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Joรฃo Lima Relatรณrio de Estรกgio 2012


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//João Lima //relatório de estágio


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//Obrigado Gostaria em primeiro lugar de agradecer à empresa que me acolheu como estagiário, a Mudmucom, e toda a sua equipa: Dª Sara, Sr. Pedro, Designer Diana Jung, Rute João e Diogo Vareta. Agradeço a todos os meus professores, em especial ao professor Fernando Paulino, professora Renata Barbosa, professora Eliana Penedos, e ao meu professor e orientador de estágio Tiago Cruz um especial obrigado. Aos meus amigos que contribuíram para a minha formação académica, João Pedro Ramos e Luís Gomes que sempre me acompanharam em trabalhos de grupo. Um obrigado muito especial para a minha amiga e namorada, apoiante incondicional, Lídia Oliveira. Ao meu irmão Ricardo Lima um abraço de gratidão pelas opiniões e sugestões. À minha avó Isaura e avó António Soares que escoraram que o meu sonho fosse realizado. E por fim, a minha profunda gratidão aos criadores do meu ser, meu pai José Lima, e minha mãe Isabel Lima.


//Índice //Introdução //glossário#2 //apresentação da empresa#2 //cronograma#3 //enquadramento profissional e tecnológico#3 //Projetos Realizados //projeto PALM#5 //projeto Team Care #9 //projeto Lumitek#13 //projeto Clube Sport Marítimo#19 //projeto Campanha Publicitária AdRA #23 //projeto Relatório & Contas AdRA #25 //projeto Memórias d’Odiana #27 //Conclusão #31 //Bibliografia #33 //Anexos #34


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//glossário CMYK - Cyan Magenta Yellow Key RGB - Red Green Blue CTT - Correios Telégrafos e Telefones AdRA - Águas da Região de Aveiro ADP - Águas de Portugal EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva TCM - Tecnologias de Comunicação Multimédia ISMAI - Instituto Superior da Maia

//apresentação da empresa

//Introdução //glossário //apresentação da empresa //cronograma //enquadramento profissional e tecnológico

A Mudmucom, fundada em 2009, é uma empresa moderna e recente no mundo do trabalho, e tem como objetivo marcar a diferença, mudar o mundo da comunicação, desejando agradar todos os clientes e amigos que queiram melhorar notavelmente a comunicação do seu serviço e da sua empresa. Voltada para a comunicação empresarial, a Mudmucom tem como principal área de negócio o Design Gráfico, mas apresenta portfólio e capacidades acrescidas para desenvolver trabalhos nas diversas áreas de Web Design, Serviços de Publicidade e Fotografia, Vídeo, Web-Design e Programação Informática, Organização de Eventos Artísticos, Desportivos e Culturais, Exploração de Salas de Espectáculos, Organização de Actividade de Animação Turística, Edição, Impressão e Serviços de Tipografia, Comércio de Material Publicitário e Brindes, e ainda Consultadoria em Comunicação.


CRONOGRAMA

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//cronograma

Ao longo da minha permanência na Mudmucom como estagiário, realizei diversos trabalhos, com pausas, com recomeços, e alguns foram realizados periodicamente. Nesta infografia tento demostrar, de forma mais clara, a quantidade e a periocidade com que todos os trabalhos foram realizados.

fevereiro

Lumitek

Team Care

março

Palm

abril

Marítimo

//enquadramento profissional e tecnológico Todos os trabalhos foram realizados com o auxílio dos programas da Adobe destinados para os fins gráficos, como o Adobe Illustrator CS5.1, Adobe InDesign CS5.5, Adobe Photoshop CS5.5, entre outros programas que se constam como utilitários e ferramentas essenciais para dar acabamento aos processos de trabalho. O sistema operativo optado para realização destes trabalhos foi o Mac OSX. Houve a necessidade de realizar uma pequena sessão fotográfica, na qual foi utilizada uma máquina fotográfica Canon 7D.

Campanha AdRA

//Projetos Realizados

maio

R&C 2011 AdRA

Memórias d’Odiana

Outros

//projeto Palm //projeto Team Care //projeto Lumitek //projeto Clube Sport Marítimo //projeto Campanha Publicitária AdRA //projeto Relatório & Contas 2011 AdRA //projeto Memórias d’Odiana


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//projeto Palm briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

Cliente: Palm&Cambão Designer: João Lima Duração média: 10 dias

briefing/objetivos a cumprir O briefing recebido para a realização deste projeto continha, em pormenor, o objetivo principal do trabalho, a introdução à sociedade PALM, e os caminhos que poderíamos seguir, segundo o cliente. (anexo 1) O objetivo era o reposicionamento da marca Palm para marca de Grupo, ao qual pertencem as marcas PALM SROC e PALM CAMBÃO (nova). A PALM SROC é a origem de todas as marcas do grupo, trata-se de uma sociedade de revisores oficiais de contas. A PALM SROC tem como logótipo oficial a representação de uma silhueta da florde-lis. Esta justifica a sua presença no logótipo como sendo uma fonte de sobriedade, credibilidade, exclusividade, riqueza e nobreza. A tipografia do logótipo é leve, uma variável light da Century Gothic. A cor do logótipo é um pantone cor-de-rosa, reforçando o facto de serem três mulheres na sociedade. Após a introdução tínhamos descrito o desafio que teríamos pela frente, transformar a PALM em marca de grupo e criar os logótipos para essa nova identidade e para a nova sociedade PALM&CAMBÃO. Era então necessário criar duas linhas gráficas distintas mas não muito particularizadas. Houve a preocupação, desde início, de manter a mesma linguagem gráfica, de modo a garantir ao leitor a associação do grupo através das identidades distintas.

pesquisa Desde então, realizei um organograma que me ajudou a estabelecer sempre um limite e um reconhecimento da árvore organizacional da empresa Palm Grupo.

PALM GRUPO

PALM SROC

PALM&CAMBÃO

Depois de ler o briefing e de ficar a conhecer melhor a empresa PALM, através do seu site, realizei vários brainstorms e várias pesquisas de modo a conseguir fazer algo criativo, algo que pudesse satisfazer a Mudmucom e o cliente. Surgiu-me procurar uma flor que transmitisse o que a empresa quer trespassar aos seus clientes. E partindo da ideia comum na variante PALM SROC, que usou o mesmo método para criar o seu logo, julguei assentar devidamente o mesmo ritmo de significações. Primeiramente idealizei a flor-delótus mas, tempo depois, percebi que a flor-de-lótus era também associada a um conjunto de fortes significados que jamais a abandonaria - religião e feminismo. Nos dias seguintes, parti para novos rascunhos e estes começavam

a ganhar forma. O Sr. Pedro, supervisor empresarial, que me abordava para saber como estava a decorrer o trabalho, aconselhou-me a seguir o meu caminho, pois estava na direção adequada. Continuei a pesquisa sobre flores e os seus significados, até que encontrei a flor Estrelícia que logo me atraiu pela sua forma peculiar. A Estrelícia é uma flor mais masculina, que transmite esperança e boas perspetivas de futuro, e então comecei a trabalhar a sua silhueta invulgar e muito característica. Simplificando a sua forma, cheguei a um resultado que me agradou. Estava encontrado o logótipo, era a vez de aprimorar todos os detalhes e estudos de cor, e redigir uma memória descritiva para finalizar a primeira etapa. Seguiu-se o logótipo da Palm Grupo. Este logótipo deveria ser algo especial, uma vez que representava a união das duas marcas paralelas PALM SROC e PALM&CAMBÃO. Depois da criação de outros brainstorms, cheguei à conclusão que poderia ser um bom caminho continuar com a linguagem das flores mas num outro sentido significativo. Através de um brainstorm tive uma ideia que, de início, me pareceu absurda mas, quando esta “amadureceu”, pareceu-me a ideal. A ideia surgiu depois de fazer uma “família de palavras” e surgiu o pássaro colibri, ou também conhecido por beija-flor. Apresentei a ideia a quem me rodeava e as reações foram positivas face à ideia arrojada. Depois de vários rascunhos, cheguei ao logótipo final com a sua devida memória descritiva, que explicava a significação da forma com base no seguimento do conceito dos logótipos das empresas subgerentes – PALM SROC e a PALM&CAMBÃO. Estas, uma vez que têm um logótipo com significados apurados a partir de flores, parti em busca de um ícone que transmitisse uma segurança para ambas as empresas. processo construtivo Ao longo da realização de brainstorms fui desenhando alguns logótipos no computador para que pudesse dar mais realismo aos meus desenhos preferidos, e que ia fazendo no diário visual. Desde sempre com a ideia da flor para o logótipo da empresa Palm & Cambão, e inicialmente de formas abstratas para a empresa Palm Grupo. (figura 01 e 02)

fig.01 - brainstorm projeto Palm

fig.02 - brainstorm projeto Palm


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PALM&CAMBÃO PALM GRUPO

1234567890 abcdefghijlmnopqrstuvxz

ABCDEFGHIJLMNOPQRSTUVXZ fig.03 - tipografia escolhida para as identidades PALM

Após a realização do logótipo para cada empresa e o seu conceito associado, era agora a vez de realizar toda a linha gráfica para cada uma delas: papel de carta, cartão de visita (figura 06), envelopes, capa dossier (figura 04), bloco de notas entre outros. (anexo 2) Foi o primeiro trabalho desenvolvido e que me deu muito prazer realizar, o cliente ficou totalmente satisfeito com o trabalho e a Mudmucom também. Todos os suportes da linha gráfica da PALM&CAMBÃO já foram impressos e entregues ao cliente.

