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Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça Ano Letivo 2011/2012 Curso de Educação e Formação de Adultos – EFA (ReAct) – NS CULTURA, LÍNGUA e COMUNICAÇÃO [CLC] UFCD 7 - Fundamentos da Cultura Língua e Comunicação ____________________________________________________________ Ficha nº 8

Os sistemas de Comunicação na expressão do pensamento crítico, na construção da relação entre a opinião pessoal e a opinião pública. Cultura da globalização e Cultura de preservação de identidades.

Objetivos gerais: 

Revela competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto em que se insere.

Formula opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais. Identifica os principais factores que influenciam a mudança social, reconhecendo nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.

Objetivos específicos: 

 

Refletir acerca das sociedades contemporâneas reconhecendo o papel central dos sistemas de comunicação nas formas de intervenção e construção da opinião pública mundial. Evidenciar o poder dos media e compreender de que forma isso vai alterar os paradigmas culturais. Identificar os principais factores que influenciam a mudança social, reconhecendo o papel da cultura, da língua e da comunicação.

Conceitos – chave: Identidade cultural; intenção comunicativa; o quarto poder – Media; sistemas de comunicação; paradigma cultural; globalização cultural.

Recursos / Materiais: Computador com acesso à Internet; Textos e questionários em formato digital. 1


Texto A

Influência da comunicação social Vivemos numa actualidade em que a televisão aposta muito em novelas e desenhos animados violentos. Será isto uma boa influência? Vejamos: as novelas retratam a vida do público ou tentam criar uma imagem do dia-a-dia de cada. (…) No meu ponto de vista as pessoas por vezes esquecem-se que aquilo é ficção e que a vida é a realidade. Algumas ficam preocupadas com o que aconteceu na novela e esquecem-se dos problemas do dia-a-dia. Outras seguem a novela como exemplo e não se preocupam se desrespeitam os pais, os educadores e outros indivíduos. Isto é considerado normal, pelo menos na novela. A título de exemplo, saiu um artigo no Correio da Manhã que abordava esta questão da falta de civismo, visível desde os mais novos. Podia ler-se no artigo que uma criança por volta dos 13 anos colocou uma câmara de filmar nos balneários femininos, tendo essa ideia sido retirada de uma novela que é transmitida no horário nobre da televisão. Por outro lado, a televisão tem um efeito preponderante na educação, como é o caso dos documentários, debates, etc, que desenvolvem uma cultura melhor, uma melhor argumentação, um aprofundamento de novas linguagens e uma visão do mundo que não está ao alcance de todos os indivíduos, podendo contribuir para mudanças de atitude e de respeito pela diversidade. A publicidade feita a ajudas humanitárias também tem uma grande importância, porque mostra às pessoas os problemas a que a humanidade está sujeita, como é o caso de doenças incuráveis como a SIDA ou o cancro, ou também problemas derivados à escassez de rendimentos por parte de algumas famílias, o que leva à fome ou a algumas limitações. A televisão é muito utilizada para efeitos de marketing, influenciando o público a comprar determinados produtos. Na altura do Natal são imensas as publicidades feitas a todo o tipo de brinquedos, para que as crianças peçam aos seus pais aquela boneca que viram na televisão ou aquele carro e para não falar na quantidade de propaganda feita aos telemóveis. O que é um absurdo, leva a que as pessoas queiram comprar um telemóvel topo de gama porque tem mais funcionalidades, ou porque é mais bonito, ou porque cabe no bolso. De facto é impressionante como a televisão influencia o consumismo da população. A televisão influencia, e muito, o consumismo da população. Em muitos dos casos só se compra um produto porque apareceu na televisão. Por exemplo imaginemos que estamos a comprar um perfume e hesitamos em qual das marcas escolher; muito provavelmente vamos comprar a marca de que mais nos falaram. Ora o mesmo acontece no caso de estarmos numa cabina de eleições. Se estivermos indecisos em qual dos políticos votar, votamos no que mais ouvimos falar. O público em geral apenas analisa os políticos pela imagem que eles nos dão, pelo que vemos na TV. O que o público quer é vê-los no seu comportamento quotidiano, no universo da sua vida privada. Os políticos pouco poder têm sobre os problemas da vida: desemprego, pobreza… O que conta é a generosidade, a qualidade de relacionamento para com os cidadãos, e é por meio da televisão que se pode fazer uma ideia da simpatia de um homem público. Mas o que nos garante que essa informação que a TV transmite é a realidade? O político pode muito bem ir a uma festa do povo, uma feira por exemplo, e chamar os media para assim influenciar a opinião pública. É o que se vê hoje, em dia de campanha. É difícil dizer qual o político mais “bondoso”; eles visitam lares, escolas... De certo modo é isto que o público quer, mas também é pedida a maior das sinceridades, que por vezes não é cumprida. Apenas como exemplo e não querendo 2


