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EEFM ANTONIO VIDAL MALVEIRA CNPJ Nº. 00.126.592/0038­84 – INEP: 231335­54 E­mail: escola@antoniovidal.seduc.ce.gov.br Fone/fax: (88) 3424 3817 

Olho d’Água da Bica Tabuleiro do Norte – CE 2010


PREFÁCIO

Como professor coordenador do LEI – Laboratório Educacional de Informática,  da Escola de Ensino Fundamental e Médio Antonio Vidal Malveira, desenvolvemos  um projeto onde são trabalhadas várias ferramentas tecnológicas. Com orientação do NTE Paulo Freire (Núcleo de Tecnologia Educacional) e  parceria   das   professoras   Francisca   Roberiana   Martins   de   Oliveira   e   Rita   Moreira  Freire Chaves lotadas na disciplina de português, coletamos produções textuais de  alunos do 9º ano do ensino fundamental, e alunos do 1º e 3º anos do ensino médio  com a finalidade de editarmos um livro virtual. 


EPÍGRAFE Lua e Estrela Caetano Veloso Composição: Vinicius Cantuária

Menina do anel de lua e estrela Raios de sol no céu da cidade Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde Penso em você, fico com saudade Manhã chegando Luzes morrendo, nesse espelho Que é nossa cidade Quem é você, oh oh oh qual o seu nome Conta pra mim, diz como eu te encontro Mas deixa o destino, deixe ao acaso Quem sabe eu te encontro De noite no Baixo Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde Penso em você, fico com saudade


APRESENTAÇÃO Esta coletânea preparada pelo professor coordenador do LEI – Laboratório Educacional de Informática - da EEFM Antônio Vidal Malveira, onde os autores deixam transparecer seus sonhos, suas angústias, suas incertezas e suas alegrias. Essas crônicas são fragmentos de uma rica vivência e de uma envolvente cultura acima da média, que o professor deve partilhar e reviver com os seus alunos. Este livro retrata pequenas histórias fictícias e verídicas contadas pelos alunos. Com personagens que fazem parte do folclore de nossa comunidade.


Autores:

Alunos: 9º ano do ensino fundamental, e do 1º e 3º ano do ensino médio Professores: Rita Moreira Freire Chaves Francisca Roberiana Marins de Oliveira Apoio e Orientação: Professor Coordenador do LEI: Jônatas Silva do Nascimento Colaboração: NTE Paulo Freire-10ª CREDE Profa. Multiplicadoras NTE: Eliana Oliveira Batista Maria de Fátima Gonçalves Leitão Monalisa de Paula Chaves


