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eu não sou mais o mesmo nem no mínimo mim mesmo me meti em muitos mares de mágoas e amores em muitas águas salobras e de suaves sabores e já minto como nunca em mais notáveis nuanças de doze novelhidades sem notas pra noviços e como eu seria morte em marte ou madagascar se o mesmo é tão monótono e o si mesmo não é eu eu sou vida que varia de vontades e cobiças dum versículo pra outro e a ode é uma outra e eu me quero homem inteiro do índio ao industrial e o instante é que induz o instinto a agir por mim eu estou diferente e o que eu digo me diz com desejos por divas em dádivas aquosas que não existiam antes do agora que é o haver contudo continuo no quarto e na praça comigo parecido que preces não proferi visto que eu sou profeta de palavras poderes sem ser superficialmente que nem sandálias uso o semeador de palavras pro povo que não produz que pra cada palavra do meu poema de poemas poemas portugueses a persas se amalgamam pinturas pontilhadas às pétreas de lascaux e um prato de prata com o prêmio maior a um oráculo de ouro com o óbolo menor que eu sou sobretudo nas searas despovoadas o que semeia dilúvios nos desertos mais duros e é meu sêmen pastoso de primeira proteína de variadas vitaminas em vômitos blasfemos como eu seria o mesmo se eu mesmo multidões se mudo a cada momento de mente intermitente o mesmo é a massa que do musgo não passa que é medíocre sempre nas sopas dos semáforos a ser somente razão de rebanho pra raia o indivíduo é mutante sem multas pro seu múltiplo com montes como meta e como mito sua idéia ele é sempre o outro no ostracismo dos outros


de olho nos ocasos de ostras e dinossauros que geram mais girândolas e gerânios multicores ou gênios de vez em quando no casual coador o diferente no dito de desordem coordenada e na dicção do maldito em monumentos mágicos o diferenciado mais danação que donaire que dança com dragões de dentro e de komodo com diabos de estimação pra exprimir o espremido que zarpou talvez no zaire e em zeta aportará pra alcançar o átomo o ancestral étimo a palavra primordial nas palavras imanente que pairava no princípio pra eu pairar no final contudo continuo em coalizão com os meus em colisão com os outros se não é hora do ouro e comigo parecido em peso e pensamento que eu me sou exatamente do esôfago ao encéfalo de qualquer dos meus jeitos sem jeito pra toda gente que cada juízo é jaula dum jogo indecente não estais a enxergar o espelho da vista do meu cérebro escrito se existo ou espírito sobre as águas oceânicas ou sob o orvalho dos olhos independente de deus que a dúvida dá mais dons e do destino fixado que o meu fado eu faço dependente de tudo um taco ou um teco pra transformar-me em tudo se tempo me sobrar e não há melhor coisa dos colossos do cosmo nem cometa cadente nem caneta ascendente que eu ser eu de estrelas que explodem ou murcham aos elétrons aqui e ali pra avaliação sem tanta concretude quanto tinham os clássicos ser dia-a-dia em dúvida diferente dos outros em ode objetivamente mas o objeto não pára se em conta o congelarmos pra conveniência nossa e em ódio sempre subjetivamente sempre que o subjeto me dispara um deus a cada dia diferente de mim pra que eu minta em masia


e eu não posso esperar em estábulos de engorda pra na praça erguer minha estátua eqüestre com meu cavalo quimérico de combatentes punhos porque a morte reina com uma ruma de raízes ao meu redor sem redoma pra restringir seu poder está dentro de mim e morou no mamute como medo da morte e é mister ela sair portanto eu preciso em poemas libertários que idiota intervirá pra que impressos não sejam viver apressadamente nas ancas aquilinas viver intensamente na ilha dos imortais o instante dos instantes que o insigne saboreia porque a vida reina com um ramo de rosas ao meu redor com regalos pra reforçar meu poder esperar eu não posso em postos de pedincha a perfeição do profeta que em papel é escrito por outros bem depois de defunto a dogma eu preciso ser poeta principalmente e agora embora me fantasie em festas e em fainas pra ser da sociedade a estar de certo modo sou poeta e sem disfarce eu desminto meus disfarces sem disfarces sou o herói do épico egoísta o meu denso e duro e duradouro obscuro contra o breve fácil e flébil sem futuro eu hei fabulosamente o que fazer pro futuro e tenho que fazê-lo em fintas filológicas no tempo que me resta no rasto das ruinarias se for mais duas décadas meu destino que varia sinceramente não sei ou signo mais uma vez mas preciso sem pospor pro paraíso ou inferno produzir meu triunfo de tragédias sem tristeza minha imperfeição alta de ambições atléticas apaixonada por alpes e andes e rochosas e arquitetar arcos e avenidas em sua honra à medida que eu tenho o tempo de transmudar-me e o poder de escalar as escarpas sem escape


e eu possuo tanto poder pra produzir epopéias que não posso controlá-lo com cortes de covardes o que eu produzo de pronto do profundo da alma pra continuar nos corpos que comigo se encherão eu ansiosamente escrevo pra escrever o excesso pra sempre escrever o mais e magnamente o muito nunca pra escrever menos e mediocremente o mundo sempre pra escrever sim pras subidas dos sentidos o não é que espera no estofado estafante eu não quero vazios de voz e de visão eu pretendo que pleno o papel seja de tudo a explodir de excessos e exceções à união eu me afirmo a andar da antiguidade pro pós pro plus que passará o já passado moderno a andar adiante e pro animante cima talvez eu demore décadas de tão dura cabeça ou dias pra escrever o que já escrevo então que não agüento aguardar meus amores e humores daqui há alguns momentos eu mentarei muito mais e a aguaceira do mais alto advirá mais uma vez não posso me privar em pias e lavanderias nem em poema nem em livro que não lave latifúndios eu ensejo ser uma era de excesso de dilúvios pra eternidade das coisas que criam outras coisas me represar eu não vou em versinhos vasilhas a vazão da visão da vida oceânica pra eu não ser água podre em potes poemetos em lagos que em limo meu logos transformem pois parada de pavor sem a potência de fluir jorrar impetuosamente e impiedosamente irei eu tenho muito a dizer sem diques pro meu discurso me deságuo no mínimo em mares marginais não posso ser pequeno que se perde na seca por prova do que for ou fogo do que foda-se em tratado esotérico eu estou a exagerar mas eu sou exagerado e escracho o exotérico


não posso ser menor com mínimas manias que o mundo em maioria que ao medíocre ruma não quero ser menor com merda em marmitas que o mundo em maioria que com migalhas se basta escrevo e escreverei com esdrúxulos e chulos poemáximos longos e livros inda mais longos pra uma obra larga de luz além de lacerta com órbitas oculares da sua orelha ao meu pênis sem parnasianos sapos mas com serpentes simbólicas sob esta minha relva e sob a rosa riachos pra eu perdurar por séculos sem seqüência que seque minha lauta saliva no sidéreo só sombras que nada venha de mínimo de miúdo e miserável em três versos ou versos só pra ver e não ler que tudo venha de máximo de maior e maravilhoso pra se ler e reler em régios rinocerontes existem mais opulentos de orgias de mais de hora que precoces otários no orgástico orbe eu por exemplo sou mais a meter com as musas que milhões de miseráveis que mote requentam existem mais portentos de poéticas patafísicas que operária pequenez no produtivo planeta que eu mesmo sou mais em mesas dissecantes que um monte de medíocres que se molha em temporais eis que pra todo tempo neste texto eu parto meu testamento parte pro porvir em pirâmides ruge o que recebeu de rabinos sem deus pra repassar a outro o oráculo do olho e um artífice vindouro que verá a verdade alterará a arte que avança em vingança aos vates antes vindos pra ver os de depois como viúva de vários e virgem pra todos nós que vários me vinguem sem vítimas poupar e se vinguem de mim que os mataria no momento e a vingança não erra um exame expiatório enquanto existir um ente a respirar


que tudo é uma perda pruma parte da pugna e um parto pro porto pro poderoso da outra partida pra pousar sem peso nem medida no princípio de outro que ouve minha ode nela em notas doze sem dó pra destoar a natureza eu celebro em sintonia silábica da cidade sitiada por cidadãos em suas casas da cidade cercada por cidades totalmente que é sim natureza e da mais nobre nata a minha natureza de me nutrir de nuvens só porque comprimida por quatro dos meus cantos sem nênias pra extinção de elefantas ou plantas eu parto pelas páginas de papel e eletrônicas a produzir milagres numa mídia sem média não pro povo ignorante que se inclina pros ídolos do instante instável sem interesse no eterno mas pros poetas do porvir na projeção da seta que permanecerá sempre no sentido que eu soltei os poetas radicais que responderão ríspidos minhas rítmicas dúvidas a despeito dos dogmas com martelos pras mentiras serão os messias-patriarca das porvindouras pátrias sem passado pra fixá-las quando não mais exista um enxame de escravos em cada das esquinas de emprego estafante pra ser servo de senhores em salas de reunião na selva da humanidade que humilha seus úteis quando existam somente com solução solitária os senhores de si sem salário pra ninguém que submetidos não serão em serões pra copiar à sociedade alguma que atrapalhe a ambição quando não existam nem estados com exércitos nem estrangeiros em êxodo pois exilados daqueles pois será cada pessoa a pátria do seu poder do que quiser se possuir o poder pro seu plano mas os fortes fenderão à faca qualquer um que orquestrar ordens a outro mesmo um qualquer


que a alheia superioridade é subestima a si e o tempo dos tiranos de templos e palácios já teve seus milênios de mentiras e massacres o presente paraíso de potencial infindo é de pulverizar o passado num panteísmo que vos denote deuses das doze mil miríades e eu o deus de tudo que eu tenciono tudo ou nada servirá pra satisfazer-me o sonho os deuses dominaram por doze temporadas o homem das cavernas no qual o crânio é cova é tempo sem demora de destinarmos os deuses o hoje é do homem ser o oráculo de deus pois o que é um homem neste orbe orgânico se não for um feiticeiro de faca pro carneiro mais fantástico que o deus que deseja tal dote o mal é o desprezado pelos doutos desejos que não nos dá deleite em dia algum da semana sejamos a excelência da eterna evolução que em era alguma existiu em epiderme e esqueleto porque somos o melhor que já medrou neste mundo ou só eu se não és à espera do além eu sou e em meus mantras de materialismo místico pra minha satisfação de sessenta sentidos rejeito rijamente as raças que não o único na vanguarda dos vates que vaiam as corporações e vigiam o mundo pra não morrer na masmorra eu sou o solitário que salvará a si mesmo sem soldados a morrer em manobras sobre minas por cara não conhecido da casa por trás do branco ou causa desconhecida dos seus desejos mais dinos eu parto pra perfurar o piramidal olho e as pupilas dos cegos que o sustentam do sopé e o cérebro dos surdos que suportam tal peso e eu não me escondo em escuros rituais sob a sangrenta sombra duma sagrada árvore e da constelar clareza da minha calma altura


eu arremesso escárnio ao estado estabelecido e com anárquica fome seu fígado eu firo com minha flecha de ouro pra onerar oligarquias e corto seu coração com um cutelo chinês pra colorir o mundo com múltiplos matizes e minha arrogância canta sem cautela de câmara nas quatrocentas curvas e quase nunca retas de cada dos caminhos dos caminhos incontáveis orbito nosso orbe um ocelo no sistema pra olhar quem me fez de fósforo e ferro e agora eu o faço com fonemas fulgurantes pro futuro me falar a fitar o estardalhaço que eu não sou dos menestréis ao mando de mulher que muito mentiram pras modelares amigas pois servilmente diziam ou desejavam dizer a verdade absoluta do assexuado amor se eu já não minto muito em maldizer daqueles a medir o que eu penso em palavras paralelas a com violência vibrar em meus vincados poemas a energia que eles expunham suavemente mas pra quê um poeta de porta de palácio que não provoca pavor em padres e governantes que não magoa a maioria que se maloca na lama a mostrar as verdades e o valor da visão as virgens adolescentes que alegram o astro não apegado a céus a santos a sacripantas a pátrias a partidos a paróquias a fantasmas que não precisa nem quer o comodismo cortês o dito de quem pensa sem preocupação política é um rico diamante de dureza nota dez com um brilho metálico pra manchar as meninas corta com sua agudez de áugure angustiado os contritos corações que se corroem do passado com escárnios relâmpagos de rumorosos raios ofusca as opacas e operadas mentes que não acedem idéias na inércia indigente


mas eu não sou o do contra apenas sou contra coisas como o deus demoníaco que os donos dos caracteres pro seu comprazer criaram e comerciantes dementes nos dizem que o tal destina sem um dedo de verso entretanto se houvesse um ogro desses no orbe eu o amaria como o amante do amado como o santo da cruz se fosse amável e amasse artisticamente entretanto não há em assembléias de adoentados nem na argélia ou áustria ou américa do norte e contra tal carência de cavalos alados que fiquem na fantasia e fantasma não virem é que contra eu sou a sociedade das seitas eu sou contra as coisas do castrante pensamento que em corpo não existem de se escutar a efígie e contudo são tratadas no teatro dos taumaturgos com um respeito sagrado sem sexo com o supremo sem saída nem entrada no ente não exprimível como se existissem no exterior do espírito mais enormes que o eu que sou eu e és tu e defendidas com fátuos sem fatos e com fetiches duma fé ferrugenta a mais foda das manias à nossa revelia com seu reino e rabugenta e não nos nossos nervos qual notável idéia que se preze pro prazer do poeta que se sacia eu sou contra a diva que os donos do dinheiro pro seu comércio criaram e crescer a fazem onde existam tolos e isso é toda a terra e a dizem democracia de direitos iguais mas não mandam seriamente nem os senis do senado nem o preso presidente nem os putos deputados quanto mais o povinho por propagandas prostrado entretanto se houvesse no orbe um só óvulo da diva democracia que destruísse o povo eu o fecundaria orgástico prum oligárquico ovo e o aqueceria e ademais o amamentaria pro vôo da ave que na ambição do meu auto é mamífera


entretanto não há em assembléias aparentes nem na argentina ou austrália ou áfrica do sul e contra tal carência porque covardes e hipócritas é que contra eu sou a súcia do sufrágio eu sou contra as coisas da carrancuda idéia que em corpo não existem de se enxergar a essência e contudo são tratadas no teatro das tarântulas com um respeito sagrado sem sarcasmos pra sangrá-las como se existissem no exterior do espírito mais enormes que o eu que sou eu e és tu e defendidas com falsos de falácias filosóficas que são uma fé mais foda e férrea que as manias todas eu sou contra integralmente as instituições ideais e a favor dos indivíduos que intentam impérios do indivíduo integral de inteligência e força que o universo conquista com canhota construtiva e o espírito domina com destra destrutiva de mim principalmente porque sou o principal eu sou a razão mais forte e a fé fundamental o que eu proíbo ao menor e ao médio mercadorias não proíbo a mim mesmo que sou maior mercador porque no pensamento eu posso tudo e nada e não há nada de novo se eu não o nomeio aqui eu não fico a favor e às favas quem não sou da fantoche ou da fraca ou da forte monarquia a não ser que eu seja de cetro sancionante o supremo monarca da mente que é matéria nem sou propriamente por partido ou patíbulo um anarquista de mãos com a movida manada pra que o mundo se mude em melhor que o homem é o melhor que existe o estro que sou eu um mundo material no qual a mente vence sou mais e muito mais sem medida que me entenda do melhor principalmente da potência mais pura um solitário anárquico de apurada ação de asas pra amplidão do aliterativo cósmico


mas não sou um comunista de causa pra todo cosmo e também não tenho classe que me castre a abundância eu sou um complexista de causa só pro meu corpo que queima capital quando as coisas vão bem com corpos não complexado que os conhece a poesia e com cosmos talvez sim que a ciência pouco os sabe mas complexo com certeza pois sabemos um sexto e dum tudo saberemos em cismas e sentimentos com dúvidas com certeza pois não sabemos um sétimo e quase não saberemos ou não sei lá de tão cético tão cínico a viver na vasilha dos meus versos mais que epicurista e mais este que estóico sou especial na essência do épico do indivíduo e especialista talvez em trocar tantos termos na escrita que extrapola o econômico homem o exato pro exótico da ética selvagem não o que se restringe em regras rigorosas prum mau mecanicismo pra mente tão subjetiva mas o que se amplia na arte dos arquétipos na especialidade de examinar o etéreo que não é rima ou métrica ou metáfora em meio ou à margem ou a aparência ou a ausência de algo mas a aparência do todo em trajes transcendentais ou do nada numa coisa que não se conhece em cais nem deus porque em dogma se democrático ou não em danação é digno de nosso dino esforço e qual deus seria digno da dedicação nossa da nossa atenção pra ajudar seu alastramento sua urbe universal e sua universal igreja se deuses são milhões de mitos pra mordaçar homens sem mundivisões nas masmorras do mundo e não mitos que moldam a mente pras amplidões mas os fiéis de cada um deles dizem que é seu deus o único que é digno de dinas dedicações mas já foram derrotados os deuses demoninhados inclusive os deuses sem deus no seu disfarce


nem a humanidade pra usufruir é única dos frutos que minha força por fé em mim produz até pela estranheza de ela não existir existe só um excesso com exclusão dos ilustres de espécimes humanos se eu não ultrajo o húmus a se esforçar por si mesmos nas mais místicas matérias materialistas também em todas as tentativas entanto esses eleitos de escondidos pleitos se enganam e enganam ou excogitam eles todos que enganam ao outro que ouve mas não obras a exclamar esforço no espírito que não pensa por extramundanas cangas sem causas nem mesmo quânticas porque só eu mereço a minha maquinação com temporal solução eu que sou o salvador e o deus encarnado com a espada expedita e a palavra por trás dos truques do tirano eu só me esforço por mim o mago materialista que maior que eu nem o mar que medeia a terra porque eu sou a verdade a vida e a via e comigo caminho de cartago a roma sem cansar nem reclamar dos rochedos dos e rios e vou pra qualquer canto do meu canato a corásmia pra que tudo seja eu ou extingo o que não me é que o meu canto é o máximo e é mister sua música no orbe ser ouvida de oeste a leste que é onde eu estou nas entranhas ou estrangeiro a excelência do estar e estimo que do ser o melhor lugar sou eu pois só eu estou em mim de nonadas a nações são nulos sem meu eu sem mim não pode haver pra mim alegria alguma não há de acontecer um ato que esteja ou seja ou sei lá quem sabe de bom ou ruim porque tudo é nada sem a neura dos meus nervos e até o nada comigo é qualquer uma coisa de onde surjam coisas sem causas se calharem pra servir à minha causa que quer ser a coisa em si


