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Construindo Leitores Projeto de leitura Avaliação Notas introdutórias Nesta avaliação foram utilizados os dados recolhidos por inquérito, os dados constantes nos registos de leitura dos docentes, observações diretas e outras informações obtidas informalmente. O inquérito por questionário foi disponibilizado aos docentes (1ºciclo e Pré-escolar), on-line, através das ferramentas do Google Docs, na última semana das atividades letivas, do 1º período. Todos os docentes responderam ao inquérito, mas nem todos responderam à totalidade das questões. O questionário pode ser visualizado no seguinte endereço eletrónico: : https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dFA2ZDdBaUY0Q3pIRkR5MTMtelVvaEE6MQ

Os gráficos apresentados nesta análise foram extraídos do documento “resumo das respostas” do Google docs, e são resultado do tratamento de dados fornecidos pelos docentes através do inquérito.

Análise dos dados 1. Pertinência do projeto de leitura “Construindo Leitores” Importava conhecer a perceção dos docentes sobre o projeto “Construindo leitores” uma vez que quanto mais positiva for a nossa perceção melhores atitudes tomamos na operacionalização deste projeto. Neste âmbito, perguntei aos docentes se consideravam este projeto positivo para a construção de leitores, considerando três níveis de resposta (Muito positivo, positivo, pouco positivo). Uma maioria muito significativa de docentes (80%) considera este projeto muito positivo, conforme revela o gráfico seguinte:


2. A Leitura com várias finalidades O projeto “Construindo leitores” prevê a aprendizagem de várias leituras: ler com orientação do professor para que cada um construa as ferramentas que lhe permitam lidar com os textos, ler para recrear e apreciar com prazer os textos literários, ler para estudar, ler seguindo instruções, ler para lidar com os diversos textos do quotidiano. O aluno deve ser sujeito a todos estes formatos de leitura, bem como, a processos de compreensão e interpretação da multiplicidade dos textos, conforme é fundamentado no projeto. Importava, por isso, saber se os docentes tinham trabalhado e explorado as diferentes vertentes de leitura apresentadas no projeto. A questão nº2 do inquérito surge neste contexto. A leitura orientada “Aler+-os-Livros”, com os packs de obras, foi o tipo de leitura que os docentes revelaram trabalhar, com maior expressividade, (98%) o que não é de se estranhar. Basta termos presente que este ano, pela primeira vez, a BE conseguiu distribuir pelos docentes um pack de livros, permitindo que todos os docentes, em simultâneo, pudessem trabalhar a leitura orientada em contexto de sala de aula, com obras de literatura infantil. A leitura recreativa “Já sei ler”, no caso do 1º ciclo, e “Leitura em vai e vem” do Pré-escolar foi o tipo de leitura que uma maioria de docentes (63%) referencia como uma das práticas que desenvolve com os seus alunos. Efetivamente, as observações que realizei e os contactos que estabeleci com os docentes permitem afirmar que os alunos gostam muito de requisitar livros e praticar o empréstimo domiciliário. No entanto, tal, por si mesmo, não significa que todos lêem as obras requisitadas ou que conversem, em casa, sobre a leitura realizada. A leitura instrucional é também referenciada por uma maioria de docentes (55). O seguinte gráfico permite uma imagem globalizadora da distribuição dos dados:

98% 63% 45% 55% 45%

3. Os géneros textuais trabalhados Cada género textual a ler influencia a compreensão obtida, determina objectivos de leitura diversos e requer o uso de estratégias específicas. Algumas investigações revelaram que a estrutura apresentada pelos textos facilita a compreensão. Entre as diferentes estruturas é o texto narrativo o que parece ser mais


facilmente compreendido. A explicação para este facto reside na própria caracterização da narrativa: sucessão temporal de acontecimentos, personagens inter-relacionadas e um conflito central que de algum modo é resolvido. Além destes traços, acrescenta-se a precocidade demonstrada pelas crianças na apropriação desta estrutura. No contexto educativo, o texto literário narrativo assume uma grande importância no quotidiano da criança. É consensual a opinião de que, na escola, os textos predominantemente narrativos são os mais trabalhados. Efetivamente, os docentes respondentes deste questionário corroboram esta opinião, ou seja, o texto narrativo é aquele que é mais trabalhado, para além do manual, com as obras de literatura infantil. No entanto, não posso deixar de acrescentar que os textos literários narrativos são aqueles que mais expressivamente existem na BE, e que foram predominantemente esses os que foram distribuídos pelos docentes para trabalhar a leitura orientada, portanto, também não é de se estranhar que sejam os mais trabalhados. O seguinte gráfico permite-nos uma visão mais completa dos textos maioritariamente trabalhados por estes docentes.

