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Imprensa Colorida Produção de Jornalismo de Gênero para o público LGBT

Caxias do Sul (RS), 3 de setembro de 2010

Escrever para gays não significa redigir um texto marcado por gírias específicas e ilustrado por fotos de homens musculosos em situações homoeróticas. Muito além do que se imagina a tarefa de escrever para este público requer técnica e conhecimento, não apenas da redação jornalística propriamente dita, mas principalmente dos conceitos teóricos que envolvem as questões de gênero e sexualidade, além de um conhecimento – no mínimo básico – do histórico de como essa produção tem se desenvolvido em nosso país. A proposta da oficina “Imprensa Colorida – Produção de Jornalismo de Gênero para o público LGBT” é a de contextualizar os períodos que marcaram a produção jornalística para este segmento, além de fornecer elementos teóricos para enriquecer a cultura desse gênero na imprensa. Jo Fagner Bacharel em Comunicação Social/ Mestrando em Antropologia Social

E-mail: jofagner@gmail.com Natal, UFRN

São objetivos desta oficina: 1. Fornecer elementos teóricos sobre a produção jornalística no que diz respeito ao estilo Jornalismo de Gênero, destinado ao público LGBT; 2. Observar o panorama histórico dessa produção e analisar elementos específicos e particulares desse estilo; 3. Estimular a produção intelectual e profissional do Jornalismo de Gênero a partir da familiarização com os aspectos do estilo.

Conteúdo Programático MOMENTO 1

MOMENTO 2

Gênero e Homossexualidade

Escrevendo para o público LGBT

O contexto histórico da imprensa alternativa para o público gay no Brasil

Produção experimental em Jornalismo de Gênero para o público gay

Panorama atual

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Intercom – XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Caxias do Sul (RS), 02 a 06 de setembro de 2010

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Imprensa Colorida Produção de Jornalismo de Gênero para o público LGBT

Gênero e Homossexualidade ♣ Sopa de letrinhas – LGBT (ou LGBTTTs – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes)  sigla utilizada para identificar todas as orientações sexuais minoritárias e manifestações de identidade de gênero divergentes do sexo designado no nascimento. GLS



GLBS



GLBTS



LGBT

Pra que tanta letra? O crescimento da homofobia e da livre expressão sexual fez agregar mais representações à sigla, como no caso dos bissexuais e dos transgêneros (travestis, transexuais e transformistas). Durante a 1ª Conferência Nacional GLBT (Brasília, 5 a 8 de julho de 2008), a nomenclatura foi mudada para valorizar as lésbicas no contexto da diversidade sexual e para garantir a maior aproximação do termo brasileiro com o termo utilizado em outras culturas. Em outros países são adotadas ainda as letras “i” para os intersexuais e “q” para os “queers”.

♣ Entendendo Gênero Corpos sexuados – Macho/Fêmea; Corpos sociais – Homem/Mulher; Gênero dos corpos – Masculino/Feminino. Para Joan Scott (1990, p. 07): “O gênero torna-se, antes, uma maneira de indicar ‘construções sociais’ – a criação inteiramente social de idéias sobre os papéis adequados aos homens e às mulheres. É uma maneira de se referir exclusivamente sociais das identidades subjetivas dos homens e das mulheres. O gênero é, segundo esta definição, uma categoria social imposta sobre um corpo sexuado.” Judith Butler (2003, p. 59) formula o gênero como estruturas performativas do sexo discursivo: “O gênero é a estilização repetida do corpo, um conjunto de atos repetitivos no interior de uma estrutura reguladora altamente rígida, a qual se cristaliza no tempo para produzir a aparência de uma substância, de uma classe natural de ser.”

Identidade de gênero – gênero com a qual cada pessoa se identifica; Papel social de gênero – indicações discursivas de gênero. ♣ Em termos de sexualidade Orientação Sexual ≠ Opção Sexual O termo “orientação sexual” refere-se à capacidade de cada pessoa de sentir profunda atração afetiva/sexual por indivíduos do mesmo sexo/gênero, ou de sexo/gênero diferentes. Utilizar o termo “opção sexual” indica a questão da sexualidade como algo externa ao desejo.

