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CD indircrr Saxofone em sib e mib

CESAR ALBINO


"O Homem que nunca errou, foi aquele que nunca fez coisa alguma"

Michel Quoist


A Arnaldo Gondini, pela coragem de publicar este método e pelo incentivo. A Aloice 5ecco Caetano, pela bela e frenética capa e pelo apoio. A Antônio Domigos 5acc0, Márcia Visconti e Denise Brandani, pelo carinho, pelas dicas, pelo imenso repertório de piadas que ajudaram a rninimizar os quilômetros rodados pelo estado de 5ã0 Paulo e pelas importantes reuniões i10 "escritório". A André e 5érgio Nader, pelas observações super inteligentes e pelos pedaços de bolo. A Elenice e Roberto Farias, pela força na parte gráfica. A Celso Mojola, pela peça escrita especialmente para o método, pelos papos "super-cabeça" antes dos ensaios e por me ensinar a escrever textos coerentes. A Roberto 5ion. pelas idéias plantadas lá no fundo, pelo amor à música e ao saxofone e pelas noites de segunda-feira no "Lei-seca". A Jorge Thomas e Elifas Alves, pelo apoio. A Paulo Brombal e Regina Lyrio pelas observações referentes ao texto. A Aldo e Cássia Bove, pelos socorros e pelas tardes de sexta feira. A Carlos Perrén e Alberta (Tano) Ranelucci, pela paciência e competência no estúdio. A Liiana Bollos, pela 'harmonia". A s minhas duas diretoras. pelo crédito, confiança e incentivo: Cleide Borba Oliveira e 5onia Albano e a t o d o s os alunos que estudaram comigo nesses anos, por suportarem minhas mudanças e por participarem do processo, em especial á duas alunas extremamente exigentes que me fizeram mudar, diversas vezes, partes deste método com sugestões e críticas realmente fundamentais: Gwinever Cassetari e Clara Nascimento. Agradecimentos super especiais a Carolina Gomes Coelho (31811926-7/7/2001), minha mãe, por me suportar estudando, por me apoiar nos momentos mais difíceis, pelo caráter herdado e pela fé em Deus.

Obrigado a todos. César Albino

Muito tempo foi necessário para elaborar este método. Muito tempo foi necessário para finalizá10. Muitas horas de estudo, muitas horas de aulas dadas e tomadas também. Mesmo antes de t e r um mestre, eu tinha um problema: onde comprar um saxofone? E se ele quebrar? Quem irá consertar? Em 1979 só havia uma resposta: Bove. Algumas pessoas que conheceram Pixinguinha dizem: "era o homem mais bondoso que já pude conhecer". Infelizmente eu não conheci Pixinguinha, mas conheci esse senhor que parecia ser o irmão italiano dele. Além da bondade, Bove tinha em comum com Pixinguinha, o hábito de t o c a r saxofone e de tocar choros. Bove nasceu em 19/12/ 1925 e morreu em 16/06/1997. E assim que quero me lembrar dele: como o homem mais bondoso que conheci. Acredito que todos que o conheceram devem pensar assim também. Em diversas situações onde o caos parece predominar e tenho de interagir, t e n t o imaginá-lo trabalhando em sua oficina com sua serenidade. serenidade, é essa a palavra. Aprendi muitas outras coisas com Bove, mas ainda não consigo tocar aquela frase que ele tocava sempre que experimentava um saxofone, e que som, que som de saxofone! Bove: onde quer que você esteja, aquele abraço!


Escrever e s t e método foi uma necessidade. Como eu poderia convencer um jovem estudante, que vinha à minha procura, cheio de motivação, a utilizar um material que, apesar de eficiente, era caro, feio, vagaroso, em língua estrangeira e muitas vezes antiquado, não só no sentido estético como no conteúdo? Quando uma criança começa a andar, a preocupação de sua mãe é notável. Todo apoio e atenção são oferecidos àquela criança. O que seria dela se colocássemos vários obstáculos à sua frente e, ao invés de um piso macio e aconchegante, colocássemos um piso ríspido ou escorregadio? Era assim que eu me sentia. Como fazer com que aquela pessoa à minha frente, ávida por aprender, cheia de disposição, mantivesse aquela alegria e empenho com um material t ã o obsoleto? Como ensinar ainda a uma pessoa, uma idéia que nem mesmo se acredita mais? Na busca incessante em suavizar. direcionar, conduzir e, principaIm.ente, manter aquela chama acesa, por m u i t a s vezes me deparei escrevendo exercícios antes d a s aulas ou a t é mesmo durante elas. Durante anos experimentei os exercícios aqui contidos com meus alunos, procurando cada vez mais facilitar a s dificuldadeseabreviar o s caminhos, sem, contudo, desviá10s de seu objetivo final: t o c a r música, ser feliz, ser uma pessoa melhor ... Tudo isso utilizando como instrumento de aprendizado o saxofone. Esse instnimento maravilhoso que encanta a s pessoas do mundo todo, apesar de sua pouca idade. Este método não nasceu do dia para a noite. Acho que foram mais d e quinze ancs vxcsriruientando e comparando materiais diversos. Sempre haviam lacunas muito grandes a ser27 sravspostas, então eu não sossegava enquanto não encontrava uma maneira mais interessãn~y:2csrosa e fácil de guiar o estudante. Sempre achei que existe uma maneira melhor d e s e e r s ' / a r a i g ~ r n a coisa. É bem possível que em pouco tempo, eu ou outra pessoa encontre maneiras x5:r;r-s d~ se ensinar o que aqui está. Outro f a t o r importante que me empurrou a e s t e fim foi o avanço da informática. Sempre fui l;m apaixonado por essa tecnologia e, desde o início, procurei utilizá-la com o objetivo de melhorar a s minhas aulas e também a qualidade visual dos exercícios que escrevia. Lembro-me que minha irmã estudava piano. Hoje ela não se lembra de nada do que aprendeu. Isso ocorre porque ela não aprendia música. Ela aprendia a decifrar partituras. Música é uma coisa muito mais ampla do que partituras. Nenhuma idéia ficou guardada dentro dela, nem mesmo uma simples canção. Por outro lado, ainda encontro alunos que mesmo não tendo se tornado profissionais, ainda se lembram de m u i t a s coisas, talvez para t o d a a sua vida, principalmente dos momentos agradáveis que tiveram com a música. Por mais que o tempo passe e por mais ocupados que eles estejam em suas vidas, eles ainda mantêm aquela chama e a música dentro de si. Isso é muito gratificante para mim e me mostra como estou no caminho certo. Que e s t e livro não fique numa prateleira tomando pó. Que ele t r a g a a luz e a alegria da música para o seu coração. César Albino, Sã0 Paulo, Sexta-feira, 7 de J a n e i r ~9 5 2252


César Albino nasceu em 1962, em 5 ã o Paulo. Inicia seus estudos musicais em 1973 e começa a t o c a r saxofone em 1979. Em 1980, ingressa no CLAM - Centro Livre de Aprendizagem Musical, estudando com J o s é Carlos Prandini. Em 1981, e s t u d a harmonia com Amilson Godoy e improvisação com Roberto Sion, no CMBP - Conservatório Musical Brooklin Paulista. Em 1982, estuda arranjo e orquestração com Nelson Ayres e saxofone com Roberto Sion, ainda no CMBP. Em 1986, estuda saxofone com Eduardo Pecci (Lambari), no CLAM, e contraponto, com Abraão Chachamovitz. Em 1982, ingressa como bolsista na Banda Sinfônica do Estado de Sã0 Paulo. Paralelamente aos concertos d a Banda Sinfônica, executa jazz em c a s a s noturnas e bares, em diversas formações, desenvolvendo a prática d a improvisação. Em 1983, t o c a na LF Big Band, dirigida por Laércio de Freitas. Apresenta-se ao vivo na peça "Máscaras", baseadg no conto "Brincando no Bosque" de Ryonosuke Acutagawa, encenada em Sã0 Paulo e também no VIII Festival Internacional de Teatro de Manizales, Colômbia, em 1 9 8 6 . Escreve, dirige e grava a trilha sonora para a montagem d a peça "5eis Autores em Busca de Um Personagemn. Participou de diversos grupos e Big Bands, dentre os quais se destacam os grupos Barraco 37,Casa 3, Quinteto Buenos Ayres e Queentet; a s Big Bands da Fundação das A r t e s de Sã0 Caetano do Sul, da LILM e do grupo de câmara Novo Horizonte, dirigido por Grahan Gifftis. Acompanhou diversos cantores, entre eles Celso Viáfora, Roberto Riberti, Maria da Paixão, Moacyr Camargo, Lé Dantas e Marco Neves, participando de shows, gravações de discos e programas de televisão. Liderou o q u a r t e t o de jazz AAAH IZAR JABÁ ZUZÁ, formado por excelentes músicos, se apresentando em espaços alternativos e universidades. Com o grupo Queentet participa, em 1993, do XII Festival de Jazz de San Rafael, Argentina, e do ll Festival de Jazz de Viia de1 Mar, Chile, onde obtém elogios d a crítica especializada pelo seu estilo singular. Participa dos I e I I Festivais de Maringá, Paraná, em 1 9 9 6 e 97, lecionando saxofone e informática ligada à música e apresentando-se ao lado de músicos como Sílvia Góes, Kiko Moura, Délia Fisher, Marco Pereira, Nélson Faria, entre outros. Em 1998, ainda nessa cidade, realiza algumas oficinas e um concerto de jazz dentro da programação do festival. Em 2 0 0 2 cria com o pianista e compositor Celso Mojola um duo de música contemporânea ajudando a divulgar peças para saxofone desse compositor. Mantém, desde 1982, intensa atividade como professor de saxofone e f l a u t a transversal. Leciona nas melhores escolas de Sã0 Paulo, t a i s como o CLAM, onde exerce o cargo de Supervisor do Departamento de Flauta e Saxofone, e no CMBP, onde forma uma Big Band com participação de alunos e professores, tendo a oportunidade de escrever arranjos para vários níveis e formações. Grande parte dos integrantes dessa Big Band são hoje músicos profissionais. Atualmente, é professor de saxofone, improvisação e prática de grupo da Faculdade de Música Carlos Gomes, na qual se diplomou em música popular. Leciona ainda, desde fevereiro de 1999, flauta e saxofone na ACARTE, Academia de A r t e s do Centro Universitário Adventista em Sã0 Paulo. Em meados de 2 0 0 1 conclui a pós-graduação em Técnicas do Ensino Musical na Faculdade de Música Carlos Gomes.


As Posições do Saxofone ................................................................................................... ...

A História do Saxofone ............................................................................................................. iii

As Partes do Saxofone ............................................................................................................... iv

a boquilha .........................................................................................................................................................iv

a palheta ............................................................................................................................................................

iv

Como Produzir o Som do Saxofone ..................................................................................... Como Estudar ............................................................................................................................. vi

............................................................................................ v i

Doze dicas, por Winton Marsalis

Exercícios de digitação ................................................................................................................

2 1.1 Primeira Oitava .............................................................................. ,........................................ 3

4 1.2 Segunda Oitava .....................................................................................................................

1.3 Rítmica ..................................................................................................................................... 6

.

