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REVISTA GENTE CIENTE A SERVIÇO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

FUNDADOR: José Luiz Gennari (Zelão) em memória DIREÇÃO COMERCIAL: Rafael Guimarães

EDIÇÃO: João Lage (MTb 47.175/SP)

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MARÇO - 2021

SUMÁRIO

Secretaria acata decisão judicial e suspende cobrança do IPVA em SP

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6 Vacina contra a Covid-19: por que muita gente ainda tem medo de tomar? 24 Metade das doenças raras acontece na infância, alerta endocrinologista

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MODA INCLUSIVA

Visando melhorar a independência e facilitar o dia a dia de pessoas com diversos graus de deficiência, a marca Tommy Hilfiger criou uma linha de roupas inclusiva. A modelagem das peças segue o padrão pelo qual a marca de tornou conhecida. Apesar disso, alguns ajustes oferecem mais facilidade ao vestir cada roupa. A coleção foi elaborada através de uma colaboração com a organização sem fins lucrativos Runway of Dreams, que luta por uma moda mais inclusiva. Graças à parceria, as peças

da nova linha da Tommy Hilfiger ganharam botões magnéticos, fechos de velcro, zíperes adaptados para serem abertos e fechados com apenas uma mão, entre outros detalhes. Dessa forma, pessoas com diferentes graus de deficiência física podem se vestir sozinhas com mais facilidade. A primeira coleção inclusiva da marca foi lançada em 2016, voltada exclusivamente para peças infantis. Em 2017, a linha ganhou novas peças, oferecendo também opções para o público adulto. (Hypeness)

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Sefaz cumpre decisão judicial e

suspende cobrança de IPVA em SP

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SEFAZ (Secretaria Estadual da Fazenda do Estado de São Paulo) começou, no dia 19 de fevereiro, a atender o que prevê uma decisão do Desembargador Nogueira Diefenthaler em 21 de janeiro, que acatou a ANTECIPAÇÃO DA TUTELA no AGRAVO DE INSTRUMENTO que buscava a reconsideração da decisão liminar de 1ª Instância interposta pelo Ministério Público de São Paulo, através do Promotor de Justiça Wilson Ricardo Coelho Tafner – titular da 6ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos – Área da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Desde 1º de janeiro de 2021 as novas regras para a isenção do IPVA em São Paulo seguiam o que foi determinado pela Lei Estadual 17.293 de 16/outubro/2020, o Decreto nº 65.337 de 7/dezembro/2020 e a Portaria CAT-95 de 9/dezembro/2020, medidas adotadas pelo Governo paulista que suspendeu a isenção de IPVA para – pelo menos – 80% das pessoas com deficiência que contavam com esse benefício. Todas essas medidas foram criadas após a aprovação do PL 529/2020, de autoria do Governador João Dória, que foi aprovada pela maioria dos deputados estaduais.

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A Revista Reação, com exclusividade, trazem as informações oficiais da Sefaz – Secretaria da Fazenda sobre o cumprimento da decisão – em caráter liminar – do Desembargador NOGUEIRA DIEFENTHALER na ACP interposta pelo Ministério Público. Resta esclarecer que a decisão judicial é em caráter liminar. Assim como a SEFAZ ‘zerou’ o valor do IPVA 2021, se acaso o judiciário derrubar essa decisão, o valor poderá voltar a ser cobrado das pessoas com deficiência, pois as legislações permanecem em vigor.

ACOMPANHE AS INFORMAÇÕES OFICIAIS DA SEFAZ:

O proprietário de veículo que optar por pagar o IPVA junto com o licenciamento, terá, nesse ínterim, o seu CPF lançado no Cadastro de Inadimplentes do Estado? Nesse caso, em sendo positivo, ao pagar o licenciamento e IPVA, quantos dias – em média – demora para que o CPF seja retirado do Cadin? SEFAZ: A Sefaz não está promovendo a cobrança do IPVA/21 até o trânsito em julgado da Ação Civil Pública em andamento (200626989.2021.8.26.0000). Assim, tais

débitos não serão inscritos, por ora, na Dívida Ativa e no Cadin.

A Secretaria da Fazenda está efetuando a retirada do valor do IPVA no Renavam das pessoas com deficiência que estavam com valores abertos para serem pagos – em relação ao IPVA 2021? Se sim, esse valor será baixado de todas as pessoas com deficiência ou somente de quem tinha a isenção em 2020? SEFAZ: Em cumprimento à determinação da tutela antecipada em decisão judicial suspendendo seus efeitos em sede de agravo de instrumento, proferida nos autos da ação 2006269-89.2021.8.26.0000, foram restabelecidas as isenções a partir de 01/01/2021 dos deficientes que já tinham a isenção em 2020, permitindo o licenciamento e a eventual transferência do veículo.

As pessoas com deficiência que já pagaram o IPVA – parceladamente ou parcela única – podem solicitar a restituição dos valores pagos? Qual o procedimento? SEFAZ: Os valores pagos de IPVA 2021 serão automaticamente restituídos se mantida a isenção após trânsito em julgado da ação.

A exclusão do valor do IPVA de 2021 do Renavam dos veículos de pessoas com deficiência – que tinham a isenção em 2020 – foi realizada baseada por qual motivo? SEFAZ: Em cumprimento à liminar concedida em Ação Civil Pública em andamento (2006269-89.2021.8.26.0000

Alguma nova informação para as pessoas com deficiência que estão com seus requerimentos ainda em trâmite na Sefaz? SEFAZ: A Secretaria da Fazenda e Planejamento seguirá as normas previstas na legislação vigente, acatou a decisão judicial em sede da liminar concedida e estará aguardando o andamento e desfecho da ação judicial para providências futuras. Quantos pedidos já foram enviados para a SEFAZ desde o dia 10 de dezembro, solicitando isenção do IPVA? Quantos já foram analisados? Quantos deferidos? Quantos indeferidos? Quantos aguardam avaliação? SEFAZ: Novos requerimentos desde 10/12: 17.439. Destes 4668 foram deferidos e 3012 indeferidos. (Fonte: REVISTA REAÇÃO / TV REAÇÃO)


Projeto federal prioriza programas para policiais com deficiência

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Projeto de Lei 4752/20 prioriza programas voltados à qualidade de vida dos profissionais de segurança pública com deficiência decorrente do exercício da profissão na destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Hoje, a lei que trata do fundo (Lei 13.756/18) já prevê a aplicação de 10% a 15% das verbas em programas de melhoria da qualidade de vida desses profissionais, mas sem o recorte daqueles com deficiência. O projeto tramita na Câmara dos Deputados e foi apresentado pela deputada Major Fabiana (PSL-RJ) e outros oito parlamentares do PSL.AutoestimaMajor Fabiana defende um mínimo de atenção e ajuda do Estado para recuperar a autoestima de profissionais feridos ou lesionados no exercício de suas funções.

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“Os policiais são o braço do poder público mais exposto, justamente por estarem na linha de frente do combate à criminalidade. Resultado de embates, por vezes inevitáveis, as lesões provocadas por projétil de arma de fogo são predominantes, podendo ocasionar sequelas diversas. Em um mesmo nível de gravidade, podemos citar os acidentes de trânsito envolvendo profissionais da

segurança pública”, exemplifica a parlamentar. Ainda segundo Major Fabiana, o “conflito mental de encarar uma nova forma de viver”, sem o devido apoio estatal, pode levar a depressão, suicídio, reclusão e ainda ao uso de drogas lícitas ou ilícitas. Como exemplo de programa bem sucedido na habilitação ou reabilitação de policiais vitimados, a deputada cita o Pro-

jeto Renascer, Servir e Proteger, do Centro de Educação Física e Desporto da Polícia Militar do Rio de Janeiro. “O projeto, que abriga pessoas com deficiência – policiais militares e cidadãos civis –, já possibilitou que alguns de seus participantes obtivessem, por meio da prática esportiva, medalha de ouro nos jogos ParapanAmericanos em Toronto, em 2015. Porém, a maior conquista é a reinclusão social e a elevação da autoestima dos participantes”, afirma Major Fabiana.

TRAMITAÇÃO O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

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DOENÇAS RARAS

Metade delas ocorre na infância

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No dia 28 de fevereiro foi celebrado o Dia Mundial das Doenças Raras

erca de 80% das doenças raras são de origem genética, e metade delas ocorre na infância. A hiperplasia adrenal congênita (HAC21OHD) por deficiência de 21hidroxilase é uma dessas doenças. Nas meninas, sua forma clássica é caracterizada pela ambiguidade genital e virilização dos genitais externos. Em ambos os sexos há deficiência da produção do cortisol, hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, aquelas que ficam em cima dos rins. “O diagnóstico tardio resulta em exposição prolongada aos hormônios masculinos, levando ao avanço da idade óssea, o que pode comprometer o crescimento, e a criança se tornar um adulto com baixa estatura, entrando em puberdade mais cedo que o normal, necessitando de tratamento para o resto da vida”, explica Dr. Sonir Antonini, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP). O tipo mais grave da HAC21OHD é a forma perdedora de sal, em que também falta o hormônio aldosterona. Nesse caso, a criança apresenta perda de sal pelo corpo e desidratação grave, e potencialmente fatal, já nas primeiras semanas de vida. De modo geral, as alterações mais frequentes de HAC21OHD são a masculinização dos genitais externos femininos, a falta de cortisol, puberdade precoce de origem periférica e perda renal de sal. “Tratar a HAC com perda de sais é mais difícil do que a forma clássica da doença, pois envolve o uso de dois medicamentos mais a reposição de sal. Infelizmente, alguns pacientes podem ter dificuldade de acesso aos melhores medicamentos, e a falta deles resulta na chamada crise de perda de sal, que é grave e

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se manifesta por insuficiência adrenal, com náuseas, vômitos, desidratação, podendo chegar ao óbito”, pontua o endocrinologista. O teste do pezinho, realizado entre o terceiro e, no máximo, quinto dia após o nascimento da criança, diagnostica precocemente a doença, que afeta tanto a produção de cortisol quanto a aldosterona (hormônios essenciais à vida). Se o diagnóstico for tardio, ou seja, uma vez que não seja feito o teste do pezinho ou se o resultado demorar mais de duas semanas para ficar pronto, a criança pode não sobreviver. Por isso esse teste é tão importante. CONHEÇA OUTRAS DOENÇAS RARAS TRATADAS PELA ENDOCRINOLOGIA:

Hipotireoidismo congênito – provoca retardo mental e, uma vez diagnosticada pelo teste do pezinho e se tratamento for iniciado até duas ou três semanas de vida, os seus efeitos podem ser controlados com muita eficiência. Hipopituitarismo – quando hormônios da hipófise, como o GH (hormônio de crescimento), ACTH (que regula o cortisol), TSH (que regula a tireoide), LH e FSH (regulam ovários e testículos) são produzidos de forma insuficiente.

Hiperinsulinismo – logo após nascimento, o pâncreas da criança produz insulina em excesso. Entre os sinais estão as crises de hipoglicemia, convulsões que podem resultar em lesões neurológicas permanentes. “O médico precisa investigar a criança com hipoglicemia sem causa aparente, pois ela pode apresentar o hiperinsulinismo congênito”, alerta Dr. Sonir.

