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FOTOGRAFANDO

10

PAISAGENS ...-

5

Galeria Fotos enviadas

por nossos leitores.

3 O oA advogado importância do direito autoral - Artigo (e fotógrafo) José Roberto Comodo Filho ensina como proteger os direitos sobre suas fotos.

31

34 pÁG.36

36

Digital - O Senso r A importância

62

digital.

é

Fotografar o bicho! animais Dicas e técnicas em paracativeiro quem deseja fotografar sem ter de se aventurar por florestas distantes. Vânia Portfólio Conheça Toledo o trabalho - dessa talentosa profissional,

40

dos sensores para a fotografia

que comemora

e cativante 25 anos de fotografia.

Floripa - Por e Dentro da Luz Dicas de lugares macetes para planejar um passeio fotográfico pela capital de Santa Cata ri na, no Sul do país.

54

O Fotógrafo - Artigo Tentativas e erroscurioso para o aprimoramento

55

Diários fotográficos

56

o que

da técnica.

Fotoblogs na internet.

Notícias do mundo fotográfico

acontece nas empresas, cursos, lançamentos de produtos e serviços.

SLR digitais Conheça 3 modelos disponíveis no mercado.

65

Cartas Mensagens

recebidas pela redaçâo da Fotágraphos.


FOTÓGRAPHOS

Viva a Fotografia!

Fotographos nos predispomos

Expediente

a fazer. Muito felizes, pois não

Aqui esperávamos estamos, notamanha segundo repercussão, passo da caminhada que já no primeiro Dir. Editorial:

número

da revista. Recebemos

de apoio pelo lançamento

centenas de mensagens

da Fotógraphos,

Rodrigo Torres Costa

rodrigo@fotographos.com.br

e aproveito Dir. Administrativo:

para reiterar

meus

agradecimentos

alguma forma, estão colaborando e ajudando

FOTO OA CAPA: Marcos

a transformar

a todos

que, de

leitores e anunciantes.

este sonho em realidade.

Faço

a alegria da equipe com todos os

temos

Jornalista

Resp: Heitor Augusto

Afinal, sem vocês, a revista não tem razão de existir.

mUito a fazer, sabemos

que o desafio

está apenas

Não podemos

nos deixar levar pela euforia,

oportunidades.

Esse apoio que temos recebido é fundamental

compromisso

mas devemos

começando.

saber aproveitar para orientar

em produzir uma revista cada vez melhor, e a participação

é sempre importante

as

nesta edição:

Armando

Vernaglia

Jr. , Charles Dias,

José Roberto

Comodo,

Silvana

Sandra

Mastrogiacomo,

PRODUÇÃO

dos leitores Direção

nesse sentido.

Projeto

Por falar em oportunidade,

preparamos

uma matéria

aproveitar ao máximo um dos mais interessantes

exclusiva para quem deseja

de Arte: Rodrigo

Enquanto

produzíamos

qualidade

do material que nos foi disponibilizado.

amadores

Gambarini,

que levam a fotografia

gratificante

fiquei impressionado

Araquém

Gráfico:

Art&Cia

Revisão:

sua técnica no assunto. com a quantidade

Fotos de profissionais

Alcântara

e Marcos

Costa

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e Mkt

Renata Con50li

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ea

"feras",

Kim, e também

a sério e dão show com suas imagens.

poder contar com uma colaboração

de

É muito

Daniel

Santos

dsa ntos@fotographos.com.br

Paulo Henrique

Frias de Oliveira

phfri as@fotographos.com.br

tão especial assim. DISTRIBUiÇÃO

Dando continuidade

Torres

Daniel Kachvartanian

motivos fotográficos: paisagens! São

vinte páginas recheadas de dicas e fotos para você aprimorar essa matéria,

de Carvalho,

Sérgio de Assis

nosso

Criação e Produção:

como Adriano

Portella

REDAÇÃO

Colaboraram

Ainda

Aniceto

conosco, acreditando

Kim

questão de compartilhar

Eduardo

edua rdo@fotographos.com.br

à seção Por Dentro da Luz, nesta edição trazemos fotos inéditas

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sobre Florianópolis, fotografá-Io,

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Falar sobre um lugar desses e, melhor ainda,

um privilégio.

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Despeço-me Recebemos

agradecendo

a todos

que enviaram

centenas de e-mails e correspondências

enorme país, e isso torna a experiência

de produzir

fotos

para a seção Galeria.

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vindos de diversos lugares deste a Fotógraphos

ainda mais rica

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e estimulantes

para nós. Continuem

participando.

IMPRESSÃO Prol Gráfica

Até o próximo

encontro

e boas fotografias! ART&CIA

PROPAGANDA

Av. Brig. Faria Lima,

Rodrigo Torres Costa

Jd. Paulistano

diretor editorial

Tel.: 1011) 3815-7472

FOTÓGRAPHOS

04

1.768, cj. 7B

- São Paulo, SP Fax: r.201


IMAGENS

Apresentamos

QUE

INSPIRAM

algumas imagens, selecionadas entre as centenas que nos foram

enviadas por amantes da fotografia espalhados por todo o país. Fotos sobre os mais diversos assuntos e muitas, inclusive, inspiradas nas matérias publicadas na primeira edição. Agradecemos a todos e desejamos que a participação aumente cada vez mais, pois, para nós, é um prazer admirar tanta foto boa. Difícil é escolher!

as otos pertencem a uma série, chamada "Retratos da Rua': que retrata as expressões das pessoas em seus momentos de reflexão e sossego... Busca trazer um pouco de suas expressões, enquanto

envoltas em seus próprios pensamentos.

Ambas fOram tiradas em Petrópolis (RJ), por Cristiano Hammes. Foto abaixo: câmera Canon EOS Elan 7e, objetiva Canon USM 75-300

mm, exposição de i145s com abertura jl4.5

e

filme Fuji Reala ISO i 00 (com ampliação em preto-e-branco). Foto ao lado: mesmo equipamento, abertura jl5.

6 efilme

exposição de i1500s com Fuji Superia ISO 400.

FOTÓGRAPHOS

05


IMAGENS

QUE

INSPIRAM

,,

FOTÓGRAPHOS

06


IMAGENS

QUE

INSPIRAM

a e Centro do Rio dejaneiro, março de 2004, o antigo e o novo - passado epresente - será que o moderno ultrapassou o clássico?É o que vejo no Rio! Câmera Pentax Asahi, filme [lford Hp5, [50400 efotometragem da máquina - Marcus Boechat, Rio de janeiro (Rj).

••• Da

lfI

"Estou enviando

uma foto dejulho de 2004, tirada em Bariri, no interior de São Paulo, num fim de tarde que tinha um colorido impressionante. "- Kelly Polato, São Paulo (SP). Câmera Rolleiflex e filme Fuji Chrome RMS

o Mostrando que não precisamos ir longe para produzir belas imagens, a foto ao lado foi feita pela fotógrafa Glaucia Villaça, de Vila Nova

(Ri), no jardim de sua casa. Câmera Pentax KJ 000, filtro cIose-up, rebatedor de luz e filme Fuji Pro- Value 200.

Participe também da Galeria Fotágraphos e ganhe filmes para continuar praticando!

FOTÓGRAPHOS

08


TEMA

PRÁTICO

FOTOGRAFANDO

PAISAGENS Saber explorar todo o potencial oferecer

não

é

tarefa

que uma paisagem pode

fácil. São vários os aspectos

e aprender a lidar com eles

é

envolvidos,

apenas o primeiro passo.

por Rodrigo Torres Costa

Entender para o lado e minha esposa ainmeia. oAcordo. Olhoo da quatro dorme. eDirijo olhar para

São

quarto em frente e me deleito com o sono tranqüilo do meu filho, de apenas um ano e meio. Ah, que inveja! Mas o "dever" me chama. Levanto silenciosamente e caminho com cuidado para a sala, onde a "tralha" - mochila com câmeras e objetivas, tripé, filmes, boné - me aguarda para mais uma jornada fotográfica. Loucura? Talvez! Entretanto, acordar cedo para fotografar paisagens tem suas vantagens. E que vantagens! Quem já se aventurou de alguma forma para obter instantes especiais na natureza entende muito bem sobre o que estou falando. Nesses momentos, ficamos mais próximos da maravilhosa Criação Divina, e é sobre essas oportunidades de contato com as belezas das paisagens naturais que falaremos a partir de agora (deixaremos as paisagens urbanas para outra ocasião) e também das técnicas necessárias para aproveitá-Ias da melhor maneira possível. PAISAGENS De acordo com o dicionário

Houaiss,

defini-se como paisagem: "uma extensão de território que o olhar alcança num lance; vista, panorama". Ou ainda: "conjunto de componentes naturais ou não de um espaço externo que pode ser apreendido pelo olhar". JI

o que é paisagem é o primei-

ro passo para dominar o assunto do ponto de vista fotográfico. Esse é um tema bastante complexo, e a sua aparente facilidade costuma trazer resultados insatisfatórios aos fotógrafos mais descuidados. A utilização pretendida com as fotos também é um aspecto muito importante a ser considerado, quando partimos para uma sessão fotográfica de paisagens. Adriano Gambarini, fotógrafo profissional que já teve matérias e fotos suas publicadas em revistas respeitadas sobre o assunto (veja pág. 28), como a NationaL Geographic, é enfático: "Para o fotógrafo amador, a relação com a fotografia de paisagem deve ser total e diretamente emocional; gostou daquela cena, daquela paisagem? Então, fotografe! Não perca aquele momento mágico por causa de restrições técnicas ou tecnológicas. Fotografe, sempre". De acordo com ele: "Para quem quer se profissionalizar neste mundo da fotografia de natureza e, conseqüentemente, de paisagem, aí, sim, deve haver um engajamento, uma proposta, um compromisso. A fotografia profissional deve unir rigor técnico, beleza que emociona e, principalmente, veracidade nas informações que acompanham a imagem, pois ela teoricamente vai passar pelo olhar de mais pessoas, formará opinião, poderá se tornar referência. Essa é uma responsabilidade muito grande, e o profissional tem que

levar isso em consideração." E, por melhor que seja o equipamento utilizado, ele nunca será suficiente para transmitir toda a beleza e a magnitude da cena como a enxergamos, de modo que, se não utizarmos as técnicas adequadas, o resultado pode ser decepcionante. Em contrapartida, um registro bem-feito pode ser muito compensador, pois, sem sombra de dúvida, esse é um dos temas mais fascinantes da fotografia, dadas às infinitas possibilidades de obtermos lindas imagens que nos são oferecidas diariamente pela vida.

o

LOCAL E OS PONTOS DE VISTA Escolher

o local é o primeiro

passo

para produzir suas fotos de paisagem. De nada adianta possuir os equipamentos mais avançados e as técnicas mais adequadas se você não tiver um bom cenário para fotografar. Pode ser uma região montanhosa, um vale, uma praia, o mar, uma cachoeira, um penhasco, porém o fundamental é que o ambiente possua atrativos que mereçam ser registrados em filme ou sensor digital. Mas como saber se o local escolhido vale ou não a pena ser fotografado? Bem, não existe uma fórmula exata para essa questão, por isso o "olhar" do fotógrafo continua sendo essencial. Assim, o melhor a fazer é sempre exercitar a capacidade enxergar boas oportunidades

A fotografia profissional deve unir rigor técnico, beleza que emociona e, principal-

mente, veracidade nas informações que acompanham a imagem. FOTÓGRAPHOS

10

JI

de

e nunca ter

(Adriano Gambarini)


TEMA

PRÁTICO

medo ou preguiça de realizar novas experiências. Com o tempo, o olhar passa a ficar mais treinado e seletivo, e a tendência é que os resultados fiquem cada vez melhores. Quando estiver escolhendo algum local para fotografar, não se deixe levar pelas primeiras impressões. Observe atentamente todo o cenário e não deixe de reparar em detalhes isolados que podem ser muito interessantes. Procure obter diversos pontos de vista, analisando quais lhe agradam mais. Caminhe, mude de lugar. Ande para frente e para trás. Abaixe. Experimente um ponto mais elevado (uma pedra, um morro etc.) Percorra toda a cena utilizando seus olhos e suas pernas (importante: essa dica ajuda a melhorar suas fotos e também sua saúde, portanto, pratique). A sua posição em relação à cena e aos seus elementos pode mudar drasticamente o resultado final das imagens, causando, por exemplo, grande influência na disposição entre o que está situado no primeiro plano e no fundo

da composição. A perspecriva também é alterada conforme a mudança de posição e conforme a objetiva utilizada, como veremos adiante. Com isso, você pode obter uma sensação de maior ou de menor profundidade. Resumindo, a definição do local e do ponto de vista é o primeiro passo para conseguir resultados satisfatórios em fotografias de paisagens. LUZES E SOMBRAS

Ao contrário de retratos de pessoas em áreas externas, onde o tema da foto pode movimentar-se para obter um posicionamento mais favorável em relação à luz, com fotos de paisagens precisamos aprender a trabalhar com o que a natureza oferece a cada instante. As condições de iluminação costumam ser decisivas para o sucesso ou o fracasso no resultado final. Dependendo da hora do dia e das condições do tempo, podemos obter diferentes "climas". Isso significa que fotografar uma cena

~ Água

Estas duas fotos iLustram a diferença

de fotografarmos

o movimento

da água com

diferentes veLocidades do obturador. A foto menor foi feita com tempo de 11250s de exposição, e a foto maior, abaixo, foi tirada utilizando-se

118s. Observe que a veLocidade

pode servir para ''congeLar'' o movimento

ou

então para criar um efeito de véu na água.

Ao fotografar paisagens, precisamos aprender a trabalhar com o que a natureza oferece a cada instante. FOTÓGRAPHOS

12


nas primeiras

horas da manhã

nos dará

um resultado completamente diferente se fotografarmos ao meio-dia, ou no fim de tarde, e por aí vai. A direção da luz muda com as horas, alterando a situação de contraste e o jogo de luz e sombras na cena. A temperatura da luz também muda com o passar das horas. Muitos fotográfos de paisagens preferem fotografar logo pela manhã ou no fim de tarde, quando a temperatura da luz é menor, resultando em um tom mais quente e agradável. Entretanto, mesmo em horários menos recomendados, como próximo ao meio-dia, é possível fazer belos

registros fotográficos de paisagens. Entender as características da luz é fundamental para estar atento a elas e aproveitar ao máximo as oportunidades que podem jamais se repetir. Qualquer alteração pode transformar uma paisagem sem grandes atrativos em uma ótima foto, ou então causar o efeito contrário, transformando um lindo lugar em uma cena sem graça para clicarmos. Como a posição do sol determina

.Â. O céu é um dos principais

a

textura e o clima da foto, procure observar a cena de vários ângulos, analisando como a luz interage com o ambiente até encontrar a composição e a iluminação que mais lhe agradar. Não faça apenas fotos com o sol posicionado às suas costas. Fotografar em situação de contraluz, por exemplo, pode trazer resultados muito gratificantes. Nesse caso, é muito importante cuidar para que a exposição seja feita corretamente, uma vez que esse tipo de iluminação

FOTÓGRAPHOS

• 13

elementos

em grande parte de fotografias de paisagens. Ele pode contribuir muito com o clima da foto, desde que corretamente fotografado. Como normalmente apresenta intensidade de luz superior à do primeiro plano, precisamos ter muito cuidado ao fazer a medição de exposição para a cena. Caso contrdrio, o céu pode ficar muito claro (superexposto) ou o primeiro plano pode ficar muito escuro e sem detalhes (subexposto). Uma maneira de atenuar esseproblema é utilizar filtros especiais, como o polarizador e o graduado,

conforme explicado adiante

nesta matéria (pdgs. 23 e 25).


pode enganar os fot��metros até das mais modernas câmeras fotográficas. Seja paciente para esperar o momento ideal, pois, muitas vezes, em questões de minutos, ou até de segundos, uma paisagem pode se modificar completamente, seja por um movimento de nuvens que se abre ou que entra na frente do sol, ou pela inclusão de algum elemento inesperado, como um bando de pássaros a voar pelo céu, por exemplo.

o TEMPO O mais comum é as pessoas fotografarem paisagens com o sol presente, em dias quentes e secos. Entretanto, podemos obter bons resultados quando o tempo

está mais ftio e até chuvoso. Em épocas como o outono e o inverno, os dias são mais curros, e o ângulo mais baixo do sol oferece condições especiais de iluminação e de cores. Embora os dias ensolarados sejam mais convidativos às fotos, c;.ostumam ser muito propícias as situações adversas, como, por exemplo, momentos antes ou depois de uma chuva forre e com o sol ainda presente, com o primeiro plano bastante iluminado, destacando-se do céu escuro e carregado ao fundo. Dias com o tempo completamente fechado e nuvens carregadas também podem ser ótimos para produzirmos fotos bastante dramáticas e interessantes. Mas, nesse

caso, lembre-se de proteger adequadamente seu equipamento, pois a água e a poeira são grandes inimigas das câmeras e das objetivas. Em condições extremas de iluminação, pode ser necessário fazer a medição manual, utilizando o fotômetro do seu equipamento em modo spotou parcial na área mais imporrante da cena, ou compensando adequadamente a exposição. Se em um dia com o céu cheio de nuvens carregadas você superexpuser o filme, petderá toda a dramaticidade do momento. Nesse caso, o ideal é fazer a medição na área mais iluminada, garantindo que o céu terá tons mais escuros no resultado final. Além de aproveitar as mudanças de luz que ocorrem durante um dia, você também pode registrar as alterações sofridas pelas paisagens, de acordo com as estações do ano. Se fotogtafat um mesmo local durante cada uma das estações, no fim de um ano, poderá constatar clatamente as variações ocorridas. ~ Pôr-do-sol Para jótografar o céu com o sol ainda presente e evitar excessiva subexposição das imagens, a melhor dica é jótometrar próxima

Depois, recomponha incluído, e jótograft

a cena (agora com o sol

mas sem olhar diretamente

também faça jótos com variação

de exposição (bracketing).

