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Sumário Introdução

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O livro Escola de fotografia – fotografando tudo A foto

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Parte I   ??????????? 1

Registrando a vida

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O ciclo da fotografia Conversão de fotos analógicas em digitais Digitalizando uma imagem impressa A foto digital continua o seu ciclo

5 7 7 8

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Conceitos básicos

A câmera digital O formato do arquivo digital O fator de magnificação (crop factor) Armazenamento – cartões de memória Resolução Tamanho ou resolução da foto As câmeras digitais Categorias de câmeras Celulares

Escolhendo a câmera Tipos de monitores Modos de captura Modos de cena Fotos em 3D Fotos panorâmicas Vídeo HD Tipo de bateria Tipo de cartão Conhecendo uma câmera Entenda os ícones de uma câmera 10 tarefas que você precisa conhecer para obter melhores fotos Resumo Conclusões

3 11 11 13 13 14 15 17 18 19 21

Objetivas

Principais atributos de uma objetiva Entendendo o tamanho focal, o plano focal e o centro ótico Capacidade de uma objetiva Ângulo de visão As diferenças dos ângulos de visão entre as objetivas e o olho humano Abertura Os tipos de objetivas Lentes com distância focal fixa (Prime lenses)

23 25 26 27 27 27 28 28 28 28 29 31 37 37

39 40 40 41 41 42 44 46 46   v


Sumário

Lentes com distância focal variável (Zoom lenses) Classificação das objetivas zoom Grandes-angulares Teleobjetiva (Telephoto) Supertele Teleconversor Macros Fator crop As câmeras compactas e o fator de corte Full frame

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Acessórios

Acessórios básicos Estojo portátil para a câmera Bolsa para câmera Kit de limpeza Pilhas Baterias Acessórios profissionais Modificadores de luz Para-sol Rebatedores Filtros Filtros genéricos Filtros especiais Filtros para fotos em preto e branco Adaptadores para filtros Acessórios para o micro Tamanho ideal do cartão de memória

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Luz

Por que o céu é azul? Absorção, reflexão e tramsissão As cores do mundo A cor de um objeto A luz natural Temperatura e cor da luz Balanço de branco Direção Contraluz Qualidade da luz Alterando a luz A posição e a hora ideal para a luz Exposição: equilíbrio da quantidade de luz vi   Escola de Fotografia

46 47 48 51 52 52 53 53 55 55

57 57 57 58 58 58 58 59 59 59 60 61 61 64 64 65 65 67

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Exposição, combinação de abertura, obturador e ISO

Obturador Tipos de obturador Obturador central ou de folha Obturador de cortina Efeitos do obturador na foto Exemplo prático: A roda d’água Panning Abertura Profundidade de campo (Depth of Field – DOF) Distância focal Distância entre o assunto e o fundo Exposição ISO ISO e ruído

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Foco e modos de captura

Zonas focais Modo de focagem Diferença entre os modos Single e Continuous Travamento de foco (Focus-Lock) Modos de captura O modo programado (P) Modo de prioridade do obturador (velocidade) Modo de prioridade de abertura Modo manual Modo de cena Planejando a foto antes do clique Como eu quero a minha foto?

87 88 88 88 88 88 90 91 92 92 93 94 95 98 98

103 104 104 106 108 108 109 109 110 110 111 112 112

71 71 72 73 73 74 76 78 79 80 81 82 83 85

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Modificadores de luz e iluminação de estúdio

Luz contínua e de flash Rebatedores ou refletores Flash O uso do flash Os tipos de flash Como o flash funciona O número-guia Limitações do GN Problemas com a utilização de flashes Usando os recursos do flash

115 116 117 119 120 121 123 124 125 127 129


Sumário

Flash de preenchimento Flash para compensar a contraluz Slow sync ou fotografia de retrato noturno Rebatimento de flash Combinações de luz Recomendações para o melhor uso do flash da sua câmera Fotografia de estúdio Luz contínua e luz de flash Fundos O estúdio de quatro luzes Modificadores de luz para flash O refletor A sombrinha O softbox O snoot O barndoor Esquema de estúdio com quatro luzes Combinando as luzes Conclusão

129 130 134 134 137 138 139 139 139 140 141 141 142 142 142 142 143 146 149

Parte II   ESTÉTICA 9

Composição

O impacto da Renascença nas artes Elementos de composição Perspectiva Primeiro e segundo planos de uma cena Algumas regras de composição Simplicidade Centro de interesse Balanço Espaço negativo Detalhes Plano de tomada Ângulo de tomada Cor Temperatura da cor Resposta emocional da cor Linhas Direção Iluminação Textura Formato Erros comuns de composição

