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Passagem de Testemunho em FamĂ­lia Turma A N 1 2010-2011

A Floresta MĂĄgica


“A Floresta Mágica”

Era uma vez um menino chamado Hugo. O Hugo vivia numa pequena aldeia, perto de uma floresta. Um certo dia o Hugo pediu à sua mãe: - Mãe, posso ir brincar junto à floresta? - Sim, mas tem cuidado e não vás para muito longe! - Está bem, mãe! – respondeu o Hugo.

E assim foi… O Hugo pegou na sua bicicleta e partiu à descoberta… Pedalou, pedalou, pedalou até que chegou ao pé do rio e decidiu parar para descansar e beber. Enquanto bebia ouviu um barulho, que lhe pareceu alguém a pedir ajuda! Curioso, Hugo decidiu seguir o som… Aproximou-se dos arbustos que não o deixavam ver mais além e, com cautela, desviou as folhas devagarinho.


Para sua tristeza, depara-se com um pequeno leão, que tinha sido apanhado numa armadilha preparada pelos caçadores. Hugo, sem hesitar, vai em direcção ao pequeno leão.

- Calma leãozinho, não tenhas medo! Eu vou-te ajudar! - Ai, ai! Dói-me muito a pata. – choramingou o leãozinho. - Mas tu…tu falas? – perguntou o Hugo muito admirado. Como é que eu te consigo compreender? - Sim, falo. Esta é uma floresta mágica, onde apenas as crianças com bom coração, nos conseguem compreender. - Pronto, já te soltei, podes tirar a pata! – suspirou de alívio Hugo. Entretanto o Hugo rasgou um pedaço da sua camisola e fez o curativo na pequena pata do leãozinho. - Obrigado por me teres ajudado, és muito simpático. Como é que te chamas? E o que fazes pela floresta? – perguntou o leão.


O Hugo respondeu: - Eu chamo-me Hugo e vim brincar para a floresta. E tu, como te chamas? E como é que ficaste aqui preso? - Eu chamo-me Leo e vim brincar às escondidas com os meus amigos, só que fiquei preso nesta armadilha que os caçadores armaram. Agora tenho que ir procurálos mas, estou com um problema…, acho que não consigo andar, ainda me dói muito a pata. - Não te preocupes, amiguinho! Eu vou ajudar-te a encontrá-los. – disse o Hugo muito animado. Iniciaram a sua caminhada à procura dos amigos do leãozinho.


Andaram, andaram, até que avistaram os outros animais a banharem-se no rio. Ao verem o leãozinho, os animais gritaram: - Leo, Leo, estamos aqui! - Anda, vou apresentar-te aos meus amigos! – disse o Leo muito feliz. E assim foi. Quando Hugo e Leo chegaram à beira dos seus amigos, estes ficaram assustados ao verem Leo com um ser humano. Foi então que Leo disse: - Não tenham medo do Hugo, foi ele que me libertou da armadilha dos seres humanos como ele. Mas eles hesitaram e murmuraram uns com os outros: - Como é possível ele não ser como os outros seres humanos que só pensam em destruir a floresta e colocar armadilhas para apanharem os animais? Até que, Pepe, o mais corajoso, se aproximou devagar e o Hugo disse-lhe: - Não tenhas medo, eu não sou como os outros seres humanos porque eu tenho um bom coração. Então, Pepe, chamou pelos outros: - Mara, Ben, Jacira e Tom! E assim eles foram ter com eles e apresentaram-se ao Hugo que lhes disse: - Vinde até minha casa para a minha mãe tratar dessa ferida. E assim foi, caminharam pela floresta, devagar, porque Leo se encontrava magoado na pata. Ao chegarem a casa, Hugo chamou pela mãe: - Mãe, mãe, mãe, já cheguei e trouxe comigo uns amigos.


A mãe do Hugo respondeu: - Estou na cozinha, vinde até aqui. Mal sabia a mãe de Hugo que os amigos eram animais. Com receio da reacção da mãe, Hugo aproxima-se da porta e abre-a.

- Mãe, apresento-te os meus amigos. Olhando fixamente para os amigos do filho, sem óculos, responde: - Os teus amigos são muito peludos! - É normal, mãe, são leões. A mãe, pensando que o filho estava a brincar, começa a rir. - Ah! Ah! Ah! Tens muita piada. Mas, aproximando-se e colocando os óculos, na ponta do nariz, depara-se com cinco animais selvagens à sua frente.