14

para ele)

com a medição ftita anteriormente.

Para garantir,

FOTÓGRAPHOS

a área

ao sol, mas sem ele aparecer no visor.


TEMA

PRÁTICO

Milhões de anos em quinze minutos por Marcos Kim Toda boa foto tem uma boa história. Permitam-me contar a desta panorâmica à esquerda, que eu considero uma das melhores que Deus me permitiu fazer. O lugar se chama Caverna do Morro Preto. Fica na cidade de Iporanga, a cerca de 350 km de São Paulo. Pertence ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar). Bem perto do local, existe uma das cavernas mais famosas do Brasil, a Caverna do Diabo. Fui a esse fantástico parque em dois dias seguidos, no começo de 2004. No primeiro dia, fiz várias fotos com uma câmera 6 x 4,5. Estava, digamos assim, sentindo o lugar, sacando suas possibilidades de enquadramento, seus melhores horários e EQUIPAMENTOS

E ACESSÓRIOS

Estar bem pteparado é essencial para que a missão fotográfica não se transforme em uma aventura frustrante. Isso significa que não basta estar com o equipamento necessário, você também precisa utilizar roupas e calçados adequados, que garantam seu conforto e sua segurança durante a empreitada. Vejamos alguns itens essenciais para quem deseja fotografar paisagens. qualquer câmera pode ser utilizada, desde uma simples pinhole até uma avançada digital de 16 megapixels. No fundo, o mais importante é estar no lugar certo, na hora certa e contando com a luz ideal. Se isso acontecer e você sou• CÂMERAS:

ber utilizar corretamente o equipamento disponível, pronto! Pode ser uma câmera compacta, uma SLR de filme ou digital, uma de médio formato ou até uma de grande formato, por que não? Cada equipamento possui suas peculiaridades e, sabendo delas, o fotógrafo pode tirar o máximo proveito de cada oportunidade. Um tipo de equipamento muito interessante para fotografar paisagens, ainda pouco conhecido no Brasil, é a câmera panorâmica, capaz de registrar uma cena com uma extensão maior do que a usual. Marcos Kim, que fotografa paisagens profissionalmente, utiliza uma Fuji GS617, que produz imagens de 6 x 17 cm em filmes de médio formato.

permitindo que o deslumbramento diminuísse, para avaliar tecnicamente o que fotografar. O fotômetro da câmera sugeriu cerca de oito minutos de exposição (abertura f8). Usei cromo Fuji Provia 100F. Os raios de luz foram feitos com lanternas e pequenos flashes, pelo meu assistente Mateo e pelo guia Cateto. Aliás, sem eles seria impossível fazer as fotos. No fim do primeiro dia, caiu uma chuva torrencial. Costumo considerar isso um bom sinal, sinal de que provavelmente vem tempo limpo e claro no dia seguinte. Foi o que aconteceu. O segundo dia estava ótimo, mesmo dentro da caverna percebi isso. Fiquei literalmente várias horas lá dentro, sem a menor noção do tempo passando. Levei apenas a câmera panorâmica Fuji (modelo GX617). Adoro esse formato panorâmico, que utiliza filme 120 mm e faz um belo cromo no formato 6 x 17 cm. Faz apenas quatro fotos por filme ... Estava muito feliz, extasiado até. Sabia que estava prestes a realizar uma bela imagem. Pedi ao Cate to para ficar parado, iluminando um local apenas com a luz da carbureteira: uma suave chama, do tamanho de um isqueiro. Pedi ao Mateo para sentar na entrada da caverna e ficar ali. Levei um intercomunicado r, pois é impraticável (e FOTÓGRAPHOS

15

imprudente) gritar dentro da caverna. Bom, surgiu uma questão técnica crucial: e a fotometragem? Essa câmera não tem fotômetro. Levei um fotômetro de mão. Mas ... nada de leitura. Como a tênue luz da entrada estava muito distante, não consegui medi-Ia. E como não trouxe a câmera 6 x 4,5 ... Estava à beira de um abismo, com o tripé montado, a câmera na posição exata, o enquadramento bem resolvido. Tudo pronto. Resolvi chutar a exposição, baseado na fotometria do dia anterior (que eu não sabia se estava correta, afinal ainda não tinha revelado o filme). Mas antes tentei medir uma última vez: fiquei bem à beira do abismo, estiquei o braço, fotômetro na ponta dos dedos. Aleluia! Consegui UMA medição de luz. Quinze minutos, abertura fIl. A medição é em ISO 50, apesar de usar Fuji Provia 100F, pois essa câmera exige o uso de um filtro neutro graduado central. Quinze minutos ... Raras vezes usei uma exposição tão longa assim. Nesse meio tempo, um pequeno grupo de turistas entrou na caverna, com uma lanterna. Achei ótimo, adicionaria um elemento novo e imprevisível à imagem. Segundo estudos, as estalactites, ou seja, as formações pontiagudas que surgem a partir do teto da caverna, crescem cerca de 3 mm a cada 10 anos. Imagine, 3 cm a cada 100 anos! Enfim, menos de um metro a cada 3 mil anos ... Pode-se imaginar o tempo que essa caverna levou para ser formada? E pelo que pesquisei, a Caverna do Morro Preto é pré-cambriana. Tem pelo menos 4,6 milhões de anos. Restos de fósseis já foram encontrados em seu interior. Quinze minutos ... Enquanto esperava, conversava com o Mateo, com o Cateto e comigo mesmo. Além de nós, só havia um morcego insone. Torci para que o tripé não se movesse, torci para que o Cateto agüentasse parado o maior tempo possível. Quinze minutos ... Pareceu muito tempo. Mas depois pensei: que são 15 minutos diante da eternidade dessa paciente Criação de Deus?


TEMA

PRÁTICO

<llIII

A regra dos terços

consiste em dividir

a cena em três partes horizontais e três verticais, colocando o assunto principal em um ou mais pontos de interseção das linhas imaginárias.

Na

foto ao lado, a fotógrafa destinou aproximadamente

1/3 da

área para o céu e 2/3 para as mon-

tanhas, com uma composição clássica e eficiente.

de visão e incluindo uma maior área da

T Filmes positivos,

também

conhecidos

por cromos, são recomendados principalmente para fotógrafos com conhecimentos

mais avan-

çados, pela sua reduzida latitude de exposição e ótima definição de imagem. A foto abaixo, de elevada saturação de cores, foi produzida utilizando-se

o filme

Velvia 100E da Fuji.

• OBJETIVAS: ao fotografarmos paisagens, precisamos ter em mente a sensação de espaço e de profundidade que pretendemos transmitir. A partir daí, podemos escolher qual ou quais objetivas deverão ser utilizadas. Lentes grande-angulares são perfeitas para fotografarmos cenas panorâmicas, cobrindo um maior ângulo

cena na foto. Em contrapartida, teleobjetivas podem ser úteis para capturarmos detalhes ou áreas restritas da paisagem que transmitam um maior impacto. Hoje em dia, muitos fotógrafos preferem utilizar objetivas zoom pela praticidade que elas oferecem. Há modelos que possuem distâncias focais que variam de 24 e 28 mm até 200 ou 300 mm e que, por conta da avançada tecnologia empregada em sua construção, oferecem boa resolução e reduzida distorção de imagem. Enquanto objetivas grande-angulares costumam causar uma sensação maior de perspectiva e profundidade, distanciando os elementos visíveis, teleobjetivas criam uma sensação de maior proximidade deles, causando um certo "achatamento" na perspectiva. Esses são aspectos muito importantes a serem considerados no momento da composição final, já que alteram completamente o resultado das fotos.


Situações de iluminação mais contrastadas podem valorizar suas imagens produzidas em filmes P&B. Procure também registrar objetos e cenas que resultem em formas simples e atraentes em suas fotos . • FILMES: a escolha deve depender única e exclusivamente dos resultados que se deseja obter. Embora não existam regras, muitos fotógrafos profissionais optam por utilizar filmes positivos, também conhecidos por cromos. De custo mais elevado, os cromos se caracterizam

pela maior de-

Preto-e-branco Embora a maioria das pessoas utilize filmes coloridos para fotografar paisagens, filmes P&B também são excelentes para

finição de imagem e reduzida latitude de exposição, o que os torna menos tolerantes

essafinalidade.

a erros. Filmes negativos, além de mais baratos, costumam oferecer maior latitude de exposição, sendo uma ótima opção para quem ainda se encontra em fase de aprendizado. Além disso, as principais marcas do mercado disponibilizam uma grande variedade de filmes negativos que garantem boa definição de imagem e boa saturação de cores, qualidades importantes para a fotografia de paisagens. Para aqueles que desejam se aprimorar no assunto, fotografando em preto-e

branco,

é muito importante

conhecer

as

e devem ser, também,

considerados

com

caracteríticas que cada produto oferece. O Kodak Tri-X e o Ilford HP5, ambos 150400, costumam oferecer contraste

igual relevância. Para quem deseja se aprofundar um pouco mais nesse assunto, uma boa dica é conhecer o sistema de zonas

mais elevado, ao passo que o Fuji Neopan gera tons mais suaves, por exemplo. Mas, quando falamos de fotografia em pretoe-branco, não podemos esquecer-nos dos processos de revelação e de ampliação, que têm grande influência no resultado final

utilizado

FOTÓGRAPHOS

• 17

pelo fotógrafo Ansel Adams.

• TRIPÉ: para os que desejam levar realmente a sério a fotografia de paisagens, um bom tripé é indispensável. Enquanto um estável e prático pode ser a glória, um não


TEMA

PRÁTICO

"As cores e os tons que a natureza produz sempre me fascinaram. E, na fotografia em cores, encontrei a tela ideal para reproduzi-Ias." (César Monteiro)

Morro dos Três Irmãos Este belíssimo registro fotográfico, produzido

na Chapada da Diamantina

pelo fotógrafo

César Monteiro,

(BA)

nos mostra

como o esforço para capturar uma linda paisagem pode valer a pena.


muito esrável pode ser completamente inútil, conforme as condições do solo e do vento, por exemplo. Existem modelos que, apesar de mais caros, são leves e extremamente confiáveis, tornando a tarefa

~ Panorâmico Esse ftrmato

é muito adequado

para a fttografia de paisagens. Por causa do seu elevado custo, é praticamente por fttógrafts

utilizado

apenas

profissionais.

de carregar o equipamento menos árdua. Dependendo da distância percorrida, isso pode representar um grande alívio, fazendo valer cada centavo investido. Um acessório útil que pode ser utilizado com um tripé é um disparador via cabo ou controle remoto, que evita contato físico com a câmera e reduz a chance de ela tremer durante a exposição. Uma das grandes vantagens de utilizar esses acessórios é poder usar aberturas de diafragma reduzidas, aumentando a profundidade de campo e conseguindo-se foco em uma área maior da cena fotografada. I

~ Escala Quando fttografamos paisagens, muitas vezes pode ser necessário incluir pessoas ou objetos que nos ajudem a ter uma idéia melhor da dimensão e da escala da cena e dos elementos que a compõem. Estas duas fttos (ã direita, e abaixo) são bons exemplos de como utilizar apropriadamente esse recurso.


TEMA

PRÁTICO

• FilTROS: em algumas ocasiões, filtros podem ser muitos fotos de paisagens Eles proporcionam alterarmos algumas

úteis para tornar suas ainda mais atraentes. um modo simples de variáveis, como expo-

sição e cor da imagem; e utilizá-Ios pode ser bastante interessante e compensador. Embora atualmente existam vários filtros apropriados, alguns são considerados como básicos ou até essenciais para fotógrafos de paisagens. O polarizador e o UV são os mais utilizados, mas existem outros bastante úteis também, como o graduado com densidade neutra e o laranja, que "aquece"a cena. Quando fotografamos com o sol posicio nado a um de nossos lados, rotacionando o filtro polarizador, podemos clarear ou escurecer o azul do céu, causando maior ou menor destaque deste em relação ao primeiro plano e às nuvens, quando elas estiverem presentes. Outro efeito proporcionado por filtros polarizadores é o de eliminar ou reduzir reflexos em superfícies não metálicas, vidro, por exemplo.

como

Â

Contraluz Para jàzer fOtos nesta situação, é muito importante

Nunca

tomar alguns cuidados.

olhe diretamente para o sol, o que pode causar sérios danos à sua vista. Em segundo lugar,

dê atenção redobrada para a exposição da fOto, pois as condições costumam das câmeras e pode ser necessário utilizar

enganar osfOtômetros

o modo manual ou jàzer variações de exposição. Nas

duas fOtos acima, a presença de névoa ajudou a definir a presença dos raios de sol na imagem.

água e

FOTÓGRAPHOS

21


TEMA

PRÁTICO

Araquém Alcântara,

O

olhar da experiência

por Silvana de Carvalho

Como um poeta que se alimenta do ser humano, dos sentimentos e da vida, o fotógrafo catarinense Araquém Alcântara inclui um outro componente que não escapa ao seu olhar e é fonte constante de inspiração: a natureza brasileira. Aos 54 anos de idade e há 35 fotografando e viajando pelo Brasil, ele não pára e se dedica, atualmente, a seis projetos de livros. Esses trabalhos nascem de suas entusiasmadas investidas na natureza: é fácil encontrá-Io detalhando, com brilho nos olhos, uma determinada imagem. Referência na fotografia de natureza do Brasil, ele saboreia a vida e o trabalho com um misto de maturidade e juventude. "Tempo, tempo, tempo, tempo. Puxa, como esse senhor dos destinos passa rápido, né?", pergunta. Mas as sua imagens ficam. Acompanhe as dicas do mestre. Que o motiva a fotografar a natureza? A percepção dara de que o novo está na mara, como dizia Mario de Andrade. A revelação de todos os mistérios, a mais rara beleza, o mais ansiado prazer. O fotógrafo da natureza tem que ser poeta, viajante, humanista. Precisa da aventura para se conhecer, precisa da adversidade para celebrar. Ao contemplar a beleza, cresce como ser humano e quanto mais rompe mato, menos sossega. Sabe que o espírito criador se move nesses ermos, nos ínfimos, nas coisas simples. Fotógrafo da natureza tem o privilégio de conviver com o primirivo, o intocado e, por isso mesmo, rem a responsabilidade de lurar pela integridade desses santuários, tem que passar adiante uma visão holística do universo. O fotógrafo da narureza rem um importante papel a cumprir na divulgação da biodiversidade brasileira, na busca de uma identidade e de uma memória para o país. Ao acredirar na força rransformadora de sua linguagem, ele alcança espaços desconhecidos, inóspitos e revela o oculto deste imenso continente. Através de seu olhar nos torna íntimo de culturas e geografias,de mitos e saberes do povo. O fotógrafo amplia a visão do mundo, desvela humanidades, contribui para a construção de uma nova pátria. Que é uma boa imagem para você? Li certa vez que o grande forógrafo é aquele que rransforma uma cena banal em algo absolutamente revelado r, extraordinário. Para alcançar isso, é preciso talento, suor, sorte, técnica, tecnologia ... É a busca da unidade rigorosa de formas de que nos falava o grande Bresson. O fotógrafo precisa estar sempre atento porque, às vezes, é contemplado com essa benção, está tudo pronto na sua frente, é só não perder o dique. Outras vezes, é preciso interferir, provocar a unidade no caos, compor. Qual a principal característica de um bom fotógrafo de natureza? O verdadeiro fotógrafo da narureza rem que rer um profundo amor pelo selvagem, o primitivo. Precisa amar tudo o que é vivo e

querer transformar em beleza aquilo que o comove. Precisa exercitar diariamente a paciência e a contemplação. Para atingir a maturidade, isto é, o conhecimento da luz, deve, sobrerudo, se aprimorar como ser humano, humanizar, libertar o olhar. Buscar a compreensão de que não sabe nada, de que tudo é revelação. Para melhor interpretar a realidade, procura liberrar-se de fórmulas, tem que viver absoluramente Íntegro com a sua linguagem. A câmera tem que se transformar na extensão de seus olhos e a técnica, quase um ato condicionado. Ele vê, repara, contempla, e, num átimo de segundo, todos os seus sentidos se congregam. Antes que a informação chegue ao cérebro, elejá decidiu o melhor enquadramento, a melhor abordagem, a lente que vai utilizar, o diafragma, a velocidade. Quando uma grande foto se apresenta, o fotógrafo pressente antes do dique, como um aviso, um toque. E um frêmito percorre todo o seu ser. Resta saber se ele concreriza esse toque, se a intuição se transforma em realização. Por isso que fotografia é sentimento e percepção, é Aagrar a respiração da vida, do universo. De tanto ver e reparar, assim que pouso o olhar sobre uma foto já sei se é mero registro, um xetox bem-feito ou se o fotógrafo enriqueceu aquilo que viu. Espera-se de um profissional que ao menos faça um registro competente de determinado evento e nos brinde, de vez em quando, com uma imagem extraordinária. Qual a importância do equipamento fotográfico nesse tipo de fotografia? Não pretendo valorizar demais o equipamento e a tecnologia, mas, na fotografia da natureza, é preciso ter um aparato sofisticado de lentes, sobretudo, quando se trata de fotografar animais. Ourro dia, no Rio Negro, Pantanal da Nhecolândia, um aluno me chamou a arenção para a lua que se punha atrás de umas árvores secas. Nosso interesse até então era registrar as primeiras luzes do amanhecer numa bela lagoa da Fazenda Santa Sofia. Meu olhar se fixou em uma árvore em especial, que parecia servir de dormitório para um bando de araras. Achei que valia a pena tentar algo naquela direção. FOTÓGRAPHOS