4. A leitura em suporte digital Ler em diferentes suportes é hoje considerado fundamental. As novas tecnologias de informação e comunicação são fontes e recursos que, pela novidade e potencialidade que apresentam, ampliam a motivação dos alunos para a leitura, pelo que devem estar presentes nas aulas. Este facto é referenciado no projeto de leitura. Assim, perguntei aos docentes se proporcionaram aos seus alunos leituras em suporte digital. Uma maioria significativa de docentes (82%) afirma que os seus alunos contactaram neste período, com leituras digitais conforme podemos verificar pelo seguinte gráfico:

Os docentes que não proporcionaram leituras digitais aos seus alunos apontam como causa as dificuldades relacionadas com o equipamento tecnológico existente na escola; tenho constatado que muitos são os docentes que utilizam o seu próprio computador para projeção de histórias e outros vídeos ou ppt.


5. A leitura e outros intervenientes Sim-Sim (2006) diz-nos que a leitura é um ato complexo, simultaneamente linguístico, cognitivo, social e afetivo. E se assim é, então, a leitura constrói-se em relações de complexidade onde são acionados processos para compreender os múltiplos textos. Isso significa explorar a dimensão linguística dos textos, trabalhar estratégias de compreensão leitora e metacognitivas, proporcionar momentos propícios à leitura por prazer e significa, ainda, extrapolar as paredes da sala de aula e levar os alunos a contactar com outros intervenientes. Tendo presente a vertente mais social da leitura, na perspetiva do encontro com o outro através de um livro, solicitei aos docentes que assinalassem no inquérito os diferentes agentes que têm vindo a contactar com os seus alunos, no âmbito da leitura e da formação de leitores. Assim, ficamos a saber por uma maior muito expressiva de docentes que os alunos contactam com a PB, seguido pela agente da BM; há ainda alunos que contactam com outros convidados. Os seguintes gráficos permitem uma imagem completa da distribuição dos dados.

Não é de se estranhar que a professora bibliotecária seja a que mais interage com estes alunos do pré-escolar e 1º ciclo, porquanto, é função da BE prestar serviço de biblioteca a todos os alunos do Agrupamento. 6. A interação com a BE A BE prestou serviço a todos os alunos, turmas e docentes do 1º ciclo e Pré-escolar deste Agrupamento. Assim aconteceram sessões de leitura direcionadas para todos, sessões de leitura nas escolas com BE, foram lançados desafios que tiveram forte adesão por parte das turmas, desenvolveram-se oficinas de oralidade para algumas turmas de 1º ano, foram distribuídos pelos docentes as obras para operacionalizar o “Aler-+-os-livros”, organizaram-se conjuntos de livros para colocar nas salas para a prática do empréstimo domiciliário, construíram-se guiões de apoio à leitura, divulgaram-se as atividades realizadas, e muito do trabalho produzido, no blogue, na newsletter e no Sarrabisco. 7. A articulação com os docentes Os docentes revelam, nos seus registos de leitura, que todas as atividades dinamizadas pela BE foram integradas na respetiva planificação e ampliadas, em contexto de sala de aula, com outras atividades. 8. A utilização do espaço da BE Os espaços e equipamentos da BE têm sido utilizados pelos diversos docentes para diversas atividades: na projeção e visualização de vídeos e filmes pelos docentes das atividades de enriquecimento curricular (Inglês, expressão musical), pelos docentes de educação moral e