Nome e apelido destinatário Morada do destinatário 0000-000 Cidade

SOC.COM.POR QUOTAS | CAPITAL SOCIAL: 6000 EUROS | REGISTADA NA C.R.C. DO PORTO - MATRÍCULA/NIPC 508 359 279 | INSCRITA NA O.R.O.C. SOB O Nº 219

produto final Após mais alguns ajustes, dei por conluídas as propostas. O logótipo da Palm&Cambão teve por base de inspiração um conceito que fosse comum ao grupo Palm. Assim, os signifcados do ícone unem-se com os objetivos da empresa. Surge então a flor Estrelícia, proprietária de uma imagem distinta e singular. Castanho, uma cor masculina, alia-se ao facto de esta nova empresa - PALM&CAMBÃO - ser composta por um novo sócio (masculino). Esta cor reforça também a maturidade, consciência e responsabilidade com que a empresa gere os seus clientes. Com uma forma circular e com a silhueta da Estrelícia, vamos ao encontro do conceito gráfico da empresa paralela PALM SROC, alcançando uma linha de logótipos ao mesmo nível relativamente à sua forma geométrica. O logótipo final do Grupo foi realizado no seguimento do conceito dos logótipos das empresas subgerentes – PALM SROC e a PALM&CAMBÃO. Uma vez que ambas têm um logótipo com significados apurados, a partir de flores, parti em busca de um ícone que transmitisse uma segurança para ambas as empresas. Surge então o beija-flor, pássaro das flores que transmite proteção face as mesmas, e que significa claridade, energia e sincronia. A cor cinza provém da mistura de duas cores fortes e marcantes, o preto e o branco, e faz surgir, assim, uma cor que transmite estabilidade, sucesso e qualidade. Uma cor subtil mas que marca com a sua diferença. A tipografia Century Gothic (figura 03) para ambos os logos tinha como intuito reforçar a união entre o conceito gráfico das três identidades (com a mesma tipografia).

fig.05 - Estudo de cores para logótipo PALM&CAMBÃO

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fig.04 - capa dossier e carta timbrada - PALM&CAMBÃO

fig.06 - Cartão de visita para PALM&CAMBÃO


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//projeto Team Care briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

Cliente: Team Care Designer: João Lima Duração média: 15 dias

briefing/objetivos a cumprir A nova proposta exigia o melhor de mim, a Team Care destacava-se como sendo uma nova empresa que iria surgir e que necessitava de uma identificação gráfica que estivesse ao patamar das grandes marcas com a mesma assinatura – apoio domiciliário a idosos. No briefing (anexo 3) era referido que a preferência do cliente passava por cores quentes e acolhedoras. Teria como público alvo os idosos e respetivos filhos da classe média-alta. A empresa tinha como serviços principais o acompanhamento psicológico, o serviço de enfermagem, o tratamento oncológico, os cuidados de higiene diária com apoio 24 horas por dia, durante 365 dias por ano. A tipografia deveria de ser grande e de fácil leitura, apenas era necessário a criação de logótipo, cartão de visita e ainda papel de carta. Mais tarde, após o cliente ter visto a proposta apresentada, solicitou também o design para as viaturas de serviço, as fardas para os seus funcionários e produtos de divulgação/merchandising. pesquisa Durante dois dias mergulhei profundamente no tema e pesquiseitodootipodelogótiposeidentidadescorporativas de empresas que se inseriam no seio desta vertente, de forma a ter uma noção clara de todo o tipo de concorrência da área. Era necessário criar uma identidade que fosse distinta na área de apoio domiciliário a idosos. Depois de realizar diversos brainstorms, surgiu-me a ideia de ir em busca de um animal que traduzisse todas as significações que a empresa queria transmitir. Afastei a linguagem típica dos logótipos deste género de empresas que albergam “casinhas, corações dentro de casas, mãos que suportam casas, mãos dadas, corações sobre mãos”, era necessário criar algo novo. O animal que decidi adotar foi a borboleta, pois transmite aquilo de que eu necessitava, subtileza, meiguice, harmonia no seu pousar sobre as pétalas.

fig.07 - pesquisa de logótipos com a mesma assinatura

Desenhei alguns rascunhos no meu diário gráfico ao longo dos dias em que estive dedicado ao projeto e, depois de os passar a digital, decidi reforçar a minha ideia de abandonar por completo as típicas “casinhas” que estavam presentes em todos os logótipos desta área de negócio. (figura 07) Depois de criado o logótipo, realizei o papel de carta e os cartões de visita. Depois de aprovados pelo cliente, tive a nova tarefa de realizar o design das viaturas, das fardas e ainda dos produtos de merchandising. Dos novos desafios, foram as fardas e os produtos de merchandising que exigiram uma grande pesquisa. As viaturas foram criadas segundo o design e o conceito criado para a empresa Team Care. As viaturas queriam-se simples mas, simultaneamente, deveriam chamar a atenção, de forma a que pudessem ser distintas dos carros que praticavam serviços idênticos. As fardas foram realizadas de raiz, uma vez que mais nenhuma empresa de farda ou de estampagens as iriam confecionar. Estas serão totalmente confecionadas por uma modista, exatamente da forma como eu as desenhei e projetei. Estas foram esboçadas de acordo com a pesquisa sobre as atividades de cada funcionário, ou seja, teria de haver duas fardas: uma para enfermeiros(as), psicólogos(as), e médicos (as), e outra para funcionários(as) de limpeza. Assim, criei uma farda que se ajustasse mais às necessidades do enfermeiro, e outra que se ajustasse mais às particularidades da limpeza. As calças desenhadas serão uniformes para ambas as fardas. Os produtos de merchandising também foram alvo de uma intensa pesquisa. Tive de consultar imensos catálogos de empresas, disponibilizados pelo meu orientador empresarial, que forneciam este serviço, para que eu soubesse que tipo de objetos poderia personalizar. A seleção destes teve de ser muito seletiva, uma vez que teria de ter muito em consideração o público-alvo. Sendo este um público de classe média/alta, não poderia eleger artigos que fossem descartados logo depois do momento de oferta (como por exemplo, um porta chaves). A única exigência que tinham estes produtos era ter o número de telefone sempre muito visível.

processo construtivo Ao longo de dias esbocei, rabisquei, aquilo que pensava, idealizava e tudo mais que me passava pela cabeça. Realizei brainstorms (figura 08, 09, 10) e desenhos que, mais tarde, me ajudaram a construir os resultados finais.

fig.04 - brainstorms para logótipo da Team Care

fig.05 - brainstorms para logótipo da Team Care

fig.06 - brainstorms para fardas da Team Care


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fig.11 - primeira fase de construção de logótipos

