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URBANISMO I IPUTINGA

BEATRIZ REGINA MARANHÃO GERMANA TINOCO jOÃO VITOR mACÊDO


Apresentação:

Este estudo visa uma análise urbanística do bairro da Iputinga, com destaque às áreas de Santa Marta, Ayrton Senna, Barbalho, Vila União e seus respectivos arredores. A partir desta análise, realizou-se a interpretação da identidade e proporcionalidade da área em estudo. O resultado encontrado através das análises dispõe-se em textos e gráficos, de cada subtópico, visando um maior entendimento do local e de suas especificidades, em busca de uma possível mudança na conjuntura encontrada. A elaboração desde estudo foi realizada pelos alunos: Beatriz Maranhão, Germana Tinoco e João Vitor Macêdo, estudantes da disciplina de Urbanismo I, da Universidade Católica de Pernambuco, no segundo semestre de 2018, orientados por Andrea Câmara e Clarissa Duarte.


SUMÁRIO

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04 05

INTRODUÇÃO

CONCEITUAÇÃO 1.1 O espaço urbano cidadão 1.2 A rua cidadã e os elementos da coexistência 1.3 cidade para pessoas e caminhabilidade

Caracaterização geral da área 2.1 aspectos socioeconômicos e socioculturais 2.2 elementos de paisagem 2.3 aspectos legislativos

leitura urbana local 3.1 por uma cidade preservada e produtiva 3.1.1 identidade 3.1.2 proporcinalidade 3.1.3 densidade 3.1.4 diversidade 3.2 por uma cidade humanizada segura e confortável 3.2.1 permeabilidade 3.2.2 caminhabilidade 3.2.3 vegetalização 3.2.4 iluminação 3.3 por uma cidade integrada e inclusiva 3.3.1 acessibilidade 3.3.2 multimobilidade 3.3.3 conectividade 3.3.4 colaboração

leitura integrada

ESTRATÉGIAS DE DESENHO URBANO 5.1 TABELA DE DESAFIOS E POTENCIALIDADE 5.2 VISÔES DO FUTURO

referências


Introdução:

O presente trabalho tem como objetivo analisar urbanisticamente o bairro da Iputinga(que se encontra na cidade do recife[figura 1]), estritamente às áreas de Santa Marta, Ayrton Senna, Barbalho e Vila União (figura 2).

(figura 1).

A temática urbana está relacionada com o estudo, regulação, controle e planejamento da cidade, de forma que a mesma seja objeto a ser estudada. Os estudos das análises urbanas permitem divulgar à população conhecimento sobre os seus sítios, o que contribui para a formação da memória coletiva do lugar, bairro ou cidade. Muito discute-se sobre a necessidade de inclusão da escala humana nos planejamentos urbanísticos. Entretanto, para que se estabeleçam diretrizes urbanas, faz-se necessária uma análise da área, identificando suas competências e deficiências. De modo mais objetivo, a atividade consiste em um levantamento de dados sobre a área determinada, como por exemplo identidade, proporcionalidade, densidade, diversidade, permeabilidade, caminhabilidade, vegetalização, iluminação, acessibilidade, multimodalidade, conectividade, colaboração. Além de compreender dissertações sobre a caracterização geral de estudo como, aspectos socioeconômicos, socioculturais, elementos de paisagem e aspectos legislativos. A metodologia utilizada para obter tais resultados foram estudos bibliográficos, o livro Cidades para Pessoas, de Jan Gehl, Cidade Caminhável, de Jeff Speck, conceito de “Espaço Urbano Cidadão” e “Rua Cidadã”, juntamente com seus elementos de coexistência. Foi feita também uma pesquisa de campo, no dia 03 de outubro de 2018, onde recolheu-se várias informações relevantes para o estudo.

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POR UM ESPAÇO URBANO SUSTETÁVEL

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CENTRO URBANO CIDADÃO ECÔNOMICA

1- Creche Municipal Casinha Azul 2- Escola Municipal Dina de Oliveira 3- Escola Municipal Casarão do Barbalho 4- Praça Arari Ferreira Fonseca 5- Largo da Rua Sucupira

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AMBIENTAL

(figura 2). (figura 3).

Integrado Inclusivo


1.1 O espaço urbano cidadão:

CONCEITUAÇÃO

01

1.1 O espaço urbano cidadão

É o espaço resultante de um planejamento integrado, onde espaços públicos e privados são planejados de maneira conjunta e complementar. Este espaço abrange a consideração de dois importantes conceitos: A rua cidadã e a Arquitetura Urbana. Esses conceitos estão alinhados com o discurso contemporâneo de planejar a cidade, onde esta é vista como um lugar de vida e trocas sociais, tendo a dimensão humana como escala de referência para sua projetação. Antes de tudo, é importante saber que uma cidade sem planejamento urbano integrado a um planejamento arquitetônico dificilmente terá um espaço urbano cidadão. De acordo com a jornalista Jane Jacobs, autora de Morte e vida das Grandes Cidades, um planejamento focado no automóvel e em um zoneamento onde as funções estão separadas, destruiriam o espaço da vida urbana, tornando as cidades sem gente, sem atividades e inseguras. Na concepção do arquiteto urbanista dinamarquês Jan Gehl, é reforçada a necessidade de retomada da dimensão humana no planejamento das cidades, enfatizando a função social do espaço público como um lugar de encontros. O espaço urbano deve promover a segurança, o conforto e o prazer para as pessoas. Entende-se como rua cidadã como protagonista do “Sistema de Espaços Públicos” de uma cidade, como o espaço público articulador dos demais espaços (públicos e privados), equipamentos e pessoas. O conceito da Arquitetura Urbana parte do princípio de que o projeto do espaço privado deve ser guiado pelo planejamento do espaço público, e não o contrário, reforçando o princípio de que todo empreendimento construtivo deve ser consequência de um projeto cidadão e o de que toda arquitetura deve ser urbana. Visto isso, para se desenvolver um planejamento urbano local e integrado parte-se da premissa de que seus métodos de trabalho sejam também integrados, interdisciplinares, inclusivos e colaborativos; intervendo entre a vida pública e privada. Deve-se impulsionar o uso das ruas, priorizando a qualidade dos espaços públicos, proporcionando segurança e conforto.

1.2 A rua cidadã e os elementos da coexistência 1.3 cidade para pessoas e caminhabilidade

Fonte: Plano Centro Cidadão, Recife, p. 17, 2017


1.2 A rua cidadã e os elementos da coexistência A rua cidadã atende as necessidades cidadãs, como segurança e conforto, tendo como objetivos a dinâmica, vigilância social, qualidade espacial e qualidade ambiental irá integrar e possibilitar a coexistência urbana. Mostra que a rua é um espaço público fundamental que requer atenção, cuidado e planejamento, faz parte da cidade e deve ser pensada a nível de outros espaços também públicos como praças e parques, fazendo parte de um sistema integrado. “É o espaço público viário articulador de lugares e pessoas, concebido de maneira integral, onde as edificações, a mobilidade, a vegetação e o mobiliário urbanos demonstram-se planejados de maneira conjunta e complementar, visando, sobretudo, a segurança e o conforto dos cidadãos.” DUARTE, Clarissa. A rua cidadã e suas propriedades, Recife, 2005. Desse modo surgem quatro elementos urbanos de coexistência diretamente ligados à apropriação do espaço público a fim de auxiliar nas diretrizes a serem tomadas no que diz respeito a requalificação desses espaços. Os elementos são: Interface edificada, mobilidade, vegetação e mobiliário urbano. Interface Edificada: Elementos construídos nos limites dos lotes e face da edificação voltada para o espaço público, além dos usos ou atividades existentes intra-lotes, principalmente os localizados no pavimento térreo. São encontrados através de permeabilidade visual, proporcionalidade entre a edificação e escala humana, coerência climática, diversidade de usos e continuidade. Em nossa área de estudo, na maioria dos casos, encontramos altos muros e residências fechadas para a rua, com janelas pequenas e sendo quase nula a permeabilidade visual. Já na Estrada do Barbalho, existem mais casas com o pavimento térreo para uso comercial.

