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EXPEDIENTE

REVISTA GENTE CIENTE A SERVIÇO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

FUNDADOR: José Luiz Gennari (Zelão) em memória DIREÇÃO: Maria Inês Gennari Guimarães DIREÇÃO COMERCIAL: José Roberto Guimarães EDIÇÃO: João Carlos Lage (MTb 47.175/SP)

GENTE CIENTE COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA.

SUMÁRIO

SUS oferece novo tratamento para pacientes com degeneração macular.

Deficientes e responsáveis por PCD´s não pagam mais IPVA em São Paulo. Lei veda discriminação à crianças com deficiência nas escola de SP.

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JANEIRO - 2019

GADECAMP, DE CAMPINAS, FICA EM 3º LUGAR NO BRASILEIRO DE BASQUETE.

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IMAGENS DO MÊS

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Divulgação

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McDonald´s faz Inclusão em Israel O McDonald's de Israel se tornou a primeira cadeia de restaurantes no país e no mundo a ser totalmente acessível para pessoas com deficiências visuais. A iniciativa surge graças a um acordo de cooperação com o aplicativo israelense RightHear, que busca criar soluções para pessoas cegas ou com dificuldades de enxergar. Segundo esse acordo, a tecnologia é aplicada nas 180 filiais

do McDonald's no país. Sensores inteligentes foram instalados em cada sede, permitindo que os cegos, através do aplicativo, recebam instruções exatas para alcançar os balcões, mesas, banheiros, etc., de forma independente. A RightHear, fundada há 3 anos em Raanana, é um aplicativo gratuito que usa a voz para ajudar a orientar pessoas com deficiências visuais. (Fonte: Mais Autonomia)

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Novo medicamento pode parar o Parkinson, dizem pesquisadores

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ciência descobriu um tratamento capaz de impedir a morte de células cerebrais em indivíduos que sofrem de Parkinson. A pesquisa, foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Queensland, tem financiamento parcial da fundação do ator Michael J. Fox, que tem a doença. É a primeira do mundo, que impede a morte de células cerebrais nos portadores de Parkinson, em vez de somente controlar os sintomas. Espera-se que os resultados em humanos sejam tão impressionantes quanto os testes em animais. A inflamação do cérebro que causa muito do dano progressivo na doença de Parkinson (DP) poderá ser interrompida tomando-se apenas uma única pílula por dia.

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A PESQUISA O professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Queensland, Trent Woodruff, disse que a pesquisa foi rapidamente bem-sucedida em descobrir “um fator-chave subjacente para a doença”, que serviu como um avanço na terapia. Trata-se da pequena molécula MCC950, um composto que foi desenvolvido há 10 anos, mas que logo foi abandonado por uma empresa farmacêutica que não entendia bem a utilidade dele, levando a muitos erros de pesquisa. Mas a descoberta da pesquisa na Universidade de Queensland ajudou os pesquisadores a identificar na molécula MCC950 uma possível solução para o mal de Parkinson. Segundo o doutor Woodruff,

a doença de Parkinson é especificamente caracterizada pela perda das células cerebrais que normalmente trabalham para produzir dopamina, uma substância química que auxilia o corpo na coordenação motora. Portanto, a perda de dopamina é um problema, assim como a questão da inflamação crônica que ocorre quando a resposta do sistema imunológico de um indivíduo está defeituosa, resultando em uma grande quantidade de inflamação e danos cerebrais. Funciona assim: a inflamação é ativada em nossas células por proteínas complexas chamadas inflamassomas. O doutor Woodruff e sua equipe descobriram que o sistema imunológico faz com que o inflamassoma NLRP3 seja ativado

nos pacientes com Parkinson, com sinais dessa ativação sendo encontrados no cérebro e até mesmo no sangue. Foi após essa descoberta milagrosa que Woodruff e sua equipe perceberam que quando a pequena molécula MCC950 é consumida, uma vez por dia, ela bloqueia a ativação de NLRP3 no cérebro e evita a perda de células cerebrais, resultando em uma função motora melhor.

OS TESTES Tanto a Fundação Michael J. Fox para Parkinson Research quanto a Inflazome, uma empresa sediada na Irlanda, estão ansiosas para que os testes com seres humanos sejam iniciados o mais rápido possível. (Fonte: Saber Viver Mais)


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Cultura de inclusão: como readequar olhares sobre pessoas com deficiência?

ARTIGO - Murilo Cavellucci

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cultura é a junção de vários conhecimentos, tais como arte, crença, leis, costumes e hábitos. Sua aplicação é influenciada por diversos fatores, o que permite que cada país tenha sua própria maneira de enxergar o mundo. Essa percepção também se aplica a questões comportamentais, principalmente no que diz respeito às pessoas com deficiência. Referência quando assunto é acessibilidade, a Suécia atua há mais de 20 anos dando luz às necessidades de mobilidade de pessoas com deficiência, quando o governo iniciou as medidas de adaptação do país (conforme dados da Social Progress Index 2015). Em Estocolmo, capital, são feitas fiscalizações anuais para observar as mudanças necessárias nas ruas da cidade. Os resultados refletem em rampas em todos os lugares, alertas eletrônicos que indicam os destinos dos transportes públicos, hotéis aces-

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síveis, dentre outros. Outro exemplo de inclusão é Portugal, um dos países que mais possuem alunos com deficiência com acesso à uma educação inclusiva e que concorre lado a lado com a Alemanha e Holanda, segundo dados da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra. Uma das premissas da nação é que “se deve ensinar tudo a todos”. No Brasil, apesar de diversas legislações que apoiem e resguardem os direitos das pessoas com deficiências ainda há outros enfrentamentos, a cultura local. No Brasil há muitas vezes uma percepção criada no imaginário coletivo sobre pessoas com deficiência que não reflete a realidade, e a falta de representatividade muitas vezes é confundida com inaptidão. Poucas vezes vemos essas pessoas representadas nos programas de televisão, novelas ou noticiários, por exemplo, e em raras situações estu-

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damos ou trabalhamos com elas. Esse tipo de aculturamento treinaria o nosso olhar para enxergar de outras formas essas pessoas. Informações sobre os avanços na educação; que segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica 2017 e divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), tem crescido há quatros anos consecutivos; e no mercado de trabalho, que segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, em 2017,reforçam que a aplicação da lei ainda é uma ferramenta necessária para inclusão. Desta forma, é possível reafirmar que o Brasil ainda precisa evoluir quando o assunto é inclusão e acessibilidade e mais do que isso, é necessário reforçar que essa é também uma urgência mundial. Segundo dados do Centro de Análise de Políticas Mundiais da Universidade da Califórnia em Los

Angeles (UCLA), 76% dos países não têm constituições que proíbam especificamente a discriminação ou que garantam direitos iguais a pessoas com deficiência. Ao todo, são somadas 40 leis que buscam proteger e incluir pessoas com deficiência na sociedade, o que coloca o país como um dos mais avançados quando o assunto é legislação. O mercado de trabalho é um dos exemplos de avanço de inserção de profissionais com deficiência. Por meio da lei de cotas, vigente há mais de 20 anos, foi possível permitir ambientes de trabalho mais inclusivos, bem como a abertura de oportunidades para a inclusão. Tais avanços representam 1% no número de contratações de pessoas com deficiência, o que reafirma o quão longa é a trajetória para uma cultura de inclusão real.

Murilo Cavellucci é diretor de Gente e Gestão da Catho. www.catho.com.br


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PCD´s buscam especializações em Etecs e Fatecs paulistas

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o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 3 de dezembro, o Centro Paula Souza (CPS) apresentou um balanço das ações que fazem da instituição um modelo para inclusão de deficientes no mundo do trabalho. Nos últimos dois anos, as Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais mais do que dobraram o número de alunos que apresentam algum tipo de deficiência física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla. Em 2016, eram 375 e atualmente são mais de 800 jovens deficientes atendidos em 169 das 295 Etecs e Fatecs em todo o Estado. De acordo com a assessora de Inclusão da Pessoa com Deficiência do CPS, Alessandra Costa, o aumento se deve ao investimento maciço da instituição para estimular a formação profissional de deficientes. “O jovem recebe tratamento especializado por professores capacitados que dispõem de tecnologia assistiva de última geração, oferecendo uma boa condição de aprendizagem e maior autonomia para o aluno”, explica.

Reprodução/Governo de SP

O Centro Paula Souza investiu nos últimos anos cerca de R$ 1 milhão na compra de móveis e equipamentos para auxiliar os estudantes com deficiência na sala de aula e nos estudos extraclasse. São diversos aparelhos, como lupas eletrônicas, leitores de texto digitais, scanners especiais e máquinas de escrever em braille, além de carteiras adaptadas para cadeira de rodas.