Disposto a arriscar e inovar a imagem geral deste tipo de negócio, abandonei este género de propostas (figura 11), e decidi fazer algo mais abstrato mas com a mesma significação do que a “casinha”- lar. Desejava criar uma forma que remetesse o leitor a "Um conceito mental produzido pelo signo baseado na experiência que o utente tem do objeto" (Paulino, F., 2006, p. 8). Algo que transmitisse um lar, um local abrigado, seguro, confiante e aconchegante, no qual o cliente se encontrava, enquanto a borboleta pousava e levantava subtil e carinhosamente. Teria de ser um logótipo ternurento, quente e capaz de encher o coração de conforto sempre que o apreciávamos. O resultado (figura 12/13) foi de agrado de todos os designers, da Rute, da Diana, do Diogo e dos responsáveis pela empresa, Sr. Pedro e Dª Sara, sendo que todos eles se sentiram satisfeitos com o meu trabalho, o que foi um motivo de orgulho para mim. As duas propostas que realizei tinham sido do agrado de todo o atelier e, eu próprio, sentia que as propostas estavam como as tinha idealizado. Agora era a vez de o cliente decidir qual das propostas queria ver finalizada e este escolheu a minha preferida. (figura 12)

produto final O logótipo realizado e finalizado ( figura 12) teve por base de inspiração um conceito quente, acolhedor e ternurento. O trabalho foi desenvolvido na busca contínua de signifi­cados, de modo a garantir e trespassar a imagem da empresa apenas pela sua imagem máxima - o logótipo. Para tal, a borboleta foi a escolha ideal, símbolo da alma e do bem-estar. Esta é criada com a junção de corações, que formam as suas asas, conota coragem, carinho e cuidado, através de uma união de corações, remetendo para a união da equipa - Team Care. Assim, criou-se uma metáfora entre o pousar cuidado e carinhoso da borboleta nas flores, com o “pousar” da equipa Team Care nos vários domicílios. Encontra-se deslocada para a direita, numa forma circular, demonstrando a perfeição e um núcleo numa perspetiva de deslocação para a etapa seguinte, “o próximo domicílio”, com base na Teoria de Gestalt (Paulino, F., 2009, p.65). Com cores quentes, reforça a signifi­cação em torno do carinho, e do acolhedor, fortalecendo a imagem da empresa, assim como os seus objetivos. A tipografia selecionada foi a Gauntlet Thin, (figura 14) devido à sua fácil leitura e à sua forma ternurenta e arredondada que garante o conforto à visão humana. O papel de carta, o cartão de visita, as viaturas, as fardas

1234567890 abcdefghijlmnopqrstuvxz ABCDEFGHIJLMNOPQRSTUVXZ

fig.15 - farda de enfermeiro/psicólogo/médico

fig.16 - farda de limpeza

fig.14 - tipografia escolhida para a Team Care

(figura 15, 16, 17) e os produtos de merchandising foram finalizados de acordo com o conceito praticado em todo o resto de identidade corporativa: simplicidade, boa leitura e um aconchego visual reforçado. (anexo 4) Este trabalho foi uma grande etapa para mim, uma vez que foi o primeiro branding que realizei a partir o zero, sem referências de antigos logos, nem de identidades do mesmo grupo. A sua elaboração foi também benéfica para me afirmar na empresa, para demonstrar o que sabia e do que era capaz de fazer. A realização das fardas foi um ponto muito favorável e

fig.12/13 - proposta de logótipos apresentada ao cliente

que me destacou pela boa proposta apresentada, o que deixou o cliente totalmente satisfeito. (figura 15, 16, 17)

fig.17 - calças comuns para ambas fardas


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//projeto Lumitek briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

Cliente: Geonext-Lumitek Diretor Criativo: Diogo Vareta Designer(s): João Lima, Rute, Diana Duração média: 37 dias

briefing/objetivos a cumprir A Lumitek é uma empresa de iluminação, interior e exterior, multinacional, que contatou a Mudmucom para a realização do seu novo catálogo de produtos, um catálogo atual que demostrasse todas as capacidades da marca em superar as fronteiras do nosso país. É um catálogo com mais de setecentos produtos distintos, e com uma carga informativa muito densa e desorganizada por parte da empresa interessada. Em vista a empresa tem uma feira internacional em Frankfurt e conta com o nosso trabalho finalizado a tempo para levar consigo o catálogo de divulgação de produtos. Este trabalho, que já decorria há mais do que três meses, contava também agora com a minha ajuda para a finalização, com sucesso, deste projeto. Os dias eram cada vez menos e o prazo de entrega final aproximava-se. Responsável por este catálogo estava o designer Diogo Vareta, distinguido como sendo o diretor criativo de todo o projeto. A Dª Sara era responsável pela organização da informação, corretora geral do trabalho desenvolvido e comunicadora face à relação entre o cliente e a Mudmucom. O Sr. Pedro estava responsável pelo tratamento das fotografias recém chegadas do fotógrafo Ivo. A Rute, a Diana e eu estávamos ao dispor do Diogo para o que fosse necessário fazer. Inicialmente a minha tarefa foi realizar a organização e a maquetização dos desenhos técnicos. Estes desenhos eram fornecidos pelo cliente, que se recusava a pagar um novo desenho destes mas, com o desenvolver do projeto, apercebeu-se que a qualidade de mais de 50% deles era muito má e pediu para corrigir todos os que necessitavam de retificação. Os desenhos técnicos eram cerca de oitocentos e teriam de estar dispostos numa grelha que foi criada por mim, em que continha o tipo de perfuração e as suas devidas dimensões. Finalizada a tarefa de redesenhar alguns dos desenhos técnicos e de paginar as 44 páginas correspondentes, tinha agora a tarefa de realizar correções nos separadores, ícones, realização do índice iconográfico, índice de famílias, arte final, inserção de imagens de ambiente, entre outros pequenos detalhes que se foram realizando ao longo do projeto. Como tarefa individual sobre este projeto, tive também o grande desafio, imposto pelo diretor criativo Diogo Vareta, de realizar uma infografia para ingressar também no catálogo. Foi-me fornecida uma tabela de 4 páginas, realizada no Excel, que teria agora de ser uma infografia de fácil leitura.

pesquisa A maquetização das páginas dos desenhos técnicos foram concebidas através de uma prévia tabela que realizei manualmente, por iniciativa própria, que catalogava, quer o nome do produto, quer o seu tipo de lâmpada e perfuração, facilitando o meu trabalho quando estava perante a grelha do InDesign. Obtive aqui mais uma prova de boa prestação, pois estas minhas tabelas estavam de tal forma bem estruturadas que foram digitalizadas e requeridas por todos, para terem um melhor seguimento da ordenação do catálogo. (anexo 5)

Downlights fluorescente Downlights led

Teto e Parede

Downlights descarga

Parede [balizadores]

Downlights halogéneo

Parede e poste [aço inox]

Projectores

Parede e poste [alumínio] Exterior

Parede e poste [pedra e madeira]

Interior

Projectores e wallwashers

Plafoniers Sistema carril [1 e 3 circuitos] Suspensões

Pavimento Balizadores e sinalizadores

submersão e piscina Parede e uplights

Rústico Pé e secretária

Emergência

fig.18 - família de produtos existentes no catálogo da Lumitek


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60

G9

20

32 QT1 2 0 GY6 .35 50 910

QR-

290

PAR56 300 6000cd

L S14d

GU5.3

50

-

11

-

1

HM

INT

75

IPAR

V

230

QR

12V

GS

12 V

2

79 0 147 0

0V

T

-

V

V

12

25

QT 3

GS

3

G5

0

35

60

27

0

10

230

23

HS

10

GU

V

S HAG

7 E2 30 cd 4 20 12 E1

B R-C

0

QR-CB51

12V

12V

HR

0

HS

230

QPA

75 E27

Halogéneo - Incandescente Halogen - Incandescent Halógeno - Incandescente Halogene - Incandescence Halogen - Incandescenza

