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Escola EB 2, 3 - Padre Donaciano de Abreu Freire

Jornal do Agrupamento Escolas de Estarreja

ANO I - Nº 2

Março 2009

Artigos Falando de Música (página 14)

Corta Mato Escolar VAGOS (página 2 e 3)

Visitas de estudo dos nossos alunos (página 5 e 6)

Artigos

A importância do pequeno-almoço (página 8)

Na Escola Visitas ilustres à nossa Escola (página 7, 8 e 9)

-

PREÇO 0.75€

OPINIÃO Editorial “O que importa é partir, não é chegar.”

Indíce Editorial

Como “o prometido é devido”, o jornal está de volta, porque a dinâmica da Escola assim o exige e porque é necessário que toda a comunidade educativa comece a ganhar familiaridade com o seu jornal. É importante que os alunos reclamem a leitura de «O Donaciano», sintam necessidade de o ler, orgulho de participar e, sobretudo, vontade de regressar com novos artigos. Para tal é necessária a ajuda dos professores. E é esse envolvimento que se reclama aos colegas. Também eles precisam de se envolver mais na realização do jornal, fornecendo materiais e informações absolutamente necessárias para que as actividades por eles realizadas tenham o brilho que merecem. Alguns professores já deram o primeiro passo, dando forma jornalística aos trabalhos dos seus alunos. Eles são, indubitavelmente, o fermento de um Jornal Escolar que se quer mais activo e atractivo, mobilizador e capaz de ser o rosto da Escola e do Agrupamento. Com eles já foi possível começar a desenvolver este projecto, que é o Jornal Escolar, mas um jornal necessita de colaboração constante e, sobretudo, de envolvência da comunidade educativa. Gostaria de ver implementado o hábito dos diversos departamentos, clubes e órgãos da Escola publicitarem as suas actividades através deste jornal, de uma forma regular. Gostaria de dar a conhecer o agrupamento e não apenas a Escola, já que se pretende uma relação mais efectiva com as Escolas Básicas do 1º ciclo e com os Jardins-de-Infância. Só assim este Jornal será efectivamente de todo o Agrupamento e não apenas da EB 2,3. Tudo isto são desejos que precisam de associar mais pessoas, maior disponibilidade e, essencialmente, mais vontade de todos os intervenientes. Claro que, neste momento, se vive com uma constante falta de tempo, com todos os docentes embrenhados na sua avaliação de desempenho, mas como diria Miguel Torga “em qualquer aventura, o que importa é partir, não é chegar”. Nesta aventura, apenas podemos aparelhar o barco com fantasia e apostar nos marinheiros que queiram seguir viagem. Depois é largar vela e partir, para que a obra nasça. Aí, ter-se-á cumprido a missão de interessar pais, professores, alunos e auxiliares de acção educativa pelo prazer da leitura e da novidade; legaremos aos mais novos o prazer da escrita; deixaremos na comunidade uma marca de trabalho e qualidade de que nos possamos orgulhar mais tarde.

(página 2)

Informação Desportiva Visitas de Estudo Na Escola - José Craveiro - Ana M. Magalhães - Mário Augusto Na Escola - EVT

(página 3 e 4) (página 5 e 6) (página 7) (página 8) (página 9)

(página 10)

Artigos - A importância do pequeno Almoço (página 11) - A Higiene Pessoal (página 12) - A importância da Imagem (página 13) - Falando de Música (página 14) Língua Portuguesa Página da Matemática Passatempos

(página 15) (página 16, 17 e 18)

(página 19, 20, 21, 22 e 23)

Diversos

A professora coordenadora do jornal, Felicidade Peixoto

(página 24)

Pode consultar a versão online do Jornal, na página da internet da Escola/Agrupamento em:

http://www.eb23-abreu-freire.com Esperamos a sua visita. Obrigado Pág. 02 - O DONACIANO - Março 2009

INFORMAÇÃO NOTÍCIAS DO DESPORTO ESCOLAR

O Coordenador de Desporto Escolar Prof. Paulo Freire

Andebol A nossa escola já tem uma equipa de Andebol Feminino. Ainda não são muitas jogadoras e têm muito pouca experiência, mas gostam da modalidade e estão a melhorar! Apesar de serem uma equipa muito nova, já fizeram alguns jogos. A primeira jornada foi no dia 24 de Janeiro, a segunda no dia 13 de Fevereiro, e voltarão a competir no dia 15 de Abril, no colégio de D. José. Fazem parte do nosso quadro competitivo as equipas do Colégio D. José e do Colégio de Aguada de Cima. A equipa ainda não conseguiu vitórias, e precisa de treinar muito para melhorar, mas divertem-se bastante. Precisam de mais elementos, por isso podes juntar-te a elas e vir treinar, às terças-feiras à tarde, no Pavilhão da nossa escola.

Sara Lima e Emanuel Boturão, 7ºA

Badminton A equipa de badminton da nossa escola já participou, este ano, em três concentrações. A primeira decorreu na Escola Secundária Mário Sacramento, em Aveiro, a segunda foi na nossa escola e a terceira e última na Escola Secundária de Estarreja, competição essa para pares, masculinos, femininos e mistos. Salientamos, nas competições individuais, os bons resultados dos iniciados Mónica Esteves e Leonardo Marques, ambos alunos do 9ºC. Na competição de pares o destaque vai para a dupla Rosa Couto/Leonardo Marques. Segue-se a fase final da competição, a realizar no Pavilhão Municipal de Albergaria no dia 23 de Março. Encontram-se apurados para esta fase os iniciados Mónica Esteves; Martinha Gonçalves; Leonardo Marques; Rui Mouro; Cláudio Caneca e os juvenis Leandro Marques e Luís Silva. Na competição de Pares Homens estarão presentes os pares Leonardo Marques/ Rafael Marques e Ivan Arrojado/ Rui Mouro e em Pares Mistos a nossa escola será representada pela dupla Rosa Couto/ Leonardo Marques. Alunos do 8ºB

Corta-mato escolar O corta-mato da escola realizou-se no dia 15 de Janeiro de 2009, entre as 10 e as 13:30h. Como já é habitual, o circuito foi marcado no exterior da escola, e as provas decorreram todas no mesmo percurso, embora cada categoria percorra uma distância diferente.

