Issuu on Google+

Crianças, televisão e a necessidade da supervisão dos pais. Pág: 11 Informativo do GEEC Julho de 2009 - 6ª Edição

A importância do amor às crianças. Pág: 05 Entrevista: Roberta Machado fala sobre Cultura e Produção em Divinópolis. Pág: 06 Os Mitos alimentares desvendados. Pág: 10


pág. 02

Julho de 2009

Opinião

Editorial Cultura. Uma das palavras mais profícuas que existe. Se o Universo é a criação divina a cultura é o universo humano. Se a terra habita o homem, a cultura é o mundo do espírito. O homem se torna Deus, co-criador do universo cultural a que pertence. Pertence a cultura tudo que é humano, seus objetos de uso diário, as roupas, os produtos artesanais e industrializados, as artes, em todas as linguagens, a ciência e a Filosofia, as línguas, a moral, as religiões, crenças e crendices, os costumes e as leis, os hábitos e as tradições. O Essencial deste mês anuncia e enfatiza a cultura como espaço privilegiado de manifestação da alteridade e diversidade, onde o essencial humano se manifesta e se realiza. Num mundo onde os valores do consumismo, do materialismo e da superficialidade parecem reinar sob o controle das mídias de massa, O Essencial ergue uma bandeira de resistência em nome da liberdade e da diversidade, do respeito e da alteridade. É necessário e urgente que apoiemos as artes porque elas são as portas pelas quais pode-se visualizar o melhor do homem, o além dos sistemas e da razão opressora, serva do egoísmo e do orgulho. É necessário e urgente que superemos a alienação que a mídia de massa nos impõe, fazendo com que se perca o sentido do trabalho, do lazer e da própria vida. Além destas reflexões este número traz uma nova diagramação e novos colaboradores. O Essencial se torna cada vez mais um informativo com espaço aberto para novas idéias, tendências sociais e cultura. Boa leitura.

Mirante São muitos os temas polêmicos sobre os quais qualquer pessoa pode ter pelo menos uma opinião, um parecer ou um ponto de vista. Eutanásia, pena de morte, planejamento familiar e controle de natalidade, aborto e mais recentemente os temas ligados à clonagem, transgênicos e o uso de célulastronco embrionárias para fins terapêuticos e de pesquisa. Ter pontos de vista é um direito de qualquer pessoa. Afinal, mesmo sem informações adequadas ou suficientes, precisamos nos manifestar diante dos muitos dilemas da vida atual. O problema se torna grave quando pontos de vista são apresentados como posicionamentos indiscutíveis e inquestionáveis; particularmente quando envolvem premissas religiosas. Nesse campo, o espiritismo não é exceção. “Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos”, ensina a antropologia. Os condicionamentos culturais, as tradições e costumes, influências do meio e outras tantas coisas subjetivas e invisíveis aos olhos, apresentam-se nos debates acalorados sobre as questões acima apresentadas. A falta de informações suficientes, de uma mentalidade aberta ao novo e ao outro, com as argumentações e ponderações necessárias frente às novas realidades, levam os conflitos verbais para os confrontos ideológicos de longa duração. Vivemos uma perigosa fase histórica, quando uma verdadeira crise de ética e de racionalidade se espalha pelo planeta. O chamado bom senso virou figura de retórica e está geralmente ausente de muitos debates, seja pela incapacidade do diálogo aberto e respeitoso, seja pelo não reconhecimento da existência do “outro”, com suas singularidades e motivações. Cada um se fecha em sua “província de significados” e atribui o sentido que lhe parece melhor a cada situação de modo radical e conclusivo, o que inviabiliza a realização da conciliação em favor de todos, independentemente de crença ou crendice. O núcleo de todo debate saudável na atualidade, talvez esteja na realização da dignidade humana. Porém, não apenas do humano como ser biológico e psicológico, mas e – principalmente - como ser espiritual. Nesse sentido, qualquer debate que não considere as razões e motivações alheias se torna esquizofrênico, fundamentalista e, consequentemente, improdutivo. Quando pensamos o ser humano, não

podemos pensá-lo como sendo espírita, evangélico, católico, umbandista, muçulmano ou budista. Essas questões são circunstanciais, portanto, passageiras. Fazem parte de um período de aprendizado nessa ou naquela corrente de pensamento. A circunstância deve ser levada em conta, mas para atingir resultados mais duradouros em debates tão polêmicos, uma abertura mínima às razões alheias se torna indispensável. Essa argumentação não visa buscar algum tipo de nivelamento, impossível no atual estágio evolutivo da humanidade. Cada um está onde deve, para aprender mais e exercitar o que já sabe. Porém, todo reducionismo deve ser evitado, mesmo que nunca totalmente eliminado dos debates. O espiritismo tem explicações e argumentos sobre os temas mais polêmicos da atualidade. Porém, os espíritas devem manter-se abertos aos argumentos alheios; às razões e motivações alheias, sob pena de assumirem posturas de discutível superioridade, resvalando para os mesmos perigos fundamentalistas de outras crenças. Apesar de tudo, temos avançado em vários campos do conhecimento. Os pontos de vista iniciais, sob o estímulo dos debates se tornam argumentos que conduzem a mudanças, revisões e reformulações, favorecendo um provisório nivelamento um ponto acima do anterior. Paulo R. Santos Sociólogo e professor universitário prds.k@oi.com.br

Expediente: O informativo O Essencial é instrumento de divulgação do GEEG - Grupo Educação, Ética e Cidadania, localizado a Rua Cel. João Notini, nº800. É um informativo anti-sectário, voltado para uma sociedade solidária e fraterna, com vistas à transformação social do novo milênio. O conteúdo dos artigos é de responsabilidade de seus autores. Projeto Gráfico: Alexandre Carlos e Marol Lopes. Tiragem: 2.000 exemplares - Distribuição Gratuita - Contato: geec@geec.org.br


Julho de 2009

pág. 03

Meio Ambiente

Utilidade pública

Teoria da Ressonância Schumann Falso Sequestro “O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamarse Ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da Ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde. Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz p/segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann. Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários com catástrofes terríveis, ora esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra. Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente en-

tre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formam uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann. Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.” (autor - Leonardo Boff em http://soubem.forumais.com/assuntosf1/ressonncia-schumann-t46.htm) Freqüência alterada Uma vez generalizado o caos, devastadas as matas, poluídas as fontes, demarcadas as fronteiras concedidas ou não as outorgas, o uso civil dos recursos fica atrelado a instituições e ou a interesses de grupos / tribos / seitas / partidos. Compete aos promotores do caos retroagir para o equilíbrio.

Informamos o modus operandi utilizado para aplicação de diversos golpes, principalmente o do FALSO SEQUESTRO: Determinados elementos posicionam-se, dentro de Shoppings Centers (em todos os Estados brasileiros), próximos às entradas dos cinemas fazendo uma suposta pesquisa com os jovens (sobre algo “interessante”, como cinema, TV, um novo filme a ser lançado, para atraí-los). Pegam então o nome, o número dos telefones (fixo, residencial e celular), endereço e algumas características do (a) entrevistado (a), como: a roupa que estava trajando, a cor dos cabelos, etc. Depois que os entrevistados entram no cinema, eles (os entrevistadores) esperam alguns minutos e ligam parao celular anotado, para verificar se o aparelho está desligado. Caso positivo, ligam para a residência daquela pessoa. Com as anotações em mãos, o bandido diz o nome completo do entrevistado (filho, neto, sobrinho, etc.), as características físicas (estatura, cor do cabelo, cor dos olhos, etc.), as roupas que estão usando e ainda sugere que, em caso de dúvida, o familiar tente fazer contato com o parente (vítima), informando nesta hora o número do celular e dizendo ser esta uma tentativa inútil, pois o aparelho estará desligado. Com tanta informação, o familiar que recebe o telefonema fica totalmente desestruturado. Como um filme ou uma peça teatral dura em média umas duas horas, o contato com a suposta “vítima” demoraria muito pra ser feito. Diante da presunção de verdade que essa conjuntura pode gerar, os familiares contatados ficam extremamente vulneráveis à aplicação de vários golpes, principalmente o do “Falso Seqüestro”.

