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URA LEIT s mais s bra eo As o es entr no ular o Ensi p o p os d alun Médio

Arte

Liter

Revista de Arte e Cultura • Agosto • 2012

COMUNICAÇÃO E ARTE Novas tecnologias e mídias sociais na divulgação do mundo artístico MODA Sugestões de looks e dicas para ingressar nas passarelas MITOLOGIA As influências dos mitos na literatura contemporânea MÚSICA Origens e evoluções de estilos populares no país

SEMANA DE ARTE E CULTURA

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA SEMANA CULTURAL DO COLÉGIO MILLENIUMCLASSE


MilleniumClasse

Compromisso com resultados. Esnino Médio Rua T-53, nº 1336, Setor Bueno 62 3285-7433 | 62 3251-7316

Pré-Vestibular Rua T-55, nº75, Setor Marista 62 3241-8083

2010 © Colégio MilleniumClasse


Revista LiterArte ÍNDICE 04

SEMANA DE ARTE E CULTURA

11 A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

22 ARTES MARCIAIS SISTEMAS DE DEFESA PESSOAL

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07

MEMÓRIAS DE UM POEMA

DANÇA MODERNA E DANÇA CONTEMPORÂNEA

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OS PARAÍSOS EM FOTOGRAFIAS

23 A ARTE LIGADA AOS MEIOS DE COMUICAÇÃO E À TECNOLOGIA

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A EXPRESSÃO NO TEATRO

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OS CLÁSSICOS LITERÁRIOS E OS DIAS DE HOJE

GOIÂNIA NÃO É SÓ SERTANEJO

19 LIVROS

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REMINISCÊNCIAS

NICHOLAS SPARKS

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MITOLOGIA NOS DIAS DE HOJE

HARRY POTTER PERCY JACKSON

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MODA: O QUE NÃO PODE FALTAR E COMO INGRESSAR NESSE MEIO

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SUPER AÇÃO

A DIVINA COMÉDIA

EXPEDIENTE

EDITORIAL

RESPONSÁVEL ORGANIZAÇÃO

A revista organizada para a Semana Cultural do Colégio MilleniumClasse (CMC) está ganhando cada vez mais destaque e chegou de cara e nome novos: LiterArte, uma revista com bastante informação e muita cultura. Aqui, você vai encontrar artigos variados sobre o mundo das diversas artes, produzidos pelos próprios alunos do CMC com muita dedicação. Ainda, esta edição conta com os principais aconLiter tecimentos da Semana Cultural, que promete agitar o mês de agosto e levar muito conteúdo aos participantes. Não fique de fora desse evento. SEMANA DE ARTE E CULTURA

Waydlle Silva de Paula Rodrigues • wwaydlle2@gmail.com

EDIÇÃO | DIAGRAMAÇÃO | LAYOUT João Carlos Machado • joaocmachadorp@gmail.com COLABORAÇÃO REDAÇÃO/CONTEÚDO Aline Rodrigues Amanda Cristine Bárbara Soares Breno Portela Eduarda Victoria Souza Matos Flavia Kirasiaki Filene Gabriela de Oliveira Isadora Duarte Juliana Honorato Rodrigues Juliana Marques Leandro Nascimento Luísa Barbosa Natália Siqueira Sara Hummel Rios Suzy Coelho Talyta Rodrigues Vitor Hugo de Sousa Soares Vitor Hugo Sousa Vitória Harumi

URA LEIT ras As ob lares pu os s po mai os alun e entr Ensino do io Méd

Arte

Revista de Arte e Cultura • Agosto • 2012

COMUNICAÇÃO E ARTE Novas tecnologias e mídias sociaisna divulgação do mundo artístico

MODA Sugestões de looks e dicas para ingressar nas passarelas MITOLOGIA As influências dos mitos na literatura contemporânea

MÚSICA Origens e evoluções de estilos populares no país

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA SEMANA CULTURAL DO COLÉGIO MILLENIUMCLASSE

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Boa leitura!


Revista LiterArte

"A o diz ime arte l; expr raduz e el, t izív ind primív zível". ci in ex du o in intra o da V o d nar Leo

SEMANA DE ART

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS AUDIOVISUAIS • LITERARTE • O DANÇA • TEATRO • ARTES P

20.08 SEGUNDA 14h - 17h: MONTAGEM DA MOSTRA DE ARTE E CULTURA 14h30 - 17h30: OFICINA DE TEATRO - ENSAIO E CONCENTRAÇÃO (1ª e 2ª Séries) 16h - 17h30: OFICINA DE DANÇA 19h30 - 21h: ABERTURA DA SEMANA DE ARTE E CULTURA - Professora Waydlle 1ª A

• Fala da Direção Pedagógica • Apresentação Musical 1: “Wave” TOM JOBIM • Poesia "Menestrel" SHAKESPEARE - Interpretação Amanda Cristine 1º B • Apresentação Teatral 1 • Apresentação Musical 2: "Epitáfio" TITÃS - Gabriel Lima e Caio Freitas 1º A • Poesia "Apenas um Saxofone" LYGIA FAGUNDES TELLES - Interpretação Eduarda 1º B • Apresentação Musical 3: "Versos Simples" CHIMARRUTS - Sayuri, Marilyse e Gabriel Lima • Apresentação Teatral 2 • Poesia "Insetos Interiores" FERNANDO ANITELLI - INTERPRETAÇÃO BÁRBARA 1º B • Participação Especial: Grupo de Teatro Refinados com a dramatização "Ilusões" • Publicação Oficial da Revista LiterArte 2012-08-15 • Entrega da Progração da Semana Cultural • Apresentação Musical 4: "Dias Melhores" JOTA QUEST - Gabriel Lima e Caio Freitas 1º B • Apresentação Musical 5: "Tempo Perdido" LEGIÃO URBANA - José André e Stella 1º B

21.08 TERÇA 14h30 - 17h30: ANÁLISE DO FILME “QUANTO VALE OU É POR QUILO” - 2ª Séries 16h - 18h: OFICINA DE VÍDEO GAME - Professor Joninho 16h30 - 18h: CAFÉ FILOSOFICO - Professor Crisdinei

Obs: a programação poderá sofrer alterações. Acesse o portal do Colégio MilleniumClasse para conferir quaquler atualização: www.milleniumclasse.com.br