151 151 154 154 155 155 156 156 159 160 161 161 162 163 164 164 166 167 168 169 169 170

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O olhar fotográfico

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Caçando oportunidades A foto planejada e a foto de oportunidade A foto (caçada) planejada A foto de oportunidade Desenvolvendo um olhar fotográfico Tire sempre mais de uma foto do mesmo assunto Experimente diferentes ângulos de tomada Encha a cena Molduras Contrastes Padrões Percepção de cena A bicicleta de Edirne O pincel Um olhar atento Olhar fotográfico – sequências O macro e o micro Os diversos ângulos de uma foto Comentários finais

173 174 174 174 176 176 176 177 178 178 179 180 181 182 183 185 187 188 191

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Fotografando gente

193

Fotografando estranhos Fotografia de grupo Gente trabalhando Cenas do cotidiano Detalhes contam histórias Formato (paisagem ou retrato) Antecipando uma foto Ponto de vista Mudando a luz do dia Fotografando em interiores Misturando tipos de luzes Retratos: o modo portrait (retrato da câmera) Crianças brincando

193 198 198 200 201 202 203 205 207 208 210 210 215

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217

O book fotográfico

O book profissional O book pessoal O formato físico do book Fotografando mulheres Planejamento e produção Fundo infinito ou isolador

217 218 218 219 219 219

José Antonio Ramalho / Vitché Palacin   vii


Sumário

A modelo Roupas e acessórios Maquiagem e cabelo Locação Usando um fundo neutro Book Claudia Debes

220 221 222 222 222 223

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Fotos sensuais

A modelo Ninguém é perfeito O equipamento A locação Fotos na varanda A contraluz da varanda High key e low key Usando a luz para salientar partes do corpo Induzindo a sensualidade Desfoque Ensaios com celular

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Fotografando casamentos

Equipamento Sugestões de lentes básicas com medidas, sempre em relação às câmeras de 35mm Trabalhando sozinho Trabalhando em equipe Por Ricardo Milani  O dia do casamento Planejando as fotos do casamento Fotografando sem flash Trash the dress Locação Dicas para uma sessão trash the dress

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Eventos: paradas, carnaval, shows

A procissão de Corpus Chisti em Santana de Parnaíba A parada em Bogotá Ache um personagem Um show de dança e canto na Mongólia O carnaval Busque diferentes ângulos Criando movimento viii   Escola de Fotografia

252 252 252 253 253 254 254 255 256 256 258

263 263 266 268 269 270 274 275

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Competições e esportes

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O modo esporte/ação Panning O modo de focagem Travando o foco num local Posicionamento O jogo de beisebol A corrida de Fórmula 1 O jogo de futebol A hípica Trazendo a atenção para o assunto principal

277 278 278 278 278 278 282 284 285 286

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289

Fotografar a natureza

O equipamento Cuidados com o equipamento Estações do ano Praias Fotos subaquáticas Ponto de vista – Fernando de Noronha Orientação retrato ou paisagem? A hora do dia Neve/frio Florestas tropicais Desertos Pontos de vista diferentes Fotos panorâmicas Macrofotografia Abelhas e rosas making of por José Ceravolo Camadas Fotografando do avião

289 290 292 294 296 297 297 298 299 302 303 304 306 308 308 310 311

18

315

Animais

Animais selvagens Um verdadeiro safári fotográfico A zebra Os leões A girafa Zoológicos e parques temáticos Tigre Elefante O haras Cachorros

315 315 316 317 318 319 319 320 321 323


Sumário

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Arquitetura: edifícios e detalhes

21 325

Um mesmo assunto com diferentes objetivas Correção de perspectiva Escala humana Detalhes de arquitetura O velho e o novo Vertical ou horizontal? Enquadramento diferente Textura Tetos de igreja Portas e janelas Fotos noturnas Um edifício com vários ângulos

325 327 328 329 331 332 334 334 335 335 336 338

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Edição de imagens

Fotos panorâmicas Tirando as fotos Criando panoramas com o Photoshop CS5 Tilt-shift Usando o site Tilt-shift Maker Usando o Photoshop CS 5 para Tilt shift Suavizando a pele Removendo olhos vermelhos Alterando a cor dos olhos Variação de coloração dos olhos Removendo pontos e marcas na pele Removendo objetos indesejados da foto A ferramenta Clone O recurso Content-Aware Healing da versão CS5 HDR Aplicando o efeito HDR com o Photoshop