dizer nada em concreto: “o presidente dos EUA, no dia do atentado de 11 de Setembro de 2001, encontrava-se no meio de uma sala de aula com crianças quando o informaram que as torres gémeas tinham sido atacadas”. Pode ter sido apenas uma coincidência mas... e se não foi? O jornalismo pode ser também usado como forma de manipulação da opinião pública. O trabalho jornalístico consiste em recolher várias informações dispersas e distribuí-las pelos meios de comunicação. O consumidor que lê um jornal ou assiste a um noticiário não tem como verificar se essa notícia realmente aconteceu. Ele confia no jornal ou no noticiário. Esta incapacidade de comprovação leva a que possam ocorrer notícias irreais apenas para o aumento das audiências ou para manipulação da opinião pública. A confirmação da confiança que se concede a um determinado noticiário só poderá ser efectuada pelos noticiários concorrentes que apresentam o mesmo conteúdo. Ou seja, se um jornal apresenta uma notícia falsa ou deixa de relatar algo que tenha relevância, os seus concorrentes irão denunciar a fraude ou a omissão, em busca de benefício próprio, mas actuando em proveito do público. Por vezes os meios de comunicação são alvo de censura por parte do governo, ou por forças maiores, ocultando informações importantes que não convém que venham a público. O caso da guerra do Golfo, em que os jornalistas foram proibidos de mostrar aquilo que queriam, vendo-se obrigados a que todos os despachos fossem visados pela censura militar antes de serem enviados assim como à interdição de fornecer detalhes sobre as perdas e destruições importantes que ocorressem no campo de batalha. A falsificação de informação é uma realidade bem presente nos media, desde falsificação de programas de entretenimento, de notícias, de documentários, etc. Por exemplo, quando o telespectador telefona para um programa de entretenimento com o intuito de, quem sabe, ganhar algo respondendo a uma simples pergunta, quem nos garante a fiabilidade do concurso? Será que os resultados não são manipulados? Também existem programas em que actores são contratados com a finalidade de se fazerem passar por simples pessoas que foram enganadas ou que perderam algum familiar e que o querem encontrar. Isto tudo para “comprarem” audiências e a atenção do público.

Desinformação A desinformação tem como objectivo influenciar a opinião pública, difundindo mentiras que parecem verdades. Para os agentes da desinformação o ideal consiste em descobrir o jornalista de “boa-fé”, porque, por definição este é ingénuo, facilmente influenciável. Também se pode dar o caso de ser difundida uma “informação tendenciosa”: para tal, infiltra-se um jornal respeitado pelo público e toda a imprensa lhe seguirá as pisadas. Muitas vezes são serviços secretos que colocam a circular estas informações falsas para baralhar o inimigo ou para manipular a opinião pública desse país a seu proveito. Por exemplo: o Times de Londres a 7 de Março de 1968, publicou uma falsa informação, fabricada pelos serviços checos e soviéticos, segundo a qual os Estados Unidos teriam armazenado na Tailândia armas bacteriológicas; (Julien, A comunicação social vítima dos negociantes, Fevereiro de 1992, p 46) Estes documentos falsos postos a circular por parte de grandes potências são por vezes pouco eficazes, pelo menos nos países industrializados. Apenas em países de Terceiro mundo que não têm meios suficientes para verificarem a credibilidade da informação é que estes documentos são publicados.