eu corro por minha causa sem nem de casa sair e às minhas custas vivo com virtudes e vícios se eu os tenho separados ou são do mesmo saco corre pela tua causa e não cansarás nunca a minha causa sou eu sem exceção és tu a tua e concorreremos mesmo se eu já morri há muito mesmo se eu sou poeta e tu pedreiro ou pastor a concorrência gerou e gera e gerará o crescimento criativo pra cobrir o que passou mas uma porra de pátria se portuguesa mínima com olhos pra observar o oceânico amanhã ou máxima sinesa com cegueira maior que si sem olho nem pra oriental nem pra ocidental índia meu poder não merece nem pra matar um mosquito porque eu é que preciso potenciar e ser a pátria que eu planejo pro povo que a não merece discorda o político com seus pretextos podres mas por qual porcaria dessa pilha de pátrias que partilha o mundo em mapas de manadas nós nos esforçaríamos pra que ela evoluísse de selváticos nômades pra nação que diz os nomes mesmo a que nós nascemos e nascer não é novo não se importaria se inativos neste instante sob seu escravista toldo nos tornássemos todos quem deseja lutar por liberdade ou libras que lute pela luta se a lua for pra sua bunda ou por qualquer uma causa completamente sua a pátria que não pegamos e o povo o qual não somos o país nem se meus pais não podem merecer um arranhão na alma e ainda menos no corpo se por tua lei não lutares não luta por ninguém que a vitória solitária do símbolo do século por séculos sobeja nos sucessores da fama se precisas de caras com coragem sem cuidado pra arrebatares coroas de castela ou coraçã conquista quem combata com o coração nas mãos


por tua causa e tua idéia inda que idiota e a vitória será pra sempre somente tua soldados aos milhões em megido ou na manchúria morreram e morrerão por ter merda na cabeça pela vasta vitória do valente estrategista que os comanda em campos sem casa por muito tempo e quem comanda os vencidos por vezes também vence por um ou outro motivo em marrocos pra morte do monarca e o molde do mito que dela nasce ou na saga sob sombras que salva só um nome e trezentos sem termos nas termópilas pertadas contudo os comandados nunca conquistam nada houve quem teve os passos as posses e os pensamentos no passado pastoreados por promessas de melhora das mentes manobristas e pelas mãos de ferro dum fetichista fascista ou feitor de ocultistas há quem aqui agora por autodidaxia plena se autodita a si mesmo em matéria de mundo e não perde ou pára pra prestar continência por potência alguma que age abstrusamente a minha presença põe em pé de desigualdade pra pastejar o mal que se mostra pelos muitos e o bem é apenas e o que há de mais alto a minha satisfação e saúde e sucesso e o que eu agora anseio pra alcançá-los totalmente conseguirei no instante que inexistirem impérios e for inteira a infração às instituições todas a minha presença purga a política correta a diabólica e a divina que não são duas presenças eu me provo a povoar as mais potentes mentes com paradoxais poéticas pra povo botar defeito com mais umas ilusões de idéias idiomáticas meu texto é transgressor no trajeto pro póstumo e transforma feridas nas faces dos facínoras em fermento pra filmes sem fundo de reserva sem fé nem religiões sem reinos nem regimes


que quem danado prefere os passos pastoreados qual o carneiro e a cabra que caíram pros iraquianos a seguir seu próprio rumo como o rei dos rudes sem rastejar por restos ou ração pro abate quem que prefere pastos a priori demarcados por um dono que cobra a comida cotidiana tão caro que não vale a vida que se vive qual o boi e o búfalo que os bengalis domaram ao invés de investir numa íntima via qual o mais forte felino que a fauna oferece que visiona versar os mais variados manjares nos mangues de crocodilos e cobras bem crescidas quem que prefere pistas sob a peia de algozes qual o lhama dos peruanos e dos puros panjabes o elefante e o camelo e o cavalo dos cossacos o dromedário dos árabes e o asno dos abissínios a marchar do seu modo por matas e desertos sem manual de instrução senão o instinto de ir por muitos outros caminhos pro caro conhecimento quem prefere pocilga como o porco obediente ao chicote dos chineses e sob o chiste de todos a correr pelo caminho que lhe calhe na guisa a proferir seu nome e a negar o sem nome como é o homem que o orbe organiza este encontrará o excelente da flora que será o seu bem se bela for a bunda do milho dos mexicanos que lhes mantém a vida ao arroz dos amarelos e à aveia dos gregos e do trigo dos turcos a temer sempre corvos pra se beber a cevada e o centeio da síria este encontrará em excesso o mal que será o seu péssimo se pútrida a pássara do pulgão pestilento nas parreiras francesas à vassoura-de-bruxa nos baianos bosques e ao gafanhoto que estraga as egípcias ervilhas às quais deu atenção o agostinho austríaco


mas perigos bem mais corre quem corre com correntes o perigo do livre é louca liberdade o prazer de prostrar um perigo terrestre só com a própria força da fome de fazer é melhor que o marasmo em multidão dum céu mas quão pouco conforto e comida razoável pra persuadir e prender um pobre de espírito lentilhas no lugar do legado judeu mas o amor que adormece mais alto não irá que o ódio que arremessa os adversários nos ares pelos ares mais altos aos quais eu aspiro voar aonde o meu ar me alimenta sem fumaça não possui professores pras tuas pinturas negras nem mestres a palpitar o teu pensador poeta nem protetores papais pro teu pétreo gigante que tantos tentaram e até teu tempo nada ou ao menos que os professores de preceitos pascais os duques protetores de patrocínio político e os mestres de matrocínio em memória da arte persistência da memória dos maiores masturbadores te mandar não possam as paletas e o pincel e tu possas usufruir-lhes o útil sem humilhar-te e guiar-te pelas glórias do guru que não tens te exime dos erros dos estéreis alunos que não mataram seus mestres no momento primeiro que poderiam ter feito pra lhes furtar a força que não conhecem a força da fuga que não foge de compor as carências e as contradições da mente e o maior adversário nem é a alma abstrata nem o corpo concreto que não consegue mexer-se mas se acha na alma que alimenta o corpo a gula mediocridade de mercadejar medos invés da soberba súpera de sonhar e ser o cã dos cãs de muitos alguéns que nem pra alunos servem ao dominar a técnica que transforma em trajes tigres regurgitados do robalo da romã


poderoso o poeta com propósitos sublimes de peito escancarado pro êxtase da existência que não se precipita por princípios preexistentes nas preces preocupadas com penas no jamais dos abismos alheios da aguada esperança de alhures ser feliz sem frieza nem fornaça que livre não se detém nas dores dos doentes a determinar dívidas por dolos a ninguém nem pro dia do pagamento pra pobres procariotes se planeja prisioneiro nos preconceitos dos velhos porque sem paralisia a sua poesia exaltada de produzir liberdade em linhas de ligação procede das profundezas mais perenes de energia da sua própria voragem de vincar o viver e a sua vida por beleza que barbarize os broxas é uma brusca busca sem bajular quem seja por essa poesia parteira e porteira aberta pra palavras viris que se vestem de vicunha ele é procriador o patriarca sem pátria dos poetas do porvir que sem país surgirão a sua luz ilumina no intento incendiário um íngreme itinerário ao infinito desde o ovo entanto essa estrada que escorre pelo cosmo é de escuridão plena se percorrida por parvo mas eu sou soberano sem certeza pra sectários nesta sombra sonora que sinistra benévolos e quem tentar subi-la sem cérebro saudável será somente um servo que segue teleguiado será somente aquele com apoios do além que se arrasta numa aléia do agora pra tudo e não molda morada no mapa do venturo que é feito no que foge a se forjar de mortes que será sinalizado das cinzas do momento pela sílaba tônica que testemunha o tempo do bardo sem bandeiras com bombas sem motivo nem brasões malassombrados por modas milenares


do bardo que dá número e nome e necessidade ao mais nobre caminho que se cursa sem cúmplice pra que os cegos romeiros que rimam sempre em ré em sua reta de rezas pro reino da ignorância subentender não saibam nem sufocar possam o segredo das placas que predizem só paraísos que o caminho contido sem conter a paixão nos cantos do profeta mais pródigo em progresso não é árduo caminho por candente carvão que se caminhe cativo com correntes nos pés mas suave descaminho por dadivosas dúvidas que domina os deuses com descobertas nas mãos preparo meus poemas com pólvora e chistes pra peleja ou pro jogo eu jamais fico em jejum não vejo se eu me venço na vendeta ao antieu ou me vingo dos rivais de rangum até a rússia que em sua maioria mortos na matéria que eram em mim vivem a morar na mente que moldaram após cada combate nos campos cerebrais ou cansativa partida na pátria do pensamento continuam os mesmos de há meses ou milênios que menearam as medidas do mundo interior porém eu saio mais forte sem freio na fantasia pra fazer o futuro a falar os meus búzios o que os idos disseram em doidas divinações está dito e dita num determinismo incrível entanto eu os entendo pra explicar aos demais a cada estrofe melhor seus métodos milagrosos porque eu sou a resposta aos reis e à república numa ríspida réplica aos religiosos políticos pras perguntas poéticas que procuram liberdade pra porquês descobrir e dar co desconhecido porque eu sou o messias da messe missionária que menospreza a morte pra mantença do indivíduo das atéias profecias eu sou o profeta poético com demasiados deuses que detestam chefias


é meu brado de bardo pra bolha infinita que cresce quanto mais a conhecemos maior bomba pra ser ouvida com olhos e olfato nas profundezas psíquicas dos primeiros indivíduos e nas alturas anímicas dos mais altos entre eles que se achem atentos os arteiros tentadores ao meu arcano verso que verifica as variáveis que consigam causar mais cosmogonias de ruínas sem culpa por ninguém nem nulos neutralizados seja aquilo que for sem ou com o fim da força que façam pro seu fastígio sem fastio de poder que perpassem o que possa lhes produzir algum mal em si encontrarão eles a energia pra isso a energia egoísta que executa respeito desafia com devaneios o dominante engessado determina mais dúvidas a despeito de tudo ou nada ou alguma coisa que cristalizou-se em casta que agita e age pra acontecer novidade avisa acontecimentos e anuncia opções que extrapola ou interpola o infinito ou o ínfimo o que cá conhecemos pra que conheçamos mais do porvir pra prever ou passado pra explicar sobretudo do presente que perturbamos com planos pra abrir mais caminhos no cosmo por conhecer e meu poderoso poema é palácio vastíssimo pra beleza mais bárbara e pro bem e pro mal sem distinguir as tragédias do teatro e da terra senão pro meu bem mais dino com qual discussão não dura pra deuses e demônios e pra deidade mais louca que são do mesmo saco e eu os não separo portanto senão pro meu bem mais dino com o qual duram dúvidas e eu vos digo sem dúvidas e deveras já minto sem mister de mentir já que eu moro sozinho que não existe um deus nem seu duplo o diabo e vos digo sem dívidas que deuses não existem e o bem e o mal e o mais ou menos do mesmo


só mexem com as mentes da mão que é o cinco que não conseguem casar o querer e a precisão mas contam mais que quatro pra construir o infindo e os céus se intensificam na ignorância inumerável em infindos infernos sem intenção de somá-los e a terra mutantemente sem mensurar sua matéria pra não mudar só muda em múltiplos de infinito e do cume do meu canto que calculo sem pedras eu contemplo a terra de tentativas sem tese pra mirar as maravilhas que medram sem por quê mas que os menestréis cantam por qualquer uma causa do modo que seus matizes e motrizes exijam aqui poesia de paixão e poder mitológico sem pecado pra travar-nos na terapia da transa não pra antepor apenas ao atentar pras evidências à de amor e verdade que veda a visão mas a poesia que promove com previsões xamânicas o seu poeta incansável de investigações ao incônscio ao invés da de política pra paziguar as pessoas de pátria de partidos pra persuadir más-vontades deste lado do mundo sem mestres militares não se medra o medo ao modo de operar de organizações hostis ao orgasmo do indivíduo e é um único humano com ultrajes aos clubes que usina este lado sem leis de laboratório aquele cismativo que pra não seguir senhor em sentido algum das ações aceitáveis separou-se da senda da selvageria em grupo que a maioria segue pra não sobrar sozinhos nesta solidão sólida de símbolos em volta há centos de perigos ao se provar psicoses e não há maior maravilha na mente que é o cosmo que em versos vibratórios os vencer e contê-los com olhos e ouvidos pra oscilação da beleza em orgasmos estéticos com a extensão do extático e a inexistência do estático nos existentes elos


minha poesia será com cem sóis a cintilar a sentinela dos séculos com seu suporte lógico a obedecer à escola sem escória de europa que meu ego estabelece por exigência da hora a desafiar com adeuses às adesões a altares e avessos adversários que alegam sem ciência a abalar as estruturas das eras espirituais das eras escolásticas que nem existem mais da mística mentira que manobra os cardumes do medo de bilhões de baixas briosidades da graça divinizada em dogmas e decretos que desgraças nos doa se desistimos do exame da exploração estatal com empregos pra máquinas aos espirituais pobres de pesquisas e projetos das instituições pedradas em pagodes e pirâmides a partir dessa palavra de patoás imemoriais a pestilenta palavra em pergaminhos mixos que produz opressão nos homens ainda hoje e guerras com milhões de malefícios mentais de morte e mutilação de mulheres e crianças de massacres de inocentes e indefesos e inglórios pelo anjo da morte que medra de madrugada ou de incautos indecentes de imoralismos carnais por anjos incendiários inda mais imorais a abalar o deus que detona sem dó os muitos miseráveis que mentem em igrejas que se junta aos porcos em partidos políticos e aos poderosos poucos que pedreiros se fingem que são ricos da realeza que reparte a pobreza dos moucos malditosos em malocas de ignorância espectro que se espalhou em escolas pra tolos pelos estios do mundo da massa modelável como cegante peste de propaganda pra pobres nas pestanas do povo que não possui é nada eu me rebelo em trovas contra o torpe tirano que só deseja trabalho pra todos os tapados


eu escrevo estrofes contra o ente burguês pra estropiar seus barões de bancos pra bundões e não me mete medo a sua malta de capangas e os mil olhares gordos pra gorar meu governo de sua secreta polícia que prepara as provas de seu pátrio partido que planeja um por todos e todos só por um pra uniformizar os únicos fora esse pão velho e vinho vindo de veias que remendam as mentes que mendigam maleitos com merda oriunda da ordem dos otários mas que nunca existiram pra enfiar enfermidades nas espécies evoluídas com ênfase no sujeito que a literatura leva sem luvas na razão até a lei mais excelsa sem experimento externo da leitura de exceção que explique o que é ela pro corpo analgésico na agonia de seus arautos e agitação pra alma na harmonia de suas regras é a poesia potente de ponte pra não sei onde pra poucos elevados no estilo hermético não lhe pinta piedade em palavra alguma pra com os pobres e fracos das feiras fedorentas porém também ataca as arcas abarrotadas dos alienados da alta da ajuda humanitária a superficial subverte com as sagas diárias se servir de atalho com avisos pro abismo pra profunda que confunde com quimeras e quejandos as cátedras mais cultas de conhecimento técnico por vezes temos que andar num acordo arbitrário por aquela alegria de abstração intermediária pra que não nos afoguemos nas águas abismais desta artística angústia de apontar não sei o quê as luzes da primeira nos postes periféricos nos pintam olhos pretos em painéis da indigência que contam só caretas de cada um de nós mas a sombra da segunda nas selvas mais fechadas faz surgir mil visões do vetor das virulências


a poesia me alçou com as asas alquímicas ao mais alto dos ares sem altares por perto a poesia me fez pular sem paraqueda e escafandro no mais profundo dos mares pra me mostrar novos mundos me concedeu conhecer do crescente fecundo de morenos ardentes à algidez dos alvos os mais caros amigos dos mais altos anexins que os poetas um dia na sua dieta do divino pensaram em pedras de psicotransmutação os poderosos poetas do presente agnóstico e dos tempos pretéritos que se pregavam profetas a pressão desses poetas de parte com o mistério é poderosa em mim com seus mitos metálicos me não deixam sossegado com suas cismas ao ser um cisco de segundo pra eu ser como ouro e somente sem sossego e a cismar de tudo é que eu serei um deles a diluir doutrinas e assim eu ando atrás pra alcançar primeiro da amplidão do cosmo que está em qualquer canto da louca liberdade dos livros ficcionais que tão longe não existe o elixir da eternidade entanto se imagina em ingênuos idílios ou em devassos coitos pra construir novos cristos e transmudar à vara os valores dos velhos por não compartir comadres a criminosa poesia é cruel com os crueras e os coitados também nela os fortes felinos de feroz simetria a fortuna encontram nas estepes mais escassas pra se munir a si mesmo com o manjar da carne e modelar os outros com o ouro da oratória mas se encontrassem estes a enorme poesia nas estradas do progresso que passam pela província e fossem em si tão fortes qual o fazedor de arte pra sem fé suportá-la com sede pelo sublime dariam cabo da carência de construtores de pontes não haveria mais celas pra sofrear o saber


nem servos sociais a superlotá-las tanto só senhores de si pra suprimir os governos a enorme poesia de pacto com o poder esclarece a escuridão que envolve os medíocres se as pessoas pudessem sem nem precisar de óculos perceber essa sombra que sobrevoa os sofridos não haveria mais pobres com os punhos em prece nem pecados a pagar aos pés duma estátua não haveria mais erro nos efeitos dos esforços nem o que esconder do eu em exoterismos lodos e a segunda visão que vem pela vivência manifestar-se-ia toda pra testemunhar o todo e a minha via de vida prum visor mais eficaz é vontade do agora pra alterar o após e a minha verdade que não vê quem a vete a voz da minha vontade de verificar os fatos que a ser minha não será pra servir de desculpa de nenhuma das verdades que visam nos vaziar a minha letrada língua que lambe fibras óticas de tão longo alcance por águas abissais fala estranhamente com sua elocução errática ao estúpido extraterrestre que estacionou no medievo contudo quem é humano do útero ao humo se umedece aos urros com urgência adolescente porque nela se sorve em semânticos sonhos o mais saboroso sumo duma série de vulvas o êxito eterno pro escriba hierático só existe no instante da inspiração inscrita em cunhas do forneiro ou na flor do faraó ou em tela de luz que é livro mais ligeiro contudo só pro criador de quimeras e eras que terá seu nome ouvido num holograma onisciente até o ocaso do homem se houver daqui há milênios pois que é o homem senão o sustentador dos sonhos o salvador dos salmos que sonha com a glória o capaz de contar e conduzir a história