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Homossexualismo ≠ Homossexualidade 1869 – Termo criado por Karoly Maria Kertbeny 1973 – EUA retira o termo “homossexuais” da lista dos distúrbios mentais da American Psychology Association 1985 – Conselho Federal de Medicina aprova a retirada do termo “homossexualismo” do código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças. 1990 – Assembléia Mundial da Saúde aprova a retirada do código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. 1999 – Conselho Federal de Psicologia – Resolução 001/99 – homossexualidade deixa de ser considerada uma doença. Manual de Comunicação LGBT, ABGLT, 2009.

O sufixo “ismo” indica a construção histórica de um conceito patológico da homossexualidade, enquanto que falar em homossexualidade refere-se à identidade sexual e de gênero que cada pessoa expressa a partir do seu desejo.

O contexto Histórico da Imprensa alternativa para o público gay no Brasil ♣ Prelúdio de uma imprensa especializada (GREEN, 2000). O Menino do Gouveia (1914) – primeira pornografia homoerótica brasileira: de Capadócio Maluco, revista Rio Nu. Fresca Theoria (1904) – charge e poema irônico satirizando os homens que se reuniam na Praça Tiradentes com o propósito de encontros sexuais ou românticos: jornal O Malho. Mídia alternativa (KUCINSKI, 1991): algo que não está ligado a políticas dominantes; o de uma opção entre duas coisas reciprocamente excludentes; o de única saída, para uma situação difícil e, finalmente, o do desejo das gerações dos anos 60 e 70 de protagonizar as transformações sociais que pregavam. (p. XIII)

♣ Principais veículos do período O jornalismo para o público gay nasce como mídia alternativa, frente a uma imprensa que representava, de forma satírica, os homossexuais da época. Snob (1963) - Distribuído entre amigos e conhecidos na Cinelândia e em Copacabana, o jornal começou suas atividades em 1963, permanecendo até 1969. Fundado por Agildo Guimarães, O Snob se apresentava como uma espécie de coluna social, que oferecia acesso ímpar ao mundo das “bichas”, “bonecas” e “bofes”. Fatos e Fofocas (1963) - era uma publicação quinzenal editada pelo jornalista Waldeilton di Paula, que transitava de mão em mão através de um exemplar único. Entretanto, esses periódicos não traziam discussões de idéias, tratando-se apenas de colunismo social. Intercom – XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Caxias do Sul (RS), 02 a 06 de setembro de 2010

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Lampião da Esquina (1978) - A publicação explanava a necessidade de consciência e mobilização da comunidade gay e da sociedade em geral. O lançamento desse periódico coincidiu com a explosão da pornografia no cenário nacional, ocasionada, entre outros motivos, pelo fim da censura formal e da demanda reprimida desse gênero. O discurso político de Lampião girava em torno de uma nova identidade para o público homossexual, acostumado com fofocas e notícias sobre festas.

♣ Jornais e colunas Coluna do Meio, publicada diariamente no jornal Última Hora, de São Paulo. Produzia pelo jornalista Celso Curi, a coluna tinha cunho informativo, social e burlesco. Curi brincava com personagens de criação própria, além de contar piadas e noticiar acontecimentos sociais. Nesse espaço, publicava também o Correio Elegante, dirigido aos gays, com cartas e opiniões gerais. A Coluna do Meio durou até o final de 1977, quando a direção do jornal extinguiu o espaço por pressão de grupos econômicos, leitores e processos judiciários. No Rio de Janeiro, o jornal O Beijo (1977) trouxe a discussão da sexualidade como principal tema, lançando o primeiro ataque contra o preconceito como a mídia tratava os homossexuais. A década de 1990 fez ressurgir os olhares para a comunidade gay no país. A explosão da aids possibilitou a abertura dos meios de comunicação para a discussão da sexualidade e, em particular, da homossexualidade. Surgiram, então, vários boletins e publicações destinadas à educação sexual e informações sobre a doença. No final do século XX a cultura gay estava em evidência e, em meio a todo esse boom o mercado editorial brasileiro ganha, em 1995, a revista Sui Generis, que insere um tratamento inovador no marketing dos produtos gays no Brasil.

