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Revista de Conexão Missionária da JMM

ISSN 2317-5788

“Todas as nações virão à tua presença e te adorarão.” REMETENTE: JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS DA CBB Rua Sergipe, 47 - Maracanã Rio de Janeiro - RJ - CEP.: 20271-310

(Ap 15.4)

EDIÇÃO ESPECIAL

AVANÇO MISSIONÁRIO

ANO XI - N°55 JANEIRO / FEVEREIRO 2014


Os Pilares de Vivendo juntos o crescimento do trabalho missionário no mundo Tudo tem um alicerce, um fundamento, uma força que deixa em pé, e isso não é diferente com Missões Mundiais: estamos em Cristo, o motivo de existirmos. Na caminhada, vamos descobrindo que viver como ele viveu é fazer o que ele fez. Daí surgiram os Pilares da JMM. Através deles, conseguimos expressar de maneira prática como podemos servir com a vida por inteiro à Missão de Deus.

Interceder Não fazemos nada sem oração, fé e submissão a Deus. Precisamos orar pelo nosso próximo e por nós mesmos, pedindo para que o Espírito Santo nos capacite a viver como Jesus – indo e chamando todas as pessoas que encontrarmos, em nosso país ou em outras nações, para serem aprendizes do jeito de ser de Jesus. Nossas orações fortalecem os missionários e a evangelização dos povos. Ore!

Mobilizar Onde você estiver, aonde você for, faça Cristo conhecido. Compartilhe um estilo de vida missional com palavras e com atitudes. Mobilize seus amigos, familiares e igreja para que a intensidade do envolvimento com o trabalho sociomissionário mundial aumente dia a dia. Fale!

Ofertar Ir Ir significa chegar aos lugares em que Deus deseja a sua presença - a sua e a dele. É deixar em cada passo uma marca do próprio Deus. Seja a conexão entre Cristo e aqueles que não o conhecem. Vá!

Seja a resposta de que o mundo precisa: ame, doe, oferte. Viva a justiça. Viva a Missão. Ame a Deus e ao próximo! Compreenda a urgência e a necessidade de levar Cristo ao mundo. Vocação, tempo, talentos e os recursos que Deus deu a você são a expressão da sua vida entregue como oferta viva ao Senhor. Oferte com amor, sinceridade e liberalidade. Doe!


A Colheita ISSN 2317-5788 Diretor Executivo Pr. João Marcos B. Soares

Gerente de Comunicação e Marketing Pr. Davidson Freitas

Editora Assistente Eliana Moura

Jornalista Responsável Marcia Pinheiro (22582/DRT/RJ)

Equipe de Redação Eliana Moura Marcia Pinheiro Willy Rangel

Projeto Gráfico e Diagramação Equipe de criação JMM

Fotos: Arquivo JMM Tiragem: 107.000 exemplares Contato: redacao@jmm.org.br

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ESPAÇO DO ADOTANTE IGREJAS QUE AMAM MISSÕES ATÉ OS CONFINS Viagens de Missões Mundiais

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AVANÇO MISSIONÁRIO A tarefa de organizar a Missão

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NOTÍCIAS DOS CAMPOS PEPE PEM VOLUNTÁRIOS QUE CUMPREM A MISSÃO DIÁRIO DE BORDO VOCÊ ESTÁ CONVOCADO A ENTRAR EM CAMPO REFORÇO NO TIME DE MISSÕES MUNDIAIS Entrevista com Pr. Davidson Freitas

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PAM MISSÕES MUNDIAIS MOBILIZA Acampamentos e conexões

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PERFIL MISSIONÁRIO MOBILIZADOR Alexander Maia

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UM ANO INTEIRO DE ORAÇÃO PIM

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QUEM É QUE VAI? EU VOU! De pastor para pastor

Rua José Higino, 416 / Prédio 21 Tijuca - Rio de Janeiro - RJ CEP 20510-412 jmm@jmm.org.br pam@jmm.org.br colabore@jmm.org.br Tel.: (21) 2122-1900 Fax: (21) 2122-1944 PAM: (21) 2122-1901 0800 709 1900

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ESPAÇO RADICAL LUGAR PARA TODOS Com.Vocação JMM

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ESPAÇO FM DEUS DE VISÃO


2 EDITORIAL

ENTRE ASPAS

Em campo pelas nações! Esta edição de A COLHEITA traz um desejo nosso: que você se sinta parte de tudo o que aconteceu e está acontecendo nas frentes missionárias ao redor do mundo, através do trabalho que Missões Mundiais realiza ao seu lado. Somos gratos a Deus por sua vida e por sua parceria em 2013. Esperamos que você continue a trilhar conosco esta jornada de transformação do mundo por meio do amor de Deus. Ao longo destas páginas, você lerá notícias dos campos, mas também conhecerá novos desafios e importantes detalhes da campanha do Dia Especial de 2014. Esperamos que você tenha uma experiência marcante com o Senhor ao longo da sua leitura. Que ela faça seu coração bater ainda mais forte pelo avanço missionário e o motive a interceder por nós, a compartilhar com seus irmãos e amigos o amor pela obra missionária, a sentir o desejo de ir ao campo em uma de nossas viagens ou mesmo de se apresentar para receber treinamento e trilhar o caminho do ministério missionário em um dos países que aguardam ansiosamente pelos mensageiros da esperança em Jesus Cristo. Você ainda será desafiado a dedicar a sua vida, seus dons e talentos ao trabalho missionário de uma forma que, talvez, seja inesperada até agora para você. A partir da compreensão de como participar ativamente do que Deus está fazendo no mundo, sua vida pode tomar outros rumos! Espero que você seja profundamente impactado com a leitura desta edição e ouça a voz do Senhor chamando para fazer parte do avanço missionário ao redor do mundo, entrando em campo com Cristo, pelas nações.

Pr. Davidson Freitas

Gerente de Comunicação e Marketing da JMM

Frases ditas em momentos específicos que resumem um pouco do envolvimento do povo brasileiro com o que Deus está fazendo no mundo, para que o seu amor chegue a todos os lugares da Terra.

