Page 1

banhos piscinas lisboa jo찾o carmo sim천es


baths pools lisbon jo찾o carmo sim천es


banhos piscinas lisboa joão carmo simões Mestrado em Arquitectura UAL Universidade Autónoma de Lisboa Inês Lobo Pedro Oliveira João Luís Carrilho da Graça Ana Vaz Milheiro


The end of the course of Arquitecture, master´s thesis, is the closure to a cicle of learning. In a time when pluralizum of thought is fact, and when arquitecture is ferociously attacked by the supposedly more mediatec pratitioners, I propose to elaborate, with the basis on professional and academic experience, practical and theoretical, my thoughts on the significance of arquitecture, in an effort to organize ideas and clarify thought. During a time of change in where rarely we find arquitecture based on timeless values; concidering arquitecture inheritance as our foundation and specifically the theoretical basis of the modern movement, in my point of view lacking in the post-modern orations. For the elaboration of a practical exercise which has as it´s guidelines the orientation of undivided thought between what we call arquitecture, construction/structure and poetic theory - the ideal space for man. Parallel to the practical exercise proposed by the faculty, swimming pools on the eartern side of the city of Lisbon, a text is elaborated that pretends to scatter the thought that goes behind the practical.

Final do curso de Arquitectura, Dissertação de mestrado, é este um ponto de fecho de um ciclo de aprendizagem. Numa época onde o pluralismo de pensamento é ponto assente, e onde a arquitectura é ferozmente atacada pelos seus ditos praticantes mais mediáticos, proponho-me elaborar, com base na experiencia académico e profissional, pratica e teórica, uma reflexão sobre o significado do que para mim é arquitectura, na tentativa de arrumar ideias e clarificar o pensamento. Num tempo de mudança e em que raramente encontramos a arquitectura fundada em valores intemporais, consideramos como pontos de partida a herança da história da arquitectura, e particularmente as bases teóricas do movimento moderno, a meu ver pouco exploradas nos discursos pós modernos. Para a elaboração de um exercício prático que pretende ter como linhas orientadoras o pensamento indissociável entre o que se chama de arquitectura, construção/estrutura, e poética- o espaço ideal para o homem. Paralelamente ao exercício prático proposto pela faculdade, umas piscinas na zona oriental da cidade de Lisboa, é elaborado um texto que pretende espelhar o pensamento que está por detrás da prática.


volume I Teórico Introdução Prólogo Movimento moderno, Bases teóricas, humanidade e adequação à indústria Pós guerra Adopção de um cânone – estilo internacional Rejeição do movimento moderno perspectivas pós-modernas Arquitectura subjugada à especulação económica vs. Vitrúviu Hoje, “Star system” e a perca do corpo da arquitectura. Contra corrente exemplos Conclusão Bibliografia

índice

volume II prÁtico 007

Resumo analítico

011

Índice

012

Explicação do exercício e Localização Ortofotomapa de Lisboa

014

Lisboa morfologia condição territorial Breve contexto Lisboa e o Tejo (texto) Imagens ilustrativas (mosteiro dos Jerónimos, terreiro do paço, aterros)

020

Proposta global Plano urbano (texto) Fotografias do local Ortofotomapa situação actual Ortofotomapa proposta

036

O edifício Edifício proposto, respostas ao programa (texto) Axonometria organizativa Axonometria estrutural Imagens de referência

046

Piso térreo, piscina exterior

072

Piscinas desportivas

088

Banhos

108

Ginásio

130

Terraço, solário e café

141

Agradecimentos

143

Índice de imagens


12

Palácio Corte Real, Ribeira das Naus “Panorama de Lisboa” José Pinhão de Matos, Séc. XVIII

explicação do exercício e Localização ortofotomapa de lisboa Lisboa à beira rio é uma cidade que não vai a banhos. Apesar de ser uma cidade de rio e de verão, Lisboa vive um pouco divorciada do rio, para além dos problemas de ligação da cidade com o rio que serão descritos no texto seguinte, faltam pontos de contacto directo da população com a água. Se quisermos aproveitar o sol da cidade de Lisboa num dia de verão e tomar banho, não o conseguimos fazer dentro da cidade temos que sair da cidade e andar pelo menos 17 km até à praia mais próxima. Foi este o desafio que nos foi lançado, a oportunidade projectar umas piscinas na zona oriental de Lisboa (entre Santa Apolónia e o parque das nações) que contribuíssem para aproximar a população da água e contaminassem o desenvolvimento daquela parte da cidade.


13


14

Terreiro do paço Lisboa, autor desconhecido, início sec. XX

Lisboa. morfologia, condição territorial Breve contexto Lisboa e o Tejo O acto de construção de uma cidade está intimamente relacionado com a morfologia e condição do território/paisagem escolhida. Os fundadores da cidade de Lisboa compreenderam a paisagem e a potencialidade que a natureza deste lugar tinha e têm para oferecer: sendo as de mais importância, as colinas que dificultavam as evasões e defendiam a cidade; e o enorme estuário do maior rio da península ibérica. Rio este que se prolonga navegável por uma enorme extensão em direcção ao interior do actual Portugal, permitindo o transporte por via fluvial de mercadorias. Para além disso o estuário serve naturalmente de porto de abrigo de grandes dimensões extremamente seguro. É essa condição natural do território/paisagem que dá a possibilidade e a impulsão à cidade de Lisboa de a partir de um pequeno país descobrir metade do mundo por via marítima. Actualmente a cidade encontra-se subaproveitada em relação á potencialidade que a paisagem onde se insere oferece. O arquitecto Paulo Mendes da Rocha descreve a ideia de transformação da natureza em “virtudes desejadas”. “Fui formado com a certeza de que os homens transformam uma beleza original, a natureza, em virtudes desejadas e necessárias para que a vida se instale nos recintos urbanos.” Paulo Mendes da Rocha in projectos 1957-1999.