Introducão .......................................................................................................................................................... 6

Figuras rítmicas ................................................................................................................................................. 6

Aumentando o valor das figuras (1):ligaduras de valor ............................................................................ 7

7

Aumentando o valor das figuras (2): ponto de aumento ............................................................................ Acentuacão ........................................................................................................................................................ 8

Compasso ........................................................................................................................................................... 8

Fórmula de Compasso ..................................................................................................................................... 8

1.4 Pequenos Duetos ................................................................................................................... 9

1.5 Mudança de Registro .......................................................................................................... 10

1.6 Músicas, finalmente............................................................................................................ 11

Brilha. Brilha Estrelinha ................................................................................................................................ 11

Brilha. Brilha Estrelinha #2 ........................................................................................................................... 11

Old McDonald ................................................................................................................................................ 11

Old McDonald #2 ........................................................................................................................................... 11

. Aura Lee .......................................................................................................................................................... 12

C m p l t e l e , !I

2.1 Classe 1 .Fá sustenido / rítmica I1 .................................................................................... 14

2.2 Músicas I1 ........................................................................................................................... 15

2.3 Classe 2 .Si bemol / rítmica I11 ....................................................................................... 16

2.4 Músicas I11 ............................................................................................................................. 17

2.5 Classe 3 .Dó sustenido / rítmica IV .................................................................................18

2.6 Músicas IV ............................................................................................................................. 19

2.7 Classe 4 .Mi bemol / rítmica V ......................................................................................... 20

2.8 Músicas V .............................................................................................................................. 21

2.9 Classe 5 .Sol sustenido / rítmica VI e VI1 ...................................................................... 22

Rítmica VI1 .Tercinas .....................................................................................................................................

23

2.10 Articulação

..........................................................................................................................

24

gapí@air% g ffl 3.1 Os Sustenidos ....................................................................................................................... 26

. 3.2 Os Bemois .............................................................................................................................. 28

3.3 Mix ..........................................................................................................................................30

3.4 A Escala Cromática .............................................................................................................. 32

.

Ascendente com uma oitava ........................................................................................................................ 32

Descendente com uma oitava ......................................................................................................................33

Ascendente com duas oitavas ...................................................................................................................... 34

Descendente com duas oitavas .................................................................................................................... 35


3.5. Exercícios de Sonoridade ...................................................................................................36

Sonoridade 1 ...................................................................................................................................................36

Sonoridade 2 ...................................................................................................................................................36

Sonoridade 3 ................................................................................................................................................... 36

Sonoridade 4 ................................................................................................................................................... 37

Sonoridade 5 ................................................................................................................................................... 37

Sonoridade 6 ................................................................................................................................................... 38

4.1 Exercícios Diatônicos

....................................................................................................... 40

. . Diatonicos 1 ....................................................................................................................................................

40

Diatôiiicos 3 .................................................................................................................................................... 42

Diatônicos 4 ......................................................................................................... ;.......................................... 42

Diatônicos 5 .................................................................................................................................................... 43

Diatônicos 6 .................................................................................................................................................. 43

4.2 Minuetos de Bach(1685-1750)............................................................................................. 44

Minueto #1 (saxes em mib) ........................................................................................................................... 44

Minueto #1 (saxes em sib) .............................................................................................................................45

Minueto #2 (saxes em mib) ........................................................................................................................... 46

Minueto #2 (saxes em sib) ............................................................................................................................. 47

Minueto #3 (saxes em mib) ........................................................................................................................... 48

Minueto #3 (saxes em sib) ............................................................................................................................. 49

Bourrée ............................................................................................................................................................ 50

4.3 Compasso composto ............................................................................................................ 51

Noção teórica .................................................................................................................................................. 51

52

Tarantela ..........................................................................................................................................................

Escalas e acordes maiores .........................................................................................................54

54 Procedimentos de estudo ....................................................................................................

5.1 D ó maior ................................................................................................................................

55

5.2 Sol ...........................................................................................................................................

56

5.6 Sib ...........................................................................................................................................

60 61

5.7 Mib ..........................................................................................................................................

62

5.8 Sumários ................................................................................................................................

Sumário I ......................................................................................................................................................... 62

Sumário I1 ....................................................................................................................................................... 63

Sumário I11 ...................................................................................................................................................... 64

Sumário IV ....................................................................................................................................................... 65

Sumário V ......................................................................................................................................................66

Sumário VI ...................................................................................... :............................................................... 67

Sumário VI1 ..................................................................................................................................................... 68

Escalas e acordes maiores e menores

6.3 Sol

.....................................................................................

70

...........................................................................................................................................

74


6.10 Sib ......................................................................................................................................... 88

6.11 Mib ........................................................................................................................................ 90

6.12 Láb ............................................................................................................................... 92

6.13 Sumário de escalas maiores e menores .......................................................................... 94

6.14 "Concordância e Diferenças" .......................................................................................... 98

Versão para saxofones em Mib ..................................................................................................................... Versão para saxofones em Çib ..................................................................................................................... Informações sobre Celso Mojola .................................................................................................................

98

100

102

Capitule, Vil

7.1 Arpejos ................................................................................................................................ 104

Arpejos I ........................................................................................................................................................ 104

Arpejos I1 ....................................................................................................................................................... 105

Arpejos I11 ..................................................................................................................................................... 106

Arpejos IV ..................................................................................................................................................... 107

Arpejos V ......................................................................................................................................................

108

Arpejos VI .....................................................................................................................................................

109

7.2 Estudo das terças ..............................................................................................................110

7.3 Estudo das quartas ............................................................................ ...........................111

7.4 Estudo das quintas ................................................................................................... 112

7.5 Estudo das sextas .................................................................................................. 113

7.6 Estudo das sétimas ............................................................................................................114

7.7 Estudo das oitavas .............................................................................................. . . . . ......115

7.8 Harmônicos ........................................................................................................... . . 116

. .

Noção teórica .................................................................................................................................................

116

Exercícios .......................................................................................................................................................

117

Brilha, brilha harmoniquinho .....................................................................................................................

118

7.9 Vocalizes

........................................................................................... ..... . . . . . .. . . 119

Vocalizes I ...................................................................................................................................................... 119

Vocalizes 11 ..................................................................................................................................................... 120

Procedimentos de estudo para os Vocalizes ............................................................................................. 121


i - César Albino

A s figuras e tabelas permitem uma consulta avançada, principalmente para saber com que dedo acionar determinada chave. Observe abaixo, nesta página, um esquema detalhado de um saxofone a l t o (fig. 1) e na página ao lado, uma representação gráfica desse esquema (fig. 2), seguido de 3 tabelas de digitação. Suponha que você queira t o c a r a nota sol da primeira oitava: procure na primeira tabela, coluna 10, o esquema de digitação para essa nota. A s chaves pintadas de preto devem ser pressionadas com os dedos correspondentes. Observe que a tabela recomenda utilizar o indicador da mão esquerda apertando a chave A (ver mais detalhes na fig. 2), o dedo médio apertando a chave 6 e o anular na chave C. Algumas notas, como o fá#, o lá# e o dó, possuem mais de uma opção de digitação.

Tudel

odo Jbir

Ibiri


Método de Saxofone - ii

Observa~õesimportantes: - g e r a l m e n t e a o a p e r t a r a chave 14, a chave A desce automaticamente junto com ela, razão pela qual a chave A aparece algumas vezes em t o m cinza nas tabelas abaixo; - o fá# da terceira oitava (chave 4), ausente em alguns saxofones, é a ultima nota da t e s s i t u r a oficial do saxofone. Saxofonistas habilidosos t ê m rompido com esse limite, e embora fuja do propósito deste livro. o assunto será abordado no final deste volume.

PRIMEIRA OITAVA

-

iilX - dob I do -si# !do#Tebl

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Ire# - m i b rni - fab I f a x # L

fa# - solb

-

,

sol

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sol# - l a b l - - a I

I

fig.

. SEGUNDA OITAVA

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1-

-

-

-

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lateral (palma da mio)

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lateral

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TERCEIRA OITAVA

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iii - César Albino O saxofone foi inventado em 1841 e patenteado em 1 8 4 6 por Adolphe (Antoine Joseph) 5ax (Dinant, 1814 - Paris, 1894), um judeu belga pertencente a uma família de fabricantes de instrumentos musicais. Em 1857, Adolphe 5 a x tornou-se i n s t r u t o r de saxofone no Conservatório de Paris. 5ax foi ainda inventor de outros instrumentos, t a i s como o 5ax Horn, uma espécie de tuba. O f a t o de o saxofone t e r sido inventado por um judeu faria com que saxofonistas na Alemanha Nazista fossem perseguidos. Ãpesar de ser de metal. o saxofone pertence à família d a s madeiras. 1550 ocorre porque ele combina em sua construção a palheta simples, com boquilha do clarinete e o corpo cônico do oboé, com o interessante mecanismo de chaves da flauta moderna introduzido por Boehm em 1847. Uma classificação mais interessante para esses instrumentos de sopro hoje seria: instrumentos de chaves. O saxofone existe em sete tamanhos: sopranino, soprano, contralto ou alto, tenor, barítono, baixo e contrabaixo. O sopranino, o alto, o barítono e o contrabaixo soam em mi bemol, enquanto que o soprano, o tenor e o baixo, soam em si bemol (veja no final d e s t a página um esquema para f a z e r a s transposições). A maior parte dos saxofones é curvo. O soprano, mais comum na forma reta como o clarinete, aparece também na forma curva. Já o sopranino é reto, aproximando-se do tamanho de uma flauta doce contralto. O saxofone é m u i t o u t i l i z a d o em bandas m i l i t a r e s e s e t o r n o u m u i t o popular nos E s t a d o s Unidos, particularmente, onde se confunde com o desenvolvimento do jazz (veja na tabela ao lado alguns nomes). Os saxofones mais comuns são o soprano, o a l t o e o tenor. É muito difícil para o iniciante escolher qual saxofone deseja tocar. Nesse caso, recomendo iniciar os estudos com um alto ou tenor, já que são os mais fáceis de encontrar no mercado e também são mais baratos. Mais adiante, quandojá estiver familiarizado, o novo músico poderá o p t a r p o r aquele de s u a preferência. E muito comum, no entanto, t o c a r mais de um saxofone, j á que todos possuem um mecanismo padrão. SOPRANO Você ouve um tom abaixo estas (segunda maior) notas: : t : : : : :s toca esta nota:

Se você quer ouvir esta nota:

tL

I I

ALTO

TENOR

4 e 112 tons abaixo (sexta maior)

7 tons abaixo (nona maior)

# .

BAR~TONO 10 YZ tons abaixo (décima-terceira maior)

I

v-

Deve tocar um tom acima 4 e 112 tons acima estas (segunda maior) (sexta maior) notas:

bu 7 tons acima (nona maior)

10 % tons acima (décima-terceira maior)


Método de Saxofone - iv

a boquilha

A boquilha é a peça que se encaixa na ponta do saxofone e na qual é fixada a palheta. Geralmente a boquilha é feita de massa plástica, podendo ser também de m e t a . Há ainda boquilhas de madeira ou acrílico, mas de qualidade duvidosa. A boquilha de massa plástica é a mais indicada para os iniciantes. Apesar de existirem boquilhas de metal de excelente qualidade, o recomendável é somente utilizá-las depois de, pelo menos, dois anos de estudo, pois é mais difícil o controle do som. Não somente o material, mas também o f o r m a t o interno d a s boquilhas pode variar bastante, o que altera significativamente o som produzido e, consequentemente, a maneira de tocar. Não existe um padrão entre os fabricantes. Assim, cada um deles usa suas próprias especificações. De uma forma geral, duas dimensões são definidas: a profundidade da abertura (A) e a sua altura (6). Quanto menor for o valor de A e maior o de 6, mais estridente será o som produzido e, assim, mais difícil o controle. Entretanto, a s dimensões opostas resultam num som abafado e pequeno. Desse modo, o ideal, em minha opinião, é uma boquilha de dimensões intermediárias.