Brasileiros são bem-vindos em todos os países. Deus está usando esta facilidade como ponte para que seu amor chegue a todos os povos. Nós, batistas brasileiros, temos atravessado esta ponte com o amor de Deus em nossos corações. Pr. Luiz Roberto Silvado, presidente da Convenção Batista Brasileira

Fazer Missões é ser discípulo integral de Jesus. Pr. Sócrates Oliveira de Souza, diretor geral da Convenção Batista Brasileira

Através da Junta de Missões Mundiais, estamos obedecendo ao Ide de Jesus para a salvação do mundo. Nada pode nos trazer maior alegria do que ser participante dessa missão e ver o crescimento do número de povos alcançados por seus missionários. Lucia Margarida Pereira de Brito, diretora executiva da União Feminina Missionária Batista do Brasil

Embora a impiedade tenha aumentado assustadoramente nos últimos anos, a centenária JMM tem sido partícipe da profecia escatológica, que reza que o evangelho do reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Nossas orações e apoio são essenciais à manutenção de tão excelsa tarefa! Pr. David Bowman Riker, reitor da Faculdade Teológica Batista Equatorial, em Belém/PA


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ESPAÇO DO ADOTANTE

Interceder, mobilizar, ir e ofertar são ações de amor e serviço que Missões Mundiais vive em parceria com você. Por isso, é muito bom saber o que acontece na sua vida através da JMM. Isso faz parte da história que estamos construindo juntos. Gente como João, Paulo José e Alex tem no coração o mesmo sonho de Missões Mundiais: mudar o mundo anunciando Cristo a todo lugar. No testemunho de cada um, percebemos que a vida fica mais bonita quando a Missão é a nossa prioridade. Confira!

Uma vida que se envolve Durante o ano, vários materiais são pensados para manter você informado, ligado na Missão e orando conosco! João Batista Teixeira se envolveu com essa ideia, e viveu a experiência de orar, dia a dia, por Missões Mundiais. É ele quem diz:

Uma vida real

“Participei do calendário de oração da Junta de Missões Mundiais. Foi uma bênção na minha vida! Também me envolvi com os 10 dias de oração pelos missionários europeus. Foi uma experiência maravilhosa! Deus abençoe a vida de todos os missionários, e que portas possam se abrir para o evangelho.”

assíduo de A COLHEITA e, por isso, sempre está bem informado sobre os campos de Missões Mundiais. Desde que sofreu um AVC, Paulo tem

(via facebook)

Uma vida que mudou “Há 17 anos, um jovem me convidou para um retiro de carnaval. Foi uma atitude missionária, de quem está envolvido com a Missão de Deus no mundo. Desde então, Jesus me libertou das drogas e transformou a minha vida. Hoje, levo Cristo aonde vou. Sou grato a Deus também pela existência da JMM. Parabéns pelos 10 anos da revista A COLHEITA!”

Paulo José Candido faz parte da comunidade da PIB de São João de Meriti/RJ. Ele é parceiro do que Deus está fazendo no mundo há mais de

nenhuma edição da nossa revista de conexão missionária. Foi através de A COLHEITA que ele conheceu mais do Jeevan Sach (Vida Real), projeto que cuida de meninas recolhidas de zonas de prostituição no Sul da Ásia. Ao ouvir pediu: “Leia mais uma vez?”. Emocionado e com lágrimas nos olhos ao saber que crianças de até 12 anos são tratadas como mercadoria, ele decidiu: “Quero adotar este projeto também!”. A atitude e compromisso de Paulo com a Missão de Deus demonstrados através do PAM - Programa de Adoção Missionária - têm transformado a vida de meninas que, hoje, recebem amor, carinho e cuidados necessários para crescer como adultas saudáveis, no caminho de Deus.

Alex Bacherolo Indaiatuba/SP

Os depoimentos contidos nesta página refletem a opinião de seus autores. Sua história de parceria com Missões Mundiais também pode fazer parte deste espaço! Escreva para redacao@jmm.org.br e conte o seu depoimento.


IGREJAS QUE AMAM MISSÕES

Missões é a vida, a alegria e o motor da nossa igreja.

“Durante toda a Campanha 2013 de Missões Mundiais, procuramos falar nos momentos missionários sobre os testemunhos dos irmãos que viajaram pelos países produzindo os vídeos. Fiquei muito grata a Deus por poder colocar em prática a ideia da missionária Cristiane Oliveira, que está em Burkina Fasso. Ela sugeriu uma ‘Fábrica de Sabão’. A classe da nossa EBD que trabalhou com essa modalidade dobrou seu alvo, para a glória de Deus! Realizamos também uma grande Feira Missionária com comidas típicas e coreografias! Foi uma programação muito abençoada.” Helena C. da Silva Miranda IBNM Vila Velha/ES

Missões,

um desafio

“Há 20 anos estou à frente da PIB de Santa Cruz, no Rio de Janeiro/RJ. A igreja completa 73 anos neste ano. Neste período, temos descoberto a importância do desafio missionário no Brasil e no mundo. Essa mobilização permitiu que alguns de nossos jovens percebessem o chamado para participar do Programa Radical. O primeiro a ser tocado pelo Espírito Santo foi Eduardo Barcellos de Jesus, que seguiu para a África, onde permaneceu por três anos. Nossa igreja o apoiou totalmente, desde o enxoval até o seu sustento integral através do PAM – Programa de Adoção Missionária. Em 2012, foi a vez do irmão dele, também membro de nossa igreja. Gustavo Barcellos está em Burkina Fasso, também como integrante do Radical África. Antes de ele e seus amigos de projeto embarcarem para a África, recebemos a turma completa em nossa igreja. Ouvimos seus testemunhos e pudemos colaborar para o sustento de outros missionários radicais que não o haviam completado.No início deste ano, outra jovem de nossa igreja, a Salatiane Neves, entendeu seu chamado para o Radical Haiti. Ela embarcou para o campo em setembro passado. Missões é um privilégio que Deus nos concede. Receber missionários e auxiliar financeiramente diversos projetos são alegrias para nossa igreja. Missões é a vida, a alegria e o motor da nossa igreja, junto com o estudo da palavra em nossa EBD.” Pr. Elison Amaral Leite PIB de Santa Cruz, Rio de Janeiro/RJ

“Grandes foram as bênçãos derramadas durante a Campanha de Missões Mundiais em 2013. Deus nos usou de forma tal que logo a igreja entendeu a grande missão de testemunhar às nações pelo poder do espírito. Essa campanha foi maravilhosa! Alcançamos quase o dobro do nosso alvo. Só temos a agradecer a Deus por essas e muitas outras vitórias. Oramos para que a chama da paixão por Missões esteja sempre acesa em nossos corações.” Jetison Marcel promotor voluntário de Missões na Igreja Batista Fonte dos Vales, Manaus/AM

“Muitas atividades marcaram a Campanha 2013 de Missões Mundiais em nossa igreja. Promovemos um maravilhoso culto missionário com entrada de bandeiras e trajes típicos de países onde há perseguição aos cristãos. Conseguimos arrecadar uma oferta, e a enviamos para a JMM. Também realizamos três dias de culto de evangelismo na igreja, ruas e praças da nossa região. Os jovens também se mobilizaram!” Rita de Cássia da Silva Igreja Batista Restauração e Vida em Franco da Rocha/SP


