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Informativo do GEEC Setembro de 2009 - 8ª Edição

Lançamento do Projeto Verde Centenário. Pág. 16 Os 10 mandamentos para proteger a natureza. Pág. 03 Entrevista: Lázaro Bueno - jornal Águas Claras. Pág. 06 Ainda temos um rio. Pág. 08

Cachoeira Fazenda Bonita Várzea da Palma - MG Acervo jornal Águas Claras

Arte a Gosto. Pág. 04 Projeto Fazendo Arte. Pág. 07 Alimentação vegetariana. Pág. 10 Refletir é preciso. Pág. 13


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Opinião

Editorial Natureza. Tudo que não é obra do homem é Natureza. Em última instância, é obra Divina. Os gregos antigos chamavam-na de Phisis, aquilo que tem seu próprio sentido, contrapondoa ao Nomos e ao Ethos que representava a Cultura. A Natureza tem servido ao homem e o ingrato, cada vez mais, a destrói. A Natureza nos sustenta da mesma forma que a terra e as raízes sustentam as árvores. É por isto que o GEEC e O Essencial iniciam mais efetivamente um de seus objetivos estatutários, educação e preservação ambiental. O SER em EVIDÊNCIA, não deve ser apenas o SER HUMANO, mas todos os seres da Criação ou Natureza. O animal, o vegetal e mesmo o mineral, não devem ser considerados apenas como “matéria prima” para a indústria capitalista. Têm sentido próprio, anterior e superior ao dado pela Cultura. Assim a Educação Ambiental deve embasar-se no respeito, alteridade e humildade, princípios fundamentais da Ética. O Grupo Educação, Ética e Cidadania, lança no Domingo que antecede o dia da Árvore três projetos ambientais: O Verde Centenário, que pretende plantar 100.000 árvores em Divinópolis até 2012, Foto-Síntese, um projeto de fotografia ambiental e a Medalha de Mérito Ambiental que premiará as personalidades físicas e jurídicas que mais fizeram pelo meio ambiente de Divinópolis e Região. A partir desta data o GEEC estará dando uma árvore em troca de um quilo de alimento não perecível e oferecendo um serviço de plantio, proteção e treinamento para o cuidado de árvores urbanas. Venha conhecer e participar destes projetos. Boa leitura!

Economia e Meio Ambiente: uma questão de consciência “Embora a inquietante realidade ambiental seja por muitos, ainda ignorada ou menosprezada, torna-se cada vez mais evidente que, quanto a seus rumos futuros, a Humanidade se defronta com um gravíssimo dilema nos tempos atuais.” (CÂMARA, 1996) Lembro-me com muita saudade, do tempo em que nadava com meus amigos em um ribeirão próximo à minha casa; pescava e podia saborear os lambaris (piabas) ali existentes... época de muito verde, ar puro, muitos frutos, passarinhos, etc... fato este, ocorrido há poucos anos - pouco tempo – momentos de lazer e alegria, e que hoje está acabando, porque parte desta história poderá não existir mais... Por que o homem ao longo do tempo tem prejudicado sua própria vida? Até onde vai a ação humana, na busca daquilo que ele nem sabe mais o que quer? Seria por causa da Globalização? Do progresso? Inovação tecnológica? Da competitividade global? Disputa por mais espaço? Vivemos numa época em que a busca por novos mercados, a competitividade comercial entre nações e indivíduos, a afirmação do “ser” e do “ter”, têm proporcionado a humanidade um grave problema social, econômico e ambiental. Em pleno século XXI, com a “mundialização” da economia, urge um crescimento econômico desenfreado e inconsciente, bastando pra isso degradar nosso meio ambiente, através da utilização inconseqüente dos recursos naturais “escassos” disponíveis no planeta e, que tem colocado em risco a vida de todos nós. A humanidade vem se defrontando com diversos problemas típicos da sociedade pós-industrial, dentre eles a dificuldade em compatibilizar o crescimento econômico com a proteção ao meio ambiente. A rápida industrialização mundial e a urbanização acelerada seguiu uma série de regras de proteção ao meio ambiente e ao cidadão foi desrespeitada ou mesmo desconsiderada. Nota-se que durante o período da chamada Revolução Industrial não havia preocupação com a questão ambiental. Os recursos naturais eram abundantes, e a população não era foco da atenção da sociedade industrial e intelectual daquela época. Ao se perceber que a necessidade da busca de uma

eficiência produtiva cada vez maior, observando a crescente escassez destes recursos, somado ao crescimento desordenado da população mundial e intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. Os fatores de produção: terra, capital, trabalho, tecnologia, “gestão empresarial”, devem compor o processo de desenvolvimento como elementos de sustentação e conservação dos ecossistemas. A degradação ou destruição de um ecossistema compromete a qualidade de vida da sociedade, uma vez que reduz os fluxos de bens e serviços que a natureza pode oferecer à humanidade. O homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas ambientais. O lucro continua a ser o objetivo maior do modo de produção capitalista. Tal processo apresenta como conseqüência o consumo sem limites que traz o desperdício e a grande produção de resíduos, que para se manter necessita do uso cada vez maior de recursos naturais e energéticos. Fragilizar o meio ambiente é fragilizar a economia, o emprego, a saúde, e tudo mais. Logo, sensibilizar as pessoas sobre os problemas (e possíveis soluções) existentes na comunidade através da educação ambiental, implica em intensa comunicação, circulação e informações, troca de experiências, que coloquem em contato os atores envolvidos, incluindo-se aí também o poder público. Nós professores somos fundamentais neste processo de conscientização, pois devemos desenvolver em nossos alunos, hábitos e atitudes saudáveis de conservação ambiental e respeito à natureza. Portanto, aumentar a prioridade para a proteção ambiental, além de beneficiar o meio ambiente, é também uma maneira efetiva de promover o progresso social e econômico. Paulo César Pereira

Economista (UIT), Especialista em Gestão Estratégica em Finanças, Professor da FUNEDI/UEMG paulopaduano@yahoo.com.br

Expediente: O informativo O Essencial é instrumento de divulgação do GEEG - Grupo Educação, Ética e Cidadania, localizado na Rua Cel. João Notini, nº 800. É um informativo voltado para uma sociedade solidária e fraterna com vistas à transformação social do novo milênio. O conteúdo dos artigos é de responsabilidade dos respectivos autores. Projeto Gráfico: Alexandre Carlos e Marol Lopes. Tiragem: 2.000 exemplares - Distribuição gratuita - Contato: geec@geec.org.br


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Meio Ambiente

Os 10 Mandamentos para proteger a Natureza 1 - Só Jogue Lixo no Lugar Certo É horrível quando a gente vê alguém jogando lixo no chão. As ruas, praças e qualquer logradouro público não são terra de ninguém, mas pertencem a todos. Você não jogaria lixo na casa de alguém, jogaria? Pois é, a rua pertence a todos, tem muitos donos. O lixo espalhado, além de atrair ratos, moscas, mosquitos, cria um aspecto horrível de poluição em sua cidade. E, depois, custa muito dinheiro de impostos para limpar, dinheiro que podia estar sendo usado para outras obras. 2 - Poupe Água e Energia A água que você usa não sai da parede. Ela vem de algum rio ou manancial. Os rios estão sendo agredidos pela poluição e pelo desmatamento, o que torna a água potável cada vez menos disponível, o que eleva o custo de seu tratamento. Quanto à energia, existe a elétrica ou então vem de fontes como gás, petróleo, lenha e carvão. Elas vão escassear cada vez mais e algumas não são renováveis, como o petróleo, por exemplo.

pel a partir do papel usado. A outra forma de ajudar é defendendo as árvores existentes e plantando novas árvores. Adote uma árvore. Cuide dela com carinho e respeito. 6 - Evite Poluir Seu Meio Ambiente Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Enfim, reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas para você. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