Ao logo da historia a cidade de Lisboa foi se aproximando do rio, e a sua expansão é feita essencialmente marginal ao rio, tentando tirar dele o maior partido. A aproximação da cidade ao rio é evidenciada por várias intervenções monumentais. Por exemplo a construção do mosteiro dos Jerónimos à beira rio ou a Torre de Belém sobre as águas do rio no século XVI vem assinalar a entrada na grande cidade capital e porto marítimo do império português. Outro grande exemplo da procura da cidade se lançar para o rio é dada pelo rei D. Manuel I ao transferir a sua residência do Castelo de São Jorge para junto do rio, para o Paço da Ribeira. Após o terramoto de 1755


15

e a destruição do Paço da Ribeira, é construída avançando sobre o rio uma das maiores praças da Europa o Terreiro do Paço que foi sempre a porta nobre de Lisboa. É já no século XIX e inicio do século XX que a cidade se lança definitivamente ao rio com a construção de vários aterros e zonas portuárias de grande extensão, como por exemplo o aterro da Boavista, de Belém ou a doca do poço do Bispo. Desenhando assim uma linha de costa inteiramente nova e artificial. Operação que remeteu para segundo plano as grandes intervenções que outrora se lançavam declaradamente ao rio. Estas intervenções vieram criar uma separação da população e do rio, privatizando a margem ao uso portuário.


16

BelĂŠm Lisboa, autor desconhecido, inĂ­cio do sec. XX.


20

Local de intervenção. Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009.

proposta global plano urbano É neste contexto global que o presente projecto se pode enquadrar. A área possível de intervenção é a zona envolvente à doca do poço do Bispo na zona oriental da cidade de Lisboa. Situada entre uma parte nova da Cidade que ainda não esta entregada no resto da cidade - o parque das Nações antigo recinto da exposição mundial expo 98. Território este que se apresenta bastante consolidado e densificado em termos urbanos. E a zona de santa Apolónia também ela bastante consolidada, mas esta sim perfeitamente entregada na cidade. Partindo de uma análise à grande escala, encontram-se grandes vazios urbanos, na chamada zona do Braço de Prata e da Matinha, proporcionados por zonas industriais pesadas desactivadas. Estes factos apresentam se claramente como causa da descontinuidade urbana (programática, habitacional, e de circulação), que a cidade de Lisboa apresenta na ligação com o parque das nações principalmente na frente ribeirinha que ate Belém se mantém viva por mais de 12 km. Analisando este problema e as soluções propostas para esta zona, não são tidos em conta dois planos urbanos em curso para esta zona da cidade, dos quais discordo na sua essência. Um plano do arquitecto italiano Renzo Piano para o braço de prata e outro para a zona da matinha do ateliê lisboeta Risco. Estes dois planos ainda em projecto, separadamente repetem a meu ver erros cometidos na zona do parque das nações. Como a elevada densidade na ocupação do solo que em dez anos se tornou uma zona com grande dificuldade de circulação automóvel, bem como o entalar da linha de costa entre uma margem claramente delimitada, e as habitações. Fenómeno este que privatiza a zona ribeirinha pela pequena dimensão assegurada ao público e pelo programa não público que se apresenta. Mas sobretudo a falta de continuidade entre os dois planos e o resto da cidade tornam-nos a meu ver uma oportunidade perdida. Num local que é actualmente responsável pela separação, uma operação desta


21

envergadura parece-me dever ter como premissa cozer as partes. Ligar

locidade, que pretende prolongar o percurso já existente entre Algés e

o parque das nações ao resto da cidade de Lisboa formando assim um

o Campo das Cebolas até ao interior do parque das nações, servindo

contínuo urbano que não se basta pelo preencher da mancha urbana

assim toda a frente ribeirinha em corredor próprio, o que o torna mais

mas pelas ligações que estabelece.

rápido e eficiente. Perfazendo assim a circunvalação ribeirinha num transporte único da cidade de Lisboa.

Para além disso deve evidenciar as potencialidades do território/paisagem em questão. Deve dar à população em geral o acesso e usufru-

Do lado poente da grande Alameda pretende-se que cresçam edifícios

to ao magnífico estuário do rio Tejo que representa uma mas maiores

de habitação e de escritórios perpendicularmente ao rio. De enverga-

mais-valias que a paisagem e o território têm para oferecer a Lisboa.

dura considerável permitem libertar o solo e as ruas perpendiculares

Mais-valias que fazem parte do património histórico e cultural da cidade

ao rio que os acompanham. Estas ruas fazem sempre que possível a

de Lisboa, e no qual a meu ver deve-se apoiar o seu futuro.

ligação à cidade interior, passando em ponte sobre a linha do comboio, linha esta que delimita a intervenção a poente.

