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J2#10 Vicentinos, um estilo de vida para hoje

O Jornal da J Publicação Anual da Juventude Mariana Vicentina de Portugal N.º 10 Julho_2011 a Agosto_2012


Índice

Editorial

EDITORIAL ……………………………………………….. 2

Está de volta mais uma edição (anual) do J2, o Jornal da J. Esta nova edição passa em revista as atividades mais importantes realizadas pelos grupos da Juventude Mariana Vicentina de Portugal durante o último ano.

2 LINHAS À J ……………………………………………… 3 Mensagens do Assessor Nacional ………………….. 3 Mensagem Anual das Assessoras Nacionais ……. 4 Mensagem Anual do Presidente Nacional ………. 5 X Conselho Nacional da JMV ………………………... 6

VER ………………………………………………………….. 7 Bodas de Ouro Sacerdotais Pe. Nóbrega ………… 7 60 anos de Vocação Ir. Conceição Laranjeiro …... 7 Novo Webiste JMV Portugal …………………….…… 7 Testemunho de Voluntário do SIJMV …………..... 8 Beato Pier Giorgio Frassati ………………………….. 9 Número da JMV de Portugal ……………………….. 10 Oficialização do CL de Sobreira Formosa ………. 13 Rita Bemposta no SIJMV ……………………………. 14 Missão da caixa de papelão JMV EUA …………... 15

JULGAR …………………………………………………... 16

Este ano começou em grande, com as Jornadas Mundiais da Juventude Madrid 2011, e foi também um ano marcado pela tomada de posse de um novo Conselho Nacional da Juventude Mariana Vicentina, que nos meses de outubro, novembro e dezembro realizou visitas a todos os grupos JMV de todo o país, com o objetivo de conhecer melhor os grupos, as atividades que realizam, os problemas que enfrentam, e para estabelecer um contacto próximo com todos os jovens. O tema que foi escolhido para nos reger durante este ano foi “Vicentinos, um estilo de vida para hoje!”. Foi um ano em que aprofundámos o “ser vicentino”, o “ser mais para os outros”. Por isso, e tendo também em conta que dois dos carismas que nos destacam enquanto associação juvenil católica são os carismas vicentino e missionário, nesta edição é dado especial destaque às atividades de caridade e missão realizadas pelos jovens JMV. Neste sentido, publicamos algumas páginas dedicadas aos testemunhos de alguns dos jovens que durante este último ano prestaram serviço nos diversos campos de missão proporcionados pela JMV e não só. Esperamos que as suas palavras profundas e sinceras venham a servir de estímulo, para que aqueles que as leem abram os braços ao serviço, ao apoio ao próximo, à missão. Nesta edição damos também a conhecer muitas das atividades realizadas pelos diversos grupos JMV um pouco por todo o país, para que nos conheçamos melhor e possamos aprender uns com os outros, esperando que esta partilha nos enriqueça a todos e permita criar laços de união e amizade cada vez mais fortes. Boas leituras!!

Ser JMV …………………………………………………… 16 Mensagem da Presidente Intern. 18 de julho ….. 17

António Clemente #Vogal Nacional de Informação e Comunicação

Renovar-se (Sul) ……………………………………….. 18 Renovação da Região Centro …………………….... 18 Hino e Logótipo Ano 2011/2012 … …………………19

Ficha Técnica

JMV de Portugal nas JMJ Madrid 2011 … ………..20

J2 — O JORNAL DA J

AGIR ………………………………………………………. 22

#PROPRIEDADE: Juventude Mariana Vicentina de Portugal Avenida Marechal Craveiro Lopes, n.º 10 1700-284 Lisboa Telefone: 217 521 430 • Fax: 217 521 438 Website: www.jmvpt.org • E-mail: jmvportugal@gmail.com

JMV em Missão ………………………………………… 22 Encontro de Formação de Animadores …………. 33 Fátima Jovem …………………………………………… 34 Visita do Conselho Nacional ……………………….. 41

#REDAÇÃO, GRAFISMO E COMPOSIÇÃO: António Clemente, Vogal Nacional de Informação e Comunicação

A FECHAR ……………………………………………….. 48

#COLABORADORES: Jovens, Padres e Irmãs

Reflexões sobre Carta Apostólica Papa ………… 48

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Mensagens do Assessor Nacional para o ano 2011/2012 ninguém viveis inseridos nas realidades deste mundo, A Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, nascido de Maria, podeis assumir um papel insubstituível e serdes agentes o Amor de Deus Nosso Pai, e a força e a comunhão do dinamizadores de verdadeiras mudanças. Espírito Santo estejam sempre convosco! Rezo para que em todos vós transpareça um sadio orgu“A messe é grande e os trabalhadores são poucos”. Com lho de ser Jovem Mariano Vicentino. Para isso, “escutai efeito, são muitos os afazeres pastorais que me impedem verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam de poder acompanhar o Conselho Nacional nestas meri- em vós «espírito e vida» (Jo 6, 63), raízes que alimentam o tórias visitas aos diversos Centro Locais, células base da vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pesnossa querida Associação. Espero que sejam um momen- soa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justito muito produtivo de conhecimento recíproco, de forta- ça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. lecimento dos laços afetivos e, sobretudo, de aprofunda- Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos parmento da espiritualidade que nos une. tilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se O pedido que Maria fez a Catarina de fundar uma Asso- caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos ciação de Jovens para difundir a Mensagem da Medalha por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos foi uma Graça muito grande para a Igreja. E nós somos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesdepositárias e guardiões desta Graça. seiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o Como já sabeis, o tema que nos vai conduzir, ao longo do vazio e a frustração” (Bento XVI – JMJ 2011). ano é: ”Vicentinos, um estilo de vida para hoje”. Ser e Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorviver como filhos espirituais de Maria e de Vicente de remos a vós!. Paulo é hoje, mais do que nunca, uma necessidade. É uma p. Fernando Soares, CM #Assessor Nacional bela e complicada missão. Bela porque é a missão mesma do Filho de Deus, anunciar a «Boa Nova» aos pobres; complicada, porque implica ser profeta, ser capaz de lutar, “dar o peito às balas”, desmascarando o pecado e a injustiça do mundo que não trata muito bem aqueles que se opõe aos seus projetos de exploração e morte. Ser vicentino hoje implica ser Boa Notícia para os pobres. Temos muito que aprender com aqueles e aquelas que, como Família Vicentina, são testemunhas disto mesmo. Mas, ao mesmo tempo, temos o dever de saber atualizar o projeto a partir das ferramentas e dos desafios de hoje. E é exatamente aqui, que vós jovens, porque mais do que Caros/as jovens, Vicentinos, um estilo de vida para hoje. Este foi o lema que nos congregou e mobilizou ao longo deste ano pastoral 2011/12 (…). Hoje, a palavra estilo aparece quase sempre associada ao mundo da moda (fashion): style, look, tendência IN & OUT, … Mas o que significa para vós ter um estilo de vida? Para mim ter um estilo significa ter um modo de funcionar constante, identificável através de uma série de atos específicos: modo de pensar, perceber, sentir, estar com os outros, reagir a situações, … que nos diferencia dos outros. O XXVIII Encontro Nacional foi pensado e estruturado de forma a ajudar-vos a perceber melhor qual deve ser o modo de funcionar constante de um jovem mariano vicentino neste hoje, meu e vosso, nuveloso e sombrio. Catarina Labouré no fulgor da sua juventude e no diálogo com Nossa Senhora descobriu o seu estilo de vida – santidade. Que cada um de vós possa, ao longo destes dias, encontrar os elementos diferenciadores e as tendências inovadoras que marcam o vosso estilo! Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós! p. Fernando Soares, CM #Assessor Nacional

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2 LINHAS À J

Queridos jovens!


Mensagem Anual das Assessoras Nacionais

2 LINHAS À J

Queridos jovens da JMV, Escrevo-vos para me apresentar como Assessora Nacional da JMV em Portugal, juntamente com a Irmã Maria da Graça Pires. Queremos dar o nosso melhor e, por isso, precisamos do vosso apoio e confiabilidade. Muito temos que aprender com a vossa Associação, tão querida pela Virgem Maria. Vós conheceis a Associação e sabeis o quanto sois importantes para Nossa Senhora, vós nascestes do sonho, do desejo, do coração de Maria. Deveis continuar honrado o nome da vossa fundadora, MARIA, em qualquer situação. Para isso nascestes. Lembro-vos, ainda, que todas as festas de Nossa Senhora, Maria, devem ser bem celebradas, celebrações festivas, criativas, envolvendo outros jovens, especialmente da paróquia de que vós fazeis parte. Nesta primeira comunicação, a Irmã Graça e eu queremos recordar-vos as tarefas que devemos desempenhar, juntamente com o Conselho Nacional da JMV: 1. Impulsionar a formação integral; 2. Estimular a vivência da espiritualidade mariana e vicentina; 3. Animar os jovens, no sentido de que estes prestem um serviço apostólico, caritativo e evangelizador dos mais pobres. Para além disso, conforme os vossos Estatutos da JMV de Portugal, no artigo 22.º, é nossa competência: 1. Animar o processo de crescimento na Fé, o itinerário formativo e o apostolado da JMV; 2. Velar para que se atinjam os fins da Associação; 3. Coordenar, com o Presidente Nacional e o Assessor Nacional, as atividades da Associação; 4. Visitar e animar os diferentes Centros, ao menos uma vez durante o seu mandato; 5. Informar anualmente a sua Visitadora provincial acerca do caminho percorrido pela Associação. Nesta carta queremos apresentar-vos as vossas Irmãs Assessoras Regionais, a saber: Irmã Zulmira Leite da Silva e Irmã Alzira Lopes dos Santos (Regional Sul), Irmã Maria de Fátima Miranda (Regional Centro), Irmã Dora do Anjo Marques Zambujo (Regional Norte) e Irmã Edilza Maria da Conceição (Regional Madeira). A Irmã Maria da Graça e eu, na medida do possível, queremos acompanhar-vos com as Irmãs Assessoras Regionais. Contamos sempre com a ação do Espírito Santo sobre cada um de nós e a proteção da Virgem sempre Maria. Fiquemos unidos pela oração e intercedemos junto ao Pai Todo-Poderoso a intercessão sobre cada Ramo da Família Vicentina, para que possa florescer cada vez mais e continuarmos com o CARISMA de proteger os pobres, que é um DOM querido por Deus, tesouro da Igreja.

Ir. Maria Margarete Gomes, FC #Assessora Nacional

Ir. Maria da Graça Pires, FC #Assessora Nacional

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Mensagem Anual do Presidente Nacional Por isso peço-vos muita alegria e motivação uns com os Estamos a começar um novo ano e envio-vos esta carta outros. Do Norte ao Sul, de Agilde a Garachico… como forma de saudação e motivação para o exigente Se formos “próximos” uns dos outros tenho a certeza de serviço que se avizinha para todos nós. que vamos construir uma JMV mais unida, mais sólida e Quero desde já agradecer a todos a disponibilidade e mais Viva. Seremos verdadeiros Vicentinos nos dias de dedicação que têm demonstrado pela nossa Associação, Hoje. E seremos testemunho e exemplo para outros Juventude Mariana Vicentina. Muitas dificuldades e bar- jovens se eles conhecerem na nossa alegria, a verdadeira reiras se têm cruzado nos nossos caminhos de Cristãos e mensagem de Jesus Cristo… Ele que nasce todos os dias muitos outros esperam por nós, mas isso já nós sabemos, para cada um de nós com o Dom da Vida. só não sabemos quais as dificuldades que teremos de É desta forma que o presente é um “Presente”, uma oferenfrentar… ta, e por isso não se chama passado ou futuro. “O tempo Por isso costumo dizer: “Ninguém disse que ser JMV ia é hoje”. ser fácil…” Por outro lado vejo em vós pessoas com muitas qualidades e características importantes para desempenharem um bom serviço na e para a JMV. São as nossas diferentes características que nos tornam únicos e diferentes uns dos outros e por isso, capazes de tocar mais corações, abarcar mais jovens através das nossas diferenças.

É importante construirmos coisas boas, coisas de Deus, juntos e procurarmos criar união e unidade. A JMV de Portugal precisa cada vez mais que os jovens se sintam pertença da Associação, o sentimento de fazer parte de Cristo, Maria e São Vicente de Paulo. Acima de tudo somos nós que precisamos dos seus exemplos para crescer na Fé e aprendermos a mensagem que eles nos legaram sobre o Amor de Deus.

Talvez por isso também gosto de reforçar algumas vezes que: “ninguém está a mais, somos todos necessários” e Solicito a Oração de todos para que a nossa dedicação e empenho sejam semente de muitos frutos: na Fé, Espeimportantes nas nossas funções. rança e Caridade (Virtudes Teologais). Acredito que todos vocês têm grandes capacidades para fazer coisas muito bonitas na JMV e é por isso que deve- Deixo-vos um forte abraço em Cristo, Maria e SV Paulo, mos colocar os nossos Dons ao serviço do movimento, onde não existem fronteiras nem limites. Todos quereRicardo Ferreira #Presidente Nacional mos um objetivo comum: “A Jesus com Maria” e S.V.Paulo.

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2 LINHAS À J

Olá amigos JMV’s,


2 LINHAS À J

X Conselho Nacional da JMV de Portugal (2011-2014) PRESIDENTE Nome: Ricardo Ferreira

SECRETÁRIA

Centro Local JMV: Paialvo

Nome: Cecília Teixeira Centro Local JMV: Refontoura

TESOUREIRA Nome: Sílvia Fialho VOGAL DE FORMAÇÃO

Centro Local JMV: Catujal

Nome: Carlos Moutas Centro Local JMV: Refontoura

VOGAL DE CARIDADE E MISSÃO Nome: Ana Catarina Sêbo (Nita) Centro Local JMV: São João Evangelista

VOGAL MARIANO E DE LITURGIA Nome: Francisco Vilhena Centro Local JMV: Santiago do Cacém

VOGAL DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO Nome: António Clemente (TóZé) Centro Local JMV: Alferrarede

OBJETIVO GERAL PARA O TRIÉNIO 2011-2014 Fortalecer a Espiritualidade Mariana e Vicentina através da aproximação e formação dos grupos, pois nós jovens temos o compromisso de continuarmos a consolidação dos nossos grupos, fazer com que o movimento dê fruto e que este se possa expandir.

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Bodas de Ouro Sacerdotais do Senhor Padre Nóbrega

A Juventude Mariana Vicentina esteve presente nesta importante ocasião, para dar graças pelos 50 anos de vocação do Padre Nóbrega, daquele que é o padre vicentino com mais anos ao serviço da JMV como Assessor Nacional.

60 anos de Vocação da Irmã Conceição Laranjeiro No dia 27 de novembro de 2011, comemoraram-se em Cucujães os 60 anos de Vocação da Irmã Conceição Laranjeiro, Irmã Filha da Caridade de São Vicente de Paulo que ao longo da sua vida religiosa tanto tem feito pela caridade e pela Juventude Mariana Vicentina. Nem a avançada idade da Irmã Conceição a para; nada a impede de servir os pobres, abrindo o seu coração à caridade e ao Amor de Jesus Cristo. Agradecemos à Irmã Conceição tudo quanto ela tem feito pela nossa Associação, e damos graças pela sua vocação, pelo seu entusiasmo, pela sua alegria e jovialidade. Obrigado, Irmã Conceição!

Novo Website JMVpt Em abril de 2012 foi apresentado publicamente o novo website da Juventude Mariana Vicentina de Portugal, acessível em: www.jmvpt.org. Este site pretende fazer a ponte entre a JMV de Portugal e os jovens de todo o Mundo, especialmente com os jovens dos Centros Locais de Portugal. Pensando especialmente em vós, para além de conter a apresentação da JMV e das nossas atividades, o novo website tem áreas destinadas à partilha de recursos de apoio aos grupos (rosários, jornais, material de formação, material de apoio à missão e caridade, fotos, vídeos, músicas, Loja JMV, entre outros). António Clemente

www.jmvpt.org

#Vogal Nacional de Informação e Comunicação

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VER

No dia 22 de julho de 2012, o Senhor Padre Nóbrega celebrou as suas Bodas de Ouro sacerdotais, acontecimento que decorreu em Salvaterra de Magos.


Testemunho de um Voluntário do Secretariado Internacional Queridos Amigos da JMV,

VER

Que a paz de Cristo esteja convosco! (…) Alegra-me muito poder compartilhar com vocês a cerca da minha experiência na JMV Internacional nesta seção do boletim. Começo por agradecer a Deus, a Equipe Internacional, aos membros da Família Vicentina e, em especial, a cada jovem mariano vicentino que nos acompanha a partir de sua realidade; que o Senhor, por meio da Santíssima Virgem, conceda-lhes muitas bênçãos. Tenho a felicidade de participar da Associação, desde 1998, ou seja, a metade da minha vida; ela me tem enraizado, por ela sinto algo inexplicável, mais quem disse que para o amor há uma explicação? Ser voluntario internacional é um mistério, houveram muitos fatores que convergiram para o fato. O mistério é Deus, que se revela no Filho, foi por Ele, pois a grandes rasgos, não posso sinalar outra coisa, ainda que se somam à primeira, o amor à Associação; a entrega; esse dar e receber, tão dinâmico que a experiência nos presenteia, e ver o fato, não como um voluntariado simplesmente, senão como uma Missão. Nos três últimos anos, estou vivendo na Comunidade Internacional da JMV, em Madrid (Espanha), aqui compartilho minha vida e experiências com outros membros, que como eu, estudam e servem no Secretariado, onde sempre estamos disponíveis para o que necessitem, desde a limpeza até representar ao SIJMV onde seja necessário, ainda que cada um tem tarefas específicas, correspondendo a mim, a comunicação com os países de língua portuguesa, ajudar aos países com assuntos de formação, as traduções Espanhol X Português, o trabalho de webmaster (produção e edição de textos, fotos e vídeos, etc.), manutenção dos computadores, etc. Por estarmos em Espanha, participamos da vida e atividades da JMV local bem como em diversas obras sociais a favor dos pobres. O serviço no Internacional, serviu-me para reafirmar que a JMV é uma; que a existência do Secretariado, o bom uso das novas tecnologias e os encontros internacionais fortalecem a internacionalidade e unidade da Associação; e também percebi que a alegria, o entusiasmo e o empenho dos jovens são similares onde quer que a Associação esteja, o que muda é o contexto. O tempo não espera por ninguém, minha experiência no Secretariado termina neste verão, e olhando o caminho percorrido, posso ver que ademais dos dias claros, houveram pequenas tempestades, e com elas caíram águas que ajudou a fertilizar o solo, fazendo germinar brotos, florescer e dar frutos. Levo comigo as experiências bonitas que aqui vivi, as amizades que Deus me permitiu construir e as lembranças de pessoas e lugares onde tive a alegria de compartilhar meu ser cristão e meu ser pessoal. Chegando ao Brasil, seguirei no seio da Família Vicentina, inicialmente, como Assessor Leigo da JMV. Aos mais tímidos, os asseguro que o fato de servir não tem nenhum secreto; o medo se perde enfrentando-se aos problemas; abandonem-se à Providencia e a conhecerão. Reconheço que falar dá menos trabalho que fazer, mas quem disse que a vida é fácil? Não necessitamos de outro exemplo que o de Jesus, que cumpriu a missão que o Pai lhe havia reservado. Creio que cada jovem teria que pleitear-se em oração qual é o projeto que Deus tem para sua vida, e que nesse projeto esteja presente o serviço aos jovens e aos mais empobrecidos dentro e fora da Associação. Em Espanha, tive a oportunidade de participar, mais ativamente, em três grupos da JMV. O vivido, vejo como um período de graça. Só tenho que agradecer a todos por tudo, pedir perdão por minhas limitações, solicitar suas orações e assegurar-lhes as minhas. Também gostaria de animar a todos a participarem do grande encontro da Juventude Vicentina em Belo Horizonte e logo Rio de Janeiro em julho de 2013, em Brasil, no marco da JMJ. Veremos-nos lá!!! Cleber Oliveira #Voluntário no Secretariado Internacional da JMV

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O exemplo do Beato Pier Giorgio Frassati

Pier Giorgio absorveu a vida cristã mergulhando espontaneamente, por escolha pessoal, na água viva que a Igreja daquele tempo lhe oferecia: daquela Igreja na qual não faltavam limites e problemas, ele sentiu-se “parte”, membro ativo. “Você è um ‘beato?’”, perguntou-lhe alguém na universidade. “Não”, respondeu Pier Giorgio com bondade mas com firmeza: “Não, sou ‘cristão’!” Em 1919, sendo ainda menor, Pier Giorgio inscreveu-se na Conferência de São Vicente de Paulo.

suas “febrezinhas” não deveria ser nada de outro mundo. Mas Pier Giorgio começava a morrer, sentindo o seu jovem corpo destruirse com a paralisia que estava avançando progressiva e implacavelmente, sem que ninguém lhe desse atenção. Assim, ele, humilde e manso, enfrentou sozinho o sintoma do terrível morbo da qual gravidade não se apercebia, sem poder ao menos falar com alguém. Quando os pais, apavorados, compreenderam o que lhe estava a acontecer, já era tarde. A vacina que veio rapidamente do Instituto Pasteur de Paris já não teve efeito devido ao avanço da doença.