e a minha vida em verso de variados timbres as barulhentas súcias não suportam eu sei se disfarçam por detrás dum demônio de morte mas não largam o osso de ocuparem o orbe então pra quê morar no mundo de matéria se não pra apreciar o mundo da matéria musical e não um batido só de sol até a cegueira se não for pra modelar o mundo como mestre maestro a meticular a melodia das coisas se for pra serem feitos pelas facções do mundo os surdos funcionais me falta não fazem se finados em vômitos ou vivos em varais ou em descorados corais pra comerem carniça ou se os vermes lhes comem o canto em cantorias eu canto festivamente em seus foscos funerais o orago diz que o hoje sem hóstia nem documento é a hora do ultraje ao unicode pelo único que é ótimo pra si em sintonia sonora com as notas naturais que eu noto em tudo e serpente à súcia que pro sino caminha é aqui e agora em harmonia corpo-mente que havemos de lutar entre o livre e a lei pra vitória no futuro sem fantasmas nem forcas que nossos filhos farão sem fôrma pra toda gente quem não manufaturar sua métrica musical do seu miúdo momento um melhor não encontra não escava espaço pra estar na memória do porvindouro tempo dos titãs de titânio ao porvir de independentes e indomáveis indivíduos que com esperança eu canto sem cartilhas de comando sem cerimônias celebro em sismo de harmonia o que sozinho rege num ritmo radical os que regem com rangidos e ritos alienantes as maltas que não sentem os sinfônicos salmos e se arqueiam à palavra sem um ponto de poesia de apenas um abençoado pelas águas passadas


caravanas se arruínam na árida amplidão de insuficiente ração em retas religiosas e rasteiras políticas de prometer postiços por algum argucioso na arte de enganar eu celebro a senha que em solidão concebida move as multidões sem meta nem destino ao nada que é desígnio dos drogados em dogmas porque se desprezam presos em paranóias de pobres por prezarem patrões e pastores do que seja mais que a pessoal potência de produzir realidades que possuem e não sabem no cerne de seus seres e por isso não são o que seriam se sessem promove com os pés na produtiva terra a poética música que magnifica marias e joões em paixões da palavra partitura e em várias modulações com metódicas mãos a melódica letra de liberdade laica de motivos mitológicos e de mágicas flautas te centra em silêncio na sinfonia coral pra sentir com os olhos e os ouvidos do órgão a música letrada que lida se legitima dos sentidos pro cérebro que se solta pelo corpo canta um novo cântico de cravos pra pianos que cante o teu tempo de tempestade e tara se ou quando caduco pra tua cabeça teu mundo o meu cântico moderno pro meu momento mental de melodia contínua de contradições pra crítica e é a minha palavra que promoverá sem provas os cânticos mais fortes dum futuro fatal pros fetos mal formados em feiras de dias santos que outra palavra quis o começo do cosmo numa cantata solo de soneto e sonata mas a minha mudará o mundo pro final do meu mais solo que nunca até o nada sem nome ela será a lei que levará alguns loucos prum limite extremo de êxtase e hecatombe


que eu elevo a língua com lucidez em letra aonde não havia até agora chegado a descender em águas pra achar os abismos do mais escuro do escuro de onde eu descendo e quando uma coisa como eu crescida surge não pára de procriar e não pára em mim se a língua foi a picos de penhascos no passado ao pico deste penhasco a primeira vez chega se caçou com sua corrente a corrente infinda à beira deste báratro não botara os pés reconheço e respeito a rareza antiga que sem sexo me pariu e me permitiu parir mas que eu seja exaltado por esta expedição do espírito progredir pro plano dos portentos enquanto o corpo se parte pro plano dos pequenos não só pra diminuir os dândis diminutos pra engrandecer os enormes e especialmente os cumprir eles mostraram muitos e magníficos caminhos mas de pronto eu percebi que pra pertencer ao grupo eu haveria que abrir uma artéria só minha extremamente estreita que explode se mais que um tristezas e tropeços me toparam no começo até eu aprender a andar alegre por ela até eu ser a artéria e a alegria do meu ser correntezas de lava são minhas linhas lúcidas pra ferver as favelas de feiúra em suas margens correntezas de fogo com foguetes fonemas pruma fossa de fogo a fonte dos vulcões com as almas dos navios eu à noite a navego com navios de batalha em busca de barbárie que é ida inevitável que nos invadam os bárbaros quando em sono sonhamos que somos civilizados e então os civilizados do cimo da soberba se convertem nos mais crueras no coração das trevas que tanto um como o outro se oculta no outro porque os dois são ambos e aparecem agora


e muitos corpos sem dúvida nem de deus discordianista devem ser destruídos com dardos inclementes minhas linhas eu lanço ao laureado alvo a varar as variedades de virulentos corpos pra erguer um espírito sem espaguete monstruoso duma estirpe mais forte que nem a fé fideísta nem a graça grosseira de garagem com dragão ou unicórnio inviso e rosa que nos remete ao ridículo nem as escrituras sacras a sua sanha cercearão não posso ser piedoso que periga eu não ter riso e um punhado perder pra que eu possa vencer é um medíocre preço e pagarás se preciso eu não posso é perder o plausível nem o não montanhas implodidas com idílios invertidos pra eu ir ao infinito da invenção sem convenção rios fora do seu rumo pra que eu reine à vontade no volga ou no volta com seu tão vasto lago florestas exterminadas e suas espécies extintas pra eu me estabelecer como a espécie súpera meu poema não pode e até pode se eu quiser é parar um minuto em mangues ou metrópoles por algo que não o seja mesmo que seja o ser mais meu poema é tudo e tudo pra que eu o tenha se esta terra não serve pra satisfazer meus sonhos eu seguirei pra outras nas órbitas de órion onde se houverem os outros que sempre há que sejam meus pra sempre ou num segundo de êxtase ou não sejam de ninguém e as naves neutralizadas se canções pro meu canto ou cálculos pro meu jato eu desviarei deles os dons que me sirvam pra formar coisas maiores de metal e mental e melhores que eles e eles são excelentes eu sei mas os destruirei e da destruição deles eu devo me construir o cosmo sempre do caos da sua escuridade de estrela extinta pro esplendor do meu estrondo de estrela mais que tinta


a minha voz viaja na velocidade lúcida com os cinco elementos que evoluem da essência ou os quatro se contados por qualquer outro método e do cerúleo se solta em centenas de parábolas como variadas águas de análises ácidas com santelmos e raios pra ruir rigorosidades com mais humana força pra fazer o futuro que minha voz prevê sem do pato o patê com poderio produtor sem poder desperdiçar com o áureo esplendor da excentricidade egoísta de quem espera excelência da estirpe vindoura a minha voz que vibra em variações aleatórias outorgará voz aos vates de veemência mental a quem vislumbrar ouvi-la em ondas oceânicas a quem da sua voz erguer com eufonia eufórica um exemplo exótico de estilo artístico a minha voz constrange com sua crueza caudal os covardes carneiros de carne agradável e excita os bodes de brincadeiras brutais em banquetes bacanais ao bater do tambor a minha voz de lobo de língua libidinosa é letal labareda pras locas mais escuras quem é só combustível pro consumo dos grandes é cremado em meu canto pra que eu cresça em loucura a minha voz é fogo pro fedor das feridas me dada por presciência da poesia profunda que me deu todos os dons pra que o destino se cumpra mas sem deus com falcão pra fisgar o meu fígado minha voz leva luz e letrado calor mas frustra os folguedos de fogueira a santos sofrerão o meu som os servos das divindades os que forem palha seca como o santo mais sábio vão desaparecer os doze mil vezes doze que podem ser bilhões dessas bípedes bestas ao toque da trombeta que trapaceia os deuses e traz tribulações pras tribos atrasadas


porém o que for forte deste fogo sairá com a tocha olímpica que ostenta ousadia pra colocar mais fogo na fogueira de fiéis e meus filhos mais fortes com fogo me afirmarão sem serem nem de deus nem do diabo tão mal dito a fazer os feitiços com as fórmulas mágicas que lhes faculto agora nas asas do arconte e todos os seus poemas ao primeiro princípio me promoverão os poemas de parte indiscutível com o portador da luz da linda linguagem serão a minha voz em vocábulos vestígios do encoberto pela técnica do tempo em turbinagem eu cantarei os louros das letras libertinas da liberdade dos lobos de língua afiada que línguas destravam na destruição de doutrinas dos lobos que lutam pela lua e o sol à lucidez da lua são lobisomens místicos mas androlobos céticos de sol a sol sedentos da força solitária do sedutor cinzento que surge como cabeça pra conquistar o cosmo e marcá-lo sem muralhas com sua máscula urina que não se submete a súcias que separa vermelho e preto e amarelo e alvo e alaranjado que célere como seta e em saltos em distância onera as ovelhas de olhos esbugalhados da força dum destino que devora muitas delas e devorará o deus dos deuses no final vos assustai com o lobo de lobos libertários cardumes de carneiros que se culpam os desejos que estão os caninos pra cravar na sua carne com a pressão poderosa dos predadores maiores o atlético amamentado com ambrosia pela loba que ojeriza até ovelhas que obscuras na relva por revolta decidem e sem dó as devora se não se abatem antes sem alimento social por não terem suportado sua solidão na selva


sob o olhar do outeiro e o opíparo uivo de amplitude vigorosa que viaja pelo vento e penetra até o oco dos ossos das ovelhas tremem covardemente as carnes dos carneiros mesmo sob o calor dum casaco confortante sabem que tanto de dia no desejo dos dias todos quanto de noite em neve ou neblina estão eles muito bem observados pelo olho onívoro mesmo tão conformados com o comer cotidiano sabem que seu suor é sentido de longe mesmo quando um perplexo do possante pesadelo acorda e se atesta arrodeado de irmãos sabe que são somente a soma de coisa alguma que somente servem pra santa alimentação porcos que não passam da próxima geração não como o trio esperto que escapa na estória mas análoga ao ancestral da sua alienada escória no presente não pescado nem em preto e branco que não ficou pra história num indivíduo imenso mas a geração do lobo que livre se locupleta se encontra repleta de reinantes resistentes que em perseguições magnas as manadas moverão por sobejas centenas de séculos ainda nas lauréolas da luta que é a lei superna uma linha de luz em letras que são a história na ordem dos objetos de oeste a leste pra eu pôr os meus pés e procurar o caos é a palavra escrita da herança egípcia a linha é finíssima e flexível como o fio das teias de aranha mas ainda mais harta aqui não a ferem os furacões e o frio mas eu sempre em perigo no píncaro do poder por procurar mais palavras de porte assombroso da palavra vital da minha vontade em verso me equilibro sobre a cidade de sombras e a palavra me cobra o cultivo e a casa


a contribuição mais cara num código visível que eu possa proporcionar-lhe a proferir o invisível em poemas memoráveis nos moldes mesopotâmicos preceitos que a façam com filosofias fantásticas mais forte e mais firme que os fenícios e os gregos os romanos e os lusos ma legaram em suas leis como não exaltar-lhe a excelência na existência se sobre as outras espécies é ela que me exalta se me faz viver cínico e cético às certezas dos tolos que não sabem que não sabem do seu sonho com sublimação sensual nos sons da sua ambigüidade eu a pronuncio porque não posso ser covarde que a linha subitamente no sonho além do céu me cerca a ser um círculo que me sustenta no alto do qual eu sou o centro das setenta centúrias de há setecentos séculos aos sete bilhões dagora ao círculo interligado por intuidor intelecto e incontáveis raios na revolução sem ruídos que ratificam a roda que ruma pro elísio o círculo e eu somos um na sina do arredondado num sentido igual pras ilhas dos imortais e os raios no contrário da corrente sem cabresto conosco convivem pra criar dificuldades e eu a circular por cidades que surgiram da lavoura e selvas não destruídas e desertos sem demônios sem eu nem sair de casa um quilômetro contudo a prosternar com palavras os povos mais atrasados que podem me servir pra subir os santuários mas como qualquer povo que presa não se preza são parvos previsíveis nem pagam um indivíduo portanto não há motivos pra eu mantê-los no meu módulo como protagonistas nem dum pequeno programa a prostrar com palavras as mais poderosas ligas do meu canto eu conquisto os quarenta impérios que o jardineiro acádio nem achou que abrolhariam ao instituir o primeiro de porcos de mil pocilgas


sacrificado seja em saunas holocáusticas quem sacrifica a palavra por prêmios paternalistas santificado o sim que simboliza o eu pra sagrada vontade do verbo vencedor santificado seja o som da minha vontade nas sílabas sagradas que saem inspiradas da minha verdade vária de valor subjetivo que neste veio é uma pro humano que urge e amanhã será outra pro homem onipresente se os objetivos obtidos nas ordenadas entranhas no coração corajoso e na cabeça sábia não me prendo a papéis sem a palavra arte por pedaços de terra ou tudo em testamentos não vivo em sociedade senão a dos sempiternos nem com senhores severos de sacerdócio ou política nem em súcias de servos que se servem pro almoço mas se eu quiser um sócio que não seja do círculo e não sinto que será meu sósia daqui de dentro que eu me beneficie disto pro deleite dos meus dons como disto dos doentes da democracia flébil até não fazer sentido nós seguirmos mais sócios por não mais beneficiar-me do bem que me bendizia até que verdades haja de anarquismo absolutas pra cada um dos nomes pros nomes todos nenhuma pronuncio primeiramente em potes de argila em paredes de pedra ou pele de animal a palavra do eu que escreve a existência em qualquer das palavras do pictograma primeiro ao fonograma futuro das falas de toda gente pronunciado ao poder ou ao povo sem escolha porque o povo não pensa as palavras em cascos de tartarugas ou telas de tevê ou de micro como mágicos mundos pra manipular este e o mais maravilhoso dos mundos naturais é este da palavra que partiu do primata do cérebro mais crescido mais complexo e complicado


e não há outro céu a não ser o meu cérebro nem outro inferno senão os cérebros senis que pensam em infernos no ínfimo da ignorância que nos concentremos sérios no saber de silabar e nos centremos no cérebro a mais de seis quilômetros por minuto de instinto ou ilustre inteligência porque só ele não pára de produzir potência se permanecemos vivos em viril velocidade e o cérebro é só uma mas única de tão útil das sílabas do corpo que quer continuar e o corpo é tudo que há nas tribos da terra e a terra eu transformo em terreiro do meu lar eu através da palavra me preparo pro porvir pra ser o imortal tal que transcende a terra o imortal historiador da imoralidade egoísta sem me deter em doutrina que defende governo e a todo instante sem infantil intervalo eu vivo se morresse na manhã que já miro sem de mim me afastar por átimo algum estendo minha tenda na terra transcendental e em seu deserto deito no meu divã que gira e memorizo o mundo pra mangar das religiões alto a alucinações tão ateu quanto místico eu não faço promessas mas me profetizo as proezas não será coisa fácil a fama fugir de mim por tão difícil empresa que estou a escrever o épico do herói que sou eu sem narração épico epicurista sem herói pra imperador metamorfose do mito que é o maior de todos eu que em excesso me empenho em escapar de tudo a me regular as regras mais rijas sem juramento pra que tirano eu possa com a profana palavra usurpá-las uma a uma com mais unívocas odes pra conseguir casar a caçadora e o cervo o céu e o inferno na introspeção que inteira o múltiplo de modos na mental unidade


como é poderosa sem pantufos nos pés a palavra pronunciada com paixão sem compaixão por toda nossa terra e com tara pra dos outros é quem tece e desfia de doutrinas a domos a palavra é senha na seara mais seca pra se subir aos céus e se sumir nos infernos o avanço e o atraso do alto e do baixo se acionam por ela nas estrofes do egoísta da medida de machos que mandam no geral e fêmeas carinhosas que comandam as casas a palavra exige do que existe sem erro um eixo significante de sublimes sentenças que até o que não existe e este é excessivo se enche de essência nos entes adoentados e a astúcia do adivinho e a arte da cura são mudas da palavra que principia os projetos assim como cada coisa que criadores nos faz por ser nossa criatura do conteúdo do crânio das pedras mais antigas à angular atual ela lasca e lapida com laser pro vindouro do fogo que controlamos no corno do começo pra nos calorar o corpo e cozinhar alimentos à indomável arte de árias e afrescos que nos alimenta a alma que ainda não encontramos como é poderosa sem pulseiras nos punhos a palavra prenunciada pelo poeta maior por toda nossa terra e a tentar a dos outros é quem trama e desvenda de dogmas a desmundos a palavra se nutre da nata que nem nasceu e dos finados ninguéns dos quais nenhuma nota da roda inda sem raios dos reinos mesopotâmicos que mais rápida a rota da região tornara aos deuses que dão visto aos valentes sem vista pra se viajar às virgens das vaginas mais bem quistas dos aviões supersônicos e satélites científicos que circundam o céu a serviço ou a passeio


aos navios mercadores e marinhas militares que movimentam o mar pra montoar mais terra dos átomos divisíveis em dezenas de dúzias às galáxias gasosas que gorgolham estrelas a palavra governa e grandemente goza sua propagação pródiga dum punhado de tudo em prol do desconhecido do destino e dos deuses que se torna conhecido pras classes mais carentes pelo criador caráter que curioso descobre e lhes conta mais causos de coisas desconhecidas caminhos pra samaria nem sonhados há segundos que serão realidades mais rijas que as rodovias a palavra veio primeiro do país das maravilhas e só partirá por último pro útero do único mas ela só em letra com sua lascívia leva os lábios a beijar sem brincadeira bovina eu me lembro letrado em linguagem escrita dês o louco silêncio que de súbito surgiu pra me fazer escrever o eu dos meus eus todos sem esperar por espectros em estradas damasquinas a pronunciar-me a vez prima sem pistas de vogais o meu profético nome que nomeia a natureza desde então eu corro pelos quatros cardeais por cada um dos caminhos que conduzem ao infinito e ainda não me perdi nem provei o que procuro a percorrer meus passos já prensados outrora os luxos da liberdade de se ligar ao excelso e se livrar dos vermes que vasculham velharias somente aquele sabe que sobe ao sem altura que se sonda a si mesmo e medita o mundo entre as grandes grades de galvanizado intuito dos meus gritantes neurônios de nervosismo notório meu é tudo sem mentira com mitos pra mostrar na malha maravilhosa de mutuações químicas que oferece do real aos racionais respostas e regula com rapsódias o reino irracional


