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I - CASAMENTO Ato solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil. MDPA 8:5 – “A instituição matrimonial conserva a existência do mundo moral e o preserva de extemporânea dissolução. Sem ela não existiriam o afeto natural e a afabilidade, extinguir-se-ia a educação doméstica, seriam desconhecidas a diligência e a economia, e o homem seria abandonado à existência precária do selvagem. Mas se acaso esta instituição, a aprendizagem e o requinte desaparecessem, o governo afundaria na voragem da anarquia, e a religião, escorraçada da Terra, retornaria apressadamente aos seus páramos originais.” T. Dwight. —

II - ORIGEM DO MATRIMÔNIO Gn 1:26, 27 PP 29, 30 – “Deus celebrou o primeiro casamento. Assim esta instituição tem como seu originador o Criador do Universo. ‘Venerado ... seja o matrimônio’ (Hb 13:4). Foi esta uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo de além das portas do Paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma bênção,


preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral.” A lei do casamento: Gn 2:18, 24 RSM 58 – “Ele lhes chamou a atenção para os abençoados dias do Éden, quando Deus declarou tudo ‘muito bom’. Então tiveram origem o matrimônio e o Sábado, instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade. Então, ao unir o Criador as mãos do santo par em matrimônio, dizendo: Um homem ‘deixará o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne’ (Gn 2:24), enunciou a lei do matrimônio para todos os filhos de Adão, até ao fim do tempo. Aquilo que o próprio Pai Eterno declarou bom, era a lei da mais elevada bênção e desenvolvimento para o homem.” CDNC 47 – “A monogamia é o ideal de Deus para a humanidade. ‘Deus não sancionou a poligamia em um único caso.” Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 100. —

III - UM ATENTADO AO MATRIMÔNIO Gn 4:19, 23 GC 270 – “Se os demônios se houvessem disposto a trabalhar para descobrir o modo mais eficaz de destruir o que quer que seja venerável, belo ou perdurável na vida doméstica, e de obter ao mesmo tempo certeza 3


de que o mal que era seu objetivo criar se perpetuaria de uma geração a outra, não poderiam ter inventado plano mais eficiente do que a degradação do casamento.” PP 89 – “A poligamia fora logo introduzida, contrária às disposições divinas dadas ao princípio. O Senhor dera a Adão uma só esposa, mostrando Sua ordem a tal respeito. Mas, depois da queda, os homens preferiram seguir os seus pró-prios desejos pecaminosos, e, como resultado, o crime e a miséria aumentaram rapidamente. Nem a relação do casamento nem os direitos de propriedade eram respeitados. Quem quer que cobiçasse as mulheres ou posses de seu próximo, tomava-as pela força, e os homens exultavam com suas ações de violência. Deleitavam-se na destruição da vida de animais, e o uso da carne como alimento tornava-os ainda mais cruéis e sanguinolentos, até que vieram a considerar a vida humana com espantosa indiferença.” PP 349 – “A poligamia foi praticada em época primitiva. Foi um dos pecados que acarretaram a ira de Deus sobre o mundo antediluviano. Todavia, depois do dilúvio, tornou-se novamente muito espalhada. Era o esforço calculado de Satanás perverter a instituição do matrimônio, a fim de enfraquecer as obrigações próprias à mesma, e diminuir a sua santidade, pois de nenhuma outra maneira poderia ele, com maior certeza, desfigurar a imagem de Deus no homem e abrir as portas à miséria e ao vício.”


IV - POR QUE FOI TOLERADA A POLIGAMIA MESMO ENTRE O POVO DE DEUS? Gn 25:6; 30:3, 4 PP 142 – “Abraão aceitara sem pôr em dúvida a promessa de um filho, mas não esperou que Deus cumprisse a palavra no tempo e maneira que Ele o entendia. Foi permitida uma demora para provar sua fé no poder de Deus, mas ele não pôde suportar a prova. Achando impossível que lhe fosse dado um filho em sua avançada idade, Sara sugeriu, como um plano pelo qual o propósito divino poderia cumprirse, que uma de suas servas fosse tomada por Abraão como segunda mulher. A poligamia se tornara tão espalhada que deixara de ser considerada como pecado. Mas nem por isso deixava de ser uma violação da Lei de Deus, e era de resultado fatal à santidade e paz na relação da família. Do casamento de Abraão com Hagar resultaram males não somente para a sua própria casa, mas para as gerações futuras.” PP 209 – “O pecado de Jacó e o séquito de acontecimentos que determinou, não deixaram de exercer influência para o mal, influência esta que revelou seu amargo fruto no caráter e vida de seus filhos. Chegando esses filhos à virilidade, desenvolveram graves defeitos. Os resultados da poligamia foram manifestos na casa. Este terrível mal tende a secar as fontes mes5


