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Projeto de Leitura “Construindo Leitores” Avaliação Notas introdutórias

Este relatório de avaliação agrega dados dos inquéritos por questionário (quatro), disponibilizados on-line, dos registos de leitura que os docentes efetuaram, das atividades dinamizadas pela BE no âmbito da leitura e literacia, e, ainda, registos de observação e conversas informais da professora bibliotecária com os docentes.

 Os inquéritos por questionário foram construídos através das ferramentas do Google Docs e disponibilizados em momentos diferentes, de acordo com término das atividades a que diziam respeito;

 O inquérito “Construindo leitores” referente ao projeto de leitura foi disponibilizado aos docentes, on-line, na última semana de aulas do 2º período; pode ser visualizado no seguinte endereço eletrónico: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dHdtZkVjaXo2V3JCZFRLeWl4ZGZ5d3c6MQ

Responderam ao questionári0 40 docentes; nem todos os docentes responderam à totalidade das questões.

 O inquérito “Mês da Leitura” foi disponibilizado no dia 23 de Março, uma vez que duas escolas terminaram as atividades do Mês da leitura, apenas nesse dia. O inquérito pode ser visualizado no seguinte endereço eletrónico: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEF4OHZkTmVxLWJwdDNRcjF0YWRTWXc6M Q

Responderam ao inquérito 40 docentes; nem todos os docentes responderam à totalidade das questões;

O inquérito “Dicionário da Amizade” relativo ao desafio do mês de fevereiro foi disponibilizado, na primeira semana de Março, aos 37 docentes participantes; pode ser visualizado no seguinte endereço eletrónico: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG9vVHdoT095VkhmUGp6X0g0dVJjN1E6MQ

Responderam ao inquérito 24 docentes; nem todos os docentes responderam à totalidade das questões;

O inquérito “Descobrindo o prazer da linguagem”, respeitante ao desafio do mês de janeiro, foi disponibilizado, na primeira semana de fevereiro, aos 30 docentes participantes; pode ser visualizado no seguinte endereço eletrónico: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dHZvQWhMRnB6MkljN3JueGZYN05GbkE6MQ

Responderam a este inquérito 26 docentes; nem todos os docentes responderam à totalidade das questões colocadas.

Os registos de leitura acontecem na continuidade do trabalho realizado no período anterior; assim, os docentes registam obras e atividades realizadas, tendo em conta as diferentes vertentes do Projeto de leitura “Construindo Leitores”; no final do ano, terão uma imagem completa do trabalho realizado em torno da leitura e da formação de leitores, na


respetiva turma; aconselha-se a agregação destes registos ao PCT de cada docente. Estes registos são enviados trimestralmente à PB;

 Os gráficos abaixo apresentados foram retirados do “resumo das respostas” do Google Docs, de cada um dos inquéritos elaborados e disponibilizados e de acordo com as questões em análise.

Análise 1. A leitura com várias finalidades e funções O projeto “Construindo Leitores” prevê a exploração de variados tipos de texto e com diferentes finalidades. Nesse sentido, foi perguntado aos docentes com que frequência (nenhuma vez, uma vez, duas vezes, ou mais de duas vezes) trabalharam / exploraram os diferentes textos, neste 2º período. A seguinte tabela permite-nos verificar o modo como os dados se distribuem: Tabela I – Leitura com várias finalidades Com que frequência explora… Uma vez

Textos informativos

Textos instrucionais

Textos Dramáticos

Textos poéticos

Textos narrativos

Textos Funcionais

18% 13% que 51%

18% 13% 33%

21% 21% 26%

5% 13% 82%

5% 16% 79%

35% 11% 41%

18%

36%

37%

0%

0%

14%

Duas vezes Mais duas vezes Nenhuma

Fonte: Dados do Inquérito “Construindo leitores”