22

Já saí com a 800 mm armada na Nikon F5 para não espantar as araras. Quando cheguei perto, alvorocei-me. Percebi que a composição poderia ficar maravilhosa, utilizando um enquadramento vertical e colocando a lua na parte superior da foto e da árvore. As duas araras que estavam nos galhos superiores ficaram exatamente dispostas dentro da lua. Esperei um pouco (eis a baralha, a paciência, sempre) para que os animais acordassem e a lua ficasse mais amarela. Medi a luz na lua e fora dela, fotômetro pontual, reenquadrei a cena e diquei o filme inteiro. Meus alunos, ao meu lado, tentaram. Não conseguiram porque a distância exigia uma superlente, no mínimo uma 600 mm. Importante dizer que esse caso não é regra. É possível fazer grandes fotos sem grandes teles, mas, para isso, é preciso conhecer o hábito do animal, esgueirar-se pelo mato ou permanecer à espreita absolutamente quieto e camuAado Qual o segredo para captar registros que fogem do lugar-comum? A maioria dos forógrafos não consegue sair do meto registro, porque não tem talento ou porque a busca é superficial. É preciso casrigar os olhos diariamente, o exercício permanente do ato de ver ajuda a criatividade. À5 vezes, é preciso retomar a um lugar várias vezes, em épocas diferentes, para conseguir um bom resulrado, com a luz cerra. Quais as dicas para quem está começando? No começo, é preciso informação e exercício consrante. A grande questão é que o aspirante a fotógrafo da narureza precisa viajar e ainda rem que comprar toupas, boras, chapéus, bolsas esranques erc. Precisa ler muito, fazer faculdade é bom, mas não é tudo. Trabalhar como assisrente de forógrafo rambém é bom, aprender os macetes. O mercado de rrabalho é muito fraco, por isso, para se colocar, é preciso desenvolver um ensaio consciente e exausrivo. Esses primeiros ensaios nos ensinam a sintetizar, a criar um jeito próprio de dizer as coisas. Com um estilo próprio e uma remática mais especializada, as coisas começam a acontecer.


TEMA

PRÁTICO

Fotografia infravermelha Embora a fotografia

infra-

vermelha ainda seja pouco conhecida no Brasil, com a sua utilização,

podemos

jàzer lindas fotos de paisagens como estas, produzidas por Romulo Lubachesky. Aguarde matéria completa sobre o assunto, em breve!

Fotografando com filtros graduados

D

far paisagens e incluir o céu na cena, deparamos com um aspecto técnico Quando fotograque podevamos fazer com que o resultado fique aquém do esperado. O problema costuma ser a grande diferença de luminosidade entre o céu e o primeiro plano, o que pode resultar em cenas muito escuras ou com o céu "lavado" e muito claro. Nesses casos, podemos utilizar filtros graduados, que retêm a luz em uma área específica da imagem.

Ao lado, podemos visua1izar a mesma cena fotografada sem nenhum filtro (acima) e outra em que foi utilizado um filtro graduado com densidade neutra, da Cokin (à direita).

FOTÓGRAPHOS

23


TEMA

PRÁTICO

• MOCHilA: além de manter seu equipamento longe da água e da poeira, uma boa mochila pode tornar sua movimentação muito mais agradável e confortável, deixando suas mãos livres para manusear a câmera, os filtros e o tripé, por exemplo. • OUTROS: esteja sempre bem preparado,

.•. Cerca Podemos tirar ótimas fotos de paisagens nos atendo a detalhes como folhagens, cercas, troncos etc. Abertura 18, velocidade 1/125s, filme

leve pilhas e filmes de reserva (ou cartões de memória, se for o caso), para não correr o risco de perder ótimas oportunidades fotográficas por faltar algum deles . Um bloco de anotações também pode ser útil, para registrar informações sobre os locais, os horários e as condições da foto.

Velvia lOOF e filtro polarizador.

VISUALlZAÇÃO Nas fotografias em preto-e-branco, filtros coloridos, como o amarelo, o laranja e o vermelho, servem para escurecer o tom do céu. Mas lembre-se sempre de que, se utilizados exagerada ou inadequadamente, eles podem até comprometer suas fotos. Portanto, utilize-os sempre com bom senso.

E COMPOSiÇÃO

Visualizar uma foto significa imaginar ou intuir o resultado que você procura obter, observando a cena e avaliando as possibilidades que o instante oferece. No momento de visualizarmos mentalmente uma imagem, precisamos considerar todos os fatores envolvidos no registro

fotográfico:

equipamento

utilizado (câmera, objetiva, formato do filme ou sensor digital), qualidade da luz (direção, intensidade, temperatura etc.) e, evidentemente, a própria paisagem. Da visualização mais elaborada, chegamos ao enquadramento desejado. Uma dica básica que pode ajudar é utilizar a regra dos terços em suas composições, dividindo a área da imagem em três áreas iguais e utilizando as linhas (imaginárias) resultantes como guias para posicionamento dos objetos e das cenas fotografadas. Mas como toda regra, essa também foi feita para ser quebrada. Por isso, nunca tenha medo de arriscar. Analise sempre os resultados para ver onde está acertando ou errando na hora de fazer suas composições. Experimente enquadramentos horizontais, verticais e concentre-se em algo que possa manter o interesse pela foto. Preste atenção em como os elementos da paisagem interagem entre si e com a luz. Com o tempo, esse processo vai se tornando mais natural, e os resultados tendem a melhorar cada vez mais.

Mudança de luz nas paisagens: como as horas do dia influenciam suas fotos A luz é a principal matéria-prima da fotografia, e entender o seu "comportamento" é essencial para quem deseja obter bons resultados, seja em fotos de paisagens, de pessoas, de plantas, still etc. Logo pela manhã, antes do sol nascer, a luz é menos intensa e os tons, mais esmaecidos, deixando as fotos com cores menos saturadas. Assim que

o sol aparece, o ângulo e a intensidade da luz ressaltam as texturas e as formas dos elementos presentes na cena Nas horas próximas ao meio-dia, o sol está alto, as sombras adquirem seu menor compnmento e o contraste entre as áreas de luz e sombra é bastante acentuado. No fim de tarde, a luz volta a adquirir ângulo e intensidade

FOTÓGRAPHOS

24

que dão

destaque às formas e às texturas, e as sombras tornam-se alongadas na direção contrária à da manhã. Por causa da sua temperatura mais baixa, nesses horários, a luz produz tons mais quentes e alaranjados. As mudanças entre as estações do ano também têm grande influência na qualidade (direção, intensidade) da luz e, portanto, nas fotos de paisagens.


o grande

fotógrafo é aquele que tcansforma uma cena banal em algo absolutamente revelador, extraordinário. Para alcançar isso, é preciso talento, suor, sorte, técnica, tecnologia ... (Araquém Alcântara)

JJ

JJ

Utilizando filtro polarizador em fotografias de paisagens máximo do filtro polarizador é obtido quando fotografamos a um ângulo de 45° em relação ao objeto fotografado. Em paisagens, o efeito é percebido apenas quando fotografamos com o sol posicionado em um de nossos lados. Ou seja, se você resolver fotografar com o sol à sua frente ou atrás, o filtro não apresentará resultados. dias nublados tamUm dos filtros mais utilizados por quem costuma fotografar paisagens - o polarizado r - reduz e, em alguns casos, até elimina o reflexo de superfícies não metálicas. Um dos principais efeitos causados por esse tipo de filtro é o de elevar a saturação das cores e o contraste na imagem. Para utilizar um filtro polarizador, basta rosqueá-lo na objetiva e rotacioná-

bém costuma gerar efeitos pouco ou nada perceptíveis. A foto acima, à

Com filtro

esquerda, foi feita utilizando-se um filtro polarizador, e as duas fotos ao lado mostram a mesma cena fo-

10 até que se obtenha

tografada com e sem o uso do filtro.

É importante

Note a diferença!

o efeito desejado. destacar que o efeito

Utilizá-l o em

FOTÓGRAPHOS

• 25

Sem filtro


PRÁTICO

ATITUDE Uma pequena coisa que faz uma grande diferença! Para quem deseja realmente produzir belas fotos de paisagem, atitude é um ingrediente que nunca pode faltar na receita. Algumas vezes é necessário agüentar quilômetros de caminhada ou ter de esperar bastante tempo para que a situação de luz fique mais favorável para o registro da cena. Enfim, coisas que apenas com muita disposição e determinação conseguimos enfrentar. Mas o que realmente imporra é que todos os esforços valem a pena quando temos o privilégio de admirar - e melhor ainda, fotografar - a beleza da Criação. Quem se dedica à fotografia de paisagens sabe muito bem sobre o que estou falando.

o que realmente

importa é que todos os esforços valem a pena quando temos o privilégio de admirar - e melhor ainda, fotografar - a beleza das paisagens. FOTÓGRAPHOS

• 26


TEMA

Na estrada

Muitas

aisagens. Durante ampinas,

PRÁTICO

vezes não precisamos ir muito longe para jazermos uma viagem pela Rodovia Anhangüera,

notei esta bela cena em um local próximo

boas fotos

indo de São Paulo

a fundia!.

Parei o carro e

'llfti. O Brasil é um país repleto de lugares com ótimas oportunidades

fotográfi-

atento! Câmera Canon EOS 300, objetiva Tamron SP 24-135 mm, '5s,18 e filtro polarizador.


TEMA

PRÁTICO

A

na natureza petmirem ao fotógrafo um amplitude rransitar e absoluto a beleza e enconrradas com muitas

opções.

No enranto,

mais do que um

clique que denote uma imagem perfeita, a fotografia de natureza segue um rumo diferenre para aqueles que a encaram despojados de deslumbres, mas munidos de sinceridade. "Fotografia de natureza, para mim, vai muito além do que, por vezes, o mercado define", começa dizendo o fotógrafo paulista Adriano Gambarini, cuja carreira teve início há 15 anos, quando ele

A paisagem natural de Adriano Gambarini por Silvana de Carvalho

concebeu a idéia de que a câmera fotográfica setia a parceita perfeita para o tegistro das viagens, da natureza, dos povos, enfim, dos temas que sempre lhe atraíram. Generoso com o olhar que lança para as paisagens de divetsos países do mundo - mas com especial dedicação à natureza brasileira

-, Gambarini

explica

melhor

o conceito de trabalho que imprime nas imagens que já somam um arquivo com

..•. Textura

Formações rochosas

no Parque Nacional Sete Cidades, norte do Piauí.

mais de 35 mil fotogramas. "A verdadeira fotografia de natureza só existe mediante um sétio e comprometido trabalho, quando o fotógrafo se prepara para o clique, quando ele avalia, pesquisa e conhece

conhecida como 'Land ofsmild

todas as variáveis

não é exagero, fti

impressas

no registro

T Homenagem

'/1 Tailândia

é E

um dos povos mais

receptivos e adordveis que jd conheci.

daquele animal ou daquela paisagem", explica, enfatizando a idéia com uma pergunra: "Por que os fotógrafos da National

que hoje estd sofrendo com a catástrofi

Geographic levam, às vezes, um ano para concluir uma pauta?"

Ko Lanta,

Queria homenagear

o povo tailandês,

natural que aconteceu recentemente.

"

ilha do sul do país.

Atuanre na produção de forografias de narureza para o mercado publicirário, Adriano Gambarini produz agendas, livros, calendários e house organs para empresas privadas. Seu rrabalho como forógrafo de natureza prima pela veracidade das informações conridas na imagem, como desraca Rose Morara, chefe do Cenrro Nacional de Pesquisa para a Conservação de Predadores Naturais (Cenap), Ibama: ''A forografia de vida selvagem não é fácil. Acompanhar pesquisadores, muiro menos. Cruzar rios nadando, correr horas a fio por enrre charcos, brejos e maras. O Adriano faz isso como ninguém. Fica evidenre seu respeiro pelo rrabalho de pesquisa, a solidariedade e seus valores éricos inabaláveis. A qualidade nas foros fica por conra de ele ver a forografia como a arre de expressar - e acredirar - no mundo em que vivemos".

"A verdadeira fotografia de natureza só existe mediante um sério e comprometido trabalho( ...)" FOTÓGRAPHOS

• 28


últimos

anos. "Meu envolvimento

com

A resposta pode estar na complexidade encontrada em muitos assuntos

a fotografia

fotografados, sobretudo, naqueles que contam com fatores únicos, diferenciados,

dá com organizações não-governamentais. Há mais de cinco anos acompanho

transitórios e surpreendentes. "Não dá para pensar que fotografia de natureza é sair no mato, encontrar uma onça e fotografá-Ia.

pesquisadores de carnívoros e faço fotografias de onça, lobo-guará e cachorro do mato", acrescenta. Esse trabalho resultou

Há todo um preparo por parte do fotógrafo para chegar até esse momento. Conhecer tudo sobre o animal e sobre seu meio am-

no último livro lançado por ele, que traz a pioneira documentação de todas as espécies de carnívoros do Brasil. O ser humano inserido na natureza

biente são apenas algumas das informações que se deve ter em mãos. É claro que o inesperado pode acontecer, mas só o trabalho duro justifica os bons resultados." A responsabilidade com que atua na área transformou Gambarini em um dos principais nomes da fotografia de natureza no Brasil, com passaporte carimbado por publicações renomadas, como cerca de 10 versões da National Geographic, como a americana, a francesa, a grega e a tailandesa. Seu olhar apurado também abriu espaço para vários trabalhos com base

aliada à pesquisa também

se

é outro caminho trilhado pelo fotógrafo. Acompanhado pelas Nikon FI00, FM2 e F3 e diversas lentes, Gambarini tem vasto material sobre a forma de viver de populações indígenas e povos de várias partes do mundo. Essas imagens já se transformaram em livros, guias, calendários e editoriais, mas têm ainda futuro promissor. "Estou trabalhando atualmente em três projetos de livros e duas exposições sobre meus ensaios intimistas, a cultura e os povos dos 14 países que conheci", conclui, avaliando

científica. Formado em geologia pela Universidade de São Paulo, é espeleó-

que, além da verdade por trás das imagens, ele ainda tem como base de trabalho a pre-

logo e mergulhador desde 1987, tendo participado de expedições de pesquisas, mapeamentos e explorações de cavernas secas e submersas. Tornou-se referência

ocupação constante com uma linguagem própria, com a sua assinatura. "Quero fazer

na fotografia principais

de cavernas matérias

sobre

e publicou o tema

as nos

com que as pessoas reconheçam meu olhar em cada foto que faço. Independentemente de ele ser bom ou ruim, é o meu olhar." Alguém duvida?

FOTÓGRAPHOS

29

~ Salar do Suriri,

norte do Chile.

Um dos maiores salares do país, explorado por companhias

de extração de sal, abriga

uma população

da ameaçada

T Caatinga animais

vicunha.

e suas cabras, um dos únicos

capazes de suportar a seca nordestina.


