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Jo達o Fonseca|Jo達o Martins|Jo達o Pedro Borba|Rita Portela|Samuel Dias|Susana Rego|naunow.iscte@gmail.com|www.naunow-iscte.blogspot.com

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and now?!

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O Núcleo de Alunos de Arquitectura e Urbanismo do ISCTE-IUL (NAU) exibe a partir desta edição uma reformulada Newsletter intitulada NAUNOW, acompanhando uma nova jornada pedagógica iniciada entre alunos e docentes. Uma nova jornada que não corrompe o trabalho de outros alunos, que serão sempre lembrados como a raiz de todas as jornadas subsequentes. O NAU e o curso de Arquitectura e Urbanismo do ISCTE-IUL permanecerão gratos pela sua dedicação e empenho ao longo dos últimos anos, pois os primeiros passos são sempre os mais difíceis. É nesta linha que o NAU pretende continuar, aproximando os alunos à sua Escola, ao seu curso e à Arquitectura. Este formato anunciado da NAUNOW visa um contacto mais próximo com os alunos ao que lhes é comum. Queremos proporcionar uma participação activa e dinâmica no espaço colectivo de discussão e informação, o espaço dos alunos. JF


nós por cá e ventos realizados

ARCO RIBEIRINHO SUL de Corroios a Alcochete No âmbito da disciplina de Projecto Urbano, o 2º ano do MIA real izou um trabalho acerca dos vários Esteiros da Margem Sul (Esteiro de Corroios e Esteiro Judeu; Esteiro de Coina, Esteiro da Baixa da Banheira, Al hos Vedros e Moita; Esteiro do Montijo; Vil a de Alcochete e o Rio das Enguias), onde foram feitas análises do suporte físico, das infra-estruturas industriais e agro-industriais; da rede de caminhos; das morfologias urbanas dominantes; da arquitectura residencial e também religiosa e a sua relação com o Espaço Urbano. Deste trabal ho resultou uma exposição que foi organizada pelos al unos e os professores, José Saldanha e Rosália Guerreiro e que pôde contar com a presença dos Presidentes das Autarquias do Barreiro e Seixal (Carlos Humberto de Carvalho e Alfredo Monteiro, respectivamente) bem como da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Barreiro, Regina Janeiro.

Exposição do Workshop de Aquecimento do 5º Ano No corredor do piso 3 do edifício II do ISCTE-IUL, que dá acesso às salas de Arquitectura, estiveram expostos uma série de trabalhos elaborados pelos alunos do 5º ano. Um trabalho curto e conciso procurando através de objectos banais atingir um objectivo. Relacionado a comunicação visual com o próprio processo construtivo e a sua representação. O resultado, surpreendente e até divertido, é resultado de uma composição que carece de tempo de execução, pelas premissas que o exercício exigia, mas revela um longo período de reflexão.

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nós por cá e ventos futuros

Viagem a Évora, Portalegre e Mérida Nos dias 11, 12 e 13 de Março realizar-se-á uma viagem, à semelhança do que acontece nos anteriores anos lectivos, organizada em conjunto pelo NAU e pela professora Ana Vaz Milheiro. Esta terá como destino Évora, Portalegre, Crato, Comenda, Campo Maior e Mérida. Eventos da Unidade Curricular de História da Cidade Portuguesa 3 de Março Visita à cidade de Tomar, com partida às 10h do ISCTE-IUL e regresso às 16h. Preço: 9 euros (limitado a 53 lugares). Inscrições com Luís Martins (4º ano)

Conferências 17 de Março Walter Rossa 25 de Março Nuno Grande 7 de Abril José Manuel Fernandes (a confirmar).

Seminários organizados pelo Departamento de Arquitectura e Urbanismo Quarta-feira às 15h no Auditório B104

02/03/11 16/03/11 23/03/11 30/03/11 -

Paulo Martins Barata João Alves de Matos (cineasta - A Praça) Dia do Aluno de Arquitectura ISCTE-IUL Carlos Nogueira

Ciclo de Cinema - Arquitectura e Ferrovias Projecto de Arquitectura II Dias17 e 24 de Março. Sala B 203 às 14.30h

Espaço em construção

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Ciclo de conferências Quintas-feiras, 17 horas ISCTE.IUL, Auditório B103