Lázarro Bueno Ativista do meio ambiente e editor do Jornal Águas Claras jornalaguasclaras@hotmail.com

Gilmar Alves Barbosa Advogado e Assessor Júrídico do GEEC gilmaralves@adv.oabmg.org.br


pág. 04

Julho de 2009

Falando de música ll “... não atireis pérolas aos porcos...” (Mateus, 7:6). Aos tempos de Jesus os porcos viviam em meio à lama, na imundície, sendo desprezível a sua condição entre os animais. Porém, quando Jesus referiu-se ao povo como tal, não quis diminuir o seu valor como gente, apenas observou que o homem está, cada um, no seu degrau, na escada da evolução, e que não seria justo oferecer a mensagem cristã àqueles que ainda não seriam capazes de entendê-la. Acontece com a música. Existem músicas que também não chegam aos ouvidos menos sensíveis. Existem músicas que não conseguem lotar uma sala de cento e poucos lugares, no entanto existem outras que enchem uma arena com mais de quarenta mil pessoas. Vocês já se perguntaram por quê? Beethoven, Mozart, Bach, Vivaldi, os maiores músicos que já passaram pelo nosso planeta, não se escuta mais. Não se ouve em rádios, não se vê nas tevês, e também não dispensamos a eles um mínimo momento de nossas raríssimas meditações. Mas, prestem atenção, não é porque sua música ficou pra trás ou ultrapassada. Realmente elas distanciaram. Por quê? Aqui vai uma dica: prestem atenção na música desses caras. Ouçam as “Quatro Estações”, de Vivaldi. No começo de cada uma dessas estações do ano, ouçam a faixa correspondente e sintam o que Vivaldi sen-

tiu ao compô-las. Voltando a Zé Rodrix, que compunha com Sá e Guarabyra, um dos maiores e melhores momentos da nossa música popular, vale à pena investigar e conhecer o seu trabalho. Ouçam, ainda do tempo do vinil, o álbum “Passado, Presente & Futuro” (1972). O álbum que inaugura o chamado rock rural que mistura de folk com rock e a música caipira com canções que são verdadeiras viagens descritas em poesias simples e de exaltação à liberdade, quando o momento era de repressão, pela Ditadura Militar. Vale à pena buscar as várias opções de conhecer melhor o trio através da internet (Youtube e outros). Divulgação: Aproveito para divulgar que no dia 4 de julho, às 21 horas, no Babilônia (casa de shows) estaremos, juntamente com Renato Saldanha (guitarra), Vagner Faria (baixo), Rodrigo Rios (bateria) e Eu (violão e voz) lançando a banda “Quatro por Quatro”, fazendo um “Tributo a Zé Rodrix”. Além da música desses caras, mostraremos algumas de nossas próprias composições. Neste show contaremos com a participação especialíssima de Túlio Mourão (teclados). Contato para reservas de mesas: 9199 0813 Pois é...

(Roberta). MÚSICOS DAQUI FAZENDO BONITO LÁ Um abraço para Vagner Faria, baixista, integrante da banda Quatro por Quatro, professor de baixo e violão na CCM, divinopolitano que venceu o prêmio “Música Instrumental 2009” pelo BDMG Cultural, em Belo Horizonte. Um beijo para Violeta Campos, filha de Jairo Lara (músico, também divinopolitano, ex-integrante do AdCanto) que se apresentou dia 14 passado, ao lado de Sílvia Negrão (irmã de nossa querida Valéria Negrão), no Cantoras Daqui, pelo BDMG, no Teatro da Biblioteca (BH), interpretando Dorival Caymmi, com arranjos e direção de Túlio Mourão. Agenda: Gê Lara e banda, no show “Alma de Músico” e Uirapuru Canto Livre no Festival de Inverno de Itapecerica, em julho.

Gê Lara Cantor, compositor e coordenador do Uirapuru Canto Livre. gelara@yahoo.com.br


pág. 05

Julho de 2009

Literatura

Para ler em voz alta Um dos grandes lançamentos literários deste ano no Brasil, sem dúvidas, foi este pequeno romance do alemão Bernhard Schilink, ‘O leitor’, que já chegou famoso as prateleiras devido ao estrondoso sucesso do filme homônimo baseado na sua história. Singelo mas forte, curto mas denso conta uma história de amor: Michael, um jovem de quinze anos conhece Hanna, 21 anos mais velha. A leitura de Tolstói, Dieckens e Goethe precede seus encontros amorosos até o desaparecimento súbito de Hanna. Sete anos depois, Michael, estudante de Direito, é convidado a assistir um julgamento contra criminosos do regime nazista. Uma das acusadas é Hanna. Ela guarda um segredo que pode salva-la ou condená-la a morte. Ele desconfia de toda a verdade mas teme pela reação de Hanna caso conte o que sabe. O livro, que pode ser lido superficialmente como uma boa e apaixonante história, tornase muito intrigante se analisado sob as luzes da ética e da moral. Conflitos de gerações, a complexidade da natureza humana, a culpa e o dever de agir frente à injustiça são temas abordados com delicadeza pelo autor que é professor e Juiz de Direito. Portanto, o mais tocante d’O leitor, acima do romance e do julgamento é o fato de, assistindo de forma privilegiada a toda a história, termos a oportunidade de concluirmos sobre a inexistência do caminho certo entre os vários que a vida nos apresenta, tão somente existindo as conseqüências das ações por nós escolhidas. Leia e apaixone-se! Daniel Bicalho Livreiro da Boutique do Livro boutiquedolivro@hotmail.com

Um pensar sobre

O amor às crianças Deveria ser óbvio, mas não é para muitos: para se pensar em colocar um filho no mundo ou para se escolher uma carreira na Educação, a primeira condição deveria ser a de amar as crianças. É verdade que todo ser humano deveria gostar de crianças, pois a afeição à descendência, a ternura despertada pela graça infantil, o instinto de proteção diante de sua fragilidade, são coisas naturais inerentes à espécie humana. No entanto, o homem tem a liberdade e a capacidade de contrariar até os seus instintos mais básicos, pelo menos temporariamente. E há muitos que não suportam crianças. A característica básica da maioria dos inimigos de criança é o egoísmo feroz. A criança pede sempre cuidado, atenção. Uma criança, na vida do adulto, modifica-lhe os hábitos, requer que ele renuncie a alguns de seus prazeres e desejo de uma grande parte do seu tempo. Dá trabalho. E há gente que se encerra num egocentrismo tão doentio que não pode sequer pensar em doar algo de si em favor de um ser que dele dependa. Outro aspecto de tais personalidades é geralmente uma falta de sensibilidade e de sentimento, que pode raiar pelo extremo da crueldade e da dureza. Pois quem não é capaz de se comover diante de um rostinho sorridente, quem não é capaz de apreciar a ternura e a sinceridade infantil revela um enorme atraso em sua evolução moral. Incluem-se nesse rol todos aqueles que não conseguem respeitar uma criança, exercendo violências inomináveis contra os próprios filhos ou contra os filhos alheios. Infelizmente, o estágio evolutivo do nosso planeta é ainda tão deficitário, que muitos Espíritos se encontram ainda nesse ponto de atraso e degeneração. Basta ver as barbaridades praticadas contra as crianças nas guerras e, mesmo no cotidiano, o número de estupros, seviciações, rapto e assassinato de menores. Mas entre esse extremo brutal e o verdadeiro amor às crianças, há enorme gradação. A maioria das pessoas sente uma inclinação natural pela infância, demonstra algum enternecimento diante da graça infantil. É o começo, mas não basta, pois a ternura inicial não exclui atitudes egoísticas. Uma manifestação de desamor às crianças, constante mesmo entre aqueles que afirmam e até demonstram gostar delas, é considerálas como um estorvo. Elas atrapalham a ordenação do ambiente, fazem barulho, têm necessidade de se movimentar, de correr, são perguntadeiras, pedem atenção, querem o nosso tempo... São uma perturbação na rotina, nos afazeres, na vida do adulto. A tendência é a chamada imposição de “limi-