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ATÉ OS CONFINS

Viagens de Missões Mundiais

Eu vi esperança F

ui ao Sul da Ásia para registrar o que Missões Mundiais precisava mostrar à igreja brasileira em 2014. Sempre que ouvi nosso diretor executivo, Pr. João Marcos B. Soares, falar sobre esta região, entendi que havia muito que fazer ali. A comoção e a preocupação do Pr. João Marcos frente à realidade daquele povo deixaram algo ainda mais claro pra mim: que o mundo tem urgências. Tomei este sentimento pra mim. De malas prontas, parti para cumprir minha missão. Sim, eu estava em missão, pronta para ver o que Deus estava fazendo no mundo! Isso anima meu coração. Quem se envolve com Missões, vê milagres. Lá cheguei. Foram 15 dias de muito trabalho e intensas experiências. Em poucas horas, entendi o que, antes, era só uma notícia do telejornal diário: a região é um lugar de contrastes, com traços únicos, deixando marcas em quem passa por ali. Ao mesmo tempo em que é o segundo país mais populoso do mundo, que se transforma e parece despertar, ele ainda está preso a rígidas cadeias. É gente que compõe a maior parte da sociedade, mas que não tem voz ou nem sequer é considerada existente. Gente cuja presença é indesejada, como os Dálits. Desesperança é um retrato comum, quase uma rotina. É difícil falar de fé quando a palavra justiça

não passa de uma simples promessa, e não enche barrigas famintas. É comum ouvir falar sobre as buzinas e o trânsito que, vira e mexe, se tornam a principal característica do lugar. Mas confesso que reparei em algo diferente: há um passado que vive latente no presente, e um presente que já não dá conta de apontar o futuro.

“É difícil falar de fé quando a palavra justiça não passa de uma simples promessa, e não enche barrigas famintas.” Dentro de um templo hindu, perguntei a uma moça: Por que você acredita em tantos deuses? O que representa a religião pra você? A resposta dela me intriga até hoje: “O hinduísmo é só mais uma tradição”. Paralelo a tudo isso, vi um país modernizado, que demonstra acatar influências da cultura ocidental. O que me pergunto é se, diante de tanta novidade, a globalização não estaria jogando a favor do amor da cruz que queremos transmitir. A proximidade das diferenças riqueza e pobreza ocupando o mesmo espaço, por exemplo causa dúvida, o que gera novas oportunidades na construção da identidade das pessoas, e na

busca de encontrar algo que as preencham e dê significado de vida. A busca pelo nosso Deus, que transforma qualquer realidade. Eu vi esperança para a Ásia. Esses são apenas alguns dos aspectos que levaram Missões Mundiais a cruzar o mundo para compartilhar uma nova chance com essa multidão de excluídos. Atualmente, trabalhamos resgatando meninas da prostituição e do tráfico humano, transmitimos novos e importantes valores para famílias de classe média através da prática de esportes, e atuamos em comunidades muçulmanas apresentando o amor que é a verdade da vida, o nosso Deus. Ao conferir o material da nossa Campanha 2014, você verá que estamos não só atentos a tudo o que acontece no mundo, mas nos esforçando cada dia mais, através dos projetos e programas desenvolvidos por nossos missionários, para minimizar injustiças e promover equidade, anunciando o amor que transforma. O Deus que, por ter nos feito únicos, exalta nossas diferenças. Você é parte desta história. Você já está envolvido. Em seu coração, há um pouco da Ásia. Esta missão é nossa, por isso, Entre em Campo com Cristo, pelas Nações. Raquel Lima Coordenadora do Setor de Audiovisual da JMM


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A tarefa de organizar a Missão

A

Gerência de Missões é o coração da JMM. É ela que, contagiada pela visão do diretor executivo, Pr. João Marcos Barreto Soares, leva esse amor às igrejas, motivando-as a se envolverem com a Missão, acolhendo os vocacionados transculturais de nossas comunidades de fé. É missão da Gerência de Missões pesquisar, analisar e direcionar novos campos para implantar, desenvolver, sustentar e dar continuidade aos diversos projetos sociomissionários da organização, através do envio de missionários que, com a vida entregue ao Senhor, falam aos povos de toda a Terra sobre o Deus  que transforma realidades. Uma vez em campo, os missionários recebem o cuidado da Gerência de Missões, que zela pelos nossos missionários em todas as esferas de suas vidas, o que inclui sua saúde física, mental e emocional, seus relacionamentos e seu planejamento de vida, como pessoas que entenderam o projeto de Deus para a transformação e restauração da humanidade. Até o fechamento desta edição (novembro/2013), Missões Mundiais já tinha 853 missionários, sendo 369 brasileiros e 484 obreiros da terra, distribuídos por 79 países, números recordes na história da JMM. O Pr. João Marcos lembra que esses dados mudam rapidamente, pois toda a equipe trabalha arduamente para formar novos missionários, instalando-se em mais campos pelo mundo.


7 “Para realizar a visão da JMM, que é ‘ser um referencial de excelência na expansão do evangelho a todos os povos’, e sua missão, ‘servir e mobilizar as igrejas da CBB, viabilizando a obra missionária global’, continuamos buscando parcerias para melhorar nosso trabalho. Uma delas viabilizou um sonho que deveremos alcançar neste ano: entrar em um dos países mais fechados ao evangelho do mundo.” Os missionários são coordenados pelo Pr. Ruy Oliveira (Américas), Pr. Paulo e Teresa Pagaciov (Europa), Pr. Hans Udo e Úrsula Fuchs (África), Pr. Renato Reis (Ásia) e pelo casal Jessé e Quésia (África e Ásia). Todos são gerenciados pelo Pr. Alexandre Peixoto.

A Missão em parceria O trabalho da gerência de Missões chega a todas as igrejas ligadas à Convenção Batista Brasileira. Por meio dele, cada comunidade entende como suas ofertas são administradas, percebendo como é necessário investir cada vez mais em Missões Mundiais. Essa consciência é o que nos permite ir cada vez mais longe nos campos onde atuamos. Desta forma, mais pessoas em todo o mundo têm a oportunidade de conhecer Cristo através de ações sociomissionárias. “Os recursos são resultados de um bom trabalho diante de Deus. Missões Mundiais é uma agência missionária das igrejas, e não existe sem elas, que são nossos escudos de oração. São nossas sustentadoras, e é através delas que Deus nos envia os recursos financeiros”, explica o Pr. Alexandre. Ele lembra ainda que as igrejas são verdadeiras fontes de missionários, pois são elas que, de perto, falam sobre vocação, despertam vocacionados, acompanhando-os e enviando-os para o treinamento. Segundo o gerente, o baixo índice de missionários que desistem de permanecer no campo se deve, em parte, a todo acompanhamento e estudo a que tiveram acesso em suas comunidades de fé.