:

/

, a:

- - - -

C - - -<

I

h

,

-

e

Os instrumentos geralmente vêm com boquilhas adequadas para um iniciante, mas você pode, com alguns meses de estudo, procurar uma boquilha que se adapte melhor a s suas ambições musicais. Por outro lado, uma boquilha inadequada pode fazer qualquer um desistir de t o c a r em poucas semanas - fique a t e n t o a esse detalhe!

a palheta

A palheta tradicional é de uma espécie de bambu de a l t a qualidade, com cultivo e colheitas controlados com o cuidado semelhante à uva para vinhos. Utilizamos palhetas comerciais. Eu particularmente não conheço nenhum saxofonista que fabrica sua própria palheta, mas acredito que seria importante conhecer essa a r t e para poder modificar a s palhetas compradas no mercado ao meu gosto. Quem vive longe dos grandes centros deve encontrar dificuldades para comprar palhetas apropriadas ainda nos dias de hoje. Existem ainda palhetas sintéticas, que a meu ver apresentam um som muito artificial, m a s t ê m a vantagem da a l t a durabilidade e de não serem t ã o sensíveis à s variações atmosféricas. Assim como a s boquilhas, não existe um consenso entre o s fabricantes de palhetas quanto à numeração (variação de dureza da palheta indo da mais mole a mais dura). No começo, recomendo a você comprar duas palhetas de cada tipo, a t é encontrar aquela mais adequada ao ser! conjunto. É comum ainda, após alguns meses, o estudante passar a utilizar uma palheta mais dura. Assim que chegar a uma conclusão, compre uma caixa, geralmente com 10 palhetas. Costumo numerar minhas palhetas e utilizá-las alternadamente. Assim, tenho sempre 10 palhetas em boas condições de uso e percebo que elas duram mais, já que Ihes dou um bom tempo de descanso. Vão aqui duas dicas importantes para se escolher uma palheta:

1- a palheta deve ser o mais simétrica possível, com o corte bem no seu eixo;

2- o comprimento da pala (C) deverá ser como o indicado na tabela a seguir, segundo o instrumects utilizado.

Instrumento

Comprimnto da pab em mm

Sax soprano

31

Sux illt0

37

Sax ienor

42

Sax barítono

53


v - César Albino

Enxugue sempre a s palhetas após seu uso e tenha o hábito de guardá-las em local adequado. Existe no mercado um objeto denominado "porta-palhetas" (em inglês, reedgard), que protege a palheta e ainda evita seu empenamento.

A coloca@o da palheta na boquilha

Deve-se alinhar bem o eixo da palheta com o eixo da boquilha e a ponta da palheta deve estar alinhada com a ponta da boquilha. Depois de acertar bem os alinhamentos, fixe a palheta com a braçadeira, de forma que ela fique bem presa, mas não apertada demais. Caso a palheta não apresente um bom som, experimente colocá-la um pouco mais para fora ou para dentro. Nesse caso, é possível que a palheta esteja fora das dimensões da tabela da página anterior. Confira com uma régua, mas confie sempre nos seus ouvidos e lábios. Isso feito, fixe a boquilha no seu instrumento, com a palheta voltada para baixo. 5 e o encaixe da boquilha ao saxofone não for confortável, providencie a t r o c a da cortiça por uma de tamanho adequado.

Para produzir o som do saxofone. vocêdeve encostarosdentes na parte superior da boquilha e dobrar ligeiramente o lábio inferior para dentro, evitando que seus dentes inferiores toquem a palheta. A esse gesto damos o nome de embocadura. Para completar a cena, experimente um sorriso forçado ... pronto, já pode t i r a r uma foto! Verifique se você consegue sentir a ponta da palheta com a ponta de sua língua, e siga os seguintes passos:

1.

Após formar a embocadura como foi explicado acima, coloque a ponta da Iíngua na ponta da palheta de forma que impeça completamente a entrada de ar. 2. Assopre e retire a Iíngua com velocidade, como se você fosse cuspir uma boliriha de papel. 3. Provavelmente, a essa altura, você deve t e r ouvido o som do seu saxofone, caso contrário repita os passos 1 e 2 novamente a t é conseguir. Geralmente pronunciamos a sílaba TU' para produzir uma nota nos instrumentos de sopro. A esse ataque damos o nome de golpe d e Iíngua.

exercícios: 1. Toque notas curtas no seu saxofone pronunciando várias vezes a sílaba TU, mas sem pressa. 2. Toque como em "I", mas retire o instrumento da boca a cada nota. Isso faz com que você se habitue a encontrar a posição ideal para a sua embocadura. 3. Toque notas longas: TUUUUUU U...., respire profundamente e TUULI LlLIU.... Agora que seus vizinhos já "sentiram o drama", vamos falar sobre como utilizar a respiração de uma forma mais adequada para t o c a r seu saxofone. Nós vamos utilizar um músculo chamado diafragma, do qual você não t e m muito controle por ser um músculo involuntário, i s t o é, ele não se move obedecendo a comandos, ao contrário, por exemplo, de seu braço. O diafragma se expande, movendo-se para baixo e para fora, quando você inspira, e se contrai quando você expira. Para iniciar, faça o seguinte exercício: movimente seu abdômen o mais para baixo possível, e depois mova-o lentamente para cima. Repita esse movimento várias vezes começando lentamente, e aumente a velocidade aos poucos. ~

.

~~p

1- Tenho tido notícias de saxofonistas em 52'0 Paulo que t ê m usado a sílaba "Hoo" para produzir o som. 50u da opinião que o "Tu" é mais fácil e eficiente no início da aprendizagem. A utilização da sílaba "hoo" por outro lado, induz a pessoa a utilizar o diafragma de forma mais eficiente. Creio que o ideal seria uma mescla das duas técnicas, ou seja, pronunciar o "tu" com o impulso d o diafragma, como se faz com o "hoo".


Método de Saxofone - vi

Experimente repetir o exercício "chupando" a r quando movimenta o abdômen para baixo, segurando-o por um instante e soltando-o vagarosamente. É importante manter os ombros, braços e mãos bem relaxados. Evite também tencionar o tórax. Experimente falar seu nome enquanto solta o ar, e se você estiver falando forçado, é porque não e s t á relaxado o suficiente. Você pode fazer esse exercício quando estiver t e n s o ou nervoso. Os indianos acham que sua vida é contada pelo número de vezes que se respira. O curioso é que em alguns momentos, quando você estiver tocando, t e r á de fazer muita força com alguns músculos e relaxar completamente outros. Você é capaz de fazer isso, b a s t a t e n t a r e praticar. Agora repita aquele exercício do -TUUUUU, e quando respirar, respire pra valer, com profundidade. Como você faz ao bocejar. --

--

. --

Estudar e t o c a r são ações completamentente diferentes. Quando você toca, põe em prática alguns d o s resultados que obteve com seu estudo. Assim, o a t o do estudo precede o de t o c a r . Não que não se aprenda tocando, t o d o s aprendem. M a s se você não estudar, não t e r á o que aplicar quando f o r t o c a r e e s t a r á impondo limites a s i mesmo, ao invés de e s t a r ampliando suas habilidades.

Por o u t r o lado, você só adquire um hábito repetindo ações no dia a dia, o que quer dizer

que você só adquirirá o hábito d e e s t u d a r exercendo o a t o d e e s t u d a r t o d o s o s dias.

5omente após umas 3 semanas você estará habituado a estudar música. Procure estudar

t o d o s o s dias, no mesmo horário, começando com 30 minutosldia e aumentando esse

tempo. A regularidade é muito importante. Você pode imaginar o que seria de um jogador

de basquete que não praticasse arremessos constantemente?

Portanto, mãos à obra: estude t o d o s o s dias que puder, d e preferência no mesmo horário.

Deixe o fim-de-semana para t o c a r com o s amigos, depois de estudar, é claro. Em pouco

tempo, você e s t a r á tocando seu saxofone e experimentando o prazer que poucos mortais

j á sentiram.

1- Arrume um professor, alguém que saiba (ensinar) aquilo que você quer aprender. Não

seja orgulhoso.

2- Organize-se para praticar diariamente, de preferência sempre no mesmo horário.

3 - Estipule objetivos.

4- Concentre-se enquanto pratica. Dê sempre o máximo de si ao fazer uma coisa.

5- Relaxe. Pratique sempre devagar.

6- G a s t e mais tempo nas passagens difíceis.

7- Toque sempre como se estivesse cantando, seja expressivo. Use uma a t i t u d e apropriada

para cada ocasião. Tente sempre ser você mesmo.

8-Não seja t ã o severo com você mesmo enquanto estiver praticando e quando cometer

um erro. Você aprende com seus erros.

9- Não t e n t e ser exibido. Não toque por aplausos.

10- Pense por você mesmo. Não seja um robô. Questione sempre.

11- seja o t i m i s t a .

12- Procure sempre por conexões entre pessoas e entre assuntos.


- As notas naturais na primeira e segunda oitavas - Introduçáo à rítmica e sua notaçáo - As primeiras músicas


2 - César Albino

O objetivo principal dos próximos exercícios é a fixação das notas e suas posições. Você não deve se preocupar com o som num primeiro momento, mas é bem possível que em pouco tempo - 3 semanas talvez -, você esteja com um bom som, caso os pratique como indicado mais abaixo. A cada novo exercício lhe será apresentada uma ou mais notas. Veja abaixo como estão montados esses exercícios: como a nota 6 escrita

-

'1)' 8..

exercício propriamente dito \

*R

'

posição a ser executada no instrumento

u$2

8O

procedimentos de estudo Toque cada nova nota apresentada a você como a seguir: ( G exemplo no cd foi tocado com a nota dó para saxes em mib, e a nota sol, para saxes em sib)

1. Toque uma nota curta, pronunciando a sílaba 'TU". 2. Toque uma nota c u r t a e a seguir uma longa. Procure sustentar o máximo que puder essa Última nota. A cada dia você sentirá uma melhora. 3. Toque duas notas curtas seguidas de uma longa. 4. Toque t r ê s notas curtas seguidas de uma longa.

Obs: evite respirar a cada nota tocada, respire somente depois da nota longa. Evite mover os lábios quando pronuncia a sílaba TU, evite todo movimento excessivo. Feito isso, passe para o exercício propriamente dito, realizando os passos seguintes:

1. Fale o nome das notas obedecendo um pulso pré determinado. 1 nota = 1 pulso. 2. Fale o nome das notas ao mesmo tempo em que a s digita no instrumento. 3. Toque o exercício, pronunciando a sílaba TU para cada nota escrita. 4. Toque o exercício, repetindo cada nota duas vezes: si si lá lá sol sol , e t c ... 5. Toque o exercício, repetindo cada nota t r ê s vezes: si si si lá lá lá sol sol sol , etc ... 6. Toque mais uma vez o exercício repetindo uma vez cada nota como em 3. 7. Finalmente, toque o exercício ligando a s notas, para isso pronuncie a sílaba TU apenas na primeira nota prolongando o som para todas a s outras, assim: TUUUUUUU. Este recurso não funciona com notas repetidas.

A idéia de repetir notas é muito boa para firmar a musculatura envolvida. Não foi proposta uma métrica para os exercícios por duas razões:

1. Não desviar a atenção do aluno para o verdadeiro objetivo dos exercícios, que é a fixação das notas e suas posições. 2. O aluno e o professor podem variar a métrica dos exercícios de acordo com sua vontade numa fase posterior. Nada impede que se trabalhea parte rítmica isoladamente com o aluno, a t é que ele se sinta seguro para juntar a s partes. Você já pode ir dando uma olhada na página 6 deste livro. Boa sorte. César Albino.