É então projectado um plano que tem como intenção solucionar os pontos a cima referidos. O plano assume um grande eixo de circulação remetido para o interior, em continuidade com o existente paralelo à doca do poço do bispo (av. Infante Dom Henrique) ligando-o à alameda dos Oceanos já no parque das Nações. Este eixo pretende ser uma grande alameda, e delimita um grande corredor verde ribeirinho com 200 metros de largura que é pontuado por grandes equipamentos públicos que informalmente ocupam os grandes espaços designados. Equipamentos esses que se devem elevar do chão dando permeabilidade visual para o rio, e dando à população o usufruto publico do rio publico, equipamentos como museus, mercados, bibliotecas, teatros, etc. A margem pretende ser restabelecida com a naturalidade que outrora teve, em forma de praia. E que hoje é naturalmente evidenciada a sua possibilidade pelo deposito natural de áreas que hoje encontramos no local. A o restabelecimento da praia pretende dar à população um grande local de interacção com o rio, que se prevê brevemente despoluído como a aparição de golfinhos assim o anuncia. Paralelamente à grande praia de um quilómetro de extensão e aos grandes equipamentos circula um eléctrico em corredor próprio de ve-


23


25


26

Zona de intervenção vista do rio, zona do Poço do Bispo até ao Parque das Nações, Lisboa, João Carmo Simões, 2011


Vista sobre a doca do poço do bispo e a cidade, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

Ortofotomapa situação actual

29


Ortofotomapa proposta

1. praia 2. passeio publico ribeirinho 3. ciclovia 4. praça 5. corredor de eléctrico de velocidade 6. faixa verde com grandes edifícios públicos ex. teatros, bibliotecas, museus, supermercados 7. silo automóvel 8. ligação da av. Infante dom Henrique à Alameda dos Oceanos 9. doca do poço do bispo 10. edifício proposto, banhos piscinas de Lisboa 11. pontão com possibilidade de comércio

11

6

6

8


1 3

4 2 6

7

5

8

10 9

5


34

Ortofotomapa proposta

Praia fluvial do Samouco, rio Tejo Alcochete, autor desconhecido. 2007


36

Edifício proposto, fotografia de maquete, João Carmo Simões.

Edifício proposto Resposta ao programa Pretende-se como contraponto a este plano e como sua delimitação a sul, a construção do projecto proposto no corrente exercício. O projecto pretende assumir-se como um grande equipamento excepção na transição, e inflexão da linha de costa, entre a praia e a doca do Poço do Bispo. O edifício encerra em si um espaço que se pretende de intimidade com o rio, de descoberta, um espaço fechado como de um convento, um espaço em que a única abertura é para o céu e para rio. É em direcção a ele que vamos mergulhando na enorme piscina que o edifício encerra. Primeiro procura-se que seja tomado conhecimento da paisagem enquanto imagem, enquadrada entre uma grande parede que paira e o chão. Depois ao nadarmos na piscina passando por baixo desta grande parede, surpreendentemente estamos no meio do rio é como se nos fundíssemos então com a paisagem tomamos conhecimento da paisagem enquanto vivencia, enquanto “espírito do lugar” como diria Norberg-Schulz e com diziam os romanos o “Genius Loci”. O edifício apesar de encerrar em si um enorme espaço, não se quer encerrar a si mesmo, não se pretende encerrar à cidade como um convento. Mas pelo contrário, tenta procura a vários níveis mostrar o que se passa no seu interior, e servir a cidade de espaços comerciais nomeadamente no piso térreo na fachada norte e sul. Com uma grande loja a norte e com cafés e bares virados para a doca a sul. Nos seus extremos nascentes estes corpos de comercio transparentes e luminosos sobre os cais o edifício assenta, albergam sobre o rio um restaurante e um bar que dão à população a possibilidade de usufruir da sua excepcional posição. A poente, aproximadamente um terço de o edifício é permeável no piso térreo acolhendo a população em torno dos grandes tanques das piscinas desportivas em acrílico. Pretendendo celebrar e convidar a população a entrar para um banho tanto nos tanques interiores como no grande tanque exterior que é visível da entrada. O edifício desenha-se assim exteriormente sobre a forma de um enor


37

me paralelepípedo assente sobre dois corpos de comércio translúcidos e os dois tanques das piscinas desportivas também eles transparentes. O corpo maciço em betão que é rasgado longitudinalmente a sul olhando a doca e dando a ver num patamar os corredores e ciclistas nas maquinas do ginásio. A norte o edifício é cego, cegueira essa que só é quebrada com a abertura de um vão da largura das piscinas desportivas, que olha a grande praia proposta a norte. O alçado nascente abre-se ao rio no topo de corpo dos ginásio a sul e no topo de corpo dos banhos a norte. O edifício anseia assumir-se assim como um edifício interiorizado, introspectivo que pontuada e precisamente, contempla a paisagem. Exteriormente procura pontuar o território de uma forma marcante e desafiadora, balançando-se sobre a água. Mas é sobretudo na paisagem que pretende procurar o carácter deste local. Procura o carácter ribeirinho da ribeirinha cidade de Lisboa.


