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Bueno JĂşnior


12 DECRETOS PARA UMA COLHEITA SEM LIMITES 1ª Edição - 2013 Coordenação Geral Apóstolo Francisco Bueno Júnior Edição de Textos Suzana Salazar de Freitas Morais Capa/Diagramação Pr. Jônatas Souza Bezerra

Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida ou retransmistida sob qualquer modo ou por qualquer meio, eletrônico, mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou por qualquer outra forma de arquivamento de dados, sem a permissão prévia, escrita do autor.

BUENO, Francisco Júnior. 12 Decretos para uma Colheita de Êxito. Araguaína-TO, Publicação Independente, 2014,

Índice para catalogação sistemático: Leituras devocionais: 242


SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO .............................................................................. 06 INTRODUÇÃO ..................................................................................08 1. HONRA A DEUS .......................................................................... 10 I COM INTEGRIDADE DE CORAÇÃO ................................................ 12 II COM INTEGRIDADE DE ALMA ..................................................... 15 III COM INTEGRIDADE DE ENTENDIMENTO ...................................... 17 IV COM EMPENHO ........................................................................19 2. HONRA AOS PAIS ....................................................................... 21 I - PORQUE OS PAIS SÃO SINAL DA PRESENÇA DE DEUS NA CASA .......23 II PORQUE A HONRA AOS PAIS TRAZ LONGEVIDADE .........................23 III HONRAR AOS PAIS GERA QUALIDADE DE VIDA .............................24 IV HONRAR AOS PAIS TRAZ UNÇÃO DE ALEGRIA ..............................25 3. HONRA A FAMÍLIA ...................................................................... 26 I TER UM TRABALHO FRUTÍFERO .....................................................28 II TER FELICIDADE ..........................................................................29 III TER PROSPERIDADE ...................................................................30 4. HONRA AO MENTOR / DISCIPULADOR ......................................... 33 5. HONRA AO DISCÍPULO ............................................................... 37 I TENDO O DEVIDO CUIDADO .........................................................39 II DISCIPULANDO-LHE EM AMOR .................................................... 41 III - DESATANDO-O PARA A MULTIPLICAÇÃO .....................................42 IV RECONHECENDO SUAS CONQUISTAS ...........................................42 6. HONRA AO MINISTÉRIO / IGREJA ................................................. 44 I SE DEIXA SER PASTOREADA .........................................................46 II TEM ALIANÇA COM SUA IGREJA ...................................................47


7. HONRA AOS PRINCÍPIOS DE FIDELIDADE ........................................52 I COMO VENCER DESERTOS E TRILHAR A ROTA DA PROSPERIDADE....55 II ENTENDENDO OS PRINCÍPIOS DE FIDELIDADE ...............................59 8. HONRA AOS ENSINOS DA PALAVRA ................................................67 9. HONRA A NAÇÃO .........................................................................74 I HONRANDO SUAS AUTORIDADES ...................................................77 II VALORIZANDO SUA HISTÓRIA E SEUS SÍMBOLOS ...........................78 III CONTRIBUINDO COM SEU CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO .....79 IV INTERCEDENDO PELO TERRITÓRIO NACIONAL ...............................80 10. HONRA A JERUSALÉM .................................................................82 I NOSSA DESTREZA SE APERFEIÇOA ................................................85 II NOSSA VOZ PROFÉTICA É LIBERADA ............................................86 III A UNÇÃO DE ALEGRIA É CONSOLIDADA .......................................87 11. HONRA AS FESTAS DO SENHOR ....................................................89 I - PÁSCOA ......................................................................................91 II SUCOT (TABERNÁCULOS) .............................................................93 III COLHEITA ..................................................................................94 12. VIVENDO SOB O CARÁTER DA HONRA ..........................................97 BIBLIOGRAFIA ..................................................................................104


Agradecimentos

Agradeço a Deus pela graça que tem me concedido para exercer meu sacerdócio com dedicação, honrando seu nome e o nome dos meus eternos heróis, Pr. Francisco Bueno de Freitas (in memorian) e Antonia Salazar de Freitas (Grande guerreira). A minha família pela renúncia do tempo, tanto na produção desta obra, como nas lides do sacerdócio. Apóstola Lídia, uma grande incentivadora e companheira el; e minhas heranças Tony Everton e Tany Evellyn. Vocês são inesgotáveis fontes de inspiração. As minhas irmãs Suzana, pela revisão do material e pelas oportunas contribuições para a conclusão do trabalho; e Cláudia Salazar pela constante e infalível intercessão. Aos meus pastores Aps Renê e Marita Terra Nova, pelo pastoreio de minha vida com excelência, grandeza e honra. Aos meus consolidadores, Ap José e Lene Monteiro ; suas vidas são inspiração e exemplo. Ao Pr. Jônatas Bezerra, meu companheiro sempre presente, que nem sempre aparece nos holofotes, mas sua habilidade e sua marca se manifesta em toda produção minha. Deus te abençoe. A todos os líderes e discípulos que se permitem serem pastoreados pelo meu cajado, vocês são minha fonte de inspiração; meu desejo de caminhar, de ousar, de crer. A vocês minha eterna gratidão.


Apresentação

12 Decretos para uma colheita de sem limites, é uma obra literária classi cada como Leitura Devocional Cristã, destinada a orientar e esclarecer aos seus leitores acerca das atitudes que levam a uma colheita futura. Há um dito popular muito conhecido: Aqui se planta, aqui se colhe! Tal adágio empobrece e banaliza algo tão profundo e sério na vida humana que são as conseqüências advindas das atitudes e convicções. O povo de Deus tem conhecimento desta relação plantio-colheita, mas falta-nos entendimento necessário das dimensões que envolvem tal processo. A obra em apreço traz elementos necessários não só à compreensão, mas a uma pratica cristã baseadas em princípios bíblicos e que traduzem em conquistas e vitorias a nossa caminhada. É oportuno o lançamento desta obra, haja vista ter sido concebida (gerada), em grande parte dos capítulos, em experiências reais de se colher frutos bons e de excelência, a partir de plantios saudáveis, renuncias, obediência e revelações de Deus.


A inspiração divina foi a responsável em traduzir o que se experienciava em viagens, bem como concretizar os estudos da bíblia, num texto orientativo e direcionador das vidas que se decidem seguir a Cristo. É oportuno ainda, lançar esta obra numa época em o tempo cronológico humano, organizado em anos, aproxima-se de uma nova contagem, um novo tempo: 2014. Não se concebe um cristão, servo de Deus, que renova suas esperanças de um ano novo melhor, estimulado apenas por mensagens comerciais, televisivas e de sustentação econômica que invadem nossas casas e nossas vidas neste tempo. Vivemos em uma dimensão maior, diferente e profundamente espiritual. 12 Decretos para uma colheita de sem limites, vem como uma ferramenta de estudo para guiar sua vida, não somente nos dias que antecedem a virada do ano, mas durante os doze meses do ano vindouro e por toda a sua vida. O autor da obra (Apóstolo Bueno Júnior) entregou-se à inspiração divina e traduziu em palavras o recado de Deus para todo o povo. Agora, cabe a cada leitor, desfrutar, praticar, exercitar e colocar como virtudes em sua vida, os ensinamentos aqui apresentados. Está posto o Desa o! Agora, é com você: leitor!!! Suzana Salazar de Freitas Morais


Introdução

Desde a Festa de Sucot 2013 (Tabernáculos) em Jerusalém, no mês de Setembro o Senhor vem sinalizando que 2014 será um ano de incontáveis vitórias, de extraordinária colheita. Estou plenamente certo que nosso entendimento se abrirá para o novo de Deus. Estes últimos meses de 2013, Deus tem feito coisas extraordinárias em minha vida que uma mente comum não consegue dimensionar. Em apenas 12 semanas, o Senhor me fez cruzar oceanos, visitar continentes distintos, transacionar minha mentalidade para poder receber e liberar o manto que nos aguarda para 2014. Será uma colheita sem limites, uma colheita sobrenatural. Os acomodados não perceberão, os displicentes não verão, os rebeldes não aceitarão, mas os crédulos mergulharão neste Kairós, neste tempo de Deus e terão a colheita nunca antes alcançada. Olhando para a vida de José entendemos que os tempos e as estações sinalizam para o profético de Deus em nossas vidas. Quando José nasceu um sinal profético se manifestou para a vida de Jacó, lhe fazendo discernir que era


tempo de sair da casa de Labão. Depois que Raquel deu à luz a José, disse Jacó a Labão: Despede-me a m de que eu vá para meu lugar e para minha terra (Gênesis 30.25). Esta saída trouxe tremendos desa os à família patriarcal; foi um tempo de guerras familiares, de ajustes, de busca do perdão, de entendimento, mas projetou Jacó para um novo tempo. Deus está sinalizando para este novo tempo em nossas vidas. As guerras que temos enfrentado, os desa os que guerreiramente estamos declarando mostram nossa determinação na busca pela conquista, mas 2014 nasce debaixo do decreto de um novo tempo. O decreto que o Senhor nos deu para este novo ano foi Ampliando a Colheita Pelo Princípio da Honra . Os que honraram a Deus, a chamada, a aliança e o discipulado no tempo da luta, colherão abundantemente neste tempo de colheita. Este foi um tempo de se provar o caráter, a chamada e a determinação. Os que permaneceram de pé tem hoje o amém dos céus em sua direção. Neste tempo de Colheita pelo princípio da honra, estabeleceremos 12 decretos que serão norte para as nossas vidas. Terminaremos dezembro, nos 12 dias de Clamor por 12 Meses de Vitória emitindo nos céus estes decretos e a cada mês do ano, perseverando mês a mês, velando assim pela Palavra liberada e pela colheita sonhada. Seja bem vindo à colheita, lho da honra. Apóstolo Bueno Júnior

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Isaías 29.13 - Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor; Muito temos ensinado e muito temos que aprender acerca da honra. É um assunto inesgotável. Apesar de todo esse ensino existem pessoas que exigem honra mas não honram; exigem delidade mas não são éis; têm um discurso aguerrido mas desprovido de prática. Honra não é conceito, é princípio. Honra não é discurso, é testemunho. Quando honramos a Deus, estamos pagando o tributo da sua benevolência dispensada a nós e plantamos uma semente em nós mesmos para uma colheita sem limites. Ninguém ganha a Deus no DAR. Quanto maior for nossa semeadura de honra, incontavelmente maior será a nossa colheita. Como honrar legitimamente a Deus? Existem dois textos nos evangelhos que nos instruem acerca desta verdade: Mateus 22:37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu

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entendimento. Marcos 12:30 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. A partir deste texto entenderemos como honrar o Senhor Legitimamente:

I COM INTEGRIDADE DE CORAÇÃO A integridade, fala de totalidade. Não podemos dizer que nosso coração e nossa vida estão nas mãos de Deus, se existem áreas que ainda não foram entregues totalmente a Ele. Não podemos viver com o coração dividido; ou somos D'ele ou não somos; ou vivemos para Ele ou vivemos para nós. Coração fala de primícias. O coração fala do nosso interior, de quem realmente somos. Entendemos que o coração é a primícia dos órgãos; daí o Senhor a rmar: Filho meu, dá-me o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos (Pv 23.26). Quando uma mulher engravida, o primeiro órgão a entrar em operação e dar sinais de vitalidade do bebê é o coração. É ele que determina a existência. Todos os órgãos do corpo são importantes, mas é possível sobreviver sem alguns eles, porém o coração é imprescindível. Ele determina o ritmo e a qualidade de vida. Um coração saudável, sinaliza para um corpo saudável; coração comprometido, qualidade de vida comprometida. Se o coração para, todos os órgãos entram em falência múltipla. Entendes a importância de dar com integridade o coração ao Senhor? Não podemos dar ao Senhor a sobra, mas a primícia, a excelência, o melhor. O melhor do nosso tempo, o melhor da nossa adoração, o melhor do nosso louvor, o melhor da nossa força, o melhor de nosso viver. Não podemos a rmar que amamos o Senhor mas, criarmos nossos próprios caminhos. Quando priorizamos o Senhor em nossas vidas damos

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a Ele a primícia do nosso viver. Primícia é uma semente de honra. Quem planta esta semente, colherá absurdamente. O coração é a sede de nossas decisões, onde reside a razão de nossas motivações. Quando vejo uma pessoa a rmar que não está trabalhando na obra porque não tem tempo, que não veio a convocação do líder porque não tem tempo, me pergunto: onde está o seu coração? Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6.21). Se o Senhor for prioridade em sua vida, você sempre terá tempo para Ele. Se suas decisões são tomadas por colheita pode ser a precipitação. Se suas baseadas nas circunstâncias, sua colheita engano, decepção. Se suas decisões são princípios, o resultado disto é colheita.

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sua são um por

Onde está a sua riqueza? No que você tem ou no que você é? Se sua riqueza está baseada no que você tem, seu coração é cobiçoso e instável, pois o que tenho hoje posso não ter amanhã. Esta instabilidade leva a ganância, a ansiedade, a angústia e até ao desespero. Se sua riqueza é baseada no que você é e se estás verdadeiramente em Cristo, então tens a mente de Cristo e será o diferencial em sua vida (I Co 2.16). Raciocinarás por princípios e a colheita em sua vida estará assegurada e será abundante. Coração Íntegro Vence Batalhas. Daniel 10:12 ...Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim . Daniel estava em um território estranho, do qual Deus o levantaria como príncipe. Sua prova seria recompensada com o reconhecimento da terra e dos céus, porém ele teve que enfrentar uma grande batalha espiritual que não teria o mesmo desfecho se o seu coração não estivesse íntegro diante do Senhor. Quando temos um coração

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íntegro, humilde diante do Senhor, nossas palavras tem peso nos céus e as hostes celestiais se manifestam em nosso favor. É comum vermos pessoas lançando decretos que não se cumprem; palavras que não são ouvidas, atitudes que não são vistas. Por quê? Estão carregadas de egoísmo, de humanismo, desprovidas da humildade, distantes do coração do Pai. Suas batalhas serão mais suaves, se o seu coração for íntegro com o Pai, pois Ele envia o seu exército para lutar por ti. Não lutes sozinho, rejeite suas armas, pre ra descansar no Senhor e se permitir ser conduzido por Ele em suas batalhas, assim a vitória é assegurada em nome de Jesus. Entregar o coração é receber galardão. Andar em integridade de coração é plantar uma semente para uma colheita em todas as áreas de sua vida. Uma coisa que o Senhor tem prazer é galardoar. Ele mesmo se de ne como galardoador; Hebreus 11.6 diz: Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam . Imagine que coisa tremenda, o Senhor te convida para ser íntegro no relacionamento com Ele e já te promete galardão, colheita para aquele que o zer. Eu não acredito no evangelho sem recompensa, sem reconhecimento como muitos ministram. Creio no evangelho do reconhecimento, este é o evangelho de Jesus. Ele te chama para uma vida de intimidade, de comunhão, de integridade e Ele já assegura a recompensa por isso. Evangelho sem recompensa é evangelho mesquinho. Muitas pessoas vivem o evangelho da mesquinhez; o evangelho da miséria, erroneamente confundida com humildade. A mesquinhez é a escravidão de um principado de religiosidade que cega o homem, fecha seu entendimento levando-o a hipervalorizar o sofrimento, a dor e menosprezar a

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recompensa. Quando falam em recompensa, lançam-na para a vida eterna. De nitivamente este não é o evangelho de Cristo, não é o evangelho que quero para minha vida.