Método de Saxofone - Capítulo I - 3

E m

si

a9l00

o

4

e

]iB

@JO

sol

:o@

a9

e

000

"

]:E

@O

toque o exercício com a posição i e depois

I ,

com a i1


4 - César Albino

Para t o c a r no registro agudo, é necessário soprar com mais velocidade, fazendo com que a palheta vibre um número maior de vezes. Para se t o c a r uma oitava acima, devemos soprar com o dobro da velocidade, para ser mais exata. Imagine que se está soprando na frente de um cata-vento tendo de fazê-lo girar bem rápido. Imagine ainda um rio bem calmo, e depois o mesmo rio após uma chuva, com a água descendo com mais velocidade. Evite sempre pressionar os lábios ao tocar a s notas agudas, principalmente acima do sol.

sol


Método de Saxofone - Capítulo I - 5

5 e você chegou a t é aqui, meus parabéns. Já deu um grande passo: o de t o c a r a s r c z s naturais nas duas primeiras oitavas. Deve t e r percebido que não é t ã o difícil !e: as c c á s como imaginava, e pode começar a se preocupar com o u t r o s detalhes. 5eu som ;a-Gw já deve e s t a r irnpressionando seus vizirihos. 5abemos que ainda f a l t a muito, masFs. ,-asso e tanto. Algumas pessoas apresentam mais facilidade nas n o t a s agudas, o u t r a s nas -;ais graves. 5 e alguma n o t a ainda não estiver saindo muito boa, não se preocupe, 6 ,-a aLdestão de tempo, apenas. Continue praticando, esse é o segredo. Você pode t o c ã r a s w t a s agudas com palhetas mais duras, mas recomendo que você t e n t e t o c a r essas : , . a 5 com a mesma palheta que viriha utilizando, mesmo que demore um pouco mais para q ~ eizs e saiam. Aprender a t o c a r agudos com uma paI heta branda é uma grande dica, já que ela en-pe a cada investda. É uma grande oportunidade para você aprender a não pressionar demasiadamente a palheta com o s lábios.


6 - César Albino

-

Agora que você consegue t o c a r algumas notas no seu instrumento, vamos ver como se dá o aspecto rítmico (horizontal) da leitura musical. Os músicos, mesmo quando tocam sozinhos, costumam obedecer a uma métrica de tempo determinada. Essa métrica é dada por uma pulsação, ou pulso. Geralmente é muito fácil perceber a pulsação de uma música, a t é mesmo os deficientes auditivos não encontram dificuldades para balançar seus corpos ao ritmo de algumas músicas. É com certeza a impressão mais imediata que temos ao ouvir uma música. Podemos estabelecer uma pulsação batendo palmas. procurando manter a regularidade entre a s batidas para que todos possam saber quando a próxima vai ocorrer. Essa pulsação será representada graficamente assim:

sobre essas barras vamos inserir alguns sons que serão representados por uma barra grossa horizontal " Execute i6 o exemplo a ' seguir . batendo uma palma para cada e pronunciando "vou"l quando aparecer a

T T T( l) T ( l) T (l )T T T (l ) VOU VOU VOU

VOU

VOU

VOU VOU VOU

Figuras rítmicas Costumamos utilizar um conjunto de figuras para representar os sons e suas durações. Para cada figura de nota (som) existe uma correspondente de pausa (silêncio). Veja na tabela a seguir algumas dessas figuras, seus valores e suas pausas correspondentes: valor

I

1

de nota

I 1 nota

semi breve

1 1

1

de pausa

I

/

O

mínima semínima

1

I

x

nota

rouJ I

1

Como se pode ver, a mínima equivale ao dobro da semínima e a semi breve ao dobro da mínima. É1mais comum nos dias de hoje encontrar a semínima como representante do tempo, mas isso não significa que a s outras figuras não possam fazer isso. Veja a seguir como fica o exemplo acima escrito assumindo a semínima como unidade de tempo:

OF2 -

saxes em sib nota dó saxesemmibnotafá

r r r

i

r

i

r

i

r r r

i

~

1- Associar uma palavra a uma célula rítmica é um recurso utilizado pelo método Kodaly, educador musical húngarodo iníciodo século XX. Vamos utilizar neste método esse recurso com adaptações à língua portuguesa a e à nossa cultura, a maioria delas utilizadas com muito sucesso no curso de musicalização da ACARTE (Academia Adventista de A r t e em 5 ã 0 Paulo).


Método de Saxofone - Capitulo I - 7

Aumentando o velor das figuras ( 1 ) : Ligadura é um arco que serve para unir duas ou mais figuras, resultando num único som. É uma mudança gráfica apenas. Não se utilizam ligaduras em figuras de pausa, basta escreve-las umas após a s outras.

Toque a s variações a baixo com seu saxofone

Você deve tocar esta linha como a de cima. é uma variação gráfica apenaa...

tuu

tu

tuu

t uu

...

tu

n

...

tuuuu

Bumentmnds a valor das figuras (i): Pente de aumento A função do ponto de aumento é aumentar o valor da figura em 50%,ou seja, ao colocar um ponto ao lado direito de uma figura ela passa a valer seu valor mais sua metade:

+ r-

I

Toque ...

_Rkd

~ A F S TF8

r-p I t u - u I

J J-J J tu I I

u

? ? I

tu

J

? ? I

I

J J c

... I

I

I I

rn

m

IJ

I tuu

I

I

I

I

1 m

IJ

I

w

. j-j J I

I -1

I

I

I

A.

u

I tuuu

I 1


8 - César Albino

Depois de sentir o tempo, a segunda impressão que temos ao ouvir uma música é, com certeza, a diferença de intensidade entre a s pulsações. 5ensação essa que dá à música um caráter vivo, pulsante: criando uma sensação de movimento. Geralmente a s músicas seguem uma pulsação regular: binária (2 em 2), ternária (3 em 3 ) e quaternária (4 em 4), mas isso não é uma regra. A marcha é um bom exemplo de acentuação binária regular e a valsa de ternária. Exemplos de acentuação. Execute os tempos indicadas com ">" com mais força.

I

acentuação binária:

l

I

>

>

I

acentuação ternária:

l

I

I

l

l

I

I I

l

1

I

i

i

Í

I

I >

l

l

>

1

1

1

I

I

>

>

~ !

>

>

l >

1

>

I >

>

i

> acentuação irregular:

l

>

> acentuação quaternária:

!

>

I

I >

I

O

I

>

>

É interessante ainda fazer uma associação do5 acentos com a s notas graves: experimente repetir os exemplos acima falando TUM para os tempos marcados e TAH para os não marcados.

Compasso Podemos pensar em compassos como sendo conjuntos de tempos sujeitos a uma acentuação. O primeiro tempo de um compasso é geralmente o mais f o r t e de uma acentuação regular. Na verdade, t r a t a - s e mais de um auxílio visual à partitura.

exemplos: clave

fórmula de compasso

,

barra de com passo i

compasso 1

compasso 2

compasso 3

PQrmulade Compasso É um signo que, colocado após a armadura de clave, indica a s características do compasso. O

-

número de cima t e m a função de indicar qual será a quantidade de tempos que terá o compasso e o número de baixo t e m a função de indicar qual a figura que valerá um tempo. onde = 1. =

2eJ=4.

J

J

Exemplos: a fórmula de compasso 314 quer dizer que o compasso t e r á 3 tempos e que a valerá um tempo. A fórmula de compasso 512 quer dizer que o compasso t e r á 5 ternpos e que a d valerá um tempo.


IWétodo de Saxofone - Capítulo I - 9 esta nota valerá dois tempos aqui ... I

barra dupla com dois pontos,

indica que

deve-se repetir

o trecho marcado por elas esta nota valerá

/ um tempo aqui...

3 tempos

I


10 - César Albino

Até agora, você tocou sempre dentro da primeira ou da segunda oitava, não transitando entre o primeiro e o segundo registro:

médio -> grave

Essa tarefa foi deixada de lado a t é agora por representar uma dificuldade real a t é o momento. sugiro que você pratique o s exercícios abaixo diversas vezes, bem devagar. É como se você estivesse trabalhando com mos. quakuer descuido e eles se quebram. Pratique esses exercícios por pelo menos 3 semanas e nunca mais você vai lembrar que isso foi um problema. Ainda vejo músicos que não conseguem uma boa perfonnance no instrumento por executarem mal essa passagem. NUNCA DESGRLIDE O POLEGAR E5QUERDO DO IN5TRUMENTO.

V O C ~DEVE APERTAR. A CHAVE 13 (PORTA-VOZ) SEM AFASTAR O POLEGAR DO INSTRUMENTO. Pratique esses exercícios da mesma maneira que praticou os exercícios diatônicos, veja a página 2 deste capítulo.

Dó grave (0). Essa notae muito difícil de ser tocada, as vezes. Verifique se seu instrumento está em boas condições. Peça para alguém com mais experiência experimentá-lo,caso você não esteja conseguindo tocar essa nota. É muito comum iniciantes não conseguirem tocar essa nota por apertar demasiadamente os lábios.

i

O

9 li! e


Método de Saxofone - Capitulo I - 11

Brilha, Brilha Lstrelinhm

Folclore mundial

OAFIS TFI6

Brilha, Brilha Estrelinhca #P

3 ."ld

f%%gDonald

Barra dupla simples: indica o final ou início de uma nova parte da música

/

Folclore americano

D. C. ao Fim

D. C. ao Fim


12 -

César Albino

Aura kee 0

~ ~ TF22

2

hino religioso

1

5e você chegou até aqui, meus parabéns novamente. Demos um passo e t a n t o e tudo começou a ficar mais divertido. Eu sei que você ficou um pouco assustado(a), mas deve t e r percebido que a s coisas não são assim t ã o difíceis. Viu que o seu trabalho foi recompensado. As vezes, é preciso t e r muita paciência. Se você não a tem, e s t a é uma boa hora para aprender a t ê Ia. E preciso sempre repetir um certo número de vezes um exercício, ou uma m~ísica,ou um trecho que seja, para que se tenha um bom resultado e uma compreensão maior dos elementos envolvidos. A5 vezes só conseguimos atingir nossos objetivos depois de muitos dias praticando. Quanto maior a dificuldade, maior o terripo. Eu espero que a esta altura você j á tenha aprendido esta valiosa lição, assim poderá sempre vencer os obstáculos e ir progredindo.


- As notas com acidentes (fá#, sib, dó#, mib e sol#) - As figuras rítmicas mais comuns - Mais músicas - Articulaçáo


14 - César Albino

Fa#*

agudo

grave

Rítmica II: dividindo o tempo em duas partes iguais No capítulo anterior, você tocou n o t a s que tinham valor igual ou maior que a unidade de tempo. No entanto podemos dividir a unidade em 2 ou mais partes, iguais ou não. A divisão do tempo em 2 partes iguais costuma ser a mais fácil de ser executada. Uma boa maneira de chegar a esse som é entoando o par de sílabas " vou- e". Entoe os pares "vou-e"e t e n t e bater palmas juntamente com a sílaba "vou" (mais forte) ...

*c J J J J J J J J

Voue Voue Voue Voue

r r r r

@"'e,

Pratique o exercício abaixo entoando a s silabas enquanto marca o tempo com palmas. vou

i

vou - e vou

J n

vou e

J n

...

J

n n n~ ~ J n n n ~J

Toque agora com seu saxofone

" Sustenido. Sinal que indica que a nota deve ser t o c a d a meio t o m acima.


Método de Saxofone - Capítulo II - 15

Brilha, Brilha Estrelinha #3

O acidente é válido para todo o compasso. O 5egundo fá é 5u5tenid0, portanto.

BAF26 ~ ~ pratique 2 7n a s d u a s oitavas ...

Old McDonald #3 OAF28 TF29 I

I

D. C. ao Fim

Aura Lee #2

Peça emforma de cânorle, onde a mesma melodia pode iniciar de poilros diferentes, indicados pelos rl~imeros,enl 2 014 mais vozes. Esta melodia e771 particular pode ser tocada em at6 4 vozes.

Frére Jacques eAF32 TF33

toque este compa%o igual ao anterior ...

A

r

O

I

r),

Y

Y

r

1

I

I

1

.

/ H*

A/

le-

r

I I

I

I

1 I I

1

2


16 - César Albino

médio

agudo

Rítmica lll

,,i,$r*s:.Q , r . *

vcu cor-ro

,"L

cor-ro VOU

VOU

correndo

rr r r r r r r r

Vamos apresentar agora mais 3 grupos de figuras:

Execute o exercício abaixo entoando a s palavras e marcando o tempo com palmas. Numa segunda fase, t e n t e executar o exercício em seu instrumento com uma nota qualquer.