HR

23

12V

5 CB3

HS

0

23 0V

230V

840

HDG QT-DE12

60

10

60

6 35 50 810cd GU4

cd 00

G4

QT 9

0

46

4 QT1

HS

79

40 25

H QP M AR 51

50

53 0cd 100 1600

fig.20 - legenda iconográfica de cada produto paginado

Enquanto aguardávamos pelas traduções, o Diogo deume luz verde para iniciar a infografia de lâmpadas. (anexo 6) Era um quadro importante para técnicos de iluminação e o Diogo confiou em mim para criar uma infografia de fácil leitura e de boa criatividade, que não fosse manchar o catálogo com uma simples tabela em Excel, “fria e crua”. Este trabalho foi ao encontro de um dos meus maiores interesses no design gráfico, uma vez que considero a infografia como uma arte que tem cada vez mais para oferecer, tanto a nível digital como a nível impresso, e eu quero saber e formar-me mais sobre este poder de comunicar sem ler tabelas ou texto corrido. Tinha cerca de três dias para fazer esta infografia e decidi, antes de mais aprender, pesquisar e experimentar certas ferramentas, de modo a integrar-me mais sobre este método de apresentar dados e estudos. A informação era muito densa e meticulosa, portanto, teria de ser uma infografia com uma linguagem clara e nada rebuscada, não remetendo o leitor a qualquer erro. Depois de algumas experiências e rascunhos, a minha infografia estava finalizada e foi apresentada ao Diogo que, desde logo, apreciou imenso o trabalho. E o mesmo aconteceu com o intermediário supervisor do projeto, o Sr. Miguel, que também ficou bastante agradado. Fiquei muito satisfeito com o resultado e pude, mais uma vez, orgulhar-me de algo que inicialmente duvidei se seria ou não capaz de cumprir com sucesso. (figura 21 / anexo 7) Enquanto a Rute trabalhava arduamente na inserção de 60 páginas de texto que a empresa redigiu para introduzir no início do catálogo. Estes textos remetiam para a empresa e para um conjunto de conselhos luminotécnicos

R7s

fig.19 - grelha realizada por mim, com 4 linhas horizontais

Depois do intermediário da Lumitek ter estado durante dias com o Diogo para a correção e inserção da iconografia em cada produto, foi a minha vez de estar dois dias com o Sr. Miguel, que esteve sentado na minha secretária a rever cada um dos símbolos de perfuração de cada produto, e a dar a devida luz verde para cada desenho ser inserido na grelha. Depois de algumas correções, a árdua tarefa de correção dos desenhos técnicos estava concluída e aproximavamse novas etapas. Durante este tempo, a Rute e a Diana selecionavam e compravam um vasto leque de fotografias de ambientes para a decoração e para a realização dos separadores, entre as várias famílias do catálogo. O projeto tinha avançado mas muito havia ainda por fazer. Os dias apertavam e as horas de trabalho estendiam-se até as 21 horas. Durante os fins-de-semana eram enviadas novas versões do catálogo para o Sr. Miguel confirmar se estava tudo correto ou se havia erros na informação.

2300

Com o tempo, pequenas alterações foram sendo feitas por parte do cliente, alterações essas que provocavam uma distorção completa ao que, por vezes, já havia sido feito. Neste caso, houve a posterior decisão de tirar a informação de cada produto relativamente às lâmpadas, o que originou a que eu tivesse perdido imenso tempo com a procura de uma lâmpada por entre uma variação de 33 para cada produto. E assim foi, ao longo de todo o projeto, o cliente recuava e avançava com várias informações que eram importantes e que moviam horas de trabalho para trás e para a frente. Nem sempre o Diogo estava presente e havia decisões em que eu teria de pedir esclarecimento por via telefónica ou por email, reforçando que sempre tive o maior apoio e confiança por parte dele, fazendome sempre acreditar que eu saberia resolver da melhor maneira o problema que lhe apresentava. Estes desenhos técnicos estavam organizados por ordem, segundo a disposição do produto no catálogo, e cada decisão de exclusão, inclusão, ou mudança de lugar dos produtos era suficiente para me fazer alterar a grelha, uma vez que estavam todos ordenados pelo catálogo. Mas as mudanças pelo cliente estabilizaram e era a vez agora de o cliente estar com o Diogo a realizar a iconografia de cada um dos mais de 700 produtos do catálogo. A iconografia era um conjunto de centenas de ícones distintos, que mantinham um significado que era explicado num índice iconográfico que, mais tarde, foi realizado por mim. Esta disposição de ícones em cada produto demorou inúmeros dias e noites a ser realizada, pois tiveram de ser inseridos um a um manualmente em cada produto, e sempre com um intermediário da Lumitek ao lado do Diogo, que auxiliava na seleção dos ícones a incluir em cada produto. É ainda de referir que estes ícones foram todos desenhados pela equipa antes de eu fazer parte dela.

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processo construtivo Uma das agravantes deste trabalho, para além da falta de organização do cliente, era o facto do cliente desejar colocar um desenho técnico relativo a cada produto, mas esses desenhos não seriam redesenhados por nós por opção do cliente. Todavia, teríamos de os arranjar o melhor possível para se visualizar as dimensões e os pormenores técnicos de cada produto. O Diogo e a Dª Sara consideraram-me como uma pessoa organizada e responsável e foi de meu cargo separar e paginar mais de 40 páginas que diziam respeito aos desenhos técnicos. Todos os desenhos técnicos foram separados, editados individualmente, cortados, convertidos para escala de cinzas, e refeitas as numerações sobre as medidas de cada parte do produto, sendo gravadas individualmente em PDF, para que fosse possível fazer o linkage com qualidade do produto para uma grelha no InDesign. Ao longo de alguns dias preparei e aprimorei estes desenhos o melhor que consegui, sendo que, por vezes, só mesmo um novo desenho técnico salvava a imagem que estava completamente imprópria para se apresentar num catálogo da qualidade que estávamos a criar. O Diogo tinha realizado a grelha no InDesign e, pareceu-me fácil, apenas tinha que fazer o link de cada desenho, posicioná-lo, e colocar o devido nome por baixo, assim como a informação relativa ao tipo de lâmpada e perfuração que este produto tinha. Mas, a certo momento, já estava em cerca de 60 páginas e o cliente não aceitava que fossem gastas tantas páginas com os desenhos técnicos, e a grelha que contava com 3 linhas por página, criada pelo Diogo, deixou de ser a grelha oficial dos desenhos técnicos e depositaram em mim a confiança de criar uma nova para que fossem aproveitadas mais as páginas. Criei, então, uma nova grelha (figura 19) com sucesso e o cliente ficou muito agradado com a nova disposição dos desenhos técnicos.

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fig.21 - parte da infografia realizada

e de manutenção. O ficheiro estava cada vez mais pesado e era necessário dividir este ficheiro por famílias, uma vez que o ficheiro com mais de 400 páginas não respondia ao que necessitávamos de “linkar”. Já perto do fim, era necessário inserir as traduções em tudo o que era texto. O catálogo, com o objetivo de ultrapassar fronteiras em diversas feiras de divulgação, foi traduzido de português para quatro línguas diferentes, o inglês, o espanhol, o francês e o italiano. As páginas foram divididas por todos os membros da equipa e, com muita atenção e cuidado, cada um de nós teria de inserir a tradução sempre com a mesma ordem de nacionalidades e sempre com os eventuais conflitos de apertos nas caixas de texto, previamente destinadas para aquele espaço, nas quais tínhamos de jogar com o lettering e com o tracking de cada caixa de texto para se encaixarem todas as traduções nos seus devidos locais. Esta dificuldade em conciliar o texto com o espaço reservado foi benéfica para mim, uma vez que abordei outra temática que desconhecia do InDesign. Agora, muito mais relacionado com as ferramentas da tipografia, aprendi a manusear o valor ideal do kerning, do tracking e do lettering, a criar a ausência de hifenização, a controlar o alinhamento com ou sem contagem de pontos finais e vírgulas, a manejar os verdadeiros valores chave que permitiam que a tipografia ficasse perfeita, na qual não deveriam constar os “rios” e as “viúvas”. (figura 22) O tratamento das caixas de texto estava completo,


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e tinha agora a tarefa de abrir os mais de 200 ícones iconográficos e confirmar se os pretos estavam a 100% nos quatro canais do CMYK, uma vez que aprendi que o

fig.22 - características e ajustes da tipografia

verdadeiro preto era a junção de todas as cores CMYK e não como está predefinido nos programas da Adobe, como sendo apenas 100% preto no canal K. O tempo estava contra toda a equipa e, ao longo da última semana, foi necessário trabalhar de dia e de noite, fazendo diretas para que o trabalho fosse entregue na devida deadline imposta pela empresa Lumitek. Era necessário fazer o link das fotografias e dos ícones com extrema qualidade para o InDesign para que se pudesse fazer uma exportação com a máxima qualidade para os preparativos finais. Estes relinks deram horas de dor de cabeça e de desespero, pois teimavam em não dar mas, depois de dividir o documento, foi muito mais fácil concluir a tarefa, esta que se revelou ser de extrema responsabilidade e que ficou a meu cargo.

