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Tu, Eu e o Sol.....

“Às vezes gostava que o sabor da melancia na tua boca durasse para sempre e que o sol nunca se pusesse nos lugares onde nos escondemos.”


És como o musgo que sobrevive em rochas.. Só procuro maneiras diferentes de ver as coisas, de as sentir, de as cheirar, de as tocar, , temo que tudo na tua vida seja uma corrida contra o tempo. Ainda hoje olho as árvores secas perdidas na paisagem ou na berma da estrada e pergunto quem lhes terá comido os seus frutos.

Porque aquilo que nos faz bem, também nos magoae é naquilo que mais amamos que encontramos os mais longos e aguçados espinhos.


O Destino... O destino não existe, mas está sempre escrito nas nossas mãos, o destino não existe, mas está presente num qualquer emaranhado de fios ou nos ramos de uma árvore. o destino não existe, mas está nos mesmo sítios e nos mesmos lugares por onde já passamos. O destimo não existe, mas está lá quando olhamos as mesmas flores e tocamos os mesmos objectos, o destino não existe, mas algum dia tem que ser cumprido O destino existe, quando nos lembramos, quando sentimos ou quando sonhamos com alguém... Hoje vou-me vender...vou procurar alguém para amar, como se fosses tu... vou entregar o meu corpo ao falso desejo...depois hei-de sentir nôjo...ao sujar o corpo, sujarei o espírito, ao lavá-lo, limparei a alma...eu nunca te tive, tu perdeste-me.


Apesar do aviso foste comendo primeiro um depois outro um a um sonho a sonho ficaste com todos. Perguntei-te como foste capaz de tal coisa?

Respondeste-me que os meus sonhos eram tão bons tão viciantes que depois de comeres o primeiro não conseguiste parar mais e agora a falta que sentias era tanta que precisavas desesperadamente de encontrar uma outra árvore.

A Chave como se de repente, uma simples pequena coisa, abrisse uma porta no universo,num outro, que até ali ignoramos existir... é uma espécie de ‘pequeno frágil instante’ Vai ser assim que agora os vou passar a chamar ‘pequenos frágeis instantes’... e vou descobrir onde se guardam, quem tem as chaves, quantos podemos ‘comer’ por dia...’


Os Cegos Alguns de nós, à medida que vão ‘crescendo’, têm a preocupação de deixar ‘o caminho das migalhas’, para voltar atrás, sempre que for preciso, enquanto vão rezando para que nenhum pássaro gigante os siga... Os que têm essa consciencia ou sorte, encontram, sempre que desejam, o caminho de volta, a essa doce simplicidade, onde são, sinceramente felizes! Os outros, continuam sem ver, indefinidamente cegos. Quando a ausência se torna numa presença que nos ilumina a cada segundo.

Deus nunca quis que os homens os que conseguissem construir suficientemente altos, para que soubessem do resto do mundo; tal como eu nunca consegui construir um, suficientemente expesso, para deixar de te sentir. Um dia destes morro e tu nem o visitaste!


“O fracasso condiciona a nossa confição humana”

“Passaremos a olhar as coisas, e a ver nelas aquilo que na realidade, sempre amamos”


O Céu Sabes como fazem os gatos? Eles conseguem saber ao longe de quem gostam; sentem! É só vê-los, de cauda levantada com a ponta a abanar, a correrem um para o outro... Depois tocam-se ligeiramente com o focinho, numa espécie de beijo com o nariz e a boca, sentem o toque, o cheiro e o paladar...A seguir roçam a face no pescoço um do outro, impregnando-se com o odor; marcando-se,cada um, com a do outro...e logo partem juntos a brincar!


“Nunca sabemos quando é que as nossas linhas da vida se vão cruzar...”

“Mas conseguimos sentir a sua proximidade.”


“Também tu me impregnaste, corres no meu sangue à velocidade de cada batimento, e até nos vasos sanguíneos mais finos, consigo-te sentir, é por entre eles, que nos meus sonhos te vejo passar, trazes uma espécie de véu azulado, não sei de onde,talvez de um antigo vestido de noiva...”


O Encontro Como se os nossos corpos fossem só olhos, suspensos...a vaguear...eternamente pelo universo, numa estranha forma de bailado, num doce namorar. Acabei por encontrar, à porta do paraíso, os teus lábios e senti um enorme desejo de lá entrar. Por fim, já não estavas ali, mas o teu cheiro permaneceu, aquele que eu ainda nem sabia, mas cujas raízes eram já tão profundas, na minha pele. Pedaços de ti pequeninos pedaçinhos todos os dias por todo o lado espalhados que me adianta vê-los se sou incapaz de os apanhar. Que me adianta olhá-los se sou incapaz de os tocar que me adianta senti-los se sou incapaz de os viver.


-De que és feito? -Da água da chuva! -Daquela das tempestades? -Não, de orvalho da manhã!

-De que és feito? -Da água da chuva! -Daquela das tempestades? -Não, de orvalho da manhã!

-Se um dia quiser ficar contigo? -É melhor que esperes por mim todas as manhãs.


-Encontras sempre pessoas tão interessantes... -Eu não as encontro...invento-as! -Vais-me dizer que não existem?! -depende... -Para mim existem...para ti não sei...

-Eu para ti existo? -Acho que não! ...morreste! -Então como fazes para falar comigo? -Não sei...deixa ver... -Invento-te!!


O Sonho Hoje sonhei contigo, ontem também deve querer dizer alguma coisa acho eu,que acredito em certas coisas e assim o mundo não é monótono daqueles (sonhos) fantásticos cheios de realismo de personagens que juramos existir na vida real mas só conhecemos de sonhos em lugares a que nunca fomos mas onde nunca nos perdemos.

Ontem beijamo-nos hoje também arrastaste-me para dentro de água um oceano profundo e turbulento sem pé e quando pensava que morria o teu beijo deu-me o oxigénio que precisava tive medo quis vir à superfície tu riste-te e disseste ‘não é tão bom’. já tinha acordado, quando te respondi.


A Morte Quando morrer, quero que sejas o meu sudário, a mortalha que me envolve na morte, esse pano cru, macio e delicado, pousado suavemente no meu corpo, nu e frio... Quero que a minha essência seja impressa em ti... impregnar-te! Quero deixar-te tingida... Marcada de sangue! Quero que não me esqueças... Nunca! nem daqui a dois mil anos! Quero que te recordes sempre de mim! Quero que me procures em todas as vidas... em todas... as que vivermos... até lá.’ “Nunca sabemos quando é que as nossas linhas da vida se vão cruzar, mas conseguimos sentir a sua proximidade.”



Joe #3 by Filipe Ribeiro