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Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça Curso de Educação e Formação de Adultos – EFA NS Sociedade, Tecnologia e Ciência UFCD 7 - “Sociedade, tecnologia e ciência - fundamentos” 2011/2012 RESULTADO DE APRENDIZAGEM: Intervém racional e criticamente em questões públicas com base em conhecimentos científicos e tecnológicos.

PROPOSTA DE TRABALHO 5 1. Leia o seguinte texto e, através de pesquisa dos conceitos e interpretação pessoal, responda às questões abaixo. Nós, seres humanos, fazemos parte de uma espécie que, até o momento, se revela bem-sucedida em termos de sobrevivência biológica. Basicamente somos os únicos seres vivos que povoam todas as regiões da superfície da terra, onde o fator fundamental dessa grande adaptabilidade é a capacidade psíquica. Com essa ferramenta, consegue-se modificar decisivamente o ambiente a favor da sobrevivência e para uma qualidade de vida que proporcione ao homem uma “estadia” maior no planeta. E todo o processo de adaptabilidade se dá através da construção do conhecimento que o homem vai adquirindo ao longo da sua existência e sendo transmitido ao longo das gerações. Para a socialização dos vários conhecimentos adquiridos pela humanidade, é utilizada terminologia específica, isto é, um código que os detentores do conhecimento utilizam a fim de tornar o conhecimento socializado e, desta forma, apesar de serem formas completamente distintas de conhecimento (no que toca às suas características) um fomenta o outro, e é justamente através da vivência que surge a dúvida que leva o indivíduo à experimentação para então o conhecimento se tornar ou não científico. Exemplificando o que acabou de ser mencionado, podemos expor a seguinte situação: O aquecimento global parece ser hoje o ápice de uma problemática que se vem arrastando há muitos anos pela intervenção do homem nos processos e recursos naturais do planeta. Segundo o quarto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – maio de 2007), a responsabilidade humana pelas mudanças climáticas atuais é de mais de 90%. Essas intervenções implicam, diretamente, a subida do nível das águas do mar pelo degelo dos icebergs ao longo do atual século (com grave ameaça às cidades do litoral), intensificação de ciclones, escassez de água potável e de alimentos e, no caso da Amazónia, o aumento de temperatura fará com que a exuberante floresta se transforme numa savana. No entanto, o Conhecimento Científico aqui expresso foi consequência de uma série de observações do meio ambiente (o que gera o Conhecimento Quotidiano) a partir de pessoas ligadas (ou não) a organismos de pesquisa. Após as observações mostrarem que a natureza se comportava de maneira diferente em relação a anos anteriores, as experiencias começaram a ser feitas, culminando com o conhecimento científico. E o que é mais contundente aqui é que esse conhecimento ainda está a ser produzido com base em novos conhecimentos quotidianos. O relatório do IPCC que foi mencionado é o quarto. Traz no seu texto argumentações e problemáticas diferentes dos três primeiros. É uma amostra direta da transformação de conhecimento quotidiano em conhecimento científico. http://www.infoescola.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-cotidiano/

Os formadores: Carlos Carvalho / Margarida Cambóias

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(adaptado)


Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça Curso de Educação e Formação de Adultos – EFA NS Sociedade, Tecnologia e Ciência UFCD 7 - “Sociedade, tecnologia e ciência - fundamentos” 2011/2012 a) Apresente, justificando, quatro exemplos que mostrem a utilização do conhecimento científico no quotidiano. Qualidade de vida dobevivencia b) De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, referido no texto, o nível de responsabilidade humana pelas mudanças climáticas é de mais de 90%. a. Indique algumas das causas da mudança climática. Algumas causas da mudança climatica são, por exemplo, os gases libertados pelo consumo excessivo de combustiveis fosseis e a desflorestação em massa.

b. Explique de que forma elas provocam essas alterações. Os gases libertados pelo excessivo consumo de combustiveis fosseis provaca a acumulaçao destes na camada de ozono, provocando assim o efeito de estufa que vai fazer com que o planeta aqueça. A desflorestação em massa faz com que nao existam arvores para filtrar o ar, mais propriamente converter o CO2 em O2, fazendo com que exista mais CO2 na atmosfera, ajudando o efeito de estufa.