religiosa, pelos docentes titulares das turmas, pelos docentes de apoio educativo; na exploração dos diferentes jogos existentes na BE; na exploração da hora do conto; na apresentação de trabalhos diversos, nas requisições domiciliárias quando a PB não está presente. Na BE de Agro Velho, este ano sem as atividades das AEc´s a decorrer integralmente neste espaço, os docentes estabeleceram mesmo um calendário de utilização da BE o que permite que cada docente planifique o trabalho de forma sistemática utilizando este recurso da escola. 9. O empréstimo domiciliário Para além das afirmações de que o ato de ler deve produzir significado e conhecimento é inquestionável que ler deve oferecer prazer e fruição, mesmo quando o texto não possui uma dimensão artística. O empréstimo domiciliário surge neste contexto, de proporcionarmos aos nossos alunos a oportunidade de contactar com as diversas obras que constituem o acervo da escola e de encontrar, porventura, a obra que abrirá as portas para um encontro com a leitura. Perguntamos, então, aos docentes se, neste período, praticaram a leitura domiciliária com os seus alunos. Uma maioria significativa de docentes (79%) responde de forma afirmativa, conforme podemos verificar no gráfico seguinte:

10. A literatura infanto-juvenil no apoio ao currículo Sabemos que os docentes do 1º ciclo utilizam fundamentalmente o manual nas suas práticas letivas. Todavia, existindo na BE um manancial significativo de obras, seria importante que estas fossem rentabilizadas no apoio ao currículo, proporcionando-se aos alunos o contacto com textos literários integrais, com obras de referência e, ainda, permitindo a manipulação do livro, enquanto objeto físico. O projeto “Construindo leitores” caminha também nesse sentido. Há uma maioria significativa de docentes que afirma que neste período usou obras da literatura infanto-juvenil para operacionalizar o currículo. O seguinte gráfico elucida-nos desse facto:

79%


Efetivamente, os registos de leitura mostram-nos que muitos são os professores que utilizaram as obras de literatura infanto-juvenil existentes na BE ou, mesmo, do seu espólio pessoal para o apoio ao currículo. No entanto, há professores que, neste primeiro período, se limitaram apenas à obra que a BE distribuiu para leitura orientada. As obras são utilizadas em diversas áreas curriculares, no 1º ciclo, designadamente, Língua portuguesa, Matemática, Estudo do Meio, Área de Projeto, Formação cívica para trabalhar e explorar diferentes conteúdos: No pré-escolar é visível, numa maioria de registos, a utilização das obras para trabalhar e explorar o desenvolvimento da linguagem, conceitos matemáticos, para ampliar o conhecimento do mundo e para o desenvolvimento pessoal e social. 11. As atividades desenvolvidas As atividades desenvolvidas em torno das obras de literatura infantil foram diversas e inúmeras:  Resumos, recontos  Exploração dos textos com guiões  Conversação e reflexão sobre os conteúdos  Fichas de leitura das obras, questionários  Pesquisas, consultas no dicionário  Banda desenhada  Sopa de letras, Crucigramas  Leitura de variadas formas: em voz alta, em coro,  Declamação  Ilustração, pintura, dobragens, recortes, cartazes, painéis, mobiles  Dramatização

12. Aspetos positivos e negativos do projeto “Construindo leitores” Conhecermos os pontos fortes ou os pontos críticos do projeto de leitura é pertinente, porquanto, permitir-nos-á readaptar estratégias ou mesmo corrigir trajetórias. 12.1 Aspetos positivos Solicitei aos docentes que apontassem dois aspetos positivos deste projeto. Responderam a esta questão 20 docentes. O seguinte quadro mostra-nos como distribui, de forma categorizada, os dados obtidos: Outros recursos / Motivação ofertas formativas

Dinâmicas de Enriquecimento articulação com a BE pessoal e e outros currículo intervenientes

Contacto com outros textos além dos fornecidos pelo manual.

Os desafios propostos mensalmente pela professora bibliotecária

Aumento da literacia dos alunos e encarregados de educação.

O envolvimento dos alunos durante as sessões de leitura comigo ou com a professora bibliotecária. É a única altura em que

Dar a conhecer a importância dos livros. Desenvolve hábitos de leitura.