tes” — muito citada por pedagogos atuais, que na realidade não passa de uma tentativa de estabelecer regras para que a criança não atrapalhe e deixe o maior usufruto possível do espaço e do tempo para o adulto. O objetivo implícito é fazer a criança ver que ela tem de se conformar a ser uma pessoa secundária, uma natureza violentada, para se adequar ao mundo egoístico do adulto. O amor pleno à criança é, acima de tudo, ter tempo para ela, aceitá-la como criança, dar-lhe inteira atenção e devotamento, não excluí-la nunca de nossa vida, fazendo-a ver que em qualquer tempo, ela pode estar presente. Além de aceitação de sua natureza infantil, amá-la significa enxergá-la como uma pessoa inteira, digna de respeito, com dignidade humana, liberdade de opinião e necessidade de afeto. Quanto aos que se dedicam profissionalmente à Educação, é preciso que tenham uma grande paixão por crianças e especial prazer em estar com elas. Nenhuma escolha profissional deve ser fruto do acaso e da indiferença, menos ainda a tarefa da educação. Ela deve brotar em primeiro lugar de um grande amor à criança e à humanidade em geral. Quem não se sinta à vontade, alegre e satisfeito com um bando de crianças correndo e gritando à sua volta, que as deixe em paz e procure outra atividade, para não se tornar rabugento, tirânico e frustrado. Dora Incontri (Texto extraído do livro “A Educação Segundo o Espiritismo”) Este livro está à venda na Livraria do GEEC por 35,00. Ligue no 3222-7644 e peça o seu exemplar. Entregamos na sua casa.


pág. 06

Julho de 2009

Entrevista do mês

Roberta Machado Santos Há mais 20 anos no meio cultural, ela é referência na área. 41 anos, casada, uma filha. O Essencial: Como você iniciou nessa área? RM: Desde muito nova sempre tive grande ligação com a música. Participava de corais e sempre assistia a peças teatrais e shows. Comecei trabalhando como assistente de produção local para grupos que vinham se apresentar em Divinópolis e daí, foi um pulo para a produção executiva. Tive uma grande experiência trabalhando em uma produtora de BH (ARTBHZ) atuando diretamente com vários grupos/artistas como: Grupo Galpão, Cia SeráQuê, Armatrux, Burlantis, Ponto de Partida, Zeca Baleiro, Ney Matogrosso, Cidade Negra, Skank, Milton Nascimento, Capital Inicial, Zé Ramalho, UAKTI, Tizumba, Vander Lee, entre outros, além de projetos sócio-culturais como: Coro Corinho, Meninos de Minas, Circo de Todo Mundo. Desde 1993 sou produtora executiva do cantor e compositor Gê Lara e atualmente presto serviços de assessoria nas áreas de elaboração, execução e prestação de contas de projetos culturais via Leis de Incentivo. O Essencial: No seu ponto de vista, o que tem de pontos positivos e negativos na área cultural em Divinópolis? RM: Divinópolis é uma cidade de grandes artistas com trabalhos reconhecidos em todo o país. Falando especificamente dos artistas locais acho que é preciso uma maior união entre os diversos segmentos da arte. Quem sabe a realização de produções em conjunto, a formatação de um grande projeto divulgando os artistas de Divinópolis.

SP ou RJ para fazer sucesso mas sim saber utilizar as diversas ferramentas disponíveis para a divulgação do seu trabalho. Quanta gente está sendo descoberta através de um vídeo ou um cd gravado em estúdio “caseiro”, mas é claro, com um resultado de grande qualidade. É preciso ficar atento às oportunidades!!!

centivo e está em desenvolvimento a criação do Fundo. Acredito que a Adminstração atual irá criar novos mecanismos de execução de projetos culturais, mas é bom lembrar que nenhuma política deve se apoiar somente em Leis mas sim criar um programa permanente e com recursos próprios para as diversas áreas culturais.

O Essencial: Qual é o grande desafio para a viabilização de um projeto cultural? RM: Todas as fases de um projeto são difíceis. Desde a elaboração, execução, captação e prestação de contas. E para viabilizar um projeto cultural você deverá ter conhecimento de todas estas etapas para se obter um resultado positivo.

O Essencial: Os orçamentos dos fundos de cultura em MG são insuficientes para a produção artística. Como aumentar essa verba? Como avalia a qualidade dos produtos lançados pela lei de incentivo e o que você mudaria? RM: Nesta semana tivemos aqui em Divinópolis um Treinamento sobre o fundo de Cultura o que foi muito importante para os agentes culturais e artistas locais. A verba destinada realmente não é suficiente para a grande demanda do Estado mas com certeza já é um grande avanço. A verba destinada para este ano é de R$9 milhões de reais e o edital está aberto para apresentação de projetos até 17 de julho. Desde a implantação da Lei de Incentivo a produção cultural de Minas Gerais cresceu e se estruturou de uma maneira significativa. O que eu mudaria seria a negociação da contrapartida da empresa, ou quem sabe transformar tudo em fundo e aí o Estado é que seria o grande incentivador dos projetos.

O Essencial: Sobre a questão orçamentária de verba destinada à cultura, em Divinópolis e Minas Gerais, qual sua opinião e como avalia esses números? RM: A Sec. de Estado sempre teve programas de apoio às diversas áreas da cultura, mas com a criação da Lei de Incentivo, o Fundo, o Cena Minas, o Musica Minas, com certeza os valores destinados aumentaram. No município também já existe a Lei de In-

O Essencial: Está provado que a economia da cultura movimenta uma grande soma de dinheiro e de forma bem democrática. Está provado também que para a arte de uma região ficar conhecida é preciso aparecer nas grandes mídias de SP e RJ. O que se deve fazer de concreto para divulgar os artistas além da fronteira? RM: Hoje, com a facilidade da internet acho que não é mais preciso aparecer em

O Essencial: Como está o cenário cultural em Divinópolis atualmente? RM: Existe muita gente produzindo, porém precisa de mais profissionalismo. Não dá pra formar um grupo hoje e sair por aí fazendo shows. Muita gente não tem compromisso com a qualidade e consequentemente nem respeito pelo público.