Distúrbio da Diferenciação Sexual (DDS) – resultando em ambiguidade dos órgãos genitais. Frequentemente a DDS resulta de produção ou ação deficiente ou excessiva dos hormônios sexuais masculinos. Pode comprometer tanto meninas quanto meninos, sendo diferentes as causas entre eles. A criança nasce com alteração genital importante, o que pode levar a problemas de identificação do sexo, ocasionando às vezes o registro errado de gênero. “É muito importante que, ao nascer, o médico saiba diagnosticar se existem indícios clínicos de DDS no bebê”, alerta o endocrinologista.

Neoplasias endócrinas múltiplas (NEM tipo 1 e 2) – genéticas e geralmente de herança autossômica dominante, mais frequentemente manifestadas no final da infância ou início da adolescência e na vida adulta.

Essas síndromes podem afetar várias glândulas endócrinas. No tipo 1 pode haver tumor da hipófise, tumor do pâncreas e das glândulas paratireoides. Os indivíduos da mesma família podem ser afetados com sinais clínicos distintos. A NEM 2 é mais frequente e atinge também as crianças e causa nelas o carcinoma medular de tireoide. Com o passar da idade, pode afetar as paratireoides, além de haver formação de um tumor na glândula adrenal chamado feocromocitoma, que é uma das causas importantes de pressão arterial elevada e grave.

Osteogênese imperfeita – mais uma doença rara cujo problema ósseo já pode aparecer dentro do útero, durante o parto ou nos primeiros dias e meses de vida. “Também genética, essa doença tem relação com a formação do colágeno, que é alterado, então a criança tem múltiplas fraturas. Por isso o diagnóstico pré-natal é tão importante. Embora sem cura, existem medicamentos bem eficientes no tratamento”, finaliza o médico. O Dia Mundial das Doenças Raras foi criado em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) para ajudar na conscientização da sociedade e classe médica sobre a incidência destas enfermidades e as dificuldades que seus portadores enfrentam no dia a dia. É considerada como doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 para cada 2 mil pessoas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Segundo os dados do mesmo órgão, estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo. (Fonte: Gengibre Comunicação)


Goiás entrega dispositivo de visão artificial para jovens estudantes

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ções como folhear um livro, reconhecer os familiares e identificar o portão de casa pela cor podem parecer banais no cotidiano de um jovem de 14 anos. Mas, não na vida de Felipe Santana do Prado, estudante do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Ayrton Senna. Matriculado no 9º ano do Ensino Fundamental, Felipe Santana foi um dos 68 alunos da rede estadual de Educação beneficiados com o Dispositivo de Visão Artificial OrCam MyEye. O equipamento, composto por um óculos e um leitor digital, foi entregue pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em agosto do ano passado e, desde então, tem contribuído com a rotina dos estudantes. “Nos primeiros dias ele ficou todo empolgado”, conta Janayna Santana de Lima, mãe do estudante. Segundo ela, logo que recebeu o dispositivo, o jovem, que é apaixonado por tecnologia, se pôs a explorar as funções e passou a identificar os pequenos detalhes à sua volta. Uma das descobertas ocorreu ainda no portão de casa, quando o garoto descobriu que a entrada de sua casa era pintada na cor cinza. “Ele (o dispositivo) leu ‘área cinza’”, relembra o garoto, recordando o episódio.

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CONTRIBUIÇÕES DO DISPOSITIVO EM SALA DE AULA Em regime especial de aulas não presenciais (Reanp) desde o ano passado, Felipe ainda não teve a oportunidade de testar os benefícios do equipamento de forma presencial, em sala de aula. No entanto, o estudante conta que o dispositivo já gerou impactos positivos em sua rotina de estudos. Esses impactos foram observados, principalmente, na disciplina de língua Inglesa. De acordo com Janayna Santana, essa é uma área do conhecimento que ela não domina e, por isso, ela nem sempre consegue auxiliar o filho durante a leitura das atividades. Reprodução

“Ele sempre teve facilidade em compreender Inglês, mas ele tinha uma certa dificuldade com a pronúncia e eu tinha que ditar letrinha por letrinha. E com o óculos não. O óculos lê a palavra na pronúncia certinha”, conta a mãe. Outro ponto destacado pelo estudante se refere à leitura das atividades e dos livros didáticos utilizados em sala de aula. Segundo Janayna, antes do dispositivo o jovem dependia da adaptação do texto para a escrita em braile, o que diversas vezes demandava tempo. “Com o óculos ele acompanha o livro sem ter que esperar essa transcrição e ele consegue ler o livro em tinta mesmo”, destaca a mãe. De acordo com a gerente de Educação Especial da Seduc, Mércia Chavier, a intenção do equipamento é, justamente, garantir a equidade de oportunidades para jovens, assegurando a independência no que se refere à rotina escolar, doméstica e financeira. “Esse dispositivo inteligente de leitura é uma tecnologia assistiva e chega para somar com aquilo que você já tem na sua vida”, reforça a gerente. ATENDIMENTO A PCD´S Além do dispositivo de visão artificial, Felipe Santana é atendido pelo Centro de Apoio Peda-

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gógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência (CAP/Cebrav), da Seduc. A instituição é voltada ao atendimento às pessoas cegas e com deficiência visual, além da assessoria remota para professores e profissionais da Educação em todo o Estado. “Ajuda muito, principalmente na disciplina de Matemática”, conta o estudante. De acordo com ele, o atendimento auxilia no entendimento das questões de Matemática que o dispositivo não é capaz de ler. Para Mércia Chavier, o atendimento, somado ao uso do dispositivo de leitura artificial, tem contribuído para a qualidade do processo de escolarização desse público. “Estamos trabalhando para que possamos ofertar um processo de escolarização baseado na equidade. E esse dispositivo dá maior acesso a textos, à identificação de pessoas, cédulas, cartazes, cores e isso amplia o processo de oportunidade dessas pessoas com deficiência visual, quer seja cego ou com baixa visão”, conclui a gerente.

Para saber sobre o Orcam MyEye visite o site www.maisautonomia.com.br (Fonte: Secretaria de Educação do Estado de Goiás)


Aplicativo para comunidade autista está disponível para IOS

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aplicativo Rede Azul – que conecta a comunidade autista a serviços e oportunidades amigáveis para pessoas que estão no TEA (Transtorno do Espectro Autista) – agora também está disponível para usuários do sistema IOS (dispositivos móveis da Apple) de todo Brasil. Atualmente, soma indicações de profissionais e serviços de 20 estados, realizadas pelos mais de 1,5 mil usuários que contribuem com suas experiências na construção de um banco de dados gratuito e de fácil acesso. A iniciativa de criá-lo veio da publicitária Elaine Marques, após as vivências que passou a ter com a sua filha de 18 anos de idade, Alícia Nicol Marques Escudero, diagnosticada com

Foto: Fernando Schroeder

Síndrome de Asperger, nível leve do TEA, desde os 12 anos. A dificuldade em encontrar opções de locais e profissionais adequados às necessidades da garota fez com que Elaine compreendesse que, possivelmente, outros pais passavam pelos mesmos obstáculos. Começa, então, a jornada de criação do app Rede Azul.

Lançado em dezembro de 2019, na Google Play, o app foi liberado gradualmente, começando por municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC), interior de São Paulo. Como o objetivo é ser colaborativo, os usuários podem deixar suas indicações de locais ou serviços amigáveis para pessoas do TEA - que dentro do app

recebem o nome de Pontos Azuis - para que outros possam consultar, vivenciar e avaliar. Com todas essas informações, o aplicativo calcula uma média das notas para cada indicação. Ao todo já são 267 indicações realizadas pelas pessoas que usam o app. Os Pontos Azuis se dividem em 19 categorias, entre elas, escolas, terapias, estética, igreja, esportes, turismo e Famílias do TEA, seção que pretende criar uma rede de apoio entre familiares que, muitas vezes, precisam trabalhar em casa, a fim de cuidar de pessoas com TEA.

ONDE BAIXAR? O Rede Azul está disponível para download na Google Play Store, e na App Store. (Fonte: Armazém da Notícia)

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Pandemia aumenta miopia infantil em até 400%, diz oftalmologista

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studo recém publicado na revista JAMA Ophthalmology mostra que a miopia, dificuldade de enxergar à distância, é o efeito mais expressivo da pandemia de coronavírus na saúde ocular de crianças. Realizado na China com mais de 120 mil participantes de 6 a 13 anos entre 2015 e 2020, o levantamento mostra que após o isolamento de cinco meses no ano passado, a prevalência da miopia em relação aos anos anteriores deu um salto de 400% nas crianças de 6 anos, 200% nos participantes com 7 anos e 40% aos 8 anos. Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier dois fatores contribuíram para esta expansão. Um deles é a falta de atividade ao sol. Isso porque, a exposição ao sol estimula a produção de dopamina, hormônio do bemestar que também controla o crescimento do comprimento axial do olho, maior nos míopes. O outro é o aumento do esforço visual para perto. Levantamento realizado por Queiroz Neto com 360 crianças de 6 a 9 anos que diariamente usavam por horas ininterruptas o celular, tablet ou computado, mostra que 21% apresentaram miopia, contra a prevalência de 12% apontada pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). O oftalmologista explica que na infância os eletrônicos podem causas miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de enxergar à distância causada pelo espasmo dos músculos ciliares responsáveis pela alternância do foco para perto, meia distância e longe. ESTUDO PROJETA AUMENTO DA ALTA MIOPIA Para Queiroz Neto a expansão da miopia em 400% aos 6 anos é um importante alerta do ponto de vista clínico. Isso porque, quanto antes uma criança se torna míope maior a chance de ter alta miopia, acima de seis graus. Hoje 10% da população brasileira convive com alta miopia que pode ter um crescimento

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exponencial se os casos precoces não forem contidos. O problema, explica, é que no alto míope o maior comprimento axial do olho fragiliza a retina, fazendo com que 1 em cada 3 tenha deficiência visual grave causada por descolamento de retina, degeneração retiniana ou glaucoma. “Nossa interação com o meio ambiente depende em 85% da visão e a deficiência visual tem um alto custo social por tornar a pessoa dependente de seus familiares”, afirma.

ÓCULOS MELHORA APRENDIZADO Queiroz Neto conta que uma ação social do hospital realizada em parceria com a prefeitura de Campinas junto a 36 mil crianças das escolas municipais que receberam consulta médica e óculos gratuitos das empresas líderes do setor óptico, mostra que 70% nunca tinham passado por exame oftalmológico. A falta de óculos é apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a maior causa de deficiência visual e cegueira no mundo. O oftalmologista conta que um ano depois da entrega dos óculos foi realizada uma pesquisa com pais e professores dos alunos para mensurar a importância dos óculos no aprendizado. Para os professores os óculos melhoraram o rendimento escolar de 50% das crianças, 57% passaram a se concentrar mais e 38,2% fica-

ram menos agitados. Para os pais 88% das crianças passaram a ter mais concentração e interesse pelo estudo, todos os que sentiam dor de cabeça pararam de se queixar e 91% começaram realizar tarefas que antes não conseguiam.

PREVENÇÃO A primeira orientação do especialista para controlar a miopia causada pelo estilo de vida é intercalar as atividades ao ar livre com o uso dos eletrônicos no dia a dia, inclusive durante a pandemia. O médico destaca que a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é evitar mais de duas horas ininterruptas diante de uma tela durante a infância. Para atender a demanda da criança por tecnologia orienta intercalar o uso respeitando o tempo preconizado pela OMS com atividades ao ar livre e exposição ao sol. Outra recomendação preventiva é evitar o consumo exagerado de açúcar que também interfere no crescimento do olho. O limite diário de consumo preconizado pela OMS são cinco colheres de chá ao dia.

