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JOE 3#


ร‰s como o musgo que sobrevive em rochas... Sรณ procuro maneiras diferentes de ver as coisas, de as sentir, wwde as cheirar, de as tocar,., temo que tudo na tua vida seja uma corrida contra o tempo. Ainda hoje olho as รกrvores secas perdidas na paisagem ou na berma da estrada e pergunto quem lhes terรก comido os seus frutos.


Quem me dera ter o teu dom... Quem me dera “apagar-me”, Quem me dera não sentir nada, Quem dera não chorar, Quem dera ser tudo, menos aquilo que sou...

Agora vamos fazer as coisas à tua maneira? Não percebo... O quê? Porquê? Quais coisas? Qual é a tua maneira? Estás a ver se me assustas...


e apesar disso, do medo que sentias, foste capaz de o fazer, e por fim abandonaste-me


e as pessoas procuram-te, porque procuram alguĂŠm que na vida jĂĄ tenha sofrido muito, ...e apesar disso, continuas pura,... procuram-te para se confessarem, para lavarem os seus pecados.


não precisas de morrer de ciúmes, porque és tu que me inspiras e é em ti que penso em cada segundo.


Esperei tanto tempo por ti, que me esqueci daquilo que te queria falar e no entanto as palavras continuam soltas e à deriva espalhadas por todo o lado, só que agora já não sei como é que as hei-de reunir para te contar aquilo que te queria dizer.

as palavras não as quero soltas, guardo-as para os dias de tempestade. Estavas ao meu lado neste dia e as palavras que não foram ditas, foi porque os nossos olhos estavam ocupados.


Foi ao fim de muitos anos, que um dia, disseste, n達o ter lutado por ti o suficiente... eu achava que, era precisamente isso, a maior prova de amor, que te tinha conseguido dar...


Se já tive dias em que acordei e me senti horrível... então não há adjectivo para descrever como me sinto hoje... já sabes como sou, não muito feliz (com aquilo que faço), não me canso de cometer erros, não tens culpa absolutamente nenhuma, desculpa se te ignoro...


Sabes uma coisa? Acho que estou com saudades... Com vontade de te beijar, Até te engolir... a alma, Não me castigues com o silêncio, estamos muito longe para isso... Já nem sei porque fiquei assim... É mais forte que eu, Tenho o dom de estragar tudo...


e porque o inferno ĂŠ vermelho e nele morremos todos os dias


...ah!... e continuo a insistir e repetir, para mim mesma, constantemente... vezes e vezes sem fim... atĂŠ ao infinito: como ĂŠ possivel?


E a relva foi testemunha das promessas de amor que fizemos, porque ele ĂŠ mesmo assim, ĂŠ tanto mais forte quanto o medo que temos de o perder.

E apesar disso, do medo que sentias, foste capaz de o fazer, e por fim abandonaste-me.


É estranho sentir que fazes parte da minha vida, é estranho dizer-to, é estranho que me deixes feliz quando te lembras de mim, é estranho sentir saudades, é estranho que só isto me chegue, (não é que não queira sentir o teu cheiro ou tocar no teu ombro, mas tal como num pequeno jogo de tabuleiro, apenas avançava uma casa) é estranho que te escreva no presente, porque só te conheço dum passado longínquo ou dum futuro distante, é estranho sonhar contigo tantas vezes como hoje.



Joe #3 by Vânia Clara