No período transato, os docentes revelaram que a leitura orientada foi a mais trabalhada em contexto de sala de aula, sendo os textos narrativos (com obras de literatura infantil), aqueles que mais foram explorados. Neste 2ºperíodo, a tendência mantém-se, no entanto, verifica-se que os textos poéticos são aqueles que uma maioria de docentes diz ter trabalhado “mais que duas vezes” neste 2º período, de forma mais expressiva maioritariamente (82%). Considero que o Mês da Leitura com atividades direcionadas para a declamação e escrita de poemas, bem como, o desafio de janeiro da BE, “Descobrindo a beleza da linguagem”, muito contribuíram para este resultado. Constata-se, assim e a meu ver, o “efeito de escola” sobre as práticas e, consequentemente, sobre as aprendizagens dos alunos. Relativamente aos textos narrativos, é natural que estes sejam dos textos mais trabalhados em contexto de sala de aula, quer pela operacionalização do Aler+-os-Livros (com maior número de narrativas a circular), quer ainda, pelo facto do manual de Língua Portuguesa, em particular, o de 2º ano de escolaridade, que, ao sugerir leituras integrais dos excertos apresentados, faz com o docente procure mais a BE, no sentido de apresentar a obra em contexto de sala de aula. Tal como no período passado, os textos dramáticos continuam a ser aqueles que de forma mais expressiva, os docentes dizem não ter trabalhado (37%). Em torno das diferentes vertentes de exploração da leitura, os registos dos docentes revelam uma panóplia de atividades e estratégias adotadas: resumos, recontos, ilustração, desenho e pintura, construção de cartazes diversos, pesquisas, banda desenhada, dramatização…


2. A leitura e outros intervenientes Tal como no período anterior, e tendo presente a vertente social da leitura na perspetiva do encontro com o outro, através do livro, ou seja, na partilha de emoções que os encontros proporcionam, os docentes foram questionados sobre a interação de outros agentes, com os seus alunos, no âmbito da leitura e da formação de leitores, Não sendo de se estranhar, a professora bibliotecária é a agente que mais interage nas turmas, com os alunos. Como já foi referido diversas vezes em relatórios anteriores, é função da Professora bibliotecária prestar serviço de biblioteca a todos os alunos do Agrupamento, quer as respetivas escolas tenham BE, quer não tenham. Este período, contrariamente ao período transato e derivado do Mês da Leitura, também o encontro com outros agentes, designadamente, com escritores, apresenta um resultado bastante expressivo (87%), conforme podemos verificar no gráfico seguinte. Mais uma vez, o “efeito escola” faz-se sentir nas práticas. O seguinte gráfico mostra-nos a distribuição completa dos dados: Gráfico I – A leitura e outros intervenientes

95% 95%

54% 46% 87%

Fonte: dados do Inquérito “Construindo Leitores”

3. A leitura em suporte digital Foram questionados os docentes no sentido de se saber se tinham proporcionado aos seus alunos leituras em suporte digital. Tal como no período transato, há uma maioria expressiva de docentes (74%) que diz ter proporcionado leituras digitais aos seus alunos conforme podemos verificar no seguinte gráfico: Gráfico II – A leitura em suporte digital

74%

Fonte: dados do Inquérito “Construindo Leitores


4. A BE e o projeto de leitura “Construindo leitores” A BE interage com as turmas (alunos e professores) do pré-escolar e 1º ciclo de diversas formas, contribuindo para a implementação, dinamização e operacionalização do projeto de leitura. Assim, este período, a BE dinamizou sessões de leitura para o 4º ano, com a obra Fumo de Antón Fortes, no âmbito dos valores de solidariedade, cooperação e integração social, tendo como “background” o Holocausto Nazi, sessões de leitura para o 1º ano e pré-escolar com as obras, respetivamente, “Um amigo como tu” de Julia Hubery e “O sapo encontra um amigo” de Max Velthuijs, com a temática da amizade ; sessões de leitura para as turmas participantes no concurso “Eu conto” do PNL, designadamente, “A princesa baixinha” de Beatrice Masini e “Partilhar” de Anthea Simmons; Sessões de leitura, com os dois alunos de uma das turmas que beneficia de apoio educativo, seguida de gravação e construção de uma história digital, com a narração destes alunos (João e o feijoeiro mágico e A pequena sereia); Sessões de “leituras digitais” na EB Agro Velho, no âmbito do Mês da Leitura, através da Biblioteca digital do PNL (“A princesa malcriada” de Mariana Magalhães, “A joaninha vaidosa” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “O rato do campo e o rato da cidade” de Alice Vieira, “O dia em que o galo não cantou” de Rosário Alçada Araújo, “As moedas de ouro do pinto pintão” de Alice Vieira, “O lápis do André” de Inês Pupo) e ainda outras histórias digitais, a pedido dos alunos mais pequenos, designadamente, “Ruca e o cartão misterioso” e “Ruca e o pequenique”. Todas estas sessões de leitura possibilitaram a animação do acervo da BE e contribuíram, certamente, para o desenvolvimento da competência leitora, para a formação de leitores e para o desenvolvimento de uma cultura literácita. Todavia, é com os desafios do mês que a BE interage, em simultâneo, com todas as turmas do pré-escolar e do 1º ciclo. Este período, a BE lançou três desafios: 1.“Descobrindo a beleza da linguagem”, em janeiro, com atividades distintas, a partir de jogos poéticos, para o pré-escolar e para cada ano de escolaridade; 2.“O dicionário da amizade”, em fevereiro, em que cada turma tinha atribuída uma letra do alfabeto e com essa letra tinha de encontrar uma palavra e atribuir-lhe sentido, através da lente da amizade; 3. Mensagens de cooperação e solidariedade para a “Árvore Solidária” em exposição no “Diana Bar”, em março. Estes desafios, de participação livre, encontram sempre forte adesão. O seguinte gráfico permite constatar este facto: Gráfico III – A participação nos desafios da BE