38

vista do exterior para as piscinas desportivas, paredes dos tanques em acrílico

axonometria organizativa O projecto pretende assumir-se como um grande equipamento excepção suspenso, situado na inflexão da linha de costa, entre a praia proposta a norte e a doca do Poço do Bispo a sul. Pretende-se deixar o piso térreo permeável e com programa público de comércio, e acontecimentos que chame até si a população, como é o caso dos tanques transparentes das piscinas desportivas em acrílico, que permitem vislumbrar as pessoas a nadar no seu interior. No centro do edifício está a piscina exterior que se abre ao rio. Ao subirmos a escadas de acesso ao edifício chegamos a uma enorme varanda sobre a piscina exterior que nos dá acesso ao átrio de entrada, de onde acedemos: a nascente às piscinas desportivas interiores, olímpica 50 metros e piscina de saltos; a norte ao corpo dos banhos, que conta com tanques a temperaturas diferentes, saunas, salas de tratamento, solário e acesso à piscina exterior; a sul ao corpo do ginásio, com espaços de diferentes dimensões que olham a doca e o rio; ao terceiro piso que junto à cobertura têm: um terraço que olha o rio e a piscina exterior, um café, administração, o solário dos banhos virado a sul, e um deambulatório sobre as piscinas desportivas que permite ao público assistir a quem esta a nadar. O programa assume-se diverso e denso, com a intenção do equipamento ter um carácter bastante urbano e agregador da população, e da sua relação com rio, com a água e com a prática desportiva, não só dentro de si como na sua envolvente. Pretende-se que o edifício contamine fortemente a vivencia do lugar.


esca das de ligação aos banhos miradouro sobre o rio

solário dos banhos

área técnica exterior, painéis solares, sistemas de ventilação e climatização administração (salas de reuniões) terraço sobre piscina exterior (vista para o rio) átrio elevador café escadas de acesso administração deambulatório sobre piscinas desportivas

piso 3

banhos corredor para nadar

acesso ao solário exterior acesso piso 1 instalações sanitárias saunas, salas de tratamento

ginásios

área técnica banhos escadas de acesso

área técnica

ginásios salas de aulas balneários ginásio

área técnica escadas de emergência área técnica ginásio

piso 2

banhos sauna “caldarium” acesso piso térreo (piscina exterior), acesso piso 2 instalações sanitárias “frigidarium” “tepidarium” saunas, salas de tratamento

instalações sanitárias

ginásios acesso patamar de musculação, saída de emergência vestiários banhos ginásio central varanda sobre piscina exterior átrio de entrada, recepção acesso ao edifício balneários ginásio patamar maquinas de musculação, corrida e bicicleta balneários piscinas desportivas piscina olímpica

piscina saltos

área técnica, saídas de emergência acesso plataformas de saltos

piso 1

piscina exterior restaurante sala 1 ligação aos banhos, saída de emergência restaurante sala 2 cozinha

mega store

bar balneários piscina exterior saída de emergência

café cozinhas

café

loja acesso piscina exterior acesso ao edifício (elevador) acesso ao edifício (escadas) balneários piscina exterior

tanque da piscina olímpica tanque da piscina de saltos

piso 0


40

esquema estrutural, indicação de cortes e programa

axonometria estrutural Pretendeu-se que o edifício fosse desenhado através do desenho da estrutura, que quando a estrutura estiver construída já lá esteja a arquitectura, não seja preciso mais nada. Que a arquitectura e a construção sejam um só. O edifício resolve-se estruturalmente por meio de grande vigas-parede longitudinais em betão armado (a cinzento claro na axonometria). Permitindo que os grandes espaços interiores sejam livres e desimpedidos, que o edifício se abra à paisagem em continuidade, e que facilmente se eleve do solo. A estrutura foi concebida com apenas 8 pontos de apoio, o que torna o piso térreo bastante transparente e luminoso (a cinzento escuro na axonometria). O vão maior é de 55 metros, e a consola maior de 20 metros sobre o rio. Constituído assim um edifício suspenso, que deixando o piso térreo permeável pretende-se que contamine toda a especialidade do lugar, a vista para o rio, para a doca, para a praia, para as piscinas e a fluição do passeio a pé à beira Tejo. São evitadas paredes duplas de betão, para não sobrecarregar a estrutura. Nos grandes espaços, quando as vigas-parede constituem o limite exterior do edifício, são usadas paredes de alvenaria de tijolo com reboco projectado aparente, que protege o isolamento térmico. Nos pequenos espaços, como saunas, salas de tratamento e balneários é justaposta uma parede de madeira; que reutiliza as tábuas que serviram de cofragem ao edifício, bem como nas paredes divisórias interiores não estruturais. A cobertura maioritariamente translúcida e é constituída por vigas de betão armado pré-esforçado com 2 metros de altura e um espaçamento entre elas de 3 metros, que permitem vencer os grandes vãos, e suster as telas que fecham a cobertura.


42

Lawrence Alma-Tadema. “Thermae Antoninianae”, 1899. Óleo sobre tela, 152,5 x 95cm.


44

Lawrence Alma-Tadema. “Favourite Custom”, 1909. Óleo sobre tela, 66,1 x 45 cm.


Ca Ta

La 46

esquema estrutural de apoios, indicação de cortes e programa

piscina exterior e comércio planta piso 0

comércio

Uma piscina exterior na margem do rio de uma cidade que não vai a

piscina exterior

banhos. Pretende-se construir uma enorme piscina, onde os habitantes da cidade possam tomar banho sem ter que sair de Lisboa.

1. restaurante sala

A maior referência do lugar é a água, a imensidão do rio (mar da palha),

2. restaurante sala 2

a maior condicionante a este tipo de programa é o vento, que se faz

3. cozinha

sentir sobretudo nos meses de Junho e Julho nesta zona.

