primeira série fundamental. No final, a “supervisora” me disse que meu filho não estava preparado para aquela escola, usando de preconceitos e má educação. Inconformada, liguei para

CAPACITAÇÃO Quero reforçar que o trabalho que vocês têm feito na revista Paróquias e Casas Religiosas tem oferecido um alto valor de capacitação empresarial aos profissionais que evangelizam. Se você souber de cursos ou tiver artigos, indicação de sites na área de Comunicação gráfica e Marketing, ficarei muito feliz de contar com suas dicas! Regiane Flauzino Cachoeira Paulista SP

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ENTREVISTA Agradeço a indicação acerca do problema das célula tronco de embriões humanos. Qualquer estudo nos ajuda a aprofundar o assunto. Nós aqui na diocese procuramos conhecer a problemática. Recebo a revista Paróquias & Casas Religiosas pois sou assinante e alguns fiéis desta Paróquia do Sagrado Coração também, inclusive se servem da mesma o Conselho Pastoral Paroquial. A CF sobre a defesa da vida na linha do ensinamento da Igreja está sendo bem estudada Pe. Benito Di Pietro Parintins/AM

Internet. Até agora tenho lido os artigos disponíveis para os leitores não assinantes, mas seria muito importante para mim receber a revista completa, sobretudo neste início do meu ministério. Agradeço a vossa generosidade e rezo por vós para que o Senhor continue a abençoar a vossa obra. Pe. Salvador Bila Moçambique RECONHECIMENTO ECLESIAL Agradeço à Revista Paróquias & Casas Religiosas, espaço de qualidade - tanto no conteúdo quanto na apresentação gráfica que enriquece a missão e o serviço de evangelização em todo o Brasil. Parabéns pelo trabalho realizado. Deus abençoe, hoje e sempre. O irmão em Cristo. Dom Eduardo Pinheiro da Silva Bispo Auxiliar de Campo Grande /MS ERRATA No artigo de Regina Céli intitulado “Otimização de pequenos espaços”, publicado na pág 51 da 10ª. edição da Revista Paróquias, a palavra “misticismo” erroneamente substituiu “mistagogia” e “casa noviça” substituiu “casa de noviças”. À autora e aos leitores, as nossas desculpas.

PARÓQUIAS NA ÁFRICA Sou Pe. Salvador Bila, 28 anos, diocesano da Arquidiocese de Maputo (Moçambique). Estou na Paróquia de São Francisco de Assis do Infulene, um bairrro suburbano nos arredores da cidade capital do país, Maputo. Agora sou vigário paroquial e trabalho com um sacerdote mais velho. Temos três comunidades e somos apenas dois sacerdotes. Fui ordenado há três meses. Um dia descobri a vossa extraordinária revista “Paróquias & Casa Religiosas” na www.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


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administraçãoeclesial

Gestão

com foco em

espiritualidade Os processos administrativos passam antes pelo ser humano, composto por mente, corpo e espírito Por Fábio Castro

P

odemos entender espiritualidade de diversas formas muitas delas equivocadas – de comportamentos humanos. Segundo o dicionário Aurélio, espiritualidade é a qualidade do espírito... o progresso metódico e constante dos valores espirituais; e é por essa premissa que devemos nos empenhar para a motivação, também constante, das pessoas. Outro dia vivi uma experiência interessante quando ministrei palestra para um grupo de vendedores de uma das maiores editoras católicas do Brasil que buscava motivar sua equipe de vendas; tudo sob conceitos de espiritualidade. Nada muito novo, se tratamos de uma instituição católica; porém, recurso pouco utilizado mesmo nesse ambiente. Mais feliz fiquei – e sempre fico – quando ministrei uma outra palestra sob gestão e espiritualidade, dessa vez dirigida a executivos de empresas seculares, que têm no lucro seu objetivo maior. Também grandes corporações que atuam no mercado de capitais – empresas e grupos de investidores – estão treinando

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seus executivos e gerentes com temas voltados para a espiritualidade da pessoa. Certa vez, em uma de minhas palestras, falei para mais de 500 executivos sobre conceitos cristãos aplicáveis na gestão de seus negócios. Entre católicos por cultura, praticantes e evangélicos, a esmagadora maioria dos ouvintes era de pessoas afastadas de suas crenças, ou sem nenhuma, mas interessadas em conhecer Jesus, pelo menos saber sobre seus princípios. Estes empresários também buscam mudar o modelo de gestão atual de suas empresas, que reduz as pessoas a meros indicativos de produção. Buscam ainda contribuir para uma sociedade mais humana e mais justa, baseada em princípios éticos. Sempre digo que Jesus Cristo é exemplo para qualquer pessoa em todas as áreas de sua vida, inclusive e principalmente, para as áreas profissionais, considerando que na cultura em que vivemos somos obrigados a trabalhar quase que ininterruptamente. Jesus mostra, também, o equilíbrio sobre todas as coisas como razão e emoção, por exemplo. www.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


E em verdade também vos digo: trabalhar a espiritualidade das pessoas também é investir na busca por melhores resultados individuais e em conjunto. Sentimentos como auto-suficiência e o medo de mudanças, não criam um ambiente propício para que se trabalhe esta questão. Orgulho, ansiedade e vaidade também não! Uma pessoa de espiritualidade sente-se responsável e sabe que pode mudar as coisas que atrapalham. É o “comandante de seu próprio destino” e, com fé, sempre realiza as mudanças necessárias. Foca seus objetivos e os da comunidade e dedica-se a conquistálos. Aprende a gostar de si cada vez

mais; assim passa a gostar mais das outras pessoas. Tem como meta cuidar melhor de si mesmo para melhor cuidar do próximo. Também reserva sempre em sua vida um espaço para aprender novidades; não se fecha em antigas idéias que só a limitarão. Abre-se para novos relacionamentos e vê em cada um deles novas possibilidades de aprendizado e crescimento, profissional e espiritual. Esta pessoa também nunca se esquece de que seu comportamento influencia o comportamento de outras pessoas. É, ao mesmo tempo, emissora e receptora de carismas. Sabe que seu desempenho pessoal e profissio-

nal dependerá muito da sinergia que estabelecer com aqueles com quem se relaciona. Em seu livro Gestão e Espiritualidade – Paulinas 2007 -, o autor, que também é Irmão Marista, diz que “lidar com o orgulho e a vaidade das pessoas é tocar no porão escuro da interioridade de cada um” e conclui que “vigiar e orar, são caminhos para não cair em tentação”.

inviabiliza os ciclos de vida no nosso planeta). Construtiva, porque sinaliza que é possível e necessário um estilo de vida saudável, o cultivo de valores humanos mais elevados e uma economia justa e sustentável. No entanto, profetismo sem gestão é inconseqüente e suas realizações parciais. E gestão sem profetismo leva as instituições a “perderem o sal” que lhes dá sabor e qualidade dificultando a eclosão de novos paradigmas. Profetismo e gestão constituem uma tensão produtiva e necessária. Dificilmente haverá harmonia entre eles, pois são diferentes o lugar social e os interesses que orientam cada pólo dessa tensão. Más é com esse conflito que a história caminhará. O pensamento complexo é a chave de interpretação apropriada para pensar

a relação entre gestão e espiritualidade. A união entre as duas instâncias leva a respeitar as especificidades. Somente com o pensar complexo é possivel compreender e atuar em organizações humanistas com sucesso e coerência. O difícil equilíbrio entre realidades muito diferentes como a gestão e a espiritualidade pode transformar-se em grande diferencial. Trata-se de manter a fidelidade criativa ao carisma, ao mesmo tempo que se responde de forma ousada aos desafios atuais da sociedade e do mercado.

Fábio Castro é palestrante e diretor da Promocat Marketing de Serviços, empresa que promove a ExpoCatólica e publica a revista Paróquias & Casas Religiosas. Tem formação em administração de empresas com especialidade em marketing de serviços e qualidade total. Atualmente cursa Gestão em processos administrativos pela FGV – Fundação Getúlio Vargas e Gestão em Marketing pela UNIP-SP.

Gestão com espiritualidade lúcida Por Afonso Murad

A espiritualidade unificadora e encarnada ajuda as pessoas e as organizações a estabelecerem pontes entre a fé e as realidades humanas, inclusive a gestão. Jesus diz que seus seguidores são “sal da terra e luz do mundo” (MT 5,13s). A fé encarnada confere sabor, qualidade e cor à existência. Não retira o ser humano de suas tarefas temporais, e sim possibilita realizá-las com motivação mais profunda. O profetismo é muito atual e contribui com postura crítica e construtiva diante da sociedade e de suas estruturas. Crítica, pois revela seus mecanismos perversos, denuncia a “Cultura da aparência” e diz com clareza que o atual modelo de economia do mercado globalizado é injusto (cria cada vez mais pobres e excluídos) e insustentável (destrói o ecossistema e

Afonso Murad é irmão marista e pedagogo, com especialização em gestão pela Fundação Dom Cabral, doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Publicou diversos livros pela Paulinas Editora. Atualmente leciona NA Faculdade dos Jesuítas e no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) em Belo Horizonte-MG. Trecho do livro “Gestão e Espiritualidade: uma porta entreaberta”, págs 181 a 182 - Paulinas, 2007. A REVISTA PARÓQUIAS RECOMENDA A LEITURA DESTE LIVRO!


direitoeigreja

SEM

VONTADE

E SEM GRAÇA

O processo de nulidade matrimonial para os casos de casamento sob pressão

Por Dom Estevão Bettencourt

O

casamento é um contrato que só pode ser válido se livremente contraído pelos interessados. A violência infligida a um dos nubentes o torna nulo. Quem está consciente disto, não se pode ainda comportar como solteiro, pois todo casamento é celebrado publicamente e, conseqüentemente, há de ser declarado nulo publicamente (quando de fato é nulo). O casamento interessa a toda a sociedade, pois constitui a família, que é a célula-mãe da sociedade civil e eclesiástica. Casamento secreto não é considerado válido pelo Direito Eclesiástico.

Sob pressão É de crer que o casamento em foco, caso celebrado na Igreja, haja sido nulo. Com efeito; o matrimônio é produzido pelo consentimento dos nubentes; ora o consentimento é um ato da vontade, que é uma faculdade essencialmente livre. Consentir à força não é consentir. Por isto reza o cânon 1103: 14 Paróquias & casas religiosas

“É inválido o matrimônio contraído por violência ou por medo grave proveniente de causa externa, ainda que não dirigido para extorquir o consentimento, quando para dele se livrar, alguém se veja obrigado a contrair o matrimônio”. Comentando o cânon, vemos que é nulo o casamento produzido por violência ou medo, desde que se cumpram as seguintes condições: 1 - O mal que a pessoa teme, se não aceitar o casamento, deve ser grave; 2 - O medo há de ser incutido por uma causa externa (ameaça de morte, de denúncia, de vingança...). Não seja mero fruto da imaginação ou da sensibilidade de quem se casa. Não é necessário que o medo ou a violência visem diretamente ao consentimento matrimonial, mas basta que o nubente, pressionado ou colocado numa situação embaraçosa não explicitamente relativa ao matrimônio, julgue não ter outra saída senão casar-se.

Embora o casamento contraído sob pressão seja nulo, quem assim se casou não se pode comportar como solteiro antes que a nulidade seja declarada publicamente pela autoridade competente, como se dirá a seguir.

Processo de declaração de nulidade À Igreja não toca anular casamento validamente contraído e carnalmente consumado. Todavia ela pode - e mesmo deve - declarar nulo um casamento que, embora aparentemente válido, foi nulo por existência de um impedimento dirimente ou decisivo. O casamento celebrado sob pressão recai sob esta cláusula. Deve ser levado ao Tribunal Eclesiástico, para que, feitas as devidas investigações, seja finalmente declarado nulo. Antes da declaração de nulidade, não é lícito aos “esposos” comportar-se como solteiros, pois, assim como o matrimônio é celebrado publicamente, assim também deve ser publicamente declarado nulo. A razão disto é que o www.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


casamento interessa à sociedade, já que constitui a célula-mãe da sociedade civil e eclesiástica; ele funda a igreja doméstica. Por isto a sociedade tem que ser notificada para que ela possa reconhecer um novo casamento válido após um primeiro “casamento” inválido. Levantam-se, porém, duas objeções:

a) um processo jurídico custa caro!

tado correspondente. Apresente-o na secretaria do tribunal, quando apresentar a sua demanda ou petição inicial. Se realmente precisa desse benefício, não tenha vergonha em pedi-lo” (Casamentos que nunca deveriam ter existido, pp. 57s).

b) já se passou tanto tempo! vale ainda a pena?”

A propósito há muita desinformaO Direito Civil estipula um prazo ção ou mesmo falsas concepções. para se pleitear a anulação do casamenCompreende-se que tal processo to; passado o prazo, já não é possível acarreta despesas, pois supõe sessões recorrer à Justiça para obter a anulação. em que são ouvidas as partes interessaPoder-se-ia pensar que também na das, as testemunhas, os peritos...; são Igreja há um prazo para se pedir a depagos os oficiais do Tribunal. Todavia claração de nulidade. Tal, porém, não se os Tribunais da Igreja não dependem dá, pois declaração de nulidade não é totalmente dos honorários que receanulação; é a verificação de que tal mabem. A administração da justiça é um trimônio nunca foi válido; ele não se dever da Igreja em relação a todos, ricos torna válido com o passar do tempo, de e pobres. Por isto, se há taxas, estas são modo que em qualquer época, mesmo adaptadas às condições das partes enapós decênios de vida comum, as partes volvidas. A propósito interessadas podem escreve o Pe. Jesus a um Tribunal O CASAMENTO IN- solicitar Hortal S.J.: que mande averiguar “Não existe, no TERESSA À SOCIEDADE, JÁ se não houve um imBrasil, uma tabela, em QUE CONSTITUI A CÉLULA- pedimento dirimente âmbito nacional, para no ato de contrair o os tribunais eclesiásti- MÃE DA SOCIEDADE CIVIL E casamento. cos. Alguns não co- ECLESIÁSTICA; ELE FUNDA A Está claro que rebram praticamente volver o passado para IGREJA DOMÉSTICA nada. Em outros, a descobrir um eventual maioria, as despesas impedimento matricom um processo de declaração de nulimonial pode ser incômodo e doloroso; dade ficam entre um e quatro salários todavia é necessário para o bem das mínimos. São taxas que não cobrem os partes interessadas. Escreve o Pe. Jesus gastos reais, com todas as sessões de inHortal: terrogatórios das partes, das testemu“O que se pede é a declaração de nunhas, dos peritos, etc. Na realidade, as lidade, não a anulação. Quer dizer, são dioceses contribuem para cobrir o resto. casos em que nunca houve matrimônio. É verdade que ficam à parte, os honoráEntão, não importa que passe mais ou rios dos advogados. Mas, em geral, é menos tempo. O que produz o matrimôgente que trabalha nesse campo mais nio não é o tempo, mas o consentimento por amor à Igreja do que por outra coidas partes juridicamente hábeis, legitisa. Por isso, se compara com os procesmamente manifestado. Por isso, dá na sos civis de separação judicial ou de dimesma que tenha passado só um dia ou vórcio, o que eles cobram é bem pouco. que tenham passado 20 anos; se faltarem Por outro lado, não esqueça: se você esses elementos, o matrimônio continunão pode pagar nem sequer as taxas ará a ser nulo” (obra citada, p. 58). estabelecidas pelo tribunal, não desisDom Estevão Bettencourt é monge do mosteiro de são ta. Você tem direito à justiça. Peça o Bento e professor de teologia do seminário são José, da Arbenefício total ou parcial de pobreza, quidiocese do Rio de Janeiro. Foi professor de teologia da PUC-RJ de acordo com sua condição econômica. O seu pároco lhe poderá dar o atesAssine: assinaturas@promocat.com.br

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gestãoeclesial

A Decisão

final O papel do Conselho nas organizações do terceiro setor Por Liliane G. da Costa Reis

maior parte das organizações do terceiro setor possui estatutariamente um Conselho ou Diretoria, geralmente responsável por acompanhar a execução das determinações da assembléia junto à instância executiva da organização. No Brasil, não é raro que este Conselho desempenhe um papel menor na vida da organização, cumprindo somente as formalidades legais. Também não é raro que os membros do Conselho não saibam exatamente como podem contribuir para o desenvolvimento da organização e que se limitem a participar de uma ou duas reuniões anuais. Isto gera frustração e apatia, uma vez que pouco é aproveitado do potencial dos membros do Conselho para, por exemplo, gerar novas receitas, ganhar visibilidade pública ou estabelecer novos contatos com outras instituições. No entanto, há várias formas de tornar o Conselho mais presente e atuante na vida da organização, revitalizando este papel e contribuindo para uma nova dinâmica de relações. Confira, a seguir, algumas dicas a respeito do relacionamento com o Conselho:

Aproveitamento dos membros do Conselho Distribua os membros do Conselho em comissões de trabalho. Esta divisão pode ser feita de acordo com as áreas de trabalho da organização (por exemplo: Administração e Finanças; Programas e Projetos; Relações Institucionais; etc). A melhor forma de realizar esta distribuição é solicitar aos membros do Conselho que escolham em que área desejam atuar, de acordo com suas competências profissionais e pessoais. A pergunta é: onde posso dar minha melhor contribuição à organização? De acordo com a atuação da organização, selecione as atribuições e competências das comissões de trabalho, para que todos saibam o que deve ser esperado como resultado desta participação. Cada comissão pode estabelecer sua própria agenda de trabalho, freqüência de reuniões e modos de trocar informações. 16 Paróquias & casas religiosas

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Nas datas de reunião do Conselho, um tempo pode ser separado para reunião das comissões de trabalho. Cada comissão pode dar um informe de suas atividades durante a reunião do Conselho.