Conclusão Estas ocorrências alertam para o facto de, nos dias de hoje a manipulação da informação ser bastante perigosa. Embora seja um dado adquirido que a informação é manipulada pelos poderes instalados, quer sejam económicos ou políticos, torna-se cada vez mais difícil conseguir efectuar essa manipulação sem que, mais cedo ou mais tarde, se seja penalizado por isso. Com os progressos quase diários a nível tecnológico, é difícil para o poder político controlar os meios de comunicação. Com o aparecimento da Internet a informação rapidamente se transmite 3


e chega aos cidadãos. Nas sociedades democráticas é cada vez mais importante, quer para os media quer para os órgãos e instituições políticas, obter o consentimento e o apoio da população. Os meios de comunicação social são a forma de as pessoas se sentirem em contacto com o mundo desconhecido, estando constantemente informadas quer sobre acontecimentos mediáticos quer sobre catástrofes naturais ou até mesmo doenças mortais. Desta forma tornamse importantes os meios de comunicação para divulgar e prevenir o alastramento de certos tipos de vírus que possam contagiar um maior número de indivíduos, como foi o caso da gripe das aves, em que rapidamente toda a população dos países envolvidos tomou conhecimento das medidas preventivas que poderia adoptar de forma a não ser contagiada. Esta rápida divulgação apenas foi possível recorrendo aos meios de comunicação social. G. Martins, Influência da Comunicação Social na Opinião Pública Escola Superior de Tecnologia de Tomar, 2007 Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (captado em 01/12/11, 23h30) (Texto adaptado)

Texto B

A idade dos media pode acabar? Publicado em 2009-10-22 no JN PAQUETE DE OLIVEIRA, SOCIÓLOGOE PROFESSOR DO ISCTE

Recentemente, num colóquio realizado na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga sobre temáticas de comunicação tive uma intervenção em que sustentava esta tese: A Idade Média acabou. Também a "Idade dos média" pode acabar. Ora, alguns dos temas versados nestes últimos dias, primeiro no seminário organizado pela Universidade do Minho e com o apoio da RTP, a propósito da celebração dos 50 anos do "Telejornal", e depois, na Conferência Anual, promovida pela ERC, sobre "A Comunicação Social num contexto de crise e de mudança de paradigma", dão-me alguma oportunidade para retomar algumas das ideias desta hipótese de tese: "A Idade dos média pode acabar". Quando digo a "idade dos média", prefiguro aquele período que se foi formando desde a segunda metade do século XIX, com o surgimento da Imprensa empresarial, reunindo depois a rádio como grande média nos anos 30 do século XX e a televisão a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Constituiu-se assim aquele sistema "dos meios de comunicação de massa". Hoje, com a proliferação de múltiplos e diferentes "dispositivos tecnológicos" está criado um novo sistema informacional. Esses "revolucionários" suportes tecnológicos (a Internet e seus derivados, como o Messenger e os e-mails, os blogues, o Twiter, o Facebook, etc. e, por outro lado, os telemóveis, os "sms", os "ipods" os "iphones", etc.) formam uma constelação de "meios/média" cada vez mais articulados que vem alterar o paradigma comunicacional.

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Deste modo, transitou-se do "sistema de comunicação de massa" para o sistema de "comunicação em rede". De um sistema de média centrado numa circulação informativa de um "emissor configurado" ( o jornal, a rádio, a televisão) para um "receptor indistinto" (os diversos e diferentes públicos) passou-se para um sistema cuja produção e circulação de informação é descentrada, quase infinita, e não regulada. De certa maneira, cumpre-se a utopia de Bertold Bretch, cada cidadão pode ser, a um só tempo, emissor e transmissor de informação. Esta "revolução" está a provocar um tsunami no "mundo organizado" do tradicional sistema mediático. E com alguns efeitos que exigem ser reconfigurados, tais como: uma perda evidente de audiências e de influência no espaço público, uma tendente queda da legitimação social de quem está instituído para dar e garantir a informação mais exacta, uma profunda interrogação no papel profissional do jornalista e da função social do jornalismo, e da própria continuidade dos "média tradicionais". Da sua "morte" ou seu futuro. Estamos perante uma miríade de problemas que a mudança do paradigma comunicacional veio trazer e que requer a reinvenção de processos organizacionais e profissionais. Todos se rendem à mudança das plataformas. Porém, mais uma vez, surge a resistência cultural à mudança do paradigma. Não obstante a autoridade do conferencista Jeffrey Cole não creio que os jornais vão acabar. Tudo deve ser contextualizado em relação ao espaço e ao tempo. Mas é à luz do novo paradigma que devem ser discutidas questões tão importantes como a regulação e auto-regulação dos média, a propalada "asfixia democrática" ou até a agora denunciada nossa descida em liberdade de Imprensa. Provavelmente acabou uma era. Não os média antigos e novos. Terei de voltar a este assunto.