e quando menos espero sem esforço de experiência pois estive a especulá-la no esoterismo teórico eis que a própria palavra a pegar fogo surge do profundo da psique que preserva o humano os meus cinqüenta sentidos nos seus sons se alvoroçam estão centrados nela e negam os numerais ela é quem me salva sem eu saber quê sucede quando silêncio e sombra me são a totalidade e eu somente sei que eu não sabia antes de saber sem pensar e penso só no presente meu sublime sentimento à sucessão das cosias está centrado nela e nega ainda as normas ela é quem me salva do sombrio subterrâneo quando sou solitário nas sondagens ao ignoto o meu senso censor em seguida aparece e está centrado nela quando narra suas notas quem me salva é ela se explicação não existe em equações elegantes de éticos geômetras e não se explica a palavra que penetra no profundo e só sai em poesia pra perpetrar o paraíso dominai a palavra que a palavra em poesia é que domina o mundo das montanhas aos mares pronunciai a palavra de provas sem evidências que perverte o mundo em muitíssimos mundos um exercício extenuante se esquecer da palavra mais pros homens que a ouvem com ôntica atenção que pro homem que a fala já com fome feérica doutros fonemas fálicos pra felicitar seu corpo não me esqueço de mim um minuto metrado da palavra que eu sou e serás se me sentires as sílabas no cérebro e a seguir no corpo todo a palavra dá paz por preciosos momentos se promete que ama e ajuda e alimenta mesmo que nas ações o amor não aconteça mas se zomba se desmente se despreza desconsola ainda que na alegria de alienação qualquer


nem se atine mais pras mazelas do mundo mas a tristeza teima com as tintas mais vibrantes em testemunhar o pior que parece o mais potente que o exemplo excepcionalmente sem evidência dum só excele a palavra no porvir daqui há pouco aquele é do agora que se apaga dos cérebros que se acaba sem palavras pra promover seu poder mas esta eterniza a espécie supérstite as estórias mais absurdas das arábias mais áridas parece que precisam as pessoas ser enganadas inda que iluminadas pela imagem mais nítida escutar esperam sua estética galhofada e minha palavra certa é somente a seta pro sublime e sinistro e santo desconhecido infinito que faz os finitos ferverem e é a minha palavra o pleonasmo pátrio que mais no mundo mostra das moléculas às nébulas em enigma o existente já existido outrora que indica o itinerário que os íntimos seguirão minha palavra sim se situará aqui sempre pra que os reis recebam a realidade dela se mais cedo a souberem mais satisfação trarão pra suas trágicas táticas de tumultuar as coisas se a receberem com júbilo na juventude dos gênios possuirão poder pra prescrever veneno ou remédio a depender do doido que o digerir tão contagiante quanto às crenças mais antigas de essências aquáticas ou aéreas ou abstratas telúricas ou ígneas ou ideais de ilusão de mim sairão sumidades de sentenças incríveis que não mais retornarão ao recinto de rebento por terem se tornado os titãs do porvir do tamanho do poder que os produziu em poemas e só não serão maiores pois eu sou o maior dos mundos de mim que sou matéria é que se medra tudo e não há nada de nada nem pra nada em absoluto


dum poderoso a presença de porte alexandrino paralisa milhões de mendigos e meninos a palavra dum poeta que pensa enormidades na palavra dum rei que revisa religiões mobiliza milhões pra mundos encobertos em marchas macedônicas ou marinhas portuguesas esse cava caminho com cavalos e naves pro caráter das nações de novos nascimentos e enterra os extraviados que encontra pela frente e conduz caravanas de camelos de duas patas que não conhecem seu fim nem a fama futura que seu tirano terá e terá por já saber a dizer como devem por dever avançar os soldados e os súditos e os sabujos parasitos o porquê e o quando e o como caminhar em conjunto compacto pra que um cônsul se torne ditador democrático e deus profetizado mas não se obedece ordem em hordas ou legiões se a não se ouviu em palavra de patriotismos pétreos e se a obedece mais ético de estupidez escrava se se encontra escrita numa estela de praça mesmo que até o mínimo as multidões ignorem ainda assim o seguem sem saber nem soletrar que aquele é mais forte na fabricação de farsa que a minha palavra de parto premeditado possa paralisar uma pérsia de gentes e mobilizar milhões em militâncias vazias por milhares de anos até após aquário mil por ano civil e um cérebro somente será o suficiente pra semear discórdia porque possivelmente no percurso à gália é o possível máximo pro meu mapa de mentes eu não publico pro povo que tem pés descalçados mas pros donos do povo que lhe prescrevem prumos eu não canto em quermesse pra cotinhas de beatas ou em culto de humilhação pra usurpar os únicos


eu canto com o castigo da canhota nas mãos pra que dancem os escravos à entrada do estábulo e enxerguem o exício do ex-eterno padre e a excelente edição da espécie humana porque eu que me salvo ao senti-los sofrer por sua santa ignorância de ingênuos ou idiotas e sem carecer de clérigo eu me corôo a mim mesmo com minha lei de lobo pra lancinar toda a terra e minha vontade mestra a maior maravilha e eu me glorifico a grandeza nos graus e as ferramentas que faço como o mais férreo turco pra facilitar-me a vida nas vastidões da vista a pensar que os poderosos que produziram impérios qual o máuria imperador dos imperadores índios e o inca que mudou os modos do novo mundo com audácia abriram mais atalhos na selva a pensar que cada um começou inda criança como o cartaginês do caráter dos raios que se arrasa roma mais reinaria relembrado que o macedônio que guiou a grécia até o ganges e o curdo que capturou dos cruzados a pacífica a pensar que com paixão se perpetuaram grandes como o bizantino de bagagem quase búlgara que se césar romano mais reinaria relembrado que o italiano que fez da frança um furacão e o austríaco que alçou a alemanha sobre a frança a pensar que a não pensar em ser o poeta maior não poderei me pôr na plêiade com os maiores a analisar que aqueles em apertados caminhos do estreito à espanha do elevado à itália da conquista de cartago à conquista de roma me apontavam todos pro trajeto que eu traço no qual à procura parto do que a poesia esconde em símbolos sem ciência das sombras da história e a se mostrar-me a poesia apenas pouco a pouco continuo pra conhecer a cada noite mais dias


me alegrei aos pulos de pulga propulsante no meu primeiro passo a passo de estrada até onde não penso que eu só penso em pensar que eu não espero parar à porta do paraíso porém eu pararei sem nem penetrar infernos que passam todas as coisas pra causar mais caminhos pra promover passagem em porvires e devires qual do arvand o artesanato o arado e as cidades a astronomia e os carros e os canais e a criação de animais e rodovias pra grande rainha roda aritmética e escrita e edifícios e escolas as leis em estatutos e os exércitos estáveis sexagesimal sistema e sabão e pavimento a começar o comércio com os cabeças negras os patronos do progresso pro primeiro império com a coroa de fogo que se fez firmamento pra confundir a conversa ou pro caminho pra deus sem aqueles de lá na luta pra se legar esses sessenta séculos nos seriam mais devagar como está inerte no instante o iraque que fora o centro do mundo por milagrosos milênios e mandado por milênios porém mais no agora que antes quando mestrava por milênios mais ou menos ainda muito importante pros impérios que integrara é infinito o mundo e maravilhoso mesmo e é meu mentalmente sem muita dificuldade infinito parece e parte do pensamento que é maior que o mundo que mitiga a poesia pois eu quero que assim seja e é um sério sofisma mas não sou patriota crente em meu crânio cativo sou cósmico sem causa que não coadune ca minha que muda a cada momento ao mover-se proutra linha mas causado como tudo e pra tudo testamento qual do nilo o pão nosso pras nações do mundo todo metalurgia e mapas e medicina e cosméticos carpintaria e rampas e relógios e remédios


e papiro e múmias dos monarcas marrons de lá por causa dos mortos os monumentos maiores daí de tanto temor ao tempo se construiu o único testemunho ao qual o tempo teme e tantos mais testemunhos de tamanho menor dos nubianos negros de napata e kush e dos megálitos primeiros mas pós estes períodos se não teme neste tempo a tartaruga egito que fora o centro do mundo por milagrosos milênios e mandado por milênios porém mais no agora que antes quando mestrava por milênios mais ou menos ainda muito importante pros impérios que integrara porém ainda meus passos são próprios pro meu curso e já estão a galgar qual guerreiro guepardo não se satisfazem com sentar em sociedade nem sagrada cidade ou sítio arqueológico nem privada pastagem ou país de liberdade nem com planeta algum se os há em abundância a meta é não morgar como mosaicos líderes em manancial algum se alcançado um alvo beber de toda fonte de fadas até os faunos e fugir pro futuro sem se ferir com saudades com meu poema de poemas cum pedaço de reta pra cada dos seus pontos pros pontos do planeta eu partirei pro porvir de potencial todo aqui mas todo ato apenas no acolá que virá e quem é que não quer se bem me quer a mim mesmo se conservar pra sempre ou por mais seiscentos séculos e assim acontece nos avisam as crônicas pra quem já acorda em guerra na garupa dum grou consigo e a cruz que corta nosso círculo com a terra e o tempo e todos se possível na metade do caminho entre coisa e causa onde se vive o caos de haver causa e coisa e onde eu encontro ao escapar das escarpas o esplendor de ser eu a excelência da raça


eu sou justo e justiceiro um ginete sem venda e tenho juízo de sobra que faz sombra a sóis mas não basta a balança que não me bendiga sempre quem planeja perder-se em prados ou desertos de propósito me siga pelos signos sonoros até não sei onde posso pois não pretendo parar de procurar paragens que perpetuamente agem porém eu pararei sem perigo de morte porque pára cada coisa nas coisas que continuam pra promover passagem em porvires e devires qual vindos pelo indo de hidrografia inventiva banheiro e drenagem e docas e diques estaleiro e esgoto e encanamento e dentista e régua e em grupo com o ganges a gramática e o nada e os negativos e a notação musical e cirurgias e seitas que não cessam por lá mas quase parou a índia tão imensa do inúmero que por milênios o país mais populoso e pomposo ainda o mais populoso mas a pugnar contra a pobreza pra quem sabe subir um superno de novo a partir dos do vale pros védicos vitoriosos pros guptas e mauryas de magadha medieval e dravídicos e tâmis pra terra toda em tratos desde a antiguidade sem aparte até o atual planeja ser dos grandes em guerras ou galerias teu tamanho não dura de desolação um dia mas a grandeza é vida e viajará pelas veias enquanto haver vida nos vírus e vulcões não só a de carbono dos que comem e cagam mas a dos computadores e cristais e cascalhos e sempre te tem tranqüilo com a temida morte que é apenas mais vida pras vidas que vierem o que importa é a vida que viaja pelos vãos é a vida nas veias das vias lacticinosas pra vivermos dagora em diante sem detenção qual o amarelo que soia só seda e cerâmica


mas ao se achegar do azul a arqueologia e a bússola a pólvora e o papel e a porcelana e a imprensa o livro e o sino o semeador e as cédulas os combustíveis fósseis e o ferro fundido foguete e armas de fogo pro futuro vieram mas quase ficou a china de chinelo na chuva que por milênios o país mais populoso e pomposo ainda o mais populoso mas a pugnar contra a pobreza pra quem sabe subir um supremo de novo dos do vale pros xias que pros changs que pros chous que pros chins pra ser china com chances pra sua seda pro seu medievalismo que pros mings e manchus aquele que se envergonha do que é e hesita já não é o que deve ao ditador destino corajosamente corre à caça esportiva das conquistas mais grandes em gramados ou em gobi te gradua pro teu gol na gravidade da vida promove a tua parte com quem tem parte contigo mas primeiro teus propósitos de poderoso agonista a posterior os deles com denodo democrático com desgostos não desgasta tua dramaturgia social a tratar imbecil e idiota e ignorante como irmão imortal de inferno ou paraíso o que for teu irmão de idéias pro instante interpela com hífen de ida e retorno e arriscará no avante com adagas nas mãos a alma por tua causa e o corpo por conseguinte desafiarás a morte com metáforas na mente pra mostrar-lhe a matéria com suas milhares de formas tu precisa ser a força que o fermenta ir em frente ser o etéreo e o eterno na espécie que permanece como o teimoso hebreu do exercício espiritual com contas e capital pra campar e retornar de ruína e renascimento sob roma e babel assírios e alemães e alexandrinos egípcios o império do islã e a igreja cristã


se és do iran ou elam as estradas estatais percorre com passaporte e nos paraísos suspensos em tapetes do teu deus te deita pra não dormir mas o que já foi pérsia de poder predador com partos e com medos mas sem medo de mandar que não brincava em serviço pra ser o soberano do planeta no presente não passa nas análises um brincalhão ou bobo com bombas ou talvez não mas não há falha de fama no futuro em calmaria e não na agonia do agora pra quem ao acordar já fode e não adormece até acordado não suster-se pra com versos derrotar o deus do dormitório não existe exício a excogitar pra sempre o existir sem matéria e movimento e mudança pra quem em si confia tanto que a todos tangencia mas a desconfiar de todos que não lhe têm o todo a não errar seus erros e a empregar seus acertos a desprezá-los pra derrotar a demência que haverem se és de sabá ou etiópia teus edifícios ergue e tuas estelas enormes e esculpe igrejas num monólito e moedas pro mercantil emite mas o que já foi a estirpe da espécie e do egito e axum de comércio com os quarenta cantos sem muita fé no futuro passa a fome do mito mas se és da anatólia de hatitas tão antigos constrói teus carros pro combate a ser hititas e de um tudo faze com ferro pra que os frígios sua música moldem e moeda cunhem os lídios e gravado em pergaminho te prepara pro porvir explora a energia do eu dentro de ti da herança que a evolução sem esperar te legou procura um propósito pra perpetuar tua vida e verás sem vergonha que só se vive por si explora a energia dos exteriores alheios na experiência dos seus erros e eventuais acertos somente tu saberás te salvar e libertar


das ameaças e amarras que te armam os outros explora em excesso todos eles por dentro onde a energia se encentra em excesso nas tuas médicas mãos está a maior saúde pro teu soma sarado e pro teu sagrado espírito se és do levante espalha o espelho e a estrela qual bússola e barragens em barcos com remo e quilha e alfabeto e aldeias e aquedutos pras colônias mas lá apesar dum povo que tem país só há pouco teimar ainda em haver de ameaça e ameaçado ser pelos cognatos velhos e veniais vizinhos é só periferia e não mais produtor pólo se és cretense minóico te mistura ao micênico com teus navios à vela e viaja pro vindouro com cerâmica suave e suntuosos palácios e afrescos e deusas-mãe de mamas que se mostram explora a energia dos estultos animais e exibe teu exemplo e esgrime com tua palavra somente tu serás o soldado e a fortaleza contra os que quiserem te corromper o nome se és etrusco de busto de bronze e botão e construtor de torres em terrenos toscanos sê feliz fescenino pra que se funde roma explora a energia dos estanques vegetais e te escreve próspero pra próxima progênie põe tua propriedade em palavra acima deles acima do ancião que anseia te calar se és cartaginês pra conquista e comércio prepara tua metrópole com mercante marinha e de guerra e os portos próprios pra cada uma e explora a energia dos eternos minerais elegante os maneja com matemáticos métodos explora em excesso todos eles por dentro onde a energia se encentra em excesso nas tuas médicas mãos está a maior saúde pro teu espírito sagrado e pro teu soma sarado


eu quero estrenuamente com a energia de estrela ser centro cintilante que semeia eternidade que recordem do meu rosto que é um rombo no céu que nas rotas mais difíceis pra descobrir o delírio e em toda rodovia ou rua da realidade os meus passos pesados de pedra que flutua se ponham pra gravar o grito do gozador como o grego imortal do império intelectual de poesia e pintura e política e teatro de escultura e enciclopédia e esporte e filosofia filologia e física e fundação do póstumo polis e também polia e parafuso multiuso e alavanca e âncora e astrolábio pro longe e artistas atenienses de aristodemocracia e estatais espartanos de exército e oligarquia que se espalhou pelo mundo com o macho macedônio de monarquia absoluta pra ampliar-se em alexandrias de arte e engenho da helênica herança passada aos ptolomaicos que prepararam museus bibliotecas e faróis pro futuro dos faraós mas parece que o povo do pensamento total que esperto se espelhou em egípcios e assírios está lá de algum modo pra memória do mundo mas como periferia e não mais produtor pólo portanto permanece sem parar por essência por pôquer ou paciência um passo adiante deles a indicar um caminho que contado ou calado não é o não caminho no qual o cosmo caminha pra quem não consegue construir sua estrada sem instituto ou estado por enquanto entanto num instante se inverte o império e a colônia e quem mandou no mundo é mandado por ele por que tantos padecem às portas do paraíso do pavor de perderem-se na prova labiríntica a crer tanto numa coisa que contraria seu si-mesmo pavor de fracassarem na fabricação de fama


por não serem do dinheiro ou descendentes divinos pavor de padecerem na procura por saúde sob prefeito com dúvidas que desdenha seus destinos medo de morrerem numa meta por vida e não ressuscitarem pro reino das retentivas após o terceiro dia dentro do dormitório eu rastreio o risco de rememorar os mitos e tiranizo tranqüilo nas tumbas e natalícios bem disposto a dar sem divina inspiração uma durável vida pras variações dos vivos que o que é uma vida se vida não verter em alguns versos satânicos pra saudar o sortido e vida eu tenho pra dar aos doze que desejem de novo passar por pontes e pisos de concreto e arcos em aquedutos e anfiteatros e a república e domos e o direito e o diário dos romanos mas roma é mais ruína sem restauração da glória da eternidade que era que a elegante capital dum país meio importante que inteiro o mais importante por seis séculos foi e não nos ficou tão forte mas se há celtas de calças com cornos na cabeça a empunhar espadas em eqüinos ferrados se há vikings a vogar em veleiros dragões pra comércio e assalto na américa e alemanha se há gauleses e godos que se gravam em runas e ilírios e italiotas e iberos e epirotas e mesmo hunos altaicos de ameaçadores ares bem altos com seus arcos e astúcia em cavalos ou se altaicos búlgaros que briguem pelos bálcãs tu serás em todos eles e em ti existirão eles e ambos não serão mais os mesmos nem na memória sacro serás sem ser nem santo nem romano nem império nem teu irmão ou instituído dublê um grego dito romano ou um romano por regra que se diz da grega grei sem nem mais grego ser nem romano pra ser por mais séculos que seis