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Revista LiterArte

TE E CULTURA

S • EXPOSIÇÃO DE LIVROS OFICINAS TEMÁTICAS • MÚSICA PLÁSTICAS • REVISTADIGITAL 22.08 QUARTA 15h - 17h: PALESTRA "A MAGIA DA LEITURA E O PODER DA ESCRITA" - Professora Doutora e Escritora Sueli Maria de Regino; Professor e Escritor Pedro Cáceres. 14h30 - 16h: OFICINA COZINHANDO CULTURA - Professor Danielzinho 14h30 - 16h: OFICINA DE FOTOGRAFIA - Angélica Evangelista 16h - 17h30: OFICINA DE DANÇA - Isabela Torres 23.08 QUINTA 14h30 - 17h: ANÁLISE DO FILME "PRO DIA NASCER FELIZ" - 1ªs Séries 14h30 - 15h30: OFICINA DE FÍSICA EM QUADRINHOS - Professor Enoch Furtado 14h30 - 16h: OFICINA DE ARTES PLÁSTICAS PAS 2ª SÉRIES - Professora Consuelo 16h - 17h30: OFICINA DE ARTES PLÁSTICAS PAS 1ª SÉRIES - Professora Consuelo 16h - 17h30: OFICINA DE DANÇA - Isabela Torres 24.08 SEXTA 14h30 - 16h30: PALESTRA “PROFISSÕES” - 3ª Séries 15h - 16h: OFICINA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA - INGLÊS - UNS 19h00: LITERARTE E PREMIAÇÕES 21h30: SHOW DE ANDRÉ E TIAGO 25.08 SÁBADO 9h: ANÁLISE DO FILME "APOCALYPTO" - Professor Nilson 1ªs Séries

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Revista LiterArte

Memórias de um Poema por Bárbara Soares

S

ou escritora de pouca data, mas tenho como amantes, desde os mais antigos tempos, os versos. Escrevo sempre para um amor que nunca me pertenceu. Ser escritora não é uma tarefa fácil. Vejo os sorrisos e tenho que transcrevê-los com verdade. Tamanha verdade que você, que agora lê, deveria sorrir. Vejo tristeza e essa mesma me consome ao ponto de borrar as histórias com minhas penosas lágrimas, contidas neste coração que tanto diz e nada sabe ao certo. Alimento-me dos contos que invento e das histórias que ob-

servo, mas que jamais vivi. Engano meu pobre coração vagabundo de que aquelas vidas eram minhas. Vidas vividas com aquele amor para o qual escrevo no silêncio, enganando a mim mesmo de que sou forte e tenho asas para voar para perto do coração que tem o fogo que aquece e dá chama ao meu. Eu já não sei voar, pelo menos não mais, hoje. Escrevo com mão suave e coração carregado, com a intenção de amenizar a agonia dos pensamentos, mas deixando ali para quando o suor secar e minhas mãos pararem de tremer. Pudera eu, assim, reler tudo o que de fato 6

senti e deixar todos os meus sentimentos intactos, mesmo quando este coração humano parar. Se quiser por algum dia entender sobre algum poeta, leia primeiramente os seus escritos. Os seus tão confiados versos guardam os teus maiores segredos. Se tiver sensibilidade ao ler, irá captar os mais simplórios e importantes fragmentos da personalidade e da alma daquele que escreveu. Todo poema, no final, é uma descrição do poeta. É um diário que nunca pensamos em criar, mas que simplesmente criamos. •


Dança•Revista Revista

LiterArte

DANÇA MODERNA E DANÇA CONTEMPORÂNEA por Flávia Karasiaki Filene

A

dança contemporânea não segue molduras clássicas, criando seu próprio estilo e fazendo inovações. Já a dança moderna tem base no modelo clássico, mas esta liberta os bailarinos em suas coreografias. Criada na década de 50, a dança moderna foi baseada em movimentos de Martha Graham. Essa dança tem uma linguagem própria, que usa habilidades motoras com dinamismo e sentimentos, à mostra com movimentos ex-

cêntricos. Após o surgimento da dança moderna, a dança contemporânea foi criada na década de 60. Esta quebrou todos os padrões e não estabeleceu técnicas. É uma dança abrangente, em que seu corpo é seu instrumento principal. Sua dança vai do coração até a ponta de seus membros e sua mente viaja em seus sentimentos. A dança não é só uma sequência de movimentos que são repetidos ao longo da musica. A

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dança é uma arte que usa o corpo com determinado estilo para se expressar. Essa é uma forma de se expressar e se libertar no mundo dos sentimentos, sendo, muita das vezes, terapia para mudança psicológica, promovendo a alegria. A dança não depende da música, nem das roupas e acessórios. Ela depende do bailarino e da estética que se cria com o corpo. A dança só depende da dança. •

Fotos: divulgação


Revista LiterArte• LiterArte Entrevista

A EXPRESSÃO NO

por Sara Hummel Rios

Teatro

C

onhecemos e desfrutamos dos mais diversos teatros que o mundo e a nossa geração nos oferecem. Mesmo sendo algo tão antigo, nunca “saíram de moda”, cada um com suas características, são de diferentes estilos, diferentes temas e com diferentes propostas e finalidades. Muitos são, até mesmo, para públicos diferenciados, mas a ideia do grupo de teatro que fiz parte por cerca de um ano me levou a pensar alem de tudo isso! Para relatar melhor a respeito desse assunto, conversei com Julio César, coordenador de uma das equipes de teatro da Igreja Videira do Bueno, que hoje tem em média oito mil membros. Confira a entrevista adiante.