SUMÁRIO

Adair Karoline

Briga de Vizinhos

Ayla Grabrielle

A Estrela

Elizoneide Chaves

Aquela Apresentação

Francimara de Araújo

O mistério do Cemitério

Isabelle Pinheiro

Um Dia Quente

Jara Rebouças

Pisada Nervosa

Milena Lúcia

O Primeiro Dia de Aula

Roberta Najara

O Mistério do Lobisomem

Samara Porfírio

Uma Cartada

Taiane Ranielle

Uma Noite Quente

Thiara Katrinne

O Sumiço da Mata


Brigas de Vizinhos Brigas acontecem variamente no dia­a­dia, de hora em hora, de minuto em  minuto, vou contar um fato que ocorreu com duas vizinhas minhas, Jéssica e Bia por  causa de ciúme de homem, aconteceu um caso de justiça no Olho d´Água da Bica,  na vizinhança da toca do rato no dia 02/05/10 presenciei um acontecimento. Saí para  o lado de fora de casa e vi uma mulher que todo dia passava em frente  a casa da  outra mulher jogando indiretas como: piadas todos os dias, ate que um dia Luana  não agüentou mais e avisou a ela assim: _ mulher pare com isso! se não as coisas vão ficar ruim para o seu lado e deixe  aquele homem que ele e meu!   E simplesmente como todo dia eu vou e venho da escola com meus filhos por aqui,  na hora que cheguei em casa, presenciei um fato das vizinhas na hora em que Bia  passou em frente da casa de Luana jogando outra vez “indireta”, luana puxou os  cabelos de Bia pulou em cima e começaram a brigar de tapas, arranhões etc. E o  pior, é que ninguém tentava afastar uma da outra,   e começarão a rir até que uma  mulher separou Luana e Bia , e a mulher  que separou elas duas disse assim: _ essa briga só por causa de um homem que até casado?Que vexame. E Bia falou: _ você ainda vai me pagar! Vou te colocar na justiça. E bia realmente falou sério,  colocou Luana na justiça, e o que deu? Luana teve que prestar serviços públicos, ou  então seria presa. Mais Bia falou o seguinte: _ Não ela não precisa ser presa, ela só precisa me dar uma cesta básica e pronto  ,caso resolvido.                   E   então   Luana   aceitou   e   ficou   assim,   as   brigas   de   Luana   e   Bia   foram  resolvidas. Olha só tudo isso por causa de ciúmes. Aluna: Adair karoline Neves da Costa 9º ano do ensino fundamental                                                            Professora: Rita Moreira Freire Chaves EEFM Antônio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do Norte­Ce


A Estrela A lua não aparece, não está junto delas, e nem por isso elas deixam de estar  lá brilhantes. Pensei também nas estrelas cadentes que são lindas antes de caírem,  e ao caírem fazem o mais belo espetáculo de despedida, brilham como nunca.  Todas essas teorias saíram de com uma intensidade tão forte, e vi que eu e os  seres humanos somos como as estrelas, temos uma lua (que às vezes pode não  estar   junto   de   nós),   podemos   brilhar   conforme   desejar­mos,   somos   cadentes...  Caímos, perdemos os caminhoneiros de outras épocas, mas podemos sim continuar  sendo estrelas, mas de outro jeito, estrelas­do­mar. Depois disso dormi ali mesmo,  ao lado de minhas irmãs, as estrelas.

Aluna: Ayla Gabrielle 3º ano do ensino médio Professora: Francisca Roberiana Martins de Oliveira EEFM Antônio Vidal Malveira  Olho d´Água da Bica ­Tabuleiro do Norte ­ Ce


Aquela Apresentação! O dia chegou, e a tensão aumentava a cada passo sentir, que a hora estava  chegando, as mãos gelava, senti a pulsação do coração bater mais forte. Às vezes me perguntava por que sentir isso?  Era apenas uma apresentação,  em um lugar comum, acho que era por saber que ali era escrito, talvez um marco na  minha vida, e uma história que poderia ser importante na trajetória da minha escola.  Aqueles olhares curiosos, aquelas pessoas prestando atenção a cada gestos,  a cada movimento sentindo a pressão da minha equipe, onde diziam que eu não era  capaz,   mas   apresentei,   expliquei   cada   elemento   químico   e   a   reação   de   suas  misturas, respondi a cada pergunta com riquezas de detalhes, em fim, dei o meu  melhor por mim, e por quem estava representando. Depois de tudo isso não me dei por satisfeita, pois estava convivendo com  meu pior defeito a ansiedade. Ansiosa pelo resultado fiquei dentro pra fora da escola,  numa expectativa imensa, pois a nossa escola estava concorrendo com três escolas  particulares, e com os melhores alunos de outras escolas públicas, e além de tudo,  não   era   considerada   nem   a   melhor   aluna   da   minha   sala,   mais   não   me   faltavam  motivação e a força de vontade. Na sombra de uma pequena árvore, com um vento quente, quando recebi um  forte abraço e ouvi o que eu esperava: _ Parabéns!Tiramos em 2º lugar em meio de muitos alunos de outras escolas. Senti uma enorme satisfação, pois senti um enorme orgulho da minha escola  Antônio Vidal Malveira que, pois fé em seus alunos e acreditaram no nosso potencial.  E agradeço pela a influência que essa escola teve na minha educação, pois é como  disse Galileu Galilei: “Cheguei longe, por que subi nos ombros de um gigante”. Aluna: Elizoneide Chaves Viana 3º ano do ensino médio Professora: Rita Moreira Freire Chaves EEFM Antônio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do Norte­Ce