O Essencial: Comente a sua percepção sobre descentralização e a criação de redes como os pontos de cultura. RM: Um dos pontos mais importantes da execução de projetos culturais se refere à descentralização. Permitir o acesso de todas as pessoas em eventos culturais e levar até as áreas periféricas atrações artísticas de qualidade é hoje o grande desafio da produção cultural. Acredito que através das redes fica mais fácil a troca de experiências e a execução de projetos em conjunto. Também é importante lembrar que cada vez que você apresenta um espetáculo em regiões onde não há o costume da participação você está dando a oportunidade de acesso e iniciando um processo de formação de novo público. O Essencial: Comente e divulgue sobre suas futuras produções. RM: - Show Tributo a Zé Rodrix – show com a banda Quatro por Quatro (Renato Saldanha, Rodrigo Rios, Gê Lara e Vagner Faria) e participação especial de Túlio Mourão Data: dia 04/07 no espaço Babilônia. - Projeto ARTE A GOSTO – diversos espetáculos (música e teatro) no Teatro Gravatá com artistas mineiros Data: mês de agosto - Circuito Uirapuru – shows na região Centro-Oeste de Minas com o grupo Uirapuru Canto Livre sob a coordenação e regência de Gê Lara Data: julho/2009 a julho 2010 - Encontros Musicais – shows no Teatro Gravatá com artistas locais e convidados: Jairo de Lara e Célio Balona / Anthonio e Telo Borges / Túlio Mourão e Chico Amaral / Gê Lara e Chico Lobo Data: agosto e setembro/2009 - Circuito Alma de Músico – shows com Gê Lara e banda pelo interior de Minas Data: agosto/2009 a julho/2010

Contato: Roberta Machado (37) 9199-0813 rms_producao@yahoo.com.br


Julho de 2009

pág. 07

Projetos Sociais

Lar Santo Ambrósio de Araújos O Lar Santo Ambrosio de Araújos é uma instituição de longa permanência para idosos inaugurada em 2004. Abriga hoje 23 idosos. A casa tem uma equipe funcional de 10 servidores. A idade mínima de cada morador da casa é 60 anos e os mais velhos passam de 90 anos. A coordenação conta com o apoio de Geraldo Amador que rege, não somente o lar, mas os funcionários e idosos com habilidade de um maestro na orquestra do dia a dia. Para fugir da ociosidade e depressão, nossos internos com mais aptidões fazem trabalhos manuais como tapetes em sacos plásticos e tiras de pano. Também bijuterias com miçangas (colares, brincos e pulseiras). O Lar se orgulha de oferecer aos seus internos, carinho, dedicação respeitando a individualidade de cada um. Pois, sabe-se que mesmo os jovens são limitados, imaginem os idosos. Toda a diretoria e outros funcionários são voluntários. Ninguém recebe pagamento financeiro, mas sim bênçãos

e recursos espirituais. As doações sempre são bem vindas. Seja para a manutenção da casa ou para as obras de ampliação. As empresas de engenharia responsáveis pelos projetos da primeira parte e da ampliação, também foram doações de voluntários. A primeira parte pela Projer Engenharia, Dr. Geraldo César Rufo e equipe. A segunda parte, um filho de Araújos, dr. Tony Alonso da Silva e sua equipe. Bem como o terreno para esta construção, doado pela Sociedade São Vicente de Paulo de Araújos. O Lar Santo Ambrosio de Araújos

tem prazer em receber visitas e mostrar o que faz, pois mostrando qualidade e responsabilidade na execução das tarefas, torna-se mais fácil conseguir ajuda de pessoas de bom coração , com espírito doador e que buscam amparar os menos favorecidos, seja pelo dinheiro ou cuidados especiais. Doações e mais informações pelo telefone (37) 3288-1638 com Geraldo. Nelson Antonio Ferreira Diretor Administrativo do Lar Santo Ambrósio nelson.aferreira@hotmail.com

Os benefícios do Programa Pró-Adolescente Quando entrei no Programa Estacionamento Rotativo eu era uma jovem sem pretensão nenhuma, não conhecia o tamanho do mundo e dos desafios que viria a enfrentar em um mercado tão concorrido em que todos buscam o seu lugar ao sol, cheio de obstáculos e desafios, mas como sempre fui sonhadora e muito determinada decidi que não ia deixar essa oportunidade de ganhar experiência e passar pelos obstáculos do mercado de trabalho. Foi através dos Grupos no “Projeto Adolescer” que ganhei estrutura psíquica e moral para começar a pensar sobre os aspectos que envolviam o nosso cotidiano, com encontros de 15 em 15 dias me interessei mais e mais, assim fui traçando os meus objetivos

melhorando a minha formação, a forma de ver o mundo e até mesmo meu vocabulário. Com o projeto eu conheci muitos amigos e pessoas que queriam nosso bem. Com a ajuda dos orientadores, crescia para a vida. Tinha-os como grandes amigos, apesar de que em muitas vezes desempenhavam até papéis de pais. Eu não encaro o

Estacionamento Rotativo e Pró-adolescente como uma perda de tempo ou um trabalho forçado. Encaro esses projetos como uma grande chance que nós, jovens de 16 a 18 anos, temos para sermos reconhecidos pela sociedade e assim tornando-nos cidadãos, tendo em vista um futuro promissor. Entrou nesse projeto uma menina sem objetivos grandes, que não conhecia o mundo e sairá uma menina forte cheia de objetivos, uma menina que se sente como parte de uma sociedade. Eu só tenho a agradecer e aplaudir esse grande Programa que educa, ensina e faz crescer. Adolescente Flávia Martins Nunes 17 anos.


pág. 08

Julho de 2009

O Eletrodo Cultural

Analisando com minúcias, todas

Se não bastasse, todo proces-

truir a cultura local já entenderam que para

as ramificações do vasto campo cultural,

so histórico degradativo na nossa “rica”

criarmos uma interação fecunda das formas

observaremos dois grandes pólos distin-

herança cultural, quase nunca a cultura é

cosmopolitas, com os marcos nacionais, ne-

tos: a Cultura erudita e a Cultura popular.

vista pelos governantes como algo impor-

cessitamos primeiro da consciência sólida

Com certa intensidade, as duas expressam

tante. Formando uma consciência coletiva

da nossa própria identidade cultural. Cultu-

a forma de pensar, sentir e agir de um povo.

que cultura é “coisa de quem não tem nada

ra deveria então ser prioridade em qualquer

Sendo que, há uma distância enorme entre

para fazer”, ou “conjunto de sobras”. Em

plano de governo.

ambas. Causada por fatores sociais, políti-

todos os segmentos governamentais o de-

Formação de público crítico e sensi-

cos e até mesmo por conflito de gerações.

partamento de cultura está sempre como

bilizado só é possível com vontade política

Independe da salientação que ser culto é ter

último na prioridade de ações políticas.

e aproximação da Educação e da Cultura.

razão, ter bom gosto ou, saber, ter conheci-

Nada anormal, se considerarmos que falta

Eliminando a separação que se encontra en-

mento, estar informado; pois a maioria dos

saneamento básico, atendimento de saúde

tre estes dois segmentos e propondo ações

jovens não se identifica nem com a cultura

com qualidade e educação de qualidade

de aproximação da escola dos bons eventos

erudita, nem com a cultura popular. É mas-

para a maioria da população. E que a elite

culturais que acontecem na cidade. Por ser

sa, enquanto agregado social, que formam

econômica nunca foi a elite cultural. As

raros o modismo em tradições culturais po-

um valor cultural ou opinião pública, vol-

pessoas que saem de casa para procurar

pulares, é importante termos um conceito

tado para o consumo de produtos e serviços

eventos culturais, seja da cultura popular

formado de como as raízes da nossa cultura

culturais dirigidos por uma indústria cultu-

ou da cultura erudita, geralmente o fazem

foram produzidas, os processos através dos

ral forte economicamente. Ao qual a cultura

porque já perceberam que a vida humana

quais se constituem e o que elas expressam.