Sara Hummel: Quem é você na equipe? Julio César: Hoje eu sou o líder da equipe, a pessoa que tem tentado motivar, tem tentado levar a equipe a dar o seu melhor. Eu procuro ser um referencial não só para a minha equipe, mas, também, para outras equipes que nos assistem. Aonde eu vou, eu procuro ser o melhor, não para ter ego ou reconhecimento, mas, assim como um bom advogado, um bom médico buscam chegar a excelência, serem os melhores naquilo que fazem, eu também tenho lutado e caminhado para isso e creio que esse reconhecimento vem como

consequência do nosso trabalho, expressar o que está dentro de pois hoje somos conhecidos como alguém, a causa pela qual a pesa melhor equipe de teatro da igre- soa luta, sendo da igreja ou não. O teatro está muito ligado à emoção (ex: medo, confusão, animação, paranoia, ingenuidade). É onde habilidades, talentos e sentimentos são explorados. Por isso, também digo que está totalmente ligado com dar a vida naquilo ali. Quando for necessário gritar, gritar pra valer. Se for necessário se jogar no chão, se jogar pra valer. Se for neja, dentre os quatro prédios onde cessário pular, pular pra valer. Não a Igreja Videira se reúne! importa o quanto seja difícil, porque para que um teatro seja algo SH: O que é teatro? bem feito, as pessoas têm que de JC: Teatro é a melhor forma de fato escolher viver aquele mo-

"Teatro é a melhor forma de expressar o que está dentro de alguém"

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Entrevista•Revista Revista

o secular é baseado em expectativas, em lucro e em fazer um espetáculo. Além disso, o secular, na grande maioria, é o puro e simples entretenimento que, no mais, vai SH: Quando tudo começou? ficar bonito para as pessoas veJC: A equipe começou a mais ou rem. Já no cristão, convencer a menos 4 anos. Não comecei lide- pessoa de que aquilo é o certo e/ rando, mas eu tinha uma motiva- ou errado é uma das coisas mais ção, um encargo muito forte para importantes. representar o que nós cremos como cristãos, representar o mun- SH: Qual a ideia, o alvo que vocês do espiritual, representar aquelas têm para passar como equipe de pessoas que dizem ser livres, mas teatro? de fato não são, motivar as pesso- JC: A ideia que nós temos para as a continuarem, a terem fé. A fé, passar como equipe de “Teatro às vezes, para muitas pessoas está Refinados”, a ideia q temos repreligada a religião, mas não. A fé está sentado por onde nos vamos, por ligada com o não desistir, a ter es- onde somos convidados, é para perança. que a pessoa encontre um modo de viver bem; algo além de viver uma vida na farra, nas festas, mas viver por um propósito; algo que no fim vale a pena, um lugar onde ela vai crer em algo. O que queremos passar, tanto relacionado à bíblia ou não, é que a pessoa de fato não desista e que, por mais que ela se perca no meio do caminho, desanime às vezes ou pense SH: Qual a principal diferença que não vale a pena, porque não entre o teatro secular e o teatro importa o quão difícil seja, conticristão? nue lutando, porque no final das JC: Tanto o teatro secular como o contas ela verá o resultado. cristão têm algo por trás, algo a ser passado, uma ideia, um mo- SH: O que você deixa para quem mento, uma reflexão, mas o que esta lendo este artigo? os distingue é: o teatro cristão tem JC: Procure aprender a respeito, que passar realidade para provo- porque muitas vezes as pessocar convencimento. Ele é para as não dão valor a esse trabalho, Deus, enquanto o secular é para veem alguns na internet, mas não os homens. dão valor! Então, procure descoSe houver apenas uma pessoa no brir, ver, buscar e isso com certeculto, a equipe de teatro ainda sim za irá edificar sua vida de alguma deveria dar o melhor, enquanto forma. •

LiterArte

mento, fazer com que as pessoas entendam o que é aquela cena e o porquê daquela cena, fazer algo excelente e ter o coração naquilo.

"A fé está ligada com o não desistir, a ter esperança"

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Fotos: Grupo Teatro Refinados


LiterArte Música Revista LiterArte•

GOIÂNIA

NÃO É SÓ SERTANEJO

por Suzy Coelho

“A

Suécia do rock nacional ou, se preferir, a Austrália do rock nacional, assim se pode definir Goiânia, celeiro prolífico do rock alternativo brasileiro.” Assim o famoso site da cena indie, "505 Indie", descreveu nossa cidade. Quem nunca duvidou que a terra do pequi pudesse algum dia ser notada como uma capital brasileira do rock? Quão precipitados nós fomos. Há, sim, bandas goianas, talvez não tão valorizadas em seu próprio território, mas de cenário nacional. Não é à toa que o pessoal do Violins está na estrada há mais de dez anos, ostentando seis álbuns com influências do rock inglês de Radiohead e Muse, sendo, também, diversas vezes comparados com Los Hermanos. O último, a obra prima “Direito de Ser Nada”, do ano passado, deixou claro a bela composição de Beto Cupertino. "Another rock and roll band" é como se define o clichê Black Drawing Chalks, que levou seu nome aos palcos de festivais como SWU e no primeiro Lollapalooza Brasil, em abril desse ano,

tocando ao lado de bandas como Motorhead. Encabeçada por Victor Rocha, guitarrista e vocalista, a banda goiana que canta em inglês traz um som cru, que vem de influências do hard rock e grunge, e riffs marcados, relatados em três discos, incluindo um ao vivo gravado no Bolshoi Pub. O segundo, “Life Is A Big Holiday For Us”, foi indicado para o VMB com o clipe de “My Favorite Way”. Para quem não sabe, o clipe foi produzido com ilustrações dos próprios membros da banda, designers gráficos. Em dezembro de 2011 já se ouvia burburinhos na internet de uma tal banda com interesses de “não desperdiçar o tempo de Violins ninguém”. Ela se chamava Cambriana (e olha que o nome nem veio pelo significado) e, realmente, não é perda de tempo. Lançaram seu primeiro single em Janeiro desse ano, "The Sad Facts", que teve uma boa recepção por parte de todo o país e, logo depois, o EP “Afraid Of Blood”. Não demorou muito sair o esperado álbum, “House Of Tolerance”, lançado em 27 de janeiro. Daí veio o questionamento: “sério mesmo que isso Black Drawing Chalks é brasileiro?”. A capacidade de Luis Calil em seus vocais em inglês, casando com o chamado rock melancólico, exige reverência. Em pouco tempo, Cambriana já se tornava uma banda de "pop psicodélico" de Goiânia. Vale ressaltar a disponibilização de download gratuito de muitos dos álbuns citados nos próprios sites oficiais. • Cambriana