♣ Fases do jornalismo gay no Brasil Colunismo Social  Militância  Pornografia  Consumo Análise de discurso

SUI GENERIS SG Press (1995-2000) Capa

Linha Editorial

Diagramação

Histórico

Geralmente as capas da revista eram celebridades (a maioria pessoas assumidamente homo/bissexuais, vinculando a matérias sobre orgulho e respeito. Marcada, nos seus primeiros anos, pela ausência de material pornográfico, com destaque para assuntos de moda, cidadania, saúde, arte e comportamento.

A diagramação minimalista privilegiava os textos, que eram extensos e ocupavam a maior parte das páginas. Havia a presença de publicidade homoerótica, como anúncios de saunas, sex shops, etc. A Sui Generis aderiu ao movimento da pornografia que dominou o mercado midiático nos anos 1990, e passou a publicar ensaios de nu masculino, o que contribuiu para o encerramento das suas atividades.

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HOMENS SG Press (1997-2004) Capa

Linha Editorial

Diagramação

Histórico

As capas traziam modelos, que não eram famosos, com chamadas para ensaios de nu masculino. Os ensaios eram compostos de dois ou mais modelos em situações homoeróticas. A linha editorial desta revista era marcada pelas matérias curtas, de teor homoerótico, sendo as páginas de maior destaque para os ensaios de nu masculino, contos, classificados onde os leitores enviavam fotos em busca de parceiros sexuais e outras matérias de conteúdo pornográfico. A linguagem das matérias era marcada pelo uso de expressões eróticas (pau, gostoso, tesudo, sarado, sacanagem). A diagramação valorizava o uso de imagens, com fotografias dispostas em formato pôster pelas páginas, ao lado de textos pequenos. A publicidade presente era composta de produtos e serviços eróticos. A Homens marcou o início da explosão da pornografia no mercado jornalístico gay no Brasil. Foi saindo de cena aos poucos, por motivos de concorrência.

G MAGAZINE Fractal (Desde 1997) Capa

Linha Editorial

As capas trazem modelos, a maioria famosos, com chamadas para ensaios de nu masculino temáticos no interior da revista. A linha editorial desta revista passa por dois momentos. No início, o conteúdo era composto, em sua maioria, por matérias curtas e textos de teor erótico. Com o passar do tempo, a G Magazine passou a publicar matérias com assuntos de comportamento, saúde, cultura, sexualidade, além dos ensaios de nu masculino. A linguagem é marcada por gírias internas do mundo gay (bofe, passar o cheque, soltar a franga).

Diagramação

A diagramação valoriza o uso de imagens nos ensaios de nu masculino (mais de um por edição), e apresenta uma diagramação elegante nas demais matérias, com harmonia entre textos e imagens. A publicidade, nos dias atuais, é bastante composta de produtos e serviços eróticos, além de boates, saunas, eventos e algumas grifes.

Histórico

A G Magazine surgiu no contexto da explosão pornográfica no jornalismo com o nome de Bananaloca. A partir do quinto número da revista passou a se chamar G Magazine e até hoje continua suas atividades.

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DOM – DE OUTRO MODO Peixes (2007-2009) Capa

As capas são estampadas por celebridades e modelos (não pertencentes ao mundo gay), em chamadas a matérias sobre moda, comportamento e respeito aos gays.

Linha Editorial

A linha editorial é marcada por uma proposta heterofriendly, composta por matérias falando sobre moda, comportamento, estética, fitness, não de forma exclusiva para os gays, mas também para o público heterossexual, compreendendo o fenômeno moderno dos metrossexuais. A linguagem da revista é marcado principalmente pelo uso de palavras e expressões na língua inglesa (cult, fitness, cool).