TERAPIAS DE CONTROLE O oftalmologista destaca duas terapias de controle da miopia: colírio de atropina diluído a 0,01% e lente ortoceratológica. O colírio reduziu em 50% a progressão da miopia em um estudo internacional. O problema é que embaça a visão, causa fotofobia e ardência nos olhos. Por isso nem sempre é bem tolerado pela criança. A lente ortoceratológica é rígida e deve ser usada durante a note para aplanar a córnea e eliminar a necessidade de usar óculos durante o dia. A mais nova versão desta lente foi desenvolvida com uma tecnologia que eliminou o desconforto experimentado nas versões anteriores. É portanto uma boa opção para quem tem grau moderado de miopia e não se adapta ao uso de óculos. (Fonte: LDC Comunicação)

AGÊNCIA ESPACIAL VAI TER O 1º ASTRONAUTA COM DEFICIÊNCIA

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou a abertura de uma chamada para a seleção de novos astronautas. Este é o primeiro processo seletivo feito pela agência em mais de uma década e, desta vez, a oportunidade traz acessibilidade para os interessados. É que a seleção está aberta também para o primeiro "parastronauta", que será um astronauta com deficiência física. Nesta chamada, a ESA espera contratar de quatro a seis astronautas de carreira, aqueles que vão ficar na equipe permanentemente. Os demais irão compor um grupo de 20 astronautas reserva, que vão voar em missões mais curtas para destinos como a Estação Espacial Internacional (ISS) — segundo David Parker, diretor de exploração humana e robótica na ESA, inicialmente o parastronauta deverá entrar para esta equipe. O candidato selecionado será o primeiro astronauta com deficiência física da história, e a agência está em busca de indivíduos que tenham qualificações cognitivas, técnicas e profissionais para se tornarem astronautas. Além disso, eles também devem ter uma deficiência física que não permitiria que fossem selecionados devido aos requisitos atuais dos equipamentos espaciais, como amputações nas pernas, diferenças no comprimento delas ou indivíduos de baixa estatura. Um dos motivos da contratação do futuro astronauta com deficiência envolve a crença de que a exploração espacial é questão de uma iniciativa coletiva, e a agência notou ser preciso aumentar o grupo de talentos com quem podem contar para continuar avançando nesse sentido. Já o diretor geral Jan Wörner comentou que a representação visível sempre é importante, de modo que os oficiais vinham se perguntando quais eram as barreiras que os impediam de levar um astronauta com deficiência à ISS. (Fonte: CanalTech)


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População com cegueira vai dobrar até 2050, aponta estudo

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m estudo internacional com participação de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) aponta que a população mundial com cegueira ou algum tipo de deficiência visual deve dobrar até 2050. A pesquisa do Grupo de Especialistas em Perda da Visão (VLEG) aponta que, em 30 anos, o número de cegos ou com problemas moderados ou severos na visão pode chegar a 535 milhões de pessoas. Cenário impulsionado por fatores como aumento e envelhecimento da população, maus hábitos alimentares, exposição excessiva a telas de smartphones, além da falta de acesso a atendimento oftalmológico, explica o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP) João Marcello Furtado, coautor da pesquisa. "A tendência, pelo envelhecimento populacional e aumento da população, é que isso piore bastante. Se a gente mantiver o ritmo de atendimento nosso esse problema vai ser bem maior", alerta. As conclusões estão em uma pesquisa publicada na revista The Lancet Global Health, em que os especialis-

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tas avaliaram as tendências da cegueira e deterioração da visão pelas próximas décadas. As principais projeções do estudo apontam que:

n 61 milhões de pessoas serão cegas; n 474 milhões terão deficiência visual moderada a severa; n 360 milhões de pessoas terão deficiência visual leve; n 866 milhões terão presbiopia não corrigida, ou seja, condição associada ao envelhecimento em que o olho aos poucos perde a capacidade para focar objetos próximos

A falta de uso do óculos, segundo Furtado, é o principal fator associado à expectativa de elevação dos números. Problema facilmente diagnosticado e tratado pelos médicos, a catarata, de acordo com o pesqui-

sador, também aumenta as projeções, diante de um atendimento em saúde aquém do necessário em âmbito mundial. "A falta do acesso, seja ela uma barreira geográfica, econômica ou uma carência do setor público e privado, ou até o nível três, que seriam as filantropias, seria a causa principal. Então não é que a pessoa que enxerga mal não quer procurar tratamento, ela não consegue por algum motivo. No nosso cenário a maioria das vezes essa é uma barreira financeira", avalia. O aumento dos casos de diabetes também eleva a preocupação para a retinopatia diabética - quando o excesso de glicose afeta os vasos sanguíneos da retina-, mas poderia ser revertido com mudanças no estilo de vida. "Muitos dos problemas que acontecem nos olhos refletem

problemas gerais de saúde. O grande exemplo é a diabetes: se a pessoa se mantiver saudável, com peso adequado, com exercício físico regular, dieta balanceada, isso diminui muito os problemas", explica. Dentro desse contexto, a maior frequência de distúrbios como a miopia está ligada ao maior tempo em que as pessoas passam em ambientes fechados e diante de dispositivos como celulares e tablets. Como um benefício para as sociedades, Furtado defende a necessidade e a importância de investir em tratamentos básicos como a cirurgia da catarata e o uso de óculos, além de consultas periódicas para pessoas a partir dos 40 anos. A ausência de tratamentos adequados, e no tempo certo, não só afeta a qualidade de vida, como também aumenta os riscos de deficiência cognitiva em uma população mais velha, segundo o pesquisador. "O gasto que o sistema tem para tratar uma pessoa que está enxergando mal principalmente por falta de óculos e catarata se paga muitas vezes porque a pessoa que recupera a visão é mais produtiva." (Fonte: G1)

Mães de filhos com deficiência podem ter cota em concursos

Mães de crianças com deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave podem ter uma cota de vagas garantidas nos concursos públicos. É o que propõe o PL 4/2021, que altera o regime jurídico dos servidores públicos da União (Lei 8.112, de 1990) para que as mães, ou quem tiver a guarda ou tutela, de crianças deficientes, possam concorrer às vagas relativas às cotas para pessoas com deficiência. A proposta é de autoria da ex-senadora Nailde Panta (PPPB), que, como segunda suplente de Daniella Ribeiro, atuou por 15 dias no mandato, no último mês de janeiro. “O projeto vai ao encontro da necessidade de

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muitas mães que, ao terem que dedicar-se quase que exclusivamente aos cuidados de pessoas que possuem deficiência grave, acabam por ter que abdicar do tempo necessário ao estudo e à preparação necessária para aprovação em um concurso público”, diz a autora.

Ao justificar sua proposta, Nailde Panta afirma que mães de crianças deficientes encontram dificuldades em administrar seu tempo por investi-lo em tratamentos, reabilitação e educação para seus filhos, o que dificulta sua realização profissional.

“Procuramos minimizar os impactos vivenciados por essas mães, permitindo que elas possam concorrer a vagas dentro da cota destinada a pessoas com deficiência [PCD], na medida que, em sua eventual aprovação, certamente a PCD será a maior beneficiada com os recursos advindos da nova fonte de recursos’”, argumenta.

HORÁRIO ESPECIAL A Lei 13.370, de 2016 permite ao servidor público federal que tenham filhos com deficiência horário um especial no trabalho, com entrada e saída distinta e menor carga horária sem necessidade de compensação. (Fonte: Agência Senado)


Inteligência artificial é usada para deficientes visuais em SP

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Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo anunciou a entrega de dispositivos eletrônicos voltados à acessibilidade de pessoas com deficiência visual nas Fábricas de Cultura Vila Curuçá, Sapopemba, Itaim Paulista, Parque Belém, Cidade Tiradentes e São Bernardo do Campo. Entre as novidades está a câmera para óculos OrCam MyEye, que proporciona visão artificial e acesso à informação sem a necessidade de conexão à internet. As bibliotecas das unidades já contam com Linha Braille, Leitor Autônomo, Leitor de Livros Digitais, Ampliador de Caracteres, Teclado Ampliado, Mouse Adaptado, Folheador Eletrônico e Impressora Braille. “Nosso objetivo é oferecer

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aos alunos ainda mais acessibilidade, por meio das ações e atividades nas Fábricas de Cultura do Governo do Estado, investindo em equipamentos e infraestrutura de ponta. Em parceria com a Organização Social Catavento Cultural e Educacional, entregamos seis unidades dos dispositivos eletrônicos para pessoas com deficiência visual”,

afirma o secretário Sérgio Sá Leitão.

TECNOLOGIA VESTÍVEL O Orcam MyEye consiste em uma câmera inteligente intuitiva que pesa apenas 22,5 g e mede 7,6 cm por 2,1 cm. Acoplada a uma armação, é capaz de detectar textos em português, inglês e espanhol,

seja em livros, revistas, jornais, além de textos no celular, tablets e computadores, embalagens, letreiros de lojas e placas indicativas, por exemplo. A velocidade do equipamento pode ser controlada, possibilitando a leitura de 100 a 250 palavras por minuto; também permite escolher entre voz masculina e feminina; e tem comandos para pausar, adiantar ou retroceder a leitura – tudo isso offline. O aparelho consegue, ainda, identificar cores e tonalidades, reconhecer pessoas e gêneros, rostos, informar a data e hora com um simples gesto de girar o pulso, e identificar produtos pelo código de barras. Após o reconhecimento, retransmite a informação discretamente no ouvido do usuário. (Fonte: Revista Reação)

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Alzheimer: será que é possível prevenir?

ARTIGO - CRISTIANO CAVEIÃO

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Alzheimer é uma doença progressiva que ocasiona a destruição da memória e de outras funções mentais importantes. Ocorre a degeneração e morte das células. Trata-se de uma doença com evolução, aos poucos ocorre a perda de algumas funções cerebrais que estão relacionadas com a memória, habilidades linguísticas e de pensamento. Até mesmo a capacidade do autocuidado. Comumente, sua progressão pode ocorrer entre oito a 12 anos. É crônica e não possui cura, contudo podem ser utilizados medicamentos para tratar os sintomas, como a agressividade. Além disso, o Alzheimer pode evoluir para outra condição, como a demência. É mais comum na população idosa, contudo pessoas mais jovens também podem ter a doença, neste caso é chamado de Alzheimer precoce. Os seus sintomas são separados em quatro fases, pois

cada uma apresenta quadros clínicos diferentes. A primeira fase, de forma geral, também é quando se apresentam os primeiros sintomas do Alzheimer. O paciente pode demonstrar comprometimento da memória; dificuldade de aprendizado; perder-se em locais familiares; dificuldade para a tomada de decisões; perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas; alterações de humor; alterações da personalidade e mudanças nas habilidades visuais e espaciais. Já na segunda fase apresenta dificuldade na fala; não consegue mais morar sozinho; presença de alucinações; pode perder-se dentro de casa; repete com frequência as mesmas perguntas; pode tornar-se agressivo; problemas de coordenação motora, que geram dificuldade para realizar tarefas simples e agitação constante. Na terceira fase pode apresentar incontinência urinária e

O Projeto de Lei 4674/20 faz alterações no Estatuto da Pessoa com Deficiência para deixar mais clara a garantia da participação segura da pessoa com deficiência como praticante, competidor ou acompanhante em treinos, serviços ou eventos culturais ou esportivos promovidos pelo poder público ou pela iniciativa privada. O texto foi apresentando à Câmara pelo deputado Nereu Crispim (PSL-RS).A lei vigente já garante o acesso da pessoa com deficiência à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, mas sem a ênfase proposta por Crispim. Ele argumenta que a prática periódica de atividades físicas está relacionada à redução do risco de doenças e, por isso, defende “o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde”, principalmen-

te das pessoas com deficiência.