13% 20% 70%

Fonte: dados do Inquérito “Construindo Leitores”

Os desafios, de cariz formativo, uma vez que são repletos de sugestões didáticas e orientações pedagógicas, proporcionam, certamente, momentos enriquecedores para os alunos. No desafio de janeiro, através de inquérito por questionário, os docentes (26 respondentes) revelaram de modo expressivo, conforme se pode constatar nos seguintes gráficos que os alunos exploraram ou “exploram bastante”, criativamente, a linguagem e desenvolveram o


imaginário (65%), que os alunos despertaram o prazer pela sonoridade e ritmo da língua (88%), que os alunos ficaram motivados pela leitura e escrita de textos poéticos (56%) e que esta atividade do desafio do mês foi positiva (44%) ou muito positiva (56%) para aumentar os níveis de sucesso educativo. Gráfico IV – Exploração criativa da linguagem no desafio do mês de janeiro 65% 35%

Fonte: dados do Inquérito “Descobrindo a beleza da linguagem””

Gráfico V – O prazer pela sonoridade e ritmo da língua no desafio do mês de janeiro

88% 12%

Fonte: dados do Inquérito “Descobrindo a beleza da linguagem””

Gráfico VI – A motivação para a leitura e escrita de textos poéticos no desafio do mês de janeiro

44% 56%

Fonte: dados do Inquérito “Descobrindo a beleza da linguagem””

Gráfico VII – Aumentar os níveis de sucesso educativo no desafio do mês de janeiro

56% 44%

Fonte: dados do Inquérito “Descobrindo a beleza da linguagem””


No desafio de fevereiro, também por inquérito por questionário, os docentes (24 respondentes) revelaram, de forma muito expressiva, que a atividade, “Dicionário da amizade”, foi importante porque permitiu a reflexão sobre o valor da amizade (83%) e que foi pertinente porque permitiu desenvolver competências de âmbito curricular (25%), conforme se constata na seguinte tabela: Tabela II – A opinião dos docentes relativamente ao “Dicionário da Amizade”

Fonte: dados do Inquérito “Dicionário da Amizade”

Finalmente, no desafio de Março, “A Árvore Solidária”, em exposição no “Diana Bar”, com poemas / mensagens de solidariedade e cooperação de todas as turmas de Pré-escolar e 1º ciclo, e integrada no “Mês da Leitura”, os docentes consideraram, maioritariamente e de forma muito expressiva, que esta atividade foi muito positiva na promoção na construção de um referencial de valores (83%), que foi muito positiva no que respeita à projeção da imagem da escola (81%), que foi muito positiva a participação (envolvência e gosto) dos alunos na atividade (88%) e que foi também muito positiva no que se prende com a articulação entre a BE, o 1º ciclo e o pré-escolar (94%). Os seguintes gráficos permitem uma visão completa da distribuição dos dados: Gráfico VIII – A Árvore Solidária e a construção de um referencial de valores

83% 17%

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

Gráfico IX – A Árvore Solidária e a projeção da imagem da escola

78% 22%

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”