produto final O ficheiro final estava agora nas minhas mãos, e apenas eu tinha o trabalho atualizado no meu computador, o que, para mim, foi uma grande prova de confiança no meu trabalho. Depois de inseridas todas as imagens ambiente com qualidade, assim como fotografias de produto, ícones iconográficos, desenhos técnicos, entre outros os pormenores, era tempo de exportar para PDF, família a família, para mais tarde juntar num só documento final. A capa do catálogo foi realizada através de uma técnica incrível que fiquei a conhecer com o diretor criativo, Diogo. Tudo começou com um artboard vazio no Illustrator, de seguida colocou o fundo a preto e, sobre este, o logo da empresa Lumitek. Selecionou tudo e criou uma máscara, na qual perfurou o fundo preto com a forma do logótipo, ficando este agora "sem cor". Seguidamente, imprimimos num acetato, e aquilo que era logótipo estava transparente, e tudo à sua volta era preto. Cortado de maneira circular, de forma a encaixar na frente da objetiva da máquina fotográfica, partiu-se para a rua, à noite, à espera de carros que traçassem rastos de luz, de efeitos que pudessem marcar a fotografia através de uma longa exposição. (figura 23)

Finalizado o projeto, foi gravado em CD’s para a distribuição na feira de Frankfurt. Até o trabalho ter sido enviado para a gráfica, estive sempre responsável pelo contato direto com o cliente para que fossem realizadas novas correções e atualizações durante o tempo em que o projeto ainda não era enviado para a produção final na gráfica. Neste momento, estão a ser impressos mais de 1000 exemplares deste que foi, para mim, o maior projeto em que estive inserido. A infografia foi introduzida no catálogo e está disponível no seu site para qualquer técnico/loja/fornecedor ter facilidade em consultar ou imprimir. A tipografia do projeto foi escolhida pelo Diogo quando eu ainda não estava integrado no projeto, a tipografia Ronnia Light/Regular. (figura 24)

Catálogo Lumitek 2012

1234567890 abcdefghijlmnopqrstuvxz ABCDEFGHIJLMNOPQRSTUVXZ fig.24 - tipografia usada no catálogo Lumitek 2012

fig.23 - técnica fotográfica praticada na capa do catálogo

Ao longo do trabalho tive pequenas dificuldades que foram ultrapassadas por pesquisas, leituras e pela entreajuda a equipa do projeto. Nunca, até então, tinha desenvolvido um trabalho muito importante no InDesign e tive de autoaprender certas funcionalidades que me ajudassem a ultrapassar determinados problemas. Na infografia tive de pesquisar muito pois, embora seja uma área que adoro, nunca tinha desenvolvido uma infografia tão importante durante o meu percurso académico. Contudo, acho que o esforço compensou no resultado final. (anexo 8)


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//projeto C.S.Marítimo briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

Cliente: Clube Sport Marítimo Designer: João Lima Duração média: 10 dias

briefing/objetivos a cumprir Este projeto foi-me apresentado no intervalo em que a Lumitek revia o catálogo para a sua finalização e correção de erros. O meu orientador empresarial disse que havia um novo desafio para mim, uma vez que eu estive muito bem na execução das fardas da Team Care – o que me fez prever que fosse algo do mesmo género. Ele queria agora que me dedicasse a um concurso público para o design de um equipamento de futebol de uma equipa portuguesa, para a época 2012/2013. O clube era o Clube Sport Marítimo, um clube que eu não estava à espera, primeiramente por ser um clube de primeira divisão, não imaginando que fosse uma equipa tão conhecida. Inicialmente li todas as regras mencionadas no briefing (anexo 9), estava face a um conjunto de regras muito pormenorizadas que tinha de ter em conta. A Federação de Liga Portuguesa regula todo o tipo de pormenores e teria de contornar todas as regulamentações antes de tentar fazer alguma inovação no equipamento. Teria de desenvolver um equipamento principal, um equipamento alternativo e um alternativo secundário. Estes equipamentos teriam de ser acompanhados por protótipos que representassem a vista frontal, de retaguarda e lateral. Tudo teria de estar pronto para entregar no dia 10 de abril de 2012. pesquisa Realizei várias pesquisas sobre o clube, toda a sua história e os seus equipamentos anteriores. Mas este projeto teve várias interrupções devido às modificações do catálogo da Lumitek. Tive de elaborar este projeto com grande dedicação fora de horas de estágio, tive de estudar bem o clube para poder fazer os primeiros rascunhos. As fotos históricas dos antigos equipamentos do clube foram inicialmente o principal alvo de pesquisa. (figura 25, 26, 27)

processo construtivo Depois de uma intensa pesquisa, estavam finalizados os primeiros rascunhos, na figura 28 está o primeiro equipamento concebido. Com listas, mas estas foram realizadas com o intuito de as inovar, com vista de serem diferentes de todas as outras riscas presentes em equipamentos do género.

fig.26 - equipamento C.S.Marítimo, época 1952/53

fig.28 - primeiro esboço, equipamento principal com listas

Arriscando afastar-me dos equipamentos de listas, esbocei dois equipamentos com uma linha mais "informal", sem as históricas listas, e com intuito de modernizar mais o equipamento deste que é o maior clube das ilhas. Estes esboços estão presentes nas figuras 29 e 30. fig.27 - equipamento C.S.Marítimo, época 1960/61

Depois de pesquisar sobre os antigos equipamentos, abordei toda a história do clube. Ao longo deste estudo, apercebi-me que o Marítimo tinha uma forte ligação ao mar, aos pescadores e que, inclusivamente, já tiveram uma equipa constituída totalmente por pescadores. Mas é de salientar que, ao longo destes anos, perderam toda a sua ligação ao mar, tendo apenas uma única ligação no seu logótipo (o leme em volta do leão).

fig.29 - equipamento principal com faixa central

fig.25 - equipamento C.S.Marítimo, época 1930/31


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fig.30 - equipamento principal e alternativo com linhas curvas

Os templates para camisola, calções e as meias, tal como as suas respetivas vistas, foram desenhados por mim, em vez de ter feito o download da internet, de modo a dar um toque mais pessoal na proposta e na personalização do equipamento. Mas estes primeiros rascunhos não estavam de acordo com o que eu ambicionava, estavam muito modernos e independentes da história do clube. (anexo 10) Decidi mergulhar na história do C.S.Marítimo, e foi possível arrecadar um conjunto de ideias que surgiram da história do clube e dos seus sucessos. O Marítimo é um clube em ascensão, que faz um juízo perfeito da sua posição na primeira liga de futebol há quase três décadas consecutivas. Havia a necessidade de manter a sua linha gráfica de equipamentos, sendo que continuar com as listas seria uma obrigação imposta por mim. Nunca, em tantos anos de história, o seu equipamento principal tivera sido sem listas, e não poderia radicalizar uma imagem de tal maneira. Tinha então como objetivo pessoal ser original mas com as listas presentes. E depois de alguns retoques nos rascunhos, e depois de uma troca de opiniões com o Sr. Pedro, estava prestes a finalizar a minha ideia. (figura 31)

produto final No dia 9 de abril estava pronta a apresentação da proposta. (anexo 11) O equipamento principal (figura 32) foi realizado tendo como inspiração os equipamentos de sucesso da vida do clube, unificando a modernização à história do clube. A camisola tem por base a cor vermelha, com listas de cor verde, que formam um “M” de Marítimo através do contraste entre cores e formas. Estas listas são delineadas com uma estreita linha de cor branca, que acentua a inicial do nome do clube. É assim criada uma frontalidade face ao leitor da identificação da equipa, do espírito forte e notável dos Leões da Madeira. O primeiro equipamento alternativo (figura 33) foi criado com a intenção de diferenciar e destacar o equipamento face a anteriores e a todos os equipamentos da Liga Portuguesa. Castanho, baseado na junção das cores do marítimo (vermelho e verde), que demarca uma distinção face a todos os equipamentos principais e alternativos da nossa liga de futebol profissional. A camisola tem na sua frente desenhado o leão do logótipo, evocando assim, pela primeira vez, este símbolo num equipamento, com o objetivo de criar uma atitude de frontalidade face ao adversário, destacando a diferença que faz no comum dos equipamentos. O segundo alternativo (figura 34) tem por base a cor branca, e como secundária o castanho, que reforça a sua posição com o delinear de formas geométricas retas em perfeito equilíbrio. Estas formas retas fazem a sua perfeita simetria entre a frente e as costas, sendo na lateral que se conjugam e dinamizam, procurando dar mais dinamismo à corrida do atleta. Com a proposta pronta e a devida memória descritiva de cada equipamento, era agora a vez de enviar tudo para a Madeira, onde iria ser avaliado. Algum tempo depois, tive uma grande notícia, o meu nome estava nos 6 finalistas. O júri selecionou a minha proposta como sendo uma das 6 melhores e aguardavame agora a votação dos sócios e do público geral para o apuramento do equipamento vencedor. O júri era composto por: Carlos Pereira – Presidente da Direcção do Clube Sport Marítimo; Rui Sá – Vice Presidente do Club Sport Marítimo para o Marketing; Deodato Rodrigues – Direcção Editorial da MaritimoTV; Maurício Marques – Direcção de Marketing do Clube Sport Marítimo; Ricardo Veloza – Designer e artista plástico, ex-Director Regional da Cultura da Madeira. Após finalizarem as votações públicas, infelizmente, não fui eleito o vencedor. Contudo, ganhei uma Menção Honrosa (anexo 12) e um cachecol assinado pelos jogadores, vitória que me deixou muito orgulhoso do meu esforço e caminho.