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Fotos: divulgação


Música•Revista Revista

A Música Popular Brasileira por Gabriela de Oliveira

A

música popular brasileira tem como origem a colonização. Os europeus, em suas longas viagens pelos oceanos, traziam consigo prisioneiros de suas terras e negros para venda de mão de obra escrava. Paralelamente ao assunto mais comentado em livros de história do Brasil, havia a mudança gradativa da música brasileira com influência europeia, indígena e negra. Os indígenas usavam suas músicas em rituais, que eram acompanhados com danças reproduzidas por flautas de vários tipos, maracás, apitos e bate-pé. A música europeia era mais calma, erudita e um de seus gêneros é a modinha. Já os africanos tinham em suas músicas, como características, os batuques à

base de percussão de tambores, marimbas, etc. O choro é o resultado da mistura do lundu, da modinha e da música indígena. “O choro é a forma de se tocar qualquer música com base num instrumento que sola enquanto outros improvisam modulações harmônicas como acompanhamento”. (Carlos Poyares) No início do segundo reinado, surgiu a classe social chamada “classe média”, que não tinha um tipo de música a se identificar. Nessa mesma época, havia casarões imperiais no Rio de Janeiro, conhecidos como “cidade nova”, onde hoje fica a

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LiterArte

Avenida Presidente Vargas. Quando a cidade se deslocou para a Zona Sul, esses casarões foram abandonados e ali se reuniam músicos para tocar polcas, mazurcas e xotes, de maneira tão dolente que sua forma de tocar acabou virando o choro. No século seguinte (séc. XX), começou a surgir bases do samba com a mistura de batuques, rodas de capoeira com pagode e, também, as batidas em homenagem a orixás. O carnaval começou a tomar forma com a participação, principalmente, de mulatos e ex-escravos. O primeiro samba registrado, “Pelo Telefone”, foi composto por Ernesto dos Santos, o Donga, em 1917. No mesmo ano, tem-se a primeira gravação de Pixinguinha. A MPB cresceu ainda mais com a popularização do rádio (décadas de 20 e 30) e teve evoluções acompanhando a tecnologia. Hoje, tem-se o pop, pop-rock, sertanejo... A música nunca para de evoluir, pois nunca haverá um mundo sem opinião da atualidade. Podem ser coisas cotidianas, raras ou intermediárias, nunca haverá algo com que todos concordem. •


Revista LiterArte

Os ParaĂ­sos em

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Revista LiterArte

m Fotografias

fotos de Isadora Duarte

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Revista LiterArte

Os Clássicos Literários e os Dias de Hoje

por Juliana Marques

O

s clássicos da literatura podem ser classificados como livros que constituem riqueza para quem os tenham lido e amado. Constituem, também, riqueza de mesmo tamanho para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez, nas melhores condições de apreciálos. A cada dia, soa mais estranho ouvirmos alguém dizer em literatura. Porém, mais estranho ainda é falarmos sobre “clássicos literários”. Hoje, o Brasil enfrenta sérios problemas para criar o hábito da leitura na sociedade, que mais parece um objetivo longe de ser alcançado. Estudiosos afirmam que os brasileiros não gostam de ler pelo simples fato de não terem esse hábito quando crianças. Segundo Pedro Bandeira, escritor brasileiro, ”crianças crescem sem ver os pais

lendo um romance. Se você cresce não tendo o exemplo, não adquire o hábito. A nossa sociedade é uma sociedade que não dá a menor importância para a Educação. Os pais de família estão mais interessados em comprar coisas materiais, achando que isso basta para a criação do seu filho, quando o que ele precisa é da Educação que começa em casa, que surge pelo exemplo”. O governo Brasileiro teve, então, uma iniciativa muito interessante: digitalizou vários clássicos nacionais, na esperança de que as pessoas tomassem gosto por lerem obras de escritores brasileiros. Todavia, o esforço foi praticamente em vão. A porcentagem de pessoas que utilizam esses sites é insignificante perto do esperado, tanto que tais sites já foram ameaçados de sair do ar por falta de acessos. Isso ocorre porque,

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segundo o jornal britânico “The Guardian”, os jovens, hoje, tem acesso a uma diversidade infinita de obras literárias contemporâneas, que para eles são muito mais úteis e construtivas do que obras literárias escritas no século XVIII e que descrevem, muitas vezes, costumes de uma sociedade em que os leitores não se encaixam. Outra tentativa de incentivo, desta vez por parte das editoras, é o lançamento de obras que, na verdade, são releituras dos clássicos e que possuem uma linguagem contemporânea, para que assim sejam facilmente compreendidas. Isso também não foi muito eficaz, mas também não foi um desperdício de capital, pois é crescente o número de escolas que estão adotando essas obras para melhor compreensão dos estudantes. E está funcionando, pois estes preferem essas adaptações e


Revista LiterArte as aulas acabam ficando mais produtivas. Em meio a tantas inovações, temos agora os e-books – também chamados de livros eletrônicos. A única diferença para os livros físicos é que esses estão em formato digital e não em papel. Muitos possuem a esperança de que as pessoas que vivem conectadas à internet possam separar um tempo para ler, sem precisar largar o computador para isso. Segundo a “Amazon.com”, o índice de e-books comprados no último ano sofreu um aumento de 200%, o que implica em um crescente hábito de leitura em milhares de pessoas. Mas não podemos nos esquecer de que o número de pessoas com acesso aos livros eletrônicos é bastante limitado, principalmente no Brasil, onde a maioria da população não possui computadores em casa. Reclamamos da falta de incentivo que há nas famílias em relação à leitura, mas temos que estar cientes que na maioria desses lares as crianças mal possuem acesso aos livros, sendo estes limitados aos poucos recursos existentes em suas escolas, que são públicas e convivem com o descaso do Estado. É bom que o governo brasileiro tenha se interessado pelos clássicos literários e pelas obras de grandes escritores brasileiros. Todavia, não se tem atitude e as poucas que se tem são errôneas. O Estado deveria se preocupar mais com o ensino da rede pública, em que alunos precisam conviver com greves de professores

Foto: divulgação

(que são muito mal remunerados) e com salas lotadas, que levam a maioria dos estudantes a ter dificuldade no aprendizado, na compreensão de textos e até mesmo na leitura; sem contar o fato de que os recursos são extremamente limitados. As bibliotecas,

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quando existem, têm mais pó do que livros. Então, deveria começar um conserto nesses problemas e, depois, se preocupar em levar os clássicos literários a essas pessoas. De nada adianta querer ler um livro de Machado de Assis se mal se sabe ler. •


Revista Revista LiterArte• LiterArte Literatura

LIVROS por Talyta Rodrigues e Vitor Hugo de Sousa Soares

L

ivros. Algo que desde a antiguidade é extremamente explorado por nós, seres humanos. De todos os gêneros, de todas as formas, encantam, fascinam, viciam e trazem consigo um amplo leque de conhecimento e lições. Com base em uma pesquisa realizada nas turmas de 1º ano do Colégio Millenium Classe (CMC), fizemos um gráfico dos cinco livros mais populares, como mostra a figura abaixo.

