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baseia-se na ideia de que “a crítica da mídia só se legitima quando ela é voltada para o público que consome a informação”. O site também teve uma versão impressa que circulou durante três anos, era gratuita e distribuída aos assinantes a cada 15 dias. Dines diz que não há conflito de interesses entre as empresas midiáticas e os colaboradores do Observatório que trabalham para elas. “É uma atividade garantida pela Constituição. Nosso papel tem a ver com a excelência jornalística. Não achamos a mídia um horror, fazemos a crítica para a melhoria do jornalismo”. De acordo com Egypto, os editores responsáveis têm um papel primordial no site, pois “nada é publicado sem o nosso olhar”. Ele diz que todos os editores são orientados a evitar publicações suscetíveis à indústria do dano moral. Ofensas, apologias ao nazifascismo, pedofilia, racismo ou textos considerados escatológicos não vão ao ar. Mas a quem pertence o Observatório da Imprensa? De acordo com o próprio site, a todos os que se interessarem pela continuação do projeto. O redator-chefe diz que para colaborar com o site basta ser um cidadão e se manifestar de maneira coerente à proposta do veículo. “A pauta primordial é o desempenho e as responsabilidades da mídia. O jornalismo deve satisfações a quem serve”. Jéssica Butzge

www.semanadojornalismo.ufsc.br

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Revista Semana  

Revista Semana - 3ª edição. Realizada pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina

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Revista Semana - 3ª edição. Realizada pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina

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