Informação Estabeleça uma freqüência (quinzenal, mensal) para envio de informações relevantes aos membros do Conselho. Crie um formato simples para o envio das informações. Preencha-o à medida que as coisas acontecem, evitando ter que fazer um longo exercício de memória ao final de determinado período. Estimule os membros do Conselho a lhe enviarem informações relevantes no período entre reuniões. Selecioneas para repassar aos demais membros do Conselho.

Reuniões Estabeleça uma freqüência de reuniões (bimestral, trimestral) com o Conselho. Envie a pauta da reunião com antecedência, apontando os assuntos que dependem de decisão e os que são para simples informação dos membros do Conselho. Ao final da reunião, envie aos membros do Conselho um resumo do que foi decidido, lembrando datas importantes e tarefas que ficaram a cargo dos membros do Conselho. Liliane G. da Costa Reis é Consultora de organizações sem fins lucrativos em Administração e Marketing. Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, com dissertação sobre Avaliação de projetos em ONGs. Graduada em Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ, 1978. Colaboração no livro Gestão de ONGs, organizado por Fernando Tenório, FGV/RJ, 1997. Artigos sobre Gestão, Marketing e Recursos Humanos no website da RITS. Co-autora do guia Tostão por tostão: organizando a captação de recursos, SAAP/FASE.

14 dicas de gestão Por Francisco Higa, especialista em organização e gestão. Autor do livro Vai Dar M, ministra palestras sobre o assunto.

1. Antes de executar planeje, planeje e planeje. 2. O mau planejamento é a causa mais freqüente do retrabalho. 3. Estabeleça prioridades. 4. Não fique só no planejamento. Estabeleça prazos e cumpra as metas. 5. Ser competente implica em disciplina. 6. Não se acomode. Saia da sua área de conforto. 7. Mantenha o trabalho em dia e ganhe tempo livre para fazer outras coisas. 8. Não negligencie coisas corriqueiras por considerá-las banais. Se você liga o piloto automático, detalhes podem trazer problemas depois. 9. Cultive a humildade olhando-se todos os dias no espelho e fazendo uma autoavaliação. 10. Paciência e humildade são pontos fundamentais para que a equipe gere resultados positivos. 11. É preciso ter coragem para ser um bom líder e assumir que não é auto-suficiente para tudo. Líderes também falham. 12. O bom gestor tem de saber extrair o alto potencial de cada um e montar uma equipe heterogênea. 13. Delegar não significa largar as tarefas para os outros fazerem. A falta de acompanhamento pode resultar em insucesso. Disciplina não é estupidez. 14. Nada de camaradagem. A aplicação de regras deve ser igual para todo o time.

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contabilidade

linHas da transparÊnCia

Conheça mais sobre a função dos livros canônicos paroquiais Por elenita DelamÉa

A

tradição da administração eclesiástica, alicerçada nos princípios da transparência administrativa jurisdicional de linha, formalizada no direito normativo canônico, fez surgir livros consagrados por sua utilidade prática e por grande alcance porque, além de serem de alto valor histórico, oferecem informes para o cotidiano da administração e da contabilidade. Desses livros canônicos paroquiais, e desses, por interessarem ao cotidiano da contabilidade aplicada, destacam-se os livros tombo e de espórtulas.

LIvRO tOmBO O Livro tombo, além de ter alto valor histórico, é de grande utilidade prática para a contabilidade. Trata-se de um livro tipicamente canônico, que funciona como “livro diário”, onde são lançados os atos e fatos significativos, como os de valor histórico e os acontecimentos e/ou procedimentos administrativos de maior relevância, que vão se desenvolvendo no cotidiano das pessoas jurídicas canônicas. Desse livro podem ser extraídas informações de contas e relatórios administrativos, e também para os diferentes inventários canônicos, do interesse do governo, da administração e da contabilidade. Levantam-se dele, entre outros, dados estatísticos e informações sobre aquisição de bens ou recebimento de doações e testamentos. Pois, além da atualização dos direitos e deveres que foram se acumulando nessas entidades sem que tenham passado diretamente pela movimentação financeira propriamente dita, uma con18 Paróquias & casas religiosas

sulta periódica ao livro tombo é fundaprescrição (cân.199,5°; vide também mental para manter atualizado o ativo e (cân. 945-958;1264,2°), e, para este cono passivo contábil. Muitos bens ou entrole, há um livro canônico próprio cargos patrimoniais entram para a conprescrito no cânone 958, §1: nas “Igretabilidade, ou dela saem, pela via do lijas ou outros lugares pios, em que se vro tombo. costumam receber espórtulas de missas, É nas pessoas jurídicas canônicas tenham um livro especial, no qual anopúblicas, como as Paróquias, que esse tem cuidadosamente o número, a inlivro assume maior importância para a tenção, a espórtula oferecida, bem como contabilidade eclesiástica. Mas há oua celebração das missas que devem ser tros livros paroquiais (cân. 535; 558, § 1; celebradas, inclusive, preserve o cânone e/ou, 1307,§ 2, entre outros) tipicamen1307, § 2:..conserve-se outro livro em te canônicos e outros mistos (cân. 1284, mãos do pároco ou do reitor, no qual se §2,7°) que envolvem, simultaneamente, anote cada ônus, com seu cumprimenquestões dos âmbitos canônico e civil, to e seus estipêndios”. Essa contraprova como os contábeis, e do real cumprimento desses destacam-se dos cargos provenienA OBSERVÂNCIA tes do recebimento de aqueles que contêm ônus derivados das DAS EXIGÊNCIAS CANÔNI- espórtulas de missa, doações e legados, das além de revelar a seespórtulas de missas, CAS É ELEMENTO ESSEN- riedade da adminisdas fundações pias, CIAL PARA O PROCESSA- tração eclesiástica para entre outros. E desses a relação direito/ MENTO DOS LANÇAMEN- com livros de espórtulas dever, ou da relação de por conter, além da TOS CONTÁBEIS DESSES contrapartida, é de movimentação finan- ENCARGOS PATRIMONIAIS fonte de confronto de ceira, encargos de preentradas e saídas de QUE, EM ALGUNS CASOS, espórtulas de missas sente e futuro. REALIZAM-SE A MÉDIO E como, por exemplo, entre o recebimento LIvRO De esPÓRtuLAs LONGO PRAZO de espórtulas, como a No livro de espórfeita pela tesouraria de tulas há algo que exige especial atenção dos contadores, princiuma irmandade que não as pode destipalmente daqueles que atuam nas igrenar para outra finalidade, e das celebrajas, ou lugar pio, de Irmandades; refiroções efetivamente realizadas. A obserme à questão das espórtulas das missas. vância das exigências canônicas é Essas espórtulas têm um vínculo comelemento essencial para o processamenpromissal que deve ser satisfeito, daí o to dos lançamentos contábeis desses endever de fazer aparecer, também no bacargos patrimoniais que, em alguns calanço, o valor dessas obrigações ainda sos, realizam-se a médio e longo prazo. não, cumpridas no exercício financeiro. Além do controle concomitante da Esse compromisso não é passível de contabilidade, no âmbito da adminiswww.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


tração ordinária, há um controle administrativo qualificado como os prescritos nos cânones: 958, § 2: “O Ordinários tem a obrigação de examinar esses livros todos os anos, por si mesmo ou por outros” ;e, 1307, § 1: “...redija-se um elenco dos ônus derivados de fundações pias, e se fixe em lugar visível, a fim de que as obrigações não caiam no esquecimento” : entre outros. Inclusive, há prescrições de penas para “quem ilegitimamente aufere lucro de espórtulas de missas..” (cân. 1385). Como se vê, há um conjunto de dispositivos canônicos que visam assegurar o cum-

primento das obrigações decorrentes do recebimento de espórtulas e, conseqüentemente, há uma exigência implícita da contabilidade manter esses registros em dia e em contas que possibilitem a visualização desses encargos futuros. Trata-se de algo sério demais para ser ignorado pela contabilidade, mesmo porque tais encargos afetam os balanços dessas entidades. Elenita Delaméa é autora do livro “Contabilidade eclesiástica: algumas questões operacionais” e outros títulos sobre Administração Eclesial pela Edições Loyola. Site: www.loyola.com.br

Os erros mais comuns na gestão financeira Dicas do Sebrae/SP

A inexistência de uma adequada gestão financeira pelas instituições provoca uma série de problemas de análise, planejamento e controle financeiro das suas atividades operacionais, entre os quais citamos: • Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber, valor das contas a pagar, volume das despesas fixas ou financeiras, etc. Isso ocorre porque não fazem o registro adequado das transações realizadas; • Não saber se a instituição está tendo superávit, ou não, em suas atividades operacionais, porque não elaboram o demonstrativo de resultados; • Não calcular corretamente o preço de venda de seus produtos e serviços, porque não conhecem os seus custos e despesas; • Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, e o volume e o destino dos pagamentos, porque não elaboram o fluxo de caixa;

• Não saber o valor patrimonial da instituição, porque não elaboram o balanço patrimonial; • Não conhecer corretamente o custo das mercadorias vendidas, porque não fazem um registro adequado do estoque de mercadorias; • Não saber corretamente o valor das despesas fixas da entidade, porque não fazem separação das despesas pessoais em relação às despesas da entidade; • Não saber administrar corretamente o capital de giro da instituição, porque não conhecem o ciclo financeiro de suas operações; • Não fazer análise e planejamento financeiro da entidade, porque não tem um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).

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secretariado

A BOCA FALA

DAQUILO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO Voz e Fala: importantes aliados na comunicação

Por Maria A. Miranda

V

oz e fala são fatores de grande importância na comunicação. Sem dúvida, estar vestido de forma apresentável, conhecer sobre o assunto do qual se pretende falar, ter boa aparência, maneiras agradáveis, elegantes, e um sorriso franco no momento adequado também são aspectos que fazem parte do processo e do ato de se comunicar. Contudo, saber utilizar-se da palavra e da voz para a comunicação exige interação para consigo e para com os seus interlocutores. As pessoas com facilidade e habilidade desenvolvida para falar em público, ou simplesmente para falar se expressando adequadamente e naturalmente, geralmente são desinibidas e extrovertidas, apresentando um uma boa percepção de si e do outro, independente de condições sociais e culturais. Não que aos introvertidos e tímidos seja proibido alcançar um grande desempenho comunicativo, mas exigirá a conscientização de suas habilidades e um bom aprendizado de como exercer a sua competência. Assim, também, aos bons comunicadores desfavorecidos culturalmente, a aprendizagem formal ou acadêmica irá aprimorar suas habilidades comunicativas. 20 Paróquias & casas religiosas

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Quando falamos, expressamos o vagrais do ser humano estão implicadas lor da palavra em si, criamos sentidos na manutenção de uma boa voz. com o que está submerso ou nas entreliA rigor, quando se fala de uma voz nhas, usamos expressões faciais, e muisatisfatória, leva-se em consideração tas vezes corporais, para enfatizar ou que ela seja produzida sem esforço, seja evidenciar aquilo que queremos dizer. agradável aos ouvidos de quem ouve e Assim, saber falar bem não significa utide quem fala e seja compatível com a lizar apenas um vocabulário adequado, pessoa que a produz. Diante do exposnem ao menos repetir artificialmente to, uma voz disfônica ou desagradável fórmulas bem-sucedidas de se comunipode estar advertindo, entre outros, car visualmente. Grandes comunicadopara problemas emocionais em que o res são pessoas com inteligência e aptiindivíduo esteja envolvido, mesmo que dão para ouvir o outro e desenvolver um a rouquidão, como exemplo de disfonia, olhar aguçado para moldar seu discurso pareça deixar a voz mais sedutora. Dede acordo com a reação de seu interlopendendo do tipo e do grau de disfonia, cutor. Aprender a falar bem é, portanto, ouvir e observar esta pessoa falando é a arte de escutar, perscrutar aquele com cansativo e desvia a atenção do conteúquem se conversa e exercitar as capacido de interesse. dades oratórias. Então, como se realiza, naturalmenFalar de maneira pausada, correta, te, a comunicação por meio da voz? com articulação preciPor um lado, uma sa (uma boa dicção), boa voz revela harmoGRANDES COMUNI- nia biopsicossocial e sem omissões, sem exageros de expressões CADORES SÃO PESSOAS COM realiza, por si, uma faciais e corporais, deboa comunicação. senvolvendo sua argu- INTELIGÊNCIA E APTIDÃO Orientações para mamentação com um en- PARA OUVIR O OUTRO E nutenção da saúde cadeamento lógico do incluem cuidaDESENVOLVER UM OLhAR vocal pensamento, mostrandos com a saúde geral, do com clareza o que AGUÇADO PARA MOLDAR desde a alimentação, deseja é uma forma de SEU DISCURSO DE ACORDO sono, postura corposer bem compreendiral, vestuário, prática do, estabelecendo, por- COM A REAÇÃO DE SEU IN- desportiva, até cuidatanto, uma comunica- TERLOCUTOR dos mais específicos ção adequada. para as regiões que A análise das rescompõem o sistema postas dadas pelo olhar, expressão fade emissão da voz e a redução dos abucial, corporal, ou mesmo uma nova sos e do mau uso vocal. questão levantada pelo interlocutor enPor outro lado, uma voz bem utilizada caminhará a interação discursiva. Ainda conserva seu tom natural, uma intensidanos sentimos surpresos e assustados ao de adequada ao ambiente e uma velocidaver uma pessoa falando sozinha, incoede apropriada ao assunto e ao caráter mais rentemente, talvez porque falte um eleou menos formal, porém, apresenta inflemento básico para ocorrer a comunicaxões, mudanças de ritmo, entonações, ção – o outro. acentuação, prolongamentos, pausas, ou Se a fala demonstra o exercício inteseja, os elementos supra-segmentais, ou lectual que realizamos para comunicarnão-lingüísticos, são variados. nos, a voz demonstra exatamente as Nesse sentido, somando-se à respiemoções nas quais as palavras vêm ração silenciosa, tranqüila e eficiente, a transportadas. Partindo do pressuposto uma voz projetada, clara, flexível, e à que a voz está relacionada com a harfala precisa, bem coordenada e com camonia entre o equilíbrio das múltiplas pacidade argumentativa, torna-se eficaz estruturas orgânicas e sua dinâmica e o a comunicação. equilíbrio psicossocial de cada indivíMaria Aparecida Miranda de Paula Machado é fonoaudióloga e doutora em saúde Pública. duo, observa-se que as dimensões inteAssine: assinaturas@promocat.com.br


gestãodepessoas

Fuja de problemas

Forme uma equipe eficiente Super dicas para evitar problemas em equipes Por Débora Martins Escolher bem

Motivação

Muitos problemas podem ser evitados quando são tomados os cuidados apropriados na escolha da equipe. O momento em que se realiza um processo de recrutamento e seleção é crucial, pois evita a contratação de pessoas despreparadas, tanto para assumir as tarefas pertinentes ao cargo quanto para a convivência.

Deve fazer parte do dia-a-dia da equipe. A forma de motivar é muito particular, vai variar de líder para líder. No entanto, buscá-la deve ser uma tarefa constante. Pessoas motivadas produzem mais e melhor!

A informação como base Equipes realmente se desmancham quando o fator informação não é levado em conta. Pessoas sem informação ou portadoras de informações incompletas criam um verdadeiro tumulto dentro de um grupo. Não é quem domina a informação que lidera, mas quem consegue transmiti-la de maneira eficiente.

Tempo O fator tempo em falta sempre atrapalha quando não existe planejamento, logo, uma equipe que não trabalha sobre ações bem planejadas está sempre apagando fogo ou correndo para compensar o prejuízo.

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Controle Saber o que se passa já não é obrigação, trata-se de uma questão de sobrevivência. Hoje administramos mui-

to mais a relação com as pessoas do que o trabalho/tarefas propriamente ditos. Portanto, manter o controle da situação é fundamental!

Conflitos Eles existem, e sempre irão existir. Gerenciar o conflito é o que realmente acaba com ele. Ouvir pessoas separadamente, dar atenção a burburinhos, ficar checando a veracidades dos fatos... Enfim, tais posturas somente contribuem para fomentar problemas. Conflitos devem ser resolvidos de forma justa e definitiva. O mais importante é acreditar em você! Sua capacidade de liderar é o que realmente vai determinar o sucesso de sua equipe. É sensato estudar estes fatores, responsáveis pelo fracasso, e tentar se antecipar a eles. Lembre-se: Um homem prevenido vale por dois! Débora Martins é palestrante da Atender Bem Consultoria e Treinamento, especialista no gerenciamento das relações entre empresas e clientes. É jornalista, autora de diversos artigos sobre motivação, liderança, e sobre o setor de Call Center.

