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Jo茫o Feij贸 ME MYSELF

&ART


Foto: Tiago Costa


BIO J

oão Feijó nasceu em Lisboa em Abril de 1963. Iniciou-se na difícil técnica da aguarela em 1975, mas desde 1984, também se dedica a outras técnicas como: Óleo, acrílico, fotografia, carvão, artedigital e escultura.

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oão Feijó was born in Lisbon in 1963.

Começou a trabalhar com a Galeria Multiface, e desde 1984 que se dedica unicamente às Artes Plásticas.

He moved to Germany at the age of 11 months where he remained until the age of 12. It was there, for the first time, that he was noticed by his artistic skills, exploring the difficult technique of watercolor. When he returned to Portugal he started working with Multifaceted Gallery, and since 1984 he began to dedicate exclusively to fine arts.

Frequentou o curso de pintura, fotografia e escultura na A.R.C.O e o de desenho na S.N.B.A.

He degreed in painting, photography and sculpture at A.R.C.O and also drawing at the S.N.B.A.

Trabalhou também em conjunto com artistas de renome: Pedro Calapez e Ivo na A.R.C.O; Moreira Aguiar; Vieira Baptista; e Gustavo Fernandes e Artur Bual.

He also worked with consecrated artists: Pedro Calapez and Ivo at A.R.C.O; Moreira Aguiar; Vieira Baptista; Gustavo Fernandes and Artur Bual.

Grande parte do seu trabalho encontra-se em colecções particulares, públicas e estatais espalhadas por vários cantos do mundo, nomeadamente no Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Brasil, Estados Unidos da América, Japão, Macau, China, Tunísia, França, Holanda e Angola e no espólio de arte do Vaticano em Itália.

A huge part of his work belongs to private and public collections all over the world such as Canada, Germany, Spain, England, Belgium, Brazil, United States, Japan, Macau, China, Tunisia, France, Holland, Angola and the estate of art from the Vatican in Italy.

Durante mais de 18 anos foi também curador e diretor de galeria, responsável por eventos de arte importantes, a um nível nacional e internacional.

For more than 18 years he was also curator and gallery director, responsible for important art events in a national and international important level.

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AGUARELA “paisagens livres

sem disfarces, sem cadeias nem vales, perdendo-se em ocasiões

no horizonte...” 4


WATERCOLOR “free landscapes without disguises, chains or valleys, losing on occasions

in the horizon...” 5


CF#1 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x100 2012

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CF#2 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x100 2012

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CF#3 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x100 2012

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“pinturas que unem

o céu e a terra convertendo-se numa vibração emocional”

“paintings that unite heaven and earth converting themselves into an emotional vibration”

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CF#4 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x100 2012

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“linhas harmoniosas e simples, desprovidas de qualquer intenção

e simbolismos, numa tentativa de poder chegar

a uma forma surreal do ser” “harmonious and simple lines,

devoid of any intention

and symbolism,

in an attempt to reach a surreal way of being” 11


CF#5 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x150 2012

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oão Feijó, estádios, estados, a cor, a forma harmónica e a paisagem como panorâmica da alma

Estados da alma, estádios da mente. A alma e a mente na grande viagem ao interior de um próprio. Uma viagem que parte de um tudo, que se instaura a partir da procura da luz, do que existe mais além do que olhamos, do que realmente nos motiva para viajar e transformar-nos no fio de ouro do labirinto de Ariadne. João Feijó compreende esta particular Viagem a Ítaca, uma viagem espectacular que fazemos todos, que faz ele, e que o faz partindo de um eu, que vai à procura do seu super eu, de isso e do supra ser. As suas paisagens são estados da alma, estádios da mente, produto das emoções, das subtilezas do pensamento. Em sua obra parece como se tudo estivesse esbatido, quer sejam céu e água, quer terra e pitadas do vento que tudo move. Mas não há gesto, é o poder de evocação do cromatismo o que nos impulsiona a viajar com a magnanimidade dos que sabemos que somos capazes de superar todas as provas. Estádios, estados, a cor, a forma harmónica, a paisagem como panorâmica da alma em todos os seus ângulos. Paisagem urbana, gentes, pressa, sensação de velocidade no nada, bicicletas, chuva, calcetado singular, pontes e casas, animais que vão com o dono procurando o que não é miragem e que são partes de um tudo urbano. Paisagens, água, céu, casas, bela arquitectura rural, que fica extasiada a partir de um tudo que se encontra num conjunto de inquietudes, que se produz como se fosse circunstância da substância essencial que tudo o harmoniza. É um buscador independente, livre, sem ataduras, que não quer que lhe ponham etiquetas, que se constitui como parte de um tudo efectivo e conjuntado, que vai mais além, que se enaltece e se realiza para as profundidades do belo a partir da realidade, de uma certa realidade que entende como uma coisa que vai muito mais longe do que é em aparência. Plasma aspectos do real, aqueles aspectos particulares que são especialmente belos. Porque a beleza é um estádio da alma, produz harmonia, aproxima-nos da paz, afasta-nos da guerra, dá-nos o necessário amor para superar os obstáculos existentes postos como provas essenciais de grande precisão. É um catalizador da alma, do momento, medita no aqui e no agora, porque todos estamos na senda que nos indicaram os grandes mestres que no mundo foram, embora, em ocasiões, não saibamos como iluminá-la. Neste caso, João Feijó diz-nos o modo, sendo momento com o momento, estádio da alma com a alma, anedota com o anedótico e essência de água com as suas paisagens da água. Joan Lluís Montané 2010 Da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) Publicada no blog

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oão Feijó, stages, states, color, form and landscape as an harmonious picture of the soul

Member of the soul, the mind stadiums. The soul and mind in the great journey into the interior of one’s own. A trip to a part of everything that is established from the search for light, there is more than we look, what really motivates us to travel and transform us into the labyrinth of the golden thread of Ariadne. João Feijó understands this particular trip to Ithaca, a spectacular journey that we all, who does it, and it does coming from a self that goes looking for his super self, and above it to be. Its landscapes are states of the soul, stages of the mind, the product of emotion, the subtleties of thought. His work seems like everything is dimmed, whether the sky and water, or earth and a touch of the wind that moves everything. But no gesture, is the power of evocation of chromaticism that propels us to travel with the magnanimity of those who know that we are able to overcome all the evidence. Stadiums, states, color, shape, harmonic, and panoramic landscape of the soul in all its angles. Urban landscape, people, rush, no sense of speed in bicycles, rain, natural paved, bridges and houses, animals that go with the owner looking for what is not a mirage and that all are parts of a city. Landscapes, water, sky, houses, beautiful rural architecture, which is one ecstatic from all that lies in a set of concerns, which produces the event as if it were essential substance that everything harmonizes. It is a search engine independent, free, no ties, who does not want you to put labels, which is constituted as part of an effective and aggregate everything that goes further, that praises and makes to the depths of the beautiful from the reality of a certain reality that you understand how something that goes much further than it is in appearance. He presents aspects of reality, those particular aspects that are especially beautiful. Because beauty is a stage of the soul, produces harmony, brings us peace, the war away from us, give us the necessary love to overcome the obstacles placed as key evidence of great precision. It is a catalyst of the soul, the moment, meditate on the here and now, because we are all on the path indicated to us the great masters who were in the world, although, on occasions, we do not know how to light it. In this case, João Feijó tells us how, and when the time stage of soul with soul, anecdote with anecdote and essence of water to water their landscapes. Joan Lluís Montané International Association of Art Critics (AICA)