4. loja

O projecto não se limita a construir um tanque exterior, pretende cons-

5. balneário masculino piscina exterior

truir um espaço. Um espaço de intimidade com a água e com paisa-

6. cacifos

gem, um espaço delimitado, controlado do resto da cidade. Um espaço

7. balneário feminino piscina exterior

em que a única abertura é para o céu e para o rio.

8. loja

O edifício eleva-se do chão e constrói-se em torno do enorme espa-

8. café/bar

ço da piscina exterior, ligeiramente encaixado no terreno. Ao entrar-

9. café /bar

mos no espaço da piscina vislumbramos o rio ao longe enquadrado

10 . café/bar

de baixo da enorme parede suspensa. É em direcção a ele que vamos

11. piscina exterior

mergulhando na piscina. Primeiro tomamos conhecimento da paisagem

12. deck lateral à piscina exterior

enquanto imagem, enquadrada entre uma grande parede que paira e o

13 . tanque da piscina olímpica em corte

chão. Depois ao nadarmos na piscina passando por baixo desta gran-

14 . tanque da piscina de saltos em corte

de parede, e surpreendentemente estamos no meio do rio, é como se nos fundíssemos então com a paisagem tomamos conhecimento da paisagem enquanto vivencia, enquanto “espírito do lugar” como diria Norberg-Schulz e com diziam os romanos o “Genius Loci”. No piso térreo a piscina exterior é ladeada por de baixo das enormes paredes suspensas por dois corpos de comércio em vidro, premiáveis à luz mas não há visão (vidro leitoso). No corpo norte existe uma loja de grandes dimensões, no corpo sul virado para a doca existem cafés. No topo nascente destes corpos, existe um restaurantes e um bar que tiram partido a sua extraordinária localização, estendendo-se em esplanada sobre o rio. No topo contrário de baixo deste grande edifício suspenso podemos vislumbrar um pouco do que se passa no seu interior, através da transparência das paredes dos tanques das piscinas desportivas em acrílico. Este facto para além de convidar as pessoas a entrar para um banho torna o piso térreo bastante luminoso e urbano, cheio de acontecimentos. Pretende-se assim um edifício suspenso, com o piso térreo permeável e luminoso, que contamine a especialidade deste lugar, a vista para o rio, para a doca, para a praia, para as piscinas e a fluição do passeio a pé à beira Tejo.


1

11

2 3 10

4

9

11

8

12

6

6

5

7

(13)

(14)


50

alรงado norte

alรงado poente


54

alรงado Sul

alรงado Nascente


58

corte longitudinal A

corte transversal A


60

2

2


10

10

9

5

4

6

2

comércio

7

3

2

1

exterior

8

piscina exterior

1. cubo de granito 2. pedra granito azul alpalhão serrado 3. caixilharia em cantoneira metálica aço inox 4. vidro transparente selado simples temperado laminado 5. vidro leitoso selado simples temperado laminado 6. banco maciço em pedra granito azul alpalhão serrado 7. deck em madeira de cedro canadiano 8. estrutura em madeira (com tratamento ACQ) para assentamento de deck 9. calha de iluminação exterior 10.ventilação e climatização

61


62

corte construtivo A

pavimento exterior em madeira de cedro vermelho do oeste canadiano


64


65


66

vista piscina exterior

banco e sombra piscina exterior


67


68


piscina exteior sobre o rio

alรงado nascente, piscina exterior

69


70


71


Tb

Lb 72

esquema estrutural, indicação de cortes e programa

1. varanda sobre a piscina exterior [2]. vazio sobre a piscina exterior

piscina desportivas planta piso 1 O contacto do homem com a água é um acto de revitalização do corpo e da mente.

3. átrio de entrada

Os espaços das piscinas são normalmente espaços barulhentos e con-

4. recepção piscinas desportivas

fusos, que contrariam a ideia relaxante que naturalmente a água nos

5. entrada piscinas desportivas

transmite. O desenho do espaço destas piscinas desportivas pretende

6. balneário

procurar o silêncio, e dar aos seus utilizadores a concentração que o

7. lava pés

acto do banho e da natação exige. O programa é constituído por uma

8. piscina olímpica 50 m

piscina olímpica (50x25 metros ) e uma piscina de saltos com 17,5x25

9. piscina de saltos

metros.

10. acesso ás plataformas de saltos 11. saídas de emergência

A partir do átrio principal do edifício, aberto sobre a enorme piscina ex-

12. área técnica e de arrumos

terior, entramos para um longo corredor em madeira que nos dá acesso

13. ligação aos banhos

aos balneários paralelos às piscinas. Ao entrarmos numa das 13 aberturas ao longo do corredor, deparamo-nos com um pequeno balneário, em madeira, que reivindicam a ideia de concentração, e de individualidade para o acto que se segue. Os balneários dão directamente para as piscinas, e ficam num espaço lateral em sombra. O grande espaço das piscinas é iluminado por luz zenital filtrada pelas vigas de cobertura. Através de uma parede suspensa é criada uma divisão entre o espaço de água que se torna vertical e unitário, e o espaço de sombra lateral que esconde a perturbação dos nadadores a sair da piscina, e focaliza a concentração na água.


[2] 1

3

5 4

7

13

6

8

11

9

12

11

10


76

corte longitudinal B

corte transversal B


a

b

planta

balneรกrio em madeira de douglas-fir


corte a balneรกrio estrutura e revestimento em madeira de douglas-fir

79

corte b

balneรกrio estrutura e revestimento em madeira de douglas-fir


80

desenhos construtivo s do balneรกrio. planta e cortes.

revestimento dos balneรกrios e pavimento dos ginรกsios, madeira de douglas-fir.