CULTURA INCLUSIVA A inclusão começa no processo seletivo. Na ficha de inscrição, o candidato pode solicitar atendimento diferenciado, como prova em braille ou ampliada, intérprete de libras ou escolha do melhor local para fazer o exame. Ao ingressar na instituição, o aluno é entrevistado para que sejam definidas as tecnologias assistivas e a metodologia de ensino adequada. Os profes-

sores são constantemente capacitados para atender necessidades específicas do estudante com deficiência. Entre 2017 e 2018, foram contratados mais de 250 profissionais especializados e 1,7 mil funcionários treinados em temas como integração, práticas pedagógicas, metodologias de ensino para pessoa com deficiência, tecnologias assistivas, legislação e linguagem de sinais. A cultura inclusiva também está presente na rotina dos demais alunos da instituição, com seus projetos tecnológicos que todos os anos são destaque em feiras de ciência de todo o país. A edição 2018 da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), ressaltou, por exemplo iniciativas como aplicativos de celular e games para crianças autistas e com déficit de atenção, dispositivo para adaptar cadeira de rodas em bicicleta, projetos de moda inclusiva, óculos detector de obstáculos para deficientes visuais, interpretador cerebral para braço robótico, entre diversas outras invenções. (Fonte: Governo de São Paulo)

Cão recebe diploma após acompanhar cadeirante nas aulas

Onde Brittany Hawley vai, seu cachorro Griffin vai junto: portadora de uma doença que a deixa com dores crônicas e a faz depender de uma cadeira de rodas, conta com a ajuda do cão para uma série de tarefas, como abrir portas, acender luzes , trazer objetos que aponta com um laser, além, é claro, do carinho e companhia. As limitações da americana de 25 anos, moradora de Wilson, na Carolina do Norte, não a impedem de seguir com sua vida. Nesta semana, quando Hawley se formou no mestrado em terapia ocupacional da Universidade Clarkson, contou com a companhia de Griffin, que teve direito até a seu próprio diploma canino, de acordo com o Daily

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Reprodução

News. Nada mais justo, já que o golden retriever de quatro anos frequentou religiosamente as aulas ao lado desde o primeiro

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dia de curso. O conselho de administração da universidade afirmou que o cachorro demonstrou "esforço extraordinário, compromisso firme e dedicação

diligente ao bem-estar e sucesso de Hawley e dos estudantes" ao anunciar o diploma honorário ao cão. Até durante o estágio, no qual trabalha ajudando soldados com deficiências de mobilidade e distúrbios psicossociais, Griffin tem seu papel. Escovar um cão pode ajudar a melhorar a amplitude de movimento do paciente, e acariciá-lo ajuda a aliviar a ansiedade, afirmou Hawley. "Meus pacientes diziam: 'Meus terapeutas hoje são Brittany e Griffin'", disse ela, que espera levar a parceria para o mercado de trabalho. “Será um pacote”, brincou. "Eu não poderia participar de nada sem ele." (Fonte: Galileu)


Hormônio produzido por exercício físico protege cérebro do Alzheimer

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mal de Alzheimer é o foco do estudo de um grupo de pesquisadores brasileiros há 20 anos. Agora, uma descoberta faz com que um possível tratamento para a doença degenerativa que afeta a memória esteja mais perto de ocorrer. Sérgio Ferreira e Fernanda de Felice são os neurocientistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) responsáveis pelo estudo, que começou em 2012. Ferreira explica ter comprovado que o exercício físico é bom para a memória e que um hormônio funciona como um mensageiro que protege o cérebro. "Já existem estudos na literatura científica que tentam investigar se o exercício pode ser benéfico para os pacientes com Alzheimer e para a memória em geral. Têm alguns estu-

dam que mostram bons resultados e outros não. Então, ainda é um tema um pouco controverso", explica. E continua: "O que o nosso estudo fez foi, por um lado, comprovar se o exercício é bom para memória. Isso dá suporte à ideia de que o exercício é sim bom para a memória. Mas, mais do que isso, a gente conseguiu identificar pela primeira vez que um hormônio novo que é um mensageiro, que leva uma mensagem do músculo para o cérebro no exercício, que protege o cérebro". Sérgio explica que, nos últimos dez anos, o grupo pensou muito no papel que o metabolismo do corpo pode ter na doença. Há sete anos, um pesquisador de diabetes dos Estados Unidos descobriu o hormônio irisina. Ele estava estudando o efeito desse hormônio, que é

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produzido pelo músculo, no tecido adiposo. Ferreira explica que Fernanda teve, então, a ideia de testar se esse novo hormônio teria uma ação no cérebro. Foi aí que começou o estudo em questão, que contou com a participação de 25 pesquisadores, sendo 18 do Rio de Janeiro e o restante dos Estados Unidos e do Canadá. "A gente descobriu que esse hormônio age no cérebro sim, que é importante para memória, que está diminuído em pacientes com Alzheimer", explica. "E se você repõe os níveis

desse hormônio num camundongo que a gente usa que é geneticamente modificado, ele volta a ter memória". O pesquisador explica que não é fácil encontrar uma solução para o Mal de Alzheimer, porque é uma doença que afeta o órgão mais complicado do corpo: o cérebro. Agora que o grupo já tem alguns indícios iniciais de como a irisina protege o cérebro, o próximo passo dos pesquisadores é descobrir como ela faz isso. "O nosso próximo passo é tentar aprofundar o estudo de como esse hormônio age no cérebro para que a gente possa, entendendo esse mecanismo, pensar em um futuro tratamento, seja usando o próprio hormônio, seja usando algum medicamento", explica. (Fonte: Destaque)

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Verão exige cuidado redobrado contra o CÂNCER DE PELE

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o verão, é recomendado redobrar os cuidados de proteção da pele contra a radiação ultravioleta B (UVB), principal fator de risco para o desenvolvimento da maioria dos tipos de câncer de pele, entre eles o não melanoma. No Brasil, o câncer de pele deve atingir mais de 165 mil pessoas entre 2018 e 2019, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A maior taxa de incidência, proporcionalmente, é em Santa Catarina. De acordo com o INCA, a cada 100 mil catarinenses, cerca de 160 são acometidos pela doença, anualmente, enquanto no Rio Grande do Sul, segundo estado com maior índice de casos, a proporção é de 120 a cada 100 mil habitantes. O maior número de pessoas com ascendência europeia e a grande extensão litorânea, onde a radiação costuma ser maior, são algumas explicações para o índice mais elevado no território catarinense. “Entre a população de pele e olhos claros, a frequência do melanoma é 20 vezes maior, já que a baixa produção do pigmento de melanina resulta na menor capacidade de defesa dos raios ultravioletas do sol”, afirma o Médico da Família e Comunidade da Clínica de APS, Gabriel Lufchitz. Conforme ele explica, o câncer de pele ocorre quando as células do órgão se multiplicam sem controle. Há o tipo mais agressivo de melanoma, que se espalha mais rápido, e o nãomelanoma, mais frequente e

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com maior índice de cura, mas que pode causar deformações no corpo. Ambos têm tratamento e as chances de reversão aumentam quando diagnosticados precocemente. Por isso, é importante ter atenção ao surgimento de pintas ou manchas não uniformes e a feridas que não cicatrizam, além de consultar um médico regularmente.

CUIDADOS PARA PREVENIR O CÂNCER DE PELE A qualquer época do ano, a prevenção continua sendo a melhor arma no combate à doença, pois, a radiação solar mantém-se praticamente constante em todas as estações, mesmo nos dias nublados e chuvosos. “As pessoas precisam criar o hábito de usar o protetor solar, diariamente”, afirma o médico. Confira abaixo os principais cuidados para prevenção do câncer de pele:

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n Independentemente do tom de pele, deve-se usar filtro solar a partir dos seis meses de vida. Bebês com menos de seis meses não devem ser expostos ao sol após 9h da manhã; n Evitar o sol no período entre 10h e 16h, quando há maior irradiação dos raios ultravioleta (UVA e UVB);

n Ficar embaixo do guarda-sol não é o suficiente para evitar problemas. Mesmo à sombra, deve-se usar proteção solar, pois a radiação pode ser refletida pelas superfícies claras;

n Aplicar filtro solar com fator de proteção (FPS), acima de 15, nas áreas a serem expostas 20 minutos antes da irradiação para que haja a absorção completa; n No dia a dia, aplicar o protetor pela manhã, na hora do

almoço e no meio da tarde;

n Na praia ou em locais de grande incidência, o produto deve ser reaplicado a cada 2 horas e após sair da água;

n O protetor solar com fator de proteção 15 (FPS) filtra 93% dos raios UVB, o 30 filtra 96% e o FPS 60 filtra 98%;

n Áreas como orelhas, colo, mãos e pés merecem atenção. Nos lábios, o ideal é usar o protetor labial. Crianças, idosos e adultos com pele sensível podem aderir ao protetor solar hipoalérgico, sem cheiro;

nAcessórios como óculos escuros com proteção UVA/UVB, chapéu e roupas de tecidos mais grosso ou com FPU (fator de proteção ultravioleta) ajudam a reforçar a proteção. (Fonte: Comunique-se)


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Saiba como evitar que o Verão prejudique os seus olhos

Muita gente comemora a chegada do verão, principalmente quem pode desfrutar de férias. Se, por um lado, é uma oportunidade de estar mais ao ar livre, tomar sol, ir à praia ou ao clube, nadar no mar ou na piscina de um hotel, por outro lado é fundamental proteger os olhos. De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, alguns cuidados essenciais podem evitar vários danos à saúde ocular. “Nesta época do ano, ninguém deveria sair de casa sem antes aplicar uma boa camada de filtro solar na pele, além de usar óculos de sol e todo tipo de proteção na cabeça, seja um boné, um lenço ou um chapéu. Isto porque, com as altas temperaturas, a incidência dos raios ultravioleta aumenta e pode causar até mesmo infecções e outras doenças mais graves”. Na opinião do médico, as alergias são a ocorrência mais