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CF#6 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x150 2012

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CF#9 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x125 2012

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uís Hernández Del Pozo, 11 de Novembro de 2008 Da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) Comissário da feira de Arte de Madrid (ARCO)

João Feijó – Mestre da Aguarela Falar da aguarela moderna em Portugal é, forçosamente, falar de João Feijó, um jovem artista, irrequieto e introvertido, que alia à sua vocação precoce e bem demonstrada, uma preparação única em todas as técnicas de pintura, com especial relevo para a aguarela, cuja técnica assimilou durante a sua estadia na Alemanha, onde completou a formação recebida no seu país natal. Feijó, detentor de uma forte vocação, frequentou os cursos da ARCO e da Sociedade Nacional de Belas Artes portuguesa, o que lhe permite expor nas mais prestigiadas galerias, não só de Portugal, mas também de vários países europeus, sendo de destacar a sua participação na Feira Internacional da ARCO de Madrid. Sendo, talvez, um dos certames mais exigentes da Europa, esta feira aposta na modernidade de expressão, sempre que isso signifique uma garantia de qualidade, transmita um cunho pessoal e uma grande imaginação na selecção dos temas e na forma de os tratar. E este jovem artista português preenche, em grande escala, todas essas condições “sine qua non” exigidas pelo certame de Madrid, tendo obtido, entre outros numerosos galar-

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dões, o I Prémio na Exposição Internacional de Aguarela de Madrid. Por termos tido a sorte de observar o pintor no seu meio ambiente, podemos afirmar que a perfeição do desenho, a perspectiva formal, os pontos de fuga como valor determinante do enquadramento e uma coloração monocromática, com predominância das cores frias, especialmente os vermelhos, constituem a garantia das obras que o nosso artista apresenta ao público interessado em arte. Como é essencial aos bons aguarelistas, a água corre, em liberdade absoluta, pelo suporte eleito, como se o elemento líquido, por especial graça da sua natureza, soubesse onde ir e como o fazer; só os grandes mestres da aguarela o conseguem fazer e isso está presente nas obras de Feijó que, naturalmente, não repudia o emprego de outras técnicas ou de outras tonalidades nos seus trabalhos. Torna-se ainda necessário referir que, tendo a cor e a matéria como artífices, o artista esquece o que está a pintar e entra num jogo de luz e sombras, de formas rítmicas, de repartição de relevos, que proporcionam ao espectador o clima ideal para que possa entrar em comunicação com o pintor. Isto é o que, em definitivo, constitui a obra de arte bem feita, obra essa que temos que ver, para além de olhar e, acima de tudo, que é necessário sentir, para se captar toda a beleza que encerra a pintura de João Feijó.


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uís Hernández Del Pozo International Association of Art Critics (IAAC) Commissioner Art Fair of Madrid (ARCO)

Talking about modern watercolour in Portugal is inevitably talking about João Feijo, a young artist, restless and introverted, who combines with his vocation early and well demonstrated, a single preparation in all painting techniques, with particular emphasis on watercolour, whose technique he assimilated during his stay in Germany, where he completed the training received in his home country. Feijó, holder of a strong vocation, he attended the courses of the ARCO and the Sociedade Nacional de Belas Artes (National Society of Portuguese Arts) allowing him to expose in the most prestigious galleries, not only in Portugal but also in several European countries, notably his participation in the International Exhibition of ARCO in Madrid. Being, perhaps, one of the most demanding events in Europe, this fair bets on modernity of expression, where it means a guarantee of quality, pass a personal touch and a great imagination in the selection of topics and how to treat them. And this young portuguese artist large scale fills all of these conditions “sine qua non” required by the Madrid event, obtaining,

among numerous other awards, the I prize in International Watercolour Exhibition in Madrid. Since we have been fortunate to observe the painter in his environment, we can say that the perfection of the design, the formal perspective, vanishing points as determining the value framework and a monochromatic colour, with a predominance of warm colours, especially the reds, constitute a guarantee of the works that our artist presents to the public interested in art. As it is essential to the good water colourists, the water flows in absolute freedom by supporting elected as if the liquid element, by special grace of its nature, knowing where to go and how to do it, only the great masters of watercolour can do and this is present in the works of Feijó, who of course, does not disavow the use of other techniques or other shades in his work. It is also necessary to point out that, with the colour and matter as craftsmen, the artist forgets what he is painting and enters a game of light and shadows, rhy-thmic forms, distribution of reliefs, giving the viewer with the ideal climate for that he communicate with the painter. This is what, ultimately, is the artwork well done, work that we have to see, looking beyond and above all, it is necessary to feel, to capture all the beauty that holds the painting of João Feijó.

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uís Hernández Del Pozo, 25 de Maio de 2008 Da Associação Internacional de Críticos de Arte Comissário da feira de Arte de Madrid (ARCO) (AICA)

As Esplêndidas Aguarelas de João Feijó Escolhemos focar-nos no trabalho do jovem pintor João Feijó, que iniciou na Alemanha a técnica da aguarela, continuando a sua aprendizagem e educação nos cursos da ARCO e da Sociedade Nacional de Belas Artes Portuguesas. Artista de grande sobriedade, emprega tons avermelhados nos seus trabalhos sem grandes exageros ou empastamentos excessivos que só servem para massacrar a obra. Este jovem valor obteve o 1º prémio de exposição internacional de aguarela de Madrid, assim como por duas vezes, recebeu a Menção Honrosa na Galeria Multiface. É esta a razão porque hoje trazemos às páginas de La Nacion, o que seguramente será mais um estímulo para poder ver as suas obras nestes anos que advêm em algumas salas de arte de Espanha.

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uís Hernández Del Pozo, 25th May 2008 Of the National and International Arts Critics Association

João Feijó’s Splendid Watercolors ‘We have chosen to focus on the work of the young painter João Feijó, who started, in Germany, the craft of watercolour painting and continued his studies and education in the courses of ARCO and the Portuguese SNBA (National Society of Fine Arts). A very sober artist, who uses reddish tones in his work, without any exaggerations of poor taste or excessive pasting that would only ‘stain’ the work. This young, worthy painter has already won the First Prize in the International Watercolour Exhibition in Madrid, as well as the Honour Award, in two other occasions, by the Multiface Gallery, which is another reason why we mention him in the pages of La Nacion, certain that it will serve as further encouragement to go and see his work, this year that begins, in some of the art rooms in Spain.’


CF#19 Aguarela sobre papel/Watercolor 47x13 2012

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“obras que são produto do interior,

do eu espiritual do artista que contêm referências exteriores

mas que vão mais além

do que se vê e contempla...”

