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No 1 - Outubro 2013

Retorno ao Hyde Park 44 anos depois, The Rolling Stones grava DVD no parque de Londres

Roger Waters Ex-integrante do Pink Floyd se arrepende por ter disputado o nome da banda

Sexo, Drogas &

Ramones

Bob Dylan Linha do tempo da vida do mĂşsico

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ÍNDICE 06 08 11 16 18 21 22

Editorial Pink Floyd Bob Dylan The Rolling Stones The Ramones Random Recomenda Carta do Leitor Editor Chefe

Lara de Oliveira Santos

Editor-Convidado

Luiz Fernando Auricchio

Fotografia

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Editorial

A letra que explica a nossa própria música Por: Revista Random

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epois de longas semanas realizando o projeto da revista Random, finalmente aqui se encontra a primeira edição. Esperamos que seja a primeira de muitas!

A ideia de fazer uma revista voltada à música surgiu de nossa própria insatisfação com as revistas atuais. Sentimos falta de uma diversidade de produtos sobre música e as mais conhecidas não parecem inovar. Imaginamos, então, que muitos leitores poderiam ficar interessados também, afinal, não é possível sermos os únicos descontentes. Além do design incomum da revista - é moderno e “retrô” ao mesmo tempo -, os assuntos abordados não são apenas frutos de temas contemporâneos. O nosso principal foco são os artistas que fizeram diferença na música – contamos suas histórias e curiosidades. Esperamos que essa revista traga a mesma alegria à vocês, leitores, que ela nos trouxe. Que ela traga a mesma satisfação à vocês, leitores, que as músicas “Don’t Think Twice, It’s Alright”, “Coming Back To Life”, “53rd &3rd” e “She’s a Rainbow” trazem ao mundo. Estamos muito felizes com o resultado da nossa primeira edição. No entanto, queremos o feedback de vocês – seja ele positivo ou negativo - na próxima edição, onde haverá um espaço para a Carta do Leitor. Qualquer coisa, entrem em contato a partir dos dados que estão no Índice da revista. Muito obrigado! 6


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disputa pelo nome “Pink Floyd” Por: Thais Romero Fotos: Divulgação

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músico britânico Roger Waters, que foi líder do Pink Floyd, lamentou em declarações à BBC a guerra judicial que o opôs durante anos ao resto do lendário grupo britânico de rock. Membro fundador da banda nascida em Londres em 1964, Waters a abandonou em 1985 e levou aos tribunais o resto do grupo - David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright- para que não continuassem utilizando o nome de Pink Floyd. "Pensava que aquilo era errado, e era eu quem estava", comentou Waters. Quando disse que o Pink Floyd não existia mais, seus antigos companheiros responderam: "Do que você está falando?, é uma marca com valor comercial, você não pode dizer simplesmente que deve deixar de existir", narrou o músico de 70 anos.

“pENSAVA QUe aquilo era errado, e era eu quem estava” O baixista, que desenvolveu depois uma carreira solo, afirmou na mesma entrevista que pretende gravar novamente. “Tenho uma ideia muito precisa em mente e vou levá-la adiante e lançar ao menos mais um disco”, disse Waters, cujo último disco foi lançado em 2005. O nome Pink Floyd foi mantido após a saída de Waters em mais dois álbuns de estúdio, ‘A Momentary Lapse of Reason’ (1987) e ‘The Division Bell’ (1994). Nos últimos três anos, Waters realizou vários tours interpretando ‘The Wall’, a obra mais famosa do Pink Floyd, lançada em 1979. 8


Biografia

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ink Floyd foi uma banda de rock inglesa formada pelos estudantes Roger Waters, Syd Barrett, Nick Mason e Richard Wright. em Cambridge em 1965. Atingiram sucesso internacional com sua música psicodélica e progressiva, tendo vendido mais de 250 milhões de álbuns ao redor do mundo. O guitarrista e vocalista David Gilmour juntou-se à banda em 1968, meses antes da saída dew Barrett do grupo, devido ao seu estado de deterioração mental, agravado pelo uso de drogas. Wright deixou o grupo em 1979, e Waters em 1985, mas Gilmour, Mason e, subsequentemente, Wright, continuaram a gravar e se apresentar. Waters processou-os por questões legais relacionadas ao uso do nome “Pink Floyd”; todavia, a disputa foi resolvida com uma decisão que permitiu a Gilmour e Mason que continuassem a usar o nome.