- Céus, céus! Hugo, sai já da beira deles, são perigosos. - Mãe, eles não fazem mal, são inofensivos. - Como sabes isso? – questionou a mãe aterrorizada. - A floresta onde eles vivem é mágica e só as crianças com bom coração conseguem compreender os animais. Por isso, não tenhas medo. O leãozinho está ferido e precisa de um curativo. A mãe, mais sossegada, lá tratou da pata do leãozinho mas achou que ele tinha de repousar pois o ferimento estava infeccionado. Então, o leãozinho Leo passou a noite em casa de Hugo e os seus amigos, Pepe, Mara, Ben, Jacira e Tom regressaram à floresta mágica. Ao amanhecer Leo já se encontrava melhor e disse ao Hugo: - Vou regressar a casa pois tenho o pressentimento de que algo aconteceu com os meus amigos. Então, o leãozinho Leo pôs-se a caminho da floresta mágica com a ajuda do seu amigo Hugo.


Andaram, andaram, quando, de repente, começaram a ouvir uns barulhos que não eram normais, e, a partir daí, avançaram com cuidado. Foi então que se depararam com grandes máquinas, controladas por homens que mais pareciam monstros a devorar árvores.

Muito assustados e sem saber o que fazer, Leo e Hugo foram procurar os seus amigos que estavam escondidos e cheios de medo. Quando o leãozinho encontrou os seus amigos, que estavam apavorados, ele apenas disse: - Não podemos ficar parados a ver aquelas máquinas destruírem a nossa floresta! Dito isto, ele pediu às corujas que avisassem todos os animais que se encontrassem na lagoa azul para pararem os homens.


Vendo a aflição dos animais, Hugo decidiu ir também à reunião, para ajudar os seus amigos e, assim, todos juntos, pensarem numa solução para salvarem a floresta. Hugo disse que para salvar a floresta mágica e todos os animais eles tinham que ser mais inteligentes que os seres humanos e que tinham que trabalhar em conjunto. A floresta mágica não podia perder o seu encanto. Então, a solução que encontraram foi o Hugo ir falar com os trabalhadores e, todos concordaram com a ideia.

Quando Hugo chegou junto dos trabalhadores pediu-lhes que compreendessem que estavam a destruir a floresta e que isso iria prejudicar a vida animal que ali existia. Eles não quiseram saber de nada do que ele disse e mandaramno retirar-se porque aquele sítio era perigoso para ele.


Não conseguindo que os homens se fossem embora, o Hugo decidiu pedir ajuda e lembrou-se dos seus amigos do 1.º ano da Escola Básica de Aldeia Nova. Mesmo assim, os dezassete alunos, não foram suficientes para demover a ideia dos humanos em destruir a floresta. Sem mais ideias, o Hugo e os seus amigos desanimaram. Todos estavam tristes por não conseguirem fazer nada. Foi então, que surgiu uma pequena criatura perto do Hugo. O Hugo ficou assustado mas não hesitou em perguntar-lhe: - Quem és tu? E o que fazes aqui? - Olá! Eu sou a fada mestra desta floresta mágica. Vi que vocês estavam em apuros e vim para vos ajudar.

- E como nos vais ajudar, sendo tão pequena? - Hugo, toma estes três grãos e mastiga-os devagar.


Com um pouco de receio Hugo lá comeu os grãos, confiando na fada mestra. Entretanto Hugo começou a sentir o seu corpo a transformar-se, tinha-se tornado o Super-Homem.

Sentindo-se bastante forte começou por destruir todas as máquinas, obrigando os homens aterrorizados a irem-se embora. Os animais saltaram de alegria, agradecendo ao Hugo, aos seus amigos e à fada mestra. Mas os humanos não se foram embora muito contentes, jurando vingança. - Nós voltaremos em breve, mais depressa do que vocês pensam. O Hugo e os seus amigos continuaram a cuidar da floresta e a protegê-la com a ajuda da fada mestra. Hugo e seu amigo Leo estavam sempre atentos à vinda dos humanos que tinham prometido vingança e que iam voltar para destruir a floresta.


Hugo era ainda uma criança mas tinha muita coragem para lutar contra os humanos e, com o apoio dos seus amigos Leo, Mara, Pepe, Ben, Tom e Jacira, continuaram a proteger a floresta. A fada mestra disse ao Hugo que ele e os seus amigos tinham de estar sempre juntos para terem força para proteger a floresta mágica dos humanos que prometeram voltar. A fada acrescentou que iria ausentar-se mas que lhes iria deixar novamente os três grãos mágicos. No caso de os humanos voltarem, o Hugo poderia destruí-los e proteger a floresta mágica.