fig.32 - equipamento principal finalizado e apresentado ao C.S.Marítimo

fig.33 - equipamento alternativo finalizado e apresentado fig.31 - esboço do equipamento final, com listas a formar um "M"

fig.34 - segundo alternativo finalizado e apresentado


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//projeto Campanha Publicitária AdRA briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

Cliente: Águas da Região de Aveiro Designer(s): João Lima Duração média: 7 dias

briefing/objetivos a cumprir Foi entre os dias 16 a 20 de abril de 2012 que tive que realizar um novo projeto, uma campanha publicitária para a AdRA – Águas da Região de Aveiro. Após uma leitura atenta de todo o briefing, (anexo 13) iniciei a criação do conceito, realizei vários brainstorms e storyboards (para o banner). Esta campanha tinha como objetivo motivar os clientes a aderirem à fatura eletrónica e ao débito direto através de um jogo emocional, que tinha como mensagem principal: “Adira à fatura eletrónica e ao débito direto e a AdRA doa 1€ para uma instituição de solidariedade do seu município”. O conceito da campanha assenta na ligação direta entre o gesto de aderir e a consequência dele na doação/ajuda às instituições, utilizando, desta forma, a componente emocional. De entre todos os benefícios apresentados (rapidez, comodidade e facilidade), destaquei como principal vantagem/enfoque da campanha o facto de esta se distinguir de todas as outras pela sua forte componente emocional, a solidariedade. pesquisa A ideia da ilustração surge pelo facto de esta ser uma campanha muito emocional, e nada melhor do que uma ilustração para trespassar essa ideia de “carinho e calor”. A ilustração é uma forma de tornar visível a parte emocional e “visualizar” o gesto, substituindo as típicas e prováveis fotografias deste género de campanhas, fazendo com que seja uma campanha muito mais “humana”, apesar de se afigurarem como meros desenhos. Substituir as vantagens materiais e consumistas que todas as empresas demonstram, como o exemplo apresentado da Galp (figura 35), que sustenta a modernidade, a vantagem e a facilidade para o consumidor, sem papéis, sem ocupar espaço, sem cartas. Mas com a ilustração irei representar muito mais do que as vantagens materiais e banais neste tipo de campanhas. Através desta linguagem simples e acessível a todos, com formas curvas, são representadas situações/cenários reais.

processo construtivo Todos os desenhos foram primeiramente feitos à mão (figura 36,37,38) e só depois desenhados no computador, com auxílio de uma mesa digital.

fig.38 - equipamento alternativo finalizado e apresentado

fig.36 - equipamento alternativo finalizado e apresentado

fig.37 - equipamento alternativo finalizado e apresentado

fig.35 - publicidade com o mesmo fim, da empresa Galp

produto final Finalizei então a proposta, (anexo 14) que foi realizada em estilo de sketch, uma vez que não seria necessário que a campanha estivesse totalmente finalizada, apenas tendo de ter presente o conceito e uns pequenos esboços do que iria ser o projeto. O conceito estava criado, a ação de aderir aos serviços, e com isso doar 1 euro, torna-se visível através da moeda “a cair” - é o gesto de cada pessoa a doar o seu euro para uma instituição. Cada cliente tem o poder de tornar sonhos em realidade. Segundo Martin Joly (1994, p.61) "...podemos admitir que uma imagem constitui sempre uma mensagem para o outro, mesmo quando este outro é o próprio autor da mensagem." Nos futuros suportes físicos (estáticos), as ilustrações podem ser adaptadas ao município/instituição. Por exemplo, a monofolha para distribuição nas cartas dos consumidores do município em questão teria como destaque uma ilustração de acordo com a necessidade da instituição, que existiria nesse mesmo município. No banner interativo, a animação irá mostrar o efeito da moeda “a cair” com o antes e o depois de cada cenário. Os cenários serão sempre adaptados à realidade da instituição beneficiária de cada município. "A função da mensagem visual é, com efeito, também ela, determinante para a compreensão do seu conteúdo" (Martin Joly, 1994, p.61) Este projeto está em standby, uma vez que ainda estão a realizar estudos de markting/mercado face ao impacto da campanha. A campanha e o seu conceito foram muito bem aceites pela AdRA e aguardo agora a aprovação da ADP para terminar a campanha.


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//projeto R&C 2011 AdRA

briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

briefing/objetivos a cumprir O projeto do Relatório de Contas da AdRA 2011 foi o segundo trabalho de grupo em que tive inserido desde a minha chegada à Mudmucom. Este trabalho era uma prova imensa de coordenação, organização e exatidão. Um Relatório de Contas pode ser um trabalho muito bem realizado, inclusivé existem trabalhos deste género que são grandes obras primas do design editorial. Quando foi apresentado o briefing, este destacava datas de entregas parciais que dividiam o relatório na parte A, B e C. Todo o trabalho teria de ser regulado segundo as normas que a ADP realiza para todas as instituições públicas de água. (anexo 15) São 31 páginas de regras rígidas, que fazem com que tudo seja totalmente maquetizado conforme as normativas impostas. Neste projeto, a designer Rute foi quem ficou responsável pelo trabalho, tendo eu de realizar as tabelas e gráficos para a posterior inserção no relatório. pesquisa Neste trabalho não tive qualquer tipo de pesquisa, uma vez que, tinhamos de cumprir à risca todas as indicações presentes no manual de normas para Relatórios de Contas 2011 impostas pela ADP.

Cliente: Águas da Região de Aveiro Designer(s): João Lima, Rute, Diana Duração média: 10 dias

processo construtivo Ao longo do processo construtivo, houve imensas dúvidas na realização de pequenos detalhes que não estavam regulados nas normas. Na minha opinião, considerei que as normas realizadas pela ADP estavam mal explicitadas, dado o género de rigidez que eles queriam implementar. Existiam muitas lacunas às quais não havia regras a seguir, não havia respostas às minhas constantes questões sobre as tabelas e os gráficos. Na (figura 39), destaco as regras para os Quadros de Contas, regras que regulam o texto do interior dos quadros, como sendo permitido variar o seu tamamnho de 7pt a 10 pt. Optamos por uniformizar e realizar todos os quadros a 8 pt, valor que no final foi rejeitado por ser demasiado grande, mesmo este estando regulamentado no normativo.

fig.39 - normativa que regula o tamanho de texto em quadros

Uma das minhas frequentes dúvidas era também como alinhar as colunas, se devia alinhar à esquerda do título de cada coluna, se deveria centrar ou alinhar à direita. E as imagens exemplificativas que estavam presentes no normativo não estavam de acordo com as regras mencionadas por texto, o que criava uma desorientação ainda maior. Um dos problemas foi também a criação de Quadros de Contas que eram demasiado grandes para que ocupassem uma só página. O quadro era extremamente extenso, mas ainda assim obrigatório que ficasse apenas numa página A5, e tal exigência não foi cedida, o que fez com que estes quadros ficassem com tamanho de letra máximo que conseguimos de 4,70 pt. Depois de a Rute paginar todo o capítulo A, era a minha vez de corrigir, no InDesign, os erros referidos e vindos do departamento de comunicação da AdRA. (figura 40)

fig.40 - exemplo de página com correções ordenadas pela AdRA

produto final Após a minha correção do capítulo A, cabia à Rute e à Diana continuarem com a paginação e realização das tabelas para os capítulos B e C, uma vez que eu teria de realizar um outro projeto. O produto final apresentado contou com a minha colaboração na realização de tabelas e gráficos do capítulo A e a sua devida correção. (anexo 16)

fig.41 - Ínicio de um dos capítulos do R&C 2011 da AdRA


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//projeto Memórias d’Odiana briefing/objetivos a cumprir pesquisa processo construtivo produto final