(continua na próxima página)

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INFORMAÇÃO

Foram estes os resultados da primeira fase:

Os seis primeiros classificados de cada escalão foram apurados para a final distrital, que decorreu no dia 14 de Fevereiro, em Vagos. Alguns dos nossos colegas conseguiram excelentes resultados: as equipas de Infantis B e Iniciados Femininos ficaram classificadas em 1º lugar. As atletas Jéssica Matos, Cristiana Oliveira, Cláudia Gomes, Fabiana Oliveira, Stefanie Caseiro e Soraia Tavares, todas Iniciadas, foram apuradas para a Fase Nacional, a realizar nos dias 20 e 21 de Março. Rui Guedes e Nuno Martins, 7ºA Pág. 04 - O DONACIANO - Março 2009

VISITAS DE ESTUDO Ida ao teatro a Lisboa No dia 6 de Fevereiro, os alunos do 6º ano que frequentam a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, rumaram a Lisboa, ao teatro Politeama, para assistirem à peça de teatro “ Meu Pé de Laranja Lima “, uma viagem ao mundo da infância e da ternura que comove pela sua simplicidade e ironia. Esta actividade tinha como objectivos, entre outros, reconhecer em gestos simples a vivência da amizade e permitir aos alunos o contacto com a cultura da representação teatral. Isso foi conseguido, pois os alunos gostaram muito de assistir à peça de teatro e foram sensíveis à mensagem que a mesma pretendia transmitir. Para além da visita ao teatro Politeama, passaram também pelo Parque das Nações para almoçar e confraternizar e, ao final do dia, tiveram oportunidade de passear pela zona de Belém, onde também lancharam. Os alunos do 6º F

Visita de Estudo ao Visionarium No dia 11 de Fevereiro os alunos das duas turmas do oitavo ano saíram da escola, para realizar uma visita de estudo ao Visionarium, em Santa Maria da Feira. Trata-se de um centro de ciência, ou seja, um museu de ciência interactivo, onde é possível realizar experiências manipulando os equipamentos expostos. Durante cerca de duas horas, acompanhados pelo professor de Ciências Físico-Químicas, João Cunha, e pelos directores das duas turmas, Paulo Freire e Judite Ferreira, os alunos exploraram livremente as quatro exposições patentes naquele espaço: “Odisseia da Terra”; “Odisseia da Matéria”; “Odisseia da Vida” e “Odisseia da Informação”. Alunos do 8ºA

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VISITAS DE ESTUDO Visita de Estudo à Fábrica da Ciência Viva, em Aveiro No âmbito da disciplina de Ciências da Natureza, no dia 3 de Março, à tarde, os alunos das turmas D, E e G do 6º ano foram a uma visita de estudo a Aveiro, à Fábrica da Ciência Viva, acompanhados pelos respectivos professores de Ciências da Natureza e Directores de Turma, quando possível. Esperava-os uma tarde de actividades divertidas e interessantes.

Chegados à Fábrica, após a curta viagem, foram recebidos por uma monitora que começou por lhes falar sobre as diferentes etapas da visita e as experiências que podiam realizar. Os alunos foram divididos em grupos e, assim, participaram nas diferentes actividades subordinadas ao tema “Proibido Não Mexer”. De seguida, outra monitora ensinou-os a fazer pasta de dentes natural e , mais tarde, visitaram uma sala especial, onde puderam observar todo o tipo de robots. Terminada a tarde, era hora de voltar ao autocarro e voltar para a escola.

Rafael Rebimbas, nº25, 6º G Pág. 06 - O DONACIANO - Março 2009

NA ESCOLA

No passado dia 2 de Março, a convite da Coordenadora Distrital da RBE, Dra. Isabel Nina, visitou a Escola o contador de histórias Sr. José Craveiro, numa iniciativa pensada no Grupo de Trabalho das Bibliotecas do Concelho de Estarreja e no âmbito dos princípios do Plano Nacional de Leitura, com o propósito de desenvolver o gosto pela literatura tradicional portuguesa. José Craveiro, originário de Tentúgal, é um contador de renome (em Setembro de 2008 foi “cabeça de cartaz” do famoso Encontro de Narração Oral e Promoção da Leitura, Palavras Andarilhas (em Beja), e apresentou contos tradicionais que fazem parte do seu reportório e que lhe foram transmitidos durante a infância pela sua avó. José Craveiro dedica-se especialmente à divulgação de facécias (contos com humor), contos tradicionais, religiosos e contos de animais. A iniciativa abrangeu alunos do 6º ano de escolaridade numa sessão que durou cerca de uma hora. Os alunos reagiram com entusiasmo e atenção relativamente à presença de José Craveiro e às histórias que trouxe Pág. 07 - O DONACIANO - Março 2009

na sua “bagagem”. Encantou os alunos com os seus contos, que não são simples histórias, mas verdadeiras lições de vida. De boca aberta, de olhos fixos, em silêncio absoluto, os meninos que enchiam a sala, acompanhavam deliciados as histórias e as palavras que fluíam através da voz de José Craveiro, cheias de valores e com alguma lição de vida! O tempo voou, ninguém queria que aqueles momentos chegassem ao fim e, com entusiasmo, pediam “Só mais uma!”. Pequenos, grandes, novos ou velhos, todos continuamos a gostar que nos contem histórias mágicas, que nos permitam sonhar que pode haver um mundo melhor, um mundo em que as palavras têm o poder de encantar tudo e todos. Foi uma sessão que, certamente, os presentes irão recordar durante muito tempo. Agradecemos ao Sr. José Craveiro o belo momento que nos proporcionou!

A Equipa da BE

NA ESCOLA

No passado dia cinco de Março, a nossa escola teve a honra de poder contar com a presença da escritora Ana Maria Magalhães durante todo o dia. Este encontro foi antecedido de um processo de preparação de actividades no âmbito do Plano Nacional de Leitura e do Projecto de Articulação entre os professores do 1º e 2º ciclos. Os participantes no encontro com a autora foram turmas do 4º ano de escolaridade, as turmas F e G do 5º ano e A, B, C, e H do 6º ano de escolaridade. As turmas do 4º ano de escolaridade trouxeram marcadores de livros para oferecerem à autora, e para trocarem entre si, e saciaram a sua curiosidade fazendo-lhe muitas e muitas perguntas. As turmas F e G do 5.º ano de escolaridade, cujo trabalho preparatório recaiu na leitura da obra “Uma Aventura na Quinta das Lágrimas”, tiveram oportunidade de, na presença da escritora, ler uma história escrita por eles, de conversar com ela e de, igualmente, lhe fazerem perguntas. As turmas A, B, C e H do 6º ano de escolaridade, que antecipadamente leram a obra “Mataram o Rei”, ofereceram à autora duas histórias criadas por dois grupos de alunos: “Uma Aventura na Bioria” e “Uma Aventura na Escola Padre Donaciano”; ofereceram ainda acrósticos criados com base no título da obra lida. Depois, seguiu-se um período em que deram largas à sua imensa curiosidade no diálogo harmonioso que mantiveram com a escritora. Também houve um momento de poesia protagonizado por um aluno do 6ºF, Fernando Afonso Mendonça. Este dia foi o culminar de todo um trabalho que foi mais intenso no segundo período em que estiveram envolvidos em muitas pesquisas, leituras e preparação de trabalhos. Para além da recolha de informação sobre a vida e a obra desta escritora, os alunos inscritos neste encontro tiveram de ler “ Uma Aventura na Serra da Estrela”, “Uma Aventura na Quinta das Lágrimas” e “Mataram o Rei” e de preparar as questões que depois lhe colocaram e às quais ela respondeu ao longo da sessão e lhes permitiu ficar a saber um pouco mais sobre os livros que ela e a amiga Isabel Alçada escreveram e escrevem. Revelou-se uma pessoa muito simpática e ficou muito satisfeita com a participação tão ordenada e activa de todos os alunos que participaram no encontro. Os braços no ar eram tantos, que ela teve dificuldade em responder a todos. Pág. 08 - O DONACIANO - Março 2009