CF#26 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x40 2012

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“artworks that are the product from the interior,

and the spiritual self of the artist

containing outer references

but going beyond

of what one sees and contemplates...� 35


“no vago reflexo de sombra sobre as águas, no colorido sonhador de nuvens azuladas é manifesta toda uma representação afetiva

da paisagem Bucólica”

CF#28 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x50 2012

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“in the vague reflection of shade on water,

in the colorful dreamy of blue clouds is expressed all an affective representation

of the Bucolic landscape” 37


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CF#29 Aguarela sobre papel/Watercolor 180x50 2012

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OÃO FEIJÓ, ENTRE LUZES

É muito normal que os autores que vivam perto do mar, a luz e a cor abundem na maior parte das suas obras, como também o retrato da vida quotidiana dos que o rodeiam, o dia-a-dia calmo e sereno dos cidadãos. São estas cenas simples e habituais do amanhecer de cada dia que ilustram os seus trabalhos. Pequenas sequências em curtos relatos desses sucessos, repetidos uma e mil vezes de forma semelhante, um prazer infinito que se traduz numa linguagem plástica, vizinhos sentados em velhos bancos nas praças tradicionais, aproveitando o sol do dia, ruas desertas que servem como modelo de uma cidade abandonada, fachadas de casas emblemáticas, entardeceres campestres, amanheceres literários. Em todos estes momentos revela-se um carácter particular mostrado através de uma interminável série de fundos.

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A obra de João Feijó percorre esta narrativa de influência, tanta que não pára de investigar e experienciar qual a melhor maneira de registar todos os acontecimentos que o envolvem em cada jornada, se através das texturas dos acrílicos, se perante a liquidez do óleo, se pela instantaneidade da fotografia, se pela modelação da acção digital, pela sua imponência tridimensional, se pela poesia das aguarelas. Em qualquer caso, nada é ocultado nas diversas tentativas de recrear os que o cercam, a vida repleta de luz frequentemente causada pela ligação de cores. Estamos, assim perante um pintor no seu exercício peculiar. José Manuel Álvarez Enjuto2010 Crítico de arte y doctor en Bellas Artes


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OÃO FEIJÓ, BETWEEN LIGHTS

It is quite normal that light and colour abound in most of the works by authors who live near the sea, as well as the portrait of daily life of those around them, the calm and serene day-to-day of the citizens. These simple and usual dawn scenes of each day illustrate their work. Little sequences in short accounts of these successes, repeated one and thousand times in a similar way, an infinite pleasure translated into a plastic language, neighbours sitting on old traditional plazas benches, enjoying the sunshine of the day, deserted streets that serve as model of an abandoned city, iconic facades of houses, countryside sunsets, sunrises literary. All these moments reveal a particular character shown through an endless series of funds.

The work of João Feijo runs through this narrative of influence, so rich that he continues to investigate and experience the best way to record all the events involving him every day, whether through the textures of acrylic, the liquidity of the oil, the immediacy of photography, or by action of digital modelling, with its tridimensional grandeur or by the poetry of his watercolours. In any case, nothing is hidden in the various attempts to recreate what surrounds him, light-filled life often caused by the binding of colours. We are thus faced with a painter in his peculiar exercise. José Manuel Álvarez Enjuto Art critic and doctor in Arts

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CF#31 Aguarela sobre papel/Watercolor 150x50 2012

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argarida Botelho, “Diário de Notícias”

Privilegiando a prática da aguarela, este jovem artista vai prosseguindo a trajectória da paisagem lírica, bucólica e romântica em tons quentes e suaves, nunca agressivos, de fácil assimilação e de notório exercício plástico. O tratamento dado nos seus quadros à natureza, antecipa o romantismo ao produzir-lhe a imagem, num dado momento de luz, sombra ou desenvolvimento. Desenhador, cultiva o gosto pela paisagem – os campos verdejantes com os seus bosques, ribeiras e poentes. O seu esforço (autodidacta) está bem patente nestas aguarelas, onde se podem encontrar influências de vários pintores portugueses que se dedicaram a este estilo. Temos, portanto, mais um paisagista em potência, onde por vezes existe uma acentuação de cores vivas; noutras, tons ténues e comedidos. Em todas elas expressa todavia um grande lirismo circundando certas obras com cenas da vida rural, romanticamente idealizadas, embora sem grande fantasia. De qualquer modo é possível pressentir o seu caminho contem-

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plando os seus trabalhos ora expostos. Apesar do realismo com que descreve diminutas figuras ou casarios dispersos pela paisagem, a natureza é vista com olhos acentuadamente líricos, fazendo um verdadeiro labour of love. No vago reflexo de sombra sobre as águas, no colorido sonhador de nuvens azuladas é manifesta toda uma representação afectiva da paisagem rural. O artista limita ao mínimo os requintes estetizantes e, em contrapartida, procura construir uma representação baseada na simplicidade. Isto não quer dizer que na simplicidade não estejam vincados os aspectos ornamentais, até porque nesta mostra a sensação que nos fica é de que o artista se deixa impressionar por pesquisas e estudos. Segundo o brilho e a riqueza dos coloridos, ele recria nas suas aguarelas uma atmosfera prazenteira e agradável à vista do espectador. Convém dizer aqui que João Feijó, por ora, pinta para um público bem determinado de gerações futuras e construtores da imortalidade.


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argarida Botelho, in “Diário de Notícias”

By privileging watercolor painting, this young artist proceeds with his path of lyric, bucolic and romantic landscape, using soft and warm tones, never aggressive, easily assimilated and of a notorious plastic exercise. The way he portrays nature, anticipates romanticism by producing its image, in a given moment of light, shadow or development. As a drawing artist, he develops a growing taste for landscapes – green fields with woods, creeks and sunsets. His effort (self-taught) is unmistakeably present in these watercolors, where we can find influences of several Portuguese painters, who have dedicated themselves to this style. We have, therefore, another potential landscape painter, who accentuates bright colours in some cases; and, in other cases, uses pale and discreet tones. However, in all of them, he expresses great lyricism, enclosing, in certain pieces, scenes from rural life, romantically idealized, though without much fantasy.

Anyhow, it is possible to foresee his path by contemplating the work on display. In spite of the realism with which he portrays minute shapes or houses scattered through the landscape, nature is seen with emphasized lyric eyes, performing a true labour of love. In the vague reflection of shadow over the water, in the dreamy blue colouring of clouds, he manifests an emotional representation of rural landscape. The artist uses a minimum of aesthetic embellishments, and, on the other hand, he seeks to build a representation based on simplicity. This doesn’t imply that ornamental aspects aren’t well marked in simplicity, because, from this exhibit, we get the feeling that the artist allows himself to be impressed by research and studies. In accordance to the glow and intensity of the colors, he creates, in his watercolors, a pleasant and agreeable atmosphere for the viewer. João Feijó, for the time being, paints in view of a well-determined public, of future generations and creators of immortality.

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“o artista limita ao mínimo os requintes estetizantes

e, em contrapartida, procura construir uma representação baseada na simplicidade”

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“the artist limits to a minimum aestheticizing refinements

and, on the other hand, he tries to build

a representation based on simplicity�

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Linha de Ă gua Aguarela sobre papel/Watercolor 100x27 2012

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uís Vieira-Baptista, 16 de Dezembro