A

IMPORTÂNCIA

00

OIREITO

AUTORAL

A importância do direito autoral por José Roberto

ou jornalisticamente ção com a velocidade no trânsiro das lvemos uma já eraultrapassou em que a preocupainformações há muiro tempo a preocupação com as questões éticas e de respeiro aos direiros dos cidadãos.

V

Ou seja, criou-se no inconsciente coletivo da mídia a idéia de que o fim justifica os meios e que levar a informação - ou a imagem impactante - para a sociedade é mais importante do que respeitar as regras jurídicas que regulamentam os direiros que terceiros têm sobre suas próprias imagens e, pior, os direiros que os aurores das imagens têm sobre elas. Diariamente chegam ao meu escritó-

Comodo

Filho

se concordar

expres-

samente com tal utilização. E surgirão sempre muitas questões para debate, por exemplo: Como resolver a questão dos paparazzt? Qual o limite entre a liberdade de informar e o direiro à própria imagem? As respostas para essas questões podem ser encontradas primeiramente na Constituição Federal e depois no Código Civil. Com relação aos direiros do auror, os problemas

são muiro

mais complexos.

rio casos de fotógrafos que tiveram suas criações utilizadas indevidamente, como

Isso porque se criou na sociedade algumas falsas convicções que precisam ser combatidas. Grande parte das pessoas simplesmente não compreende que as forografias somente podem ser utilizadas onde, quando e da forma como o fotó-

também chegam casos de pessoas (modelos profissionais ou cidadãos comuns) que foram forografadas e tiveram suas

grafo auroriza - e que copiar uma foro sem aurorização é um crime igual a copiar um CD ou um livro.

da chamada

"Lei dos Direiros Aurorais".

Mas para que esse combate aconteça, é preciso que uma das classes mais desunidas que já se teve notícia - a dos fotógrafos - passe a agir de forma coordenada e a REAGIR seus direitos.

a rodas as agressões contra E isso deve ser observado

por rodos os fotógrafos - desde o amador, passando por aquele que está começando a se profissionalizar e terminando nos mais respeitados profissionais. Algo muiro importante a se falar é a existência de duas "espécies" de direiro, bem diferentes: os direiros morais e os direiros

patrimoniais.

O desconheci-

mento dessa divisão é uma das principais causas de uso indevido da forografia. Outro assunro para o qual gostaria de chamar a atenção é a importância de tanro os fotógrafos

quanto

os forografados

"A sociedade em que vivemos não consegue compreender que o fotógrafo É UM ARTISTA. E que a fotografia deve ser respeitada como uma OBRA DE ARTE(. .. )" imagens utilizadas de forma desaurorizada. E rodos demonstram verdadeiro

A sociedade

desespero diante da aparente impotência para brigar por seus direiros quando, do outro lado, estão os grandes grupos que controlam a mídia. Mas é preciso compreender que o Brasil possui uma das mais bem forma tadas legislações para defesa do direiro do autor e dos direiros relacionados à personalidade das pessoas. Neste primeiro artigo, vamos nos ater a explicar algumas questões relacionadas exatamente a esses direiros que a Lei protege. O primeiro passo é diferenciarmos

o

uso indevido da imagem daquilo que é o abuso ao direiro do auror. Na essência, o uso indevido

da ima-

gem está relacionado à pessoa forografada (seja ela modelo ou não, seja ela artista ou não, seja ela famosa ou não). Isso quer dizer, em tese, que qualquer pessoa somente pode ter sua imagem utilizada comercial

em que vivemos - e no

saberem

se posicionar

de forma

correta

Brasil isro pode ser observado com mais clareza - não consegue compreender que o fotógrafo É UM ARTISTA. E que a forografia deve ser respeitada como uma OBRA DE ARTE, fruro do espíriro criativo do fotógrafo (e isso vale até para a foro publicitária). Também não é compreendido (ou aceiro) que, para uma fo-

no momenro de negociação com as empresas da mídia. Ou seja, é de fundamental importância o conhecimento acerca

rografia ser protegida, ela não precisa ter sido criada por um profissional - a Lei protege a forografia e o seu criador, sem se preocupar com o conteúdo da imagem e a capacidade de quem a cria. Na prática, equivale a dizer que se uma criança pegar a câmera do pai, apertar o botão e o resultado desse "cli-

ros absolutamente criativos que buscam, normalmente, prejudicar fotógrafos e forografados. Mas esse é um assunto para um próximo encontro. Até lá!

que" for surpreendentemente bom, a ponto de ser utilizado indevidamente numa campanha publicitária, a criança deverá receber indenização. As ferramentas para fazer valer o direiro do auror encontram-se rodas dentro

FOTÓGRAPHOS

30

dos CONTRATOS, que são criados para fixar os direiros e os deveres de cada parte. E aqui surge um novo problema, pois ora encontramos contraros de cessão, ora contraros de licença, ora contra-

JOSÉ ROBERTO

CaMaDa

FILHO é ad-

vogadoformado pela USP há 15 anos, sócio do escritórioCaMaDa & CaMaDa Advogados Associadose especialistaem questõesrelacionadas a Direito do Autor e Contratos. Também éfotógrafo amador há 10 anos e sócio da RlGUARDARE - Scuola di Fotografia.Podeser encontrado através do e-mail comodo@uol.com.br


o

POR DENTRO

SENSOR

DO DIGITAL

o SENSOR Embora muitos fotógrafos

- amadores e profissionais

- estejam

migrando para o sistema digital, muitas dúvidas ainda pairam no ar. A partir desta edição, a Fotógraphos importantes

abordará aspectos

para quem deseja adquirir e tirar o máximo proveito das

novas tecnologias

que estão surgindo. Acompanhe.

colaboração

Armando Vernaglia Jr.

OS SENSORES

O

para ficar ninguém duvida. E ue a fotografia o melhor de tudodigital é que chegou o novo

sistema de captura de imagens não pára de evoluir. Fabricantes dos quatro cantos do mundo lançam novos produtos em um ritmo frenético, e o que ocorre em muitos casos é que os consumidores não conseguem entender essas inovações.

e acompanhar

e conceitos

Enquanto na fotografia "convencional" o filme é o responsável pelo registro da luz, no sistema digital essa tarefa fica por conta do sensor. Por questões de espaço, custo e qualidade, os fabricantes acabam desenvolvendo e adotando diferentes tecnologias que atendam melhor às suas finalidades, e atualmente existem dois

todas

principais

tipos de sensores no mercado,

Para facilitar um pouco a vida de quem está entrando no mundo digital, apresentaremos, a partir desta edição, uma série

que são o CCD e o CM05. O CCD (Charge Coupled Device) é constituído por milhões de células fotos-

de matérias que abordarão os principais aspectos envolvidos na construção e na utilização dos modernos equipamentos. 5ensores digitais, resolução, objetivas, qualidade de imagem, formatos de arquivos, impressão, memória de armazenamento. Esses são apenas alguns dos assuntos que trataremos. Para começar, falaremos sobre o sensor, considerado "a alma" ou "o cora-

sensíveis, que convertem a informação óptica em carga elétrica, sendo que a leitura é feita em ordem seqüencial, célula a célula, linha a linha. Por esse fator, para que a imagem capturada seja completamente "montada" no sensor, a carga elétrica precisa percorrer toda a sua área. No caso dos sensores CM05 (Com-

plementary Metal Oxide Semicondutor),

ção" das câmeras digitais.

as células fazem o registro de forma inde-

Enquanto na fotografia"

convencional"

o filme

pendente. Por isso, o tempo de captura da imagem acaba sendo menor. De um modo geral, sensores CM05 são mais baratos de produzir que sensores CCD, e isso explica por que têm sido amplamente utilizados na fabricação de câmeras digitais. Outro aspecto importante é que eles consomem menos energia, o que representa uma grande vantagem. Mas o fato é que cada tipo de senso r possui suas características, presas oferecem variantes logia, a fim de obter uma entre o custo e o benefício

e algumas emde cada tecnomelhor relação dos seus equipa-

mentos. A Fuji, por exemplo, desenvolveu o seu 5uper CCD, utilizado na Finepix 53 Pro, câmera D5LR profissional, que otimiza os resul tados mesmo em condições de altas luzes e elevado contraste. Conhecer os principais tipos de sensores disponíveis é o primeiro passo para entender um pouco mais sobre a sua capacidade e utilização.

éo

responsável

pelo

registro da luz, no sistema digital essa tarefa fica por conta do sensor. FOTÓGRAPHOS

• 31


o

SENSO

R

QUALIDADE

.•. Tecnologia

A indústria tem desen-

volvido sensores digitais capazes de produzir fotos com qualidade extraordindria. Além da alta resolução, as câmeras atuais registram imagens com ótima gradação tonal e baixo nível de ruído. Embora apenas presentes nos equipamentos

mais

sofisticados, daqui pouco tempo os sensores mais avançados estarão disponíveis também nas câmeras de custo mais acessível.

DE IMAGEM

A disputa que vem acontecendo por mais e mais megapixels faz parecer que quanto maior a resolução, melhor a qualidade da imagem. Mas a questão não é tão simples assim, e a combinação de alguns fatores - qualidade óptica das lentes, tamanho do sensor, nível de sofisticação do sofiware, formato de arquivo utilizado etc. - determinam a qualidade resultante. Isso significa que, quando falamos de imagem digital, precisamos considerar tanto a quantidade como a qualidade dos pixels que determinado equipamento oferece. Ou seja, além da resolução máxima de captura, devemos estar atentos a aspectos como precisão geométrica e fidelidade na captura das cores, assim como ao nível de ruído apresentado nas diferentes opções de ISO. E que o leitor, ou melhor, o sensor tem a ver com isso? Tudo! Pois ele é um dos maiores responsáveis por essa qualidade dos pixels que formam a imagem. Cada pixel é formado por um sinal elétrico gerado pela luz que atinge uma ou mais foto células correspondentes a ele. Quanto melhor for o sensor, melhor será a sua qualidade tonal e a sua capacidade de registrar imagens com mais detalhes. E o tamanho que ele possui tem grande poder de influência sobre esse aspecto. Vejamos como.

TAMANHO

É DOCUMENTO?

Oe um modo geral, o tamanho do sensor está diretamente relacionado à qualidade de uma câmera digital e às imagens que ela produz. Por questões mercadológicas (custo, posicionamento de marcas e produtos), os fabricantes atualmente utilizam variados tamanhos de sensores em câmeras digitais, sendo que os menores normalmente se destinam às amadoras e os maiores, às profissionais, cuja qualidade da imagem é um item primordial. Os tamanhos mais comuns de sensores disponíveis hoje em dia são: o 111.8", o 2/3", os de aproximadamente 23 x 15 mm (conhecidos como APS size) e o full frame, de 36 x 24 mm. Traduzindo para o bom português, os sensores 111.8" têm 7,2 x 5,3 mm de tamanho (largura x altura), os 2/3" têm 8,8 x 6,6 mm, os APS size têm aproximadamente 23 x 15 mm (pode variar um pouco, conforme o fabricante), e os fUll frames são assim chamados, pois têm o mesmo tamanho de um fotograma de filme 35 mm, que é o "filme comum", aquele que estamos acostumados a encontrar no mercado. Os sensores 111.8" são encontrados em câmeras como Nikon Coolpix 995, linha Canon Powershot G, Powershot S50, Olympus C5050Z, entre muitas outras. É o formato mais comum entre as

A disputa por mais e mais megapixe/s faz parecer que quanto maior a resolução, melhor a qualidade da imagem. Mas a questão não é tão simples(. ..) câmeras digitais amadoras, por possuírem tamanho reduzido e por apresentarem menores custos de produção. Existem sensores ainda menores, que costumam ser utilizados em câmeras mais

Tamanhos de sensores A figura ao lado mostra a diferença entre os principais tamanhos de sensores digitais disponíveis atualmente.

simples e também em telefones celulares. O 2/3" é encontrado em câmeras um pouco mais caras, como Nikon Coolpix 5700 e 8700, Sony F717 e F828, Minolta Oimage 7HI, Canon Powershot Prol entre outras. Esse tipo é um pouco mais caro que o de 1/1.8". Os sensores APS size de 23 x 15 mm são encontrados em câmeras avançadas, destinadas a amadores avançados e também a fotógrafos profissionais. São modelos como: Canon EOS 3000, 100

• 111.8" - Nikon Coolpix 995, Canon Powershot G3 e G5. • 2/3 - Nikon Coolpix 8700, Sony F828, Canon Powershot Pro 1, Minolta Oimage 7Hi. • APS size- Canon EOS 3000 e 100, Nikon 070. • Fullframe-CanonEOS 10s e KOOAK 14n.

FOTÓGRAPHOS

32


o

e 20D (sensor de 22,7 x 15,1 mm), Nikon D70 e DlOO (23,7 x 15,6 mm) e Pentax Ist-D (23,7 x 15,6 mm - o mesmo sensor usado nas câmeras Nikon). Por fim, temos os sensores lull Irames (36 x 24 mm), encontrados nas câmeras Canon EOS 1Ds, EOS 1Ds MK II e Kodak SLR/c e SLR/n, que são equipamentos caros e sofisticados, projetados para atender a fotógrafos profissionais. Como regta geral, quanto maior é o sensor, maior é seu custo de produção, o que em parte explica os preços elevados dos equipamentos profissionais. APROVEITAMENTO

DA LUZ

Quanto maior o sensor, maior será a sua área para captar a luz, e assim regisrrar as image'ns fotografadas. Ou seja, quanto maior a área, melhor será o aproveitamento de luz. Graças a isso, câmeras com sensores maiores tendem a ter muito menos problema de noise, ou ruído. O noise, ou ruído, é uma interferência elétrica ocorrida dentro do sensor toda vez que a câmera é operada em sensibilidades ISO acima do mínimo do sensor, ou em longas exposições (tempos longos de obturador). Por exemplo, quando o mínimo do sensor é ISO 100 e o fotógrafo o regula para operar em ISO 400. Além disso, o ruído aparece sempre que o sensor for exposto à luz por períodos mais longos que poucos segundos, como ocorre em fotos noturnas. Se um sensor é projetado para trabalhar em ISO 100, ao aumentarmos a sensibilidade para ISO 200, 400 ou maiores, o sinal elétrico dentro do sensor deve ser ampliado para permitir a maior capração de luz, e esse aumento do sinal elétrico gera interferências (chamadas de ruído), que prejudicam a qualidade, as cores e a definição das imagens. Os sensores maiores sofrem menos com as interferências elétricas e, assim, são mais aptos a operar em sensibilidades ISO mais altas ou a serem usados para fotografias de longa exposição. Mas, mesmo assim, ainda há limites que podem ser considerados mais estreitos do que os existentes na fotografia com filme fotográfico. Outro ponto a favor dos sensores maiores é que a informação fotografada é menos comprimida. Isso significa que, se você fotografa uma paisagem e a distribui

num sensor de apenas 8 mm de largura, provavelmente existirá perda de deralhes finos, pois uma grande quantidade de informação será comprimida numa área muito pequena. Por melhor que seja a óptica das lentes, isso é inevitável. Nos sensores maiores, a informação de pequenos detalhes é mais bem preservada. Graças aos dois fatores citados acima, as imagens geradas por câmeras com sensores maiores tendem a ser mais limpas, com menos ruído, com melhor definição, cor, contraste e qualidade geral da imagem. Daí tiramos nossa primeira conclusão: fotógrafos que querem máxima qualidade em suas fotos, que pretendem fazer grandes ampliações de suas imagens, ou que precisam constantemente fotografar com sensibilidades ISO mais altas em locais escuros devem considerar essa questão e procurar câmeras com sensores maiores, como os APS e os full ftames. Algumas dúvidas nascem dessa conclusão: Então apenas câmeras com sensores grandes valem a pena? E todas essas compactas que estão no mercado, não prestam? Na verdade, não é bem assim. A escolha do equipamento depende da sua aplicação e das necessidades do fotógrafo. Um sensor pequeno também tem vantagens. Por seu tamanho reduzido, as câmeras podem ser compactas, fáceis de levar a todo lugar e mais econômicas no gasto de pilhas/baterias, e podem, ainda assim, obter uma qualidade muito boa de imagem, compatível com o uso e as necessidades da maior parte do público amador da fotografia. Ou seja, se você busca praticidade e portabilidade, câmeras compactas com sensores pequenos podem resolver seu dilema. Se procura máxima qualidade, mesmo que para isso seja obrigado a carregar equipamentos maiores, mais pesados e mais caros, opte por aqueles com sensores maIOres. O importante é saber que, quando falamos de sensores, tamanho é documento, sim, e que, além da quantidade de pixels, marca, objetivas utilizadas etc., esse deve ser um importante aspecto a se considerar na aquisição de um novo equipamento. O melhor a fazer é analisar suas reais necessidades quanto à qualidade de imagem e resolução e não se esquecer nunca de que "quem vê cara não vê coração".

