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Aula teórica de voleibol

HISTÓRIA REGULAMENTO TÉCNICO HABILIDADES TÉCNICAS POSIÇÃO BÁSICA

DESLOCAMENTOS

PASSE DE FRENTE

PASSE DE COSTAS

MANCHETE

SERVIÇO POR CIMA

REMATE

AMORTI

BLOCO

MERGULHO

ENROLAMENTO LATERAL


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HISTÓRIA DO VOLEIBOL

O Voleibol foi criado em 1885, em Massachussets, por William G. Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holioke, no Estado de Massachussets, nos Estados Unidas da América, ao qual se denominou inicialmente por “Mintonette”. William G. Morgan procurou criar uma nova actividade que fosse suave e motivante, ao contrário do fatigante e competitivo basquetebol, que se pudesse praticar no Inverno e que não colocasse tantos problemas de material e de ocupação como o ténis. Assim, William Morgan, tentou criar uma actividade de carácter mais recreativo, que se adaptasse aos seus alunos e aos homens de negócios que frequentavam os seus cursos e que simultaneamente exigisse um grande esforço e uma movimentação variada. Com base no ténis, o jogo deveria ser jogado num recinto rectangular, entre duas equipas separadas por uma rede, mantendo uma bola em movimento, até que esta tocasse no solo, ou fosse batida para além dos limites do campo. O número de jogadores não era limitado só tinha de ser igual para ambas equipas. Para que todos jogadores pudessem servir, já se usava o sistema de rotação.


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HISTÓRIA DO VOLEIBOL Era pois, um jogo que poderia ser jogado em recintos cobertos ou ao ar livre, por um qualquer número de jogadores, que não precisavam de material para bater a bola, pois poderiam fazê-lo com as próprias mãos. A dificuldade estava em arranjar uma bola de grandes dimensões e de pouco peso, que se adaptasse ao tipo de jogo que se havia idealizado. Como a bola de basquetebol era muito pesada, começou por se usar a sua câmara, o que também se tornava demasiado leve, por isso a firma A. G. Spalding & Brothers conseguiu satisfazer o Prof. Morgan, criando uma bola idêntica à dos tempos actuais. A primeira demonstração pública deste jogo, foi realizada em 1896 no Colégio de Sprindfield, durante uma conferência de directores de Educação Física do YMCA (Young Man Christian Association). Morgan, apresentou duas equipas formadas por cinco jogadores, num campo de 15,35 m de comprimento, por 7,625 m de largura e com a rede colocada a uma altura de 1,98 m. Durante a exibição o Prof. Alfred Halstead sugeriu a mudança de nome para “Volley-ball” que na sua opinião era mais adaptada ao jogo e com a qual Morgan concordou. Estavam assim lançadas as bases de um jogo que sofrendo variadas e profundas alterações, em breve se iria expandir e popularizar por todo mundo. Entre 1897 e 1900 expandiu-se consideravelmente. Durante 1912 e 1913, as regras foram revistas, tendo-se criado algumas regras básicas que hoje perduram. Durante as duas grandes guerras, os soldados americanos, ao praticarem nas horas vagas essa nova modalidade contribuíram para a divulgação do Voleibol quer na Ásia quer na Europa. Como modalidade Olímpica este jogo apareceu em 1964 nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão.


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HISTÓRIA DO VOLEIBOL Em Portugal, o Voleibol começou a ser jogado em 1914 durante a 1ª Guerra Mundial, aquando da estadia dos soldados Americanos nos Açores. A Federação Portuguesa de Voleibol nasceu no dia 7 de Abril de 1947 em Lisboa, sendo presidida por Guilherme Sousa Martins. A F.P.V. seria uma das fundadoras da Federação Internacional de Voleibol. Nos nossos dias, o Voleibol ultrapassou limites e ocupa espaços abertos, aparecendo como alternativa o Voleibol de Praia. Esta nova variante é um fenómeno que se tem vindo a expandir, tendo alcançado o estatuto de modalidade Olímpica. O Voleibol de praia é um desporto jogado por duas equipas, com 2 jogadores cada, num campo de areia dividido por uma rede. A bola pode ser jogada batendo-lhe com qualquer parte do corpo. Esta disciplina do Voleibol, emergiu na Califórnia nos anos 20, aderindo progressivamente quer homens, quer mulheres à modalidade. Com o sol, a areia e o surf tornou-se muito popular nos Estados Unidos e continuou o seu crescimento no estrangeiro também. Nos anos 80 este desporto teve uma enorme adesão, participação e promoção, levando a FIVB a reconhecê-lo como disciplina oficial de Voleibol em 1986. Dez anos depois, o Voleibol de Praia faz a sua estreia nos Jogos Olímpicos, em Atlanta, completando assim a sua rápida ascensão de recreação social a desporto de elite.