PL reforça participação de PCD´s em eventos culturais

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ADAPTAÇÕES A fim de assegurar a igualdade de oportunidades, a proposta prevê a necessidade de adaptações voltadas às pessoas com deficiência em estacionamentos, banheiros, bebedouros, praças de alimentação e outros espaços do local de realização do evento. Conforme o texto, caberá ainda ao poder público local implantar, em pelo menos 10% de sua frota de ônibus, elevadores hidráulicos e demais equipamentos necessários à acessibilidade e ao transporte seguro das pessoas com deficiência. A ideia é assegurar o transporte exclusivo de ida e retorno da pessoa com deficiência como praticante, competidor ou acompanhante em jogos, treinos, serviços ou eventos. (Fonte: Agência Câmara

Divulgação

fecal; dificuldade para alimentação e deglutição; comportamento inapropriado em público; resistência para realização das atividades diárias e deficiência motora. A quarta fase chamada de fase terminal, pode apresentar mutismo; não reconhecer os familiares, amigos ou objetos; restrição de leito pela dificuldade de movimento e presença de infecções constantes.

O Alzheimer ainda não tem cura, contudo existem alguns tratamentos que são eficazes e podem prolongar a vida e o bemestar do paciente. Existem estudos com resultados promissores que apresentaram sucesso na reversão da doença em testes com animais. Existem algumas atitudes que podemos seguir para ajudar a evitar o aparecimento da doença no futuro. É necessário melhorar os hábitos alimentares; praticar atividade física; estimular o cérebro com atividades; evitar exposição ao alumínio, tabaco, álcool, obesidade, diabetes, hipertensão, são fatores que podem ser controlados e consequentemente auxiliar no não aparecimento ou o retardo do aparecimento da doença.

Cristiano Caveião é professor do curso de Tecnologia em Gerontologia – Cuidado ao Idoso do Centro Universitário Internacional Uninter. (Fonte: Página 1 Comunicação)

Projeto assegura educação de PCD de forma inclusiva

O Projeto de Lei 5351/20 estabelece que o direito à educação da pessoa com deficiência deve ser assegurado de forma inclusiva e não segregada. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados."A integração da pessoa com deficiência em nossa sociedade é fundamental para que os objetivos constitucionais e do respeito à dignidade humana sejam alcançados", diz o autor do projeto, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). "No ambiente escolar não é diferente, entretanto, via Decreto 10.502, de 30 de setembro de 2020, o governo federal se posicionou de forma contrária, possibilitando que as pessoas com deficiência sejam direcionadas a turmas e escolas especiais, medida que segregaria e isolaria essas pessoas", afirma o deputado. Aureo Ribeiro diz que esse

decreto representa um "enorme retrocesso" à pauta da inclusão. Ele lembra que o Comitê de Monitoramento da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência define que há segregação quando a educação de estudantes com deficiência “é oferecida em ambientes separados, concebidos ou usados para atender a uma determinada ou várias deficiências, isoladas de estudantes sem deficiência”. "O próprio Estatuto da Pessoal com Deficiência estabelece que a pessoa com deficiência tem direito à educação, de forma inclusiva e visando o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais. Com medidas segregacionistas, não será possível avançar nessas pautas tão importantes", diz Ribeiro. (Fonte: Agência Câmara)


Projeto federal agrava penas para abandono de incapaz

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Projeto de Lei 4626/20 aumenta as penas para os crimes de abandono e maus-tratos de incapaz. A proposta, de autoria do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) e de outros três deputados, altera o Código Penal e o Estatuto do Idoso. O texto agrava a pena atual para abandono de incapaz, que é de seis meses a três anos de detenção, passando para dois a cinco anos de reclusão. Se o abandono resultar em lesão corporal grave, a pena passa a ser de três a sete anos de reclusão. Atualmente, o Código Penal estabelece pena de um a cinco anos. E se o abandono resultar na morte do incapaz, a pena, que hoje vai de 4 a 12 anos, passa a ser de 8 a 14 anos. O PL 4626/20 também agrava as penas para o crime de maus-tratos para quem expuser a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim

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de educação, ensino, tratamento ou custódia. A pena atual, que é de dois meses a um ano de detenção, ou multa, passaria a ser de dois a cinco anos de reclusão. Se o fato resultar em lesão corporal grave da vítima, a pena seria de três a sete anos de prisão. Hoje, ela é de um a quatro anos. E se os maus-tratos resultarem em morte, a pena, atualmente estipulada em reclusão de 4 a 12 anos, passaria a

ser de 8 a 14 anos.

IDOSOS A proposta também sugere mudanças no Estatuto do Idoso, alterando a punição para quem expuser a pessoa a partir de 60 anos a perigo, submetendo-a a condições desumanas ou degradantes. A pena atual, que é de detenção de dois meses a um ano e multa, passaria a reclusão de dois a cinco anos. Em caso de lesão corporal grave, a

pena de um a quatro anos de prisão subiria para de três a sete anos de reclusão. E, no caso de morte, a pena de 4 a 12 anos de reclusão seria elevada para de 8 a 14 anos de prisão. Hélio Lopes argumenta que as penas atuais são “amenas”, e que estimulam a impunidade. Ele diz ainda que o Congresso Nacional aprovou recentemente penas maiores para os maustratos contra animais, que passaram a ser mais pesadas que as prescritas para o abandono de incapaz, e pediu a correção do que chamou de “desproporcionalidade”.

TRAMITAÇÃO O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

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Vista embaçada pode ser sintoma da Síndrome da Visão do computador

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tecnologia nunca esteve tão presente como em tempos de pandemia. O mundo virtual ajuda a reduzir a distância física imposta pela quarentena. Porém, o uso prolongado do computador (e outros dispositivos eletrônicos) pode aumentar o risco de desenvolver a Síndrome da Visão do Computador (CVS). “Entre as queixas mais comuns estão visão embaçada, cansaço visual, ardência, vermelhidão, irritação e olho seco. Quem usa o computador mais de três horas por dia já tem um risco aumentado para desenvolver essa condição”, comenta Dra. Tatiana Nahas, oftalmologista e Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de São Paulo. LEMBRE-SE DE PISCAR Um dos principais fatores que podem levar ao desenvolvimento da síndrome da visão do computador é o olho seco. “A saúde da superfície ocular depende do funcionamento

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adequado do filme lacrimal. Essa estrutura protege, lubrifica e promove um ambiente propício para a renovação de células epiteliais da córnea. Mas, o filme lacrimal é muito sensível a influências ambientais, endócrinas e hormonais”, explica Dra. Tatiana. Quem usa muito o compu-

tador e demais dispositivos eletrônicos costuma piscar menos. Uma pessoa pisca, em média, 15 vezes por minuto. Contudo, estudos têm apontado que a taxa de intermitência no computador é significativamente menor do que a normal. “Até o fato de o olhar ser mais horizontal no computador contribui para a condição, já que a superfície ocular fica mais exposta aos efeitos da evaporação. Isso prejudica, consideravelmente, a qualidade do filme lacrimal”, diz Dra. Tatiana.

RISCOS DIVERSOS Entre os demais fatores de risco podemos citar o envelhecimento natural, a menopausa, uso de algumas medicações e doenças sistêmicas como diabetes. “Vale lembrar ainda que os usuários de lentes de contato são mais propensos a ter desconforto ocular, principalmente se a lente é usada por tempo prolongado”, ressalta a especialista. Fatores físicos, como pouca luz ou excesso de brilho na tela do dispositivo, distância visual da tela e baixa umidade também podem prejudicar a saúde ocular.

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MUDANÇA DE HÁBITO É FUNDAMENTAL

A abordagem para o tratamento da CVS envolve, principalmente, mudança de hábitos e ergonomia. “Cada paciente é avaliado individualmente. Alguns podem precisar de medicamentos anti-inflamatórios e colírios lubrificantes. Mas, nenhum medicamento vai resolver a questão sem a adoção de medidas que combatam a causa e não os sintomas da síndrome”, reforça Dra. Tatiana. As recomendações abaixo podem ser adotadas por qualquer pessoa que trabalhe mais de três horas por dia em dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares.

n A cada 30 minutos, desvie o olhar para o horizonte. Isso ajuda a treinar a visão de longe que não é usada quando a pessoa usa um dispositivo eletrônico n A tela deve ficar entre 30 cm a 70 cm distante dos olhos

n O monitor deve ficar entre 12 cm a 15 cm abaixo da linha da visão horizontal. Ao olharmos reto para o computador, nossos olhos devem estar na altura da parte superior do aparelho

n Certifique-se de reduzir o brilho da tela n Lembre-se de iluminar o ambiente n Cuidado com o ar-condicionado, pois o ar fica seco e resseca muito a superfície ocular

n Procure dar um descanso de pelo menos 20 segundos da tela a cada 20 minutos n Peça ao seu oftalmologista para recomendar um lubrificante ocular

n Caso seja usuário de lentes de contato, o uso do lubrificante é muito importante. Claro, mantenha suas lentes limpas e evite o uso prolongado (para dormir, por exemplo) n Lembre-se de piscar (Fonte: Agencia Health)


Saúde mental em tempo de pandemia

ARTIGO - ANA PAULA ESCORSIN

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covid-19 impacta a vida das pessoas com a mudança na rotina e nas relações socioafetivas, coloca as organizações e os indivíduos diante de uma constatação: a necessidade de olhar para a saúde mental. A saúde mental não é o contrário de doença mental, mas a capacidade de uma pessoa compreender que: ninguém é perfeito; os limites existem; as mudanças fazem parte da vida; é possível lidar com o cotidiano de forma equilibrada e vivenciar emoções como tristeza, raiva, frustração, amor, satisfação, alegria, tudo isso faz parte do dia a dia. A quarentena coloca restrições sociais, crianças e adolescentes estudando em casa ou sem escola; pais, mães, companheiros (as) e amigos (as) fazendo tele trabalho; alguns perderam os seus empregos ou tiveram recursos financeiros alterados. O isolamento estreita os espaços, tem-se a sensação de confinamento pela pouca autonomia de mobilidade. Tal estreitamento pode acarretar conflitos familiares, dificuldade nas relações de trabalho e na relação da pessoa consigo mesmo. Há a impressão de se estar vulnerável, o que não é sinal de

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fraqueza. A vulnerabilidade é uma característica do ser humano, uma vez que incerteza, risco e exposição emocional estão presentes na vida de qualquer um. A pandemia trouxe à tona, a vulnerabilidade como uma oportunidade para se acolher as emoções do cotidiano. Essa experiência vem elevando o grau de algumas perturbações, como:

n Estresse: um conjunto de reações não específicas desencadeadas quando uma pessoa é exposta a um estímulo ameaçador. Ao chegar à fase de exaustão, pode alterar o mecanismo de adaptação promovendo esgotamento físico, mental, psicológico e o aparecimento de doenças mais graves. n Síndrome de Burnout: uma

doença relacionada ao elevado e crônico estresse em relação ao trabalho. Está constituída de um conjunto de sintomas que afetam as condições físicas, mentais, emocionais e familiares, pode causar enfermidades graves.

n Ansiedade: refere-se à excitação no sistema orgânico, constituída por uma série de efeitos musculares como taquicardia e tremores, ligada a alguma situação ou experiência. Caracteriza-se por uma sensação de medo ou nervosismo, acarreta dificuldade de concentração, fadiga e insônia. Em estado mais grave, desenvolvese síndrome do pânico.

n Depressão: caracterizada pela perda da autoestima, da motivação e da energia vital. Pode

trazer à pessoa, a sensação de baixa possibilidade para alcançar objetivos pessoais e/ou profissionais, em razão de se sentir desorientada, triste e com vazio interior.