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captaçãoderecursos

25 SUPER DICAS PARA CAPTAÇÃO DE

RECURSOS

POR Howard E. Fisher

{1} Prepare suas propostas de acordo com a personalidade, interesses e exigências do doador potencial.

{8} As propostas devem ser bem organizadas, digitadas com perfeição de forma apurada e apresentando orçamentos razoáveis.

{2} Indique os benefícios da doação para o doador potencial: dedução dos impostos, publicidade, etc.

{9} A proposta deve indicar as qualificações de um grupo gerencial competente.

{3} Se a doação pura e simples não despertar interesse, proponha um tipo de “competição” ou “desafio”.

{10} Os projetos devem ser originais, únicos, inovadores, criativos e viáveis.

{4} Pesquise doações “em espécie” (serviços, suprimentos, equipamentos).

{11} Demonstre sua dedicação e envolvimento com os objetivos do projeto.

{5} Pesquise o seu pessoal para determinar contatos com possíveis doadores.

{12} Inclua na proposta um mecanismo independente para avaliação do projeto.

{6} Verifique com segurança a época oportuna para sua solicitação.

{13} Demonstre como o projeto poderá servir como uma prévia, protótipo ou modelo para outros projetos semelhantes.

{7} Procure informar-se sobre propostas de outros arrecadadores.

{14} Demonstre através de estatísticas ou pesquisas, a necessidade do projeto.

{20} Seja entusiasta e confiante.

{15} Demonstre que um número significativo de pessoas será beneficiado pelo projeto.

{22} Indique outras fontes de recursos.

{21} Demonstre pesquisas e planejamento cuidadosos.

{16} Estabeleça uma larga base de apoio com uma parte de sua comunidade.

{23} Demonstre que outros não estão conseguindo preencher as necessidades que sua organização pretende.

{17} Contato pessoal direto com a pessoa responsável pela decisão final sobre a doação é a melhor para se vender o projeto.

{24} Apresente sua proposta com bastante antecedência das datas finais.

{18} Procure doações iniciais (“começar a lista”) com sua Diretoria e Conselho.

{25} Desenvolva e descreva cuidadosamente finalidades e objetivos.

{19} Procure mostrar alguma evidência palpável do sucesso ou das possibilidades de sucesso que advirão.

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Howard Fischer Associates International é uma empresa americana de consultoria nas áreas de Liderança e Gestão

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dízimo

ACEITA SENHOR A oferta nas celebrações eucarísticas e os dízimos

Por Côn. Edson Oriolo

T

enho recebido alguns e-mails de presbíteros que acompanham assiduamente a Revista “Paróquias e Casas Religiosas”. Eles perguntam sobre o momento correto de se fazer a entrega do Dízimo na Celebração Eucarística.

A oferta do dízimo deveria ser apresentada no momento da apresentação das oferendas? Se tomarmos o texto do profeta Malaquias: “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa” (Ml 3,10), vamos perceber que a pergunta acima é um desafio que precisa ser muito bem

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aprofundado. Em nenhum lugar das Sagradas Escrituras está escrito que se deva ofertar o Dízimo, mas, sim, trazêlo para a Casa do Senhor. Todos os povos do mundo antigo se relacionaram com divindade mediante sacrifícios coletivos ou pessoais. Nessa mesma linha encontramos toda a tradição judaica. Nossa Senhora e São José, por serem pobres, ofereceram um casal de pombinhos, mas não foram de mãos vazias ao Templo. A nova aliança estabelecida por Cristo tem, na Sua própria pessoa, a vítima Santa e Imaculada agradável ao Pai. O católico, ao participar da celebração do sacrifício da cruz, não podendo

derramar o seu próprio sangue, coloca diante do altar, o fruto do seu suor e do seu sangue, unindo assim seu sacrifício pessoal ao sacrifício de Cristo. A oferenda da missa tem, também, um sentido e valor eminentemente sacrifical. Esta oferenda de cada pessoa que participa da Santa Missa, não deveria ser abolida, pois traria o risco de levar o fiel a uma expressão sensível e material de sua participação e comunhão no sacrifício de Cristo. A participação sensível ajudaria a compreender a outra participação invisível e sacramental no mesmo sacrifício de Cristo. Confirma esse modo de pensar o texto da oração sobre as oferendas do

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16º Domingo do Tempo Comum: “Ó todas as pessoas possuíam terras cultiDeus, que no sacrifício da cruz, único e vadas para colher os frutos e oferecêperfeito, levastes à plenitude os sacrifícios los a Deus. Além do mais, o dinheiro da Antiga Aliança, santificai, como o de tornou-se mais prático e, assim, substiAbel, o nosso sacrifício, para que os dons tuiu as ofertas em espécies. É bom lemque cada um trouxe em vossa honra posbrar, que em algumas comunidades há sam servir para a salvação de todos”. uma volta da oferenda em espécies: em Partilharei com o leitor uma experium determinado domingo do mês fazência que fiz dentro desta perspectiva e se, ainda, a oferta do “quilo” que depois que deu certo, sem desestruturar a Celeé distribuída pela pastoral social parobração Eucarística. quial entre as famílias mais necessitaOs hebreus, como os primeiros crisdas da paróquia. tãos, faziam ofertas dos produtos da terNas celebrações da Eucaristia, sora como reconhecimento pela bondade mos convidados a oferecer, na hora da de Deus e como forma apresentação das ofede partilha com os porendas, os nossos dons bres. “A oferta volunO DIZIMO NÃO TRAZ diante do altar do Setária que fizeres será EM SI A MARCA DE RENÚN- nhor. Não devemos proporcional ao modo aparecer diante do Secomo o Senhor teu CIA OU DE SACRIFÍCIO. ELE nhor de mãos vazias. Deus te houver aben- É DEVOLUÇÃO SINGELA A Oferecemos o que traçoado” (Dt 16,10). zemos em nosso ínti“Três vezes ao ano, to- DEUS DE PARTE DOS BENS mo e também fazemos dos os homens irão em DELE RECEBIDOS a nossa oferta mateperegrinação ao lugar rial. Juntamente com que o Senhor teu Deus as ofertas do pão e viescolher: na festa dos Ázimos, na festa nho, oferecemos o que temos e somos; das Semanas e na festa das Cabanas. E damos ao Senhor o que lhe pertence não se apresentarão ao Senhor teu Deus por direito e restituímos o que nos foi de mãos vazias. Ofereça cada um o seu concedido gratuitamente por Deus dom segundo a bênção que o Senhor teu como expressão de amor e gratidão. As Deus lhes tiver dado” (Dt 16,16-17). ofertas que apresentamos serão destiQuanto às ofertas de animais podemos nadas para a realização de obras comintuir o lugar próprio dos sacrifícios plementares ou para socorrer algumas que era anexo ao Templo. Em relação às necessidades da paróquia ou comuniofertas em espécies podemos advogar a dade. A oferta depende da necessidade descrição de Marcos: “Chegando uma de quem solicita e da disponibilidade pobre viúva, lançou duas pequenas mode quem oferece. Cada paróquia ou coedas, no valor de um quadrante”(Mc munidade poderá descobrir 12,42). Neste texto podemos lembrar e optar pela forma mais adedo famoso gazofilácio – tesouro do quada de se realizar a entretemplo – para acolher as ofertas votivas ga da comunidade e a partidos devotos à causa do Templo. O Dizilha de seu resultado. mo e as ofertas eram depositados nesse Pelo Dízimo devolvemos recipiente ou entregue aos sacerdotes a Deus, com fidelidade, uma em função. Na comunidade primitiva parte de tudo aquilo que Ele aparece um detalhe significativo: o dipróprio nos dá. É como se nheiro era colocado aos pés dos apóstonós lhe disséssemos: “Selos e depois, distribuídos a cada um senhor, aqui está uma amostra gundo suas necessidades. da sua bondade na minha Com o decorrer dos séculos, mais vida e na vida da minha faprecisamente no século VIII, é que as mília; aqui está o sinal do ofertas foram totalmente substituídas seu grande amor para comipelo dinheiro, não só por ser fácil e go”. É tão bom agradecer! A acessível, mas sobretudo porque nem gratidão é profundamente Assine: assinaturas@promocat.com.br

libertadora. E o Dízimo quando brota de um coração generoso, sem obrigações, coração que oferece pelo simples prazer de amar, é um gesto de amor para com a Igreja que amamos e que poderá dispor dos meios necessários para se manter e desenvolver suas atividades. Entendido assim, o Dízimo poderá ser entregue em lugar singelo e discreto em outro momento, por exemplo, logo no inicio da celebração. A experiência que fiz e, que deu certo, foi possibilitar a entrega dos dízimos após a saudação inicial e antes do ato penitencial. O sacerdote faz uma pequena moção e, em seguida, com um canto, os dizimistas apresentam o Dízimo no altar do Senhor. Depois, o momento da apresentação das oferendas, é feita a coleta como de costume. Entendo que o Dízimo é uma oferta alegre e graciosa da comunidade para a comunidade, devolvendo a Deus o que lhe pertence. O Dizimo não traz em si a marca de renúncia ou de sacrifício. Ele é devolução singela a Deus de parte dos bens Dele recebidos. A oferta sacrifical, na celebração da Eucaristia, é um gesto de participação do fiel no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo, com a marca característica da renúncia, do suor e do sangue que foi gasto no trabalho, ainda que sem derramamento. Côn. Edson Oriolo é mestre em Filosofia social e pároco da Catedral metropolitana de Pouso Alegre – mG E-mail: edsonoriolo@uol.com.br

Paróquias & casas religiosas 27


liderança

OS 12 MAIORES ATRIBUTOS DA

LIDERANÇA

Por Professor Marins

L

iderança é um tema que vem sendo discutido desde os mais remotos tempos pelo homem. Ser líder, formar líderes, parece ser um desafio constante do homem e das organizações. Aqui vão alguns resultados de pesquisa feitas na Europa com mais de 500 executivos de todos os tipos de indústria. Essa pesquisa é muito interessante. Ela mostra coisas simples, objetivas e fornece conselhos úteis para todos nós.

DISPOSIÇÃO PARA TENTAR O QUE NÃO FOI TENTADO ANTES Nenhum liderado deseja ser guiado por um líder a quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva aquele eu ousa nas tarefas e se vale de oportunidade não tentadas anteriormente. Um líder bem sucedido irá às ruas e atuará junto com sua equipe quando as coisas estiverem difíceis ou quando o pessoal encontrar-se sob extrema pressão. Tal líder sabe que se arrisca a tornar-se impopular. Contudo, ao liderar pelo exemplo, manterá a motivação da equipe.

AUTO MOTIVAÇÃO O líder que não consegue se automotivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros. 28 Paróquias & casas religiosas

UMA PERCEPÇÃO AGUDA DO QUE É JUSTO

PERSEVERANÇA NAS DECISÕES

Esta é uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, ele deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento.

O líder que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada. Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isto não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um líder pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. Assim, seu pessoal tem força para sustentar aquela decisão junto com a ele.

PLANOS DEFINIDOS O líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e planejou a realização de seus objetivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus subordinados.

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O HÁBITO DE FAZER MAIS DO QUE AQUILO QUE LHE CABE

DISPOSIÇÃO PARA ASSUMIR PLENA RESPONSABILIDADE

Um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal. O gerente que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança.

Outros ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. Caso um subalterno cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou. Se o líder tentar mudar a direção dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê do líder é: “A responsabilidade é minha”.

UMA PERSONALIDADE POSITIVA As pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo.

EMPATIA O líder de sucesso deve possuir a capacidade de colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista.

DOMÍNIO DOS DETALHES O líder bem-sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.

DUPLICAÇÃO O líder de sucesso está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades em outras pessoas. Dessa forma ele faz os outros evoluírem e é capaz de “estar em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo”. Talvez este seja um dos maiores atributos de um líder: ser capaz de desenvolver outros líderes. Pode-se julgar um líder pelo número de pessoas em que ele refletiu os seus talentos e fez evoluir.

UMA PROFUNDA CRENÇA EM SEUS PRINCÍPIOS A expressão “A menos que batalhemos por alguma causa, nos deixaremos levar por qualquer causa” resume bem a

importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver e trabalhar. Nada cuja aquisição tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização. Minha sugestão é a de que você leia uma, duas ou três vezes cada um desses atributos e medite cada um deles à luz de sua própria realidade como alguém que tem a função de gerenciar, comandar, liderar pessoas. Detenha-se sobre cada um dos atributos e dê a você mesmo uma nota de zero a 10 em cada um deles, fazendo um propósito de auto– aperfeiçoamento. Repita essa auto-avaliação semanalmente. Professor Marins é doutor (Ph.D.) em Antropologia (Austrália); Pós-Doutorado em Macro-Economia (London School of Economics - Sydney/Londres); Licenciado em História, Bacharel em Direito e Técnico em Contabilidade; Estudou Ciência Política e Relações Internacionais (Universidade de Brasília) e Negociação (New York University); Consultor de várias Empresas Nacionais e Internacionais. É um dos mais renomados palestrantes do Brasil e do exterior nas áreas de Motivação Empresarial e Futuro das Empresas - com Programa pela Rede Vida de Televisão


motivação

ANTES DA SUA EQUIPE

VEM VOCÊ 9 Dicas para você se auto-motivar e motivar sua equipe Por Ernesto Berg

1

Motive-se: Se você pretende motivar outras pessoas, primeiro deverá saber motivar a si próprio. Olhe-se no espelho todas as manhãs assim que levantar. Se você não gosta do que está vendo, então você está desmotivado. É hora de fazer algo a respeito. A automotivação ocorre mais facilmente se você possuir dois componentes básicos: metas – profissionais e pessoais – e auto-estima. As metas devem estar alicerçadas em aspirações profundas pelas quais você faria qualquer esforço e pagaria qualquer preço para atingir. Mas tem de ser algo que o motive para a ação.

2

Estabeleça metas: Embora estabelecer metas possa parecer assustador, é necessário fazê-lo, porque, se não tiver coragem de lutar pelos seus próprios objetivos, ninguém irá realizá-los por você. Portanto, compre a idéia de assumir o controle da sua vida e estabeleça um sistema de metas por escrito. Não basta apenas pensar nisso, é preciso escrever, porque a diferença entre um “desejo” e uma “meta” é que a meta está no papel, com um prazo para ser executada.

3

Promova sua auto-estima: O desenvolvimento de hábitos e capacidades positivas – seja lidar com o estresse, dominar a ansiedade ou aprender a comandar pessoas – depende de sua

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auto-estima. Muito dessa auto-estima está baseada em mensagens recebidas por toda a vida – principalmente na infância - de seus pais, amigos, parentes, professores, meios de comunicação e de todo o ambiente que o cerca. É sabido que muitas pessoas competentes profissionalmente sabotam suas chances de sucesso e felicidade por causa de problemas que elas consideram intransponíveis. Isso ocorre porque a maioria, infelizmente, convive com um baixo nível de auto-estima cristalizado ao longo dos anos.

4

violento, pois eles agitarão o seu sono. Ao deitar-se, reserve dez minutos para você mesmo. Visualize boas imagens de luz e paz. Sinta esse ambiente positivo e tranqüilizante envolvê-lo e permaneça nele enquanto adormecer. Não ligue correndo a televisão atrás das eternas notícias perturbadoras, respeite-se. Ao levantar, fique num lugar tranqüilo de sua residência e visualize um dia de harmonia e proteção em seu ambiente. Faça com que essa sensação de harmonia e proteção penetre em você, sinta-se mesmo invadido por esse estado de espírito. No decorrer do dia, lembre-se dessa sensação de harmonia e proteção.

Tenha auto-confiança: A autoconfiança é absolutamente necessária se você quiser fazer progresso em sua carreira. Ela livra-o de preocupações desnecessárias, medo e insegurança. Torna o cérebro descansado para dedicar-se a idéias positivas. Você desenvolve essa autoconfiança aceitando novas oportunidades quando elas surgem, tomando a iniciativa e fazendo as coisas acontecerem, em vez de esperar. Quando confiar em si mesmo, os outros também confiarão. Quando irradiar confiança, você estará motivado e saberá motivar os outros.

6

Estabeleça harmonia no relacionamento da equipe: Faça com

que seus liderados aprendam a trabalhar em equipe e estabeleçam um ambiente de cooperação. O trabalho em equipe, a confiança mútua e cooperação geram mais trabalho produtivo e motivação do que muitos métodos sofisticados o conseguem. Mantenha um ambiente alegre, tranqüilo e harmônico. Comemore um resultado positivo de sua comunidade, como um projeto concluído.