é vista como produto de um mercado capita-

não é só sobrevivência física e material.

Assim poderemos conservar e transformar

lista que nos oferece o tempo todo, novos e

Existe algo mais em todos os seres huma-

os eventos culturais, dando continuidade

efêmeros produtos de pouca qualidade, mas

nos que busca transcender a sua condição

dentro da nossa realidade atual. Como o

de forte apelo comercial e propagado pelos

humana e se coligar com os seus pares

filósofo italiano Antônio Gramsci, sonho

veículos de comunicação de massa.

através de uma catarse, seja ela artística

com uma Cultura erudita e Popular fundi-

ou religiosa. Talvez por isso que a religião

da numa Cultural Humana, onde não have-

sempre esteve tão próxima da arte. Essas

ria esta bifurcação: Civilizados e Bárbaros,

pessoas que participam e ajudam a cons-

porque como ele mesmo afirmou: “Todos são filósofos”. SÉRGIO REZENDE COSTA É executor de projeto cultural com formação filosófica, professor de Artes, Sociologia e é Agente Cultural.

sergiorango @yahoo.com.br


Julho de 2009

pág. 09

PROGRAMAÇÃO CULTURAL NA BIBLIOTECA PÚBLICA ATALIBA LAGO Período: 03 à 31 de julho de 2009. Biblioteca Pública Municipal “Ataliba Lago” Av. Sete de Setembro, 1.160 – centro Horário de Funcionamento: segunda a sexta de 8 as 21 horas. Toda sexta-feira às 10 horas: “Hora do Conto”. Local: Praça Gov. Benedito Valadares 03/07 – 20 horas – NOITE DA POESIA, com a participação musical de Toni P@ lladino – violão e voz. Local: Sala de Multimeios Adélia Prado. 06 a 17/07 – Exposição: “Direito a História. Direito a Memória” Fotografias da História de Divinópolis. Organizadora: Marli Rodrigues Local: 1º pavimento 20 a 31/07 – Exposição: Pinturas de óleo sobre tela da Artista: Terezinha Gonçalves Local: 1º pavimento 06/07 – 19 horas – Reunião da SAB – Sociedade Amigos da Biblioteca Local: Sala de Multimeios Adélia Prado 07/07 – 19h30min – Sarau da Confraria Cultural Brasil-Portugal Homenagem ao poeta Abílio Manoel Guerra Junqueiro, sob a coordenação da escritora Maria de Fátima Batista Quadros Local: Sala de Multimeios Adélia Prado 10/07 – 19 horas – Palestra: “Stress e Dores de Cabeça”, proferida pelo Nutricionista e Terapeuta Júnior Valadares Local: Sala de Multimeios Adélia Prado. 13/07 – 19 horas – Parada Coletivo Pulso: Debate sobre “Relação e Poder”, sob a coordenação de Felipe Prado e Karla Patrícia. Local: Sala de Multimeios Adélia Prado. 27/07 – 19 horas – Palestra: “Alquimia Interior”, proferida pelo palestrante Elismar José Alves, realização: Associação Cultural Nova Acrópole. Local: Sala de Multimeios Adélia Prado.

ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL

Clube da Fraternidade


pág. 10

Julho de 2009

Mitos Alimentares Porque existem tantos mitos alimentares? Infelizmente ainda existe muita desinformação a respeito de alimentação e nutrição no país. O que acontece é que uma pessoa fala sem fundamento técnico-científico algo a respeito de determinado alimento, a partir deste comentário outra repassa e assim sucessivamente. Tem também os mitos criados por interesses econômicos como forma de vender produtos mais caros que teoricamente produzem “efeitos miraculosos”.

com algumas pessoas que fazem dietas sem orientação de um nutricionista.  Limão “raleia o sangue”, esta afirmação não tem fundamentação científica, e remete a um grande erro de que limão é ruim para a anemia, pelo contrário, a vitamina C contida no limão ajuda na absorção do ferro (sendo que a grande maioria das anemias são provenientes de algum tipo de deficiência de ferro no organismo, alteração na absorção ou na metabolização do mesmo);

Como pode ser mudado este paradigma? Para se modificar este paradigma de mitos e tabus alimentares requer a desconstrução de modelos antigos sem fundamentação teórico-científico e a reconstrução de novos modelos a partir do diálogo entre o nutricionista e o paciente. Isto é feito durante a reeducação alimentar, na qual é analisado quais são os tabus e mitos alimentares que o paciente traz para o consultório e assim lhe esclarece e direciona quais são os melhores opções alimentares para a prevenção de doenças e promoção da saúde integral. Exemplos comuns de mitos alimentares  Limão e abacaxi possuem poucas calorias, isto é verdade, mas não podemos afirmar que estes alimentos emagrecem por si só e não ainda, e nem se pode, ficar chupando limão e abacaxi toda manhã e passar o dia comendo erradamente como acontece

 Afirmar que limão e o abacaxi tiram a gordura dos alimentos é uma “meio verdade”, pois na verdade estes alimentos ajudam na metabolização da gordura, mas não significa, de forma alguma, que se colocar limão ou abacaxi em uma preparação gordurosa, que a gordura simplesmente se dissolverá;  Não existem alimentos “fortes ou fracos”, existem sim alimentos que são mais ricos em gorduras, e assim a digestão é mais lenta e outros com maior quantidade de fibras em que a digestão é mais rápida. Este fato tem relação direta com a velocidade em que a pessoa irá sentir fome, a chamada popularmente “sustança” que os alimentos mais gordurosos promovem. Lembrando que, ambos são essenciais para a manuten-

ção e promoção da saúde humana;  Outro mito é de que os obesos não possuem anemia, esclareço que a pessoa que está obesa também corre o risco de ter anemia, principalmente aquelas pessoas que fazem dietas sem a devida orientação do nutricionista;  A visão de que crianças magras não são sadias e sim as gordinhas já está fazendo parte de um passado ultrapassado e hoje até mesmo a mídia mudou as propagandas que davam a falsa idéia de que as crianças “fofinhas” (gordinhas) era as mais sadias. Este fato se deve, dentre outros fatores, ao número crescente da obesidade infantil e também por causa de casos descritos na literatura científica relacionando diretamente e indiretamente a obesidade infantil com o aumento da obesidade em adultos.  Colesterol alto é um problema que atinge um número cada vez maior de pessoas hoje no país e devo ressaltar que este fato tem relação direta com o tipo de alimentação que a pessoa consome e a não prática de atividade física, dentre outros fatores, e que tanto pessoas magras como obesas podem ter este problema. Lembre-se: são inúmeros os benefícios que uma boa alimentação traz para a nossa saúde! Faça uma reeducação alimentar, aprenda a se alimentar corretamente e faça exercícios físicos, assim terá mais tempo e saúde para aproveitar a vida! Júnior Valadares Nutricionista e Diretor de Ensino do ISTS jjvaladares@hotmail.com