Mobilizando recursos humanos Pensando na existência dos cerca de 3.800 povos não alcançados por uma ação missionária, o Pr. Alexandre vive constantemente com um objetivo: mobilizar recursos humanos para que Missões Mundiais viabilize o envio de missionários a esses povos. “Nós temos o desafio de influenciar a igreja na América Latina. Essa igreja amadureceu e precisa de pessoas que sejam preparadas e experientes. Temos também o desafio de trabalhar com a igreja na Europa, que, aos olhos de todos, precisa de revitalização. Se pensarmos em Oriente Médio, são necessárias pessoas que dediquem a vida inteira a esta missão. Tornar-se um missionário na Ásia e no Oriente Médio é um processo migratório. Não representa uma pessoa que vai por cinco ou sete anos, mas por 30 anos”, alerta. O vocacionado para Missões Mundiais pode começar a descobrir o desdobramento de suas habilidades doando seus dons e talentos durante um tempo determinado, em uma viagem voluntária a um dos campos da JMM. Após este período, a nossa experiência aponta para um fato recorrente por aqui: provavelmente, esta pessoa não irá querer voltar! Ela se interessará por ser um “missionário de longo termo”, aquele que vai ao campo transcultural por tempo indeterminado. Seus três primeiros anos de trabalho em outro país são de experiência – um período em que a JMM e o missionário entendem melhor as direções que Deus tem para esta parceria. Para participar do que Deus está fazendo no mundo com o que é e sabe fazer, o vocacionado deve entrar em contato com a JMM através do e-mail crh@jmm.org.br. por Marcia Pinheiro


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NOTÍCIAS DOS CAMPOS

JMM EM CAMPO

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m seu último ano convencional, de outubro de 2012 a setembro de 2013, Missões Mundiais enviou 98 missionários, possibilitando a abertura de 11 novos campos. Chegamos a um total de 853 missionários no campo (369 brasileiros e 484 obreiros da terra). Além destes, temos ainda 680 missionários-educadores. A seguir, confira algumas conquistas da JMM em 2013.

EUROPA 77 missionários brasileiros e 131 obreiros da terra

ITÁLIA

Trabalho missionário completa 15 anos

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m outubro, aconteceu na cidade de Mântova, norte da Itália, uma programação especial para celebrar os 15 anos do trabalho missionário dos batistas brasileiros no país, realizado através da Junta de Missões Mundiais. Mais de 300 pessoas de todas as igrejas onde nossos missionários estão ou ajudaram a organizar se encontraram, além dos oito casais de missionários que atuam nesse campo. Também estiveram presentes o diretor executivo da JMM, Pr. João Marcos Barreto Soares; o presidente da Convenção Batista Brasileira, Pr. Luis Roberto Silvado (Igreja Batista do Bacacheri, Curitiba/PR) e o Pr. Carmine Bianchi, representando a União Cristã Evangélica Batista da Itália (UCEBI).

UCRÂNIA Mobilizados por Missões

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primeiro Proclamai Missionário Nacional CBU marcou a história da Ucrânia. Realizado em agosto passado na capital Kiev, o evento reuniu mais de 3.000 pessoas e outras 3.000 pessoas assistiram ao evento pela Internet. Também tivemos representantes de 30 países. O tema central foi baseado no livro de profeta Isaías, capítulo 6, versículo 8. Canais de TV transmitiram o evento, que contou com a presença de membros do governo, entre eles o ministro da cultura Leonid Novokhatko. Ele apresentou a cartasaudação escrita pelo presidente ucraniano Viktor Yanukovitch.

NOVOS CAMPOS

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ois gols de placa que a JMM marcou em 2013 foram os campos abertos na França e na Bósnia. Na França, em conjunto com a Federação Batista Francesa, queremos mostrar ao povo que a verdadeira liberdade, igualdade e fraternidade só são possíveis com Cristo. Por lá, nossos missionários trabalham na revitalização de igrejas. A União Batista da Bósnia apresentou um dado alarmante: em todo o país há poucas igrejas, e a maior delas tem cerca de 30 membros. Como se manter indiferente a tudo isso? Impossível quando se é movido pelo amor de Deus. Assim, Missões Mundiais enviou para lá uma missionária.


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NOTÍCIAS DOS CAMPOS

ÁFRICA

79 missionários brasileiros e 48 obreiros da terra

GUINÉ EQUATORIAL Novo templo

A

s missionárias Maria Lucinalva e Nely Soares alcançaram uma grande vitória para o povo da Guiné Equatorial: a construção de um templo, muito importante para a cultura local. Para celebrar, foram necessários dois dias: 9 e 10 de novembro de 2013. A cerimônia teve as participações do diretor executivo da JMM, Pr. João Marcos Barreto Soares, e dos coordenadores para a África, Pr. Hans e Úrsula Fuchs. Nestes dois dias, a igreja recebeu a visita de missionários, pastores e autoridades governamentais locais. Eles ficaram impressionados com tudo o que Deus fez naquele lugar. Os pastores João Marcos e Hans realizaram 11 batismos em uma praia. “Para nós foi um momento único de muita

emoção em ver nossos filhos na fé sendo batizados. Os irmãos cantavam, oravam e vibravam de alegria”, comentou a missionária Nely. “Viver tudo isso não tem preço. Muitos desses jovens que batizei saíram das drogas para os braços do Senhor e os adultos da bruxaria para conhecer a Verdade que liberta”, alegrou-se o Pr. João Marcos. Os próximos desafios na Guiné Equatorial são as inaugurações de um centro pré-escolar e de um posto de saúde da família.

GÂMBIA Projeto multidisciplinar

E

sse pequeno país da costa ocidental da África, quase totalmente envolvido pelo Senegal e repleto de idiomas e grupos étnicos distintos, é o mais novo campo da missionária Ana Cristina Santos. Ela está na aldeia Kachumeh. “Liberdade para Gâmbia”, este é o lema do seu projeto. O terreno para a construção do templo e o centro de saúde onde ela desenvolverá o ministério de capelania hospitalar já foi adquirido. Mas Ana Cristina e sua colega de campo, a missionária Edna Dias, que são as responsáveis pelo projeto, também desejam abrir uma escola para atender a comunidade. Elas contam com a plena participação da igreja brasileira para que o projeto avance e a aldeia de Kachumeh e toda a Gâmbia conheçam a mensagem do evangelho por meio de ações de amor do povo de Deus. O islamismo é predominante em Gâmbia, com 86% da população seguindo esta religião. É preciso ter fé, esperança, perseverança, dedicação e amor para avançar.