5

7

Reforce a auto-estima dos seus colaboradores: Faça com que as

Deite-se e levante-se tranqüilo:

Não vá dormir com as tradicionais notícias pessimistas e angustiantes da tv, ou após ter assistido a um filme

pessoas se sintam vencedoras. Envolva seu liderado pelo trabalho que ele desempe-

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Você tem motivação para a realização de projetos? Da Catho / Dr. Jorge Zacharias (Doutor em psicologia pela USP)

A realização profissional é uma meta para todas as pessoas que estão engajadas em alguma tarefa que leva à concretização de projetos ou ideais. No entanto, dependemos de energia para isso, ou seja, a motivação dirigida para realizações. Durante a vida, o nível de energia disponível sofre flutuações em função das nossas experiências pessoais. Este questionário desenvolvido pelo Dr. Jorge Zacharias irá auxiliá-lo a compreender melhor o seu nível de motivação para realizações profissionais. Responda sempre escolhendo uma das alternativas propostas. QUESTÕES 1. No ambiente profissional, procuro fazer: a ( ) o que precisa ser feito e, se sobrar tempo, mais coisas b ( ) o que é urgente c ( ) o que dá pra fazer no tempo que disponho

7. Para você, pensar no futuro é: a ( ) uma agradável atividade de planejamento b ( ) algo que deve ser pensado quando o futuro chegar c ( ) fonte de insegurança 8. Em relação à sua vida profissional, você geralmente se sente: a ( ) aborrecido e insatisfeito b ( ) confortável e otimista c ( ) confiante e empolgado 9. Você pode se dedicar a um projeto sem se sentir cansado por: a ( ) dias seguidos b ( ) alguns dias c ( ) no máximo uma semana

2. Na realização de uma tarefa, o fator mais importante é: a ( ) a perseverança b ( ) o tempo c ( ) habilidade

10. Organizar tarefas e coisas é para você: a ( ) cansativo b ( ) uma habilidade pessoal c ( ) estimulante

3. Levar trabalho para fazer em casa quando os prazos estão esgotando é: a ( ) muito aborrecedor b ( ) um dever profissional c ( ) uma atividade que pode ser prazerosa

GABARITO Some um ponto para cada resposta certa: 1-A / 2-A / 3-C / 4-B / 5-A / 6-B / 7-A / 8-C / 9-A / 10-C

4. Quando você deve estudar um novo projeto para pô-lo em prática, geralmente: a ( ) evita que o tempo gasto com o estudo atrapalhe o seu trabalho b ( ) procura conhecer, com dedicação, todos os detalhes do projeto c ( ) dedica-se ao novo projeto, deixando de lado outras tarefas em andamento 5. Se você ganhasse na loteria algo em torno de cinco milhões de dólares você: a ( ) procuraria aplicar o dinheiro e continuaria a trabalhar b ( ) adquiriria bens e viveria da renda deles c ( ) viajaria o mundo e ajudaria parentes e amigos necessitados 6. Durante o seu tempo escolar, você pensava em atingir uma boa posição social e econômica? a ( ) de vez em quando b ( ) constantemente c ( ) preocupava-me somente com boas notas

nha, pela comunidade em que trabalha e, sobretudo, faça-o ter orgulho de si mesmo. O desejo do êxito faz as pessoas buscarem no seu íntimo recursos inexplorados. Encoraje cada um a fixar prioridades em seu trabalho, fazendo com que ele se envolva e se comprometa com os resultados obtidos.

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Estabeleça metas ambiciosas mas exeqüíveis: É impossível gerar

envolvimento na equipe sem estabelecer padrões elevados de qualidade e produtividade. Mas, em primeiro lugar, as metas devem ser claras para todos. Não pode existir a menor dúvida na equipe sobre o que se pretende atingir e como chegar lá. Também, essas metas devem ser grandiosas – às vezes difíceis – mas atingíveis. Se houver resistência da equipe, você terá de negociar as metas com ela e, ao mesmo tempo, mostrar o desafio que os colaboradores terão pela frente. Isso os estimulará. Assine: assinaturas@promocat.com.br

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AVALIAÇÃO: De 7 a 10 pontos Você é fortemente motivado para a realização. Há bastante energia e empenho disponíveis para a concretização de tarefas e progresso profissional. Vá em frente! De 4 a 6 pontos Você sente que falta um pouco de ânimo para as realizações. Pode ser que o seu atual ambiente ou atividade profissional não estejam motivando você. Será que não está na hora de mudar? De 2 a 3 pontos Você deve estar em um momento especialmente desmotivador. Aparentemente, você tende a não encontrar satisfação no que faz e manter-se nesta condição tem sido um sofrimento para você. Observe se não passou da hora de mudar de atividade. 0 ou 1 ponto Analise cuidadosamente quais os seus reais interesses profissionais e de vida. É possível que você prefira deixar a vida correr e não interferir muito nela.

Recompense: Existem muitas outras formas de recompensar além do dinheiro. Aliás, essa última é uma das formas que o chefe menos tem poder de premiar. Mas, invariavelmente, tudo o que é recompensado é realizado com mais interesse e motivação, desde que a recompensa tenha valor para essa pessoa. Por exemplo, você pode premiar um bom trabalho com um treinamento ou um dia de folga; um jantar, um pequeno presente (perfume, calculadora, etc.) ou ainda entradas para eventos esportivos ou culturais. Também, uma doação para uma instituição de caridade de escolha do empregado é bem motivadora. Descubra outras formas ou pergunte que recompensas eles gostariam de obter.

Mas seja qual for a premiação, as regras devem estar bem claras para todos. Ernesto Berg é consultor organizacional, executivo, conferencista, escritor, atua há mais de 30 anos na área de gestão de empresas.

Paróquias & casas religiosas 31


autogestão

7 PASSOS

PARA ALCANÇAR SUAS

METAS E OBJETIVOS

Por Raúl Candeloro

1

Encontre uma razão

A maioria das pessoas desistem facilmente porque na verdade não tem uma razão séria para continuar. Se quiser atingir seus objetivos, encontre uma razão para aquilo. Um motivo tão forte, tão motivador, tão contagiante, que todas as dificuldades que surgirem parecerão pequenas. Quando parecer que lhe faltam forças, é porque na verdade está faltando um motivo. Encontre uma forte razão, e força é o que nunca mais lhe faltará.

2

Dedicação e persistência

Se você parar para pensar, com certeza se lembrará de alguma vez que tentou alcançar um objetivo que parecia impossível, mas com muita persistência e determinação, você conseguiu. Mas só porque você levou aquilo a sério e realmente se dedicou. Ao tomar a decisão de alcançar um objetivo, leve isso muito a sério.

3

Identifique onde pode melhorar

Faça uma lista de livros que deveria ler, cursos que deveria fazer, pessoas que deveria conhecer, experiências que deveria ter. E comece a eliminar, uma por uma, as barreiras entre você e seus objetivos. Todos os dias ao acordar você tem duas escolhas a fazer: continuar com os hábitos destrutivos que você tem, ou livrar-se deles e começar a melhorar imediatamente. Ninguém faz essa escolha por você. Qual dessas escolhas você vai fazer hoje? 32 Paróquias & casas religiosas

4

Cuide-se

Muitas vezes vemos pessoas tão obcecadas atrás de seus objetivos, que se esquecem de cuidar da sua saúde física e mental. Muitas pessoas não dão 100% de si simplesmente porque não conseguem. Sentem-se tão mal que a simples idéia de um esforço, seja físico ou mental, já é por si só cansativa. Mente sã e corpo são, com certeza, ajudam muito a atingir objetivos. Melhor ainda, permitem que você desfrute o sucesso de forma mais agradável (do que adianta ter sucesso e estar doente ou morto?).

5

Pensamento Positivo

Otimistas conseguem mais, e ainda por cima aproveitam melhor a viagem! Na dúvida, seja um otimista. Se você vai pensar alguma coisa, que seja positiva e encorajadora. Faça com que seus pensamentos enriqueçam sua vida, não o contrário. É você quem escolhe o que vai pensar, então porque não escolher coisas boas? O copo está metade cheio ou metade vazio? Está metade cheio, e de vinho! E se estiver vazio, encha-o e faça um brinde!

6

Papo Positivo

Ao falar com você mesmo, use termos positivos. Muitas vezes seu pior inimigo é você mesmo! Aquela vozinha interior dizendo “Vai dar errado! Não vai funcionar! Você é burro mesmo! Você já tentou e não conseguiu - desista!” Essa repetição constante acaba criando correntes mentais, barreiras imaginárias que nos impedem de alcançar objetivos. Então, quando conversar com você mesmo, seja sábio, otimista e paciente, não um chato negativo e cobrador, como muitas vezes fazemos.

7

Ação Positiva

Depois de tudo isso, só falta agir! Não existe sucesso somente com pensamento positivo. Você tem que fazer algo. Você já tem o objetivo, já sabe o que tem de fazer. Agora faça! Uma sensação de urgência, de pressa, é o que diferencia as pessoas realizadas do resto. Elas agem. Fazem. Erram! Aprendem, voltam e fazem de novo, só que desta vez melhor. As outras seis dicas não servem para nada se você não colocar esta sétima em prática. Raúl Candeloro é diretor da Editora Quantum e editorexecutivo da revista Venda Mais®.

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ALERTA CERIS/CNBB CERIS alerta para comercialização indevida do Anuário Católico A Diretoria do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais -CERIS -, organismo responsável pela elaboração e publicação do Anuário Católico, comunica que ninguém está autorizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - ou pela Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB -, entidades que respondem pelo CERIS, a comercializar qualquer versão do Anuário Católico do Brasil, impressa ou eletrônica. Esse esclarecimento por parte do CERIS, organismo criado pela CNBB e pela CRB em 1962 e que passa por reestruturação, se deve ao fato de ter aparecido no mercado uma versão “atualizada” e informatizada do Anuário Católico oferecida às Igrejas e empresas de todo o país. O CERIS informa ainda que está em fase avançada de negociação com uma empresa capacitada que fará o Anuário, pagando pelos seus direitos autorais e favorecendo o CERIS, fato que não ocorre com as versões que estão sendo apresentadas. Brevemente será lançada uma nova versão do Anuário, mais moderna e atualizada; todos devem aguardar pela publicação do único Anuário publicado pela Igreja Católica do Brasil, por meio do CERIS. Publicado pela primeira vez, em 1965, o Anuário Católico contém os nomes e endereços de todos os bispos, padres, religiosos(as), diáconos, dioceses, paróquias, congregações e institutos da Igreja no Brasil. O Anuário Católico “se constitui no principal instrumento de identificação, registro e estatística da Igreja Católica em nosso país”, lembra a apresentação da edição de 2003.


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Intenção do Concílio - O sagrado Concílio, ouvindo religiosamente a Palavra de Deus proclamando-a com confiança, faz suas as palavras de S. João: “anunciamo-vos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos apareceu: anunciamo-vos o que vimos e ouvimos, para que também vós vivais em comunhão connosco, e a nossa comunhão seja com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1,2-3). Por isso, segundo os Concílios Tridentino e Vaticano I, entende propor a genuína doutrina sobre a Revelação Divina e a sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame.

N

o primeiro capítulo do Concílio Vaticano II, oficializado em 1963, a mensagem mais forte é a preocupação da Igreja em “comunicar-se” com o fiel. Sua tradição nesse campo é mote de amplas pesquisas de forma perene, inclusive no meio secular, e que ao longo da História ocidental, vem se mostrando detentora de amplo domínio das ferramentas, inclusive, com um processo evolutivo forte em direção às novas mídias, à tecnologia e aos emergentes meios de comunicação. Os preceitos clássicos de exercer o poder da mensagem evoluem com o tempo e se multiplicam. E em se tratando de “comunicar-se”, um dos ícones desse campo no meio católico, a Comunidade Canção Nova, tem muito a declarar. No momento em que completa 30 anos de existência, a instituição revela-se, na verdade, um grande complexo informativo, onde a mensagem focada e dirigida a uma comunidade específica é pólo estratégico de sua administração. O objetivo é claro: propagar sua mensagem aos quatro ventos, literalmente, não importando quais sejam as barreiras que se venha a transpor pela frente.

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Interatividade é a filosofia e os meios para isso vão desde uma frugal cartinha postada no Correio até os mais sofisticados recursos de comunicação, Internet, satélite ou os tradicionais rádioamadores. Valdênia Vieira, uma jovem de apenas 28 anos, que dirige a Rádio Canção Nova AM, descreve com grande fluência e naturalidade, os perfis dos programas da emissora. “A transmissão é feita em ondas médias, curtas e tropicais para o país inteiro, mas a Internet também é meio de transmissão”. O diferencial, entretanto, não está nos meios de transmissão da programação e sim, na estratégia implementada. A idéia básica é que não haja barreiras que não possam ser derrubadas para chegar ao ouvinte. “Na grade, há programas em todos os idiomas, para que a nossa mensagem possa chegar aonde haja alguém que nos queira ouvir”, descreve Valdênia. Ela cita Dona Almerinda, uma das ouvintes assíduas da Rádio, que mora em uma cidade distante no interior de Minas Gerais, não tem telefone em casa e muito menos, acesso à Internet, mas nem por isso deixa de interagir com os comunicadores da Rádio e de ter respostas recorrentes transmitidas pelos

apresentadores. Enquanto a cartinha de dona Almerinda é lida no ar, um outro ouvinte especial se manifesta pela Internet ou pelo telefone. É o caso de Tafarel José Entringer, um jovem de 20 anos que mora no município de Marechal Floriano (ES). Ele ouve a Rádio, assiste à TV desde os oito anos e hoje é internauta assíduo e ardoroso do portal www.cancaonova.com. “Eu falo com eles por telefone e pela Internet. Sempre assisto ao programa do Adriano e da Lílian, na TV, e na Rádio, ouço Gabriel Chalita, porque ele é grande escritor. Até li seu livro ´Educar em Oração´. Na Canção Nova todo mundo me atende com uma disponibilidade enorme, um carinho todo especial”, descreve Tafarel, orgulhoso, cuja importância na Comunidade é tal que pelo fato dele ser deficiente físico e morar tão longe, uma equipe da TV foi até ele, para homenageá-lo e responder in loco, as interações solicitadas. Segundo a família de Tafarel, foi uma grande homenagem, quase um milagre, pois o sonho dele era ir a Cachoeira Paulista conhecer alguns dos profissionais que fazem a programação que ele tanto admira. E não deu outra, Tafarel virou pauta da TV Canção Nova. Paróquias & casas religiosas 39


Interagir com o ouvinte é a suma importância de todos os comunicadores da rádio e tal proposta avança, excedendo não só os limites clássicos, como o idioma, por exemplo, mas formatando a mensagem para públicos segmentados. Os clássicos rádio-amadores são um exemplo forte de segmentação, onde os “dexistas”, da sigla DX, nomenclatura usada para definir os integrantes da rede, têm horário nobre. O programa Além Fronteiras tem horário diferenciado, para agregar este tipo de ouvinte, conta com e-mail específico, dx@cancaonova.com e até um “chat“. Segundo a Wikipédia, “chat” significa “conversação” ou “bate-papo”. `É um neologismo para designar aplicações de conversação em tempo real. Esta definição inclui programas de IRC, conversação em sítio web (webchat) ou mensageiros instantâneos`. Não é à toa que a definição da enciclopédia mundial cai tão bem para ajudar a definir os canais de interação da Comunidade. O contexto globalizado, de comunicação 24 horas e 360º de interação, por todos os meios possíveis e imagináveis e nas mais diversas linguagens, é recorrente em cada canto que se percorra na sede da Canção Nova, instalada na cidade de Cachoeira Paulista, a 220 km da Capital. A Rádio Canção Nova abrange grande parte do território brasileiro, mas avança na América Latina, chegando ao Paraguai, México, Honduras, El Salvador, Guatemala e Nicarágua. A Rede é formada por 24 emissoras que transmitem parte da sua programação evangelizadora. Além disso, outras 75 rádios fidelizadas transmitem um programete chamado Minuto da Reflexão, em que o Monsenhor Jonas Abib, fundador da instituição, fala sobre temas evangelizadores que se encaixam no dia-a-dia das pessoas. Na cidade de São Paulo, a Rádio América, uma das emissoras que integram a Rede Canção Nova de Rádio, e ocupa o 8º lugar em audiência no ranking de Rádios AM divulgado pelo IBOPE.