O encontro ao longo do dia correu muito bem e, no final, a escritora não teve mãos a medir para os autógrafos que lhe foram solicitados, assinando os livros de todos os meninos. A sua vinda foi muito importante. Por um lado os alunos tiveram um dia especial e diferente. Desta vez tiveram à sua frente, em carne e osso, uma autora de livros que eles estão habituados a ler e que, normalmente, só conhecem das fotografias que aparecem no manual de língua portuguesa, ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de esclarecer todas as dúvidas e saciar a sua curiosidade natural. Por outro lado foi igualmente importante, porque receberam de alguém para quem a escrita e a leitura é algo com que não pode deixar de viver o incentivo para lerem, lerem muito, lerem sempre. Paralelamente, decorreu uma exposição de trabalhos elaborados por todos os alunos participantes directamente relacionados com as obras lidas, assim como uma exposição sobre o rei D. Carlos I e a distribuição de um folheto para todos os alunos e professores “LER+ em FAMÍLIA”, elaborado pela Professora Filomena Rocha, responsável pelo PNEP (Plano Nacional de Ensino do Português), na nossa Escola e também dinamizadora deste projecto. As professoras responsáveis pela disciplina de Língua Portuguesa nas turmas envolvidas no encontro também ficaram muito satisfeitas e orgulhosas pelo empenho e entusiasmo com que os seus alunos aderiram e desenvolveram este projecto e a forma ordeira como se comportaram.

Os alunos das turmas: - 5ºF e G - 6ºA, B, C e H

NA ESCOLA Visita do Mário Augusto (SIC) Numa segunda-feira de manhã fomos surpreendidos pela chegada do jornalista cinematográfico da SIC Mário Augusto, que fez uma visita às três turmas do nono ano, no âmbito da disciplina de Inglês relacionado com o subtema Cinema.

-Quem é Mário Augusto? Mário Augusto

Bibliografia Mais Bastidores de Hollywood 2006 Prime Books Jesus Cristo 2006 Edição do Autor Felicidade 2006 Edição do Autor PAZ 2006 Edição do Autor Política 2006 Edição do Autor Religião 2006 Edição do Autor Responsabilidade 2006 Edição do Autor

Nasceu no lugar de Espinho, Vila Nova de Gaia, em Março de 1963. Começou a carreira de jornalista em 1985, estagiando no jornal O Comércio do Porto, vindo posteriormente a colaborar regularmente, sempre na área do cinema, no semanário Sete e nas revistas Sábado, Cosmopolitan, Nova, Caras, Invista e Focus. Fundou e dirigiu a revista Cinemania. Trabalhou na Rádio Comercial, na RDP Antena 1 e, em 1989, integrou a equipa fundadora da Rádio Nova, do Porto. Na televisão, estreou-se em 1985 nos programas infantis do Canal 2 da RTP. Foi assistente de produção na RTP Porto, estação onde produziu e apresentou diversos programas e rubricas de divulgação cinematográfica. Em 1987 integrou o Departamento de Informação da RTP, onde se manteve até 1992, altura em que se transferiu para os quadros da Sic. Em 1997 recebeu o prémio de reportagem da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) pelo documentário Mandem Saudades, sobre a presença portuguesa no Havai. Na SIC integrou a equipa que produziu e realizou uma série de documentários sobre o século XX português e coordenou e apresentou diversos programas dedicados aos Óscares de Hollywood. Desde Maio de 2003 coordena e apresenta semanalmente o magazine de cinema 35mm, nos canais Lusomundo e SIC Notícias onde emite muitas das entrevistas que continua a fazer, desde há quase 20 anos, às grandes estrelas do cinema norte-americano e europeu. Desde 2005, tem uma rúbrica semanal de comentários às estreias de cinema na Rádio TSF. in http://www.wook.pt/authors/detail/id/29520

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NA ESCOLA

OS “TRAJES TÍPICOS” NA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Como já referido em anterior edição deste jornal, os trabalhos do 9ºC basearam-se num dos motivos da obra do Pintor José Penicheiro: “Trajes Típicos”. Cada um de nós produziu uma peça a seu gosto, como seja: o “marnoto””, a “peixeira de Buarcos”, a “vendedora de ovos moles”, o “banheiro” e muitos outros. No início do ano, estabelecemos o calendário para realização das várias fases do trabalho, que todos conseguimos cumprir. Utilizámos diferentes materiais, ferramentas diversas e algumas máquinas-ferramenta. Certos trabalhos contêm elementos decorativos adicionais, ao gosto de cada um de nós, que valorizam as peças. Apesar de algumas dificuldades, desenvolvemos as tarefas com agrado e interesse e até nos divertimos. Além disso, ficámos ainda a conhecer trajes típicos, aos quais não tínhamos dado a importância que merecem! Na última semana de aulas deste período, contamos poder expor os trabalhos na nossa escola e também na Internet! Ficaremos muito satisfeitos se todos os puderem apreciar!

Andreia, Carla Garrido, Jéssica e Cátia

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9ºC

NA ESCOLA EB1 - CANELAS CARNAVAL 2009

HORA DO CONTO A bruxa Orelhuda Há muitos anos, num bosque assustador, vivia uma bruxa muito estranha, muito poderosa e muito má. Tinha uma verruga no nariz, cabelo enriçado, tinha orelhas de burro e chamava-se Piedade. Numa madrugada, ela saiu do bosque pela primeira vez. Piedade foi ter à cidade e encontrou um menino chamado Marcelino. Ele tinha olhos azuis, cabelo loiro e usava o cabelo em crista. Ao ver a bruxa, o menino disse baixinho: - Que bruxa tão feia. Como a bruxa Piedade tinha orelhas de burro, ouviu muito bem o que o rapaz disse. A bruxa pensou para ela: - Vou me vingar! Assim, foi cumprimentá-lo a fazer que era amiga dele. O petiz caiu que nem um patinho. A malvada pediu-lhe que fosse a casa dela para tomar um sumo e ele aceitou. Quando chegaram ao bosque, a bruxa preparou o caldeirão mágico. O Marcelino assustou-se e perguntou o que ela ia fazer. A Piedade disse com uma voz terrível: - Agora está na hora da tua morte! Vais ser frito no caldeirão! Quando se preparava para agarrá-lo, o Marcelino fugiu a sete pés. Mas a bruxa tinha os seus poderes e para fazer parar o menino, disse as palavras mágicas: - Abracadabra, pata de cabra, orelhas de burro, pára este miúdo! Mas em vez do Marcelino parar, foram as orelhas da bruxa que aumentaram. Então, o pequeno fugiu muito depressa e a bruxa não teve hipótese de usar outros poderes porque ele já ia longe. No final, a bruxa pensou melhor e chegou à conclusão que lhe valia mais ser boa pessoa, porque sendo má, não resultava nada. Trabalho realizado pelos alunos do 2º e 3º anos da escola de Canelas Pág. 11 - O DONACIANO - Março 2009