O Mistério do Cemitério Moro numa cidadezinha do interior do Ceará, ou melhor, onde moro ainda não  é cidade, mas isso não vem ao caso agora. O nome do lugar onde moro é Olho  D’água   da   Bica  –  comunidade   bastante  conhecida   por   muitas   pessoas  de   outros  estados brasileiros por sua romaria a santa padroeira deste local. Aqui   tudo   é   muito   calmo,   todos   se   conhecem   muito   bem.   À   tardinha   as  pessoas costumam sentar na calçada ou na pracinha para bater papo e ver o tempo  passar. Na verdade não se tem muito que fazer por aqui, já que o poder econômico  do   lugar   não   é   muito   desenvolvido.   Existem  apenas   alguns  comércios  e   a   renda  maior vem da agricultura de subsistência.   Mas como em todo lugar, aqui também  existem coisas estranhas, bastantes esquisitas mesmo. Um   senhor   muito   conhecido   por   todos   como   Zé   tem   uma   mania   muito  esquisita. Pois não é que ele gosta de dormir no cemitério! Ninguém sabe o porquê  desta predileção, mas o fato é que ele vivia numa casa abandonada, debaixo de um  alpendre, deitado em sua rede – ele vive sozinho, não tem parente, mas todos da  vizinhança sempre o ajudam levando comida e água. Certo dia, o Zé saiu da casa onde sempre ficava e dirigiu­se para o cemitério,  apenas   de   short,   sem   camisa   e   com   uma   perna   machucada,   pois   ele   havia   se  machucado feio não se sabe como. Ao chegar ao cemitério, ele armou sua velha  rede debaixo de uma árvore e a partir daí toda noite ele vai dormir no sossego das  catacumbas. Ele passa o dia na rua ou na velha casa onde vivia antes de passas a  dormir no cemitério. Ninguém   sabe   o   porquê   desse   senhor   dormir   no   cemitério.   Tudo   é   muito  misterioso e várias coisas estranhas aconteceram depois que ele passou a dormir lá.  Outro dia quando o coveiro chegou ao cemitério para fazer o seu trabalho, encontrou  uma fogueira com uma panela de barro e uma cova aberta. Segundo o mesmo e  outras   pessoas   que   lá   estiveram   após   este   episódio,   desenterraram   um   corpo,  tiraram todos os seus ossos e os cozinharam. Não se sabe pra que, nem porque  fizeram isso. Até hoje ninguém sabe o que realmente aconteceu naquele cemitério,  naquela noite. O Zé foi questionado por vários moradores, mas ele diz não saber de  nada, não ter visto nada. O mistério continua. Quem teria desenterrado um cadáver e 


cozinhado seus ossos? Para que? Por quê? O que você acha? Será que foi o Zé do  cemitério? Pois é assim que chamam o homem que dorme no cemitério.

 Aluna: Francimara de Araújo Lúcio   9º ano do ensino fundamental Professora: Rita Moreira Freire Chaves EEFM Antonio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do Norte­


Um Dia Quente

Era   um   dia   quente,   e   estava   sozinha   em   casa,   resolvi   ir   à   praia.   Quando  cheguei, sentei na areia para tomar um sol, do meu lado sentou um rapaz, bonito,  sedutor e bem simpático. Durante alguns minutos nem percebi, mais depois notei  que ele me olhava, algum tempo depois, ele começou a conversar. Durante todo  aquele dia, nós dois nos conhecemos e no fim, nem tinha percebido que aquele belo  dia já estava acabando, ele me acompanhou até em casa e chegando lá, me falou  que iria embora no dia seguinte, mim deu um beijo, e se foi. Isso já faz algum tempo,  e   até   hoje   não   o   vi   mais.   Sei   que   isso   não   foi   por   acaso,   e   ainda   vamos   nos  encontrar, afinal nada é por acaso.