Os seus estudos vinham iluminados de fé e caridade. Devido à sua condição social, tinha possibilidades, e por isso escolheu engenharia mineraria. Isto porque quando na Alemanha reparou nas graves condições de trabalho dos mineiros, pensou: “quero ajudar o povo nas minas, e posso fazer melhor mesmo não sendo sacerdote, pois os sacerdotes não estão muito perto dos problemas do povo”. Ele queria ser “mineiro entre os mineiros”. No último dia da sua vida, Pier Giorgio pediu à irmã LuciaNa sua casa, Pier Giorgio era tido como um tolo e sempre na para buscar na escrivaninha uma caixinha de injeções com pouco dinheiro, porque para ajudar os outros dava que não tinha conseguido entregar a um dos seus pobres, não o supérfluo, mas o necessário. E procurava convencer e quis escrever um bilhete com as instruções e o endereos outros a fazer o mesmo. Diz um amigo: “Um dia procu- ço. Quis escrevê-lo com as suas próprias mãos, já atorrava convencer-me entrar na conferência de S. Vicente de mentadas pela paralisia, e saiu um emaranhado de letras Paulo; a minha dificuldade era entrar nas casas dos quase incompreensível. É o seu testamento: as últimas pobres pois poderia vir a ter algumas doenças. Ele, com energias para a última caridade. muita simplicidade, respondeu-me que visitar os pobres O funeral foi um acorrer de amigos, e principalmente de era visitar Jesus”. pobres; os seus familiares ficaram assombrados vendo-o No dia 30 de junho de 1925, Pier Giorgio começou a sentir -se doente. Ninguém lhe deu a devida atenção porque a sua avó estava a viver os seus últimos dias (com cerca de noventa anos), e aquele rapagão alto e vigoroso (em quem pouco se reparava pois era bom demais), com as

tão querido e tão conhecido, e pela primeira vez compreendiam onde Pier Giorgio viveu verdadeiramente nos seus poucos anos de vida, apesar de ter tido uma casa confortável e rica à qual chegava sempre atrasado. FONTE: Internet

«Nós católicos, e principalmente nós estudantes temos um grande de-ver a cumprir: a formação de nós mesmos. Nós, que por graça de Deus somos católicos, não devemos esbanjar os melhores anos da nossa vida, como infelizmente fazem tantos jovens, que se preocupam de gozar daqueles bens que não trazem algum bem, mas que comportam como fruto a imoralidade da nossa sociedade moderna. Devemos forjar o nosso carácter para estar prontos a sustentar as lutas que certamente devemos travar.»

(Pier Giorgio Frassati , Escritos)

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Pier Giorgio Frassati nasceu em Turim, a 6 de abril de 1901 (Sábado Santo), de uma família rica: a mãe Adelaide Ametis uma pintora; o pai, Alfredo Frassati, fundou o jornal “La Stampa”, foi senador do Reino e embaixador de Itália em Berlim.


Os números da JMV de Portugal no ano 2011/2012

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Com a informação presente nos gráficos abaixo, pretende-se fazer um retrato da Juventude Mariana Vicentina de Portugal e dos jovens que a compõem no ano pastoral 2011/2012. Para além da apresentação dos números, faz-se uma reflexão sobre alguns deles, de modo a estimular um maior conhecimento da Associação pelos jovens e com vista ao seu envolvimento neste movimento que é de todos nós e para nós.

NÚMERO DE CENTROS LOCAIS POR REGIÃO

Norte 7

Madeira 9

Verifica-se que, atualmente, a região com maior número de Centros Locais é a Região Sul, com 15 centros locais, o que equivale a cerca de 43% da totalidade de Centros Locais existentes em Portugal.

Centro 4

Sul 15

Madeira 49

Norte 64 Centro 48

Sul 261

NÚMERO DE JOVENS INSCRITOS NA JMV DE PORTUGAL, POR REGIÃO A região que mais jovens inscreveu este ano na JMV foi a Região Sul que representa cerca de 60% do número total de jovens inscritos na nossa Associação. Merece também destaque a Região Centro que, embora seja a região com menor número de Centros Locais, aproxima-se do número de jovens inscritos pela Região da Madeira.

DISTRIBUIÇÃO DOS JOVENS INSCRITOS NA JMV DE PORTUGAL, POR IDADES Os dados revelam que a distribuição dos jovens inscritos com mais ou menos 20 anos de idade é relativamente equilibrada, sendo, no entanto, a fatia dos jovens com 20 ou menos anos ligeiramente superior que os restantes.

3ª Envio 24 11 2ª 49

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20 ou menos anos de idade 241

DISTRIBUIÇÃO DOS JOVENS INSCRITOS NA JMV DE PORTUGAL, POR ETAPA JMV Prévia 129

1ª 92

Mais de 20 anos de idade 181

Se atentarmos à distribuição dos jovens inscritos na JMV por etapa catecumenal em que se encontram, verificamos que cerca de 72% dos jovens se encontram na etapa prévia ou na primeira etapa. Por outro lado, o número de jovens no Envio também não é elevado (cerca de 4%), reflexo do pouco conhecimento que até há pouco tempo existia desta etapa.


12º Aniversário da JMV de Carapito

No início, e como ideia era nova, foram muitos os jovens que quiseram participar, tendo-se atingido números muito aceitáveis para a dimensão da população jovem de Carapito. Pouco depois, em 2002, realizou-se o Encontro Regional Centro em Carapito, o que de facto serviu como mostra à sua população de algumas atividades do movimento. Fizeram-se reuniões, debateram-se temas, participou-se em muitos encontros. E toda esta pequena caminhada na JMV por parte do Centro Local de Carapito, deu frutos, frutos que viriam mais tarde a dar novos frutos. Entretanto uns começaram a afastar-se, outros deixaram de ter disponibilidade, e algum tempo depois o Grupo cessou. Ainda assim, sempre ficou na ideia de alguns que as coisas não poderiam acabar assim, e Carapito tinha todo o potencial para se identificar como um Grupo JMV. Em 2009, a proposta foi novamente lançada, e agora com uma nova geração, orientada por alguns da primeira geração, o Grupo voltou novamente a constituir-se. Mais uma vez, com a novidade para os desta geração, o Grupo teve grande acolhimento, e pode dizer-se que voltou à normalidade. Agora não tanto participado, mas ainda assim, já com uma boa caminhada de 3 anos. Neste momento o maior desafio é manter o Grupo firme, pois hoje em dia é muito mais difícil “prender” os jovens numa caminhada com aquela que a JMV realiza. As alternativas são muitas, os “chamamentos” para outros lados são mais apelativos, e acima de tudo, os jovens não são muito dados aos compromissos. Mas é como tudo, teremos que fazer o nosso melhor e tornar a participação no Grupo o mais aliciante possível, pois temos a certeza que é uma mais-valia para Carapito, e acima de tudo para todos os jovens que assumem o compromisso de participar. Doze anos passaram, é já uma marca significativa. Para todos os que têm o privilégio de pertencer ao Grupo desde o início, por certo têm consigo o sentimento de ter feito a escolha acertada, pois por certo são mais ricos agora. Resta-nos desejar o mesmo para os jovens que atualmente constituem o Grupo, e da mesma forma, que se sintam também realizados e com vontade de buscar sempre mais. Não pedimos para já mais 12, mas que cheguemos como Grupo coeso aos 15 anos, na certeza de que teremos feito uma caminhada na direção certa. No que toca a este último ano pastoral o nosso centro local esteve presente nas várias atividades que a JMV foi proporcionando. Estivemos em Lagares no encontro da família Vicentina, mais tarde em Cucujães no Encontro regional, em Fornos de Algodres estivemos presentes no retiro quaresmal e por fim em Orgens no Sub-16. Não esquecendo que pelo meio tivemos a visita do Conselho Nacional que muito nos alegrou. Recentemente celebramos o dia da JMV com várias atividades junto da comunidade local onde comemoramos com muita alegria os 12 anos de existência com a certeza de que vamos continuar a ser testemunhas de Deus através do exemplo de Maria nossa mãe e de São Vicente de Paulo. Centro Local de Carapito

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Foi no já “longínquo” ano de 1999, quando a JMV foi apresentada pela primeira vez em Carapito, pela mão do Tó Cura (Águeda). A ideia foi bem acolhida, e no ano seguinte deu-se a oficialização. Assim sendo, este ano comemora-se o 12º aniversário da existência da JMV em Carapito.


VER

10º Aniversário da JMV de Alcainça Foi no ano de 1986 que a associação de jovens Juventude Mariana Vicentina deu os seus primeiros passos na paróquia de Alcainça. O grupo de jovens de então, a Seara Jovem, abraçou este movimento e produziu o seu trigo embora, com grande pena, esta seara secasse nos inícios dos anos 90. Parecia que a JMV tinha deixado Alcainça para sempre. Foi então que, a 13 de Janeiro 2002, com grande apoio das irmãs que ajudavam no Pousal, que a JMV renasce em Alcainça com o grupo Benedicamus Dominum. Entretanto, 10 anos desde o renascimento da JMV se passaram e, embora com altos e baixos e eminências de terminar, que um novo grupo, os Alétheia (‘verdade’ em grego), veio afirmar que Deus é uma verdade e uma realidade constante no nosso dia-a-dia.

domingo (onde se realizaram duas passagens de etapa) onde compareceram alguns centros locais da região sul, mas também antigos membros da nossa associação numa forma de solidificar e reafirmar a fé em Cristo.

Para celebrar estes 10 anos de grande orgulho, o centro local de Alcainça organizou um almoço após a missa de

João Luís #Vogal de Imprensa do CL de Alcainça

15º Aniversário da JMV de Paialvo Em março de 1997, decorria na freguesia de Paialvo uma missão popular organizada por Padres e Irmãs Vicentinas com presença também de alguns jovens Vicentinos de alguns grupos do país. Toda a freguesia se mobilizou e inúmeras atividades marcaram os habitantes da mesma. Passado um ano o grupo de jovens da Delongo foi oficializado no movimento da Juventude Mariana Vicentina e algum tempo depois o grupo de jovens da Peralva decidiu juntar-se, formando assim um só grupo de jovens da paróquia. Passaram a reunir-se no salão paroquial de Carrazede, ficando assim o grupo conhecido na Associação JMV como centro local de Paialvo. Em março de 2012, os jovens pertencentes ao movimento festejaram os 15 anos do início da vida Vicentina do grupo. Durante 15 anos passaram mais de 150 jovens pelo grupo e as suas vidas foram completamente mudadas. Muitas foram as personalidades, formas de trabalhar, dedicação e empenho, mas a convicção permaneceu inalterável até hoje, não esquecendo nunca Vicente como professor e tendo o objetivo de caminhar para Cristo de mãos dadas com Maria. Por isso não se podia deixar de homenagear os elementos e todos os 15 anos de muita vida do grupo. A comemoração dos 15 anos decorreu durante 3 dias, tendo-se iniciado no dia 23 até dia 25 de março. Na sextafeira, dia 23, o grupo fez um jantar entre os elementos no TorreShoping, com o objetivo de festejar a data e poder unir os membros do grupo. No final do jantar, os elementos foram para o salão de jogos do centro comercial para se divertirem em conjunto, podendo assim descontrair para o dia seguinte que se avizinhava esgotante. No dia 24, dábado, o grupo realizou uma exposição sobre os 15 anos de existência. Foi constituída por fotografias das

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a t ividades que o grupo rea lizou e participou durante 15 anos, testemunhos dos elementos e alguns presidentes, lembranças dos encontros e os jornais que o grupo fez desde o seu início. À noite, decorreu uma noite de Fados no salão paroquial de Carrazede, onde cerca de 120 pessoas assistiram a vários artistas, numa esplêndida noite de fados, convívio e animação. Para além de festejar o aniversário do grupo com a comunidade, a noite de fados tinha o objetivo de angariar fundos para as atividades e formação dos jovens da Juventude Mariana Vicentina de Paialvo. No dia 25, domingo, a festa dos 15 anos da JMV de Paialvo terminou com a Eucaristia Dominical, onde decorreu a admissão de 3 novos elementos no grupo e 5 dos nossos elementos com mais caminhada, passaram à 2ª Etapa da Caminhada Catecumenal da JMV. A celebrar connosco todos estes momentos estiveram presentes elementos da JMV do Catujal, Alferrarede e Cernache do Bonjardim, dos quais alguns representaram também o Conselho Nacional e Conselho Regional Sul da JMV de Portugal. No final da celebração o grupo fez um almoço partilhado para festejar as admissões e as passagens de etapa, dando assim por encerrado os festejos dos 15 anos do grupo de Paialvo. O balanço final das atividades, e de toda a preparação que já decorria com cerca de 5 meses de antecedência, foi bastante positiva. Fábio Mendes #Presidente do CL de Paialvo


Oficialização da JMV de Sobreira Formosa dia ser admitida. É um orgulho ser JMV. Maria – Chegou finalmente o dia em que dizemos “sim”. “Sim”, queremos casar com a JMV, amar e respeitar, nos bons momentos e nas dificuldades. Patrícia – Obrigado JMV Sobreira Formosa, ou melhor, obrigado amigos pelos momentos que passámos. Predisponho a dizer sempre “sim” a cada dia da minha vida! Eu vou ser JMV! Pedro – Comprometo-me a honrar o meu compromisso apostólico e estar ao serviço do pobre, enquanto vogal de caridade, à imagem de S. Vicente de Paulo. Ricardo – Estou disposto a estar presente a cada dia e a honrar o meu compromisso com a JMV, segundo os exemplos de Maria e Vicente. Rita – Gosto muito de fazer parte da família JMV. Enriqueci a minha fé e o meu compromisso com Deus. Estou muito feliz por ser JMV. Sofia – Quero dizer o meu “sim” a Deus e comprometer-me a seguir os exemplos de Maria e Vicente. “Somos 1”!

Adriana – Deus! Guia os meus passos nesta minha cami- Tiago – A JMV mudou a minha vida. Comprometo-me a nhada com a JMV. Aumenta a minha fé para que eu tam- ajudar e a participar nas actividades do grupo, com alegria bém possa transmiti-la a todos os que se cruzam na minha e com um grande sorriso para dar a todos vós. vida. E como em todas as Eucaristias da JMV, também esta Bárbara – Comprometo-me a empenhar-me no grupo e a terminou com o hino da JMV, em que todos nós afirmáfazê-lo crescer, a difundir a Palavra de S. Vicente, Maria e mos convictamente “Somos jovens, somos grito, somos Jesus. gente,... Juventude Mariana Vicentina”! Catarina – Vou ajudar sempre o meu próximo como diz um Como a Eucaristia se prolongou bastante, a fome já aperdos mandamentos de Jesus, testemunhando S. Vicente. tava, por isso dirigimo-nos logo para o salão paroquial Diana – Comprometo-me a honrar com orgulho este lenço, onde nos esperava o almoço preparado pelas nossas continuando a caminhada seguindo os exemplos de Maria e mães. Também aí continuámos em festa, e entre risadas e garfadas, conversas e histórias trocadas, terminámos Vicente. Uma vez JMV, JMV para sempre. este dia tão especial. Todos tiveram de regressar a suas Joana B. – Esta oficialização foi um orgulho para todos nós, casas (os que vieram de fora) e nós jovens ainda contiporque apesar das dificuldades conseguimos ultrapassánuámos o convívio, com a parte mais árdua de uma festa, las, com a ajuda de toda a comunidade. as arrumações, mas quando estamos em família e entre Joana F. – O meu compromisso é com Cristo e com este amigos, tudo se torna mais fácil. grupo: unido, amigo e tudo mais. Sinto-me feliz por neste Resta agora agradecer a todos os que estiveram connosco em presença e àqueles que mesmo não estando presentes estiveram também nos nossos corações. Agora iniciámos uma nova etapa da nossa vida, vamos precisar que nos ensinem, que nos animem, que nos guiem, que nos apoiem,... vamos precisar que caminhem connosco!