Foto autoral

Foto autoral

Vegetação: Espécies vegetais existentes nos espaços públicos urbanos, destacando-se os tipos arbóreos, arbustivos ou de forração. Os demais elementos da natureza urbana, como fauna e corpos d’água, são também considerados. É essencial para oferecer conforto térmico ambiental ao pedestre, amenizando a temperatura principalmente em cidades tropicais. Para uma boa vegetalização, é necessário coerência, harmonia, continuidade e compartilhamento da vegetação. Boa parte da vegetação encontrada na área é de grande porte, sendo essas identificadas, na maioria dos casos, dentro de lotes privados, gerando então locais com pouco ou quase nenhum sombreamento nas ruas, causando grande desconforto ambiental.

Foto autoral

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Mobilidade: Fluxos e permanências dos diversos tipos de usuários ou modais presentes nas vias, bem como suas respectivas superfícies e infraestruturas de deslocamento. Refere-se às condições de locomoção das pessoas na cidade. A mobilidade é considerada apropriada quando se tem qualidade em todas as vias de deslocamento (vias exclusivas de transporte público, calçada, ciclo faixa e ciclovias), limitação de velocidade nos veículos, estacionamentos, transporte público e estímulo aos meios de deslocamento sustentáveis (bicicletas e/ou transporte público). Percebe-se uma grande variedade de transportes, como o público, carros, carroças, bicicletas e motocicletas. Já em relação as vias de rolamento, grande parte encontra-se pavimentada ou de paralelepípedo. Entretanto, as calçadas são irregulares, não tendo nenhuma acessibilidade e as vezes sendo inexistente, visto que algumas casas a invadiram para uso próprio do lote.

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Mobiliário Urbano: Equipamentos ou objetos utilitários de suporte às atividades dos cidadãos nos espaços públicos, normalmente localizados sobre as calçadas, refúgios viários e espaços como praças e parques, a exemplo de postes, paradas de transporte público, bancos, lixeiras, telefones públicos, placas de sinalização. Percebemos em nossa visita, que quase não há a presença de mobiliários urbanos, a exemplo de lixeiras, bancos e telefones públicos. A sinalização não é feita de maneira efetiva, não havendo placas que identifiquem as ruas e a velocidade permitida. Temos a presença de 1 praça e 1 largo, porém ambos se encontram em revitalização pública. Os postes são mistos (energia e iluminação), mas muitos estão quebrados, deixando o ambiente escuro e desprotegido a noite. Em todo trajeto percorrido, não encontramos quase nenhuma parada de transporte público.

Foto autoral

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1.3 Cidade para pessoas e caminhabilidade: Cidade para pessoas é a que inclui a dimensão humana, não negligenciando-a. De acordo com o livro Cidade para Pessoas de Jan Gehl, a cidade deve possuir sustentabilidade social, segurança, confiança, democracia e liberdade de expressão. Entretanto, essa realidade não é vista na maioria dos espaços públicos. A dimensão humana tem sido esquecida do planejamento urbano e a cidade criada para pessoas perdeu espaço para uma ideologia de prédios isolados, muros altos e indiferentes. Esse novo modo de usar a cidade pode por fim ao espaço urbano, com aumento de tráfego de automóveis individuais, isolamento dos edifícios, má qualidade dos passeios públicos e separação de usos da cidade. É importante entender de forma objetiva, as questões fundamentais à qualidade de vida e analisar maneiras de trazer a humanização dos espaços que refletem na escala, nas soluções de mobilidade, sustentabilidade, segurança, vitalidade, valorização dos espaços públicos, e no que pode ser apreendido ao nível do observador. Através disso, podemos entender Cidade para Pessoas baseado em 3 pilares: Proteção (proteção aos pedestres, ambiente cheio de vida, olhos da rua, boa iluminação, experiências sensoriais), conforto (caminhar, permanecer em pé, sentar-se, ver, ouvir e conversar, praticar atividade física) e prazer (espaços projetados de acordo com a escala humana, experiências sensoriais positivas, aspectos positivos do clima). Isto posto, por meio dos 10 passos da caminhabilidade deve-se encontrar uma cidade feita para pedestres, pronta para ser usufruída. São eles: Pôr o automóvel em seu lugar, mesclar os usos, adequar o estacionamento, deixar o sistema de transporte fluir, proteger o pedestre, acolher as bicicletas, criar bons espaços, plantar árvores, criar faces de ruas agradáveis e singulares e eleger suas prioridades. Para atrair as pessoas a caminhar e permanecer no espaço da cidade é uma questão de se trabalhar a dimensão humana cuidadosamente e lançar um convite tentador. Nas cidades, deve haver muito mais o caminhar para se ter contato direto entre as pessoas. Em relação ao bairro da Iputinga, não conseguimos encontrar nenhum dos 3 tópicos propostos por Jan Gehl: proteção, conforto e prazer. As calçadas não são adequadas para o passeio público, obrigando o pedestre a ir para a rua para conseguir transitar através dos obstáculos (lixo, entulhos, casas que ultrapassaram os limites dos lotes, barracas. Moradores relataram que muitos postes de iluminação pública não funcionam a noite, tornando o local escuro e inseguro. Os altos muros e as casas sem contato com a rua tornam o caminho a ser percorrido sem vida e desinteressante, também não tendo nenhuma área de permanência confortável para eventuais encontros entre as pessoas. As áreas de prazer, que deveriam ser encontradas nas praças, estão em reforma, não sobrando nenhum espaço para crianças brincarem e adultos se encontrarem. Além disso, os 10 passos da caminhabilidade também não são respeitados, pois não há estacionamento, tornando o tráfego desordenado e estreito, não há mescla de uso das edificações, pedestres e ciclistas não são protegidos, bons espaços não foram criados, as árvores não se encontram na rua, e sim apenas dentro dos lotes, e para finalizar, as ruas não são agradáveis visualmente falando, já que não existe um tipo arquitetônico definido, e sim casas improvisadas. Sendo assim, a dimensão humana não é valorizada e não há um convite para se permanecer na rua. O caminhar não se tornou prioridade.

Foto autoral

Foto autoral

Foto autoral Foto autoral


Caracaterização geral da área

02

2.1 aspectos socioeconômicos e socioculturais 2.2 elementos de paisagem 2.3 aspectos legislativos

CARACTERIZAÇÃO GERAL DA ÁREA DE ESTUDO

O estudo busca entender a formação e transformação histórica da cidade do Recife, para concepção da sua formação morfotipológica e dos problemas encontrados atualmente na cidade. Com isso, obteve-se como base um recorte espacial realizado no bairro da Iputinga, especificamente nas áreas de Santa Marta, Ayrton Senna, Barbalho e Vila União, captando a evolução humana. A escolha foi feita através de uma parceria entre a cadeira de Urbanismo I e a ARIES (Agência Recife para Inovação e Estratégia), afim de recolher dados suficientes para uma futura intervenção no local; levando em consideração os diferentes componentes urbanos e arquitetônicos que caracterizam o bairro. Para entendimento da caracterização geral da área, serão relatados os principais acontecimentos socioeconômicos e socioculturais, seguido pelos elementos significativos que fazem parte e se destacam na paisagem da cidade, formando seu patrimônio, e por fim legislações urbanísticas que configuram a área.