MOÇAMBIQUE Cuidando da saúde

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entenas de pessoas foram atendidas ao longo do último ano pelo projeto Kogmotso (Consolo), desenvolvido pelas missionárias Maria da Conceição Antônio, médica, e Jaqueline Matos, enfermeira. A cada mês, elas selecionam uma aldeia onde não há oferta de atendimento médico e ficam acampadas nela por duas semanas prestando atendimento à população. As missionárias sempre são acompanhadas por um grupo de jovens que estão discipulando. Eles apoiam o trabalho, ajudando na tradução e falando do amor de Deus às pessoas que aguardam para serem atendidas.


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NOTÍCIAS DOS CAMPOS

AMÉRICAS

63 missionários brasileiros e 235 obreiros da terra

COLÔMBIA Amor que leva liberdade

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Programa para Auxílio e Recuperação (PARE) é desenvolvido em Medellín, na Colômbia. Esta iniciativa ganha ainda mais importância pelo local onde o projeto funciona, conhecido como “Rua do Pecado”. A missão do PARE é levar transformação a essa triste realidade e viver o evangelho através do serviço às pessoas que frequentam aquele local. E algo já está acontecendo em Medellín.

PERU Parceria com liderança

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issões Mundiais tem entrado em campo no Peru em parceria com a convenção batista deste país vizinho e a International Mission Board (IMB). Ali, a meta é contribuir com o despertamento e fortalecimento da vocação e visão missionária de líderes e jovens. Outra frente de atuação no Peru é o Centro de Recuperação Quero Viver, na cidade de Arequipa. Este projeto tem ajudado no tratamento de dependentes químicos que querem largar o vício das drogas. O trabalho no Quero Viver é reconhecido pelas autoridades locais competentes, sendo considerado um modelo neste tipo de tratamento.

CHILE “Temos momentos de atendimento de mais de 80 pessoas por culto. Já registramos 60 decisões, e 25 pessoas estão sendo discipuladas”, diz o Pr. Ruy Oliveira Jr., coordenador de Missões Mundiais para as Américas. “Temos a convicção de que atuaremos ativamente no resgate de pessoas da Rua do Pecado”, acrescenta. Também em Medellín é desenvolvido o Projeto Calçada, voltado para moradores de rua e crianças em situação de risco social. Hoje, contamos com 11 voluntários que, quatro vezes por semana, andam pela cidade em busca de crianças e adolescentes de rua. “Através desses projetos e de unidades do PEPE coordenadas por nossas missionárias, registramos mais de 740 decisões por Cristo em 2013, das quais 17 pessoas foram batizadas e 77 estão sendo discipuladas”, destaca o Pr. Ruy. “Consideramos esses frutos como preciosos, já que sabemos do contexto e dificuldades de evangelização na Colômbia”, conclui.

Missionários em campo para testemunhar

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Chile é o campo onde Missões Mundiais mais tem missionários brasileiros. São 13 espalhados por este país, o mais antigo campo da JMM na América do Sul. Em Iquique, são desenvolvidos projetos esportivos e atividades evangelísticas e de discipulado. O projeto Gol para Cristo atualmente funciona com três escolinhas de futebol, com média de 90 alunos. “Queremos utilizar este projeto como ferramenta de serviço ao evangelho; uma ponte entre as quadras esportivas e a igreja”, explica o Pr. Ruy Oliveira. Em Santiago, também há um grande desafio na futura Igreja Batista da Restauração em Cristo, principalmente devido à sociedade secularizada da capital chilena.


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NOTÍCIAS DOS CAMPOS

ÁSIA

71 missionários brasileiros e 64 obreiros da terra

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maior continente do mundo é também o mais populoso. Nele, se concentra a maior quantidade de povos não alcançados do mundo. Apenas dois países, China e Índia, acolhem dois terços da população mundial, e a Indonésia é a maior nação islâmica em todo o planeta. Essas poucas informações refletem a grandeza da missão que é entrar em campo na Ásia para servir, levando o amor da cruz de Cristo. É justamente para a Ásia que Missões Mundiais direciona grande parte dos recursos confiados à sua administração. Prova disso é o projeto Bíblias para a Ásia, que já distribuiu mais de 500 mil exemplares para irmãos da igreja perseguida. Outro projeto de destaque é o Jeevan Sach (Vida Real), no Sul da Ásia. Esta iniciativa acolhe meninas resgatadas da exploração sexual e oferece a elas uma vida em família, transformada por Jesus. Em 2013, o Programa Radical também chegou à Ásia, enviando sua primeira turma.

SUDESTE DA ÁSIA Meio milhão de Bíblias distribuídas

A

té 2013, o projeto Bíblias para a Ásia distribuiu 500 mil exemplares das Sagradas Escrituras a irmãos da igreja perseguida, e chegou a dez minorias não alcançadas através de 30 missionários da terra. Este projeto é um dos destaques e desafios de oração e adoção para a Campanha 2014. Para este ano, a meta é distribuir mais 150 mil Bíblias, treinar 500 líderes e enviar exemplares da Palavra de Deus para outros países asiáticos. Este projeto tem fortalecido o relacionamento de nossos missionários com as comunidades, especialmente treinando e mobilizando líderes, sempre tendo como objetivo enviar ainda mais missionários da terra para chegar aos povos não alcançados.

SUL DA ÁSIA

Meninas têm novo destino, longe da prostituição

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ara o projeto Jeevan Sach, o ano de 2013 marcou o resgate e o começo de uma nova vida para dez meninas que estavam destinadas à prostituição, no Sul da Ásia. Com a inauguração da primeira casa do projeto, novas metas já foram definidas, como a de abrigar 100 meninas em oito casas nos próximos cinco anos. Agora, as garotas acolhidas moram na casa do projeto, onde estão aprendendo a viver a realidade de uma família, transformadas pelo amor de Deus: “O início efetivo do Jeevan Sach nos traz grande alegria e ânimo, por acreditarmos que Deus seguirá levantando a igreja brasileira a se envolver ainda mais com este projeto”, diz o coordenador de Missões Mundiais para a Ásia, Pr. Renato Reis.