pink floyd = pink anderson + floyd council Discografia 1967 - The Piper at the Gates of Dawn 1968 - A Saucerful of Secrets 1969 - More 1969 - Ummagumma 1970 - Atom Heart Mother 1971 - Meddle 1972 - Obscured by Clouds 1973 - Dark Side of the Moon 1975 - Wish You Were Here 1977 - Animals 1979 - The Wall 1983 - The Final Cut 1987 - A Momentary Lapse of Reason 1994 - The Division Bell

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De Robert Allen Zimmerman À Bob Dylan Por: Lara de Oliveira Santos Fotos: Divulgação

Ele compôs a melhor canção de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone. Não bastasse isso, é autor de dezenas de canções cujas letras são consideradas obras poéticas, têm sido adotadas como hinos por gerações e movimentos jovens e, de tempos em tempos, viram tema de livros, filmes e documentários. Bob Dylan é um divisor de águas na história da canção popular. Nos diversos gêneros em que tem transitado – country, folk, rock, blues e pop –, Dylan tem transformado letras em poesias e canções em expressão de uma visão singular do mundo. Considerado por fãs e críticos um dos melhores representantes da canção de protesto norte-americana na década de 60, rótulo que ele enfaticamente recusa, suas composições mostram uma sensibilidade artística e uma capacidade intelectual que vai muito além dos rótulos e, entre outros feitos, fez o rock sair da adolescência e ingressar na vida adulta. 11


Entre 1962 e 2007 lançou 50 álbuns que venderam 37 milhões de unidades (apenas para comparação, o Pink Floyd vendeu o dobro), segundo dados da Recording Industry Association of America (RIAA). Apesar de atualmente não ser um campeão de vendagem, Dylan tem suas canções e álbuns sempre entre os melhores de todos os tempos, de acordo com a opinião da crítica e de outros artistas, como mostrou a pesquisa da edição norte-americana da revista Rolling Stone em 2004 junto a 172 músicos. Sua importância nas artes levou a revista Time, em 1999, a o incluir na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. No caminho que Dylan trilhou desde o início dos anos 60 nem tudo foram flores. Ele foi acusado de traidor pelos amantes do folk, quando iniciou sua incursão pelo rock em meados dos anos 60, foi considerado manipulador dos fãs e da crítica, por conta da não realizar turnês entre 1967 e 1973, após sofrer um acidente de moto, e de ultrasionista após sua visita a Israel e ao Muro das Lamentações, nos anos 70. A trajetória de Dylan mostra que ele não é apenas um dos mais brilhantes artistas da canção popular, com uma personalidade complexa e enigmática, autor de verdadeiras obras primas e um ícone de uma época que mudou o mundo. Bob Dylan é, antes de tudo, 12 autêntico outsider. um

Para assistir No Direction Home (direção Martin Scorsese, 2005)

Don´t Look Back (direção D.A. Pennebaker, 2007)

para ler MARCUS, Greil. Like a Rolling Stone: Bob Dylan at crossroad. Faber&Faber, 2005.

COTT, Jonahtan. Bob Dylan: the essential interviews. Wenner, 2007


Materia Bob Dylan

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SHOW DO BOB DYLAN NO BRASIL Bob Dylan nunca se preocupou muito em agradar. E nem precisa. No show de abertura de sua turnê latino-americana, na noite do dia 15 de abril de 2012, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, ele entrou e saiu do palco sem dar um “boa noite” ao público — só falou para apresentar o excelente quinteto que o acompanha —, vetou fotógrafos e jornalistas e selecionou um repertório com alguns clássicos, mas sem muitas de suas canções mais populares. Em 1h40 de apresentação, frustrou quem foi atrás dos greatest hits e satisfez, sem empolgar muito, os verdadeiros fãs. Com dez minutos de atraso, às 20h10, o músico iniciou com "Leopard-skin pill-box hat", blues de "Blonde on blonde", um de seus mais célebres álbuns, de 1966. Vestido de paletó e calça pretos e chapéu branco, em seu tradicional traje country, passou a maior parte do Bob Dylan durante show no Rio de Janeiro em 2012. Foto: Divulgação tempo no teclado, com alguns (poucos) solos de guitarra e gaita, que levantaram a plateia. O público não chegou perto de comprar todos os 3 mil ingressos (o mais barato custou R$ 500), mas se acumulou nos lugares à frente, dando uma sensação de casa quase cheia. Para um músico de 70 anos, mais de 50 de carreira, chamou a atenção o grande número de jovens. Muitos, talvez por desconhecer o histórico de Dylan, pareciam não levar fé nos avisos de que o desrespeito à proibição de fotografar o show poderia fazer o protagonista abandonar o palco. Após cada flash, um segurança rapidamente aparecia para reprimir. A voz rouca do norte-americano ainda dificulta o entendimento das letras, mas melhorou em relação ao último show dele no país, em 2008. 14