2. Leia os seguintes textos e responda às questões abaixo: Ao Homem associa-se a Inevitável produção de resíduos que é necessário eliminar Á existência humana é inevitável associar-se a produção de resíduos. O trabalho para remediar/minimizar os problemas de contaminação tem de ser paralelo ao conceito de desenvolvimento sustentável, de forma a adaptar os meios de satisfazer as nossas necessidades actuais, sem causar alterações nem colocar em perigo as próximas gerações. Os resíduos sólidos urbanos, industriais, tóxicos e perigosos necessitam de tratamento Na maioria das actividades humanas há consumo de recursos naturais e consequente produção de resíduos (materiais que deixam de ter utilidade) e que se podem classificar em: Industriais – resultam dos vários sectores da indústria extractiva (minas e pedreiras), transformadora (têxtil,

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siderurgia), das centrais produtoras de energia, da construção civil, dos transportes, dos automóveis (sucatas, pneus,


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óleos), do sector agro-pecuário (aviários, suiniculturas), de explorações florestais e empresas ligadas à madeira (fábricas de papel), entre outras; Tóxicos e perigosos – contêm substâncias causadoras de alterações graves nos ecossistemas e na saúde pública, onde se incluem os resíduos industriais tóxicos, os materiais radioactivos, os resíduos hospitalares (pensos, ligaduras, reagentes de laboratório, medicamentos), as pilhas, as tintas, as películas fotográficas, etc; Sólidos urbanos – a quantidade produzida aumentaram ao longo dos anos, em parte devido ao crescimento demográfico, mas acima de tudo, à mudança de hábitos de vida, destacando-se o aumento do uso de materiais descartáveis e de embalagens. Desta categoria excluem-se os resíduos líquidos.

De um modo geral, não prestamos muita atenção ao que deitamos para o lixo, que inclui frequentemente substâncias perigosas mal acondicionadas. Compete ás autarquias recolherem e eliminarem os resíduos sólidos urbanos. Até aos anos 70, a maior parte destes resíduos eram despejados em lixeiras a céu aberto, onde eram queimados, de modo a reduzir o seu volume e aumentar o tempo de utilização dessa lixeira. Nuvens de fumo, odores desagradáveis e infestações de insectos e de ratos eram acontecimentos normais. A incineração é uma solução para a eliminação de resíduos sólidos urbanos, além de produzir electricidade Os resíduos podem ser incinerados em estações próprias. A incineração é geralmente um processo de eliminação de resíduos perigosos, pelo que podem ser libertados vários gases tóxicos que se apresentam contaminados com chumbo, mercúrio, dioxinas, etc. Sendo assim, as incineradoras devem cumprir normas que as impeçam de se transformarem em locais privilegiados de contaminação atmosférica. Em determinadas situações, a queima de resíduos pode fazer-se nos fornos das cimenteiras, designando-se esse processo por co-incineração. Para tal as cimenteiras necessitam de ser equipadas com filtros específicos. Em Portugal, o aproveitamento dos fornos das cimenteiras e a construção de incineradoras tem sido alvo de muita polémica, tendo até sido constituída uma

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Comissão Cientifica Independente de Controlo e Fiscalização Ambiental da Co-incineração.


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“Passando em revista todos os inventários já feitos sobre os resíduos industriais tóxicos e perigosos (RIP) em Portugal, um elemento da Comissão Cientifica Independente (CCI) afirmou que a promoção de mais um estudo será apenas o adiamento do problema, uma vez que não há decisão sobre o destino final para aqueles resíduos que não podem ser eliminados de uma outra forma que não seja a sua destruição térmica. Os membros da CCI foram claros: em nenhum país, nem mesmo no mais desenvolvido, foi possível até hoje substituir completamente os métodos de fim-de-linha, como é o caso da incineração. Ou seja, reafirmaram os cientistas que para os RIP é necessário ter estratégias de primeira linha (3R), mas também de segunda linha (como os aterros, os tratamentos bioquímicos ou a destruição térmica, conforme os casos). Travando a incineração, volta-se, portanto, à estaca zero. Quanto aos resíduos, vão continuar a amontoar-se sem tratamento, contaminando o ambiente e á mercê de eventuais queimadas selvagens, cujas emissões, essas sim, são perigosas para o ambiente e para a saúde dos cidadãos.” In Diário de Notícias, Julho de 2002

1.1 Refira em que consiste a Co-incineração. A Co-incineração é a queima de resíduos nos fornos das cimenteiras a altas temperaturas e aproveitada para produzir energia.

1.2 Identifique vantagens e desvantagens da Co-Incineração. A co-incineração tem as suas vantagens e desvantagens. Tendo como vantagens a maior taxa de eliminação dos resíduos tóxicos, formação de cimento, combustível e matérias-primas e ser menos dispendiosa do que a incineração, e como desvantagens os fornos não terem temperatura uniforme, os filtros deixarem de funcionar, deixando escapar alguns resíduos gasosos, sem qualquer tratamento.