FoTÓGRAPHoS

33

SENSO

R

Fator de corte nas câmeras digitais O tamanho dos sensores digitais, além de influenciar a qualidade final das imagens, também causa freqüentes confusões por conta do que é conhecido como fator de corte nas Imagens. Muitos usuários acreditam que sensores menores que os lull ftames multiplicam a distância focal das objetivas, servindo como uma espécie de extensão para elas. É como se, num passe de mágica, uma objetiva 300 mm - ao ser utilizada conjuntamente com um sensor de fator de corte 1,5 x - se transformasse em uma 450 mm, por exemplo. Na verdade, essa confusão ocorre porque normalmente utilizamos objetivas que foram projetadas para serem usadas em equipamentos convencionais. Quando a área do sensor é menor do que a de um fotograma de 35 mm, há uma perda em uma parte (em torno) da imagem, que nos dá essa falsa impressão de ampliação. E isso vale para todas as objetivas, independentemente da distância focal. Assim como a distância focal não muda, a profundidade de campo também permanece a mesma quando utilizamos câmeras digitais com sensores menores. Ocorre que, por conta da área disperdiçada, para conseguirmos incluir no visor a mesma cena que desejamos fotografar quando não há corte, precisamos nos afastar mais. Na prática, a profundidade de campo acaba aumentando por conta dessa alteração na distância entre a câmera e a cena. Uma questão muito importante é que, mesmo que se consiga incluir a cena de um mesmo modo quando há fator de corte, a alteração da distância entre a cena e a câmera gera alteração na perspectiva, o que pode mudar significativamente o resultado da foto. Atualmente, muitos fabricantes produzem objetivas supergrande-anguiares com o objetivo de amenizar o efeito que ocorre por conta do fator de corte em alguns equipamentos.


EM

CATIVEIRO

,

FOTOGRAFAR EM CATIVEIRO

E O BICHO! Algumas dicas va~osas do fotógrafo quem gosta de fotografar

Sérgio Assis para

animais, mas não tem como

viajar para lugares distantes

e de difícil acesso.

por Sérgio Assis. textos e fotos


de natureza, principalmente de gosta dee não fotografia animais, dispõe

Parafotografar quem

de recursos financeiros para fazer uma viagem à Amazônia ou à África, por exemplo, é possível fazer boas fotografias de animais em cativeiro, dentro de um zoológico. Um bom trabalho pode ser urilizado na edição de uma revista ou em outro meio de comunicação, ou ainda em bancos de imagens. Para fotografar em zoológico, algumas recomendações devem ser seguidas. Em primeiro lugar, aconselha-se fazer as fotos em dias que o local não esteja aberto para o público, pois, nessas ocasiões, os animais estão mais à vontade e menos "estressados". Em dias normais de visitação, o barulho e a agitação dos visitantes acabam dificultando a confecção de boas imagens. A fim de obter uma autorização para fotografar nos dias em que o zoológico esteja fechado, recomenda-se que o fotógrafo prepare um projeto, simples e objetivo, cujas finalidades e metodologia de trabalho estejam explicitadas. Aurorizada a entrada, é aconselhável que o biólogo ou o veterinário do local acompanhe o trabalho, fornecendo informações sobre costumes dos animais e regras de segurança. Outra dica se refere ao melhor horário para fotografar: quando a luz está surgindo e/ou quando está indo embora, ou seja, das 6 às 9 horas e das 16 até as 18 horas (no horário de verão, fica mais fácil fotografar nos dois períodos). Além da autorização

do zoológico e da

utilização de um equipamento adequado (uma teleobjetiva é bastante recomendada), alguns cuidados são essenciais, como, por exemplo, não fotografar animais que estão muito próximos às grades e considerar o enquadramento e a luz. É importante estar atento a elementos - como telas e paredes - que podem prejudicar a fotografia, principalmente quando os animais estão próximos a eles.

Para eliminar grades e telas, os animais devem estar distantes e o fotógrafo deve chegar o mais perto possível das grades, sempre lembrando que animais em cativeiro ficam mais agressivos que no seu hábitat natural, daí a necessidade de não se esquecer da própria segurança. Além disso, usar grande abertura de diafragma e uma alta velocidade de obturador pode ajudar no resultado das fotos. O uso de um tripé ou um monopé é imprescindível para que a imagem não saia tremida. Fotografar animais em cativeiro também exige do fotógrafo paciência e persistência. Se possível, peça para um técnico auxiliá-lo. Esse tipo de profissional "fala" com os bichos e, por incrível que pareça, eles entendem. Finalmente, a postura do fotógrafo diante de animais precisa ser diferenciada: ele tem que ter rapidez para apertar

.Â.

Bichos em cativeiro

As fotos que ilustram esta matéria foram produzidas pelo fotógrafo Sérgio Assis no Bosque dos jequitibds, em Campinas (SP).

o disparado r e, desse modo, captar o momento mágico. Não se movimentar demais e se manter tranqüilo durante a sessão pode ajudar bastante. Lembre-se de que, com alguns conhecimentos de fotografia e bastante respeito à natureza, podemos fazer muitas fotos de qualidade.

FOTÓGRAPHOS

35

Fotografar animais em cativeiro exige paciência e persistência.


VÂNIA

TOLEOO

faz rerraros de personalidades brasiComleirasa emesma desenvoltura com que inrernacionais, a forógrafa mineira, mas "paulistana de coração", Vânia Toledo, recorda momenros especiais que a forografia lhe reservou. Comunicativa e dona de uma gargalhada conragiante, que deixa as pessoas à vonrade, ela surge escompletamente parramando forografias de celebridades e

Vânia T oledo Um olhar que revela almas.

de amigos sobre a mesa em seu estúdio, em São Paulo (SP), avisando que é uma seleção emocional, para começar a comemorar os 25 anos de forografia profissional completados em 2005. As imagens em prero-e-branco formam um verdadeiro mosaico de histórias que ela também fotografou com a memória. Relembrando a forma como cada uma foi criada, ela revela uma das prin-

por Silva na de Carvalho

cipais características de um fotógrafo de retraro: a conexão que ele deve estabelecer com o forografado. "A empatia é o elemenro mais importanre para um bom retraro. A minha linha é seguir a emoção,

T Caetano Veloso

o cantor

mostrar para a pessoa que esrou ali para fazer o melhor", revela. Aurora de livros e de exposições

de

sucesso e que conraram com cenas clicadas com as câmeras profissionais Nikon (F2 e F4) e Penrax (4 x 5; 6 x 7; 6 x 4,5), ela agora se prepara para concretizar um novo projeto de livro, desta vez, com imagens feitas com as "maquininhas" que não saem de sua bolsa. Há 30 anos, Vânia cultiva um hábiro considerado secrero: registra flagranres de personalidades nas ruas, nos teatros e em vários ourros locais de São Paulo, que ela adorou aos 13 anos de idade. Os chamados snapshots estarão no livro Diário de Bolsa e foram feiros, inicialmenre, com uma Yashica de foco fixo, a "inhashid', apelidada cultura, Gilberro Gil, e, Penrax, a "penraquinhà', "nikonzinha" com zoom,

pelo ministro da depois, por uma que deu lugar à

que hoje ganhou o espaço de sua bolsa." Gosro de fazer forografias com o olhar esponrâneo, sem preocupações estéticas excessivas e equipamenros caros. Descobri logo cedo que as

e com-

positor em um dique feito em 1984, com o filme Tri-X puxado para 1.600. Segundo Vânia Toledo, o segredo para a realização de fotos como esta vai além da exploração de recursos técnicos. "O fotografàdo

tem

que estar muito à vontade, só assim o retrato transmitird emoção '; ensina.

/IA empatia

elemento

é

O

mais

importante para um bom retrato. A minha linha é . seguir a emoçao, mostrar para a pessoa que estou ali para fazer o melhor. /I

.•. A criatividade

do olhar

da fotógrafà

para um retrato considerado ousado hd 10 anos. A imagem feita com a Pentax

6 x 4,5 é parte

de um ensaio que foi realizado para uma campanha publicitdria, mas virou mesmo um calenddrio no ano de 1995. Vtzle a dica: "Cada fotografàdo tratamento

tem uma luz, merece um

diferente.

Gosto de descobrir

essa luz e acho que virei retratista por isso. "

FOTÓGRAPHOS

• 36


VÂNIA

TOLEOO

pessoas relaxam quando a câmera é pouco pretensiosa", comenta, estimulando aqueles que gostam de fotografar. Foi assim, fazendo diques espontâneos, que ela começou a perceber que deveria trocar a carreira de socióloga pela de fotógrafa. "Acho que desde sempre eu fotografava com o olhar. Minha mãe sempre queria ouvir as minhas descrições de festas e eventos, pois eu memorizava as cenas como ninguém", relembra. Essa caraterÍstica, segundo ela, de registrar com o olhar, é um dom e se sobrepõe ao aprendizado técnico. "É condição básica ter um bom olho", diz a autodidata fotógrafa que tinha um hábito eficaz para o processo de aprendizagem: o treino prático, sempre muito bem analisado, com direito a anotações que pudessem, mais tarde, mostrar os erros e os acertos em cada imagem. "Com o passar dos anos, você vai aprendendo a ter sensibilidade visual, a reconhecer a melhor luz. Ao fazer um retrato, olho para cada pessoa e só depois a ilumino, nunca deixo a luz pronta, pois o ser humano é muito especial e não posso usar a mesma luz. Essa consciência vem com o tempo e com a observação, com o olhar que lanço para o outro. Acho que virei retratista por isso", confessa. UM víCIO: GENTE Intuição, raciocínio rápido e respeito. Essas três palavras resumem atriburos que Vânia Toledo imprime em cada trabalho que realiza. "Acrescentaria ainda a emoção, que é sempre renovada, mesmo com tantos anos de trabalho, e o meu principal trunfo, que é saber dirigir o fotografado", justifica, afinal, ela é autora de retratos de importantes personalidades, como artistas e políticos. "Tento sempre encontrar uma forma de estabelecer

do m P

A atriz

Fernanda Montenegro,

o compo-

sitor e cantor Itamar Assunção e a cantora Elis Regina. Imagens com a cor preferida

da fotógrafa:

"Vejo o mundo em preto-e-branco e minha conexão com ele ocorre através do meu trabalho. "

FOTÓGRAPHOS

38

a xoe Cristiane

Nesta imagem, a atriz

Torloni está em cena na peça Sa-

lomé. O teatro é a segunda grande paixão de Vânia Toledo. Ela promete o lançamento de um livro com imagens que colheu dos artistas nos últimos 30 anos.

uma conexão que permita o dique. Para alguém ser bem fotografado, essa pessoa tem que querer. Meu vício é gente, mas quando percebo que a pessoa está ali e não quer fazer a foto ou não está preocupada com ela, deixo o trabalho", comenta. Vânia também não abre mão da fotografia analógica. Só com o tempo os filmes fotográficos poderão dar espaço aos pixe/s. "Só brinco com o digital, por enquanto. Acho que ele não tem a profundidade, a nitidez, as alterações de nuanças. O digital não alcançou aquilo que meu olho enxerga. Penso que um retrato tem que ter o mínimo de Photoshop e o máximo de atitude!", finaliza, dando um último conselho para quem está começando: ''Ao escolher o melhor retrato que se faz de uma pessoa, opte sempre pela fotografia que lhe transmita mais emoção, que fale mais próximo ao seu coração, mesmo que não tenha a luz perfeita. Pode ser uma dica não viável economicamente, mas garanto que é o melhor caminho pessoalmente", encerra, recolhendo as imagens que estão sobre a mesa para lançar um último olhar sobre aquelas que entraram nesta edição.


VÂNIA

ToLEoo

Intuição, raciocínio rápido e respeito. Essas três palavras resumem atributos que Vânia Toledo imprime em cada trabalho que realiza.

FoTÓGRAPHoS

39


A "Ilha da Magia" está repleta de pontos históricos e naturais para fotografar. fotográfico pela ilha, o ideal é deseja pré-estabelecido, fazer um passeio seguir quem um roteiro pois a cidade é grande e são muitas as possibilidades fotográficas que ela oferece.

Para

Uma boa dica é começar pelo Centro, onde se encontra o maior número de pontos turísticos não naturais, como monumentos e prédios históricos. Embora Floripa seja uma cidade bastante segura, é bom não dar chance para o azar, porque equipamentos fotográficos costumam chamar a atenção. Nesse caso, é

melhor prevenir do que se lamentar. Partindo do Centro, o leitor pode optar por visitar o leste, o norte ou o sul da ilha. Como veremos adiante, cada um desses lugares possui suas peculiaridades e diferentes assuntos para serem fotografados, como praias, montanhas, vilas e construções históricas. Gostamos sempre de alertar para a importância de se buscar outras referências (guias, livros etc.) sobre o local a fotografar. Quanto mais informações você obtiver, melhor tende a ser o resultado.

~ Palácio Cruz e Souza Construído no século XVI, serviu como residência dos governadores no tempo da colônia. Por causa da cor externa, também ficou conhecido como Paldcio Rosado. Atualmente abriga o Museu Histórico de Santa Catarina.

FOTÓGRAPHOS

• 43

~ Ponte Hercílio luz, manhã Canon EOS 300, objetiva Tamron SP 24135 mm, filme Fuji Sensia 100, exposição de 1/180s e abertura f8 efiltro polarizador.

..•.. Catedral Metropolitana Concluída em 1772, foi erguida no lugar de uma antiga capela, que jd era pequena demais para o número de fteqüentadores.


POR

.•. Embarcações nafrente da praia de Santo Antônio de Lisboa. Câmera

Norte da ilha É a região

mais desenvolvida

de Flo-

ripa, contando . com ótima . . infra-estrutura para recepClOnar os VIsItantes, como restaurantes, bares, hotéis e outros serviços. As praias do norte, embora menos "selvagens" que as do sul, também são muitos bonitas e oferecem inúmeras oportunidades fotográficas. Você pode, por exemplo, aproveirar para conhecer as dunas que separam as Praias dos Ingleses e do Santinho. Ou então visitar a Praia do Forte, que possui areia branca e fina, e a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, construída pelos portugueses para defender a ilha de invasores. O acesso ao norte da ilha é feito por vias bem pavimentadas e isso pode facilitar

Canon EOS 30, objetiva EF 50 mm fi.8, exposiçãode 1/125s e abertura fi6 efilme Fuji Provia 1DOE

o passeio, principalmente

se você estiver

acompanhado da família. Para quem gosta de fotografia subaquática, a Praia Brava é uma ótima pedida, já que sua água clara favorece a prática do mergulho. Na Praia de Jurerê, pouca ondulação,

de areia fina e

encontra-se

o Iate Clu-

be de Santa Catarina, um bom lugar para quem gosta de fotografar embarcações. Além desses que citamos, o norte possui ainda outros pontos que devem ser explorados. E clicados, claro!

FOTÓGRAPHOS

45

DENTRO

DA

LUZ


"

..

.

.


.Â. A Praia Mole é um dos principais points da ilha. Durante o verão, a

areia fica lotada de surfistas e belas garotas. Se você preferir fOtografar o local com pouco movimento, o ideal é chegar cedo e aproveitar as primeiras horas da manhã, quando poucos "corajosos"já se levantaram da cama.

Praia Mole o nome tem sua origem

na areia do lugar, solta e macia. Considerada um dos principais points da ilha, essa praia é muito freqüentada por surfistas e praticantes de parapente, que utilizam a encosta como rampa de decolagem. Para aproveitar ao máximo a potencialidade do local, uma boa pedida é utilizar uma teleobjetiva. Com ela, pode-se fotografar as manobras radicais

dos surfistas, as cores e os movimentos graciosos dos parapentes no céu e também a beleza dos seus freqüentadores (neste caso, recomendamos não ficar "apontando" indiscriminadamente sua câmera para os corpos sarados alheios, pois isso lhe pode causar alguns efeitos colaterais, como olho roxo!) Junto à Praia Mole está a da Galheta, mais tranqüila e também muito bonita.

FOTÓGRAPHOS

• 49

..•. Primeiras horas Estas duas fOtografias, de tons mais quentes, fOram tiradas logo pela manhã, quando o sol ainda nascia no horizonte. Imagens assim nos mostram que pode ser muito compensador chegar mais cedo à praia para fOtografar com a iluminação especial que o horário costuma proporcionar.


'I' I

'I I'


~ lagoa do Peri A água doce e tranqüila da lagoa pode servir para uma boa sessãofotográfica e também para um delicioso banho refrescante. Abaixo, registro feito no local pelo fotógrafo Zé Paiva.