Sofia Dias e Patrícia Cardoso #CL de Sobreira Formosa

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Depois de dois anos de namoro decidimos finalmente “dar o nó”! Assim, no dia 26 de fevereiro fomos finalmente oficializados, ou seja, tornámo-nos membros da associação Juventude Mariana Vicentina. Numa Eucaristia muito dinâmica, na qual tivemos presentes os nossos impulsionadores, a JMV de Cernache do Bonjardim, os membros do Conselho Regional e alguns membros do Conselho Nacional que nos ensinaram a amar a Maria e a Vicente, a nossa comunidade que sempre nos tem acompanhado, os nossos familiares que nos apoiam em tudo e o nosso pároco, que sem a sua ajuda e incentivo não seria hoje, a JMV, uma realidade em Sobreira Formosa. Para além da oficialização do grupo, houve também a admissão de alguns membros, isto é, aqueles jovens que estiveram sempre no grupo desde as primeiras reuniões, e sempre mostraram empenho e vontade de continuar, receberam neste dia um lenço vermelho que é a cor característica da região sul. Após os lenços serem entregues, todos nós subimos ao altar e lemos o nosso compromisso enquanto JMV, por isso, aqui fica uma pitada de cada um dos compromissos:


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3º Aniversário da JMV de Cernache do Bonjardim A história foi assim, num belo dia de sol. Numa bela quin- Porque é assim que demonstramos o nosso amor para ta feira (dia 7 de junho) o nosso grupo fez exatamente 3 com o grupo e entre todos. anos. Três maravilhosos anos. Com muitos sorrisos, mui#CL de Cernache do Bonjardim tas lágrimas, muitas euforias, muitas alegrias, algumas tristezas, mas nunca desistências. Bem, somos mais que um mero grupo JMV, nós somos um grupo de amigos, aliás, nós somos uma família. Sempre unida, sempre junta, em que cada membro desta família está lá para ajudar um outro alguém, seja membro ou não. Cada um de nós aprendeu inúmeras coisas nesta comunidade. Crescemos todos bastante. E hoje, cá estamos, para celebrar o terceiro aniversário deste grupo. Para celebrar este maravilhoso dia o nosso grupo animou a eucaristia deste Dia do Corpo de Deus. Seguidamente dirigimo-nos para um almoço de convívio entre pais e filhos, onde se sentia a felicidade e a presença de Nosso Senhor na refeição. Como não podia de ser, peregrinámos até à Serra da Santa, em passo comunitário, em oração, com muito amor. E, para finalizar este maravilhoso dia comemorativo o grupo organizou um torneio de futebol no Seminário das Missões. Mas este torneio não veio só para entretenimento, mas sim para mostrarmos uns aos outros como devemos trabalhar em grupo e colaborar entre todos para que todos saiamos a ganhar. Apesar de nem todos estarem presentes de corpo (por razões pessoais), estavam lá todos. Todos se manifestaram, uns por mensagens, outros por chamadas telefónicas, outros por pensamento, enfim, cada um a seu jeito.

Rita Bemposta abraça missão no Secretariado Internacional JMV A Rita Bemposta que entrou para o nosso grupo há cerca de 3 anos, apesar de pertencer há cerca de 20 anos ao nosso movimento. É um dos elementos mais ativos apesar de residir em Santarém e tem dedicado muito tempo à nossa paróquia. Foi com muito entusiasmo que recebemos a notícia de que ela tinha sido escolhida para representar os jovens da JMV dos vários países de língua portuguesa no Secretariado Internacional da Juventude Mariana Vicentina em Madrid nos próximos 3 anos. A ela agradecemos a sua disponibilidade e entrega ao grupo de Paialvo. Obrigada e até já!

#CL de Paialvo

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18º Aniversário da JMV da Achada

Após a eucaristia, cantámos o nosso hino e abrimos um bolo, que honestamente estava tão bem decorado e tão perfeito que até tivemos pena de o desmanchar. No domingo seguinte passámos o dia todos juntos para comemorarmos entre nós estes 18 anos de existência. #CL da Achada

Missão da Caixa de Papelão na JMV Estados Unidos da América Alguma vez já te perguntaste como seria dormir nas ruas numa caixa de papelão? Pode ser uma noite quente e fadigosa, ou pode ser fria e chuvosa. O chão pode estar húmido e frio, incómodo e duro. Uma mala com tudo o que te pertence seria o travesseiro onde reclinarias a cabeça... Vinte e oito membros da Juventude Mariana Vicentina dos Estados Unidos da América dormiram, recentemente, numa caixa de papelão para arrecadar fundos para os sem-abrigo e os mais necessitados da comunidade. Os que participaram da Experiência da Missão numa Caixa de Papelão começaram pedindo doações e trouxeram as suas próprias "caixas" para o evento. O dinheiro que arrecadaram foi utilizado para comprar janelas para a casa de uma mulher necessitada. Também permitiu adquirir uma camionete para mudar uma pessoa necessitada. O restante dinheiro servirá para fins similares da Juventude Mariana Vicentina. “Foi vergonhoso pedir dinheiro às pessoas. Percebi que mendigar é algo ao que nunca uma pessoa se acostuma, ainda que tenha que fazê-lo para sobreviver”, disse um dos jovens. Mendigar e dormir numa caixa de papelão toda a noite ajudou-os a ter mais empatia aos menos afortunados. São Vicente ensinou-nos a trabalhar com o exemplo das mãos que se estendem rumo a outros com amor e compaixão. Esta experiência da Missão da Caixa de Papelão faz-nos ver o que significa ser pobre. Ajudou-nos a perceber as pessoas desfavorecidas ao nosso redor. Às vezes seguimos as nossas vidas sem ver aqueles que deveríamos estar servindo.” A Juventude Mariana Vicentina tem programas de ajuda comunitária ao serviço dos mais pobres. Oferecemos durante o ano várias viajens missionárias nas quais podem participar membros de todos grupos juvenis. Os 28 jovens que participaram em Missouri vieram de Santa Genoveva, convidados de Perryville e de Cabo; outro grupo da JMV de Bloomington, Illinois, participou também desta experiência. Os dois grupos conseguiram arrecadar mais de 8.000 dólares para servir aos pobres. Queremos agradecer a todos os que colaboraram para a realização desta maravilhosa experiência. Muitos negócios locais e particulares foram habitantes ausentes dentro das caixas de papelão através de suas doações generosas. Lynn Davis #JMV EUA (Fonte: Boletim Internacional da JMV)

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O grupo JMV Seara de Cristo da Achada comemorou este ano o seu 18º aniversário, a 22 de maio, e partilhamos a alegria da nossa união e fortalecimento dos laços, que são cada vez maiores, com a nossa querida comunidade.


Ser JMV

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SER JMV – UMA GRAÇA Caro jovem, já tomaste consciência de que ser JMV é uma graça que recebeste, através de Maria, nossa fundadora? E Deus serviu-se também de outras pessoas para te conceder esta graça. Vou contar-te a minha história de, como padre vicentino já, e não estando ainda ao par do que era ser JMV, ser convidado por uma pessoa leiga cujo filho tinha participado no primeiro Encontro Nacional no Seminário de Santa Teresinha. Estava em Salvaterra de Magos a trabalhar. E o convite aconteceu em Agosto de 1986. Aceitei o convite e lá fui eu para Oleiros em finais de Agosto e de férias. Fui elucidado pelos próprios jovens, meus primeiros catequistas na JMV. Fui e fiquei até hoje. Deus serviuse desta pessoa para me conceder esta graça, início de tantas graças que tenho recebido através de vocês, meus amigos E, certamente, cada um de vós também tem a sua história, bonita e maravilhosa, para contar e dela fazer memória durante toda a vossa vida. SER JMV – UMA RESPONSABILIDADE O Senhor ao conceder-nos esta graça, também nos incumbiu de uma grande responsabilidade: de sermos bons filhos seus, bons filhos de Maria, bons irmãos de Jesus Cristo e bons imitadores de São Vicente de Paulo. O tema deste ano é “Ser vicentinos, um estilo de vida para hoje”. Para hoje e sempre! Ser vicentino é ser imitador de São Vicente de Paulo que apanhou por dento a própria missão de Jesus Cristo: “O Senhor enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres”. E há que reconhecer nos pobres o próprio rosto de Cristo que nos diz: “Tudo o que fizerdes aos mais pequeninos é a Mim que o fazeis”. Boa e nobre missão esta de ser imitador de Jesus Cristo no campo da missão e da caridade. É uma Graça e uma responsabilidade. Como corresponder a esta graça e responsabilidade? A oração quer individual quer comunitária, a formação catequética de acordo com o tema do ano, a participação na liturgia, sobretudo, na Eucaristia, são a força e a vitalidade para, no campo da missão e da caridade, desempenharmos bem a missão para a qual Deus nos chamou.

O JMV EM ORAÇÃO Senhor Deus, nosso Pai e amigo, nós Te damos Graças e Te bendizemos por nos teres concedido a graça de sermos JMV, que Maria, mãe de Jesus, pediu a Catarina de

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Labouré para ser fundada para que os jovens se parecessem cada vez mais com o seu filho Jesus e Teu Filho também. Nós Te agradecemos o fazermos parte desta Família Vicentina que tem Vicente de Paulo como grande inspirador e cujo carisma é o de seguir Jesus Cristo na atenção muito especial para com os pobres. Derrama sobre nós o Espírito Santo para que Ele nos ensine e seja cada vez mais a Luz e a Força para podermos corresponder à nobre missão que nos deste. Que por intermédio de Maria, fundadora da JMV, nos sejam concedidas as abundantes Graças que Ela nos prometeu. Tudo isto Te dirigimos por Teu Filho Jesus Cristo que é Deus contigo na unidade do Espírito Santo.

Pe. Leitão dos Santos, CM #Assessor Regional Sul


Mensagem da Presidente Internacional para o 18 de julho de 2012 Recebam uma saudação carinhosa e fraterno neste dia especial do 182º aniversário da 1ª aparição da Virgem Maria a Santa Catarina e o início da aventura JMV!

E um terceiro aspeto da vida de Santa Catarina que pode nos inspirar é sua perseverança. Nem a resistência de seu confessor, nem as dificuldades lhe fizeram retroagir no que tinha que fazer. Essas atitudes lhe permitiram viver plenamente seu ser de Filha da Caridade, conseguir a cunhar a Medalha e ser testemunho do lançamento do primeiro grupo da JMV. Esta mesma perseverança deve caracterizar hoje nosso caminhar como Associação. Nossos grupos, nossos Conselhos, nossos membros podem viver crises, mas nos deve animar o saber que este projeto não é nosso; é o desejo de nossa Mães e é Ela quem leva as rédeas da JMV. Somos apenas servidore(a)s de seu sonho, discípulos do Mestre com Ela, escravo(as dos pobres.

Este ano, estou pensei especialmente em Santa Catarina, a mensageira da Virgem. É estranho notar como ela parecia não ter nada que dizer ao mundo, assumindo uma vida de silêncio e entrega. No entanto, sua vida, colocada a disposição da Mensagem da Medalha, mudou muitas vidas, inclusive as nossas. Ela foi instrumento para que hoje possamos ser membros da Associação e servir, a partir dela, a Cristo nos mais desfavorecidos. Sabemos que esse privilégio de haver visto e falado com a Virgem não “mudou nada”, mais que Esta perseverança deve manter nosso caminhar enquanto lhe ajudou a ser ainda mais fiel à promessa que fez quando era apenas uma criança: “A partir de agora, serás minha prosseguimos nossa Campanha Internacional de Autofinanciamento. A partir de 08 de dezembro de 2011, data de seu mãe”. lançamento, conseguimos arrecadar 25.715,00 euros e A vida simples de Catarina, vivida de maneira extraordinária, 26.322,00 dólares, até o dia 15 de junho de 2012. A maior nos interpela. Vejamos com atenção três aspetos da mesma. parte nos chegou de doadores membros da FV. No entanto, Primeiro, sua fidelidade no cotidiano, verdadeiro segredo de não queremos esquecer que esta campanha é nossa e que santidade. O Senhor nos quer fiéis no pequeno. Creio que deve ser sobretudo o fruto de nossos esforços. Por isso desehoje nos pode transformar o redescobrir o santo e o santifi- jo recordar-lhes que uma fundação está disposta a oferecer cador que são as pequenas coisas do dia a dia: realizar bem $25,000 se nos, membros, grupos e Conselhos da JMV, connosso dever (estudo, trabalho, etc.); viver todas as nossas seguimos arrecadar esta mesma quantidade antes de junho relações interpessoais a partir do Evangelho e em fidelidade de 2013. Até agora, arrecadamos 1.778,00 euros por nossos a nossos valores; ter presente, em cada uma de nossas próprios meios e estamos longe do objetivo estabelecido pequenas decisões cotidianas, a causa do Reino e a constru- pela fundação. Espero que nos próximos meses, todos os ção de uma sociedade mais justa em relação aos homens e a países se animem a pagar sua cota anual 2012 (que a formaterra; e peregrinar nesta terra com os olhos postos em nossa rá parte da campanha) e a enviar ao Secretariado as outras pátria eterna. Depois, sua confiança no poder da oração. Em colaborações da campanha. O podemos fazer e estou segusuas anotações autobiográficas, escreve que ao escutar uma ra que poderei compartilhar boas notícias a respeito em instrução no seminário sobre os Santos e a Virgem: “Me minha carta do próximo ano. produziu um desejo tão grande de ver à Santa Virgem que pensei que ela me concederia essa graça. Este desejo era tão Enquanto celebramos este ano o aniversário da Associação, forte que eu estava convencida de que a veria linda, em toda vários representantes da JMV de América Latina estão reusua beleza. Eu vivia com essa esperança.” Outras anotações nidos em Quito (Equador) para viver o EMLA, Encontromencionam sua oração a São Vicente pedindo pelos outros e Missão de muita importância para JMV no continente. O recomendo a suas orações. Mais um ano, a JMV será recorpor ela. A oração, como lugar de encontro de coração a coração com o Senhor e seus amigos, era um elemento dada na Rue du Bac nesse dia. Cheios de confiança na preessencial da vida diária de Santa Catarina; uma oração sença materna de Maria ao nosso lado, sigamos nosso camibaseada na confiança, feita a partir da esperança e certeza nho rumo a santidade como pessoas e como comunidades. de ser escutada, e vivida em estreita conexão com a leitura Que este 18 de julho seja a oportunidade de um novo comeorante da Palavra e dos acontecimentos. Hoje também, a ço que nos mantenha fiéis ao que somos e ao que estamos oração constitui uma dimensão essencial para viver a fideli- chamados a ser. dade no cotidiano e cumprir nossa missão pessoal. Chama a Feliz Aniversário, JMV! atenção como muitas redes sociais estão se convertendo em espaços de apostolado, de oração e de apoio mútuo, ainda que não possamos ignorar o risco de adição a esses meios e Yasmine de uma redução da oração à petição. Neste último ano, o Cajuste uso do Facebook me ha dado a oportunidade de refletir #Presidente sobre a comunhão dos santos. De fato, com este meio, faz- Internacional se palpável o apoio mútuo que nos oferecemos através da oração e as palavras e/ou imagens que intercambiamos. Ao mesmo tempo, se manifesta como um alma que se eleva santifica a outros e um alma que se rebaixa (com imagens ou palavras inapropriadas) afeta a outros. Nunca esqueça isso ao utilizar esse meio. É meu desejo para cada um que, no cotidiano, Santa Catarina nos siga inspirando como modelo de santidade fundamentada na oração, na simplicidade e na fidelidade.

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Queridos membros da JMV:


Renovar-se

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É com muito orgulho e satisfação que vejo que a minha região renovar-se, estão a nascer dois grupos: um no Sardoal que fica acima do Tejo, na zona Norte da região sul e outro em Sines mesmo abaixo do Tejo, na zona Sul da região! Quando me perguntam se sinto “pena” por um grupo morrer? Eu já consigo responder que Não porque “é preciso que a semente morra para que dê muito fruto”. Claro que é sempre difícil ver um grupo desaparecer e tentamos sempre que isso não aconteça mas às vezes é preferível e a prova disso é a Região Sul, relembro (não sei se por esta ordem): Feijó, Alferrarede, Marinhais, Nisa, Galinheiras, A-dos-Negros, Achete, Cabeça das Mós deram lugar a Achada, a Alferrarede, a Paialvo, a Marinhais, a Carvalhal, a Cernache do Bonjardim, a Sobreiro, a Mafra, a Sobreira Formosa … Sardoal já apresenta sinais fortes e sólidos para fazer uma caminhada responsável, tem mantido uma boa relação com o seu paróco e com a paróquia, já sonha com a sua entrada oficial para a JMV. Sines começa a dar os seus primeiros passos, iniciou a formação do grupo com a apresentação dos pilares da JMV e também já marca presença em encontros. Caros JMV´S, particularmente conselho regional sul, temos uma grande tarefa nos anos que se seguem, se por um lado nem as longínquas distâncias entre os grupos nos detêm por outro aumenta a nossa responsabilidade para com estes novos grupos e para com os que já têm caminho trilhado. Saibam que estarei a acompanhar-vos de longe e que podem contar sempre com as minhas orações! Ritalexandra Bemposta #Vogal de Formação CR Sul

Renovação na Região Centro Com o objetivo de fazer crescer esta grande família, ao longo deste ano o Conselho Regional Centro visitou três possíveis novos grupos, que são os grupos de Oliveira de Frades, Vila Seca (Condeixa) e Mões (Castro D´Aire). Apesar de estarem ainda em fase “embrionária” temos a convicção de que em breve a família JMV poderá estar maior na região centro. Sempre com uma esperança renovada, a JMV continua a fazer com que a chama Vicentina não se apague na região centro. Há sempre mais e melhor a fazer, mas ficamos felizes por termos vivido estes momentos nos últimos meses.

Sérgio Caseiro #Vogal de Imprensa CR Centro

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Logótipo e Hino da JMV Portugal para o Ano 2011/2012

HINO “Vicentinos, um estilo de vida para hoje!” Sol Pudera eu ser tuas mãos, Dó Ré Ser esperança, ser semente… Sol Inventar-me na caridade Dó Ré Ser modelo de Vicente. Hoje grito com vontade Que sou capaz em cada passo, De ajudar o meu irmão Ser vicentino em tudo o que faço. Ré7 Sol Sei que sim… Dó Que amor é inventivo Sol Que a caridade é o caminho, Dó Ré Do mundo onde faço a diferença. Sol Sei que sou, Dó Vicentino no meu viver, Sol Olho os pobres como meus irmãos, Dó Ré E com eles aprendo a “Ser”

Explicação do Logótipo Vencedor: O logótipo remete para a forma do peixe , símbolo dos primeiros cristãos, e dentro dele existe um conjunto de pessoas que lhe dão vida. A pessoa do meio tem uns auscultadores para simbolizar a modernidade e a vida de hoje.