II COM INTEGRIDADE DE ALMA Sempre tenho a rmado, ensinado, instruído acerca de nossa alma. Uma alma íntegra é o anseio do coração do Pai. Precisamos ser seletivos em nossas guerras. Não podemos sair por aí guerreando o que há na frente. Isto é atitude de imaturos, que não entendem o principio da guerra. Integridade para descansar no Senhor. Conheço crentes que vivem em guerra. Suas vidas são um campo de batalha. Seu território um campo minado. Nunca descansam, não desfrutam da vida e vivem na linha da necessidade. Estão em constantes desertos e se contentam com o maná, provisão do forasteiro; muito menos sonham com a conquista da promessa. Sabe por quê? Falta-lhes integridade de alma. A paz de Espírito é um atributo dos que tem integridade de alma. Os íntegros de coração vivem debaixo das asas do Esconderijo do Altíssimo. Viver o evangelho do medo é para os alienados, viver o evangelho da miséria é para os religiosos, viver o evangelho da dor é para os mutilados emocionais. Viver o evangelho da liberdade é para os restaurados. Seu discurso, sua qualidade de vida, sua maneira de se relacionar com Deus e com as pessoas testemunham a teu favor ou depõem contra tua alma. A colheita do íntegro de alma é liberdade. A colheita do escravo emocional é a amargura. Integridade para escolher suas guerras. Se fores escolher uma guerra, escolha guerrear pela restauração da tua alma. Nenhuma guerra faz sentido se esta não foi conquistada.

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Vejo pessoas lutando pela restauração da família quando elas mesmas ainda precisam ser restauradas. Querem para os outros aquilo que elas mesmas nunca experimentaram! É uma inconsequência. Quem não cuida de si mesmo não ama sua geração. Quem não se estabelece como exemplo, não tem legitimidade de lutar pelas guerras dos outros, uma vez que não ganhou nem a sua. Quem tem a alma livre escolhe suas batalhas e nelas é vitorioso; quem tem a alma livre adora com liberdade, celebra com autenticidade, vive com intensidade. Quem tem a alma livre acessa com liberdade o coração do Pai e por isso sua colheita é sempre nobre. Vejo pessoas contarem experiências de conquistas que mais parecem com um atestado de sofrimento do que um testemunho de vitória. São tão presas em si mesmas e em suas emoções que fazem apologia a dor e ao sofrimento como se isto sensibilizasse o coração dos outros ou mesmo o coração do Pai. Integridade para adorar em liberdade. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade (II Co 3.17). Talvez eu lhe choque com a a rmação que vou fazer, mas sua dor não toca o coração do Pai, seu choro não move o coração de Deus, seu lamento não abre as portas de vitória. Sua adoração, seu louvor, fruto de uma liberdade, de uma restauração toca o coração de Deus. Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito (Salmos 34:18). O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Salmos 51:17). Quebrantado e contrito aqui é desprovido de si mesmo. Quebrado de arrogância, e de espírito comiserador. É estar desprovido de mazelas da alma, submissos ao controle do Espírito. É se permitir ser quebrado pelo Senhor em suas

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deformações de caráter, comprometimento da personalidade e se deixar ser moldado por Ele.

III COM INTEGRIDADE DE ENTENDIMENTO O que seria ter Integridade de Entendimento? O texto de II Co 4.3-18 traz uma elucidação acerca desta verdade: Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, é naqueles que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida. Ora, temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; também nós cremos, por isso também falamos, sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a nós com Jesus, e nos apresentará convosco. Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus. Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim

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nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas . É possível estar na igreja e não ser igreja. Frequentar a igreja não diz tudo, os religiosos fazem isto e nunca experimentaram uma genuína transformação de vida. Vivem o evangelho da escravidão e não o da liberdade; servem por medo do inferno e não por amar os céus; trilham o caminho do reino pela vereda do temor ao diabo e não por amor a Cristo. Este é o evangelho do alívio de consciência e não de entendimento do reino de Deus. Existem pessoas que, por mais que se explique, por mais que as orientem elas não entendem a essência do reino e por isto vivem à margem do evangelho. Podem até ser evangélicas, mas não entendem a essência do evangelho. Por quê? Não buscaram o entendimento da essência do evangelho. A Bíblia faz uma alegoria espetacular desta verdade: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte . A riqueza não está no vaso, mas no tesouro que ele transporta. A excelência está no Senhor e não em nós. Daí, se desgastar com o vaso (natureza humana) é se perder na busca, pois a essência está no interior (Integridade de espírito, integridade no entendimento). Quem tem integridade de entendimento vive de forma plena os versículos que se seguem: Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal (II Co 4.8-11).

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Minha oração é que esta revelação venha ao teu espírito. Este entendimento não se percebe com uma mente racional, mas com o entendimento espiritual. É uma transição de mentalidade. É receber a mente de Cristo. É pensar como Deus pensa, raciocinar pelos princípios do reino e não no entendimento natural. Isto lhe fará uma pessoa incomum e lhe levará a uma colheita que a maioria dos que lhe cercam ainda não tiveram. Na viagem que z em Setembro de 2013 a Israel, por ocasião da Festa de Tabernáculos, tive uma experiência ímpar com Deus. Foi uma das melhores viagens que já z em minha vida. Dentre as experiências que me marcaram foi conhecer Angus Bucham, do conhecido lme O fazendeiro de Deus . Chocou-me ver um homem camponês extremamente simples, desprovido de habilidades da prédica, com pouco conhecimento bíblico, mas uma autêntica e miraculosa fé e um entendimento do reino incomum. Daí, sua experiência ser conhecida mundialmente. O homem que decidiu crer apesar das circunstâncias lhe mostrarem contrárias. Isto é possível quando se tem Integridade de Entendimento. Quem alcança integridade de entendimento não raciocina por circunstâncias, pelo que é aparente, mas pelo discernimento alcançado pelo Espírito de Deus.

IV COM EMPENHO O entendimento de empenho aqui é ESFORÇO. É comum vermos pessoas se esforçarem para suas questões pessoais e não apresentam o mesmo esforço quanto as coisas do reino. As di culdades na vida comum lhe são estímulos, as di culdades na vida com Deus lhe são barreiras. Com facilidade arrumam desculpas, camu adas de justi cativas para tentar esconder a displicência quanto ao reino de Deus. Isto é considerado desonra para com Deus.

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I Samuel 2.30 diz Portanto diz o Senhor, Deus de Israel: Eu tinha dito que a tua casa e a casa de teu pai andariam para sempre diante de mim, mas agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa; porque honrarei aos que me honram, e os que me desprezam serão desmerecidos . Na versão Brasileira diz: ... os que me desprezam serão tidos em pouca conta . O seu empenho pela casa de Deus, pelo Reino de Deus, pelas coisas de Deus, como princípio de aliança e não uma mera motivação, lhe levará a uma colheita sem limites. Estou plenamente certo que neste tempo o Senhor ampliará sua colheita à medida que teu entendimento for ampliado, teu empenho for consolidado, tua alma for restaurada e teu coração estiver totalmente nas mãos dele. José se empenhou por preservar sua aliança com Deus. Seu entendimento era tão amplo que, apesar de estar como escravo, sua alma e seu entendimento permaneceram livres por mais de uma década. As circunstâncias não foram capazes de roubar a unção, a visão e a integridade do jovem José. Seus sonhos não foram por nada, negociados; o resultado disto: COLHEITA. Chegou o tempo de receberes a recompensa de tua delidade; de colher as benesses de tua aliança. Teu esforço será recompensado por aquele que, mais do que ninguém sabe recompensar.

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Êxodo 20:12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Deuteronômio 05:16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá. Provérbios 23.25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz. Honrar pai e mãe é um princípio de honra. Quem honra seus pais, lança semente de honra para si e para sua geração; ao passo que desonra-los é plantar semente de maldição. Não há absolutamente nada que justi que uma desonra aos pais. Por mais que os genitores sejam desprovidos de entendimento, de maturidade, pelo simples fato de serem o instrumento usado por Deus para lhe trazer vida, já é su ciente para se distinguir com honras.

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Os textos citados trazem os princípios norteadores desta semente. Por que devemos honrar os pais?

I - PORQUE OS PAIS SÃO SINAL DA PRESENÇA DE DEUS NA CASA Os pais são os sacerdotes da família; portanto representam uma autoridade civil, mas também representam uma autoridade espiritual. A exemplo, quando o lho toma a bênção dos pais, reconhece a autoridade dos mesmos para tal; portanto estes devem ser distinguidos com honra. Honrar pai e mãe é honrar a Deus, é plantar uma semente de honra e trazer sobre si uma grande colheita. Todo lho que honra tem uma grande colheita em sua direção. Todo lho que desonra é vergonha em seu caminho. Você nunca verá um lho desonroso com uma grande colheita e nem verá um lho da honra desprovido. A semente da honra traz abundância, a semente da desonra traz escassez.

II PORQUE A HONRA AOS PAIS TRAZ LONGEVIDADE Êxodo 20:12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. A longevidade é uma colheita de honra. Quando você ver uma pessoa farta de dias, identi que que por traz daquela ditosa velhice há uma semente de honra aos pais. Deus é o criador da família. Ele se identi ca tanto com a família que ele aparece 23 vezes na Bíblia como criador; mas das 939 vezes que a palavra pai aparece na Bíblia 155 se referem a Ele. Se este Deus que criou a família se identi ca com ela, desonrar os pais é desonrar o próprio Deus.

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Nem sempre concordamos com algumas atitudes que nossos pais tomam, mas nem por isso temos o direito de desonrá-los; aliás a obediência e a honra são manifestos exatamente na discordância. Quando há concordância, a obediência não é testada. Quando nos contraria e mesmo assim nos submetemos, damos testemunho de obediência e isto é semente de honra. Mesmo contrariando sua vontade, pois ninguém em sã consciência deseja morrer, Isaque se submeteu a seu pai, e isto lhe foi distinção de honra. Morreu farto de dias. Esta honra não traz apenas a bênção da longevidade, mas também traz qualidade de vida. Vejamos o ponto seguinte.

III HONRAR AOS PAIS GERA QUALIDADE DE VIDA Deuteronômio 05:16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá. Viver por viver não vale a pena. Quantas pessoas expressam com freqüência o desejo de morrer? Por que? Faltalhes qualidade de vida. Uma vida triste, depressiva, atribulada, conturbada não leva ninguém a expressar o valor da vida. Até profeta, em momentos de angústia, clama pela morte, como aconteceu com o profeta Jonas. Falta de qualidade de vida, leva ao desejo da morte. É sabido que honrar pai e mãe não é o único requisito para se viver com qualidade, mas é o alicerce. Sem este princípio, todos os demais fatores se tornam inócuos, vazios. A base para nosso bem estar, para nosso bem viver está em honrar a Deus e guardar os seus mandamentos, que dentre estes mandamentos está o cuidado com o nosso corpo, com

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nossa saúde mental, emocional, espiritual e física; bem como honrar nossos pais. Quando se vai a um velório de um pai ou uma mãe de família, pelo discurso dos lhos se vê o nível de honra da família. Quando há honra o sentimento é de perda acompanhado de boas lembranças; quando há desonra, o clima é de desespero e o sentimento é de culpa. Portanto honre, e tenha qualidade de vida, tenha longevidade e testemunhe da delidade do Senhor com uma colheita de vitórias incontáveis em sua vida.

IV HONRAR AOS PAIS TRAZ UNÇÃO DE ALEGRIA Provérbios 23.25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz . Quando os lhos honram os pais, a família vive em harmonia e a alegria se faz sentir em todos os ambientes da casa e nos momentos em família. É triste ver que existem famílias que quando se reúnem, sempre há discórdia, desentendimentos contendas. Em vez de aproveitarem o momento para consolidarem os relacionamentos, vão tentar tirar a limpo sentimentos feridos, mágoas não tratadas, que nunca é discutido num ambiente de consenso e perdão, sempre se manifestam em críticas e provocações. Numa família onde a alegria não se manifesta, a colheita é a desonra, a tristeza, e problemas. A verdadeira alegria não está no que temos, mas no que somos em Deus e do ambiente saudável que conseguimos gerar. Que esta semente traga abundância de alegria, contentamento e prazer em sua casa neste ano que se inicia. Que o proferir de teus lábios sejam de gratidão por estas benesses do Senhor.

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Salmos 128 Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e tudo te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera, no interior da tua casa; os teus lhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. De Sião o Senhor te abençoará; verás a prosperidade de Jerusalém por todos os dias da tua vida, e verás os lhos de teus lhos. A paz seja sobre Israel. Poderíamos chamar este salmo de O SALMO DA FAMÍLIA. Nele vamos encontrar instruções importantíssimas quanto a honra da família. Por que honrar a família? Quando pensou em estabelecer seu projeto na terra, entendeu que a melhor maneira seria alicerçando uma família. Portanto, a família é a base de qualquer projeto na terra. Sempre tenho dito, se você tem um projeto e quer saber sobre a bênção de Deus a ele, faça primeiro as seguintes perguntas: Abençoa minha família? Contribui para o crescimento e consolidação da família? Se a rmativo, busque as demais con rmações, se negativo, não adianta nem tentar.

