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Neuma Fechine, Manoel Monteiro e Marco de Aurélio. Com isso não foi só a cultura, mas a própria Paraíba que mudou. Nesta, rara é a cidade que não dispõe de especialista em folclore, como titulação válida para Rosil Cavalcanti, Agnelo Amorim e Rômulo C. Nóbrega em Campina Grande, Romildo José de Sousa e Damião Lucena em Patos e, sobretudo, o admirável Luiz Barbosa, mais conhecido como Luizinho de Pombal, nessa

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| Maio/Junho/2017

cidade sertaneja. Outra variante consistiu em associar o folclore à cultura, em que se notabilizaram Aécio Aquino, Dora Borba e, acima de todos, Alex Santos e Orlando Tejo. Enquanto Alex, associado a Valdemar Duarte, organizou a parafolclórica coletânea Walfredo Rodrigues e a Cultura Paraibana (1989), Orlando Tejo cunhou um dos mais altos momentos da cultura popular nordestina, com Zé Limeira, poeta do Absurdo (1973).2221

Esse livro, cujas edições se multiplicam, tem gerado excelentes programas da TV Senado ilustrados pelos irmãos cantadores Dimas, Lourival e Otacílio Batista, além de Oliveira de Panelas. Por aí se vê que o folclore representa positiva dimensão da nova cultura paraibana. Isso significa que, clara ou oculta, a mensagem de Rodrigues de Carvalho, amplificada por valiosos continuadores, frutificou, para reverberar através dos tempos. g

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