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"O Departamento de Arquitectura e Urbanismo em conjunto com o Núcl eo de Alunos de Arquitectura e Urbanismo (NAU.ISCTE) estão a organizar um ciclo de conferências “Espaço em Construção” que se irá realizar entre 17 de Março e 7 de Abril de 2011. O tema lança o mote para um conjunt o de debates, divididos em quatro sessões/dias, sendo cada um deles representativo de um material construtivo. Cada sessão é composta por um enquadramento técnico e uma apresentação de um Arquitecto cujo trabalho está relacionado com o material apresentado na respectiva sessão. O evento finalizará com uma exposição dos trabalhos elaborados pel os alunos do 1º ano, à escala 1:1, com os materiais apresentados no ciclo de conferências, a partir da interpretação da obra “A hora em que não sabíamos nada uns dos outros ” de Peter Handke. "

ALX 24 Março Festa de Arquitectura Alx, no Lx Factory. A Alx – Associação de Arquitectura de Lisboa apresenta mais uma grande Festa de Arquitectura, no próximo dia 24 de Março no Lx Factory. Vem conv iver com os estudantes de arquitectura num espaço inovador sempre com boa música. Para mais informações, v isita www.alx.pt.


eles por Lá exposições Não Confiem nos Arquitectos, de Didier Faustino Centro de Arte Moderna|Fundação Cal ouste Gulbenkian De 14 Jan a 3 Abr 2011 Das 10:00 às 18:00 Terça a Domingo

Casa Comum. Obras na Colecção do CAM Centro de Arte Moderna|Fundação Cal ouste Gul benkian 14 Jan a 27 Mar 2011 Das 10:00 às 18:00 Terça a Domingo

Lançamentos Lançamento livro | Portugal Invisível Parceria Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE. Terça, 15 Mar 2011 18:30 Auditório 3

notícias Colectivo blaanc premiado em concurso internacional concurso – promovido pela Architecture for Humanity em parceria com a Nike Inc visava a construção do project o San Pedro Apóstol – Rural Sports Center, no México, uma iniciativa “p ara ajudar comunidades carenciadas e fomentar a coesão social através do desporto”.

CCB: Francisco Aires Mateus abre II Projecto Contentores Uma intervenção do arquiteto Francisco Aires Mateus inaugura, no dia 05 de março, a segunda edição do projeto de arte contemporânea Contentores, resultado de uma parceria entre a P28, o Centro Cultural de Belém e o Museu Colecção Berardo.

Três projectos portugueses considerados os “melhores do mundo” Os p rémios “Building of the year”, promovidos pel o portal ArchDaily, galardoaram três projectos portugueses como os melhores do mundo na s categorias de Hotéis e Restaurantes, Arq uitectura Institucional e Arquitectura de Interiores.

"Álvaro Siza - Desenhar a Hospitalidade" Autor |Nuno Higino Editora | Casa da Arquitectura Fevereiro 2011

"O Arquitecto Azul" de Jorge Figueira Autor |Jorge Figueira Editora |Imprensa da Universidade de Coimb ra Fevereiro 2011