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UM GRAVADOR NA MÃO E UM PROPÓSITO NA CABEÇA A origem dessa “estratégia de comucasal Luzia Santiago e Wellington Silva nicação” nasceu da determinação de Jardim, membro do Conselho DeliberaMonsenhor Jonas Abib, em 1978. Nativo e diretor-executivo, respectivamenquela época, o mais moderno recurso te, além de serem co-fundadores da Code tecnologia que ele dispunha era um munidade CN, e Filipe Garcez Jardim, gravador de fita K7 e foi esse instruvice-diretor executivo. mento que mais usou. Imbuído da misA estrutura, em sua configuração são escolhida de propagar a fé por todos atual, agrega 1.440 colaboradores à os meios que estivesfrente da Fundação sem ao seu alcance, João Paulo II, todos NAQUELA ÉPOCA, O registrados em folha Mons. Abib fazia várias cópias de suas fi- MAIS MODERNO RECURSO de pagamento e sutas e saia distribuindo bordinados a 14 supeo material pelas emis- DE TECNOLOGIA QUE ELE rintendências. soras de rádio que o DISPUNhA ERA UM GRAVASuas instalações recebessem. As gravacontemplam, em uma ções originais traziam DOR DE FITA K7 E FOI ESSE área de mais de 45 ruídos do ambiente, INSTRUMENTO QUE MAIS hectares, a produção falhas sonoras, mas USOU das Rádios AM e FM, não lhe faltava a deteras duas emissoras de minação de prosseguir TV, uma “house” em uma atitude reta de levar sua menagência de publicidade exclusiva da emsagem a quem quisesse recebê-la. E presa, que desenvolve os layouts e procomo todo líder encontra seus seguidopagandas de seus produtos. Para o res pelo caminho, com o padre salesiasegmento infantil, há um departamento no não foi diferente, já que seu propósià parte, com equipe de produção para to era levar à frente o sonho visionário e TV, desenho animado para TV e Interum projeto pastoral de evangelização net, Rádio, produção musical para CD e calcados nos meios de comunicação. desenhistas para a editora. A diretoria da Fundação João Paulo O escoamento da vultosa produção II, entidade mantenedora do Sistema editorial, com aproximadamente 1.272 Canção Nova de Comunicação, é fortítulos de livros e 445 CDs e DVDs, conmada por Monsenhor Jonas Abib, Preta com o DAVI – Departamento de Áusidente do Conselho Deliberativo, pelo dio-visuais, um centro de logística e www.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


até 4.000. Completam a infra-estrutura do local, capelas, posto médico, escola, posto bancário, padaria, lanchonete e um restaurante que serve 1.000 refeições em dias normais, mas que em ocasiões especiais e em eventos esse número pode chegar a 50.000.

TECNOLOGIA TORNA-SE ALIADA DA COMUNICAÇÃO As novas mídias que surgem na esteira da tecnologia, a convergência destas e até a concentração de várias linguagens em um simples aparelho celular são fenômenos do século XXI. Sobre essa convergência inexorável debruçam pesquisadores, desenvolvedores e até pensadores, onde cada um em sua área distribuição de onde saem livros, CDs e reflete como melhor aplicar seus invesDVDs, todos recordistas de tiragens e timentos, desenvolver produtos, estrasucesso absoluto de vendagem, além de tégias de marketing, vendas e geração uma linha de produtos com a marca de negócios. “A velocidade com que “Canção Nova”, como camisetas, bonés, tudo isso evolui é vertiginosa e a adecadernos temáticos e bichinhos de perência do consumidor para as novas lúcia, réplicas dos personagens de anitecnologias é mais rápida do que a velomação desenvolvidos para o público cidade de seu desenvolvimento”, analisa infantil da TV. Todos esses produtos são Lauro de Lauro, diretor da Dualtec – Incomercializados por meios clássicos de ternet orientada a negócios, empresa venda direta em lojas do ramo e na inspioneira em sua área e há 20 anos no tituição, mas contam também com esmercado. trutura de e-commerce (comércio eleLauro invoca uma trônico via Internet) e, linha de análise com na linha de superar toA VELOCIDADE COM nome em inglês, o sodas as barreiras para chegar ao consumidor QUE TUDO ISSO EVOLUI É cial networking, como final, mantém um sis- VERTIGINOSA E A ADERÊN- a grande virada em termos estratégicos patema absolutamente CIA DO CONSUMIDOR PARA ra fazer a diferença no azeitado de vendas porta-a-porta, que AS NOVAS TECNOLOGIAS marketing das instituichega a qualquer lugar É MAIS RÁPIDA DO QUE A ções, empresas e comunidades. E também deste país, independente dos recursos que VELOCIDADE DE SEU DESEN- analisa: “O fato é que a internet é o agente que o lugar disponha para VOLVIMENTO possibilitou tudo isso”. interagir com a comuLauro menciona o irnidade e de ter acesso landês Tim O’Reilly, entusiasta de movia esses produtos, com mais de 20 mil mentos de apoio ao software livre e códirepresentantes. go livre, que tornou recorrente a O Centro de Evangelização Dom expressão “Web 2.0”, para definir a seJoão Hipólito de Morais tem capacidade gunda geração de serviços desenvolvidos para receber 70 mil pessoas e é consideem plataforma web. “O´Reilly utilizou o rado o maior do gênero na América Latermo para definir a mudança de uma tina. Há ainda um auditório, com capaInternet de interação, aproveitando a cidade para 700 pessoas, e o Rincão do inteligência coletiva”, descreve. Meu Senhor, local coberto, que acolhe Assine: assinaturas@promocat.com.br


Em resumo, o empresário à frente da pioneira O´Reilly Media, editora norte-americana especializada em criação de sites, publicação de livros e organizações de eventos voltados à Tecnologia, talvez tenha dado um formato filosófico a esses processos de interação, graças à formação clássica em Filosofia, exercida na renomada Universidade de Harvard, nos EUA. Muito distante, entretanto, dos conceitos em torno dos movimentos de massa derivados do uso da tecnologia, um fenômeno real e sem delongas teóricas define seus contornos em um país chamado Brasil.

NA REALIDADE BRASILEIRA Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Mídia, em julho do ano passado, a TV está em praticamente todos os lares do país, sendo que em 63% deles há mais que um aparelho de TV por domicílio. Outro dado interessante é em relação ao telefone celular, onde independente de

meno que se desenvolve rapidamente classe social, um quarto dos domicílios em torno das novas tecnologias retrata brasileiros tem pelo menos duas linhas de telefone móvel, sendo que o sistema préa busca em direção à interatividade, onde o objetivo é fapago é o mais comum antigos comentre os jovens. DenAS COMUNIDADES cilitar portamentos humatre os recursos disponíveis no aparelho ce- QUE SE JUNTAM EM TORNO DE nos, a auto-expressão lular, o mais utilizado AFINIDADES TÊM NA COMU- capaz de unir pessoas em torno de inteé o de envio e recebimento de mensagens NICAÇÃO O MEIO DE SENSIBI- resses semelhantes. de texto (SMS). “Esse LIZAR OS INDIVÍDUOS. ESTE É “A figura que expreso fluxo tradicioestudo mostra que o UM NOVO PARADIGMA, ONDE sava nal do Marketing até brasileiro está acompanhando a tendência O IMPORTANTE É OUVIR, RES- 10 anos atrás era um mundial de ficar cada PONDER, E INTERAGIR COM funil, onde se captava toda a informavez mais antenado com o mundo. Ou INTELIGÊNCIA, E SERÁ MELhOR ção, e que era escoaseja, de uma forma ou QUE TUDO ISSO SEJA SUPOR- da por apenas um canal. Hoje o funil de outra, os diversos TADO PELA TECNOLOGIA virou outra coisa, meios de comunicauma rede interligada ção vêm sendo incore com múltiplos canais, mas com o porados ao cotidiano do consumidor mesmo pólo de captação”, teoriza. “As brasileiro, independente de sua classe socomunidades que se juntam em torno cial ou região”, afirma Dora Câmara, dide afinidades têm na comunicação o retora comercial do IBOPE Mídia. meio de sensibilizar os indivíduos. Este Lauro de Lauro afirma que o fenôé um novo paradigma, onde o importante é ouvir, responder, e interagir com inteligência, e será melhor que tudo isso seja suportado pela tecnologia”.

A TEORIA NA PRÁTICA O departamento de Tecnologia da Informação (TI) da Comunidade Canção Nova é o grande pilar estratégico que faz acontecer, em relação à palavra-chave contida no estatuto da Fundação João Paulo II: “evangelizar por meios de comunicação”. Jorge da Silva é o superintendente de Informática. No meio corporativo ele seria denominado como “CIO – Chief Information Officer”, cargo de grande responsabilidade, pois tem de estar estreitamente alinhado às diretrizes administrativas das instituições. Geralmente é o setor que mais atenção merece em relação ao orçamento global e, entre as multinacionais e empresas de grande porte, o crescimento de uma empresa é medido pelo volume de investimentos que se faz anualmente na área de TI. No caso do Sistema Canção Nova algumas nuances são diferentes, mas sua importância está no topo do orga42 Paróquias & casas religiosas

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Portal Canção Nova www.cancaonova.com nograma da instituição, tal como ocorre em qualquer empresa gerida com mãos firmes e bases sólidas. Uma equipe formada por cerca de 100 pessoas e um orçamento modesto, próximo de R$ 1, 8 milhões para este ano, por ser uma quantia irrisória se comparada a qualquer rede de comunicação similar, se dedica a integrar, fazer fluir e balizar o propósito maior da instituição. “O nosso orçamento de TI é modesto, em relação às práticas clássicas de mercado, porque utilizamos amplamente os códigos abertos, ou seja, aderimos ao software livre e trabalhamos muito bem com eles”, esclarece Silva. “Tenho o claro entendimento de que estamos na vanguarda da utilização dos mais avançados meios de TI, mas isso, necessariamente, não precisa demandar grandes investimentos”, pondera. Silva esclarece que a preocupação do departamento que dirige não é de concorrer com o mercado, mas de acompanhar suas tendências. “Todo esse processo começou a ser implementado em 1994, quando Wellington Silva Jardim, diretor-executivo da Fundação João Paulo II (veja entrevista no Box) comprou a Assine: assinaturas@promocat.com.br

idéia de investir em tecnologia”, relembra. “E investir nos meios “web 2.0 é um meio de interação, inclusive para evangelizar os não evangelizados”. Na web 2.0 todos os ambientes de relacionamento virtual como You tube, ambiente para postagens de vídeos, orkut, portal de relacionamentos pessoais e o novo “Second Life”, estão sendo amplamente observados, como meios de interação, especialmente por empresário e pensadores de marketing e comunicação. Saber usar uma base tecnológica desenvolvida em ambiente aberto, ou seja, a custo zero em termos de software, com ampla capilaridade e foco no público alvo, é o sonho de consumo de qualquer estratégia de marketing. Ainda segundo a Wikipédia, o Second Life (segunda vida), por exemplo, é um ambiente virtual e tridimensional que simula em alguns aspectos a vida real e social do ser humano. Foi desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Liden Lab . Dependendo do tipo de uso pode ser encarado como um jogo, um mero simulador, comércio virtual ou uma rede social. O texto complementar de definição menciona que esse ambiente virtual tem merecido muita atenção da mídia internacional, principalmente as especializadas em informática, pois o número de usuários cadastrados e também os ativos têm crescido significativamente, e ainda cresce em forma exponencial, ou seja, a lógica que permeia este interesse é a tão desejada “audiência”, quesito que mede e precifica as inserções comerciais em todos os veículos de mídia, sejam em TV, Rádio, cinema, jornais ou revistas. Para quem não sabe, a Canção Nova está também no Second Life, e segundo Silva, dispõe da mesma infra-estrutura da IBM, e cujo ambiente já foi cenário para grandes coberturas internacionais. O portal www.cancaonova.com é estruturado para aglutinar todas as ramificações de interação que a comunidade exige e sua demanda só cresce. Na prateleira de recursos estão os “blogs”, “wiki”, “EAD” (ensino a distância) e “pod cast”, além do desenvolvimento da web tv. “ Se eu fechar questão apenas


Eto, como Wellington Silva Jardim é conhecido na Comunidade, se convalesce de uma cirurgia, mas gentilmente atendeu à reportagem da Revista Paróquias por e-mail. Sua visão estratégica e sua missão de multiplicar a proposta inicial de Mons. Abib é absolutamente alinhada às diretrizes que vêm da TI. Onde é que teve início esse alinhamento estratégico entre a proposta da organização e o desenvolvimento da estrutura tecnológica como base de comunicação e propagação da mensagem organizacional?

A COMUNICAÇÃO NA CANÇÃO NOVA É O QUE TEMOS DE FAZER. SOMOS COMUNICADORES E ISSO NÓS FAZEMOS PESSOA A PESSOA, NA TV, NA RÁDIO E EM TODOS OS MEIOS QUE TEMOS na web tv para interagir com o internauta não evangelizado eu fecho o funil, e o objetivo é sempre o de capilarizar a mensagem”, declara Silva.

LINhA EDITORIAL Todo sistema de comunicação adota uma linha editorial, ou seja, o tipo de mensagem que pretende emitir a seu público-alvo, e não seria diferente no Sistema Canção Nova. O Jornalismo é um departamento que goza de 44 Paróquias & casas religiosas

Não é nada fácil alinhar as nossas inspirações com a realidade estratégica de uma organização como a Fundação João Paulo II. Mas quando o assunto caminha para conceitos e tendências exatas e tecnológicas, isso acaba sendo facilitado. Temos de pesquisar sempre as oportunidades que estão sendo lançadas em todo o mundo, tentando verificar a melhor forma de aproveitálas frente às eventuais ameaças existentes e, é claro, sabendo tirar o melhor proveito de acordo com as nossas potencialidades. Acredito que, mesmo que às vezes, isso aconteça com base em nossas experiências, esse alinhamento estratégico da missão com a ação acaba acontecendo de maneira bastante positiva.

O orçamento destinado à TI é baixíssimo, se comparado ao de outras instituições, mas com uma inteligência estratégica elevadíssima, só comparada a empresas de médio a grande porte. Como é que se fecha essa conta?

A Fundação tem por característica própria a distribuição do investimento entre seus departamentos seguindo a orientação do planejamento estratégico e a previsão orçamentária. Mas, por se tratar de uma empresa que está nos meios de comunicação, certos departamentos ligados

igual importância dentre os demais e tem também seu lema, segundo explica Renata Vasconcelos, editora-chefe do departamento: “Nosso jornalismo é a serviço da vida e da esperança”, afirma. “Não cobrimos matérias de violência, notícias policiais ou de especulações. Nossa produção é voltada para a utilidade pública, informação ao cidadão, ou seja, o que realmente ele precisa saber, além de fatos da Igreja no Brasil e no mundo”, descreve. Se a TV é a mídia de maior pene-

à área demandam maior investimento, como a TV, por exemplo. Tudo é caro e muitos equipamentos são importados e, como estamos passando por um processo de digitalização, com prazos não muito confortáveis para estes investimentos, o orçamento fica mais apertado. Temos um valor muito curto para trabalhar durante o ano e vivemos da providência do que conseguimos arrecadar. Com isso, muitas vezes, não temos condições de realizar grandes investimentos em determinadas áreas, procuramos equilibrar os gastos e investir nas prioridades do momento, sendo assim, temos de compensar com muita criatividade e unção de Deus o que você denominou de “inteligência”. A equipe de TI da Fundação João Paulo II tem trabalhado nestes últimos anos dentro destes critérios, usando tecnologia de ponta e recursos da própria rede para fazer com que alcancemos nossos objetivos. Isso nos proporciona fazer uso da tecnologia do momento, investindo em pesquisa. O resultado disso é o desenvolvimento interno da maioria das ferramentas que a Canção Nova utiliza na Internet. Mas para quem acompanha todos os meses nosso empenho para fechar a campanha, sabe que não é fácil fazer esta conta se equilibrar, mas Deus tem nos dado a graça de alcançar nossas metas a cada mês.

A WEB 2.0 está aí e, segundo os pensadores da Tecnologia mundial, ela veio para promover a interação, aproveitando a inteligência coletiva. Você concorda com esse pensamento? Qual é sua opinião sobre isso?

Eu não sou muito entendido quanto a esses termos novos que a Internet utiliza. É um vocabulário muito técnico. Acompanho e até uso destes meios, como meu blog por exemplo, e sei que é uma fantástica ferramenta que auxilia muito na administração. Tenho usado o conteúdo do programa no blog e os comentários do blog no programa. Isso gera uma certa interação, não é bem um conceito web 2.0, mas já é um diferencial para o público da TV. Quanto ao termo “Inteligência Coletiva”, prefiro abordar sob outra ótica. A Canção Nova é uma comunidade, e com 30 anos. Nesse tempo todo vem conseguindo alcançar as metas estipuladas pelo Monsenhor Jonas com muito trabalho e esforço de toda a comunidade. Por estarmos nos meios de comunicação, claro que um aparece mais que o outro, mas cada um que contribui com a sua parte para que a obra de Deus aconteça não pode ser desconsiderado. Então, a obra Canção Nova acontece por que realizamos juntos, a vontade de Deus. Para nós, cada um contribui com o seu conhecimento nas diversas áreas em prol de um objetivo comum: levar Jesus Cristo para as pessoas. Hoje, nós somos esta obra que você teve a oportunidade de conhecer de perto. A internet tem se utilizado deste nome comunidade para várias propostas e estratégias, creio que quando

tração nos lares brasileiros é na tela e na grade de programação que reside um trabalho amplo, em termos de produção de conteúdo. Ana Paula Guimarães - superintendente da TV, diz que 70% da programação são ao vivo. O sinal da TV Canção Nova chega a mais de 52% da população brasileira, atuando com mais de 500 retransmissoras de TV, seis geradoras (Aracaju – SE, Cachoeira Paulista – SP, Curitiba – PR, Belo Horizonte – MG, Florianópolis – SC e Campos Goytacazes - RJ), mais de 200 opewww.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


as pessoas se reúnem com um objetivo comum e se ajudam para atingi-lo chegam em um resultado eficiente. A Canção Nova é testemunha disso.