Dó Ré E minha vida enche-se de Ti Sol Ré MiSempre me entrego a meu irmão. Dó Ré Sou vicentino hoje e sempre, Sol Dou-te meu coração. Letra: Alice Santos Música: Renato Ferreira

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O Conselho Nacional da Juventude Mariana Vicentina de Portugal escolheu o tema "Vicentinos, um estilo de vida para hoje!" para o Ano Pastoral 2011/2012. Nesse sentido, foi lançado um desafio a todos os jovens para criarem um hino para este ano, bem como um logótipo que representasse este tema. Os vencedores foram os seguintes: - Logótipo: Centro Local de Paialvo (Fábio Mendes) - Hino: Centro Local de Orgens (Alice Santos e Renato Ferreira)


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JMV de Portugal nas Jornadas Mundiais da Juventude Madrid’11 De 12 a 21 de agosto, um grupo de jovens da Juventude Mariana Vicentina de Portugal estiveram em Madrid (Espanha), para participar em dois encontros internacionais de jovens: o Encontro Internacional de Jovens Vicentinos (EJV) e as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ). O Encontro Internacional de Jovens Vicentinos teve início no dia 12 de agosto e reuniu cerca de 2000 jovens vicentinos de todos os continentes, tendo estado presentes 115 jovens portugueses. O nosso grupo ficou instalado num colégio das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, onde também ficaram os jovens brasileiros e italianos, o que proporcionou uma vasta troca de experiências com jovens de outras culturas que, como nós, são inspirados por São Vicente de Paulo. Este encontro, sob o tema “Vicentinos, um estilo de vida para hoje”, teve como objetivo mostrar aos jovens o que é ser vicentino e a importância que os jovens vicentinos têm na sociedade atual, onde a pobreza e a falta de Fé se propagam a grande velocidade. Com vista a cumprir este objetivo, durante este encontro assistimos a várias catequeses, dadas de acordo com grupos linguísticos. A primeira delas abordou a identidade do jovem vicentino – viver, contemplar e servir –, o qual deve “ser, não aparentar”. Jesus chama os jovens vicentinos a ser “sal da terra e luz do mundo”, a ser suas testemunhas e, por isso, cabe-nos a nós deixar marcas na nossa caminhada e resistir à homogeneização de culturas, mantendo as nossas características. A segunda catequese abordou a vida e os ensinamentos de São Vicente de Paulo, nosso patrono, permitindo conhecer melhor o seu percurso e os frutos que poderemos dar se permanecermos no Pai. Na terceira catequese, que abordou o tema “Com Maria, semeemos a esperança”, percorremos vários momentos do percurso da nossa Mãe do Céu, a principal semeadora de esperança, e fomos interpelados a seguir o seu modelo. Para além das catequeses de formação, foinos dada a oportunidade de visitar várias obras vicentinas da cidade da Madrid – centros de apoio aos imigrantes, lares de idosos, casas de apoio aos sem-abrigo, centros educativos de crianças seropositivas, escolas – e de assistir a palestras sobre temas atuais e de bastante importância para o jovem vicentino – a mudança sistémica e a presença pública dos jovens vicentinos na sociedade. O Encontro de Jovens Vicentinos incluiu também Eucaristias conjuntas, uma Vigília Mariana – momento propício para nos aproximarmos mais de Maria – e uma festa de folclore, onde o grupo português deu a conhecer aos jovens dos outros países três tradições bem portuguesas – um rancho folclórico, uma marcha popular e o bailinho da Madeira. Este encontro terminou no dia 15 de agosto, com um festival vicentino, que reuniu todos os vicentinos num ambiente cheio de festa onde mostrámos a alegria que é viver em Jesus Cristo. No dia 16 de agosto tiveram início as Jornadas Mundiais da Juventude, encontro que viria a reunir os jovens de todo o mundo a pedido do Papa Bento XVI, com o tema “Enraizados em Cristo, Firmes da Fé”. Neste primeiro dia, tivemos oportunidade de conhecer melhor a cidade de Madrid, que tão bem nos acolheu. Visitámos o Museu do Prado, o Museu Rainha Sofia, a Catedral de Nossa Senhora de Almudena, o Palácio Real, as Praças Maior, do Sol e de Espanha, entre outros locais bem característicos. No final do dia, assistimos à missa de acolhimento, celebrada pelo Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid. Este foi o primeiro momento em que nos apercebemos da verdadeira dimensão das Jornadas, ao ver milhares e milhares de jovens de todo o mundo reunidos na Praça de Cibeles e arredores. Foi um intenso momento de comunhão, o qual seria o pontapé de partida para um encontro único e inesquecível. No segundo dia das Jornadas estivemos presentes numa catequese dada pelo Senhor Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e à noite assistimos ao musical “Wojtyla”, espetacularmente representado por um grupo de jovens portugueses de Cascais. Este musical levou-nos a uma viagem sobre a vida do Papa João Paulo II, o Papa dos jovens, e fez também referência às várias Jornadas Mundiais da Juventude, ajudando-nos a refletir sobre o propósito da nossa ida a Madrid e sobre a forma de respondermos ao chamamento que nos foi feito.

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JMV de Portugal nas Jornadas Mundiais da Juventude Madrid’11

No dia seguinte, visitámos o Parque do Retiro, onde decorreu uma Feira Vocacional e a Festa do Perdão. Além disso, neste parque pudemos descansar para a grande manifestação de Fé que se seguiria ao final da tarde – a Via Crucis, com imagens em tamanho real, utilizadas normalmente na Semana Santa espanhola, e cedidas por várias paróquias de toda a Espanha. Foi, mais uma vez, um momento de rara beleza ver todos os jovens percorrer as várias estações da Via Crucis, celebração presidida pelo Santo Padre. No dia 20, ao final da manhã, foi altura de rumar ao Aeródromo de Quatro Ventos, onde à noite o Santo Padre iria presidir à Vigília de Oração. Este foi o momento em que finalmente se reuniram todos os jovens que participaram nas Jornadas, tendo por isso sido possível tomar consciência do encontro em que estávamos a participar: ver dois milhões de jovens reunidos em torno do mesmo propósito – seguir Jesus Cristo – foi realmente uma visão esmagadora. Para qualquer lado para onde se olhasse era impossível ver onde terminava a multidão. Foram momentos menos confortáveis (devido ao forte sol e calor intenso) mas que, com o auxílio da nossa Fé, foram facilmente superados. Nessa noite, o Santo Padre presidiu à Vigília de Oração, a qual decorreu debaixo de uma forte tempestade; mas isso não desmobilizou os jovens de estar em oração com o Papa, mostrando a firmeza da nossa Fé em Cristo. Esta noite foi passada no Aeródromo, onde os jovens dormiram todos juntos à luz da lua, esperando o último dia das Jornadas. No último dia, os jovens acordaram com a chegada do Papa ao Aeródromo para a celebração da Eucaristia de encerramento das Jornadas. Nesta Eucaristia, Sua Santidade apelou aos jovens presentes para que fossem missionários nos seus grupos e nas suas paróquias, e confessou ainda que os jovens precisam da Igreja, tal como a Igreja precisa dos jovens. No final, fomos enviados para a missão e informados de que as próximas Jornadas Mundiais de Juventude decorrerão em 2013 no Rio de Janeiro (Brasil). O balanço que fazemos destes dois encontros é muito positivo, tendo ultrapassado largamente as nossas expectativas. No Encontro de Jovens Vicentinos foi muito bom estar com outros vicentinos que, como nós, seguem Jesus Cristo inspirados por São Vicente de Paulo, através do auxílio aos mais pobres e da evangelização. Este encontro foi muito relevante para aprofundarmos a espiritualidade vicentina e para conhecer como os outros jovens vicentinos vivem essa espiritualidade nos seus países. As Jornadas Mundiais da Juventude foram surpreendentes, quer pela oportunidade de estar tão perto do Santo Padre, quer pela experiência única de orar em conjunto com dois milhões de jovens que, como nós têm em Jesus Cristo o seu ideal. Foram momentos de rara beleza e indescritíveis por palavras; por isso, agradecemos a Deus a bênção que nos deu em poder participar nesta peregrinação, que recomendamos a todos os jovens. Esperamos em 2013 poder voltar a estar com o Santo Padre, no Rio de Janeiro, nas próximas Jornadas Mundiais de Juventude. António Clemente #Vogal Nacional de Informação e Comunicação

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JULGAR

No dia 18 chegou o grande dia: o Papa chegaria a Madrid para se juntar aos jovens. Foi ao final da tarde que, mais uma vez na Praça de Cibeles, os jovens se reuniram, mas desta vez para receber o Papa Bento XVI. Todos vivemos momentos únicos por estar tão perto de Sua Santidade e pelas palavras que nos foram dirigidas. É inimaginável a quantidade de jovens presentes e que bem alto gritavam “Esta é a juventude do Papa”.


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JMV em Missão Como o meu cargo atual no meu centro local é o de vogal de Missão e Caridade, achei que não havia nada melhor do que fazer voluntariado para perceber como desempenhar melhor a minha função. Uns imprevistos fizeram com que fosse sozinha de Alcainça e iria passar a semana com alguém que não conhecia, mas a vontade de servir o outro era maior e nunca pensei em desistir porque aquilo era algo que já queria fazer à muito. Assim, entre os dias 18 e 22 de Dezembro, lá fui eu para o Externato de S. Vicente de Paulo. No primeiro dia tivemos uma pequena formação para nos preparar para os dias seguintes. Entregaram-nos também um plano de atividades para os dias seguintes, em que iríamos estar com idosos, crianças e sem-abrigo. Na manhã do dia seguinte dirigimo-nos, ainda a medo para os locais previstos, porque a casa é enorme e tínhamos medo de nos perder e porque não sabíamos o que esperar. Apesar de algumas das coisas não nos serem completamente estranhas, aquela experiência era nova para nós e é impossível conter aquele nervosismo inicial. Ajudada pela minha colega, consegui esquecer estes receios e tudo correu bem. Depois criou-se uma cumplicidade e a Carla foi uma grande ajuda e uma excelente companheira. As irmãs foram sempre espetaculares, e deram o seu máximo para nos fazer sentir bem recebidas e parte do sucesso desta experiência é mérito delas porque são um grande exemplo. Ao fim de algum tempo, as pessoas já se tinham habituado à nossa presença e sentia-me mais útil. Qualquer tarefa era bem recebida e a vontade de ajudar crescia, bem como aquela recompensadora sensação de estar a fazer algo bom. Ali conseguia verdadeiramente perceber a

importância que uma simples palavra, um pequeno gesto ou um amável sorriso podem ter. É certo que todas pessoas ali servidas pelas irmãs e por quem trabalha com elas é bem tratado, mas com tantas coisas para fazer, às vezes falta o tempo para parar um bocado e simplesmente conversar com as pessoas. No fundo acho que a nossa missão era, para além de auxiliar as irmãs, dar algum carinho e atenção àquelas pessoas e posso dizer com certeza que é dando que se recebe. Gostei particularmente do tempo passado com as irmãs que estão no lar, pois aceitavam tranquilamente as limitações que a idade lhes trouxe e apenas tinham pena de não poderem desempenhar as funções que antes desempenharam, pois apenas queriam continuar o seu serviço. Estava espelhada nelas uma vida inteira dedicada aos outros, e as suas histórias enchiam-nos o coração. O espírito vicentino ainda estava bem presente nelas e as que estavam mais ativas auxiliavam as outras naquilo que precisassem. Aprendi muito com todas as pessoas com que me cruzei naqueles dias, e as pequenas formações que tivemos com as irmãs foram importantes momentos de reflexão. Depois daqueles dias percebi finalmente porque S. Vicente se deixou cativar pelos mais pobres e não consigo imaginar uma maneira mais bela de louvar a Deus do que amando o próximo. Aconselho vivamente que façam voluntariado porque sairão mais ricos e porque não há maneira melhor de perceber o que é ser vicentino.

Alexandra Cruz #CL de Alcainça

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JMV em Missão

Durante a semana, foi elaborado um calendário com diferentes tarefas onde estava estipulado o que devíamos fazer em cada dia e durante toda a semana. Destaco: lar e centro de dia; lar das irmãs de São Vicente de Paulo; Creche; prestar auxílio nos almoços aos sem-abrigo; desenvolver atividades com alunos do ATL. Posso começar por vos dizer que foi muito enriquecedor conviver com os doentes e idosos do lar e centro de dia. Ouvir o relato daquelas pessoas, conhecer o percurso das suas vidas, ouvir o que as angustiava, etc. A nós apenas competia aproximarmo-nos delas, darmos o nosso carinho, iniciar o diálogo, porque logo as pessoas falavam. Senti, que a maioria daquelas pessoas nutria falta de afeto, sentia-se abandonada pelas famílias e amigos e era notório a necessidade em falar e que alguém as ouvisse e as reforçasse positivamente. Prestamos auxílio nos lanches, foi também uma forma de contactarmos mais de perto com estas pessoas.

sofrida destas pessoas (sem-abrigo) foi sem dúvida duro. Outra tarefa que adorei, foi o lar das irmãs. Contactar e ouvir as histórias exemplares de entrega pelos outros foi maravilhoso. As irmãs revelaram uma paz, tranquilidade e dever cumprido impressionantes. O contacto e convívio com as irmãs, foram momentos inesquecíveis, que hei-de guardar sempre no meu coração. Sem dúvida que quem se entrega por uma causa e tem gosto por tudo aquilo que faz, só pode mesmo transmitir aos outros toda aquela serenidade da qual fui testemunha. Com este voluntariado reforcei o verdadeiro sentido da amizade, da partilha, da gratidão, da oração, da Fé e da esperança. Fui testemunha da força da irmã Celeste em ajudar todos aqueles sem-abrigo, a luta em conseguir junto das instituições bens de sobrevivência, a capacidade de diálogo demonstrada pela irmã com os sem-abrigo, a entrega da irmã por aquela causa – ajudar e em dar bons conselhos. Esta experiência permitiu-me conhecer novas realidades, apesar de saber que elas existem, nada melhor como vivenciar uma experiência como esta, deixa-nos alerta das diversas situações em que o ser humano está constantemente inserido, é uma forma de nós olharmos mais para os outros e desvalorizarmos certos problemas que temos, que por vezes não são problemas quando comparados com outros. Os resultados de praticarmos o amor e a entrega por uma causa nobre são sem dúvida gratificantes para a nossa vida. Ajuda-nos a crescer, a sermos menos egoístas e mais solidários. Aprendi ainda que a nossa força se encontra na nossa disponibilidade, no nosso querer.

Quero ainda expressar-vos a minha admiração por todo o trabalho desenvolvido por todas as irmãs que estão no ativo e mesmo as que não estão, que de uma maneira ou de outra contribuem com a sua experiência, que incansavelmente se dedicam aos outros. Quer no lar e centro de dia, no apoio e carinho que dedicam aos doentes e idosos; Na creche foi também gratificante o convívio com os no lar das irmãs, igualmente acarinhadas; na creche; nos bebés, tão inocentes, meigos e ao mesmo tempo indefe- sem-abrigo; às crianças que frequentam o ensino básico, sos. Brincamos com eles e dêmos-lhes carinho e afeto. No etc. ATL, elaboramos postais de Natal com as crianças. Houve uma grande adesão, empenho e entusiasmo por parte das Quero ainda acrescentar a minha gratidão e o meu muito crianças. O resultado foi bastante enriquecedor. Durante a obrigada à irmã Celeste, que nos acolheu muito bem, todo atividade, estabeleceu-se uma grande empatia entre nós e o seu carinho e preocupação demonstrada. A todas as as crianças, quando nos cruzávamos nos corredores ou no irmãs que se reuniram connosco, que nos deixaram mais recreio vinham ter connosco sempre com uma palavra “ricas” pela sua sabedoria e Fé. Às restantes irmãs que sempre tiveram uma palavra de conforto e esperança para amiga. connosco. À Catarina, à Marta (que quase todos os dias Sem dúvida que a tarefa na qual dedicamos mais tempo almoçou connosco), à Alexandra (grande amiga de volunfoi ao serviço dos sem-abrigo. Durante toda a semana, tariado). ajudamos na preparação dos pequenos-almoços e servimos os almoços. Prestei ainda apoio a um sem-abrigo A todas, o meu muito obrigada, o que fiz, foi bem menos (guineense) na leitura e escrita, uma vez que não sabia ler que o que recebi. nem escrever. Esta foi sem dúvida a tarefa do voluntariado Recomendo a todos os jovens a participação no voluntaque me marcou imenso, tomar conhecimento da quanti- riado, acreditem, que saem reforçados a todos os níveis. dade de jovens e menos jovens que recorrem à ajuda deste Por isso, pratiquem o voluntariado… tipo de serviço. Conhecer algumas das histórias de vida Carla Sofia Ribeiro

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Pertenci à JMV (Agilde – Celorico de Basto) durante 8 anos, participei em encontros entre vários grupos de jovens da JMV, participei e ajudei na organização e concretização de atividades para a comunidade de Agilde, visitei lares de idosos e os doentes da freguesia, entre outras atividades. Quero com isto dizer-vos que sempre necessitei de partilhar e participar em experiências solidárias com os outros. Adorava e adoro conviver com pessoas, conhecer pessoas de outros locais e ajudar sempre que esteja ao meu alcance. No entanto, nunca tinha experimentado o voluntariado. Quando surgiu esta oportunidade em Dezembro, resolvi abraçar este desafio. Até porque senti que esta oportunidade ajudar-me-ia a tornar-me mais forte e encorajar-me-ia para enfrentar os desafios que estão a ser “impostos” à nossa sociedade. Vou partilhar convosco um pouco da experiência vivida na semana (de 17 a 23 de Dezembro de 2011) de voluntariado na congregação das irmãs de São Vicente de Paulo no Campo Grande em Lisboa.