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Depois de nossa aliança com Deus, o outro nível de aliança é o da família. Não existe nada que seja mais importante em sua vida que o Senhor e sua família. Até mesmo a aliança de discipulado está submissa a aliança divina e a aliança familiar. Quem não prioriza o Senhor em sua vida, caminha na rota da destruição, quem não prioriza sua família trilha o caminho da maldição. Não existe nenhum sucesso no mundo que justi que o fracasso no lar. Se você fracassou em outras áreas de sua vida, mas mantém o êxito familiar, sua situação é plenamente reversível; se você é vitorioso em outras áreas, mas fracassou na família, você não tem nada, vai fracassar nas outras áreas também. Quais as bênçãos em temer ao Senhor e honrar a família?

I TER UM TRABALHO FRUTÍFERO É interessante que existem pessoas que sacri cam a família por causa do trabalho e não entendem que o alicerce da família é que assegura o êxito do trabalho. Com muita propriedade diz o salmista: Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos; pois comerás do trabalho das tuas mãos... (Salmo 128.1-2a) O temor do Senhor principia por cumprir os seus mandamentos que, dentre eles está de prezar, honrar e cuidar da família. Se o seu tempo com a família está desprezado, o teu trabalho será desgastante e pouco produtivo. Mesmo que te traga resultados, não trará satisfação. As grandes riquezas da vida não estão no que temos, mas no que somos e no que conseguimos desfrutar. A colheita do teu trabalho está intimamente ligada a qualidade de vida que consegues gerar no teu lar. Queres ampliar tua conquista?

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Consolide e valorize o tempo da família. Isto será semente de honra para tua vida e colheita abundante para tua vida.

II TER FELICIDADE Pois comerás do trabalho das tuas mãos e feliz serás... (Salmo 128.2). O que é ter felicidade? O que é ser feliz? Qual o seu conceito de felicidade? A felicidade pode ser entendida como um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico, emocional e espiritual. Também chamada de paz interior. Você há de convir comigo que é impossível se sentir pleno, satisfeito, equilibrado físico, emocional e espiritualmente sem um equilíbrio familiar. Esta plenitude só alcançamos com a presença de Deus e com um ambiente familiar saudável. Uma pode enfrentar problema no trabalho de maneira a lhe desgastar, mas se tiver uma família feliz, ao chegar em casa, toda tensão se desfará. Porém se uma pessoa tem uma família desestruturada, por mais que mergulhe no trabalho ou em qualquer outra atividade para consumir seu tempo, a satisfação está comprometida. Nossa sociedade hoje se encontra completamente desestruturada, desprovida de referenciais, carente de amor e afeto, porque perdeu a essência da família, do convivio, do ambiente caloroso do lar. Nossa agenda apertada, nosso estilo de vida hodierno, nossas intensas atividades não podem nos tornar reféns de um ativismo de maneira a sacri car nossa alegria familiar, pois caso contrário estaremos fadados a passar pela vida sem desfrutá-la. A realização de uma pessoa, se alicerça na alegria familiar.

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III TER PROSPERIDADE Salmo 128.2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e tudo te irá bem . Não existe lar equilibrado, estruturado e feliz que não desfrute de prosperidade; de êxito naquilo que fazes. Se falta prosperidade em uma família, também está faltando equilíbrio, amor, entendimento, comunhão e está faltando a presença de Deus. A Bíblia é enfática em nos dizer que tudo irá bem. No salmo 127 ela a rma: Inútil vos será levantar de madrugada, comer o pão granjeado penosamente, pois aos seus amados Ele dá enquanto dormem . Então, entenda que o seu trabalho, com o esforço de suas mãos e aplicação de suas habilidades apenas de sustenta, mas prosperidade é um dom de Deus. A colheita da prosperidade é uma manifestação da bênção e da graça de Deus. Não acredito na bênção de Deus sobre uma casa que não tenha prosperidade. Se não vivem os princípios da Palavra, não terão prosperidade. Prosperidade aqui é realização, bem estar, satisfação plena e não apenas dinheiro. Na verdade, existem famílias que são tão pobres, que a única coisa que têm é dinheiro. Vivem de migalhas de amor, de afeto, de carinho. Pobres miseráveis. Quem vive o princípio da honra na família não cará sob vergonha e humilhação. A porta da vergonha, da humilhação e mau presságio do inimigo será fechada. Deus prosperará a obra das suas mãos. Onde você tocar, haverá prosperidade. Mas você deve estar se perguntando: Na prática, como posso honrar minha família? Quero lhe deixar alguns conselhos:

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Coloque os membros de sua família em primeiro lugar. Além do Senhor, não coloque nada e ninguém mais importante que sua família. Lembro-me que uma certa vez, tinha uma viagem para fazer, com horário marcado para chegar e tive que liberar as pessoas que viajariam comigo para seguirem na frente, pois minha lha tinha uma apresentação na escola e ela decidiu que só apresentaria se eu estivesse presente. Ela iria recitar uma poesia de apenas dois minutos, mas só faria se eu estivesse presente. Por mais que explicasse, ela não aceitou. Decididamente disse: se o senhor não estiver eu não apresento! Fui à apresentação. Quando ela correu o olhar na platéia e me viu, seu sorriso pagou as 12 horas que amarguei de ônibus. Todo sacrifício foi recompensado pelo seu sorriso, pois alegrar o coração da minha lha foi prioridade. Preocupe-se com o bem estar de cada um. Cada membro da família possui necessidades diferentes uns dos outros, mesmo lhos que tenham a mesma faixa etária precisam de coisas diferentes. Para se identi car essas necessidades é preciso passar um tempo de qualidade com cada um e então se preocupar e empenhar-se em proporcionar esse bem-estar individual. Nossa preocupação com cada membro de nossa família constrói um equilíbrio emocional que em nenhum outro lugar pode ser gerado. Não se acomode. Priorize fomentar o crescimento e desenvolvimento de sua família. Não pode se permitir que os membros da família caiam na zona de conforto. Devemos continuamente procurar melhores oportunidades para nossa família. Demonstre afeto e carinho continuamente. Palavras de afeto e carinho não devem ser ditas apenas em ocasiões especiais, muito menos, sobre o túmulo quando a pessoa não pode mais ouvir e corresponder. Palavras e atitudes de afeto devem fazer parte do cotidiano da família. Isto é semente de honra e amplia a nossa colheita.

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Exerça o perdão. Nós estamos sujeitos a errar; todos falhamos; e quando isto acontece, a porta se abre para uma tristeza, para uma ferida. Somente o perdão pode remover a dor e curar a ferida. Se não tivermos um coração perdoador, nossa comunhão familiar estará comprometida. Não guarde mágoas, não guarde rancor, pois assim as bênçãos do Senhor estarão impedidas e sua colheita atada.

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Hebreus 13:7,17 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé. Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. A Visão Celular, além de resgatar o amor incondicional pelas almas perdidas, resgatou o princípio da honra, esquecido e até mesmo desprezado no desenrolar dos anos. A visão do discipulado se desenvolve baseado em reconhecimento e não simplesmente em respeito. O respeito está ligado ao cargo, título, posição ou meramente educação, mas o reconhecimento é a percepção da unção sobre a vida daquele a quem Deus constituiu autoridade sobre nós. Portanto honrar sempre e de todas as formas, aqueles que nos ministram no Senhor é uma forma de honrar ao próprio Deus que os proveu como resposta às nossas necessidades espirituais. Não há uma melhor maneira de honrar a um líder do que segui-lo com delidade. É por isso que a recomendação do escritor aos Hebreus completa-se, dizendo: imitai-lhes a fé .

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Não há nada que cause mais frustração na vida de alguém que se dedica à liderança espiritual do que perceber que seus seguidores têm que ser arrastados, oferecem resistência, apresentam indisposição, quando deveriam ter uma atitude espontânea de acompanhar-lhes os passos. A obediência é o fruto da submissão. É a atitude de fazer o que foi orientado, baseada num coração que já estava predisposto a acatar, antes mesmo de receber a direção. Aliás, a palavra submissão deveria ser entendida como colocar-se debaixo da missão de outra pessoa. Quando reconhecemos que alguém, ainda que com seus limites, foi enviado por Deus com a missão de nos abençoar com seu ministério e liderança, devemos submeter-nos , ou seja, meter-nos debaixo desta missão, tornando-nos um com aquele líder. Isto nos será reputado como semente de honra e nossa colheita será sobrenatural. Esta submissão não pode ser entendida como subserviência, ou seja, uma obediência cega, mas uma submissão baseada no princípio da Palavra. Quem se submete o faz voluntariamente e com entendimento sabendo que o ensino da Palavra é que regula, modera o princípio da submissão. A alegria no coração do líder é fruto do reconhecimento. Deixe-me lhe fazer algumas perguntas importantes: quando seu discipulador pensa em você ou dobra os joelhos para orar a seu respeito, o que será que brota em seu coração: alegria ou gemido? Você é uma fonte de valorização do ministério de quem lhe lidera na casa de Deus, ou um grande peso? De seus lábios saem mais palavras de gratidão e concordância em relação aos seus pastores e líderes, ou expressões de crítica, cobrança e resistência? Você costuma agradecer quando seu líder lhe abençoa? Você divide com ele a bênção quando você prospera, ou só leva seus fardos? Quantas vezes durante este ano você procurou o seu

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discipulador para agradecê-lo, para dar-lhe um presente ou uma expressão de honra e quantas vezes você o procurou apenas para repartir seus problemas? Você ora com constância por quem lhe pastoreia ou só espera ser coberto por suas orações? Se, ao responder essas questões, você chegou à conclusão de que seus guias na igreja sentem-se motivados, felizes por sua causa, parabéns. Você é um verdadeiro discípulo! Se, por outro lado, esta re exão lhe trouxe a consciência de que quem lhe lidera na fé está gemendo, frustrado por sua causa, é melhor mudar de atitude. Honra-se o líder fazendo manifesto de reconhecimento, semeando na vida do mesmo, se colocando ao seu lado; ministrando bálsamo em seu coração em momentos de adversidades, porém muito mais que presentes e manifestos, a maior honra que um discípulo pode dar ao líder é o reconhecimento diário, a fruti cação constante e a obediência com voluntariedade.

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João 13.3-10 Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugarlhos com a toalha com que estava cingido. Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás. Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Respondeu-lhe Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Quando falamos de honra, sempre projetamos nossos pensamentos em receber honra, mas pouco pensamos em honrar. Encontramos com facilidade, muitos Abraãos para receber honra, que não querem encontrar seu Melquisedeque para honrar.

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Jesus mesmo sendo o próprio Deus, honrou aos seus discípulos lavando os pés de cada um deles, até mesmo de seu traidor e do que o negaria. Jesus lavou os pés tanto de João (o discípulo amado), quanto o de Judas (o traidor) e Pedro (que o negou). O Filho não quis a glória somente para si, mas honrou as pessoas que com ele caminhavam. Acerca deste princípio, Paulo nos instrui a honrar os membros mais desprezados do corpo; "E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (I Coríntios 12:23,24 e 26). Quando na maioria das vezes fala-se de honra na bíblia podemos traduzir como um respeito muito grande e um olhar de virtude, isto é enxergarmos as qualidades do outro, e em boa parte dessas passagens está falando para honrarmos os menos favorecidos, os desprezados pela sociedade, os pequenos, os fracos, os humildes; porque é fácil honrar quem já está em destaque. Como o líder pode honrar o discípulo?

I TENDO O DEVIDO CUIDADO Falando do cuidado com o rebanho, o Senhor repreende duramente os líderes espirituais em Israel por não darem o devido cuidado. Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais

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sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam (Ez 34:2-5). As causas que levam a ovelha a dispersão, pode ser o descuido de ovelha, mas também pode ser a omissão do líder, do discipulador. Aqui está claro e evidente o devido cuidado do discipulador:  Fortalecer a ovelha fraca. Aquela que por alguma razão se enfraqueceu; deixou de se nutrir da Palavra e da oração. É papel do líder, a fortalecer, trazer vitalidade espiritual.  Curar a ovelha doente. A ovelha enferma não produz, não se envolve no rebanho e nem consegue acompanhar as demais ovelhas. Lentamente vai cando para traz até car desgarrada. É papel do líder, ministrar cura, seja no espírito, na alma ou no corpo. A unção de cura está sobre o líder e esta deve ser desatada sobre a vida do discípulo.  Ligar a ovelha quebrada. O discípulo nem sempre tem o discernimento de perigo, entra por caminhos tortuosos, e termina sofrendo acidentes, se fraturando. O líder tem o papel de untar, de tratar a área afetada, pois assim, mantém a vitalidade e a qualidade de vida do seu rebanho, de sua célula.  Restaurar a ovelha desgarrada. Por mais que tenhamos cuidado, há ovelhas que se deixam ser levadas pelos apelos da carne, do mundo e do inimigo e se desgarram; entretanto, não é porque ela se desgarrou que deixará de ser ovelha, discípulo. O verdadeiro líder, o verdadeiro pastor, busca resgatar a ovelha desgarrada. Se o conselho e a palavra de amor não a trouxer de volta, a oração intensa o fará.  Buscar a que foi perdida. O rebanho fora da igreja é bem maior que o que está dentro. Há

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um clamor, um grito surdo, das ovelhas perdidas da casa do Senhor. Como toda verdade é paralela, assim como há uma promessa de regresso dos lhos de Sião, há também o decreto do regresso dos lhos do Senhor. Porém é papel do líder materializar esta verdade, buscando as ovelhas que se perderam no caminho. Na parábola do Bom Pastor, o Senhor ressaltou não o cuidado com as noventa e nove que estavam consolidadas no aprisco, mas na perdida que o pastor foi buscar.

II

DISCIPULANDO-LHE EM AMOR

Ezequiel 34.4-5 A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam . (grifo nosso) Fico assustado com líderes, pastores que tratam as ovelhas como se fossem propriedade exclusiva sua. Chamamos de meus discípulos , minhas velhas por causa do cuidado e da responsabilidade que pesa sobre nós, mas precisamos entender que elas de fato são do Senhor, o supremo pastor. Foi Ele que morreu por elas, foi Ele que as resgatou e apenas nos con ou o pastoreio, o discipulado. Quando meditamos no salmo 23, encontramos um pastor que usa vara, contra as feras e cajado com as ovelhas. Ovelha bem pastoreada, bem cuidada, não precisa de vara, mas de cajado. Mesmo que tenhamos que corrigir, tratar, confrontar, devamos fazer em amor e submissos a direção do Espírito Santo. O verdadeiro líder, o verdadeiro pastor, conduz a ovelha a pastos verdejantes; não lhe traz a ição nem angústia, mas refrigera-lhe a alma; guia-lhe por caminhos justos e em

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seus vales, se faz presente. Líder assim, nunca terá falta de ovelha e sempre será recompensado em amor.