Como o primeiro lugar deu empate entre os best bellers “Harry Potter” e “Percy Jackson”, resolvemos comentar um pouco mais sobre cada um deles. 16


Literatura•Revista Revista

HARRY POTTER Escrito pela britânica J. K. Rowling, Harry Potter foi uma ideia que começou numa viagem de trem, sem esperar por grande sucesso. Mas o destino resolve surpreender a autora, tornando a série uma explosão mundial, em que o efeito foi um vício bom. Houveram milhares de pedidos de continuação da história pelos fãs, os “pottermaníacos”. J. K. Rowling despertou o gosto pela leitura em várias pessoas e, em diversas partes do mundo, foram mais de um bilhão de livros publicados em 67 línguas. Livros que se tornaram oito filmes, conquistando ainda mais as pessoas. O último filme da saga, lançado ano passado, deixou um gostinho de quero mais tão grande que vários fãs de todos os cantos anseiam por uma sequência. Surge assim o site “Pottermore” (www.pottermore.com), onde a autora pede sugestões de uma continuação do que foi uma nova concepção da magia no mundo. Com um jeito simples, mas envolvente, Rowling aborda temas como amizade, ambição, escolhas, preconceito, coragem, crescimento, responsabilidade moral, as complexidades da vida e da morte e várias culturas e sociedades, em um mundo mágico.

Um menino órfão que sofre nas mãos dos tios, seus únicos parentes vivos, descobre que é bruxo e essa é sua única alegria. No começo do ano letivo, vai para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde forma seus verdadeiros amigos e sua família de coração. Em seu primeiro ano em Hogwarts, Potter descobre que é o único que pode impedir Lord Voldemort de reinar e é isso, em meio a diversas aventuras, problemas, conquistas e derrotas, que ele procura fazer durante os sete livros. PERCY JACKSON Um menino de apenas 12 anos, com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e dislexia, sem conhecer seu pai e contando apenas com sua mãe Sally Jackson e seu melhor amigo Grover Underwood, descobrirá que é um semideus, filho de um dos três mais poderosos deuses do Olimpo, Poseidon. A partir daí, vê sua vida envolvida

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LiterArte

em várias aventuras, com muita luta, romance, amizade e escolhas. Será realmente que esse herói poderá salvar o Olimpo de sua maior ameaça? A saga escrita por Rick Riordan se tornou um best seller e foi inspirada no filho mais velho do autor, que tem dislexia e hiperatividade. Quem poderia prever que seria uma bomba e que envolveria milhares de pessoas, transformando-as em fãs e ensinando mitologia grega da forma mais divertida possível? Ninguém. Mas foi o que aconteceu. Como um meteoro, surgiu e ficou. Com o primeiro livro já transformado em filme de grande sucesso, os fãs esperam ansiosamente que os outros volumes também se tornem. O segundo livro em forma de longa metragem será lançado em 16/08/13, nos Estados Unidos. Ainda recente, mas com uma forma fascinante de nos prender e nos viciar, Riordan vai a cada dia conquistando mais e mais fãs. Uma ótima opção para quem quer viajar em um mando fascinante e envolvente. •


Revista LiterArte• LiterArte Literatura

Foto: divulgação

Nicholas Sparks por Talyta Rodrigues e Vitor Hugo de Sousa Soares

Q

uem é o autor que vem “bombando” tanto nas livrarias quanto no cinema? Quem é o autor de sucessos como “A última música”, “Um amor para recordar” e “Querido John”? Nascido em Omaha, Nebraska, em 31 de dezembro de 1965, é filho de Patrick Michael Sparks e Jill Emma Marie Sparks. Ganhou bolsa na Universidade de Notre Dame e lá quebrou o recorde de revezamento com sua equipe. Sofreu um acidente e ficou se recuperando no verão, quando

escreveu seu primeiro romance nunca publicado, assim como o segundo, escrito anos mais tarde. Em 1990 participou de um livro com Billy Mills, “Uma Viagem Espiritual”, e foi quando passou a ser conhecido. A partir daí, sua carreira deslanchou e Sparks escreveu vários títulos, como “Diário de uma Paixão”, “Uma Carta de Amor”, “Um Amor para Recordar”, “O Resgate”, “Uma Curva na Estrada”, “Noites de Tormenta”, “A Escolha”, “Safe Haven”, “O Melhor de Mim”. A maioria de suas obras foi transformada em filmes. Seus

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principais livros, best sellers internacionais, foram traduzidos para mais de 45 idiomas e arrecadaram mais de U$ 80 milhoes em vendas. Nicholas Sparks vai à Igreja regularmente e contribui para várias instituições de caridade. É um dos principais contribuintes para o programa “Escrita Criativa” da Universidade de Notre Dame. Fundou com a esposa a Escola Epifania e treinava atletas em escolas públicas. Fica a dica para quem quer se divertir com um autor criativo, envolvente e que sabe como ninguém criar um final completamente diferente das expectativas e previsões tão comuns. Não é um livro que você lê e prevê. É um livro que você chora, ri, se emociona junto com os personagens, esperando pelo próximo acontecimento. É um livro que, mesmo com o final triste, você aceita e entende que é melhor dessa forma. É uma obra de arte ao acesso de todos. Aproveitem. •


Revista LiterArte

Mitologia nos Dias de Hoje Foto: divulgação

por Leandro Nascimento

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uitos sabem, atualmente, o que a mitologia é. Porém, poucos compreendem a abrangência de suas criações. Os inúmeros seres que foram inventados durante demasiado tempo, hoje, estão presentes na maioria das histórias fantásticas, mesmo que estas nem falem sobre mitologia.