Gráfico X – A Árvore Solidária e a participação dos alunos

90% 10%

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

Gráfico XI – A Árvore Solidária e a articulação entre a BE, o Pré-escolar e o 1º ciclo

90% 10%

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

Constatamos, portanto, que os desafios do mês são importantes não só para a vertente curricular, com o desenvolvimento da competência leitora e formação de leitores, mas também, para outras vertentes do currículo, mais transversais, designadamente, a formação pessoal e social e a educação para a cidadania, operacionalizando, assim, variados objetivos estratégicos do PE. 5. A leitura recreativa O projeto de leitura “Construindo Leitores” prevê a implementação da leitura recreativa, portanto, o prazer de ler. Para este facto muito contribuem as requisições domiciliárias levadas a cabo em cada escola, com o “Já sei ler” (1º ciclo) e “Leitura em Vai e vem” (Préescolar), em interação, sempre que possível, com os familiares. A requisição domiciliária acontece com a professora bibliotecária quando esta está na BE ou sob a responsabilidade dos docentes, nas escolas sem BE, ou quando a professora bibliotecária está ausente nas escolas com BE (uma vez que a PB se desloca pelas quatro BE´s, nem sempre está presente). A professora bibliotecária organiza ainda, por solicitação de alguns docentes, conjuntos de obras para disponibilizar na sala de aula, fazendo-se nestas situações, a leitura domiciliária rotativamente entre os alunos, até se saturar o conjunto de livros disponibilizado para o efeito, procedendo-se, depois, à respetiva substituição. Com uma tendência similar ao período transato, os docentes, de forma maioritária e expressiva, revelaram que praticam a leitura domiciliária com os seus alunos, conforme se constata no seguinte gráfico:


Gráfico XII – Leitura recreativa

71%

Fonte: Dados do Inquérito “Projeto de Leitura”

Nos registos de leitura, os docentes, particularmente as educadoras, revelam, de forma maioritária, construir quadros diversos (novas palavras, quem leva a mochila, quem lê comigo, registos de leitura em casa…) interagindo, assim, com estas leituras domiciliárias. No 1º ciclo, entre os diferentes professores, predomina a conversação informal, bem como, os registos de requisição domiciliária, ainda que, em algumas turmas haja evidências de registos de leitura afixados nos placards (opiniões ou comentários de obras) feitos em família. (cf. Registos de leitura dos docentes) 6. As obras no apoio ao desenvolvimento curricular Existindo na BE um manancial significativo de obras, seria pertinente que os docentes as rentabilizassem no apoio ao desenvolvimento curricular, proporcionando aos alunos o contacto com textos literários integrais, com obras de referência e, ainda, permitindo a manipulação do livro enquanto objeto físico. O projeto “Construindo Leitores” refere este facto. No período transato, uma maioria expressiva de docentes (79%) afirma ter utilizado obras de referência (enciclopédias, obras de zoologia, ciência, botânica… dicionários diversos) e obras de literatura infantil no apoio ao desenvolvimento curricular. Este período, há 100% de docentes a afirmar, no inquérito, que essa situação acontece, no entanto, são vários os registos de leitura que mostram que há docentes que não exploraram obras no apoio ao currículo, neste 2º período. Talvez esta incongruência se deva ao facto da questão colocada no inquérito poder induzir ao erro, por estar mencionado o uso do dicionário (como obra de referência) e que, como todos sabemos, o docente usa frequentemente nas suas práticas letivas. O seguinte gráfico apresenta-nos os resultados do inquérito on-line:

Gráfico XIII - A leitura de obras de referência e de literatura infantil do apoio ao currículo

100%

Fonte: Dados do inquérito “Construindo Leitores”