É-me impossível separar o autor da sua obra. Talvez porque os conheça a ambos! Ao pensar em João Feijó, vem-me à imagem as suas aguarelas do espírito. Embora ele também pinte a óleo, são as “manchas da arte colorida” as que mais aprecio. Com um espírito de sobrevivente sempre presente em qualquer adversidade, constato que são os infortúnios ou os caminhos mais espinhosos que lhes servem de fertilizante para novas culturas, cada vez mais resistentes, mais fortes, mais consistentes. Auto-didacta, cedo começou a aventura da vida, sempre atento ao mais pequeno indício de trigo que lhe possa ser útil, quantas vezes bem escondido no meio do joio que lhe cai em cima. A sua primeira exposição individual proporciona-lhe um acontecimento que vai moldar, dali para a frente, todo o seu futuro: vende todas as aguarelas expostas e adquire o trespasse da galeria de arte que o expôs! Estas duas vertentes que aqui nasceram – a de artista de sucesso e de “marchand” – nunca mais se separaram. Esta fraternidade, quase incestuosa, entre o criador e o comerciante, poderia parecer, logo à partida, condenada à falência de uma das partes. Mas tal não aconteceu. Ao contrário do que seria de esperar, ao invés do João Galerista tentar vender a obra de João Pintor, o que ele faz é tão só obter o melhor naipe de artistas que com ele queiram trabalhar, servindo o pecúlio obtido para investir numa maior personalização do seu trabalho artístico, concedendo gradualmente menos espaço à auto-comercialização, arriscando assim cada vez mais; na direcção pessoal cada vez mais sólida, cada vez mais sua. Este relativo bem-estar financeiro do “marchand” financia o pintor dando- lhe a confiança necessária para arriscar inovando, evoluir pesquisando. Apreciador de espaços abertos e arejados, é na sua temática que envolve o Alentejo que o pintor mais facilmente se identifica. A espontaneidade da aguarela, roçando a técnica e a estética do visionismo, faz-lhe aparecer a sensibilidade e o sentido criativo bem marcados neste seu outro “eu”. E é esta luminosidade, quase onírica, salpicada de um realismo q.b., que mais fascina a sua obra. O reconhecível é confortável ao espectador e a parte “desmanchada” do trabalho, visionista, transporta-nos até onde queremos (ou podemos) ir. Há sempre algo de familiar e distante, de “dejà-vú” e de exclusivo. Finalmente penso que o “João – que – pinta” é fruto do “João – que – vende” e vice-versa. O muito que um vê e aprende serve para ajudar o outro. Unidos nesta dupla singularidade (passa à contradição) encontrámos o homem completo, íntegro, que faz da zona entre fronteiras, chamada de Terra de Ninguém, o seu ponto de partida e tem levado consigo a família, os amigos, os colegas e os coleccionadores, acompanhando-o com cumplicidade e confiança. É porque, quando conhecemos o João, já ninguém se admira de encontrar uma fasquia cada vez mais alta, e por inércia “obriga-nos” a saltar com ele.

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uís Vieira-Baptista, 16th December

It is impossible for me to separate the author from his work. Maybe because I know them both! When thinking of João Feijó, it comes to my mind the image of his watercolours from the soul. Although he also paints in oil, those “stains of coloured water” are the ones I enjoy the most. With a soul of a survivor, always present in any adversity, I come to the conclusion that misfortune and troubled paths are used as nourishment for new cultures, which are becoming, each time, more resilient, stronger, and more consistent. A self-made man, he began his life adventure early, always aware of the slightest hint of wheat that might be useful to him, hidden many times within the tares falling on him. His first individual exhibition presents him with an event that shall shape his future from then on: he sells all the watercolours on display and acquires the right to lease the art gallery where his exhibit took place! These two sides of him that were born in that moment – the successful artist and the Arts Dealer – never again parted. This almost incestuous brotherhood, between the maker and the dealer, could seem, right up front, doomed to the failure of one of the parts. However, that didn’t happen. Unlike what could be expected, instead of Gallery-Owner-João attempting to sell the work of João-The-Painter, what he does is to try and obtain the best range of artists, willing to work with him; the money obtained would be used to invest in making his artwork more personal, granting less and less room to self-commercialisation, thus risking to head further towards a personal direction, more substantial and more of his own. This relative financial stability achieved by the Arts Dealer will finance the Painter, while giving him the necessary confidence to risk by innovating and to evolve through research. He is a person who loves open and well-ventilated spaces, the themes where Alentejo is involved are the ones he identifies himself the most with. The spontaneity of the watercolour, which approaches the technique and aesthetics of Visionism, brings out his sensitivity and his creative sense, very clear in his other “self”. This almost dream-like luminosity, splashed with just enough realism, is the most fascinating aspect of his work. What can be recognized is comfortable to the viewer and the ‘undisciplined’ part of his work, the Visionist part, transports us to where we can (and want) to go. There is always something familiar and distant, something of déja-vu and exclusive. Finally I believe ‘João-Who-Paints’ is a product of ‘João-Who-Deals’ and vice-versa. What one of them sees and learns helps the other. United in this double singularity (forgive the contradiction) we find the complete and pure man, who makes the area between borders, called No-Man’s Land, his starting point. And he has brought with him his family, his friends, his colleagues and collectors that accompany him with complicity and trust. Because, when getting to know João, nobody is ever surprised, to find an even higher stake and, by inertia, he ‘forces’ us to jump along with him.

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CF#41 Aguarela sobre papel/Watercolor 100x100 2012

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As paisagens e as figuras são os géneros pictóricos mais viajados e que permitiram, a este pintor português, ser galardoado em Espanha. João Feijó é um artista versátil nas suas manifestações plásticas. A sua obra deriva de registos em óleo, acrílico, aguarela, fotografia, litografia, serigrafia... Em todo o seu trabalho plástico existem constantes poesias dignas de sublinhar: um certo sentido romântico, quase metafísico, nas suas paisagens; crónicas ou testemunhos sociais nas suas figuras.

As paisagens e as figuras são os géneros pictóricos mais viajados e que permitiram, a este pintor português, ser galardoado em Espanha. João Feijó é um artista versátil nas suas manifestações plásticas. A sua obra deriva de registos em óleo, acrílico, aguarela, fotografia, litografia, serigrafia... Em todo o seu trabalho plástico existem constantes poesias dignas de sublinhar: um certo sentido romântico, quase metafísico, nas suas paisagens; crónicas ou testemunhos sociais nas suas figuras.

As Séries de Paisagens de Feijó, tituladas Linhas de Água e Terras do Sul revelam um reportório icónico de grande beleza formal e cromática, onde as casas brotam de um modo enigmático, nos horizontes que servem de referência, como dividir um quadro nos três espaços de terra, arquitectura e névoa. As paisagens são na sua maioria solitárias, aparentemente desabitadas, que lhes confere um intensidade poética peculiar. O domínio do desenho está presente nestes trabalhos plásticos, iluminados por cor que se funde como protagonista neste tema.

The Series of Landscapes Feijo, titled Lines Water and Southlands iconic reveal a repertoire of great formal beauty and color, where the houses sprout in a cryptic horizons that serve as reference, how to divide a frame in the three spaces land, architecture and fog. The landscapes are mostly solitary, apparently uninhabited, which gives them a peculiar poetic intensity. The field of design is present in these plastic works, inspired by color that blends the protagonist in this subject.

oão Feijó Pintura, poesia e solidão

A Série figurativa ou Personagens urbanas desenvolvida numa outra fase da carreira do artista, revelam a melancolia que os seres humanos sentem pela vida. São cenas que reflectem a solidão dos homens e a dureza do quotidiano. Rostos meio invisíveis com um enfoque quase fotográfico. Aqui a paleta contém-se os tons avermelhados e ocres, com o branco a iluminar uma quase intencional monocromia, provocando uma profunda carga emocional. Os títulos das obras revelam esse clima: Regresso a casa (em várias versões); O verdadeiro amigo; Uma mente livre... Pintura com drama que se liga com as raízes ou certa filiação de Edgard Hopper. Em suma, uma pintura que faz jus à afirmação de Boecio: “Todo lo humano me interesa”. Julia Sáez-Angulo De la Asociación Internacional de Críticos de Arte. 6 de Maio 2009

oão Feijó Pintura, poesia e solidão

The Series Characters figurative or urban developed in another phase of the artist’s career, reveal the melancholy that humans feel for life. They are scenes that reflect the loneliness and the hardness of men’s everyday lives. Through invisible faces with a focus almost photographic. Here is the palette contains the red tones and ocher, with white to light an almost monochromatic intentionally causing a deep emotional charge. The titles of works reveal that climate: Homecoming (in several versions); A true friend; A free mind ... Painting with drama that merges with the affiliation of certain roots and Edgar Hopper. In short, a picture that does justice to the statement of Boethius: “Every human interests me.” Julia Sáez-Angulo De la Asociación International Art Critics. May 6, 2009

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Apontamentos Aguarela/Watercolor 70x20 2012.