7 - Faça Coleta Seletiva do Lixo É fácil separar o lixo seco (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) do lixo molhado (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos públicos de lixo, diminuir a poluição. É só ter duas vasilhas diferentes a lado da pia da cozinha e um lugar para depositar o lixo seco até alcançar um volume que permita sua venda ou doação - e boa 3 - Não Desperdice Evite consumir além do necessário. Adquira vontade. o indispensável em alimentos, objetos, roupas, brinquedos etc. Reflita antes de com- 8 - Só Use Biodegradáveis prar. Rejeite produtos descartáveis, como Existem certos produtos de limpeza que copos, garrafas etc. Além de poluírem e au- não se degradam na natureza, como sabões, mentarem o volume de lixo, também apres- detergentes etc. Procure certificar-se, ao sam o esgotamento dos recursos naturais. comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Uma casa limpa é suficiente para Reutilize as sacolas de compra. afastar insetos e ratos. Os inseticidas são altamente nocivos para o meio ambiente e 4 - Proteja os Animais e as Plantas Cada animal ou planta é um ser vivo como para a saúde das pessoas. você e tem tanto direito à vida, à liberdade e ao bem estar quanto nós. Embora você 9 - Conheça Mais a Natureza não perceba, sua vida está interligada com Estude e leia mais sobre a natureza. Tenha a de todos os outros seres. É essa interliga- em casa livros, revistas que falem sobre a ção que forma a `teia da vida’ que garante a natureza. Quanto mais você souber, melhor sobrevivência de todos. Os seres humanos poderá agir em defesa da natureza. são os únicos com capacidade de modificar em profundidade seu meio ambiente. Nós 10 - Participe Dessa Luta temos usado essa capacidade para piorar as É preciso combinar estudo e reflexão com coisas. Agora precisamos fazer o contrário, ação. Você pode agir sozinho, procurando para nossa própria sobrevivência. políticos ou a imprensa, por exemplo, para denunciar ou protestar contra os abusos, po5 - Proteja as Árvores luições, depredações. Também pode agir em Para fabricar papel é preciso cortar árvores, grupo. Quando estamos unidos, somos mais logo, poupar papel é uma forma de defen- fortes e capazes de encontrar soluções para der as árvores. Utilize os dois lados da folha enfrentar os problemas ambientais. de papel. Leve sua sacola de compras ao supermercado. Faça coleta seletiva em sua Fonte: casa. Recicle o papel, fabricando novo pa- http://www.jornaldomeioambiente.com.br

Utilidade Pública

O DIREITO EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE O Direito Ambiental é considerado um Direito Humano e Coletivo, já que seu titular não é apenas um grupo de pessoas, mas sim toda a coletividade, sendo o meio ambiente ecologicamente equilibrado um direito fundamental de todos os seres humanos, devendo ser assegurada a sua proteção para as presentes e, principalmente, para as futuras gerações. A base jurídica do Direito Ambiental está na Constituição Federal de 1988, que em seu art. 225 prevê alguns princípios balizadores do direito ao meio ambiente. “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendêlo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” Proteger e preservar o meio ambiente contra as agressões inconseqüentes e continuadas é responsabilidade do poder público, da iniciativa privada e também de todos nós. O Direito Ambiental deve ser entendido como um instrumento jurídico cujos objetivos maiores devem estar voltados para a prevenção do dano ambiental e não para sua simples reparação. Portanto, pode ser entendido como um direito que se desdobra em três vertentes fundamentais - uma humana, uma ecológica e uma econômica - que se devem harmonizar sob o conceito de desenvolvimento sustentável. Gilmar Alves Barbosa

Advogado e assessor júrídico do GEEC gilmaralves@adv.oabmg.org.br


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Falando de música

ARTE A GOSTO ARTE A GOSTO, começou, timidamente no ano passado, mas já com marcas e sinais de que viria para se transformar no maior evento cultural de Divinópolis. Sob a regência de Roberta Machado, este ano está com uma programação de peso e qualidade. Começou dia 7 com Gê Lara convidando Chico Lobo. Chico, é violeiro, cantor e compositor. Neste show cantamos as delícias de Minas e do interior do Brasil, desde as foliasde-reis a Almir Sater. Dia 10 foi a vez de Lincoln Cheib trio, formado pelo próprio e Enéias Xavier (baixo) e Matheus (guitarra). Lincoln é um dos maiores bateristas do Brasil, atualmente compondo a banda que acompanha Milton Nascimento. Enéias e Matheus não deixam por menos, são excelentes músicos e encabeçam a lista dos melhores de Minas. Lincoln deu uma aula de bateria, de gentileza e humildade. Dia 13 foi a vez de Vander Lee, cantor e compositor mineiro, que deixou a platéia em êxtase, cantando tudo desde a primeira. Neste show ele lança seu novo cd “Faro”, na minha opinião, o seu melhor álbum. Dia 20, Jubah (ex Jubarba) convida Lysias Enio e deixam o samba tomar conta do espaço. Lysias (72 anos) é letrista e parceiro neste cd “O Jogo”. É irmão do nosso querido e consagrado João Donato, cantor e compositor de tantas bossas. Dia 21, Túlio Mourão convida Chico

Amaral. Chico Amaral é saxofonista com a veia pulsando no jazz. Chico é também o parceiro mais fiel nas composições de Samuel Rosa (Skank). Túlio é pianista/tecladista e pulsa com o universo. As mais belas melodias eu as ouvi de Túlio, por quem tenho profunda admiração como músico e como pessoa. Túlio Mourão também tem profunda verve poética, com felizes incursões no terreno de Adélia Prado. Dia 23, Alexandre Andrés, flautista, um dos vencedores do IX Prêmio BDMG – Instrumental 2009, como nosso amigo, Vagner Faria (baixista). Alexandre é filho de Arthur (flautista do UAKTI), e filho de pianista. Herdou toda a delicadeza, sutileza e esperteza dos dois instrumentos e o carinho dos pais. Dia 27, Luiza Lara e Renato Saldanha. Ela canta muito e é dona de um timbre muito especial. Nasceu e cresceu ouvindo e cantando tudo o que há de melhor no Brasil e no mundo. Renato é, sem dúvida, uma das maiores expressões musicais de nossa cidade. Violonista; guitarrista; compositor; arranjador e produtor; vem de encontro a nossa música e a nossa carência. Obrigado Renato. As outras programações não dizem respeito, diretamente, à música, mas equilibram o Arte a Gosto, que tem a intenção de mostrar outras boas facetas de nossa arte. Dia 17, o projeto Arte e Dança (Armando o Pois é...

Circo) e nos dias 29, 30 e 31 Carlos Nunes com a peça “Comi uma galinha e tô pagando o pato”. Então, vimos que a programação foi para todos os gostos e de muito bom gosto, que é a maior preocupação com as produções de Roberta, que sempre busca o melhor para os nossos ouvidos e nossa alma. Portanto, nem todos os dias o evento teve um público que refletisse as nossas expectativas. Acho que precisamos nos exercitar mais a tomar pela mão, nossos esposos, nossos filhos e fazer um programa legal, em família, principalmente, quando sabemos que o assunto irá nos trazer bem estar. Uma dica: utilizando as facilidades da internet vamos conhecer um pouco mais estes artistas que fizeram parte do Arte A Gosto. Vocês farão ótimas descobertas e terão belas surpresas.