O QUE FAZER? Identificar que algo não vai bem, é o primeiro passo. Rever rotinas, prioridades, delegar responsabilidades e aprender a dizer "não" são as próximas ações. Procurar ajuda é fundamental, pois a saúde mental é a capacidade de a pessoa buscar ajuda quando se encontra diante de alguma dificuldade para lidar com as diferentes transformações que estão acontecendo em sua vida.

A QUEM RECORRER? Sugere-se que a profissionais da área de saúde, como: médico, psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, assistente social ou, também, uma pessoa de confiança, como gestor, familiar, amigo ou um mentor religioso. Conflitos, dilemas e perturbações são típicos do ser humano. O cuidado com a saúde mental precisa fazer parte do cotidiano e da vida de qualquer pessoa. Ana Paula Escorsin é psicóloga e professora do Centro

Cai número de mamografias realizadas no Brasil

Com medo da pandemia, brasileiros deixaram de realizar exames, o que pode aumentar número de mortes por outras doenças Mesmo sem os números de 2020 computados pela maioria dos municípios brasileiros, estima-se que o número de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tenha caído próximo a 50% no ano passado em comparação com 2019. Os dados da rede privada corroboram com esta tendência. No Hospital Marcelino Champagnat, por exemplo, o número de mulheres que realizaram o exame reduziu em 58%

no mesmo período. Hoje, a mamografia é o principal exame para rastreamento para o câncer de mama, doença responsável por muitas mortes no Brasil. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é que 66 mil mulheres tenham desenvolvido a doença no país em 2020. A ginecologista Renata Hayashi alerta que o retardo das avaliações periódicas pode incorrer em diagnóstico mais tardio do câncer de mama. “Quando as mulheres deixam de realizar as consultas e exames preventivos, diminuem as chances do diagnóstico precoce e de

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sobrevida, já que, quando descoberta no início, a doença tem mais chances de cura”, explica a médica. Assim como a mamografia, outros exames e avaliações pre-

ventivas diminuíram desde o início da pandemia. Com receio de contraírem o novo coronavírus, muitas pessoas deixaram de consultar seus médicos. “Se o paciente passou por consulta recente, é jovem e manteve estilo de vida saudável neste período, tudo bem esperar mais um pouco. Mas se deixou de praticar atividade física, não está se alimentando como deveria e já tem problemas de saúde ou histórico familiar, esperar pode ser um risco desnecessário”, ressalta a cardiologista e coordenadora do serviço de check-up do hospital, Aline Moraes. (Fonte: Central Prees)

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Pandemia torna mais difícil a vida de deficientes auditivos

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pandemia da Covid 19 tornou a vida da população mais difícil, em várias situações do dia a dia. Para quem tem problemas de audição, as dificuldades são ainda maiores. Pesquisa da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ABMT), mostrou que uma parcela de 3,2% dos brasileiros com perda total ou parcial da audição sente grandes dificuldades na hora de se comunicar, por conta principalmente do uso de máscaras faciais, que dificultam o entendimento do que as outras pessoas estão falando durante uma conversação. Isso acontece porque, com a máscara no rosto, a compreensão dos sons da fala fica prejudicada, como comprova outro estudo, este publicado pela revista Hearing Review, referência no setor. De acordo com a pesquisa, uma máscara comum abafa o som da fala em 3 a 4 decibéis; e a máscara N95, utilizada por muitas pessoas,

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inclusive profissionais da saúde, provoca uma diminuição do som em até 12dB. O uso de máscaras também vem acarretando mais um problema. Muitos deficientes auditivos já perderam ou deixaram cair no chão seus aparelhos auditivos ao retirar a máscara do rosto. Isso porque, dependendo do tipo de máscara, as tiras podem ficar embaraçadas com as próteses auditivas, atrás ou no entorno das orelhas, oca-

sionando prejuízos. Afinal, ninguém quer perder ou danificar seu aparelho auditivo. Para solucionar o problema, a Telex Soluções Auditivas vem realizando uma campanha de doação de extensores de máscara. Utilizando o dispositivo, a máscara fica presa atrás da cabeça e não das orelhas. Assim, o usuário não corre o risco de deixar o aparelho auditivo cair no chão. Para receber, gratuitamente

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maiores problemas da rede SUS”, afirma o deputado Léo Moraes (Pode-RO), autor da proposta.“Sem dúvida, investir na prevenção e recuperação dos pacientes da rede SUS é um bom investimento público, porque provavelmente é muito mais barato do que os custos sociais com as consequências geradas em virtude dos problemas gerados pela omissão do tratamento adequado”, completa.

Projeto institui núcleo especializado de atendimento para pessoas com deficiência

O Projeto de Lei 5002/20 institui o Núcleo Especializado de Atendimento para as pessoas com deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, as unidades hospitalares — inclusive hospitais particulares e filantrópicos que realizam atendimento na rede SUS — deverão adequar os protocolos e sistemas operacionais como forma de realizar atendimento humanizado e adequado para as pessoas com deficiência. Ainda conforme a proposta, as unidades hospitalares deverão possuir intérpretes de libras para comunicar com os pacientes que possuem deficiência. Será considerado infração profissional o não atendimento às pessoas com deficiência. Ficará a cargo do profissional de

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saúde estabelecer a ordem de atendimento da fila prioritária em conformidade com o caráter de urgência e emergência de cada paciente.

TRATAMENTO ADEQUADO “Historicamente a falta de protocolos, treinamentos, capacitação, valorização da mão de obra e a correta administração dos recursos públicos são os

TRAMITAÇÃO A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

o extensor de máscara, basta preencher um formulário no site: https://www.telex.com.br. O envio é feito pelos Correios para todo o Brasil, sem pagamento de frete. E qualquer pessoa pode receber. Não é preciso ser cliente. A campanha da Telex inclui também a doação de uma cartela de baterias para aparelhos auditivos. "Com o agravamento da pandemia, a preocupação é com os usuários de aparelhos auditivos que precisam manter seus aparelhos funcionando, sem sair de casa. Por isso, a Telex está promovendo mais uma campanha de doação de extensores de máscara e cartelas de pilhas", explica Sarita Terossi, Diretora Comercial da empresa. Segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 2,1 milhões de brasileiros são deficientes auditivos, parcial ou totalmente. (Fonte: Telex Soluções Auditivas)

PL AUMENTA RENDA PER CAPITA PARA BPC O Projeto de Lei 1832/20, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) determina que será considerada incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita for inferior a 1/2 salário mínimo. A proposta em tramitação na Câmara dos Deputados altera dispositivo da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Atualmente essa norma prevê, como critério, a família com renda mensal per capita inferior a 1/4 do salário mínimo. O grau de carência socioeconômica do grupo familiar é utilizado para definir o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O valor do BPC é de um salário mínimo mensal – R$ 1.100 pela regra vigente em 2021. (Fonte: Agência Câmara)


Meditação combate degeneração cognitiva, aponta especialista

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especialista em meditação Debora Garcia aponta que 30 minutos de prática diária já apresentam grandes resultados a curto prazo. Paz interior. Clareza de pensamentos. No imaginário popular, a prática meditativa é apenas uma ferramenta para alcançar um estado zen, porém, a ciência vem demonstrando que há ganhos mais significativos que apenas o bem-estar. Uma pesquisa conduzida por Harvard Medical School, em parceria com o Hospital Geral de Massachusetts, comprovou que a mente dos praticantes de meditação é acometida por um aumento na densidade de massa cinzenta no hipocampo esquerdo, parte do cérebro associada ao aprendizado e armazenamento de informações.

“Essa região é responsável pela memória e é uma das poucas que continua ganhando novos neurônios ao longo da vida. Apesar dessa característica, fatores como estresse, por exemplo, tendem a prejudicar essa área. Quando estamos em alta e continua tensão, o corpo tende a liberar cortisol abundantemente, o que impede que o cérebro produza novos neurônios”, explica Débora Garcia. Foi identificado ainda que outras regiões do cérebro obtiveram aumento de massa cinzenta após oito semanas de prática: córtex cingulado posterior e em dois pontos do cerebelo, o que reforça a percepção dos praticantes sobre a melhora na memória, redução do stress e regulação emocional. Ainda durante o estudo, os

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pesquisadores observaram uma manutenção cognitiva. Foi constatado que os praticantes analisados, que tinham entre 25 e 50 anos, tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que os de 25 anos, demonstrando uma clara regressão da denegação natural dessa massa cau-

sada pela idade. Debora cita que em outro estudo publicado na Journal of Cognitive Enhancement, os pesquisadores observaram que praticantes que se mantiveram meditando tiveram benefícios cognitivos, sendo menos afetados pela perda cognitiva natural do envelhecimento. Outro benefício muito observado é o aumento da criatividade, que de acordo com a visão da especialista tem relação com a clareza mental que a prática proporciona. “Ao reduzir os julgamentos, visto que quem medita aprende a ser um observador de si mesmo, a pessoa tende a desenvolver uma maior receptividade as próprias ideias e assim dar vasão para esse lado mais criativo”, garante. (Fonte: MF Press Global)

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Reabilitação pós Covid-19 tem melhora de 26%, diz ministério

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s primeiros resultados do projeto piloto “Reabilitação pós-Covid-19” apontam que os pacientes que tiveram Covid-19 podem ter uma melhora condição motora e funcional no Sistema Único de Saúde (SUS). Após três visitas e dois encontros virtuais em cinco hospitais do SUS, localizados nas cinco regiões do país, entre novembro/2020 a dezembro/2020, para avaliar o desempenho na assistência hospitalar em pacientes pós-Covid-19, possibilitaram um resultado no aumento de 26% na evolução dos pacientes em relação a independência motora e funcional. Além de elevar para 120% o valor agregado da internação até a alta de cada paciente, ou seja, mais qualidade nos serviços de saúde prestados e melhor experiência vivida por eles. “O nosso objetivo é proporcionar mais qualidade de vida aos nossos usuários, principalmente àqueles que ficam debilitados, acometidos pela Covid-19 e outra doença crônica associada, diminuindo assim o aparecimento de novas pato-

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logias indesejáveis”, comenta o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Luiz Otavio Franco Duarte. A iniciativa é do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADISUS), executada pelo Hospital Sírio Libanês. Os projetos implementados no Hospital Geral de Fortaleza (CE), Hospital de Base (DF), Hospital Municipal de Contagem (MG), Hospital Geral de Palmas (TO) e Hospital Geral do Trabalhador (PR), tem como

objetivo trabalhar a reabilitação de pacientes críticos pós Covid19, implementar a alta segura, o giro de leitos e promover a retomada segura das atividades hospitalares eletivas no SUS. O Hospital Geral de Fortaleza, no Ceará, implementou 97% das ações planejadas e conseguiu atingir 60% de evolução geral. Já o Hospital Municipal de Contagem, me Minas Gerais, conseguiu implementar 74% das ações do projeto e mostrar um quadro de evolução de 267% geral nos serviços de saúde prestados.