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frequente. “A elevação da temperatura e da poluição atmosférica faz com que crianças e pessoas mais sensíveis a esses agentes apresentem sintomas como coceira, vermelhidão e sensação de queimação. Neste caso, além de se manter lon-

ge do sol nos horários de pico – entre 10h e 16h – é importante se hidratar bem e usar óculos escuros até mesmo na sombra”. Esfregar frequentemente os olhos e com força, segundo o médico, torna a pessoa mais suscetível a alterações da córnea – que vai se tornando mais fina e mais cônica. Ou seja, além de aumentar o astigmatismo (imperfeição no formato da curvatura da córnea), impedindo a luz de entrar homogeneamente e resultando em distorções e borrões na imagem final, essa coceira pode causar ceratocone – com perda acentuada da acuidade visual. Neves também chama atenção para casos de conjuntivite – doença que se manifesta através de vermelhidão, sensação de pálpebras coladas e lacrimejamento excessivo. “Casos de conjuntivite são muito comuns ao longo do ano todo. Mas quando faz muito frio ou muito calor eles costumam aumentar. No verão, assim como os casos de virose são mais comuns, também aumentam os casos de conjuntivite viral. Essa inflamação geralmente provoca aumento de secreção, acentuada pela irritação. O importante é saber que é uma doença altamente con-

tagiosa e sua propagação se dá por contato físico com pessoas ou objetos de uso comum. Sendo assim, nada de compartilhar camisetas, toalha, roupa de cama, maquiagem, óculos de sol etc. Além disso, é importante estar sempre com as mãos limpas e lavar os olhos várias vezes ao dia com água morna para eliminar a secreção. Se o incômodo continuar, compressas de água gelada também trazem alívio. Mas recomenda-se procurar ajuda médica se o problema persistir”. A síndrome do olho seco, de acordo com o oftalmologista, é outro problema muito recorrente no verão. Isto porque, com as altas temperaturas, o filme lacrimal evapora mais rapidamente. Quando não tratada, pode evoluir para ulceração da córnea ou até mesmo perda de visão. “O tratamento de olho seco costuma ser individualizado, já que vários podem ser os agravantes da doença. Normalmente, pacientes que enfrentam esse problema têm de fazer uso de lágrimas artificiais ou mesmo de pomadas, em casos mais graves. Ambientes com ar-condicionado – principalmente quando não há manutenção adequada – ou ainda cabines pressurizadas dos aviões também merecem atenção especial, já que contribuem para desestabilizar o filme lacrimal”, diz o especialista. “Além desses cuidados, vale a pena investir numa dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e proteína – peixes, de preferência. Alimentar-se bem é fundamental para manter uma boa saúde e afastar um grande número de doenças. Mais do que isso, vale a pena aproveitar que o ano está só começando e adotar permanentemente hábitos mais saudáveis”. (Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos - SP - Press Página)


SUS oferece novo tratamento para pacientes com degeneração macular

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Ministério da Saúde ampliou o rol de procedimentos ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com diagnóstico de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) com a oferta do medicamento antigiogênico e o exame de tomografia de coerência óptica. As duas incorporações são importantes, tanto para detectar precocemente a doença quanto para tratar os casos já confirmados, estabilizando a evolução da doença. A Degeneração Macular é uma doença que ocorre na parte central da retina (mácula), área do olho responsável pela formação da imagem, e que leva a perda progressiva da visão central. Para diagnóstico e tratamento da degeneração macular, o SUS já ofertava o exame de mapeamento de retina, que auxilia na identificação da DMRI. O paciente também conta com o procedimento de fotocoagulação à laser. Os dois novos procedimentos são para atender pacientes a partir dos 60 anos e deverão ser realizados conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) do Ministério da Saúde. O medicamento antigiogênico para tratamento de Degeneração Macular é injetável e pode ser feito em um ou nos dois olhos, com intervalo mínimo de 15 dias entre um olho e outro. Já a tomografia de coerência óptica é um exame oftalmológico não invasivo para diagnóstico da doença nos dois olhos. O exame visa detectar sinais microscópicos de alterações precoces da retina. A incorporação dos procedimentos na tabela SUS passou a vigorar a partir de dezembro de 2018, com a publicação da portaria 4.225 no Diário Oficial da União (DOU). Por um período de seis meses, os recursos destinados ao custeio desses novos procedimentos serão disponibilizados pelo Ministério

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da Saúde aos estados por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), ou seja, serão recursos extrateto. O objetivo é formar série histórica de atendimento, para posterior incorporação desse custeio ao Teto de Média e Alta Complexidade dos estados. A Degeneração Macular Relacionada à Idade é uma doença degenerativa e progressiva que acomete a área central da retina (mácula), na qual as imagens são formadas, levando invariavelmente à perda da visão central. O principal fator de risco para a DMRI é o aumento da idade. Pode ser classificada como seca, responsável pela maior parte dos casos (85%-90%), ou úmida (10%-15%).

PROTOCOLO CLÍNICO O novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da DMRI foi publicado em novembro de 2018 e traz critérios de diagnóstico, tratamento, mecanismos de regulação, controle e avaliação. O protocolo é de caráter nacional e também deve ser utilizado pelas secretarias estaduais de saúde na regulação do acesso assistencial. Ainda no âmbito do atendimento oftalmológico, o SUS oferece tratamentos para cirurgias para correção de catarata, que aumentou 6,7%, passando de

452 mil em 2016 para 483 mil em 2017. O investimento para realização desses procedimentos também cresceu, ultrapassando o valor de R$ 325,8 milhões em 2017, 14,2% a mais que o total registrado em 2016. Em 2018, foram realizadas aproximadamente (até outubro de 2018) 386 mil cirurgias de correção de catarata, com o valor de R$ 309,5 milhões de reais. O investimento da pasta em toda a assistência oftalmológica para glaucoma, catarata e outras doenças oftalmológicas foi de R$ 836 milhões, em 2017. Em 2018, foram realizados aproximadamente (até outubro de 2018) 26,2 milhões de consultas, exames e tratamentos correspondentes aos atendimentos oftalmológicos, com valor gasto de aproximadamente R$ 790,7 milhões de reais. O Ministério da Saúde também incorporou em 2017, o procedimento de crosslinking corneano para paralisar a progressão de casos de ceratocone, doença que pode levar a cegueira. A técnica, rápida e pouco invasiva, consiste na aplicação de radiação ultravioleta na superfície da córnea, além de tratamento com colírio. O procedimento pode ser ofertado pelos serviços credenciados junto ao SUS, que atendem na especialidade de oftalmologia. (Fonte: Agência Saúde)

Aplicativo ajuda cego a identificar dinheiro

Autonomia é o grande dilema para os deficientes visuais, e tal questão pode ser sentida em cada passo de um diaa-dia banal para quem enxerga – inclusive no ato mero de pagar por algo e receber um troco. Os cegos estão sempre sujeitos a serem enganados ou simplesmente se enganarem, e mesmo com as novas notas de tamanhos diferentes, nem sempre é fácil ou mesmo possível reconhecer as diferenças e, assim, os valores diversos. Foi para tentar ajudar tal dificuldade que um estudante de Engenharia da Computação da PUC de Campinas desenvolveu o aplicativo “Blind”. A ideia surgiu diante da dificuldade dividida por um amigo deficiente para Leonardo, e para otimizar seu funcionamento Leonardo abastece um banco de dados com fotos diversas das notas. O “Blind” está sendo testado atualmente por Fernando Maciel da Silva, um deficiente visual atendido pelo Centro Interdisciplinar de Atendimento à Pessoa com Deficiência, que perdeu a visão em 1999. Fernando vende trufas na rua, e conta que já sofreu muitas perdas por não conseguir identificar as notas. A projeção de Leonardo é que o App possa ser disponibilizado gratuitamente até março de 2019. (Fonte: Hypeness) Reprodução

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Informações de órgãos públicos e comerciais deverão ser acessíveis

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oferta de informações às pessoas com deficiência deverá ser acessível, inclusive por meio do sistema braile, nos órgãos públicos e estabelecimentos comerciais. É o que prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 110/2018, aprovado em janeiro na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). O texto segue para avaliação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde recebe decisão terminativa. Segundo a proposta, todos os órgãos e entidades públicas, autarquias e fundações terão que oferecer informações acessíveis sobre seus produtos e serviços, assim como seus prestadores de serviços devem garantir textos, formulários, listas de produtos e serviços, preços, tarifas, bulas, manuais de instrução e quaisquer outras informações essenciais ao cidadão com deficiência num formato acessível, inclusive impressa em braile (linguagem táctil para deficientes visuais). Hoje, os fornecedores já precisam

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disponibilizar informações de divulgação para pessoas com deficiência, mas apenas sob solicitação. A nova exigência também valerá para estabelecimentos comerciais atacadistas e varejistas, na rede hoteleira, restaurantes, lanchonetes, padarias e similares, diz o projeto que também torna explícita a menção ao Sistema Braille, à luz do que a Lei 10.436, de 2012 já faz com relação à Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O autor da proposta, senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), explica que o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015) trouxe diversos mecanismos voltados para a inclusão social das pessoas com deficiência. No entanto, ele considera seu alcance limitado, já que não é impositiva e algumas empresas fazem apenas o mínimo exigido pela lei para garantir a inclusão. “Para os que resistem à inclusão, não importa o imperativo ético, mas sim os termos expressos da lei, sem uma vírgula a mais”, afirmou Lopes no texto. O relator, senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou emendas para ajuste redacional, sem alterar o conteúdo da proposta. “É mister eliminar as barreiras específicas à informação aos consumidores com deficiência visual. Ao eliminarmos essas barreiras, promove-se a sua acessibilidade, tema de relevante cunho social, e que demonstra o inegável mérito da proposição”, defendeu Paim, durante a votação na comissão. (Fonte: Agência Senado)


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Programa Mulheres de Peito oferece exames gratuitos de mamografia