7. O projeto de leitura e as iniciativas do PNL O Plano Nacional de Leitura lança, anualmente, diversas iniciativas no seu portal, designadamente, concursos e atividades variados e a semana da leitura. A BE dá sempre conta destas iniciativas, ora colocando no blogue PrePri@veromar, ora enviando por email a informação para cada docente. Outras vezes, a informação é emanada diretamente da própria direção. 7.1. Concursos Este ano, o Agrupamento está representado no concurso “Eu conto” com dois trabalhos (um do 1º ciclo e outro do pré-escolar) em articulação com a BE, no concurso “Conta-nos uma história” com um trabalho de uma turma do 1º ciclo e em articulação coma BE, e, ainda, no concurso “Onde te leva a imaginação” com um trabalho do 1º ciclo e por iniciativa da própria professora, sem qualquer interferência da BE (à exceção do arranjo das obras necessárias à consecução do trabalho). São momentos enriquecedores de leitura e escrita, criados nestas turmas participantes, em torno de obras da literatura infantil. 7.2. Semana da leitura Quanto à Semana da Leitura, no nosso caso, Mês da Leitura, esta efetivamente é assumida, em cada escola, como algo institucionalizado que se vem realizando, desde o primeiro momento. Este ano, a maioria das escolas apresentou um programa muito rico com encontros de autores e muito diversificado de atividades. Os programas foram concebidos em articulação com a BE e a própria BE desenvolveu atividades nas escolas. Os docentes, maioritariamente e de forma muito expressiva (94%), consideram que o “Mês da Leitura” foi, de modo global, muito positivo. O seguinte gráfico elucida-nos desse facto: Gráfico XIV – A opinião dos docentes sobre o Mês da Leitura

93%

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

Os docentes referem, também, de forma muito expressiva, que o Mês da Leitura teve impacto “muito positivo” na promoção da leitura, na projeção da imagem da escola, no envolvimento da comunidade, na construção de um referencial de valores e na produção de trabalhos em variadas vertentes. A seguinte tabela dá-nos uma imagem clara e global da distribuição completa dos dados:


Tabela III – O impacto do Mês da Leitura Considera que o mês da Leitura Muito Positivo Pouco Positivo Não teve teve impacto… positivo impacto Na promoção da leitura (contacto com 85% 15% obras, autores…) Na projeção da imagem da escola (divulgação dos trabalhos e atividades) No envolvimento da comunidade (pais, familiares, agente da BM, escritores, PB) Na construção de um referencial de valores (cooperação e solidariedade) Na produção de trabalhos (escrita, ilustração, desenhos, drama, cartazes…)

83%

17%

88%

10%

73%

27%

83%

17%

2%

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

7.2.1. A participação e a envolvência da comunidade A comunidade esteve presente e participou em variadas atividades do Mês da Leitura. Foi, então, solicitado aos docentes que destacassem uma atividade desenvolvida neste âmbito. A seguinte tabela permite constatar que o encontro com os escritores, a manhã da poesia, o lançamento de balões com mensagens de solidariedade e cooperação e ainda a participação de familiares em sessões de leitura foram as atividades mais destacadas. Quadro I – A participação e envolvência da comunidade Atividade destacada Ocorrências Leitura da obra "Joana Serpentina" de Francisco Alegre Duarte por uma mãe. Foi elaborado um 2 PPt com as imagens da história que iam passando conforme a leitura da mesma. Requisição na Biblioteca com os Encarregados de Educação

A vinda da escritora à escola, onde uma mãe ofereceu um presente à convidada, realizado por si, como agradecimento pela homenagem que a mesma presta às mães na obra "A minha mãe é a melhor do mundo". A manhã da poesia com a participação de pais e encarregados de educação que assistiram a todas as turmas e grupos do pré-escolar dizendo poesia, ora da sua própria autoria, ora de autores conhecidos e outros. Seguiu-se a participação dinâmica e interativa da escritora convidada, Mª João Lopo de Carvalho e, finalmente uma sessão de autógrafos. Árvore solidária

5 2 7

3 3 Encontro com escritora Sara Rodrigues 5 O lançamento de balões com mensagens de solidariedade; 3 O contacto com o escritor/ilustrador Pedro Leitão; 1 O contacto com a escritora Cândida da Luz 1 Participação de avô na leitura de uma história 1 Os trabalhos realizados pelos alunos sobre as obras trabalhadas e depois expostas. 1 Destaco o teatro de fantoches de vara contando a história "A menina dos cabelos de ouro e os 1 Feira do livro

três ursos", realizado pelas docentes do Pré-escolar do JIAG. Aqui foram vividos momentos de grande envolvência entre todos os alunos deste estabelecimento, pois estes tiveram oportunidade de contactar com os fantoches e até mesmo, realizar pequenos diálogos. Desta forma existiu articulação vertical, à volta de valores, tais como, a cultura e a literacia. Foi uma atividade bastante positiva. Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

7.2.2. A projeção da imagem da escola Muitas foram as atividades que, sem dúvida, projetaram a imagem da escola. Foi solicitado aos docentes que destacassem uma atividade neste âmbito. A seguinte tabela revela-nos a riqueza das atividades que projetaram uma imagem positiva de escola.