Apontamentos Aguarela/Watercolor 70x20 2012

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3 Linhas Chinesas Aguarela/Watercolor 12x50

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anorama Margarida Prieto

João Feijó convida-nos a embarcar com ele numa viagem em que dispensa à aguarela uma abordagem algo inédita, do que até agora se nos tem dado a observar: um preciosismo no seu desenho minucioso, de invulgar qualidade, um tratamento do pigmento sempre em busca de novas experiências utilizando a clássica técnica da aguarela, ou seja, a da pintura utilizando porém pigmentos suspensos num veículo solúvel em água. Técnica esta que tem ao longo da história da arte uma importância muito superior àquela que o observador menos atento poderá imaginar. A aguarela per si tem uma dimensão universal no tempo e no espaço, presente em todas as culturas. Nos milénios de cultura anteriores à nossa época de “reprodutibilidade técnica” e de virtualização da imagem, foi não apenas a imagem portátil por excelência, mas a técnica privilegiada de registo de observação directa, de ensaio de representação, de simulação, e de ilustração. E talvez se possa dizer ainda mais: a utilização da aguarela como meio é uma das mais valiosas zonas de intersecção entre a expressão artística enquanto forma de conhecimento, e portanto de investigação, o trabalho de observação e análise técnica. Porque

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isso é tão verdade no que diz respeito à representação de um lírio ou de uma lebre por Albrecht Dürer ou de uma ave por Audubon como num esboço de Rodin ou um nu de Egon Schiele. A aguarela investigou o objectivo e o subjectivo mais do que qualquer outra técnica. Associa a perspicácia do olhar e a destreza da mão mais do que qualquer outra técnica (lembremo-nos do deslumbramento de Klingsor perante a pincelada do escriba chinês, com o pincel contendo exactamente a quantidade de tinta necessária para o traçado de cada caracter). Compreende a atmosfera terrestre mais do que qualquer outra técnica. E, se volta ao contacto com a água, regressa ao elemento do qual provém toda a vida tal como a conhecemos. Mas mesmo sendo a mais difícil das técnicas, talvez das mais desvalorizadas, ou não fosse o seu suporte de grande fragilidade, mesmo assim, mergulhemos neste panorama que o Artista nos propõe apresentando-nos um trabalho muito consistente e de grande qualidade. Boa viagem!


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anorama Margarida Prieto

Joao Feijó invites us to join him in a journey in which he dispenses to the watercolor an approach somehow unheard of, up to now: a thorough in his drawing, preciousness of unusual quality, a pigment treatment always in search of new experiences using the classic technique of watercolor, i.e. using paint pigments suspended in a vehicle, however, soluble in water. This technique has throughout the history of art a much superior to the one the less aware observer can imagine. The watercolor per se has a universal dimension in time and space, present in all cultures. In the millennia of culture prior to our era of “technical reproducibility” and image, virtualization was not only portable image par excellence, but the prime technical registration of direct observation, testing, simulation, and illustration. And maybe we can say even more: the use of watercolor as a means is one of the most valuable areas of intersection between the artistic expression as a form of knowledge, and therefore the research work of observation and technical analysis. Because this is so true with regard to the representation

of a lily or a hare by Albrecht Dürer or of a bird by Audubon as in a Rodin sketch or a nude of Egon Schiele. The Watercolour investigated the objective and the subjective more than any other technique associating the look acumen and dexterity of the hand more than any other technique (let us dazzle of Klingsor before the brush of a Chinese scribe, with the brush containing exactly the amount of ink required for the outline of each character). Watercolor understands the Earth’s atmosphere more than any other technique. And if back into contact with the water, returns to the element from which all life originates as we know it. But even being the most difficult of the techniques, perhaps one of the most devalued ones, due to the great fragility of its support, even so, let us dive into this panorama the Artist proposes showing us a very consistent and of high quality work. Good trip!

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Levitação aguarela e acrílico sobre papel/Watercolor and acrylic 30x42 2011

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Crucificação - aguarela e acrílico sobre papel/Watercolor and acrylic 30x42 2011

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Sem TĂ­tulo/Untitled Aguarela/Watercolor 125x125 2012

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oão Feijó - “The Free Styler”

O porquê do Free Style (estilo livre) na sua obra, segundo o próprio João Feijó, prende-se o com o facto de ser o modo como se sente mais confortável face à arte ou mesmo o caminho a que se entrega e no qual mais se desenvolve. Não se considera um pintor “seguidista”, por não aderir a qualquer tipo de regras ou de estilos que permitiriam, de imediato, identificá-lo ou fazê-lo ser entendido pela comunidade artística. Ao invés, sente que a sua postura é a sua maneira de ser totalmente leal à sua criação e, como Pablo Picasso dizia, “um artista preso a um estilo é um artista condenado”. João Feijó adora ser livre e sem castrações naquilo que tem de criar e quer ser sempre isento de quaisquer medos de críticas que possam afirmar que é um artista sem um estilo definido. É por isso que aceita que não será muito fácil ser interpretado ou entendido, mas esse factor pouco lhe importa, bem pelo contrário, dá-lhe até uma refrescante alegria, na medida em que irá ter de ser acompanhado a vida inteira, sem nunca correr o risco de ser óbvio. Pinta, antes de tudo o mais, para si próprio, tentando ser o mais fiel possível às suas vontades momentâneas e ao estado de espírito em que se encontrar, sendo-lhe de todo impossível pintar, se estiver triste, algo onde abundem as cores garridas, os movimentos rápidos, em suma, a alegria. É por esta razão que cria, num estado de espírito mais nostálgico, obras mais bucólicas e monólogos de tonalidades médias e transparentes. De idêntico modo, quando se encontra mais alegre, deixa fluir as mensagens com que o seu corpo e mente o impregnam e recria o que lhe vem à mente nessa justa ocasião. Assim nascem as obras mais fortes, mais marcantes, sem grandes romantismos, mas antes com os sentimentos mais consentâneos com a euforia específica do instante em causa. Pintar é algo comparável a viver. Do mesmo modo que existem dias em que se acorda com os sentimentos mais diversos (alegres, apaixonados, tristes, stressados, angustiados, ansiosos), assim nascem as obras... Todavia, no mundo dos nossos dias, já não é somente a técnica aquilo que mais prevalece, mas antes a criatividade, o produto final que o artista consegue transmitir, o sentimento mais fidedigno do que experimentou num determinado instante e que assim se imortaliza. Não que o lado académico não seja