Cobertura translúcida 1. tela impermeável translúcida cor branca Ferrari precontraint

A cobertura dos grandes espaços faz a iluminação natural dos mes-

2. tela translúcida com absorção acústica cor branca

mos. Essa iluminação natural materializa-se através de grandes vigas

3. caleira aço inox

de betão armado de 2 metros de altura e com vazios de 3 metros de

4. calha de iluminação

largura entre si, preenchidos por telas de PVDF translúcidas de cor

5. absorção acústica, painel sandwich, lã de rocha/celenit

branca. São usados dois “layers” de telas: uma exterior inclinada que faz a impermeabilização, protegida com teflon (anti-sujidade), e uma interior completamente horizontal sem juntas, que perfaz a caixa-de-ar que serve de isolamento térmico e na qual é resolvida a iluminação artificial e o isolamento acústico. Este sistema permite que os espaços interiores tenham uma luz natural uniforme, sem que sejam incomodados pelo foco de luz.


3

1

2

4 5


Tc

Cb

Lc 88

esquema estrutural, indicação de cortes e programa

banhos planta piso 1 e 2

1. varanda sobre a piscina exterior

O banho é um acto de revitalização do corpo e da mente. Pretende-se

2. vazio sobre a piscina exterior

criar um espaço de banhos onde podemos relaxar, onde podemos ir a

3. átrio de entrada

uma sauna e de seguida tomar um banho gelado, receber uma mas-

4. recepção banhos

sagem, apanhar um pouco de sol deitados numa cadeira, ou nadar na

5. entrada banhos

piscina exterior, ou num dos tanques interiores. Tudo isto, pretende-se

6. vestiário

que possa ser feito colectivamente, socialmente como é tradição dos

7. duches

povos orientais e dos romanos.

8. i s masculina 9. i s feminina

O programa organiza-se em dois níveis (piso 1 e piso 2) e pretende ser

10. i s deficientes

um local de introspecção. No piso 1 temos os vestiários, três tanques

11. acesso às piscinas desportivas

com água a temperaturas diferentes, saunas e salas de tratamento. O

12. acesso de funcionários

programa desenrola-se interiorizado e direccionado, à única abertura

13. sala de funcionários

para o exterior: a abertura no topo nascente sobre o rio.

14. tepidarium - banho morno

Ao sairmos dos vestiários individuais chegamos a um espaço de du-

15. frigidarium - banho frio

ches marcado por um grande pé-direito e pela luz zenital que o ilumina.

16. caldarium - banho quente

Daqui, por de baixo de uma parede avistamos os banhos o “tepidarium”

17. sala de tratamento

e o “frigidarium”, e somos chamado pela presença do rio ao fundo. Este

18. sauna

espaço é marcado pelo duplo pé-direito na zona central, fortemente ilu-

19. área técnica

minado por luz zenital, que contrasta com o espaço lateral em sombra.

20. acesso à piscina exterior

Este espaço é ladeado por dois bancos corridos em toda a sua extensão, e do lado direito pela presença de varias aberturas, que nos dão acesso ás saunas e salas de tratamento em madeira. Ao fundo por de traz da parede/pilar que suporta o edifício sobre a água, e esconde uma escada de acesso ao piso superior, encontramos a zona do “caldarium” que se abre francamente sobre o rio. O piso superior é constituído por duas galerias ligadas entre si no topo nascente, e na zona das escadas, e é marcado pela presença forte da luz. Uma das galerias é inundada de água e permite-nos percorrer os banhos em toda a sua extensão a nadar, a outra dá acesso a mais saunas, salas de tratamento e ao solário exterior.


Tc

Cb

Lc 90

esquema estrutural, indicação de cortes e programa

[1]. vazio sobre varanda sobre a piscina exterior

Todo o espaço dos tanques é em betão armado à vista, incluído o

[2]. vazio sobre a piscina exterior

pavimento e o interior dos tanques, que é afagado e impermeabilizado

[3]. vazio sobre átrio de entrada

invisivelmente, prendendo dar assim continuidade e serenidade a todo

[7]. vazio sobreduches 8. i s masculina 9. i s feminina 12. acesso de funcionários 13. sala de funcionários [14]. Vazio sobre tepidarium - banho morno [15]. Vazio sobre frigidarium - banho frio 16. vazio sobre caldarium - banho quente 17. sala de tratamento 18. sauna 19. área técnica 21. acesso ao solario exterior 22. tanque de passeio 23. área técnica piscinas desportivas [24]. vazio sobre piscina olímpica [25]. vazio sobre piscina de saltos

este espaço. Reivindica-se um espaço de permanência onde a luz é controlada, e ao mesmo tempo um espaço comunitário.