Julho de 2009

pág. 11

Lendas: até que ponto elas são apenas histórias? Ouvimos todos os dias um enorme número de estórias através de alguém, de um amigo ou outro, da tradição popular que perpassa por gerações através dos contos orais. Dentre tantas histórias, estão as LENDAS URBANAS. Estas comumente estão presentes no folclore, no campo populário. Narrativas fastidiosas, de atitudes enganadoras, falsas, fraudulentas e mentirosas que se amplificam e transformam sob o efeito da evocação dramática, na crendice acerca de heróis ou de situações de perigo, vivenciadas por pessoas ou oriundas da imaginação popular. Quando alguém relata estas histórias, elas crescem, tomam outras proporções, se tornam imortais, com acréscimos e reduções ao longo do tempo, de acordo com o lugar. As lições de moral no sentido negativo estão presentes em boa parte das Lendas, com o intuito de lembrar que estamos sempre “mal” acompanhados em nosso dia-a-dia. Dentre elas, a de que “tem um punhal dentro do boneco Fofão”, “o homem do saco pega crianças custosas”, “a boneca amaldiçoada”, e outras inúmeras que podem ser vistas por meio de programas de TV, rádio, livros, contos orais, os quais se propagam em suas mais diversas versões. Será que todos compreendem que as lendas são estórias fraudulentas ou que são irreais? E as crianças? Como entendem as LENDAS? Como absorvemos estas estórias, este tipo de narrativa, as quais geram medo intenso, ansiedade, agitação e sentimentos negativos? Estes são questionamentos importantes a serem refletidos pela sociedade. Comumente, a clínica de Psicologia ouve relatos de casos de crianças que são levadas para terapia por pais queixando que seus filhos estão ansiosos, com medo intenso, não querem fazer as tarefas da escola, não vão ao banheiro sozinhas, não querem mais dormir em seus próprios quartos, querem estar sempre ao lado dos pais. Estes chegam até a relatarem que os comportamentos, as queixas surgiram após seu filho ter tido acesso a esse tipo de conteúdo – Lendas Urbanas.

No decorrer das entrevistas, anamnese, avaliação ou até mesmo durante o acompanhamento psicoterápico é percebido as influências negativas desse tipo de estória, as quais as crianças tem tido acesso, pela TV, rádio ou mesmo pelos pais e familiares que as narram. Em alguns casos as crianças entram em pânico após assistirem programas que exibem Lendas. Um dos casos, por exemplo, a criança ficava em pânico ao passar na rua do cemitério, pois havia assistido uma lenda em que “a menina ao fazer visita ao cemitério com o pai, levara uma boneca que estava sob um túmulo e que durante a noite certa criatura assassina saiu do cemitério e foi buscar/ pegar a tal boneca de volta com a criança; que ficou em pânico, com medo intenso”. Neste sentido, é importante que os pais supervisionem o que as crianças assistem na TV e que procurem evitar que suas crianças assistam determinados programas principalmente aqueles que evoquem sentimentos de medo e situações de pânico. Cabe aos pais, educadores, e terapeutas, esclarecerem o que são Lendas e ajudar os pais no sentido de estabelecerem horários, regras a serem seguidas, tipos de

programas de TV, rádio, internet, que são, poderão ou não ser assistidos e/ou acessados pelos filhos. Procurar monitorá-los de perto, torna-se fundamental, no intuito de evitar o acesso a estas influências que podem ser negativas, causadoras de sofrimento na vida das crianças. Uma opção, dentre várias, pode ser aproveitar os momentos que as crianças despendem com estes conteúdos e substituí-los por momentos positivos. Quem sabe resgatar o brincar, ensiná-las a criar coisas, um passeio, um piquenique, um bom papo em família, etc. Lembrar que os significados, o mundo em que as crianças vivenciam é diferente do mundo dos adultos é muito importante nesse momento e, que estes últimos são responsáveis por elas. Caso seus filhos estejam apresentando sintomas fóbicos, ou parecidos com os citados anteriormente procure ajuda de um profissional. O profissional da psicologia é um destes, que pode te ajudar.

Olimar R. Silva Psicólogo e Diretor Clínico do ISTS olimar.psi@gmail.com


pág. 12

Julho de 2009

Parábola Comentada

Parábola da ovelha perdida “Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se extravia, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou?E se acontecer acha-la, em verdade vos digo que se regozija mais por causa desta, do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Assim não é da vontade do vosso Pai que está nos Céus que pereça nenhum destes pequeninos”. Jesus, Mateus XVIII, 12-14 – Lucas, XV, 3-7 Para entendermos os significados das palavras de Jesus vamos ver os elementos presentes nesta parábola. a) Objetos: Ovelhas e pequeninos: As ovelhas nesta parábola são comparadas aos pequeninos. Somos nós, a grande maioria da humanidade, mais ainda na época de Jesus, que precisam de apoio, de auxílio para crescer de forma correta e segura. São todos aqueles que ainda correm risco de se extraviarem do caminho. Montes: É o lugar para onde vão as ovelhas e os pequeninos que se extraviaram. Representam as regiões de sofrimento no mundo espiritual. Mesmo lá, Deus, por meio dos espíritos superiores, estará presente, para recuperar os extraviados e perdidos. b)Ações: Tem: O verbo ter significa, no contexto evangélico, usufruir algum bem, durante certo tempo. Só possuímos verdadeiramente aquilo que doamos. Ter cem ovelhas é, nesta parábola, ter sob seus cuidados, sob sua responsabilidade.

Extraviar e perecer: Representa o erro, a vitória das más tendências e a derrota da consciência. Para Jesus a vida é a verdade e a morte o erro. Aquele que se extraviou do caminho, o que pereceu, é aquele que permanece no erro. Deixar: Deixar não significa abandonar. Os pais podem deixar seus filhos sozinhos se já confiam neles e sabem que já tem condições para isto. Isto é importante para o crescimento deles. Achá-la: Significa recuperá-la, trazê-la de volta para o rebanho, voltar para o caminho do bem, das leis divinas, que é o caminho da felicidade. Regozijar mais por ela: Os filhos encaminhados não trazem preocupação ao pai, mas aquele que está perdido no sofrimento. O pai que ama a todos, quando o recupera, encaminhando-o para o bem se felicita imensamente. c)Sujeitos: O homem e o Pai que está nos Céus: Jesus compara o homem que tem sob seus cuidados as cem ovelhas ao Pai que está nos Céus. Além, do Criador, podemos, também, entender este pai que ‘está nos céus’ como alguém mais próximo de nós. Um espírito mais evoluído, que possui laços de amor para conosco e que vela por nós. Seja Deus, por meio de suas Leis, seja um espírito benfeitor, estamos cercados de cuidados e proteção. Nesta parábola Jesus ainda apresenta

uma relação que é importante analisar: Uma extraviada para 99 no caminho: Esta relação, 1% (Um por cento – uma a cada cem), representa a taxa extravio na lei de evolução, ou seja, apenas um por cento se extraviam. Vejam que o número dos bons, ou seja, que não se extraviam, é muito maior. Em outra análise, o número 1 mostra a importância que tem cada um de nós para o Criador. E que a lei divina, perfeita, exige 100% de sucesso. Resumindo, a parábola ficaria assim: “Se um espírito evoluído tem sob sua tutela cem espíritos e um deles, errando, sai do caminho do bem, ele se dedica a recuperar aquele se extraviou, buscando inclusive nas regiões de sofrimento. E se acontecer que ele consiga recuperá-lo, em verdade vos digo, que se sente imensamente feliz. Assim quer o Criador que, mais cedo ou tarde, todos os espíritos cheguem a perfeição”. Jomar Teodoro Gontijo Mestre em Educação e Diretor de Ensino do IPENCEE jomar@geec.org.br


Julho de 2009

pág. 13

Contextualizando o Espiritismo

Evolução ou Salvação?