importante, mas a realidade é que existem muitos professores de arte e até escolas que condicionam, de certo modo, a espontaneidade oriunda de alguns potenciais futuros criadores artísticos... Feijó não se cansa de enfatizar que os professores que se encontram em escolas e faculdades de arte, se fossem grandes pintores, não estariam a leccionar, estariam a pintar, porque a rentabilidade económica lhes seria bem mais aliciante... Contudo, esta é uma matéria em que entende não precisar de se alongar demasiadamente, porque o que importa deveras é tentar passar a mensagem da razão de ser do modo como vê a arte em si e na sua vida e vice-versa, pois não consegue mesmo vislumbrar-se desenvolvendo qualquer outra actividade senão a de criar, a qual designa, desassombradamente, por “gozo pessoal”, algo muito para além de si mesmo e parte integrante do seu ser interno e inteiro, bem mais do que somente uma mera profissão. Feijó ama o que faz: pintar, criar arte! Para ele é tão essencial como respirar, comer, dormir ou amar... Entende que é um privilegiado porque faz o que gosta e quer e, ainda, é remunerado por isso. Como tantos outros, afirma, não se sente excepção. Passou uma fase de tormento, no início da carreira, um tempo de afirmação como artista e, como é óbvio, o reconhecimento levou alguns anos a chegar, porém, a vantagem é que, contrariamente à grande maioria das outras profissões, quanto mais velho fica o pintor, mais pode valer, mais apurado e sensível se vai tornando, logo, não corre tanto o risco da “pasmaceira da reforma”, que tanta gente ceifa à vida, uma vez que a inércia se apodera dos mais idosos e os remete para uma espera quase fatídica do dia do “juízo final”. no que concerne às várias fases da pintura deste artista, vou falar-vos primeiramente da aguarela. Geralmente revela um estado meio silencioso e nostálgico e talvez até alguma nova paixão que desponta ou um querer amar de novo... As obras são verdadeiros ansiolíticos ou, por vezes, placebos que acalmam o artista e o transportam para uma nova realidade: a da aparente tranquilidade. Sobre João Feijó, o melhor mesmo, em minha modesta opinião, é verdes e julgardes por vós próprios! Deixo o desafio! Teresa Machado (Poetisa, não crítica de arte)

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oão Feijó - “The Free Styler”

The reason why Free Style (freestyle) in his work, according to himself, concerns the way he feels more comfortable in the face of art or even the way that he surrenders and in which more develops. He doesn’t consider himself a painter “follow-my-leader”, for he does not adhere to any rules or styles that would immediately identify him or make him be understood by the artistic community. Rather, he feels that his posture is his way to be totally loyal to his creation and, as Pablo Picasso said, “an artist attached to a style is an artist sentenced”. João Feijó loves being free and without castrations in what he has created and always wants to be free from any fears of criticism that can claim him to be an artist without a defined style. That is why he accepts that it will not be very easy to be interpreted or understood, but this factor little matters to him, on the contrary, it gives him up to a refreshing joy, as he will have to be accompanied a lifetime without ever running the risk of being obvious. He paints, before everything else, for himself, trying to be as faithful as possible to his wills and momentary state of mind and it is impossible for him to paint if he feels sad something where vivid colours, fast movements, in short, the joy abound. It is why, when in a more nostalgic state of mind he creates bucolic works and midtones and transparent monologues. The same way, when he finds himself more joyful, let messages flow with his body and mind to permeate and recreate what comes to his mind in this fair occasion. So the stronger, more striking works, without major romanticism emerge, but with feelings more in line with the specific instant euphoria. Painting is something comparable to live. As there are days when you wake up with the most diverse feelings (happiness, passion, sadness, stress, distress, anxiety), so the works are born ... However, in the world of our days, it is no longer only the technique what prevails, but before the creativity, the end product that the artist can transmit, feeling more trusted than experienced in a given moment and thus immortalized. Not that the academic side is not important, but the reality is that there are many art teachers and schools that affect, to a certain extent, the spontaneity of some

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potential future artistic creators... Feijó is never tired of emphasizing that teachers who are in schools and colleges of art, if they were great painters, would not be to teaching, would be painting, because the economic returns would be much more attractive... However, this is a matter on which he believes not needing to stretch too, because what really matters is trying to pass the message of the rationale of how he sees the art in itself and in his life and vice versa, because he can’t even envision-developing any other activity but to create, which he designates, boldly, as “personal enjoyment”, something far beyond himself and an integral part of his whole inner and whole being, much more than just a mere profession. Feijó loves what he does: painting, creating art! For him it is as essential as breathing, eating, sleeping or loving ... He believes he is a privileged because he does what he likes and wants and is also paid for it. Like so many others, he says, does not feel as the exception. He lived a tormented period, at the beginning of his career, a time of affirmation as an artist and, obviously, the recognition took a few years to arrive, however, the advantage is that, unlike the vast majority of other professions, the older the painter is, may be worth more, becoming more accurate and sensitive, therefore, not running the risk of the “retirement apathy”, that so many people take to life, since the inertia takes hold of the most elderly and refers to an almost fateful wait of the “doomsday”. Regarding the various stages of this artist painting, I’ll tell you first about watercolor. It usually reveals a silent and nostalgic state of mind and maybe even some new passion that rises, or a want to love again ... The works are true anxiolytics or sometimes placebos that soothe the artist carrying him to a new reality: the apparent tranquility. About João Feijó, even better, in my humble opinion, is seeing and judging for yourselves! I leave the challenge! Teresa Machado (Poet, not art critic)


Aquarios Aguarela/Watercolor 37x27 2012

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A Deusa dos Mares Aguarela/Watercolor 20x20 2012

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João Feijó, aguarelas de paisagens, vista panorâmica, cores que difundem o tom. O artista português plasma nas suas aguarelas panorâmicas paisagens da alma, paisagens do coração, outras paisagens que partem da realidade e que estão matizadas com sensações, com vibrações que sobem e descem, que se encontram para brincar com diferentes ritmos. Ritmos cromáticos que são partes de um tudo evidente, que se determina com a vontade de aquele que pretende canalizar os quatro elementos, aplicando-os em cada circunstância, quer seja em paisagens de água, em paisagens que mostram grandes extensões verdes, como se fossem produto de um instante, removendo-se como o ar, quer em paisagens que unem céu e terra, convertendo-se em vibração emocional. Exibe outras paisagens que são produto do interior, do eu espiritual do artista, que contêm referências exteriores mas que vão mais além do que se vê e contempla. Trata-se de um conjunto de paisagens que são partes de um tudo programado, que estão veiculados através da aguada, de uma aguada subtil, que se instala com prontidão, definindo aquilo que é mais importante na composição. Também possui paisagens que são produto da terra, com casas, construções rurais características, que conectam com a necessidade de situar o espectador em determinadas paragens. Sendo belos, são inteiramente materiais, no sentido de querer instalar-se mais além das circunstâncias que os geraram, porque há uma espécie de consciência subjacente que os impulsiona para os estádios que o artista pretende fazer-nos contemplar. Tem grande precisão, mas, na aguarela, deixa voar o pormenor ou a descrição ao ar do momento. As suas paisagens são livres, sem disfarces, sem cadeias nem valas, perdendo-se, em ocasiões, no horizonte. Um horizonte que se enquadra numa determinada evidência do eu mais subtil e fluído, do eu mais determinante, porque quer exprimir a densidade sem abusar da matéria, para instalar-se no momento, no instante fugaz que é aquele que determina a característica principal do amor entendido como parte de um tudo em que os elementos e a natureza jogam um papel fundamental.