O interesse das crianças em requisitar livros para levarem para casa com intuito de envolver a família. (2 docentes)

O interesse das crianças na audição de diferentes tipos de obras. (2 docentes) Incentivar para a leitura.

do


nesta turma estão praticamente todos atentos e concentrados em simultâneo e participam com prazer. O contacto com outros intervenientes (professora bibliotecária; agente da B.M.) no processo de leitura. (2 docentes)

Proporcionar momentos de leitura aqueles que não têm essa oportunidade em casa pelos mais variados motivos.

O criar nos alunos o gosto pela leitura

Contacto com o livro que de outra forma seria muito limitado.

Despertar o interesse pela O desafio que estas leitura nas crianças; atividades promovem que desperta a curiosidade das crianças e como consequência a respetiva procura.

Desenvolver a imaginação

O contacto dos alunos com os livros.

Promove o gosto pela O prazer que as crianças leitura; sentem ao contactar com outros agentes de formação/informação (docentes).

Desenvolvimento da leitura, compreensão e expressão escrita. (2 docentes)

A requisição domiciliária de livros por parte dos alunos permitiu um maior envolvimento dos encarregados de educação. O contacto dos alunos com diferentes obras literárias permitiu -lhes o conhecimento de vários escritores. Estimula a leitura, a descoberta e o espírito crítico de forma lúdica.

Os alunos manifestam Desenvolve e tenta criar mais interesse na leitura ligação mais próxima entre de livros. pais e filhos, através da leitura.

As histórias permitem o desenvolvimento da criatividade e imaginação dos alunos.

O gosto pelos livros

Desenvolvimento da capacidade de observação das imagens.

Num meio sócio cultural tão baixo, onde a escolaridade dos pais incide com maior predominância entre o 4º ano e o 9ºano a estimulação da leitura é de enorme importância.

O favorecimento do gosto pela leitura e da curiosidade, promotores do alargamento dos seus horizontes culturais e do seu sucesso educativo em geral. (2 docentes) Incentivo à leitura.

A diversidade de propostas relativas a este projeto cria momentos de envolvimento das famílias

O contributo para apoio e enriquecimento do currículo.

Aquisição de vocabulário.

Estimula a leitura, a descoberta e o espírito critico de forma lúdica.

Parece-me, assim, que os docentes apontam como positivo, essencialmente, o facto de o projeto proporcionar outros recursos e ofertas educativas aos alunos (8 respostas nesse sentido), a motivação originada pela implementação do projeto (8 respostas nesse sentido), o enriquecimento pessoal e do currículo (8 respostas nesse sentido), e ainda, as dinâmicas de articulação com a BE e com outros intervenientes (6 respostas nesse sentido).


12.2. Aspetos negativos Solicitei aos docentes que apontassem dois aspetos negativos deste projeto. Responderam 15 docentes. A maioria dos aspetos negativos apontados vai no sentido de referir que nada há a apontar. Os restantes aspetos negativos (8) dividem-se entre a falta de tempo do docente, o pouco empenho dos pais no apoio à leitura, a falta de equipamentos informáticos e a pouca presença da PB na BE. O seguinte quadro mostra-nos como distribui, de forma categorizada, os dados obtidos (8 aspetos negativos): Falta de tempo do Pouca presença da Falta de interesse Ausência equipamentos docente PB na BE dos pais no apoio à informáticos leitura No 1º ano é muito aborrecido, perco imenso tempo a preencher o que cada um leva, todas as semanas.

Por vezes a solicitação de muitas atividades em simultâneo o que limita uma abordagem aprofundada.

Não usufruír mais vezes da presença da professora bibliotecária na escola.

Falta de interesse dos pais relativamente à leitura;

Baixa pais.

qualificação

dos

Falta de contacto com meios informáticos na sala, uma vez que é uma mais-valia para a leitura digital e para a realização de pesquisas e escrita. As crianças só têm acesso à leitura em suporte digital, através do meu computador. Salienta-se apenas a dificuldade dos meios informáticos disponibilizados pela escola.