Aluna: Isabelle Pinheiro Carneiro 3º ano do ensino médio Professora: Francisca Roberiana Martins de Oliveira EEFM Antônio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do norte­Ce


Pisada Nervosa Numa tarde quando eu passava pela praça, sem querer vi um homem e uma  mulher brigando, por causa que ele tinha pisado em seu pé, eu achei aquela cena  muito engraçada. Quando se passaram alguns minutos eu me sentei e ouvi quando o homem  estava furioso e falou:  _ A senhora não tem o que fazer, só sabe brigar, por uma coisa tão simples? A mulher muito nervosa tirou a sandália e mostrou seu pé e disse: _ Você não vê, seu mal educado a situação que ele está? Por causa de “bobagem” aquela briga se tornou muito feia, e como aquela  mulher em todas as brigas chamava a policia. Os policiais foram lá para saber o que  estava acontecendo, e um deles falaram: _ O que houve por aqui? O homem nervoso respondeu: _ Essa maluca, só por que sem querer pisei no pé dela, quase que me “mata”  de tanto gritar. Um dos policiais tentou alcamá­los, mais não adiantou, eles começaram a  discutir novamente. E com isso o policial ficou irritado, e falou: _ Parem! Chega de discussão, ou então vou ter que levar todos para a  delegacia. Como a mulher já estava cansada de tanto discutir, saiu com muita raiva, e o  homem saiu rindo dela. Uma certa discussão quase se transformou em tragédia ou em uma comédia.

Aluna: Jara Rebouças Feliciano da Silva 1º ano do ensino médio Professora: Rita Moreira Chaves EEFM Antônio Vidal Malveira


Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do norte­Ce

Primeiro Dia de Aula

Era apenas mais um ano chato, em uma escola com professores chatos, com  uma   vida   e   acontecimento   que   não   tinham   que   não   tinham   mudado   nos   últimos  quatro anos. Mas os professores, e o poder público decidiram mudar, radicalmente.            Depois de quatro anos estressante, eles decidiram mudar. Infelizmente para  os   alunos   este   ano   não   seria   tão   divertido.   Depois   de   uma   longa   e   necessária  discussão os professores mudaram a rotina dos alunos e as amizades, as turmas, os  grupos, foram mudados, amigos foram separados, colocados em outras salas. Pois  assim, os professores pudessem controlar e poder repassar a sua disciplina na sala  de aula.                E no primeiro dia de aula: foi incrível essa decisão não pode ser feita e a  surpresa dos alunos. Essa decisão não podia ser mais mudada.                                                      

Aluna: Milena Lucia da costa 9º ano do ensino fundamental    Professora: Rita Moreira Freire Chaves EEFM Antônio Vidal Malveira  Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do Norte­Ce


O Mistério do Lobisomem no Lixão

Moro em comunidade pequena, onde tudo o que a população faz, todo mundo  sabe, ou seja, não adianta tentar esconder. Um certo dia começou a ser comentada  uma   história   de   que   nessa   comunidade   estava   acontecendo   algo   inédito   e  misterioso,primeiro, saiu uma conversa que o lobisomem tinha corrido atrás de um  senhor,   que   passava   por   um   certo   local   da   comunidade   e   daí   começou   a   certa  história. Diziam que o lobisomem era tão veloz que só era possível alcançá­lo de  cavalo, e o principal de tudo, é que esse certo lobisomem só fazia aparições no lixão  da comunidade. Toda   a   população   já   estava   amedrontada,   quase   ninguém   já   não   passava  mais por aquele local, por causa do lobisomem. Depois de um certo tempo depois o  lobisomem   foi   morto,   ou  o  melhor   descobriram  tudo!   Não   é   que   era   uma   mulher  casada que resolveu se encontrar com seu amante no lixão. Então se onde você mora aparecer um lobisomem, tenha cuidado você pode  estar sendo traído.

                                                              

Aluna: Roberta Najara de Morais Viana 1º ano do ensino médio Professora: Rita Moreira Freire Chaves EEFM Antônio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do norte­Ce