Gê Lara Cantor, compositor e coordenador do Uirapuru Canto Livre. gelara@yahoo.com.br


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Literatura

Um pensar sobre

Para ler em voz alta

Entre o Neotribalismo, a Sociedade Burguesa e Fenômenos de Inclusão e Exclusão Social

Uma verdade inconveniente, de Al Gore

Certas verdades são duras demais de se ouvir. As vezes temos vontade de deixar os acontecimentos escondidos sob os tapetes, fingir que não existem. Diz Al Gore, ex-vice presidente norteamericano, na introdução do seu livro: “o fato é que as verdades inconvenientes não desaparecem apenas por não serem vistas. Quando ninguém reage a elas, sua importância não diminui, mas aumenta”. A irritante (e preocupante) verdade que Al Gore fala é o aquecimento global. O que devemos saber e fazer sobre o aquecimento do nosso planeta? O autor, ecologista engajado, relata com muita propriedade as conseqüências de nosso descaso com a terra nas últimas décadas, agravado pelo crescente poder destrutivo das nossas máquinas e indústrias, impulsionado sobretudo pelo consumismo exacerbado das populações mais ricas. Assustadoramente ilustrado com fotos comparativas de várias regiões do planeta, além de gráficos e fotos de satélite reveladores ‘uma verdade...’ é um livro imprescindível para a nossa conscientização de que destruir a terra é o mesmo que nos destruir. Afinal somos parte da GAIA e como tal temos a obrigação de CUIDAR. O livro aponta os erros e os culpados e mostra as vítimas e possíveis caminhos para a solução dos problemas. Nos leva a reflexão e impele à ação. Se depois de toda a catástrofe universal causada pelas alterações climáticas ainda não entendemos que é hora de mudar nosso comportamento, o livro de Al Gore pode ajudar. Um soco no estômago do nosso comportamento acomodado, reticente e – outra verdade – criminoso. Daniel Bicalho Livreiro e proprietário da Boutique do Livro boutiquedolivro@hotmail.com

O capitalismo não intensificou as desigualdades sociais e a tornou um pilar fundamental de uma civilização burguesa. O homem entrou em uma prisão mecanicista, no qual o desenvolvimento humano foi suplantado pelo desenvolvimento do capital. Mas esse mesmo homem aceitou a doutrina capitalista, pois foi seduzido pela ilusão instituída através da moral burguesa. Quando o indivíduo percebe-se inferiorizado ou preso pelas classes sociais, o sentimento burguês, de que ele pode evoluir economicamente e tangir o modelo de vida imposto pelas mídias, conforta sua existência, fazendo-o aceitar a sociedade burguesa. Não obstante, essa sociedade leva à excluir, em suma, uma das principais facetas humanas das construções sociais: a emoção e os sentimentos coletivos. Ela se fundamentou em uma “solidariedade mecânica” de indivíduos com ênfase na energia produtiva e intelectual do homem. O que preocupa é com que se pode produzir, não com aquilo que se pode sentir. A prisão criada pela sociedade burguesa não só se concentrou na mecânica de produção, mas também tratou os sentimentos humanos como fonte de exploração financeira. A nova mídia, oriunda da Era da Informação, bombardeou os sentidos do homem lhes ditou o que se deveria sentir, glorificar ou pensar. Mas a vontade humana de manisfestar livremente seus sentimentos e criar

laços sociais com os outros indivíduos, compartilhando ideias e convicções subjacentes, levou a criação de certos grupos sociais. Tais grupos, denominados de tribos urbanas, tratam de minorias que praticam uma “solidariedade orgânica”, o que de acordo com Maffesoli, completa a “solidariedade mecânica” do capitalismo. Percebe-se que, se a própria sociedade burguesa induziu o homem a sentir e pensar de acordo com a pressão exercida pela mídia, esses grupos sociais minoritários estabeleceram seus próprios pensamentos, convicções, hábitos e laços sociais. Essa discrepância entre suas relações e o meio social como um todo o faz, em certo sentido, se caracterizar por uma “exclusão social”. Mas, paradoxalmente, ao mesmo tempo que se afastam da sociedade em geral, eles criam sua própria cultura, tradição e fatos sociais; criam sua própria “inclusão social”. Então, conclui-se que as tribos urbanas poderiam ser analisadas por estágios aparentemente antagônicos: quando são criadas, caracterizam-se por uma espécie de “exclusão social”, mas ao mesmo tempo, fundamenta-se por uma “inclusão social” em relação a seus próprios membros Igor Sbampato Mol Bessa

É programador voluntário do GEEC igorrmol@gmail.com


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Entrevista do mês

Lázaro Bueno Com 56 anos ele esbanja vitalidade e disposição para contribuir com a natureza. Trabalhador multifuncional e adepto do “tudo pode ser reciclado”. É voluntário da área de educação e preservação ambiental do GEEC que inicialmente projeta o plantio de 100 mil árvores até junho de 2012 em Divinópolis. O Essencial: Como iniciou sua postura ambientalista?

LB: Ambientalista não inicia, nasce. Impossível, separar o convicto das convicções, o ativista da ação, o cristão do cristianismo. Um padeiro espírita continua ser espírita enquanto padeiro, um pedreiro católico o é enquanto ergue paredes assim foi comigo. Nasci com o “dedo verde”. O Essencial: Quais os projetos você está envolvido atualmente? LB: Neste momento é o projeto Verde centenário. São várias ações dentro do mesmo contexto: educação ambiental, que é o trabalho para que na sociedade desperte o pertencimento, relação ser / planeta, ser/ lugar, o individuo e o que o cerca tem que se amar reciprocamente, ou nenhuma ação frutificará. Outra ação é o mapeamento arbóreo, com a recuperação da cobertura vegetal urbana, ações em áreas degradadas, concurso fotográfico, Medalha Verde e Agenda Verde. Tudo isto será lançado em evento no dia 20 de setembro com distribuição de mudas na praça Benedito Valadares. O projeto é idealização do Jornal Águas Claras, coordenado pelo GEEC, com participação fundamental de outras entidades como Rotary Clube Oeste, Secretaria de Meio Ambiente e IEF. O Essencial: Quais os movimentos ambientalistas que merecem ser destacados em Divinópolis atualmente? LB: São muitas as ações desenvolvidas simultaneamente, Lixo e cidadania, Nova Margem, CBH/Pará, Jairo Viana em pessoa etc. Elas embora separadas umas das outras, acabam por se encontrar no horizonte e produzem resultados. É sabido, no universo todas as coisas se inter-relacionam. Na minha compreensão poderíamos interagir para otimizar resultados, não ardessem os ambientalistas na fogueira das vaidades, alcançaríamos um rendimento harmônico, como uma orquestra, a natureza canta e propõe que dancemos, a dança dos irmãos.

O Essencial: Na sua opinião o que é ser ecologicamente correto? É possível sê-lo no mundo contemporâneo? LB: Ecologicamente correto é um termo desgastado e que muitas vezes provoca resistência. Os modismos impõem esta situação desacreditada. A capacidade de adaptação foi o instrumento de que se serviu o homem para se manter ate hoje na face do planeta. Acompanhar o desenvolvimento tecnológico com novas estratégias é tão necessário quanto desenvolver-se propriamente. A sustentabilidade exige que nos adaptemos ao novo modelo de desenvolvimento ou seremos extintos como raça.