11

12

13

14

10

Corte construtivo B banhos 1. estrutura em madeira de douglas-fir para assentamento de tabuado 2. manta de lã de rocha 3. revestimento em madeira de douglas-fir 300 x 30 mm 4. pedra mármore branca sem veios 3cm 5. camada de forma para formação de pendente 6. impermeabilização radcom formula 7

área técnica

8

7

7

7. betão afagado com exposição de inertes, impermeabilização invisível radcom formula 7 8. banco em betão afagado 9. tela impermeável translúcida cor branca Ferrari precontraint 10. tela translúcida com absorção acústica cor branca 11. godo 12. tela de impermeabilização 13. roofmate 8cm 14. camada de forma 15. lagetas de betão pré-fabricadas 16. camarinha de zinco 17. mdf hidrófogo 18. rufo de zinco

loja

9


15 16 17 18

4

6

5

solรกrio

sauna

1 2 3

sala de massajem

piscina


96

corte longitudinal C

corte transversal C


98


detalhe do pavimento dos espaรงos interiores. Laje de betรฃo afagada com inertes aparentes.

espaรงo dos banhos visto da saida dos balneรกrios

99


100


101


102


104


Td

Cc

Ld 108

esquema estrutural, indicação de cortes e programa

ginásio planta piso 1 e 2

1. varanda sobre a piscina exterior

Ginásio é um local onde se exercita o corpo e se descansa o espírito.

[2]. vazio sobre a piscina exterior

Este ginásio abre-se ao rio a nascente, e a sul à água da doca. Pretende

3. átrio de entrada

ser um espaço de continuidade, de relação aberta entre os diferentes

4. recepção ginásios

espaços, e a imensidão da paisagem que nos embala o espírito.

5. entrada ginásios 6. balneário

O ginásio desenvolve-se ao longo de cem metros em direcção ao mar

7. galeria de acesso aos ginásios

da palha. No primeiro piso do edifício encontramos o ginásio central

8. grande ginásio central

que se divide em três grandes salas e que recebe luz em toda a sua co-

[9]. vazio sobre área de maquinas de musculação

bertura. Num patamar paralelo e rebaixado um metro e meio do ginásio

10. sala polivalente

central, temos a zona das máquinas de musculação, corrida, bicicletas,

11. saída de emergência e acesso à piscina exterior

etc, aberta sobre o rio e a doca. Todo o piso 1 é visualmente livre em direcção a sul, através dos vários espaços vislumbramos o exterior. Toda esta relação com a paisagem exterior culmina no final do percurso do ginásio com uma sala suspensa sobre o rio que se abre sem interrupções a sul e a nascente. Se o piso 1 abre-se declaradamente à paisagem o piso 2 é mais recolhido e olha o ginásio central de cima, é onde se encontram os ginásios pequenos para aulas específicas. Os espaços de ginásio diferenciam-se por proporções mais ou menos abertas e pelo pavimento em soalho de madeira de douglas-fir (tábuas com 30 cm de largura) criando assim um pavimento confortável e forte para a prática desportiva.


110

esquema estrutural, indicação de cortes e programa

[1]. vazio sobre varanda [2]. vazio sobre a piscina exterior [3]. Vazio sobre átrio de entrada 6. balneário [7]. vazio sobre galeria de acesso aos ginásios [8]. vazio sobre ginásio central [10]. vazio sobre sala polivalente 12. ginásios pequenos 13. área polivalente


28 29

1

2

3

4 5 7

6

corredor

piscina exterior

8

9 10

11


25 26 27

21 22 23

20

24

terraço técnico

corredor técnico ventilação

18

19

1. pedra mármore branca sem veios 3cm 2. impermeabilização radcom formula 7 3. betonilha armada

8

16

4. wallmate 8cm 5. alvenaria de tijolo 6. reboco cimentício projectado 7. lage de betão afagada, com exposição de inertes

17

ginásios pequenos

corredor

8. soalho de douglas-fir 300 x 30 mm 9. manta de lã de rocha 10. vigas em madeira de douglas-fir (structural grade) 11. viga em madeira lamelada 12. 13. 14. 15.

8. soalho de madeira de douglas-fir 300 x 30 mm 16.estrutura em madeira de douglas fir 17.lã de rocha 8cm

ginásio central

12

13 14

18. absorção acústica: reboco projectado baswa phone 19. lã d e rocha 8cm

15

maquinas musculação

canal técnico ventilação e AC

marmorite betonilha armada floormate 6cm tela de impermeabilização

20. godo 21. tela de impermeabilização 22. roofmate 8cm 23. camada de forma 24. painel solar térmico 25. rufo de zinco 26. mdf hidrófogo 27. camarinha de zinco

café

28. tela impermeável translúcida cor branca Ferrari precontraint 29. tela translúcida com absorção acústica cor branca


114

corte construtivo C

detalhes de caixilharia


1 2

10

3

4

11

5

12

13

115

6

7

8

9

14

15 16

18

1

1. cantoneira aço inox para apoio de vidro 2. vidro simples extra claro selado 3. insuflação de ar 4. absorção acústica: reboco projectado baswa phone 5. lã de rocha 8cm 6. soalho de madeira de douglas-fir 300 x 30 mm 7. estrutura em madeira de douglas fir 8. lã de rocha 8cm 9. tela de impermeabilização 10. vidro duplo extra claro selado 11. espaço para remoção do vidro 12. wallmate 8cm 13. betão armado 14. marmorite 15. betonilha armada 16. floormate 6cm 17. tela de impermeabilização 18. cantoneira aço inox