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om o objetivo detectar precocemente o câncer de mama e facilitar o acesso ao diagnóstico e tratamento da doença, em 2013 o Governo do Estado de São Paulo criou o Programa Mulheres de Peito. A iniciativa estimula mulheres paulistas com idades entre 50 e 69 anos a realizarem exames preventivos de mamografia, de forma gratuita, a cada dois anos na rede pública e visa a detecção precoce de tumores malignos inclusive em fases em que a mulher não apresenta nenhum sintoma. Para isso, quatro carretas percorrem os municípios paulistas oferecendo exames preventivos de mamografia. As unidades móveis de mamografia contam com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e um médico ultrassonografista. As carretas possuem 15 metros de comprimento, 4,10 metros de altura e, quando abertas, 4,90 metros de largura. Além

Reprodução/Governo SP

do mamógrafo, cada veículo é equipado com aparelho ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélite, computadores, mobiliários e sanitários. “Eu fiz o exame de mamografia na cidade de Bastos, fui super bem atendida e com extrema agilidade”, informa Amanda Serra, de 52 anos. Quem está fora desta faixa etária, também pode fazer a mamografia nas unidades

móveis, mas é preciso do pedido do médico. Não é necessário agendamento. Os endereços estão disponíveis no site www.saude.sp.gov.br. Além das carretas, o programa tem o telefone 0800 779 0000 para o agendamento de exames em um dos serviços com mamógrafo espalhados por todo o Estado. As pacientes podem marcar seus exames de mamografia sem necessidade de pedido médico, gratuita-

mente, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O serviço telefônico está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para o agendamento por telefone é importante que a mulher tenha em mãos o número do cartão SUS, endereço, telefone, data de nascimento e nome completo dos pais. Caso seja detectado algum problema nos exames realizados nas carretas ou nos serviços de saúde agendados por meio do 0800, a paciente é encaminhada para acompanhamento e tratamento na unidade da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer mais próxima da sua residência. Para a Coordenadora da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, Sônia Alves, a parceria do Governo “oferece estrutura altamente qualificada para tratamento dos pacientes oncológicos, com atendimento humanizado, uma iniciativa diferenciada que fortalece a assistência oncológica.” (Fonte: Governo de SP)

Nova técnica devolve movimentos à vítimas de AVC

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (SP) estão utilizando uma técnica capaz de reduzir quase que totalmente as sequelas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), como a paralisia facial e a perda de alguns movimentos. Popularmente chamado de cateterismo cerebral, o tratamento consiste em desentupir as artérias grandes do cérebro até 24 horas após os primeiros sintomas. O método já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Com o tratamento endovascular, às vezes, a gente vê respostas dramáticas. Pacientes que ficariam sequelados pelo resto da vida voltam a andar com esse tratamento. Então, é uma alternativa terapêutica muito interessante”, diz o neurologista Octávio Pontes Neto.

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Ele explica que a técnica consiste em introduzir um microcateter em uma artéria na perna do paciente e avançar até a área entupida do cérebro, onde o coágulo que impede a passagem do sangue é aspirado ou retirado com um stent, dispositivo usado para desobstruir os vasos. Segundo Pontes Neto, o procedimento pode “limpar” 80% dos vasos sanguíneos afetados e é mais eficaz que o tratamento

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convencional, com o uso de medicamentos para dissolver os coágulos que se formaram no cérebro e causam o AVC. Entretanto, o resultado do tratamento depende da extensão e do tempo em que a lesão ocorreu. O neurologista explica que, quando ocorre um AVC, os neurônios sofrem com falta de oxigênio e morrem em uma taxa de 1,9 milhão por minuto. “É como se fosse uma fogueira

queimando um canavial e a gente tem que correr, como um bombeiro, tentando apagar o incêndio, tentando abrir a artéria o mais rápido possível para restaurar o fluxo sanguíneo para o cérebro”, diz. O médico afirma que o sucesso da técnica depende ainda de um bom fluxo colateral, ou seja, que outras artérias estejam levando sangue à área do cérebro afetada pelo AVC. Além disso, é importante que o infarto seja identificado em estágio inicial. “Não é qualquer paciente com AVC isquêmico, mas aquele que tem oclusão de uma grande artéria do cérebro, em que a gente não consegue desentupir só com remédio na veia. Então, muitas vezes, além de receber o remédio, vai ser submetido a esse cateterismo”, completa. (Fonte: G1)


DEFICIENTES NÃO PAGAM IPVA EM SÃO PAULO

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omeço de ano é época de lembrar que temos que pagar o IPVA. Nesta matéria queremos lembrar aos leitores que as pessoas com deficiência, inclusive aquelas que são responsáveis legais por pessoas com deficiência, não pagam mais este imposto em todo o Estado de São Paulo. Confira a seguir como foi a conquista deste importante benefícios para milhões de pessoas em nosso Estado. No dia 19 de julho de 2017 foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo a Lei nº 16.498/2017, de autoria do Poder Executivo paulista, que estabelece a isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), também para pessoas com deficiência não condutoras. A nova medida vai beneficiar pessoas com Síndrome de Down, autistas, cegos, pessoas com paralisia cerebral, deficientes intelectuais, entre outros casos.

A isenção do imposto era uma reivindicação antiga dos deficientes de São Paulo. Até então, apenas os deficientes condutores, ou seja, aqueles que possuem CNH especial e podem dirigir os automóveis devidamente adaptados, tinham direito à isenção total do IPVA. Todavia, a nova Lei limita o valor do veículo ao valor estabelecido pelo Confaz (Conse-

lho Nacional de Política Fazendária) nos processos de isenção do ICMS e do IPI, direito que todos os deficientes já têm, que hoje está em R$ 70 mil. Outra novidade que a Lei traz é a possibilidade da obtenção da isenção do IPVA também para veículos usados. Neste caso o valor dos automóveis fica também ao valor máximo de R$ 70 mil, conforme tabela oficial

A importância da acessibilidade em todos os locais já é um consenso. Mas nem sempre é possível encontrar condições adequadas para quem tem dificuldades de mobilidade. Atenta a isso, a Sinal Link Acessibilidade, uma das 300 marcas expositoras da 16ª Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade lança em 2019 no mercado nacional produtos para o segmento hoteleiro. Segundo Marcos Alencar, diretor comercial da empresa, “o objetivo é tornar os ambientes acessíveis a todos”. “Os produtos poderão ser adquiridos em kits montados, de acordo com a necessidade dos estabelecimentos, e apresentam como diferencial a possibilidade de serem utilizados conforme a

demanda, pois são portáteis e podem ser oferecidos no momento do check-in, garantindo a durabilidade dos equipamentos”. O público foco destas soluções são pessoas com deficiência auditiva. Em geral quando se pensa em um quarto acessível de hotel, lembra Alencar, pensa-se somente no banheiro adequado a pessoa com mobilidade reduzida ou que está em cadeira de rodas, porém todas as deficiências devem ser contempladas. “Atuamos em adequações para todas as deficiências, mas as soluções que estamos apresentando ainda não existem completas disponíveis no mercado nacional”, explica. O Kit SL Basic conterá recursos como relógio despertador com alarme vibratório, amplifi-

cador móvel do volume de chamada telefônica, sensor wireless luminoso e sonoro para sinalização da campainha e toque do telefone, e sensor luminoso para a sinalização de batida de porta. “Nossos produtos atendem o decreto 9296/2018 que estipula a necessidade dos estabelecimentos de hospedagem oferecerem acessibilidade arquitetônica, ajuda técnica e recursos de acessibilidade”, explica Alencar. “Além de todos esses benefícios, o kit proporciona uma experiência mais agradável aos hóspedes e as soluções ajudam os hotéis a atender as exigências legais”. O diretor da Sinal explica que a meta principal destas soluções é atender hotéis, pousadas e demais locais de hospedagem. Mas lembra que sua uti-

anual de incidência do IPVA divulgada pela Secretaria Estadual da Fazenda. A conquista do benefício contou com a participação das instituições que assistem os deficientes em São Paulo e também de deputados estaduais, entre os quais deputada Célia Leão (PSDB). “Depois da nossa luta, do nosso trabalho, hoje podemos comemorar mais esta importante conquista para a população de São Paulo”, frisou a parlamentar. Vale lembrar que, além da isenção do IPVA, todas as pessoas com deficiência têm ainda o direito à isenção total do ICMS e IPI. Com isso o valor do automóvel pode ter um desconto de até 30%. Para saber mais sobre este benefício e também sobre a isenção de impostos para a compra de automóveis por PCDs, basta ligar para (19) 3756-1110 ou acessar o site www.genteciente.com.br. (Fonte: Gente Ciente)

Sinal Link lançará programa de acessibilidade voltada ao setor hoteleiro durante a Reatech 2019

lização também pode ser estendida para outros estabelecimentos comerciais e residências. “A grande vantagem deste tipo de solução é tornar a experiência de comunicação mais rápida, fácil e segura”, diz. Alencar antecipa que “na Reatech faremos a demonstração dos produtos e palestras para comprovar a importância da acessibilidade nas dimensões arquitetônica, atitudinal, nas comunicações e digital”. (Fonte: Fiera Milano)

SERVIÇO:

16ª Reatech 2019 Data: 13 a 16 de junho Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center www.reatechbrasil.com.br/16

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Diagnóstico e informação são armas contra a hanseníase

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Brasil é o segundo no ranking mundial da doença, registrando cerca de 30 mil casos por ano

hanseníase é uma doença infecto-contagiosa provocada pela bactéria Mycobacteruim leprae (bacilo de Hansen), que afeta principalmente a pele e os nervos, causando manchas e alterações de sensibilidade. Segundo a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBD), o Brasil é o segundo no ranking mundial da doença, registrando cerca de 30 mil casos por ano. Conforme Renata Sitonio, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e dermatologista chefe da Clínica Sitonio, os primeiros sintomas podem levar anos para aparecer e começam pelas alterações neurológicas. São elas, perda de sensibilidade ao calor ou dor, formigamento, perda da força muscular ou alteração nas articulações. Já na pele, explica que podem aparecer nódulos e manchas, perda dos cabelos e sobrancelhas. Para a especialista, é importante que a doença seja detectada rapidamente, pois a evolução da patologia pode implicar deformidades e mutilações, que tanto contribuem para a estigmatização da doença. “O preconceito devido à desinformação não pode começar pelo próprio paciente. A hanseníase tem cura e, após iniciado o tratamento, não há mais transmissão”, afirma.