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Rolling Stones lançam DVD de show no Hyde PArk Por: Marco Statutti Foto: Divulgação

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registro do histórico retorno dos Rolling Stones ao Hyde Park, em Londres, será lançado em DVD e Blu-Ray em novembro. A banda se apresentou por duas noites seguidas no parque londrino em julho deste ano. Sweet Summer Sun – Hyde Park Live mostrará a performance completa da banda, que esteve por duas horas sobre o palco e executou os maiores clássicos nesta turnê comemorativa de 50 anos de carreira. O repertório dos shows incluíram músicas como “Start Me Up”, “Ruby Tuesday”, “Miss You”, “Sympathy For The Devil”, “Brown Sugar”, “You Can’t Always Get What You Want” e “(I Can’t Get No) Satisfaction”. “Foi lindo com o sol se pondo sobre o Hyde Park”, disse o vocalista em nota para o projeto. “Não consigo pensar um jeito melhor para celebrar os 50 anos dos Rolling Stones do que fazendo em nossa casa um show diante de 100 mil pessoas em uma gloriosa noite de verão. Aproveite – nós certamente aproveitamos.” 16


O registro em vídeo também mostrará cenas com os bastidores da banda, o que deve trazer um diferencial para o material. A apresentação de 2013 foi o retorno de Mick Jagger, Keith Richards e companhia ao local 44 anos depois da última passagem por lá, em 1969.

Tracklist “Start Me Up” “It’s Only Rock ‘n’ Roll” “Street Fighting Man” “Ruby Tuesday” “Doom And Gloom” “Honky Tonk Women” “You Got The Silver” “Happy” “Miss You” “Midnight Rambler” “Gimme Shelter” “Jumpin’ Jack Flash” “Sympathy For The Devil” “Brown Sugar” “You Can’t Always Get What You Want” “(I Can’t Get No) Satisfaction”

“Foi lindo com o sol se pondo sobre o Hyde Park” 17


TRAJETóRIA DO RAMONES é CONTADA EM LIVRO Por: Luiz Fernando Auricchio Fotos: Divulgação

Quando os Ramones gravaram seu primeiro disco, em 1976, prenunciaram o nascimento do punk rock. E foi Joey Ramone, o inesquecível vocalista de timbre grave, óculos de aros circulares e cabelos sobre o rosto, quem deu voz a uma geração de jovens descontentes durante os anos 70 e 80, influenciando de maneira decisiva a contracultura nas décadas que viriam.

rock, os Ramones se tornaram uma das bandas mais importantes do século 20. E o seu vocalista, Joey Ramone, que viria a ser a voz desse gênero, se tornou um dos ícones mais influentes e inspiradores da música popular contemporânea. Apesar de tudo isso, a vida de Joey foi uma jornada tumultuada — problemas de saúde e confusões começaram antes mesmo de seu nascimento e terminaram com a sua morte de câncer linfático aos quarenta e nove anos. Em paralelo, a vida de seu irmão mais novo, Mickey Leigh, foi cheia de incidentes e eventos mais dramáticos do que ele mesmo gostaria.