ORIENTE MÉDIO Esperança em meio aos conflitos

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árias frentes missionárias estão em funcionamento no Oriente Médio, região onde Missões Mundiais tem se preocupado com anunciar a mensagem de esperança em Cristo em meio a tantos conflitos e dor. O projeto Norte do Iraque começou suas obras, e as primeiras ações foram a terraplanagem e construção dos muros do terreno. Um ambulatório feminino também está sendo erguido, pois muitas mulheres são impedidas por seus maridos de serem consultadas por médicos. Os conflitos podem até causar dificuldades à missão de entrar em campo e levar Cristo ao Oriente Médio, mas, apesar de tudo isso, nossos missionários continuam firmes, servindo a este povo. “Nossos missionários estão sofrendo as agruras de uma guerra que persiste há quase três anos. Eles têm ministrado em meio ao sofrimento do povo. O socorro e o auxílio prestados têm sido testemunhos fortes para toda a comunidade local”, diz o coordenador de Missões Mundiais para a Ásia, Pr. Renato Reis.


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Expandir

é

preciso

seu envolvimento com o PEPE permitiu que Missões Mundiais alcançasse a marca de 293 unidades em 22 países da América Latina e África em 2013. Segundo a coordenadora do PEPE Internacional, missionária Terezinha Candieiro, uma das ações enfatizadas foi o fortalecimento do desenvolvimento sustentável e aumento do impacto missionário e social nas regiões onde há unidades do programa. As atividades de capacitação de toda equipe de coordenadores e educadores do PEPE foi um dos principais pontos que colaboraram para que os objetivos fossem alcançados.

O

Testemunhos inspiradores Várias são as histórias de vidas transformadas através do PEPE. Alunos e suas famílias conhecem a Jesus, graças a esta poderosa ferramenta de serviço. A missionária Lucia Martiniano, que coordena o PEPE no Sul da África, conta como Deus tem usado o programa para abençoar vidas em Ruanda, o mais novo país da rede: “Uma das unidades está localizada em um bairro de maioria muçulmana. Meu coração se encheu de alegria ao saber que, das 50 crianças matriculadas naquela unidade, 18 pertencem a famílias muçulmanas.

Numero de unidades

Numero de criancas beneficiadas

293 9660

Numero de coordenadores

48

Novos desafios para 2014 Como principal meta para este ano, a coordenação internacional sonha com a expansão para outros países, além de outro continente: Ásia. “Estamos no processo de contatos, apresentação do Programa e capacitação dos educadores para que, em breve, possamos ter novas unidades no México, Guatemala, Venezuela, Nicarágua,

Desses alunos, alguns pedem aos pais para irem à Escola Bíblica Dominical e recebem permissão. Toda honra e glória sejam dadas a Deus”, comemora Lucia.

Formaturas Normalmente, as crianças passam dois anos no PEPE, com atividades cinco dias por semana. Após esse período, elas estão prontas para prosseguirem com sua vida acadêmica em uma escola formal. Ao final do ano letivo, os alunos recebem seus certificados durante uma cerimônia de formatura. O PEPE tem contribuído para a melhora dos índices de desenvolvimento infantil e humano em vários dos países considerados mais pobres do mundo. No Haiti, após o início do trabalho em 2012, aconteceu a primeira formatura. “Foi uma grande vitória e de muito impacto para toda a comunidade que, diante da reconstrução do país destruído pelo terremoto, deseja investir nas crianças”, diz a missionária Terezinha Candieiro. Há muitos desafios para o desenvolvimento do PEPE Haiti. Missões Mundiais agradece a Deus pela vida de Alexandra Joseph, obreira da terra que coordena o programa entre as igrejas da Conexão Batista, assim como pela nossa missionária Verônica Bahia pelo apoio prestado.

Numero de educadores

Decisoes registradas

652 8567 1510 Guiné Equatorial, Gâmbia, Libéria, Chade e Etiópia. Pretendemos chegar também ao Timor-Leste, na Ásia, com possibilidades de implantação de uma unidade do PEPE em um país considerado fechado ao evangelho neste continente”, revela Terezinha. Para ela, a visão de servir a Jesus e aos pequeninos tem sido o diferencial estimulador para o prosseguimento desta missão.


Em campo com

CRISTO E

m 2014, o PEM – Programa Esportivo Missionário – entra em campo com o time reforçado! Vocacionados para servir através dos esportes e novos missionários (todos os missionários efetivos de Missões Mundiais recebem treinamento do PEM antes de seguirem para os seus respectivos campos) são aguardados pela JMM ainda neste primeiro semestre, no Rio de Janeiro. A expectativa do Pr. Marcos Grava, coordenador do programa, é de enviar mais dois casais de missionários do PEM a países considerados fechados ao evangelho, ainda neste ano. Enquanto isso, o PEM continua desenvolvendo diversas ações para sinalizar o Reino de Deus em comunidades pelo mundo, especialmente por meio de escolas de futebol para crianças, jovens e adolescentes. No sudeste asiático, já chega a 16 o número de missionários do PEM. Outros seis estão no Oriente Médio; quatro na Europa; três na África e dois na América do Sul. O Pr. Marcos Grava espera que, com a realização da Copa do Mundo no Brasil, mais vocacionados sejam direcionados ao PEM, especialmente treinadores de futebol. O programa também precisa de professores de Educação Física, mestres em artes marciais e treinadores de outras modalidades esportivas.

O PEM consegue levar o evangelho a países mais fechados ao cristianismo graças à admiração que estrangeiros têm pelo futebol brasileiro. A atuação do programa em grandes eventos como os Jogos Pan-Americanos, Jogos Olímpicos e Copas do Mundo FIFA credenciou seu coordenador a se tornar o atual presidente da Missão Atletas de Cristo no Brasil, ministério parceiro do PEM no envio de missionários e equipes esportivas para vários países do mundo. O programa também integra o grupo de organizações cristãs que participam da criação do Joga Limpo Brasil, movimento de mobilização de igrejas para um grande projeto de evangelização durante a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Se o esporte é o seu talento, entre para esse time. Participe. Seja um missionário voluntário, um missionário intercessor ou um missionário parceiro, adotando este programa. Marque um gol em favor da vida com Cristo em todos os lugares da Terra.

por Marcia Pinheiro


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Voluntários que cumprem

A MISSÃO

S

er voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para levar o amor de Deus a todas as nações. E é isso que pessoas e igrejas de todo o país estão fazendo. Elas querem se envolver ainda mais diretamente com o trabalho de Missões Mundiais. Em 2013, foram 426 voluntários enviados aos campos de Missões Mundiais em grupo, caravanas ou individualmente. Para Cláudio Elivan, coordenador do Voluntários Sem Fronteiras, setor da JMM responsável por atender, orientar e efetivar o contato dos voluntários com o campo transcultural, os brasileiros, em geral, têm um compromisso crescente em relação ao voluntariado, e a igreja não fica atrás. “No dia a dia, todos se envolvem e se doam. O que parece ser ‘novo’ é este compromisso acontecer longe de casa”, diz Cláudio. Foram nove as igrejas que enviaram caravanas para os campos de Missões Mundiais, totalizando 159 pessoas. Também doaram seu tempo no campo 43 voluntários que viajaram sozinhos, sob orientação da JMM, para entrarem em campo e auxiliarem nossos missionários.