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HISTÓRIA DO VOLEIBOL 1896 – Em Julho realizou-se pela 1ª vez um jogo de voleibol, no Springfield College. 1900 – Foi desenvolvida uma bola especial para o voleibol. 1913 – Nos jogos do Oriente, organizados em Manila (Filipinas), jogou-se voleibol. 1917 – Expansão pela Europa através das tropas americanas durante a 1.ª Guerra Mundial. 1917 – O jogo passou de 21 para 15 pontos. 1920 – Foram introduzidas as regras dos 3 toques por equipa da zona de ataque e da zona defensiva. 1922 – Realizou-se o 1º Campeonato Nacional YMCA, que ocorreu em Brooklyn, NI. Participaram 27 equipas de 11 estados dos EUA. 1930 – 1º jogo de voleibol de praia, 2x2. 1947 – Fundação da FIVB, Federação Internacional De Voleibol. 1948 – 1º Torneio de Voleibol de Praia (2x2).


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HISTÓRIA DO VOLEIBOL 1948 – Primeiros campeonatos europeus masculinos em Roma. 1949 – 1º Campeonato Mundial de Voleibol, Praga, Checoslováquia. 1949 – Primeiros campeonatos mundiais de equipas masculinas e ao mesmo tempo os primeiros campeonatos europeus femininos: ambos os títulos foram para as equipas da ex-URSS. 1952 – Primeiros campeonatos mundiais femininos em Moscovo. 1955 – Incluiu-se o voleibol nos jogos Pan-americanos. 1964 – Introdução do voleibol como modalidade Olímpica, em Tóquio. 1964 – Primeiro troféu olímpico de voleibol em Tóquio: a equipa feminina japonesa e a equipa masculina soviética foram os primeiros vencedores olímpicos de voleibol. 1990 – Criação da Liga Mundial. 1996 – Introdução do Voleibol de Praia como modalidade Olímpica, em Atlanta.


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TERRENO DE JOGO


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TERRENO DE JOGO


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REGULAMENTO TÉCNICO TERRENO DE JOGO O terreno de jogo é um rectângulo com 18x9 metros, rodeado por uma zona livre de pelo menos 3m, e de um espaço livre de obstáculos com um mínimo de 7 metros de altura a partir do solo. A superfície do campo deve ser plana, horizontal e uniforme. Linhas do terreno de jogo Linhas limite O terreno de jogo é delimitado por duas linhas laterais e duas linhas de fundo, que estão traçadas no interior do terreno de jogo. Linha Central A linha central divide o terreno de jogo em dois campos iguais de 9x9 m; a linha central estende-se debaixo da rede até às linhas laterais.


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REGULAMENTO TÉCNICO ZONAS DO TERRENO DE JOGO

Zona de Ataque Em cada campo a zona de ataque é delimitada pela linha central e pela linha de ataque traçada a 3m da linha central.

Zona de Serviço A zona de serviço é uma zona com 9 m de largura e situa-se para além da linha de fundo sendo delimitada lateralmente por duas pequenas linhas que se situam atrás da linha de fundo, no prolongamento das linhas laterais.

REDE A rede mede um metro de largura e 9,5 m de comprimento e encontra-se colocada verticalmente sobre a linha central.

Altura da rede A altura da rede é de 2,43 m para os homens e 2,24 m para as mulheres para o escalão sénior.


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REGULAMENTO TÉCNICO BOLA

A bola deve ser esférica, coberta de couro flexível , contendo no seu interior uma câmara de borracha ou material similar;

Deve ter uma cor clara e uniforme;

A sua circunferência deve medir 65 - 67 cm;

Deve pesar 260 - 280g;

A sua pressão interior deve ser de 392 - 441 mbar.


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REGULAMENTO TÉCNICO JOGADORES E EQUIPA DE ARBITRAGEM Cada equipa é constituída por: 6 jogadores de campo; mais 6 jogadores suplentes (incluindo o jogador libero).