Cliente: MREDIS Designer: João Lima Duração média: 12 dias

briefing/objetivos a cumprir Este foi o projeto que interrompeu a minha participação no trabalho do relatório de contas da AdRA. Este novo desafio individual teve um sabor muito especial para mim por ser um projeto muito ambicioso. Teria de responder ao pedido de uma empresa que nos solicitou o orçamento e correspondente concepção gráfica, paginação e acabamentos da coleção Memórias d’Odiana. Esta coleção já tem quatro livros editados entre os anos 1996 e 2006 pela EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, e tem como objetivo editar mais 14 volumes. Mesmo já existindo quatro volumes editados, nesta nova edição, o cliente requereu "podem e devem apresentar uma nova imagem gráfica, deverá manter algumas características da anterior, de modo a facilitar o devido reconhecimento." Este conjunto de obras de arqueologia são destinadas à divulgação pública dos resultados científicos e culturais decorrentes da grande operação de salvamento arqueológico, levada a cabo entre 1997 e 2004, no território alentejano, que viria a ser afetado pela criação da albufeira da Barragem de Alqueva. O briefing (anexo 17) requeria a apresentação do layout gráfico para uma capa, para um início de capítulo e pelo menos quatro páginas. Estes 14 volumes têm de ter, em média, 352 páginas e, futuramente, serão realizados no espaço de um ano (sem contar com o tempo disponibilizado para correções por parte dos autores). A capa poderia conter cor, e o miolo teria de ser em bicromia. Fui destacado como responsável e diretor criativo do projeto, o que me deixou bastante orgulhoso e com uma grande responsabilidade pela frente. pesquisa Precisamente no mesmo dia em que recebi esta proposta de projeto, a qual aceitei de imediato com muito agrado, iniciei a minha pesquisa. Mas esta pesquisa não poderia ser feita na empresa, pois precisava de ver os quatro volumes já editados da coleção e estes apenas estavam disponíveis na Biblioteca Almeida Garrett do Porto. Fui desde logo à biblioteca, onde tive de requerer os livros da sala de monografias para os visualizar. Eram livros bastante compostos e cuidados, tinham um aspecto gráfico muito conciso e uniforme. Verifiquei também que o volume 1 era diferente dos seguintes 3 volumes já editados. O primeiro tinha um layout totalmente diferente e muito menos cuidado do que os restantes 3 volumes posteriores. Tirei apontamentos sobre todos os pormenores que visualizava: os títulos, as cores, a tipografia, os rodapés e os cabeçalhos, as fotografias, as páginas sem conteúdo, as capas, as divisões entre capítulos e, depois de observar todos estes pormenores,

trabalhei um novo layout com um pouco do que vi, e com um pouco do que queria fazer nesta nova edição. Nos dias seguintes, já na Mudmucom, realizei muitas pesquisas sobre tipografias e correspondentes características, para que fosse selecionada uma tipografia de acordo com o conceito que queria trespassar. Realizei vários testes com tipografias, desde a Gill Sans, Ronnia, Times New Roman, Didot, Baskerville e Trajan Pro. Mas, desde logo, a Trajan Pro e a Baskerville se revelaram como as mais indicadas para o que eu idealizava.

Memórias d’Odiana 1234567890

processo construtivo Ao longo do processo construtivo tive de ter sempre em atenção as pequenas características que teriam de manter a uniformidade e a semelhança com as edições anteriores. Inicialmente, estudei a capa, sendo esta o identificador máximo de uma coleção de obras escritas, ambicionando que esta fosse diferente mas com uma ligeira semelhança em relação às anteriores (figura 44, 45). Resolvi apostar na mesma cor como fundo e diferenciar a máscara que desvenda a fotografia de destaque. Desejava conceber uma capa mais atrativa e criar uma máscara que atraísse o olhar, uma vez que, segundo Fernando Paulino (2009, p.56) “...a composição consiste em dispor os elementos que aparecem no enquadramento com o objetivo de dar eficácia ao conteúdo”.

abcdefghijlmnopqrstuvxz ABCDEFGHIJLMNOPQRSTUVXZ fig.42 - Tipografia Trajan Pro (para títulos e níveis de entrada)

Memórias d’Odiana 1234567890 abcdefghijlmnopqrstuvxz

Título do livro NOME DO ESCRITOR

ABCDEFGHIJLMNOPQRSTUVXZ fig.43 - Tipografia Baskerville (para o conteúdo)

fig.44/45 - Capa já editada vs. capa realizada por mim

Pesquisei e testei também diversas grelhas, através da consulta de livros de referência (Jacobson Clare, Graphic Design the New Basics, 2008 e Ambrose&Harris, Das Layout Buch, 2008), de forma a tentar inovar e fazer com que esta grelha fosse equilibrada e atrativa, oferecendo dinamismo ao leitor. (figura 44)

processo construtivo Após 15 dias, estava pronta a minha apresentação e, no dia 22 de maio, fui com o meu orientador empresarial, o Sr. Pedro, a Braga entregar e apresentar pessoalmente a minha proposta. A reunião aguardava-nos e foi quando lá chegamos que apresentei o meu trabalho, defendendo todas as minhas opções com segurança e fazendo com que o cliente percebesse a dedicação que disponibilizei para esta proposta. Comecei por fazer uma introdução, afirmando que o design editorial sugerido é o culminar da junção da inspiração no design antigo dos livros da coleção com a vontade de modernizar e afirmar a presença dos livros da nova série. Fundamentei que a proposta tinha tido como pesquisa principal os livros anteriores, e que tinha sentido uma necessidade de criar uma linguagem gráfica inovadora mas com características e pormenores que a inserissem na mesma expressão de toda a coleção. Seguidamente à minha introdução, era agora a vez de

fig.44 - Alguns dos esboços para criar uma grelha


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Título do livro

NOME DO ESCRITOR Memórias d’Odiana Nova Série

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fig.46 - Capa planificada (lombada com triângulos de cor)

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o livro Título d

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Título do livro

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Título do livro

Título do livro

Título do livro

Estas cores seriam escolhidas perante a tonalidade de cada imagem selecionada para a capa e também conforme a paleta de cores formada na totalidade dos volumes. (figura 47)

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fig.47 - Possível exemplo de paleta de cores para a coleção

410 mm

Era agora a vez de avançar para os separadores de capítulos, níveis de entrada e páginas compostas por texto. O separador tinha um fundo sólido com a cor adotada para o livro, e no quadrante superior direito da página tinha um pequeno triângulo que, tal como na capa, rasgava o fundo de cor para revelar uma imagem alusiva ao referido capítulo. Os diversos níveis de entrada durante o conteúdo textual serão destacados com uma página de cor sólida, estes serão formatados com a tipografia Trajan Pro e o seu tamanho/leading dependerá do tipo de nível que este possui (regulamentado por mim na página 6 do anexo 18). A tipografia Trajan Pro foi uma fonte desenhada por Carol Twombly, em 1989, especialmente para a Adobe, e teve como principal fonte de inspiração as letras que estavam presentes nos monumentos romanos. Serifada, histórica e elegante, considerei que seria uma tipografia adequada para os títulos, níveis de entrada e separadores de capítulos. Na (figura 48) é possível identificar que a página da esquerda será sempre a página em que estará o título ou subtítulo. Terá cor de fundo e o texto apenas começará a partir do meio da página na coluna da direita a cor preta. A tipografia selecionada para o conteúdo foi a Baskerville, desenhada em 1757 por John Barkerville. Esta foi a que mais me deixou satisfeito durante todos os testes que realizei na fase de pesquisa e no processo construtivo. Os itálicos são elegantes e sincronizados e, em textos científicos, é frequente o uso desta variação. As colunas terão 80mm de largura, à exceção da coluna da direita da página direita que teria 50mm, em consequência do rodapé lateral e pela aquisição de maior dinamismo e equilíbrio das páginas. (figura 48) Para quebrar a monotonia das páginas que contêm os níveis de entrada, recorri a elementos gráficos que serão retirados e/ou adaptados de uma imagem fornecida para o título em questão. Estas páginas reservam liberdade artística com base nas imagens disponíveis para abordar a temática do título. Estes elementos gráficos devem ser sempre apresentados sem preenchimento e apenas com a stroke a branco. (figura 48)

80 mm

título de nível 1

270 mm

50 mm

A.1 – O Bloco B1 do Plano de Minimização dos Impactes sobre o Património Arqueológico do Empreendimento do Alqueva

Nome do livro ◆ A - Introdução

Após ter apresentado a capa, o cliente interrompeu, afirmando que gostava bastante do que tivera sido proposto até então, o que me deixou ainda mais confiante para avançar com o resto da proposta.