Sul da ilha Trata-se de um local muito tecomendado para quem deseja explorar o aspecto rústico da vida dos pescadores e a beleza natural de praias, trilhas e lagoas. Na comunidade de Ribeirão da Ilha, localizada a 36 quilômetros do centro da cidade, podemos registrar a influência causada pela colonização portuguesa na ilha. As casas (de paredes, portas e janelas coloridas), assim como as cortinas utilizadas (quase todas de renda), são motivos bastante fotogênicos. A região também conta com belas praias, como a do Campeche, a Armação, a Morro das Pedras e a Matadeiro. No extremo sul da ilha, há algumas

praias que, por terem acesso mais difícil - é preciso encarar trilhas que passam pela mata e pelos morros -, estão ainda preservadas da ação do homem. A Praia Lagoinha do Leste possui um rio e é cercada por morros. A de Naufragados, também acessível apenas por trilhas ou por transporte marítimo, é bastante inspiradora para as fotos, pois, além da beleza natural, conta com a presença de; um farol e de uma fortaleza, a de Nossa Senhora da Conceição

de Araçatuba.

Para quem for visitar o sul da ilha, uma boa dica é conferir a Praia do Pântano do Sul, uma colônia de pescadores com restaurantes que servem pratos típicos.

T A parte

sul da ilha

se caracteriza principalmente pelo seu aspecto mais rústico epela diversidade natural que podemos encontrar lá.


Igrejas Sem dúvida alguma, um assunto que merece destaque em Flotipa são as suas igrejas - principalmente as mais antigas -, que representam a influência marcante da arquitetura açoriana na ilha. Embora muitas delas tenham sido restauradas sem a preocupação de conservar a aparência original intacta, as igrejas ainda mantêm sua autenticidade. São ótimos lugares para se fotografar e registrar os lados histórico e religioso da região. Algumas igrejas que valem ser visitadas são: a de Sant'ana, a de Nossa Senhora da Necessidade, a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e a de São Francisco de Paula.

..Â.

A influência açoriana na constru-

ção das igrejas de Floripa é muito marcante. Na foto acima, a Igreja de Nossa Sra. das Necessidades, em Santo Antônio de Lisboa. Abaixo, a de Nossa Sra. do Rosário dos Homens Pretos, a segunda mais antiga da ilha.


Fortalezas

São José da Ponta Grossa

Localizado ao norte da ilha, trata-se de um lugar bastante inspirador para fotografar, tanto pela vista que oferece como pelas paredes e muros de pedras.

Em Florianópolis, podemos encontrar algumas fortalezas que foram construídas pelos portugueses com o objetivo de defender a ilha de invasões de outros povos, principalmente os espanhóis. Esses fortes (todos já foram restautados) possuem grande valor dos pontos de vista arquitetônico e histórico. O primeiro a ser construído foi o de Santa Cruz, que está localizado em uma pequena ilha ao norte de Floripa. Passado um ano, os portugueses decidiram erguer mais duas fortalezas, a de Santo Antônio e a de São José da Ponta Grossa, esta última localizada entre as Praias Daniela e Jurerê. Também foram construídos os Fortes de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba) e o de Samana, à Ponte Hercílio Luz. Essas construções

(Ilha

ptóximo

são ótimos locais

para se fotogtafar, pois possuem muitos elementos intetessantes, como paredes e muros de pedras, tortes e canhões. Além disso, por causa de seu posicionamento estratégico, costumam oferecer lindas vistas do mar e das praias próximas.


o

FOTÓGRAFO

CURIOSO

o Fotógrafo

curioso

por Charles Dias

tico e filósofo francês René Descar-

Existe um ditado do que grande tes (1596 - 1650) diz: matemá"Penso, logo existo" e que guarda a essência do ser humano. Atrevo-me a roubar esse ditado, modificá-Ia um pouco e assim descrever o ser humano fotógrafo amador com um: "Bisbilhoto, logo fotografo melhor". Acho interessante como as pessoas vêem a fotografia como uma arte fechada, hermética, como se fosse cheia de regras que não pudessem ser quebradas, cheia de fórmulas e receitas de bolo. Mesmo alguns fotógrafos com muito tempo de estrada acreditam nisso com toda a força do seu coração e estão redondamente errados. Muito pelo contrário, a fotografia deve ser encarada como um playground, um parque de diversões a ser explorado com interesse e curiosidade. Vamos começar do começo, com É incrível como a câmera fotográfica. o brasileiro não tem o costume de ler manuais

de instruções,

ainda

mais de

equipamentos eletrônicos, o que acontece também com fotógrafos. Por mais simples que seja o equipamento, uma leitura atenta do manual é muito importante para que se conheça cada detalhe da câmera e do seu funcionamento. Assim, quando for praticar, você vai poder se concentrar melhor no ato fotográfico, e não em achar aquele botão que permite acionar tal função. Pronto, agora que você já leu tudo sobre sua câmera e sabe como operá-Ia direitinho, chegou a hora de conhecer os segredos que não estão descritos no manual. É incrível como há funções e possibilidades na maioria das câmeras fotográficas, que não estão descritas no manual. Uma rápida procura no www.google.com com "nome-da-câmera secrets" e você encontrará diversos links com coisas que você nem imaginava que sua câmera fizesse. Esses segredos são descobertos por usuários que bisbilhotam a câmera, entram em menus, acionam botões e tentam combinações de funções. Claro que se deve fazer isso com segurança e tendo noção do que se está fazendo. O mais no-

tório exemplo desse universo de funções desconhecidas é o de uma câmera reflex digital de marca muito famosa que teve seu jirmware (programa interno de controle) levemente modificado, o que permite que a câmera passe a ter funções de um modelo muito mais caro. Como equipamento não é tudo na fotografia, devemos estender a bisbilhotice também para o modo como se fotografa. Lembre-se de que regras foram feitas para primeiramente serem aprendidas, praticadas e então para serem quebradas. Existe um processo fotográfico chamado crossprocessing, no qual se revela um filme cromo como se fosse um filme negativo comum (os processos de revelação de ambos os tipos de filme são diferentes), o que resulta em cores alteradas e saturadas, permitindo resultados diferenciados e, em muitos casos, excelentes, um truque muito utilizado na fotografia de moda. Esse tipo de processo não foi criado, surgiu quando alguém revelou o cromo de forma errada, como se fosse um negativo, e hoje é usado por fotógrafos que ousam e querem resultados diferentes. Com a mágica tecnológica que permite que imagens digitais sejam criadas diretamente na câmera fotográfica ou com a digitalização de negativos, slides e ampliações em papel, as fronteiras de possibilidades para um fotógrafo curioso se ampliaram enormemente. Isso é algo muito interessante e que tem sido alvo de um intenso debate. Afinal de contas, vale manipular as imagens digitais/ digitalizadas? Imagens manipuladas continuam sendo fotografia ou passam a ser web art? Debates filosóficos fotográficos à parte, o playground eletrônico permite muitas possibilidades. Aqui também podemos dividir os fotógrafos amadores em três tipos básicos. De um lado temos os que se permitem o mínimo de intervenção possível na imagem, o suficiente somente para corrigir ligeiros desvios normais do processo de digitalização ou captura digital da imagem. Esses fotógrafos fazem somente pequenos ajustes de nitidez e contraste.

FOTÓGRAPHOS

54

O segundo grupo é composto por aqueles um pouco mais ousados, que usam alguns truques aprendidos na internet, mas fazendo tudo com muita segurança e algum preconceito. O último grupo é formado por aqueles que gostam de passar algum tempo "brincando" com algumas imagens em seu programa favorito, que gostam de testar pequenos programas disponíveis na internet e que discutem com outros fotógrafos diferentes métodos de processamento de imagens. Quero dizer com tudo isso que o fotógrafo será mais completo se ousar fazer algo diferente com suas imagens, procurando resultados inusitados. O estilo pode ser um novo ângulo ao se fotografar, um tom de sépia que só você saiba como conseguir, um desfoque leve que deixa a imagem poética. Bisbilhotar na fotografia é algo que traz crescimento e faz parte da formação do fotógrafo. Procure fazer algo diferente, invente com luzes, sombras, exposição e manipulações, você só tem a ganhar com isso.

Charles Dias, 32 anos, é economista, fotdgrafo amador há quase 10 anos e é criador e editor do "Loucopor Fotografia" www.Joucoporfotografia.net, revistaon-line gratuita defotografia.

T Efeito Aqui

temos uma foto (à esquerda) com um visual diferente da original (menor, à direita), mais bonita e atraente. Este resultado foi conseguido por acaso, enquanto eu tentava trabalhar a granulação da foto. Comecei a brincar com os controles da ferramenta até conseguir o melhor efeito.


FOTOBlOGS

DIÁRIOS

FOTOGRÁFICOS

NA REDE

FOTOBLOGS Sucesso das câmeras digitais aumenta o número de fotoblogs

na internet.

por Sandra Mastrogiacomo

ONDE HOSPEDAR O SEU FOTOBLOG

A

por volta do ano 2000, mas foi onda de diários virtuais somente em 2002 que a começou comunidade fotográfica começou a se interessar por essa nova forma de se comunicar e apresentar o seu trabalho globalmente. Hoje, passados quase três anos e com a facilidade de se adquirir uma câmera digital, o número de fttoblogs praticamente duplicou e o Brasil é recordista, já ultrapassando a marca de 10.000. Fotoblog (ou fttolog) é um espaço virtual, de fácil acesso e gerência, que permite a postagem de fotos e com uma interface muito simples. A comunicação é feita inteiramente por imagens, sem o uso de textos, quando muito, apenas uma legenda para situar a foto. Geralmente, do lado direito

da tela,

aparecem imagens em thumbnail (imagens menores, ampliadas através de um dique do mouse). No meio da tela, fica em destaque a última foto disponibilizada. No Brasil, diversos provedores e sites oferecem o serviço de criação e de hospedagem de fotoblogs, gratuitos ou pagos. Mas a grande maioria está hospedada gratuitamente, o que ocasiona os chamados bugs, deixando o serviço lento e os fotoblogueiros com os nervos à flor da pele. Há fttoblogs - individuais ou comunitários - de tudo o que se possa imaginar. Desde páginas de profissionais que publicam suas próprias imagens com o propósito de divulgar seus trabalhos, como daqueles que apenas querem partilhar fotografias pessoais com parentes e amigos.

--

ALGUNS

FOTOBLOGS PARA VISITAR

----

• http://www.fotoblogs.net

••••

Serviço pago. O Fotoblogs.net oferece dois planos: no Plano 100, o internauta tem direito a postar 2 fotografias por dia, 100 comentários por fotografia, sem limite de espaço, smiles, formatação de texto e sem propaganda por R$ 3,00/ mês. No Plano 200, são 6 fotografias por dia, 200 comentários por fotografia, também sem limite de espaço, smiles, formatação de texto e sem propaganda, por R$ 6,00/mês.

,)

~

~J>I.~

-

j

-:a-

• http://35mm.org/fotoblog

• http://fotolog.terra.com.br

Fotoblogcomunitário em que o internauta pode postar fotos por categoria: Abstrato, Animais, Jornalismo, entre outros. Para participar, é preciso fazer um cadastro.

Serviço gratuito ou pago. No serviço gratuito, o internauta tem acesso limitado,

• http://fotolog.net/verasayao

tendo apenas direito a uma postagem por dia e 10 comentários por foto. O serviço pago já permite um número maior de postagens e comentários (06 e 100, res-

Fotos de Santa Catarina

pelas lentes da

fotógrafa Vera Sayão.

• http://comodoJotoblog.uol.com.br Fotoblog

em que Como do, da escola

pectivamente), além de outras vantagens. Quem já é assinante do Terra tem um custo mensal de R$ 7,90 e para quem assina apenas o serviço, R$ 9,90.

de fotografia Riguardare, mostra o seu trabalho. São imagens que retratam personagens, cultura e monumentos.

• http://fotoblog.uol.com.br

• http://lost.art.br

Funciona

Mais site do que fttoblog, o Lost Art mostra o trabalho de um casal de fotógrafos,

nos mesmos moldes do Terra.

A diferença é que apenas assinantes do Doi podem desfrutar das vantagens adicionais oferecidas.

Louise Chin e Ignácio Aronovich.

• http://fotolog.terra.com.br/toninho • http://www.flogao.com.br Serviço gratuito

que dá direito a postar

duas fotos por dia e também ilimitado de comentários.

FOTÓGRAPHOS

um número

Fotoblog com fotos dos principais pontos turísticos de São Paulo. Fotos feitas por um cobrador de ônibus com uma câmera digital compacta

55

(imagem

acima).


MUNOO

FOTOGRÁFICO

, O IC A DO MUNDO FOTOGRÁFICO

Fique por dentro das principais novidades e lançamentos do mercado da fotografia. Equipamentos e acessórios, serviços, exposições e cursos. por Sandra Mastrogiacomo

Mundo digital

Fuji comercializa câmera de 12 megapixe/s A câmera FinePix 53 Pro, nova digital profissional da Fujifilm, tem resolução de 12 megapixels e 5uper CCD 5R II, o que dá ótima latitude de exposição e faixa tonal, passando a ter um desempenho próximo ao da capacidade de definição dos filmes fotográficos. A sua resolução permite produzir

imagens de altíssima qualidade (4.256 x 2.848 pixels de gravação) e capturar deta-

lhes muito finos. O 5uper CCD 5R é o principal destaque desse novo modelo, proporcionando uma faixa dinâmica, cerca de quatro vezes maior do que a faixa obtida na versão anterior, que equipava a 52 Pro. Foi desenvolvido para simular as características de faixa tonal das películas fotográficas. A 53 Pro também tem LCD de 2 polegadas mais um visor para visualização das informações de exposição e configuração, flash inteligente com sistema de exposição D-TTL, disparado r com velocidade de 30s a 1/4000s e compatibilidade com objetivas Nikkor. O preço médio (sugerido) para o consumidor final é de R$ 18 mil.

C/ick, programa de fotografia na internet AALLTV (www.alltv.com.br)apresenta todos os domingos, a partir das 18h, um programa sobre fotografia. A interatividade é uma das marcas da produção. O internauta pode enviar suas fotos e fazer perguntas para os apresentadores e os convidados do programa, num bate-papo informal sobre o prazer de fotografar e os caminhos que levam a uma boa foto. A apresentação é feita pelos fotógrafos Vidal Cavalcante e Brígida Rodrigues.

-iii

o Jl

FOTÓGRAPHOS

'

56

Câmera digital 0-590 zoom da Olympus A Câmera Digital Compacta D-590 zoom da Olympus tem 4 megapixels, tela

de cristal líquido semitransmissiva de 1,8 polegadas, bateria recarregável de Li-ion (com carregador), 10 modos selecionáveis de fotografia (incluindo filme com áudio), processador de imagem TruePic e impressão PictBridge. 5eu senso r produz imagens com opções de tamanhos de impressão de até 11 x 14 polegadas ou 27,9 x 35,5 cm. A combinação do zoom óptico 3x com o zoom digital de 4x oferece um zoom contínuo de 12x. No modo supermacro da câmera, é possível capturar detalhes de até 3,5 polegadas (8,9 cm). O corpo da câmera é ultracompacto, feito de policarbonato e com acabamento prateado. Preço sugerido: R$ 2.399 mil.


---

MUNDO

Câmera digital com visar sensível ao toque A BenQ lançou a DC-E40,

a primeira

câmera digital com viso r sensível ao toque que permite acessar as funcionalidades através do LCD, abolindo botões na parte traseira do equipamento.

da tela LCD, se escolhe o tipo de caneta, borracha ou cor para se fazer desenhos ou anotações na imagem e salvá-Ia. De formato compacto, pesa 125 gramas e tem preço médio de R$ 1.399 mil.

A DC- E40 tem resolução de 4 megapixels, LCD de 1,5 polegadas, disparado r de 10 segundos, zoom de até 4x, gravação de vídeo com áudio, modo de captura,

FOTOGRÁFICO

Agfaphoto

abre fábrica em Manaus

A AGFAPHOTO abrirá, ainda no 10 semestre de 2005, uma nova fábrica na zona franca de Manaus (AM). A unidade brasileira compreenderá toda a divisão de consumo: filmes, corte e embalagem de papel fotográfico, acabamento de químicos fotográficos e equipamentos de laboratório. Filme revelado 42 anos depois Um filme exposto deve ser revelado o mais rápido possível, para não se correr o tisco de perder as fotos. Essa é a otientação dada pela maioria dos laboratórios fotográficos. No entanto, um filme utilizado em 1962 e revelado somente em 2004

modo flash, efeitos (normal, preto-e-branco, sépia) e equilíbrio de branco. A câmera tem manuseio simples e prático, conta, ainda, com o recurso de anotação digital sobre a foto, em que, através

provou justamente o conttário. As fotos em preto-e-branco saíram nítidas e perfeitas. Vale a pena conferir: http://home.rmci. netldeanw/verichrome-pan_l.

Impressora Canon PIXMA IP3000 A Canon substituiu recentemente o destaque da linha PIXMA toda a sua linha de impressoras jato de tinta pelas da linha PIXMA, que possui um número maior de bicos injetores, o que garante imagens de maior qualidade e rapidez na impressão.