O libero, é um jogador que se apresenta equipado de forma diferente dos seus colegas. Este jogador só pode ter funções defensivas (só pode jogar nas zonas 1, 6 e 5) e pode ser substituído tantas vezes quantas o treinador desejar sem que para isso tenha de avisar o árbitro, desde que a troca seja realizada antes de este apitar para a realização do serviço. Contudo, não pode prejudicar o desenrolar do jogo (demora na substituição). Não lhe é permitido completar um toque de ataque de qualquer lugar se, no momento do contacto, a bola estiver completamente acima do bordo superior da rede, não podendo este jogador servir ou bloquear. A equipa de arbitragem é composta pelos seguintes elementos: o primeiro árbitro; o segundo árbitro; o marcador; quatro (ou dois) juízes de linha.


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REGULAMENTO TÉCNICO SISTEMA DE PONTUAÇÃO Um jogo é ganho pela equipa que vença 3 sets (Melhor de 5 sets). Todos os sets são jogados segundo o sistema de pontuação contínua. Por cada jogada ganha (independentemente de ter ou não a posse do serviço) é averbado num ponto à equipa que a ganhou. Um set é ganho pela equipa que faz primeiro 25 pontos com uma diferença de 2 pontos. Em caso de igualdade a 24-24, o jogo continua até haver uma diferença de 2 pontos (26-24, 27-25, 32-30, etc). Contudo, num jogo em que seja necessário recorrer ao 5º set, este será jogado somente até aos 15 pontos, sendo também necessário existir uma diferença de dois pontos entre as equipas. Se o resultado estiver em 14-14, o jogo prossegue até existir uma diferença de dois pontos.


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REGULAMENTO TÉCNICO 3

4

Regras para o posicionamento dos jogadores

Regra nº1

2

6 5

1

No momento em que é executado o serviço cada equipa deverá estar posicionada no seu próprio campo (com excepção do jogador que executa o serviço) em duas linhas de três jogadores (estas linhas podem não ser rectas). Os jogadores que estão perto da rede são os avançados (posições 2 , 3 e 4). Os jogadores que estão afastados da rede são os defesas (posições 5, 6 e 1). Regra nº2 Os pés dos jogadores avançados têm de estar mais próximos da rede do que os dos jogadores defensores. Os pés do jogador 2 têm de estar mais próximo da rede do que os pés do jogador 1.

4

3

2

Os pés do jogador 3 têm de estar mais próximo da rede do que os pés do jogador 6. Os pés do jogador 4 têm de estar mais próximo da rede do que os pés do jogador 5. 5

6

1

Regra nº3 Os jogadores laterais têm de estar mais próximos das linhas laterais do que os jogadores centrais.

3 4

2

Após o batimento da bola no serviço, os jogadores podem deslocar-se e ocupar qualquer posição no seu próprio campo ou na zona livre.

6 5

1


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REGULAMENTO TÉCNICO SUBSTITUIÇÕES São autorizadas, no máximo, seis substituições por equipa e por set. Podem ser efectuadas separadamente ou todas de uma vez. (a) Um jogador da formação inicial pode sair do jogo uma só vez por set e não pode reentrar senão para o lugar que ocupava anteriormente. (b)

Um jogador suplente só pode entrar uma vez por set para o lugar de um jogador da formação inicial e só pode ser substituído por este. (c)

Uma substituição excepcional poderá ocorrer caso um jogador esteja lesionado e a equipa já não disponha de substituições regulamentares.

Um jogador expulso ou desqualificado deve ser substituído de acordo com o regulamento. Em caso de impossibilidade, a equipa é considerada incompleta. Uma equipa declarada incompleta para um set ou para um jogo perde o set ou o jogo. Atribuem-se à equipa adversária os pontos e os sets que faltam para ganhar respectivamente o set e o jogo. A equipa incompleta conserva os pontos e os sets conquistados.

Relativamente ao jogador libero as regras referidas nas alíneas a), b) e c) não se aplicam. Este jogador pode ser substituído tantas vezes quantas o treinador desejar sem que para isso tenha que avisar o árbitro e parar o jogo.


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REGULAMENTO TÉCNICO JOGAR A BOLA

Toques Cada equipa pode dar no máximo 3 toques em cada jogada, sendo que o toque do bloco não é contabilizado. Caso exceda este número, será averbada à equipa a falta de 4 toques. Cada jogador só pode tocar a bola uma vez, caso toque nesta duas vezes consecutivas ser-lhe-á averbada a falta de 2 toques. Quando dois ou três jogadores tocam a bola, em simultâneo, são contados 2/3 toques, a não ser que nessa situação só um deles tenha tocado a bola. No jogo nenhum atleta poderá apoiar-se num colega ou estrutura a fim de alcançar a bola.