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JMV em Missão Apesar de não ter sido a primeira vez que fiz missão nestes moldes, é único! Já tinha tido outras oportunidades, mas em cerca de 11 ou 12 anos em que já sou JMV, sentia que tinha dado muito pouco de mim a estas pessoas… os anos vão passando, primeiro por medo, depois por preguiça, depois porque vamos adiando adiando… e o tempo passa! Lembro-me da primeira vez que fiz missão, estava cheia de medo e por isso concordei em ficar apenas alguns dias e não uma semana como estava estipulado. Na altura eu achava que as pessoas que nasciam com deficiências, quer físicas, quer mentais, eram infelizes, pensava muitas vezes qual o sentido da vida delas, este mundo parecia não ter lugar para elas, sentia que não as sabíamos acolher… nessa altura pude testemunhar o quanto estava ERRADA. Ainda hoje me lembro da Quaresma e como ela me marcou, vivi dias plenos de felicidade e apercebi-me que felizmente ainda há quem cuide tão bem destas pessoas e… as ame! Apercebi-me que afinal elas podem ser felizes, talvez até mais felizes que eu ou tu, que apenas preocupamos com coisas fúteis do nosso dia a dia, elas vivem outra dimensão.. elas são felizes. Mas depois surgiu outra questão: nos dias em que fiz missão eu nunca fui essencial na casa onde estava, estava tudo já tão bem organizado e tão bem preparado que eu não fazia qualquer diferença (é que quando fui fazer missão pensei que precisavam de mim, que a minha ajuda era muito importante para fazer camas, dar comida, etc.), mas a verdade é que eu estar ali ou não aquelas pessoas iriam ser igualmente bem tratadas.. e felizes. Então questionei-me: se a minha ajuda não é essencial porquê abdicar do meu tempo e fazer missão? E a resposta foi-me dada: ainda que a minha mão de obra não seja imprescindível, eu, enquanto pessoa sou importantíssima, sou alguém que vem do mundo exterior com o qual eles nem sempre podem ter contacto, sou novidade na vida rotineira deles, sou uma nova cara, uma nova presença… e por isso faço diferença. No Pousal descobri novos amigos e, até uma paixão J foram dias diferentes, e mesmo que as mesmas atividades de sempre, eram com pessoas diferentes J e apesar de ser tão pouco tempo no final já os conhecíamos um pouco: a sua maneira de ser, as suas necessidades, e até as auxiliares. Já sabíamos quem queria ir passear até à rua, ou quem preferia ficar a jogar dominó e ganhar sempre, ou até mesmo quem queria anunciar os números do bingo… Foram dias de entrega, em que deixei o stress do dia a dia, a agitação e fui procurar a tranquilidade e aprender a viver

Eu fui fazer voluntariado para o externato, pois já tinha pensado em ir mas nunca me tinha chegado à frente porque sentia que ainda não estava preparado. Quando comecei na terça-feira de manhã, estava com um pouco de receio que algo corresse mal, mas acabei por ultrapassar essa barreira logo no primeiro contacto que estive com as crianças do ATL, comecei logo a perceber que estava a começar bem e vi que não era assim tão difícil. O que tirei de melhor desta experiência, para além de todas as outras que foram também muito boas, foi ter estado na creche com as crianças mais novas, pois nunca tinha estado tão próximo de bebés. Ali percebi que eles precisavam muito de nós e foi onde me senti mais útil. Gostei muito de ter feito esta experiência de uma semana e vou ter de repetir. Não vou ficar por aqui e acho que todos nós deveríamos experimentar, isto é, dar um pouco mais de nós aos outros. Daniel Salvador #Vogal de Imprensa do CL de Paialvo

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JMV em Missão “Eu apenas lhes respondia que precisava de me sentir “em casa”, o Telhal é realmente uma segunda casa para mim, lá encontro Deus no próximo, encon-tro uma Família capaz de me acolher seja quando for, encontro tanta coisa que me preenche e não consigo dar nem metade daquilo que rece“(…) Pode parecer pouco tempo mas realmente fez diferen- bo. Encontro uma Família capaz de me acolher seja quando ça em mim. Conheci pessoas que me fize-ram refletir e for, encontro tanta coisa que me preenche e não consigo repensar a maneira de ver a minha vida. (…) Pessoas que dar nem metade daquilo que recebo.” nós deitamos a baixo e menos-prezamos apenas por serem Patrícia Coelho diferentes são as que de melhor nos desejam.” #CL da Achada Sara Mendes “Foi uma passagem de ano totalmente diferente das outras porque em vez de pensar em mim tive a possibilidade de ajudar os outros e levar lhes muita alegria. Espero poder lá voltar e levar muito mais alegria para as pessoas que lá se encontram.” Joana Batalha “Mesmo doente lá fui eu para o Telhal, a dois dias antes da passagem de ano. Uma energia contagiante eu trouxe de la, no momento do adeus não queria vir embora, mas teve de ser e um até breve ficou. O mais marcante: os sorrisos e a felicidade dos doentes.” Filipa Freire “Gostei mesmo muito. Foi uma experiência a repetir. Aquelas pessoas ficam felizes e dão imenso delas enquanto nós lhes damos um simples abraço, con-versa ou até mesmo um sorriso.” Sara Batalha Esta foi a minha estreia em missão, uma semana que me fez crescer e ver o outro lado de uma realidade totalmente diferente. Cheguei com um pouco de receio, não sabia mesmo o que fazer, mas tudo mudou quando o à vontade e a alegria daquela gente me contagiou! Com o tempo já nos pediam para os tratar por tu… Foram momentos de intensa aprendizagem, pois ali entendi a importância de um simples sorriso, descobri que só vivendo em comunhão podemos ser felizes. E que sentido levam aquelas pessoas na vida!? Foi a parte mais chocante da minha missão, perceber que aquelas pessoas nunca vão ter uma vida como cá fora, nunca vão estudar, nunca vão ter um emprego, e que alguns deles, nem nunca conseguirão levar a comida à boca com as próprias mãos! Contudo, sei que ali, no Pousal, são amados como são, como verdadeiros filhos de Deus! Quando cheguei a casa perguntavam-me: Então, gostaste? Foi muito difícil? E eu, com um sorriso na cara, até achei estranho estar a explicar e não precisar de fazer gestos para me entenderem! Mas, sim, claro que gostei, e quero repetir! Decerto se criou uma empatia com muitos deles que não tornou fácil a hora do adeus. Mas, em breve voltarei!! José Ribeiro #CL de Cernache do Bonjardim

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Outro Campo de Missão foi o Telhal, onde foram 5 jovens da Achada com ótimo projeto “Find@ no” foram desafiados a fazer uma passagem de ano diferente. Estiveram nesta aventura entre o dia 28 de Dezembro até dia 1 Janeiro.


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JMV em Missão Este ano as nossas férias da Páscoa começaram de maneira diferente; começaram talvez, da melhor maneira para nós, e da pior visto na mentalidade de muitos outros jovens. A 1ª semana, foi dada ao outro, pois conseguimos partilhar o nosso tempo com ele, e assim oferecer a nossa alegria, que foi inteiramente recompensada com toda a humildade, força, felicidade,… de todas aquelas pessoas. Esta experiência foi … única, foi talvez a melhor experiencia que alguma vez já tivemos, os sentimentos que vivemos foram tao profundos que quase nem dá para explicar. Quando chegamos ao Externato, tivemos uma pequena formação, que foi sem dúvida muito interessante, em que conseguimos aprender muitas coisas. Foi de certeza preparada/dada com muito amor e entrega (por isso agradecemos desde já, a quem a deu e preparou). No dia seguinte começou então esta nossa aventura, se o podemos chamar assim, tínhamos um programa que tínhamos de cumprir, e mil e uma coisas para fazer. Tínhamos os idosos, os sem-abrigo e as crianças, como fazíamos um pouco de tudo, tínhamos de saber digerir muito bem as nossas emoções, o que por vezes era muito complicado. Da parte da manhã estávamos no lar das irmãs e na creche, são duas áreas bastante diferentes, mas que adorámos. Na creche estávamos com crianças muito pequenas, dos 2 a 3 anos, as crianças só queriam brincar e que lhe lesse-mos histórias, era sem dúvida algo intenso. Mas, e o lar das irmãs? Este era onde nos sentíamos felizes, da parte da manhã estávamos com irmãs já de idade com grande experiência de vida, onde elas nos contavam histórias brilhantes, onde elas nos contavam o que faziam quando eram mais novas, contavam as suas experiências a fazer missão, contavam sempre tantos episódios, que nós às vezes até parávamos, e ouvindo todas aquelas coisas pensávamos “No meio disto, nós não fazemos nada.”, mas apercebemonos que não, como certas irmãs que ali se encontravam já não falavam, nos não conseguia-mos estabelecer conversa com elas, mas aprendemos que, elas ate podem não falarem para nós, mas sentem ali a nossa presença, e ás vezes só isso muda o dia daquela pessoa, ao sentir a nossa presença, sentem a nossa alegria, e isso é o que realmente importa. Depois seguia-se a hora de almoço, que era onde partilhávamos o que já tínhamos feito durante a manhã, e sempre que tínhamos dúvidas tínhamos ali uma pessoa que nos ajudava em tudo (obrigada Marta). Porém, o dia ainda ia a meio e muito trabalho ainda tínhamos para fazer, e assim era, dirigíamo-nos para os sem-abrigo, onde por vezes nos sentíamos um pouco inúteis, pois nada havia para fazer, pois eles tem as suas obrigações, mas percebemos que afinal havia muita coisa

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para fazer, foi lá que nos apercebemos, que nós temos tudo, e ainda andamos sempre a falar na crise, nós não sabemos é dar valor ao que temos, pois nunca nos falta uma refeição, não nos falta roupa, não nos falta a educação, … e nós nunca nos lembramos disto, só nos lembramos que queremos um ténis novos, e a minha mãe agora disse que não, … mas para que servem essas coisas, se o que mais importa não é isso, o que mais importa é o amor e a felicidade, aqueles sem-abrigo com quem estivemos, são pessoas muito simples que a única coisa que querem é um pouco de comida e alguém que lhes dê atenção. Por isso, às vezes havíamos de pensar mais nessas pessoas, e não exigir tantas bem materiais. No fim, voltávamos ao lar, no entanto já não era o das irmãs, era outro, em que ajudávamos a dar o lanche aqueles idosos e fazia-mos companhia a eles, cantávamos com eles, jogávamos com eles, … era espetacular. Com o dia quase a acabar ainda íamos até ao ATL, no principio não sabia-mos muito bem o que fazer ou dizer, mas logo que as crianças nos viram foram ter connosco e perguntaram o que estava-mos la a fazer e montes de perguntas, depois aí sim, corríamos, pulávamos, saltávamos, cantávamos, jogávamos, sei lá, fazíamos tantas coisas, aquelas crianças tinham tanta felicidade dentro delas, que era contagiosa, que era impossível estar triste ao pé daquela alegria toda, elas conseguiam dar-nos coragem para seguir em frente e continuar a nossa grande aventura, e assim era… Já contamos muitas coisas, mas ao mesmo tempo não contamos nada, porque só quem vive as coisas, é que as

consegue sentir verdadeiramente. Foi uma semana cheia de emoções que certamente iremos repetir. Houve uma única coisa que ainda não falamos, mas estamos sempre a tempo, foi o facto das irmãs nos terem acolhido como se fossemos da família, todo o amor e segurança que nos transmitiram, foi impecável. Foi o que nos fez sempre lutar para conseguir alegrar, todas as crianças todos os idosos, todos os sem-abrigo. Obrigado também a JMV, pois foi ela que nos proporcionou esta semana. Foi inesquecível, foi único, foi magnífico! Nádia Ferreira e Vasco Lopes #CL de Paialvo


JMV em Missão

Haviam utentes super divertidos e bem-dispostos. E outros que eram mais calmos e silenciosos (não que não tivessem a capacidade de falar, mas sim porque simplesmente não interagimos tanto com eles). Este, acho que era um dos pontos mais fortes desta aventura: o facto de nos termos integrado tão facilmente nesta comunidade e de sermos tão bem recebidos. Não só pelos utentes como também pelos funcionários e monitoras. Acho que um ponto assim, menos forte foi apenas e só o facto de ser complicado comunicar com alguns e de existirem utentes muito recentes na instituição, que mal os funcionários os conheciam. Mas tudo isso se resolveu, com alguns dias de total interação com eles, e, para comunicar: meia hora ou mais a fazer linguagem gestual, e logo se apanhava o jeito. Achei fantásticos estes dias. Não me arrependo nada. Aliás, comprometo-me a, se Deus quiser, lá voltar para o ano. Não só para matar saudades mas sim para observar a evolução de alguns. Aconselho vivamente a participarem, qualquer jovem que saiba abrir bem o coração, consegue facilmente aderir a este desafio. ;) Patrícia Gomes #CL de Cernache do Bonjardim

Há relativamente pouco tempo comecei a fazer voluntariado num lar de idosos. De início fui um pouco, como que, ‘’empurrada’’ pelo grupo de jovens a que pertenço, mas a ideia agradou-me. Na verdade não sabia o que me esperava… Nunca tido muito contacto com idosos e muito menos em condições mais debilitantes… e aí surgiram as inseguranças, os receios e a timidez. Como sempre gostei de fisioterapia foi precisamente nesta área que procurei ajudar e sem dúvida a formação que tivemos ajudou muito. Concluindo, sei que não ajudo muito em termos de trabalho árduo mas durante as horas que estou com os ‘’meus idosos’’ (como gosto de os chamar carinhosamente) procuro estar por inteiro, levar boa disposição e energia e penso que é mesmo disso que eles precisam. De alguém que mostre que o mundo sabe que eles existem e que os ama, como ama todos nós. Penso que não existem desculpas para não fazer voluntariado… como poderemos ficar quietos no nosso canto sabendo que há quem precise? E o importante mesmo é que cada um dê aquilo que puder dar de si. Jéssica Machado #CL de Mafra

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Decidi aventurar-me nesta missão. Dar um pouco do meu tempo aos muitos que precisam de atenção e carinho. Foi por isso que escolhemos a Santa Casa da Misericórdia do Pousal para fazer voluntariado durante seis dias, aproximadamente. Se dissesse que sempre estive calma, que nunca quis desistir e que não tive medo algum, estaria certamente a mentir. Precisava disto. Desta nova experiência. Tive medo, sim. Fiquei nervosa, sim. Duas horas antes queria desistir, voltar para trás e fugir: sim, queria. Mas houve alguém que me agarrou, e me fez acreditar que me apoiaria e estaria ali comigo o tempo todo. E realmente foi. Foi Ele quem me manteve forte, corajosa e bem-disposta. Ele e o parceiro de aventura que me acompanhou. Inicialmente, pensei que o nosso cargo ia ser mais simples. Do género: dizer umas piadas para animar os utentes e ouvir o que têm para contar. Apesar de não ter sido bem assim, não significa que tenha sido difícil. Diria antes: um verdadeiro desafio. Tínhamos que os ajudar. Acompanhá-los nas atividades que tinham, dar apoio às monitoras de salas e funcionárias, transportá-los até ao refeitório entre outros. E ajudávamos nas refeições. Quando nos deram tal tarefa, sinceramente, jurei que não seria capaz. Mas qual quê?! Foi completamente diferente do que eu esperava.


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JMV em Missão No Externato São Vicente de Paulo, em Lisboa, entre os dias 22 e 27 de Julho de 2012, 7 meninas pertencentes á Juventude Mariana Vicentina decidiram tirar um pouco das suas férias para colocar algumas das suas qualidades em prática com idosos, no Lar Santa Catarina de Labouré, na creche e jardim de infância, nos imigrantes e também no Lar de Santa Luísa onde se encontram as Filhas da Caridade. Durante 6 dias, 3 meninas de centro local de Cucujães (Tânia Silva, Márcia Almeida e Ana Rita Teixeira), a Isabel Vilhena de Santiago do Cacém e 3 meninas de Carvalhal (Sandra Pires, Mónica Pires e Margarida Lourenço) conviveram entre si e com diferentes realidades. No Lar de Santa Catarina de Labouré, ajudávamos os idosos, conservamos, levamo-los a passear no jardim do externato e ajudávamo-los a comer, basicamente fazíamos tudo que estivesse ao nosso alcance, até mesmo colocar os pratos ou outras coisas para as refeições do dia. Na creche e jardim de infância dávamos de comer ás crianças, mudávamos as fraldas e brincávamos com eles. Quanto aos imigrantes, nós ajudávamos a preparar os lanches para lhes dar, assim como lhe servíamos os almoços, ajudando sempre a fazer o que era necessário na cozinha. Os imigrantes são pessoas de diferentes etnias e nacionalidades, que não têm maneira de suportar o custo das refeições, sendo alguns deles sem-abrigo. No Lar de Santa Luísa fazia-se tudo o que era necessário, mas essencialmente conversávamos comas irmãs. No 1ºdia a Liliana e a Nita falaram-nos um pouco de missão e qual seria a nossa. Todas as noites depois de jantar, a Irmã Maria Adélia dava-nos uma formação. No 2º dia, conhecemos uma grande mulher, a Sr. Celeste (91 anos) que nos falou sobre a sua vida e a experiência de ter sido diretora da primeira prisão de mulheres durante muitos anos. A Irmã Maria Conceição da Silva, no 3º dia, falou-nos da vida de São Vicente de Paulo. Na quarta-feira, a Irmã Maria Adélia mostrou-nos a Igreja central e de seguida fomos visitar o jardim do Campo Grande. Na quinta-feira, a Irmã levou-nos para o jardim do externato onde falamos sobre diversos assuntos e aproveitamos também para voltar um pouco à infância e andamos no parque das crianças. Foi uma experiência enriquecedora a todos os níveis, pois fizemos tarefas que não estamos habituadas. No primeiro contacto com a verdadeira realidade foi um pouco assustadora, mas nada que como o primeiro contacto mudou as emoções, de medo para alegria, felicidade, um sentimento de satisfação ao ver aqueles sorrisos. Cada pessoa era diferente, mas um obrigado deixava-nos muito felizes e realizadas. Há a alegria de ser sincero e de ser justo; há porém mais que isso, a imensa alegria de servir. #CL de Cucujães

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JMV em Missão bem empregue!)

- Depois os habitantes da casa. São tratados como família. Os mais autónomos, têm autonomia. Os que precisam de mais atenção, recebem-na! Fiquei, por exemplo, curioso em ver um elevado desejo de cigarros e cafés em muitos deles. E, de forma também muito controlada, em Mas depois lá me convenceram a ir. Meio curiosidade, como lhes são dados. Por quê privar desse prazer quem já meio sentimento de responsabilidade, disse SIM a este teve tanta coisa privada na vida? desafio. Mas acho que nunca me cansarei de dizer que são Felizes Já conhecia outras instituições com funções semelhantes. lá. Estas “crianças” grandes e de diferentes idades, partiSentia-me preparado para o que ia encontrar. Ainda lham dessa mesma inocência das crianças e basta um assim, a surpresa foi tão grande e tão gratificante… Não abraço ou um sorriso para colorir o seu existem propriamente palavras para descremundo! ver o que enconO trabalho do voluntário trei e o que vivi. não é fácil. Algumas das Apenas posso unidades têm pessoas agradecer à instimuito dependentes e tem tuição, a quem de se ajudar em tudo… comigo partilhou Desde a alimentação, ao esse fim de semana banho e ao deitar… e, principalmente, a Outras unidades têm quem me convenpessoas muito activas e ceu a sair do meu que requerem muita conforto para esta atenção… e como são aventura… uns quantos, temos de A dimensão da Casa, a Organização, o Acolhimento. Perfeito!

nos dividir para que a nossa atenção chegue a todos.

O Telhal é um mundo… Uma cidade onde se dignificam e se respeitam pessoas diferentes… Onde tudo se faz para que estes sejam felizes! Onde se é feliz com eles.