Uma Cartada Quando sai do trabalho, percebi que não tinha mais ninguém na empresa e  muito menos nas ruas, estava um silêncio intenso e tranqüilo, e eu com uma baita  dor de cabeça, já era tarde da noite e no momento que eu entrava no carro para vir  pra casa, uma cigana me parou e pediu para que ela tirasse as cartas pra mim, eu  todo constrangido, disse que não acreditava nisso, que tudo era bobagem, mas ela  não desistiu e ficou pedindo, e eu todo estressado, disse que podia sim! Desde que,  não  mudasse  a  minha   vida, pois já   tinha  tudo: casa,  carro  e   emprego.  Fiquei  ali  olhando­a, com toda pose de cigana, com um olhar desconfiado, e eu preocupado  com sua expressão, perguntei: O que você vê ai? Se e que você ta vendo alguma  coisa. E ela rapidamente respondeu: você disse que tinha tudo na vida, não foi?  E  eu respondi: foi por quê?. E ela disse: você está enganado, pois, você só tem alegria  e a riqueza de coisas materiais. Vejo que em seu coração falta o amor, o carinho,  mas não se preocupe tudo isso vai mudar. Mudar? Como assim?, Perguntei assustado. Vejo aqui também que você é um  homem muito egoísta, invejosa, só quer ganhar dinheiro, não pensa no próximo. E  eu preocupado, perguntei: mais o que você quer dizer com isso?. E ela friamente  respondeu: eu quero dizer que duas coisas na sua vida vai mudar. Minha senhora,  com todo respeito, não fique delirando. A senhora já comeu?. Sim, já comi e não  estou com fome, e muito menos delirando, estou apenas falando o que as cartas  dizem. Mais quem seriam essas duas coisas que em minha vida que iriam mudar na  minha?   Desculpe­me,   mas   não   tenho   tempo   pra   tanta   “baboseira”.   Não   minha  senhora, você não está levando a sério. Acredita em mim, você pensa que vim do  outro lado da cidade só para perder o meu tempo?. Você veio do outro do da cidade?  Sim, mais sabe por quê? Porque é uma boa causa, pois você tem que saber qual é a  mudança que vai acontecer na sua vida. Ok vamos dizer que você está me convencendo. Mais me fala o que seria  essa mudança? Bem, uma pessoa está abandonada nas ruas e não tem ninguém e  a outra está perdida no mundo. Sim, ambos estão solitários, sofrendo assim como  você também está, e só você pode ajudar a elas. Agora eu estou com medo, tudo  que a senhora está falando vai acontecer? Então eu perguntei: e quando eu vou  encontrar essas duas pessoas? E a mulher respondeu: hoje mesmo, uma vai te levar 


a outra. Mais me explica como elas são? É melhor eu ir embora. Até logo. Ei! Espera!  E a mulher falou: adeus. Eu não sabia o que fazer e o que pensar e fiquei pensando  em tudo aquilo que aquela cigana tinha falado pra mim, então, eu pra mim aliviar um  pouco, fui a um bar, logo depois fui embora, sai muito depressa, nem percebi os  sinais fechados, até que algo de ruim aconteceu. Atropelei uma criança, coitada, toda  suja, com poucas roupas, sem sapatos e quando olhei ao redor vi algumas bolinhas  pulando e deduzi que ele era mais um menino de rua, fiquei todo preocupado, então,  levei­o   para   o   hospital   e   chegando   lá   os  médicos   me   disseram  que   ele   iria   ficar  paraplégico, meu “mundo” desabou, e eu que nem conhecia aquela criança, os pais  dele nem sabiam do acontecido, se é que ela tinha pais. No mesmo instante me  lembrei da cigana e do que ela tinha me dito anteriormente, que duas vidas iriam a  minha   vida,   só   que   eu   não   esperava   que   iria   ser   pra   pior,   fiquei   arrasada,   tinha  acabada de destruir a vida daquela criança inocente, e enquanto eu andava de um  lado para o outro, me esbarrei em uma mulher, ela estava toda pintada, com roupas  curtas, sem falar dos machucados e do sangue que estava por todo seu corpo, logo  descobri que se tratava de uma prostituta, que estava há tempos tentando sair desse  mundo   e   nunca   conseguia,   pois   os   homens   não   a   queriam   e   sempre   acabavam  espancando a coitada. Fiquei muito triste ao ver aquela mulher naquele estado. Foi como a cigana falou, duas vidas estavam em minhas mãos, só eu poderia  dar alguma coisa de melhor para essas duas pessoas. E foi o que eu fiz, comecei a  gostar muito da criança, tinha como um filho, pois seus pais não estavam mais vivos.  A mulher mesmo tendo abandonado o mundo da prostituição, não esqueceu  de como de todas as formas de conquistar um homem, acabou se apaixonando por  ela, foi exatamente como a cigana falou, só nunca pensei que essas duas pessoas  iriam mudar tanto a minha vida, hoje somos uma família muito alegre e feliz.