III - DESATANDO-O PARA A MULTIPLICAÇÃO O líder é um desatador. Ele é desatado e tem sobre si a unção para desatar a conquista sobre outros. Um líder atado, cobra dos discípulos aquilo que ele mesmo não dá. Um líder desatado, tem conquista sobrenatural; tem unção e legitimidade para desatar a outros. Na guerra pela conquista e no caminho do discipulado o líder precisa entender a diferença de Kadima e Arrarai . São duas palavras hebraicas, muito usadas em frentes de conquista. Kadima pode ser dita por qualquer pessoa, pois signi ca avance, corra, vá em frente; é apenas uma palavra de estímulo, de motivação. Porém Arrarai é sigam-me, vamos, eu conheço o caminho. Aqui não é estímulo, é comando. Não é motivação, é direção. O líder desatador tem Arrarai nos seus lábios. Ele dá comandos, ele dá direção, ele dá o exemplo, ele tem testemunho. A unção que te desata, vai desatar a outros, a tua conquista será estímulo, referência, uma chave para a conquista de tua geração. Desate seus discípulos e sua conquista será sobrenatural.

IV RECONHECENDO SUAS CONQUISTAS A vida é governada por leis. A lei da reprodução indica que você só poderá reproduzir aquilo que você é. A lei da semente revela que, seja o que for que estiver em suas mãos, sendo semeado produzirá com delidade o que foi plantado; a semente não nega seu DNA. A lei do reconhecimento ensina que tudo o que você precisa em sua vida já faz parte dela; simplesmente aguarda seu reconhecimento. A lei do reconhecimento pode transformar uma vida de fracasso em sucesso instantâneo. Um excelente exemplo é o dos ladrões que estavam cruci cados ao lado de Jesus. O primeiro, que não reconheceu Jesus como Filho de Deus, amaldiçoou-o e cou perdido por toda eternidade. O segundo

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reconheceu a Cristo implorou perdão, e recebeu de imediato a vida eterna. A lei do reconhecimento ativa as leis da preservação e da promoção. Davi reconheceu a unção do rei Saul, e recebeu a própria realeza. O rei Saul, porém, recusou-se a reconhecer a unção de Deus sobre Davi, e perdeu o trono. Qualquer coisa ainda não reconhecida permanece não celebrada. Qualquer coisa que você recuse a celebrar, no nal, sairá de sua vida, seja um dom, um milagre ou uma pessoa. Existem líderes que perdem preciosas pérolas porque não dão o devido reconhecimento. O próprio Senhor se denomina de galardoador (Hb 11.6). Galardão é reconhecimento. O líder que reconhece o trabalho, a conquista, o esforço do discípulo, está plantando uma semente de honra; daí ele receberá honra, pois a quem honra, honra (Rm 13.7). Quem cobra honra sem dar a devida honra é mercenário. Quem recebe honras sem a pedir, é conquistador. Quem honra o superior, o faz por princípio e entendimento. Quem honra o subalterno, o faz por princípio, entendimento, reconhecimento e humildade. Imagine o nível de sua conquista. Honre seu discípulo, honre sua ovelha e será grandemente abençoado e sua colheita se ampliará extraordinariamente.

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Hoje é escandaloso o número dos crentes sem igreja; dos órfãos espirituais, não por falta de pais, mas por falta de identidade cristã. Dizem-se cristãos, mas vivem sem referências e sem identidade cristã. Alguns, por falta de entendimento, instrução; outros por rebeldia, insubmissão. Há um incontável rebanho utuante. Hoje está em uma igreja, amanhã está em outra. Inclusive inventaram prazo de validade para pastoreamento. Por qualquer contrariedade, chegam para o pastor, para o líder e dizem: o meu tempo aqui venceu . Estas ovelhas, via de regra, são insubmissas, instáveis, mas terrivelmente in uenciadoras. Em cada lugar que chegam, abrem portas com uma falsa humildade, uma interesseira voluntariedade e uma bajulação camu ada de honra. Quando alcançam notoriedade, logo manifestam a verdadeira identidade, tentando manipular o pastor, impor suas ideias, satisfazer suas vontades, desprovidas de humildade, submissão e discernimento. Quando não encontram mais espaço para o pleno exercício de suas vis vontades, saem deixando o pastor ferido e o rebanho contaminado.

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A verdadeira ovelha tem duas características:

I SE DEIXA SER PASTOREADA Pastor você não escolhe, é Deus quem dá. ... e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência (Jeremias 3.15). Jesus, o Supremo Pastor, falando acerca do rebanho, do pastor e da ovelha, diz: Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem (João 10:26-27). Daí, vemos as características da verdadeira ovelha que se deixa ser pastoreada: 1. Dá crédito, valor ao seu pastor, seu líder. Há pessoas que dão crédito a um pregador que mal conhecem, a uma pessoa que profetiza o que lhes é conveniente ouvir, a um rebelde, desequilibrado emocional que lhe fala, mas não dá ouvidos a voz do líder, a voz do pastor. Esta pessoa está entre o rebanho, mas não é ovelha. 2. Dá ouvidos a voz do pastor. O líder, o pastor, tem voz de comando, tem direção que desata, tem orientação que protege. A legítima ovelha, não anda ensimesmada, fechada nos seus entendimentos particularizados, mas com maturidade e sensatez ouve a voz do seu pastor. 3. Se dá a conhecer a seu pastor. Uma pessoa que se diz ovelha, mas tem áreas escuram em sua vida, que não vieram à luz do tratamento, ainda não tem o caráter de Cristo e nem a identidade de ovelha. O seu pastor realmente

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lhe conhece? Conhece sua vida, sua história, sua di culdade, suas lutas? Se o pastor, o líder não procura conhecer, é omisso. Se a ovelha não se deixa conhecer, falta identidade com o pastor, com o líder. Se o pastor, o líder tem a responsabilidade de manter a discrição e a ética com aquilo que ouve, a ovelha tem que se deixar a conhecer para não cair em condenação e nem no laço do diabo. 4. Segue seu pastor. Veja a recomendação do escritor aos Hebreus: Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil (Hebreus 13:17). Seu líder, seu pastor, tem uma unção que desata sua vida, sua família, seu ministério; portanto ouça seus conselhos, siga suas orientações, atenda a seus comandos e seus celeiros transbordarão.

II TEM ALIANÇA COM SUA IGREJA "Retenhamos rmes a con ssão da nossa esperança; porque el é o que prometeu. E considerem-nos uns aos outros, para nos estimulamos ao amor e às boas obras; não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" (Hebreus 10:23-25). Este texto fala com clareza que o que consolida a con ssão de nossa esperança, ou seja a salvação em Cristo Jesus é o mútuo estímulo em amor, o exercício das boas obras e a comunhão, a cotidiana comunhão fraternal. Este princípio só pode ser exercido no vínculo com a igreja do Senhor.

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A Bíblia faz quatro alegorias acerca da igreja: CORPO, LAVOURA, EDIFÍCIO e FAMÍLIA: 

Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo . (1 Coríntios 12:12,27).

Pois nós somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus... (1 Coríntios 3:9);

vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edi cação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo . (1 Pedro 2:5). Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edi cados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo juntamente edi cados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito . (Efésios 2:19-22);

Destas quatro alegorias podemos concluir que nenhum corpo anda trocando de membros ; quando isto se dá, através de um transplante, é algo raro, resultado de uma anormalidade, permeada de muito risco, portanto não é algo constante e nem convencional. Nenhum lavrador ca arrancando e replantando sua plantação, pois isto

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compromete a colheita e até mesmo a vida da planta. Nenhum edifício é erigido num lugar e arrancado para ser xado em outro. Nenhum membro troca de família. Pode-se até agregar membros, como no caso do casamento, mas não se desvincula da família paterna e materna de onde vem sua origem. Por estas alegorias se manifesta a necessidade de rmeza, de solidez, de vínculo, de aliança. Existem casos sui generes onde isto acontece, mas em situações muito especí cas, e não se repete com freqüência. É necessário ter aliança, ter compromisso, ter vínculo. Sem considerar a prática cristã, nem a compreensão bíblico-teológica, nem o exercício da fé; observo com atenção que um dos fatores que faz um católico se manter el a igreja, mesmo não sendo praticante é a Con ssão do Credo . Pode ser uma repetição costumeira de uma reza, sem muito discernimento e compreensão, mas é uma constante e veemente declaração de aliança aos princípios doutrinários da igreja e uma aliança com a denominação. É necessário ter aliança com o corpo de Cristo, através da igreja que o Senhor edi cou e te deu para cultuar, para congregar. É necessário ter aliança de discipulado par que nossa vida seja arraigada no amor e tenhamos identidade cristã. Estimulo-lhe a fazer esta DECLARAÇÃO DE FÉ: Cremos no Eterno e Único Deus que se manifesta em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Cremos que a Bíblia é totalmente inspirada pelo Espírito Santo, e que é a única Palavra escrita de Deus, inerrante e infalível. Cremos na divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, no Seu nascimento virginal e na Sua vida sem pecado, nos milagres, nos ensinos verdadeiros, na morte e expiação, na

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Sua ressurreição corporal e ascensão aos Céus, estando assim à direita de Deus. Cremos que o homem, criado à imagem de Deus, foi tentado por Satanás e pecou, e que, por causa do seu conseqüente estado de depravação, necessita da regeneração do Espírito Santo para a salvação. Cremos que a salvação é recebida somente pela fé, sem obras, e que ela consiste no arrependimento para com Deus, no perdão dos pecados, na imputação da justiça de Cristo, e no dom da vida eterna. Cremos no ministério do Espírito Santo, o qual habita no cristão cuja vida é santi cada e fortalecida com poder para viver piedosamente, demonstrando frutos e praticando os dons do Espírito. Cremos que a Igreja é o Corpo de Cristo, o qual é formado por todos aqueles que foram regenerados e que a aceitam como o instrumento designado por Deus para o cumprimento da Grande Comissão. Cremos que o Senhor Jesus Cristo entregou duas ordenanças para a Igreja: o batismo por imersão nas águas e a Santa Ceia. Cremos na volta pessoal, visível e iminente do Senhor Jesus Cristo com todo Seu poder e glória. Cremos na ressurreição dos mortos, no arrebatamento da Igreja, na vida eterna dos salvos na presença do Senhor, e na punição eterna para os perdidos no lago de fogo. Cremos no dever dos salvos em testemunhar as verdades bíblicas, e de proclamar o evangelho do Senhor Jesus Cristo a todo o mundo (Mt 28.19-20, At 1.8, II Co 5.19-20). Estimulo-lhe também a fazer esta oração de aliança com a Igreja: Senhor, me alianço em Glori car a Deus, obedecendo a Grande Comissão 
 de pregar o evangelho; fazer discípulos multiplicadores de discípulos; treinar, equipar e enviar

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discípulos para a grande colheita e ministrar à pessoa na sua totalidade (espírito, alma e corpo). Em congregar com responsabilidade e amor, na ________________ (nome da Igreja) e com discernimento e voluntariedade, dar ouvidos aos meus líderes, como instrumentos de Deus para minha edi cação e consolidação em amor. Primar pelo princípio da delidade, sabendo que isto abrirá portas de honra e prosperidade sobre minha vida. Amém.

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Não haveria hora e lugar melhor para escrever este capítulo. São 5h30 da manhã e o Senhor me despertou com um mar de idéias uindo em minha mente. Estou em Dubbai, nos Emirados Árabes e depois de falar um pouco com o Senhor, me debruço sobre este capítulo. Olho para esta nação e co vislumbrado como pode um país que a pouco mais de 20 anos era apenas um imenso deserto e com a ideia de alguns homens, se torna um dos lugares mais desejados do mundo. Volto meu olhar para a Palavra e encontro o cerne da promessa. Gênesis 21.12-20 Deus, porém, disse a Abraão: Não pareça isso duro aos teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência. Mas também do lho desta serva farei uma nação, porquanto ele é da tua linhagem. Então se levantou Abraão de manhã cedo e, tomando pão e um odre de água, os deu a Agar, pondo-os sobre o ombro dela; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Beer-Seba. E consumida a água do odre, Agar deitou o menino debaixo de um dos arbustos, e foi assentar-se em frente dele, a boa

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distância, como a de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. Assim sentada em frente dele, levantou a sua voz e chorou. Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando a Agar desde o céu, disse-lhe: Que tens, Agar? não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino. Deus estava com o menino, que cresceu e, morando no deserto, tornou-se echeiro . Abraão, sem esperar o cumprimento da promessa do Senhor, vendo a a ição do coração de sua mulher, deita-se com Agar e tem dela um lho que se chamou Ismael. Posteriormente, nascendo Isaque, Sara pede a Abraão que mande Agar e seu lho para fora de casa. Ele acha isto muito pesado, porém o Senhor aparece a ele e diz as palavras descritas acima. A principal é: Ele será pai de uma nação . Mesmo sendo precipitado, Deus traz promessas ao lho de Abraão, por causa da delidade deste ao Senhor, pois Abraão aprendeu a viver os princípios de delidade no caráter e na semeadura. O menino Ismael, que perecia de sede em meio ao deserto, recebeu o milagre da provisão e segundo a promessa, se tornou o pai dos ismaelitas, hoje os árabes. Não podemos esquecer que eles dominaram o deserto e se tornaram guerreiros. Aquele que foi enviado para o deserto, não permitiu que o deserto lhe vencesse, pelo contrário, venceu o deserto, enfrentou guerras pela vida toda, mas conseguiu se estabelecer no território e hoje, como se vê se tornou o testemunho do deserto que oresceu. Isaías 35:1 O deserto e a terra sedenta se regozijarão; e o ermo exultará e orescerá . Nele também há o cumprimento desta palavra.