Provavelmente não se lembrarão de nós. Todas as semanas, felizmente, são visitados por um grupo novo… E não marcamos assim tanta diferença. Para eles. Nós vimos comPartilhando um pouco das minhas expe- pletamente transformados! Lá existe quem nos pergunte o nome de 10 em 10 minutos mas nós, ao fim de alguns riências: momentos de partilha, já não nos esquecemos deles nun- Fomos recebidos pelo Sr. Fernando e vê-se o prazer que ca! tem com o que faz. A forma como se dedica. Tantos anos depois de começar a colaborar com o Telhal, o brilho no Acho que apenas posso dizer, façam-no! Visitem esta olhar é a prova de que se sente feliz. E é sempre tão bom casa. Vão lá, nem que seja, apenas um domingo particifalar com uma pessoa que conhecemos à algumas horas par na Eucaristia. Vão ao bar e bebam um café com eles. como se amigos de sempre fossemos. Partilhou as aven- Vejam como ser diferente e especial não é contagioso turas da ida a Roma, as dificuldades da casa e a forma nem significa o que de mal se pensava no passado… Estas como se organizam (Percebi perfeitamente o porque de pessoas e estas doenças não são castigo divino mas sim nos pedirem a colaboração financeira por causa da ali- um desafio a mostrarmos o que de melhor temos em nós. mentação… E não posso deixar de salientar o que tam- A sua integração e humanização são o que fazem de nós bém já me tinha sido dito… Da parte do Telhal sempre pessoas! ficou claro que nunca seria por essa questão que deixaría- Muito obrigado por esta experiência que certamente mos de fazer o voluntariado! Se pudéssemos colaborar, repetirei! tanto melhor, caso contrário, como em tantas outras coiRui Fialho #CL do Catujal sas, uma solução se arranjaria! Mas foi um dinheiro tão

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Quando primeiro me falaram em ir ao Telhal não fiquei particularmente entusiasmado… Passo a semana a trabalhar e depois, no fim-de-semana, em vez de descansar, ir fazer voluntariado… Trabalhar mais e continuar a levantar cedo! E logo eu que sou tão preguiçoso. E, para mais, ainda íamos pagar para fazer voluntariado!!!


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JMV em Missão A casa de saúde do Telhal alberga pessoas com doença mental em programas de reabilitação, e portadoras de outras patologias, a missão foi feita em conjunto com jovens crismados recentemente, que puderam praticar e viver durante aqueles dias o espírito vicentino. Quando cheguei ao Telhal não sabia bem o que ia lá fazer e nem o que era aquilo. No primeiro dia ao conhecer o espaço e as pessoas confesso que fiquei um bocado "assustada" mas depois no segundo e terceiro dia começei a fazer amigos. No final de cada dia estava exausta mas o cansaço que eu sentia fazia-me feliz porque sabia que tinha dado tudo o que tinha para dar aquelas pessoas e assim ficava com um sorriso na cara. No último dia a despedida custou-me muito porque dava para ver que já tinha feito amigos e assim entre abraços e beijos super puros despedimo-nos. E neste ultimo dia dei conta que queria lá ficar mais uns dias pois sentia-me tão bem como já não me sentia a muito tempo. Senti que nesses três dias pratiquei mesmo a Caridade com ações e gestos e não fiquei "presa" só pelas palavras. Muitas vezes falamos em Caridade mas só temos noção do que é realmente Caridade quando a praticamos na pele, e o Telhal é um lugar único onde podemos ter essa experiência. Sai do Telhal com uma nova visão para o mundo cá fora e passei a dar mais valor a pequenas coisas como um simples abraço ou uma simples conversa. Sei que eles agora podem não se lembrar de mim mas espero um dia lá voltar e encontra-los de novo, pois eu disse a alguns que um dia irei voltar. Experimentem e comprovem ... Inês Costa #CL do Catujal

O que fizeste este Verão? Jornadas! E que mais? O que fizeste ao teu irmão mais pobre? Encontraste Jesus? Sendo nós jovens vicentinos o nosso dilema é ajudar o mais próximo, ser a ajuda imediata, ser a ação. Este Verão senti que precisava de fazer alguma coisa. Eu como já conhecia a Irmã Celeste (Filha da Caridade) e o seu projeto de ajudar os sem-abrigo (Refeitório Social Rosália Rendu) foi fácil começar e ganhei logo uma amiga para a vida. Pena ser tão pequena a sala para tantas pessoas com tantos sonhos e tantos problemas e existem muitas mais pessoas que necessitam desta ajuda. As semanas foram passando e já não era a “menina” mas já era Anita, Ana ou até “Sra. Professora”, sim professora. Comecei a dar pequenas explicações de português ao Seco (imigrante guineense). Era engraçado quando estava a ler e, de repente, começava a rir simplesmente porque estava a ler e depois dizia que era milagre. Se calhar é por estas coisas que nunca me senti desmotivada, eu adorava e adoro o que faço. Hoje continuo a lá ir às 4ª feiras servir almoços e a ajudar o Seco no Português. Servir o próximo é o melhor que podemos fazer. Posso dizer com toda a certeza que este Verão foi um dos melhores da minha vida. Não foi graças às grandes praias e festas mas por encontrar Jesus tantas vezes e por ter orgulho de fazer parte desta família que é a JMV. Atreve-te! Ana Filipa Araújo #CL de São João Evangelista

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JMV em Missão

Nos dois primeiros dias, estive em contacto com crianças e jovens nas valências de creche, jardim-de-infância e ATL. Devido à minha experiência profissional, o início da minha missão assemelhou-se muito ao meu dia-a-dia, pelo que me senti bastante enquadrada e ciente das minhas funções. Nos restantes três dias, tive oportunidade de me relacionar com idosos, quer no Lar de Santa Luísa de Marillac (lar das Irmãs Filhas da Caridade), quer no Lar de Santa Catarina Labouré/Centro de Dia (lar frequentado por pessoas exteriores à Congregação). Nestes três dias, descobri a alegria de estar com idosos. Experienciei situações com as quais não estava habituada, o que me despertou muito interesse e vontade de repetir a experiência. Tive oportunidade de ajudar nas mais variadas tarefas. As que mais gostei foram: rezar o terço com os idosos, dar o almoço às Irmãs mais debilitadas e levar as Irmãs, em cadeira de rodas, a passear ao jardim. Na segunda e na quinta-feira de manhã, estive a ajudar a Irmã Celeste no refeitório que serve refeições a emigrantes que passam por muitas dificuldades e que através deste serviço têm a oportunidade de almoçar, levar para casa o lanche e o jantar, fazer a sua higiene pessoal e deixar a roupa para lavar. Por ser uma valência completamente desconhecida, foi a que mais gostei de descobrir. Todas as noites, tivemos formação com diferentes irmãs. Algumas deram testemunho da sua vida missionária, outras deram-nos a conhecer melhor as origens da Juventude Mariana Vicentina e a vida de Santa Luísa de Marillac, de Santa Catarina Labouré e de São Vicente de Paulo, modelos do espírito missionário. Durante esta semana de missão, tive a possibilidade de contactar com diferentes faixas etárias, diferentes nacionalidades e diferentes histórias de vida e isso, sem dúvida, enriqueceu-me como pessoa. Não é difícil fazer missão, basta entregarmo-nos ao outro, respeitando-o e mostrando-lhe que a sua vida tem valor. Ana Lúcia Delgado #CL de Alferrarede “Pouco mais há a dizer sobre a semana de missão além de que foi uma das melhores experiências que já tive enquanto JMV, e enquanto pessoa! Já fazia voluntariado regularmente, quer na JMV, quer em outros projetos, mas nunca algo contínuo. Posso dar inúmeros exemplos de atividades que tivemos durante esta semana e que me satisfizeram. No entanto, penso que aquelas que mais me marcaram foram os dias em que trabalhámos com os emigrantes. Achei incrível ver pessoas, com costumes e crenças tão diferentes, ali reunidos sem qualquer problema. É bom ver isso, especialmente num mundo em que os combates motivados por incompreensão são uma constante. Posso também mencionar a devoção das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo para com os utentes. Tive várias vezes a oportunidade de parar por um pouco e ver as irmãs trabalhar. É incrível a maneira como elas se entregam incansavelmente para ajudar o próximo, dia e noite. Quer fosse com os emigrantes, com os idosos, as outras irmãs, as crianças, e até os pobres por esse mundo fora, que tivemos a oportunidade de conhecer um pouco melhor através dos testemunhos das irmãs missionárias. Elas são uma inspiração para todos nós vicentinos, elas vivem o verdadeiro sentido de São Vicente de Paulo e isso foi algo que realmente ficou na minha mente, e espero que se mantenha durante muito tempo. Acima de tudo posso dizer que foi um desafio que excedeu em muito as minhas expetativas e espero que mais projetos venham, mais duradouros e com mais desafios.” João Paulo Pedro #CL de Alferrarede

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Em 2012, à semelhança de anos anteriores, a Juventude Mariana Vicentina organizou, durante o período de férias, várias semanas de missão. Este ano, por ter mais disponibilidade, decidi aceitar o desafio e inscrever-me. Assim, estive em missão no Externato de São Vicente de Paulo, em Lisboa, de 15 a 20 de julho. Inserida num grupo de quatro jovens, tive a oportunidade de fazer missão nas diversas valências do Externato.


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Região Centro em movimento No ano de 2011, ano de eleições na JMV, o Conselho Regional Centro elegeu também novos representantes para o próximo triénio tendo realizado as eleições em Carapito. Sempre com vontade de servir os novos elementos foram-se adaptando às novas funções e exigências. Os novos responsáveis do Conselho Regional Centro foram eleitos no dia em que se realizou também em Carapito a Celebração Mariana Regional Centro, a 28 de maio de 2011. Apesar da muita chuva que durante a tarde caiu a celebração correu bem.

Encontro Regional Centro. Como é habitual, o Centro Local de Cucujães tem a tradição da boa organização de encontros, não só pela longa experiência, mas também pela dedicação que coloca em cada um. Este foi um encontro em que se cumpriu tudo o que se tinha proposto. Foi um dia pleno tendo terminada com a homenagem (mais que justa) à Irmã Conceição Laranjeiro que estava a comemorar os 60 anos de vocação.

Já neste ano de 2012, a 10 de março, foi em Fornos de Algodres que se realizou o Retiro Quaresmal Centro. Num dia que não se mostrava muito sorridente, o encontro começou logo por No dia 5 de outubro, a ser presenteado com uma região centro deslocou-se elevada participação o que em peso a Lagares, para leva a querer que os nossos participar no Encontro da jovens continuam a fazer da Família Vicentina. Sendo a quaresma um verdadeiro tempo de retiro e reflexão, que primeira vez que a maioria participava num encontro despor certo levou a uma boa preparação para a Páscoa. ta natureza, por certo trouxeram boas memórias, dum encontro que, ainda que um pouco diferente, continha Seguiu-se o Encontro Regional Centro Sub-16, em todo o espírito vicentino. Orgens, nos dias 9 e 10 de junho. Sobre o encontro, este Nos dias 28 e 29 de outubro, o Conselho Regional Centro teve também aprovação geral, de onde se destacou a recebeu de braços abertos o Conselho Nacional na região excelente Celebração Mariana. Servindo o propósito para tendo em conjunto feito as visitas a Orgens (28) e Carapi- que foi criado, eram vários os jovens sub-16, que assim to e Fornos de Algodres (29). A visita a Cucujães foi feita puderam ter o primeiro contacto com a JMV. a 11 de novembro. A 27 de novembro, dia muito importante para a JMV, a região centro deslocou-se a Cucujães para participar no

Sérgio Caseiro #Vogal de Imprensa do CR Centro

Atividades do Conselho Regional Norte Mais uma vez, como tem sido habitual, a Câmara Municipal de Felgueiras (CMF) organiza atividades de forma a embelezar a cidade, e assim também ajudar as várias instituições/associações nela existentes. Como não podia deixar de ser a Juventude Mariana Vicentina (Região Norte), é uma das associações a participar nessas atividades. O que nos é pedido são coisas básicas, como, por exemplo, um Presépio e um Espantalho, tudo construído com materiais recicláveis e reutilizáveis. Deste modo acabámos por nos expor e de alguma forma publicitar a Associação, sendo uma forma simples e lucrativa de nos darmos a conhecer. Lucrativa? Perguntam vocês. Sim. Isto porque apenas pela inscrição a CMF dá-nos o prémio de 100€.

Ida Morais #Vogal de Imprensa do CR Norte

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Encontro Nacional de Formação de Animadores em Fátima

Começámos esta formação por perceber a importância do acolhimento. O animador tem de ser acolhedor para os jovens que chegam; tem de dar as boas-vindas e mostrar aos jovens a grande graça que é poder contar com a sua presença. Também na nossa vida é importante saber acolher o nosso próximo, estabelecer uma relação de partilha e de comunhão, criando laços com quem nos rodeia. Para demonstrar a importância do acolhimento, fomos convidados a acolher as pessoas com quem nos cruzássemos nas ruas de Fátima. Para isso, saímos à rua e distribuímos “ABRAÇOS GRÁTIS” àqueles com quem nos cruzámos. Foi uma atividade muito rica, pelas diferentes pessoas que encontrámos e por percebermos que um simples abraço fez a diferença no dia, na vida, de algumas pessoas. Outro ensinamento importante deste encontro foi o de que “Comportamento gera comportamento”. Ou seja, a forma como nos relacionamos com os outros influencia a forma como eles se relacionam connosco. Por isso, atitudes positivas geram atitudes positivas, e atitudes negativas geram atitudes negativas. O balanço deste encontro de formação é francamente positivo, pois aprendemos novas formas de nos relacionarmos com os jovens, as quais serão um auxílio determinante para cativar os jovens para o caminho de Cristo. António Clemente #Vogal Nacional de Informação e Comunicação

Acampamento de Verão da JMV do Catujal No dia 20 a 22 de julho, o grupo do Catujal realizou o acampamento em Porto Covo. A aventura começou logo na partida e na chegada não foi diferente, pois o suposto parque em que íamos acampar estava abarrotado. Por momentos a praia pareceu-nos a melhor solução e foi à beira da mesma que fizemos a refeição da noite. Após o jantar surge o plano B de acampar num outro parque, e foi aí que ficámos todo o fim de semana. Passámos os dias na praia a jogar vólei, cartas, correr e dormir. Na noite de sábado fizemos uma oração na praia com membros do Centro Local de Santigo do Cacém. Foram ótimos dias de descanso, após um ano cheio de atividades. Arcelindo Gomes #CL do Catujal

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No fim de semana de 21 e 22 de janeiro, o Conselho Nacional da Juventude Mariana Vicentina organizou um Encontro de Formação de Animadores, em Fátima, no qual também participaram alguns jovens da JMV de Alferrarede.


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Baile de Carnaval em Refontoura No passado dia 20 de fevereiro de 2012 realizamos um Baile de Carnaval com a ajuda do Grupo de Vicentinos da nossa freguesia. Esta atividade teve como finalidade angariar fundos para a compra de camas articuladas para a Conferência Vicentina, pois nos dias de hoje é cada vez mais importante ajudar os que mais precisam. O baile foi uma atividade com muito sucesso, os participantes divertiram-se muito e todos estiveram muito unidos a trabalhar nesta causa. #CL de Refontoura

Encontro Fátima Jovem 2012 No fim-de-semana de cinco e seis de Maio decorreu mais um Fátima Jovem, onde estiveram presentes jovens católicos, das dioceses de norte a sul de Portugal. No sábado tivemos um “peddy paper” nos Valinhos, onde houve muita alegria e diversão, de seguida tivemos um momento de Saudação a Maria na capelinha das aparições. Foi um momento onde nos dedicamos e rezámos por ela. No fim da tarde decorreu um concerto no Parque 2 pela banda T, onde nos divertimos e transmitimos a nossa alegria e entusiasmo aos outros de forma que se divertissem como nós. No decorrer da noite houve o rosário seguida de procissão das velas, onde a JMV esteve presente mas de outra forma, estivemos a ser representados por cinco elementos que leram os mistérios. Pelo fim da noite decorreu uma vigília no auditório Paulo VI. No domingo de manhã estivemos a assistir a missa no recinto do santuário. Foi um encontro cheio de alegria, boa disposição, partilha, e sobretudo muita diversão! Cláudia Sousa #CL de Paialvo

VII Encontro Nacional da Família Vicentina — Região Norte Como todos sabemos, este ano o encontro da Família Vicentina foi feito em moldes diferentes. Não porque assim o quiséssemos, mas teve de ser! Como tal, ficamos divididos por regiões, no norte o VII Encontro da Família Vicentina realizou-se no CEO- Felgueiras, com mais ou menos 400 pessoas representantes de todos os ramos da família. Podia descrever tudo o que fizemos durante o dia. Podia contar-vos como foi bom o acolhimento, a oração da manhã, podia mostrar-vos em palavras o quão interpelativo foi o tema e o trabalho em grupo. Podia explicar-vos como foi o tempo de convívio, e as atividades durante o mesmo, a Eucaristia. Podia fazer um grande texto, muito completo e bonito, mas não vou (não vamos) conseguir passar para as palavras tudo o que sentimos, o que vivemos e aprendemos naquele dia! Foi um verdadeiro encontro de família. A partilha, o convívio e a aprendizagem fizeram-se notar mais ainda, pelo infeliz ou feliz contratempo das obras no Paulo XI, nos terem levado á separação por regiões. #CR Norte

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Rally das Sopas em São João Evangelista

Este evento trás sempre à nossa comunidade bastante diversão num ambiente mais descontraído e de convívio, houve também atuações de grupos de dança (latina e africana). O grupo da JMV em S. João Evangelista com este evento conseguiu comprar um projetor, onde irá ser utilizado nas reuniões e em diversas atividades. Por último S. João Evangelista agradece a todos aqueles que nos ajudaram e que tiveram presentes que tornaram este evento mais uma vez num sucesso. #CL de São João Evangelista

JMV Mafra participa no VIII Festival Vicarial da Canção Jovem No passado dia 21 de abril, realizou-se na associação de moradores de Ribamar, o VIII Festival Vicarial da Canção Jovem onde os jovens de Mafra competiram por um lugar no Festival Diocesano, juntamente com os grupos da Achada, Malveira, Milharado e Santo Isidoro. O festival tinha como tema “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos!”, citação de São Paulo na Carta aos Filipenses. Assim sendo, foi proposto aos grupos de jovens que, inspirados nesta citação, criassem uma canção original, que no dia 21 de Abril apresentariam ao público. Para além de serem atribuídos os prémios dos três primeiros lugares, foram também atribuídos os prémios de melhor letra, música, canção e grupo mais animado. Num espirito de fé, união e diversão, os vários grupos proporcionaram ao público que os acompanhou durante toda a noite, um ambiente de animação e de alegria. Depois de muitos ensaios, de muitos altos e baixos, todos atuámos e no final a canção vencedora foi “Deixa-te envolver pela fé!”, canção original da Malveira. Quanto a nós, jovens de Mafra, foi com grande alegria e euforia que recebemos o prémio de melhor música bem como o segundo lugar do pódio com a nossa canção “Encontra a tua Alegria!”. Esta atividade serviu para unir ainda mais o grupo e para encontrarmos a verdadeira alegria de Jesus Cristo.

#CL de Mafra

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No passado dia 24 de março realizou-se a segunda edição do rally das sopas em S. João Evangelista. Depois do sucesso da primeira edição a JMV em S. João Evangelista decidiu apostar de novo neste evento, que consiste num concurso de prova de várias sopas.