O Essencial: O que conduziu a humanidade ao atual quadro de relação destrutiva com a natureza? LB: O ser humano sempre acreditou ser o dono do planeta e do destino dele. Com essa presunção, tentou subjugar a natureza, os outros seres e os elementos que o levou ao desvairo. A sede de poder, a ambição e o egoísmo potencializaram a ação destrutiva. Apesar de tudo, uma grande dose de caridade, mesmo que concentrada em poucos indivíduos que numa ação determinada, sistemática e abnegada trabalharam e trabalham incansavelmente como agentes transformadores. Estes homens de boa vontade conseguiram por sua fé inabalável sustentar o frágil equilíbrio entre o caos moral e a relativa integridade e disto depende a relação do homem com os seres e os elementos. Estatura moral é tudo. O Essencial: O que mais dificulta a construção de uma sociedade sustentável? LB: Sobretudo o orgulho e o egoísmo. Destas duas chagas nascem as dissensões alimentadas pela ambição e por fronteiras. Estas cicatrizes apartam os homens em núcleos, em classes, em credos, em ideologias, marcando, segregando e dividindo. A causa é comum e tem que ser vista como tal. O Essencial: Cite algumas ações que qualquer pessoa poderia fazer para minimizar o lixo e os problemas ambientais. LB: Não os três erres, mas quatro: reduzir o consumo, reutilizar o produzido, reciclar o usado e, sobretudo, repensar nossa postura. É fácil falar sobre ecologia muitas vezes sentado numa cadeira obtida com madeira de desmatamento

ou usando um objeto de aço que, na cadeia produtiva consome carvão de floresta nativa. Existe uma demagogia intrínseca nas nossas colocações. Produzir carne, por exemplo, gasta cerca de quinze vezes mais água que produzir cereais. Com o agravante que ruminantes liberam metano: gases do arroto. As manadas industriais são tão ou mais danosas que a frota de veículos e fazemos vista grossa a este fato por conveniência. Devemos simplesmente fazer uma análise realista e não condescendente de nossa rotina e aplicar conceitos largamente difundidos e nunca usados. O Essencial: Qual é a ação ambiental mais urgente a ser feita em nossa região no seu ponto de vista? LB: TTudo se inter-relaciona. Não existe uma ação isolada que possa mudar o quadro, e sim uma possibilidade de mudança que tem que partir do âmago de cada um. Eu diria que uma ação conjunta de toda a sociedade em relação ao rio Itapecerica seria a mais eficaz. Isto porque ela pode produzir uma onda de otimismo e levar as pessoas a crer em vontade política o que certamente desencadearia outras ações. O Essencial: Como você projeta o Brasil para daqui a 10 anos? LB: Nem tudo está perdido. Pelo contrário. O homem diante um perigo global eminente, que possa extinguir a raça humana tende a reagir solidário. Ações eficazes vão surgindo na medida que os problemas se agravam. Já podemos dispor de tecnologias limpas, a eminência do caos fará a solução emergir. O Essencial: Deixe uma mensagem aos nossos leitores. LB: Busquemos dentro de nós o equilíbrio com o universo. É lá que ele nos espera. Contato:

jornalaguasclaras@hotmail.com


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Projetos Sociais

evidentes e imediatos, “trabalhar com crianças e adolescentes nas atividades culturais, descobrir o talento de cada um, incentivar e valorizar, fazer parte do crescimento de, e vibrar com a superação e com as conquistas de cada um deles é muito gratificante para nós. Sabemos que estamos fazendo o bem, além de contribuir para uma comunidade cultural de mais qualidade artística e formação de um publico mais critico. Também sabemos que as parcerias são fundamentais para o comprometimento da seriedade, o apoio da iniciativa privada é de muita importância. A Gerdau é uma empresa que acreditou na nossa proposta, hoje além de incentivadora, caminha , valoriza , participa de todas as ações e emociona com agente. Além de transformar a vida destes jovens por meio da arte o projeto ainda gera 19 empregos diretos e pelo menos 30 indiretos, os arteeducadores são artistas indicados pela Secretaria Municipal de Cultura”. Informações no (37) 3222 7712.

Heder Jr.A. de Melo

O Projeto Fazendo Arte é um projeto viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo a Cultura e tem como incentivadora a empresa Gerdau.e coordenação da Secretaria Municipal de Cultura. Com objetivo de educar através da arte, os alunos das escolas da rede municipal, em contraturno escolar, participam das oficinas de Artes plásticas, Danças, Capoeira, Flautas, Violão, Canto, viola caipira contação de histórias e Teatro. Além do incentivo prestado às manifestações culturais, as atividades desenvolvidas resultam em uma relação de talentos. Trabalhar o potencial artístico das crianças e adolescentes que participam do Projeto Fazendo Arte, melhora o nível de socialização, aumenta a autoestima e resulta maior interesse nas atividades escolares. Com a parceria da Prefeitura Municipal Divinópolis e patrocínio da Gerdau, o projeto atende 1.500 jovens de 12 escolas públicas. O Projeto ganhou credibilidade, pela seriedade na qual é desenvolvido, os resultados são muito

Heder Jr.A. de Melo

Projeto Fazendo Arte: uma iniciativa que deu certo

Lenir de Castro

Coordenadora e empreendedora castro.lenir@gmail.com

FILHOS DESSA TERRA: O SOL DA LIBERDADE. Numa realidade não muito distante da nossa podemos descrever as historias dos pró-adolescentes pensarmos que em cada um deles existe uma realidade seja de dor ou talvez de emoção. Na época do estacionamento rotativo os jovens eram conhecidos por códigos. Ilustro isso com o relato de um adolescente que não quis se revelar. “Eu nunca fui um jovem que desse orgulho aos meus pais, bebia muito, fugia de casa maltratava meus pais. Não conseguia achar saída para conseguir libertar-me. Meus pais até arrumaram psicóloga, mas de nada adiantava eu estava no fundo do poço. Mas um dia criei coragem e resolvi que iria mudar, foi quando apareceu a oportunidade e eu agarrei. E hoje passando pelo pró-adolescente me sinto como um cidadão e sinto muito honrado de ter participado.” Faça a assinatura anual do informativo

por R$30,00 e receba mensalmente em sua casa. Informações pelo telefone (37)3222-7644

Às vezes em nossa sociedade os jovens não têm chance de crescer profissionalmente e socialmente e assim acabando por entrar em mundos desconhecidos e com muitas facilidades. Ontem enquanto eu andava pelo centro vi algo triste encontrei-me com uma velha amiga dos tempos de escola cujo nome por ética não direi. Ela estava no fundo do poço me dizia que tinham se acabado todos os seus sonhos, apaixonou por um rapaz e fugiu com ele para Montes Claros, engravidou foi largada, abortou e até tentou suicídio tomou vários remédios perdeu o bebe, ficou internada por um mês e como castigo ficou infértil. E hoje se tornara mulher da vida, então eu disse a ela que poderia sair dessa vida e teria a minha ajuda, conversamos com a mãe dela que lhe deu uma nova oportunidade e assim agora ela vai ter uma nova chance. Historias chocante como essa e que nos faz ver que nos jovens temos uma

vida muito boa e temos oportunidades de sermos pessoas de bem, por isso fica a mensagem ‘’Cavalo alado não passa duas vezes e se passar tem que se correr muito atrás dele. ’’ O DOM DA VIDA NÃO ESTA EM SERMOS IGUAIS AOS OUTROS, ESTA EM PROCURARMOS O NOSSO LUGAR AO SOL. Flávia Martins Nunes

Tem 17 anos e integra o Projeto Pró-adolescente oessencial@geec.org.br


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brancas, a sorte de quem não a tem, o alimento dos aguapés, seus corpos desiludidos. A cidade o ama nas frases de campanha, e o venera nas páginas dos livros enquanto o mata num escandaloso rugir de homens e máquinas. A calha assoreada deste rio mostra as vísceras num comovente pedido de socorro, mudo, trágico, fatídico, as margens agora nuas, os barrancos aterros, as águas escuras, lágrimas de fuligem, alimentam um rio de prantos precedem o ranger de dentes. Ainda temos um rio, mas por quanto tempo, não sabemos. O processo acelerado e crescente em que os homens e suas necessidades consumistas aumentam, a deseducação ambiental a inconsciência crônica de anticulturas arraigadas, o processo industrial equivocado, insustentável, a falta de informação, a ignorância conveniente, o poder omisso, a rede escura e pegajosa de uma sociedade mórbida, o desamor sobretudo, violam o manancial que sacia. O jardim pertence ao Pai somos hóspedes desejáveis e bem recebidos, bem tratados pela prodigalidade latente, pelos recursos disponíveis e renováveis. Somos aqueles a quem o éden foi oferecido na gama de sons sabores e cheiros, o pão brota da terra o peixe das águas os pássaros podem colorir o céu, ainda é tempo. Até quando esta tragédia continuada, esta destruição contumaz este insano descaso?