E com o passar do tempo Hugo foi crescendo e os animais também, sempre cautelosos. Leo e os seus amigos constituíram família e Hugo também, sem nunca abandonar a floresta.


Hugo tinha uma menina e como pai orgulhoso que era contava sempre as suas histórias, as que vivenciou. Um dia, a sua filha Lara quis ir visitar a floresta mágica de que o pai tanto falava. Quando lá chegaram, o Hugo viu os seus amigos muito assustados, a esconderem-se. O Hugo disse-lhes então: -Calma amigos, venho apresentar a minha filha Lara, os vossos filhos escusam de ter medo. Os animais, aos poucos, começaram a sair e gritavam «Viva, viva, viva» à menina Lara.

A correr chega Pepe a dizer que os humanos voltaram e, desta vez, mais fortes. Hugo disse-lhes então:


- Não tenham medo, eu estou aqui convosco. Lembram-se que eu ainda tenho três grãos mágicos que a fada deixou? Hugo foi levar Lara a casa acompanhado dos seus amigos. Quando lá chegou foi buscar os grãos e eles tinham desaparecido… Foi Lara que andou a brincar com eles, como ela era muito curiosa, quando os viu pegou neles. O Hugo fica triste mas diz aos amigos para não perderem a esperança pois ainda tinham a fada mestra para os ajudar. Foram então à floresta mágica e todos juntos chamaram pela fada mestra. - Fada mestra, fada mestra, aparece, precisamos de ti! A fada apareceu e disse: - Ai Lara, Lara, o que te havia de dar, brincar com os grãos mágicos, mas isso já não tem importância. Com o passar do tempo os grãos perderam o poder e agora vou dar-vos uma poção mágica, desta vez é para sempre. Tendes que ter muita coragem e ide usá-la nos humanos, chega de violência. Os problemas não se resolvem assim e vocês podem magoar-se, só tendes que ir ao encontro dos humanos, espalharem


metade da poção antes deles chegarem à floresta e a outra metade tem de se virar por cima deles. Por isso é que eu disse que tinham que ter muita coragem. Começaram logo a perguntar quem é que havia de espalhar a poção mágica. Jacira disse: - E porque é que nós não pedimos ajuda aos pássaros? Eles voam e, assim, podiam nos ajudar. - Boa, boa, boa ideia Jacira. E assim foram falar com os pássaros que disseram logo que sim. Também era do interesse deles que a floresta mágica não fosse destruída. Combinaram e foram ao encontro dos humanos mas divididos por grupos. Quem ia falar era só o Hugo visto que os humanos eram maus e não conseguiam falar com os animais. Hugo tentou dissuadi-los mas nada adiantou. Esse era o plano, para ganharem tempo para que os animais por terra e os pássaros pelo ar conseguissem virar a poção por onde os humanos passassem.


Conseguiram. Os humanos mudaram logo de atitude e perceberam que iam destruir uma floresta tão linda e que, no fundo, só protegia o meio ambiente pois as árvores é que nos dão ar, ajudam a respirar. Os animais, sem verdura não conseguem viver. Os humanos foram embora com o coração cheio de amor e prometeram nunca mais lá voltar a não ser para levar os filhos a passear e a ajudar os animais que lá vivem, sim, porque agora eles já conseguiam falar com os animais. O coração deles era do tamanho do mundo. E assim Hugo, a sua mãe, a sua esposa, a filha Lara e os seus amigos Leo, Mara, Pepe, Ben, Tom, Jacira e os pássaros viveram felizes para sempre na floresta mágica, sem precisarem mais da fada mestra que foi para o outro lado do mundo ajudar quem precisava dela. E o mal nunca vence o Bem quando se faz as coisas com amor.


Texto produzido pelos seguintes alunos da Turma AN 1 e suas famílias:  Bruno Filipe Carvalho da Silva  Carina Pires Azevedo  Catarina Filipa da Costa Ferreira  Daniela Alves da Silva  Fabiana Pereira Catarino  João Miguel Neves da Silva  Luís Miguel Silva Paiva  Marisa Filipa Carvalhido Novo

Ilustrações realizadas por todos os alunos da Turma AN 1.


A floresta mágica