Os campos visitados por nossos voluntários foram África do Sul, Itália, Moçambique, Cuba, Uruguai, Chile, Paraguai, Haiti, Peru e Senegal. A caravana enviada ao Paraguai foi a da PIB Itamaraju/ BA, que auxiliou os nossos missionários Carlos Alberto e Lídia da Silva. O grupo destinado à cidade de Arequipa, no Peru, ajudou na reforma do centro de recuperação de dependentes químicos Quero Viver. No Senegal, os voluntários da caravana conheceram e ajudaram o projeto Fábrica de Esperança, coordenado pelos missionários Humberto e Elisângela Chagas. “Vimos neste último ano um compromisso maior de muitos adolescentes, jovens, adultos e idosos que doaram seu tempo, trabalho e talento. Eles entraram em campo para mostrar o que é o evangelho e abençoaram diversas pessoas em vários países”, destaca Cláudio Elivan. Muitas são as formas de se envolver com o trabalho missionário e conhecer, mais do que por notícias, as múltiplas realidades do serviço missionário transcultural. Você também pode entrar em campo com tudo o que tem e doar seu tempo e suas habilidades no cuidado ao próximo. Se você ou sua igreja desejam ter essa experiência, escreva para voluntarios@jmm.org.br.

Participe das caravanas voluntárias em 2014 Para este ano, já estão programadas mais de dez caravanas voluntárias de Missões Mundiais. Entre em campo conosco no Haiti, Chile, Cuba, Cabo Verde, Portugal, Espanha e Ásia. Faça parte do time daqueles que não querem ficar de fora do que Deus está fazendo no mundo. Escreva agora mesmo para voluntarios@jmm.org.br e informe-se sobre como participar.

Caravana de Voluntários - 2014

Seja um voluntário de Missões Mundiais! Data

Campo

Perfil necessário

JANEIRO

Haiti

Evangelismo, atividades sociomissionárias

2 A 15/01

Iquique, Chile

Artes, esportes

MAIO

Cuba

Pastores

AGOSTO

Ásia

Pregadores, área de beleza

SETEMBRO

Sudeste da Ásia

Equipe de futebol

SETEMBRO

Cuba

Pastores

OUTUBRO

Haiti

Evangelismo, atividades sociomissionárias

11 A 26/10

Cabo Verde

Seminaristas, liderança

NOVEMBRO

Oriente Médio

Pastores


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DIÁRIO DE BORDO

Nem tudo pode ser

PLANEJADO É  natural que, ao chegar a um lugar diferente, sempre tentemos encontrar semelhanças à terra natal, porque isso gera certa sensação de segurança, impressão de conforto. E, dessa vez, não foi diferente. Como em todas as viagens que tenho feito, comecei a me preparar 15 dias antes. Estabeleci um plano para fortalecer meu corpo e espírito. Tentei obter o máximo de informações para não sofrer um choque cultural forte, ao ponto de ameaçar o meu desempenho ou propósito.

Embora estivesse convicta dos cenários que poderia encontrar por lá, tudo foi diferente. Minha relação de identificação entre o Sul da Ásia, o Brasil e minha história de vida ultrapassou a fronteira da racionalidade. Eu esperava ver de tudo. E, talvez, achei que ter passado pela África me tornaria madura e preparada o suficiente para enfrentar qualquer situação. Não foi bem assim. Eu chorei. Eu sofri a angústia de me achar pequena, ignorante e inútil diante das atrocidades e impossibilidades vistas no Sul da Ásia. Meus primeiros questionamentos foram: “Por que, Deus? Qual o motivo de tanta injustiça, de tanta violência, de tanta brutalidade, de tanta cegueira? Por que tanta dor?” Entendi, de forma direta, que esse é o mundo real, acima de qualquer suspeita ou dúvida. É o mundo em que estamos vivendo, onde o amor está se esfriando a cada dia.  Conheci o projeto Jeevan Sach logo nos primeiros dias. E, sendo mãe e mulher, como não me compadecer com a história de meninas resgatadas da prostituição? Esqueci, por alguns

momentos, de todos os protocolos no exercício de anos de profissão. Quebrei todas as regras. Chorei de tristeza; chorei porque me senti impotente; chorei porque eu não podia acreditar que uma menina de apenas dez anos estava sorrindo enquanto me contava coisas tão terríveis; chorei quando a vi chorando ao falar sobre um pai que não havia conhecido. A menina B. foi violentada algumas vezes dentro de casa por um parente muito próximo. Foi abusada por cafetões. Sentiu frio, fome e solidão. Fez trabalhos forçados. Apanhou. Durante muito tempo esteve invisível, mas, alcançando a adolescência, se fazia notada pela beleza, e já estava sendo aliciada para a prostituição. Ela se fez escudo para proteger as irmãs mais novas, com o senso de responsabilidade, cuidado e amor que geralmente o irmão mais velho tem. Hoje, B. começa a reescrever sua história, assim como as outras duas irmãs. Ela diz que tem todas as coisas que nunca teve na vida, e que participar do Jeevan Sach parece ser um sonho. Nele, ela conheceu a Deus. A menina, tão jovem, me ensinou lições de gente grande, como a capacidade de superação. Mostrou que é preciso estar sempre preparado para as adversidades, e que nem tudo é para ser olhado apenas com os olhos humanos. Afinal, conhecer o poder transformador do amor de Cristo excede todo o entendimento.