Homens mulheres e crianças todas as raças, crenças idades e ideologias, este que sacia tua sede morre aos teus pés por tuas mãos. Humanos, uni-vos ao exército de animais e vegetais que vivem dele que se banham e se saciam e o cultuam em silenciosa prece, ou chegará o tempo em que seus carros potentes sua fábricas imensas suas mansões suntuosas, seu rio de dinheiro, todo seu ouro não será suficiente para comprar uma simples gota deste líquido brilhante...Vital. Lázarro Bueno

Ativista do meio ambiente e editor do jornal Águas Claras jornalaguasclaras@hotmail.com Acervo jornal Águas Claras

Sim, temos um rio ainda, um rio chamado Itapecerica, ele nasce no Morro do Calado, arredores da cidade vizinha, de quem herda o nome, mas corre os primeiros quilômetros sob o codinome de Vermelho. Tranqüilo e limpo vem em nossa direção, abraça Divinópolis. Um rio generoso, pródigo e farto, A flora bordando suas margens numa variedade intensa canteiros a céu aberto galhadas, folhadas, floradas. A fauna insistindo, peixes, pássaros, insetos, mamíferos, em cadeia espetacular, a trama e seus sons sua atividade febril seu gosto por si e por nós, vibrante, plena. O curso premeditado rasgando o coração das gerais irrigando, oferecendo a vida pela vida, matando a sede, /daí de beber.../ o leito aberto como coração de mãe, terras férteis espaço azul, bichos livres, suas tocas, suas crias correndo pelas matas, trinados, asas de pássaros. A cidade no entanto o recebe como se fosse um paria, um maldito pela lei natural, egresso do inferno rio de maldições, / Aqueronte?/ lança seus dejetos malcheirosos, a fuligem de seus automóveis o óleo de suas fabricas , seus excrementos e saponáceos sua ira insana, a mobília descartada, seus pneus em desuso, atira em seu leito todo o rejeito, suas mazelas e desilusões, a escória das siderúrgicas seu outro rio, o de pets verdes e

Acervo jornal Águas Claras

Ainda temos um rio!


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As pessoas que ainda não se perderam nesse mar de desvalores e contradições do mundo chamado moderno, assistem perplexas às rápidas mudanças na vida coletiva e temem, sem dúvida, pelo futuro da humanidade. Perguntam-se se ainda é possível retomar ou criar uma via de ascensão a uma existência melhor nesse caos generalizado em que se tornou a sociedade. Indiferença, medo, desconfiança e insegurança talvez sejam os sentimentos predominantes na atualidade, manifestando-se de maneiras variadas. Desde os surtos de violência coletiva até o aumento das doenças emocionais e mentais, além da violência e criminalidade. Sinais de uma sociedade doente pela perda da razão de existir. A lógica da esperteza, da lucratividade, do hedonismo e do consumismo, do imediatismo e da inconseqüência, fazem do homem e da mulher atuais, seres desnorteados, conduzidos de um lado para o outro pelos interesses superficiais e passageiros. Pesquisadores da vida coletiva se perguntam se ainda existe sociedade. A questão não é improcedente, se considerarmos que sociedade é comunidade organizada; pressupõe a existência de regras, de normas, de leis que regulem e estabilizem a vida coletiva. Uma simples panorâmica sobre a vida social nos leva a concluir que, de fato, já não há mais sociedade. O individualismo exacerbado traz de volta especulações sobre o “homem lobo do homem”, de Thomas Hobbes, no seu livro O leviatã. Se considerarmos que a violência e os sofrimentos coletivos são as dores do parto de uma civilização grávida de outra, como escreveu certo filósofo, então não há porque desesperar. Uma nova sociedade, fundada sobre novas bases deve estar nascendo em meio aos escombros dessa que mostra sinais evidentes de decrepitude. Enquanto isso, enquanto a transição não se completa, como viver? Como portar-se nesse caos em que se tornou a vida pública? Estar no mundo sem ser do mundo pode ser uma saída, desde que não se caia na misan-

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Estar no mundo, sem ser do mundo

tropia ou na completa esquizofrenia. Imunizar-se espiritualmente, preservar-se e preservar seus valores, sem desconsiderar os alheios e conviver sem alienação ou confrontos inúteis. Essa, certamente, é uma fórmula difícil, mas não impossível de ser aplicada devido aos fortes e permanentes apelos para que nos agreguemos ao todo social sem restrições. O mundo atual espera de cada um a não resistência para que haja a diluição do ego no todo, confundindoo numa massa amorfa e sem vontade própria. É a isso que se chama de sociedade massificada. Ninguém tem mais a sua singularidade, sua autonomia. Porém, apesar das dificuldades, desalienar-se é possível. Evitar a massificação é igualmente possível e mesmo indispensável. A autonomia e a manutenção da individualidade, além da condição de permanecer sujeito da própria história é

possível... desde que se queira, envidando os melhores esforços nessa direção. Nesses momentos, o sentimento do religioso, da religiosidade bem direcionada, sem uma desenfreada corrida atrás de falsos cristos e de falsos profetas, de seitas e crenças que prometem facilidades em nome de um deus mercador, trazem de volta o equilíbrio e a paz possíveis nesse mundo. O uso correto da razão e a boa condução dos sentimentos podem converter-se em força emancipadora do eu, reatandoo a si mesmo e devolvendo ao ser humano sua dignidade perdida nesses séculos de materialismo. Assim será possível estar no mundo sem ser do mundo. Paulo R. Santos Sociólogo e professor universitário prds.k@ig.com.br


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Alimentação vegetariana Alimentação vegetariana não tem nada haver com fanatismo, como muitos erroneamente pensam, os vegetarianos apenas possuem uma filosofia de vida alternativa da maioria e o diferente muita das vezes não é aceito. O que desejo é que cada leitor leve em consideração que a abordagem deste tema poderá acrescentar algo em suas vidas, se estiverem aberto para isto. As novas informações que se adquire, amplia os horizontes e modificam até mesmo o olhar da própria alimentação.

O que é o vegetarianismo? Vegetariano é aquele que elimina completamente o consumo de carne, seja de boi, frango, peixe ou outros frutos do mar, podendo incluir em seu regime, ovos, leite e derivados. O seu nome se origina do latim vegetus que significa “forte”, “vigoroso”, “saudável”. De acordo com o aspecto histórico, alguns povos habitantes da Índia Antiga, há cerca de 5.000 anos, já eram vegetarianos. No ocidente, foi Pitágoras, no século VI a.C., o primeiro divulgador ocidental de uma dieta isenta de carne. Foi na Inglaterra, depois de muitos séculos, que nasceu a primeira Sociedade Ocidental Vegetariana. Estima-se que, em 1880, o número crescente de membros da sociedade era de dois milhares e no final da década existiam 52 restaurantes de comida vegetariana na Inglaterra, sendo a maior parte deles localizados em Londres. Desde então, não só se multiplicaram os partidários deste tipo de regime alimentar como se definiram vários tipos de vegetarianos como: Ovo-lacto-vegetarianos: são os que além dos alimentos de origem vegetal, comem ovos, leite e derivados; Lacto-vegetarianos: incluem alimentos de origem vegetal e leite e derivados na dieta, excluindo dela os ovos; Ovo-vegetarianos: incluem alimentos de origem vegetal e ovos na dieta, excluindo os leite e derivados;

Vegans: consomem alimentos de origem vegetal, excluindo os produtos fabricados a partir de animais abatidos ou resultante da sua exploração em vida; Nós, seres humanos, temos uma tendência a criticar o que difere das concepções nos passadas desde a infância, falo a estes, que os conceitos evoluem juntamente com as novas descobertas da ciência e que hoje, se tiverem dis-

postos, descobrirão que a alimentação vegetariana tem muito a contribuir para a saúde tanto em nível físico quanto energético.