XXVI SEMANA ESPÍRITA DE DIVINÓPOLIS DE 13 À 17 DE JULHO “PRESERVE A VIDA”

utilização dos passes, da água fluidificada ou das reuniões de desobsessão? Será que se compreende, de fato, que o aperfeiçoamento de cada um é um processo de mudanças e transformações íntimas? Urge que se reflita se agem efetivamente e com coerência em relação ao conceito de evolução que é apresentado pela Doutrina dos Espíritos. A evolução é uma Lei Natural que ao possibilitar o aperfeiçoamento espiritual dá sentido e sustentação ao objetivo das reencarnações, que com a utilização do livre arbítrio, torna o ser responsáveis pelas suas ações, conscientes das conseqüências que delas advirão. Após estas considerações podería-se questionar porque na Codificação é muito utilizada a palavra salvação, se o Espiritismo não adota o conceito da mesma. Para explicar e compreender melhor esta ocorrência é necessário que se conheça a realidade cultural, filosófica, religiosa e científica da época em que esta foi elaborada, assim como também a realidade do público para o qual Kardec escrevia. Podemos concluir que sendo o Espiritismo a expressão humana da Doutrina dos Espíritos fica evidente que, na forma e não na sua essencialidade, sofre a ação da evolução cultural da humanidade. Cabe aos espíritas desenvolver a massa crítica, para que num esforço permanente de atualização do conhecimento espiritista não permita que a forma ofusque a sua essencialidade. Maria José Gontijo Química e Diretora Institucional do GEEC mariajose@geec.org.br

DIA 31 DE J

W O H

DO GRA VA T

S

Informações pelo telefone (37)3222-7644

NO TEATRO NA SI

por R$30,00 e receba mensalmente em sua casa.

O LH

U

U

Faça a assinatura anual do informativo

Á

Uma conscientização da matriz fundante religiosa do Espiritismo se faz necessária para banir conhecimentos equivocados. Estes permanecem no inconsciente influenciando de maneira perniciosa o cotidiano. Por exemplo, o conceito de “salvação” que se encontra arraigado, pois julga-se que precisa-se ser salvo de alguma coisa por alguém. Este conceito se originou no judaísmo há mais ou menos uns quatro mil anos quando surgiu o mito do pecado original, passando depois para o Cristianismo. Segundo esta crença, todos nascem culpados e precisam de um salvador, portanto isso se tornou um dos motivos pelo qual Jesus foi constituído o Salvador. As doutrinas salvacionistas são chamadas doutrinas Soterológicas. O Espiritismo que adota a ética cristã, mas não o cristianismo tradicional como instituição religiosa cultural, estabelece, contrapondo ao conceito de salvação, o paradigma da Evolução. Este novíssimo conceito que, inclusive antecedeu a Darwin, abole o mito do pecado original quando afirma que somos criados simples e ignorantes com potencialidades iguais para evoluirmos. Portanto o conceito de salvação não tem lugar na Doutrina Espírita, mas esta acaba sofrendo a sua influência porque os seres que a constituem são resultado de várias reencarnações de adeptos das Doutrinas Soterológicas. É necessário um grande esforço para desconstruir, de dentro para fora, este permanente desejo de que algo ou alguém nos salve, porque este é o caminho mais fácil, mais imediatista. Quantos buscam, ainda, na Casa Espírita, um meio de ser salvos, na

Dia 13/07 ás 19:30 hs Tema: Aborto e o direito de viver. Expositora: Gisele (Itaguara). Local: Teatro Municipal Usina do Gravatá. Vereda Waldemar Rausch, 213 - B. Santa Clara. Dia 14/07 ás 19:30 hs Tema: Eutanásia: decisões, ações e responsabilidades. Expositor: Vicente de Paula Cardoso (Divinópolis). Local: Teatro Municipal Usina do Gravatá. Vereda Waldemar Rausch, 213 - B. Santa Clara. Dia 15/07 ás 19:30 hs Evento: NOITE DA ARTE ESPÍRITA. Participantes: Grupos musicais de Divinópolis e região. Local: Teatro Municipal Usina do Gravatá. Vereda Waldemar Rausch, 213 - B. Santa Clara. Dia 16/07 ás 19:30 hs Tema: Suicídio e suas conseqüências. Expositor: Sérgio Bebiano (Divinópolis) Local: Centro Espírita Casa Maria de Nazaré. Rua Mestre Pedro da Silva, 31 Bairro Esplanada. Dia 17/07 ás 19:30 hs Tema: Porque adoecemos? A Saúde e o adoecimento do Ser. Expositor: Dr. Andrei Moreira (Associação Médica Espírita de Belo Horizonte). Local: Câmara Municipal de Divinópolis Rua São Paulo, 277 - Centro.

ENTRADA FRANCA Realização:

AME (ALIANÇA MUNICIPAL ESPÍRITA DE DIVINÓPOLIS)


pág. 14

Julho de 2009

Clube do Livro Espírita Agosto Doutrinário O Espiritismo perante a Bíblia Autores: Sérgio Fernandes Aleixo e Lair Amaro Faria Editora: GEEC Publicações Este livro tem como objetivo propor um exame reflexivo acerca das relações existentes entre o Espiritismo e a Bíblia. Analisar o conjunto de ensinamentos oferecidos à Humanidade pelos prepostos do Espírito de Verdade em comparação com as Sagradas Escrituras, constitui um empreendimento que conduz à certeza inamovível e inquestionável de que ser espírita é fazer parte de um projeto divino por excelência.

Romance Desencanto Autor:mDário Sandri Júnior, Fénelon Editora: ALIANCA O Espírito Fénelon narra a história de Laura, uma jovem italiana do século XIX que segue seus sonhos em um mundo convulsionado por graves mudanças sociais e políticas. Sem ter consciência das tramas do passado, Laura se vê às voltas com realidades insuperáveis e cai vítima de suas próprias escolhas. A tentativa dos mentores espirituais para salvar essa encarnação, aparentemente perdida, é o pano de fundo de uma história de amor, guerra, romantismo, ganância e impiedade.

Infantil Lá Vem Histórias... Para Contar e Encantar... Autor(es): Rosali Garcia Editora: MUNDO MAIOR Histórias são metáforas que ilustram diferentes modos de pensar e ver a realidade. Quanto mais variadas e extraordinárias forem, mais se ampliará o leque de abordagens possíveis para as diversas questões. Escutálas é o início da aprendizagem e da formação do leitor. É ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo.

Atendimento Fraterno Meu irmão desencarnou há 2 anos. O fato ocorreu no dia do aniversário do meu esposo. Foi um terrível acidente de moto. Sentimos muito sua falta e meu pai está em profunda depressão. Não sente mais gosto pela vida. Diz que nada presta deste então. Gostaria de ter notícias e ajuda espiritual se possível. Obrigada. A. C. Agradecemos sua participação. O telefone mediúnico toca em sua maioria absoluta de lá para cá. E mesmo quando toca tem utilidades que transcendem as nossas compreensões. O mais importante nessas horas é cultivar a esperança e não deixar a fé esmorecer. Enquanto isso nos cabe o consolo de que, através do que chamamos de sonhos, muitas vezes são emancipações de nós espíritos indo aos locais onde podemos nos encontrar com os entes amados no mundo espiritual. É comum, durante o luto, o sentimento

de vazio ou solidão, a sensação de ansiedade e irritabilidade são reais e normais, mas devem ser elaborados com a ajuda de um terapeuta ou de um grupo de apoio (família, amigos ou companheiros de religião). Isto passará e depois ficará uma saudade gostosa como se fosse uma manifestação constante de gratidão a Deus pelo tempo que pudemos compartilhar com os seres amados. Não devemos nos excluir do convívio dos amigos nesses momentos. Seja feliz fazendo os outros felizes Abraço, José Amaral Bacharel em Filosofia, Palestrista e Escritor. zeamaral@panoramaespirita.com.br

Participe dessa sessão! Envie sua pergunta para oessencial@geec.org.br

PROMOÇÃO: LIVROS A R$12,00 CADA

Distante de Deus Autor(es): Fabio, Nadir Gomes Editora: CRISTALIS Gênero: Romance

Lado Obscuro da Alma (O) Autor: Lourdes Carolina Gagete Editora: MUNDO MAIOR Gênero: Romance

Fábio é um exemplo expressivo de como o poder e a ambição, associados a uma mente ágil e determinada, podem levar o homem aos limites da sua condição. Embora mergulhado em seu projeto de sobrevivência, nunca perdeu a noção de que existe um “outro lado”, e os sinais da presença divina nunca lhe foram imperceptíveis.