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De acordo com Renata Sitonio, o quadro do doente sem tratamento é mais preocupante, pois pode transmitir o bacilo pelas vias respiratória por meio de tosse, espirro, gotículas de saliva. A dermatologista alerta que o maior risco de contágio ainda se dá pelo convívio domiciliar com o enfermo sem tratamento, o que reforça a importância do diagnóstico. “Menos de 50% dos casos são identificados por exames de laboratório. O exames clínico feitos pelo médico dermatologista ou neurologista são mais importantes, como o de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase - em inglês Polymerase Chain Reaction) e sorologia, além de exames como bacte-

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rioscopia e biópsia, que coletam material da pele para serem examinados no microscópio”, explica. O tratamento é baseado em antibióticos e pode levar de seis meses a um ano e, mesmo que haja melhora dos sintomas, o paciente não pode interrompêlo, pois isso pode levar a resistência bacteriana. Ainda é possível que, mesmo curado, o paciente continue sofrendo com problemas neurológicos - ocorre em pelo menos 20% dos casos. Para Sitonio, o estigma social se dá pela desinformação e pela disseminação de falsas ideias. Ela explica que o paciente em tratamento pode sim conviver em sociedade e

deve conhecer seus direitos. Outro ponto é que a maioria da população é resistente à infecção, ou seja, adquire o bacilo, mas aborta a infecção e não desenvolve a doença. “A ideia de que manchas são o principal sintoma da doença também é um mito, as alterações neurológicas vem primeiro. É verdade a informação de que os familiares que convivem com o paciente também devem ser examinados. É mito a ideia de que a transmissão se dá por qualquer tipo de contato. É verdadeira a informação de que, mesmo após curado, o paciente deve seguir com acompanhamento médico por, no mínimo, 10 anos”, esclarece. (Fonte: Assessoria)


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Falta de acesso prejudica cuidado com a saúde mental, diz pesquisa

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ocê cuida da sua saúde mental como cuida da sua saúde física? A maioria dos brasileiros afirma que não! E os principais motivos para não ir a um psicólogo ou a um psiquiatra, por exemplo, são os valores e dificuldades de acesso para agendar ou conseguir consultas com estes especialistas. Estas foram as principais descobertas da pesquisa “Como anda a saúde mental dos brasileiros”, realizada pela psicóloga e neuropsicóloga Thaís Quaranta, entre os meses de dezembro de 2018 e início de janeiro de 2019. A pesquisa foi feita por meio de um formulário online, com 941 pessoas, de todas as regiões do Brasil. Um dado chamou a atenção: 66% dos entrevistados já receberam um diagnóstico de algum transtorno mental. No ranking dos cinco principais transtornos estão: ansiedade 77%; 50% depressão, 42% estresse; 19% síndrome do pânico e 9% transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). ISOLAMENTO É PRINCIPAL VÁLVULA DE ESCAPE A pesquisa revelou quais são as principais válvulas de escape dos brasileiros para lidar com a saúde mental. E se você pensa que uma delas é frequentar um psicólogo, está enganado! No ranking das cinco principais estratégias para lidar com

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as emoções estão: isolamento com 59% das respostas; comer além da conta com 57%; dormir além do normal com 55%; usar a internet/redes sociais com 40%; e assistir maratonas de filmes e séries com 40%.

7 EM CADA 10 BRASILEIROS ESTÃO INSATISFEITOS COM A VIDA E quando o assunto é saúde mental, é essencial entender como anda o nível de satisfação com a vida. A pesquisa revelou que 7 em cada 10 brasileiros se consideram insatisfeitos ou infelizes em relação a algum aspecto, como finanças e trabalho. Apenas 18% da amostra afirma ser totalmente feliz e satisfeita com a vida. No ranking dos cinco principais motivos para a infelicidade/insatisfação estão: vida financeira (58%); trabalho (57%); aparência (46%);

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vida amorosa (40%), empatada com a saúde mental (40%).

9 EM CADA 10 BRASILEIROS FARIAM PSICOTERAPIA Segundo a neuropsicóloga que coordenou a pesquisa, os dados levantados são importantes para derrubar alguns mitos criados em torno dos cuidados com a saúde menta. “As entrevistas revelaram que os motivos que impedem as pessoas de buscarem ajuda para seus problemas emocionais não estão ligados aos tabus ou ao preconceito em relação à saúde mental. O que realmente se torna uma barreira é a acesso a estes serviços”, comenta Thaís. “Há alguns anos era comum pensar que ir ao psicólogo ou ao psiquiatra era algo reservado apenas para pessoas com problemas mentais mais graves. Porém, na nossa pesqui-

sa, apenas 2% dos entrevistados fizeram essa afirmação, enquanto que 91% afirmaram que iriam nestes especialistas, caso pudessem ou precisassem”, ressalta Thaís. Por fim, outro dado que chamou a atenção foi que embora 66% da amostra tenha recebido um diagnóstico de algum transtorno mental, apenas 15% faz psicoterapia. “Isto comprova que o acesso, principalmente à psicoterapia, precisa melhorar. O tratamento para os transtornos mentais é multidisciplinar e nem sempre os medicamentos usados de forma isolada são suficientes para melhorar os sintomas e a qualidade de vida do paciente. As terapias complementares, como a psicoterapia, são tão importantes quanto o tratamento medicamentoso”, finaliza Thaís. (Fonte: Assessoria)


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Como exercitar a capacidade motora de pessoas com Down?

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abemos que a capacidade motora de pessoas com Síndrome de Down é desenvolvida em um ritmo mais lento, devido a algumas particularidades em sua composição corporal. No entanto, é possível estimular essa aptidão, quando conhecemos os obstáculos ao seu desenvolvimento e realizamos atividades que estimulem esta capacidade. Vamos conhecer agora alguns destes obstáculos, e como podemos ajudar as pessoas com Síndrome de Down em seu desenvolvimento motor. OBSTÁCULOS AO DESENVOLVIMENTO MOTOR A hipotonia muscular é uma das características das pessoas com Síndrome de Down. Ela consiste em uma dificuldade no controle e recrutamento das fibras musculares que resulta em um baixo controle postural e problemas de equilíbrio. Combinada à hipotonia muscular, a frouxidão dos ligamentos articulares dificulta o controle de movimentos mais complexos, interferindo nas capacidades de proficiência física, como a flexibilidade e a resistência muscular. Além disso, a menor taxa de metabolismo basal, associada ao hipotireoidismo, favorece o ganho de peso nas pessoas com Down, comprometendo ainda mais a capacidade motora.

COMO EXERCITAR A CAPACIDADE MOTORA Alguns recursos estão sendo utilizados para estimular crianças com Down, desenvolvendo a aptidão física e também as habilidades motoras. Vamos conhecê-los a seguir:

ATIVIDADES ARTESANAIS Atividades manuais, como artesanato, reciclagem e pintura ajudam no desenvolvimento motor fino das pessoas com Down, melhorando também sua coordenação, criatividade e concentração. Integrar estas ativi-

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dades ao cotidiano das pessoas com Down oferece estímulos que facilitam a sua interação social, e a descoberta de novas habilidades.

ATIVIDADES FÍSICAS ORIENTADAS A prática de exercícios físicos vem demonstrando resultados positivos no desenvolvimento motor de pessoas com Down, principalmente quando estas atividades são iniciadas já na infância, respeitando as particularidades da criança, e avançando conforme ela vai se desenvolvendo. Atividades lúdicas que possibilitem o fortalecimento muscular são os mais indicados para auxiliar na melhora postural e no conhecimento do próprio corpo. Além disso, a participação em jogos de grupos também facilita o desenvolvimento social e afetivo da criança.