2.1 Aspectos socioeconômicos e socioculturais Como observado em pesquisas através do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, o bairro da Iputinga encontra-se com um IDH (índice de desenvolvimento humano) de 0,608, através do Senso de 2010, uma diferença alta comparando-o com o IDH do município de Recife, que é 0,772. Em relação a educação, apenas 40% das pessoas maiores de 18 anos possuem fundamental completo, entretanto, 96,42% de crianças de 5 a 6 anos estão na escola, elevando o nível de alfabetizados. A esperança de vida ao nascer é de 70 anos, com uma renda per capita de 325,14 reais. O bairro da Iputinga ocupa a 426ª posição entre as unidades de desenvolvimento humano do Recife (UDH), com um total aproximado de 15.000 habitantes, onde mais da metade encontra-se ativo no mercado de trabalho. Cerca de 100% das moradias contam com água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Em relação aos aspectos socioculturais, a Iputinga é um bairro situado na zona norte da cidade, às margens do rio Capibaribe, conhecido como bairro dos artistas. Iputinga é um vocábulo de origem Tupi, usado pelos indígenas para designar “lugares do campo que se enchem d’água no inverno, permanecendo alagada por algum tempo”. Na época da colonização, em meados do século XVI, foram as primeiras terras divididas entre os colonos. Era uma ótima terra para a agroindústria do açúcar, fazendo com que vários engenhos surgissem. Das grandes casas dos tempos do açúcar, restam algumas ruínas, como o Casarão do Engenho Barbalho. O bairro foi sendo tomado por favelas assentadas e moradores de melhores condições econômicas foram aos poucos se evadindo do bairro. Depois da grande enchente de 1975, que quase acabou com o bairro, essa evasão cresceu muito. Val Bonfim, artista e professor que nasceu e continuou morando no bairro, criou o movimento artístico Iputinga Bairro dos Artistas, com o objetivo de trazer de volta os antigos moradores e artistas e irmaná-los no mesmo ideal, no sentido de tornar seus trabalhos mais conhecidos e, consequentemente, mais comercializados. Esse movimento funcionou como combustível para revitalização do bairro. Foram surgindo novos artistas e antigos moradores voltaram ao bairro. Entre as conquistas atribuídas à sociedade cultural dos artistas do bairro da Iputinga, destacam-se a descentralização da arte, no eixo Boa Viagem-Centro-Olinda, chamando a atenção dos turistas para a zona norte da cidade; implantação do único movimento dedicado aos artistas e modificação da feição da avenida Caxangá, através da exposição permanente de arte nos canteiros centrais. Artistas de diferentes procedência e expressões de arte são filiados a Sociedade Cultural Iputinga Bairro dos Artistas (SCIBA). Há escultores, entalhadores, serigrafistas, pintores, fotógrafos e estampadores, cantores líricos, programadores visuais, ceramistas, poetas. Entre esses, alguns são também professores.

2.2 Elementos de Paisagem Uma paisagem é o conjunto de elementos naturais e humanos que estão ao alcance da vista do homem e que se apresenta em constante mudança de tempo no espaço. Os elementos naturais presentes numa paisagem são aqueles que fazem parte da natureza, como por exemplo, vegetação, relevo, clima, hidrografia. Os elementos humanos presentes numa paisagem são todos aqueles que são alvo de modificações por parte do homem de modo a atender às suas necessidades como por exemplo pontes, habitações, estradas, plantações. E a paisagem urbana é entendida por ser constituída por elementos urbanos como ruas, avenidas, praças, viadutos e prédios que se encontram habitados por pessoas que realizam as suas atividades nesse espaço. O ambiente vai se alterando na medida em que esses processos e ações deixam suas marcas. Os elementos destacados no mapa têm uma relação direta com esse processo de transformação. Representam objetos/monumentos que surgiram em determinado momento da história e perduram até os dias de hoje. Com isso, pode-se entender toda sua bagagem histórica e assim sendo, sua importância cultural. Esses edifícios e marcos possuem significado próprio para a comunidade em que estão inseridos, formando a identidade cultural e preservando a cidadania.


mapa de elementos de paisagens

ELEMENTOS DE PAISAGENS

1.1

1. Educação Creche Municipal Casinha Azul

4.1 Assembleia de Deus Vila do Barbalho

1.2

Escola Municipal Diná de Oliveira

4.2 Igreja Pentecostal

1.3

Escola Municipal Casarão do Barbalho

4.3 Assembleia de Deus Ministério Tambiá

2. Praças Praça Arari Ferreira Fonseca

2.2

Largo da Rua Sucupira

3. Avenida/ Rua notável 3.1

Estrada do Barbalho

3.2

Rua São Mateus

3.3

Rua Monsenhor Ferreira Lima

3.4

Rua Sucupira

1.3

2.1

2.2

3.1

3.2

3.3

3.4

4. Edifícios Religiosos

1.1

2.1

1.2

4.4

4.1

4.2

4.3

Igreja Evangélica da Família

4.5 Assembleia de Deus Ministério Palas 5. Edifícios Residenciais 5.1 Conjunto Habitacional Casarão do Barbalho

4.4

4.5

5.1 Fotos retiradas do google street view.


ZONEAMENTO URBANO - PLANO DIRETOR 2008

2.3 aspectos legislativos RESTRITA

MAC

ZAC

CONTROLADA MODERADA

BEBEIRIBE

ZAN

CAPIBARIBE TEJIPIÓ ORLA ZEIS

MAN

ZE

SPR

ZEPH ZEDE

SPA

ZEA

JB UNIDADE PROTEGIDA

UCN

SSA1

ZEIS - ZONA ESPECIAL DE INTERESSE SOCIAL

UEA UCP

ZAC - ZONA DE AMBIENTE CONSTRUÍDO MODERADA

ZAN - ZONA DE AMBIENTE NATURAL

SSA2

ZEPH - ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO HISTÓRICO SSA-2 - SETOR DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL 2


MAC Macrozona do Ambiente Construído - MAC, que compreende as áreas caracterizadas pela predominância do conjunto edificado, definido a partir da diversidade das formas de apropriação e ocupação espacial. Tem como diretrizes principais a valorização, a conservação, a adequação e organização do espaço edificado da cidade.

ZAC As Zonas de Ambiente Construído - ZAC são agrupadas de acordo com as especificidades quanto aos padrões paisagísticos e urbanísticos de ocupação, as potencialidades urbanas de cada área e a intensidade de ocupação desejada.

ZAC MODERADA Zona de ambiente construído de ocupação moderada – Se caracterizam por ocupação diversificada e facilidade de acessos, objetivando moderar a ocupação, com potencialidade para novos padrões de adensamento, observando-se a capacidade das infraestruturas locais e compreendendo frações territórias. • incentivar o padrão de adensamento construtivo, adotando-se potenciais ade quados ao equilíbrio da paisagem e à infra-estrutura; • dinamizar as atividades de turismo, cultura, lazer, comércio, serviços e negócios; • implantar mecanismos de combate à retenção imobiliária; • promover parcerias entre a iniciativa privada e o poder público, com vistas a viabilizar Operações Urbanas Consorciadas; • promover a qualificação ambiental com investimentos para melhoria da infra-es trutura, principalmente de saneamento ambiental; • incentivar a preservação, a recuperação, a reabilitação e a conservação dos imóveis e dos elementos característicos da paisagem; • implantar mecanismos para a promoção da regularização fundiária; • estimular a consolidação e integração do uso de habitações de interesse social; • conservar e implantar espaços de uso coletivo, voltados à inclusão para o traba lho, esportes, cultura e lazer; • manter área de ajardinamento localizada no afastamento frontal para os edifí cios destinados à habitação multifamiliar e não habitacional, devendo obedecer aos seguintes critérios: 1. A área de ajardinamento estará obrigatoriamente localizada no afastamento frontal o qual deverá apresentar no mínimo 70% de sua superfície tratada com vegetação; e, 2. Serão admitidos elementos divisórios no paramento, desde que atendam a uma altura máxima de 3,00m (três metros) e tenham pelo menos 70% de sua superfície vazada, assegurando a integração visual entre o espaço do logradouro e o interior do terreno. • investir na melhoria da infra-estrutura para potencializar as atividades econômi cas, os empreendimentos habitacionais e atividade turística e de negócios afins.

MAN Macrozona do Ambiente Natural - MAN, que compreende as áreas caracterizadas pela presença significativa da água, como elemento natural definidor do seu caráter, enriquecidas pela presença de maciço vegetal preservado, englobando as ocupações imediatamente próximas a esses cursos e corpos d`água. tem como diretrizes principais a valorização, a preservação e a recuperação, de forma sustentável e estratégica, dos recursos naturais da cidade.