80 mm

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fig.48 - Possível exemplo de paleta de cores para a coleção

A página com duas ou mais fotografias terá um fundo de cor apenas com imagens, oferecendo mais destaque às fotografias e à paginação em si. Todas as imagens serão tratadas, convertidas para escala de cinzas e depois serlhes-á aplicado um filtro com a cor do livro, de forma a ficarem em bicromia. (figura 49)

Nome do livro ◆ A - Introdução

Título do livro

apresentar a capa. Esta seria toda preta (100% em todos os canais de CMYK) e continha uma imagem selecionada de entre as imagens disponibilizadas para cada livro. A forma triangular afirma o equilíbrio e atrai o olhar para esta forma que destaca a fotografia. Na lombada teria um pequeno triângulo em cima e em baixo, que representa a cor reservada para a distinção de cada volume da coleção, cor que permanece para a linguagem gráfica do interior do livro. (figura 46)

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fig.49 - Possível exemplo de paleta de cores para a coleção

Após finalizada a apresentação da proposta (anexo 18) na reunião, o agrado do cliente foi muito satisfatório para mim, tendo este afirmado que “é bom ouvir a descrição dos trabalhos através dos designers”. Neste momento, aguardo a decisão final das entidades responsáveis pelo projeto e a aprovação do orçamento que a Mudmucom apresentou. A aprovação deste trabalho seria um grande passo para a minha carreira e estou confiante face à proposta entregue.


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//Conclusão Este é o fim do meu relatório. Nas suas páginas relato trabalhos, experiências e emoções vividas durante o meu estágio curricular. Estou grato por ter realizado o meu estágio na Mudmucom e por ter sido bem recebido. Sempre foram agradáveis para comigo, integraram-me na empresa com bastante consideração e respeito. O trabalho que realizei no estágio foi tão-somente na área de Design Gráfico e Editorial, área que me fascina imenso e na qual anseio ter mais formação. Ao longo das minhas 490 horas, desenvolvi trabalhos individuais e trabalhos de grupo, e sempre obtive um bom feedback dos clientes e dos responsáveis pela Mudmucom. Estes trabalhos marcarão para sempre o meu início de carreira, trabalhos ambiciosos, trabalhos que me ajudaram a ser designer gráfico. Foi com satisfação que todos os dias, ao longo de mais de 3 meses, saí de casa para ir fazer algo de que gostava muito. Entrei e permaneci na empresa como se estivesse num emprego, esforçando-me para dar o meu melhor todos os dias. Os trabalhos que desenvolvi foram realizados com maturidade e simplicidade, rabiscando e esboçando, até chegar ao grau de criatividade e exigência que impunha a mim mesmo. Desde o primeiro trabalho (Palm&Cambão), até ao último (Memórias d’Odiana), que me esforcei ao máximo para que os objetivos fossem alcançados com sucesso. Todas as opções que tomei foram aceites e argumentadas para que a razão que lhes dava fosse fundamentada. Tudo isto graças à Mudmucom, que confiou no meu trabalho, desde o primeiro dia, e que proporcionou que eu estivesse sozinho à frente de grandes projetos. Alimentei a minha criatividade e a minha ambição e, hoje, aqui estou, decidido do que quero explorar e desenvolver ao longo da minha carreira. Foi no trabalho Palm&Cambão que tudo começou. Para mim, era o trabalho mais importante que teria pela frente. Teria de ser um trabalho desenvolvido com segurança, criatividade e maturidade. Via neste trabalho a minha maior oportunidade de mostrar à empresa que podiam confiar em mim. Dediquei-me a este projeto com afinco, desenvolvi imensas significações, esboços e brainstorms. Consultei e comprei livros, pesquisei na internet e, na hora de apresentar, ali estava eu, seguro sobre cada pormenor do trabalho produzido, assente em significações e conotações que defendiam as minhas opções. Ganhei a confiança que desejava e parti para os projetos seguintes ainda com mais força. No projeto Team Care, via-me com uma responsabilidade acrescida, pois tinha de provar que era capaz de responder às necessidades

impostas neste trabalho individual e, nesse sentido, esforcei-me por criar um branding que fosse único e distinto. No catálogo da Lumitek, no qual me dediquei afincadamente para ajudar a equipa a cumprir os prazos, passei horas sobre as minhas tarefas para que estas fossem entregues sem quaisquer erros. Eu e a equipa fizemos diretas e trabalhamos dias seguidos sempre com espírito de equipa e de entreajuda, algo que me deixou bastante contente. Seguiu-se o concurso do design de equipamento do Clube Sport Marítimo da época 2012/2013, concurso que me valeu uma menção honrosa por ser um dos finalistas apurados. Depois, seguiu-se a participação no Relatório de Contas 2011 da AdRA e o desenvolvimento individual de uma campanha publicitária para a mesma empresa. Campanha publicitária que desenvolvi com fundamento num conceito muito humano e divulgador, de forma a que destacasse a boa iniciativa e a mensagem a passar ao leitor/consumidor das Águas da Região de Aveiro. E, por último, o trabalho em que desenvolvi o layout gráfico para a coleção “Memórias d’Odiana”, que simbolizou uma última prova de confiança em mim, e no meu trabalho, por parte da Mudmucom, que me ofereceu esta oportunidade enriquecedora. Hoje, posso recordar e afirmar que todos estes trabalhos foram realizados com muita dedicação e afeto. Este estágio foi a minha primeira experiência profissional na área, e gostei imenso de ter vivido estes dias de riqueza profissional e académica. Aprendi imensas coisas novas neste estágio, autoaprendi e ensinaram-me. Considero esta área como uma aprendizagem contínua, na qual todos aprendem com todos pequenos pormenores que, no fim, se tornam grandes detalhes. Um muito obrigado a TCM, aos seus professores e alunos. Um muito obrigado a todos os que me apoiaram, a todos os que acreditam em mim, a todos os que bem me querem.


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//bibliografia

//anexos Todos os anexos estão em formato digital no CD que faz acompanhar este relatório. Esta opção deve-se à grande quantidade de ficheiros que é fulcral para a total compreensão do conteúdo. Agradeço a vossa compreensão.

livros Paulino, Fernando F. (2006).Semiótica Estática I. ISMAI.

internet da

Imagem

http://www.exljbris.com/

Paulino, Fernando F. (2009). Semiótica da Imagem Estática II. ISMAI. Fiske, John. (1990). Introdução ao Comunicação. Porto: Asa Editores, S.A.

http://www.densitydesign.org/

Estudo

da

http://fabianciraolo.blogspot.pt/ http://www.gestalten.com/ http://thisisthenewyear.com/

Joly, Martine. (1994). Introdução à Análise da Imagem. Lisboa: Edições 70.

http://www.illustrationweb.com/

Klanten, Robert & Mollard, Adeline .(2010). Los Logos Compass. Berlim: Gestalten.

http://designshack.net/articles/graphics/an-indepth-guide-to-working-with-typography-in-illustrator/

Barthes, Roland. (1981). A Câmara Clara. Lisboa: Edições 70.

http://www.smeltery.net/ http://www.experimentaljetset.nl/

Ambrose, Gavin & Harris Paul. (2008). Das Layout Buch. German: Stiebner Verlag. Ambrose, Gavin & Harris, Paul .(2007).The Fundamentals of Typography. German: AVA Publishing. Jacobson, Clare. (2008). Graphic Design the New Basics. New York: Princeton Architectural Press. Costa, Joana. (2011). Design para os olhos. Lisboa: Dinalivro

http://www.centrodemarketing.com/files/Normas_ Envelopes_CTT.pdf http://www.mymodernmet.com/ http://www.psfk.com/author/behance

Relatório de Estágio 2012  

Relatório de Estágio 2012 Conclusão de licentiatura em Comunicação Multimédia, estágio realizado na empresa de design e comunicação Mudmucom...

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