Música na Escola No dia dezanove de Março, nós os alunos da escola de Canelas, fomos ao Cine-Teatro de Estarreja. Quando chegámos lá, estavam outros alunos de algumas escolas do nosso concelho. Fomos a esse sítio assistir a partes de uma ópera intitulada:«O mestre da música», que foi escrito por um Italiano . Essa ópera foi apresentada por um senhor muito simpático que nos foi dando informações sobre aquilo que íamos ouvindo. Os músicos que estavam a acompanhar pertenciam à Orquestra Filarmónica das Beiras. Também havia um cantor vestido com trajes antigos que representava o mestre da música, e que se chamava Tiago. Todo este espectáculo serviu para aprendermos algo sobre a ópera. Deste modo, aprendemos que uma ópera é um teatro cantado. Também aprendemos que este espectáculo é constituído por várias partes: orquestra; poesia; encenação; recitativo e ária. Achámos esta sessão fenomenal porque aprendemos muito sobre ópera, o apresentador cativou-nos e as músicas eram maravilhosas. Afinal, a ópera é muito mais divertida do que aquilo que nós pensávamos! Trabalho realizado pelos alunos do2º e 3º anos de Canelas

Desenho da Andreia

NA ESCOLA EB1 - CANELAS Desenho da Maria João

Escola EB1 Pinheiro – Veiros Esteiras de Bunho ACTIVIDADE DESENVOLVIDA: Elaboração de Esteiras de Bunho - Tradição Local de veiros DATA: 13 Outubro de 2008 FINALIDADE: Alerta para a Preservação do Património Cultural de uma População DESCRIÇÃO: No âmbito da disciplina de Estudo do Meio e enquadrada no estudo do meio local ( Distrito, Concelho e Freguesia). Esta actividade surgiu por um acaso depois de uma conversa com os alunos do 3º ano da turma sobre as tradições locais da freguesia em que vivem: Veiros. Uma aluna referiu que a avó ainda fazia as tradicionais Esteiras de Bunho, que durante muitos anos tiveram uma importância na economia e também serviam de moeda de troca da população local. Como a maioria dos alunos desconhecia as Esteiras de Bunho, tive a iniciativa de fazer um convite à avó da aluna do 3º ano, para que esta viesse à escola e mostrasse como se faz a esteira e explicasse quais as finalidades da mesma. A avó da aluna aceitou prontamente e assim convidei toda a escola para assistir a esta actividade. Quase todos os alunos mostraram interesse em participar na elaboração da esteira, com a supervisão das duas senhoras que se deslocaram à escola, e estiveram sempre muito interessados ao longo de toda a actividade. RECURSOS Duas Senhoras, Materiais que compõem a Esteira Após inquéritos feitos a alguns avós elaboraram o seguinte texto: Há alguns anos, um grande número de mães Veirenses , mais pobres, dedicavam-se ao fabrico das esteiras. Os filhos, em idade escolar, ajudavam as mães fazendo diariamente muitos metros de bracinha para entrelaçar o baínho. Esta bracinha era posteriamente cortada em braçadas, que correspondiam ao tamanho das esteiras. A bracinha cortada em Braçadas era empedrada e colocada no cavalo das esteiras, em número de seis ou oito cordas. Faziam-se duas espécies de esteiras, grossas e finas. As grossas eram utilizadas para estender no chão para que todos os membros da família pudessem cear em volta de uma travessa ou para estarem sentados ao serão. As finas, feitas em maior quantidade, eram vendidas à dúzia ao fornecedor do baínho que normalmente era dono de uma mercearia. Com o dinheiro da venda, iam descontando o custo do Molho do baínho e comprando pequenas quantidades de alimentos (pão, café, açúcar, arroz, massa) e outros bens como: o petróleo para o candeeiro, o sabão para a roupa, conforme as necessidades do dia – a – dia. Os comerciantes das esteiras vendiam-nas a fabricantes. Pág. 12 - O DONACIANO - Março 2009

ARTIGOS A importância do pequeno-almoço O pequeno-almoço de uma criança que vai para a escola é uma refeição que assume um papel de extrema relevância. Normalmente, esta refeição é compartilhada com a família, sendo fundamental que os pais assumam um papel fulcral atribuindo a devida importância a esta refeição. As crianças que não comem de forma suficiente e equilibrada logo pela manhã, tornam-se desatentas e agitadas ou fracas e sonolentas. Isto acontece porque, quando em jejum ou mal alimentado, o organismo ataca as reservas de açúcar para conseguir manter o nível de energia. Apesar de obter assim alguma energia, não consegue a suficiente para responder a grandes exigências físicas e intelectuais, do mesmo tipo das que são feitas às crianças na escola. O jejum prolongado põe em funcionamento outros mecanismos prejudiciais à saúde. Por outro lado, a falta do pequeno-almoço vai fazer com que a criança fique com mais fome para a refeição seguinte (lanche da manhã ou almoço), e irá, provavelmente, comer insaciavelmente nessa próxima refeição, o que poderá contribuir para uma futura obesidade. Para que serve o pequeno-almoço? • Quebra o jejum nocturno (que pode ser de 12 horas). • Permite uma distribuição equilibrada de alimentos ao longo do dia, evitando refeições mais pesadas. • Assegura que as nossas capacidades se mantenham constantes. • Permite “recarregar baterias”, fornecendo os elementos de que o corpo precisa para funcionar bem ao longo do dia. O que deve conter um bom pequeno-almoço? Um bom pequeno-almoço deve fornecer cerca de um quinto das nossas necessidades calóricas diárias. Ou seja, deve ser uma das principais refeições tão nutritiva como qualquer outra. Para além disso, é importante que o pequeno-almoço contenha três elementos fundamentais: • Leite, porque fornece cálcio e proteínas valiosas que permitem construir, manter e renovar os tecidos. • Pão ou cereais, porque fornecem energia de uma forma constante, devido aos hidratos de carbono complexos que os constituem. • Fruta, porque contém vitaminas e minerais necessários para nos proteger das doenças e manter o corpo em equilíbrio. Nota: No caso de não se beber leite e se optar pelo iogurte ou queijo, é importante que o pequeno-almoço inclua uma outra bebida, porque o corpo, após uma noite inteira sem bebermos nada, precisa de ser retratado. Soluções para resolver um problema chamado “pequeno-almoço” Para quem tem dificuldade em tomar o pequeno-almoço ou beber leite, aqui ficam algumas sugestões: • Varie sabores de leite (chocolate, morango, baunilha...) e experimente fazer batidos com diferentes frutas. • Se não tem fome logo que acorda, prepare um pequeno-almoço saboroso para comer assim que sinta fome. Algumas ideias: pacotinhos de leite, um iogurte com cereais, uma sanduíche bem recheada, etc. Leite só ao pequeno-almoço? A resposta é, obviamente, não. O leite pode e deve ser consumido ao longo de todo o dia, constituindo um snack saudável, ideal para quebrar os intervalos entre as refeições que, muitas vezes, têm tendência a tornar-se excessivamente longos. Há, por exemplo, quem goste de beber leite a meio da manhã (quando o pequeno-almoço já se consumiu na azáfama do princípio do dia); quem enriqueça as refeições principais com um copo de leite (um bom truque, para as crianças que sofrem de falta de apetite); ou quem não dispense o leite à hora de deitar (um copo de leite pode mesmo ser um bom indutor do sono). Claro que não é necessário cair em excessos: tal como os outros alimentos do seu grupo, o leite deve ser consumido diariamente, de forma moderada (a Nova Roda dos Alimentos recomenda duas a três porções diárias de lacticínios).