ZAN As Zonas de Ambiente Natural - ZAN encontram-se definidas em função dos cursos e corpos d’água formadores das bacias hidrográficas do Beberibe, do Capibaribe, do Jiquiá, do Jordão e do Tejipió e pela orla marítima, desde a faixa de praia até as águas com 10 metros de profundidade, incluindo os recifes costeiros. O objetivo geral das ZAN consiste em compatibilizar os padrões de ocupação com a preservação dos elementos naturais da paisagem urbana, garantindo a preservação dos ecossistemas existentes. Ficam definidas as seguintes diretrizes para as Zonas de Ambiente Natural - ZAN: I - recuperar áreas degradadas, livres ou ocupadas irregularmente, potencializando as suas qualidades materiais e imateriais; II - implantar corredores ecológicos urbanos que conectem espaços vegetados, inseridos na malha urbana; III - garantir padrões sustentáveis de ocupação, respeitando a paisagem peculiar existente; IV - promover a sustentabilidade da produção eco-comunitária, de acordo com a capacidade de suporte dos ecossistemas; V - integrar as Unidades de Conservação da Natureza - UCN e aquelas a serem criadas pelo Sistema Municipal de Unidades Protegidas - SMUP com os espaços verdes limítrofes aos outros municípios da Região Metropolitana; VI - valorizar e proteger os elementos construídos, reconhecidos como marcos da paisagem, inseridos nos ambientes naturais; VII - promover ações de educação ambiental sobre aspectos favoráveis à recuperação, proteção, conservação e preservação do ambiente natural; VIII - implantar programas de revitalização dos cursos e corpos d’água; e IX - implantar ciclofaixas e ciclovias como infra-estrutura integradora dos patrimônios natural e construído.

CAPIBARIBE Zona de Ambiente Natural Capibaribe - ZAN Capibaribe, composta pelos cursos e corpos d’água formadores da bacia hidrográfica do Rio Capibaribe, caracterizada pela concentração da Mata Atlântica e de seus ecossistemas associados e pelos parques públicos urbanos; Deverão ser observadas as seguintes diretrizes específicas relativas à Zona de Ambiente Natural Capibaribe - ZAN Capibaribe: I - manter as tipologias de ocupação com controle do processo de adensamento, onde houver sítios; e, II - implantar parques naturais municipais, recuperar e requalificar praças.

ZE As Zonas Especiais - ZE são áreas urbanas que exigem tratamento especial na definição de parâmetros urbanísticos e diretrizes específicas.


ZEPH ZEIS As Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS são áreas de assentamentos habitacionais de população de baixa renda, surgidos espontaneamente, existentes, consolidados ou propostos pelo Poder Público, onde haja possibilidade de urbanização e regularização fundiária e construção de habitação de interesse social. As Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS classificam-se em: I - Zonas Especiais de Interesse Social I - ZEIS I, são áreas de assentamentos habitacionais de população de baixa renda, surgidos espontaneamente, existentes, consolidados, carentes de infra-estrutura básica e que não se encontram em áreas de risco ou de proteção ambiental, passíveis de regularização urbanística e fundiária; e, II - Zonas Especiais de Interesse Social II - ZEIS II, são áreas de Programas Habitacionais de Interesse Social propostos pelo Poder Público, dotadas de infra-estrutura e serviços urbanos e destinadas, prioritariamente, às famílias originárias de projetos de urbanização. As Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS têm como objetivos específicos: I - Zonas Especiais de Interesse Social I - ZEIS I: • possibilitar melhores condições de habitabilidade; • promover a regularização urbanística e jurídico-fundiária, • inibir a especulação imobiliária e comercial sobre os imóveis situados nessas áreas; • incorporar ao limite das ZEIS I, mediante lei específica, os imóveis situados em áreas contíguas, com solo urbano não edificado, sub-utilizado ou não utilizado, com o objetivo de promover Habitação de Interesse Social - HIS, incluindo equipamentos e espaços públicos, destinando-os ao reassentamento de famílias prefe rencialmente da própria ZEIS; • destinar imóveis com solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, localizados dentro do perímetro das ZEIS I, para Habitação de Interesse Social - HIS, atendendo à função social da propriedade, destinando-os ao reassentamento de famílias preferencialmente da própria ZEIS. II - Zonas Especiais de Interesse Social II - ZEIS II: • promover a implantação de Habitação de Interesse Social - HIS, incluindo equipamentos e espaços públicos; • possibilitar a relocação de famílias provenientes das áreas de risco, non aedifi candi e sob intervenção urbanística. O planejamento e a regularização urbanística e jurídico-fundiária das Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, aprovados de acordo com as disposições do PREZEIS, deverão conter, no mínimo: I - diretrizes e parâmetros urbanísticos específicos para o parcelamento, uso e ocupação do solo; II - plano urbanístico, respeitando aos já definidos para a área; III - indicação das intervenções necessárias à regularização fundiária; IV - delimitação de áreas não edificavéis.

As Zonas Especiais de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural - ZEPH são áreas formadas por sítios, ruínas, conjuntos ou edifícios isolados de expressão artística, cultural, histórica, arqueológica ou paisagística, considerados representativos da memória arquitetônica, paisagística e urbanística da cidade. O Poder Executivo poderá instituir, mediante lei específica, novas áreas como Zonas Especiais de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural - ZEPH, levando-se em consideração os seguintes aspectos: I - referência histórico-cultural; II - importância para a preservação da paisagem e da memória urbana; III - importância para a manutenção da identidade do bairro; IV - valor estético formal ou de uso social, relacionado com a significação para a coletividade; V - representatividade da memória arquitetônica, paisagística e urbanística dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX; VI - tombamento pelo Estado de Pernambuco; VII - tombamento pela União.

SPR

SPA

O SPR é constituído por áreas de importante significado histórico e/ou cultural que requerem sua manutenção, restauração ou compatibilização com o sítio integrante do conjunto.

O SPA é constituído por áreas de transição entre o SPR e as áreas circunvizinhas.

UNIDADE PROTEGIDA As Unidades Protegidas são espaços legalmente instituídos pelo Poder Público Municipal, que exigem definição de usos e diretrizes especiais, tendo em vista sua importância ambiental ou paisagística, sendo necessária a sua preservação, conservação, recuperação dos recursos ambientais

UEA Unidades de Equilíbrio Ambiental - UEA - Espaços, geralmente vegetados, inseridos na malha urbana, que têm a função de manter ou elevar a qualidade ambiental e visual da cidade, de forma a melhorar as condições de saúde pública e promover a acessibilidade e o lazer.

SSA-2 As quadras limítrofes às Unidades de Equilíbrio Ambiental - UEA, referentes a praças e parques são consideradas Setores de Sustentabilidade Ambiental 2 - SSA 2, com o objetivo de promover o equilíbrio ambiental e paisagístico, através da preservação ou compensação das áreas vegetadas dos imóveis inseridos no Setor. Os imóveis situados nos Setores de Sustentabilidade Ambiental 2 - SSA 2 poderão apenas exportar potencial construtivo, mediante a Transferência do Direito de Construir ou edificar até o limite do coeficiente básico, definido no artigo 143. Para os imóveis situados no Setor de Sustentabilidade 2 - SSA 2, cuja ocupação comprometa a sustentabilidade ambiental, deverão ser estabelecidos mecanismos de compensação.