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Caminhada Mariana da Região Norte da JMV A Região Norte da JMV organizou, no passado dia 1 de maio, uma caminhada Mariana, na qual todos os grupos da zona foram convidados a participar, caminhando desde os seus centros locais em direção a Felgueiras para nos juntarmos todos e seguirmos até Santa Quitéria. Talvez por ser a primeira vez que se realizou esta atividade, as expectativas eram altas e nem o mau tempo que se fez sentir durante os primeiros minutos de caminhada impediram os jovens de seguir o seu percurso até ao fim. Participaram cerca de 50 pessoas, contando com os jovens e todas as pessoas que se quiseram associar à atividade. Ao longo do percurso até Felgueiras, os grupos tinham uns pequenos textos de reflexão sobre Maria e questões para serem debatidas, de forma a criar um espírito peregrino e Mariano. Quando os jovens se encontraram organizou-se a caminhada, recitando-se o terço até Santa Quitéria, onde foi celebrada a Eucaristia. No fim da Eucaristia realizouse um almoço partilhado. Pretendia-se iniciar o mês dedicado a Maria com uma atividade simples e jovem, de forma a unir os jovens da Região Norte e a fazê-los sentir Filhos e Filhas de Maria. Após uma avaliação feita por parte da equipa do Conselho Regional e, conscientes de que há aspetos a melhorar, considerou-se que esta atividade teve bastante sucesso e deverá ser incluída nos planos anuais de atividades dos próximos anos.

Filipa Meneses #Presidente do CR Norte

JMV de Carvalhal participa em Festival de Doçaria Nos passados dias 13, 14 e 15 de julho de 2012, o Grupo de Jovens JMV do Carvalhal foi convidado a representar a freguesia do Carvalhal na 1ª edição do Festival de Doçaria e Artesanato organizado pela Sociedade Recreativa do Souto. O Festival de Doçaria e Artesanato teve como objetivo juntar as 5 freguesias do norte do concelho de Abrantes: Aldeia do Mato, Carvalhal, Fontes, Martinchel e Souto, e mostrar o que de melhor se faz nelas em Artesanato e em Doçaria. A mostra incluiu um concurso de Doçaria e outro de Artesanato, com os produtos expostos em stands individuais na Sociedade Recreativa do Souto. Avaliadas por um júri de 5 elementos, Carvalhal conseguiu o 1º e o 3º lugar no concurso de Artesanato. Além disso, a mostra também incluiu um serviço de refeições, sendo a JMV de Carvalhal responsável pelo jantar de sábado, dia 14. Ainda durante o fim de semana houve tempo para atividades ao ar livre, tais como caminhadas, canoagem e paintball e ainda, no dia 15, foi celebrada pelo padre Pedro Tropa uma missa campal no recinto da coletividade. São iniciativas como esta, que promovem a união e interação das comunidades, que serão sempre bem-vindas. #CL de Carvalhal

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JMV Alferrarede colabora com o Banco Alimentar Contra a Fome

À semelhança de campanhas anteriores, a Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede deu a sua colaboração, quer na arrumação dos alimentos no armazém do Banco Alimentar de Abrantes, quer na recolha de alimentos à porta do Supermercado Intermarché de Alferrarede. A Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede colabora com o Banco Alimentar contra a Fome há 10 anos. Esta colaboração não se resume às campanhas de recolha de alimentos, pois mantém-se ao longo de todo o ano, com a distribuição domiciliária mensal de alimentos junto das pessoas mais carenciadas de Alferrarede. Ana Lúcia Delgado #CL de Alferrarede

“Chá Vicentino” da JMV de Alcainça É do nosso conhecimento enquanto JMVs que a missão e caridade são grandes pilares da nossa instituição. Foi assim, que numa das nossas reuniões, surgiu-nos uma ideia de aplicar estes carismas aqui na nossa paróquia: o “Chá Vicentino”. O mais recente projeto do nosso grupo de propõe-nos visitas mensais a idosos que costumam estar sozinhos e que merecem alguma companhia de nós, jovens, que temos como obrigação dar apoio a quem mais precisa . Este tipo de atividades não é apenas algo de bom para os idosos, que ao serem visitados, arranjam companhia, atenção e animação que os tira da rotina, mas também para nós, que temos muito a aprender com estas pessoas que têm imenso para ensinar. Este projeto pretende difundir o espírito Vicentino, o espírito de missão, àqueles que tanto o necessitam. Tudo o que o grupo de jovens de Alcainça mais deseja é que o seu empenho no mesmo seja reconhecido por todos e, principalmente, pelos idosos que tantos estimamos. João Luís e Carolina Pires #CL de Alcainça

JMV Agilde comemora do Dia Mundial da Criança Incentivados pela alegria que advém dos sorrisos das crianças, a Juventude Mariana e Vicentina de Agilde, Sol Nascente em Movimento, festejou o dia mundial da criança no dia 3 de junho de 2012. Este evento realizou-se no adro da nossa paróquia, onde não faltou animação por parte de todos os que iam chegando ao longo da tarde. A adesão aos jogos e brincadeiras propostos pela JMV estendeu-se desde os mais pequenos aos mais crescidos, partilhando sorrisos e boa disposição. Vivemos num mundo em que nem sempre é atribuído o devido valor ás crianças, por isso é preciso continuar a fortalecer os laços de amizade e confiança com os pequenos que mais tarde serão a nova geração desta grande família, a JMV. #CL de Agilde

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Nos dias 26 e 27 de maio, realizou-se mais uma campanha de recolha de alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome, na qual foram recolhidas 68 toneladas de alimentos.


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Acampamento da JMV da Achada Como ativos e atentos que somos perante a nossa comunidade, acabamos por não ter muitos momentos de puro lazer e oportunidade de nos conhecermos um pouco melhor como grupo. Para tal acontecer, proporcionámos um acampamento para todos que durou 3 dias e resultou no reforço de muitos dos laços dos nossos membros. Viajámos de comboio, e posteriormente de autocarro até chegarmos ao parque de campismo de Foz do Arelho, onde o grupo aproveitou as suas merecidas férias. Uma coisa é certa, nunca se está completamente feliz e em paz sem a presença Dele, e para isso fizemos todos questão de O manter presente, como sempre. Desta grande aventura, tirámos algumas conclusões: não deixem comida no chão das vossas tendas, por mínimas migalhas que sejam, as formigas não perdoam. Não entrem na água sem fazer a completa digestão, a nós causou-nos uma longa chamada com a saúde 24, e muito importante, nunca se esqueçam que não há nada mais importante que reunirmo-nos à mesa com aqueles que chamamos de verdadeiros irmãos e rezamos para que o dia de amanhã seja tão feliz como o anterior. #CL da Achada

RECREIO, projeto de caridade da JMV de Paialvo 2011 Este projeto nasceu da necessidade detetada pelos jovens, de existirem crianças socioeconomicamente desfavorecidas e/ou crianças integradas em meios familiares desestruturados, que não beneficiam de ATL em tempos de férias escolares, na freguesia de Paialvo. A equipa de caridade (André e eu) começou em outubro de 2010 por elaborar o projeto, a planificar o modo de atuação e a motivar os outros jovens à participação na realização do ATL como voluntários. Como tal, definimos a data do ATL: 25 a 29 de Julho, o número e idade das crianças: 15 crianças dos 6 aos 10 anos, o número de voluntários com idade mínima de 16 anos. Entre outros assuntos delineámos os objetivos, os meios humanos e materiais e principais linhas de ação. Percebemos que a equipa organizativa teria de ser alargada, dai integrarem na equipa a Cláudia e a Nádia e podemos também contar com a colaboração das vogais de missão, Catarina, Sofia e Vanessa. Quanto à viabilidade financeira, embora tivéssemos uma verba para este fim, a concretização do Projeto dependia em muito dos patrocínios que conseguíssemos. Apesar de muitos obstáculos conseguimos angariar patrocínios em Tomar e no Entroncamento e até tivemos um Donativo muito generoso que garantiu a realização do Projeto. Mesmo assim o valor das despesas foi superior ao que estava orçamentado. As dificuldades não pararam por aqui, não conseguimos concretizar tudo como havíamos planeado em tempo útil: como contactar as famílias, os professores, os voluntários, por isso foi necessário integrar na equipa mais uma pessoa, o Fábio. As semanas que antecederam o ATL foram bastante intensas, desde preparar toda a logística, organizar a estrutura do ATL, coordenar a formação de voluntários, à gestão das equipas de voluntários (Animadores, Logística). A organização deste projeto foi um grande desafio principalmente porque nunca havia planeado um projeto desta dimensão à distância; no entanto foi uma experiência muito gratificante e positiva. Valeu a pena saber pelos Sorrisos dos voluntários que contribuímos para a Felicidade de 17 crianças durante 5 dias. Muito bem, muito bem, muuuito bem…! Ritalexandra Bemposta #CL de Paialvo

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Encontro Nacional FAMVIN em Lisboa e Salvaterra de Magos

O acolhimento foi feito às 10 horas da manhã na Capela das Irmãs, onde se pôde começar com uma pequena oração conjunta. A seguir a este momento houve uma pequena abordagem do que era a Família Vicentina em Portugal, como poderemos ver a seguir: “A Família Vicentina é formada por um conjunto de congregações, organismos, movimentos, associações, grupos e pessoas que, de forma direta ou indireta, uns fundados pelo próprio São Vicente de Paulo, outros porque têm o carisma vicentino e a sua inspiração e dedicação aos Pobres.

O Encontro Nacional da Família Vicentina em Salvaterra de Magos, correu muito bem. De manhã debatemos o tema que era a pobreza no mundo, visualizámos alguns powerpoints fornecidos pelo Padre Nóbrega, depois disto em grupos fomos responder a algumas questões sobre ser vicentinos e que poderíamos fazer para combater a pobreza que existe em todo o mundo, mas em especial falamos da nossa região e como seriamos capazes de solucionar alguns problemas na nossa região. Depois juntámo-nos de novo para ouvir as opiniões das outras associações vicentinas como as Conferências Vicentinas, a JMV entre outras.

Existem por todo o mundo cerca de 165 grupos, que têm como herança comum: - O reconhecimento de São Vicente de Paulo como fundador ou como fonte de inspiração; Uma acentuada orientação para o serviço dos Pobres; Uma espiritualidade baseada na experiência de São Vicente de Paulo, com ênfase especial na caridade concreta e prática, vivida na simplicidade e na humildade. A Espiritualidade Vicentina caracteriza-se pela sua encarnação no mundo, por tornar visível no meio dos mais Pobres a salva- No convívio depois de almoço, a JMV realizou uma ção que vem do Senhor.” pequena encenação sobre São Vicente Paulo. De seguida A sigla FAMVIN está marcada por essas linhas, simboli- outros grupos apresentaram o que tinham preparado . zando o compromisso com o mundo. A Missão confiada à A meio da tarde tivemos uma Eucaristia animada pela Família Vicentina desde São Vicente de Paulo é o anúncio JMV de Marinhais, no Capela perto do sitio onde estiveda Boa Nova aos Pobres, a partir da óptica do Cristo mos reunidos durante o dia. E assim se passou mais um Pobre. A outra missão da Família Vicentina é descobrir no Encontro Nacional da Família Vicentina, este ano um rosto de cada Pobre o rosto do Senhor Crucificado e Res- pouco diferente mas muito produtivo. Bem Hajam suscitado. Cada rosto é uma imagem do Senhor que se Ana Simões #CL de Marinhais apresenta a nossos sentidos e questiona a vocação mis-

Torneio desportivo do Catujal Em março, pegámos nos nossos fatos-de-treino e no espírito de equipa e seguimos estrada fora a caminho do Catujal. O torneio era composto por 3 modalidades: futsal, basquetebol e voleibol. A Achada manifestou-se em peso e conseguiu levar para casa a maioria dos prémios. Ao final da noite, o Catujal proporcionou um momento de descontração e dança para todos os participantes, o baile de carnaval, com o tema: Anos 70, 80 e 90. Foi muito original e funcionou muito bem. Resta só dar as nossas felicitações à JMV do Catujal pela maravilhosa organização do torneio, em nome da Seara de Cristo, os nossos parabéns e um obrigado pela possibilidade de tantos momentos de descontração e diversão. #CL da Achada

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No passado dia 05 de outubro, realizou-se o VII Encontro sionária de toda a Família. da Família Vicentina no Externato das Filhas da Caridade, Ricardo Paulo #CL do Sobreiro mais concretamente no Campo Grande (Lisboa). Alguns jovens do nosso Grupo de Jovens juntaram-se à sua Família havendo, durante a tarde, uma pequena animação que esteve a cargo da Juventude Mariana Vicentina, tendo sido a Eucaristia também animada pela JMV.


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Natal solidário da JMV de Alferrarede VISITA DE NATAL AO CENTRO DE DIA DE ALFERRAREDE A Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede fez uma visita de Natal aos idosos do Centro de Dia de Alferrarede, no dia 21 de dezembro às 14h, tal como tem feito nos anos anteriores. Queríamos levar um pouco do espírito de Natal e Alegria aos nossos “avós”. Primeiro, fizemos uma peça sobre um anjinho que tinha acabado de chegar ao céu. A peça invocava o verdadeiro sentido do Natal. Depois da peça, oferecemos aos idosos uns anjos de cartolina com uma palavra em cada. De seguida, falamos um pouco com os idosos, partilhando experiências e emoções, cantámos canções de Natal e lanchámos com eles. Para o próximo ano esperamos lá estar outra vez com a nossa alegria e com a boa disposição com que somos sempre recebidos! Tiago Pedro #CL de Alferrarede FESTA DE NATAL JMV PARA CRIANÇAS CARENCIADAS DA PARÓQUIA DE ALFERRAREDE No dia 22 de dezembro de 2011 realizou-se mais uma festinha de Natal para as crianças das famílias carenciadas que a JMV de Alferrarede apoia no âmbito da distribuição domiciliária de alimentos. Durante a tarde as crianças puderam desenhar e decorar anjos de Natal, ver um filme sobre “A verdadeira história do Capuchinho Vermelho”. Depois de visualizar o filme, ainda puderam assistir e participar numa peça de teatro de Natal. No final da peça, tiveram a visita especial do Pai Natal, com as suas renas. Como as nossas crianças se portaram bem ao longo do ano, o Pai Natal brindou-as com presentes. No final desta tarde divertida ainda foi possível partilharmos um lanchinho delicioso com as nossas crianças, antes de partirem para as suas casas. Pedro Dias #CL de Alferrarede VISITA DE NATAL ÀS CRIANÇAS DO CENTRO SOCIAL DE ALFERRAREDE

No dia 27 de dezembro de 2011 a Juventude Mariana Vicentina foi ao Centro Social de Alferrarede fazer um teatro para as crianças. A JMV fez um pequeno teatro sobre o Natal, com representação dos cinco continentes (África, Europa, Ásia, América e Oceânia). Nesta peça de teatro, o representante de cada continente levava um objeto para ofertar ao menino Jejus: África levou fruta, Europa levou uma mantinha para aquecer os pezinhos do Menino Jejus, Ásia levou arroz, América levou café e a Oceânia levou um cordeiro. Após a peça de teatro, cantámos músicas de Natal para as crianças, e as crianças também cantaram uma música para nós. Eu gostei muito de estar com aquelas crianças! Foi muito giro! Maria Cheles #CL de Alferrarede

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JMV da Achada participa no XI Festival Vicarial da Canção

#CL da Achada

Ateliers de Natal “Queremos Ser Esperança!” Ao terminar 2011, o grupo da JMV de Cernache do Bonjardim, resolveu criar uma atividade para as crianças do 1.º ao 4.º ano da cate-quese surgindo assim os ateliers de Natal “Queremos ser esperança”. O objetivo era mostrar aos mais pequenos o que é ser esperança e ensiná-los a dar alegria a quem a perdeu. Durante essas três produti-vas tardes, com a nossa ajuda, cons-truíram presépios, pintaram boiões que foram levar aos idosos do lar e do centro de dia. Os nossos “avós”, que nem sempre têm quem vá ao encontro deles, já ficavam tão contentes com a presença só do grupo quanto mais ao ver os pequeninos… Para mim esta atividade foi muito importante, pois foi uma for-ma de estabelecer várias pontes: en-tre o grupo de jovens e as crianças, e entre as crianças e os idosos, aos quais conseguimos levar um sorriso e um pouco de esperança na época natalícia. Patrícia Jacinto #CL de Cernache Do Bonjardim

Visita do Conselho Nacional à JMV de Refontoura No passado dia 13 de Novembro tivemos a alegria de ter entre nós o Conselho Nacional e Regional Norte da Juventude Mariana Vicentina (JMV); foi um encontro muito gratificante pois percebemos que todos estão unidos a nós e aos mais diversos centros locais para que possamos crescer cada vez mais como pessoas. Iniciamos o nosso encontro com a participação de todos na Eucaristia que animamos com os nossos cânticos. Quando terminou a Eucaristia fizemos uma pequena reunião para nos conhecermos uns aos outros bem como partilhar todas as nossas atividades e vivências. De seguida almoçamos todos juntos num ambiente de muita cumplicidade, percebemos mais uma vez que não estamos sozinhos na nossa caminhada. É bom saber que a distância é um obstáculo que podemos ultrapassar com força de vontade de crescer em Igreja. Temos assim na JMV uma escola para formar homens e mulheres que vivem e pensam nos outros. #CL de Refontoura

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A 21 de Abril de 2012, realizou-se a 11º edição do Festival Vicarial da Canção, onde a Achada ficou na terceiro lugar do pódio com o tema: És o Herói em Mim e levou também para casa o titulo de melhor claque. O festival realizou-se em Santo Isidoro, Ribamar e contou com a presença de quase todos os grupos da Vigararia.