0~34

-L--L

JJ

palmas voz

mQ4 r-r+j-rp

*c_í*yl

VOU

cor-ro VOU cor-ro

J J

VOU

-

VOU

cor-ro

VOU

VOU

vou cor-ro vou cor-ro

J J

J a

cor-ro

cor-ren-do vou

-

-

-

-

cor-ren-do vou

vou cor-ren-do vou

J

J

-

a

cor-ro vou cor-ro vou

r r r l

-

a

-

-

vou cor-ren-do vou

J J

VOU

cor-ro cor-ro

VOU

VOU

Toque em seu saxofone

* Bemol. Sinal que indica que a nota deve ser tocada meiu t o m abaixo

Lrihhdr

cor-ro cor-TOVOU

VOU

cor-ro

VOU

cor-ren-do

vou

-ri


Método de Saxofone - Capítulo II - 17

Brilha, Brilha Estrelinha #4 e A ~ 3 7 TF38

D. C. ao Fim

Aura Lee #3 e A ~ 3 9 TF40

Frére Jacques #2

Old McDonald #4 AF43 Experimente utilizar a posição I de sib indicada ao lado nos compassos 1. 5, 6, 7 e 8.No O T F 4 4 compasso 4, utilize a posição I. Quando não houver nenhuma indicação, é essa a posição a

,

ser utilizada. Consulte a tabela da página ii para ver mais posições.


18 - César Albino

-

c--l l

DO#

agudo

médio

Rítmica IV: Tempo e Meio Mais Meio Trata-se de uma divisão muito comum e de fácil execução. É como se esticássemos a primeira nota para comprimir a segunda. As duas primeiras notas da canção infantil Atireio Pau no Gato e as duas primeiras natas do Aleluia, de Haendel, são dois bons exemplos dessa divisão.

Atirei o Pau no Gato

A

ti

-

rei

o

pau

no

-

ga

to

to

Aleluia de Haendel

Palmas ou

r r

J-TTUT%J'-%Im

voz ou instrumento

r

r

r

r

u

r

r

J.

r

b J. b r í r

Pratique agora utilizando as sílabas "vou e" ...

vooou e

8 ~ 4 6Vozou instrumento palmas OU pé

nJ. b l n ~J J J J b n 1~ r r r r r r r r r r r r ) r r r r I J


Método de Saxofone -Capítulo II - 19

Atirei o Pau no Gato 01~47 TF48

Brilha, Brilha Estrelinha #5 01~49 TF50

Old McDonald #5 @AFSI TF52

D. C. ao Fim

Hino a Alegria " ~ ~ 5 3 --- Abreviação de 414 TF54

,/----

Beethoven

(1770-1827)


20 - César Albino

grave

médio

OP/O

4

9 ll0~

p #Rítmica V Vamos introduzir agora a figura que chamaremos de "tim-ra". Ela é, na verdade, uma redução da figura apresentada anteriormente, muito utilizada em hinos, como nas primeiras notas do Hino da Independência, Hino Nacional Americano e nas notas seguintes a primeira do Hino Nacional Brasileiro. A inversão da figura será "ri-tim". Hino da Independência Brasileira

po - deis

da

-

lhos

ri

tria

Hino Nacional Americano

Hino Nacional Brasileiro

g)F55

PALMAS J

J

VOUCORRENDO

TIM .................. RI

@F56

J

palmas voz

1

vou cor-r0

a

r

cor- r0 vou

TIM .................. RI

J

J 1

-

1

I

r

TIM .................. RI

J

1

vou cor- ren- do vou

r

'

J

L L r a r ' u u

VOZ~L="LW VOUCORRENDO

1

J

J

tim-

I

ri- tim

ri tim- ri

h** ri- rim

TIM ................RI


Método de Saxofone - Capítulo II - 21

Hino a Alegria #2 QIF59 TF60

observe bem as indicações de posição do sib

Brilha, Brilha Estrelinha #6

(BAF~I TF62

a s duas chaves ao mesmo tempo e mantenha essa posição ao t o c a r a s outras notas.

IV


22 - César Albino

Sol#

agudo

grave

Rítmica VI: Síncope A síncope é uma figura muito utilizada na música brasileira. Ela provém de uma antecipação do acento do tempo forte para otempofraco. Existe uma relação muito grande entre síncope e contratempo: a diferen~abásica entre os dois é que a síncope se prolonga e o contratempo não. A palavra que utilizaremos para identificá-la será ela mesma: sin-co(o)-pe. A

w I

w

o

o

o

I

I

I

I I

w I I

sin1

2

o

. o

I

I

I

I

co-

o-

Pe

,

w

I I

>

>

f

I

I

I

#

A

I

,

3

A situação 1 acima é uma situação normal, onde os tempos 1 e 3 do compasso quaternário são geralmente mais fortes. A síncope aparece no compasso 2 antecipando o acento do tempo 3 para o 2 e o contratempo aparece no compasso 3. Quanto mais ritmada e rápida for a passagem, maior a tendência de acabarmos tocando o contratempo ao invés da síncope.

Sambaieiê #I 0

~ ~ TF66

6

5

Sambalelê #2

k-

a-: a6 eA~67

TF68


Método de Saxofone - Capítulo II - 23

Rítmica VII: Tercinas Você deve t e r reparado que a síncope é uma maneira de dividir o tempo em 3 partes, mas que essas partes não são iguais, pois a nota central vale o dobro das notas extremas. No entanto é também muito comum encontrar a tercina, uma figura que divide o tempo em 3 partes iguais. A palavra que vamos utilizar para representá-la será: mú-si-ca. Para se t e r uma idéia de como isso soa, pratique os exercícios a seguir, primeiramente utilizando a s palavras para cada figura e depois tocando em seu instrumento:

01~69 TF70 VOU

VOU

e

rnu- si - ca v o u

e

voou

3

@$~;l Marcha Nupcial

3

Felix Mendelssohn (1809-1847)

toque aqui na primeira repetição

" ,

na segunda repetição,

pule este compasso e toque este

i I

/'


24 - César Albino

A articulação é um recurso poderoso oferecido pelos instrumentos de sopro. É quase como

se o instrumento falasse! Algumas pessoas t ê m muita facilidade em aprender essa parte,

outras apresentam uma grande dificuldade inicial. No entanto, não se pode deixar esta

parte do estudo de lado, pois a maioria dos estilos de música depende dela para soar de

forma convincente. Existem muitas variações e combinações de articulações. Vamos ver

algumas delas:

Legato - ataca-se normalmente a primeira nota com a língua e a s notas seguintes são

obtidas prolongando-se esse som inicial (utilizando um só fôlego), movimentando-seapenas

os dedos para atingir a s notas desejadas:

Representação gráfica: um arco abrangendo a s notas desejadas.

;

A

X

; i

t

m

u

I

m

F I u

I

1

I

I

I

I

I

I

u

u

u

u

u

u

5 t a c a t t o - a s notas são tocadas mais curtas, geralmente perdendo metade de seu valor,

sendo este valor restante preenchido por uma pausa equivalente.

Representação gráfica: a s notas desejadas são marcadas com um ponto acima delas.

deve ser executado assim:

5 t a c a t t o Legato - uma mistura das duas técnicas acima, onde a s notas perdem em torno de 25%de seu valor, sendo este valor restante preenchido por uma pausa equivalente. Representação gráfica: a s notas desejadas são escritas com pontos sobre elas e um arco abrangendo a t o d a s elas.

deve ser executado assim:

Existem ainda muitas outras formas diferentes de a t a c a r a s notas e ainda de controlá-las após esse ataque, como nos crescendos, decrescendos, vibratos, etc. Por hora, vamos nos concentrar apenas nas técnicas acima, trabalhando com suas combinações que, apesar de aumentar significativamente nosso trabalho, trarão uma diferença considerável na execução. Veja um exemplo:

Um estudo mais aprofundado no assunto se faz necessário. Muitos métodos tradicionais trazem grande quantidade desses exercícios.


- Os sustenidos - Os bemóis - A escala cromática - Sonoridade e respiraçáo


26 - César Albino

Pratique os exercícios seguintes sem t i r a r o instrumento da boca, sempre bem devagar, a t é conseguir tocá-los todos em, no máximo, 3 minutos. Movimente minimamente os dedos envolvidos, procurando não afastá-los demasiadamente das chaves. Tente não pressionáIas demais. Tudo deve ser leve e sutil. Tente também, com o tempo, respirar apenas no final de cada linha. Enquanto memoriza a s posições, imagine que você está numa escada, que irá subir um degrau e voltar ao degrau anterior. Algumas notas podem ser tocadas em mais de uma posição, pratique t o d a s a s possibilidades (ver mais detalhes na pag ii).


Método de Saxofone - Capítulo III - 27


28 - César Albino

Muito bem, você chegou no topo da escada. É hora de descer. Você deve descer a escada de frente. Imagine isso enquanto memoriza a s posições. Lembre-se sempre de não a f a s t a r muito os dedos das chaves. IMPORTANTE: É muito comum ver a s pessoas falando: Ia# é igual a sib... No entanto. eu lhe peço que evite isso. Tenho muitos problemas em apagar essa idéia de pessoas que aprenderam dessa maneira. Você não pode imaginar a quantidade de erros que elas cometem por causa disso. Bemóis e sustenidos movem-se em direção oposta: se um sobe, o outro desce; se um vai pra frente, o outro vai para t r á s ... num outro momento você fará essa importante associação, mas neste momento evite pensar assim.

Sib

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 7_----- -- - - - - - -

I

--__ \


Método de Saxofone - Capítulo III - 29

0aoO0

Mib


30 - César Albino Imagine agora que você e s t á com o pé esquerdo num degrau e com o direito você passeia pelos degraus de cima e debaixo, vizinhos dele.


Método de Saxofone - Capítulo III - 31


32 - CĂŠsar Albino

bcendente com uma oitava 1- Toque 3 x cada n o t a 2 - Toque 2 x cada n o t a 3 - Toque 2 x a primeira n o t a e I x a segunda e assim por diante (2+1) 4- Toque I x cada n o t a


MĂŠtodo de Saxofone - Capitulo III - 33

Descendente com uma oitava 1- Toque 3 x cada nota 2 - Toque 2 x cada nota 3 - Toque 2 x a primeira nota e I x a segunda e assim por diante (2+1) 4- Toque I x cada nota

,n

b~

e

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I

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3

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o

I

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A V

.. n


34 - CĂŠsar Albino

bcendsnte @emddus oitavas


Método de Saxofone - Capítulo III - 35


36 - César Albino Prolongue o máximo que conseguir a nota indicada com a fermata "n". Esvazie todo o pulmão antes de buscar a r novamente. Ao inspirar, faça um bocejo, relaxando t o d a a musculatura, com calma, levando o a r para a região abdominal. Essa respiração é mais indicada porque você pode controlar mais essa musculatura, e verá também que se pode armazenar uma quantidade maior de a r ali. Esses exercícios devem ser praticados em torno de dez minutos ao dia, todos os dias por . .pelo menos t r ê s semanas, sempre bem devagar, caso contrário o efeito não será sentido.

Sonoridade 1

EQE] Sonoridade

3

" Estes exercícios são adaptações de alguns exercícios do livro La Sonorité, de Marcel Moyse, Paris Edition Musicales


Método de Saxofone - Capítulo III - 37

V

Sonoridade 5


38 - CĂŠsar Albino

Sonoridade 6 /

----.