A autora aborda de forma clara e acessível situações em que o ser humano coloca-se na vida por imprevidência, por total ou parcial desconhecimento de si mesmo e dos acontecimentos que os acompanham na vida depois da vida.

Mediador (O) Autor(es): Agnaldo Cardoso Editora: MUNDO MAIOR Gênero: Obsessão/Desobsessão Um equívoco comumente cometido pelos espíritas é dizer: “Eu sou vítima de uma obsessão” ou “ -Fulano é vítima de uma obsessão”. Não há vítima! E não há cobrador se não existir devedor! Obsessor, não é inimigo. É quem mais precisa ser ajudado. Só haverá obsessão, se houver sintonia.

LIVRARIA GEEC (37) 3222.7644

Canto Livre para crianças, jovens e adultos. Coordenação: Gê Lara e Roberta Machado. 3214-5275 ou 9199-0813


Julho de 2009

pág. 15

Programa Projeto Futuro Julho - 2009 Dia 04/07/2009 – Tema – Pinga Fogo, com Vicente Cardoso. Aquelas perguntas que não foram respondidas em programas anteriores devido ao nosso tempo que é curto serão respondidas neste programa, um programa dedicado somente ao ouvinte. Aproveite e mande sua pergunta! Dia 11/07/2009 – Tema – O Centro Espírita, com Márcio Torres. O que é O Centro Espírita? Como funciona uma Casa Espírita, qual o objetivo do Centro Espírita? Estão tentando introduzir algumas práticas no movimento espírita, o que é prática espírita e o que não é prática espírita? Existem rituais em uma casa espírita, como na igreja, na umbanda e outros? Ouça este programa e conheça mais sobre o Centro Espírita! Dia 18/07/2009 – Tema – O Movimento de Unificação Espírita, com Evaldo Santana. Será que os Centros Espíritas estão realmente unidos, o que falta para que este movimento de unificação se complete? Será que as práticas não espíritas prejudicam o movimento de unificação espírita? Vale a pena conferir! Dia 25/07/2009 – Tema – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXl, Haverá Falsos Cristos e Falsos Profetas, com equipe do GEEC. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e seduzirão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; - e porque abundará a iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. - Mas aquele que perseverar até o fim se salvará. ( S. Mateus, cap.XXlV, vv. 4, 5, 11 a 13, 23, e 24; S. Marcos, cap. Xlll, vv. 5, 6, 21 e 22.) O que realmente Jesus quis dizer com essas palavras, quem são os falsos profetas e quem são os verdadeiros profetas, como reconhecê-los. Não percam este programa!

Todos os sábados de 10hs às 11hs. Rádio Minas AM, 1.140 Khtz. Radio Minas 99.3 FM Pela Internet: www.projetofuturo.radio.br

Opinião

“Amai-vos e instruí-vos” Toda filosofia ou doutrina tem seus ob-

conhecimento, tanta racionalidade se não

jetivos e finalidades. O Espiritismo não é

tivesse uma consequência. A finalidade do

diferente neste aspecto. A proposta da Dou-

Espiritismo portanto, é a transformação mo-

trina Espírita coordenada e coodificada no

ral daqueles que o conhecem, e consolar os

campo físico pelo pedagogo francês Allan

aflitos. Quantos amigos são socorridos atra-

Kardec que em sintonia com os Benfeitores

vés de uma palavra de conforto, de carinho;

espirituais, traça uma metodologia simples

quantos pais sofredores que perderam filhos

de trabalho, objetivando as revelações das

prematuramente, compreendem que o espí-

leis espirituais; numa didática simples, ra-

rito não morre jamais e que a vida continua

cional e coeza, promove aos seus estudantes

além do campo físico; quantos desalentados

e leitores um despertar para a busca do co-

e sofredores descobrem que as rudes provas

nhecimento, promovendo assim discursões,

da vida são processos naturais de reajustes

debates, pesquisas e interatividade, desper-

, resgates e crescimento espiritual; quantos

tando o senso crítico e a busca de respostas

doentes do corpo e do espírito, entendem

racionais, inteligentes e progressistas. Ele

que as doenças são processos naturais de

é, ao mesmo tempo positivista, humanista e

cura da enfermidade do nosso espírito; quan-

espiritualista. Não se fecha em conceitos ou

tos desesperados que buscam no suicídio

pré conceitos, ou verdades definitivas, aliás,

a solução de seus problemas, e descobrem

em dado momento nos dizem os amigos ce-

que a morte não aniquila a vida do espírito e

lestes “ o Espiritismo anda lado a lado com

que mais cedo ou mais tarde vão ter que que

a Ciência, e se em algum momento ele esti-

equacioná-los por eles mesmos; quantos so-

ver equivocado em um ponto, ele deverá se

fredores desencarnados encontram alento

rever neste ponto”, isto evita de certa forma

e são amparados nas reuniões mediúnicas,

que a Doutrina Espírita, se torne dogmática,

enfim, esclarecer, compreender, entender,

arcaica, pré conceituosa, protegendo assim

conhecer as leis naturais são objetivos do

o seu aspecto progressista e evolucionista.

Espiritismo, mas sua finalidade é de abraçar,

Porém, será que isto bastaria para tor-

alentar, consolar e principalmente difundir o

nar-se útil o Espiritismo? Não será ele mais

amor entre os homens, pois o Amor é a lei

uma vã filosofia com consequências religio-

maior que emana de Deus e a Ele nos liga.

sas? Evidentemente que não; toda razão ou conhecimento não há sentido se não estiver

Alexandre Mol

ao lado os sentimentos . Por isso nos orien-

Administrador e Diretor de Extensão do

ta o Espírito de Verdade , “ espíritas, amai-

IPENCEE

vos e instruí-vos”. Do que adiantaria tanto

alexmolbessa@gmail.com

CLUBE DO LIVRO ESPÍRITA PARA EDUCADORES E EVANGELIZADORAS O GEEC convida a todos os interessados a fazerem parte da mais nova opção do Clube do Livro. Voltado para educadores em geral, o Clube trás títulos com diversos textos e técnicas que acrescentam e auxiliam na contribuição do desenvolvimento das crianças e jovens. Ligue e faça parte: (37) 3222-7644.


pág. 16

Julho de 2009

Coluna Social do GEEC

Alunos do GEEC Arte e Cultura modalidade violão dia 7 de junho. Mural com fotos do beneficiados do Projeto Pro Adolescente decora a sede dos Conselhos em Junho de 2009.

Ronaldo, Humberto, Sérgio e Jomar em reunião da Aliança Municipal Espírita dia 06 de junho no CEPE. (Centro de Estudos e Pesquisas Espíritas).

Encontro com os pais dos jovens do Projeto Pró Adolescente na Câmara Municipal dia 29 de junho.

Valéria Negrão, Júnior Valadares e Olimar Silva em reunião do Instituto Transdisciplinar de Saúde dia 20 de junho no GEEC.


6a. edição do O Essencial