Trabalho realizado por Soraia Tavares, 7ºC, nº18 Pág. 13 - O DONACIANO - Março 2009

ARTIGOS HIGIENE PESSOAL Além de fundamental para o intercâmbio social, a higiene do corpo é também importante para a saúde. Inúmeras doenças, principalmente da pele, como as dermatoses, por exemplo, decorrem de falta de higiene. Manter o corpo asseado e perfumado e as roupas limpas, é a primeira regra a ser ensinada às crianças e aos jovens, em casa e na escola, e um imperativo para os adultos. Cheiro do corpo: O cheiro do corpo pode afectar o relacionamento social, como é o caso do cheiro de suor e do mau hálito. Origem do odor: Como a maioria dos animais, o homem tem glândulas sudoríparas, que são glândulas, localizadas na pele (derme), produtoras de suor. São constituídas por uma zona tubular, por onde o suor é libertado na superfície da pele, e uma extremidade mais profunda em forma de novelo. As glândulas sudoríparas participam na termorregulação e na eliminação de determinadas excreções, como, por exemplo, sais minerais, ureia, ácido úrico e outras substâncias provenientes do sangue. A evaporação da água contida no suor ao nível da superfície do corpo contribui para a redução da temperatura do organismo, sendo por essa razão um dos mecanismos que intervêm na termorregulação. Embora as glândulas sudoríparas se distribuam por todo o corpo, encontram-se em maior número em determinados locais, como as axilas e as palmas dos pés e das mãos. Alimentação: Outro factor é a alimentação. O que a pessoa come como base da sua alimentação pode provocar cheiro do corpo. Vestuário: As roupas retêm o calor do corpo e por isso favorecem o suor e a consequente produção dos resíduos bacteriológicos que geram o mau cheiro. Mas o odor pode inclusive provir da própria roupa e não do suor. Alguns tecidos sintéticos usados em camisas ficam mal cheirosos quando aquecidos pelo calor do corpo. Também a roupa que é lavada, mas não perde todo o sabão, ou que demora a secar, principalmente na época de chuva, adquire um odor desagradável. Origem do odor: Como a maioria dos animais, o homem tem dois tipos de glândulas sudoríparas, as glândulas ecrinas, que produzem apenas líquido refrescante para o corpo, e as glândulas apocrinas, cuja secreção transporta gorduras e proteínas das células para o exterior do corpo. Genética: Além da tendência racial, a genética individual faz variar a intensidade do odor entre membros do mesmo grupo étnico. Variam, individualmente, a distribuição, a quantidade e a intensidade da actividade das glândulas sudoríparas. Actividade física intensa: As pessoas de qualquer raça que caminham muito, ou passam muito tempo em ambientes quentes e fechados, adquirem cheiro de corpo; o suor acumula-se sobre a pele e penetra nas roupas, quando essas são pouco ventiladas ou muito absorventes, e as secreções rapidamente deterioram devido a alimentarem as bactérias que existem na pele. Fungos: São causa do mau cheiro nos pés os fungos, que provocam fissuras entre os dedos ou se concentram em pequenos nódulos na base dos artelhos na micose conhecida como pé de atleta. É, no entanto, um cheiro diferente do cheiro produzido por bactérias a partir do suor. É inútil tentar resolver o problema com qualquer tipo de talco. É necessário um bom fungicida, que um farmacêutico experiente saberá indicar. SOLUÇÕES: O banho diário, utilizando-se uma esponja para lavar as axilas com espuma de sabão e a aplicação de um desodorizante comum no local, após o banho, é talvez a melhor solução para se evitar o mau cheiro axilar. É necessário distinguir entre desodorizante e antitranspirante. O primeiro cobre ou absorve os odores sem limitar a transpiração. O segundo inibe ou restringe a transpiração por reduzir as dimensões dos poros ou por obstruir e retardar sua secreção. Hidrocarboneto de alumínio é o composto mais usado em desodorizantes e antitranspirantes. O talco também absorve a humidade e o odor, porém com menor eficácia. No que toca ao mau hálito, são apontadas causas variadas. É atribuído a refluxos do estômago que alcançam a garganta, à inflamação das gengivas, à simples presença de alimentos envelhecidos retidos entre os dentes, à cárie dentária e também às amígdalas que, mesmo que estejam sadias, em alguns casos têm uma estrutura que facilita a retenção de resíduos (pequenos carocinhos branco-amarelados) e, neste caso, o único modo de eliminar o mau hálito definitivamente é com a extracção desses pequenos órgãos. A pessoa deve ser encorajada a procurar junto dos profissionais em cada área a possível causa do problema. Na escola, as crianças podem ser ensinadas a escovar os dentes de modo a deixar os intervalos limpos (comprimindo a escova e fazendo penetrar os fios nos espaços entre os dentes, ou usando fio-dental) e as gengivas (na parte superior e mais alta, ou na parte inferior e mais baixa) bem massajadas. O cabelo, independentemente do estilo, deve estar sempre limpo e bem cortado. Os cabelos crescidos e sujos geram, além de mau cheiro, comichão devida à foliculite e aos parasitas do couro cabeludo. Após um dia de suor e poeira, deve-se tomar um bom banho e lavar bem a cabeça. Deve-se prestar atenção permanentemente, principalmente quando as crianças frequentam a escola, para verificar se há contaminação por piolhos. Trabalho elaborado por Telma Fonseca, 7ºC, nº19 Pág. 14 - O DONACIANO - Março 2009