mas do amor, e sua influência enfraquece os laços mais sagrados. O ciúme das várias mães havia amargurado a relação da família. Os filhos cresceram contenciosos e sem a devida sujeição; e a vida do pai obscureceu-se pela ansiedade e dor.” PP 718 – “Davi mais tarde desposou Abigail. Já era marido de uma mulher, mas o costume das nações de seu tempo tinha-lhe pervertido o discernimento, influenciando-o em suas ações. Mesmo grandes homens, e bons, têm errado, seguindo os costumes do mundo. O amargo resultado de desposar muitas mulheres foi dolorosamente sentido durante toda a vida de Davi.” Mt 13:16, 17 1TS 89, 90 – “Incide sobre nós maior luz do que brilhou sobre nossos pais. Não podemos ser aceitos ou honrados por Deus prestando o mesmo serviço, ou fazendo as mesmas obras que nossos pais. A fim de ser aceitos e abençoados por Deus como eles foram, cumpre-nos imitar sua fidelidade e seu zelo — aperfeiçoemos nossa luz como eles fizeram à sua — e façamos como eles teriam feito caso vivessem em nossos dias.” At 17:30 1TS 285 – “Os homens serão julgados segundo a medida de luz a eles concedida. Ninguém será responsável pelas trevas e erros em que anda se não lhe foi levada a luz. Eles não pecaram em não aceitar aquilo que não lhes foi apresentado.”


1TS 286, 287 – “Os que viveram nas gerações passadas foram responsáveis pela luz que lhes foi concedida. Sua mente foi despertada acerca de vários pontos da Escritura que lhes serviram de prova. Não compreenderam, porém, as verdades que hoje entendemos. Não foram responsáveis pela luz que não tiveram. Tinham a Bíblia, como nós, mas o tempo para ser desdobrada a verdade especial quanto às cenas finais da história terrestre, é o da última geração que vive na Terra.” —

V - POR QUE MOISÉS INSERIU O DIVÓRCIO EM SUA LEGISLAÇÃO? Dt 24:1, 2 MDPA 8:7, 8 – “Na legislação civil, dada a Israel, foi permitido ao marido dar carta de divórcio à mulher, repudiá-la e casar-se com outra mulher. Ele até podia ter mais de uma mulher. A poligamia era tolerada em Israel. E a mulher divorciada podia tornar-se legalmente a mulher de outro homem. Ler Dt 24:1-5. A questão aqui é: Por que Moisés inseriu em sua legislação para o povo judeu um dispositivo contrário ao plano original de Deus e conflitante com a Lei de Deus? (Compare-se a Dt 24:1, 2; Mt 19:3-12; Lc 16:17, 18). Fê-lo, disse Jesus, por causa da dureza de coração deles. Com mentalidade egípcia, não estavam preparados para adotar e apreciar a instituição matrimonial em sua forma e beleza originais e em harmonia com a 7


real intenção da Lei de Deus. Por isso é que foi permitido a Moisés fazer-lhes uma concessão que Deus real e explicitamente detestava. (Ml 2:15, 16).” At 7:29 Mt 19:7, 8 —

VI - JOÃO BATISTA E CRISTO INICIARAM A REFORMA DO MATRIMÔNIO Mt 14:3, 4 PE 154 – “Herodes sentiu-se afetado ao ouvir os poderosos, diretos testemunhos de João, e com profundo interesse indagou o que precisava fazer para tornar-se seu discípulo. João estava familiarizado com o fato de que ele estava prestes a casar-se com a mulher de seu irmão, estando o marido ainda vivo, e fielmente declarou a Herodes, que isto não era lícito. Herodes não estava disposto a fazer qualquer sacrifício. Casouse com a esposa de seu irmão, e por sua influência apoderou-se de João e o aprisionou, com o propósito, porém, de libertá-lo.” Mt 19:4-6 RSM 57, 58 – “Entre os judeus era permitido ao homem repudiar sua mulher pelas mais triviais ofensas, e a mulher se achava então em liberdade de casar