é a impressora iP3000, que possui velocidade de 22ppm em preto e 15ppm em cor, a resolução é de 4.800 dpi, podendo imprimir frente e verso automaticamente. Indicada para aqueles que têm como prioridade as impressões coloridas, a iP3000 trabalha com quatro cartuchos que podem ser substituídos mente, conforme acabam. Em trabalhos imprime

individual-

fotográficos,

a iP3000

até o tamanho 10 x 15, sem bordas. Pode ser conectada diretamente

à câmera digital.

html

Fotos digitais pela internet Submarino está oferecendo a im-

o

pressão de fotos digitais pela interner. No site, o cliente pode escolher o tamanho da cópia, o tipo de papel, a botda e a cor. Tem, ainda, acesso a ferramentas básicas para tetocar e editar as fotos. Projeto utiliza a técnica pinhole

o

projeto "Ver-o-Peso pelo furo da agulha" é um ensaio fotográfico sobre o Mercado Ver-o-Peso em Belém do Pará. A técnica utilizada é a do Pinhole, na qual se utiliza uma câmera arresanal com um pequeno furo de agulha no lugar da objetiva. A proposta do projeto é explorar as possibilidades estéticas dessa linguagem fotográfica em um trabalho de documentação cultural e arquitetônica da cidade. Mais informações no site do fotógrafo Dirceu Maués, autor do projeto: http://geo-

Pentax lança câmera digital à prova di água

cities.yahoo. com. br/dimaues/index.

A nova câmera digital da Pentax, a Optio WP, tem 5 megapixels, zoom óptico de 3x, zoom digital de 4x, LCD de 2 polegadas, disparado r automático, memória interna de 10,5 MB e é à prova d'água. Ideal para a prática de esportes aquáticos ou, ainda, para usar em dias de chuva ou locais com areia e lama, a Optio WP pode ser imersa na água em uma profundidade máxima de 1,5 m. Possui função

Consigo oferece espaço gratuito de exposição para fotógrafos Com o objetivo de fomentar a fotografia, a Consigo, loja de equipamentos fotográficos, oferece gratuitamente um espaço para que amadores e profissionais possam expor o seu trabalho. A organização e divulgação da exposição ficam a cargo do fotógrafo. Os interessados devem apresentar sua proposta para Maira, no endereço: Rua Conselheiro Crispiano, 105 10 andar, Centro, São Paulo (SP). • Informações: (lI) 3214-2660

de filmagem (colorido, preto-e-branco, sépia), funções gravador de voz, molduras,

macro (até 1 em), filtragem ajuste de balanço de branco. A câmera pesa

apenas

120 gramas, tem espessurade22mm e será lançada no Brasil no segundo tflmestre do ano.

FOTÓGRAPHOS

57

de cores e

htm


MUNOO

FOTOGRÁFICO

São Paulo, 1860 - 1960 - A paisagem humana

--

Casio apresenta novos modelos digitais A Casio

o

livro São Paulo, 1860 - 1960 - A Paisagem Humana", do jornalista pernambucano Fernando Ponela, trata do homem que vive na metrópole paulistana. Cerca de 230 forografias mostram o progresso e as transformações ocorridas no período de cem anos da cidade de São Paulo, com seus personagens, cosrumes, ruas e lugares pirorescos. • Ed. Albatroz, 256 págs., 140 reais. Livro conta história no Brasil através

do surfe

de fotografias

o Brasil do Surf,

arravés de imagens do espone, mosrra todo o liroral brasileiro com um pouco da história da culrura local e as ondas que fascinam milhões de pessoas no mundo inreiro. Editado por Albeno Woodward, o livro ainda conra com o trabalho dos fotógrafos: Clemenre Courinho, Levy Paiva, Ed Viggiani, Delfim Manins, enrre ourros. • Ed. Cosmmos, 250 págs., 110 reais. Projeto

sobre etnias

o

do projero homônimo que, duranre 2004, co, lheu informações sobre diversas ernias presenres na capiral paulista. A publicação rraz forografias e depoimenros dos fotógrafos: Pisco Dei Gaiso, Marlene Bérgamo, João Wainer, Juan Esteves, Mônica Zararrini, Iatã Cannabrava, Gal Oppido, Eduardo Muylaerr, Penna Prearo e Egberro Nogueira. • Ed. Terceiro Nome, 170 págs., 60 reais.

Brasileiros, mostra

de Araquém

história

pliou as suas duas linhas de câmeras digitais com três novos modelos: na linha QV-R, o último modelo lançado é a QV-R61; na linha Exilim, a EX-P700 e a EX-SI00. A QV-R61 tem resolução de 6 megapixels, LCD de 2.0", zoom óptico de 3x, zoom digital de 4x, gravação de vídeo, sem áudio, de até 60 segundos e corpo compacto de alumínio. As características operacionais também foram aprimoradas, com o acréscimo das funções One-Touch e Best Shot Mode, com 23 tipos de ajustes de cenas. Nesse modelo tam-

'"

bém foi incorporada a tecnologia da linha

Alcântara,

do nosso povo

Em seu 17° livro, Araquém Alcânrara mosrra em Brasileiros um perfil do povo brasileiro, em suas várias miscigenações e ernias. Através do registro das imagens, rorna-se um documenro vivo da história, culrura e geografia do Brasil. O livro reúne 139 forografias P&B, produzidas desde os anos 70, e rraz personagens de todas as regiões do país. Os texros são do jornalista Ronaldo Bressane. • Ed. Terrabrasil, 192 págs., 135 reais.

No modelo

EX-P700,

destaque

para a resolução de 7.2 megapixels. Possui zoom óptico de 4x, digital de 4x, tela de cristal líquido e função macro de 10 a 50 cm. Também possui controle remoto, função "Business Shot", que endireita automaticamente textos distorcidos, 7 pontos de autofoco, bateria de longa duração (de 7 a 8 horas de duração, recarregável) e efetua até 5 disparos

em 1segundo.

Câmera digital mais fina do mundo Primeiro lançamento da Casio de 2005, a EX-SI00 é considerada a câmera mais fina do mundo, com apenas 16,7 mm de espessura, peso de 113 gramas e tamanho de um cartão de

Exilim, que possui funções para realçar o processamento de imagem e o desempenho funcional

vira livro

livro Povos de São Paulo é o resulrado final

am-

--

da câmera, proporCIonando imagens em alta resolução e menor consumo de energia.

crédito

(88 x 57 x 16,7 mm).

Tem resolução de 3.2 megapixels, zoom óptico externo de 2.8x, zoom digital de 4x, memória interna de 9,3MB, tela LCD, gravador de vÍdeo e é a única com lente de cerâmica, o que resulta em maior qualidade óptica e mais resistência que o cristal.

Suprimentos para fotografia digital Extralife A Extralife, empresa de suprimentos de informática, está investindo

O aparelho permite transferir dados e fotografias digitais entre os computadores e os cartões de memória.

em produtos

A Extralife também possui uma linha de cartões de memória nos modelos Com-

voltados

para a área de fotografia digital, como leitores/ cartões de memórias e papéis para impressão de fotografias. O Card Reader Extralife é um dos únicos leitores e gravadores de cartão de memória no mercado que têm a capacidade de trabalhar com todos os tipos de cartões existentes no Brasil. FOTÓGRAPHOS

58

pact Flash e Secure Digital, nas versões de 128 MB, 256 MB, 512 MB e 1 GB (este pode arquivar mais de 1.000 fotos com resolução máxima). A velocidade de leitura é de 52x no Compact Flash e de 60x no Secure Digital. Na parte de impressão,

a empresa

oferece os papéis Soft Gloss Photo, disponíveis nos formatos 10 x 15 ou A4.


Novos modelos de 5 megapixe/s da Fuji com redutor de olhos vermelhos, função webcam (com som) e sistema PictBridge. A F455 tem zoom óptico de 3.4x, o que equivale a uma lente de 38-130 mm de uma câmera 35 mm, zoom digital de 4.1x e função macro com distância mÍnima de 9 cm. Pode ser encontrada nas A Fujifilm, mulcinacional japonesa, lançou, no fim de 2004, dois modelos de equipamentos de alta definição de imagem e design anojado: as câmeras digitais FinePix F455 e FinePix E510. Ambas possuem 5.2 megapixels (imprimem cópias fotográficas de até 20 x 30 cm), LCD de 2 polegadas, flash

versões prata e preto, por um preço médio (lançamento) de R$ 2.499 mil. Já a E510 tem zoom óptico de 3.2x (equivalente a 28-91 mm de uma câmera 35 mm), zoom digital de 3.9x, função macro, com distância mínima de 6,7 cm e supermacro, com mínima de 2,6 cm. Encontrada somente na cor prata, pelo preço médio de R$ 2.099 mil.

produtos de fotografia, está com uma nova linha de ilu-

-

minação contínua à base de luz fria, o Digital Light. A luz fluorescente tem

temperatura de cor de 5.500K, captura digital ou analógica. Possui reator de alta freqüência (40kHz),fli-

tografar nas classes populares, lançou no fim de 2004 a câmera 35 mm EC 300. Substituindo a KB 32, ela tem os mesmos recursos e um preço bem mais acessível: 109 reais. A EC 300 traz lentes especiais de vidro com camada anti-reflexo, possibilitando a produção de fotos com maior nitidez. A distância entre o flash e a lente reduz a

Ferrari 050, máquinas, lugar na Nova Zelândia ... (pesquise no Google!)

ckerfiee, refletor e abas de

alumínio espelhado. A fixação é feita com uma haste giratória e pino de encaixe. O produto está disponível em três modelos: Digital Light 2 x 55 (l10W), Digital Light 4 x 55 (220W) e Digital Light 6 x 55 (330W).

Kodak incentiva a fotografia A Kodak Brasileira, para incentivar o hábito de fo-

é nome de coisas legais:

é consultoria de: Gerenciamento de Cor Macintosh Photoshop Foto Digital

Iluminação baseada em luz fria A Mako, empresa especializada em comercializar

é a luz branca pura: luz do sol, dia limpo, às 9 horas da manhã.

incidência de olhos vermelhos. O flash dispara em todas as fotos e funciona também em dias ensolarados, o que elimina as sombras, por exemplo. A Câmera tem desligamento automático, visor grande e rebobinamento motorizado do filme.

Marcos Kim, consultor renomado de Photoshop e Fotografia Digital, realiza palestras em todo o Brasil e em Portugal, e faz parte da d50

Características da EC 300 • Objetiva 30 mm • Abertura f/8.0 flash e luz do dia • Foco fixo: 1,20 m ao infinito· Velocidade do obturador: l/I OOs • Dimensões: 117 mm x 66 mm x 41 mm (LxAxP) • Peso: 199,3 gramas. FOTÓGRAPHOS

59

somos obsessivos

por fotografia

(11) 3885.0900 9124.1724


MUNOO

FOTOGRÁFICO

Cursos e Exposições Exposição de fotografia

no Conjunto

-

Fotografia de moda e sensualidade workshop dedicado à fotografia. Foi intensa a troca de experiências em um clima de cordialidade entre os participantes. Apesar de serem pouco difundidos

Cultural da Caixa, em São Paulo

o

Conjunto Cultural da Caixa, em São Paulo, apresenta a exposição Tenro Ser - Devaneios. A mostra do fotógrafo baiano Paulo Lima demonstra, através de suas fotos, o seu fascínio pelo jogo da luz ou pela ausência dela, ressaltando a beleza e a cultura brasileira. A exposição permanece até o dia 13 de março, no Conjunto Cultural da Caixa, Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo, de terça a domingo, das 9 às 21h. Entrada gratuita. • Informações: (11) 3107-0490 Brasileiro

expõe em Londres

o

fotógrafo brasileiro Luiz Cláudio Marigo foi um dos vencedores do concurso Wildlift Photographer ofthe Year2004. A sua foto, Lobo-Guará, ganhou na categoria categoria From Dusk to Dawn (Do Nascer ao Pôr-do-Sol) e poderá ser vista entre as 90 fotografias selecionadas para a exposição anual da BBC e do Museu de História Natural, na capiral inglesa. • Informações: 44 (0)20 7942 5015 Fotoforma

oferece

dois novos workshops

Em março, Isabel Amado ensinará a editar um trabalho a partir de um conceito discutido e elaborado em conjunto com o autor, apresentará técnicas de confecção e utilização de papéis e demais materiais para a montagem e preservação de fotografias, dará dicas de catalogação e acondicionamento para arquivo fotográfico. Data: 19 e 20 de março. Horário: sábado, das 9 às 16h; domingo, das 10 às 17h. Vagas: 12. Preço: 320 reais (em 2 vezes) • Informações: Rua Alcindo Parreira, 50, Vila Mariana, São Paulo. Tel.: (11) 5575-2917 www.fotoforma.com.br info@fotoforma.com.br

Agenda Ateliê

o

da Imagem

Ateliê da Imagem está com as inscrições abertas para os seus cursos: Iniciação à fotografia, Laboratório P&B, Estúdio, Digiral e Autoral. • Informações: Rua Urbano Santos, 15, Urca, R] Telefax: (21) 2542-7078/ 2541-3314 www.ateliedaimagem.com.br infoatelie@ateliedaimagem.com.br

no Brasil, os workshops (de um ou dois dias) são muito comuns nos EUA e na Europa e, geralmente, uma boa maneira de colocar as pessoas em contato com

No fim de 2004,

reuniram-se

em

um sítio em Cajamar (SP) I7 fotógrafos, 4 modelos, equipe de produção e os fotógrafos profissionais especializados em moda/sensualidade Guilherme Lechat e Clovis do Nascimento,

colunistas

do

"Louco por Fotografia" (www.loucoporfotografia.net) para um dia inteiro de

possibilidades fotográficas que normalmente elas não teriam disponíveis, contando com a monitoria de alguém mais experiente e uma boa organização, garantindo tranqüilidade.

Nova câmera digital ultrafina da Sony A Sony anunciou o lançamento, no mercado norte-americano, da Cybershot DSC-T33, a câmera digital mais fina da empresa, com 3,8 em de espessura. A DSC- T33 tem corpo de alumínio, 5.1 megapixel de resolução, visor LCD de 2,5 polegadas, sistema óptico com zoom de 3x e zoom digital de 12x. Possui macro de 1 em, sistema Quick Operation,

proces-

sador

de imagem

em tempo real, função filmadora com áudio, indicador de histograma, conexão USB 2.0, modo de seleção de cena e compatibilidade com sistema PictBridge. Vem ainda com um carregador de baterias, que podem durar até 180 disparos de flash. A previsão da Sony é que a Cybershot DSC-T33 chegue às lojas americanas pelo preço médio de 450 dólares.

Mirage lança novas câmeras digitais A Sosecal, distribuidora

de câmeras,

-.....w".::

de sua linha Mirage: Steel e Yes. O modelo Mirage Steel é um equi-

10 segundos. Preço médio (lançamento) : 750 reais. Com fun-

pamento leve (82 gramas) com três opções de uso: câmera digital, webcam e filmadora. Possui 3.1 megapixels efetivos (chega a 6.3 megapixels através de interpolação), zoom digital de 4x, LCD de 1,5 polegada e disparado r automático de

ções simples de operar, a Mirage Yes possui 2.0 megapixels, LCD de 1,6 polegadas, zoom digital de 4x, memória de 8MB, expansível até 264 MB com o uso de cartão de memória. O preço médio é de 660 reais.

filmes, fotoquímicos e papel fotográfico, lançou no fim de 2004 mais dois modelos

FOTÓGRAPHOS

60


Equipamentos

Fotográficos

_J~_ I

I

I o l1l

Financiamento direto Focus sujeito à aprovação de cadastro

Megapixels

li J\ J...J'.f.. j...) / r '-.iJ

6.1

Megapixels

Megapixels

Megapixels

li.,

Megapixels

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(.f


SLRS

DIGITAIS

PARA FOTOGRAFAR GUIA DE EQUIPAMENTOS

Mesmo

SLRs

sendo

investimento

Digitais Os modelos disponíveis no mercado para quem deseja entrar no mundo digital comprando uma SLR mais acessível.

E SERViÇOS

necessário

FOTOGRÁFICOS

um

considerável para adquirir

Outra vantagem meras oferecem

é que essas câ-

ótima

qualidade

de

qualquer uma das câmeras analisadas

imagem, capazes de produzir fotos que

a seguir, existem alguns bons motivos

podem ser impressas em tamanho A3.

para se optar por um modelo SLR quan-

Isso se deve não apenas à sua resolu-

do se fala em fotografia digital.

ção, mas também

ao fato de que as

empresas

sensores

Em primeiro está acostumado

lugar, para quem já a fotografar com uma

utilizam

maiores

nessas câmeras do que nas compactas

câmera SLR de filme, a transiçâo se dá

digitais mais acessíveis.

de uma forma mais tranquila, já que o

se traduzir em melhor definição de de-

layout é bastante

talhes,

semelhante

entre

os dois tipos.