ARTIGOS

A IMPORTÂNCIA DA IMAGEM A imagem é importante. É uma frase famosa e bem verdadeira. Todos nós já nos julgámos uns aos outros pela imagem. Mas, o que faz parte da imagem pessoal? Nada mais, nada menos do que tudo o que se refere ao visual, ou seja, a roupa, o cabelo, os acessórios, os sapatos, o jeito de sentar, de falar, etc. Não demoramos mais do que 15 segundos para julgar a outra pessoa sem sequer conversar com ela. Fazemo-lo só pela sua imagem, pelo seu visual. Descobrimos logo a que “tribo” pertence pelas suas roupas; se é cuidadosa ou não pelo seu penteado; se é calma ou agitada pelo modo de andar, sentar, ou seja, fazemos logo um julgamento de alguém que nem sequer conhecemos. Isto está certo ou errado? Não sei… Só sei que cada vez mais é importante cuidarmos da nossa imagem, porque querendo ou não seremos julgados pelo inconsciente da pessoa que nos vê. Nos dias de hoje, no mercado de trabalho, a imagem pessoal tem muito valor. Não precisa ser bonito ou feio, mas a sua imagem é o seu cartão-de-visita. Por exemplo, se formos procurar um emprego num escritório não devemos ir de bermudas e t-shirt, se formos trabalhar numa esplanada de praia não adianta ir de fato de saia e casaco, meia fina e sapatos de salto alto, ou seja, a imagem pessoal tem que se adequar ao local de trabalho. A nossa imagem pessoal não é única, precisa de se adequar às diferentes ocasiões de trabalho e de lazer. Nós vestimo-nos de diferentes maneiras para as diversas situações, sem nos esquecermos de nós, do nosso estilo, do nosso gosto, ou seja, da nossa imagem pessoal, que deve estar sempre adequada e bem cuidada.

Trabalho realizado por Cláudia Gomes, 7ºC, nº7

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ARTIGOS FALANDO DE MÚSICA A música é uma quantidade de sons combinados segundo certos padrões. Estes sons (notas musicais) podem ser reproduzidos por vozes, instrumentos ou pela própria natureza. A Música desempenha um papel importante na vida das pessoas. Os Aerofones são aqueles instrumentos em que o som é produzido pela vibração do ar contido no interior dos tubos. Esta família comporta elementos que vão desde o flautim, que é um tubo com cerca de 35cm. de comprimento, até ao órgão de tubos, tubos esses que podem atingir proporções gigantescas, com vários metros de altura e outros tantos de largura. O flautim é o elemento mais agudo da vasta família das flautas e estas constituem a mais antiga família de instrumentos de sopro de que há memória, pois já se encontram restos de flautas primitivas talhadas em osso, que datam do Período Neolítico. Os egípcios e os restantes povos da Antiguidade consideravam que a flauta fora inventada pelos Deuses. Dentro de um túmulo subterrâneo, perto da Grande Pirâmide, no Egipto, foi descoberta uma flauta que tinha perto de quatro mil anos! Nesta família das flautas distinguem-se dois tipos: as flautas de Bisel que caracterizam a música instrumental da Idade Média até à época do Barroco e as Flautas Transversais, que vêm também da Antiguidade, mas cuja sonoridade é muito diferente das primeiras. É sobre as flautas de bisel que passo a falar: a flauta de bisel é um instrumento muito antigo e tem este nome pelo facto de o ar penetrar no tubo através de uma embocadura em forma de assobio (bisel).

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Já no século XV existiam vários tamanhos deste tipo de flauta. No século XX, a flauta de bisel tem sido muito utilizada, não só por crianças, pois é um instrumento de fácil execução, como também por grupos e compositores que pretendem recriar a música antiga com os seus instrumentos originais. O modelo mais conhecido é a flauta soprano, mas existem outros modelos como o sopranino, o contralto, o tenor e o baixo.

Como funciona a tua Flauta de Bisel? Na extremidade do bico há uma fenda que penetra no instrumento. É o canal que leva o teu sopro em direcção à paragem colocada um pouco mais longe chamada bisel. A projecção do sopro sobre o bisel produz uma vibração que se propaga ao longo do interior da flauta. Quando todos os furos estão fechados, esta vibração desce até à extremidade da flauta e ouve-se a nota mais grave. Mas à medida que se destapam os furos vão-se /obtendo notas mais agudas. Sabias que:  Nas ilhas do pacífico, há uma flauta que é tocada com o nariz. O tocador sopra com uma narina, bloqueando a outra com a mão. Esta flauta tem apenas três orifícios para os dedos.  Na Austrália, os aborígenes, para fazerem uma flauta, enterram um pequeno tronco na terra para as térmitas (formigas gigantes) comerem o miolo do tronco. Depois retiram o tronco da terra e fazem os buracos para os dedos.  O dia 1 de Outubro, é o Dia Mundial da Música.  No Dia 22 de Novembro comemora-se o Dia de S.ta Cecília, padroeira dos Músicos.

LÍNGUA PORTUGUESA A aventura de ler

Cantinho da Poesia A minha infância Com risos e choros tudo começou agora são só tesouros pelos quais a minha vida passou.

Os livros de Ana Maria Magalhães Estão repletos de acção Desde o início até ao fim Demonstram muita imaginação

Dos meus amigos não me esqueci porque foi com eles que eu cresci.

Nos livros “Uma Aventura” Existem cinco heróis em presença Mas, no fim, sobressai um Que marca logo a diferença

Uma parte o meu coração ainda grita: és pequenita, minha paixão.

Todos deveriam ler Os livros “Uma Aventura” Pois, com toda aquela acção Sem dúvida, se promove a leitura

Todos juntos éramos demais, porque passávamos a vida a tratar de animais.

Os livros de Ana Maria Magalhães Demonstram bastante esperteza Não é qualquer pessoa Que escreve com aquela destreza!

E dos casamentos, disso mal consigo falar, com tantos acontecimentos, que fazem a minha vida pular.

A colecção “Viagens no Tempo” É uma boa companhia Seguimos a nossa História Repleta de aventura e magia

Adorei a minha infância, como sempre a vou adorar. E é por isso que eu digo que a criança que há em mim ainda me está a chamar.

Aconselho todos a ler Um livro pode ser um amigo Se não sabes o que fazer Vamos ler, vem comigo!

Ana Margarida Queirós, 7º B, nº4

Fernando Afonso Mendonça, Aluno da turma 6ºF, nº12

Passatempos de Língua Portuguesa Restabelece a pontuação, os parágrafos e as maiúsculas nestas anedotas e boas gargalhadas! O João perguntou ao Pedrito por que razão trazia os sapatos rotos se o pai dele era sapateiro ao que ele respondeu que também o pai dele era dentista e o seu irmão que nascera havia oito dias não tinha dentes. Um homem passeia com uma foca pela rua e encontra um amigo que lhe pergunta o que andas a fazer com uma foca pelas ruas ofereceram-ma e não sei o que hei-de fazer com ela podes levá-la ao Jardim Zoológico sugeriu o amigo já a levei ao cinema e à Feira Popular mas não há nada que a divirta explicou o homem com um ar desanimado Pág. 17 - O DONACIANO - Março 2009