Leitura Urbana Local

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3.1 por uma cidade preservada e produtiva 3.1.1 identidade 3.1.2 proporcinalidade 3.1.3 densidade 3.1.4 diversidade 3.2 por uma cidade humanizada segura e confortável 3.2.1 permeabilidade 3.2.2 caminhabilidade 3.2.3 vegetalização 3.2.4 iluminação 3.3 por uma cidade integrada e inclusiva 3.3.1 acessibilidade 3.3.2 multimobilidade 3.3.3 conectividade 3.3.4 colaboração

ACE SSIB ILIDA DE

03

INTEGRADO INCLUSIVO

leitura urbana local temática

A análise a seguir respeita o método e conceito do Plano Centro Cidadão, relacionado ao “espaço urbano cidadão”, tendo em vista as características tipo-morfológicas, físico-espaciais e sociais do espaço. O procedimento metodológico para o diagnóstico visa a construção de um diagrama, que indique a intensidade e determine a qualidade das variáveis urbanas que o território possui. Essa análise está fundamentada segundo os critérios descritos em MVRDV, 2012. Chamado de Urban Quality Wheel, o digrama lembra uma espécie de margarida, cujas pétalas são representadas pelas variedades em análise, indicando um maior ou menor nível de intensidade de cada uma delas em distintas áreas. Assim, uma pétala inteira indicaria um grau elevado ou mais intenso, já uma pétala média indicaria um grau regular, enquanto uma pétala curta indicaria um grau baixo. Nesse estudo é observado essas variáveis urbanas relacionadas às noções de “Espaço Urbano Sustentável”, “Mobilidade Sustentável” e “Bairros ambientalmente confortáveis e ecológico”, em coesão com o conceito de Espaço Urbano Cidadão. As variedades urbanas a serem analisadas são: identidade, proporcionalidade, densidade populacional, acessibilidade, diversidade, permeabilidade, caminhabilidade, vegetalização, iluminação, acessibilidade, multimodalidade, conectividade e colaboração. Dividindo então a margarida em 3 terços, sendo cada um referente a um espaço “Preservado e Produtivo”, “Integrado e Inclusivo” e “Humanizado, Seguro e confortável”. Essa divisão visa uma melhor e mais assertiva caracterização preliminar do local. Com isso, tem-se o objetivo de traçar um recorte da atual situação que se encontra o território analisado a partir das variedades urbanas, e assim, então, traçar um diagnóstico do local de maneira integrada.

Fonte: Plano Centro Cidadão, Recife, p. 17, 2017


MAPA DE IDENTIDADE GRAU DE PROPORCIONALIDADE: RECORRÊNCIA DE TIPOS ARQUITETÔNICOS UNIDADE DE MEDIDA: TIPOS ARQUITETÔNICOS

3.1.1 Identidade A presença de tipos arquitetônicos similares determina a identidade de um lugar, juntamente com sua coerência visual e capacidade de ser reconhecido ou identificado por parte dos usuários e visitantes. Quanto maior a frequência e a repetição desses tipos, mais pessoas vão identifica-lo. A partir da análise da área, foram encontrados 7 tipos arquitetônicos diferentes. Especificamente o tipo identificado como “edifício de 2 pavimentos”; este representa 51,15% dos imóveis em análise em conjuntos com “casa de porta e janela” com 41,82%. A identidade da área é definida por essa condição na qual mais da metade dos imóveis computados é de 92,97%. No entanto, se encontram em péssimo estado, pois foram adaptadas aos seus usos, mudando ao longo do tempo (comércio-moradia-comércio).

51,15%

0,28%

0,44% OUTROS

2,30%

EDF. SINGULAR

3,93%

EDF. CAIXÃO

0,05%

CASA SEM RECUO LATERAL

CASA SOLTA NO LOTE

Foto autoral: tipos arquitetônicos similares

EDF. COM ATÉ 2 PAV.

Foto autoral: tipos arquitetônicos similares

CASA DE PORTA E JANELA

41,82%


MAPA DE PROPORCIONALIDADE

GRAU DE PROPORCIONALIDADE: PERCENTUAL DE VARIAÇÃO DE GABARITO UNIDADE DE MEDIDA: GABARITO

3.1.2 Proporcionalidade A proporcionalidade de uma área é relacionada com a predominância de gabaritos similares, gerando uma visão sem grandes variâncias e proporção equilibrada. É medida pelo intervalo de altura das edificações do local. O grau de proporcionalidade muda de acordo com a variação, quanto maior o equilíbrio entre os gabaritos, maior a proporcionalidade. A área apresenta alta proporcionalidade, apresentando 51,54% de seus imóveis com 2 pavimentos, havendo pouca diferenciação entre eles. Em seus perfis altimétricos, percebe-se que 97,2 das edificações da área tem no máximo 2 pavimentos e as edificações de 3 a 4 pavimentos somam 2,75%.

Foto autoral: Residências proporcionais

Foto autoral: Residências proporcionais

51,54% Térreo 2 pavimentos

45,69%

3 a 4 pavimentos

2,75%


MAPA DE DENSIDADE O AD NIZ L MA HU URO TÁVE SEG NFOR CO

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ESPAÇO URBANO CIDADÃO

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Foto coletada de outros grupos; aglomeração

PRE PRO SERV DU ADO TIV O

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Foto coletada de outros grupos; aglomeração

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As comunidades densas em população apresentam vibração, vivacidade e intensidade, que surgem da qualidade generosa de programa e pessoas contidas em uma pequena área. Quando existe uma concentração populacional equilibrada com a densidade construtiva, tem-se um espaço urbano com vivacidade, resultante do número de pessoas circulando nas ruas que potencializa a economia da oferta de comercio e serviço, promovendo maior concentração da infraestrutura e mobilidade, maior concentração na geração de empregos, uso eficiente da terra e geração de receitas. A densidade populacional é dimensionada através do número de habitantes por hectare e consequentemente o grau de densidade é o valor maior ou menor da relação habitantes por hectare. De acordo com LEITE (2012), uma densidade qualificada é maior que 250 hab./há, possuindo um limite adequado de acordo com a área e território. No território em analise pode-se perceber que há uma distribuição desequilibrada de pessoas, com quadras desabitadas e outras com grande densidade habitacional. A partir disso, percebe-se que há uma ocupação urbana desequilibrada na Iputinga, visto que se concentra uma grande população em algumas áreas da região, tendo outra com baixo índice de habitantes. Isso diminui a vivacidade do local e a vigilância social.

Unidade de medida: número de habitantes por hectare (densidade populacional). Grau de diversidade: valor maior ou menos da relação hab/ha.

INTEGRADO INCLUSIVO

3.1.3 densidade

N 0

100

200

300

Foto coletada de outros grupos; casa conjugada.

Foto coletada de outros grupos; aglomeração

SEM HABITAÇÃO

3,86%

1 > 50 HAB/HA

14,46%

50 > 100 HAB/HA

1,86%

100 > 200 HAB/HA

20%

200 > 300 HAB/HA

11,84%

300 > 400 HAB/HA

8,30%

400 > 500 HAB/HA

4,31%

> 500 HAB/HA

9,55%

AGLOMERADO

26,55%

BAIXA

20,18%

MÉDIA

48,71%

ALTA

31,11%


MAPA DE DIVERSIDADE PRE PRO SERV DU ADO TIV O

P OR E

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COLAB

ORAÇÃ

O E

IDAD

IDADE

ILID ADE

INTEGRADO INCLUSIVO

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AL

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DA

DE

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ECTIV

CON

IDADE

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PERM

ESPAÇO URBANO CIDADÃO

VE

N 0

100

200

300

Foto coletada de outros grupos; uso residêncial.

0,35% 5

1,32% 0,48% 7

VAZIO

0,35% 5

OUTROS

13

0,48% 7

SERVIÇOS

31

0,9%

RELIGIOSO

60

2,15%

EDUCACIONAL

95

4,16%

COMÉRCIO

1198

HABITAÇÃO INFORMAL

Foto coletada de outros grupos; uso comercial.

MISTO (HAB. + COMÉRCIO)

6,6%

MISTO (COMÉRCIO + SERVIÇO)

83,19%

HABITAÇÃO FORMAL

Foto coletada de outros grupos; uso residêncial

E

AD E

AD

DENS IDAD

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EN

ADE ALID

ID

Cidades que apresentam uma variedade de usos em justaposição, ao invés da monofuncionalidade e da repetição, geram uma cultura rica e em camadas. A variedade é medida pelo percentual de diferentes usos nas edificações. O território em analise possui grande parte de uso como sendo de habitação formal, passando de 80% do uso de toda área em estudo e apenas 4% como sendo informal. Portanto, há uma grande área de habitações informais que não puderam ser contabilizadas, devido ao difícil acesso à comunidade e ao conjunto habitacional que por hora não é ocupado por residentes, prevendo um futuro aumento significativo na área. Com isso, tem-se em vista uma baixa diversidade de usos das edificações.