- Exerc铆cios Diat么nicos - Minuetos de Bach

- Compasso Composto


40 - CĂŠsar Albino

-

V

a-

I

I

I

O

I

I

I

I

-1

J

I

i

---/ - - - - _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ - - - -\ ------------

-

I

A

I

--

repetir oitava acima

Pratique tambĂŠm alterando as armaduras sugeridas:


Método de Saxofone - Capítulo IV - 41

"

repita oitava ab@p

_ - - - - - - - - - - - - - - - _ _ - _ - - - - - - - _ _ _ _ _ _ _ _ -- -- -- -- -_ _ _

. a

/

14 I

d

/

I

I

I

I

I

_ _ _ - - -_- _ _ _ _ - - - - - - - - - - - - - _ - - - - - - - - ----- - -

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I 1

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1 I

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I I

I

I I

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I

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1

I

I

1

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-

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c.

o

I

I

I

l

r

I I

o I

I

o I I

-

1

I I

Pratique também alterando a s armaduras sugeridas:


42 - CĂŠsar Albino

--

como modelo...

Y A

rm

e.

modelo

e

C.

ul i o

V

r,

11

____-__-_--_--_-

-

a-

-

11-

v

II

<,

A V

4

8

U II

------ ----___

como modelo

Pratique tambĂŠm alterando a s armaduras sugeridas e a s articulagĂľes:

0

-

v

0


Método de Saxofone - Capítulo IV - 43

-

como modelo

u, rAm

u

=

r.

v

i11 i r ~ LI

O

=

0

8

-

0

I G ll

11

II

11

8

~

8

0

I

5 e você tiver interesse f u t u r o em improvisar, seguem abaixo mais algumas possibilidades que você deve fazer de memória.

Pratique também alterando a s armaduras sugeridas e a s articulações:


44

- César Albino .-

e*= e . .3 s

g& -

&. & ::

' 8 r&= &L$ $$ . , %

a

+

>

~*

e5 -. "-"w ei--

@jj.

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g:

34

Minueto #I (saxes em mib) @ ~ ~ 7 7

J.5.Bach (1685-1750 Arranjo para 2 saxofones de César Albino

Os acidentes indicados antes da fórmula de compasso são válidos para toda a música, em todas as oitavas. Sax alto 1

Sax alto 2

* Do livro de Ana Madalena Bach


Método de Saxofone - Capítulo IV - 45

Minuelo #1 (saxes em sib) e~~77

J. 5. Bach (1685-1750) Arranjo para 2 saxofones de César Albino


46 - César Albino

Minuets #2 @ ~ ~ 7 8

( S ~ X ~em S

mib)

J. 5.Bach (1685-1750) Arranjo para 2 saxofones de César Albino


Método de Saxofone - Capítulo IV - 47

Minuele #a (solxtrs em si&) @ ~ ~ 7 8

J. 5. Bach (1685-1750) Arranjo para 2 saxofones de César Albino


48 - César Albino

Minuets #3 (saxes em mib) 0

~

~

7

9

J. 5. Bach (1685-17 Arranjo para 2 saxofones de César Albino


Método de Saxofone - Capítulo IV - 49

Mlnuefe #3 (saxes em rib) 0

~

~

7

1

J. 5. Bach (1685-1750) Arranjo para 2 saxofones de César Albino


50 - César Albino

J. 5. Bach Adaptado para dois saxofones iguais por César Albino

sax 2

i


Método de Saxofone - Capítulo IV - 51 --

Trata-se de um tipo de compasso não muito comum na música brasileira. Não consigo lembrar de nenhum exemplo na nossa música folclórica que utilize esse tipo de compasso. Por outro lado, ele é muito comum na América Latina e em toda a Europa. Para entender o compasso composto precisamos primeiro entender o que é um tempo composto. Um tempo composto é um tempo dividido em 3 partes iguais, enquanto que o tempo simples é dividido em 2 partes iguais, como nas músicas que tocamos nos capítulos I I e III (Old McDonald, Brilha, brilha estrelinha, etc...). Quando eu pedia para você tocar 3 vezes cada nota em alguns exercícios (ver páginas 3-5 e 32-32) estava, na verdade, pedindo para você tocar tempos compostos. Refaça novamente esses exercícios com isso em mente. Um compasso composto é, então, um compasso formado portempos compostos. onde predomina a divisão do tempo em 3 partes iguais. Eu disse predomina porque é uma situação diferente de dividir um ou outro tempo em 3 parLes iguais como fizemos com a tercina (página 25). Veja o exemplo a seguir: A

Observe que a s figuras estão agrupadas em grupos de 3 colcheias e que cada compasso é formado por dois desses grupos (binário composto). A semínirna pontuada vale aqui um tempo e a semínima sem ponto vale 2/3 do tempo (duas colcheias) enquanto que a colcheia vale 1/3 do ternpo. Você pode t e n t a r tocar o trecho acima algumas vezes considerando a colcheia como unidade de tempo e, após repetir algumas vezes, t e n t a r tocar mais rápido de forma que consiga sentir o tempo a cada 3 colcheias (bater o pé 2 vezes por compasso ao invés de 6), que é o esperado quando tocamos mais rápido. Outro grande problema que temos é entender a fórmula de compasso. Tudo ficaria mais simples se se tivesse tido o costume de utilizar a figura da nota que representa o ternpo com a própria figura ao invés de um número: o compasso

o compasso

'8

poderia então ser escrito assim:

r

poderia ser escrito assim

f

e

(binário composto).

Como não se desenvolveu esse hábito e como não era comum escrever músicas com compassos maiores do que 4 tempos, toda vez que surgisse um compasso de 6,9 ou 12 (sempre múltiplos de 3), esse compasso seria logo entendido como um compasso composto, binário quando o número de cima da fórmula fosse 6, ternário quando fosse 9 ou quaternário quando fosse 12. Automaticamente, deve-se dividir esse número por 3 para se obter a quantidade de tempos que terá esse compasso e o número de baixo da fórmula deverá ser dividido por 2 para se obter a figura que representará o tempo. Exemplo

6

6 i 3 = 2 (quantidade de tempos compostos que terá o compasso)

6 8

+ 2 = 4 (figura pontuada que representará o tempo: J.)

Simplificando: toda vez que aparecer um número maior que 4 e múltiplo de 3 na parte superior da fórmula de compasso, a fórmula poderá estar se referindo a um compasso composto, principalmente se essa música tiver sido escrita antes do século XX. Observe sempre se as figuras estão agrupadas em grupos de 3.


52

- César Albino A música "Blues Rondó a Ia Turk", de Dave Brubeck é um excelente exemplo de como algumas s i t u a ~ õ e smusicais d o século XX romperam com essa regra: o compositor utiliza um agrupamento 2+2+2+3 = 9 em 3 compassos:

Tradicional ituliuiiu


- Escalas e Acordes Maiores


54 - César AI bino

Procedimentos de estudo Vamos utilizar cinco esquemas:

1. Toque 2 vezes cada nota, pronunciando a s sílabas "tudu"

2.Toque "tududu"

3 vezes cada nota, pronunciando a s sílabas

3. Toque 2 vezes uma n o t a e

I

(2+1),

vez a o u t r a

pronunciando "tududu"

4. Toque uma vez cada nota, pronunciando "tuWnaprimeira e "du" na segunda e assim por diante. tu du tu du tu du tu du

5. Aplique uma das articulações simples sugeridas. 'iligando de 2 em 2

tu-u tu-u tu-u tu-u

2- ligando 2 e atzicando 2

3-atacando 2 e ligando 2

tu-u tudu tu-u tudu

tudu tu-u

tudu tu-u

4- ligando de 4 em 4

tu-u-u-u tu-u-U-u

Dica: se houver dificuldade em algum acc~rdeem particular, experimente estudar apenas o primeiro compasso dos arpejos, repetindo-o 3 vezes e indo repousar no último compasso. Assim que perceber que houve uma melhora, estude então como está escrito.

Repita 3 vezes e vá para o

Último compasso

.\

Em alguns momentos você irá encontrar escrito abaixo das notas sib, números romanos que indicam alternativas de posições, principalmente nos arpejos dos acordes. Quando não houver nenhuma indicação utilize a posição I, padrão:

É d e s u m a i m p o r t â n c i a que s e t e n h a uma compreensão t e ó r i c a sobre o a s s u n t o . Procure por livros que abordem o assunto, caso você não e s t u d e em uma escola que ensine t e o r i a musical.

I


Método de Saxofone -Capítulo V - 55

-

Escala maior

i

2% ; -.,3-

Toque usando o s cinc

Arhculações simples

r

r

rnr r

Í

r r rnr

Articulações ternárias - . /-----. . . rrrr r T r r7 7 7

7

Acorde maior Não utilize aqui o esquema 3

Acorde maior com sétima maior Toque usando o s cinco esquemas

Arsrde maior com sétima maior

e nona maior


56 - César Albino

*-a

*<

* -isp"-

Escala maior Toque usando os cinco esquemas (ver página 54)

Articulações simples

Articulações ternárias

,--+-,

7

7

5-

--

r r r r r r rInr 5

6

7

INão utilize aqui o esquema 3

Acsrde maier com sétima maios Toque usando os cinco esquemas

I

Aesrde maior com sétima mssier e nsme maQer


Método de Saxofone - Capítulo V - 57

Escala mmier *?L&

Toque usando o s cinco esquemas (ver página 54)

Articulações simples

...

Articulações ternárias

/-+-,

7-

7

-3-

r r r r r r

-<-

-

Não utilize aqui o esquema 3

Acorde maior com sbtimes maEe~ Toque usando o s cinco esquemas

Acsrde maior com sétima mmi~p.e noaa maior


58 - César Albino

%

Toque usando o s cinco esquemas (ver página 54)

Articulações simples

Articulações ternarias

/-+--,

7 7

7

--

r r r r r r rTr Acarde maior Não utilize aqui o esquema 3

-

7

3-

3-

-

3-

Acorde maior com sétima maior Toque usando o s cinco esquemas

Acorde maior com sétima maior e noaia maior


Método de Saxofone - Capítulo V - 59

Escala maior Toque usando o s cinco esquemas (ver página 54)

Articulações simples

Arliculações ternárias -,--'--.-' 7--

w L W a

[[r r"

' "

WT Acorde maior Não utilize aqui o esquema 3

Acorde maior com setima maior Toque usando o s cinco esquemas

r

3 Acorde maior com sétima maie~re nona maior


60 - César Albino

3 -a--

'I&-,*

Escala moiicr Toque usando o s cinco esquemas (ver página 54)

Articulações simplcs

r rn rnr r r r r rnr r T r 1

2

3

4

v ,,r

Articulações ternárias --

fi?

7

5

6

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O

O

S :I 7

U o!