a minha voz dá vida se suas vantagens leres se serpentear souberes numa senda que inove como senhor da ciência sem salames inúteis com bipartida língua pra ludibriar as leis na árvore enrolado em hepta espiral através por bem dentro dos meus doidos descaminhos pra encontrar o elixir que engendra a imortalidade e se eu respondo rápido aos reis da tua barriga há aqueles que anseiam que te harmonizes aos deles não pára a procura pelo pânico em tudo por possíveis respostas nos rastos da realidade que são as perguntas íntimas de interação com o inteiro ao impossível infinitas na idéia pelo menos como o islâmico império e sua industrial e científica e agro revolução de relógios e robôs e açúcar e ácidos e alcoóis e hidroelétrica medicamento e astrolábio e anestesia e álgebra computação e cosmética e cartografia e moinho laboratório e ótica e hospital e hospício observatório e perfume e pesquisa e petróleo que foi unido de córdoba ao cairo a cabul por ortodoxos e omíadas e os outros abássidas o magrebe e o mashrek sob muçulmanos devotos em deus e em dinheiro e em demasia pátridas mas no instante está infrato com o islã somente que é até mais extenso que era e não esqueçamos que foi o maioral por mais de meio milênio e no presente é pobre sem peso nas decisões mas se há berberes nômades que se nomeiam nobres e nômades beduínos a beber só o que basta e italiotas e iberos e indonésios e malaios e até mesmo mongóis do mundo conquistadores que com suas setas serão a soberania mughal islâmicos num instante e yuan chinês também com suas hordas de ouro no orbe quase todo ou se turcos altaicos que eram azuis com seus arcos


que com suas setas serão o sultanato otomano islâmicos se bem que bizantinos tão bem tu serás em todos eles e em ti existirão eles em mali dos mandingas e do momento songhai com seu ouro e servos e sal pro civilizado e construções colossais de conservado barro em gana de awkar e axanti ademais com seu ouro e servos e sal pro civilizado na nigéria dos iorubas e seu império de ifé e de kanem e no congo como luba e lunda dos bantos e em benin e bornu e no zimbábue da gigante muralha que medrou o mutapa me não preocupo se pátrias ou países ou nações se partem ou são destruídos por decretos ou destinos nascem ou se reconstroem como o reino russo e a grande morávia e o magiar e a moscóvia o austríaco e verona e veneza e vaticano e castela e a croácia e o carolíngio império a polônia dos piastas e o principado de kiev o lituano ducado e domínio dos daneses outros irão reinar de suas ruínas ou raízes eu apenas me anteocupo sem atraso de culpa em apagado não ser dos cérebros mais sutis e eu não possuo pena de porcaria nenhuma na pena pontiaguda que nunca pinta guache por que pena de algo se os algos acabam qual o reino do tibet e a tailândia do tempo de sião com sua cidade que não se susteve invicta o camboja do khmer com sua colossal cidade e o seu grande templo que testemunha seu talhe a vitória vivaz dos veleiros malaios e java medieval de medang e majapahit o vietnã do dragão a desejar domínios e a birmânia de bagan e dos bélicos toungou a coréia de koguryo e o conseqüente balhae e o japão dos jomons e no jus dos samurais


eu canto os vitoriosos e vislumbro vitórias excluo a exaltação de enfermos e perdedores meus versos valorizam os vencedores de tudo perdedores precisam de pronto esquecimento mas quem derrota um dia um dia será vencido qual o olmeca de bola e borracha e bússola escrita e calendário e cabeças colossais qual o maia de estelas e escrita evoluída escalonadas pirâmides palácios e plataformas suas cidades de altares e astronomia e amate o tolteca e o teotihuacan que trouxe o sol e a lua o asteca império com suas ilhas irrigadas canalizada cidade de sacrifícios sangrentos a sua derrota deve na sua derrota ficar mas a vasta vitória do vencedor vai além um país incendiado pra incitar um império com força os formadores fatiam os pequenos e se tornam maiores mas um maior se mostrará pra ocupar a mansão dos mandantes do momento qual o wari que caiu e o caral com seu quipu o nazca e suas linhas e dos lugares longínquos com suas pontes de cordas seus caminhos e cordões o inca que uniu do umbigo as quatro unidades e o eldorado chibcha o chavín e o chimu o passado pereceu no ponto em que estamos pra nos proporcionar vida e visão pro que virá não vamos estancar a esperar seus extintos em só duas dimensões se a dimensão real tem quatro ou quarenta e quatro dimensões que nós feneceremos pra que o futuro dê frutos que apenas serão vivos se vingarmos os vultos do pra detrás sem fim até o sem fim pra frente egípcios e elamitas e helenos e romanos e mesopotâmios idos e islâmicos e indianos e chinos que continuam e querem seu quinhão imitemos pra inventar como a itália toscana


renascida em república e rumo ao moderno com câmbio e comércio e capital e bancos e usura e empirismo e empresas e escultura e ótica e operações pra ópera e arquitetura e poesia e pintura e piano do humanismo mas de florença o futuro não se fala com ânimo no presente mediano por tão maior memória portanto cada qual que cumpra seu cabedal no seu tempo de ânimo pra ação que altera inventa ou revoluciona ou remenda ou reforma que cada tempo será de sismos na semelhança de péssimo pruma parte e promissor pra diversa primeiro os portugueses a prosternar os mouros com seu estado nação e navegação pro novo colônias e comércio pra completação do globo mas o que era extenso e endinheirado e o centro ainda que não tivesse pro seu tamanho tamanho murchou pra muito menos mesmo com tantos ganhos então de ninguém rumina receber recompensa nem dos homens que a dar-te-ão com demora e desgostos apenas se os subjugares com sangue ou sofismas nem dos deuses ou demônios do determinismo clássico que a te darão somente num sono de certeza sem o sonho das dúvidas que destroem as doutrinas se te subjugarem nas celas do sagrado mas ruma com o risco que é o reino do herói na arena que aventa a aventura maior no experimento mental que montanhas movimenta não há maior favor que a feitura de feitos mas não pára como os primos e os próximos espanhóis caudilhos com coragem pra conquistar de sabre e arcabuz a américa mas não o amanhã do mundo que eram extravagantes o mais extenso império que murchou ao seu núcleo que não é nada de nada em confronto com o cosmo que quis e deixou pra lá por umas idiotices de inquisição da inteligice


monta uma missão sem mandamento algum pra pelo mundo vagares em vôos vertiginosos e a cumpre te custe a cara sem os olhos como já é costume dos campeões do épico e o que custar de forças das fundamentais às fúteis as fracas como as fortes que no fim são só uma além de mais algumas que afetam sem sabermos mas se chegares acaso aonde almejavas ainda que sem causa pro teu caso contingente instantaneamente inventa do íntimo da mente que intentas muito mais ou mente que é mentira qualquer satisfação pro teu ser superior parte a procurar os poemas que tu és que são infindos e eternos e estão no teu espírito que a perigosa procura é o prazer maior te reforma a razão como os ruivos batavos com porto e pintura e pêndulo e comércio com bolsa e barganha e seu banco central com companhia mundial e microscópio e moinhos com serraria tolerante com todos pro telescópio que não existe extremo pro que especular se pode mas o que era extenso e endinheirado e o centro ainda que não tivesse pro seu tamanho tamanho murchou pra muito menos mesmo com tantos ganhos não acaba ademais em abrigos com gás com teus adversários todos nas tragédias da terra solução não há final pros fantasmas mais fortes e pugnar não se pode com patrícios ou amigos e o combate contínuo nos campos e nas cidades que nos conserva vivos pra vermos as variações como estão os ingleses e seu império industrial de gerador e turbina e trem e transformador e tear e motor pra máquinas e método a explicar a evolução e o elétrico e o microscópico e o magnético e a mecânica do maior e a gravidade e o átomo e a aplicar o antibiótico e a vacina


entanto o que era o mais extenso império se resumiu ao seu núcleo que não é nada de nada em confronto com o cosmo que quis mas não agüentou nem uma parte dos portos do planeta interligado mas não teme ser vencido que vencer vale a vida tu exclusivamente que és o herói pra ti que depois de defunto no desejo dos vivos serás ou não serás mas sê ora o que quiseres e faze com que sejam o que teu senso sonhar que quem vence é vilão pras vilas arrasadas mas depois do bem é visto o vitorioso vivo por aquelas subjugadas por sangue ou sermão escutai os cantares de quem a cosmovisão por coragem não cala que é contra governo de cédula ou comunista porque só conta consigo e a anarquia à vista que varrerá os valetes e em seguida cessai com sons descomunais vosso silêncio manso de manobrada massa vos jogai dos promontórios à procura profunda do passado perdido em picuinhas pra nada como o frango francês de fotografia e moda enciclopédia e aerostato e avião e academia ocultas sociedades cinema e secularismo romance e revista e república fraterna das letras e laicismo e liberdade e igualdade iluminada pra ser o centro civilizado entanto o que era o mais extenso império e o centro desvaneceu pra durar com a didática de seu exemplo de erros e heróicos acertos de pequeno a poderoso e do pináculo a médio mas sobretudo que sempre não se suporta tudo o presente passadiço que passa a repassar é de se preparar com provas pros pensamentos o porvir sem provação que nos provará a obra em oxigenados versos de verdejante vigor e não em pútrido esgoto que exala extinção


como é que faremos sem fiúza em fantasmas nem pros olhos fumaça um futuro de florestas se não formos a força de fazer a diferença do fruto à semente pra sociedade sem servos se com poder pessoal pra perdurar milênios não formos o passado que promove pensamento pra sem moral infirmar as instituições igrejas estados e empresas que elegem representantes sê o germe dos filhos mais fortes do futuro e eles perpetuarão o teu poder paterno com o poder pessoal não parado por outro adorarão tua alma e aclamarão teu nome sem palavra alguma nas suas ações sem algemas e se tornarão templos pra tua térrea divindade sem oração nem voto que vende a visão tentou o alemão do automóvel e anarquista da relatividade e reforma e radiação da imprensa e idealista dum império racista nacionalista e nazista e niilista e dialético filósofo do fenômeno e do físico quântico psicólogo e comunista mas não conseguiu o cosmo derrotado duramente nas duas principais vezes neutralizá-lo-ão de novo se novamente tentar mas na moda de ser membro dos médios se reaverá joga tua juventude sem juízo na vida pra te manter na memória dos memoráveis vindouros que valerão cada um mais que um universo te manter galardoado de grinaldas no grupo dos grandes do passado que promove o porvir tentou e foi à ruína a revolução do russo de estado socialista com satélites e sondas estações espaciais e espaçonaves pioneiras e falirá friamente se fantasiar de novo ainda que com alguns anos de resistência e se reaverá na moda de ser membro dos médios mas viver como vulto nos vale o perigo


então não tem temor de terrificar a terra de tudo arriscar na ação ou na arte na missão de morar com os maiores construtores na memória dos homens que ordenam o orbe a vida é muito rápida e o risco que a robustece a vitória valerá por vidas incontáveis tentou o japonês dos jogos e judô mas deixou de herança só eletro-eletrônicos e seu túnel sob a terra e seus trens mais velozes e cairá sob os maiores de megatons pra matar agudamente mais vezes as vezes que for valente mas na moda de ser membro dos médios se reaverá escutai minhas palavras de poder produtor e em seguida ide vos inscrever por inteiro na página do porvir que se produz aqui e se acaba acolá de alguma maneira como o estadunidense pra estação espacial e viagens à lua e lâmpada e linha de montagem e mídia de massa e bombas atômicas e revólver resultados da revolução das treze pra república doadora de direito de dono de concorrência pública e propriedade privada o único que é o que era e errará o maioral do mundo e seu mercantil centro mas cada vez menor e menos mandachuva se tornará pra em breve sem os brevês pra bravos necrosado ao seu núcleo que não mais explodirá por se tornar um dos médios na moda que medrará mas o brasileiro não que nunca necessitou ser grande pois já era no seu espaço sem era no instante não é império e historiamente não foi senão no nome nascido sem nação pra honrá-lo nem foi nem é o centro quem sabe se será daqui há algum tempo se tudo se tumultuar mas há de se alinhar e atentar pelo menos pra entrar no estabelecido sem ser entre os pequenos


nós cada um a sós e não em súcia simplória neste agora façamos pro futuro dos fortes maravilhas maiores de memorável glória que as que o mundo já viu em verso de vanguarda e pensemos os poemas mais poderosos de todos que a tinta dum poeta de portas pra percepção vale mais que o sangue de sacerdotes aos centos aproveitemos rapazes as reformas racionais e as diversas dúvidas que nos deu o verão e criemos culturalmente uma quinta estação sejamos os maiores que a mente já mentiu a ajuntar alegorias de arcaísmos dionisíacos e apolíneos fálicos e futurismos fáusticos e medievismos mágicos pra montar unicismos e sermos principalmente os poetas do presentismo aproveitemos rapaces as revoluções das ruas as urbes e organismos que nos ofertou o outono e criemos sem castas uma quinta estação cada um com mais poder que seu povo ou país que cada um destes caiu mas o criador ficou com fama pra perdurar mais que seu povo e seus pais que cada um destes cairá mas o criador ficará que dum só se produz muitos povos e países e estes são os filhos que um forte sempre faz que pra quê fazermos filhos do físico sem psíquico prum futuro de décadas na derrocada do derma pra tê-los sob nosso jugo como jegues joguetes e tiranos moldá-los com mortalhas morais à moda do mandante que massacra as opiniões até serem jovens sem juízo ou com só se juízes existem coisas maiores e melhores no mundo como um mapa-múndi ou uma música cósmica a se fazer que fazer duma foda cristã um filhote humano de utilidade usurária o mundo abarrotado de tais animais se acha perdido cum punhado de povo sem ambição


nem com um só gameta da gama da minha gala quero contribuir pro caos demográfico que demasia de dementes o já diminuído mundo eu cresço e me multiplico em mitos e mandalas mais que o mundo na mente que moro com inúmeros e nela inda um excesso de espaço pra estrelas que nascerão de noite em notações inspiradas crescerão pelos quatro caminhos bem guiadas fulgurarão ao cúmulo da caxemira a coimbra declinarão nos desertos e por dogmas morrerão mas eu aqui ainda a ansiar por mais continuarei a expandir meu estro nos espaciais tu precisas ser a prova pras perguntas que virão não possui piedade do político correto com pobres de espírito que enchem os estábulos a não possuem poderosos com porcaria nenhuma os heróis da história que impérios impõem que geram a grandeza do gosto pelo grande as artes e os avanços e até as religiões o povo apenas entra com a energia empregada se a energia engenhosa do herói da história que também pode ter a trabalhosa energia não agüentar o aperto o alheio não suportará modela de ti mesmo o modelo pra terra tua dimensão e teu deus que não deve ser eu que já sou o meu deus desde a primeira dúvida que ponderar me fez pra fazer um fabulário e não te abandona nem por alguém nem por algo e não te amedronta ou aparta da tua alma deambula pelo destino que descobriste pra ti que durante o dia o destemido sol cumprirá seu caminho e tu cairás na noite mas ele continuará a cuspir claridade independente de ti de tratado ou tabuleta então sê uma estrela e espalha teu fulgor indiferente às sombras que só sonham no sopor


mas quem possuirá um céu somente seu pra subir após pretos do congo suas cangas contarem e descobrirem deuses e designações em tudo após com eles marrons o mundo moldarem com crenças e comércio nos caminhos das cidades quem por séculos será o mais sozinho homem após burocratas brancos da base dominarem todas as outras cores sob o capital do cume serão os incolores e inodoros e insípidos uma única cor pra cada contradição pra todas um só deus ou dólar ou dinar e isso tudo em torno de não tangível moeda não que se granjearem o governo global ele só servirá pra servir pro sem governo e o sumo céu será do sujeito independente de quem se descobrir um deus e ditar sua lei e será sua laica lei a liberdade eterna não cadeia de costumes que criam os legisladores mas sua cor a cor que conta se cáqui ou lilás quem lubrificar a língua com lúbrica coragem e com crueza caprichar nos crimes poetizados e julgar a justiça dos justos que mudará no intento do indivíduo de se inteirar e afirmar de confirmar um cosmo pelo caos do seu amado quem no onde dum outeiro a observar os pequenos instituirá o imenso que irrigará os vales após o centro do meio de misra e mesopotâmia se espalhar nos extremos de esquerda e direita e o meio mendigar e a mandestra empobrecer e a esquerda enriquecer que esperava há muito mas ambas extremidades se equilibrarão então e até o meio será médio num momento também mas não eu do sim pro qual nem cabo não continua que o que eu for no futuro é o que faço hoje e quão enorme sou eu a enxergar os pequenos nos cabos coloridos da costa africana


o mais alegre homem que no orbe se ostenta de ceuta à cochinchina do canadá às canárias porque não tenho tristezas das torturas divinas o mais triste dos homens que no orbe se orgulha da madeira à austrália dos açores a angola porque não há alegrias senão as artes humanas o eixo que equilibra o espaço e o tempo que não expira enquanto não existir em tudo tudo na idéia criadora de quem quer pra conseguir nas sendas sem saída do sempiterno dédalo na gozada mais grande como a do gama heróico que há quinhentos anos aportara aqui cá na minha cabeça dum contagiante céu que é íntimo inferno pra inumeráveis cabeças um céu irradiante de inteligência ígnea que é obscuro onfalo pra quem olhá-lo não sabe por esta escuridão eu enxergo sem tatear a casa da confusão do claro-bruno é minha meu estar estelar é escuro pra muitos como o negro nilo e o níger dos pretos mas uns poucos percebem meu panteísta clarão e deste meu céu-inferno de ilusões de íris é que vibra a voz que pelos vales caminha mas só míticos montes como o místico olimpo são móveis pra saber somente de sentir minhas ígneas correntes da combustão dos corpos medidas com milhares de métricas antigas do tâmisa e do tibre do tejo e do sanhauá dos meus salmos de sal de sumidouros oceânicos pra quem quer conhecer os contrastantes mundos e de doçura fluvial a fluir ferozmente pra se fazer feliz na foz pra imensidão do estrondo sinfônico dos sedimentos surreais de amazônicos caudais que carregam o caráter contido no meu canto que contrapõe a música de suavidade parada em poças de privação