341 342 343 344 344 345 347 349 350 351 352 353 353 354 355 355

Impressão e outros destinos da fotografia digital

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Os destinos das fotos digitais Impressão das fotos As impressoras Escolhendo uma impressora Velocidade e qualidade Número de tintas Tipo de conexão Tamanho do papel A impressão da foto Tempo de secagem Tempo de impressão Papel fotográfico Características dos papéis Permanência ou resistência ao desbotamento Cartuchos originais, reciclados ou alternativos Usando cartuchos alternativos e reciclados Fotografia criativa Dicas para a boa impressão Álbuns virtuais Photo Bucket (www.photobucket.com) Picasa (http://picasa.google.com/) Flickr (www.flickr.com.br) Redes sociais Fotolivro e fotopresentes Criando um fotolivro on-line Criando um fotolivro no micro Fotoprodutos

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373

Fotografia com celular

O Samsung Galaxy S2 Dicas para obter melhores resultados com o celular

374 376

José Antonio Ramalho / Vitché Palacin   ix


Introdução Desde o lançamento do meu primeiro livro de fotografia, em 2003, a indústria fotográfica passou pela maior revolução de sua história. Em menos de 10 anos, a fotografia convencional foi praticamente banida pelos fabricantes de equipamentos fotográficos e, principalmente, pelos fotógrafos amadores e profissionais. Naquele livro, eu fazia uma introdução à fotografia digital, que ainda crescia com alguma descrença do mercado. Neste livro, faço uma menção à fotografia baseada em filmes como referência histórica. As câmeras fotográficas evoluíram muito. As câmeras digitais mais simples já possuem recursos que eram disponíveis apenas em equipamentos de ponta que custavam dezenas de milhares de dólares há alguns anos. Tudo para aumentar as chances de se conseguir uma boa foto. As câmeras tentam, na medida do possível, compensar com seus recursos as limitações do fotógrafo. Algumas câmeras possuem detector de sorrisos que só disparam quando o fotografado sorri. Outras possuem um detector de olhos fechados, que impede o disparo do obturador. Ao fotógrafo amador resta apenas a tarefa de enquadrar adequadamente a cena.

Mesmo com tantos recursos, as câmeras não podem fazer milagre. Vários elementos precisam estar conjugados em sintonia para que uma boa foto aconteça. Esses elementos dependem de fatores externos, como a luz disponível e o ambiente, da capacidade técnica em entender os conceitos básicos da fotografia e do olhar fotográfico do fotógrafo. Tudo isso combinado no momento do clique. Em fotografia tudo tem o seu preço. Você consegue fotos que condizem com o equipamento e técnicas fotográficas utilizadas. Em outras palavras, não espere um milagre de uma pequena câmera de bolso, mas também não pense que a câmera mais sofisticada do mercado vai lhe garantir boas fotos. O conjunto da técnica e do equipamento é que vai definir o resultado. Tirar uma foto é enquadrar o assunto e clicar? Existe uma verdadeira conspiração fotográfica ocorrendo no momento em que você aperta o botão disparador para fazer o seu clique. Diversos fatores contribuintes para o sucesso ou fracasso de uma fotografia acontecem naquele instante mágico. Não importa a câmera utilizada. Quando você vê uma cena que deseja capturar precisa ajustar os controles

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Introdução

de sua câmera para que o sensor possa receber a quantidade de luz adequada e a cena seja corretamente registrada. Nesse instante é que a conspiração fotográfica toma forma. Criatividade, enquadramento, tipo e direção de luz, velocidade do obturador, abertura do diafragma, profundidade de campo, tudo precisa estar devidamente avaliado, ajustado e pronto para que, ao pressionar o botão disparador, a cena seja captada como você espera. O modo automático das câmeras faz uma parte do trabalho para você. Mas nem sempre o resultado é o esperado. A luz gosta de pregar peças na tecnologia.

