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dicional Faculdade de Direito do Recife. Em 1926, com 20 anos de idade concluiu o Curso de Direito. No Recife, como aluno da Casa de Tobias, se fez conhecido, admirado e respeitado como tribuno dos mais aplaudidos. Concluído o Curso de Direito, se engajou na campanha da Aliança Liberal, tendo incendiado o Brasil de ponta a ponta, com seus primorosos pronunciamentos. Posteriormente, ocupou os cargos de Inspetor de Ensino Secundário do Distrito Federal, Procurador da Republica no Estado do Espírito Santo, Advogado da Policia Militar do Distrito Federal, Curador de Massas Falidas do Ministério Publico do Distrito Federal, Curador de Menores e Curador de Família, Presidente do IPASE - Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado; Deputado Federal pelo Estado da Paraíba; 13º Procurador da Justiça do Estado da Guanabara; Presidente da CNEC - Campanha Nacional de Escolas da Comunidade e Ministro do STM - Superior Tribunal Militar, tendo exercido o cargo de Vice Presidente dessa corte, no biênio 1969/1970. Integrou também a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, representou o Estado da Paraíba no Congresso do Ministério Publico realizado em São Paulo; representou o Brasil como Deputado Federal, na Conferencia Interparlamentar realizada em Istambul, na Turquia, em 1951; representou o Estado da Guanabara, no IV Congresso Interamericano do Ministério Público ocorrido na cidade do México, em 1963; e foi Delegado Suplente do Brasil, junto à XIX Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1964. No campo meramente pessoal, foi casado com Selda Mello de Almeida, filha de José Américo de Almeida e de Anna Alice Mello Almeida e desta união nasceram as filhas Sonia de Almeida Carneiro e Solange Carneiro Rodrigues.Depois de uma separação amigável, a segunda companheira de Alcides Vieira Carneiro foi Ivone Madeira Dantas. OBRA LITERÁRIA De conformidade com (2006) ás fls. 83 e 84,

CARNEIRO

“Muito do que Alcides Vieira Carneiro produziu, principalmente seus discursos feitos de improviso, não ficaram registrados para a posteridade. Assim, a sua obra consta dos seguintes trabalhos: I) Discursos Escolhidos, publicação da Imprensa Universitária/UFPB, cuja primeira edição foi lançada em 1971 e a segunda naquele mesmo ano. II) Discurso de Posse. na Academia Carioca de Letras. Separata (IV) do Boletim da UFRJ, números 112 e 114 - Agosto e Outubro de 1975. Além do discurso de Alcides Vieira Carneiro, apresenta também o Discurso de Saudação do Desembargador Oscar Tenório, então Presidente da supracitada Academia e

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Reitor da UFRJ. Rio de Janeiro, Academia Carioca de Letras, 1975. III) Conceito Sintético do Direito. João Pessoa, A União Companhia Editora, 1975. IV) Discursos em 14 Tempos. Brasília, CNEC/Gráfica Itamarati, 1976. VI) Ao Longo da Vida. Editora Universitária/UFPB, 1976. VII) Discursos em 14 Tempos. 2ª Edição. Fortaleza, CNEC/Tipogresso, 1978. VIII) Ao Longo da Vida. 2ª Edição, Revista e Ampliada. Gráfica JB. João Pessoa, PB 2001. XI) ALCIDES CARNEIRO O Que Ficou Esquecido “ AO LONGO DA VIDA”. Rio de Janeiro, Nov. 2001. Publicação organizada por Solidonio Lacerda.

atuais colunas sociais especializadas dos nossos dias. Ali, também, vários autores, desde Auta de Sousa a Ademar Tavares, publicavam quadrinhas, para o “Álbum de Mademoiselle”. Este espaço foi freqüentemente ocupado pelas quadrinhas de Alcides, encontrando-se os originais, na sua maioria, em meu poder. Teria sido mais lógico, ter fornecido este material ao Des. Jansen, mas só foi observado o que fora “esquecido”, após o lançamento do livro. Este opúsculo, sem qualquer pretensão, ou outro intuito, autorizado por Sonia e Solange (filhas) visa ao que nos parece mais correto, que é brindar os muitos admiradores de Alcides e complementar o belo e laborioso trabalho do Des. Orlando Jansen”. No trabalho acima citado, constam as seguintes trovas de autoria de Alcides Vieira Carneiro: A APOSTA

Outrossim, no IHGP - Instituto Histórico e Geográfico Paraibano existe oito Arquivos Privados, pertencentes a importantes homens públicos paraibanos, dentre os quais se encontra o inventario integrado de documentos elaborados por Alcides Carneiro”.

Apostei um bom dinheiro Em como te beijaria Com o que depois me matou Quanta aposta eu não faria

No respeitante à sua produção poética, boa parte de seus versos poderão ser encontrados no magnífico trabalho acima aludido “ALCIDES CARNEIRO O Que Ficou Esquecido “AO LONGO DA VIDA”, organizado pelo saudoso médico Solidônio Lacerda, paraibano, natural de Cajazeiras, que era casado com Laura Maria Viera Carneiro - Laurita, sobrinha do tribuno princesense. No inicio de sua publicação, Solidônio Lacerda afirmou:

Ninguém pode neste mundo Dizer que amores não tem Casei-me com a solidão Já hoje lhe quero bem

“Este ano foi festivamente lançado na capital paraibana, a 2ª edição de “ AO LONGO DA VIDA”, que encerra uma coletânea de discursos de Alcides Vieira Carneiro. A reedição foi cuidadosamente organizada pelo Desembargador Orlando Jansen, à qual acresceu dados biográficos, alguns discursos, frases e trovas, do saudoso orador. Não é fácil a tarefa de reunir o que foi dito por Alcides, pelo fato de habitualmente usar o improviso nas suas orações, se descompromissando com a posteridade. Todavia, devem existir na memoria de uns, em notas taquigráficas ou em fitas de gravação, em poder de outros, palavras que não foram perdidas ou esquecidas e que ainda poderão ser perpetuadas. Motivado por esta razão, foi realizado um cotejo do que foi publicado no livro recém lançado, com algum material da autoria de Alcides que, carinhosamente, conservo. No final da década de 30, o CORREIO DA MANHÃ mantinha uma secção - “A Vida Social” - onde se liam pensamentos, pequenas crônicas, além de notas anunciando reuniões, conferências, formaturas, sem deixar de relacionar os viajantes e aniversariantes do dia, diferindo bastante das

AMORES

A GRAÇA No branco altar de S. Jorge Tres velinhas acendi Glória, amor, felicidade, As graças que encareci, Suas lindas chamas brilharam, Mas, depois, num bruxuleio, Duas delas se apagaram: Ficou acesa a do meio. BALANÇO Neste ano atormentado, Foi meu destino perder... Só lucrei experiência: Mas perdi (Deus louvado) Esta santa paciência Para esperar e sofrer. ALERGIA Dessa doença esquisita, Que bons cuidados requer, Só um caso não conheço Alergia por mulher... AFLIÇÃO Mulher feia dá desgosto, Mulher bonita aflição, Já notei que andar aflito, Me faz bem ao coração

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