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OR

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Não utilize aqui o esquema 3

&~ezgdemaior cem sétima maior Toque usando o s cinco esquemas

IV

k s r d e maior com sétima msisr s m e m a ~ ~ E Q


Método de Saxofone - Capítulo V - 61

Toque usando o s cinco esquemas (ver página 54)

Articulações simples r-r

r i

r-r

r

h

r r r r

n

r r r r

Articulações ternárias --

,----.,-L

7

7-

o

;- . n

Não utilize aqui o esquema 3

Acorde maior cem s8Qimarngdisz Toque usando o s cinco esquemas

Aserde maior com sétima mmiaa~re msrwig maio@


62 - César Albino

Sumário I


Método de Saxofone - Capítulo V - 63

Sumário I1


64 - César Albino

Sumário IR1


Método de Saxofone - Capítulo V - 65


66 - CĂŠsar Albino


Método de Saxofone - Capítulo V - 67


68 - CĂŠsar Albino


- Escalas e Acordes Maiores e Menores


70 - César Albino

Escalas

menor natural

msior h

b3

Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões abaixo.

menor harmônica

%+h

b6 b7

b3

b6

Escala menor melódica

- Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota

- Toque com a articulação

1 Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

acorde

1

m%__~_-.A

mpnor r

Am

I


Método de Saxofone - Capítulo VI - 71

Acordes com sétima

I- toque 2x cada n o t a 2 - toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

experimente estudar os exercícios abaixo repetindo duas vezes cada compasso ...

sétima acorde

Aplique o s acordes ao lado no padrão abaixo

Acordes com nona

1 1

maior maior

menor maior

menor menor

I

maior menor

1- toque 2x cada n o t a 2 - toque 1x cada n o t a

3- toque com a articulação escrita A rn9

Aplique o s acordes a o lado no padrão abaixo

nona sétima acorde

maior maior maior Arnaj9

maior menor maior A9

Arng(rnaj7)

menor menor maior

maior menor menor

~7b9)

Arn9

-

I

i

maior maior menor ArnS(rnaj7)


72 - César Albino

maior

Escalas

menor natural

iiierior h d r r n o n i c ~

Aplique as 3 escalas ao lado

--

-

Escala menor melódica

Tríades D

Dm

- Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

r acorde 1

r n a F l T 1 e n O l . X D

Dm


Método de Saxofone - Capítulo VI - 73

Acordes com sétima

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

I-toque 2x cada nota 2 - toque I x cada nota 3- toque com a articulação escrita

sétima

1

acorde

1

maior maior D maj7

menor maior D7

menor

maior

D m7

Dm(maj7)

A

1- toque 2. cada nota 2- toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

Acordes com nona

Aplique o s acordes ao lado no padrão abaixo

I

nona sétima acorde

I

I I

maior maior maior

I

maior menor maior

I

menor menor maior

I

maior menor menor

I

1I

maior

i


74 - César Albino

Escalas

maior

4

Ton

Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões a baixo.

u

nienor natural O

,Y o ,ngu

m e n o r liai-mônica bo+o

I

,

I

, . a

6

bh

b7

l3

B3

b6

Escala menor melódica

Tríades

- Toqueduasvezescada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

IV

I

acorde

1

m

".Y_. ... .

maior

menor

G

Gm


Método de Saxofone - Capítulo VI - 75

Acordes com sétima

sétima acorde

Aplique os acordes ao lado no pad rão a baixo

Acordes com nona

Aplique os acordes ao lado no padrão a baixo

1

nona sétima acorde

I 1 1

maior maior maior

I-toque 2x cada nota 2 - toque 1x cada nota 3 - toque com a articulação escrita

1 I

maior maior G rnaj7

menor maior G7

menor menor

maior

G rn7

Grn(rnaj7)

I - toque 2x cada n o t a 2 - toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

menor menor maior

I

maior menor menor

1

maior maior menor

I


76 - César Albino

Escalas Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões abaixo.

Escala menor melódica

C

Crn

Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação

-

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

1

acorde

1 4

maior

menor

C

Crn


Método de Saxofone - Capítulo VI - 77

Acordes com sétima

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

sétima acorde

Acordes com nona

Aplique os acordes ao lado no padrão a baixo

1

1 1

nona sétima acorde

I

1

I

maior maior maior

I- toque zx cada nota 2- toque I x cada nota 3- toque com a articulação escrita

1 1

maior maior

I

menor maior

menor menor

maior menor

1- toque 2x cada nota 2- toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

menor menor maior

maior menor menor

i

maior maior m e n o r


78 - CésarAlbino

Escalas -..\" L

e=?

=

- a

Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões a baixo.

Escala menor melódica

Tríades E

Em

- Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

I

acorde

1

maior

menor

E

Em


Método de Saxofone - Capítulo VI - 79

Acordes com sétima

1- toque 2x cada nota 2- toque I x cada nota 3- toque com a articulação escrita Em(maj7)

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

d rCUd ,~I

I

Acordes com nona

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

1

1 1

nona sétima acorde

I

1 1

maior maior maior

.

maior maior

menor maior

E maj7

E7

menor menor

Em7

maior menor

Em(maj7)

1- toque 2 .cada nota 2 - toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

I

menor menor maior

i

maior menor menor

maior maior menor

-


80 - César Albino

Escalas

menor natural r\

o

n-

e n

menor harmônica

Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões a baixo.

--

Escala menor melódica

Tríader - Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulagão

B

B

~ r n

Brn

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

acorde

I

maior

menor

B

Brn


Método de Saxofone - Capítulo VI - 81

Acordes com sétima

I - toque 2x cada nota 2- toque Ix cada nota

3- toque com a articulação escrita B m7

Aplique 05 acorde5 ao lado no padrão abaixo

acorde

Bm(maj7)

1,

maior maior

Bmaj7

Acordes com nona

menor maior

menor --menor

67

B m7

~ I

maio;-menor

-1

~rn(rnaj7)

I - toque 2x cada nota 2 - toque Ix cada nota

3- toque com a articulação escrita B mal9

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

B9

B m9

1

L

nona sétima acorde

1 I

maior maior maior

I

maior menor maior

B mg(rnaj7)

menor menor maior

1

maior menor menor ~

~

i

maior maior menor

1


82 - CésarAibino

Escalas

maior

menor natural

menor harmônica

Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões a baixo.

Escala menor melódica

Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação -

F#

F#m

L acorde 1

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo 2

maior

menor

1


Método de Saxofone - Capítulo VI - 83

Acordes com sétima

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

sétima acorde

Accrdes com nona

Aplique os acordes ao lado no padrão

nona sétima acorde

maior maior maior

I- toque 2x cada nota 2 - toque Ix cada nota 3- toque com a articulação escrita

1 1

maior maior

~#maj7

menor maior

~ # 7

menor menor

~#m7

I

maior menor

F#m(maj7)

1- toque 2x cada nota 2 - toque Ix cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

menor menor maior

maior menor menor

maior maior menor


84 - César Albino

Escalas

maior

menor natural

meiior h;irmônicn

Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões abaixo.

-

Escala menor melódica

- Toque d u a s vezes cada n o t a

C#

Aplique o s acordes a o lado no padrão abaixo

c#m

acorde

maior

menor


Método de Saxofone - Capítulo VI - 85

Acordes com sétima

I- toque 2x cada nota 2 - toque Ix cada nota 3- toque com a articulação escrita

~ # m i

sétima

acOrd~l

Aplique 05 acordes ao lado no padrão a baixo

1

Acordes com nona

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

nona sétima acorde

c#m(maji)

maior maior

menor maior

c#maji

c#7

menor menor ~ # m i

I

1

maior menor

c#m(maj7)

1- toque 2x cada nota 2- toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior maior m a i o 1

maior menor

&

menor menor maior

maior menor menor

maior maior menor

-


86 - César Albino

maior

m e n o r natural

mcnor h ~ i r m o n i c a

Escalas Aplique a s 3 escalas ao lado nos 3 padrões abaixo.

Escala menor melódica

Tríades - Toque duas vezes cada nota - Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

I

acorde

1

maior

menor


Método de Saxofone - Capítulo VI - 87

Acordes com sétima

Aplique 05 acordes ao lado no padrão a baixo

1

5hima acorde

Acordes com nona

Aplique os acordes ao d il o no padrão abaixo

nona sétima acorde

maior maior maior

1- toque 2x cada nota 2- toque Ix cada nota 3- toque com a articulação escrita

1 1

maior maior

menor maior

menor menor

maior menor

Frnaj7

F7

F rn7

Frn(rnaj7)

1- -toque 2x cada nota 2- toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

menor menor maior

maior menor menor

maior maior menor


88 - César Albino

maior

Escalas

m e n o r iiatiiral

nicnoi- h;irmonica

nos 3 padrões abaixo.

Escala menor melódica

- Toque duas vezes cada nota

Bb

Bbm

- Toque uma vez cada nota - Toque com a articulação

11 Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

acorde

1

maior

menor


Método de Saxofone - Capítulo VI - 89

Acordes com setima

I- toque 2x cada nota 2 - toque Ix cada nota 3- toque com a articulação escrita

Bbmi

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

sétima acorde

Bbm(maj7)

1 1

maior maior

1

menor maior

menor menor

I

m _____i

menor

1- toque 2x cada nota 2- toque 1x cada nota 3- toque com a articulação escrita B bm9

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

I

nona sétima acorde

I

I

1

maior maior maior

I

maior menor maior

I I

I

menor menor maior

I

maior menor menor

I

maior maior menor

i

1


90 - César Albino

maior

Escalas Aplique a s 3 escalas ao lado

menor natural

meiior harmônica

I

111

Escala menor melódica

Tríades - Toque duas vezes cada nota -

~b

Ebm

Toque uma vez cada nota

- Toque com a articulação

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

acorde

1

maior

Eb

menor

Ebm

3


Método de Saxofone - Capítulo VI - 91

Acordes com sétima

I - toque 2x cada nota 2 - toque Ix cada nota 3- toque com a articulação escrita

Ebmi

Acordes com nona

I

f

1

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

I nona sétima acorde

I

1

I

maior maior maior

Ebm(maj7)

1- toque 2x cada nota 2 - toque I x cada nota 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

I

menor menor maior

maior menor menor

1

maior maior

1


92 - CésarAlbino

m

L-- sf-%aiaí:> \3

rneiior iiatural

niaior

Aplique a s 3 escalas a o lado

nos 3 padrões abaixo.

Escala menor melódica

- Toque duas vezes cada n o t a

~b

A bm

- Toque uma vez cada n o t a - Toque com a articulação

Aplique os acordes a o lado no padrão abaixo

racorde

maior

1

~GEL~-


Método de Saxofone - Capítulo VI - 93

Acordes com setima

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

sétima acorde

Acordes com nona

Aplique os acordes ao lado no padrão abaixo

1

i 1

nona sétima acorde

I

1

I

maior maior maior

I-toque 2x cada nota 2- toque I x cada n o t a 3- toque com a articulação escrita

1 1

maior maior

menor maior

1- toque 2 x cada n o t a 2- toque 1x cada n o t a 3- toque com a articulação escrita

maior menor maior

menor menor maior

maior menor menor

maior maior menor

j


94 - César Albino

n&ti

w ~ u n "U Ka a I 4 m n i'-! I ! A

!

I

!

I

I

I

I

I

o = - T L? +I m1a T I

I

I

I

! ! ! r ! ! ! !! !

I I

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í I !

m - I

I ! ! "


Método de Saxofone - Capítulo VI - 95


96 - CĂŠsar AIbino


Método de Saxofone - Caoítulo VI - 97


98 - CésarAlbino

E m

e1~84

CONCORDÂNCIA

E DIFERENÇAS

para dois saxofones iguais

[saxofones em Mib]

Celso Mojola

Andante

J=m

Instrument 1

II

f espr. -

-

Instrument 2

3

espr.

P

6

espr. -

@ 2003 Celso Mojola. All rights reserved.


Método de Saxofone - Capítulo VI - 99

cresc.

cresc.

a1


100 - César Albino

CONCORDÂNCIA 4

E DIFERENÇAS

para dois saxofones iguais

[saxofones em Sib] Andante

Celso Mojola

J=

100

Instrument 1

Instrument 2

espr.

@ 2003 Celso Mojola. AI1 rights reserved.


Método de Saxofone - Capítulo VI -

-P

cresc.


102 - César Albino

Celso Mojola é um compositor brasileiro dedicado à música contemporânea, com atividades também na área de pesquisa teórica e no ensino de composição. Mojola criou obras para diversas formações instrumentais que incluem o saxofone, destacando solos para esse instrumento e duos de saxofone com piano. 5ão obras escritas em linguagem moderna; exigem bastante do intérprete, mas constituem interessantes desafios para músicos que buscam novos horizontes artísticos. Para a edição deste método Celso Mojola escreveu "Concordância e Diferenças", um duo de saxofones com nível de dificuldade técnica apropriada para estudantes. O compositor pretende dar continuidade a esse trabalho escrevendo outros duos com o mesmo caráter, agrupandoos sob o nome geral de "Concordância e Diferenças" que, por hora, denomina apenas o duo aqui apresentado. Pode-se tocar com dois saxofones iguais ou dois saxofones diferentes desde que se utilize a partitura apropriada (sib ou mib), por exemplo, dois altos, dois tenores, um soprano na primeira voz e um alto na segunda, um a l t o na primeira e um tenor na segunda, etc. Você pode obter mais informações sobre Celso Mojola ou adquirir suas obras para saxofone através do site de César Albino.