FISIOTERAPIA A fisioterapia ajuda no forta-

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lecimento muscular das pessoas com Down. Quando as crianças com Down realizam esses exercícios desde o nascimento, desenvolvem, progressivamente, a capacidade de sustentar o pescoço, rolar, sentar-se, engatinhar e ficar em pé. Este procedimento também é importante na fase em que a criança com Down começa a dar os primeiros passos, pois ajuda a estabelecer o equilíbrio motor, de forma ela se torne capaz de caminhar sozinha. Só é importante destacar a necessidade de autorização do médico que acompanha a criança, pois em alguns casos, a síndrome de Down está associada a algum tipo de cardiopatia, tornando necessário primeiro o tratamento deste problema, para só então iniciar a fisioterapia. TERAPIA OCUPACIONAL Realizada quando a criança com Down já está mais crescida, a terapia ocupacional aju-

da a desenvolver habilidades que ela precisa para realizar as atividades diárias, como beber no copo, comer com a colher, usar o banheiro e ainda brincar com os brinquedos que são apropriados para sua idade. Dessa forma, a criança com Síndrome de Down aprende a se relacionar com o ambiente em que vive e sua família descobre como adaptar este ambiente para ajuda-la a se integrar e conquistar confiança. Sabemos que para uma criança com Down, o desenvolvimento de certas capacidades é um pouco mais lento. Mas o progresso acontece, e pode ser adiantado com a realização das atividades que conhecemos neste artigo. Além de estimular a capacidade motora de pessoas com síndrome de Down, existem outras formas de auxiliá-las em seu pleno desenvolvimento. (Fonte: Blog Incluo www.incluo.com.br)


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Capixaba é a primeira pessoa com Down a tirar CNH no Brasil

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inda na sala de parto, os pais de Maria Clara de Carvalho receberam a notícia de que a filha tinha um “problema”. De acordo com os médicos, tratava-se de uma limitação que iria tirar dela qualquer possibilidade de independência, privando-a de uma vida normal: a síndrome de down. Passados 22 anos, Maria Clara hoje é chef de cozinha, está casada, faz aula de teatro, dança e está se preparando para mais um novo desafio: vai tirar sua carteira de motorista. A família, que consultou instituições de todo o País, garante que ela será a primeira brasileira com síndrome down a conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Desde criança sonho em dirigir. Quando estou ao volante, é uma emoção muito grande, tenho uma sensação de liberdade, algo sensacional”, conta a

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futura motorista, que mora em Jardim Camburi, Vitória. Focada, Maria Clara estuda todos os dias o livro com as informações teóricas e as regras de trânsito, além de já ter feito simulados disponíveis na internet. Ela também já realiza aulas práticas com o pai e está prestes a ter a primeira aula na autoescola. Antes disso, no entanto, precisa passar por avaliações

psicológicas para comprovar sua capacidade psíquica. Para o pai, o empresário Aldeci Carvalho, o teste só deve indicar o que ele já acredita há anos: “Ela é totalmente capaz. Todos nós temos limitações, mas o objetivo que ela quer alcançar é possível. A notícia de que ela tinha um ‘problema’ foi dada por uma equipe médica despreparada e com pouca

informação. O grande problema, infelizmente, é o preconceito”, afirma o pai. A vontade de Maria Clara em assumir a direção é tanta que todos os envolvidos no processo se sentem motivados. Um exemplo é o dono da autoescola, que fez questão de dar as aulas pessoalmente. “Gosto de desafios, então darei as aulas eu mesmo. Quero muito ajudar e participar desse momento”, disse Thiago Gavazza. A história da jovem chef já foi contada pelo jornal capixaba A Tribuna. Na edição do dia 14 de setembro de 2018, a reportagem mostrou os preparativos para o seu casamento com o auxiliar de comunicação Felipe Ribeiro, também portador de síndrome de down. “Foi algo incrível e emocionante. Sem dúvidas, a melhor coisa que já aconteceu na minha vida”. (Fonte: Tribuna On Line)


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Proposta padroniza nomenclatura de PCD´s na Constituição

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Câmara dos Deputados analisa proposta que altera a Constituição para padronizar a denominação de pessoas com deficiência. Diversos dispositivos constitucionais as tratam como “pessoas portadoras de deficiência”, enquanto a nomenclatura adequada atualmente é “pessoas com deficiência”. A medida consta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 427/18, apresentada pela deputada Rejane Dias (PT-PI). “A alteração constitucional, embora aparentemente simples e de cunho apenas estético, traz consigo uma verdadeira mudança de paradigmas e de valorização desse importante segmento social”, diz a deputada. A parlamentar destaca que a nomenclatura foi adotada na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com

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Deficiência, assinada em Nova York em 30 de março de 2007 e promulgada no Brasil pelo Decreto Presidencial 6.949/09. “Em que pese o referido tratado internacional possuir status de emenda à Constituição Federal, em diversos artigos na Carta Magna de 1988 ainda permanece a nomenclatura ‘pessoas portadoras de deficiência’, em vez ‘pessoas com deficiência’”, completou Rejane.

TRAMITAÇÃO A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto à admissibilidade. Se aprovada, será examinada por uma comissão especial criada especialmente para essa finalidade. Em seguida, será votada em dois turnos pelo Plenário. (Fonte: Agência Câmara)

Comissão aprova multa para quem parar em vaga especial

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Comissão de Viação e Transportes aprovou projeto que aumenta a multa em cinco vezes do condutor que estacionar indevidamente seu veículo em vaga destinada a idoso ou pessoa com deficiência (PL 3575/15). O texto prevê ainda que, caso haja reincidência no prazo de 12 meses, o condutor tenha suspenso o direito de dirigir e pague ainda o valor da multa em dobro daquela primeiramente aplicada. O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). Atualmente, a legislação já prevê a infração como gravíssima, punida com multa. A proposta original, do deputado Pedro Vilela (PSDB-AL), previa detenção de seis meses a dois anos para o motorista que cometer a infração. Mas o rela-

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tor na comissão de Viação e Transportes, deputado Vicentinho Júnior (PR-TO), manteve as alterações aprovadas pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, que considerou a punição desproporcional. “O texto sujeita o infrator ao pagamento do valor referente à multa gravíssima multiplicada pelo fator cinco. Dessa forma, além de punir os infratores com maior rigor, desestimula-se a ocupação das vagas de estacionamento especiais por aqueles que não tem autorização para utilizá-las ”, explicou Vicentinho Junior.

TRAMITAÇÃO O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Fonte: Agência Câmara)

www.autoescolashalon.com.br

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Programa Praia Acessível oferece apoio a pessoas com deficiência

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ara garantir a diversão de todos os cidadãos nas praias do litoral paulista, o Estado de São Paulo conta com o Programa Praia Acessível, iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com as prefeituras dos municípios interessados, que viabiliza o acesso dos banhistas com deficiência ao mar. Nas praias do litoral de São Paulo e também em prainhas de rio doce, o Praia Acessível oferece cadeiras anfíbias, especialmente desenvolvidas para garantir a quem tem deficiência o acesso ao banho de mar. Lançado em 2010, o programa funciona em parceria com as prefeituras dos municípios em 26 praias do litoral e interior do Estado de São Paulo. O objetivo é oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia, do banho de mar e de rios com segurança e dignidade. A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo é responsável pelo for-

Reprodução/Governo de SP

necimento das cadeiras e as prefeituras pelas equipes de suporte do programa. As cadeiras utilizadas são chamadas de “anfíbias”, por serem fabricadas com pneu especial que permite superar a dificuldade da areia e também não afundam dentro da água. A

altura dela é compatível com a possibilidade do usuário sentir a água, numa profundidade segura. Existe facilidade na transferência da cadeira de rodas para a cadeira anfíbia porque os braços são removíveis. As praias disponibilizam o equipamento

aos sábados, domingos e feriados. Algumas, como Itanhaém, fornecem as cadeiras todos os dias durante o Verão. Os equipamentos podem ser utilizados por moradores ou visitantes das regiões que apresentem algum tipo de deficiência. (Fonte: Governo de SP)

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importantes da vida, e como deficiência toda e qualquer incapacidade ou “desabilidade”, física ou mental, que limite parcial ou substancialmente uma ou mais atividades fundamentais da pessoa no seu dia a dia. A Lei estabelece ainda penalidades aos que praticarem atos de discriminação nos estabelecimentos de ensino, que vão desde uma advertência até multa de mil Ufesps (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo). Na apuração dos atos discriminatórios praticados com violação desta lei, deverão ser observados os procedimentos previstos na Lei nº 10.177, de 30 de dezembro de 1998, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual. (Gente Ciente)

Lei veda discriminação à criança com deficiência em SP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou a Lei nº 16.925/19, que veda toda e qualquer discriminação à criança e ao adolescente com deficiência ou com doença crônica em todos os estabelecimentos de ensino, creches ou similares, em instituições públicas ou privadas em todo o estado de São Paulo. A nova Lei foi publicada no Diário Oficial do Poder Executivo no dia 17 de janeiro de 2019 e teve como base o Projeto de Lei nº 184/2011 de autoria dos deputados estaduais Célia Leão (PSDB) e Orlando Bolçone (PSB). Em seu teor a Lei determina que o estabelecimento de ensino, creche ou similar, deverá capacitar seu corpo docente

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e equipe de apoio para acolher a criança e o adolescente portador de deficiência ou doença crônica, propiciando-lhe a integração a todas as atividades educacionais e de lazer que sua condição pessoal possibilite.