Um dos desafios do projeto é implementar o trabalho das equipes multiprofissionais e capacitar esses profissionais em meio a pandemia. Na fase piloto, cerca de 250 profissionais foram capacitados em mais de 320 horas de troca de conhecimento mútuo. O “Reabilitação pós-Covid19” tem duas fases, a primeira tem duração de dois meses de intervenção e a segunda consiste em quatro meses de monitoramento. A equipe de intervenção é composta por: médico, especialista em gestão hospitalar, fisioterapeuta, nutricionista, enfermeiro, fonoaudiólogo e assistente social. Para realizar esse projeto, foi utilizada a filosofia Lean e ferramentas como, o plano de resposta hospitalar, o Round interdisciplinar e também as cartilhas de apoio. O projeto se mostrou necessário e foi muito bem recebido pelas instituições participantes. Ele continuará no próximo triênio 2021-2023 e deverá atender dez hospitais por ano. (Fonte: Ministério da Saúde)

Senadora questiona critérios de prioridade de PCD para vacina

Anunciado em janeiro pelo Ministério da Saúde, o plano de vacinação para covid-19 que inclui as pessoas com deficiência entre os grupos prioritários foi comemorado pela senadora Zenaide Maia (Pros-RN). No entanto, ela criticou a amplitude restrita dos critérios de prioridade. “É uma boa notícia a inclusão das pessoas com deficiência permanente grave entre as prioridades de vacinação; eu, inclusive, questionei o Ministério da Saúde por meio de requerimento de informações porque essa inclusão deveria ter sido feita desde o primeiro momento. Só que acredito que a prioridade deveria ser mais ampla, para outros tipos de deficiência e com prioridade também para olhar as doenças raras. Nesses grupos, são comuns comorbi-

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dades e seria justo incluí-los também”, declarou. Em sessão temática realizada em 17 de dezembro, Zenaide e o senador Romário (Podemos-RJ) tinham pedido esclarcimentos ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a possibilidade de priorização de pessoas com deficiência no Plano Nacional de Vacinação. Também a pedido de Romário, o Pode-

mos ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), em 23 de janeiro; segundo postagem do parlamentar no Twitter, o Ministério da Saúde descumpriria “preceito constitucional ao não incluir as pessoas com deficiência entre os grupos prioritários juntamente aos que já estão sendo vacinados”. No entanto, o ministro Ricardo Lewandowski, em 28 de

janeiro, negou o pedido.O Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid19 define uma lista de 27 grupos prioritários para vacinação de modo a garantir o funcionamento dos serviços de saúde e proteger os cidadãos mais vulneráveis ao vírus. Na mais alta prioridade da lista estão as pessoas com mais de 60 anos institucionalizadas, seguidas do grupo formado por pessoas com deficiência institucionalizadas e índios vivendo em terras indígenas. A seleção das prioridades foi elaborada pelo Ministério da Saúde com base em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e em acordo com secretarias estaduas e municipais de saúde. (Fonte: Agência Senado)


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VACINA CONTRA COVID-19 Por que tanta gente tem medo?

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chegada da vacina contra a Covid-19 não trouxe apenas esperança e alívio aos brasileiros. Junto com o crescimento no número de casos e óbitos, a falta de leitos e até de oxigênio nos hospitais estão questões políticas envolvendo a compra de vacinas, atraso na imunização, denúncias de fura-fila no recebimento das doses e muita desconfiança sobre a eficácia e a segurança dos imunizantes. Mas, afinal, por que tanta gente tem medo de tomar a vacina? O biomédico Thiago Yuiti Castilho Massuda, especialista em imunologia e professor do UNICURITIBA, diz que a politização nas negociações somada à desinformação e ao grande número de fake news contribuíram para o temor das pessoas em relação à vacina. “A vacina é totalmente confiável, segura, foi validada através de estudos sérios, desenvolvidos por instituições de prestígio e autorizadas pelos órgãos competentes”, explica. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas já foram vacinadas no mundo, com raras reações consideradas graves, o que, segundo o professor, demonstra a segurança do imunizante. Em alguns casos, a vacina pode ocasionar efeitos leves como dor no local da aplicação – o mesmo efeito de outros tipos de vacinas já amplamente utilizadas no Brasil. O fato de ter sido desenvolvida tão rapidamente, continua o especialista, está diretamente ligado à evolução da ciência nos últimos anos, aos muitos estudos já em desenvolvimento para outras vacinas e que foram aplicados para os imunizantes contra o Coronavírus. “Essa vacina não foi produzida do zero, o que acelerou os resultados. Além disso, a ciência está mais veloz. Para sequenciar o genoma humano pela primeira vez levamos uma década, hoje se faz isso em poucos dias”, exemplifica.

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Thiago Massuda lembra ainda que o mundo todo se empenhou na pesquisa e na troca de informações para o desenvolvimento de um imunizante para conter a pandemia. “Todos esses fatores foram determinantes para agilizar o processo.”

INTERFERÊNCIA POLÍTICA Na avaliação do pesquisador, a politização envolvendo a compra das vacinas é “algo muito triste e lamentável”. “Enquanto pesquisadores e profissionais da saúde estão preocupados em levar o melhor para a população, sempre pautados em conhecimento científico, alguns políticos parecem mais preocupados em tirar proveito eleitoral da situação”, condena o biomédico. Thiago diz que a demora nas negociações fez com que o aumento na demanda mundial tornasse as vacinas escassas, dificultando o acesso do Brasil às doses. “Se o governo tivesse sido mais eficiente, teríamos a possibilidade de imunizar boa parte da população ainda em 2021, mas a omissão brasileira tornou impossível estimar o ritmo que a campanha de vacinação terá por aqui.”

APOIO DA POPULAÇÃO Para que a imunização tenha maior eficácia, o professor do

UNICURITIBA diz que é fundamental contar com a adesão e a conscientização da população sobre a importância da vacina. “O início da vacinação não significa o fim da pandemia. Estamos vivendo um dos piores momentos no Brasil e serão meses até que os resultados da vacina apareçam, por isso, temos que manter e reforçar os cuidados. A boa notícia é que agora temos uma esperança.” Embora faltem estudos de longo prazo sobre a vacina, a estimativa é que seja possível controlar a disseminação do vírus assim que 60% a 70% da população estejam imunizadas. As chances de reinfecção após receber as duas doses também são uma incógnita. “Todos os voluntários que participaram dos testes serão acompanhados por anos e só então teremos a resposta sobre o tempo de proteção e se haverá necessidade de reforço anual, a cada dez anos ou se a vacina protegerá para sempre”, explica o especialista. VARIANTE BRASILEIRA A mutação dos vírus é algo muito comum e uma delas, a chamada “variante brasileira”, tem como característica o maior poder de transmissão. De acordo com o especialista em imunologia, estudos pre-

liminares feitos com outras variantes do Coronavírus mostram que as vacinas continuam produzindo efeito protetor. “Acredito que o comportamento seja exatamente o mesmo com essa variante encontrada aqui e que as vacinas se mantenham eficazes”, avalia. Sobre “boatos” que circulam no país a respeito dos efeitos negativos que a vacina poderia causar, como infertilidade nas mulheres ou alterações no DNA humano, o biomédico é enfático: “Não há nenhum fundamento científico nisso e esse tipo de fake news não ajuda em nada no combate à pandemia.” A nova tecnologia empregada na produção das vacinas como os imunizantes da Pfizer e Moderna, explica o professor - usa o RNA do vírus na produção de proteínas do Sars-Cov2. Essas proteínas estimulam o sistema imunológico a produzirem anticorpos. “É uma técnica amplamente estudada, muito promissora e que poderá ser usada amplamente no futuro.”

VACINAS AUTORIZADAS NO BRASIL Duas vacinas estão autorizadas pela Anvisa no Brasil: a Coronavac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina da Pfizer/BioNtech em parceria com a Fiocruz. O Paraná recebeu o primeiro lote da Coronavac e começou a imunização dos profissionais da saúde no dia 18 de janeiro. Após um intervalo de 14 a 28 dias, esse grupo receberá a segunda dose. “Como ainda não sabemos se a pessoa imunizada pode se infectar e transmitir a doença, embora ela não vá desenvolver as formas graves e nem ir a óbito, que é o que queremos nesse momento, é importante que as medidas de distanciamento, uso de máscara e higiene das mãos seja mantida até que consigamos controlar a disseminação do vírus”. (Fonte: Mem & Mem Comunicação)


Covid pode alterar o padrão de conectividade do cérebro

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ados preliminares de um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sugerem que a Covid-19 – mesmo nos casos leves – pode alterar o padrão de conectividade funcional do cérebro, causando uma espécie de “curto-circuito” no órgão. As conclusões se baseiam em exames de ressonância magnética funcional (com sequência de repouso) feitos em 86 voluntários que já haviam se curado da infecção há pelo menos dois meses. Os resultados foram comparados com os de 125 indivíduos que não tiveram a doença e serviram como controle. “No cérebro normal, determinadas áreas estão sincronizadas durante uma atividade, enquanto outras estão em repouso. Já no caso desses indivíduos que tiveram Covid-19, notamos uma perda severa da especificidade das redes cerebrais. Tudo está conectado ao mesmo tempo e isso provavel-

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mente leva o cérebro a gastar mais energia e trabalhar de forma menos eficiente”, conta Clarissa Yasuda, professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM-Unicamp) e integrante do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp. Os dados – ainda não publicados – foram apresentados por Yasuda em janeiro, durante o 7º Brainn Congress. O estudo ain-

da está em andamento e o grupo tem a intenção de incluir mais participantes. A ideia é acompanhar os desdobramentos cerebrais da infecção pelo SARS-CoV-2 durante ao menos três anos. Segundo Yasuda, ainda não se sabe de que modo o vírus causa essa alteração na conectividade cerebral, mas há algumas hipóteses a serem investigadas. “É possível que a infecção prejudique parte das redes neurais e, para compensar a

falha no sinal, o cérebro ative outras redes simultaneamente. Essa hiperconectividade pode também ser uma tentativa do cérebro de restabelecer a comunicação nas áreas afetadas”, diz a pesquisadora. Outra hipótese a ser estudada pelo grupo da Unicamp é se esse estado de disfunção cerebral tem relação com alguns dos sintomas tardios da Covid-19 relatados por diversos pacientes, como fadiga, sonolência diurna e alterações de memória e concentração. “Pretendemos comparar o funcionamento cerebral de pacientes que apresentam esses sintomas tardios com o de pessoas que se curaram da doença e ficaram sem sintomas. Se essa relação entre hiperconectividade e sintomas neuropsicológicos persistentes se confirmar, poderemos pensar em drogas e outros tratamentos capazes de amenizar o quadro”, conta à Agência Fapesp. (Fonte: Unicamp)

Veja os casos em que é permitido o adicional de 25%:

por meio de perícia médica, neste caso serão necessários laudos médicos e exames que irão atestar os problemas e doenças que cometem o segurado. O adicional conforme previsto no art. 45 da lei 8.213/91 são para os benefícios decorrentes de invalidez, todavia em razão dos inúmeros pedidos de extensão do adicional aos demais aposentados o STJ julgou em recurso repetitivo o Resp nº 1648305 em agosto de 2018 estendendo à todas as aposentadorias o adicional de 25%. Os aposentados que dependerem de auxílio de terceiros, terão o direito de solicitar o adicional de 1/4 sobre seu benefício. A regra não vale para quem recebe pensão por morte. Quando você precisar de ajuda de terceiros para suas atividades diárias, quando não podem ser realizadas sem ajuda, o aposentado terá o amparo na lei.