a serpear o rio segue com cidades ao redor pro sugadouro maior que molha todo o mundo e o maior é que salga quem é selva selvagem do seu próprio rumor pra reunir mais reinos o rio não retrocede e entre o rápido e o lento a civilização surge pra seguir eternamente não há nada mais santo que o seu cético seguir um rio sempre segue pra semear a terra até se solto no mar que o manda pra outro mundo sede inesgotáveis de impérios da inteligência qual se fôsseis com ódio ao oceano toda hora assim só vos aparteis como o amarelo e o largo da vossa altura etérea que estabelece estados pra não parar nas planícies que pleiteiam vossa água pra não vos misturardes num mangue de miragens e muitos são até médios de ir morrer num lago ao invés de imortalizar-se ao imergir num mar mas não sejais diminutos pra num dique desaguar sede como os sete que são sagrados na índia que vossa corrente cave os cânions mais profundos como o colorado à caça de mais água que vossa cascata crie do seu quilômetro acima um cósmico arco-íris de intenso irradiar pra que toda a terra vos testemunhe o altar eu mesmo me mergulho num mar de viagens prum mundo só de terra de tesouros terrenos e a mim mesmo eu previno que do princípio de pé pra enxergar além da animália anterior sozinho eu sou o mundo em miniatura à mostra e em maxiatura mental da memória à consciência se moldado em poesia dos pátrios portugueses inicio a minha caça pro conhecido crescer sem dispersar a persona mais que o papel precise e me conquisto depressa em doidos descobrimentos se não é senão comigo em corajosas carracas que crio o que eu quiser sem cartas de marear


não há um substituto que supra um supremo pra seguir por sumidouros que saem em paraísos e o único supremo eu sou sem sombra de céu simplesmente o céu a cintilar no mar nem houve nem haverá em oceanos tão hostis um outro num outrora de oceanias por descobrir e o meu prazer é dobrado se diante do meu dublê em mares tão fechados por fantasia sem força nem por fracos homens sem ousadia oceânica nem por temidos deuses me deixarei sem destra não trairei os meus dons pra me dar a dogmáticos que testamentam que a terra não se trafega em êxtases sem religião nem política eu com prazer procuro a justiça que o sujeito se submete a si mesmo pra do direito doutro não depender o mínimo os presentes que eu posso me prover a mim mesmo pra ansioso não contar com a cristã caridade os caminhos sem conta que não conhecemos inda que direto aparecem a avocar-nos pra aventura o destino que eu criei sem conseguir correr dele porque as minhas forças das fundamentais às falsas são feitas pro meu fado que fomenta o porvir os ritos que me regem pra remendar as fugas no tempo através dos tempos de tantos experimentos vêm do meu reino poético me passado por paráfrases da tão falada verdade ou valor que a valha a depender dos objetos e como o olho os observa com as nossas convenções de claro e carvão não posso me esquivar do eterno entrecortar do eu que me existe pra que existam outros nem do desejo maior duma mundial medida pra eu morar com os maiores nos mares não navegados e só há uma coisa de conseguir mais custosa que o desejo do dom de dormir com os grandes de tão pequenos povos que não pensam enorme é deixar de ser destes pra nos dilatar o orbe


mas comigo eu sou eu e excluo me escusar pois existe pra eu estar a europa e a ásia a áfrica e a américa a antártica e a oceania mas com os estrangeiros da estepe ou da esquina além de eu não ser eles não sou eu inteiramente por não inventar iluso meus inimigos reais e não os escolher como exército a excluir comigo eu sou o leão que de lisboa se liberta que não liga pra loas e leis de sociedade com os outros a raposa de raciocínio régio que na trégua os regimentos sem razão recompõe comigo da caterva de compaixão eu me livro dos velhos sem vontade pra viagem dos jovens e penso que todo povo é prisão pro indivíduo sei que eu sou e me faço um farol pro futuro à custa de estupros e escravos e extermínio mas antes disso estudo e engenharia e estratégia a penumbra presente que o passado também teve é paga pelos fracos e frouxos e fracassados porque não há ideal que idéias são só idílios se ora não são fatos na fé de quem o fará que me leve a lutar por lutuosas sombras eu exclusivamente luto pela luz-letra minha pra levar de um tudo onde tudo não tinha e a minha via verdadeira é de vários caminhos além da boa esperança que espera e não executa além do bojador do brasil e das bulas dos meus pais europeus que enxergaram em sua escola pela materna áfrica à américa agora à ásia que foi sempre dos sonhos e é meu sonho e à austrália cógnita por conta de corajosos minha visão estética não hei de estreitar numa única saída pra cela cerebral por otomanos se oceanos que ao orbe inteiro levam porque é toda saída pro sião ou pra sião pra que surja o eu sou e se sagre a viagem


e a surgir o eu sou de sagres ou da mente dum infante que irá ao infinito da fama eu sigo novamente por necessidade náutica a nadar pelos mares dos mistérios maiores a trafegar pela terra de tetas maternais a voar pelas alturas da arte mais astuta e aonde eu apareço me aguardam batalhas com mouros ou mourões com mários ou cristãos e eu pinto minha palavra nas pedras da fortaleza a pugnar contra ou com elas pro eterno existir decide o desconhecido que em desatino cismo pra eu derrotá-lo agora na alça deste abismo e a maioria dos mares e não são mais que sete do ártico ao antártico do atlântico ao pacífico se movem navegados se em neurônio ou neve um excesso de estradas dos europeus civis se encontram abertas na américa austral superada a superfície que sai em qualquer fim pelo sonho da dúvida e o desafio desvendante porém as profundezas de presumível ferro foram pouco sondadas e eu sonho sentimental com o ouro essencial pra existência elevada e no céu quantos sóis de cintilação azul bombas bolas baleias ou umas balas vermelhas e seus sistemas com oito ou com oitenta orbes que vagueiam a depender da dedução do dia aqui quantas as pátrias com seus pés já pegados e povos que vencidos por uma vara de vezes ressurgem soberanos após séculos silentes ou gritantes do sangue que supura na sarjeta e no céu nascerão do nada muitas nações ou o número de nações ao nosso será igual cada indivíduo um país com práticas e preceitos que jamais de joelhos a um juízo se porão e do nada nada nasce mas é noite e eu nos sonho independentes todos de todos os testamentos


liberdade em letra que lembra uma voz como ela é linda a luzir nos meus lóbulos esta palavra louca que lembra liberdade esta idéia louca que lubrifica a língua que nos faz lembrar da época que não existia eu só o nada a nadar na noite que o precedeu aqui não a alcançamos que há mais tantas coisas que não nos são apesar de no auge nos acharmos mas aqui é o ótimo sem outra opinião que valha à vontade de viver que só aqui se vive na esfera infiel e infiltrada no íntimo mas é ótimo pensar em palavra e a palavra é em alta poesia o próprio pensamento que a liberdade eu pego neste poema paraíso que é à sua memória ou ao meu memorando dela que eu a minto sem modéstia de mediano operário porque ela só existe na especulação do verbo que ela em exemplo nunca expôs a cara mas em seu nome muros duma mídia de massa tanto os comunistas quanto os capitalistas porque mentem com moléstias de mundial solução quantos loucos e eu louco por esse louro mítico da libertinagem de libar-lhe a língua apenas pra produzir um poema panpoemístico liberdade em lógica pra em livro perpetuar-se tão longe da verdade que vejo ou que vês e a verdade não existe se estringe um enxame em uma só loucura pois os mais lautos loucos têm loucuras só suas das quais são os senhores nem nas estrofes exatas de equações poéticas se ouve a verdade que vale pras vastidões nunca o que se exprime é o que é pro ente e em alta poesia o proferido passa o que é e satisfaz aos sentidos mais que a ciência nem ainda aqui a alcançamos nem quero esta idéia louca que libera a linguagem


mas lodifica a língua que luta em palavra e aqui é o máximo em que a mente se mete que a linguagem é da espécie o mais elevado e a poesia o sem limite da linguagem liberta que eu nunca jamais pense em palavra e a palavra é em alta poesia o próprio pensamento que a verdade neste poema eu possa vir a pegar que em nome do seu nervo a natureza pra longe mas eu a quero próxima porque eu sou a própria em seu nome quantos muros porque medram medrosos quantos loucos e eu louco por essa loucura mística apenas pra produzir um poema panteísta verdade de mim tão perto em palavras precipícios pra que comigo eu pareça pro parto dum poema em mim sem equivalência que encaixe no externo mas muitos não enxergam a essência da existência da nossa existência que é a excelência as coisas tão confusas a qualquer das distâncias e a palavra mais implica pois instinto individual que explica os gestos e gemidos do geral mais determina dúvidas que divulga certezas portanto é preciso que a poesia não seja tão precisa qual ciência mas sim sombriamente com raios e relâmpagos e ruídos fascinante que tudo sem um propósito senão procriar sem pensar nem diferente objetivo senão o objeto óbvio senão eu ou alguns de vós no vôo mais veloz que os valores as verdades e a vida diária construímos e destruímos pra darem seu domínio a outros a não ser eu a produzir um portento com palavras com objetivo algum pra arriba ou arroba de objetivos não sei quais no caos da minha cabeça com este poema sobre ou sob subjetivamente a louca liberdade ou a mais louca verdade das quais me livrar não pude que as palavras me prendem pra fazê-lo e refazê-lo até ruir o relojoeiro


tudo feito por sorte nas sombras do subjeto ou símbolo semelhante da ciência à religião ou coincidência ou acaso nas águas abissais da filosofia à arte se atentarmos pra amplidão das exteriores coisas que comandam o consciente que é o mais complexo e em coerência o mais carente eu até que faço e desfaço com dobras sobre meu deus este dom por destino dum deus mais velho que eu tudo a transportar-se no tempo e no espaço a tresloucar-se ao lugar do louco sem lugar e eu aqui parado em poéticos paradoxos no lugar qualquer lugar da linha sobre as sombras pra escrever um poema de ponta a ponta pontudo a ler o aqui dentro de distância descomunal de qualquer conclusão de coisa que não o seja que vai pra lugar nenhum e nunca mais suas notícias como qualquer comum que o cosmo é insensível aos cérebros cintilantes e à sombria matéria como eu como tudo que terminamos em túmulo sem saber por que de tudo de taras a texugos por que existir eu e a existência em si ao invés de outra pessoa de peso pesaroso ou o elefante memorioso o mar dos movimentos que partem pelo vento e o verme que nele voa e existem muitas pessoas nas paradas e painéis mas não ao invés de mim que movimento a mente pessoas elas mesmas nas mesas e motéis que não estão estáticas em meu estável lugar comigo a não existir numa experiência esdrúxula que aqui eu estou a escrever em êxtase e acolá haverei a me alterar pra sempre no meu lugar onírico com um ou outro objetivo a contrariar tudo de teológicas teses e antíteses ao sujeito que supera a sociedade e sínteses impossíveis de instituições e indivíduos a respeito de mim sem manifestações minhas


com exceção de exceles entre vós outros poucos com a regra de nós sermos a semente do subjeto a exceção canhota que contaria o cosmo com dúvidas e idéias e hipóteses internas diferentes dos fatos de fora sempre fantasmas se não os solucionamos num sistema simbólico em correlação dúbia com os demônios de dentro não toda a natureza que é a nata dos nervos também somos natureza do mais nórdico ao mais negro a natureza em maioria da monera ao monetário sem meta pra memória da mente ou da história sem um fim pro futuro no fundo do abecedário talvez o meu objetivo ao olhar os meus olhos seja só escrever-me no espelho esbranquiçado no qual eu que me vejo um vulto entre vocábulos em busca da causa oculta que o orago só oferta depois de fero combate e a consciência em cãibras pro vigia sem vigia vir a viver nas luzes e derrotar o mundo num momento já morto mas a vida que fica não fugirá tão fácil quem sabe nada seja e centenas de causas pra apenas um efeito de estilo estético e se transforma a cereja na sombra que sobra quando o livro se fecha e a folha não flora mas a criar o que quero eu quiçá nem faleça como pensa o público mais pobre de fantasia ou de reflexão no espelho do eu esmiuçador e eu não morra que imortal no instante inventivo porque estou a escrever meu espírito nesta folha que será liberdade em livro ou em leucócitos pra que façam comigo o que eu quero que criem que será eternidade no esôfago do elétron ou um pouco mais de tempo em teatros tenebrosos até baixar a tempérie e tudo tranqüilizar-se depois que eu estiver morto o mais morto mentável mas eu sou vida e vejo só vida nesta face


talvez eu veja a verdade num velório dum gênio e a vida dentro da morte ao me meditar místico como um branco pingo numa página preta a morte bem mais viva que a variedade dos vivos porque ela vive sempre em células e em sais como um pingo preto numa página branca e tétrica não tolera que tudo viva qual ela em qualquer morte eu vejo no vácuo com uma vela as vidas que dela vêm em versos de sangue porque é estar morto sem ser de modo maneira pra ser das maneiras todas em trezentas trindades é não estar sujeito e o sujeito é o sumo nem ao malavado sujo nem ao saudável santo mas ninguém quer morrer nem no madeiro messiânico pra se mudar em moléculas de muco ou de lama exceto uns extremos entre vós outros poucos eslavos principalmente e poetas portugueses que se livram de si mesmos por si mesmos na morte em montmartre ou matosinhos numa masiada dose eu mesmo pelo menos no momento não quero que estou a escrever na extremidade quase o estranho do espírito que excogita suicídios pra não morrer tão cedo de sífilis ou cicuta nem se for a solução pra me safar da súcia contudo é a causa de eu não querer a morte este meu não mirar me mudar de mim mesmo este apego ao meu ego ao meu eu e outros eus é o que me excita a escrever estrofes a apelar pra emoção dos espíritos estéticos pra vaidade das vaidades dos vivos todos nós pra piedade dos pobres que precisam de mim pras conseqüências cruéis ao corno que não me ler pro medo de morrer do mundo todo ele pro ridículo dos reis e dos ricos e mendigos pra que eu fique mais um pouco no pós minha partida e morrer só não é maior que a morte que fica


porque sem eu pra me ser e ser eu é o sumo e haver eu é a melhor das maravilhas do mundo eu suportaria viver sem versos e sem vaginas sem roupas e sem rimas sem rosto e sem um outro contudo não sem mim o mistério maior que sou o mundo mister pro meu mágico viver e penso que tal processo se passe com cada um inclusive com hipócritas que inventam sua exclusão assim e simplesmente o sujeito sem si não é nada e daí nada nem nada os outros pra ele mas o sujeito consigo é o cosmo e os contrários lhe fazem equilibrado pra então não extinguir-se neste poema possante que é em meu próprio nome pra que não se livrem com leis ou letargia de mim tão facilmente nos fascículos futuros por essa fantasia é que fazemos filhos e erigimos estátuas e erguemos as guerras e as pazes e sociedades sindicatos e cidades pra que não se livrem dos livros que nos lembram os istas de ideologias e irracionais fés imbecis do mundo todo e em todos os tempos entre os eruditos e entre os analfabetos que arrasaram alfarrábios de astecas e de maias o éden de alexandria e argilivros assírios pra que não se livrem dos livres tão ligeiro não se livrem mormente de mim de modo maneira talvez eu não faça um filho o que um fracasso seria prum touro ou um tigre ou um tamanduá até mas não pro maior primata que posso este poema não pros homens criadores da casa e da quaresma da letra e da lata e da luz que fazemos do vivo eu já vejo a verdade suprema que sou eu contra tudo pra me tornar em tudo ou melhor ao meu favor pra me fundir ao fim e a despeito dos duplos e a despeito de mim os outros pelejadores pretendem persistir


e tudo é transitório na teia espinosista talvez menos a teia que teimo em aceitar e eu também acabarei e acabarei com alguns que matarei ao menos com as mãos a cada ano em cada país publicano um presidente ou rei um senador por semana e o sufrágio pra jamais um deputado por dia e democracia nunca nem monarquia de marquês então matemos portanto se seremos nós não sei a sumir com a terra se formos que sejamos sem sentimental cinismo assassinemos ao menos um ministro por mês e baixos embaixadores e a existir extingamos os condes e castelões os cônsules e barões e em cada parvo povoado um prefeito por ano um vereador por semana e suplentes sanguessugas apesar de eu achar sem nem haver perdido um absurdo que nós a nata da natureza possamos a proeza de prosternar o globo com tão parca energia do encéfalo excele então matemos primeiro o que me parece o pior até o último os criados e capachos cafofas bajuladores babões e bajoujos chupões puxa-sacos servis e sabujos lambetas cheira-cheiras xeretas e chaleiras adulões que matemos ao menos no mundo um papa por ano e padres e pastores e presbíteros e bispos obreiros e diáconos às dezenas por dia e fradaços e freiras e fodam-se as religiões que o pequeno planeta nem só plantas e animais no qual pisamos confiantes a conjecturar que cada de suas quatrocentas curvas são caça a nós gratuitas acabará muito após nós acabado termos mas acabemos antes com advogados em bando e varas de juízes e jurisdições e júris e públicos promotores e pútridos defensores matemos militares seus majores e tenentes


soldados e sargentos e os civis policiais seus delegados e agentes e os aduaneiros avaros seus guardas e fiscais e os feitores finalmente que o planeta acabará após termos acabado com o habitat que vivemos como vírus ou verme o que não é difícil daqui há duzentas décadas mas no momento matemos ao menos industriais e industriários indigentes e inopiosos comerciários e comerciantes boçais e burgueses banqueiros e bancários bancarrotos e brutos latifundiários e lavradores lascados e ligeiro matemos de ricos pobres e médios matemos muitos mais no tempo do trabalho aos trabalhadores morte ou do tédio sem motivo aos milionários morte eu penso matemático com manobras de matança em massacrar meio mundo e mais mundos com o resto um dilúvio duma dúzia de dias daria conta mas não serviria o surto pra salvação do elevado se sobrasse meio mundo de medíocres em maioria e aí meia dúzia de versos que se vertem no vazio vindos do não visível que é vale de dragões salvam da minha sanha as sociedades todas mas se é o encargo áureo de alguém aniquilar esta nossa esfera de elípticas translações de esmeraldinas matas com macacos e mocós que acabe com o azul da atmosfera ozônica e do mar que é verde por vezes na visão a ser macho na missão de massacrar a terra que mirara nas opções do ovo até o ocaso com seu contrato consigo na cabeça pra sempre pro futuro ficará em fibras de silício onde ficam os célebres nos cérebros dos seguintes e cumprirá a causa pro combate com o globo que criara pra ser grande nos globos das galáxias pra não morrer tão cedo no ceilão ou em sírius quanto os cegos e surdos das cidades cortelhos