Diagramação

A diagramação valoriza as imagens e a tipografia é moderna. Há uma valorização estética na combinação entre imagens e textos nas páginas. Há também a presença de ilustrações das matérias dispostas em formato pôster nas revistas. A publicidade é mais voltada para grifes de moda, serviços de estética, eventos e casas noturnas.

Histórico

A DOM surgiu com a proposta de oferecer conteúdo diferenciado ao público gay brasileiro, uma vez que a única revista que até então circulava era a G Magazine. A proposta de uma revista gay “discreta” possibilitou a abertura de novos veículos no mercado. A DOM encerrou suas atividades no ano de 2009.

JUNIOR Grupo Mix Brasil (Desde 2007) Capa

Linha Editorial

As capas trazem modelos com chamadas para ensaios de moda e pequenas entrevistas no interior da revista. A revista possui uma política editorial marcada pelas matérias principalmente sobre moda, comportamento, consumo, arte e cultura, saúde e fitness, sexo e roteiros turísticos e baladas. Traz também entrevistas e bate-papos com personalidades famosas. A linguagem é simples, porém ambígua e marcada por expressões de grupo (ânus incríveis, fazendo a clássica, aloca)

Diagramação

A diagramação valoriza o uso de imagens e cores. A presença de fotografias é bastante expressiva nas páginas da revista. A tipografia é minimalista, e os ensaios fotográficos são dispostos em formato de pôster nas revistas. A publicidade se compõe de grifes de moda, clubes e casas noturnas, sites e eventos.

Histórico

A Junior é uma publicação do Grupo Mix Brasil, que detém o domínio do portal Mix Brasil, um dos maiores da América Latina voltado para o público gay. A periodicidade (antes bimestral e agora mensal) expressa o sucesso da revista entre o público gay)

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Outras publicações de bastante representatividade Aimé - Primus Inter Pares (Lopso, desde 2008) – Surgiu tímida e assim continuou. Com uma linha editorial marcada pela homoafetividade (matérias sobre sexo, relacionamentos) e sobre consumo (moda, turismo, baladas). Passou do formato impresso para o formato digital. A Capa (Infonet Business, desde 2007) – A versão impressa do site homônimo surgiu trazendo matérias sobre famosos, sexo, comportamento e ensaios fotográficos, sendo distribuída gratuitamente em estabelecimentos comerciais voltados para o público LGBT em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba e Belo Horizonte, e comercializada para o restante do país através do site. Lado A (Desde 1999) – Nasceu de um blog, tornou-se site e logo após se transformou na pocket magazine que é distribuída gratuitamente em estabelecimentos comerciais de Curitiba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, oferecendo conteúdo de moda, música, entrevistas com personalidades famosas, entretenimento e saúde.

Escrevendo para o público LGBT Jornalismo de Gênero é a categoria jornalística voltada para a produção noticiosa especializada em gêneros (masculino/feminino/gay/trans). – Feminismo – o gênero como uma categoria utilizada na interação masculinofeminina reduzida às preocupações das mulheres (STRATHERN, 2007). Escrever para o público gay significa aderir ao discurso da mídia para esse público, assim como aderir também a um modo de ser homossexual. Esse ato, mais que palavras, envolve também atitudes a serem praticadas em coerência com a linha editorial que cada revista segue (KRONKA, 2000, p. 116): 1. A capa, por exemplo, é uma atitude de mostrar-se na revista; 2. O editorial e os artigos assinados devem expor idéias sobre a (homos)sexualidade; 3. Espaços como os destinados às cartas dos leitores e às entrevistas são elaboradas para contar experiências que envolvam a homossexualidade; 4. Reportagens e matérias principais são espaços de destaque para dar repercussão para as causas homossexuais; 5. Seções de moda, com propostas de ensaios sensuais, são seções destinadas à exposição do corpo; 6. Seções como ensaios de moda, design e outros serviços, são criadas com o intuito de estimular o consumo desses produtos; 7. Roteiros de turismo, baladas e estabelecimentos devem sugerir os leitores a freqüentar lugares; 8. Jargões, gírias e expressões homossexuais são utilizados na tentativa de criar um código único entre leitores e a revista; Intercom – XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Caxias do Sul (RS), 02 a 06 de setembro de 2010

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9. O discurso e a adjetivação presente no tratamento dos textos é uma forma de delimitar um território discursivo.