DO IZA AN L M HU URO TÁVE SEG NFOR CO

CION

3.1.4 diversidade

P RO

Unidade de medida: usos por edificação. Grau de diversidade: percentual de variação de usos em uma mesma edificação.

19


3.2.1 permeabilidade A qualidade da permeabilidade é medida de acordo com o grau de permeabilidade visual do lote e da edificação. Considera-se permeabilidade alta quando o lote não possui algum tipo de barreira vertical que o separe da calçada, baixa quando existe algum elemento delimitando, mas que não impede a visualização do interior do lote e nula quando o elemento vertical impede totalmente a integração visual entre os espaços públicos e privados. O tipo de uso do térreo da edificação também interfere na permeabilidade visual. Atividades sociais dão qualidade tornando-o mais ativo. Uma via se torna mais produtiva quando apresenta mais serviços e comercio no térreo. Em estudo do mapa, discordou-se da análise feita pela equipe, onde dizem que 64% da área possui permeabilidade nula, contradizendo-se ao relatar que 61,5% das fachadas são produtivas. No entanto, ao analisarmos os mapas, podemos perceber uma permeabilidade baixa, visto que as edificações, em sua maioria, possuem muros (assim como a maioria das casas – edifícios de até 2 pavimentos), mas ainda sim permitindo uma integração entre a rua e as casas (portas e janelas). Entretanto, na área comercial, principalmente na Estrada do Barbalho, encontra-se uma permeabilidade alta, visto que há muitos lotes comerciais, com o térreo exclusivo para essa atividade. Tendo em vista esses dois antagonismos da área, deve-se considerar a permeabilidade média.

Foto autoral; foto da escola municipal diná de oliveira.

Foto autoral; foto do parque ao lado da unidade de saúde.


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ESPAÇO URBANO CIDADÃO

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POR

FACHADA NÃO-PRODUTIVA

PERMEABILIDADE NULA

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FACHADA PRODUTIVA

PERMEABILIDADE BAIXA

INTEGRADO INCLUSIVO

PERMEABILIDADE ALTA

DADE


Unidade de medida: conservação, continuidade, largura das calçadas e permeabilidade visual. Grau de caminhabilidade: percentual de calçadas com continuidae, grau de conservação e largura das calçadas.

3.2.2 caminhabilidade Para uma análise da caminhabilidade de um local é aferida a conservação, continuidade e largura das calçadas e a permeabilidade visual. A qualidade da caminhabilidade varia de acordo com a extensão das calçadas acessíveis e a extensão de fachadas cujas a arquitetura tem um alto ou médio grau de integração com o espaço público. O grau de conservação das calçadas de acordo com os critérios bom, regular e ruim; e a largura mediada de 0 a 1,2m, 1,2m a 2,5m e acima de 2,5m. Tendo vista as análises de acessibilidade e permeabilidade, pôde-se concluir que a caminhabilidade do local também é baixa, visto que as calçadas não estão em bom estado, a permeabilidade visual não é efetiva em toda área, e ainda não possuem monumentos ou edifícios arquitetônicos que tornassem essa caminhada agradável, fazendo com que seja apenas mais um percurso diário para quem passa por ali. No entanto, a Praça Arari Fonseca, por conta de uma intervenção da ARIES juntamente com a Prefeitura do Recife, encontra-se em reforma e revitalização das calçadas e espaços públicos (a própria praça), tornando o espaço agradável para se caminhar e permanecer.

Foto autoral; rua monsenhor ferreira lima.


Mapa de Vegetalização 3.2.3 vegetalização

Unidade de medida: metro linear de calçada sombreada Grau de vegetalização: percentual de calçadas sombreadas e não sombreadas

Em uma cidade de clima tropical como o Recife, o sombreamento das calçadas por meio de vegetação é um aspecto fundamental para o conforto térmico, tornando a caminhada do pedestre mais agradável. Além disso, auxilia também na redução da poluição sonora, absorve raios solares, aumenta a biodiversidade e auxilia na drenagem da água da chuva. Entretanto, se a implantação da vegetação não for bem planejada, acaba se tornando um obstáculo nas calçadas por uma questão de dimensionamento. Na Iputinga, foi notório o desconforto causado pela falta de vegetalização no ambiente público. Alguns lotes contam com a presença de árvores de médio e pequeno porte, mas só elas não são suficientes para suprir tamanha incidência solar no local. As praças, que deveriam ser os locais mais arborizados, não tem árvores (devido a uma reforma que está sendo realizada). Nas calçadas, quase não se encontra, tornando a caminhada cansativa por conta do alto grau térmico e desconfortável. Cerca de 83% das calçadas não são sombreadas, número relativamente alto para a área de estudo. Visto essas observações, deve-se considerar que a vegetalização do local é baixa.

N

LEGENDA TIPO ARBÓREO ÁRVORES DE PORTE MÉDIO ÁRVORES DE PORTE PEQUENO

Foto autoral

ÁRVORES DENTRO DE LOTES QUE SOMBREAM AS CALÇADAS ÁRVORES PRESENTES EM OUTRAS ÁREAS

ÁRVORES DENTRO DE LOTES QUE SOMBREAM CALÇADAS 48,19% ÁRVORES DE MÉDIO PORTE 24,09% ÁRVORES DE PEQUENO PORTE 27,71%

PROPOSTAS DE IMPLANTAÇÃO ÁRVORES NA CALÇADA ÁRVORES DENTRO DE LOTES

Foto autoral;vegetalização na praça arari fonseca.

SOMBREAMENTO METRO LINEAR DE CALÇADA SOMBREADA

CALÇADAS SOMBREADAS (239 m) 16,57% CALÇADAS NÃO SOMBREADAS (1315,6 m) 83,43%


3.2.4 iluminação A iluminação pública é necessária para oferecer segurança aos pedestres e estimular atividades noturnas. É importante que se tenha iluminação na escala dos pedestres. Uma boa iluminação prioriza clarear onde é mais útil: zonas de conflito entre veículos e pedestres, para ressaltar o patrimônio histórico e influenciar elementos de orientação das pessoas. Na área em análise, percebeu-se que a iluminação não é efetiva à noite. Muitos moradores destacaram que os postes estão queimados, quando existem. E quase todas as áreas não possuem postes de iluminação exclusivo para pedestres, tendo que funcionar à noite apenas com os postes de fiação e iluminação, servindo tanto para as ruas como para as calçadas. O que torna consequentemente o local em um ambiente inseguro, onde as pessoas não se sentem à vontade de praticar atividades noturnas. Porém, em uma segunda visita feita ao local, o grupo responsável pela pétala de iluminação relatou que vários postes foram substituídos e inseridos em todo local, tornando-o seguro e agradável para se andar a noite, onde agora mais da metade das calçadas encontram-se diretamente iluminadas. Visto isso, destaca-se que a iluminação do local é considerada média. Em relação ao mobiliário urbano da área, foram encontrados apenas 6 pontos de ônibus nas vias principais; e apenas 1 lixeira em todo percurso percorrido, contribuindo diretamente para que a população jogue lixo nas ruas.

Foto autoral;poste misto e fiação desregular.

Foto autoral;poste misto e fiação desregular.

Foto autoral;poste misto e fiação desregular.

Foto autoral;poste misto e fiação desregular.