Ou seja, A Constituição Federal diz que, em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º, inciso III da CF) e ao princípio da isonomia (art. 5 “caput” e art. 194, inciso II, ambos da CF), é possível pleitear o reconhecimento de direitos sociais fundamentais, protegendo assim efetivamente a todos os segurados que necessitem da assistência permanente de terceiro, sem distinção entre eles. Em caso de desigualdade, os Segurados que necessitem da assistência permanente de terceiros devem buscar o Poder Judiciário. Ressaltamos que o adicional de 25% é para o titular do benefício e não estende ao beneficiário da pensão em caso de morte. Para mais informações consulte o seu advogado ou uma agência do INSS. (Fonte: Jornal Contábil)

Quem pode receber o adicional de 25% nas aposentadorias do INSS ?

O adicional de 25% em todas as aposentadorias do INSS, ainda causam dúvidas, pois, nem todos conhecem seus direitos. O artigo 45 da lei 8.213/91 diz que terá direito ao adicional de 25% as aposentadorias por invalidez (quando as pessoas necessitam de auxílio de terceiros para suas necessidades mais básicas), que é chamado pelo direito previdenciário de alta invalidez. O adicional incide sobre o salário de benefício mesmo que ultrapasse o teto previdenciário do INSS. No anexo I do Decreto 3048/99, consta uma relação de situações que ensejam o direito ao acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) no valor do benefício de aposentadoria por invalidez. Porém, é preciso ficar atento, pois, será necessário comprovar que realmente necessita do adicional de 25%.

n Cegueira total n Perda de nove dedos das mãos ou superior a esta. n Paralisia dos dois membros superiores ou inferiores. n Perda dos membros inferiores, acima dos pés, quando a prótese for impossível. n Perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível. n Perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível. n Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social. n Doença que exija permanência contínua no leito. n Incapacidade permanente para as atividades da vida diária. A comprovação da necessidade do auxílio de terceiros se dá

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SÍNDROME DE ASPERGER

Neurocientista explica erros na interpretação sobre causa, inteligência e tratamento

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apesar de uma existência instável na nosografia psiquiátrica. Mais uma condição do que um transtorno, merece reconhecimento como uma entidade isolada dentro do espectro do autismo, em particular porque isso é benéfico para aqueles que se identificam com ele. Em comparação com pessoas com autismo prototípico, os indivíduos Asperger têm interesses intensos e enfrentam questões motoras, afetivas e adaptativas distintas.". As questões ligadas à inteligência são bastante discutidas.

Divulgação / MF Press Global

Síndrome de Asperger é uma perturbação do comportamento com uma base genética que se enquadra nas perturbações do espectro do autismo. Algumas das principais características desta síndrome estão relacionadas com alterações na interação social, na comunicação e no comportamento. No dia 18 de fevereiro comemorou-se o Dia Internacional da Síndrome de Asperger que embora não tenha cura existem uma série de tratamentos para minorar os aspectos negativos associados. O neurocientista e psicólogo Fabiano de Abreu pronúncia-se sobre esta síndrome elucida-nos como é diagnosticada e como pode e deve ser acompanhada. Segundo Abreu, pessoas que padecem desta síndrome costumam apresentar alguns traços comuns: dificuldades na interação social, problemas na comunicação e discurso, problemas de empatia e interesses limitados, interpretação literal da linguagem, comportamentos repetitivos ou rotineiros, descoordenação motora e hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Ainda segundo o neurocientista, "A síndrome de Asperger corresponde a um conjunto reconhecível de atipicidades,

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O neurocientista e psicólogo Fabiano de Abreu

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Muitas vezes existe uma confusão entre ser altamente inteligente ou ser altamente especializado. Quem sofre desta síndrome desenvolve focos bastante fortes numa área de interesse que pode levar essas pessoas ao sucesso pois é visto como objetivo primordial. "Erradamente apontam pessoas com Asperger como inteligentes, essa justificativa é perigosa pois serve como argumento para a falta de cuidado necessário para um melhor desenvolvimento resultando num melhor bem estar para pessoas com esse espectro autista. Pessoas com Síndrome de Asperger podem apresentar determinadas inteligências mas falham na cognição que é, também, uma inteligência. Por isso, deve-se ter todo cuidado educacional e no desenvolvimento cognitivo para que possam se enquadrar melhor na sociedade e contribuir com ela.", indaga Abreu. O diagnóstico é normalmente realizado por uma equipe multidisciplinar e, este acompanhamento médico segundo o neurocientista é fundamental para o desenvolvimento da

criança. "Ter o acompanhamento adequado ajuda a criança a ter níveis de automatização que provavelmente não conseguiria atingir se não fosse seguido.", explica. Como foi mencionado acima, a síndrome de Asperger não tem cura pois é uma condição e não uma doença. Contudo, há passos a desenvolver para melhorar a qualidade de vida de forma geral. "Existem diversos tratamentos e intervenção terapêutica que proporcionam oportunidades para os pacientes de se desenvolverem e terem melhor qualidade de vida. Mesmo quando pode incluir tratamento medicamentoso. O acompanhamento psicológico é essencial e muito importante para que a pessoa aprenda a conhecer e a aceitar.", esclarece Fabiano de Abreu. Para o neurocientista, "As pessoas Asperger podem contribuir para o progresso da sociedade e merecem o pleno reconhecimento de seus direitos e individualidade dentro de um mundo neurodiverso.", finaliza. (Fonte: Suporte MF Press Global)


Gravidez depois dos 40 anos: QUAIS SÃO OS RISCOS?

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ão importa qual seja o motivo, há mulheres que desejam ser mães depois dos 40 anos. E, atualmente, a Obstetrícia as ampara integralmente, desde o preparo para a concepção até o puerpério. “Meu aconselhamento para essas mulheres é: estejam com uma excelente saúde antes de engravidarem”, diz a Dra. Mariana Rosario (foto), ginecologista, obstetra e mastologista. É isso mesmo: com o acompanhamento do ginecologistaobstetra, será possível verificar se a futura mamãe precisa de adequar seu peso antes de engravidar (sendo encaminhada a um nutricionista e preparador físico); tem problemas de tireoide ou uterinos; Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP); endometriose; diabetes; hipertensão arterial; trombofilia anterior (ou alguma tendência a apresentar a situação) ou outras situações que possam dificultar ou até impedir a gestação. Após verificar e adequar as condições de saúde da mulher, é necessário entender que é mais difícil engravidar depois dos 40 anos. “Isso porque nascemos com um número limitado de óvulos, que vão se esgotando no decorrer da vida. Pode ser que a mulher precise de ajuda para engravidar – e isso pode variar de um simples estimulador hormonal à inseminação artificial, porque cada caso é dife-

Divulgação

Já as alterações cromossômicas não podem ser evitadas porque são parte do DNA do ser humano, mas podem ser detectadas no início da gestação. “Realizamos um exame de amniocentese, entre a 14ª e a 18ª semanas, que analisa uma amostra do líquido amniótico e identifica precisamente alterações cromossômicas”, esclarece. Além dele, os ultrassons, são fundamentais para que se avalie a saúde do bebê.

A MÃE E O BEBÊ CORREM RISCO NA GRAVIDEZ DEPOIS DOS 40 ANOS? A obstetrícia considera gestação de risco aumentado aquela que ocorre após os 35 anos. E, quando mais tarde a mulher engravida, maiores são os riscos associados à sua saúde e à do bebê. “Por isso, é preciso preparar-se desde antes da concepção – inclusive com a adoção de vitaminas e minerais específicos para a gravidez, porque a suplementação adequa-

da fazem com que a mãe e o bebê serem mais saudáveis”, aconselha Dra. Mariana. Segundo ela, a gestação tardia está relacionada a mais casos de hipertensão e diabetes gestacionais. Também podem ocorrer mais abortamentos e prematuridade. Nos bebês, há riscos de alterações cromossômicas, como as síndromes de Down, Edwards e Patau. “Problemas como hipertensão e diabetes são mais bem controlados com um estilo de vida saudável da mãe, enquanto os abortos e a prematuridade podem ser minimizados com o acompanhamento de um bom pré-natal”.

DRA. MARIANA ROSARIO Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto. É membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. (Fonte: Uapê Comunicação)

necessitam de auxílio para locomoção com o cão-guia. "Apesar de ser uma alternativa extremamente positiva visando a autonomia e a inclusão dos deficientes visuais, o trabalho com o cão-guia ainda é um recurso pouco acessível. Atualmente, existem cerca de 150 deles no Brasil e o tempo de espera para receber um pode chegar a três anos", explica o deputado. O parlamentar cita que o cão-guia traz segurança e liber-

dade no dia a dia de uma pessoa com deficiência visual. Todos os riscos envolvidos com a bengala, com o cão-guia são reduzidos como, por exemplo, bater a cabeça em objetos no alto. "Assim, conduzem seu parceiro muitas horas por dia, inclusive parando em meios-fios antes de atravessarem ruas, e desviando-os de obstáculos, tais como declives, buracos ou mesmo galhos de árvores. A relação humana e cão-guia é uma

relação de respeito. Existe uma proteção legal", pontua na justificativa. Murilo Félix lembra, ainda, que a Lei n° 11.126 (2005) é clara: a pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia tem o direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo. Isso inclui restaurantes, táxis, ônibus, supermercados. (Fonte: Alesp/Assessoria de Imprensa)

rente do outro. E, se essa for a primeira gestação, pode ser um pouco mais difícil de conceber”, alerta a médica.