A minha comunhão O que mais me marcou foi a minha comunhão. Senti-me uma princesa, e era com certeza, na minha imaginação! Estava muito contente, pois sentia uma enorme alegria dentro do meu coração. Mas, de repente, lembrei-me… O meu pai estava ausente, não podia lá estar, e eu não podia desanimar. Quando cheguei a casa, mas que grande surpresa: O meu pai estava lá! E fez-me uma promessa. Prometeu-me que nunca, mas nunca mais de mim se iria separar. Cátia Silva, 7ºB, nº8

Quando era pequena… Quando era pequena, fui para a escola e aprendi a ler, a somar, a contar, mas também a escrever… Joguei à bola, corri, saltei e muitos amigos arranjei. Quando fazia uma asneira, a minha mãe explicava-me, com calma e paciência, que para crescer é preciso ciência. Explicava que aquilo não era correcto, E foi dizendo o que devia fazer, até eu crescer… Na vida, rio-me muito, e ainda me rio mais, quando me lembro que em criança eu era de mais! Cátia Vanessa Azevedo, 7ºB, nº10

PÁGINA DA MATEMÁTICA CURIOSIDADES René Descartes – O Matemático (1596 – 1650) A História está cheia de pequenos episódios que nos contam como na base de grandes ideias estiveram muitas vezes situações bem simples. Conta-se que Descartes, grande matemático e filósofo francês do séc. XVII, tinha uma saúde débil e precisava de passar muito tempo deitado. Mas a sua imaginação e interesse pelo estudo não descansavam mesmo nesses momentos. Um dia, estando Descartes deitado e olhando uma mosca que se movia no tecto, lembrou-se de observar os movimentos do pequeno animal. Pensou então numa base quadriculada para estudar posições e movimentos no plano. Esta ideia de utilizar um referencial definido por dois eixos com uma origem comum permitiu a representação de pontos no plano com a ajuda de pares ordenados. Descartes provou que a posição de um ponto no plano podia ser definida e determinada com base nas distâncias x e y a dois eixos perpendiculares fixos (referencial cartesiano). A graduação dos eixos é feita usando a unidade mais conveniente. Num referencial cartesiano, qualquer ponto fica definido por um par ordenado de números, as coordenadas do ponto (abcissa e ordenada). Por exemplo, o ponto P tem abcissa 2 e ordenada 3. O nome “DESCARTES” em latim dizia-se “CARTESIUS” e foi desse nome que derivou o adjectivo “CARTESIANOS” que encontramos, em homenagem a René Descartes, em várias expressões usadas em Matemática elementar, como por exemplo “gráficos cartesianos” e “coordenadas cartesianas”.

Neto: Ó avó, não te importas de me ajudar a achar o m.m.c? Avó: Que horror! Ainda não o encontraram? Já no meu tempo de escola andavam à procura dele! Pergunta: Quantas vezes se pode subtrair 7 a 83 e quanto sobra? Reposta: Tantas vezes quantas quisermos e sobra sempre 76. Professora: suponhamos que o número de ovelhas é x. Aluno: Tá bem setora. Mas... e se o número de ovelhas não for x? Se tivesse só mais um dia de vida, escolheria passá-lo numa aula de matemática. Nunca mais acaba! Pág. 18 - O DONACIANO - Março 2009

PÁGINA DA MATEMÁTICA PASSATEMPOS DA MATEMÁTICA Problema de Matemática Três amigos foram comer a um restaurante e no final a conta deu 30€. Resolveram dividir a conta e cada um deu 10 Euros... 10 + 10 + 10= 30, certo? Quando o empregado levava o dinheiro para a caixa, o dono do Restaurante disse-lhe: - Estes três senhores são clientes antigos do restaurante, por isso vou fazer-lhes um desconto de 5 €. Dito isto entregou ao empregado cinco moedas de 1 € para devolver aos clientes. O empregado, muito esperto, fez o seguinte: ficou com 2 € para ele e devolveu 1 € a cada um dos clientes. No final ficou assim: Cliente 1: 10 € (-1 € que foi devolvido) = gastou 9 €. Cliente 2: 10 € (-1 € que foi devolvido) = gastou 9 €. Cliente 3: 10 € (-1 € que foi devolvido) = gastou 9 €. Então, se cada um gastou 9 €, todos juntos gastaram 27 €. E se o empregado guardou 2 € para ele, temos: Clientes: 27 € Empregado: 2 € TOTAL: 29 € Pergunta-se: - Onde foi parar a outra moeda de 1 €?

Colocando os números 4, 8, 10, 18, 28, 30 e 32 podes formar um quadrado mágico, isto é, onde a soma dos números de cada linha, coluna e diagonais é igual.

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PÁGINA DA MATEMÁTICA Humor matemático… Neto: Ó avó, não te importas de me ajudar a achar o m.m.c.? Avó: Que horror! Ainda não o encontraram? Já no meu tempo de escola andavam à procura dele! Um matemático, um físico e um engenheiro de Lisboa, viajavam no Minho, de combóio, quando viram através da janela uma vaca preta. O engenheiro comentou: que engraçado. No Minho as vacas são pretas. -Hmm..., disse o físico: O sr. engenheiro quer dizer que algumas vacas do Minho são pretas... - Não, não!, disse o matemático. Apenas sabemos que há pelo menos uma vaca no Minho e que um dos seus dois lados é preto.

Aritmética no trabalho Patrão Patrão Patrão Patrão

esperto + empregado esperto = lucro esperto + empregado estúpido = produção estúpido + empregado esperto = promoção estúpido + empregado estúpido = horas extra

“Se tivesse só mais um dia de vida, escolheria passá-lo numa aula de matemática. Nunca mais acaba!”

Curiosidade… Sabias que o número π já era conhecido na Antiguidade? No Antigo Testamento, era referido como tendo o valor 3. Arquimedes, no século III a.C, descobriu um processo para o cálculo do seu valor aproximado e, por esse facto, também é conhecido por número de Arquimedes. π é a letra grega inicial da palavra grega periphereia (circunferência). Ao longo dos tempos, o número π sempre suscitou a curiosidade dos matemáticos, que tentaram calcular o seu valor com um número cada vez maior de casas decimais. Há mnemónicas que nos ajudam a fixar alguns dos algarismos do número π, com o auxílio de frases. O número de letras de cada palavra indica-nos o respectivo algarismo. Eis alguns exemplos: “May I have a large container of coffee” 3,1415926” “Que j’aime a faire apprendre un nombre utile aux sages.” 3,1415926535 “Sou o medo e temor constante do menino vadio.” 3,14159265 Inventa tu também uma frase para memorizar π !

