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DESTINOS DO SUL Natureza, história e algo a mais...

Luz no Natal de Gramado A mensagem que vem do ascender da iluminação.

Dezembro 2016

Museu do Carvão A saga da exploração em Arroio dos Ratos

2016 Lugares e histórias, por onde andamos


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Nosso primeiro ano! Com esta edição de Dezembro estamos encerrando este ano inicia e renovando convite a ti para descobrir uma paisagem exuberante, um rico patrimônio histórico e uma grande diversidade cultural. O que estamos trazendo, na nossa página, e traremos em outros meios que possamos desenvolver, são imagens de lugares conhecidos ou nem tanto, sempre com um olhar curioso e atento. Na incansável busca de pontos de vista especiais que permitem aflorar surpreendentes sentimentos a nativos ou turistas interessados em descobrir o sul. Com informações que ajudam a trilhar os mesmos caminhos que nós, acrescentamos descrições e reflexões do que colhemos em nossas peregrinações por esta imensa terra. A fluidez da água e a intensidade do verde, o detalhe da construção deixada como legado pelos que já foram e a mensagem que a variedade de culturas pode dar, preenchem as páginas do que tu tens em mãos. Venha com a gente!

Nesta edição não poderíamos deixar de falar sobre o Natal, e o lugar onde a comemoração dele já é considerada a maior do mundo. As luzes de Gramado trazem uma mensagem especial. Mas as de Garibaldi, que a partir deste ano enfeitam as ruas do centro histórico, também merecem destaque. Desvendar ainda rica história da mineração de carvão no subsolo de Arroio dos Ratos, em meio às ruínas de uma antiga termelétrica. Da zona sul, vem a interessante fonte das Nereidas de Pelotas e sua irmã escocesa. As igrejas que devem receber fiéis no fim do ano são o destaque que trazemos de Taquara, onde opostos são vizinhos. Por fim, escolhemos algumas imagens que ajudam a mostrar por ande andamos e o que vimos neste agitado 2016. São casas antigas, fenômenos climáticos e lugares de uma paisagem natural fantástica. Além é claro do testemunho de um patrimônio cultural que cada vez mais nos enche de encanto e que trazemos pra ti. Como sempre, aqui... Na Revista Destinos do Sul João Antônio Queiroz de Carvalho


Museu do Carvão Os resquícios de uma saga no subsolo de Arroio dos Ratos


Foi notícia no mundo inteiro, quando 33 trabalhadores chilenos ficaram presos no subsolo de uma mina de cobre no Chile, em 2010. O drama deles comoveu pelo ineditismo neste novo século, e por expor ao público as agruras desta importante atividade. Principalmente quando realizada abaixo da terra, método com tendência a ser substituído pela mineração a céu aberto. Pois em Arroio dos Ratos já foi igual ao vizinho país sul-americano. Desde o século XIX, este escuro mineral era retirado das profundezas para gerar a

energia necessária a iniciante industrialização do sul, e para mover os trens repletos de gentes e mercadorias a cruzarem o pampa. Mas queimar o carvão com o intuito de gerar eletricidade, passou a ser alternativa à região, com a instalação da companhia que ergueu um prédio industrial para este fim, em 1924. Mas que o abandona em 1956 com o fim da atividade, tornando ruína uma parte de sua estrutura, seque hoje recebe os que apenas imaginam como seria esta arriscada atividade.


No lugar, é possível ver o que sobrou das estruturas subterrâneas que retiravam a riqueza, que ainda existe em abundância na região. O Museu do Carvão no prédio que restou mais inteiro, traz ainda um vasto acervo de peças da termelétrica que ali funcionava, incluindo instrumentos de operação e segurança dos trabalhadores, que se aventuravam como verdadeiros tatus em um mundo escuro e inóspito. Pertencente ao Estado do Rio Grande do Sul passa por dificuldades em um cenário cheio de incertezas. Mas o acervo, a história e a ampla área ao seu redor, podem muito mais. E merecem nossa atenção e mais investimentos, sejam eles públicos, privados, ou mesmo uma parceria dos dois. Para que ao valorizarmos este passado, possamos entender o presente e criar o que está por vir...