Características do Toque na Bola A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo, devendo ser batida, sem ser agarrada e/ou lançada. No entanto, no primeiro toque da equipa, a bola pode tocar consecutivamente várias partes do corpo, desde que os contactos se façam numa mesma acção.


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REGULAMENTO TÉCNICO POSICIONAMENTO DO JOGADOR FACE À REDE

Passagem por cima da rede Ao bloco é permitido tocar a bola no outro lado da rede, desde que o jogador não interfira no jogo do adversário, antes ou durante o seu ataque. Após o ataque, o jogador pode passar a mão para o outro lado da rede, desde que o contacto com a bola tenha tido lugar no seu próprio espaço de jogo.

Penetração por baixo da rede É permitido penetrar no espaço adversário, por baixo da rede, desde que não interfira com o jogo do adversário. Assim, o campo adversário pode ser tocado com os pés ou mãos, desde que, pelo menos uma parte destes se mantenha em contacto com a linha central. Com as restantes partes do corpo é interdito tocar o campo contrário.


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REGULAMENTO TÉCNICO

SERVIÇO Nesta acção apenas é permitido um lançamento da bola ao ar, no entanto, bater a bola no chão ou passá-la de uma para outra mão é permitido. No momento do batimento da bola, em apoio ou suspensão, o jogador não pode tocar a linha final. Após o batimento o jogador já pode pisar ou cair fora da zona de serviço e até mesmo dentro do terreno de jogo. Para servir, cada jogador tem apenas 8 segundos após o apito do árbitro. Caso o jogador sirva antes do apito, o serviço será repetido. Não é permitida a repetição do serviço. A partir do momento em que a bola é lançada ao ar, o jogador tem que efectuar o serviço. O jogador libero não pode executar o serviço. O primeiro serviço do 1º e 5º sets é efectuado pela equipa designada por sorteio. Os outros sets começarão com o serviço da equipa que não efectuou o primeiro serviço no set anterior.


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REGULAMENTO TÉCNICO

CORTINA Os jogadores da equipa que serve não podem impedir a equipa adversária de visualizar o servidor ou a trajectória da bola, fazendo uma cortina individual ou colectiva. Esta é considerada quando os jogadores agitam os braços, saltam ou se movem lateralmente, agrupando-se para tapar a bola no momento do serviço.


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REGULAMENTO TÉCNICO ROTAÇÕES Quando uma equipa ganha o direito ao serviço, os jogadores são obrigados a efectuar uma rotação, deslocando-se no sentido dos ponteiros do relógio. A rotação é efectuada segundo a seguinte sequência de posições: 1, 6, 5, 4, 3, 2. Uma falta de rotação origina a marcação de ponto para o adversário e a perda do serviço, se for caso disso. A cada mudança de serviço corresponde uma rotação.


Aula teórica de voleibol REGULAMENTO TÉCNICO ATAQUE Um jogador defesa pode efectuar qualquer acção de ataque efectivo, com a bola a qualquer altura, desde que, no momento da chamada, o(s) seu(s) pé(s) não tenha(m) tocado nem ultrapassado a linha de ataque (3m). Depois do batimento da bola pode cair dentro da zona de ataque. Um defesa pode também efectuar uma acção de ataque efectivo dentro da zona de ataque se, no momento do contacto, parte da bola estiver abaixo do bordo superior da rede. BLOCO Somente os jogadores atacantes (zonas 2, 3 e 4) podem realizar um bloco efectivo. O bloco torna-se efectivo quando a bola toca nele. O contacto da bola no bloco não conta como um toque da equipa. Assim, depois de um toque no bloco, a equipa tem direito a três toques para reenviar a bola. O 1º toque depois do bloco pode ser efectuado por qualquer jogador, inclusive pelo que tocou a bola no bloco. No bloco, um jogador pode passar as mãos e os braços por cima da rede, para o outro lado, desde que esta acção não interfira no jogo do adversário. Não é permitido tocar a bola por cima da rede, no espaço contrário, sem que o adversário tenha efectuado a finalização. Não é permitido fazer bloco ao serviço do adversário.


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REGULAMENTO TÉCNICO INTERRUPÇÕES DE JOGO REGULAMENTARES

Cada equipa tem direito a dois tempos mortos e 6 substituições por Set. (sem contar com as substituições do jogador libero). A duração do tempo morto é de 30 segundos.