João Feijó, watercolors of landscapes, scenic views, which diffuse color tone. The portuguese artist creates in his watercolors panoramic landscapes of the soul, of the heart, landscapes departing from the reality tinted with sensations, with vibrations that rise and fall, meant to play with different rhythms. Chromatic rhythms that are parts of a whole course, determining the will of who intends channeling the four elements, applying them in every circumstance, whether in landscapes of water, in landscapes that show great green extensions, as if they were like a product of a moment, removing as air either in landscapes that unite heaven and earth becoming an emotional vibration. João Feijó displays other landscapes that are the product of the inner, spiritual self of the artist, but containing external references that go beyond what one sees and contemplates. This is a set of landscapes that are part of an all programmed, that are conveyed through the aguada, a subtle watery, which settles with readiness, defining what is most important in composition. The author also presents landscapes that are the product of the land, with houses, farm buildings features that connect with the need to situate the viewer in certain stops. They are beautiful, are entirely material, in the sense of wanting to settle beyond the circumstances that generated them, because there is a kind of underlying consciousness that drives them to the stadiums that the artist brings us to contemplate. the artist has great accuracy but, in watercolor, let fly the detail or description to the air at the time. His landscapes are free, without disguise, without chains or ditches, losing if, on occasions, on the horizon. A horizon that fits a certain evidence of self-more subtle and because he wants to express the density without abusing of matter, to settle at the moment, fleeting instant in which is the one that determines the main feature of love understood as part of a whole in which the elements and nature play a key role.

oan lluís Montané Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA)

oan lluís Montané International Association of Art Critics (AICA)

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Sem TĂ­tulo/Untitled Aguarela/Watercolor 110x100 2012

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Sem TĂ­tulo/Untitled Aguarela/Watercolor 100x70 2012

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Atlantida Aguarela/Watercolor 10x50 2012

“seguindo o brilho e a riqueza dos coloridos,

ele recria nas suas aguarelas

uma atmosfera prazenteira e agradável à vista do espectador”

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“following the glow and richness of color,

he recreates in his watercolors

a pleasant atmosphere and pleasing to the eye beholder eye�

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ACRÍLICO “a verdade existe para ser mudada, para ser achada no mais fundo da articulação

do discurso visual”

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ACRYLIC “the truth exists

to be changed and found, in the deepest of the articulation

of visual speech”

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Sem Título1/Untitled acrílico/acrylic 50x30 2013

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Sem Título2/Untitled acrílico/acrylic 50x30 2013

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Sem Título1/Untitled acrílico/acrylic 50x40 2013

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Sem Título2/Untitled acrílico/acrylic 50x40 2013

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Sem Título1/Untitled acrílico/acrylic 100x80 2013

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Sem Título2/Untitled acrílico/acrylic 100x80 2013

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Sem Título3/Untitled acrílico/acrylic 50x40 2013

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Sem Título3/Untitled acrílico/acrylic 50x30 2013

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Sem Título/Untitled acrílico/acrylic 40x40 2013

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Sem Título/Untitled acrílico/acrylic 70x50 2013

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Sem Título/Untitled acrílico/acrylic 150x90 2013 vd

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Sem Título/Untitled acrílico/acrylic 150x90 2013

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CURRICULUM PRÉMIOS | Bibliografia 2010 Menção Honrosa Museu de Arte Contemporânea de

Alicante (Espanha); Faz parte da coleção do espólio de Arte do Vaticano (Roma); “80 Artistas em Portugal” de Margarida Botelho; Citado em várias revistas e publicações nacionais e estrangeiras; Arte 98 de Ifante do Carmo; “Pintura Contemporânea – 100 Pintores” de Chancela Real; Livro “Menos Solidão” Associação Coração Amarelo Galeria Verney Oeiras.

2009 Exposição a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro (Lisboa); Exposição a favor da Liga Portuguesa contra a Sida (Lisboa); Galeria Atrium Saldanha (Lisboa).

2008 Galeria Atual (Lisboa);

Convento do Beato (Lisboa); Galeria Verney (Oeiras); Art Expo 30 Years New York (U.S.A); Galeria First Gallery “100 Pintores Portugueses Contemporâneos” (Lisboa); Galeria Atrium Saldanha (Lisboa).

2008 Prémio Revelação Artista Galeria Atual (Lisboa) 2007;

2007 Galeria Casa D’Art Roterdão (Holanda);

2006 Menção Honrosa Galeria L.94 (Lisboa).

2006 Galeria L.M. (Sintra);

Menção Honrosa Galeria Atual (Lisboa).

2005 Menção Honrosa Galeria Arte Livre (Lisboa) 2002; Menção Honrosa Culturgest CGD (Lisboa).

1991 Menção Honrosa Galeria Multiface (Lisboa). 1990 1º Prémio da Exposição Internacional de Aguarela de Madrid (Espanha).

Semanas Culturais - Cascaishopping (Cascais).

Feira de Arte Independente de Madrid (Espanha); Semanas Culturais - Cascaishopping (Cascais).

2005 Galeria Via Veneto, L.94 (Lisboa); Galeria Arte Livre.

2004 2ª Feira de Arte Contemporânea do Estoril (Estoril);

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Galeria L.M. (Sintra); Belourart Gallery (Sintra); Galeria Verney (Oeiras); Semanas Culturais - Cascaishopping (Cascais).

2012 Arte Lisboa Com a Galeria Art Lounge Novembro;

2003 Feira de Arte Independente de Madrid (Espanha);

1989 Menção Honrosa Galeria Multiface (Lisboa).

Art Madrid com a Galeria Art Lounge Novembro; Galeria Art Lounge Outubro; CCB Centro Cultural de Belém, (Lisboa); Exposição “Waterland” Cidadela de Cascais.

2011 Galeria Arte na Linha “ Me Myself & Art” (Estoril). 2010 Exposição retrospectiva dos 27 anos carreira Galeria Atual (Lisboa). 2009 Cubo de Cristal “The Free Style” Marina de Cascais (Cascais). 2008 Galeria Atual, 25 Anos Carreira (Lisboa) 2007 Casa D`Art (Holanda/ Roterdão).

2006 Tagus, Parque (Oeiras); Galeria L.M. (Sintra).

2004 Palácio Sotto Mayor (Lisboa);

Semanas Culturais - Cascaishopping (Cascais).

2002 Museu da Água (Lisboa). 2001 Semanas Culturais - Cascaishopping (Cascais); Inauguração da Galeria Arte na Villa (Cascais).

2000 Galeria L.94 (Lisboa);

Galeria EuroArte; Espaço Cultural – Cascaishopping (Cascais).

1999 Galeria ArtHouse (Cascais); Galeria R.C.L. (Sintra); Oficina da Arte (Setúbal).

1998 Galeria Spring (Nova Iorque);

Galeria L.94 (Lisboa) Galeria Gali (Oeiras).

Galeria L.94 (Lisboa) 2003 Arte na Guia (Cascais); BelourArte Gallery (Sintra) 2001; Arte na Villa– Sala 3 (Cascais).

1997 Galeria L.94 (Lisboa);

2000 Arthouse (Cascais).

1996 “Art’Oeiras” – Galeria Vemey (Oeiras).