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As Nereidas de Pelotas e da Escócia Um tesouro francês na Praça Coronel Pedro Osório


As dezenas de filhas do Deus Nereu senhor dos mares, espalhavam sua beleza por oceanos sem fim, por vezes a cavalgar mitológicas e misteriosas criaturas marinhas. A magia das Nereidas como ficaram estas belas conhecidas, foi perfeita inspiração para a criação de uma bem elaborada fonte de água, por um artista francês. Mostrada na exposição internacional de Londres em 1862, foi replicada em ferro fundido na vizinha Escócia e na distante América do Sul.

A Ross Fountain enfeita um amplo parque central ao lado de um tradicional castelo de Edinburgo, e sua irmã centraliza a Praça Coronel Pedro Osório no coração de Pelotas. Em ambas, as delicadas figuras femininas que se sobressaem na parte mais alta do monumento, trazem objetos que representam a ciência, a arte, a poesia e a indústria. Sua nobre função de abastecer com água a população que pagava por cada litro dali retirado mesmo a noite a luz de candelabros, começou com sua inauguração em 1873.


Era a modernidade que chegava, pela iniciativa da companhia hidráulica local, substituindo um antigo pelourinho onde escravos eram açoitados já havia mais de 40 anos. Outras três fontes foram instaladas na cidade, como a que existiu em frente à Catedral, e que permanece misteriosamente desaparecida. A versão escocesa da Fonte das Nereidas inaugurada uma ano antes, foi adquirida por um fabricante de armas que a

As Nereidas estão presentes na parte alta do monumento de Pelotas e no da Escócia...

Já os cavalos com belas a domá-los, só estão na versão sul-americana...

doou a cidade, e possui exatamente as mesmas figuras da parte central. Mas não tem as irmãs montadas em garbosos cavalos, ou mesmo as salientes luminárias, que circundam a beira do lago formado pela fonte sulista. A delicada beleza deste monumento é mais um exemplo de que temos riquezas por vezes comparáveis e até mesmo superiores, ao que existe em outros lugares mais visitados.

As Nereidas estão presentes na parte alta do monumento de Pelotas e no da Escócia...


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A luz do Natal de Gramado O colorido que ilumina as ruas da serra traz consigo uma mensagem


As crianças que cresceram e olham para o futuro com a dinâmica de sua juventude, vão aos poucos deixando para trás os carinhos e aconchegos do encontro familiar de final de ano. Mas os mais velhos, representados na figura do avô, insistem em trazer de volta o que passou, chegando ao auge de convocar o público, para pedir a luz com a lembrança de natais passados. E com a presença do Velho Noel as luzes do palco, e de uma avenida inteira se acendem, literalmente iluminando a todos.

E as luzes do Natal de Gramado já estão ligadas! E elas preenchem a noite em um espetáculo, cada vez mais grandioso e especial, com direito a cerimônia de acendimento e sua representação teatral em frente ao Palácio dos Festivais. A mensagem que o tocante espetáculo gratuito propõe, é a de valorizar a lembrança de outros tempos, e seu mágico poder de trazer a luz.


E o intangível também toma conta de cada coração. Afinal a simbologia da luz e sua força são universais, e transcendem inúmeras crenças e pensamentos. Transmitir, perceber ou mesmo receber a luz parece sempre carregar junto bons sentimentos, como que dotando essa energia de uma renovação ou mesmo de um despertar para algo melhor. Mas cada um tem a sua história e sua relação com as diferentes luzes do universo, ou mesmo do seu entorno ou íntimo interior. E a mensagem pode ser construída de infinitas formas. Ao se estender luzes reias de diferentes cores e formatos, por suas ruas centrais, Gramado quer ser vista é claro. Mas também proporcionar momentos de encantamento que podem ser mais amplos do que o simples captar de belas imagens coloridas, de uma noite de verão...


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Frente a Frente Catรณlicos e Luteranos, uma respeitosa vizinhanรงa em Taquara


A fé e a religiosidade sempre fizeram parte do desenvolvimento das comunidades e no sul não foi diferente. Presença marcante em cada rincão ao longo dos séculos, os templos viraram referência na paisagem, aos que rezam com frequência ou não, e ao redor deles a vida foi construindo seu curso. O catolicismo foi dominante na América do Sul, preenchendo os vazios espirituais dos novos habitantes de diferentes origens. E as transformações por que passava esta fé, principalmente em suas sedes europeias, ressoava neste pedaço do novo mundo.