A mesma equipa não poderá solicitar duas interrupções consecutivas para substituição, sem prévio recomeço do jogo. Todavia poderá substituir um ou mais jogadores no decurso da mesma interrupção.

Intervalo entre os sets e mudanças de campo

Todos os intervalos entre os sets, incluindo o intervalo entre o 4º e o 5º, têm uma duração de 3 minutos.

Depois de cada set, as equipas mudam de campo, com excepção do set decisivo (5º). Neste caso, quando uma equipa obtém 8 pontos, procede-se à mudança de campo sem qualquer perda de tempo, mantendo-se as mesmas posições dos jogadores.


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REGULAMENTO TÉCNICO OUTRAS REGRAS Bola fora a bola é considerada fora quando: Toca no chão ou num objecto fora dos limites do campo; Toca ou passa por fora das varetas.

Toque da bola na rede Uma bola enviada para o campo adversário pode tocar a rede (incluindo o serviço). Uma bola que toca na rede e fica no mesmo campo é sempre jogável se não tocar o solo e se a equipa ainda dispuser de toques para a enviar para o campo adversário.

Faltas do jogador à rede É considerado falta quando um jogador toca na rede e esse toque influencia a jogada. Um toque “acidental” que não interfere na jogada não é considerado falta (cabe ao árbitro tomar a decisão da interferência ou não na jogada).


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REGULAMENTO TÉCNICO SINAIS BÁSICOS DE ARBITRAGEM


Aula teórica de voleibol HABILIDADES TÉCNICAS POSIÇÃO BASE

Atitude preparatória que o jogador adopta, de modo a poder responder com mais eficácia às várias situações de jogo. Objectivo: Permitir uma intervenção rápida, correcta e tecnicamente adequada à situação de jogo, sem perda de equilíbrio. Determinantes técnicas Olhar dirigido para a bola. Membros inferiores flectidos e pés afastados (lateralmente ou um à frente do outro), permitindo um bom equilíbrio. Peso do corpo suportado essencialmente pela zona anterior dos pés. Tronco ligeiramente inclinado à frente . Membros superiores semi-flectidos, afastados e situados ao nível da bacia.


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HABILIDADES TÉCNICAS - DESLOCAMENTOS

Objectivo: Colocar-se rapidamente numa posição favorável à execução das acções de jogo, de forma a criar a relação adequada entre corpo/bola/gesto técnico e o posicionamento dos outros jogadores, em função da circulação da bola e da estratégia colectiva. Determinantes técnicas Partir da posição base fundamental. Realizar o deslocamento logo após a identificação da trajectória da bola . Utilizar passos curtos e rápidos (curtas distâncias). Em corrida para a bola (grandes distâncias). Parar antes do contacto com a bola. Colocar o corpo atrás da bola.


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HABILIDADES TÉCNICAS PASSE DE FRENTE

Determinantes técnicas A partir da posição base fundamental, colocação do corpo debaixo da trajectória da bola, com os pés orientados para o local de envio da mesma. Membros superiores elevados frontalmente e flectidos, com cotovelos orientados para a frente. Na preparação para o passe, as mãos devem estar elevadas e em forma de taça. Dedos afastados, com o polegar e o indicador a formar um triângulo. Contacto com a bola à frente da testa. A bola é tocada com a superfície interior dos dedos ligeiramente acima da cabeça. Acompanha a execução do passe, uma extensão dos membros inferiores e superiores. O peso do corpo é transferido do pé mais recuado para o pé mais avançado.


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HABILIDADES TÉCNICAS PASSE DE COSTAS

Determinantes técnicas A partir da posição base fundamental, colocação do corpo debaixo da trajectória da bola, com os pés orientados para o local de envio da mesma. Membros superiores elevados frontalmente e flectidos, com cotovelos orientados para a frente. Contacto com a bola efectuado atrás do plano vertical do corpo. A bola é tocada com a superfície interior dos dedos ligeiramente acima da cabeça. Acompanha a execução do passe, uma extensão dos membros inferiores e superiores. Extensão total do corpo à retaguarda com os braços e os olhos a seguirem a trajectória da bola.


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HABILIDADES TÉCNICAS - MANCHETE

Objectivo: Projecção da bola quando animada de grande velocidade e/ou situada num plano inferior. Determinantes técnicas Membros inferiores flectidos e afastados. Mãos unidas de forma a facilitar o contacto com a bola nos antebraços, com braços estendidos e juntos. Os antebraços são contactados na parte interna, formando uma superfície plana e homogénea. Orientar os pés e a zona de batimento para o local de envio. No momento do contacto com a bola existe uma extensão dos membros inferiores, mantendo sempre as mãos unidas. Contactar a bola dentro dos apoios (sempre que possível).