Texto C

A globalização e a diversidade cultural Nos últimos anos, o assunto globalização já foi discutido e analisado sob vários ângulos. É inegável então, que não seja apenas um fenómeno económico, vindo a abranger também a cultura e a política. Essa última tem sua dimensão refletida no estabelecimento de instituições como a Organização Mundial de Comércio. Mas como vem sendo refletida a diversidade cultural no mundo? Os perigos da cultura ser considerada como produto

Segundo faz questão de lembrar o presidente do Programa Sociedade da Informação do Brasil, Tadao Takahashi, no texto “Diversidade Cultural e Direito à Comunicação”, “o primeiro item de pauta de exportações dos EUA atualmente não é o dos manufaturados, mas de cultura e entretenimento”. Esse factor é positivo para a economia e, ao mesmo tempo, representa uma grande preocupação para as sociedades futuras e as culturas não-centrais. Afinal, a expansão da globalização se deve, principalmente, aos recursos oferecidos pelas tecnologias de informação, em especial à Internet que é produzida e pensada, de forma industrial e massiva, por países considerados potencias, que acabam impondo a sua cultura. O principal factor que reflete isso é a língua. De acordo com os estudos de Takahashi, uma língua deixa de existir a cada duas semanas e a estimativa é de que 90% das línguas existentes tenham desaparecido ao longo do século XXI. Pode-se comparar, então, a diversidade cultural com a diversidade biológica: as duas correm risco de extinção. Porém, assim como o desenvolvimento sustentável - ou seja, a geração atual, tomando cuidado com o consumo e produção de forma a não comprometer a vida das gerações futuras - é uma alternativa para o cuidado com a diversidade biológica, paradoxalmente, as tecnologias de informação também podem colaborar na comunicação e na consequente preservação de culturais regionais, locais.

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Como as tecnologias de comunicação podem colaborar

Segundo Takahashi, “o ato da comunicação está no cerne da globalização e da sustentação da diversidade cultural. É na comunicação que o indivíduo expressa sua identidade, opiniões e intenções, e as confronta com outros indivíduos oriundos de contexto culturais distintos”. É através dela também que a própria cultura é disseminada e aprendida, tornando as tecnologias de informação - que ampliam esses contactos - ferramentas indispensáveis na educação de pessoas que não possuíram acesso a dados culturais de seu país. Porém, essa não é uma tarefa simples, já que grande parte da população foi alfabetizada. “Para exercer o direito a livre expressão, em princípio o único requisito é dominar a língua que os (potenciais) destinatários da comunicação compreendem”, constatou Takahashi. Seja essa língua falada, escrita ou de costumes - como é o caso da linguagem informática.

Foi pensando em garantir essa capacitação, além de articular iniciativas que abranjam os três espaços linguísticos e os países envolvidos, que foi criada a Cúpula Mundial da Sociedade de Informação (CMSI). De acordo com Tadao, a WSIS tem como iniciativas a “promoção de instrumento internacional de proteção à diversidade cultural”, permitindo ao governo implementar políticas culturais próprias, porém integradas nas políticas internacionais; “o registro digital das línguas ameaçadas de extinção”; e o desenvolvimento de ferramentas e técnicas para a tradução automática de textos e programas, e a criação de interfaces facilitadoras. Providências tomadas no Brasil e no mundo

E é baseado no primeiro item que algumas providências têm sido tomadas, visando a preservação da cultura local. Entretanto, muitos projetos ainda esbarram em interesses económicos e políticos, que impedem o seu desenrolar. No Brasil, há 13 anos tramitando no Congresso, o projeto sobre a regionalização da programação cultural, artística e jornalística de rádio e televisão, continua em discussão, sem que se conseguisse um consenso. Enquanto algumas entidades e a sociedade civil pedem para que seja revista a programação massiva da media eletrónica brasileira, as empresas de Comunicação alegam ser esse um processo extremamente dispendioso. Além disso, o projeto que propõe produção local para 30% da programação do horário de 7h a 23h é generalista e não leva em consideração a diferenciação no porte das empresas de radiodifusão existentes no país. Para Takahashi, não bastam apenas declarações e planos de ações para a preservação da diversidade cultural, pois «a vida real» pode caminhar mais rápido e gerar resultados questionáveis irreversíveis”. É preciso então, antes de tudo, tomar rapidamente consciência do problema, para que a humanidade faça da globalização um instrumento de congregação de culturas e não a segregação da mesma.