outra vez. Este costume levava a grande infelicidade e pecado. No Sermão da Montanha, Jesus declarou abertamente que não podia haver dissolução do laço matrimonial, a não ser por infidelidade ao voto conjugal. ‘Qualquer’, disse Ele, ‘que repudiar sua mulher, — a não ser por causa de fornicação, torna-a adúltera, e qualquer que casar com a repujdiada comete adultério’.” Explicação de Mt 19:9: a) Se uma jovem se prostituía na casa de seu pai, e isso fosse descoberto depois de sua união matrimonial, ela era morta. Dt 22:13-21. b) Se uma mulher casada adulterava, era morta. Dt 22:22; Lv 20:10. c) Esse procedimento vigorou até os dias de Cristo. Jo 8:4, 5, 11. No reino da graça, da misericórdia e do perdão, Jesus introduziu o princípio da resignação (Mt 19:12), para a parte inocente, ou reconciliação, no caso de adultério.

No caso de prostituição, hoje, temos a seguinte orientação: MDPA 8:19, 20 – “A propósito, cumpre-nos tocar um ponto delicado, nesta conjuntura. Muitas vezes procuram conselho mulheres com problemas de consciência relacionados com seu procedimento passado. E nossos ministros devem estar preparados para concor9


demente tratar de tais problemas e responder a perguntas. Cremos que, antes de serem feitos os preparativos finais para o casamento, a mulher que se tenha envolvido moralmente deve confessar seus passados erros ao homem que ela vai desposar. Usando a terminologia bíblica, diríamos: Em caso de fornicação a noiva deve confessar o fato ao seu noivo antes do casamento. É verdade que, por um lado, em virtude de tal confissão ele pode desinteressar-se por ela. Mas por outro lado, também é verdade que a ocultação pode trazer sérias conseqüências. Seu pecado anterior e o atual engano podem ser descobertos. Em certos países, se o marido recém-casado se apresentar ao juiz de paz com a queixa de ter sido enganado porque sua noiva não era virgem, ele pode legalmente exigir que o casamento seja declarado nulo de pleno direito. E seu pedido é concedido. Mas que acontece se ela se calar e o fato nunca for descoberto pelo marido? Nesse caso ela não se arrependeu verdadeiramente como Madalena, e mais tarde sua consciência atribulada pode atormentá-la por haver praticado engano. Os homens e mulheres que tiverem passado pela experiência de genuíno arrependimento e conversão farão confissões mútuas antes de se ligarem pelo voto matrimonial.” Mt 19:9 Mt 5:32, 21, 22 MDPA 8:16, 17 – “Todo aquele que se irar contra


seu irmão, exceto se houver motivo, e o matar, será excluído do céu por causa de homicídio. “O que a cláusula de exceção permite fazer? Se você acha que tem motivo, pode irar-se contra seu irmão. Leia-se Efésios 4:26. Mas não leve longe demais a cláusula de exceção. Assim, conquanto a exceção de Mateus 19:9 permita o primeiro passo (separação), não se aplica necessariamente ao segundo passo (novo casamento). A separação sem novo casamento é claramente ensinada na última parte do mesmo verso onde lemos que a mulher inocente, divorciada de seu marido adúltero não tem direito a tornar-se mulher de outro homem. A separação sem novo casamento é também ensinada em Lucas 16:18; 1 Coríntios 7:10, 11, e se pode deduzir em Romanos 7:1-3; 1 Coríntios 7:39; 1 Timóteo 3:2, 12; 5:9. “No caso de Mateus 19:9, deve-se ter em mente que importantes códices apóiam a forma variante ‘a faz cometer adultério’ em vez de ‘comete adultério’, colocando Mateus 19:9 em alinhamento perfeito com Mateus 5:32’...” “Em nossa análise destes dois versos (Mateus 5:32 e 19:9), contudo, precisamos ter em mente que fornicação e adultério não são a mesma coisa”. “Pornéia e Moikéia “Para a transgressão do sétimo mandamento em duas circunstâncias diferentes o Novo Testamento usa duas 11