Projeto promove acessibilidade por meio de cães-guias em SP

O primeiro projeto de lei apresentado em fevereiro pelo deputado Murilo Félix (PODE), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, cria a Central de Treinamento para Cão-Guia no Estado de São Paulo. O órgão deverá ser vinculado à Secretaria Estadual de Acessibilidade e terá como atribuições o cadastro das pessoas com deficiência visual, prioritariamente de baixa renda, e que

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O papel da VITAMINA D na prevenção de doenças crônicas

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Vitamina D é considerada um dos hormônios mais poderosos que nosso corpo produz. Ela é responsável por modular até 3% de todo nosso genoma. Ou seja, como o nosso material genético vai se expressar, além de participar fortemente da chamada homeostase no corpo, que nada mais é do que o equilíbrio do nosso metabolismo. Existem duas fontes principais de produção desse hormônio no organismo, a primeira é por meio de dieta alimentar, que contribui de 10% a 20%, já os outros 80% a 90% são produzidos endogenamente, via tecidos cutâneos após a exposição à radiação ultravioleta B. Ela tem importantes ações quanto a algumas doenças crônicas e algumas delas, extremamente comuns, como o diabetes. No Brasil temos mais de 35% da população pré-diabética, algo que é extremamente comum, podendo evoluir para o próprio diabetes. E a Vitamina D tem um papel importante através do aumento do cálcio, que é o de ativar as células do pâncreas, chamadas células betapancreáticas que é quem produz a insulina. Essa produção está intimamente ligada aos níveis da Vitamina D, sendo responsável por retirar o açúcar do sangue e

jogá-lo para dentro da célula. Quando não temos os receptores dessa vitamina adequadamente, aumentamos as interleucinas inflamatórias (tipos de proteína), especialmente a IL6 que é uma interleucina extremamente perigosa chamada ITNF Alfa, considerado fator de necrose tumoral. Elas bloqueiam o que chamamos de glut4 na célula, que é o canal que faz a passagem da glicose para dentro dela. Então a deficiência dos receptores da Vitamina D também prejudicam a entrada da glicose na célula, contribuindo para o diabetes. Além da diabetes, nós temos a Vitamina D e seu receptor ligados também a proteção de outra doença extremamente comum, a hipertensão. Segundo o Dr. Fábio Gabas, médico de saúde integrativa, neurocientista e pesquisador: “existe um sistema chamado renina angiotensina aldosterona, que é um dos principais fatores que modulam a rigidez da parede das artérias, quanto mais rígida, você tem aumento da pressão, quanto mais relaxada, menor a pressão. E a Vitamina D tem um papel fundamental na modulação desse sistema, promovendo um maior relaxamento da parede das artérias, então podemos dizer que ela também está ligada ao controle da pressão arterial”.

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Outra doença que é intimamente ligada, é o próprio câncer. Estima-se que 50% dos homens terão câncer ao longo da vida e nas mulheres esse valor chega a 42%, sendo um índice alarmante. O câncer está ligado a inflamação, a alimentação, ao enfraquecimento imunológico, a exposição de radiação pelas pessoas, toxinas, deficiência de nutrientes importantes, estresse emocional, além da má qualidade de sono. Não podemos dizer que é uma doença hereditária, raríssimos casos são ligados a genes, a grande maioria é epigenética, ou seja, ligada a essas informações. Ainda segundo o Dr. Fábio, “não estamos determinados pelos nossos genes, não é porque nossos familiares tiveram que nós teremos, as pessoas possuem a pré-disposição, mas ela só vai ser ativada se existi-

rem os fatores do meio que irão modular a expressão genética para o desenvolvimento do câncer”. E a Vitamina D, além de ter um papel imunológico importante, tem um papel de equilibrar a proliferação celular e a apoptose, que é a chamada morte celular programada. Toda célula do nosso corpo tem o seu ciclo, ela nasce, faz sua função, envelhece e morre. Quando temos uma deficiência no controle dessa apoptose, acaba tendo o aumentando da proliferação celular, a não morte das células que pode contribuir com o desenvolvimento da doença. E a Vitamina D, nós sabemos que ela tem uma ação importante na modulação da apoptose celular e, portanto, tem efeitos antiproliferativos e pró apoptóticos, dessa forma protegendo o indivíduo contra o câncer. Além disso, temos a inibição da angiogenese, que é a geração de novos vasos. Todo câncer tem uma característica, como o metabolismo dele é mais elevado, ele precisa de mais irrigação sanguínea, cria novos vasos para irrigar aquela região, aquele tumor e a Vitamina D também exerce um efeito inibidor dessa angiogenese, dessa forma atrapalhando o desenvolvimento dele. (Fonte: XCOM Agência de Comunicação)

Teste do pezinho poderá ser obrigatório na rede pública

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O Projeto de Lei 5043/20 torna obrigatória a triagem neonatal ampliada na rede pública de saúde. O texto, em tramitação na Câmara dos Deputados, insere o dispositivo no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Conhecido como teste do pezinho – realizado a partir de amostra de sangue coletada no calcanhar do recém-nascido –, atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a versão do exame que detecta situações associadas a seis doenças.A proposta determina a realização no SUS de teste, já oferecido por instituições privadas, que identifica condições associadas a 53 doenças, muitas delas raras.

Esse número poderá aumentar com o tempo, conforme o avanço da técnica. “De acordo com o princípio da equidade, a triagem neonatal deve ser universal, não sendo aceitável a oferta diferenciada dentro de um mesmo país de painéis diferenciados”, afirma o autor do projeto, deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS). Estima-se que 13 milhões de pessoas tenham doenças raras no Brasil. Estudos indicam, segundo o parlamentar, que o atendimento da criança diagnosticada precocemente custa o equivalente a 1/5 de um eventual tratamento sem diagnóstico. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)


Diretor de escola que recusou Isenção de IPI aluno com deficiência é condenado poderá ir até 2030

Um diretor de uma escola particular em Paulínia (SP) foi condenado a dois anos e oito meses de prisão em regime aberto e ao pagamento de multa após recusar a rematrícula de um aluno com paralisia cerebral no ano de 2016. O caso foi julgado pelo TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, em 2ª instância, e cabe recurso. Segundo o MP (Ministério Público de São Paulo), o processo ocorreu quando o aluno frequentava o 6° ano na unidade privada após obter na Justiça o direito à matrícula. Segundo o relato da mãe, ela foi chamada à direção da escola e informada de que, para garantir a vaga no ano seguinte, precisaria assinar um aditamento ao contrato, comprometendose a contratar um tutor que acompanhasse o filho nas aulas. Após a mãe negar a assinatura, o diretor da escola informou que o aluno não poderia

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seguir estudando ali. Para o MP, o diretor tentou repassar à família a obrigação e a responsabilidade das despesas decorrentes do atendimento educacional especializado que a criança necessita. O diretor, que teve recurso negado na segunda instância, foi condenado com base na lei 7.853/1989. O texto fala sobre o apoio às pessoas com deficiência. (Fonte: A Cidade ON Campinas)

O Projeto de Lei 5447/20 prorroga até 31 de dezembro de 2030 a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de carro novo por motoristas autônomos e pessoas com deficiência (ou seu representante legal). A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, altera a Lei 8.989/95, que originalmente previa a isenção até 1995. Posteriormente, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15) estendeu o prazo até 31 de dezembro de 2021. “A Constituição lançou o princípio da proteção integral das pessoas com deficiência, portanto compete aos legisladores atuar na defesa dos direitos dessa parcela da população”, diz a autora do projeto, deputada Rejane Dias (PTPI). (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Processo poderá ter validade ampliada O Projeto de Lei 5635/20 amplia para quatro anos a validade do processo administrativo para isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de carro novo por pessoa com deficiência ou seu representante legal. A proposta em tramitação na Câmara dos Deputados insere o dispositivo na Lei 8.989/95. Atualmente, a regulamentação dessa norma estabelece validade de dois anos para o processo administrativo em tais casos. “Esse processo se mostra demorado, oneroso e por vezes complexo”, disse o autor, deputado Rubens Otoni (PT-GO). “A proposta desburocratiza o acesso da pessoa com deficiência à isenção de IPI prevista em lei”, continuou. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

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Conheça as mascotes dos Jogos Paralímpicos de Tóquio

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s mascotes dos Jogos Paralímpicos despertam a curiosidade e o afeto do público. A cada edição do megaevento, uma nova mascote vem representar o paíssede da competição e personificar o espírito do próprio evento. Nos Jogos Paralímpicos, as mascotes tiveram sua estreia em 1980, em Arnhem (Holanda). Esta foi a sexta edição dos Jogos Paralímpicos e, para aquela competição, uma emissora holandesa promoveu um concurso para que os participantes pudessem enviar a criação de mascotes feitos à mão. O vencedor do concurso foi um casal de esquilos, desenhados por Necky Oprinsen. Naquela ocasião, os esquilos foram reproduzidos em souvenirs dos Jogos, porém, não foram nomeados. Durante os últimos quarenta anos, as mascotes ganharam papéis muito mais relevantes do que apenas estampar os materiais de divulgação e lembrancinhas. Agora, as mascotes são apresentadas com antecedên-

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cia ao público, são batizadas de acordo com a cultura local e estão presentes dentro do evento como um todo, desde a abertura ao encerramento dos Jogos e, muitas vezes, até depois do fim da competição. Este é o caso do carismáti-

co Tom, que foi a mascote dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. O nome dele e de seu companheiro, Vinícius - representante das Olimpíadas, foram escolhidos em votação popular na internet e trouxeram representatividade da música brasi-

leira ao megaevento, fazendo menção a Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Mas este foi apenas o começo do sucesso de Tom. Após o término dos Jogos, o simpático personagem foi anunciado como a mascote oficial do Comitê Paralímpico Brasileiro e marca presença em eventos do paradesporto desde então. Para os próximos Jogos Paralímpicos, em Tóquio, a mascote já foi anunciada e batizada. Someity, nome escolhido em referência à flor de cerejeira japonesa, entrará em cena. Sua personalidade e características também já foram reveladas: Someity é uma personagem legal, com senso tátil de cereja e poder sobrenatural. É geralmente calma, mas muito poderosa quando necessário. Tem uma força interior digna e um coração amável que ama a natureza. Pode falar com pedras e vento. Também consegue mover as coisas apenas olhando para elas. Os Jogos Paralímpicos de Tóquio acontecerão entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro de 2021. (Fonte: CPB)

Brasileiros faturam oito medalhas no esqui nos EUA

Após mudanças de planejamento devido à pandemia de Covid-19, que interromperam e cancelaram competições no ano passado, a equipe paralímpica de esqui cross-country iniciou a temporada nos Estados Unidos da América. Desde o dia 17 de janeiro, cinco brasileiros se prepararam e competiram em Bozeman (Montana), no fim de janeiro, e em Midway (Utah), entre os dias 12 e 17 de fevereiro. Ao todo, oito medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e cinco de bronze, foram conquistadas. O Brasil foi representado por Aline Rocha, Cristian Ribera, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wesley dos Santos. Em Midway, a equipe brasileira participou das provas de Sprint, realizadas no dia 12 de

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fevereiro, e de Distance, realizadas no dia 17. Na prova de Sprint, Cristian superou os americanos Daniel Crossen e Aaron Pike (2º e 5º colocados no ranking mundial da categoria, respectivamente). O brasileiro conquistou o primeiro lugar no pódio em uma chegada disputada e definida apenas no photo finish. No feminino, Aline Rocha

também fez uma excelente prova e conquistou a medalha de bronze. Na prova de Distance, Cristian novamente chegou ao pódio. O brasileiro conquistou a medalha de prata, ficando só atrás de Daniel Cnossen primeiro. O pódio foi completado por Aaron Pike, que chegou no terceiro lugar. Já no feminino,

Aline conquistou a medalha de bronze. Em Bozeman, no fim de janeiro, a equipe competiu com atletas norte-americanos que estão entre os melhores do mundo e alcançou ótimos resultados nas provas, como a conquista do bronze de Cristian Ribera e Aline Rocha na prova de sprint. Na prova distance, Cristian faturou a prata e Aline o bronze. Os resultados em Bozeman se refletiram na atualização realizada World Para Nordic Skiing, divisão do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) responsável pela modalidade, no início do mês de fevereiro, em que Cristian Ribera alcançou a 3ª colocação do ranking mundial na categoria Sitting. (Fonte: CPB)


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