118

corte longitudinal D

corte transversal D


120

ginรกsio central


corredor de acesso aos ginรกsios

ginรกsio topo nascente

123


126


127


b

a 130

esquema estrutural piso 3, indicação de cortes e programa

TERRAÇO, SOLÁRIO, CAFÉ e administração planta piso 3 e coobertura

café

O piso 3 não contém nenhum programa directamente relacionado com

átrio

a água ou com a prática desportiva, e por isso pode-se dizer que é um

terraço exterior

piso mais reservado. No entanto é um piso de acesso totalmente livre,

deambulatório sobre piscina desportiva

de onde podemos ver o rio e o movimento na piscina exterior, a partir

solário banhos

do terraço, tomar um café no bar do edifício, ou ver as pessoas a nadar

administração

e a saltar nas piscinas desportivas. A dois metros e meio das vigas da cobertura, este é um piso para ver

[1]. vazio sobre terraço de entrada

os outros, de descanso, do visitante não participante, é de onde os fa-

[2]. vazio sobre piscina exterior

miliares ou amigos podem ver as pessoas por quem esperam a nadar,

3. terraço sobre piscina exterior 4. solário exterior banhos 5. átrio 6. sala de reuniões 7. pátio 8. administração 9. café/bar 10. terraço sobre piscina exterior e rio 11. deambulatório sobre piscina desportiva [12]. vazio sobre piscina olímpica [13]. vazio sobre piscina de saltos 14. acesso à plataformas de saltos 15. saída de emergência

e ao mesmo tempo tomar qualquer coisa no bar.


132

esquema estrutural

planta piso 3 e coobertura


escadas de acesso ao piso 3, solรกrio, vista sobre piscina exterior

135


136

vista sobre piscina exterior


À memória de meu Pai Hermínio Simões agradecimentos

Quero demonstrar o meu agradecimento aos professores do 5º ano pelo empenho, exigência e generosidade demonstrada, professores Inês Lobo, Pedro Oliveira e João Gomes da Silva, e ainda pela força dada pelo professor João Luís Carrilho da Graça e os restantes professores a este trabalho. Quero ainda demonstrar o meu enorme agradecimento aos professores externos ao 5º ano que foram decisivos no acerto do projecto e na minha formação; ao professor António Adão da Fonseca, pela enorme ajuda na simplificação da estrutura do edifício e pelas suas sábias explicações de arquitectura; ao professor Manuel Vicente pelos seus verdadeiros ensinamentos do que é arquitectura; e ao professor Carlos Nogueira pelos ensinamentos plásticos, de contenção formal, de coerência no desenho e na vida. Quero agradecer aos meus Pais e à minha irmã Joana pela formação que me deram. Quero agradecer especialmente à Catarina pela força e entusiasmo que deu a este trabalho, e pela enorme, paciência e generosidade sempre presentes. E ainda, a força dos grandes amigos e familiares: Catarina Paes Braga, Joana Carmo Simões, Maria de Lourdes Carmo, Diogo Sequeira Esteves, Carlos Nogueira, Diogo Simões Pinto, Maria João Monteiro, Francisco Romão, Miguel Rocha, Frederico Oliveira Pinto, João Palma.

141


008

Vista da piscina exterior para o mar da palha, Poço do Bispo, Lisboa,

009

João Carmo Simões, 2009

012

Palácio Corte Real, Ribeira das Naus “Panorama de Lisboa” José Pinhão de Matos, Séc. XVII

014

Terreiro do paço, Lisboa, autor desconhecido, início sec. XX

016

Belém, Lisboa, autor desconhecido, início do sec. XX

020

Local de intervenção. Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

022

Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

022

Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

022

Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

023

Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

023

Doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

024

Vista sobre zona da Matinha e Parque das Nações, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

024

Zona da Matinha ligação Parque das Nações vista do rio, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

025

Av. Infante Dom Henrique, doca Poço do Bispo, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

025

Vista sobre a zona do Poço do Bispo até ao Parque das Nações, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

027

Vista de rio. Zona do Poço do Bispo até ao Parque das Nações, Lisboa, João Carmo Simões, 2011

índice de imagens

028

Vista sobre a doca do poço do bispo e a cidade, Lisboa, João Carmo Simões, 2009

036

Edifício proposto, fotografia de maquete, João Carmo Simões

038

Vista do exterior para as piscinas desportivas, autor desconhecido

042

“Thermae Antoninianae”, Lawrence Alma-Tadema, 1899

044

“Favourite Custom”, Lawrence Alma-Tadema, 1909

063

Pavimento exterior em madeira de cedro vermelho do oeste canadiano, Vancouver, João Carmo Simões, 2007

073

Revestimento dos balneários e pavimento dos ginásios, madeira de douglas-fir, autor desconhecido

076

Piscinas desportivas, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

077 089

Detalhe do pavimento, João Carmo Simões, 2010

090

Banhos, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

091

Banhos, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

092

Banhos, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

093

Banhos, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

094

Banhos, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

095

Banhos, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

109

Ginásio central, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

111

Corredor de acesso aos ginásios, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

116 117

Piscinas desportivas, fotografia de maquete, João Carmo Simões, 2010

143


Créditos Ficha técnica © 2010-2011João Carmo Simões Tese Mestrado em Arquitectura UAL - Universidade Autónoma de Lisboa orientadores: Inês Lobo Pedro Oliveira João Luís Carrilho da Graça Ana Vaz Milheiro

Design grafico, fotografias de maquete e do local, textos, concepção e produção: © João Carmo Simões Lisboa - Portugal joaocarmosimoes@gmail.com +351 916607138


João Carmo Simões - Tese Mestrado  

Banhos, Piscinas, Lisboa Tese Mestrado integrado em Arquitectura Universidade Autónoma de Lisboa Projecto vencedor Premio Secil Universidade...

Advertisement