Quadro II – A projeção da imagem da escola Atividades que projeatram a imagem da escola Vinda dos escritores à escola Recital da manhã da poesia na presença da escritora Maria João Lopo carvalho A árvore solidária O encontro com a Escritora Maria João Lopo de Carvalho e a entrega de um trabalho feito por uma mãe. -Manhã de Poesia A divulgação dos trabalhos através do blog "Prepri" Os trabalhos realizados pelos alunos sobre a obras trabalhadas e depois expostas. A largada de balões com as mesmas mensagens da árvore Solidária Feira do livro A visita da escritora, que manifestou grande entusiasmo na observação dos trabalhos realizados, solicitando fotografias para publicar no seu facebook.

Ocorrências 3 1 4 1 2 2 2 4 1 1

Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

7.2.3. Comentários ao Mês da Leitura Finalmente, foi solicitado aos docentes que deixassem um comentário sobre este Mês da Leitura (se assim o entendessem). Os diferentes comentários foram agrupados nas seguintes categorias de análise: “A promoção da leitura e dos livros”, “O valor da leitura – instrumental, cultural e social”, “Dinâmicas de participação – alunos, professores, comunidade”, “outros”. Pode-se constatar que as opiniões dos docentes, maioritariamente, gravitam em redor do valor da leitura como algo instrumental, social e cultural. O seguinte quadro permite uma visão globalizadora da análise efetuada: Quadro III – Os comentários dos docentes relativamente ao Mês da Leitura A promoção dos livros e da leitura

O valor da leitura (Instrumental, cultural e social)

Dinâmicas de participação (Alunos, professores, comunidade)

Outros

Penso que esta vivência é importante para cada vez mais incutir nas crianças o gosto pelos livros e pela leitura.

É o desabrochar para a leitura e principalmente levar os alunos a ler obras para a sua idade. Um bom leitor é um bom escrevente.

Os alunos participaram com muito entusiasmo.

Desta forma ao promover a leitura, pode ser um meio de sensibilização para o gosto de ler, envolvendo os alunos e família.

Mais uma vez incutimos nos nossos alunos, o valor da leitura no enriquecimento de saberes e desenvolvimento integral da conduta humana.

Salienta-se também o envolvimento das famílias e de toda a comunidade educativa na celebração do livro e da leitura.

Atividades destas são necessárias, mas terão que ser doseadas para dar oportunidade de trabalhar os conteúdos programados pela turma e em simultâneo pudermos participar. É sempre interessante o mês da leitura.

Promoveu muitos momentos culturais, lúdicos, divertidos e acima de tudo desenvolver-se o gosto pelo livro, pela leitura e escrita.

Atendendo que o Pré-escolar tem um projeto Criar para comunicar", a leitura e exploração de diferentes textos literários, todas as atividades deste mês da leitura, vêm de encontro ao mesmo projeto. É uma mais valia, pois promove a importância da leitura para colmatar problemas relacionados com a literacia, o que neste meio se verifica muito, e, é preocupante. A intervenção de elementos externos à escola, nomeadamente um autor, é sempre um momento marcante que desencadeia nos alunos novos horizontes, passando a ver a leitura e a escrita de outra perspetiva. O Mês da Leitura foi uma mais valia para o

Iniciativa bastante produtiva e interessante que teve um envolvimento bastante positivo e ativo por parte dos alunos.

Interessante

Foi um mês de muito trabalho, de muito stress, mas... agora que acabou... valeu todo o trabalho

Fantástico

Foi um mês de trabalho intensivo à


desenvolvimento dos alunos a nível de leitura / escrita.