Mapa de acessibilidade

3.3.1 acessibilidade Calçadas são espaços vitais nas cidades pois é onde há interação entre os cidadãos. Na análise da acessibilidade deve-se aferir a extensão continua das calçadas (considerando os obstáculos verticais que atrapalham a passagem), a extensão de calçadas em bom estado de conservação (observando a pavimentação delas) e a extensão de calçadas com largura média ou “larga” ( para calçadas entre 1,20m e 2,50m considera-se uma calçada média e a cima de 2,50m é larga). Na área em questão, não existe uma continuidade do fluxo de pedestres na maioria das calçadas, devido à enorme presença de obstáculos na calçada, como barraquinhas de vendas, lixos, entulhos, e até mesmo casas que ultrapassaram o limite do lote, avançando com os muros na calçada. Quanto a largura, se não houvessem esses obstáculos, seria a ideal para passagem e permanência de pessoas, mas como há, torna-se insuficiente. E em termos de acessibilidade para pessoas deficientes e com menor capacidade de locomoção e percepção do espaço, não há nenhum mecanismo que as ajude, tornando quase impossível a caminhada sem um acompanhante. Não há piso tátil, rebaixamento de calçada para cadeirantes (exceto em raros lugares). No entanto, a maioria das calçadas encontram-se em um bom estado de conservação (65% acima da média). Portanto, tem-se em vista um nível médio de acessibilidade no local.

Foto autoral;calçada com obstáculos.

Unidade de medida: Metro linear de calçadas contínuas, conservadas e largas. Grau de acessibilidade: percentual de calçadas que se apresentam, ao mesmo tempo, contínuas (sem obstáculos), bem como conservadas e largas.

Foto autoral;calçada com rampa muito inclinada.

2,50m < x 35% Foto autoral; calçada com obstáculos.

0m < x < 1,50m 16% Bom 35%

Ruim 36%

Foto autoral; calçada com obstáculos.

1,50m < x < 2,50m 49%

Regular 29%


3.3.2 multimodalidade A promoção das cidades sustentáveis passa necessariamente pela mobilidade urbana. Nesse sentido, é importante priorizar um sistema de transporte público, eficiente e integrado, e a mobilidade de pedestres e bicicletas. A organização e variedade dos transportes proporcionam uma população mais ativa e mais sustentável. Analisando a área de estudo, é notória a presença de variados modais tais como ônibus, carro, moto, bicicleta, carroça e pedestre, tornando a pétala da multimodalidade média. Esse sistema diversificado de transporte promove uma maior mobilidade entre as ruas, facilitando, assim, a locomoção do usuário. Entretanto, o sistema público de transporte encontra-se apenas nas vias de eixo urbano, não passando pelas ruas locais e micro locais.

Foto coletada de outros grupos; tipo de modalidade:carroça


MAPA DE CONECTIVIDADE Unidade de medida: Hieraquia de conexão de vias, nas escalas da cidade (escalas: metropolitana, urbana, local e micro local). Grau de conectividade: Amplitude da hierarquia de conexão das vias do território com seu entorno. *A área de análise tem boa conectividade quanto mais ampla for a escala de conexão nela existente.

3.3.3 conectividade Conectividade diz respeito ao número de conexões que uma via possui, ou seja, é a quantidade de vias que a intercepta. Portanto, quanto maior o número de conexões, maior a relevância da via em um sistema como um todo. Se em uma área específica de análise apenas existem vias locais ou micro locais, esta área é considerada de baixa conectividade, pois apresenta articulação direta apenas com quadras vizinhas. Já numa área pela qual passam uma ou mais vias de eixo urbano, sua conectividade pode ser média ou alta, posto que a conexão do lugar com o entorno se dá em escala urbana (conexão com outros bairros). E se existir algum eixo metropolitano, a conectividade passa a ser alta, tendo em vista o potencial de articulação direta do lugar estudado com diversos bairros e mesmo com outra(s) cidade(s). Sendo assim, a área localizada é de média conectividade, pois a via principal é cercada de vias locais e micro locais (somando cerca de 86% quando juntos), facilitando a mobilidade entre as ruas. Porém, uma grande dificuldade da área é a presença do transporte público apenas nas vias principais (porém é uma característica própria dos transportes públicos). 50

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E

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ÃO

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INTEGRADO INCLUSIVO

CAMIN ET

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Vias de Eixo Urbano

100

DI

Vias de Eixo Urbano Vias Locais Vias Microlocais

IDADE


MAPA DE COLABORAÇÃO

3.3.4 colaboração Estimular a colaboração da comunidade e dos envolvidos é um dos passos para se atingir um urbanismo sustentável (FARR, 2012). O envolvimento da população sobre as decisões e apropriação da cidade é salutar não só porque cria um vínculo de pertencimento de lugar, mas também gera um sentimento de corresponsabilidade e irmandade entre as pessoas envolvidas. Nesta investigação, para aferir o grau de colaboração da área geral de análise, é inicialmente identificada a distribuição espacial das diferentes comunidades do lugar. Destacam-se na área as comunidades educacional, institucional, comercial, de serviços e a habitacional. A partir de então busca-se encontrar entidades ou grupos colaborativos como associações, movimentos, laboratórios de pesquisa, entre outros, que de alguma maneira estejam envolvidos com ações sociais ou projetos voltados para o bem coletivo. Na análise o local possui fortes marcos de colaboração dentre eles os mais relevantes são as escolas e creches que auxiliam a liderança local. Entretanto, a grau de colaboração dessa área pode ser considerado médio uma vez que essas instituições não promovem uma grande quantidade de ações que estimulem um maior engajamento na comunidade local.

Foto retiradas do google street view; da escola municipal diná de oliveira.

Unidade de medida: Eventos colaborativos. Grau de colaboração: Quantidades de eventos colaborativos.

Foto autoral; da escola/casarão do barbalho.

1. Escolas

2. Mercadinhos e Supermercados

3. Creche 4. Casarão

Foto retiradas do google street view; da creche municipal casinha azul.


leitura iNTEGRADA

04


Apesar de ter alta identidade tipológica e proporcionalidade, o território carece de maior diversidade de usos e melhor distribuição de densidade populacional

4. LEITURA INTEGRADA Elaborar as diversas análises temáticas e posteriormente confrontá-las de modo integrado demonstra-se como metodologia bastante simples e coerente quando se pretende efetivar um planejamento urbano sustentável. O olhar sistêmico, ao contrário do que se pode imaginar, permite a integração de aspectos distintos que, quase sempre, tem fortes relações entre si e ocorrem nas cidades de modo interdependente. Em outras palavras, para que uma determinada gestão pública faça “decisões simples, justas e econômicas” (FARR, 2012), nada mais sustentável do que a justaposição dos diversos problemas e potencialidades que apontem para a definição de políticas e ações mais estratégicas. Após analisar no território os doze atributos necessários para promover um Espaço Urbano Cidadão, constata-se um evidente desequilíbrio e um cenário quase sempre desvantajoso para os usuários e moradores locais. Como pode ser observado no infográfico a seguir, 1/3 dos atributos (33,33%) obtiveram um baixo grau na análise, 50% foram avaliados com grau razoável e 16,66% com alto grau ou positivo. Avaliando os atributos relacionados à meta de promover “um centro preservado e produtivo”, nota-se que apesar da alta identidade e proporcionalidade tipológica, o território carece de maior diversidade de usos, sobretudo o incremento da densidade populacional. Quanto ao objetivo de fomentar “um centro humanizado, seguro e confortável’, mesmo apresentando razoável permeabilidade visual e iluminação, a realidade da caminhabilidade e vegetalização na área é extremamente baixa, principalmente pelo desconforto causado ao se caminhar durante o dia, devido à forte incidência solar. Tendo em vista isso, o local não se torna confortável para a transição de pedestres. Analisando os itens do “centro integrado e inclusivo”, identifica-se que a área em questão possui todas as pétalas com percentual médio ou razoável. Embora ofereça muitas alternativas de deslocamento, não oferece a devida importância para o transporte público, tornando o local menos acessível. Finalmente, após realizar uma leitura integrada no território, reunindo atributos relacionados tanto aos espaços públicos quanto aos espaços privados, fica evidente que ainda faltam muitas qualidades para conquistarmos um “ESPAÇO URBANO CIDADÃO” no bairro da Iputinga, tendo em vista também que a área está passando por várias revitalizações urbanas, espera-se que em breve esse cenário mude e todos os aspectos estudados tornem-se positivos e efetivos para quem usufrui do bairro.