Cabem aqui, nesse tema, diversas citações de obras famosas e fantasiosas que usam recursos mitológicos. Sucessos, como a saga de Harry Potter, usaram diversas criaturas como o mantícore, o dragão, o basilisco, retirados da extensa história grega. Um livro publicado pela própria J.K. Rowling, “Animais Fantásticos e onde habitam”, possui uma lista de 63 páginas com seres mágicos muito peculiares, da qual uns foram de criação da autora e outros adaptados da mitologia. Contudo, isso não quer dizer que a obra fica depreciada com essa adaptação. Muito pelo contrário, ela se enriquece. Se fosse assim, outras importantíssimas obras não teriam tanto valor. Dentre elas, podemos citar nada mais nada menos que a “Divina Comédia”, de Dante Alighieri, que foi, talvez, uma das obras que mais tenha usufruído da mitologia, não sendo esse o tema, é claro. Mas nem por isso o livro foi retirado da 19

lista do “top 100” do mundo. Não seria necessário sequer citar sobre “Percy Jackson & Os Olimpianos”, mas como o livro é referência ao título deste artigo, não há exemplo melhor que esse para falar de mitologia atual. A saga é simplesmente espetacular e o enredo da mitologia, incrustados nos dias de hoje, é singular. Pode-se falar também do uso dessa cultura grega nos games, que são quase infinitos. Um dos mais épicos exemplos de mitologia pura é a franquia de “God of War”. Há também “Dante’s Inferno”, que é baseado no livro de Dante Alighieri. Alguns dizem que esse game foi uma versão cristã para “God of War”, mas essa opinião é refutada, pois “Dante´s Inferno” usa mitologia tanto quanto o outro, só que em situações diferentes. Mas, de qualquer forma, é extensa a quantidade de exemplos que foram baseados na ainda maior base cultural, intelectual que é a cultura grega. •


LiterArte Moda Revista LiterArte•

Moda: o que não pode faltar e como ingressar nesse meio por Luísa Barbosa

A

palavra moda quer dizer costume (o costume de uma época, de uma estação). Por isso é tão difícil determiná-la, já que está em constante mudança. Somos influenciados pela moda constantemente, seja no jeito de vestir, no uso de acessórios, cores e em muitos outros aspectos. Para isso damos o nome de tendências, as quais são formuladas com base em pessoas famosas, como atores, cantores e, é claro, pelos grandes estilistas do mundo todo. Para quem tenta seguir tendências, tem que se atuali-

zar constantemente, pois todos os dias entra e sai algo da moda. Porém, existem certos elementos e truques que ajudam muito quando não se sabe o que está em alta ou como se vestir para uma ocasião que não se tem muito conhecimento. Para as mulheres, não se pode deixar de ter no closet o que chamamos de clássicos ou básicos, que quer dizer que nunca saem de moda. São eles: um vestido tubinho preto, nem muito longo, nem muito curto; um sapato fechado de salto, de cor neutra; blêizer de cor neutra e acessórios de pérola. Para compor o look, unhas muito

Moda não é só roupas e acessórios. Ela abrange vários setores.

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bem feitas no estilo ”francesinha”. Para os homens, não pode faltar um terno, gravata, cinto e sapatos pretos e camisa branca, para ocasiões que exigem maior formalidade e, para o dia-a-dia, uma calça jeans escura, “sapatenes” e camisa gola pólo. É claro que cada um tem o seu estilo e gostos e dão o seu toque em cada look. Mas o que fazer com aquelas roupas da moda passada que temos no armário? Não se preocupe. Você pode estar sempre compondo, usando elementos da moda anterior com a atual, sem desperdiçar suas roupas e ficando sempre bem vestido(a) e atualizado(a). Além do mais, todos podem “fazer moda” e lançar novas tendências. Moda não é só roupas e


Moda•Revista Revista

acessórios. Ela abrange vários setores. Dentre eles está o mercado das agências de modelo, que são responsáveis por nos mostrar um pouco da parte da moda que já foi mencionada e, também, por realizar o sonho de muitas garotas e garotos, que é o de se tornarem modelos de sucesso. E para ajudar aqueles que têm vontade de ingressar nesse mercado, segue uma reportagem falando sobre o que fazer para entrar em uma agência e quais são os requisitos para se tornar um modelo. As informações abaixo foram retiradas do site modelsbrasil.com e adaptadas.

hora, pois cada caso é cuidadosamente avaliado pelos profissionais da agencia de modelos. No caso de resposta positiva, você será informado(a) de quais providências deverá tomar: emagrecer ou engordar, cortar ou tingir os cabelos, tratar da pele, etc. Somente após a transformação é que se deve partir para a produção do book fotográfico. Evite fazer seu book antes de ser aprovado(a) em uma agência de modelos, pois, na maioria das vezes, as fotos terão que ser refeitas por um fotógrafo indicado pelos seus novos bookers e esse custo quem paga é você.

Você pode estar sempre compondo, usando elementos da moda anterior com a atual

Saiba o que fazer para entrar para uma agência de modelos Normalmente as agências de modelos têm dias específicos para atender aos chamados new faces (modelos novatos). Se tiver fotos produzidas em estúdio pode levar, mas o ideal para essa primeira triagem são fotos caseiras (01 de corpo e 01 de rosto), porque traduzem a pessoa com fidelidade. As produções de estúdio, com truques de iluminação e excessos de maquiagem, podem atrapalhar esta primeira avaliação. Durante a entrevista, o profissional analisará se você tem ou não condições de seguir em frente. Nem sempre a resposta é dada na

Lembre-se: Os profissionais das agencias de modelos estão em contato diário com os clientes e ninguém melhor do que eles para saber qual o melhor visual para que você trabalhe. Também compete à agencia de modelos indicar a equipe que fará seu material fotográfico de modo que se obtenha a qualidade necessária para que você seja apresentada aos clientes. Esses custos correm por conta do(a) modelo(a). Sob responsabilidade da agência, fica a apresentação desse(a) profissional ao mercado de trabalho, seja para testes de passarela, comerciais de TV, den21