Mas a reforma proposta por Lutero que completará 500 anos em 2017 fez surgir importante divisão que se espalhoul, principalmente na região de imigração alemã. E a busca pelos fiéis da colônia, levou a uma espécie de rivalidade entre os grupos de cada religião, que se refletiu na construção de suas igrejas.


São várias as cidades da região que possuem como destaque no cenário urbano, as belas arquiteturas que representam cada fé. E em Taquara, elas estão ainda por cima, uma de frente a outra. Cada uma com sua história, elas têm em comum o doador do terreno onde foram erguidas. O porto-alegrense Tristão José Monteiro era o dono da sesmaria que deu origem à Colônia do Mundo Novo, formada pelas atuais: Taquara, Igrejinha e Três Corôas. Católico com família originada de Osório, em uma segunda união casou-se com a evangélica e alemã de Hamburgo, Christina Haubert com quem teve

9 de sues 17 filhos com 4 mulheres. Talvez esta união entre duas nacionalidades e religiões, tenha permitido a pacífica vizinhança. A história por trás deste personagem ainda pode ser muito valorizada. As placas da história cravadas nas duas igrejas e em outros pontos da cidade são um belo começo...


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Luzes de Garibaldi As luminรกrias que criaram uma bela atmosfera para o Centro Histรณrico


A cena clássica da noite caindo com o acender das primeiras luzes, certamente já inspirou muitos... É sempre um momento especial que pode transmitir a paz do fim da correria, ou mesmo a expectativa da música, da conversa, da companhia. Do romance. Garibaldi talvez tenha pensado nisso quando implantou um aconchegante conjunto de luminárias de rua com um inconfundível estilo antigo muito bem pesquisado. Nada mais adequado para completar a atmosfera de seu belo centro histórico.

As curvas da Rua Buarque de Macedo ganharam além dos postes de ferro com as luzes, novas e largas calçadas onde caminhar sem pressa é imperativo para poder olhar a cada passada os artísticos detalhes de seus prédios centenários, quase todos bem preservados. Os rostos humanos e suas expressões e enfeites, esculpidas em muitas fachadas, merecem a luz do sol e uma maior atenção que ainda daremos. Mas às novas luminárias, com seu tom amarelo escuro, ao se acenderem nas primeiras horas da penumbra, fornecem o quadro perfeito para deixarse levar pelos próprios sonhos.


As luminárias foram fabricadas de acordo com um design que considerou uma extensa pesquisa, para que pudesse harmonizar com os prédios da Rua Buarque de Macedo, em sua maioria do início do século XX. Diversos prédios nesta e em outras ruas próximas, são tombados e fazem parte do projeto Passadas, a Arquitetura do Olhar.


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O Parque municipal de Lajeado nos transportou neste 2016, para um passado de pioneirismo dos imigrantes alemĂŁes.

A geada de Junho nos campos de Canoas surpreendeu pela intensidade, e encantou pela beleza.

O Salto Ventoso em Farroupilha ĂŠ uma das maravilhas naturais do sul, que recebeu novas estruturas recentemente.


O grutão dos índios em Caxias do Sul foi mais um lugar incrível desvendado ao longo deste ano que passou.

Apreciar o Aqueduto de Candelária e sua engenhosa história foi uma das experiências especiais que trouxemos aqui.

A história fantástica de trabalho e luta, estão testemunhadas nas casas de Galópolis, em Caxias do Sul


A velha Estação do Cafundó no interior de Montenegro encantou alguns leitores, e surpreendeu outros.

Os tapetes coloridos do Corpus Christie, nas ruas de Flores da Cunha, trouxeram um uma bela mensagem de amor.

As cores do outono forneceram linda companhia ao Lago Jacobina Rita Bier em Gramado.


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Destinos do Sul Dezembro 2016  

Natureza, história e algo a mais.... Um mergulho no patrimônio natural, histórico e cultural do Rio Grande do Sul, descortinando suas beleza...

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