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A aventura na cidade das cores


Numa cidade muito longe, viviam dois meninos, a Mariana e o JosĂŠ. Esta era a cidade das cores, onde tudo tinha luz, cor e alguma magia.


- E estou, José! Sabes, a minha mãe continua a acender as luzes lá de casa quando ainda está sol. E isso deixa-me muito triste, pois gostava que ela poupasse luz, tal como a educadora nos ensinou. – Respondeu a Mariana.


- Não fiques assim. Vais ver que a tua mãe vai deixar de acender a luz quando ainda está de dia. Eu também estou sempre a dizer ao meu irmão que tem que poupar luz. – diz o José.

- Não vou desistir! Vou continuar a tentar, até a minha mãe poupar luz. – respondeu com persistência a Mariana.


No final do dia, os dois amigos foram brincar para o parque enquanto desciam e subiam o escorrega as luzes da rua comeรงaram a acender.


- Ainda bem que as luzes já se acenderam. Tenho medo quando está escuro! - disse a Mariana - Medo?! Eu não tenho medo, eu consigo ver no escuro. Do que tens medo Mariana? – Perguntou o José.


- Tenho medo que apareça algum monstro!! -Disse a Mariana - Monstro. Ahahahah. Eu no escuro até faço uauuu auuu, e não sou nenhum monstro- respondeu o José numa grande gargalhada.


Os dois amigos continuavam a brincar e o sol ia desaparecendo cada vez mais. A cidade ia ficando mais iluminada.


- Oh Mariana estava aqui a pensar na nossa cidade… Eu acho que conheço e sei tudo, mas estou a pensar, quem será que acende estas luzes quando fica de noite? Ainda não vi ninguém acende-las… - disse o José, um pouco preocupado. - Eu também não vi ninguém acender todas as luzes, mas acho que são uns senhores, agora o nome eu não sei. – Respondeu a Mariana


- Tive uma ideia! E, se fôssemos explorar a nossa cidade e descobrir como a luz chega às nossas casas e às nossas ruas? – Perguntou o José - Que boa ideia! Vamos José. – Respondeu a Mariana com uma enorme alegria.


Os dois amigos comeรงaram a andar pela cidade.


Admiravam os candeeiros das ruas, as casas, o hospital que tanta luz tinha.


E, atĂŠ o enorme farol que estava na praia.


Admirados com tanta luz que existia na cidade, tentavam encontrar respostas. A Mariana dizia que a luz vinha dos candeeiros da rua que estavam ligados por grandes fios. O José dizia que era magia, que a luz aparecia assim que o sol começava a pôr-se. Ambos discutiam sobre que fenómeno seria aquele. O José tinha ouvido uma palavra que achava que explicava toda aquela situação.


- Conta lá José, já que dizes que sabes tudo, se calhar até sabes como se chama “isso” que faz com que a luz apareça nos candeeiros e no farol da nossa praia. – disse a Mariana

- E sei! É um nome muito complicado, mas que eu te vou ensinar. Este fenómeno chama-se eletricidade. – respondeu o José.


O José muito apressado responde: - A eletricidade está dentro de uns fiozinhos, e dentro desses fios existem umas bolinhas a mexerem-se de um lado para o outro. E isto é que é a eletricidade. A Mariana, pouco convencida com aquela explicação do seu amigo. Decide ir procurar pela cidade, um adulto, alguém que percebesse a sério daquilo.


Andaram, andaram atÊ que encontram o senhor Manuel que andava perto da Câmara Municipal.


- Olá Sr. Manuel! – Disseram os meninos - Olá meninos, o que andam por aqui a fazer? – perguntou o senhor - Hoje decidimos ser exploradores e estamos a tentar descobrir porque existe tanta luz na nossa cidade. O José acha que o que faz termos luz nas nossas casas é o facto de existir eletricidade, mas ele não sabe explicar muito bem. – disse a mariana - Não sei?? Claro que sei responder! Não sei porque dizes isso Mariana. – respondeu o José muito chateado - Não se chateiem meninos. Eu ajudo-vos a encontrar essa resposta. – tranquilizou-os o senhor Manuel.


Os dois amigos muito empolgados com a disponibilidade daquele senhor, fizeram logo imensas perguntas, e explicaram-lhe que nas suas casas tentam que os seus pais e irm達os poupem luz, mas que eles n達o lhes ligam nenhuma.


O senhor Manuel, ficou muito contente ao saber que estes meninos eram amigos do ambiente e que incentivavam as suas famílias na poupança de luz, e decide explicarlhes o que afinal é a eletricidade.


- As coisas são feitas de pedacinhos, que se chamam partículas. Estes pedacinhos são muito, muito pequenos e têm carga elétrica, assim como os raios que caiem numa tempestade, que podem estar paradas ou a movimentarem-se. Quando estão parados, chamamos-lhes eletricidade estática, como é o caso de friccionarmos o cabelo com um pente de plástico e ele ficar todo para cima, ou de friccionarmos um balão e ele atrair pedaços de papel ou açúcar. Ou então em movimento, que chamamos eletricidade dinâmica, que vai trazer, por exemplo a "luz" às nossas casas, ou fazer funcionar o frigorífico, a nossa televisão, a maior parte das nossas atividades do dia a dia. – explicou o senhor Manuel


- Muito obrigada Sr. Manuel – agradeceram os meninos Após a explicação do Sr. Manuel, as duas crianças ficaram muito contentes por terem descoberto tanta coisa acerca da eletricidade.


As crianรงas regressaram a casa e como jรก eram muito tarde contaram aos seus pais a sua aventura e o que aprenderam.


- Foi uma aventura fantåstica! – dizia a Mariana.


PLIM… PLIM… PLIM… A HISTÓRIA CHEGOU AO FIM!!!


A aventura na cidade das cores