A importância dos olhos azuis…. O Pereira e o Macieira, amigos de longa data, há muitos anos que não se viam. Encontraram-se por acaso e, depois dos cumprimentos habituais e da troca de cartões, pergunta o Pereira ao Macieira: _ Então quantos filhos tens? _ Já tenho 3! _E que idades têm? Ao que o macieira respondeu enigmaticamente: _O produto das suas idades é 36, e a soma é igual ao número da minha porta, que podes ver no cartão. O Pereira pensou um pouco e disse: _ Mas assim não tenho dados que cheguem! Disse então o Macieira: _ Ah! Tens razão! O mais velho tem olhos azuis! E o Pereira conseguiu então decifrar as idades das crianças. Queres tentar também? (Envia a tua resposta para prof.mat.leonor@gmail.com) Pág. 20 - O DONACIANO - Março 2009

PASSATEMPOS Educação Musical Sopa de Letras

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PASSATEMPOS Educação Musical Sopa de Letras Descobre em ambos os sentidos os nomes dos catorze instrumentos da Sala de Aula escondidos no quadro:

- Caixa chinesa - Flauta - Jogo de Sinos - Metalofone

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- Pandeireta - Reco-reco - Tamborim - Xilofone

- Clavas - Guizeira - Maracas

- Pratos - Tambor - Triângulo

PASSATEMPOS SOPA DE LETRAS DE DESPORTOS

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PASSATEMPOS SUDOKU

PALAVRAS CRUZADAS Horizontais: 1 – Falar sem rodeios é não ter papas na…; em informática, é ter acesso a.... 2 – Pequeno círculo; isento de algo a que os outros estão sujeitos; remoinho de água. 3 – Não é boa; notificado; eles. 4 – Ilha de coral; desejámo-lo em crianças. 5 – Que não é válida; não tem nada dentro; aqui vamos rezar. 6 – Excepto; conjunto de clãs. 7 – É mesmo ouro; edifica em certo lugar; o centro da pegada. 8 – Perturbação causada pela incerteza; É só a revista do “Expresso”. 9 – Dar som; faz-se ouvir; indivisíveis. 10 – Este animal é manipulado no computador; ainda há quem a ponha no cabelo. 11 – Este é o melhor; ressoa com estrondo; sem este não se vive. 12 – Estrela mãe; lutar contra uma força maior; duração sem fim. 13 – Fuga dos de Peniche; calhaus. Verticais: 1 – Folha metálica de instrumento cortante; retarda o andamento. 2 – Raiva; contente de si próprio; emissão de voz. 3 – Dá-se à gravata; cobrir com lousa; percorri com a vista. 4 – Amarrara com nó; zangar. 5 – A voz do lobo; Tem-na o avião e a chávena; detonação. 6 – Dá-se a ideia de amido; andas para cima. 7 – Começa a usar; partículas que aparecem debaixo dos móveis; assim acaba o som. 8 – Novilho de um ano; esta igreja foi restaurada recentemente. 9 – Não é tarde; interjeição imitativa de uma pancada; para entrar, fá-lo à porta. 10 – Cheiro; parte superior e posterior do pescoço. 11 – Piedade que é nota musical; nasce; um que já não é… 12 – Faz parte de uma cadeia; máquina de calcular antiga; antepassado. 13 – Vestígio deixado por um animal; corpos celestes. Pág. 24 - O DONACIANO - Março 2009

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Soluções das palavras cruzadas da página anterior: Horizontais: 1 – Língua; aceder. 2 – Aro; imune ola. 3 – Ma; avisado; os. 4 – Atol; colo. 5 – Nulo; oco; orar. 6 – Afora; tribo. 7 – Au; situa; ga. 8 – Ânsia; única. 9 – Toar; soa; unos. 10 – Rato; laca. 11 – Às; ribomba; ar. 12 – Sol; remar; evo. 13 – Amigos; seixos. Verticais: 1 – Lâmina; atrasa. 2 – Ira; ufano; som. 3 – Nó; alousar; li. 4 – Atar; irar. 5 – Uivo; asa; tiro. 6 – Amilo; sobres. 7 – Us; cotão; om. 8 – Anaco; almas. 9 – Cedo; tau; abre. 10 – Olor; nuca. 11 – Dó; origina; ex. 12 – Elo; Ábaco; avó. 13 – Rastro; astros.

Soluções 7 DIFERENÇAS

PASSATEMPOS

CULINÁRIA

DIVERSOS

Folar de Páscoa

Provérbios - De médico, de sábio e de louco todos temos um pouco. - Todos querem chegar a velho, mas ninguém quer que lho chamem. - Vê-se na adversidade o que vale a amizade. - As palavras voam, a escrita fica. - Uma mulher prevenida vale por duas.

Notícias de última hora: O grupo disciplinar de Educação Musical irá participar com alunos dos 5ºs e 6ºs anos, no próximo dia 23 de Março na Inauguração da Biblioteca da nossa escola interpretando uma canção alusiva ao evento. Pág. 26 - O DONACIANO - Março 2009

- Qual é coisa, qual é ela, que tem uma perna mais comprida que a outra e noite e dia anda sem parar?

- O que existe três vezes em um momento, duas vezes em um minuto e só uma vez em uma hora? Letra M

Receita: Deite a farinha sobre uma mesa, abra uma concavidade no meio, junte o fermento e junte metade do leite quente. Para amassar o fermento, deverá ir retirando alguma farinha da que está em volta na mesa. Faça uma bola, dê-lhe um golpe em cruz e deixe levedar. Junte em volta do fermento o açúcar, a canela, o sal, a margarina e amasse, sempre no centro. Junte 2 dos ovos crús, o resto do leite, a raspa da laranja e o brandy. Amasse tudo muito bem, envolvendo a farinha toda. Bata bem a massa, cortando-a para ficar fofa e elástica e polvilhando com farinha sempre que necessário, até se descolar facilmente da mesa e formar uma bola. Polvilhe uma taça com farinha, deite-lhe a massa, cubra com um pano aquecido e deixe levedar umas horas num ambiente aquecido, até a massa ter o dobro do volume. Deite a massa sobre a mesa, pondo de parte uma pequena porção e, com o resto, faça uma espécie de bola achatada. Coloque num tabuleiro, untado e polvilhado, com os ovos cozidos sobre o centro da massa. Faça umas tiras com a porção que tinha reservado, colocando-as em cruz sobre os ovos, deixando levedar novamente. Pinte levemente com um ovo batido e leve a cozer em forno médio, durante cerca de 30 minutos, tendo o cuidado de não deixar queimar.

Adivinhas

relógio

Ingredientes: · 500 gr de farinha · 35 gr de fermento de padeiro · 1/2 dl de leite morno · 1 pitada de sal · 100 gr de açúcar · 75 gr de margarina · 3 ovos · Raspa de uma laranja · 1 colh. café de canela em pó · 1/2 cálice de brandy · 4 ovos cozidos em água com cascas de cebola

Anedotas - Oh mamã, os soldados têm medo de perder os pés? - Claro que não, porque dizes isso? - É que quando eles vão a marchar, estão sempre a contá-los: um, dois, um, dois... .

Um tipo para outro: -"Ganhei um relógio numa corrida." -"Contra quem?" -"O dono e três policias."

Qual a diferença entre um computador Americano e um Português??? O Americano têm memória e o Português...uma vaga ideia!!!


O Donaciano - Ano1 Num2