Júnior Valadares

Nutricionista e terapeuta especializado em Tratamentos Naturais jjvaladares@hotmail.com


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A ressignificação de situações conflituosas, permite que as pessoas possam adotar formas mais adaptadas de lidar com a realidade, propiciando novos significados para a compreensão dos fatos, a atribuição de significados disfuncionais são responsáveis pelo grande número de dificuldades enfrentadas pelas pessoas. Todas as pessoas possuem um sistema de crenças que influencia a percepção e afeta as emoções e os comportamentos sobre os mais diversificados acontecimentos cotidianos, portanto, as crenças têm um relevante impacto sobre as pessoas e a maneira de compreenderem o mundo que as cerca, influenciando diretamente na construção do significado. A forma como as pessoas atribuem significado aos acontecimentos, ou seja, a compreensão é moldada pelo sistema de crenças que se desenvolve desde a infância, a medida que a criança convive com pessoas relevantes e que encontra acontecimentos que comprovam suas vivências. As vivências infantis podem se cristalizar constituíndo um sistema de crenças, funcionais ou não, caso as crenças não sejam funcionais podem acarretar

Acervo jornal Águas Claras

NOVOS SIGNIFICADOS E FLEXIBILIDADE PARA LIDAR COM CONFLITOS

problemas, o processo terapêutico atua nas crenças disfuncionais a partir da ressignificação de situações conflituosas, possibilitando formas mais adaptadas das pessoas compreenderem as situações favorecendo a construção de novos significados. A atuação da terapia cognitiva propõe a busca por uma variedade de conceitos e técnicas, para proporcionar a mudança cognitiva duradoura, a flexibilidade e a atribuição de novos significados aos conflitos, favorecendo a superação de dificuldades enfrentadas pelas pessoas.

Clube da Fraternidade O GEEC é uma ONG sem fins lucrativos que visa contribuir em benefício de um mundo melhor. Vários projetos sociais são oferecidos à comunidade como forma de melhorar a sociedade em que vivemos. No entanto, a dificuldade financeira é um fator que inibe nossa ação. Para não encerrar as atividades por falta de recursos foi criado o Clube da Fraternidade. As pessoas que contribuem com qualquer quantia são cadastradas e recebem uma carteirinha de sócio, com a qual podem usufruir de descontos em vários estabelecimentos comerciais. Economia e Solidariedade juntas para o bem de todos.

Maria Aparecida Reis Carvalho Psicóloga do ISTS cidinhapsii@yahoo.com.br

Seja sócio do Clube da Fraternidade!

(37) 3222-7644

Descontos no GEEC para sócios do Clube da Fraternidade Manutenção de informática e telecomunicações Cursos de Informática Terapias Naturais Atendimento Homeopatia Diagnostico TDAH Isenção da anuidade da Mídiateca Cultural Venda de livros na livraria do GEEC.

20% 10% 10% 100% 60% 100% 10%

Relação dos conveniados do Clube da Fraternidade. Nome

Telefone

Atividade

José Hirton Xavier 3216-1280 Advogado Willian Guimarães Madeira 3222-6622 Dentista Ronara Machado Santos 3221-4737 Dentista Margarida Maria G. Campos 3221-0298 Dentista Drogaria da Saúde 3212-3300 Farmácia Pizzaria La Piu Bella 3216-3008 Pizzaria Max Shop variedades Kelli Nascimento 3212-2434 Nutricionista Letícia Marques 3213-0294 Psicóloga Cristiane Rocha Veloso 9947-5057 Nutricionista Angélica Silveira Lima 9937-4096 Nutricionista

Percentual de Desconto 10% Sobre a tabela da OAB 20% Tratamento estética, manutenção de aparelhos ortodônticos e ortopédicos com base na tabela da ABO 30% Com base na tabela da ABO.25% Prótese com base na tabela ABO. 20% Com base na tabela da ABO.15% Prótese com base na tabela da ABO. 90% Nos medicamentos da Farmácia Popular.20% Nos medicamentos genéricos.15% Nos medicamentos similares. 10% No consumo. 5% em produtos que não estejam em promoção. 25% em dietas e cardápios. 50% em atendimentos. 25% em atendimentos nutricionais. 25% em consultas nutricionais.


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Parábola Comentada

Parábola dos dois Filhos “Um homem tinha dois filhos: chegando o primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele respondeu: Irei, senhor; e não foi. E chegando o segundo, disse-lhe o mesmo. Porém, este respondeu: Não quero; mais tarde, tocado de arrependimento, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Responderam eles: o segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entrarão primeiro que vós no Reino de Deus.” Jesus, Mateus XXI, 28-31

Para entendermos os significados das palavras de Jesus vamos ver os elementos presentes nesta parábola. A) Objetos: Vinha: É a vida, o mundo. É o campo de trabalho do ser humano. É a terra que foi semeada por nós mesmos, onde colhemos os frutos das sementes que plantamos. O Reino de Deus: Possui diversas interpretações. Seja qual for a interpretação é o objetivo que Jesus nos apresenta. É o alvo que devemos alcançar. É a felicidade. A paz. Segundo Jesus, está dentro de nós. Para o Espiritismo, a felicidade só é alcançada com a evolução intelecto-moral. Todos a alcançaremos, mais cedo ou mais tarde. Todos os ensinos de Jesus visam nos ajudar a alcançá-lo, ou seja, ensinar o caminho para a nossa evolução espiritual. Jesus aqui prefere chamar este objetivo de Reino de Deus, ao invés de Reino dos Céus. Pode ser que queira representar gradações existentes entre um e outro. b)Ações: Tinha dois filhos: Ter, neste contexto significa ter gerado, ter criado. Está no passado significando que a criação de espíritos iniciou-se há muito tempo. O numeral dois vem significar a diversidade e a diferenciação das criaturas que segundo a liberdade traçam seus próprios caminhos.

Chegando o primeiro, chegando o segundo: Enfatizando esta diferença, Jesus demonstra que nem todos chegam ao mesmo tempo. Chegar pode significar alcançar o reino da humanidade, a consciência de si, mas pode também significar, já na fase da humanidade, alcançar a consciência de Deus e do sentido da vida humana, ou seja, a maturidade espiritual. Vai trabalhar hoje: É o pedido da consciência, voz de Deus em nós, quando despertamos para o sentido da vida humana. Trabalhar na vinha significa por em movimento o amor no mundo. É a caridade e a solidariedade. Hoje é já, imediatamente. Irei, senhor, e não foi: O ato de falar, pregar e não praticar. A contradição, a incoerência, a falsidade e mentira. Quem pensa enganar os outros, a sociedade e em verdade engana a si mesmo. Não quero; mais tarde, tocado de arrependimento, foi. Expressa na fala, com sinceridade e coerência, sua vontade – não quero. Porém com o passar do tempo se conscientiza da importância do pedido do pai e o obedece, faz a vontade do pai, ou seja, vai trabalhar na vinha. c)Sujeito: Filhos: nós. Eu e você. O primeiro representando aqueles que professam e não praticam e o segundo aqueles que não professam, mas que mais tarde, no momento certo, irão praticar também a vontade do pai.