os homens vêm do humo pro humo mas os únicos se salvam na superfície do solo maternal por um tempo a mais na memória dos milênios e só se vence a luta se do lado do lobo dos lobos interiores que inventam o indivíduo e é o primeiro prélio de poder e vontade estender o estandarte do eu acima do deles pra no porvir podermos fazer pira dos alheios vencerá quem viver na visão do amanhã aquele que for pedra pros palácios do porvir se perderes no presente que te percas na luta pra não viveres castrado sob a canga dum costume te equipa com a couraça de cada conhecimento que todo conhecimento te quer em seu caminho cospe o teu caráter na cara dos adversários perturba-lhes com poemas da palavra mais forte que é a do teu nome como nume e número o homem não existe tu e eu é que existimos e somos os que fazem a fama dessa fábula quem não for bastante forte se finará por não ser não só forte no físico de fora sobretudo no físico de dentro do desconhecido deus quem sobreviver ao sor é que será o teu o nosso sublime amigo do amor mais que amor mas não há chuva pros charcos ou charrua pra nutrir-nos e não há ventos pra ave ou árvore ou avião e não há sol pra sítios de cereais ou internet as plantas que aproveitam sem atentarem pra ação a água que se aproxima com absoluta indolência e o ar que nem liga se leve em todo lugar e o longínquo sol que não sonha nem sente sem nem conhecerem as causas e conseqüências nem saberem ciências ou somar pelo menos que não são pra nós as plantas que progridem paradas os planetas que giram sem um gesto pra gente e os peixes nas piscinas de pegos ou azulejos


nós é que aproveitamos as águas e o aquecimento e a luz e o vento nas várias nossas verdades nem pros vermes e cupins que nos comem consomem há nós como a nata da natureza que somos pra nós e mais ninguém do norte ao sul que inventamos que a vida se organiza por um objetivo eu objeto como se fosse um ser por cima dos seus seres a vida não existe e assim escassa de escopo não é uma pessoa pra pretender um prêmio a minha vida pra vida ou uma vida pra morte é que pode possuir um profundo sentido mas apenas se a gente o gerar com nosso gênio toma o território das tribos ao teu redor que tanto ambicionas pra alargar tua alma por invasão de comércio de cavalaria de crença conquista-as e aí constrói com cacos do que sobrar com o caos um cosmo que cresça até esfriar um castelado império de intelectual intento se preciso escravos e extermínio não hesita te solta do caduco que não cresceu aos confins de nada serve endeusá-lo no etéreo eterno não serve pro presente porque ele é passado porque serviu somente e é sublime isso pra que surgisses aqui aonde o haver mas daqui em diante a dádiva é contigo até que outro ocorra e ocasione sua parte não servirás pro póstero porque tu és presente só nascido doutrora pra desafiar as divisas do caduco que quer que tu continues nele atrofiado sem troféus pros teus truques e troqueus do caduco que não quer que cresças pra dentro doutros nem produzas prodígios que se perceba de longe pra não ultrapassares com ultrajes o seu húmus em todos os sentidos onde sobeja sombra com a luz que viaja em voraz velocidade qual apenas as estrelas enfrentam a escuridade


que prêmio ser o príncipe dum país qualquer que seja o primeiro distinguido dos dementes desiguais é claro que pro príncipe que persegue o povo ou o deixa à vontade pra ser vil sem violações pro povo perseguido é sua pobre tragédia mas se livre é a paz que precisa pra ser parvo e o povo prossegue na sua podre tragédia mesmo sem monarquia de mandato celeste defensora da fé de facção fabulista nem militar ditadura com os seus dedos-duros e censuras de céus e saunas e infernos nestas bandas de bundas de bantas abundâncias o nobre sem origem em orange ou orleans em íntima campanha pra conquistar o cosmo é doido desprezado nas democracias hipócritas as únicas possíveis nas pocilgas dos países porém eu que detesto e desprezo disfarces que não sejam artísticos pra abarcar o abismo sonho que sofra sob meu severo jugo então a perceber que o povo que passou de terceiro pra quarto quiçá quinto dos conhecidos estados sem nem saber que sabe sempre padece sob qualquer um dos regimes que os ricos e religiosos presidentes ou reis lhe rumem rasteiramente e quiçá me convençam que o criador de valores devasta e constrói as coisas cada vez mais os materiais monetários mais que os místicos poéticos com muito mais rapidez de raios regeneradores de tudo em revolução sem os rigores dos reis ou será porque somos sete bilhões de abelhas dos quais saem os sete mil nos quais me situo dentro se pouco mudaram os muitos que são maioria por milhares de mandatos e no momento ainda e os valores dos velhos que não viam da antártida ao havaí como agora do alto da espaçonave pelo vigor do novo que nasceu trás do neolítico


só não tinha pra trás qual nós tanto passado só todo o futuro pela frente em fábulas que antecipam até o arremate da morte a passar pelo presente que pensa que é melhor pois agora num momento o mundo todo muda e é o repto mais grande o governo global costumes capitalistas nas casas do mundo todo mas eu já penso no próximo que planeio sem operários que é nenhum governo e em guerra grupo nenhum ou cada mente a mandar em si mesma somente sem seitas nem sociedades senão as individuais de testes dum contra todos e não todos contra um e quantos a querer com a corda no pescoço os caducos valores de varizes na vista de anciões anos atrás a habitar o tempo que se acha atrás de muitos anos pra frente que não serve mais de oráculo pra ocasião de hoje alteremos té o agora que o amanhã já vem dizem que não duraremos pra descermos com tudo do nosso mundo em marte nem mais dez gerações prometem os pessimistas das preservações de tudo com pedras na consciência se caçamos camundongos mas eu sou otimista nas obras dos homens não no plural que parvos mas nos pontuais singulares o homem que não obriga os outros a seguirem por um destino qualquer porque cria o caminho pro momento melhor pra mudança e o crescimento duraremos sem descanso mais duzentas e quarenta gerações de judeus na jurisprudência mínima e na máxima milhões de mundanos sem povo se a duração depender e o desejo é grande apenas dos dons humanos que urge té o útero e daqui a anos-luz nas luas das lonjuras me lerão os de lá que meu lugar é o cosmo e acharão audácia no tão atrasado ótimo nesta ode orgía que hoje é o máximo


mas não freará o futuro que sem fim crescerá e eu serei celularmente a centelha dessa flama sem esquecer um átimo um átomo em cada ato que apenas sou avançado no agora pro porvir pois insignes indivíduos de ítaca a galápagos soberbos tão quanto sou como sol pros planetas me fizeram um grande de garras em todo globo pra que eu guinasse grandes pra guerras contra a ignorância nos mais sessenta séculos de saturação cósmica que se seguirão a mim no mínimo das medidas a humanidade se estica em estradas espaciais e evolui pras estrelas e seus especiais satélites por decorrência do gênio que é gigante por ginga ou por força na mente ou nos montes de mercúrio que gera mais geografia em júpiter depois e antes do antártico ao ártico pelo saara do indivíduo que inventa mais história em gana na indonésia e islândia e em io se o calor deixar a menor minoria que é mais que o mundo inteiro que resolve os problemas que o passado não pôde e não produz problemas pro povo que não dá conta senão pra outro gênio que gerará mais gênios que em todos os tempos são de tamanho idêntico o da imaginação e da idéia pro invento mas toda ideologia ou ideário é ilusão é infantil e ínfima se imagem apresentada vizinha às vitualhas nas vistas agoniadas do faminto que à frente só sua fome enxerga é lezeira louvar com lábios imundos a lixeira do povo que passa sem pegadas tolice tagarelar na tevê ou num bar que tudo é do povo o poço sem potencial nem o povo é do povo e a prova é o voto e as políticas campanhas de carisma e capital apenas acentuam que a arraia não manda em nada o povo se satisfaz com sanduíches e cervejas


com o sufrágio cínico pra sagrar seu ladrão se há altar pro seus santos ou suas sombras se senta e se ergue se diversão ou dinheiro dá o dono se satisfaz o luxo de ledo em liquidação com qualquer cega lei de liberalismo lúdico que não obste contanto seus cultos e carnavais e testemunhe que todos os tolos são iguais se há alimentação de altas calorias na oportunidade ótima de obeso poder ser como o burguês de bunda tão branca quanto grande que é povo também no tempo dos triviais na moda mediocridade que ser médio satisfaz como é qualquer coisa se cantada intensamente uma causa ou motivo na manejada mente pruma coisa qualquer ou uma catedral gótica ou catástrofe que arrasa no ato do mais alto o mar ou uma mosca que muda de direção ou uma ideologia mais inchada que o infinito são motivos pra guerra nas guinés ou nas guianas uma idéia grande dum grande guiador nasce dum desafio e daí se desenvolvem as coisas mais crescidas com quarquis ou com letras essa idéia em excesso ou escassez de execução a todos rumará pra ruína em revolução exceto quem a teve porque terá o tempo por uma idéia virgens se vestem como varão se sim ou não ouviram as ordens do oráculo pra que ao amigo ladrão as tais levem liberdade por uma idéia cômodos se convertem pro combate sem jamais gesticular um juízo na vida e lutam sem o livro mas com a lança alienados com ânimo assustador pra assolar persépolis como se fosse feito do seu fanatismo agrura o feixe varonil de varas que lhe vergasta como fosse sua filha a fantasia dum sábio que não está no embate a esta tão altura


cegamente seguem eu sei lá que orador que em preces lhe prometa um paraíso pra logo um sólido subemprego com salário insosso e matam ou morrem com muita satisfação por essa tal promessa dum pedaço de pão e viram a vontade do vizinho na sua por não ter sangue no olho pra observar seu horizonte pra odiar qualquer outro com seu objetivo pro alto e nos dentes uma faca pra filetar filósofos que lhe façam um forte de fino pensamento se escravos eram os eslavos e berberes os do sul do saara e os sindis e escandinavos sem estímulo próprio por não possuírem produtos e não serem superiores em ciência e tecnologia com causa estrangeira de estados sob empresários se especializam escravos em empresas mundiais se além não pensavam dum prato de pastagem passaram a pensar que pensam as idéias mais revolucionárias de religiões e regimes mas os capitalizados quão não se conhecem e contam que se acharam na alheia alucinação topam qualquer tarefa se o todo poderoso em evangelho encarnado ou estado em constituição pelo papo dum parvo que os põe aterrorizados o pensamento do povo que eu presumo que exista não preciso escutar em eleições onde escravos votam seu cativeiro que é o cosmo completo como o povo não ouve pois sem ouvidos pra ouvir as odes que eu orquestro em homenagem a mim me não proporcionam pena os pobres oprimidos e em tempos democráticos de disfarces de direitos como os dagora em diante se diretos ou não eu observo mais oprimidos em operários mal pagos de oeste a leste em liechtenstein ou líbia que em tiranias troianas com tronco pro seus rebeldes ou trácias escravaturas em que escravos encadeados


sabiam da sua situação e soíam se rebelar se os escravos econômicos do estado de hoje têm olhos pra mirar as maravilhas modernas não as podem possuir em sua propriedade única e se tornam mais tristes com tralhas variadas se tristes por outra coisa que não conhecem a causa por trabalharem tanto sem tempo pra pensar por tão pouco valor de sua vida vassala trabalham pro progresso dos poucos proprietários e ficam em frangalhos no fim de cada dia todo profano dia no desconsolo diário e nos seus santos dias a diversão pra dialhos e muitos adoram seus atrozes algozes em comícios precipícios passeatas e procissões são a vasta vergonha que vegeta pela terra detesto os dedos-duros e desprezo os babões que por dinheiro ou medo até sua mãe maldizem como eu não desprezo nem detesto os meus demônios que aconselham altivez na aldeia ou na metrópole estes são o que eu sou e sabeis que estou possesso e não quero que saiam do meu ser os meus seres aqueles não têm altura pra alcançar com trapaças nem meus imigos espertos que exploram-lhes ao extrair o anímico animal agrícola e mineral nem meus amigos que agem análogos do meu lado é a escória maior do mundo aquela mundiça se não fosse o veneno de tais vermes e vírus não se observaria um oprimido no orbe me não proporcionam pena os pobres oprimidos é ultraje ao humano sua humilhação voluntária serem matéria-prima pra produtos não precisos se eu tivesse tempo a todos extirparia a ralé que só rala dos ricos e dos mediados e em tão ampla sesmaria só sobrariam uns seis que se produz tanto povo nos pobres que não lucram quanto nos milionários e médios jajá maioria


quanto tempo e poder pra produzir porvires se perde numa prece ao passado de ignorância e a pérdida de tempo em teocráticos templos é terapia pra tolos que têm o acesso negado aos tesouros por trás dos terraços das estátuas e os tolos têm torrado em tumbas pra semimortos tanto tempo com doenças dos deuses derivadas animália alimento de avantesmas famintos e onívoros homens do ofício sagrado quando é comandados que cansaríeis vós do cabresto das bestas em vossas bocas botados a vossa servidão aos sacerdotes de saias e sacos cheios de dinheiro das doações à divindade é um soco no cérebro da subida dos homens do divino destino de dominar o universo sabei que o rebanho nas rédeas dalgum rábula quer se reunir em ruínas da razão e do mito pra inibir o indivíduo que por inúmeros vale ou valeria cada um mais que um universo se a maioria não valesse só um vintém pros vivos e somente o solitário ao se sagrar à sua obra suplanta os semelhantes porque sabe mais que o rei dos atalhos de artimanha que pela ápia toda alcançam a liberdade sem ligar pra alheias leis e neste dia me descubro na doca do não sei onde mais distante da verdade que vê este visível como imitação da idéia invisível eu sei que ela nunca com ninguém passou a noite nem entre o hindustão e o seu irmão irão separados pra um ser do mais sortido védico que se dividiu em deuses em descomunais épicos e sem deuses nas doutrinas despontadas no nepal e o outro do avéstico que aboliu a abundância e caminhou pra canaã com a castrante lei pro seu cristo e andou pra arábia com o alcorão eu sei porque duvidei de diáconos e druidas


que a verdade suprema foi superada sim pelo grande geômetra e gênios geneticistas por verdades pequenas de pulsares a partículas e dúvidas mais vastas que a verdade não vista e o que a tagarela tanto em testamento novo todavia a ignora do instante ao imutável aquele afeminado que não se alimenta bem cairá pelo caminho e os corvos devorá-lo-ão com o seu nunca mais pra matéria sem minerva de pé não agüentarão meus adversários artísticos sua moleza malbarata a meta da assunção e eu mesmo lhe mostrarei o martírio da queda o da fraqueza soberbo me sentencia sua certeza de pérsico paraíso ou palávi inferno de viçosas virgens ou de velhas matronas não quero mais mentiras que as minhas manias não quero mais messias nem magos que o moldaram o da fraqueza soberbo se diz santo e salvo a falar que sua fraqueza não é fichinha mística e que os imortais sagrados e o seu senhor sábio no juízo final formante da mais fétida fábula lhe ressuscitará a razão que lhe rareava com uma alma imortal na infinita insciência que o da fraqueza soberbo não suporta a ciência e proclama possuir o pensamento bom a punir quem a procura pra provar-lhe o gosto sabe que a ciência foi sempre sem descanso a inimiga imensa da sua invisa venda que pra rapina manda os seus mortos e mornos ele na escuridão e na esperança vive mas só fala da luz que não lhe liga a lâmpada com seu único deus que é dono do destino e seu único diabo pra destoar em dualismo e eu que sou tão lúcido nem ligo pra essa luz nem absorvo alucinógenos mas assombro com símbolos quem é sombra dum signo sem seiva de raciocínio


os tristonhos sandeus dos semíticos sítios querem sentir saudade de sião a escapar de escravidão excessiva e encalços sucessivos mas eu sei que sabem que a circuncisão não vale que o negócio é aqui sem se aliançar a avejão e é essencial então a economia e a política eu sonho com sorrisos pro sábado da folga que saudade sintam com meu segredo nas mãos os que vierem depois do meu dito ditador e estes de agora que anseiam pelo antes pela psicologia de ser o povo eleito que de lá esperem um herói que não existe que os salve pro céu que não surge jamais pra lhes quitar a culpa do corpo e do instante entanto não esperam e enriquecem sempre que se convive contente só de corpo presente só se vive se vindo do ventre duma mãe e se morre ao negá-la pelo nada nonsense e se vive mais potente ao se prescindir do pai que tão longe de casa já nem calha conosco que tão longe da vida nem vive com vadias e a pensar num povo com profeta e deus que não pedem que pareça com próximos que são todos pois quer continuar raro e a mais resistente raça se nascestes a sorrir já como super sábio e escapastes dos algozes antes dos teus dois anos não procura respostas nas revistas rasteiras procura as perguntas do porquê de algo ser de tuas poéticas visões sobre o vir a viver e tu serás o selo dos mais santos profetas e as recitações sagradas do teu ser sairão os teus terríveis temas de tetra revelação o teu corpo hermético de ensinamentos egípcios em ti é que estão e escreverás o eterno e mesmo antes dos trinta teu testamento terás teus conselhos pra príncipes que ao porvir persistirão


da cabeça aos pés e a penetrar pela pele hás e és o que há de mais alto e profundo o verbo que ditará aos teus doze discípulos os hinos iranianos e os indianos cantos os salmos sionistas e as saídas pra luz não te esquece do eu que te existe e é tu por alheias alusões a algo maior que tu te subministra a sério pra que sejas dos maiores e batalha em busca do teu mais belo desejo e monta no teu búfalo em busca do mais belo que ninguém e são tantos os tristonhos e tetros vem to trazer a ti na tua tenda de deserto se triste te encontras em estábulos estreitos uns estão exultantes nas estepes mais amplas mas se ser só consegues dos que carregam a cruz com medo de cair na caldeira dos carrascos dos candangos em canga com os quais o bom pastor brinca como bolinhas se batizados do espírito e dágua que vira vinho em vasilhas vazias te mancomuna aos milhões em manadas pra nada de boas novas se o filho se fodeu no feriado que se triste sozinho sem santificada ceia tu serás mais sorumbático na sonsa fisionomia mas em turba os tristes da trindade ilógica são também jubilosos nas judiações jesuíticas mormente se mentiras de maravilhas além de ressurreição num reino de regozijo eterno os mimam e consolam a carne que é corrupta as verdades eu verso mas não pra vender o peixe pra sem veadagem magoar o magote de múmias eu as escolhi pra magoar os monos que a mentem não aquela absoluta que de alfa e ômega sem ser é pra tanta coisa de canalha e covarde mas cada comprovada com cálculo e observação as verdades variáveis do vendido pro agiota das quais somente sabemos da sinfonia uma nota