Na rotina do jornalismo especializado para o público gay, existem valores-notícia (JORGE, 2008, p. 31) usados como critérios para atingir o público e cativar o material noticioso, além de provocar interesse e representar audiência nos veículos de imprensa. Alguns exemplos, na prática, desses valores são enumerados abaixo: 1. Sexo: orientação sexual, casamento, etc; 2. Poder: organizações, associações, igreja, governo; 3. Dinheiro: luxo, riqueza, economia; 4. Morte: tragédias, assassinatos, drogas, crimes, violência; 5. Mistério: o fantástico, as descobertas, o inusitado; 6. Lazer: diversões, esportes, vida e prazer, passeios; 7. Saúde: medicina, boa forma, higiene, qualidade de vida, descobertas; 8. Trabalho: mercado profissional, bolsa de emprego, desemprego; 9. Religião: festas, cultos, ritos, superstições; 10. Meio ambiente: recursos naturais, ecologia, urbanização, alimentação; 11. Amor: romance, amizade, união; 12. Confidências: intrigas, vida pessoal, intimidades; 13. Educação: ensino, escola, cursos, cultura; 14. Ciência: pesquisas, descobertas, tecnologias; 15. Arte: cultura, elegância, decoração, espetáculos, festivais; 16. Moda: vestuário, desfiles, vitrines, modelos; 17. Contrastes: amor/ódio, morte/vida, rico/pobre, feio/bonito, certo/errado.

A linha editorial (militante/homoafetiva/homoerótica) adequados à proposta de cada veículo impresso/virtual.

define

os

valores-notícia

Produção Experimental Criar um produto no ciberespaço para a produção de notícias do mundo gay. As equipes devem ser formadas da seguinte forma: 1. Pauta e pesquisa – informações gerais; 2. Reportagem – produção de notícias; 3. Programação visual – criação de conceito visual; Intercom – XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Caxias do Sul (RS), 02 a 06 de setembro de 2010

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4. Audiovisual – podcast, vídeos do evento.

Referências e Indicações Bibliográficas BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. GREEN, James N. Além do Carnaval: A homossexualidade masculina no Brasil no século XX. São Paulo: Editora Unesp, 2000. JORGE, Thaís de Mendonça. Manual do foca: guia de sobrevivência para jornalistas. São Paulo: Contexto, 2008. KRONKA, Gabriela Zanin. A Homossexualidade nas Bancas de Jornal: a enunciação do “assumir-se” homossexual na imprensa especializada. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem), Campinas: Unicamp, 2000. KUCINSKI, Bernardo. Jornalistas e revolucionários: nos tempos da imprensa alternativa. São Paulo: Escrita Editorial, 1991. MANUAL de Comunicação LGBT. ABGLT, 2009. (mimeo) SANTOS, Joseylson Fagner dos & VELOSO, Maria do Socorro. Corpo e sentimento: 46 anos de imprensa gay no Brasil. Revista PJ:BR – Jornalismo Brasileiro, n. 12, Ano VI, Nov 2009. São Paulo, 2009. Disponível em: http://www.eca.usp.br/pjbr/arquivos/monografias12_a.htm, acesso em 25 jul 2010. SCOTT, Joan. Gênero, uma categoria útil de análise histórica. Revista Educação e Realidade, vol. 2, n. 116, Porto Alegre, 1990. SIMÕES, Julio Assis & FACCHINI, Regina. Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT. São Paulo:Perseu Abramo, 2009. STRATHERN, Marilyn. O Gênero da Dádiva. Campinas: Ed. Unicamp, 2007. TREVISAN, João Silvério. Devassos no paraíso: A homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade. Rio de Janeiro: Record, 2002.

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