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tre outros. Modelo que faz essa busca por conta própria não é bem visto(a) pelo mercado e acaba sendo desvalorizado(a) como profissional, não chegando a lugar algum. Profissão modelos: quais os requisitos necessários? Existem dois tipos de modelos e que devem preencher alguns requisitos mínimos necessários. São eles: Modelos fashion São aqueles que brilham nas passarelas, participando dos principais desfiles de moda, e que os requisitos básicos são: Meninas: Idade: de 13 a 18 anos Altura mínima: 1,74cm Medida máx. de quadril: 90 cm Meninos: Idade para começar: 15 anos Altura mínima: 1,82cm Manequim: 40 Modelos Comerciais São aqueles que farão comerciais de TV, campanhas publicitárias, anúncios de revistas, outdoors. Para se tornar um(a) modelo comercial, ambos os sexos devem ser fotogênicos além de ter pele e cabelos bem cuidados. O corpo deve ser proporcional e não existe uma idade definida para se iniciar. É considerável que um modelo comercial estude interpretação para que se tenha melhor desempenho nas seleções. •


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Artes Marciais Sistemas de Defesa Pessoal

por Vitória Harumi

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origem das artes marciais está nas mais antigas épocas, desde que o homem se via obrigado a aprender métodos de treinamento físico para suportar as rígidas pressões políticas, militares, religiosas ou até mesmo para ter a possibilidade de se defender. As artes marciais possuem estilos distintos e origens diferentes. No entanto, a maioria das lutas surgiu inicialmente no Japão, China e Coréia, onde os conflitos internos eram mais frequentes. Logo se espalharam do oriente ao ocidente, proporcionando o surgimento de novas e inusitadas formas de defesas pessoais através da miscigenação cultural dos povos medievais. Atualmente, artes marciais significam técnicas elaboradas, destinadas ao conflito ou à guerra. Pelo menos é isso que as pessoas pensam... Por outro lado, para aqueles que buscam realmente entender o significado das artes marciais, o conflito gira em torno da personalidade individual, pois muitos atletas dessa categoria veem um modo pacífico de encontrar a paz interior, seja ele físico ou psicológico. Apesar de tudo isso, mui-

tas pessoas conseguem ver os diversos estilos marciais como mero esporte, visando apenas alcançar o corpo desejado ou uma maneira de ser superior aos demais. Para esses que possuem pensamentos tão pequenos, convido-lhes a abrir os olhos e ver o que mais o esporte pode lhes oferecer além do limite e do natural. Todas as artes marciais de que já ouvimos falar ou de que ainda ouviremos, possuem algo em comum: proporcionar a paz de espírito a todos que as praticam e aos que convivem com praticantes. Com isso, é possível perceber que a noção sobre as artes marciais vai além de nossa mera compreensão.•

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Fotos: divulgação


A ARTE LIGADA AOS MEIOS DE

COMUNICAÇÃO E À

TECNOLOGIA

por Amanda Beatrice

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o longo dos anos, pudemos perceber o quanto os meios de comunicação evoluíram. Surgiram novas redes sociais, novos meios de comunicação e, consequentemente, novas formas de expor as artes. Youtube, Facebook, MySpace, Twitter, Tumblr, Flickr, Orkut, todas essas redes de “exposição em massa” contribuíram para levar informações e maior conhecimento das artes para a população. Um grande exemplo de como os meios de comunicação contribuem para a arte é o grafite. Antes, uma expressão marginalizada e, hoje, graças aos grandes meios de exposição e tecnologia, uma arte, não somente admirada, mas praticada por muitos. É muito importante gerar esse conhecimento para mostrar à sociedade que a arte já está fugindo dos antigos padrões e trazendo uma nova definição, novos meios de praticá-la, novos gostos. Enfim, a arte tem ganhado uma nova

cara. Atualmente, o ser humano está ligado 24 h por dia às informações, estudos, novidades e muitos utilizam isso até mesmo como profissão, como um meio de expor ideias, gostos, mostrar o que gostam, mostrar músicas, vídeos, fotos, esculturas, pinturas, teatro e dança. Muitas vezes, até mesmo algo simples, de costume e rotineiro, pode se tornar arte. Basta pararmos e observarmos a cidade, a essência que ela transmite, os diferentes estilos das pessoas, seus gostos e vamos perceber as inúmeras definições de arte dentro desse aspecto urbano. É sempre bom lembrar que a arte já não tem um padrão definido. Tudo pode ser arte. Tudo pode ser transformado e a tecnologia é constantemente usada para isso. A arte unida aos meios de comunicação tem sido uma receita perfeita para o conhecimento das pessoas, para o sucesso e isso só tende a melhorar. • 23

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REMINISCÊNCIAS

Foto: Mário Souza por Eduarda Victória Souza Matos

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stou aqui, novamente nessa janela. Só que, dessa vez, eu não choro por não poder brincar com os meninos na rua. É, eu cresci. Já são 53 anos. Mais de meio século! Assusto-me com os galhos secos que batem aqui e me pergunto se eles estavam ali naquela época. Então, eu me distraio e quando dou por mim, as lembranças já me invadiram. Ah! Que nostalgia da minha infância quando olho através dessa janela e me vejo ali, pequena, sapeca, correndo e sorrindo. E a saudade aperta quando olho aquela enorme mangueira fazendo sombra no banquinho de madeira rústica. O nosso banco, que serviu de apoio para nosso romance de adolescente, ele ainda está

ali, esperando por nós, esperando pelo nosso amor que, ora se mostrava puro e singelo, ora se mostrava um amor tão inacabado, tão incompleto. Eu queria que você estivesse aqui, mas não aqui comigo hoje. Eu queria que estivesse aqui comigo naquela época. Na época em que eu era inteiramente amor, inteiramente você! Ainda, através dessa janela, vejo minha querida mãezinha me chamar: “entra, querida, que a comida está na mesa” e logo eu me despedia dos meus amigos. É com imenso orgulho que lhes digo que minha mãe nunca deixara faltar nada, mesmo em meio à simplicidade. Ela sempre conseguia um jeito de nos alimentar, embora, à 24

mesa, um sentimento de dor era compartilhado por todos: a imensurável falta do principal na cabeceira, meu pai, ente querido que outrora Deus levara. Homem trabalhador, levantava-se com o nascer do sol e aquele cheirinho bom do café da mamãe, coado em um bule azul, é que nos fazia levantar. Cena marcante: meu pai com o cigarro de palha sentado no “rabo” do fogão de lenha, Campeão (o cão caçador) debaixo da mesa e no rádio o programa do “Ze Béttio”. Assim eram as manhãs antes de meu pai sair para a lida na roça. Às vezes era caçada, Paca, Tatu, Capivara que, quando trazia, havia festa, farofa e jogo de truco. A criançada adorava tudo isto.