Consciencializa as crianças para a importância da leitura e da escrita, proporcionando-lhes, de uma forma agradável, momentos de enriquecimento pessoal e cultural. Realização de um trabalho que permitiu alargar os horizontes dos alunos estética e culturalmente, valorizando o melhor conhecimento e uso da língua portuguesa.

volta da leitura, dos livros, das histórias e da poesia, que envolveu todos (professores, educadoras, alunos, auxiliares, elementos das bibliotecas, pais e familiares dos alunos e escritora convidada), numa dinâmica muito positiva de articulação. Muito trabalhoso...

As atividades realizadas facultaram aprendizagens enriquecedoras e motivadoras para os alunos; Fonte: Dados do Inquérito “Mês da Leitura”

8. O projeto de leitura e outras iniciativas dos docentes Os registos de leitura revelam ainda que muitas outras atividades acontecem na turma para além das que até ao momento foram descritas neste documento. Assim, há docentes que organizam a biblioteca de turma, a partilha de livros entre os alunos, participam em concursos variados, convidam agentes para ler nas turmas, proporcionam experiências gratificantes aos seus alunos, como ida ao cinema, teatro na escola… No contexto de outros concursos, o Agrupamento está representado com a obra “As peripécias da noz Nini” no concurso “Pequeno grande C” promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. A BE participou na construção da obra. Estes momentos ampliam o conhecimento do mundo e possibilitam sentidos diversos e traduzem, certamente, processos de facilitação para a leitura e formação de leitores.

Conclusão Reunindo os fragmentos das análises realizadas com os inquéritos on-line, com os registos de leitura e com outra informação proveniente das observações efetuadas e conversas informais, e tendo presente os pressupostos do projeto de leitura “Construindo leitores”, designadamente, que a leitura deve acontecer de forma sistemática, planeada, com diferentes funções e finalidades, com vários intervenientes, em diferentes suportes, com atividades diversas, inovadoras e estimulantes, com iniciativas da BE, do PNL e da BM, entre outras, concluiu-se que: 1. A leitura foi trabalhada com diferentes finalidades e funções (leitura orientada, leitura recreativa, informativa, instrucional e funcional), sendo a exploração de textos poéticos e narrativos, os géneros textuais referenciados de forma mais expressiva, mantendo-se a tendência do período passado; os textos dramáticos continuam a ser aqueles que de forma mais expressiva, os docentes dizem não ter trabalhado, neste período. Os registos de leitura revelam, neste âmbito, que muitas foram as atividades realizadas: recontos, resumos, ilustrações, dramatizações, cartazes, desenho e pintura, envolvência de pais e familiares, fichas e guiões de leitura…


2. Os alunos contactaram com diversos agentes no âmbito da leitura e da formação de leitores. A professora bibliotecária foi a agente que mais interagiu nas turmas, com os alunos. Este período, contrariamente ao período transato e derivado do Mês da Leitura, também o encontro com outros agentes, designadamente, com escritores, apresentou um resultado bastante expressivo. 3. A BE dinamizou variadas atividades que operacionalizam o projeto de leitura “Construindo Leitores”, designadamente, sessões de leitura e desafios. As sessões de leitura, com a animação de variadas obras que integram o acervo da BE, contribuíram para o desenvolvimento da competência leitora, para a formação de leitores competentes e para o desenvolvimento de uma competência literácita. Os desafios, possibilitando um trabalho de articulação entre diferentes estruturas do Agrupamento – Biblioteca, Pré-escolar e 1º ciclo – encontraram forte adesão entre os docentes, neste 2º período. As análises efetuadas permitem constatar que estes desafios, repletos de sugestões didáticas e orientações pedagógicas, são importantes, não só para o desenvolvimento da competência leitora e para a formação de leitores, mas também, para outras vertentes do currículo, designadamente, a formação pessoal e social e a educação para a cidadania, operacionalizando variados objetivos estratégicos do PE. 4. No que respeita às leituras em diferentes suportes, previstas no “Construindo Leitores”, nomeadamente, as leituras digitais, este período há uma maioria expressiva de docentes (74%) que diz ter proporcionado este tipo de leitura aos seus alunos. 5. O projeto de leitura “Construindo Leitores” prevê a implementação da leitura recreativa, portanto, o prazer de ler. Para este facto muito contribuem as requisições domiciliárias levadas a cabo em cada escola, com o “Já sei ler” (1º ciclo) e “Leitura em Vai e vem” (Pré-escolar), em interação, sempre que possível, com os familiares. Com uma tendência similar ao período transato, os docentes, de forma maioritária e expressiva (71%), revelaram que praticam a leitura domiciliária com os seus alunos. Nos registos de leitura, os docentes, particularmente as educadoras, revelam, de forma maioritária, construir quadros diversos (novas palavras, quem leva a mochila, quem lê comigo, registos de leitura em casa…) interagindo, assim, com estas leituras domiciliárias. No 1º ciclo, entre os diferentes professores, predomina a conversação informal, bem como, os registos de requisição domiciliária, ainda que em algumas turmas haja evidências de registos de leitura (opiniões ou comentários de obras) feitos em família. 6. Relativamente à utilização de obras de referência e obras de literatura infantil no apoio ao desenvolvimento curricular, este período, há 100% de docentes a afirmar, no inquérito, que essa situação acontece. 7. As iniciativas do PNL, designadamente alguns concursos e a Semana da Leitura, estão também presentes na operacionalização do projeto de leitura. Este período, o Agrupamento está representado no concurso “Eu conto” com dois trabalhos (um do 1º ciclo e outro do pré-escolar) em articulação com a BE, no concurso “Conta-nos uma história” (podcast) com um trabalho de uma turma do 1º ciclo e em articulação com a BE, e, ainda, no concurso “Onde te leva a imaginação” com um trabalho do 1º ciclo e por iniciativa da própria professora, sem qualquer interferência da BE (à exceção do arranjo das obras necessárias à consecução do trabalho). São momentos enriquecedores de aprendizagem na leitura e na escrita proporcionados às turmas participantes. Quanto à Semana da Leitura, no nosso caso, Mês da Leitura, esta efetivamente é assumida, em cada escola, como algo institucionalizado que se vem realizando, desde o primeiro momento. Este ano, a maioria das escolas apresentou um programa muito rico com encontros de autores e muito diversificado de atividades. Os programas