Ár e clu a i s mé iva nteg pro dia co rada s ac por ou m p e c e mo ssib ian raz éta invid dal ilida do oáv las e ad ida de bo is, e e de , a , m co lab con ultiora ect çã io.

el áv uo raz vis oe p ta ad , en bilid ção ilida o s b ã a re a Ap rme umin inha lizaç xa. pe e il cam eta bai mg al ve ente m a am ré , e am o u hum nde trem end co e co v ex mo pou uro o r P nte , seg vel. bie ado fortá niz


ESTRATÉGIAS DE DESENHO URBANO

05

5.1 TABELA DE DESAFIOS E POTENCIALIDADE 5.2 VISõES DO FUTURO

5.1 TABELA DE DESAFIOS E POTENCIALIDADEELA DE DEA metodologia de criação da tabela de “Desafios e Potencialidades” foi baseada na técnica concebida por Albert Humphrey, denominada de SWOT ou FOFA: Forças (strengths), Fraquezas (weaknesses), Oportunididades(opportunities) e Ameaças (threats). Para este trabalho o diagnóstico foi simplificado para dois critérios: fraquezas e oportunidades, renomeados para desafios e potencialidades. Com base na análise da leitura integrada do bairro da Iputinga, foram listados os aspectos positivos e negativos, que consequentemente, tornaram-se os desafios e potencialidades da área, inclusos na tabela. A tabela começou a ser construída em sala de aula, juntamente com o auxílio de toda turma e principalmente das professoras Clarissa Duarte e Andrea Câmara, e posteriormente finalizado pelo grupo.


SEGUE A3 COM A TABELA DE DESFIOS E POTENCIALIDADES


DESAFIOS

POR UMA COMUNIDADE PRESERVADA E PRODUTIVA

IDENTIDADE

PROPORCIONALIDADE

DENSIDADE

DIVERSIDADE

POR UMA COMUNIDADE HUMANIZADA SEGURA E CONFORTÁVEL

PERMEABILIDADE

CAMINHABILIDADE

VEGETALIZAÇÃO

ILUMINAÇÃO

ACESSIBILIDADE

MULTIMODALIDADE

CONECTIVIDADE

COLABORAÇÃO

ATRIBUTOS

POR UMA COMUNIDADE INTEGRADA E INCLUSA

DIAGNÓSTICO DA IPUTINGA

ARQUITETURA E URBANISMO URBANISMO 1

ALUNOS:BEATRIZ MARANHÃO; GERMANA TINOCO; JOÃO VITOR MACÊDO

UNICAP METAS

POTENCIALIDADES

AGLOMERADO DE EDIFICAÇÕES

DÉFICIT DE DIVERSIDADE

LOTES IRREGULARES

GABARITO PROPORCIONAL

Locais com densidade má distribuida.

Locais com pouca variedade de usos com mais áreas residenc iais.

Edificações que avançam a calçada.

Edifícios que privilegiam a altura do olhar humano.

FALTA DE ILUMINAÇÃO

ILUM. PARA CARROS

Áreas inseguras Carência de ilumiacentudadas pela nação para pedescarência de ilumi- tres. nação.

CALÇADAS PRECÁRIAS Calçadas com falta de acessibilidade.

CALÇADAS C/ CARÊNCIA DE OBSTÁCULOS ARBORIZAÇÃO Dificuldade no caminhar pela falta de continuidade das calçadas.

BAIXA CONEC. DAS RUAS Grande quantidades de eixos secundários e falta de eixos com maior cone xão.

Poucas árvores que influenciam o aumento da temperatura local.

TIPOS ARQUITETÔNICOS SIMILARES

CULTURA DO CAMINHAR

BOA PERMEABILIDADE VISUAL

A cultura de andar gera maior vitalidade nas ruas o que gera também uma maior vigilância social.

ESCASSEZ DAS ÁR. DE LAZER

VARIEDADE NO TRANSPORTE

Carência de locais com finalidade recreativa.

Variedade no modo de locomoção.

Reconhecimento da área de acordo com o uso sendo o mesmo de maioria residêncial.

Fachadas residênciais que tem suas janelas voltadas direto para a rua.

VARIAÇÃO DE PROJ. SOCIAIS

ESPAÇOS EDUCACIONAIS

Boa quantidade de Número significativo de projetos sociais como o espaços educacionais. mãe coruja.


5.2 VISõES DO FUTUROFIOS E POTENCIALIDADE

Como metodologia, foi realizada uma atividade em sala de aula onde escolhemos duas fotos da área em estudo, para mostrar a realidade do local e ilustrar possíveis intervenções. Foram representadas através do papel vegetal, sobreposto a imagem real, servindo posteriormente de modelo para as ilustrações digitais.

SEGUE A3 COM AS VISÔES DO FUTUROIOS E


VISõES

DO FUTURo FIOS E POTENCIALIDADE

Como metodologia, foi realizada uma atividade em sala de aula onde escolhemos duas fotos da área em estudo, para mostrar a realidade do local e ilustrar possíveis intervenções. Foram representadas através do papel vegetal, sobreposto a imagem real, servindo posteriormente de modelo para as ilustrações digitais. Na figura 1 pode-se notar a área de análise específica, mais precisamente no entorno da Praça Arari Fonseca, que está em processo de revitalização, tendo a mesma boa permeabilidade visual, calçadas razoavelmente acessíveis e baixa vegetalização. Apesar disso, é válido ressaltar que na região há escassez de mobiliário urbano, de iluminação para pedestres, de faixa exclusiva para ônibus, ciclo faixas; fazendo com que traga um aspecto negativo para a rua. Já na figura 2, percebe-se um vazio urbano, local abafado, inexistência de mobiliário urbano, poluição visual (placas) e baixa permeabilidade. Dessa maneira, em nossa proposta de intervenção, no trecho da figura 3 acrescentamos faixa de pedestres, postes de iluminação, área voltada para lazer (com mobiliários voltados tanto para crianças como adultos), ciclo faixas, maior arborização e bicicletário. E na figura 4, tomamos as mesmas medidas, com exceção do mobiliário urbano voltado para crianças, permitindo assim uma maior vitalidade para o entorno analisado.

Foto autoral; da praça arari fonseca (figura 01).

Foto autoral; da interseção da rua simonesia e da estrada do barbalho (figura 02).


referências

DUARTE, Clarissa D.C. Dos Martírios ao Paraíso. Estratégias de reabilitação Urbana do centro histórico do Recife: repensando a Avenida Dantas Barreto. Trabalho de Conclusão de Curso em Arquitetura e Urbanismo. UFPE, Recife, 2002. Universidade Católica de Pernambuco; Prefeitura da Cidade do Recife. Plano Centro Cidadão - Produto 04: Estudp Preliminar de desenho urbano do setor e conhecimento. Recife, 2017. SPECK, Jeff. Cidade Caminhável. 1 ed. São Paulo: Editora Perpectiva, 2016 GEHL, Jan. Cidades Para Pessoas. 3 ed. São Paulo: Editora Perpectiva, 2015. <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=643>. Acesso em: 21 Out. 2018. <https://pt.slideshare.net/mekie/elementos-de-uma-paisagem>. Acesso em 21 Out. 2018. <https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/saiba-o-que-e-paisagem-urbana-e-paisagem-rural/>. Acesso em 22 Out. 2018. < http://emcasarao.blogspot.com/>. Acesso em 22 Out. 2018.


“UM PEQUENO MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO DA VIDA URBANA”.

(jAN GEHL)

Profile for João Vitor Macêdo

Livro de Urbanismo 1  

Trabalho desenvolvido na cadeira de Urbanismo 1, no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pernambuco

Livro de Urbanismo 1  

Trabalho desenvolvido na cadeira de Urbanismo 1, no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pernambuco

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