Publicanos e as meretrizes: Representam aqueles que são marginalizados e discriminados no mundo, aqueles que são considerados pecadores. Pai: Deus bom, soberanamente justo e perfeito em todas as perfeições e criador de todas as coisas. Resumindo, a parábola ficaria assim: Deus criou todos iguais. O caminho da evolução de cada ser é diferente. Quando as criaturas a alcançam maturidade espiritual, Deus pede que vivam e que exemplifiquem o amor no mundo. Alguns pregam o amor, mas não o vivem. Outros inicialmente dizem que não viverão no amor, porém acabam praticando-o. Em verdade, são estes que realmente vivem o amor que chegarão primeiro a felicidade e não aqueles que somente pensam e falam. Muitas vezes aqueles que são marginalizados e discriminados no mundo praticam mais a vontade de Deus que aqueles que a pregam. Jomar Teodoro Gontijo

Mestre em Educação e diretor de ensino do IEEP jomar@geec.org.br


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Contextualizando o Espiristismo

Notas e Notícias

Refletir é Preciso

tismo, o livre arbítrio; ‘dogmas” inexistem dentro da Doutrina, pois significam conceitos fechados que não podem ser questionados, o Espiritismo adota Princípios que os fundamentam que podem e devem ser analisados, estudados para serem aceitos através da compreensão dos mesmos; “justificação pela fé”, para a Doutrina não basta ter fé, é necessário a materialização da fé pela ação efetiva, são as obras originadas pelo amor que produzem a volução, assim afirma que “fora da caridade (ação amorosa) não há evolução”; “sagrado”, não existem livros sagrados, escritos por Deus, existem sim os referenciais dos Evangelhos, da Codificação elaborada por Kardec e as obras subsidiarias que ampliam o conhecimento espírita. Da mesma forma, se faz necessária a reflexão sobre como é a convivência do espírita com os valores culturais que estruturam a sociedade capitalista que prioriza a aparência, a forma, o rótulo, o ter, possuir, a materialidade, se existe um esforço para compreender e vivenciar no cotidiano, apesar das dificuldades, os valores que o Espiritismo foca sempre que são: a essência, o conteúdo, a sinceridade, a moral (comportamento e atitude éticos), a transcendência, enfim, todos os valores espirituais que são perenes e universais. Independem da cultura, do tempo, espaço, crença ou etnia. Refletir é preciso! Renovar permanentemente é preciso! Certamente todo espírita constata estas afirmações escritas na Lei Natural do Progresso que propicia a evolução universal. Maria José

É diretora institucional do GEEC e membro do Grupo de Contextualização Espírita mariajose@geec.org.br Acervo jornal Águas Claras

O Espiritismo é estruturado num conjunto de conhecimentos que atuam como instrumentos de orientação para auxiliar na evolução das pessoas e pode identificar alguns fatores que estão efetivamente dificultando esta ação. Para isso é necessário que cada pessoa faça uma reflexão muito séria e profunda para avaliar sobre determinados aspectos do cotidiano que, repetidos continuamente, dia após dia, são automatizados e passam a fazer parte dela, sem que ela mesma perceba o quanto eles influenciam o seu pensamento e comportamento, refletindo os seus sentimentos e posturas. Aí reside a necessidade de uma reflexão que conduza a uma conscientização de como está o seu processo de auto-atualização. Vivenciar uma falsa ideologia espírita é como usar óculos coloridos para modificar a realidade. Assim, quando houver disposição de buscar através da razão, da lógica e utilizando a massa crítica no alcance possível de cada um, poderá surgir a oportunidade de .alargar um pouco mais o horizonte cultural e o do conhecimento. Surge, então o questionamento: como ser espírita e temer o conhecimento que soma, que torna mais compreensível a Codificação, que esclarece conceitos arcaicos que não se coadunam com o entendimento dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita? No contexto atual se faz necessário a análise e reflexão acerca do uso de alguns conceitos dentro do Movimento Espírita que sofrem interpretações equivocadas como: “salvação” que é uma palavra muito usada, mas não deve ser interpretada no mesmo sentido que as outras religiões lhes dão, porque o Espiritismo não adota a idéia salvacionista e sim da Evolução; “carma”, “predestinação”, muitas vezes usadas indevidamente para explicar a lei de causa e efeito, mas contraria frontalmente um dos princípios fundamentais do Espiri-

IPENCEE vira IEEP e anuncia novos cursos Na última reunião do Conselho Diretor do IPENCEE – Instituto de Pesquisa e Ensino da Cultura Espírita e Ética o nome do Instituto foi alterado para IEEP – Instituto Espírita de Ensino e Pesquisa, de forma que o nome seja mais coerente com os objetivos regimentais.

Grupo de Estudo do livro “Nosso Lar” Oferecimento: IEEP – Instituto Espírita de Ensino e Pesquisa Coordenação: Alexandre Mol Início: Dia 14/09/2009Horário: De19h30min às 20h45min. Entrada Franca Curso de Extensão Introdução ao Estudo de Ética Oferecimento: IEEP – Instituto Espírita de Ensino e Pesquisa Coordenação: Prof. Jomar Teodoro Gontijo, Mestre em Educação (UEMG) e Especialista em Ética (PUCCAMP) Turma: 20 Alunos Início: Com a formação da turma Horário: Sábado à tarde. Duração: 3 meses (10 sábados) Investimento: 3 X R$40,00 Certificado de Extensão Universitária com 40h/s aula. Interessados devem deixar o nome e telefone no GEEC pelo telefone (37)3222 7644 ou pelo email geec@geec.org.br Mais Informações: (37) 84251055 O Grupo de Contextualização Espírita se reúne todas as segundas-feiras, das 19 às 21 horas, no GEEC, e está aberto a todos. Informações: (37) 3222-7644. Estão abertas as inscrições para o Curso Básico de Espiritismo. Início em 17de setembro de 19h45min às 21h no CEPE: Rua Duarte 560 - Planalto. Inscreva-se pelo e-mail jcamaral@oi.com.br ou telefone (37) 3222 8659/8829 4109. Apenas 30 vagas!


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Clube do Livro Espírita Setembro Doutrinário Ações Corajosas para Viver em Paz Autor(es): J. Raul Teixeira e Maria Benedita Editora: FRATER Variados e especiais valores da existência humana são apresentados nesta valorosa obra. Benedita Maria, Espírito homenageado no além como a “Alma do Bem”, por sua dedicação e amor ao próximo, conduz à reflexão por meio de um texto de profundo conteúdo e beleza. Temas importantes e oportunos são abordados: a posição frente ao uso dos progressos tecnológicos; o lar e a importância dos filhos; a grandeza da mulher e a sua função de mãe; as consequências dos vícios e das virtudes. ROMANCE

ALMAS APRISIONADAS Autor: Renato Modesto, Amadeu Editorial Lúmen Desde a primeira vez que seus olhos se encontraram, Heloisa e Gabriel sentiram os corações baterem mais forte. No Brasil imperial do final do séc. XIX predominava o jogo de interesses, a falsidade da alta corte, as amizades de conveniência e os casamentos arranjados. Heloisa, uma jovem pura e digna representante dos Albuquerque de Sá, estava comprometida para Otaviano, um jovem ambicioso e herdeiro dos Moura Ferraz. No entanto, Heloisa era uma mulher diferente. Abolicionista, de personalidade forte, ela não mediria esforços para ser fiel aos seus sentimentos, lutaria por Gabriel, um humilde professor de origem espanhola, sempre defensor dos mais fracos. Começa um envolvente enredo de traições, rapto e humilhações, planos arquitetados pela mente de Otaviano, que jamais aceitaria perder a doce Heloisa. Quem vencerá esta batalha de amor? INFANTIL

O Gatinho Mimoso Autor: Gladis Pedersen Editora: Fergs O Gatinho Mimoso é uma história educativa, que desenvolve o tema alimentação. Através de belas ilustrações coloridas e linguagem simples, alerta para os problemas conseqüentes da gula e a importância de estar bem comendo só o necessário.

CLUBE DO LIVRO ESPÍRITA PARA EDUCADORES E EVANGELIZADORAS O GEEC informa a mais nova opção do Clube do Livro. Voltado para educadores em geral, o Clube possui diversos títulos que acrescentam e auxiliam na contribuição do desenvolvimento das crianças e dos jovens. Ligue e faça parte: (37) 3222-7644.