Poderia falar um pouco a respeito desta “malha” de comunicação que interliga toda a estrutura da Canção Nova?

Nós somos um sistema e temos de atuar como tal. Vejo que, na prática, temos de acrescentar ingredientes que não constam no projeto, ou seja, as pessoas. Este é o grande desafio, fazer com que as pessoas realizem e aprimorem seu trabalho dentro de uma realidade que a tecnologia hoje nos pede: a convergência das mídias. Atualmente, a TV, a Rádio e o Portal estão passando por uma fase de adaptação. A digitalização e a interação vividas na TV e na Rádio e o novo momento da internet em usar este mesmo conteúdo de forma diferente, absorvendo a programação dos demais veículos para criar seu próprio conteúdo, nos obriga a confiar na capacitação dos responsáveis para cada uma destas áreas. Se eles não conversarem entre si de forma que este caos se transforme em um meio eficaz para passarmos deste momento de quebra paradigmas e irmos para uma convergência de mídia (e a cada dia se ouve sobre uma proposta nova, como a do próprio celular conquistando seu espaço como veículo de interação, pelo qual você pode interagir com a TV, com a Rádio, e tudo indica que ele também se tornará um aparelho onde poderemos assistir TV), a evangelização não acontece. É isso que entendemos por uma grande malha a qual chamamos de Rede, que usamos para evangelizar. Monsenhor Jonas nos ensina que somos uma companhia de pesca e os meios de comunicações podem ser considerados nossas “rede” de pesca.

Interagir com todos os patamares de público, tornando a comunicação o carro-chefe da organização é uma tarefa muito difícil?

Sim, muito difícil, mas esta obra é de Deus e nós só temos que seguir seus passos. É o que fazemos. É um desafio e temos trabalhado para alcançar todos os patamares de público. Administrar tem muitas variáveis e, para isso, estar nos meios de comunicação já é um grande desafio. É só por ser uma obra de Deus que estamos onde estamos, mas temos ações em nossos departamentos que procuram atingir este objetivo. O DAVI (Departamento de Áudio Visuais) tem um setor voltado para o desenvolvimento de um trabalho para as crianças e adolescentes, uma área de vídeo animado, onde estamos investindo este ano. A internet que se comunica com um público de várias faixas etárias, nosso Ministério de Música, com vários cantores, a TV, com toda nossa programação e a Rádio, com seus diversos públicos. A Casa de Maria, com suas

radoras de TV por assinatura, dentre elas recentemente a SKY, NET SP e NETBH, além de sinal via satélite para todo Brasil, parte da América do Sul, América do Norte, toda Europa Ocidental, Oriente Médio e agora também toda a Ásia.” Mas não possuímos um instrumento exclusivo de aferição da audiência, que é feita com base em indicadores de relacionamento e atendimento estabelecidos, tais como nossas chamadas no Call Center, estatísticas webtrends do site, e mais recentemente, os indicaAssine: assinaturas@promocat.com.br

diversas atividades de acolhimento e atendimento, as equipes de eventos, enfim, nossa estrutura cresce de acordo com a necessidade. Depois que percebemos esta necessidade na Canção Nova, nossa estrutura cresceu e continua a crescer desta forma porque Deus nos impulsiona a isso. O contato com o povo que nos visita e participa dos eventos tem sido uma grande escola para tudo que temos feito nesses 30 anos. A comunicação na Canção Nova é o que temos de fazer. Somos comunicadores e isso nós fazemos pessoa a pessoa, na TV, na Rádio e em todos os meios que temos.

E a convergência de mídias? Ela já é uma realidade, mas como se desenha uma estratégia na PRÁTICA, quando o cenário em questão é um país chamado Brasil, com todos os seus múltiplos perfis de cultura e fatores sócio-econômicos que interferem em qualquer estratégia, quando o propósito é comunicar às massas?

Já estamos trabalhando com a convergência em nossos veículos de comunicação mas isso ainda é muito novo para se definir algo concreto. Estamos experimentando, testando e buscando esta adaptação do tradicional que aprendemos mas já demos um bom passo quanto a isso. Temos programas da TV sendo reestruturados para uma contribuição maior com seu conteúdo para a internet. A rádio terá também programas que resultarão em conteúdo para ser disponibilizado na Internet. Teremos gravações de programas, ao vivo, para a internet (os bastidores). Tudo o que fazemos e desenvolvemos é para realizar a nossa missão, que é chegar com a evangelização a todas as pessoas, e, para isso, usarmos os meios de comunicação. Queremos levar a verdade que é Jesus Cristo e resgatar as famílias. O que pretendemos é contribuir com uma pequena parcela para a evangelização. Por último, abro um espaço para suas colocações em relação à organização, suas metas estratégicas para os próximos cinco anos e se puder, conte um pouco de como vêm sendo feitos esses planos até agora. Nosso maior desafio é a troca de nossos transmissores da TV. O custo é muito alto e temos um prazo. Até que esse trabalho seja realizado, irá consumir boa parte de nossos recursos. Vamos trabalhar também a expansão da WebTV no continente europeu e asiático.Queremos disponibilizar nossos conteúdos para dispositivos móveis e, para isso, investir em conteúdos digitais.Gerar uma maior integração em nossos programas usando da TI como meio de integração. Estamos começando o Santuário do Pai das Misericórdias, que deve ficar pronto ainda este ano, com a graça de Deus.

dores provenientes da interatividade SMS, dentre outros. O fato é que percebemos nitidamente o crescimento constante dessa audiência”. Notícias de repercussão nacional, mas que fogem à linha editorial da instituição perseguem o contra-ponto, onde as pautas buscam formatar a matéria no sentido de avançar na linha do bem. “O caso do João Hélio, o menino que foi vítima de um assalto no Rio de Janeiro e que comoveu o país, nos exigiu uma cobertura, mas não fi-

zemos reconstituição do crime e não exploramos o assunto. Fizemos uma nota simples, seguida de um comentário editorial”, lembra Renata. “Demos também, uma cobertura ao contraponto, mostrando o que as pessoas estão fazendo contra a violência. O fato jornalístico era impactante, mas cobrimos os atos de paz”. A interação na TV também vigora como estratégia junto ao público-alvo e é exercida em 100%, pelos meios clássicos, como o telefone e as cartas, mas já nada de braçadas no mar das novas tecnologias. Sabendo da afinidade do público jovem, em relação ao uso das mensagens por celular, o SMS, desde dezembro de 2007 a TV vem usando esse meio de interação valioso, que serve também, para medir em tempo real, a audiência. O site da TV Canção Nova registra, em média, 180 mil acessos/mês e os quatro países que mais visitam as páginas da TV na web são o Brasil (com 90%), o Japão (1,8%), os EUA (1,4%) e Portugal (0,9%). Os programas campeões de audiência da TV CN são a “Santa Missa”, “Terço da Misericórdia”, “O Amor Vencerá” e “Sorrindo Pra Vida”. A emissora não tem um “departamento comercial”, para a venda de espaços publicitários. Tal como todo o Sistema de Comunicação, a TV é mantida pelas doações espontâneas de pessoas associadas. “Porém, existe um departamento que garante a qualidade dos intervalos da emissora e é responsável pela distribuição dos anúncios em horários apropriados, ou seja, pela definição da frequência e do período que ele vai entrar. Esses anúncios são de eventos realizados pela Canção Nova em Cachoeira Paulista e nas Casas de Missão, de produtos de evangelização, institucionais da Canção Nova, mensagens espirituais, utilidade pública, catequese, campanhas encaminhadas pela CNBB (como a Campanha da Fraternidade), pois somos uma emissora a serviço da Igreja, entre outros. Enfim, evangelizamos, até mesmo nos intervalos”, encerra Ana Paula Guimarães. Paróquias & casas religiosas 45


interneteigreja

pÁroCo multimÍdia

Ilustração por Eboy.com

O manual definitivo para incluir sua paróquia na web sem gastar um Real

A

Por SÉrGio FernanDeS pós celebrar a primeira missa do dia, às seis horas da manhã, Pe. Rodolfo chega rapidamente na casa paroquial para degustar os deliciosos bolinhos de chuva com chocolate quente feitos por sua fiel funcionária, Dona Margarida. Ele está mais agitado do que

46 Paróquias & casas religiosas

o costume, tem em mãos um aparelho que ganhou de seu bispo na última reunião do clero: um gravador de MP3. Quem vê sua animação, lembra um garoto que ganhou uma bicicleta. Diga-se então que o que o pároco tem em mãos, para sua comunidade, vale muito mais que uma bicicleta. No dia anterior, a úl-

tima homilia que publicou na Internet com seu gravador rendeu para o Blog da paróquia mais de 2.250 acessos e 682 comentários. Uma revolução em comparação à meia dúzia de senhoras do apostolado que freqüentam aquele horário de missa. Pe. Rodolfo também é uma revoluwww.revistaparoquias.com.br | março-abril 2008


Blog

É uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Dispensa conhecimentos técnicos (html) e seu editor de conteúdo é de fácil inclusão. Os visitantes podem deixar seus comentários às postagens. Além disso, outras ferramentas (widgets) podem ser adicionadas, oferecendo mais interatividade ao Blog, como enquetes e murais de recados. Onde: Os sistemas de blogs mais populares são o Blogger (www.blogger.com.br) e o Wordpress (www.wordpress.com). Provedores nacionais também oferecem este serviço. Qual a utilidade? É a forma mais fácil e barata de incluir sua igreja na Internet! Divulgue notícias, agenda e informações sobre a paróquia. Motive os fiéis a visitar o Blog e deixar seus comentários. Integre-o a outras ferramentas web 2.0 e o coloque como canal principal de difusão delas (vídeos do Youtube, galeria de fotos do Flickr, etc).

Podcast

São arquivos de áudio incluídos na Internet que podem ser escutados diretamente no site, baixados no computador ou no mp3 player. Onde: Um site bem popular e fácil de incluir os arquivos é o Podcast1 (www.podcast1.com.br) Qual a utilidade? Com um simples aparelho de MP3 é possível gravar arquivos de áudio, assim, o pároco terá a mobilidade necessária para gravar suas homilias ou montar algum tipo de programa (estilo rádio) com reflexões, doutrina e notícias da paróquia. Existem programas de edição de áudio que podem qualificar as gravações, incluindo músicas e cortando ruídos e erros.

Orkut

É um site que segue a linha de rede social, onde cada usuário cadastrado possui um perfil (com informações pessoais) e pode interagir com outros usuários por meio de recados e comunidades sobre temas de interesse mútuo. Onde: www.orkut.com Qual a utilidade? Como hoje é a mais popular deste sistema, nada melhor do que estar lá! Crie um perfil da paróquia e monte uma comunidade, os visitantes poderão interagir nos fóruns de discussão e enquetes. Publique fotos e deixe recados no perfil dos paroquianos. O pároco também precisa ter seu perfil, mas MUITO CUIDADO, pois é comum aparecerem usuários (perfis) falsos que divulgam pornografia ou links com vírus.

Youtube

O maior sistema de publicação e compartilhamento de vídeos, totalmente gratuito e simples de trabalhar. Basta produzir vídeos curtos (no máximo 10 minutos de duração), capturar no computador e usar a ferramenta de conversão de vídeo do site. Onde: www.youtube.com.br Qual a utilidade? Com o fácil acesso à tecnologia, até por um celular é possível gravar vídeos. Produções complexas exigiriam equipamento e softwares profissionais, mas uma câmera simples com um software popular (como o Movie Maker) farão sucesso entre seus paroquianos. Pense em imagens da festa do padroeiro ou um clipe musical com o grupo de jovens. Depois, com as facilidades da ferramenta, os vídeos poderão ser multiplicados na Internet, até mesmo divulgados no perfil do Orkut de seus visitantes.

flickr

Site de publicação de fotos com uma dinâmica fácil e prática para inclusão de conteúdo. É gratuito, mas oferece uma opção paga (que não é cara!) com espaço ilimitado para fotos e mais opções de organização de galerias. Onde: www.flickr.com Qual a utilidade? As pessoas gostam de se ver na Internet, além disso, é importante registrar os eventos e atividades da paróquia com fotos. A ferramenta de inclusão das galerias é prática e suas fotos rapidamente estarão na Internet. Depois, basta divulgá-las no Blog da paróquia. twitter Uma ferramenta simples onde as pessoas simplesmente respondem à pergunta “What are you doing?” (O que você está fazendo?) com o limite de texto de 140 caracteres. Esta brincadeira está virando febre entre os amantes da Internet, pois compartilha informações sobre o cotidiano de pessoas de diferentes realidades. Dessa forma, também se encontram lá redações de jornais famosos, artistas e também religiosos. Onde: www.twitter.com Qual a utilidade? A paróquia e seu pároco mostrarão ao público as ações do dia-a-dia eclesial (ex: “Fazendo as inscrições da Catequese”). O sistema não pode ser uma ferramenta única, mas um apoio. Aproveite para escrever lá as chamadas de novidades incluídas no Blog (ex: “Mensagem de Páscoa está no ar. Acesse: LINK do BLOG!”).

ção, antes não gostava de tecnologias, nem tão pouco da tal Internet, tinha até preconceitos por causa das várias confissões que atendera sobre pornografia e outros vícios promovidos por este meio de comunicação. Depois de muita insistência de um coroinha, acabou por inscrever sua paróquia em um sistema de Blogs. Nos primeiros dias sua participação foi discreta e deixava tudo por conta do garoto, mas, após receber um e-mail dos Estados Unidos pedindo oração, viu que precisava estar mais a par da ferramenta. Blog, Podcast, Orkut, Flickr, Youtube, Twitter - tudo isso e mais um pouco sua paróquia possui. E o melhor: sem gastar Assine: assinaturas@promocat.com.br

um centavo no orçamento. O pároco se esforçou muito para se adaptar ao mundo virtual e pôde expandir sua comunidade a grupos de influência extra-regionais, interagindo com pessoas até de outros lugares do mundo. A última mensagem que recebeu foi de uma família de brasileiros na Malásia que não tem paróquia perto e acompanhava a homilia do dia por textos e áudios em podcast. A história do Pe. Rodolfo é fictícia, entretanto seus fragmentos permeiam a rotina de várias paróquias no Brasil que aderiram ao chamado mundo virtual. Tal ação não é sinal de crise ou mina a pastoral em sua forma tradicional, mas expande, amadurece e gera novas possibilidades.

Foi-se o tempo que era complicado estar na Internet, agora ninguém tem mais desculpas. Diversas ferramentas para esta rede foram desenvolvidas e atualmente estamos na febre da chamada Web 2.0. Explicar este conceito precisaria de um extenso artigo, mas uma pesquisada no Google lhe resolveria a dúvida. Então, gostaria de lhe apresentar de forma resumida algumas destas ferramentas que seguem esta onda e que podem ser muito úteis à sua comunidade. Veja o quadro. Sérgio Fernandes é diretor de redação da revista Paróquias & Casas Religiosas e escritor - autor do livro “Comando da Verdade” (Palavra & Prece Editora, 2007) e outros 8 títulos publicados para o público infanto-juvenil. Contato: sergiofernandessp@gmail.com

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oratória

O FALAR

SEGUE O SER

Comunique-se da maneira certa e evite conceitos equivocados Por Eugênio Sales Queiroz

C

om tantas maneiras de aprender, hoje, não nos é mais permitido cometer erros na hora em que precisamos nos comunicar, seja por e-mail, cartas, telefonemas e, principalmente, diante das pessoas. Listamos, abaixo, algumas dicas importantes para que você possa usar a comunicação da melhor maneira possível, evitando gafes desnecessárias: 1. Procure pronunciar corretamente toda palavra que emitir: Exemplos: nome da pessoa, da empresa, etc. 2. Tenha muito cuidado com as conjunções verbais. Exemplos: jamais diga: “A gente fazemos isso para você”. Diga apenas: “Fazemos isso para você”. 3. Ao escrever um e-mail ou uma carta de trabalho, revise quantas vezes for necessário e lembre-se de ser prático e direto no assunto tratado. 4. Evite o pleonasmo vicioso Exemplos: subir para cima, entrar para dentro e sair para fora. 5. Quando você for citar algo que tenha nome estrangeiro ou mesmo complicado, treine antes de pronunciá-lo publicamente. 6. E, por último, use muito bem o plural em suas conversas interpessoais, pois erros nessa área diminuem seu conceito diante das pessoas. Exemplos: dez crianças (E não: “dez criança”). A gente vai (E não: “A gente vamos”). Sabemos que a língua portuguesa, tanto escrita como falada, precisa de uma atenção redobrada. Por isso, sempre que possível leia sobre dicas de português ou adquira uma gramática atualizada e estude nos seus momentos de horas livres. Quem fala bem escreve bem e, conseqüentemente, alcança os resultados que anseia. Pense nisso. Eugênio Sales Queiroz é consultor empresarial especialista em comportamento humano nas áreas de vendas, atendimento, marketing pessoal e educação.