1998 Hotel Penta (Lisboa).

1995 Museu Regional de Sintra (Sintra);

Galeria Gali (Oeiras).

1996/97 Galeria L.94 (Lisboa).

Galeria Época (Guarda); “VI Centenário dos Bombeiros Portugueses” C.G.D (Lisboa).

1995 Museu Municipal de Torres Novas 1993 Galeria Multiface (Lisboa).

1994 Galeria L. 94 (Lisboa).

1991 Galeria Multiface (Lisboa).

1991 Galeria Edmundo Cruz (Sintra);

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS 2012 Exposição Grupo Sonae Sierra (Cascais)

2011 Exposição Galeria Atual coletiva sobre os oceanos (Lisboa);

Exposição de Arte Lusófona no Centro de Exposições de Lisboa (Odivelas); Exposição Galeria Horti Lamiani em (Roma Itália); Exposição Junta de Freguesia do Estoril (Estoril); Exposição a favor da Liga Contra a Sida Cordoaria Nacional (Lisboa); Exposição Galeria Passe Partout (Lisboa).

2010 Galeria Atual e Cruz Vermelha Portuguesa “Ajude o Haiti, Agora!” (Lisboa); Sala Carrousel Du Luvre “Feira de Arte contemporânea” (Paris); Galeria 118 “Artista convidado” (Londres); Galeria Atrium Saldanha (Lisboa).

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Feira de Arte de Portimão Port Arte (Portimão).

1990 Galeria de Arte do Casino Estoril (Estoril); Galeria Trindade (Lisboa).

1989 Galeria Multiface (Lisboa); Galeria Arcada (Lisboa); Arco de Madrid (Espanha).

1987 Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa). 1986 Galeria de Arte do Casino Estoril (Estoril); Galeria Edmundo Cruz (Sintra).

1984 Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa).


CURRICULUM Awards and Bibliography

2010 - Current Gallery and the Portuguese Red Cross “Help Haiti Now!” (Lisbon);

1989 - Honorable Mention Gallery Multiface Lisbon.

Room Carrousel Du Luvre “Contemporary Art Fair” (Paris); Art Gallery 118 “Guest Artist” (London).

1990 - 1st Prize of the International Exhibition Watercolor of Madrid (Spain).

2009 - Exposure for the Portuguese League against Cancer (Lisbon);

1991- Honorable Mention Gallery Multiface Lisbon. 2005 - Honorable Mention Art Gallery Free Portugal Lisbon. 2006 - Honorable Mention Gallery L 94 Lisbon. 2008 - Honorable Mention Gallery Actual Lisbon. 2010 - Honorable Mention Museum of Contemporary Art of Barcelona (Spain); It is part of the estate collection of Art of the Vatican (Rome); Book - “80 Artists in Portugal” Margarida Botelho; Book - “Art 98 of the Caramel Ifanto”; Book - “Contemporary Painting - Painters 100” stamped Real; Book - “less solid” Yellow Heart Association Verney Gallery Oeiras Lisbon; Quoted in several magazines and national and international publications.

Exposure for the Portuguese League against AIDS (Lisbon).

2008 – Actual Art Gallery (Lisbon); Gallery Beato Convent (Lisbon); Verney Art Gallery (Oeiras Lisbon); Art Expo 30 Years New York (U.S.A.); First Art Gallery (Lisbon).

2007 – Harhouse Gallery Rotterdam (Netherlands). 2006 – LM Art Gallery (Sintra);

Independent Art Fair of Madrid (Spain).

2005 – Via Veneto Art Gallery (Lisbon); Arte Livre Art Gallery (Lisbon).

2004 - 2 nd Contemporary Art Fair in Estoril (Estoril);

SOLO EXHIBITIONS

LM Art Gallery (Sintra); Beloura Art Gallery (Sintra).

2012 - CCB Centro Cultural de Belém, Lines Exposition d’Agua (Lisbon).

2003 - Independent Art Fair of Madrid (Spain).

2011 - Art Gallery Line “Me Myself & Art” (Estoril).

2002 - Water Museum of Art (Lisbon).

2010 - Retrospective exhibition of 27 years career Current Gallery (Lisbon).

2001 - Weeks of Cultural Art - Cascaishoping Gallery (Cascais);

2009 - Crystal Cube “The Freestyle” Marina de Cascais (Cascais). 2008 - Actual Gallery, 25 Years Career (Lisbon). 2007 - Casa D’Art (Netherlands / Rotterdam) 2006 – Tagus Park Gallery (Oeiras Lisbon); LM. Gallery (Sintra Lisbon).

2004 - L 94 Gallery (Lisbon);

Opening of the Art Gallery at Villa (Cascais).

2000 – L.94 Art Gallery (Lisbon);

EuroArte Art Gallery (Lisbon); Cultural art space - Shopping Cascais (Cascais).

1999 – ArtHouse Art Gallery (Estoril); R.C.L. Art Gallery (Sintra); Gali Art Gallery (Oeiras Lisbon).

1998 – Spring Art Gallery (London);

Sotto Mayor Palace Gallery (Lisbon).

L.94 art Gallery (Lisbon); Gali Art Gallery (Oeiras Lisbon).

2003 – Beloura Art Gallery (Sintra);

1997 – Multiface Art Gallery (O Porto);

Art Guia Gallery Estoril Lisbon).

L.94 art Gallery (Lisbon).

2001 - Art Villa Gallery (Cascais Lisbon).

1996 – Art Oeiras – Verney Art Gallery (Oeiras Lisbon).

2000 – Arthouse Gallery (Estoril Lisbon).

1995 - Regional Museum of Sintra (Sintra);

1998 – Hotel Penta Art Gallery (Lisbon). 1996/97/98 -

L.94 Art Gallery ( Lisbon).

1995 – Art Municipal Museum of (Torres Novas) O Porto. 1993 – Multiface Art Gallery (Lisbon). 1991 - Multiface Art Gallery (Lisbon). EXHIBITIONS/ COLLECTIVE 2011 - Exposure Gallery Actual collective over the oceans; Lusophone Art Exhibition in the Exhibition Center of Lisbon (Odivelas); Lamian Horti Expo Gallery in Rome Italy; Exhibition Parish of Estoril (Estoril); Exposure for the League Against AIDS National Cordage (Lisbon); Exhibition Gallery Passe Partout (Lisbon).

Época Art Gallery (Guarda Portugal); C.G.D. Art Gallery (Lisboa).

1994 – L.94 Art Gallery (Lisbon). 1991 – Edmundo Cruz Art Gallery (Sintra). 1990 – Art Gallery of Casino Estoril (Estoril). 1989 – Multiface Art Gallery (Lisbon); Arcada Art Gallery (Lisbon); Arco Madrid (Spain).

1987 - National Society of Fine Arts (Lisbon). 1986 - Art Gallery of Casino Estoril (Estoril); Edmundo Cruz Art Gallery (Sintra).

1984 - National Society of Fine Arts (Lisbon).

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“O meu tema continua a ser o próprio processo de pintar, o encontro com o suporte, seja ele papel, tela ou qualquer outra superfície, e a carga emocional daí resultante a minha maior fonte de inspiração!“ João Feijó


“My theme remains the very process of painting the meeting with the media, being it paper, canvas or any surface, and the resulting emotional burden my greatest source of inspiration!” João Feijó


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João Feijó Art