Revista LiterArte de uma brasileirinha nascida no interior de Goiás, que cresceu chupando frutas do cerrado e comendo frango caipira, brincando descalça, ouvindo moda de viola e Folia de Reis, volto à realidade. Percebo que minha velha “No fim da tarde, quando mãezinha também já se foi, depois tudo se aquietava, a família de tanta luta, tanto amor, tanta se ajeitava lá no alpendre a dedicação... E uma lágrima rola de conversar [...] O sol se pumeu rosto, molhando a colcha de nha, a viola alguém trazia, retalhos que estou a coser. todo mundo então queria Meus filhos, agora ver papai cantar com a gente. Desafinado, meio rouco e crescidos, estão num tal de voz cansada, ele cantava mil computador. Não sei ao certo o todas toadas, seu olhar no que tanto fazem lá. Só sei que na sol poente...”. minha época não tínhamos isso e era bom, porque nos divertíamos fícil. Os filhos mais velhos precisa- de outras formas, todos juntos, vam estudar e nosso pedacinho de sorrindo, felizes. Não tinha esse terra foi trocado por uma casa na tal de conversar com uma pessoa cidade. O destino, então, se encar- pela tela de uma máquina. regou de ceifar a vida de meu pai, Dávamos valor no toque, no beijo, assim tão cedo, tão novo, tão ines- no abraço, no “eu te amo” dito peradamente e minha mãe se viu olho no olho. Meus netos estão na sozinha, com a responsabilidade televisão. Ah! Se eles soubessem de criar e educar sete filhos. Suas como é bom brincar, correr, pular qualidades culinárias resultaram amarelinha, pique esconde e pique no principal sustento da família. pega, subir em árvores, ir pro Passou a fazer pastéis, envolvendo mato caçar pequi, caju, gabiroba todos na missão de distribuí-los e mangaba. Podíamos correr sem nos bares da cidade. que os pais se preocupassem. Em meio às reminiscências Caíamos e não precisávamos ir ao

Fotos: acervo do historiador Fábio Viegas

Nos fins de tarde, cenas como as descritas na bela música “Utopia”: O tempo passou... A vida no campo foi se tornando mais di-

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médico. Vivíamos com o joelho ralado e isso não era preocupação pra ninguém. Brincávamos com o cachorro e não pegávamos essa tal de bactéria. Púnhamos apelidos uns nos outros e ninguém sofria de bullying. Que tempo maravilhoso! E, lamentavelmente, olho em minha volta e vejo cada um em um canto, isolados, incomunicáveis; e voltando o olhar para a janela, vejo o corre-corre das pessoas na frenética busca por riquezas. Na velha Mangueira, as frutas já nem tem seu tempo certo como antigamente... E até no nosso banco já não tem mais ninguém. Estão todos ocupados demais para desperdiçar o tempo vivendo. •


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SUPER AÇÃO

Em 2004, quando ele tinha 18 anos, foi vítima de um assalto na loja de seu pai justo no dia do aniversário deste. Um acidente que o levou à cadeira de rodas e mudou sua vida.

por Bárbara Soares, Breno Portela, Natalia Siqueira e Vitor Hugo Sousa

Recebeu a notícia de que ficaria cadeirante no hospital. O médico chegou ríspido, dizendo que ele nunca mais andaria; uma fala infeliz, haja vista que estudos com células-tronco estão avançando.

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oderia começar essa história como tantas outras que hoje se encontram empoeiradas na minha velha estante de ameixeira antiga. Queria, assim, um “era uma vez” ou “em um reino distante”, porque aqui nesta história cabe um dos maiores heróis e exemplos que conheci. Sim, para aqueles que não acreditam que realidade possui heróis, eu afirmo que esse anjo, que tenho orgulho de chamar de amigo, é um grande herói e a cada dia me ensina e me incentiva a viver uma vida sem limites. Meu amigo se chama Calixto. Ele é um belo mancebo, rapaz encantador com seu ar cativante. Vivia tranquilamente no interior. Era uma criança e um adolescente repleto de energia para viver, tendo como sua grande paixão, os esportes.

Foi a partir desse momento tão triste que Calixto se encontrou em uma situação única e completamente diferente de todas que já havia vivido. Com apenas 18 anos, receber uma notícia tão radical foi motivo para uma tristeza momentânea, mas logo

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Revista LiterArte percebeu que a vida não tinha terminado devido ao acidente e tratou de superar cada situação.

Ele estava aguardando o resultado do vestibular. Havia prestado a segunda fase do vestibular uma semana antes do acidente e foi receber a notícia de que havia passado quando ainda estava internado no CRER. No início, ele ficou um tanto quanto receoso em fazer o curso, tendo em vista que o curso de Educação Física é eminentemente prático. Mas logo esse pensamento pessimista foi embora e a cada dia se empolgava mais com o curso, que chegou a ter-

minar e não parou somente em sua graduação. Deu continuidade em sua carreira acadêmica e hoje está na reta final de seu mestrado e já se preparando para o doutorado.

A vida do meu grande amigo é marcada por superação, carregando sempre um brilho em seus olhos encantadoramente claros, tendo o seu coração repleto de amor e apreço pelas coisas belas da vida. Sempre acreditando em um horizonte próspero, ele continua trilhando o seu caminho, deixando um pouquinho de sua luz por onde passa. •

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A Divina ComĂŠdia por Aline Rodrigues

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Revista LiterArte por Juliana Honorato Rodrigues

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Revista LiterArte por Sara Hummel Rios

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LiterArte  

Revista de Arte e Cultura para a Semana Cultural do Colégio MilleniumClasse

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