foram concebidos em articulação com a BE e a própria BE desenvolveu atividades na maioria das escolas, com e sem BE. No inquérito por questionário on-line, os docentes, maioritariamente e de forma muito expressiva (94%), consideram que o “Mês da Leitura” foi, de modo global, muito positivo. No mesmo inquérito, os docentes referem, de forma muito expressiva, que o Mês da Leitura teve impacto “muito positivo” na promoção da leitura (85%), na projeção da imagem da escola (83%), no envolvimento da comunidade (88%), na construção de um referencial de valores (73%) e na produção de trabalhos em variadas vertentes (83%). O encontro com os escritores, a manhã da poesia, o lançamento de balões com mensagens de solidariedade e cooperação e ainda a participação de familiares em sessões de leitura foram as atividades mais destacadas pelos docentes no âmbito da envolvência e participação da comunidade no Mês da Leitura. As atividades que projetaram a imagem da escola para o exterior, no Mês da leitura foram diversas; os docentes destacaram, nesta perspetiva, as seguintes iniciativas: Árvore Solidária com mensagens de cooperação e solidariedade, em exposição no “Diana Bar”, o lançamento de balões com essas mesmas mensagens, a vinda de escritores e, ainda, a divulgação no blogue PrePri@veromar. 8. Os registos de leitura revelam, ainda, que muitas outras atividades acontecem na turma, tais como: a biblioteca de turma, a partilha de livros entre os alunos, a participação em concursos variados, a leitura com outros agentes, a ida ao cinema, o teatro na escola…No contexto de outros concursos, o Agrupamento está representado com a obra “As peripécias da noz Nini” no concurso “Pequeno grande C” promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. A BE participou na construção da obra. Estes momentos ampliam o conhecimento do mundo e possibilitam sentidos diversos e traduzem, certamente, processos de facilitação para a leitura e formação de leitores. Pelo exposto, a operacionalização do “Construindo leitores” tem sido positiva:  Lê-se mais, de forma mais diversificada e explorando diferentes géneros textuais, com outros intervenientes e com outros suportes;  Há animação expressiva da leitura com iniciativas da BE, do PNL, da BM e de outros agentes;  Criou-se uma imagem da leitura em cada turma, possibilitada pelos registos de leitura. Claro que muito ainda há fazer, os dados assim o revelam.

Biblioteca Escolar 1º Ciclo e Pré-escolar Março de 2012

avalaição leitura  

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