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HABILIDADES TÉCNICAS - SERVIÇO POR CIMA

Determinantes técnicas Colocar o corpo de forma equilibrada, com os MI ligeiramente flectidos e o pé contrário à mão que serve ligeiramente avançado. Apoios e ombros direccionados para o alvo; (local para onde se quer enviar a bola). Segurar a bola com a mão livre à altura dos ombros. Flectir o MS que vai bater a bola com a mão à altura da cabeça. Lançar a bola ao ar, batendo-a à frente e acima da cabeça, com extensão do MS. Realizar o batimento com a mão aberta (tensa) e os dedos ligeiramente afastados.


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HABILIDADES TÉCNICAS - REMATE

Forma de finalizar uma jogada através de um batimento com uma mão num plano superior para o solo do campo contrário. Objectivo: Colocação da bola no campo contrário, dificultando ao máximo a sua recepção. Determinantes técnicas Iniciar a corrida de aproximação quando a bola atinge o ponto mais alto da sua trajectória ascendente. A corrida de aproximação é feita com 3, 2 ou 1 passo. O último passo é longo, rápido e explosivo. Antes da impulsão e no último passo de chamada , elevar os dois MS à retaguarda. Durante a impulsão os membros superiores elevam-se (o MS dominante descreve o movimento para trás enquanto que o outro aponta na direcção da bola). No momento antes do batimento o cotovelo mantém-se elevado. Bater a bola no ponto mais alto com a máxima superfície da mão (dedos afastados), direccionando-a para o local desejado, com a ajuda da acção do pulso; Amortecer e controlar a queda contactando o solo com a parte anterior dos pés e com os MI ligeiramente flectidos.


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HABILIDADES TÉCNICAS - AMORTI

Forma de finalizar uma jogada através de um batimento suave com uma mão num plano superior para o solo do campo contrário. Objectivo: Colocação da bola no campo contrário, dificultando ao máximo a sua recepção. As determinantes técnicas são iguais às do remate, exceptuando o contacto com a bola. Este deve ser executado com a ponta dos dedos por forma a imprimir à bola uma trajectória que permita fintar o bloco e a defesa adversária.


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HABILIDADES TÉCNICAS – BLOCO

O bloco é considerado como a primeira acção defensiva, porque procura evitar que a bola entre no nosso campo, mas é, simultaneamente, a primeira acção ofensiva uma vez que procura reenviar a bola para o campo do adversário. Objectivo: Neutralizar os remates dos adversários, fazendo com que a defesa se torne mais fácil limitando a área que o atacante tem para atacar, perturbar o distribuidor adversário forçando-o a seleccionar os passes tentando evitar o bloco. Determinantes técnicas Posição preparatória com as mãos elevadas, ombros paralelos à rede e pés a largura dos ombros. Olhar dirigido para a bola. Colocação em frente do braço de ataque do adversário. Durante a impulsão os membros superiores estendem-se, de forma a que as mãos ultrapassem a rede. Colocar as mãos por cima da bola, com os dedos afastados, para cobrirem a maior área possível da bola. Amortecer e controlar a queda, contactando o solo com os MI flectidos.


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HABILIDADES TÉCNICAS – MERGULHO

Determinantes técnicas Posição inicial baixa. Propulsão do corpo para a frente e rasante. Tronco paralelo ao solo. Hiperextensão do tronco e flexão da perna sobre a coxa. Após contacto com a bola colocação dos membros superiores abaixo do tronco e mãos abaixo dos ombros. Amortecimento da queda com os dois membros superiores em simultâneo. Recuperação rápida da posição inicial.


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HABILIDADES TÉCNICAS – ENROLAMENTO LATERAL

Determinantes técnicas Posição inicial baixa. Queda lateral para o lado da bola. Contacto da zona exterior da perna, coxa e anca com o solo no momento da queda. Impulsão forte e rasante do membro inferior do lado da bola. Membro superior paralelo ao solo. Hiperextensão do membro superior e cintura escapular do lado da bola e na direcção da mesma. Colocação do antebraço ou mão fechada por baixo da bola. Engrupar os membros inferiores e impulsão dos mesmos sobre o ombro contrário ao lado da bola. Recuperação rápida da posição inicial.


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