1.3 . Explique as principais conclusões da Comissão Cientifica Independente? As conclusões que a comissão científica independente chegou, foi que nenhum país, nem mesmo o mais desenvolvido, foi possível até hoje substituir completamente os métodos de fins-de-linha (incineração e co-incineração), isto porque estes reduzem as emissões ambientais da maior parte das substâncias perigosas (podendo esporadicamente haver fugas dessas substâncias), e também reduzir o consumo de combustíveis fosseis, e até agora a ciência e a tecnologia ainda não foi capaz de descobrir um método

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mais eficiente para a eliminação dessas substâncias tóxicas.


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1.4 Identifique a hierarquia das opções de gestão dos resíduos e comente a afirmação: “Em nenhum país, nem mesmo no mais desenvolvido, foi possível até hoje substituir completamente os métodos de fimde-linha, como é o caso da incineração”. Na Europa, a ordem de prioridade é 1 o Prevenção e Redução de resíduos; 2o Preparação para reutilização;

3o Reciclagem;

4o Outros

tipos

de Valorização

(como

por

exemplo

a

valorização

energética). A afirmação significa que nem o país mais desenvolvido consegue arranjar maneiras para reutilizar tudo o que é desperdicio tendo assim sempre a necessidade de utilizar metodos de fim de linha para destruir aquilo que não é reutilizado.

1.5 Como reagiria á construção de uma incineradora próximo da sua habitação? Fundamente a sua resposta. Eu reagiria bastante mal porque a partir desse momento estava sempre em risco que houvesse uma falha de segurança e fossem libertos gases toxicos contaminados com chumbo mercurio e outras substancias toxicas, prejudicando gravemente a minha saude.

1.6 Realize um trabalho de pesquisa nos jornais acerca da co-incineração em Souselas e elabore um texto onde aborde as seguintes questões: a) Identifique os diferentes actores presentes na controvérsia pública em torno da co-incineração. b) Identifique os valores defendidos por cada uma das partes e os argumento de índole científica que estão por trás dessas opiniões. Referente à co-incineração em Souselas, tendo sido uma notícia extremamente abordada em Portugal, os principais intervenientes nesta açãoforam o supremo tribunal administrativo (STA), a Cimpor, a agência portuguesa do ambiente (APA), o ministério do ambiente (MA), a comissão científica independente (CCI) e a população de Souselas. Destes actores o STA está completamente imparcial. Onde lançou várias medidas que têm de ser cumpridas e respeitadas pela Cimpor, tais como, só ser possível a queima de resíduos perigosos se estes estiverem dentro de uma escala existente que permite medir os níveis de emissões destes resíduos para a atmosfera e as limpezas efectuadas aos fornos para a remoção dos contaminantes, terão de durar 48 horas, sendo obrigat´rio que estes permaneçam ligados. Quanto a APA defende que ter de existir uma gestão preventiva na produção de resíduos, deve-se conhecer o tipo e a quantidade destes. A CCI conclui que das análises científicas efectuadas

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face à saúde pública garantiu a inocuidade da co-incineração para a saúde das populações afectadas e


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referindo que os riscos decorrentes da actividade de uma co-inceneradora eram acetáveis, embora tenha encontrado algumas possíveis desvantagens na utilização da co-incineração em Souselas. A população de Souselas, como já seria de esperar, não aprova a co-inceneração neste local pois desta resultam perigos para a saúde pública e para o meio ambiente, como uma actividade de gestão de resíduos distinta da actividade de fabrico de cimento, terá de ter a elaboração de um plano ao pormenor. Os souselenses pedem um estudo epidemiológico da população, e fazem perguntas lógicas tais como: “Vale a pena ter filhos em Souselas? Quantas mães podem continuar a amamentar os seus filhos’...” a Cimpor valoriza que a destruição de res+iduos perigosos nas suas cimenteiras, para além destes ficarem completamente destruídos, torna-se também benéfico para a cimenteira, poder utilizar a energia proveniente da qeima dos resíduos, para a produção de cimento. O MA fundamenta-se na necessidade urgente de dar um tratamento aos resíduos industriais perigosos produzidos em Portugal que podem representar uma enorme ameaça ambiental.

2.Uma alternativa à co-incineração é a exportação dos resíduos tóxicos e perigosos. Analise esta alternativa do ponto de vista social. Do ponto de vista social, exportar resíduos tóxico e perigosos não seria uma alternativa, pois passado algum tempo, iriam ser amontoados no mesmo local, que iria afectar a população à sua volta, quer animal, quer vegetal, iria constituir uma ameaça para esse ecossistema e poderia ainda ameaçar assim a saúde publica. Portanto nos dias que correm, a exportação de resíduos perigosos não é uma alternativa,

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mas sim a co-incineração, desde que respeite as normas e obrigações implícitas por lei.

STC7 Proposta de trabalho 5 Joao Santos  

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