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I COMO VENCER DESERTOS E TRILHAR A ROTA DA PROSPERIDADE Há pessoas que passam a vida inteira sonhando com uma vida melhor e nunca as terão; outras sonhando com uma melhor qualidade de vida e nunca as terão; outras revoltadas com os que alcançaram condição, mas nunca mudarão a sua. Suas vidas são um eterno deserto. E não se assuste, muitas delas estão em nossos templos, diuturnamente nos ouvindo e celebrando conosco em nossos cultos. Por que a rmo que nunca sairão desta situação, por que a rmo que neste quesito nunca mudarão? Porque suas mentes estão fechadas para o entendimento e o coração cerrado por causa da maledicência e da murmuração, que são chaves para trancar todo e qualquer nível de prosperidade. Para se vencer o deserto é necessário:  Enfrentar o deserto e dominá-lo. Não permita que o deserto lhe domine; domine-o. Não permita que o deserto o vença, vença-o. O deserto é amedrontador, mas se você vive os princípios do Eterno, terá o amém dos céus em sua direção e você o dominará. O deserto tem suas armadilhas, tem suas características especí cas, tem suas nuances. Um desavisado viajor, será facilmente tragado e sucumbirá nas primeiras adversidades. Seja qual for o seu deserto, se entregar nunca será uma saída, mas um decreto de morte. Ninguém que se entregou a um deserto sobreviveu. Quando Agar se viu vencida pelo choro do lho e pela necessidade de água, ela se afasta, levanta a sua voz (oração) e clamou ao Senhor. Deus a ouviu e a tirou do desespero e da desesperança. Deus enxuga as lágrimas da rejeitada e descedenta o desesperado e lhe renova a promessa: Serás pai de uma nação e provê o que ambos necessitavam. De que adianta uma promessa para quem está vendo a morte por causa de sua necessidade? Eles não estavam pensando em

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uma nação, em descendência, eles apenas queriam água. Deus os fez ver além da necessidade, além da circunstância, além do choro. Como seria diferente a vida de muitos se conseguissem olhar um pouco além das necessidades. Vivem por reclamar da situação, por chorar pelas necessidades e culpando os outros por sua desventura. De nada adiantava Agar car responsabilizando Abraão ou Sara; ela clamou a quem poderia trazer solução. Ela não olhou para traz, olhou para o alto de onde veio o socorro (Salmo 121.1-2). Sua visão lhe trouxe livramento. Sua oração trouxe o milagre e as nações hoje convergem para um lugar dos mais desejados do mundo, erigido pelos descendentes daquele que um dia foi rejeitado. Isto não lhe move? Isto não mexe com suas convicções? Espero que você saia de seu deserto pessoal e veja o que Deus tem para sua vida. Em meio às adversidades nascem grandes oportunidades; porém só consegue ver aqueles que conseguem tem uma visão para além das necessidades e para quem consegue dominar a si mesmo. Se você conseguir dominar sua mente e sua alma, você dominará qualquer situação em sua vida e terá olhos para além do que está aparente.  Guerrear contra os ataques do deserto. Todo deserto tem suas armadilhas, todo aquele que atravessa um deserto está sujeito a ataques externos e internos. Quem guerreia legitimamente vence o deserto e o transforma em testemunho e riqueza. A primeira luta que Agar e Ismael tiveram que enfrentar, foi a interior. Lutar contra o sentimento de desprezo, de abandono, de descaso; e convém lembrar que tudo isto tinha um propósito do Eterno como pano de fundo. Se eles se deixassem ser vencidos, nunca construiriam o que construíram e nunca seriam o que são. Depois de vencer a si mesmos, venceram e conquistaram os segredos do deserto. Quando sobrevoávamos Dubbai eu quei ao mesmo tempo vislumbrado e aterrorizado com a imensidão do deserto. Sem

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proteção ao viajor, sem abrigo ao beduíno, aparentemente inócuo e sem vida. Imaginava que seria um suicídio enfrentálo sem o conhecimento devido para tal. Mas para aqueles que conhecem o deserto, mesmo com suas tempestades de areia, mesmo com seu calor angustiante durante o dia e seu intenso frio à noite, ele se tornou uma fonte de riqueza. Quero declarar que você vencerá seus desertos, que idéias novas surgirão em sua mente. Que suas guerras internas e externas serão vencidas, que você será maior que suas lutas e adversidades e no nome do Senhor Jesus, sua colheita será escandalosamente abundante.  Viver os princípios. Quem vive os princípios alcança as riquezas da terra e recebe o milagre da provisão. Se Deus tem promessas em sua vida, não permita que ninguém e nenhuma circunstância lhe tire do foco. As promessas do Senhor em sua vida são su cientes; elas por si, bastam. Se você guardar a aliança com o Senhor e viver seus princípios, com o olhar além das circunstâncias, você prosperará e verá os sonhos do Senhor se cumprirem em sua vida. Vejo muita gente querendo prosperar, mas o discurso está comprometido, o caráter deformado, a fé corrompida! Lamentavelmente viverão com desejos não alcançados e promessas não cumpridas. Deus não será inconseqüente em abençoar a despeito de seus próprios princípios. Viver os princípios do Eterno é desatar conquistas e alcançar promessas; é crer no Senhor mesmo que as circunstâncias se manifestem contrárias; é reter inabalável a con ssão da nossa esperança, porque Aquele que fez a promessa é el. (Hebreus 10:23). Quem vê além das circunstâncias têm do Eterno a habilidade de criar o que não existe, de ver o que ninguém viu e consequentemente alcançar o que ninguém alcançou. Quem

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olha para as circunstâncias vê necessidades, quem olha além delas, vê oportunidades. Você só irá onde sua visão permitir. Se você olhar para o que está diante dos seus olhos, uma barreira imensa se erguerá; se você olhar além, uma ponte para o futuro nascerá, uma oportunidade se manifestará.  Buscar as riquezas profundas. Você olha para o deserto e pergunta: Como este povo sobrevive aqui? De onde vem a riqueza deste povo? Nos oásis eles plantam, criam animais como ovelhas, camelos, cabras, dentre outros, mas a grande riqueza foi descoberta nas profundezas, o petróleo. O que aparentemente não tem nada a oferecer, esconde a maior riqueza natural. Se os árabes (Ismaelitas) não explorassem as profundezas do solo não encontrariam seu maior tesouro. Buscada onde? No deserto. Fazendo um paralelo, entendemos que há quem pense que o deserto é apenas provação; como se o deserto espiritual ou existencial fosse uma espécie de purgatório para se descontar pecados, para Deus se vingar do erro dos seus lhos. Deserto é escola, é treinamento de profeta, é gestor de oportunidade, o deserto esconde riquezas profundas. O que os teus desertos te ensinaram? O quanto você cresceu? O quanto amadureceu? O quanto você melhorou? Se estas e outras perguntas permanecem sem resposta, seus desertos foram e provavelmente estão sendo de pouca valia. Provavelmente não trabalhou o teu caráter, mas rea rmou tuas debilidades; não te fez mais sábio, mas ressaltou tua murmuração; não te adestrou para superar as di culdades, mas te fez dependente das circunstâncias ou das pessoas. Quem age assim, nunca vencerá o deserto, pelo contrário, será vencido por ele; nunca descobrirá as riquezas profundas, pois passará a vida como beduíno, um nômade em cima da riqueza, peregrinando a vida inteira, de um lado para outro, procurando em que e onde se rmar.

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II ENTENDENDO OS PRINCÍPIOS DE FIDELIDADE Depois de lhe orientar sobre como vencer os desertos pessoais e trilhar a rota da vitória, quero trazer um breve ensino sobre as sementes de delidade. Quando uma pessoa é el, o faz por princípio, por caráter, por discernimento, por entendimento e desfruta das benesses deste princípio. Mas quando esta pessoa entende o princípio da semeadura por delidade, ela alcança um upgrade em sua experiência de colheita. A delidade deve se manifestar em todas as áreas e aspectos de nossa vida, isto é o testemunho do caráter de Deus implantado em nós; é o transacionamento do raciocínio humanista para o raciocínio por princípios. Uma mente racional não pode entender o princípio da semeadura, pois a Bíblia a rma que as coisas espirituais se discernem espiritualmente, que esta pessoa a tudo discerne, porém ela não é discernida (I Co 2.15). Quem é in el, colherá o resultado vil de sua in delidade; quem vive a delidade apenas como manifestação do caráter, receberá a recompensa natural; porém quem vive por princípios a semeadura da delidade, experimentará a recompensa sobrenatural, fruto do milagre da multiplicação. Existem três semeaduras espirituais, que apontam para esta colheita sobrenatural:  Dízimos É a décima parte de tudo o que você ganha. Encontrada a primeira vez na Bíblia em Gênesis 14.20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo e última em Hebreus 7.4,9 Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos;

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E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos, . É um tema muito debatido e pouco entendido e realmente não é de fácil compreensão, uma vez que só o discerne quem busca entendê-lo pelo princípio espiritual. Quem dizima, através deste princípio ativa dois princípios: o da delidade e o da obediência. Só dizima quem é obediente e somente aquele que é el por princípio entenderá que sua semente lhe trará uma abundante colheita. Quando a Bíblia diz em Malaquias 3.10 fala sobre o dízimo, traz: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança . Este texto é uma espécie de texto áureo acerca do ensino sobre a semeadura do dízimo. O próprio versículo traz algumas verdades muito importantes para o entendimento do princípio: ◦ Fazei prova de mim . Como é um desa o a obediência e a delidade, é a única área em que o Senhor se permite ser provado. Em todas as outras áreas quem colocar o Senhor a prova, será tido como in el por não con ar no Senhor, mas aqui o Senhor não somente se permite como provoca a buscarmos prova desta semeadura. Ao nos incitar a isto, ele nos chama a vivermos a experiência de colheitas sobrenatural. Quem experimenta este princípio tem testemunho de colheitas abundantes. ◦

Diz o Senhor dos Exércitos . Como dizimas é uma guerra, O Senhor aqui se

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apresenta como o Senhor dos Exércitos, o J e o v á Ts a b a o h . E l e p o d e r i a s e manifestar como o Senhor da provisão, mas Ele se apresenta como aquele que guerreia conosco e guerreia por nós. Quem vence as guerras internas para entregar a semente da delidade, se habilita para ganhar as guerras externas. Quem não consegue vencer a si mesmo, se vulnerabiliza em qualquer outro nível de guerra. ◦

...se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção... Aqui já começa a manifestar o resultado de quem planta a semente da delidade e da obediência, pois quem dizima por delidade é obediente e quem é obediente, o faz porque é el. Fidelidade e obediência andam de mãos dadas. Para quem vive estes princípios tem dos céus janelas abertas, que podemos traduzir como oportunidades e o derramar de tais bênçãos como a multiplicação desta semente lançada no solo espiritual.

... que dela vos advenha a maior abastança... Esta frase faz todo o sentido do texto. Ele não quer dizer que quem não vive este princípio não tenha abastança, nem que não viva sossegadamente, mas a rma que quem vive este princípio tem a prerrogativa de ter uma abastança maior, uma colheita maior, uma prosperidade maior. Daí você pode perguntar: mas por que muitas pessoas dizimam e não

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prosperam? É fácil explicar! Isto se dá por dois fatores. Primeiro a delidade é exigida em todos os aspectos, não apenas na semeadura; uns são éis no semear, mas in éis no administrar, lhes falta habilidade de lidar com as sementes que Deus colocou em suas mãos. A segunda razão está na Parábola dos Talentos em que o Senhor da seara, a um deu três, a outro ele deu dois e a outro ele deu um talento e encerra dizendo: conforme a capacidade de cada um. As pessoas acham que pelo simples fato de semear, serão prósperos em alto nível, mas não buscam habilidades, competências para lidar com esta colheita. Se não desenvolverem ou buscarem esta habilidade nunca terão o que sonham, pois Deus não é inconseqüente em lhes dar algo que lhes seria um laço, uma vez que não conseguem se administrar. Seja el em todos os aspectos e busque habilidades para lidar com o que o Senhor tem para ti e sua colheita será extraordinária. Quem dizima, entrega na proporção certa (dez por cento) e no lugar devido (a casa do tesouro), ou seja, na igreja a qual você pertence e é espiritualmente alimentado. Dízimo não se divide, uma parte se entrega aqui e outra parte ali, pois semente dividida não nasce. Não se entrega em qualquer lugar, pois não se recebe a legítima bênção sacerdotal que libera a unção da colheita. Quem tem autoridade para liberar a legítima bênção sacerdotal? Aquele que é responsável pelo pastoreio de sua vida.