palavras diferentes — fornicação (pornéia) e adultério (moikéia). Ambos os pecados são mencionados lado a lado, o que indica que não são usados como sinônimos. Vejam-se estes exemplos: Mt 15:9; Mc 7:21; 1 Co 6:9; Gl 5:19; Hb 13:4. “Em sentido estritamente técnico, fornicação não é adultério. As seguintes definições e citações podem ajudar-nos a compreender a distinção. “ ‘Fornicação: Relação sexual ilícita por parte de uma pessoa não casada.’ Webster’s New Collegiate Dictionary. ‘Relação sexual entre pessoas não casadas ou entre uma pessoa casada e uma pessoa não casada.’ —The Advanced Learner’s Dictionary of Current English. “ ‘Como a palavra fornicação nada mais significa que a união ilícita de pes-soas não casadas, não pode ser empregada aqui (Mateus 5:32) com propriedade, quando se fala dos que são casados.’ —Clarke’s Commentary. “ ‘Em seu sentido mais estrito, fornicação denota comunhão sexual voluntária entre uma pessoa não casada e uma do sexo oposto. Neste sentido os fornicários (pornói) se distinguem dos adúlteros (moichói) como em 1 Coríntios 6:9.’ —Baker’s Dictionary of Theology. “ ‘Adultério: Geralmente falando, [adultério é] relação sexual voluntária entre duas pessoas, uma das quais ou ambas as quais casadas com outra pessoa. Ordinariamente o crime da pessoa casada é adultério, e o da


outra, fornicação.’ —The National Encyclopedia. “ ‘Adultério: Relação sexual de uma pessoa casada com outra que não o seu cônjuge. ... Adultério distingue-se tecnicamente de fornicação, que é a relação sexual entre pessoas não casadas.’ —Wycliffe Bible Encyclopedia. “Por ser muitas vezes passada por alto a distinção entre fornicação e adultério e entre uma mulher comprometida e uma mulher casada, Mateus 5:32 e 19:9 são considerados como permitindo divórcio e novo casamento em casos em que o casamento anterior foi rompido por motivo de adultério.” Os 4:13 —

VII - O CASAMENTO É VITALÍCIO Gn 2:22-24 Ef 5:31 Pv 18:19, 20 Ml 2:14-16 Mt 19:5, 6 Mc 10:10-12 Lc 16:18 13


Rm 7:1-3 1 Co 7:10, 11 1 Co 7:39 1 Tm 3:2, 12 Hb 13:4 1TS 576 – “Esses votos ligam os destinos de duas pessoas com laços que coisa alguma senão a mão da morte deve desatar.” 3SG 120 – “Há muitos casamentos infelizes por causa de muita pressa. Duas pessoas unem seus interesses no altar do matrimônio, pelos mais solenes votos perante Deus, sem previamente ponderarem a questão e dedicarem tempo a séria reflexão e fervorosa oração. Muitos agem por impulsos. Não estão inteirados de suas disposições recíprocas. Não percebem que está em jogo a felicidade de sua vida inteira. Se agirem erroneamente nesta questão e seu casamento demonstrar-se infeliz, este não pode ser desfeito. Se acharem que não estão adaptados para se tornarem mutuamente felizes, terão de suportar isso da melhor maneira que puderem.” MDPA 8:27. —

VIII - RESTAURAÇÃO DA FAMÍLIA Ml 4:5, 6


Mt 17:11 At 3:21 PR 678 – “No tempo do fim, toda instituição divina deve ser restaurada.” RSM 58 – “Então tiveram origem o matrimônio e o Sábado, instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade. Então, ao unir o Cria-dor as mãos do santo par em matrimônio, dizendo: Um homem ‘deixará o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne’ Gn 2:24, enunciou a lei do matrimônio para todos os filhos de Adão, até ao fim do tempo.” 2TS 406 – “O grande movimento reformatório deve começar com a apresentação, a pais, mães e filhos, dos princípios da Lei de Deus.” —

IX - A FAMÍLIA CRISTÃ Esposo

Esposa

Filhos

Pv 5:18 Gn 33:13, 14 Dt 16:6-8 Gn 18:17-19 1 Pe 3:7

Pv 19:13, 14 Pv 12:4 Pv 14:1 Pv 21:19 Pv 31:30

Pv 28:7 Ef 6:1,2 Pv 13:1 Pv 23:22 Lc 2:51, 52

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Mensagens extraídas do livro “Ide e Ensinai”


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