O livro Escola de fotografia – fotografando tudo Este livro é o resultado da contínua observação dos fotógrafos no meu cotidiano, durante as minhas viagens, da avaliação de muitas fotos que vejo exibidas por amigos e em galerias de fotos publicadas na internet. Quase sempre, detecto erros que poderiam ter sido evitados e salvado fotos únicas para muitas pessoas. Os equipamentos evoluíram muito, mas os erros dos fotógrafos parecem transcender o mundo analógico e digital. Na verdade, a fotografia digital permitiu, por um lado, que os fotógrafos pudessem clicar muito mais, pois não há o custo da revelação e impressão, mas por outro lado reduziu a responsabilidade de se obter uma boa foto com apenas um ou dois cliques. Na época do filme, uma vez clicado, o prejuízo de uma foto mal tirada era inevitável na hora da revelação. Tirar uma fotografia é fácil. As modernas câmeras compactas e semiprofissionais possuem modos automáticos que fazem quase tudo por você. Você só precisa ligar a câmera, apontar para o assunto e clicar. Você nem precisa se preocupar em desligar a câmera, pois muitas já fazem isso automaticamente. Outras dispensam até que você dê o clique; com o recurso de detecção de face e de sorriso, a própria câmera faz o clique por você. Contudo, a qualidade das fotos obtidas através do modo automático acaba gerando grande frustração na hora de olhar o resultado capturado. Você não tira fotos de momentos desinteressantes da sua vida, mas de momentos preciosos e que quer guardar de lembrança e compartilhar com pessoas queridas. Por isso é importante que domine alguns conceitos básicos de fotografia e elimine ou reduza os erros que inutilizam boa parte das fotos que tira. Fotos tremidas, escuras ou muito claras, cabeças e pés cortados estão presentes nos rolos de negativos e nos cartões de memória de quase todos os fotógrafos amadores. Com este livro queremos que elas desapareçam de sua vida. Só que xii   Escola de Fotografia


Introdução

essa tarefa não depende só dos conceitos e ensinamentos que você verá no livro. A grande responsabilidade é sua. Proponho um grande desafio. Fazer com que você deixe de tirar fotografias e passe a produzir fotografias através do domínio e controle de todos esses elementos. A prática é a melhor e única forma de aprimorar as técnicas fotográficas. Por isso acrescentamos ao final de cada capítulo, quando apropriado, alguns exercícios para motivá-lo a praticar os conceitos que foram expostos. Você gostou de uma foto publicada numa revista? Não se contente apenas em ver como uma foto foi feita. Vá lá e faça uma você mesmo. O livro conta apenas que você possua uma câmera. O resto do material didático você já tem. Olhe ao seu redor. Você tem paisagens, cenas urbanas, gente, carros, festas de aniversário, casamentos, amigos, namorados e namoradas. Tudo banhado com a matéria-prima da fotografia, a luz. O livro está dividido em duas partes: técnica e estética. Na primeira parte cobriremos os conceitos que julgamos necessários para que você possa capturar uma imagem da melhor forma possível, ou seja, usando os recursos do equipamento disponível para registrar a cena com a quantidade correta de luz sobre os diferentes assuntos que estão sendo enfocados. Entre os assuntos abordados destacamos: ƒƒTipos de câmeras e suas indicações e limitações ƒƒConceitos essenciais da fotografia ƒƒEntendendo a luz e como ela é fundamental para a boa fotografia ƒƒDiafragma e obturador. Como controlar os principais responsáveis pela qualidade da foto ƒƒFlash. Quando e como usá-lo ƒƒAcessórios que melhoram a qualidade das fotos Uma vez dominados os elementos técnicos necessários para tornar boa uma foto vamos sugerir, na segunda parte, conceitos de composição fotográfica e dividir um pouco da nossa experiência em diversos temas que são familiares ao leitor. Depois de ler o livro não deixe de nos enviar seus comentários. Um ótimo clique para você. José Antonio Ramalho jose.antonio@ramalho.com.br Twitter: @joseramalho José Antonio Ramalho / Vitché Palacin   xiii


A foto Uma das fotos mais felizes que já fiz foi realizada com uma câmera compacta de filmes com zoom de 35-70mm. Uma máquina sem muitos recursos (não dispunha de modo manual), mas era o que estava em mãos quando encontrei, ao lado de um lago no sul da Alemanha, três freiras sentadas em um banco contemplando a paisagem, juntamente com três patos que ali também descansavam. A rapidez em clicar foi fundamental para o registro. Dois segundos depois do clique, um dos patos entrou na água, quebrando a simetria da imagem. Se eu dispusesse de uma máquina com mais recursos, a foto certamente teria sido mais bem aproveitada ou, talvez, perdida pelo tempo que eu levaria para fazer algum ajuste. José Ramalho


Pinturas de sarcófago egípcio do século III AC.