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JMV Sem Fronteiras na Região Norte Foi no passado dia 14 de julho que se realizou mais uma edição do “JMV Sem Fronteiras”. Desta vez escolhemos a freguesia de Vila Fria para as atividades da parte da manhã e Pombeiro para a tarde. Tal como se previa, o dia foi muito divertido e cheio de atividades lúdicas que permitiu mostrarmo-nos e apresentarmo-nos aos jovens das nossas paróquias, que foram convidados e estiveram presentes, como um movimento de jovens alegres e dinâmicos. Estivemos cerca de 40 jovens, contando com 5 jovens da zona Sul que nos presentearam com a sua alegre presença. Da parte da manhã foi feito um peddypaper em Vila Fria, num dos percursos pedestres, entre pistas e algumas partidas feitas entre equipas, todos os jovens chegaram ao Parque de Campismo de Vila Fria para almoçar, local fresco, jovem e agradável, cedido pela Câmara Municipal de Felgueiras para a nossa atividade! Após o almoço bem reforçado, seguimos para o grandioso Mosteiro de Pombeiro, onde se seguiram jogos tradicionais, lanche, entrega de prémios e a Eucaristia celebrada pelo Sr. Padre Horácio. Filipa Meneses #Presidente do CR Norte

XV Acantonamento JMV em Castelo de Vide Mais um ano e, já pela segunda vez dirigimo-nos à bela vila de Castelo de Vide para mais um Acantonamento. Este ano o tema era “Mãe, estou aqui!” e como tal as espectativas eram altas, tendo em conta que o último acantonamento sobre Maria era (quase) unanimemente referido como o melhor de sempre. À semelhança do ano anterior, muitos eram que se estreavam naquelas andanças e, como tal, a confusão/curiosidade e a desconfiança eram visíveis no rosto de alguns. Depois de uma intensa celebração penitencial que lavou os olhos de todos os presentes, dirigimo-nos para uma fogueira, onde escutamos os já tradicionais testemunhos sobre a consagração a Maria, que deixaram alguns curiosos, outros receosos e outros simplesmente baralhados. Ao fim de uns dias a discutir o tema conseguíamos sentir que mesmo os que não se sentiam muito próximos de Maria começavam a ver que havia qualquer coisa de especial nela… Num dos momentos mais marcantes do encontro, o terço “das velhas”, uns tentavam perceber se os chamavam ou não a consagrar-se, outros tentavam lembrar-se das coisas discutidas em comunidade e sentir cada palavra das orações que repetiam. Chegado o momento da consagração, um grupo de jovens dirige-se ao altar para se comprometer com Maria. Ao ver aquele gesto, muitos dos presentes se emocionaram, ao recordar-se do momento em que também eles fizeram a consagração e rapidamente uma onda de abraços tomou conta da igreja. Era visível que não estávamos sós e que o Espírito Santo de facto descera àquele local… Mas não era tudo! Momentos depois fez-se também a consagração do encontro a Maria e aí sim, todos sem exceção se emocionaram e as lagrimas corriam na cara dos presentes! P ara mim, Maria não só aceitou como agradeceu abraçando e acarinhando todos os que ali se encontravam… Ao fim do encontro, todos saiam de ali com novas amizades, laços fortalecidos e, sobretudo, a certeza de que têm uma mãe no céu a olhar por eles. Alexandra Cruz #CL de Alcainça

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JMV Sobreira Formosa: II Retiro “Caminhar com Jesus e Maria” Com o coração aberto para acolher Jesus e Maria, começámos esta longa jornada. Na parte da manhã tivemos como tema “Caminhar com Maria”. O grupo fez uma caminhada pela vila da Sobreira e pela floresta. Ao longo desta caminhada o grupo pôde rezar a Maria e, ao mesmo tempo, divertir-se com jogos que tinham sempre uma moral, para além da brincadeira. Cada um teve a oportunidade de “carregar a cruz” e, no meio da dor, do sofrimento, do sacrifício e renúncia, sentir amor de Deus que nos tocava a cada passo. Depois de uma manhã profunda, mas cansativa, fomos almoçar para carregar energias. À tarde, tivemos como tema “Caminhar com Cristo” onde tivemos um momento de reflexão onde pudemos pensar na nossa “mãe Maria”. Neste mês de Maio, que é tão especial para nós, jovens Marianos, pedimos a Maria que olhasse por todos nós, que nos dê a paz e que nos conduza até ao Pai! O grupo tinha ainda feito mais planos no âmbito do tema da tarde, mas estes ficarão para um dia mais tarde. Em ambiente de alegria, o grupo ainda teve tempo para fazer umas pequenas pagelas em forma de coração para dar a todas as mães no Domingo seguinte, Dia da Mãe. Este foi sem dúvida um dia cheio, em que reafirmámos a nossa fé como jovens marianos e vicentinos e como grupo. Já estamos ansiosos pelo III Retiro. Patrícia Cardoso #CL de Sobreira Formosa

Peregrinação a Fátima da JMV de São Miguel O nosso grupo de jovens da paróquia de S. Miguel (Lousada), realizou no dia 3 de setembro a Peregrinação da Paróquia de S. Miguel a Fátima, dinamizando-nos com os dons recebidos do Pai, ao serviço da Comunidade. O dia começou bem cedo, mas logo animado com a presença do Padre Fernando. Ao chegar a Fátima realizamos a Via Sacra nos Valinhos até á Capela dos Húngaros, onde participamos na Eucaristia, organizada pelo nosso grupo. Após o almoço na casa das Irmãs em Fátima assistimos ao rosário na Capelinha das Aparições. De regresso a casa fizemos uma pequena paragem na freguesia UL para fazermos um lanche convívio, onde todos se divertiram a partilhar as experiências vividas naquele dia. Esta peregrinação teve como objetivo central criar um elo cada vez mais forte na comunidade Paroquial. Nesta peregrinação todos fomos capazes de dar testemunho da fé cristã, motivados a ir ao encontro do Pai, valorizando a oração como meio de proximidade a Deus. Sendo uma peregrinação e não um passeio, procuramos sempre estar em contacto permanente ao Pai, refletindo sobre o nosso ser, estar e fazer como cristãos, trazendo sementes daquela peregrinação, para serem lançadas à terra da Paróquia. #CL de São Miguel

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Foi no passado dia 5 de maio que se realizou o segundo retiro do grupo de jovens, em Sobreira Formosa.


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Encontro Regional da Família Vicentina em Mem Soares No dia 10 de Março, ao Juventude Mariana Vicentina lo que nos faz felizes. “Somos um pequeno rebanho”, rumou a Mem Soares para mais um Encontro da Família “uma minúscula semente” que tem de fazer a Vicentina ao nível da diocese de Portalegre-Castelo Bran- “fermentação da massa”. Alimentar a fé em nós é o desaco. fio que nos é colocado. É na nossa família, no E por falar em Família, nosso “pequeno rebaeste encontro não podenho” que devemos ria abordar melhor tema semear e “minúscula do que: “Família e Evansemente” e continuar a gelização”. Neste enconalimentá-la. A Família tro estiveram presentes Cristã é o primeiro vários ramos da Família caminho para a EvangeVicentina: As Filhas da lização. Esta Comunhão Caridade; Sociedade de S. da Família deve fazer-se Vicente Paulo; Juventude no e para o Mundo, tesMariana Vicentina; Assotemunhando este amor ciação da Medalha Milaem cada dia. grosa; Colaboradores da Missão Vicentina; Congregação da Missão; Associação Internacional das Caridades.

O almoço foi o momento privilegiado para o convívio entre mais novos e mais velhos, enfim entre todos nós Este dia começou com que só temos um objetiuma apresentação dinâvo comum: o carisma vicentino. A tarde deu lugar a um mica de todos os grupos e com muita animação das adutrabalho de grupo orientado pela Irmã Margarete, em feiras de Idanha-a-Nova e dos grupos JMV presentes. que tivemos desenvolver o tema da manhã. Terminámos Pessoas vindas de vários pontos da diocese partilharam este belo dia com a Eucaristia celebrada pelo Pe. Américo as suas experiências vicentinas. e animada pela JMV. O Padre Américo deu-nos “um pouco de si” falando sobre o tema. Começámos por uma leitura de S. Lucas que nos falava da missão dos discípulos de Jesus. A Evangelização Sofia Dias #CL da Sobreira Formosa é o nosso caminho, enquanto discípulos, comunicar aqui-

JMV de São Miguel organiza Dia do Idoso No dia 23 de outubro realizou-se o X Encontro do Idoso da paróquia de S. Miguel (Lousada) organizado pelo nosso grupo. Vivemos uma tarde onde todos os presentes se sentiram jovens. As dinâmicas que realizamos nessa tarde, peças de teatro, músicas, entre outras que permitiam a interação com os idosos, fizeram com que se expressassem alguns sorrisos. Existe algo mais bonito e satisfatório do que o sorriso de alguém? Cremos que não, e o destes idosos é particularmente compensador uma vez que é puro. Este Encontro contou com a especial presença da Sr.ª Dr. Cristina Moreira, Vereadora do Pelouro da Juventude e Ação Social da Câmara Municipal de Lousada, que felicitou esta atividade pois era notável o quanto produtiva tinha sido. O Encontro terminou com um lanche onde podemos estar mais de perto com os Idosos e perceber que realmente tínhamos sido capazes de proporcionar momentos muito especiais àqueles idosos, momentos em que foram capazes de sentir o jovem que ainda vive dentro deles. #CL de São Miguel

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Pai Natal passa em Refontoura

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Mais um ano passado e nós voltamos a pegar no nosso trenó, com duas rodas (as bicicletas) e fomos distribuir mais um pouco de alegria às crianças da nossa paróquia. Na véspera de Natal dia 24 de Dezembro montámos nas nossas bikes e voltamos a distribuir chocolates vestidos de pais natais, conseguindo manter o espírito natalício, esperando que esta iniciativa continue para o próximo ano. De bicicleta, de trenó, ou de qualquer outra forma era bom que as crianças de todo o mundo pudessem ter algo que as alegrasse no Natal. Mas como é difícil mudar o mundo, tentamos alegrar as crianças que nos rodeiam. #CL de Refontoura

Cortejo Etnográfico em Agilde Seguindo as tradições do concelho de Celorico de Basto, tivemos a honra de ser convidados a representar a nossa freguesia, Agilde, no cortejo etnográfico, no dia 29 de Julho, cujo tema se baseia nos costumes das aldeias. Assim consegue-se manter vivas as memórias dos velhos tempos tão humildes e felizes. A JMV levou a cabo um tema dos anos 40 e muito falado que é “ A aldeia da roupa branca”, acompanhados da tradicional “Tasquinha da calçada”. Com esta iniciativa, conquistamos a união, despertamos a curiosidade dos jovens para aderirem a este movimento e demo-nos a conhecer á população celoricense e arredores. #CL de Agilde

Peregrinação a Fátima a pé da JMV de Carvalhal No fim-de-semana 15 e 16 de outubro 2011, o grupo de jovens do Carvalhal e o grupo de jovens do Sardoal juntaramse e iniciaram a sua caminhada até Fátima. Às 6 da manhã, os dois grupos já estavam junto à igreja de Nosso Senhor dos Aflitos, para fazer uma oração de envio, junto dos nossos pais e do Senhor Padre Pedro. E foi assim que se iniciou a caminhada até Fátima. Caminhámos cerca de oito horas e meia até Paialvo, local onde por volta da hora de almoço chegámos e onde ficámos a descansar durante a tarde. Pelas 20h jantámos e de seguida participámos numa oração feita pelo grupo de jovens de Paialvo. Cerca da meia-noite fizemo-nos novamente à estrada. Chegámos ao Santuário de Fátima pelas dez horas da manhã: doía-nos tudo, mas assim que entrámos no Santuário, parecia que todas as nossas dores tinham desaparecido - “Senti que o cansaço tinha passado, que Deus e Nossa Senhora nos ajudaram a ultrapassar as dificuldades...”. Ao chegar, muitos choravam, não de tristeza, mas sim de alegria por termos conseguido atingir o nosso objetivo. Afinal, “a Fé é maior que o cansaço”. Inês Vermelho #CL de Carvalhal

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Retiro Quaresmal da Região Norte Quinze audazes jovens decidiram aceitar o convite do CR Norte e participar no retiro quaresmal no passado fim de semana, tendo este início na sexta-feira por volta da 22h. Os trabalhos começaram com uma pequena dinâmica de grupo e um momento orante diante da Cruz. O sábado começa bem cedinho com um pequeno almoço sempre controlado pelo João Pedro Ferreira seguido da oração da manhã. Nesta manhã dedicamos tempo ao "Encontro comigo mesmo", com textos de Paulo Geraldo e Max Ehrmann que a Isabel tão bem escolheu nesta parte do tema, que nos fizeram parar, escutar o nosso silêncio e entrar em conflito connosco mesmos. Feito a descoberta do nosso "Eu", foi hora de partir ao "Encontro com Deus" e há algo que exprime bem o nosso estado de espírito durante esse encontro: " Senhor, meu Deus, o teu silêncio confunde-me. Onde estás? Onde te escondeste? Nem sabes como te tenho procurado. já não tenho forças para procurar mais! Disseram que te podia encontrar nas igrejas. Entrei em várias e não te encontrei! Procurei-te em todo o lado, desde os que me rodeiam, até fui ao mar; mesmo aí, Tu não estavas. Ao procurar-te vi tanta dor, tanto sofrimento, tantas lutas, invejas, tudo me confunde, e Tu onde é que estás? Estou perdido, desisto de procurar, não posso mais. É então, que Tu surges dentro de mim. É incrível! Todo este tempo te procurei, e Tu estavas dentro de mim, corres-te para onde eu corri, viste tudo o que eu vi. Estavas dentro de mim, só que eu estava tão preocupado em encontrar-te que não te vi, não te senti. É no silêncio que Tu estás, dentro de nós, é no silêncio que te podemos escutar. É no teu silêncio que acolhes o meu silêncio. Tu estás sempre. Obrigado pelo teu silêncio. Obrigado pela tua disponibilidade, pelo teu acolhimento. Obrigado pela liberdade. Obrigado pela tua presença, porque sempre estás! Ajuda-me a ser peregrino, a procurar-te sempre mais na humildade e no silêncio." Neste mesmo dia, foi tempo para celebração penitencial e vigília Mariana. A celebração penitencial foi muito especial, dividida em duas partes: entre o fogo que queimou as nossas faltas e a água que nos purificou e nos fez relembrar o nosso Batismo. Já a vigília Mariana foi, digamos que diferente. Apenas com alguns textos, cânticos e experiência pessoal, esta celebração foi muito "nossa". É na manhã de domingo que surge o "Encontro com Jesus". Durante a caminhada na quinta, Ele faz-se ver de muitas formas pedindo-nos até para assumir um compromisso com Ele. O retiro quaresmal termina com a plantação de uma figueira, simbolizando assim o que ali foi descoberto em nós e com a Eucaristia ao ar livre. #CR Norte

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JMV de Agilde e JMV de São Miguel visitam idosos e doentes

É gratificante como um simples convívio de oração pode revelar sorrisos tão verdadeiros e felizes que transformam e os trazem de novo á vida. É um gesto que encanta tudo e todos com a sua magia. Assim se diz na tradição “ Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti…”. #CL de Agilde O nosso grupo, de S. Miguel (Lousada) realiza durante o ano algumas visitas aos idosos e doentes da freguesia, esta atividade é das mais produtivas para o nosso grupo pois ao amar o próximo, ao fazê-lo feliz ficamos felizes também porque esta partilha é algo que nos completa/preenche. E cada abraço, cada beijo, cada palavra amiga que recebemos deles são simples gestos que demonstram que se sentem amados, isso faz-nos sentir especiais, nós marcamos a diferença nas suas vidas. É tão bom ouvir um humilde “Obrigado!”. É desta que esta atividade se torna muito enriquecedora, gratificante e inesquecível tanto para nós como para os idosos e doentes. #CL de São Miguel

Comemoração do Domingo da Cáritas No passado dia 11 de Março foi o último dia da semana da Cáritas portuguesa. Recentemente a nossa paróquia associou-se a esta instituição e portanto decidimos dedicar este Domingo a este mesmo movimento solidário, para também assim dar a conhecer à nossa comunidade o importante papel da Cáritas. Foi logo no início da nossa Eucaristia que apresentámos um vídeo que fazia uma breve apresentação de tudo aquilo que a Cáritas precisa enfrentar, os seus objetivos e ambições bem como um incentivo à participação de todos! Tudo isto num vídeo chamativo repleto de cor e movimento acompanhado de uma lindíssima melodia… É de valorizar o contributo que a comunidade paroquial deu, não só no ofertório que reverteu a favor desta mesma instituição, mas também na venda de bolos de nossa iniciativa. Enquanto JMV recebemos de Vicente o carisma solidário, e portanto não podíamos deixar de o ser! Sê solidário, pois: “Edificar o bem comum é tarefa de todos e de cada um!” Maria Cardoso #CL de Sobreira Formosa

Magusto Paroquial em Refontoura No dia 20 de novembro, realizou-se na Refontoura o magusto paroquial e, como não poderia deixar de ser lá estivemos a organizar os jogos tradicionais. Foi uma tarde bem passada comendo castanhas quentinhas acompanhadas pelo bom vinho da terra e com a diversão que os jogos tradicionais despertam nas pessoas.

#CL de Refontoura

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Na Juventude Mariana Vicentina vive-se perante a solidariedade e caridade para com todas as pessoas, dando especial afeto àqueles que necessitam de mais atenção, como a população idosa. É neste pensamento que surge a ideia de fazer, continuamente, a visita aos idosos de maneira a dispersa-los por meros momentos da solidão, vivendo em fraternidade com todos os jovens integrados na visita.


A FECHAR

Reflexões do Assessor Nacional sobre a Carta Apostólica do Papa Bento XVI Apresento, em seguida, um brevíssimo resumo da Carta Apostólica de Bento XVI, «A Porta da Fé», pois, penso ser um excelente subsídio pastoral que deve ser conhecido e tido em conta na hora de definir os objetivos e de programar as atividades do próximo Ano Pastoral. 1. A«Porta da fé» (cf. At 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessá-la implica embrenhar-se num caminho que tem início no batismo e apenas conclui com a passagem através da morte para vida eterna. 2. O Papa recorda como tem insistido desde o início do seu pontificado na necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Constata que muitas vezes os cristãos preocupam-se mais com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé. Enquanto no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje, parece que, em grandes sectores da sociedade, já não é assim, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas. 4. Daí a decisão de proclamar um Ano da Fé, que se iniciará a 11 de Outubro de 2012 e terminará na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo a 24 de Novembro de 2013. Sublinhado com a comemoração do cinquentenário do II Concílio Vaticano e os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica e a realização da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos (Outubro 2012): A nova evangelização para a transmissão da fé Cristã. 6. Em um dos documentos do Concílio afirma-se: «que a renovação da Igreja realiza-se através do testemunho prestado pela vida dos crentes» (LG 8), nesta perspetiva, o Ano da fé, deve ser acolhido com um convite a uma autêntica e renovada conversão ao Senhor. 7. E, sublinha o Papa, hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de graça e de alegria. 9. Por tudo isto, nos convida o Santo Padre a confessar a fé com renovada convicção; por exemplo a fazer do Credo nossa oração diária; a intensificar a celebração da fé, particularmente na Eucaristia; e a um testemunho de vida que cresça na credibilidade. Em suma, a descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada. 10. Que nas comunidades cristãs, diz o Papa, se organizem percursos que ajudem a compreender melhor os conteúdos da fé e o ato pelo qual decidimos entregar-nos a Deus (cf. Rom. 10, 10). O conhecimento dos conteúdos não é suficiente, no entanto, é essencial para se dar o próprio assentimento com inteligência e vontade. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceite livremente todo o mistério da fé. 11 e 12. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem e devem encontrar no Catecismo da Igreja Católica um subsídio precioso e indispensável, nomeadamente, como grande instrumento de apoio para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. 13. Será decisivo, igualmente, repassar os dois mil anos da história da nossa fé e recordar o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. 14. Recorda o Papa, a concluir, que O Ano da Fé é, por tudo isso, uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente. É a fé que permite reconhecer Cristo sempre que se faz próximo de nós nos pobres e doentes. 15. Afé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do ressuscitado no mundo. Assim o possamos meditar para redescobrir a alegria de crer e de comunicar, testemunhando com obras e verdade, a fé em que, pelo batismo, fomos enxertados. p. Fernando Soares, CM #Assessor Nacional

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