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Para os efeitos desta lei consideram-se deficiência ou doença crônica aquela que se refere a quaisquer pessoas que tenham “desabilidade” física ou mental, que limite substancialmente uma ou mais atividades


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Medicamento melhora a vida de pacientes com esclerose múltipla

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acientes adultos que sofrem com Esclerose Múltipla Remitentes Recorrentes (EMRR) terão acesso ao acetato de glatirâmer (Copaxone) na versão de 40 mg, por meio do Sistema Único de Sáude (SUS). O medicamento injetável impede a atividade da doença que ataca o sistema nervoso central e provoca distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo. O SUS já oferta a versão de 20 mg. Com a medida, o paciente reduzirá em mais da metade o número de aplicações no corpo por semana, passando de sete para três injeções, o que irá gerar mais qualidade de vida ao paciente. A esclerose múltipla pode ser classificada por níveis de evolução clínica. Os casos entendidos como Remitentes Recorrentes, para o qual está sendo oferecido o medicamento Copaxone 40 mg pelo SUS, têm por características surtos autolimitados de disfunção neurológica com recuperação completa ou parcial. Aproximadamente 85% dos pacientes com a doença são inicialmente diag-

nosticados com EMRR. Os outros níveis da doença são o Secundariamente Progressiva (EMSP) e o Primariamente Progressiva (EMPP). A doença afeta normalmente adultos entre 18 e 55 anos de idade. Além disso, é duas a três vezes mais frequentes em mulheres. Entretanto, crianças e pessoas idosas também podem ser atingidas. No mundo, estima-se que a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com ela. Já no Brasil, estima-se que aproximadamente 35 mil pessoas convivem com a doença,

Uma equipe de cientistas israelenses está desenvolvendo uma espécie de colírio que pode curar córneas danificadas e corrigir de vez a miopia. Os “nanodrops”, foram chamados assim pelos oftalmologistas da Universidade Bar-Ilan, em Jerusalém. O colírio já foi testado em porcos e o resultado foi positivo. A próxima fase é o teste em seres humanos que segundo previsões sera realizada até o final do ano, o tratamento eliminaria de vez a necessidade do uso do óculos ou lentes. Além disso, a equipe de pesquisa descobriu que os “nanodrops” poderiam ser desenvolvidos para criar correção de visão multifocal para que pudessem ver coisas a várias distân-

cias semelhantes aos efeitos do uso de óculos bifocais. Dr. David Smadja, um dos pesquisadores envolvidos revela que ainda não sabe quanto tempo o colírio deverá ser aplicado até a visão estar completamente reparada. Mas, se for comprovadamente bem-sucedida, o tratamento seria um método revolucionário de melhorar a visão. Em uma palestra na conferência médica, em Jerusalém, Dr David Smadja, contou com a presença de mais de 350 pessoas, entre médicos e enfermeiros, da qual salientou a importância dessa inovação, se for aprovada para ser feita em seres humanos. (Fonte: Saber Viver Mais)

Israelenses criam colírio que repara córneas e cura miopia

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sendo que aproximadamente 15 mil estão em tratamento atualmente no SUS. Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição. A decisão de incorporação do acetato de glatirâmer (Copaxone) 40 mg pelo Ministério da Saúde foi publicada em portaria no último mês de dezembro no Diário Oficial da União (DOU). A pasta tem até 180 dias para ofertar o medicamento, a contar da

data de publicação da portaria.

OUTROS TRATAMENTOS O SUS conta com a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Neurológica para atender pacientes com esclerose múltipla e demais doenças neurológicas. Esta Política permite aos estados e municípios organizar e desenvolver estratégias de promoção de qualidade de vida, proteção e recuperação da saúde nos níveis da Atenção Básica e especializada. Ao todo, o SUS oferta 44 procedimentos (clínicos e de reabilitação) para a doença, de forma integral e gratuita. Também há um conjunto de medicamentos ofertados especificamente para tratamento de esclerose múltipla aos pacientes cadastrados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Ou seja, são pacientes que se enquadram nos critérios clínicos e nas diretrizes terapêuticas determinadas pelo Protocolo Clínico da Esclerose Múltipla (Portaria SAS/MS nº 391, de 05 de maio de 2015). (Agência Saúde) Reprodução

Jorge da Farmácia

Vereador de Campinas integra conselho estadual de PCD´s

No dia 10 de janeiro, o vereador de Campinas, Jorge da Farmácia (PSDB) – presidente da Comissão Permanente das Pessoas com Deficiência, da Câmara de Campinas, por dois biênios consecutivos, da comissão das Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida – foi escolhido como integrante do conselho gestor da secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A reunião para a definição dos nomes foi realizada na capi-

tal paulista e no mesmo encontro os integrantes já definiram o cronograma das reuniões do conselho. Eles devem se reunir mensalmente, sempre na 1ª segunda-feira do mês, às 10 horas. O Conselho Gestor da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência é um órgão de assessoramento para propor soluções, discutir políticas públicas e ações relacionadas à causa. (Fonte: Câmara de Campinas)


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Novo tratamento para olho seco chega ao Brasil, afirma oftalmo

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ecnologia de luz pulsada elimina o olho seco evaporativo que cresce no verão. O calor intenso do verão facilita a desidratação de todo o organismo e afeta até nossos olhos. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier isso explica porque nesta época do ano uma das mais frequentes causas de consultas oftalmológicas é a síndrome do olho seco. “A disfunção atinge 12% da população”, comenta. Não é pouco. São cerca de 25 milhões de brasileiros na proporção de três mulheres para cada homem. “Na mulher a oscilação ou queda dos estrogênios amenta a predisposição ao olho seco” observa. Isso porque, estes hormônios têm uma correlação com a produção do filme lacrimal que é formado por três camadas: aquosa, lipídica e proteica”. Qualquer alteração em uma dessas camadas, explica, provoca a síndrome do olho seco. Por isso, depois da menopausa a população feminina forma o principal grupo de risco para desenvolver a doença. “Nem toda mulher desenvolve porque o distúrbio é multifatorial”, pontua.

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CAUSAS O oftalmologista ressalta que o filme lacrimal tem a função de proteger e alimentar a superfície dos nossos olhos. “Hoje todas as faixas etárias estão expostas ao ressecamento da lágrima” afirma. A mais frequente causa ambiental do olho

Dr. Leôncio Queiroz Neto

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PREVENÇÃO As dicas do especialista para prevenir o ressecamento dos olhos são:

n No computador tablet e celular - Descanse os olhos 5 minutos/hora olhando para um ponto distante e pisque voluntariamente.

n Aumente o consumo de água no período menstrual e na pósmenopausa: Isso porque, o estrogênio e a progesterona influenciam a hidratação do corpo.

seco é o uso prolongado do computador, tablet ou celular. Dois estudos conduzidos por Queiroz Neto mostram que a fadiga visual e o ressecamento da lágrima atingem 75% das pessoas com até 40 anos de idade que permanecem por mais de duas horas olhando para uma tela eletrônica e 90% dos que têm idade superior Outra variável ambiental importante, observa, é o uso de lente de contato, principalmente do tipo gelatinosa que absorva mais lágrima que as rígidas. No verão, ressalta, o hábito de tomar pouca água, permanecer muito tempo em ambientes com ar condicionado, tomar sol sem proteger os olhos e praticar atividades físicas em ambientes poluídos também facilitam a maior evaporação da lágrima. Os sintomas do olho seco elencados pelo médico são: vermelhidão, ardência, visão embaçada, coceira, e maior sensibilidade à luz. Se a síndrome não for tratada logo no início, adverte, a falta de lubrificação da superfície ocular pode causar na córnea cicatrizes, ceratite (inflamação) e agravamento do ceratocone, além de facilitar o aparecimento de conjuntivite e alergia.

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NOVO TRATAMENTO A boa notícia é que que a mais nova terapia para tratar o olho seco é uma tecnologia de luz pulsada que estimula a glândula de Meibômio a produzir a camada lipídica do lágrima. Relatório da ARVO (Association for Research in Vision and Ophthalmology) revela que a maior causa do olho seco no mundo todo é justamente uma disfunção nesta glândula que diminui a produção da camada gordurosa do filme lacrimal. “É esta parte da lágrima que regula sua evaporação. Isso explica porque quanto mais avançada é a idade, maior o desconforto visual nas telas eletrônicas. O médico destaca que a nova tecnologia já é utilizada em 40 países e alivia o olho seco logo após a primeira sessão. Na são necessárias três sessões, senso uma por mês. O oftalmologista ressalta que as principais vantagens da luz pulsada são: combater a causa da disfunção, melhorar a produtividade, .diminuir o custo do tratamento do tratamento a longo prazo, e a irritação do olho causado pelo uso compulsivo de colírios lubrificantes contêm conservantes.

n Mantenha o diabetes sob controle: A alta da glicose na corrente sanguínea faz com que o portador de diabetes urine mais. Por isso. se você tem diabetes acompanhe os níveis de glicemia no sangue com seu médico. Além de evitar o olho seco e a desidratação, previne o aparecimento da retinopatia diabética que pode cegar.

n Fique alerta aos efeitos colaterais de medicamentos: Se você faz tratamento com diurético, usa com frequência antialérgicos que ressecam os olhos, toma pílula anticoncepcional ou faz TRH (Terapia de Reposição Hormonal), a recomendação médica é reforçar o consumo de água.

n Controle o estresse: Para evitar o esgotamento das glândulas suprarrenais que respondem pela produção do hormônio aldosterora. Suprarrenais esgotadas diminuem a produção deste hormônio cuja função é regular os níveis de líquido no corpo.

n Evite bebidas alcoólicas e outros alimentos com efeito diurético como a salsa, agrião, sementes de aipo e dente de leão.Consuma 5 porções de frutas e verduras ao dia. Se o consumo for menor beba mais água. Inclui fontes de ômega 3 na dieta: sardinha, salmão, bacalhau e semente de linhaça. (Fonte: Assessoria)


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Conheça o projeto Fadas Inclusivas

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oje já é possível contratar para eventos sociais e corporativos uma equipe que realiza oficinas e brincadeiras sensoriais para crianças com e sem deficiência. As Fadas Inclusivas, como são conhecidas na região de Campinas, foi idealizada pela Cirurgiã-dentista Lilian Cristina Guedes após participar de um carnaval inclusivo em 2016, na ocasião, optou ser a fada do dente. A dentista que também é contadora de história e escritora de livro infantil foi estimulada pelas organizadoras do evento a participar em outras ocasiões para desenvolver atividades com as crianças. Em meados do ano de 2018, formou-se a equipe de fadas, as Fadas inclusivas. São integrantes: a Fada do Dente, a Fada das Cores e a Fada Vovó. A dentista é especialista em pacientes com necessidades especiais e considera necessário que os profissionais que