de abrir nossos olhos e ouvidos pra ordem das coisas é a hora pras obras mais olímpicas de olhar e ouvir sem oração pra santos o que hoje é possível pelo passado pasto pra quebrar o silêncio e não só pra sacerdote de sacrifício cilícico pra salvação dos fracos na religião ou rito com reza pra defuntos que receita a morte da mente meditativa te renova no reino da realidade criativa de quem recita a vida que vasculha os vestígios enxerga as estrofes de quem escreve vida sem quarentena que castre sua coerente seqüência de quem voa sem sanção de sete sacramentos nem jejum nem novena nem nênias de natal então não peregrina por pecado e purgatório como marionete de maria ou madelena que seu ninguém precisa de procissão penitente a se arrastar por amor ou atenção de quem seja que não pode haver amor ou atenção de alguém pra tantas almas carentes que comungam camundongos nem há alguém que ame acima duma dúzia de próximos não parte das pessoas que lhe criaram que amar só se pode ao próximo do presente a distância delimita os dons do senciente não te entrega ingênuo a ideais ou ídolos que espalham que és que eles bem menor porque diz a escritura da era da estupidez não confia no fiel que se fia em farsa única sem cuidar do conjunto das comédias mais altas que até o teu ódio em holísticas odes se mostre bem maior que o maior amor que possam dizer que têm os taumaturgos das turbas em suas línguas estranhas de estéril extraterrestre sem mediadores formais pra falar com fantasmas não teme a solidão que salta em saúde porque eu sei que a turba que treme por tramóias


do testamento axilar que auxilia os aleijados é tentadora e tenta com suas teses dizimistas com sua aparente grandeza de galope de gado acanha os anões que se arrependem coitados pra com sua fé fatalista se fingirem os eleitos de não sei que diabos do detestino divino mas não teme a turba que o seu trotar bruto não vale o capim que comem em conjunto os criacionistas contra a cabal evolução tanto faz se são cem ou sextilhões de servos a provocar a platéia com patéticos convulsos não valem uma unha do que ultrapassa universos são surdos os serventes nos seus sete contornos ao santuário árido do aerólito abraâmico o meu canto altissonante pra abalar alcaides não alcança sua alma que se acha preocupada com as suas cinco rezas ao religioso ridículo estão predestinados a se prostrar em prece já eu de dia desnudo e ao dormir mais nu que nunca o saltério dedilho sem descanso de dança nem jejum em mês algum no ano da afirmação mas do meu salmo sinfônico ao sair da aurora já nadinha lhes sobra por cega submissão à sombra do assombro que assusta atordoados mas quem sabe se no sono do silêncio maior em uma utilitária das mil e uma noites lhes não pesam pesadelos de passarem da sua pra melhor com mulheres que montam em homens no meu pulsante sonar que sonha com o submerso eu poeto pra passar sem peregrinar a ele o passado na pista do progresso inevitável porém eles pensam em pelejas sagradas que o passado é maior com mesquitas na mente e talvez o deles seja pois sabiam mais que os suíços mas maior é o presente que nos prende e nos pertence se fizermos então com ele o eternamente


eu tinha crises de dúvidas de deus e do demônio principalmente quando era criança sem crimes nas asas dos adultos de absolutas certezas num despótico deus mas descobri que havia mais trindades com trinta e três milhões de deuses e crentes também ateus de amuletos sem azar de ótimas suásticas que simbolizam sorte meditadores monistas e monoteístas distraídos henoteístas do eu eterno e do eterno retorno dualistas e politeístas e panteístas pluralmente da mesma laia pra lá de lahore há milênios e hoje uma dúvida por mais dina ou diminuta me faz rir da intolerância que me indica inferno por suas sacras certezas e por minhas safas dúvidas que separados vivamos nos vibram as variantes de castas e de cultos numa crença multíplice que morramos separados nos soa esta semelhança em sílabas sagradas do sutra do indivíduo o que eu preparo árido com ativa assonância em meus tratados místicos que o mestre não mandou com o coração em crivos os que crêem increrão que tudo que é covarde e calvo de consciência com carmas pra purgar e pecados pra pagar se faz charco de choro com chuvas de irreverência a memória mente muito e mostra somente um pouco e eu anseio o açúcar e se adequado eu o serei mas qual dos maiores místicos se já mostrou aos homens pra sempre escondidos se encontrarão eles quem quer um deus enxergar se enxerga no espelho com olhos divinais de desejos e deleites sem retidão pra ser rico de reencarnar nas letras mais sabedoria sacana e sexual libertação e autônoma ação que amor e devoção que justiça e correção e cremação de corpos medito o pensamento e não o não pensar parvo não vive em vilipêndio de vacas mais sagradas


que humanos que receiam os reveses da roda quem vê nitidamente as nuanças da natureza não vive em virulência de vegetariano flébil que concede sua carne pra que a comam outros quem se vê nitidamente a natureza de nata não resiste resposta que não é raio de luz dos orgásticos olhos do onanismo próprio que por canais energéticos seus espectros espalha qual mito a intimidar os inimigos íntimos e estes não insistem nos instantes inteiros do mais alto amigo e amante de si mesmo que é a lei eterna o eu sobre os estrangeiros e eu não prometo nada que negue a natureza nem um nome nem um número pra notá-la numa tábua e tudo é objetivo pum homem objetante pra quem ordena o orbe na ofensiva do progresso mas ninguém necessita do nada como propósito prum outro plano pleno de possível melhora melhoro aqui neste plano que é o plano planável sou crescido e não quero apenas quatro verdades muito menos no mundo ou mundos uma pra tudo nem consigo não ser que sou de sabedoria e sofrimento rejeito sem renuncia ao real aos meus desejos que dão o deleite maior que pranteiem os pequenos de práticas mendicantes pelo poder dos grandes na guerra por graduações sou grande e desprezo os duendes diminutos mas não deslembro deles um décimo de segundo que eu dependo deles pra distanciar-me do baixo é pela sua estatura que eu estou neste exagero é que eu me extremo pra estabelecer meu ser em oitocentos caminhos que o cosmo cruzam pros titãs do meu tamanho sem termo pra nossa parte sou todavia um igual de intensa iluminação e dou graças aos grandes que gradualmente nas mentes renascem pela reação à sua reinante arte


a natureza nutre de néctar e ambrosia meu corado coração mais carne que espírito meu cérebro vocifera em vermelhos versículos o que o sangue silencia até o som sair das mãos já dum inteiro quase eu corro já calejado de tão curtido chão sem chaves pras charadas pra voar com as aves das asas mais alígeras em direção ao sol que sublimará suas cinzas e não há como ser e ser é o maior segredo de eu de novo sucumbir à semente supressa os meus galhos me guiam pra galáxia mais distante dos dedos que são dádivas das mais dinas do mundo e eu tenho que traduzi-la sem tirar uma estrela em testamentos novos sem nada não noticiado mas que até que apodreça o azulado orbe não hão de amadurar em alta compreensão o passado até aqui nos ajudou e atou agora eu assumo a aviterna saga o futuro já espera em expectativa eufórica meu estro ser escrito sem esconder suas criptas são muitos os caretas que contíguos a casa me conhecem calado na conduta sem templos mas a palavra na página não prescreverá nunca e só pro probo que a escuta a enxergar meus exemplos pecado e perdão e penitência pra tudo já passados pra trás e tratados como trapos languidamente são lentos com ladainhas sem arte e eu ligeiro ao máximo com a mínima massa perene de partículas que penetra os crânios que são covas que cavo pra continuar no além me não burlo de bulir qual besouro no ouvido num buraco negróide que é mais noite que a noite e pra si me traz de tudo a tempo duma explosão pra eu transformá-lo em nada de ninharia pra ninguém pro meu entendimento que escala extremos até eu escutar o estalo do egoísmo em todos


com mental coragem sem corja de copistas pra carregar no corpo de carne e talento pra cuspir nos costumes a coragem inteira da casta dos criadores de crises de valores entristecei-vos os muitos que mendigam uma mão que são mandados por modas e medos antiquados que eu surjo sob os sepulcros mais sujos interiormente e sobre os santuários mais soberbos de altos eu sou a segurança dos círculos divinos do norte sacrossanto do senhor pra seus servos e dos círculos satânicos os sonhos desnorteantes do sul secularizado por um sanhoso insurgente calculai vós contritos o quanto sois ridículos ao cultuar doenças que o desleixo do destino conservou em nossos corpos que cresceram mais na alma e rejeitareis remédios pra répteis ao perceberdes que vossos símios cérebros de seis milhões de anos possuem mais pisos sobre o primeiro de seiscentos calculai vós canastrões o quanto sois risíveis em canseiras inúteis ao investigar ilusões que mortificam a mente com músculos e ossos mamilos e amídalas pros quais não há afazeres e rejeitareis as rezas de rasteiros curandeiros que ainda nos cogitam com cauda e cabeludos tanto quanto os macacos das matas meridionais em verdade eu vos digo por desejar discípulos que destruam meu dito com os desejos da vez arrancai o apêndice que antigamente serviu mas agora apenas nos acarreta doenças arrancai os antolhos e admirai em volta quanta laica beleza de bundas à bioquímica perdestes por não rides em vossa reta de ritos que quanto mais olhardes pelos olhos dos outros mas vesga de varizes vossa vista será que os olhos do homem é que ordenam o mundo apesar do ponto cego do cérebro a sofismar


por que almas animosas em antros sem poesia e corpos atrofiados em aulas de alienação essas almas malsãs sem modos masculinos a maltratar a matéria com mentiras teológicas e a culpar o corpo sem cálculo integral por qualquer coisa e tudo que tenha terracidade doentes não sabem em suas certezas cegas que é um soma sadio sem serpentes a matar a mais preciosa pedra pra produzir ciência que precisa uma alma pra abjurar aristotélicos essas almas malsãs sem método e com manias a mentir mortificam com morais extraterrestres o corpo que carece de conhecimento sempre e coragem de espírito pra evolução das esferas pra evolução das espécies e o estrito relativismo dizem sadicamente com cilício na cintura que é suma do sagrado o sideral anunciado danificam doentiamente com dogmas preconceituosos os dons que lhe são natos pra notar a natureza e a morte temor de quem tenta se tardar não tem tanto trabalho pra pôr terra no ótico desejam doentiamente uma dimensão maior mas o corpo de matéria do qual a mente é membro é o melhor dos mundos de modo que é o único a vós o que me parece de posto privilegiado eu pronuncio sem preces ao passado mais remoto a alma é adereço na amplidão do universo que almeja ser o essencial sem expor evidências mas não se ofuscam os fortes de fibrosas ferramentas com o fulgor dos fetiches e fantasmas primitivos nem trocam sua saúde de saber que sabem o que sabem de elétrons e euclidianos elementos de saber que não sabem o que não sabem ainda nem por centenas de céus de certeza inquestionável as almas conservai em cabresto de comando que há muito é mister com método no discurso


que se monte nas almas pra alcançar mais alturas a alma é auxiliar pro agrupamento corpo é chegada a quadra do corpo sem castrações vir a conhecer cosmos de comense e berlinense e que assim aconteça que aquela é parte deste e o debate e a dúvida são o dedo que aponta pra interpretação dos sonhos e o segredo das células e pra que mais que a ave a asa não se avulte em vultos da vaidade de velhos inseguros e a física não fracasse em feudalismos mesquinhos frente à metafísica que só é melhor nos motes mais nobre sem numes vos nomeeis vossa face que o corpo santuário de sessentrilhões de células possa se encontrar sempre em situação sadia forte pra vergastar o que vier do viver eu me ponho à prova em pistas de atletismo ao parir da manhã que mostra as maiores marcas meu carnudo coração pra sem cansar bombear seis litros de sangue por cem mil condutores a quarenta quilômetros por canônica hora numa curta corrida de quatrocentos metros eu me ponho diante dos desafios mais duros ao avistar os andes os alpes e o himalaia meus pulmões esponjosos a extrair da escassez de seis litros de ar os mais alegres ares numa funda subida até sentir o céu de osso mais que ferro e de flexíveis fibras pernas bem preparadas pra não perdê-lo de vista e não sentar com sectários em cemitérios à noite pra sofismar bobagens de babuínos benditos mas não me eximo da eterna e estéril discussão se é o ser ou o estar que espera o espírito pra evoluir ou estagnar no elísio ou aqui mesmo me só não reúno em roda ao redor de fogueira pra masturbar os mastros de maio ou de junho e os neurônios com nuncas e nulidades queimar


ilho toda inocência no infinito do zero que eu intento fingir em fórmulas fonéticas e abomino altares sem o ampliador um sem o expandidor eu como exclusivo deus que apenas eu sou aquele que anunciam as escrituras que apenas eu sou aquele que algo faz por mim e bendigo as bênçãos do bastão até o círculo que o bardo que sou promove em pares pra propagar-me em trindades e quartetos e quintetos e quimeras que voltam ao vazio donde eu vim com tudo donde brotou em bis a beleza do meu corpo de contornos e cantos com calculáveis ângulos que é o templo ateu de aritmética e álgebra da minha alma artística de agrupar palavras da cifra mais secreta que somente se mostra um pouco e só os sábios que sabem simbolizá-la e a alma é apenas apesar de ser tanto alguma coisa do corpo que quer ser maior que ele e por isso não me ajunto a aduladores de almas esses espertalhões que escolhem ser assim por causa da esmola do esmoler de espírito esses estapafúrdios se estagnam destarte a contar só nos dedos as demandas dos dogmas pois não agüentam o acervo de aleives da sua verdade miríades de mentiras a morar nos homens multidões tumultuadas de totens e taumaturgos com abundantes ameaças os asnos se preocupam apenas tribulações e traumas elas trazem todavia eu vos previno ao prever o porvir nem que dagora seja há séculos seiscentos o sexo vencerá na vista dos visionários nos jardins perfumados do prazer sem pesares nas veias que levam a literatura aos leitos eu mesmo já gozo pábulo os proveitos do porvir nesta presente página com meu pênis da sorte e eu sei que talvez nem a trocentas trombetas


estéreis não escuteis qual estadista romano minha letra lasciva que leva ao iluminamento meu estro tropical de transas nos terreiros porém nós poderemos se possuirdes o querer e o fogo fecundante pra fundar mais mistérios fazer como se faz nas festas mais bacanas sem fé pra atrapalhar a ascensão da alma o sexo que nos salva a saúde da mente e o sexo que dá prazer da pele até a próstata num só corpo e alma de amálgamas aguaceiros na união com o um que úmido é três a haver eu e o alheio e nós ambos o terceiro que é plenamente ser senão o saber da serpe senão a satisfação das serpentes enleadas no fogo salvador que sublima o sexo o que não é assim se acha em achaques a vida apenas é bela se bem de brincadeira em suas nádegas grandes de gruta pro grunhido e em suas coxas grossas sem grades pro meu gozo em seus seios macios na medida das mãos e em sua boca bendita pra beijar ou chupar em seus olhos puxados ou protraídos de prazer e em seus pés pequenos mas não prensados chineses em seus cabelos longos e lisos pra eu liderá-la e em suas sedosas mãos pra me masturbar sem medo em suas cósmicas curvas que é curva a beleza apesar dos apartos dos anciãos brincai também de perfurar as pedras pra produzir a água que nos salva da secura dos santos impostores da sonsa seriedade que sai sem sal da boca de quem escondido beija os beiços da boceta pena é que eu não tenho desse tenso tarado porque tenho certeza que em sádicos salões ele se sente sátiro de safadeza caprina no perigo provocante de ser pego em flagrante a fazer o fantástico que é foder por poder


cerco de tudo um pouco na periferia poética do meu ser que se serve de semitas e canaítas em minhas prisões poéticas pra preservar a memória não só o fugaz fútil de felicidade efêmera que facilmente se prende com um pouco de pecúnia mas especialmente o eterno de elevada indiferença do qual não escapa nada e ninguém não é nem número que eu o escrevo especialmente pra não me esquecer de mim com favos ao meu favor o fértil eu procuro pra fazer uma fazenda de filhos por toda parte meu coração dispara no duplo devaneio de em mel se derreter diante da donzela e se fazer mais forte que ferro ou diamante com o falo que resolve onde a razão não reina que preenche o que falta na fala filosófica minha língua em senhas se solta serpentina na mais saborosa senda da somática vida filosofa com fêmeas minha felina língua que lubrifica a linha entre lábios silentes que com luz completarei com calma pra culminância em reta me enrijeço o espírito da espécie pra entrá-la com energia em expedição sagrada meu mel escorre curvo no caminho que construo pro eterno feminino que o falo fantasia quero de tudo um muito de mister e mistério e lógica matemática pra mostrar suas minúcias sem conseguir contentar-me em casas de milagres com o curto que me cerca com seus só cinco sentidos eu careço ser um cosmo pra cuspir minhas galáxias nas carnes mais macias das mulheres mais maníacas e pra isso guerra contra quem quer carnificina sem armas democráticas pra descascar o derma eu me alivio das almas a acariciar os corpos não quero ser um útil em usinas de usuras da humanidade húmus que é usada pra burro quero ser dos homens que no ócio ocíduo


urram o que é humano e é humano o divino é a minha missão que eu mesmo me dei sem míssil contra crianças em camas de corrutos felicitar os fortes que fazem o que querem sempre quando possível sem pararem pras preces felicitar os ferozes e fesceninos cérebros que fazem seu fenômeno com flexuosidade ampla e ferir os fracotes que ficam à espera por ter cérebros frouxos e fixados numa fé é a minha justiça pra gerações gerar em justa sem generais nem juízes todos injustos arranjar pra que sofra quem não sabe se saciar e cada amante que escolho ao enxergá-la envolvo no meu ardente amor que anseia satisfazer o corpo e a alma numa alegria pra ambos e meu amor é sanha de sexo selvagem pra quem não sabe senti-lo no cérebro apenas eu consumo a carne até o creme do osso cuspo em cada curso do corpo da amiga e cheiro seus orifícios dos originais olores mas são muitos os medrosos de mente limitada que ao máximo não gozam suas gotas nas gargantas e o deleite de despir-se dos dogmas e preconceitos pra dentro do alheio em acrobacias atléticas com a língua dos amantes que se amamentam alegres um ao outro em orgasmos qual se ourassem a si mesmos com a energia do suor da saliva e do sêmen de milhões de minúsculas e movimentosas setas de estoque que não estiola se a existência continua ao alvo prodigioso e parado num punhado que perdurará menos da metade da mulher é a língua que quer o corpo em carne viva dos pés até a cabeça do corpo cavernoso com calma até o coito se converter em lácteo nos odores e sabores da seiva que nos salva na grandeza do gozo que grela um fim pra fábula


ODE AOS HOMENS