Paula Villela (Jornalista)

Atividades: Depois de ler os textos, responda sucintamente, às seguintes questões. 1. Procure os significados de paradigma, media e identidade cultural. Paradigma significa a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo. Media representa qualquer suporte de difusão de informação (seja rádio, televisão, imprensa escrita, etc.) que constitua simultaneamente um meio de expressão e um intermediário capaz de transmitir uma mensagem a um grupo. Desigana-se por meios de comunicação em massa.

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Identidade cultural é o sentimento de identidade de um grupo ou cultura, ou de um indivíduo, na medida em que ele é influenciado pela sua pertença a um grupo ou cultura

2. Poderão os novos instrumentos de comunicação global acabar com os meios tradicionais de comunicação vigentes ao longo do século XX (Correio, jornal, livros…)? De facto, com a mudança dos tempos tem-se assistido a uma acentuada crescida no uso dos novos instrumentos de comunicação como é exemplo a internet, ainda assim, este uso da inovação não recai necessariamente sobre o fim dos meios de comunicação tradicionais a que estamos habituados, como os jornais. Este facto, de não extinção dos meios tradicionais, deve-se à existência de uma grande resistência à mudança do paradigma, ou seja, aquilo que é já padrão ou modelo.

3. Além da comunicação social, há outros factores que influenciam a mudança social ao longo do tempo. Comente esta afirmação (Pode/deve fazer pesquisa sobre o assunto). A mudança social consiste num conjunto de transformações observáveis no tempo, que afectam, de modo não provisório ou efémro, a estrutura ou o funcionamento da organização social de uma dada colectividade e modifica o curso da sua história. Posto isto, existem um conjunto de factores ou agente que podem ser responsáveis por essa mudança. Podem ser facores geográficos, que contemplam catástrofes naturais como as grandes inundações, secas ou pragas, que provocam um grande èxodo da população rural dos países do terceiro mundo, ou em paises em desenvolvimento em que a agricultura é uma actividade em declinio, a população afasta-se para os grandes centros urbanos. Os factores demográficos que representam as variações nas taxas de crescimento populacional ou grande êxodos populacionais e o factor de emigração. Os factores políticos e sociais que contemplam os factores de luta de classes ou conflitos politicos, a acção das elites sociais ou o aparecimento de movimentos sociais portadores de valores e modelos culturais diferentes (ex: o 25 de Abril). Os factores culturais que implica, essencialmente, a construção de relações interpessoais possivel geradoras de embriões de ideais de mudança. A religião, que se pode designar como uma condicionante à mudança, tem uma peso considerável nesta vertente. Os factores tecnológicos, como as descobertas ciêntificas, que quando postas em prática se transformam em nova tecnologia capaz de gerar grande mudança. Existem ainda outros factores que podem condicionar ou , por outro lado, criar propensão à mudança como os factores psicossociais ou a

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necessidade

sentida

de

mudança

ou

não

mudança.

4. Com base nos textos apresentados e nas pesquisas feitas, elabore um texto onde responda à questão: «A cultura de globalização e a preservação de identidades estão em confronto ou em complementaridade?» Na minha opinião, a cultura de globalização e a preserveração de identidade se encontram em confronto. Sabemos então que a identidade cultural é a maneira comos nos defenimos identificando um lugar ou um grupo ao qual pertencemos, criando a nossa identidade num sentido singular de pertença. Por outro lado, a cultura de globalização implica um dar a conhecer da nossa cultura e um conhecer das culturas dos outros. No entanto, este dar a conhecer implica um usar, quero eu dizer com isto, que com a globalização vamos aproveitar pedaços das outras culturas e integrá-las na nossa (sendo exemplo a gastronomia, que cada vez mais frequentamos restaurantes de outras culturas, passando a fazer disso rotina, ou a dita “amarecanização” dos nossos programas de televisão, que cada vez mais são apreciados). Este “apoderar” do que conhecemos das outras culturas, faz com que o grupo ao qual dizemos pertencer (“a nossa cultura”) seja cada vez menos puro, tornando-se global. A meu ver, torna-se dificil preservarmos a nossa identidade cultural quando ela deixa de ser singular e passa a ser uma mistura de culturas que queremos englobar.

A formadora Mª Manuela V. Oliveira

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Proposta de trabalho nº8 Joao Santos  

 Formula opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais.  Identifica os principais...

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