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pastoralvocacional

VOCACIONADOS CARISMAS: VOCACIONADOS XXCARISMAS:

VERDADES E INVERDADES

Pesquisa exclusiva dá as dicas para a promoção vocacional DA REDAÇÃO

E

xistem posições adversas sobre a questão vocacional no Brasil. Palpites tomam que são poucos os jovens que se interessam pela vida consagrada, mas também é visto grupos que comemoram o aumento no número de vocacionados ingressos em sua congregação. Fato ou inverdade é evidente que a promoção vocacional no Brasil precisa ser revista. Ter um sacerdote ou religioso na família, décadas atrás, era algo normal. Hoje raramente um jovem se dispõe ao desafio. Os de espírito “revolucionário” se contentam com as tantas opções concorrentes como, por exemplo, as organizações ambientalistas. Infelizmente, é muito fácil encontrar na busca religiosa quem está fugindo de algum conflito pessoal do que os desse perfil. Assim, cabe aos formadores uma séria atenção no acompanhamento psicológico e espiritual de seus formandos. 50 Paróquias & casas religiosas

Entre os que celebram a “casa cheia”, surge o problema da qualificação. Não se está desvalorizando aqui aqueles de formação intelectual mais simples, mas existem casos delicados de conseqüências graves quando se parte para a ação pastoral. Assim como a vocação à Medicina tem suas características, a vocação

religiosa também o tem, especialmente em uma sociedade questionadora. A revista Paróquias & Casas Religiosas entrevistou em janeiro de 2008 dois grupos de jovens em paróquias distintas da Arquidiocese de São Paulo, fazendo assim um perfil resumido sobre a busca vocacional. Veja o quadro abaixo:

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Os responsáveis pelo fomento vocacional nas pastorais, congregações e comunidades precisam estar atentos a dois pontos: DIVULGAÇÃO e QUALIFICAÇÃO. Isso, tratando aqui de um acompanhamento inicial, para aqueles que estão em fase de discernimento. Sobre o dia-a-dia dentro de uma instituição, caberia um longo artigo novo – que fica para uma próxima oportunidade.

DIVULGAÇÃO Lança-se a rede, depois se seleciona a pesca. Em uma equipe vocacional, deve-se investir neste ponto, sempre atentos às oportunidades que surgirem: - Promover encontros vocacionais periódicos na sede da comunidade; - Inserir os religiosos no dia-a-dia da paróquia (a presença nas pastorais motiva a juventude); - Visitar escolas e instituições falando sobre o carisma e convidando para atividades do instituto; - Produzir material publicitário sobre a congregação: folders, panfletos e

anúncios em jornais da paróquia ou outras publicações segmentadas; - Participar de eventos e atividades sobre as vocações: feiras vocacionais (como a Expo Vocacional) e encontros diocesanos.

QUALIFICAÇÃO O período de discernimento pode ser decisivo para o futuro do religioso. Situações resolvidas agora evitarão possíveis transtornos. Eis alguns aspectos importantes: Acompanhamento psicológico: Sim! Um psicólogo neste momento já se torna necessário. Poderá desenvolver atividades em grupos, com dinâmicas de auto-conhecimento, e atendimentos pessoais, identificando no candidato seu perfil e pontos a serem desenvolvidos. Acompanhamento espiritual: o diretor espiritual, mesmo não sendo vinculado a congregação, deverá apoiar o candidato no conhecimento de sua forma de espiritualidade, conduzindo

a uma maturidade em sua relação com Deus na dinâmica da instituição que pretende ingressar. Acompanhamento pastoral: é comum os institutos solicitarem uma carta de indicação do pároco. O candidato precisa estar inserido na rotina paroquial, envolvido com alguma pastoral. Assim também será possível discernir se está apto aos mesmos desafios que fazem parte do carisma (ex: vida comunitária, liderança etc). Acompanhamento intelectual: mesmo que a congregação não exija do candidato algum nível de estudo ou aptidão intelectual, é importante motivá-lo ao menos à leitura diária. Ou pela Teologia e Filosofia ou pelo simples estudo dos Estatutos da congregação. Nesse sentido, somando-se a respiração silenciosa, tranqüila e eficiente, a uma voz projetada, clara, flexível, e à fala precisa, bem coordenada e com capacidade argumentativa, torna-se eficaz a comunicação.

Como organizar uma equipe de Pastoral Vocacional Fonte: Cadernos Vocacionais (Edições Loyola, nº 24)

QUEM TOMA A INICIATIVA? O BISPO é o 1º responsável: cabe a ele interessar-se, motivar o clero, animar o povo, dinamizar a própria Pastoral Vocacional. O COORDENADOR DIOCESANO, nomeado pelo Bispo, forma sua Equipe, e com ela cuida que todas as Paróquias tenham as Equipes Vocacionais Paroquias (EVPs), colocando-se a serviço dos Párocos. O PÁROCO, em sintonia com a Equipe Diocesana, será o primeiro e imediato responsável para o surgimento da Equipe Vocacional na Paróquia e em suas várias comunidades e capelas. Onde as Equipes Vocacionais já existem, procurem sintonizar-se com a Equipe Diocesana, para garantir sua plena vitalidade e seu caráter eclesial.

COM QUEM COMEÇAR? COMEÇAR COM PESSOAS DA COMUNIDADE, dispostas a assumir o compromisso e que tenham vivência de Igreja. É DE SUMA CONVENIÊNCIA QUE A

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EQUIPE SEJA “HETEROGÊNEA”: homens e mulheres, casados e solteiros, adultos e jovens, leigos, religiosos e Diáconos. É igualmente conveniente que SEJA REPRESENTATIVA DAS PASTORAIS, das Associações e dos movimentos, para que a Pastoral Vocacional esteja presente em toda a Pastoral. Onde a Equipe porventura ficar muito grande (como se dá em algumas Dioceses), será indispensável que UM PEQUENO GRUPO EXERÇA A COORDENAÇÃO GERAL, e se faça uma subdivisão em equipes menores, cada uma com tarefas diferentes.

COMO COMEÇAR?

Trabalho preparatório O mais fundamental e anterior a tudo é: - uma intensa conscientização e motivação prévia da comunidade paroquial; - uma perspectiva de “Povo de Deus”, de “comunidade”, uma visão de “Igreja Ministerial e Missionária”. Ressalte-se que esse trabalho de cons-

cientização e motivação da Comunidade sobre o sentido da Vocação na Igreja, hoje, é indispensável para que se crie: - um clima vocacional de responsabilidade e interesse comum; - por todas as vocações.

Duas sugestões para começar a) Convidar de modo geral e até mesmo pessoal, aquelas pessoas da comunidade que apresentarem disposição para o trabalho. b) Escolher e chamar um elemento de cada uma das diferentes equipes de pastoral e de movimentos, existentes na Comunidade e, com eles, formar a Equipe Vocacional Paroquial. Tais representantes sejam, de preferência, escolhidos pelas próprias pastorais. A experiência ensina que a segunda sugestão é mais frutuosa. PARA AMBOS OS CASOS, organizar um curso, ou um encontro, através do qual se dará uma formação adequada e se programará o trabalho.

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catequese

Catequista: testemunho

e porta-voz da Igreja

Dicas para um bom encontro de catequese Por Pe. Paulo Gil

P

eço licença aos leitores assíduos de nossa coluna para “quebrar” a seqüência de artigos a fim de responder algumas perguntas que me são feitas por e-mail e nas palestras e seminários que faço pelas igrejas do país: Como gravar e disponibilizar o conteúdo de nossas missas (em áudio e/ou vídeo) na internet? Desta maneira, a primeira regra a ser seguida é lembrar-se que catequiza em nome de Deus e da comunidade profética, em comunhão com os pastores da Igreja. Ou seja, anuncia a Palavra, denuncia o que impede o homem de ser ele mesmo e de viver sua vocação de filho de Deus, tudo isso com base na doutrina e nos ensinamentos da Igreja Católica (cf. CR 146). O catequista deve viver sua experiência cristã e sua missão dentro de um grupo de catequistas, garantindo: a continuidade da formação, oportunidades para a oração em comum, reflexão, avaliação das tarefas realizadas, planejamento e a preparação dos trabalhos futuros.(cf. CR 151); A formação deve ter o cuidado de não desenvolver somente a capacitação didática, mas também a vivência pessoal e comunitária da fé e seu compromisso com a transformação do mundo (cf. CR 150). É fundamental procurar conhecer sempre mais: os catequizandos e sua realidade; o conteúdo do encontro; e as estratégias sugeridas. Com relação aos encontros, seguem

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algumas dicas para que estes despertem maior interesse no catequizando e sejam cada vez mais atrativos e dinâmicos: • Acolher com carinho e alegria a cada um dos catequizandos; • Preparar o local dos encontros de modo a torná-lo acolhedor; • Iniciar o encontro com uma oração, onde cada um poderá colocar uma intenção em voz alta; • Conduzir o encontro de uma maneira que este não seja confundido com “uma aula”; • Ter sempre a Bíblia em destaque; • Procurar conhecer o catequizando, chamando-o sempre pelo nome; • Com atenção e antecedência, pesquisar, ler e preparar o material necessário; • Nunca fazer uma leitura corrida do texto; • Permitir que a Palavra de Deus seja luz para o Encontro (procurar se aprofundar mais); • Fazer tudo com simplicidade, criatividade e carinho; • Criar a expectativa da descoberta; • Estar sempre atento às festas e ao tempo litúrgico, reservando um período do encontro para falar sobre eles;

• Conhecer o tema com clareza e apresentar o mesmo com clareza e objetividade; • Preparar um roteiro para o desenvolvimento do tema; • Despertar motivações fazendo uso de “palavras-chave” referentes ao tema de cada encontro; • Fazer uso de linguagem clara, objetiva e direta, proporcionando maior entendimento de todos; • Ser dinâmico; • Permitir que os catequizandos expressem suas opiniões e sugestões, avaliando-as e corrigindo-as quando necessário; • Troque idéias com outros catequistas e veja quais pontos podem melhorar seu desempenho; • Sempre que possível, fazer uso de recursos audiovisuais para a apresentação do conteúdo. Considerando a idade de seus catequizandos e a realidade em que vivem, procure fazer as adaptações necessárias para que obtenha êxito ao longo dos encontros. Pe. Paulo Gil é coordenador da Equipe para a Animação Bíblico-Catequética para o Regional Sul I – CNBB e autor do livro “Conte Comigo Para Ver Jesus – Etapa 1 (catequista e catequizando), Palavra & Prece Editora e Edições Loyola.

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Dinâmica “Escolhe pois a vida” Utilize esta criativa dinâmica em seu grupo de catequese e os envolva no tema da Campanha da Fraternidade deste ano Por Marlon Lelis de Oliveira MATERIAL Caixas ou sacos de papel, espelho, foto família, bíblia, blister remédios, celulares, pilhas, saco com lixo dentro [coador de café usado, copo de plástico, papel, etc] e sementes.

DESENVOLVIMENTO

1. Apresente uma mesa montada com as caixas de mesmo tamanho [pinte-as de azul, para representar o mundo, o planeta], dentro ponha um espelho, uma bíblia, uma foto ou imagem de família, um saco de lixo [com filtro de papel usado, copo de plástico etc], noutra blister de remédios, pilhas, celular, em outra sementes, e pode acrescentar outras coisas a seu critério. 2. Um por vez deve vir à mesa e escolher uma caixa. Diga para a pessoa a senha “escolhe, pois, a vida”, deve escolher uma caixa abrir e ver o seu conteúdo, fazer um comentário sobre ele para o grupo baseado na senha, ou seja o que o que traz a caixa tem haver com a senha? 3. Após retorne o objeto para dentro da caixa, e embaralhe todas as caixas e chame uma outra pessoa, que pode vir de forma espontânea ou o ultimo participante escolhe o próximo a dar seqüência a vivencia lúdica. 4. Quando todos tiverem participado, exponha os conteúdos das caixas e Assine: assinaturas@promocat.com.br

solicite ao grupo que estabeleça dentre eles qual mais responde a senha “escolhe, pois, a vida”, e que justifiquem. Pode estimular um consenso no grupo. 5.[Pode subdividir o grupo para aprofundarem a vivencia se o grupo for grande, ou produzir toda reflexão em conjunto]. 6. Feedbacks 7. Insights 8. Conclusão

FRASE MOTIVACIONAL De todas as coisas que se haviam nas caixas uma é a resposta: a própria pessoa refletida no espelho, pois quem escolhe a vida, senão a pessoa e faz acontecer a vida que ela escolheu. Todas as outras coisas são relacionadas com a pessoa e suas escolhas, logos ela é a medida de todas as coisas, inclusive do tipo de vida que escolhe pra si e para a humanidade. Ao pensar no texto lema da CF 2008 que é um texto bíblico a pessoa é chamada a pensar a vida no seu sentido sagrado e existencial, vida divina e humana; ela, a pessoa, é o grande segredo e a resposta à vida. E por fim, tudo isso esta na caixa azul, que simboliza o nosso planeta, logo, “escolhe, pois,a vida” porque ela, os outros e o planeta todos a terão. Marlon Lelis de Oliveira é psicólogo

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pastoralfamiliar

A PASTORAL QUE

1. Estudar junto com a Pastoral de Catequese como realizar a evangelização da família, seja por envio de mensagens, visitas as casas ou por meio de encontros agradáveis com os pais e responsáveis pelas crianças.

A DIVERSIDADE

2. Criar momentos com as equipes de liturgia para encontros de oração com as famílias, sendo que além da missa podem ser realizados outros encontros mais simples e pessoais.

EVANGELIZA

Ações práticas para uma Pastoral Familiar eficiente Por Gilmara Gonçalves

3. Visitar os grupos de jovens e crisma para identificar dificuldades e como evangelizar a família, numa das fases mais difíceis de relacionamento. 4. Elaborar encontros periódicos de namorados reforçando a importância de um namoro voltado aos valores cristãos e com expectativas pautadas no matrimônio. 5. Elaborar encontros de noivos voltados a evangelização, descoberta e conhecimento profundo sobre o sentido do matrimônio. Reduzindo a formação dos temas ligados a ciência, sexualidade e medicina preventiva, que já são de conhecimento da maioria dos participantes.

A

idéia de que a família é importante para a salvação da humanidade é defendida por estudiosos de todo o mundo, seja nos meios acadêmicos ou religiosos. A formação de um ser humano responsável, ético e cristão passa pelo seio da família, por isso cada comunidade católica deveria buscar de forma exaustiva em todos os níveis e etapas a evangelização de todos os membros da família. A pastoral familiar cuida exclusivamente desta evangelização e na sua comunidade ou paróquia isto precisa ser real, urgente, vivencial e prático. É uma pastoral complexa e difícil de ser implementada pela interdependência com as demais pastorais, está ligada a todas as 56 Paróquias & casas religiosas

6. Acompanhar os recém casados. Realizar visitas as casas, convidar para atividades pastorais. Criar grupos de novos casais para a troca de experiência religiosa. faixas etárias dos membros da família, que passa pelas etapas do namoro, noivado, casamento, educação dos filhos e casamento de segunda união. Assim, se hoje na sua paróquia não há um organização ou se já existe, pense como poderia ser melhorado este serviço que é fundamental para as bases da Igreja. Primeiramente precisamos definir o objetivo geral da pastoral, de como faremos a evangelização das famílias, para que haja a integração entre todas as fases e atuações na Igreja e sociedade. Na segunda etapa, traçar os objetivos específicos que vamos atingir em cada fase, sejam elas de namoro, noivado, casamento ou separações. E depois as ações práticas, veja alguns exemplos:

7.Realizar os encontros com casais de segunda união, viúvos e pessoas separadas. 8.Realizar encontros de formação para educação dos filhos com padres, psicólogos, médicos e outros profissionais capacitados. Com certeza, as experiências são inúmeras, mas precisam ser realizadas com eficiência, em meio a uma sociedade que é seduzida rapidamente pelas novas tendências de consumo, da individualidade e independência, que leva a mensagem que podemos viver sozinhos e sermos felizes sem uma famíliar. Gilmara Gonçalves é jornalista, pós graduada em Comunicação e catequista. Realiza palestras em todo o Brasil para paróquias sobre planejamento, dinâmica e comunicação na catequese pelo site www.palestrascatolicas.com.br