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 Ofertas O dízimo em sua própria semântica determina o valor da semeadura, fala da décima parte, a oferta é a semente da voluntariedade, da compreensão do reconhecimento, por isto ela desata as bênçãos da fé e da prosperidade, porém a oferta se entrega a quem ver, quando se quer e na proporção que desejar. A oferta desata a unção da prosperidade porque ela é um gesto de generosidade ou de reconhecimento. Oferta-se por princípio e não por necessidade. Quem oferta por necessidade se sente fazendo um favor, entretanto ela é que está sendo favorecida, quem oferta por princípio planta uma semente de fé, com vistas a uma colheita especí ca. II Coríntios 09:7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento (necessidade); porque Deus ama ao que dá com alegria . Desata a unção da fé, pois quem semeia o faz acreditando na abundante colheita. Daí a rmarmos que as duas vozes que o futuro ouve é a voz de Deus, pois Ele é o Senhor do tempo e da história, para Ele não há passado, nem presente, nem futuro, Ele é o eterno Agora; e a voz da semente, pois quem planta hoje emite um decreto de colheita ao futuro. Ao entregarmos nossa oferta, testemunhamos das bênçãos que temos recebido do Senhor. Deuteronômio 16:10 Depois celebrarás a festa das semanas ao Senhor teu Deus segundo a medida da oferta voluntária da tua mão, que darás conforme o Senhor teu Deus te houver abençoado . Observe que a nossa celebração deve ser, segundo a medida da nossa oferta, e segundo a bênção que temos recebido. Há quem celebre pela bênção recebida, mas não oferta na mesma proporção e ainda a rma ser grato ao Senhor. Ao entregar sua oferta de fé, de propósito, de desa o, voluntária, você está plantando uma semente de fé e de

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prosperidade na sua vida, na sua história, para uma colheita abundante.  Primícias Enquanto o dízimo desata as bênçãos da obediência e da delidade; a oferta desata as bênçãos da fé e da prosperidade; da mesma sorte as primícias desatam as bênçãos da honra e da santidade. As primícias trazem em seu cerne três bênçãos: 1. Santidade: Romanos 11:16 Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são . Quando entregamos nossas primícias, fruto do trabalho sincero de nossas mãos, santi camos tudo o que temos. Se o que temos é santo, logo o inimigo não pode tocar. A santidade do Senhor em nós é proteção e comunhão. Em nós gera comunhão, intimidade e proteção; no que temos proteção e multiplicação. 2. Honra: Provérbios 3.9-10,16 Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e trasbordarão de mosto os teus lagares. Fartura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra . A honra, além de uma chave que abre portas de acesso é também uma semente. Se semeamos honra, colheremos honra. A promessa deste versículo está clara; se honramos ao Senhor entregando nossas primícias, seremos honrados com uma abundante colheita; onde nossos celeiros transbordarão e a alegria não faltará. 3. Família: Ezequiel 44:30 Igualmente as primícias de todos os primeiros frutos de tudo, e toda oblação

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de tudo, de todas as vossas oblações, serão para os sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para fazer repousar uma bênção sobre a vossa casa . Quando entregamos nossas primícias, além de trazermos a bênção da santidade sobre o que temos e o que somos, também liberamos uma bênção especí ca sobre nossa casa. Esta bênção é especí ca aqueles que são éis primicistas, pois a bênção não se manifesta aleatoriamente, mas repousa sobre nossa casa. Como se calcula as primícias? Da primícia dos frutos não há o que se discutir, é o primeiro fruto, a primeira porção da colheita; dos animais, da mesma forma, mas do ganho de trabalho é o valor correspondente a um dia de trabalho. Como se calcula? Pegue o valor do ganho mensal e divida pelos dias do mês (trinta ou trinta e um), então se acha o valor de um dia. Este valor será a sua primícia. A quem se destina a primícia? Ao pastor principal, ao líder da igreja que é o responsável pelo sacerdócio espiritual, a quem Deus entregou o cajado do rebanho. Ezequiel 44:30 Igualmente as primícias de todos os primeiros frutos de tudo, e toda oblação de tudo, de todas as vossas oblações, serão para os sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para fazer repousar uma bênção sobre a vossa casa . Quando primiciamos, honramos a Deus com o que ele nos abençoou e honramos o sacerdote que é responsável pelo cuidado espiritual de nossa vida e de nossa família. Honrar o Senhor com nossa delidade em tudo, inclusive com nossa semeadura é assegurar uma colheita sem limites. Muitos oram por uma colheita que nunca virá, pois não plantaram e por isso tem suas expectativas frustradas. Outros semeiam aleatoriamente e querem uma colheita

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constante. O princípio bíblico é que a colheita está cativa a semeadura. Você decide o quanto quer colher na hora que decide o que e quanto plantar. II Coríntios 9.6-8 Aquele que semeia pouco, também colherá pouco; e aquele que semeia em abundância, também colherá em abundância. Faça cada um conforme resolveu em seu coração, não com tristeza, nem por necessidade; porque Deus ama ao que dá alegremente. Deus pode fazer abundar em vós toda a graça, a m de que, tendo sempre toda a su ciência em tudo, abundeis em toda a boa obra... Faça deste tempo, a estação da sua semeadura e da sua colheita. Saiba que a semente é el e no devido tempo o fruto virá. O Senhor garante o DNA da semente e a abundância na colheita.

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Salmos 119:65-74 Fizeste bem ao teu servo, Senhor, segundo a tua palavra. Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos. Antes de ser a igido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra. Tu és bom e fazes bem; ensiname os teus estatutos. Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu com todo o meu coração guardarei os teus preceitos. Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me recreio na tua lei. Foi-me bom ter sido a igido, para que aprendesse os teus estatutos. Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro ou prata. As tuas mãos me zeram e me formaram; dá-me inteligência para entender os teus mandamentos. Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra. Particularmente tenho uma identidade muito grande com o salmo 119 e principalmente com este trecho descrito acima. Quando principiava no aprofundamento ao estudo da Palavra, esta porção muito me instruiu. Assim como o leite racional é vital para a sobrevivência de um infante, a Palavra de Deus é indispensável ao servo de Cristo. Assim como a segurança de uma construção está em

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seu alicerce, a segurança do cristão está no conhecimento da Palavra. Assim como a bússola dá direção ao viajor, seja por terra, mar ou ar, a Palavra direciona o homem prudente nos caminhos da vida. O amor de uma pessoa ao Senhor é de nido por três atributos, seu testemunho de vida, seu tempo de oração em comunhão e intimidade com Deus e seu prazer em estudar e meditar na Bíblia Sagrada. A instabilidade espiritual, emocional e de relacionamento de muitas pessoas está no seu raso conhecimento na Palavra. O próprio Cristo em Mateus 22:29 a rma: ... Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus . Como há muito se diz, a intimidade com a Palavra nos afasta do erro, ou o erro nos afastará da Palavra. Segundo o texto lido, honrar os princípios da Palavra no conhecimento e na observância, desata níveis de bênçãos: 1. Molda a pessoa As tuas mãos me zeram e me formaram... Quando se medita na Palavra de Deus e se busca viver seus princípios, o caráter é moldado, a natureza transformada e os princípios ajustados. Nenhuma pessoa que prudentemente se expõe aos ensinos da Palavra e continua a mesma pessoa. Sempre me deparo com pessoas me perguntando o que fazer para mudar suas vidas, além dos conselhos de praxe sempre concluo dizendo que a meditação constante, regular e temente da Palavra de Deus é uma receita infalível para a mudança na vida de qualquer pessoa, independente de como ela esteja. Esta palavra restaura o caído, socorre o a ito, da direção ao perdido e refrigério ao angustiado. Cura o enfermo,

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produz fé ao desalentado, esperança ao desesperado, refúgio ao desamparado e acolhimento ao desprezado. Liberta o oprimido traz bálsamo ao atribulado de espírito. Meditar nesta palavra é assegurar a vitória. Do simples ao douto, do pequeno ao grande, do plebeu ao nobre, todos encontram satisfação ao deleitar na Palavra do Senhor. 2. Traz discernimento Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos. Antes de ser a igido andava errado, mas agora tenho guardado a tua palavra. Quando mergulhamos nos ensinamentos da Palavra temos discernimento dela mesma, da vida humana, da comunhão com Deus, do relacionamento com o próximo, das realidades que nos cercam e das coisas que ainda estão por vir. A falta de discernimento é sinal de imaturidade, seja ela natural ou espiritual. A maturidade espiritual otimiza o entendimento natural; a falta de maturidade compromete os dois aspectos. Quando se busca o conhecimento prudente e sensato da Palavra, caminhamos rumo ao amadurecimento que dá direção, evita guerras, amplia relacionamentos, multiplica a conquista e nos projeta para o centro do propósito. O salmista em sua experiência declara que antes passar por a ições, vivia errando, mas isto mudou a partir do momento que começou a buscar entendimento da Palavra de Deus. Assim acontece conosco. Quanto mais mergulhamos nas verdades eternas, mas crescemos em conhecimento e graça e nossas conquistas se ampliam e nossas tendas se alargam. Assim será em sua vida. 3. Produz inteligência ...dá-me inteligência para entender os teus mandamentos...

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Quem entende o princípio da meditação na Palavra recebe uma distinção especí ca de inteligência para conquista de novos projetos, para conquista de sonhos, alvos e metas que neste nível só é dispensada aquele que faz da Palavra seu prazer habitual (Salmos 1). Esta inteligência não é fruto da capacidade humana, de um entendimento racional, mas de uma mente que se habilitou a raciocinar por princípios e colher os frutos desta unção. Quem raciocina pela lógica humana, que está habituado a arrazoar pela perspectiva humana, não consegue entender a prática da meditação e estudo constante e quando o faz, procura usar a Palavra como amuleto de adivinhação, se alimentando em pequenas porções (versículos isolados), apenas para satisfazer suas necessidades e não para entender sua revelação. Provérbios 1.7,23 O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução. Convertei-vos pela minha repreensão; eis que derramarei sobre vós o meu; espírito e vos farei saber as minhas palavras . 4. Gera comunhão em alegria. Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra. Quem medita na Palavra do Senhor desenvolve uma comunhão em quatro níveis: Consigo mesmo, com a família, com a igreja e com a sociedade. Consigo mesmo: Não há desarmonia pior que a interior, pois gera uma constante insatisfação com tudo o que faz e com o que é. Uma pessoa insatisfeita consigo mesmo compromete todo nível de relacionamento, pois nada estará bem ao seu redor, uma vez que não está bem com o seu eu interior. Isto pode ser um desastre com comprometimento em todo o histórico de vida. Apóstolo Paulo entendendo esta verdade disse: ... já aprendi a contentar-me com as

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circunstâncias em que me encontre. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece (Fp 4.11-13). Com a família: Sendo Deus o criador da família, aqueles que querem viver o melhor de Deus para a família, buscará no manual a maneira de extrair o entendimento para esta convivência. Viver em comunhão e entendimento com a Palavra é viver em comunhão com a família. Com a igreja: Dentre os propósitos que Deus estabeleceu a igreja, está a comunhão com Ele e com os irmãos. É um nível de comunhão tão profundo que nos tratamos como verdadeiros irmãos, nos tornamos uma consolidada família. Existem pessoas que desenvolvem um relacionamento com a igreja que não conseguiram desenvolver com a família e quando crescem neste relacionamento, terminam por in uenciar o relacionamento com a família. Este foi o modelo estabelecido por Deus desde a igreja primitiva. A Igreja de Atos dos Apóstolos é nosso referencial de alegria em comunhão. ...e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos . (At 2.42-44,47). Com a sociedade: Nossa convivência com a sociedade deve testemunhar de nossa comunhão com a Palavra, com a família e com a igreja. Esta deve ser um re exo e não uma máscara. Não podemos nutrir um sincero e frutífero convívio com a sociedade sem ter um sólido relacionamento consigo, com a família e com a igreja. Se assim não for, o

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relacionamento com a sociedade nos separará da comunhão com Deus, destruirá nossa família e nos afastará da igreja. Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. In éis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme? Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes (Tiago 4.1-2,4-6).

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Exemplo fortíssimo de patriotismo nos é dado pelo povo judeu. Nos reinos antigos, onde defendiam a pátria com todo vigor, inclusive se preciso dando a vida. Neste caso em especial, havia um sincronismo, o zelo pela pátria estava intrinsecamente ligado ao amor a Deus (II Sm 10.12; Sl 137.1; Is 66.10), já que reconheciam o governo de Deus (teocracia) sobre suas vidas. Governo este que era manifestado na direção de homens, primeiros os juízes e em seguida os reis. Os profetas eram elos com o Senhor, estes homens puros, santos recebiam e transmitiam a vontade do Senhor aos governantes. Hoje temos um estado laico que, pelo menos em tese, signi ca um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso, que tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião. Nós brasileiros, vivemos em uma nação desprovida do princípio da honra. A desonra se manifesta desde os palácios aos mais simples casebres. Está deste os governantes da nação até o povo. Com facilidade se quebra princípios, se tripudia sobre leis, nega-se direitos, corrompem a verdade e ngem que nada aconteceu.

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Fomos chamados por Deus para viver princípios, resgatar valores e dar testemunho da verdade. Se queremos um verdadeiro avivamento, precisamos penhoradamente trabalhar para mudar conceitos e implantar os princípios de Deus em nossa geogra a, ao fazermos isto, honraremos a Deus e honraremos a nossa nação. Temos sempre falado sobre transformação da Nação e conquista de território. Mas não podemos nos iludir achando que num território conquistado todo mundo vai ser crente e que não se verá nenhum pecado na nação; mas num território conquistado, os princípios de verdade, justiça e amor são estabelecidos pelos princípios do reino porque o testemunho e a vida do povo de Deus ditam as normas na nação. Recentemente estive na Coréia do Sul e ali meu entendimento abriu acerca da conquista de um território. Vi uma nação impactada pelo evangelho, que conseguiu em cinquenta anos sair de um monturo de escombros maculados pela guerra, para um país de primeiro mundo. Uma nação com economia estabilizada, com analfabetismo zero, com qualidade de vida digna, onde o padrão da sociedade se coaduna com os princípios da Palavra de Deus. Uma nação onde a verdade, a sinceridade, a honra, a boa moral e os bons costumes são valorizados por toda a sociedade. Uma nação onde princípios e prosperidade andam de mãos dadas. Vi ali uma igreja atuante, que ora intensamente, que trabalha arduamente, que evangeliza diuturnamente, mas que é próspera em tudo que faz. Uma igreja que, em seus números escandaliza o mais sonhador líder tupiniquim. Uma igreja que em sua maneira de ser e de exercer a fé, molda o estilo da sociedade. Precisamos deixar a murmuração, combater o famoso jeitinho brasileiro e vivermos autenticamente a verdade, para mudarmos os rumos de nossa nação. Não se muda uma

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nação com bravatas, discursos e poesia, mas com atitude, testemunho e constante oração. Como honrar a nossa nação?

I HONRANDO SUAS AUTORIDADES Devemos submissão àqueles que estão incumbidos de administrar este grande e abençoado país. Infelizmente nossa nação não é dirigida segundo a orientação do Espírito Santo e certamente não teremos governantes nesta condição, pois a nossa forma de governo não possibilita tal. Resta-nos, portanto, orar, jejuar e sermos eis ao Mestre. Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes... não difamem a ninguém... sejam cordatos... para com todos os homens. (Tito 3.1-2) Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resistem à ordenação de Deus. (Rm 13.1-2). Tiago inspirado pelo Senhor já a rmava o que vemos hoje uma terrível realidade. A di culdade de controlarmos a língua diante de tanta coisa errada praticadas por aqueles que estão investidos de autoridades, sejam governantes ou não. Verdadeiramente é impossível ser coniventes com esta situação sombria; no entanto jamais devemos nos sentar junto àqueles que abrem suas bocas para falar e difamar nossas autoridades. A nossa missão que está em nossa mão é: Orar, Clamar. Sejamos eis e vivamos no temor do Senhor. A autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto se zeres o mal, teme... pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. (Rm 13.4) O nosso agir dever ser

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em retidão, observando o direito do próximo, viver em justiça. Jamais nos assemelharmos aos arruaceiros. Pois, para estes a justiça é como uma espada que fere.