Atendimento Fraterno Sou uma pessoa que facilmente mudo de humor,irritabilidade aguçada, problemas financeiros,tristeza,desânimo... D.

temos de nos conscientizar de mudar nossas atitudes sempre para melhor. Se você puder procure um grupo de apoio ou um terapeuta para lhe ajudar a resolver o que lhe aflige. Seja feliz fazendo os outros felizes!

As nossas ações determinam as nossas companhias espirituais. Se quisermos ter a ajuda dos bons amigos espirituais devemos atraí-los pelas nossas preces, pelas nossas ações de solidariedade, pela prática da caridade, pelo amor ao próximo. Não podemos nos queixar quando só agimos em função de atrair os espíritos malévolos. Nada dá certo mesmo, pois as nossas energias são reconhecidas por todos, mesmo que seja por intuições, e então os bons se afastam de nós e nos deixam à nossa própria sorte.Por isso

Abraço,

José Amaral Bacharel em Filosofia, palestrista e escritor

Participe dessa sessão! Envie sua pergunta para oessencial@geec.org.br

PROMOÇÃO: LIVROS A R$12,00 CADA

A Feira dos Casamentos

Uma Vida Excepcional

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Autor: J. W. Rochester, Wera Krijanowskaia e Hermínio Miranda Editora: Correio Fraterno Gênero: Romance

Autor: Sérgio Chimatti Martins, Amílcar Queiroz Editora: Mundo Maior Gênero: Atualização

Editora: Aliança Autor: Léa Caruso/Maurice Gênero: Romance

A história é desenvolvida de forma tranquila e serena, trazendo detalhes de suporte espiritual aos internos das Casas André Luiz, bem como a outros espíritos de outros lugares.

Os conflitos de uma jovem, preparada por sua mãe para integrar a corte de um rei.

Intrigas e traições delineiam a história de sedução e interesse dos casamentos aristocráticos russos, onde personagens buscam riqueza e poder. Perdas e ganhos de fortunas misturam-se a lutas pessoais de superação, enquanto a ética cristã permeia valores, apazigua ódios e transforma orgulhos feridos.

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Programa Projeto Futuro Setembro - 2009 Dia 05/09/2009 – Tema – Pinga Fogo com Vicente Cardoso. Aquelas perguntas de ouvintes que não foram respondidas, porque o nosso tempo é pouco, serão respondidas neste programa. Aproveite e faça sua pergunta, por que este programa é feito somente para tirar a suas dúvidas! Dia 12/09/2009 – Tema – Nova Era, Novos Rumos, com Jesuíno. Não há dúvida de que estamos atravessando uma nova era na humanidade, há grandes transformações no planeta terra, em todos os sentidos, nas religiões, na economia, na política, na ciência e outros. Há um conflito de gerações, idéias novas se conflitando com idéias conservadoras. Como devemos nos comportar diante dessas mudanças? Será que todas essas transformações serão para melhor ou para pior? Ouça este programa e tire suas conclusões! Dia 19/09/2009 – Tema – A missão de cada um na terra, com Sônia Maria. Será que todos nós temos uma missão ou um objetivo a cumprir na terra? Essa missão ou esse objetivo seria imposto a nós ou nós mesmos é que planejamos essa missão? Por que uns vivem tão pouco e outros vivem mais? Será que os que viveram pouco também tiveram a sua missão? Não percam este programa! Dia 26/09/2009 – Tema – Capítulo XXll do Evangelho Segundo o Espiritismo: Não separeis o que Deus Juntou, com Equipe do GEEC. O que é realmente o casamento? É apenas a união de um homem e uma mulher perante o Estado ou vai além disso? Um casal que se separa, ouve realmente casamento perante Deus? Um casamento é planejado antes no mundo espiritual ou acontece simplesmente ao acaso? Este programa vai esclarecer muitas Dúvidas! ,

Todos os sábados, das 10 às 11 horas. Rádio Minas AM, 1.140 Khtz. Radio Minas 99.3 FM Pela Internet: www.projetofuturo.radio.br

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Opinião Espírita

A RAÇA ADÂMICA Segundo algumas interpretações da Genêse bíblica, o gênero humano teria surgido na terra aproximadamente 6 mil anos, ou seja 2 mil anos antes do Cristo com o advento de Adão e Eva. A ciência nos mostra a rigorosa lógica dos fatos através dos estudos geológicos e abservações antropológicas bastantes elucidativas de que o gênero humano há milhares de anos anos já existia sobre a terra. Sem falar da cronologia chinesa, que remonta , dizem há 30 mil anos. Documentos mais autênticos nos provam que o Egito, a Índia e outros países já eram povos e floresciam há milhares de anos antes da era cristã, portanto, depois da criação do primeiro homem, segundo a cronologia bíblica. A impossibilidade desta interpretação se torna evidente desde que se admita, como está na Gênese bíblica, que o dilúvio teria destruido todo o gênero humano, com excessão de Noé e sua família, no ano de 1656 do mundo, ou seja, 2.348 anos antes da encarnação do Cristo na Terra. A partir daquele patriarca é que dataria o povoamento da terra. Ora, quando os hebreus se estabeleceram no Egito, 612 anos após o dilúvio, o Egito era um numeroso império, que teria se povoado, sem falar em outros impérios, em menos de seis séculos, só pelos descendentes de Noé, o que é pelas leis naturais de reprodução e matemáticas seria impossível. A raça Adâmica, de acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações de colônias de Espíritos oriundas de outras esferas, que deu origem a raça simbolizada na pessoa de Adão, essa razão de ser chamada de raça adâmica. Quando ela aqui chegou , a terra já estava povoada desde tempos imemoriais”. Mais adiantada do que as que tinham precedido neste planeta, a raça adâmica é, com efeito, a mais inteligente, a que impeliu ao progresso todas as outras que aqui já estavam. O Espiritismo assim, nos esclarece que estes Espíritos

Reunião da família Aos sábados, a partir das 16h30, no Centro Espírita “Estudantes do Evangelho” Rua Rio Grande do Sul, 270 Centro - Divinópolis

eram mais aptos para as artes, ciências, indústrias, sem que houvessem passado pela infância espiritual, que já tinham progredido bastante do ponto de vista do intelecto. São as chamandas emigrações e imigrações de Espíritos, que acontecem em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações se operam por massas de Espíritos mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções as ocasionam. Tudo está dentro das leis naturais, da magnífica obra da criação divina. Lembremo-nos que os mundos são solidários entre sí, que na natureza tudo se encadeia de forma justa e harmoniosa; que o Amor é a força que impera em todo o universo, desde a atração da matéria inorgânica. O Amor, é a lei de atração para os Espíritos, em busca da evolução plena e ascencional ao Criador. Alexandre Mol Administrador e diretor de Extensão do IEEC alexmolbessa@gmail.com


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GEEC EM FOTOS

Marol, Jomar, Romeu, Jaine e Lazinho na tenda do GEEC na Festa de Reinado de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário dia 23 de agosto.

Nágila Soares palestra sobre a presentificação e o exercício mediúnico dia 30 no Centro Espírita Estudantes do Evangelho.

Ana Carolina, Lázaro Bueno, Francisco, Edilene, Jomar e Paulo Ramos compõe a equipe do projeto Verde Centenário em reunião no GEEC dia 27 de agosto.

Equipe GEEC comemora o aniversário de Jomar dia 06.

Simão Pedro palestra sobre “O Espiritismo e sua contribuição na trajetória evolutiva do ser” dia 29 no Centro Espírita “Casa Maria de Nazaré”.

O cinegrafista e editor Adriano Reis apresenta curta metragem para alunos do Inclusão Jovem dia 20 de agosto. Integrantes das equipes vencedoras da Gincana Pró Adolescente 2009 em momento de descontração dia 29 de agosto.

o essencial 8 ed.  

oitava edição do essencial