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atuam nesta área se apropriem não só dos conhecimentos relativos a odontologia, mas estejam constantemente se reciclando e aprendendo sobre peculiaridades que marcam a interação das crianças com o mundo. Assim ela notou que os Buffet e lugares de recreação precisam agir com vistas a um olhar democrático e inclusivo,

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que considerem a todos. A proposta da equipe é oferecer e garantir brincadeiras sensoriais que sejam possíveis de serem realizadas por qualquer pessoa em qualquer ambiente e condições. As brincadeiras alem de estimular os sete sentidos permitem a construção de memórias afetivas: Uma memória afetiva pode se

desenvolver a partir de uma percepção sensorial como um odor, um som, uma cor, desde que tal percepção esteja ligada a um momento afetivo importante. Sabe aquele cheirinho de pão quente que remete aos cafés da manhã na casa da vovó ou aquela musica que te leva à época da adolescência por alguns instantes? Isto é memória afetiva. A nossa sugestão é que as crianças possam sorrir e se divertir e construírem lembranças de algo muito, mas muito feliz. Alem de eventos sociais como casamentos e festa infantil, podemos participar de reuniões de amigos em casa, um almoço de aniversário, batizado, cha de bebe e muitos outros eventos pequenos. CONTATO Dra. Lilian Cristina Guedes (CROSP: 83147) @fadasinclusivas fadasinclusivas@gmail.com


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Michelle Bolsonaro discursa em libras na posse presidencial

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uebrando o protocolo do cerimonial, a primeiradama Michelle Bolsonaro fez, no dia 1º de janeiro, um breve discurso, de pouco mais de 3 minutos, no Parlatório do Palácio do Planalto, antes do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro à nação. O discurso dela foi em libras (linguagem de sinais destinada à comunidade surda), na qual é especialista, e traduzido simultaneamente. Michelle Bolsonaro prometeu atuar em favor das pessoas com deficiência e daqueles que se julgam esquecidos pela sociedade. De acordo com ela, há um “chamado” no seu coração para se dedicar ao próximo e agora como primeira-dama poderá ampliar as atividades sociais que já desempenha. “Vocês serão valorizados e terão os direitos respeitados. Tenho esse chamado no meu coração e desejo contribuir na promoção do ser humano.” Emocionada, Michelle Bolsonaro destacou que o desejo coletivo veio das urnas. “As eleições deram voz a quem não era ouvido e a voz das urnas foi clara: o cidadão brasileiro quer segurança, paz e prosperidade. Um país em que todos sejamos respeitados.” Em um momento de carinho, Michelle pediu apoio de todos a Bolsonaro, chamando-o de "amado esposo". Diante do público que interrompia aos gritos de “mito” para Bolsonaro e pedia um beijo entre ele e Michelle, o apelo foi atendido. O casal se beijou e houve aplausos. Ela agradeceu às orações destinadas ao marido, logo após ao ataque, em setembro, quando foi esfaqueado durante a campanha eleitoral e período em que ficou 23 dias internado. Citou ainda a ajuda de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, durante o período em que presidente passou no Hospital Albert Einstein. DISCRETA Esta foi um das raras mani-

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festações públicas da primeiradama. A discrição e a sobriedade que marcaram a passagem de Marcela Temer pelo Palácio do Planalto devem se manter com a chegada de Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro à função de primeira-dama brasileira. Em uma das poucas entrevistas que concedeu desde a eleição do marido, Michelle disse que vai se dedicar aos programas sociais do governo federal. A jovem primeira-dama, de 38 anos, já desenvolve trabalho social. Religiosa, Michelle integra o Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, onde atua como intérprete de libras nos cultos. No governo Bolsonaro, pretende seguir na mesma linha, se dedicando especialmente aos projetos que envolvem pessoas com deficiências e de síndromes. Michelle contou que aprendeu libras para melhor se comunicar com um tio surdo. "Ele que plantou essa sementinha na minha vida, me despertou o amor pelas libras, fui estudar e aprendi sozinha. Esse amor só

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foi aumentando", disse a primeira-dama, em depoimento para o programa eleitoral do PSL. Brasiliense, a primeira-dama nasceu e foi criada em Ceilândia, a maior região administrativa, com 490 mil habitantes. A cidade-satélite está entre as com mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humanos) do Distrito Federal (DF). Michelle conheceu Bolsonaro quando era secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, há mais de dez anos. Em 2013, eles oficializaram o casamento, em um cerimônia religiosa celebrada pelo pastor Silas Malafaia. Durante a campanha eleitoral e a transição, Michelle pouco apareceu, mas sempre foi citada com carinho pelo marido. Em uma das raras aparições no horário eleitoral gratuito, ela afirmou que Bolsonaro é "um ser humano maravilhoso", bastante preocupado com o bemestar das pessoas. Michelle tem duas filhas: Letícia Aguiar, fruto de um relacionamento anterior, e Laura Bolsonaro. É filha de Maria das

Graças Firmo Ferreira e de Vicente de Paulo Reinaldo, de quem diz ter herdado a simplicidade e a solidariedade. A partir de hoje, Michelle vai assumir a função desempenhada por Marcela Temer nos últimos dois anos e meio. Logo após a posse de Michel Temer na Presidência da República, foi escolhida embaixadora do "Criança Feliz", programa criado para dar assistência médica e psicológica a crianças carentes de 0 a 3 anos. Em um dos raros pronunciamentos públicos, Marcela disse que estava "feliz em colaborar nas causas sociais do país". O Atelier Marie Lafayette, no perfil no Instagram, comemorou a confecção do vestido usado por Michelle na cerimônia de posse do presidente. Na publicação, a estilista agradece a confiança da primeira-dama, reproduzindo uma foto do casal no Rolls Royce, a caminho do Congresso Nacional. Michelle usou um vestido midi ombro a ombro, em tom de rosa e escarpin na mesma cor. A estilista é a mesma que fez o vestido de noiva de Michelle. (Fonte: EBC)


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ADD Magic Hands fatura o 5º título nacional de basquete

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Na disputa do terceiro lugar, melhor para a Gadecamp. A equipe do interior de São Paulo superou a Andef, do Rio de Janeiro, por 71 a 66. Este Campeonato Brasileiro de Basquete é referente à temporada de 2018 e estava programada para ocorrer no início de dezembro, mas foi reagendada pois coincidiu com a data do Campeonato Sul-Americano da modalidade, que foi realizado na cidade de Lima, no Peru. A Seleção Brasileira foi a vice-campeã da competição regional. (Fonte: CPB)

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ADD Magic Hands conquistou, no dia 11 de janeiro, seu quinto título brasileiro masculino de basquete em cadeira de rodas. A equipe paulistana contou com a força de sua torcida no CT Paralímpico, em São Paulo, e vingou-se do CAD Rio Preto, por quem havia sido derrotada na final da última edição do Nacional da modalidade. O duelo, transmitido pelo SporTV 2, terminou com o placar de 69 a 52. A equipe do Magic Hands repete assim o feito que já havia alcançado em 2010, 2011, 2014 e 2016, quando também chegou ao lugar mais alto do pódio no Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas. Em 2017, no entanto, a equipe da Zona Sul de São Paulo tinha sido superada por 58 a 56 pelo próprio CAD Rio Preto. O jogo começou com uma maior imposição do CAD, que deu a impressão de que conquistaria o bicampeonato. A equipe do interior paulista liderou o primeiro quarto por 12 a 9, mas não suportou o maior volume de jogo do Magic Hands, que tomou a dianteira antes do fim do segundo quarto (26 a 20). Por todo o segundo tempo o CAD tentou aproximar-se no placar, mas em vão.

GADECAMP - A equipe campineira de basquete sobre rodas, Gadecamp (Grupo de Amigos Deficientes e Esportistas de Campinas), ficou em terceiro lugar no Brasileiro, ao derrotar o Andef-RJ pelo placar de 71 x 66. PARABÉNS !

Alana Maldonado concorre a prêmio de melhor atleta das Américas CPB

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O Comitê Paralímpico das Américas anunciou, em janeiro, 16, que a judoca brasileira Alana Maldonado é uma das concorrentes ao prêmio de melhor atleta do continente em 2018. A votação é pública e já está disponível na página da entidade (clique aqui para votar). A paulista foi indicada após o título mundial da categoria até 70kg, obtido em Odivelas, Portugal. Alana também é a atual vicecampeã paralímpica da modalidade e um dos principais destaques da equipe brasileira de judô. Ela começou a praticar o esporte somente em 2014, quando entrou na faculdade de Educa-

ção Física. Descobriu aos 14 anos a doença de Stargardt, que leva à perda da visão progressiva. Alana concorrerá com o nadador chileno Alberto Abarza, Alejandro Perea Arango, do ciclismo colombiano, Camila Haase, nadadora costarriquenha, o nadador salvadorenho Fernando Fuentes, Gabriel Cuadra, do atletismo da Nicarágua, Gustavo Villafane, do basquete em cadeira de rodas da Argentina, o halterofilista mexicano Jose de Jesus Castillo, a canadense Mollie Jepsen e a americana Oksana Masters, ambas dos esportes na neve, e Pilar Jauregui, do badminton do Peru. (Fonte: CPB)


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