II VALORIZANDO SUA HISTÓRIA E SEUS SÍMBOLOS Os símbolos de um país são a denúncia de um território conquistado. Onde há uma bandeira nacional hasteada, ali apresenta uma história, ali há uma conquista. Assim como uma aliança testemunha um casamento, os símbolos testemunham acerca da nação. Quando um território entra em guerra e é conquistado, a primeira ação que denuncia a conquista é a retirada da bandeira do domínio anterior e é hasteada a bandeira do domínio conquistador. Quando os astronautas pisaram no solo lunar, primeiro Neil Armstrong proferiu a memorável frase: É um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade , em seguida hastearam a bandeira americana; o território estava conquistado. Os símbolos nacionais brasileiros são: o hino, a bandeira, o brasão e o selo. Falam de nossa história, falam da soberania nacional, marcam a nossa história. Valorizar, respeitar e honrar nossa história e nossos símbolos é plantar uma semente de prosperidade e de abundante colheita. Nossos símbolos são ressaltados em nosso território apenas em tempos de copa do mundo e, às vezes no período da semana da Pátria em setembro. A maioria dos lmes americanos, no momento mais emocionante, faz tremular uma bandeira dos EUA. Em Israel as principais avenidas são ornadas com bandeiras da nação; nas lojas de souvenir se encontra com facilidade a bandeira nacional. O que isto denuncia? Patriotismo. Precisamos dar maior valor aos símbolos de nossa pátria amada.

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Jeremias 29.5,7 traz a orientação do Senhor a Israel que estava na Babilônia: Edi cai casas e habitai-as; e plantai jardins, e comei o seu fruto e procurai a paz da cidade, para onde vos z transportar ..., e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz . Quando honramos o território que o Senhor nos con ou para morar, mesmo que não seja nossa terra natal, devemos honrar, respeitar, orar por ela, pois nisto reside a semente da paz e da abundante colheita.

III CONTRIBUINDO COM SEU CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO É comum responsabilizarmos o governo sobre o desenvolvimento de uma cidade, estado, nação e em parte isto está certo, pois a eles cabem a responsabilidade de criar, implantar os programas sociais, educacionais e de segurança do território; entretanto, cabe a nós também uma parcela de responsabilidade. Como podemos contribuir?  Com a preservação do patrimônio comum, ensinando nossos lhos e discípulos sobre a importância desta preservação, pois este entendimento, esta educação são sementes de prosperidade para um território.  Pagando os impostos devidos. Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a

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quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei .(Rm 13.1,6-8).  Transformando nossa geração com nossa visão de excelência e honra. Como sal, precisamos sair do saleiro. Não podemos car trancado dentro das paredes do templo, vivendo nossa cômoda comunhão fraternal, mas devemos nos expor, buscando de maneira sábia e simpática, impactando nossa geração com nossa visão, nosso entendimento, nosso estilo de viver. Gerando sonhos no coração de nossos discípulos, família e ambiente que vivemos, pois assim, também contribuiremos para o desenvolvimento de nossa nação.

IV INTERCEDENDO PELO TERRITÓRIO NACIONAL Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pací ca, com toda a piedade e dignidade (1 Timóteo 2:1-2). Não há honra maior a um território que pagar um preço em oração e intercessão por ele. Quando abençoamos nosso território e nossos governantes, mesmo que não tenhamos homens tementes a Deus nas esferas do poder, estamos emitindo decretos no mundo espiritual que irá in uenciá-los em suas decisões, pois a Bíblia em provérbios 21.1. nos assegura que O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; ele o dirige para onde quer . É comum encontrarmos pessoas que se habituaram a falar mal do governo e dos governantes em todas as suas esferas. Usar nossos lábios para declarar o que a maioria sem

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entendimento jรก fazem, que diferenรงa estamos fazendo? Somos o sal da terra e a luz do mundo, e precisamos ser a diferenรงa e fazer a diferenรงa no territรณrio em que o Senhor nos con ou.

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Que a minha mão direita de nhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti! Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, e não considerar Jerusalém a minha maior alegria! (Salmos 137:5-6) Orem pela paz de Jerusalém: prosperarão aqueles que te amam! Haja paz dentro dos teus muros e segurança nas tuas cidadelas! Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você! Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem . (Salmos 122:6-9). Não posso deixar de expressar minha alegria de escrever este capítulo em Sião. Neste ano de 2013 Deus me deu a graça de subir a Sião duas vezes num prazo de sessenta dias. A primeira para celebrar Tabernáculos e ter um tempo pessoal de intimidade e comunhão com Deus e a segunda para liderar uma caravana de peregrinos e crescer no conhecimento dos princípios do Senhor na terra onde tudo aconteceu. Tirar períodos a cada dia para escrever partes deste livro, foi uma experiência singular. Nesta viagem, tínhamos em nossa caravana um moço de caráter, de moral equilibrados, reservado, mas não evangélico que já subia a Sião pela quinta vez, sempre acompanhan-

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do evangélicos. Quando lhe indaguei sobre o porquê de subir tantas vezes a Sião e acompanhado de evangélicos, mesmo não sendo, ele me disse: Por causa das bênçãos que esta viagem me traz a cada ano que venho e por causa do entendimento que os evangélicos têm de Sião. Ele disse, a cada ano que venho, mesmo enfrentando desa os e di culdades, quando chego em casa, minha vida não é mais a mesma. Mesmo tendo as razões pessoais que ainda o impedia de decidir a Cristo seu entendimento sobre a bênção de Sião eram claros e de nidos. É lamentável constatar que durante muitos anos a Igreja Cristã cou fechada quanto aos princípios da Palavra no que tange aos princípios de Sião, que nada mais são que os princípios do Senhor. Nossa mente romanizada, não entendia e não aceitava os princípios que são a base de nossa fé. Criamos interpretações e explicações teológicas desprovidas de amparo exegético sadio para justi car nosso anti-semitismo o que provocou um desprazimento quanto a cultura e dos costumes bíblicos, tão necessários a uma prudente interpretação bíblica. É terrível perceber crentes com naturalidade aceitarem expressões que são verdadeiras manifestações de idolatria, mas rejeitam as festas bíblicas, as festas de Sião; pessoas que não se sentem agredidos com a cultura brasileira completamente comprometida com a idolatria e com o ocultismo, mas se agridem quando são chamados a viver a cultura de Sião. Daí se testemunha o quanto ainda temos uma cultura idólatra, romanizada, que insiste em fugir da sua verdadeira cultura. Quando amamos Jerusalém, estamos amando o relógio profético que sinaliza para o cumprimento do tempo profético. Quando amamos Jerusalém oramos por ela; quando amamos Jerusalém estamos liberando nossa destreza e nossa voz profética. Para fugirem deste decreto, criaram um entendimento desprovido de respaldo bíblico de que a Igreja é o Israel de

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Deus . Não existe insanidade maior que esta. A Bíblia mostra com distinção e clareza os três grupo: Os gentios, A Igreja e Israel. Se as promessas de Deus a Israel são eternas, como ele substituiria este povo pela Igreja? Onde cariam as promessas? Como caria sua Palavra? Podemos entender que este é o tempo da Igreja, mas não suprime o povo, as promessas, as revelações e a geogra a de Israel, de Jerusalém, o povo Eleito. Quando subimos a Sião, não estamos idolatrando uma terra, mas estamos mergulhando em sua cultura para nos facilitar o entendimento dos princípios da Palavra. Quando subimos a Sião, vamos analisar o relógio profético para o mundo. Quando subimos a Sião, vamos ministrar consolo ao seu povo (Isaías 40.1). Que promessa temos, que conquistas liberamos quando oramos e amamos a terra do Grande Rei?

I NOSSA DESTREZA SE APERFEIÇOA Salmos 137.5 diz: Que a minha mão direita de nhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti... e Salmos 122.6 traz: Orem pela paz de Jerusalém: prosperarão aqueles que te amam... . Nossa mão direita representa nossas habilidades, nossa capacidade de produção, nosso caminho de prosperidade. Quando amamos a Sião e oramos por Jerusalém nossa prosperidade é desatada, nossas habilidades se ampliam e nossos projetos avançam. Por que Jerusalém libera esta bênção? Por causa da Palavra do Senhor dada a Abraão e a sua terra: Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, em Ti serão benditas todas as famílias da Terra (Gn 12.3). Esta palavra não se cumpre apenas na pessoa de Abraão, mas tam-

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bém no território que o Senhor lhe con ou como herança, Eretz Israel , a Terra de Israel. Neste ano, debaixo deste princípio o Senhor ampliará sua conquista, multiplicará sua colheita, abrirá novos horizontes, ajustará suas habilidades de maneira que você fará pouco e produzirá muito, o que manifesta uma legítima prosperidade.

II NOSSA VOZ PROFÉTICA É LIBERADA Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, ó Jerusalém... (Salmos 137.5). Quando amamos a Sião e declaramos isto, nossa voz profética é desatada. Quando falo sobre voz profética, não me re ro apenas ao dom da profecia, mas principalmente sobre os decretos proféticos alinhados com a Palavra de Deus. Para ter uma voz profética desatada não precisa arrepiar o braço, fazer cara feia, rodopiar, ou coisas do gênero; basta decretar por fé, respaldado pela Palavra de Deus, trazendo a existência as coisas que ainda não existem, gerando o que ainda é apenas uma promessa; vendo o que ainda não se materializou. Nossa alma em linha com a vontade de Deus, projeta, planeja, sonha e nossos lábios ajustados com a vontade de Deus declara, como verdadeiro shofar profético tornando este projeto uma conquista no mundo espiritual e no seu tempo isto se materializa diante de nossos olhos. Quando eu ainda era seminarista, declarava que pastorearia uma multidão. Declarava que correria os quatro cantos do mundo por causa da Palavra de Deus, numa realidade muito distante da que eu estava vivendo. Ia para o Seminário usando transporte coletivo, porque não tinha condição de ter

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uma motocicleta para me locomover. Falava em multidão, quando celebrava em uma congregação com nada mais que uma centena de pessoas, numa região pobre da cidade de Goiânia GO. Hoje, aquele decreto de 1998, começa a se tornar realidade. Nossa conquista ainda não se consolidou, mas já vislumbra aquilo que víamos quando ainda estávamos em processo de formatação de nosso chamado. Com o entendimento que temos hoje, não precisamos esperar anos, décadas para vermos as promessas de Deus se cumprirem em nossas vidas, pois temos a compreensão su ciente para gerarmos o ambiente necessário para que os milagres aconteçam. Este é o ano da sua conquista, é o ano do seu desatar. É o ano onde as promessas tomarão forma de realidade. Tudo o que tens plantado no curso dos anos, debaixo do decreto profético deste ano que nossas conquistas serão ampliadas, seu amor por Sião, será uma chave que desatará o sobrenatural de Deus em sua vida. Não se limite, ouse, declare, profetize, gere o ambiente propício para que o milagre se manifeste, persista em seu sonho, mantenha rme a con ssão de nossa esperança, pois Aquele que prometeu é el para cumprir as suas promessas (Hebreus 10.23).

III A UNÇÃO DE ALEGRIA É CONSOLIDADA ...Se não considerar Jerusalém a minha maior alegria! (Salmos 137:6). Não existe explicação su ciente para interpretar a satisfação de subir a Sião, de estar em Jerusalém. Aqueles que tem esta chamada sentem saudade da cidade de Davi como se fosse sua terra natal. A manifestação de alegria pode ser um sentimento,

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pode ser uma simples reação, mas pode ser um estado de espírito. Este estado, dentre outras razões, há uma especí ca que nos assegura a promessa: subir a Sião. Andar pelas suas ruas, receber seu legado, interpretar sua cultura, testemunhar sua perseverança, nos gera uma fé e uma alegria incontável que só é compreendida pelos que passam por esta experiência. Minha oração é que seu coração se abra para este entendimento e que esta alegria, a alegria ministrada sobre o rei Davi, que entrava nesta cidade com cânticos de júbilo, seja estabelecida em seu coração, para a glória do grande Deus.

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A colonização lusitana no Brasil, com uma forte in uência dos princípios de Roma, somado a uma cultura cristã romanizada, gerou um entendimento bastante comprometido da prática cristã brasileira. Mesmo as igrejas evangélicas que primam pela prática da vivência bíblica, se tornaram vítimas desta in uência, tais como o exercício sacerdotal apenas masculino, como se isto fosse doutrina e se entende que é muito mais uma compreensão cultural do que uma sensata exegese bíblica; o sistema litúrgico com clérigos no altar e os assistentes na platéia; e a prática das festas bíblicas. Adotaram festas pagãs, como a páscoa do coelho e do ovo e não do calvário; o natal que nada tem haver com o nascimento de Cristo, mas com a celebração de São Nicolau, e ainda a celebração do deus sol; como maneira de cristianizar o paganismo. Para ter este entendimento, não precisa pesquisar com profundidade, não; basta uma simples pesquisa no Google, na Wikipedia, ou se quiseres uma pesquisa mais tradicional, busque nas Enciclopédias Barsa, Mirador, que você encontrará com riquezas de detalhes que estas festas, em nada trazem um contexto bíblico, apenas cristianizou o paganismo.

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Porém este entendimento se tornou tão enraizado que quando uma igreja busca resgatar as festas bíblicas aplicando no contexto cristão, são rotulados de judaizantes, de romperem com a nova aliança e voltarem ao Antigo Testamento, a velha aliança. Daí eu pergunto, o que seria mais danoso? Praticar as festas bíblicas ou cristianizar o paganismo? O que é mais pernicioso? Se alinhar ao paganismo exacerbando uma cultura anti-semita ou desenvolver o amor por Sião, cumprindo o mandamento de Salmos 122.6 Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam ? É necessário buscar entendimento no Senhor para não comprometer a caminhada cristã em nome de uma ortodoxia (prática cristã correta), que pode tender as raias do farisaísmo religioso. Quais festas bíblicas que tem o signi cado espiritual para a igreja hoje? Deuteronômio 16.16-17 responde: Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos (páscoa), na festa das semanas (colheita), e na festa dos tabernáculos. Não aparecerão vazios perante o Senhor; cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado .

I - PÁSCOA Na instituição da Ceia, o Senhor trouxe um sentido cristão para esta festa. No período da páscoa ele transicionou o entendimento desta celebração para a Ceia que naturalmente celebramos em nossas igrejas. Porém em vez de ser a festa da alegria, da nossa libertação, da nossa vitória sobre o Egito (pecado), sobre as hostes da maldade, se tornou uma ferramenta de punição, eivada de legalismos, distante do propósito. A ceia se restringiu a celebração na igreja, apenas pelos sacerdotes (romanismo) e dada a oportunidade de participar ou retirada, conforme o entendimento do pastor; celebrada apenas com os que foram batizados nas águas. Daí

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eu pergunto: onde está a base para isto? Estudando a Bíblia encontro apenas dois requisitos: 1. Ter feito uma aliança de fé com Cristo. Lucas 22.20 E semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós . 2. Examinar sua própria consciência. I Co 11.28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice . Não é outrem que tem a prerrogativa de arbitrar sobre minha comunhão com Deus e sim, minha consciência cristã. Qualquer outra exigência fora destes dois quesitos, é mero legalismo, nada haver com o genuíno cristianismo de Jesus Cristo. Raciocine comigo duas situações. Um pai, exercendo o sacerdócio do lar, chama um lho para corrigi-lo de um erro cometido. Depois de ensiná-lo, admoestá-lo no Senhor, o lho se mostra arrependido e de coração contrito busca o perdão de Deus e do pai. Que ato simbólico de profunda comunhão poderia selar este ato além da ceia do Senhor? Mas o legalismo trancou esta celebração apenas para o sacerdote ou alguém por ele designado, tolhindo a colheita de um genuíno arrependimento. Se um pai tem entendimento cristão saberá que ele pode perfeitamente cear com seu lho, com sua esposa, com sua casa, relembrando a e cácia do sacrifício de Cristo na vida diária da família. Um discípulo chega ao líder buscando ajuda para vencer uma área em sua vida que está lhe levando ao pecado. Depois de ser orientado, discipulado, admoestado na Palavra, depois de renovar sua aliança de obediência e delidade ao

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Senhor o que poderia selar este ato senão a ceia? O que o legalismo faz? Afasta a ovelha da comunhão com o rebanho, tira-o da celebração da ceia e aquilo que era para ser a celebração da vitória se transforma na punição do erro confessado. A ministração da ceia para uma pessoa que acabou de confessar uma falta, é a maneira mais autêntica de celebrar sua vitória sobre o pecado, através da con ssão e sua restauração na comunhão com os santos.

II SUCOT (TABERNÁCULOS) Onde esta festa se relaciona conosco nos dias de hoje? Não seria uma festa apenas para o povo judeu? Celebrar Tabernáculos é um chamado para todas as nações da terra: (Zacarias 14.17-19) E se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos exércitos, não cairá sobre ela a chuva. E, se a família do Egito não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá a praga com que o Senhor ferirá as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos; esse será o castigo do Egito, e o castigo de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos . Não subir a Sião e não celebrar Tabernáculos é fechar os céus para a abundante chuva e consequentemente, comprometer a colheita em todos os níveis. Quando Celebramos Tabernáculos estamos entrando em um novo entendimento de quem somos em Cristo Jesus. Celebramos nossa libertação do Egito espiritual. Éramos escravos do pecado, mas o sangue de Cristo Jesus nos arrancou do cativeiro que nos aprisionava. João 8:34-35 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora, o escravo não ca para sempre na casa; o lho ca para sempre . Celebrando nossa herança. Éramos errantes no deserto

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da vida e hoje temos uma herança em Cristo Jesus. Atos 26.18 ...para lhes abrir os olhos a m de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santi cados pela fé em mim . Celebramos nossa identidade com Cristo. Gálatas 5:1 Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, rmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão . Se Cristo nos libertou da escravidão do pecado, logo temos nossa liberdade em suas mãos. Ele não nos escraviza, nos dá plena liberdade, entretanto não temos condição de nos manter livres fora de seus cuidados, por isto temos uma identi cação e uma identidade com Ele. Em tabernáculos celebramos esta identidade com nosso remidor, nosso libertador. Celebrando nossa prosperidade. Deuteronômio 16.16 Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos. Não aparecerão vazios perante o Senhor . Quando celebramos ao Senhor, trazemos nossas ofertas, nossa semente de gratidão pelas colheitas que Ele tem nos dado e isto é também uma atitude de honra que nos assegura maiores colheitas.

III COLHEITA Êxodo 34:16,22 Guardarás a festa da colheita, das primícias do teu trabalho, do que semeias no campo; e a festa da colheita no m do ano, quando do campo recolheres os produtos do teu trabalho. Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita no m do ano . Na Festa da colheita celebramos a colheita do nosso trabalho. Salmos 90.14-17 traz: Sacia-nos de manhã com a

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tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias. Alegra-nos pelos dias em que nos a igiste, e pelos anos em que vimos o mal. Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus lhos. Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; e con rma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, con rma a obra das nossas mãos . Nela celebramos ao Senhor a abundante colheita que Ele tem permitido em nossas vidas, no trabalho de nossas mãos; reconhecemos que não foi a nossa habilidade e nem a nossa força, mas a mão do Senhor. Deuteronômio 8.17-18 Não digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão me adquiriram estas riquezas. Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a m de con rmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê . Também celebramos a Colheita espiritual. Temos semeado no reino e Deus tem nos dado uma grande colheita. É honroso celebrarmos ao Senhor nossa colheita espiritual. Gálatas 6.7-9 Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido . A colheita do nosso ministério. Temos um chamado no reino e nosso trabalho é frutífero. Não podemos trabalhar sem vermos o fruto e sem recebermos a recompensa. Quando celebramos nossa conquista, temos o direito e a legitimidade de tê-la novamente. I Coríntios 15.58 Portanto, meus amados irmãos, sede rmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor .

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Por m, quem é livre celebra, quem reconhece as bênçãos de Deus em sua vida, celebra; quem tem entendimento de sua herança em Cristo Jesus celebra e assim teremos sempre, colheitas abundantes para a glória de Deus.

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No Salmo 8 o escritor sagrado versa sobre o caráter de honra de forma esclarecedora: Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele? e o lho do homem, para que o visites? Contudo, pouco abaixo de Deus o zeste; de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés... (Salmo 8.3-6). O homem nasceu debaixo do princípio da honra. Ele foi a coroa (honra) da criação, foi revestido de honra, recebeu em sua gênese o caráter da honra e entendimento para honrar a autoridade que lhe foi conferida. Por desviar do propósito para o qual foi criado, o homem desenvolveu a soberba, a presunção, a vaidade, o egoísmo e perdeu o princípio da honra, por isso muitos confundem honra com bajulação. Enquanto a primeira é um reconhecimento legítimo, a segunda é uma distinção por interesse, daí se percebe que o que está em evidência não é a honra, mas o egoísmo manifesto em forma de bajulação. Quem não tem entendimento de reino não dimensiona o princípio da honra. Nós brasileiros com uma cultura democrática, temos muita di culdade de entender o princípio

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do reino. Viajando para Inglaterra, Holanda, que preservam o sistema monárquico, como também indo a Dubbai, onde o sistema é Emirado (uma federação de monarquias absolutas hereditárias árabes), pude entender com um pouco mais de clareza a cultura do reino. Você vai ao Jardim do Palácio da rainha e os guardas lhe informa para não dar alimento aos peixes da rainha ; você vai ao jardim do palácio do Xeique e o segurança lhe orienta a não dar alimentos aos pavões do Xeique. Na verdade, eles nem sabem quanto existem, talvez nunca pararam para contemplá-los nos jardins, mas todos entendem que pertencem ao líder maior. Quando uma pessoa tira um passaporte num reinado ele não diz o governo me expediu , mas diz a rainha me deu o passaporte porque tem o entendimento que tudo é do rei ou da rainha. Não fazem isto por subserviência, mas com o prazer de honrar o rei, a rainha, o xeique. Nos Emirados Árabes o que mais me impactou não foi a arquitetura moderna, as ilhas arti ciais, os hotéis de alto luxo, o maior índice de carros de alto padrão do mundo, mas a satisfação com o Xeique e o modo que o honram. Um país que não tem impostos, que não tem desempregados, que há pouco mais de quarenta anos era um imenso deserto, mas com a descoberta do petróleo e a união dos sete Xeiques criando os Emirados Árabes, o deserto oresceu e o que era um canto desprezado do mundo se tornou um dos lugares mais desejados da terra. Os Xeiques de Addub Dabbi e de Dubbai, entenderam que investindo na qualidade de vida de seu povo e primando pela excelência, eles transformariam o seu mundo pessoal e foi isto o que aconteceu. Sofreram uma transformação meteórica onde em apenas quatro décadas, exploraram seus desertos, descobriram riquezas nas profundezas, administraram seus recursos e saíram do camelo para a Ferrari. Eles honram o lugar, honram a riqueza, honram suas gerações e por isto são honrados. Imagine o que seria deste povo se entendessem a honra pelos princípios espiritual? Mesmo sem revelação da palavra, tem o

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entendimento da honra e por isso são honrados. A honra para eles não é um ato, um momento, uma distinção, mas um estilo de vida. Como mencionei no início deste capítulo, o salmista transmite com muita propriedade o entendimento da honra: Entende de seu lugar e de sua posição, é submissão com reconhecimento, re ete a glória e manifesta a honra, por isso domina pelo princípio eterno. Estes itens são a chave para se viver sob o caráter de honra. Entendimento de seu lugar e de sua posição. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele? e o lho do homem, para que o visites? ... A falta de entendimento de quem é, faz muitos pensarem que são o que não são, falarem do que não tem e tentarem viver como não podem. Estes desejam honras, mas semeiam desonra e logo colhem o seu fruto. Meu pai tinha um adágio que ele sempre usava a quem evocava honras ilegítimas: Quem ser grande sem poder, ca pequeno sem querer . Por diversas vezes ouvi isto de seus lábios referindo-se a pessoas que aspiravam honra que nunca conquistaram e nunca semearam. Uma característica de uma pessoa honrada é com autenticidade não se achar merecedora das honras que lhe são distinguidas. A própria Bíblia ensina sobre isto. ... a humildade precede a honra (Provérbios 18.12). Submissão com reconhecimento. ...pouco abaixo de Deus o zeste... . Existem muitas pessoas exigindo honra, mas não honram; exigem reconhecimento, mas não reconhecem; querem colher honra onde não plantaram. Um bom pai, tem o testemunho de ser um bom lho; um bom líder foi e será um bom liderado; um bom discipulador deu respostas louváveis como discípulo. O reconhecimento da honra é de fora para dentro e não de dentro para fora; é dos outros para consigo e não de si mesmo para os outros.

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Quem tem o caráter de Cristo, tem no seu DNA a submissão com reconhecimento e por isto Deus o distingue com honras. Acerca disto Jesus é nosso maior exemplo: Tende em vós este sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não julgou que o ser igual a Deus fosse coisa de que não devesse abrir mão, mas esvaziou-se, tomando a forma de servo, feito semelhante aos homens; e sendo reconhecido como homem, humilhou-se, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sobre todo o nome, para que em o nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai . (Filipenses 2.5-11). Re ete a glória e honra do Senhor. ... de glória e de honra o coroaste... Uma pessoa humildade é uma pessoa honrada; e uma pessoa honrada re ete a glória de Deus. É como um diamante, por mais trabalhado que seja, por mais puro que seja, por mais valioso que seja ele não tem luz própria; depende de uma luz para mostrar quem ele é. O diamante não mostra a si mesmo, precisa ser mostrado, assim é o caráter de honra. Quem mostra a si mesmo não é, quem não procura mostrar a si mesmo, provavelmente o seja. Provérbios 22.4 traz: O galardão da humildade e do temor do Senhor é riquezas, e honra e vida . Exerce o domínio com integridade e sabedoria. Destelhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés... Em nome da honra, há líderes que se aproveitam, exploram, se ufanam. Além de ser anti-ético é um pecado. A honra não pode ser cobrada, mas ensinada; não pode ser reivindicada; se assim o for, não é honra é bajulação visto não ser um reconhecimento legítimo e espontâneo.

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A honra não pode ser pretexto para viverem no luxo, sem considerar a realidade da ovelha. A verdadeira prosperidade é aquela que prospera o pastor, porque o rebanho prosperou. Se isto não acontece, não é prosperidade, é exploração; não é honra, é usurpação. Pela boca do profeta Ezequiel o Senhor exorta duramente os pastores que assim agem: ...Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse. Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos requererei as minhas ovelhas, e farei que eles deixem de apascentar as ovelhas, de sorte que não se apascentarão mais a si mesmos. Livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que não lhes sirvam mais de pasto . (Ezequiel 34.2-6,10). Quando um líder exerce sua liderança com integridade e sabedoria, se abre uma fonte de alegria para o povo e para ele. O rebanho se submete em amor e não por medo; e ovelha nutrida, alimentada, cuidada, pastoreada, ela se multiplica. Quando você vir um líder que outrora se mostrava imponente, cheio de discursos, evocando para si as prerrogativas do êxito e depois o vê desaparecer, sumir na fumaça do esquecimento , observe que a ovelha não ouviu mais sua voz, perdeu a identidade e se agregou a outro rebanho.

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A honra é a chave do êxito. Quem legitimamente honra será honrado; quem desonra cairá em ruína. Quem se despoja da honra, mas vive sob o manto da mesma, prosperará e terá uma grande colheita. Provérbios 22:4 diz O galardão da humildade e do temor do Senhor é riquezas, e honra e vida . Que o Senhor em sua in nita graça e misericórdia, nos agracie com seu entendimento, com sua maturidade e sua unção; que venhamos gerar em nós um caráter honrado, para a honra e glória dEle mesmo, do Rei da Glória. Que o resultado disto seja uma grande colheita para o Eterno.

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Bíblia Sagrada Olive Tree. Traduzido por João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. FIGUEIRA, Danilo. A Lei do Reconhecimento. Comunidade Cristã de Ribeirão Preto. Ribeirão Preto. Disponível em http://www.ibgetsemani.com.br . Acesso em: 24/09/2013.

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Livro ap bueno6  
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