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vidapastoral

pEQuEnos dEtalHEs,

fiÉis pErdidos

A questão da acolhida aos católicos eventuais Por roDnei riverS

R

maravilhoso, confesso que cresci espiecentemente, fiz uma viaritualmente, bem como pude sentir das gem para uma cidade do inpessoas que estavam a minha volta. terior, como de costume fui Até que chegou o momento dos conhecer a igreja e particiavisos. Como não era membro da igreja par de uma missa. Além da não sabia o número de fiéis participanexperiência de fé, é algo interessante tes ativamente, só hapara conhecer outras via percebido que haestruturas arquitetôA E VA N G E L I Z A - viam muitas intenções nicas, artes sacras e organização pastoral. ÇÃO NÃO PODE SER IM- de sétimo dia no começo da missa. Após A igreja matriz era POSTA, INTRANSIGENTE, dar os avisos comunimuita bonita e organizada, logo na entrada RANCOROSA, POR ISSO É tários o comentarista um belo mural, bem NECESSÁRIO SEMPRE RE- disse num tom de desabafo, que a igreja só elaborado e comunicativo que apresentava FLETIRMOS SOBRE NOSSO estava cheia naquele dia por causa da missa os horários de todas as PAPEL NA IGREJA de sétimo dia e que missas e compromistodos ali tinham que sos paroquiais. Duas participar mais vezes e não ser apenas senhoras na entrada acolhiam a todos, cristãos das missas eventuais, que apacom um sorridente ‘’Boa Noite, seja bem recem uma vez na vida outra morte. vindo, a casa é sua!‘’. Logo após me senParece estória, mas é real. tar, veio outra pessoa e, para meu espanO que aconteceu depois to, perguntou se eu era um novo moradisso? dor ou estava visitando a igreja pela O padre terminou a missa primeira vez, admito que nunca recebi e saiu pelos fundos a igreja, este tipo de abordagem em qualquer as famílias saíram reclamanigreja que tenha visitado nestes anos. do da falta de sensibilidade À frente da assembléia a equipe de das pastorais, a equipe de licanto e liturgia afinavam de forma bem turgia nem parecia estar mais discreta seus instrumentos, e depois de lá e eu fiquei sentado pensanuma saudação do animador começaram do no que tinha acontecido e a motivar o povo para o ensaio dos canporque erramos mais uma tos que terminou com um oração e um vez na acolhida. instante de silêncio até o inicio da missa. Tudo estava tão certo, A missa começou. Os cantos litúrgiperfeito, mas um pequeno cos escolhidos perfeitamente, as leituras detalhe atrapalhou tudo, bem proclamadas, a homilia comunicamais ou menos, como quantiva, os ritos bem executados, tudo foi

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do vamos a um restaurante e na hora de pagar a conta o garçom diz que não pode receber nenhum dos cartões de crédito e você não tem dinheiro na carteira, provavelmente algumas pessoas que estavam ali não vão voltar nunca mais naquela igreja. O acolhimento é característica do cristão, a evangelização não pode ser imposta, intransigente, rancorosa, por isso é necessário sempre refletirmos sobre nosso papel na Igreja, a importância daquilo de que fazemos e como isso pode atrapalhar na história de salvação de cada irmão que quer seguir a Jesus, mas não tem a compreensão ou maturidade da fé. Rodnei Rivers é administrador, pós graduado em Comunicação, ministro da Palavra e escritor. Realiza palestras em todo o Brasil para paróquias e dioceses sobre liderança e liturgia pelo site www.palestrascatolicas.com.br

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pastoralbatismal

COOPERAÇÃO

QUE GERA FRUTOS

Como organizar e dividir funções na Pastoral Batismal

D

Por Pe. Mauro Odoríssio, C.P. e maneira diversificada, segundo as necessidades e circunstâncias, cedo a Igreja foi organizando a Pastoral Batismal. Em alguns lugares chegava a durar três anos de intensa e profunda reflexão. Todavia, pelo século IV, quando multidões, conscientemente ou não, procuravam o Batismo, chegou-se a pensar na “conversão” da sociedade a Cristo; então o preparo mais sério foi sendo esquecido. Agora, não sem dificuldades, volta-se à prática antiga de se exigir um mínimo de preparação. Tendo em vista muitos irmãos e irmãs abnegados que se dedicam a tão belo serviço comunitário e que nem sempre têm à disposição os devidos subsídios, faz-se necessário servir aos Agentes da Pastoral Batismal, assim como ao apostolado que exercem. Todo o processo pré-batismal, batismal e pós-batismal é coordenado pela Equipe Pastoral Batismal (EPB). Mas é importante também envolver os “cursistas” – Equipe Batismal (EB) para que sejam também agentes da própria formação. A EPB deverá ser diversificada, contando com: Coordenador(a) que supervisionará os encontros e as reuniões, quer preparatórios, quer de revisão, alimentará o espírito de comunhão, de aprofundamento e de serviço e tomará decisões finais quando for impossível a consulta comunitária. 58 Paróquias & casas religiosas

Expositor que, sem o menor espírito livresco, inacessível, professoral, levará a Palavra de Deus a todos, aproveitando o contributo da EB, estará à disposição para diálogos pessoais e para auxiliar em possíveis dúvidas. Padre que, como pastor, estará à disposição da EPB e da EB, animará com o testemunho e com palavras ambas as equipes. Cronometrista que conhecendo o andamento da reunião, controlará o tempo, mais como serviço que como cobrança, tudo fará para que o tempo seja observado. Observadores que estarão atentos para acudir necessidades de última hora, suprirão falhas eventuais, acudirão às necessidades, sobremaneira às dos “cursistas” e zelarão para que ninguém fique à margem. A EPB considerará se é conveniente, quer para a história, quer para a revisão, ter um secretário que cuidará de possível “folha de presença” da EB, e das decisões tomadas em reuniões preparatórias e de revisão da EPB. É de suma importância que a Equipe Batismal também se organize. Poderá contar com subequipes, como: Recepção que auxiliará na arrumação do local antes e depois dos encontros, criará ambiente variado e acolhedor antes das reuniões, de acordo com

o Coordenador, zelará pela conservação de tudo o que for usado nas reuniões: pincéis, copos, cinzeiros, canetas... Liturgia que preparará cânticos, orações, para início e encerramento das reuniões, confeccionará cartazes e mensagens alusivos aos temas abordados. Bem-estar que se responsabilizará pelo café, evitando gastos maiores, entrará em contato com os Observadores em caso de alguma providência extra a ser tomada. Confraternização que celebrará os aniversários, programará brincadeiras, recreações, no espírito de respeito e de fraternidade, organizará passeios ou confraternização, se for o caso. Todas estas atividades devem contar com a colaboração de todos. É um modo de se viver concretamente o espírito do Batismo. Se o presente trabalho parece exaustivo em vista do que se faz na maioria dos casos na Pastoral Batismal, sei o quanto teria, ainda, a ser feito. Falar sobre o Batismo implicaria abordá-lo sob a luz das Escrituras, da teologia, da moral, da história, da liturgia, da pastoral, do direito, da mística... É um tema inesgotável. Pe. Mauro Odoríssio é religioso Passionista, licenciado em Filosofia e em Teologia, é Mestre em Ciências Bíblicas (Exegese) pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, e autor de diversos livros, como “Temas e Dinâmicas para Pastoral Batismal”, publicado pela Palavra & Prece Editora

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somparaigreja

HOMILIA VIRTUAL

Saiba como incluir gravações de áudio na Internet Por Fabiano Pereira

P

eço licença aos leitores assíduos de nossa coluna para “quebrar” a seqüência de artigos a fim de responder algumas perguntas que me são feitas por e-mail e nas palestras e seminários que faço pelas igrejas do país: Como gravar e disponibilizar o conteúdo de nossas missas (em áudio e/ou vídeo) na internet? Talvez você acredite que isso é muito caro e difícil. Contudo posso afirmar que é algo cada vez mais acessível e fácil. Muitas são as igrejas nas quais temos capacitado pessoas a esse ministério, e que tem colocado na rede mundial de computadores muita coisa boa e edificante. Vamos começar pelo áudio. Se você quiser, pode criar gratuitamente um podcast e disponibilizar ali arquivos contendo o som gravado das missas. No site http://www.podcast1.com.br é possível criar um sem qualquer custo. E para gravar? Vamos a duas opções, uma mais simples e barata e uma um pouco mais sofisticada (mas nem por isso muito mais cara).

que possua placa de som com entrada para microfone (99,9% dos computadores tem). Com um cabo “Y” RCA x P2, coletamos o som diretamente da mesa de som via saída de gravação (muitas mesas tem uma saída chamada REC OUT) ligada a entrada de microfone (mic) do computador. Para gravar, um bom software é o Sony Sound Forge, que tem diversos recursos de gravação e edição de áudio, além de permitir salvar o arquivo nos mais diversos formatos de áudio digital (WAVE, MP3, OGG, RM, MOV, etc.). Quanto a essa questão, faça diversos testes! Os sites de podcast costumam limitar o tamanho do arquivo a ser postado, por isso é importante que você encontre um formato que alie boa qualidade com tamanho mais reduzido.

Opção 2

Opção 1

A forma mais fácil é ter um microcomputador (desktop ou notebook) 60 Paróquias & casas religiosas

Vamos agora falar de um segundo sistema, um pouco mais sofisticado: um microcomputador (desktop ou notebook), uma interface de conversão de áudio analógico x digital e um microfone (sugiro um condensador a eletreto, muito usado para corais e para “over all” de bateria e percussão). Essa é a forma que eu, particularmente, tenho adotado para gravar o áudio dos trabalhos em

nossa igreja. Porque essa opção: ao usar um microfone condensador alimentado por uma fonte externa presente no conversor analógico x digital, tenho mais qualidade no áudio captado (o microfone é mais sensível e os bons conversores tem um pré-amplificador que melhora a relação sinal x ruído do que é captado). Além disso, e o principal para mim, é a oportunidade de captar a “ambiência”, ou seja, não só o som da banda e do microfone do padre, mas também a participação dos fiéis que participam. Isso dá um ar de “ao vivo” para a gravação, tornando-a mais interessante pra quem ouve. Também amenizamos um outro problema em relação a primeira opção: a mostra das falhas e erros. Não são poucas as vezes em que ouço: “gente, isso tá ruim, tá desafinado, e parecia tão bom na hora em que cantamos!”. Isso se deve ao fato de que os sons emitidos pelas caixas de som do ambiente sofrem influência direta do prédio, da acústica do local. O reverb do local, aliado ao canto do público, ajuda a “camuflar”as pequenas falhas e erros da banda, contribuindo para uma qualidade final mais agradável aos ouvidos. Se gravamos direto da mesa de som, perdemos esse aliado. Particularmente, posiciono o microfone em um pedestal/girafa, nas proximidades de uma das caixas de PA, de lado para a mesma, ou seja: captando o que sai da caixa de som de um lado e o que é emitido pela congregação do outro. Fabiano Pereira é Bacharel em Comunicação Social, Técnico Operador de Áudio e Técnico em Rádio e TV, com mais de 17 anos de experiência profissional. Dirige o CCPA – Centro Cristão de Produção Audiovisual Quaisquer dúvidas sobre o assunto ou sugestão de temas para esta coluna: www.audioevideo.pro.br ou escreva para fpereiraa@gmail.com.

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fatoseidéias

Padre é condenado por rezar O Pe. Pierre Wallez foi a primeira vítima da lei aprovada em março de 2006 “sobre o exercício das práticas de culto não-muçulmano”. Condenado pelo tribunal de Oran, a 400 quilômetros de Argel, país norte-africano com 33 milhões de habitantes - 99% de muçulmanos - a um ano de prisão, por ter dirigido uma cerimônia religiosa em um lugar que não foi reconhecido pelo Governo. O arcebispo de Argel, Dom Henri Antoine Marie Teissier, explicou que “o mais surpreendente é que a condenação foi emitida simplesmente porque o sacerdote visitou um grupo de cristãos do Camarões. Não havia celebrado missa, mas só recitou uma oração junto com eles. Era 29 de dezembro, pouco depois do Natal”. Entretanto, não se aplicou a condenação de prisão contra o sacerdote, pois o tribunal decidiu aplicar o estado de liberdade condicional.

São Paulo tem primeira pós-graduação em Catequese do Estado

O Centro Universitário Salesiano (Unisal), o Regional Sul I da CNBB (São Paulo) e a arquidiocese de São Paulo deram início, no último dia 16, ao primeiro Curso de Pós-Graduação em Catequese no Estado de São Paulo. Com duração de três semestres letivos, o curso reúne um grupo de 40 alunos de diversas dioceses do Estado. De acordo com um dos coordenadores do evento, padre Humberto Carvalho, a finalidade “é subsidiar especialistas na área da Catequese e capacitá-los para promover ações educativas da fé em resposta ao contexto histórico atual, além de propiciar um conhecimento interdisciplinar sobre Catequese, articulando as disciplinas de Teologia, Pedagogia, Ética, Sociologia e Psicologia no processo de ensino e aprendizagem”. As aulas acontecem uma vez por mês (sábado e domingo), na Cúria da Região Episcopal Santana.

Arcebispo aponta necessidade de educação da vontade

Segundo Dom Orlando Brandes, que é arcebispo de Londrina-PR e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, a vontade e os atos voluntários “pertencem à área da opção, da decisão, do querer livre, do discernimento” disse. “Autodeterminação e decisão são atos que marcam a história humana, pessoal e social”, completou. O arcebispo recorda que os atletas e os artistas conquistam vitórias à custa da força de vontade. “Os psicólogos estão cansados de dizer que a cura depende da vontade de seus pacientes”. Ainda segundo o arcebispo, a cultura moderna não contribui para a educação da vontade. “Estamos acostumados a seguir o caminho mais cômodo e fácil. Vivemos uma atmosfera de exaltação do agradável, daquilo que dá prazer, satisfação, sensação” -, conclui.

CONIC celebra Centenário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

A idéia de orar anualmente pela unidade iniciou-se nos Estados Unidos em 1908. A proposta tomou o mundo e, a partir de 1966, um texto-base passou a ser preparado por uma equipe ecumênica a convite do Conselho Mundial de Igrejas e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos da Igreja Católica. A Semana de Oração é o principal evento do CONIC desde a sua fundação e, no Brasil, a acontecerá de 4 a 11 de maio. Mobilize sua comunidade! Assine: assinaturas@promocat.com.br

“Alguma vez você quis saber em que é que os católicos acreditam?”

São estas as primeiras palavras de um anúncio produzido para a Igreja Católica da Austrália, que foi exibido durante o tempo do Advento e do Natal, nas salas de cinema daquele país. A publicidade breve de 14 segundos e não intrusiva encorajava os espectadores a ligar para um número de telefone ou a visitar um site; ambos os meios disponibilizavam informações sobre o catolicismo, já que “alguns aspectos da fé católica são um mistério”, de acordo com a segunda frase do mesmo anúncio.

Orgulho de nossos presbíteros

Numa palestra proferida durante o 12º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP), em Itaici (SP), o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes, reconheceu os problemas enfrentados pelos padres mas, ao mesmo tempo, ressaltou seu trabalho: “99% de nossos sacerdotes, de modo geral, são homens dignos, bons, homens de Deus, admiráveis, generosos, honestos, incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desesperados e sofridos de todo tipo”, disse o cardeal sob o olhar atento de uma platéia composta de 450 padres de todo o país. “Podemos e devemos estar orgulhosos de nossos presbíteros e dizer-lhes que deles nos orgulhamos, os veneramos e amamos realmente, com claro reconhecimento do trabalho pastoral que realizam”, completou. Paróquias & casas religiosas 61


leituraindicada

entretenimento:palavrascruzadas

tÉCniCas dE arQuiVamEnto para Casas rEligiosas Marcus Antônio Santiago Um livro de estudo, pesquisa e formação para párocos e atendentes paroquiais, onde o autor explica como se organiza o atendimento paroquial; dá dicas de como redigir cartas, solicitações e correspondências oficiais; esboça o perfil do atendente e explica alguns conceitos básicos de contabilidade. Páginas: 48 - iSBn: 978-85-276-1174-9 editora ave maria - www.avemaria.com.br

o mEu ConsElHo É pra tE VEr fEliz Alexandre Silveira Sugestões para o bem-estar físico, emocional e espiritual do leitor, abordando temas como Deus, família, amigos, ambições, a necessidade de saber ouvir e refletir sobre determinadas situações. Páginas: 160 - iSBn: 978-85-7763-036-3 Palavra & Prece editora - www.palavraeprece.com.br

o futuro da CatEQuEsE Denis Villepelet Convida a catequese a repensar sua maneira de transmitir a fé, a enfrentar com lucidez e otimismo os desafios de um mundo em mudança constante. Páginas: 168 - iSBn: 9788535620184 edições Paulinas - www.paulinas.com.br

ministÉrios da mulHEr na igrEJa Domiciano Fernández Reúne documentação histórica, bíblica e teológica únicas sobre o ministério feminino na Igreja e sobre os problemas que essa matéria suscitou e continua a suscitar. Página: 212 – iSBn: 978-85-15-03482-6 edições loyola – www.loyola.com.br

diCionÁrio dE aparECida Paulo Suess A obra apresenta um índice analítico para que o leitor compreenda algumas temáticas mais amplas do DA, além de ser um instrumento prático para divulgar o conteúdo desse relato por meio de palestras, cursos e aulas. Página: 136 Paulus editora – www.paulus.com.br

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Paróquias & casas religiosas 65


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66 Paróquias & casas religiosas

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