Isso costuma

menor ruído e maior gradação

tonal, ou seja, melhores

Além disso, o sistema SLR oferece

imagens

em

boas ou más condições de iluminação. Embora os modelos analisados

uma grande versatilidade, permitindo a troca de lentes de acordo com as neces-

adiante possuam

sidades e possibilidades dos praticantes.

e totalmente

Isso significa que você pode comprar

mitam ser utilizados até por fotógrafos

recursos

automáticos

avançados que os per-

um conjunto básico (corpo da câmera +

iniciantes, muitos amadores avançados

1 objetiva) e depois expandi-Io, adquirin-

e até profissionais têm optado por algum

do novas objetivas e acessórios.

deles. Entenda por quê.

Nikon

070 Canon

EOS

Pentax

*ist

O

3000

AS CÂMERAS Antes de optar por qualquer equipamento, devemos ter em mente quais os nossos objetivos e necessidades. Daí, podemos escolher com maior chance de acerto qual câmera, objetiva e acessórios utilizar. Na pág. 64, montamos

uma tabe-

Ia para auxiliá-lo na comparação entre os recursos de cada equipamento analisado. Para aqueles que já utilizam o sistema SLR de filme de algum desses fabricantes (Canon, Nikon e Pentax), a migração para uma câmera digital da mesma marca pode representar uma grande economia, já que

FDTÓGRAPHDS

62

em todas elas é possível utilizar as mesmas objetivas no novo sistema. Também vale a sugestão de, antes de comprar qualquer equipamento, você pedir para o vendedor uma apresentação do produto pelo qual se interessou, pois acreditamos

que é muito importante

"sen-


SlRS

ti-lo" nas próprias mãos e, se possível, tirar algumas fotos como teste para ver qual o resultado que mais lhe agrada.

O layout e a construção da câmera evidenciam que se trata de um produto focado no mercado amador. Como no Brasil

Veja agora um pouco máquinas são capazes!

todos os equipamentos acabam custando mais do que nos EUA - principalmente por conta da pesada carga tributária -, muitos profissionais têm optado por essa câmera, em vez de adquirir modelos mais caros e avançados, como a 20D e a 1Ds,

do que estas

RECURSOS Os três modelos apresentados possuem uma enorme variedade de recursos disponíveis, desde os mais básicos, como controle de branco (white balance) e seleção de sensibilidade

à luz (ISO),

até

alguns mais avançados, como modo opção de formato de arquivamento (JPG e RAW em todas - apenas a Pentax *ist D oferece também a possibilidade de gravar as imagens no formato TIF). Para quem gosta de fotografar sem se preocupar com regulagens de abertura do diafragma e de velocidade do obturador, as três câmeras oferecem modos completamente automáticos, sendo que na 300D e na D70 é possível selecionar um dos tipos de cena para "orientar" a exposição, como paisagem, retrato, esporte, macro e cena noturna. Para controle mão da manual ser útil

aqueles que desejam um maior sobre os ajustes, é possível abrir automatização e utilizar o modo nessas câmeras. Essa opção pode para lidar com as condições de

iluminação que costumam "enganar" o fotômetro, para fazer fotos mais criativas ou até mesmo para ajudar a entender e a dominar melhor as regulagens de exposição (velocidade do obturador e abertura do diafragma). Aliás, essa é uma das grandes vantagens que o sistema digital oferece: a possibilidade de aprender a fotografar através de experiências imediatas, com a visualização direta dos resultados obtidos nas mais diversas situações de iluminação e regulagens do equipamento. Saiba um pouco mais sobre cada um dos modelos analisados

pela Fotógraphos:

Canon EOS 3000 Esta, que foi primeira DSLR de custo mais acessível a ser lançada no mercado, tornou-se um grande sucesso mundial e virou uma referência que guiou o lançamento de novos produtos, como o da D70 e da *istD, inclusive. A 300D possui um sensor CMOS com resolução de 6.3 megapixels efetivos, resultando numa imagem máxima de 3152 x 2068 pixels.

DIGITAIS

Outras opções de câmeras

também produzidos pela Canon. Trata-se de uma ótima opção para quem deseja entrar no mundo das DSLRs, pois, embora o seu corpo seja de plástico, o que confere um toque amador a ela, a EOD 300D é a que possui o melhor custo entre as três câmeras analisadas. Para aqueles que estão acostumados com SLRs de filme, a inicialização (tempo que leva para estarem disponiveis as fotos desde o momento que a ligamos), de aproximadamente 3 segundos, pode ser um pouco frustrante, mas nada que desabone a compra. Embora utilize o mesmo sensor da EOS 10D, mais antiga, a EOS 300D apresenta resultados melhores, graças às novas regulagens utilizadas na sua fabricação. As imagens possuem cores fortes e vibrantes e, ainda que em nossos testes o vermelho tenha ficado com a saturação

Canon EOS 200

um pouco elevada, ela apresentou boa reprodução dos tons de pele. A 300D vem com sapata para flash externo, mas não possui contato Pc. O flash embutido é eficiente e pode ser útil nas situações em que seja necessário utilizar iluminação de preenchimento. Uma qualidade que observamos nessa câmera é que as imagens apresentam muito pouco ruído, mesmo em ISOs mais elevados.

Nikon 070 Uma das principais caractensncas que chamam a atenção de quem segura a D70 é a sua construção, comparável à de modelos mais caros disponíveis no mercado. Considerada a "irmã mais nova" da D100,

também

da Nikon,

ela produz

imagens com boa qualidade e resolução de 6.1 megapixels efetivos. Um dos problemas dessa câmera é que ela possui sensibilidade mínima disponível de ISO 200, e nessa opção ela apresenta sinal de ruído mais elevado do que a rival, a EOS 300D. O corpo

da D70

FOTÓGRAPHOS

é baseado

63

no da

OIympus Evolt E·300


00s

SLRS

DIGITAIS

Compare os 3 modelos Confira algumas diferenças e semelhanças existentes entre a EOS 3000, a 070 e a *ist O.

Canon EOS 3000

Nikon 070

Pentax *ist

6 modos automáticos Nikon Pentax 1.5x 200-3200 200·1600 Microdrive RAW e F JPG R$ 7.300 mil EN·EL3 Performance de Iítío-íon do autofoco 140 129 xgbaixo 94,5 111 xde 78 60mm mm 30s 1/8000s R$ 6.000 4.300 mil 1/500s com lentes Matrix 3D, a 1/4000s RAW. JPG exmanuais TIF 1/150s 6.3 megapixels + Bulb Duas CR·V3 Iítio (não mínímo às concorrentes, -K·AF 200, contraste, ruído foco mais ISO 11 16 segmentos, pontos foco CompactFlash 680 Iesegundo ou 11e 11e prioridade Manual. programa, de abertura velocidade, velocidade e AA e 6.3 6.1 megapixels (spotl regarregáveisl Bateria 3 movimento Corpo boa qualidade Custo perceptível segundos ergonomía elevado compacto recarregável da do que construção ou objeto em na 4 e compativel relação leve, 3000 Pontual 5 Centro·ponderada pontos de foco epilhas 550 Menos start·up que 0,5 rápido lento em situações de Qualidade de ímagem,

o

F80, (mesmo fabricante) com um design arraente e bastante agradável. Enquanto a Canon privilegiou a simplicidade na construção da 3000, a Nikon preferiu dar um apelo diferente à 070, embutindo mais funções e recursos nela e tornando-a mais atraente para fotógrafos mais avançados. A 070 possui sapata para flash externo e flash embutido e, assim como a 3000, não apresenta contato Pc. O tempo de inicialização dessa câmera merece destaque em relação às concorrentes: menos de 0,5 segundo! Pentax *jst D

+ Bulb

Esta, que é a mais compacta e leve dentre as câmeras analisadas, é uma ótima escolha principalmente para aqueles usuários que já possuem objetivas da marca, inclusive as manuais. A empunhadura também é outra vantagem desse modelo, além da boa (embora não excepcional) qualidade de imagem que ela apresenta, com seus 6.3 megapixels de resolução. Assim como as concorrentes, a *istO tem sapata para flash externo e flash embutido, mas não possui contato Pc. O preço, que é o mais alto da comparação, acaba espantando muitos usuários potenciais, o que é uma pena, pois tratase de um ótimo produto. A melhor escolha Como afirmamos no início da análise, a escolha do equipamento deve ser feita levando-se em consideração principalmente o uso que será feito dele. Cada uma das câmeras apresentadas possui suas qualidades e seus defeitos, e esperamos que essa breve análise possa ajudá-Io a tomar a decisão mais acertada. Para aqueles que já possuem objetivas de alguma dessas marcas, acreditamos que, por motivos financeiros, o ideal é adquirir uma OSLR do mesmo fabricante. Para quem está entrando agora nesse mundo, as melhores opções são a EOS 3000 e a 070, principalmente pelo custo-benefício que ambas oferecem. Embora a câmera da Canon possua menor preço, a 070 ainda leva vantagem sobre ela, principalmente pela qualidade de construção do corpo e pelos recursos mais avançados que apresenta. FOTÓGRAPHOS

64


DOS

LEITORES

Recebemos centenas de mensagens nos parabenizando pelo lançamento

CARTAS

da Fotágraphos.

DOS LEITORES

Continuem participando, enviando suas mensagens por carta ou e-mail.

EnVie sua mensagem

COMPREI

Agradecemos a cada um de vocês pelo carinho.

por e-mail: cartas@fotographos.com.broupelocorrelo:Av.Brlgadeiro

A REVISTA POR ACASO,

Faria lima.

NÃO SEI SE É EXAGERO,

quan-

do soube que teria de esperar meu ônibus na rodoviária por 55 minutos. Sou hobbysta metido a fotógrafo nas horas vagas, e é a segunda revista sobre fotografia que compro, mas essa é pra comprar sempre. Fiquei totalmenre deslumbrado com a qualidade e a quanridade de fotos na revista. As matérias estão bem explicadas, didáricas com conreúdo perrinenre, A sensação que tive ao ler a revisra é estar conversando com apaixonados por fotografia, em uma exposição fotográfica. Parabéns e conrinuem assim! Henrique Cinrra, São Paulo (SP) Edi tor: Nossa filosofia é realmente esta, a de estabelecer um diálogo com todos aqueles que, assim como você e nós da Fotógraphos, são apaixonados por fotografia. Muito obrigado. Abraços. COMO FOTÓGRAFO PROFISSIONALe professor de fotografia por mais de 25 anos, fico muito sarisfeito de saber do lançamento da nova revista. Gostaria de saber quando vamos enconrrar a revista nas bancas? Haverá assinaturas? E a periodicidade, será mensal? Aguardando ansiosamenre pela chegada da mais nova amiga, desejo à Fotógraphos um longo tempo de vida para que possamos sempre aprender um pouco mais. Julio Nogueira Editor:júlio, tivemos um pequeno atraso na produção da segunda edição, mas, para a próxima, a periodicidade bimestral será cumprida. Futuramente vamos oferecer serviço de assinaturas. Estamos nos estruturando para isso e, assim que acontecer, avisaremos na própria publicação e no site. Obrigado pela mensagem, e que possamos evoluir com nossos leitores também.

1.768.

mas bastou

Cj.

7B, Jardim

uma

única publicação pra derrubar toda a semiologia fotográfica de Barrhes. Ao conrrário do que o auror definiu como o punctum da fotografia, a impressão que eu tenho é que sou sugado cada vez mais para denno das páginas da revista. A suavidade gráfica ajudou, porém o que mais me impressionou foi a linguagem que fala - com facilidade - a língua do fotógrafo. Achei genial a passagem típica de arrigos no meio da reporragem sobre filmes e equipamentos digitais. "Neste caso, uma doação à revista ou a seus editores será muito bem-vinda". Essa frase deu um tempero

especialíssimo

à revista,

mas não

acredito que sem a menção aos editores esse trecho seria impresso (risos). Não sei como vocês conseguiram esse papel ou alcançaram essa qualidade sem o apoio de uma megaeditora, mas se ajuda for o problema, adoraria colaborar com a produção da Fotógraphos. Eduardo Bruno Editor: A qualidade a que você se referefoi possível graças ao esfórço de pessoas que, como você e eu, amam a fotografia. Estamos buscando apoio das empresas do setor, para manter essapublicação no mercado, pois trata-se de uma revista custosa (embora muito gratificante!) para produzir. De qualquer modo, continuo aceitando doações, nem que sejam para cobrir os custos de um especial Caribe - Por Dentro da Luz. Prometo publicar na revista (risos). Abraços. IMPRESSIONOU-ME A QUALIDADE da revista. Gostei imensamenre de todos os arrigos, em especial o "São Paulo - Por Denrro da Luz", com fotos divinas e dicas valiosas para quem quer se avenrurar pe-

Pauhstano,

CEP 01451-001,

Ias ruas da nossa grande metrópole. Também sou fotógrafa amadora e tenho deixado de fotografar alguns lugares bonitos em SP por causa de faixas, painéis de propaganda e toda a sorre de impedimentos. Desejo à revista muito sucesso e que ela realmenre privilegie a FOTOGRAFIA em vez da máquina fotográfica e suas lenres. Lucy Belinello, professora e forógrafà amadora. Editor: Você tem razão, Lucy. Também enfrentei este problema (poluição visual) para produzir fotos da refirida matéria. E, para piorar, estávamos em época de campanha eleitoral! É realmente lamentável o descaso dos políticos e da própria população a respeito dessa questão. Obrigado pela mensagem, e boas fotos! EM MEIO ÀS MESMICES, vezes por ourra rompidas de verdade, vezes muiras apenas na aparência, conquanto que vultos surjam com uma cerra deslumbrância de carnavalescas fantasias venezianas, numa das boas bancas da cidade, esta manhã enconrro a novidade, Qual gajeiro d'el Rei Dom Sebastião, no alto do mastro da Nau Catarineta, tive Ímpetos de bradar: AlvÍssaras! Terra à vista! Nem preciso alongar-me e dizer o porquê, cerro? Pela edição inaugural, já me firmo na esperança de que a Fotógraphos chegue. Cresça. E permaneça. Assino a FHI-Leica. Noto que vocês impavidamenre ulrrapassam a murerinha de teorismo doutoral. Não nascem presos ao cordãozinho umbilical de pingue-pongues enrre analogicomanias e digitalomanias ... Sua revista afugenra tédios, frutos do marasmo confuso, apressado da verborréia generalizada de cerras divulgações que, a rigor, nascem nos gabinetes, onde seus criadores podem não ser rrial-inrencionados, mas, de um modo

FOI COM

MUITA

SATISFAÇÃO

enconrrei

na banca de jornal

blicação.

O mercado

carecia

de uma

que abrange

a vossa pu-

editorial

publicação

que

brasileiro como

essa,

não só restes de câmera e no-

tícias de mercado,

Agradeço também em nome do Foto Cine Clube

,:=

sólidas e um estilo editorial

primoroso.

Forógraphos

fazendo

estará sempre

do nosso acervo de leitura associados. que

sempre

A

parre

para alunos

e

Gostei da revisra por comple-

to e desde já deixo um canal aberro que

nossas informações,

precisar

disponha

Fábio Martins,

.....

xo, com arrigos bem escritos, reporragens

para de

de nosso acervo e de

nossa história, incorporada à fotografia brasileira desde a década de 30.

Editor:

É uma enorme

Como fotografar

s..~

satisfação e motivo de or-

Pessoas

gulho poder contar com o apoio de um clube tão importante fotografia

para a

nacional como o FCCB.

Fico muito

agradecido,

e sempre man-

teremos nossas páginas abertas para apoiar iniciativas

como a de vocês. Obrigado, feli-

citações a todos os integrantes do clube.

FOTÓGRAPHOS

para meu gosto

e

a Diretores, Produrores, Redatores, Colaboradores: ALvfSSARAS!

R. Nascimento

Pona- Voz - FCCB

mas algo mais comple-

ou outro,

necessidade, simplesmenre só posso pô-Ios na galeria de SERES criados por Cervanres, Kafka, Emilio de Menezes ou Ariano Suassuna ... Porranto

Bandeirante pelos cursos citados em vossa revista. Douglas

São Paulo (SP).

65

75 anos de coração

e

profissão ligados à fotografia. Editor: Fico honrado e até emocionado com essas (e outras) cartas que recebemos. Fazer algo por amor - seja uma foto, um texto, uma revista - é uma dádiva, E, quando temos o privilégio de compartilhar nossas paixões como os outros, ajudando a construir algo positivo, a gratificação é ainda maior. Muito obrigado pela sua criativa e bonita mensagem, Abraços a você e a todos, nos encontramos na próxima edição!


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Fotographos nº 02