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destaques

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espaço colectivo 5 anos de Arquitectura: aprendizagem e companheirismo SAMUEL PEREIRA DIAS As manifestaç ões culturais, enquanto manife stações sociais que defende m neces sidades colectivas, passam pela união massiva das pe ssoas cuja a afectaç ão de determinadas ne cessidades as liga de alguma forma. Esta terá sido a pe rspectiva com que foi realizado o abaixo ass inado pelos alunos do Mestrado Integrado de Arquitec tura no ISCTE-IUL (MIA) . A insatisfaç ão relativamente às áreas disponibilizadas para a logística interna do c urso de u origem a um e sforço colectivo para re ivindicar a falta de salas de aula junto dos órgãos administrativos do ISCTE. Esta iniciativa, que partiu de alguns alunos do MIA, mas que teve o apoio maioritário, pode se r vis ta enquanto a verificaç ão de um trabalho conjunto para se assumirem enquanto colectivo. Ao longo de 5 anos, se ndo aluno do ISCTE-IUL, tive o prazer de assistir a mudanças significativas, sendo que algumas envolve ram o curso de Arquitec tura. Relembro as modificações elaboradas desde a minha entrada na Universidade . Re lativamente ao pátio do Aquário, c omo os alunos identificam o pátio do e difício dos finais dos anos de 1970, as bancadas que e ram outrora relvadas foram pavimentadas e as entradas para os átrios, que eram outrora de cor branc a, foram pintadas com a re spec tiva cor do átrio adjacente. Enquanto a lei que proíbe o c idadão de fumar de ntro de loc ais públicos não s e encontrava ainda em vigor, os estudantes e docentes de arquitectura fumavam no átrio de distribuição para as salas de aulas (B303 a B307) à semelhança do que ac onte cia em todos os espaços de circ ulação inte rior. O Processo de Bolonha não tinha entrado ainda em vigor, a s ala de alunos não pas sava de uma arrecadação a que os alunos não tinham acesso, os cacifos encontravam-se distribuídos pelas dive rsas salas de projecto e era conhec ida uma divergência entre alguns docentes mas que ninguém se atrevia a referir. Apes ar do pânico que se instalou entre os alunos relativamente ao processo de trans iç ão para Bolonha, este foi bastante eficie nte. Este proce sso veio marcar a entrada e saída de uma sé rie de doc ente s bem como a re estruturaç ão do de partamento de Arquitectura. O professor Doutor Arq. Paulo Tormenta Pinto foi eleito pre sidente do Departamento e a profess ora Doutora Arq. Ana Vaz Milheiro passou ge rir o funcionamento dos seminários no ano lectivo de 2007/2008. Estes dois docentes, que s e encontravam no I SCTE havia apenas um semestre, vie ram a ter um papel fundamental para a reestruturaç ão do ensino, juntamente com uma s érie de outros docentes já pre sente s no Departamento. A ge stão e o sistema organizac ional dos docentes e dos programas curric ulares foi alterado, visando uma es trutura que pudesse da me lhor forma coloc ar à dis posição dos alunos a possibilidade de trabalhar a uma dive rsidade de escalas e programas tentando também solucionar as dificuldades da c arga horária. Sem dúvida que estas modific açõe s foram bastante acentuadas mas revelaram-se se r produtivas para o e ns ino.

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Constatava um grande número de alterações positivas na es trutura curricular e método do ensino e apesar de existirem algumas situações que pudessem ser alteradas, e stas não eram muito incómodas. Es tavam igualmente presentes uma série de outras situaçõe s que me de ixavam particularmente intrigado e cuja sua modificação passaram por um esforço colectivo e ntre alunos e profe ssores.

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São prec is amente e ssas, c ujo o inte resse na s ua resolução envolvia todos os alunos do MIA, e m que alguns tiveram um pape l fundamental na sua alteração. Nasc eu uma iniciativa de integração, união e de luta por c ondições melhores de logística de espaço, bem como ao apelo à participação dos alunos no funcionamento pe dagógico. A Comissão de Praxe de Arquitectura floresc eu de forma exponencial tornando-se a forma mais e ficie nte e rápida de criar um espírito de ajuda e uma identidade própria dos alunos do c urso de arquite ctura. Tendo como obje ctivo princ ipal a criação de um ambie nte propício para que os novos alunos se sintam em "casa", passou por apelar a e xtrove rsão e ao companhe irismo como meios neces sários para a rápida adaptação às novas responsabilidades.

Assisti nestes últimos anos a algo com que não me deparei a quando da minha entrada no ISCTE-IUL. Os alunos do primeiro ano c omeçam o primeiro dia de aulas com um es pírito de trabalho e m equipa muito ac entuado. Devido a e ssa proximidade, ass istimos a uma desc ontracç ão fora do normal na informalidade como as pe ssoas comunicam entre si, independentemente do s eu ano curricular, ac abando por es te espírito ser transmitido para as pes soas que não te nham participado na semana de rec epção aos novos alunos . Es ta é de alguma maneira a cidadania que impera neste pe queno núc leo de alunos e que cria uma competitividade s audáve l, ao contrário do que acontec e em outras instituições de ensino. Es se companheirismo acaba por dar resultados muito positivos no e nsino, pe la rápida adaptação dos novos alunos no meio