Com honestidade, humor e leveza, Mickey Leigh, o irmão de Joey, compartilha um olhar íntimo e fascinante sobre a vida turbulenta deste que foi um dos maiores e mais improváveis ícones da música de todos os tempos. Eu dormi com Joey Ramone: memórias de uma família punk rock é a história de um homem que lutou para achar a Mickey Leigh trabalhou por seis anos sua própria voz e seu irmão que o amava. escrevendo a história da vida dele e de seu irmão mais velho, incluindo a Apesar de terem crescido em Forest Hills, no incrível jornada que levou ao surgimento Queens, em Nova Iorque, e começado suas do lendário Joey Ramone. Retratando jornadas no Lower East Side, em Manhattan, vividamente a carreira dos Ramones, desde foi na América do Sul que os Ramones se a criação até a performance final, esta tornaram realmente grandes — maiores, biografia de rock tem como fio condutor a na verdade, do que em qualquer outro lugar dinâmica familiar e a intensa relação entre do mundo. Ao fazerem parte da criação um os dois irmãos. gênero musical totalmente novo, o punk 18


“Envolvente… um retrato completo de um dos rostos mais conhecidos da história do rock.” NEW YORK POST “É difícil lembrar de uma época em que os Ramones não eram, bem, os Ramones. Mas Mickey Leigh lembra… Ele traça a trajetória de sucesso da banda, e o papel de seu irmão nisso tudo, de uma maneira que ninguém mais conseguiria.” LOS ANGELES TIMES

“Uma história poderosa de inspiração punk rock e uma grande biografia de rock.” ROLLING STONE

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Entrevista com Mickey Leigh, irmão do vocalista do Ramones Há toda esta discussão aqui no Brasil sobre biografias autorizadas ou não. Você é da família do Joey, mas deu detalhes que ele provavelmente não gostaria que fossem divulgados. Como você lidou com este tipo de dilema? Não é uma biografia exatamente, é um livro de memórias. Minhas memórias sobre a minha vida. Se os fãs de Ramones não gostam, sinto muito. Muitos se sentiram ressentidos. Falam “não quero ler sobre o irmão de Joey Ramone”. Então não leia. É por isso que queria este título. E o que você acha que o seu irmão iria achar do livro se fosse vivo? Eu acho que ele não ficaria feliz com isso. Mas entenderia. Perceberia que tudo de ruim que escrevi a seu respeito balanceei com as piores coisas a meu respeito também. Algumas vezes nós brigamos e ele tentou se desculpar, mas eu não aceitei, por exemplo.

Os irmãos Mickey Leigh e Joey Ramone. Foto: Divulgação

Como você decidiu que deveria escrevê-lo? Porque achei que era uma história que deveria ser contada, por várias razões. Eu me sinto justificado pelas respostas ao livro, as milhares de cartas. E não estou brincando. Desde que ele foi lançado, recebi milhares de cartas agradecendo por eu ter escrito o livro. Eu queria que algumas coisas fossem contadas. Eu sentia que estava escondendo coisas. Havia fatos dos bastidores do primeiro álbum, por exemplo, que ninguém sabia. Se eu não dissesse, todo 20 mundo continuaria sem saber.


Random recomenda Por: Revista Random Fotos: Divulgação

CD Genesis - Duke

CD Led Zeppelin - Led Zeppelin IV

Lançado em 1980, Duke é o décimo álbum de estúdio da banda britânica de rock Genesis, nesse tempo formada por Phil Collins, Tony Banks e Mark Rutherford.

Conhecido como Led Zeppelin IV, o CD começou a ser produzido em 1970 em estúdios no Reino Unido e nos EUA com a ajuda da banda The Rolling Stones.

O álbum alcançou a primeira posição nas paradas do Reino Unido, além do disco de ouro e, depois, disco de platina. Duke foi uma mistura de extremos, contendo tanto faixas para rádio como “Misunderstanding” quanto suítes de rock progressivo como “Duke’s Travels”.

O disco é formado por oito canções, maioria escrita por Robert Plant e Jimmy Page. Com faixas de sucesso como Stairway to Heaven, Going to California e Black Dog, alcançou o segundo lugar na Billboard 200 e a posição de um dos álbuns mais 21 vendidos da história.


DVD AC/DC - Plug Me In Plug Me In é um DVD box lançado em 2007 pelo grupo australiano de hard rock AC/DC. Inclui raras apresentações da banda. A edição standard contém um disco de apresentações do período Bon Scott e um outro com a participação de Brian Johnson. A edição deluxe contém os dois discos anteriores, mais um terceiro, que inclui Between the Cracks, e traz apresentações dos 22 períodos. dois

DVD The Smiths - Live In England “Live In England” traz uma apresentação antológica do The Smiths na Inglaterra, antes mesmo do lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, “The Smiths”, de 1984. Para os fãs, este DVD é uma oportunidade para reviver a trajetória da banda numa época em que atirar flores e terminar o show em cima do palco tinham um significado todo especial.


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