Neste capítulo vamos analisar a importância da fotografia no registro do cotidiano e a responsabilidade do fotógrafo no processo de produção fotográfica.

Ca p í tu l o 1

Pa r t e i    ???????????

Registrando a vida Registrar cenas do cotidiano e preservá-las para a posteridade é uma das principais pretensões de quem tira uma foto. Os familiares, amigos, animais de estimação, viagens de férias, esportes e outros assuntos são os principais assuntos da fotografia. Essa prática não é recente, e começou muitos milênios atrás, nas cavernas pré-históricas, onde encontramos pinturas que retratam a vida e o dia a dia de nossos ancestrais. Com a evolução do homem e o desenvolvimento de suas habilidades encontramos, ao longo da história, uma evolução da forma do registro da vida, das pinturas de duas dimensões dos egípcios até as obras-primas da Renascença. Infelizmente, tais habilidades se desenvolveram nas mãos de poucos iluminados. Os artistas com essas habilidades únicas de registrar o seu tempo ora eram escravos e retratavam seus senhores, ora eram artistas que necessitavam de um retorno financeiro para seu trabalho, e isso só era possível através dos nobres e abastados. Registrar viagens e grandes feitos também não é uma atividade moderna. Das conquistas de Ramsés II na batalha de Kadesh ao grande grito da Independência do Brasil encontramos importantes registros na história.

Felizmente, no século XIX, a invenção da fotografia permitiu que nós, reles mortais, pudéssemos ter o poder de registrar nosso mundo para a posteridade. Embora a fotografia tenha começado como uma arte para poucos, como foi o caso de Dom Pedro II, um dos primeiros fotógrafos brasileiros, hoje, com alguns poucos reais, podemos adquirir

Do antigo Egito à era de ouro da civilização romana, registrar momentos importantes sempre foi uma preocupação.

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Registrando a vida

4   Escola de Fotografia


Registrando a vida

uma câmera descartável e realizar os registros fotográficos que quisermos. Essa popularização da forma de registrar o cotidiano não pode enganar você. A diferença entre uma foto mal tirada e uma excelente foto pode ser um mero detalhe de enquadramento ou um demorado estudo das condições que rodeiam o assunto que será fotografado. O sucesso de uma boa foto não depende só de você. Faça a sua parte, mas tenha certeza de que, se todo o ciclo de produção da fotografia não for bem-feito, o resultado será comprometido.

O retrato mais famoso do mundo, Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.

The Misses Vickers, John Simger.

The Lady with an Ernine, de Leonardo da Vinci

O ciclo da fotografia Produzir uma fotografia é um processo que conta com três principais etapas: captura, processamento e armazenamento. Você é certamente o responsável pela primeira etapa desse processo. Neste livro vamos procurar ajudá-lo a tirar a melhor foto possível para que sua responsabilidade nesse processo de três fases seja executada com êxito. O primeiro passo desse processo é a captura da imagem através da exposição do sensor à luz refletida ou gerada pelo assunto fotografado. No caso de máquina com filme, uma vez registrada a imagem no material sensível à luz, o filme precisa ser processado ou revelado. Nessa etapa, a sua participação consiste em levar o filme a uma loja ou laboratório para fazer sua revelação e obter uma foto impressa. O meio físico de armazenamento da foto tirada é o próprio filme negativo ou de slides. Numa câmera digital, a etapa do processamento é feita pelo próprio equipamento, ou seja, a foto é “revelada” dentro da câmera, e a imagem captada pelo sensor é transferida para um cartão de memória que serve como seu meio físico de armazenamento. Enquanto a foto analógica tem o seu ciclo terminado na impressão da fotografia e o arquivamento do seu filme em alguma gaveta da sua casa, a fotografia digital permite outros destinos para a foto. José Antonio Ramalho / Vitché Palacin   5


Registrando a vida

O caminho digital

O caminho analógico

Assunto

Câmera digital

Cartões de memória

O assunto capturado pela câmera digital é convertido num formato eletrônico que representa a imagem.

A foto é gravada em cartões de memória que servem como meio físico de armazenamento primário das fotos.

Impressão

FALTA ??? Negativo Slide

Câmera de filme

Filme

Processamento

Nas câmeras de filme, o assunto capturado é registrado em um quadro de um filme que tem uma substância sensível à luz.