Aluna: Samara de Sousa Porfírio 3º ano do ensino médio  Professora: Francisca Roberiana Martins de Oliveira   EEFM Antônio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do Norte­Ce


Uma Noite Diferente

Naquela tarde de segunda­feira, estava voltando do trabalho a pé, pois, minha  casa não ficava muito  longe, e nem imaginava o que iria acontecer algo que iria  mudar a minha vida. Quando cheguei ao prédio onde eu morava, falei com o porteiro,  e fui até o elevador. Junto comigo também entrou um homem, que depois de alguns  segundos me disse, que acabara de se mudar e seria meu vizinho. Era um homem  alto,   loiro   e   com   olhos   belíssimos.   O   elevador   chegou   até   o   andar,   em   seguida,  entramos cada um no seu apartamento. Ao entrar em casa não conseguia parar de  pensar naquele belíssimo homem. E o melhor é que ele era meu vizinho, e nós com  certeza perderíamos mais o contato. Na hora do jantar desci até o restaurante, e em uma mesa sozinho vi o meu  vizinho esperando o garçom trazer o seu pedido. Ele como sempre muito simpático,  abriu   um   lindo   sorriso   e   me   chamou   para   sentar­se   com   ele,   eu   aceitei,   então,  pedimos   um   bom   vinho   e   passamos   horas   conversando   e   descobrimos   grandes  afinidades, ele era muito romântico. Logo depois, fomos para fora do prédio, perto da  piscina, e então, sentamos na grama, e começamos a conversar, ele se aproximou  de mim, e me beijou. Fiquei imaginando como a vida da gente é engraçada: o dia  começou como todos os outros e terminou como o melhor de todos. Jamais imaginei  que naquele dia eu encontraria o amor da minha vida.

Aluna: Taiane Ranielle dos Santos do Amaral                                                                     3º ano do ensino médio  Professora: Francisca Roberiana Martins de Oliveira  EEFM Antônio Vidal Malveira Olho d´Água da Bica­Tabuleiro do norte­Ce


O Sumiço da Mata

Moro numa região onde com o passar dos anos a mata típica está sumindo. A  minha comunidade está localizada na cidade de Tabuleiro do Norte, no Ceará. As pessoas com os pensamentos voltados para a obtenção de campo limpo,  ou de pastagem estão cada vez mais desmatando. Como conseqüência, fazendo  desaparecer   a   mata   virgem   e   típica   da   região,   como   também   provocando   a  diminuição e extinção dos animais. O que mais aborrece­me é o fato de saber que, quem desmata tem bastante  conhecimento a cerca das conseqüências deste desmatamento. Vale lembrar que  alguns desmatam sem necessidade. A   mata   some   aos   poucos   trazendo   grandes   problemas   para   a   população,  como: a diminuição das chuvas e o aumento da temperatura, mesmo assim, ninguém  reflete sobre isso. O   que   será   preciso   para   conscientizar   a   população   de   que   esse  desmatamento só trará grandes prejuízos. Precisamos mostrar a população o quanto  eles pecam destruindo um bem tão precioso como nossa mata. Hoje poucos tipos de  árvores sobrevivem até mesmo às juremas e os xique­xiques têm dificuldades para  resistirem. Se nenhuma atitude for tomada,  a mata vai desaparecer totalmente. Precisamos   pensar   de   hoje   para   frente   em   um   grande   reflorestamento   da  nossa mata típica e tentar conscientizar a população, inclusive os idosos, que dizem  “nós arrancamos, mas ela cresce de novo”. Só que levará muitos anos para isso.

Aluna: Thiara Katrinne Dias Macedo 3º ano do ensino médio Professora: Francisca Roberiana Martins de Oliveira EEFM Antônio Vidal Malveira


Olho d´Água da bica­Tabuleiro do Norte­Ce


Coletanea