O tempo disponível para o desenvolvimento de cada atividade, nem sempre é o desejável, tendo em conta os diferentes projetos e rotinas diárias da sala.

CONCLUSÃO A análise aos dados recolhidos por inquérito por questionário, on-line, através das ferramentas do Google Docs, bem como, os registos de leitura dos docentes, as observações e outras informações informais permitiram concluir que:  O projeto “construindo Leitores” foi considerado muito positivo por uma maioria expressiva de docentes (80%) o que é pertinente pois, a representações positivas correspondem, certamente, atitudes positivas face à implementação e correção de trajetórias do mesmo;  Foram trabalhadas diferentes vertentes de leitura em torno das obras de literatura infantil, sendo a leitura orientada a que mais expressivamente se evidenciou (98%), seguida da leitura recreativa (empréstimo domiciliário); A narrativa foi o género textual mais trabalhado;  98% de docentes proporcionou aos seus alunos leituras em suporte digital;  A leitura foi além das paredes da sala de aula e os alunos contactaram com outros intervenientes, designadamente a PB, a agente da BM, e outros convidados;  A BE interagiu com todas as turmas do 1º ciclo e pré-escolar (referenciado por 100% dos docentes); neste âmbito, aconteceram sessões de leitura direcionadas para todos, sessões de leitura nas escolas com BE, foram lançados desafios que tiveram forte


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adesão por parte das turmas, desenvolveram-se oficinas de oralidade para algumas turmas de 1º ano, foram distribuídos pelos docentes as obras para operacionalizar o “Aler-+-os-livros”, organizaram-se conjuntos de livros para colocar nas salas para a prática do empréstimo domiciliário, construíram-se guiões de apoio à leitura, divulgaram-se as atividades realizadas, e muito do trabalho produzido, no blogue, na newsletter e no Sarrabisco. Os docentes revelam nos seus registos de leitura que todas as atividades dinamizadas pela BE foram integradas na respetiva planificação e ampliadas, em contexto de sala de aula, com outras atividades. As obras de literatura infantil estiveram presentes no apoio ao currículo, assim afirmam 79 % dos docentes; os registos de leitura corroboram este facto. As atividades desenvolvidas em torno das obras de literatura infantil foram diversas e inúmeras: Resumos, recontos, exploração dos textos com guiões, conversação e reflexão sobre os conteúdos, fichas de leitura das obras, questionários, pesquisas, consultas no dicionário, banda desenhada, sopa de letras, crucigramas, leitura de variadas formas: em voz alta, em coro, declamação, ilustração, pintura, dobragens, recortes, cartazes, painéis, mobiles, dramatização. Os espaços da BE têm sido rentabilizados por diversos docentes (titulares de turma, AEC´s, Educação Moral e Religiosa) para diversos fins curriculares; os docentes da EB de Agro Velho, este ano sem as AEC´s a decorrer na BE, calendarizam a utilização deste espaço o que lhes permitiu planificar um trabalho sistematizado na utilização deste recurso da escola. O projeto apresenta variados aspetos positivos na opinião dos docentes; aspetos que se distribuem pela motivação para a leitura, pela possibilidade de ofertas formativas e outros recursos, pelas dinâmicas produzidas de articulação com BE e outros intervenientes e ainda pelo enriquecimento pessoal e do currículo que o projeto proporciona aos alunos. Como pontos negativos são apontados, de forma pouco expressiva, aspetos que se enquadram na falta de tempo do docente, na pouca presença da PB em cada uma das BE e nas escolas sem BE e ainda na falta de equipamentos informáticos adequados na escola.

Assim, e ainda que muito haja a fazer na implementação do projeto de leitura e na construção de leitores competentes, a leitura nas turmas do 1º ciclo aconteceu para além dos textos dos manuais escolares, em torno das obras de literatura infanto-juvenil. Também na educação préescolar, as obras de literatura infantil estiveram muito presentes. A leitura aconteceu com diferentes finalidades, diferentes suportes e diferentes intervenientes, com diferentes estratégias, conforme preconizado no projeto de leitura “Construindo leitores”, implementado este ano.

Biblioteca Escolar Dezembro de 2011


avaliação 1º periodo