Depois de gravada no filme, as imagens ainda não são visíveis. O filme precisa ser processado em um laboratório.

O processamento consiste em banhar o filme em soluções químicas que revelam a imagem gravada. O resultado final pode ser uma imagem negativa ou um slide, que servem como meio físico de armazenamento primário das fotos.

Impressão Normalmente, quando um filme é enviado para um laboratório, ele é revelado e as fotos ampliadas e impressas. O cartão de memória também pode ser enviado para um laboratório para que as fotos sejam ampliadas e impressas usando um processo químico e papel fotográfico idêntico ao filme. 6   Escola de Fotografia


Registrando a vida

Conversão de fotos analógicas em digitais Uma foto analógica pode ser convertida em arquivo digital através de dois processos bastante simples, que estenderá sua vida útil para a era digital. Guardada num álbum dentro de uma gaveta, o destino da maioria das fotos é o esquecimento. Convertida em digital, ela pode ganhar outros mundos, como a internet, as redes sociais e outros formatos físicos que serão vistos mais adiante no livro.

Digitalizando uma imagem impressa Algumas fotos não possuem mais o seu filme. Você tem apenas uma cópia impressa dela. Nesse caso, ela pode ser digitalizada através de um escâner. Similar a uma máquina copiadora, você coloca a foto na área de leitura, pressiona um botão e o escâner faz uma varredura da área, capturando a imagem e a convertendo para o formato digital no computador. A segunda forma, e mais recomendada, é utilizar o filme negativo ou de slides para fazer a digitalização. Os minilabs mais modernos possuem a capacidade de ler o filme e criar as imagens digitalizadas de cada fotograma.

José Antonio Ramalho / Vitché Palacin   7


Registrando a vida

A foto digital continua o seu ciclo Uma vez no formato digital, a imagem que foi capturada pela câmera digital ou digitalizada por escâner/minilab pode ser armazenada em diversos meios físicos, como disco rígido dentro do computador, disco rígido externo, mídia ótica, como DVD ou CD. Pode ainda ser publicada na internet ou impressa numa impressora.

Edição de imagens

Armazenamento

Uma foto pode ser editada para correção de defeitos ou então para aplicar efeitos especiais.

A foto digital pode ser mantida em diversas mídias físicas

Internet Sites de compartilhamento de imagem na internet, blogs e redes sociais são opções cada vez mais usadas.

P ara L em b rar A fotografia digital facilitou o processo de captura e visualização da fotografia, tornando o processo mais rápido, barato e com novas opções de uso das fotos. Suas fotos antigas podem ganhar vida nova se forem digitalizadas.

8   Escola de Fotografia

Impressão Em vez de usar minilabs, muitos usuários preferem imprimir suas fotos digitais em impressoras a jato de tinta.


Ca pí tu l o 2

Dedicamos algumas páginas para mostrar algumas diferenças básicas entre uma câmera de filme e uma câmera digital.

Conceitos básicos Você não precisa ser mecânico de automóveis para dirigir um carro, mas se souber um pouco do funcionamento dele certamente poderá tirar melhor proveito da sua condução. Com a fotografia digital é a mesma coisa e, por isso, dedicamos algumas páginas para mostrar algumas diferenças básicas entre uma câmera de filme e uma câmera digital. Dessa forma você entenderá melhor alguns termos e conceitos usados na fotografia digital.

A câmera digital As câmeras digitais usam o mesmo princípio das tradicionais: gravam uma cena usando a energia da luz refletida pelos objetos da cena, que é usada para modificar o estado de um material sensível à luz, como é o caso do filme tradicional, que usa uma emulsão de sais de prata. A câmera tradicional usa um suporte físico, o filme, que consiste em uma película plástica para armazenar a foto; sobre o filme, existe um produto químico, que é sensibilizado pela luz e faz o registro da imagem. Nesse caso, temos dois componentes, o produto químico e o suporte,

num único elemento, o filme. Os produtos químicos usados para registrar a imagem consistem em sais de prata que possuem o formato de grãos. Ao receber a luz vinda da lente, os grãos sofrem uma reação química e registram as diferentes intensidades de luz, ficando mais claros ou escuros dependendo da quantidade de luz recebida. No caso da câmera digital, um sensor eletrônico absorve a luz e a converte em um sinal digital que é processado e transformado em um arquivo digital. Um filme colorido possui camadas de sais de prata

Filme e sais de prata   11

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