- Melhorando sua T茅cnica - Harm么nicos


104 - César Albino

- Toque 2 vezes cada nota e depois como escrito com uma d a s articulações abaixo. --

- Inicie o exercício na q u a r t a linha uma oitava acima, repetindo-o desde o início na oitava escrita

da mesma forma por colunas'(C. 0, Bb, etc), (Cm, Bm, Bbm ...). E s t u d e simultaneamente com o s arpejos I. II e III, o e s t u d o d a s t e r ç a s , pag. 110.

- Trabalhe

-

C

Cdim ,

Cm

~&

B

Siga o padráo dado ...

Bm

B dim

Bb

A

Inicie o exercício eJ daqui,

uma oitava acima,

tocando como escrito

na repetição.

Am

Adim

G

G dim

d

#

F

A

F#m

F#dim I

I

e ! "

u n c ~ ri

I

I UC> yr

F

Fm

F dim

E

Em

E dim

D

/

Mantenha a chave 9 (dó#) apertada em toda essa passagem (para tocar o mi e sol#), seu saxofone deve ter esse recurso. O instrumento fica mais firme e você náo precisa ficar mudando o dedo de posição.

Dm

Ddim

I

u n


Método de Saxofone - Capítulo VI1 - 105

- Idem a o exercício

7.1.1

C

Cm

C dim

Bm

B

A

Bdim

Am

A dim

A " ' h

Se seu saxofone tem o fá#3, inicie o exercício daqui,

na repetição. .\'

G

G dim

Fm

Fdim

d

F#

A

F

/

Gm

ci E

Começe daqui se seu saxofone não tem o fá#3...

Em

-

I

X

I

D A

Dm 1

Edim I

I

I

I

v x

I

D dim I

I

I

I

I CD

O

Utilize a chave 9 (dó#) para tocar

também o do# oiravado. Isso ajuda a

melhorar o equilíbrio do instrumento e

também a afinação.

O

O


106 - César Albino

- Idem a o exercício 7.1.1 C

B

Am

G

u

I

~-

Inicie o exercício daqui, uma oitava acima, tocando como escrito

Adim

Gm

n

--

B dim

Brn

A

--

C dim

Crn

I u:cm c,

F

G dim

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-

I

I

lu

Fdim I

I

h.,I,

I

Edim

D

Dm I

Ddim I ,

i

I


Método de Saxofone - Capitulo VI1 - 107

- Idem a o exercício 7.1.1

-

Estude simultaneamente com os arpejos IV, V e VI. o estudo das quartas, pag. 111.

_/-/

Inicie o exercício daqui, uma oitava acima, tocando como escrito na repetição.

FMaj7

EMaj7

F7

E7

F m7

Em7


Método de Saxofone - Capítulo VI1 - 109


11O - César Albino %

-

Toque também 2 vezes cada nota

Estude também alternando a s armaduras de clave e a s articulações:


Método de Saxofone - Capítulo VI1 - 1 1 1 A

- Toque também 2 vezes cada nota

Estude também alternando a s armaduras de clave e a s articulações:

-

r r r r r r-r

r r r-r

r-r

r-r

r


112 - CésarAlbino

- Toque também 2 vezes cada nota

Estude também alternando as armaduras de clave e as articulações:


Método de Saxofone - Capítulo VI1 - 1 13 4 d.

-=e;

- Toque também 2 vezes cada nota

"0 s -

1

$+

n

1

1

1

1

--

1

1

I

1

1 I 1

1

1 I

11

3x .

II . , ,'I.

~

~

~

I I

II.

I I.

I I

I I

I

I

!

I

3x

.

-I rnI I I I

2

i

Estude também alternando a s armaduras de clave e a s articula~ões:

I.

1.1. I .I#


114 - César Albino -a5 " ri

- Toque também 2 vezes cada nota

Estude também alternando a s armaduras de clave e a s articulações:


Método de Saxofone - Capitulo VI1 - 115

- Toque tarn bérn 2 vezes cada nota

Estude também alternando a s armaduras de clave e a s articulações:


116 - César Albino

Se você t o c a r uma determinada nota e soprar com mais velocidade, provavelmente ouvirá uma outra nota, talvez uma oitava acima. Esse som meio feio, parecido com um falsete da voz, é um harmônico. O primeiro harmônico é a própria nota (nota fundamental). O segundo harmônico soa uma oitava acima e vibra duas vezes mais rápido do que a fundamental. O terceiro harmônico por sua vez, soa uma décima-segunda acima da fundamental (oitava + quinta). O esquema a seguir demonstra esse conjunto de notas conhecido como série harmônica. A série harmônica não é uma particularidade dos saxofones, é uma propriedade física do som.

i

. oitava

acorde maior

oitava quinta quarta

-v-+

acorde maior nona(oitavado)

décima primeira aumentada

I mesma nota

a3 1

e

r) rm

sétima menor

I

I

a

O

,

-

aj

LI,

H-

décima terceira

o

bn

h n

e

v-

-

8

oitavas (dobro da frequência)

Por que estudar os harmônicos? Eu me lembro que minha mãe ficava muito irritada quando eu estudava harmônicos no meu saxofone. É realmente terrível para quem está por perto. Mas o f a t o é que um estudo sério de harmônicos proporciona ao músico um controle excepcional sobre seu instrumento, tendo praticamente que redescobrir como soprar para conseguir t o c a r a s notas base dessa série. Depois de um tempo estudando harmônicos, você irá reparar que algumas passagens que pareciam impossíveis de serem executadas começarão a sair, principalmente aquelas relacionadas com saltos. Você sentirá mais elasticidade e uma melhora muito grande na emissão das notas extremas do instrumento. Certamente romperá com a barreira do fá# da terceira oitava e, com o tempo, alcançará notas bem mais agudas do que essa, principalmente nos saxofones mais graves. Os sons resultantes dos harmônicos não devem ser usados numa execução normal já que eles soam mal e não são afinados (não obedecem a afinação temperada utilizada no ocidente). Existem alguns casos em que podemos utilizar um harmônico numa execução, mas essa é iAma decisão avançada. Existe no mercado americano uma série de livros sobre o assunto. O primeiro e o mais importante a a bordar é o livro Top-Tones for t h e Saxophone - Four-Octave Range, de Sigurd Raschèr.


Método de Saxofone - Capítulo VI1 - 1 17

Como são grafados os harmônicos:

6bw > posiçso a ser feita

>

>

A /I Y

m

~

b

v

I

u

~

ba

>

P

> w

Subir de meio em meio t o m ...

_ ba

A

I

, 5 0m a ser emitido

w

0 "

bLALy

A

"

h

v ~ ~ ; v ' b rU r "U

v

C

a

A

v

"

U

W

U

U

.I

I I

"

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b~

"

A

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L - "

U

~

~

U

U

U

U

Subir de meio em meio t o m ...

--

I

A

r m

c)

rl Y

A

r m

d

I

V

--

I

a

-

U

" b ~"

a

I

V

I

I

a a rn

a,

-

I I

Y

na-

anem..

a-

8

H-

I

V

tiv

U

"

n

I

a.

a-

a-

e rn

- 8 -

U

U


118 - CĂŠsar Albino

Brilha, brilha harmoniquinho


Método de Saxofone - Capítulo VI1 - 119

- Veja instruções para o estudo desses exercícios na pag 121. - Trabalhe também por colunas.

0

C

rAm

V

- --

d e "

Y

e ,e=

'd u

-

I

+j, Cn

&I-

Q

D

'8

I I

9

n

-

I

C*

CP

o

e eb =

I i

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---

o

Cn

Edirn

Q 1

n

-

h-

e v-

I

n

u

I

I

-

I

n

I

Cdim

-b u # .'

I

b, o b

1

e

mn

I

b e

C?

o

ba

e

1

a

be 2 = Fdim G 3 II I I

C1

C

* -n

Fm

c-

d e

I

e 1 Em

m

n

F

Cm

I

an

E

-tAo

a e-e -


120 - CĂŠsar Albino


Método de Saxofone -Capítulo VI1 - 121

I

Bra>gedimenteãde estudo pare es zsacsa"ges

1 - Toque cada vocalize indo d a primeira para a segunda nota, repousando nesta. Reinicie o arpejo indo a t é a terceira nota, repousando nesta e assim por diante sempre acrescentando uma n o t a por vez: m

2 - Toque como em 1 voltando sempre à primeira nota, repousando nesta:

3- Toque como em 2, m a s agora repetindo várias vezes (3 pelo menos) com rapidez a s n o t a s envolvidas:

4- Faça o mesmo no sentido descendente:

Estude esses exercícios com muita paciência. É realmente difícil afinar nas regiões extremas do instrumento. Recomendo que sempre se pratique uns dez minutos de harmônicos a n t e s d e s t e estudo. Procure também t o c a r j u n t o com um teclado eletrônico, pois é mais confiável que o piano em t e r m o s d e afinação, além d e s e r mais b a r a t o e prático, ou mesmo um computador. Utilizar um afinador também funciona, m a s é um procedimento mais "neurótico" eu diria, e g o s t o sempre d e afinar confiando em meus ouvidos. Lembre-se de não pressionar o s lábios nos agudos e graves.

Muito bem. Acho que meu trabalho acaba por aqui. 5 e você aqui chegou, tenho certeza que e s t a r á tocando bem por a í... Vai ser um prazer muito grande saber que e s t e material lhe foi útil, é claro que ele não deve t e r sido o único livro que você estudou, m a s ele lhe trouxe muitas informações e acredito que tenha abreviado muitos caminhos.... Um grande abraço. César Albino


122 - César Albino

Bibliografia KLOSÉ, H. Método Completopara todos 10s Saxofones. Ricordi. Buenos Aires.

MINTZER, Bob. Playing The Saxophone. Mintzer Music, U.S.A, 1994.

MOYSE, Marcel. De La Sonorité. Paris, Aiphonse Leduc.

Museu Villa-Lobos. Villa-Lobos, Sua Obra. Rio de Janeiro, 1989, MinC - SPHANIPró-Memória.

RASCHÈR, Sigurd. Top- Tonesfor the Saxophone - Fuor Octave Range. New York, Carl Fisher, Inc., 1941.

T H E NEW GROVE DICTIONARY O F MUSIC & MUSICIANS. Mac Millan Publishers Limited, London,

1980.

Contato:

César Aibino

email cesaralbino@uol.com.br

http:llplaneta.terra.com.brlartelbirdland/


Informações importantes sobre o CD que acompanha este livro Você encontrará no decorrer deste livro algumas indicações como esta: onde X representa o número da faixa no CD.

OFX

@ A F ~ Muitas indicações virão iniciadas com um A ou um T antes do F O A indica que o TFIO exercício ou música deverá ser tocado em um saxofone em Mib'(sopranin0, alto, barítono ou contrabaixo). E o T indica que o exercício ou música deverá ser tocado em um saxofone em 5ib (soprano, tenor ou baixo). Veja mais informações na página iii sobre transposições. Em duetos, a voz 1 estará gravada no canal direito e a voz 2 no canal esquerdo. Alguns aparelhos e programas de computador permitem que se ligue ou desligue esses canais.

A escuta é um dos meios mais eficazes de aprender música. Experimente ouvir cada faixa cinco vezes, apenas ouvindo e depois mais cinco vezes ouvindo e obsewando a partitura, só então pegue o instrumento para tocar. Você verá que não perdeu tempo com isso. As faixas 85 e 86 são para ajustar a afinação do seu instrumento em relação ao CD. Toque a s notas sol e ré e compare. Essa não é uma tarefa fácil para um iniciante, mas com o tempo você se habituará a isso. As faixas 8 7 e 88 (pág 3 8 ) equivalem a um exercício criado especificamente para praticar a afinação.

A maioria das faixas t e m uma contagem inicial, geralmente referente à quantidade de tempos que t e r á o compasso (pág. 8 ) .



César Albino - Método de Saxofone