ensino. Esse companhe irismo acaba por dar resultados muito positivos no ensino, pela rápida adaptação dos novos alunos no meio univers itário, bem como a forma como conse guem adquirir a informação que possam ne cessitar. Por outro lado, cria um valor c omum a maioria dos alunos do MI A que os une para diversas ac tividades . Os alunos podem identificar-se como fazendo parte de algo maior do que a individualidade, fazendo parte integrante de um grupo que se pode intitular como tal. Mas se a Comis são de Praxe de Arquitectura teve esta primeira miss ão, o Núcleo de alunos de Arquite ctura e Urbanismo (NAU) deu continuidade a essa vontade de criar situações e eventos que e nvolvam os alunos dos diversos anos curriculare s. Com a sua estruturação, nas ceu o esforç o de alguns alunos na elaboraç ão de possibilidades que visassem a disponibilização de informaç ão, a divulgação do curs o no meio e xterno, be m c omo a c riação de eve ntos internos para os alunos, des envolve ndo uma parec eria muito próxima com o Departamento de Arquitec tura e Urbanismo (DAU). Este ano vejo algumas diferenças que não poderia deixar de me nc ionar. As palas verticais do edifício I foram todas pintadas com diferentes c ores , cons oante a sua sec ção, independentemente da cor inte rior dos átrios de circulação. O aquário foi trans formado num bar de pizzas e a reitoria e stá bastante identificada pelas obras feitas no ano pass ado. Quanto às salas de arquitectura, encontram-se agora munidas de uma série de prateleiras, tentando libertar os estiradores dos materiais e das maque tas, pretendendo aprove itar a área actual dis ponibilizada. O departamento de Arquitectura foi re-localizado bem como os restantes de partamentos. Foi eleito para preside nte do DAU o profes sor Doutor Arq. Vasco Rato e o corpo docente está a ser afinado relativame nte aos anos curriculares . Existe também uma s érie de outras coisas que vejo prese ntes actualmente, fruto de um crescimento de envolvimento entre os alunos. Os alunos começaram não só ques tionar-se relativamente ao ensino, quanto às ques tões logísticas e às divergências pe dagógicas, mas c omo a dar os primeiros pas sos na crítica de arquitectura, re forçando argume ntos e capacidade crítica. Os alunos procuram-se independentemente do ano curricular a que pertencem, proc urando o debate re lativamente aos e xe rcícios que se encontram a realizar. Conscientes de que a Arquitectura não é feita de uma verdade abs oluta, argumenta-se em prol de uma de te rminada verdade relativa, estimulando o diálogo, o gosto pela prática bem como a cons ciê ncia dos temas que envolvem a Arquitectura.

Se esta for neces sária, então que os alunos tenham igualmente direito à mudança. Uma mudança e nquanto re vitalizadora de um espírito colectivo, es timulado pe las neces sidades individuais. Procurando uma justa valorização do trabalho de equipa re alizado fora do e spaço da aula c om a iniciativa dos alunos. Alcançando a partir a união c olectiva uma estrutura que assenta na forma de ensino mais adequada a es ta ge raç ão. Para que o curs o de Arquite ctura no ISCTE-IUL continue a distinguir-se re lativamente aos res tante s, dando continuidade ao bom nome que tem vindo a se r divulgado. Aumentando as qualidades individuais e colectivas dos alunos, para que o ensino seja amplamente valorizado. E que por fim se crie um espírito de companheirismo entre os alunos nesta peque na viagem que todos nós fazemos em conjunto, neste lugar. SD

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Penso que e ste trabalho que tem vindo a ser realizado em conjunto pelos alunos, pelo NAU, pe lo DAU, pela Comissão de Praxe de Arquitec tura e por alguns doce ntes para a harmonização de um lugar exemplar para o e studo da Arquite ctura. Sendo que este de ve-lhe se r dado continuidade a todos os níveis. O NAU está cada vez mais preocupado e m disc utir com o DAU os benefíc ios e as contrapartidas de todas as de cisões que se tomam, relativamente a temas que possam afectar o ensino. A Comissão de Praxe pretende dar continuidade ao trabalho que te m vindo a realizar ao longo destes últimos anos, pretendendo sempre artic ular-se com os c alendários lectivos e com as actividades organizadas pelo DAU e pe lo NAU. Espe remos que o corpo docente e os alunos criem um entendimento sobre a necessidade de uma coe são universitária. Não nos intere ssa fomentar o espírito de competitividade interna às turmas nem aos próprios anos c urriculare s. Inte ressa-nos sim unir todos os níveis de aprendizagem. A informação é uma poderosa arma que compete a c ada um ter a consc iê ncia, maturidade e espírito c rítico s uficie nte para a utilizar. De ve s er incutido ess e es pírito crítico por todos nós, alunos e professore s. Mas é sobretudo do pape l dos alunos exigir esse direito. O direito à informação e à disc us são, à crítica e a melhores condiç ões logísticas.

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