Raquel Lima Coordenadora do Setor de Audiovisual da JMM


Você está convocado a

entrar em campo N

ão é suficiente. Tudo o que somos e nos tornamos a cada dia não é suficiente para demonstrar a gratidão que sentimos. Coração grato por ter no Deus de toda a Terra uma certeza: há amor. “Entre em Campo com Cristo, pelas Nações” é a grande conclusão desta gratidão pelo Deus que, de fato, existe, porque o sentimos e vivemos. Se não estamos em campo ainda, é porque não entendemos o sacrifício de Jesus. O que vemos, ouvimos e percebemos, as necessidades que surgem à nossa volta, são retratos do que mexe com o nosso coração; são retratos do lugar onde está o nosso tesouro. E você sabe do que estamos falando! O que nos movimenta? O que nos impulsiona a lutar por uma causa? Amamos porque ele nos amou primeiro, essa é a verdade. O amor dele deve ser o que nos move. Entrar em campo significa estar inteiro. Ser inteiro em tudo o que vivemos, em tudo o que fazemos, buscando enxergar que a partida da vida já começou, e nós, como gente que entrega nas mãos do Pai o fôlego que ele mesmo deu, precisamos ter o mesmo objetivo que ele neste jogo: o resgate da vida. A salvação da humanidade. O ano de 2014 chega com a tarefa de significar uma grande oportunidade missionária. A oportunidade de entrar em campo pelos desafios do mundo. Muitos me perguntam quais são os nossos maiores desafios, e eu respondo, diante de toda a nossa força missionária, que os nossos desafios são os desafios do mundo. Onde há uma necessidade, onde há um povo não alcançado pela liberdade da cruz, pela vida do Cristo, ali há um desafio de Missões Mundiais. Cada necessidade humana é uma oportunidade de ação missionária. A proclamação do evangelho é inseparável da manifestação concreta do amor de Deus, e a nossa vocação encontra espaço no serviço a ele e ao próximo. Nossa missão não é um input de iniciativa pessoal, mas uma expressão de vida que nasce em comunidade, através da comunhão com o Espírito, com a experiência de uma oração genuína. Uma oração digna da vida de quem doa de si é aquela que se compromete com o que Deus está fazendo no mundo. Estar na Missão, viver a Missão, entrar em campo com Cristo, é fazer das necessidades do mundo as minhas necessidades. É tomar para mim a responsabilidade de responder à Missão de Deus, participando dela com a minha vocação.

Entrar em campo significa estar inteiro. Ser inteiro em tudo o que vivemos, em tudo o que fazemos, buscando enxergar que a partida da vida já começou, e nós, como gente que entrega nas mãos do Pai o fôlego que ele mesmo deu, precisamos ter o mesmo objetivo que ele neste jogo: o resgate da vida. Não, não tem sido suficiente. Precisamos nos envolver mais. Meu coração se dobra frente ao que vejo em cada campo da JMM, e cada vez mais acredito que precisamos ser tomados por realidades que vão além de nossas casas e de nossas igrejas locais. É necessário e urgente que Missões Mundiais e você deem as mãos para que, em campo, tenhamos a força necessária para imitar cada passo de Cristo, em qualquer lugar do mundo, e em todos os lugares. Cristo, enquanto nesta Terra, serviu. Dele saiu poder, dele transbordou graça. Nele, vimos joelhos dobrados em oração, vimos sorrisos diante de crianças, vimos exemplos de amizade e de discipulado. Em Cristo, vimos o sofrimento que dignifica. No filho de Deus, entendemos o amor, pela vida deixada na cruz. Onde estamos deixando a nossa vida? Ela está em campo, vivendo a Missão de Deus, ou está em qualquer outro lugar que roube o nosso coração? Onde está o nosso coração? Onde está você, irmão, pastor, missionário, amigo, parceiro? Onde está a sua parte no dia a dia da luta contra toda a injustiça, fome, miséria, mentira e desamor do nosso mundo? Em que lugar está a sua voz falando do Deus que lhe resgatou de uma vida sem sentido? Onde você esqueceu suas mãos doando os bens e talentos que o Pai concedeu a você para que se tornassem em justiça a alguém? Onde estão seus pés, que não têm ido a todos os lugares da Terra com nossos missionários, por meio da adoção, da doação, da oração, da vida inteira entregue na cruz? Se sua resposta é: “estou envolvido, esta é a minha missão também”, meu coração se alegra com você, mas compartilha um sentimento: é urgente.


Cada necessidade humana é uma oportunidade de ação missionária. É necessário. Precisamos fazer mais, a começar por onde estamos, e indo a qualquer lugar. Você é responsável pelo que no mundo? Talvez você não se sinta responsável pelos povos do Sul da Ásia, por exemplo, mas eu lhe digo que, em sua comunidadede fé, as pessoas responderão conforme as necessidades que enxergarem. Mobilize-as a isso. Ame a Missão e elas também aprenderão a amar. Tome a sua cruz, amigo. Fique na cruz, e não desista dela. É o que Cristo nos pede. É o que ele nos ensinou. O amor da cruz, o amor da entrega. A cruz é o nosso campo, com Cristo, pelas nações. Aja. Movimente-se. Assuma riscos. Assuma responsabilidades. Veja o mundo com os olhos de uma fé que se dá em conhecimento de Deus. Resolva-se como pessoa, como cidadão, como exemplo de serviço, e sirva. Faça o que há para fazer. Entre em campo e fique nele. Juntos, vamos sinalizar o Reino de Deus que já chegou. Não há mais tempo para esperar. Pr. João Marcos Barreto Soares Diretor Executivo de Missões Mundiais

Conecte-se com Cristo e faça diferença no mundo Aprendemos com Jesus que devemos IR por todo o mundo e anunciar a sua salvação. Ele também nos ensinou a AMAR a Deus e ao próximo, a OFERTAR com amor, a ORAR uns pelos outros, e nos inspira a MOBILIZAR através do seu exemplo de liderança. Os quatro pilares de Missões Mundiais são baseados no exemplo de Jesus, e são um convite para cada um se envolver com o que Deus está fazendo no mundo, afinal, a responsabilidade de levar Cristo a todos os lugares do mundo é de todos nós, não apenas de missionários e pastores.

Conectados com Missões ou conectados com a Missão? Deus quer que nos integremos à sua missão, anunciando e apresentando a mensagem de salvação. Ele espera nosso envolvimento, sendo sal e luz, refletindo a sua glória, nos importando em viver o evangelho de maneira plena, diariamente, aqui e em qualquer parte do mundo. Quando estamos conectados com a Missão, fazemos parte do mover de Deus no mundo.

Estreite seu relacionamento com a JMM • Adote um missionário ou projeto; • Ore por esses homens, mulheres e suas famílias; • Escreva e corresponda-se por carta ou e-mail com nosso time de missionários; • Convide os missionários para falar em sua igreja¹; • Participe de uma caravana missionária²; • Visite o site, curta nossa página no Facebook, siga-nos no Twitter; • Participe do PAM (Programa de Adoção Missionária); • Participe do PIM (Programa de Intercessão Missionária). por Jaci Madsen Especialista em marketing e planejamento de comunicação integrada; membro da CB Rio.

¹Entre em contato com promocao@jmm.org.br ²Entre em contato com voluntarios@jmm.org.br


18

ENTREVISTA

Reforço no time de

Missões Mundiais Entrevista com Pr. Davidson Freitas

A

equipe de Missões Mundiais tem um novo integrante à frente da Gerência de Comunicação e Marketing, conhecida como o “espelho” do nosso trabalho. Economista por profissão, Pr. Davidson Freitas trabalhou no mercado corporativo até 2004, atuando, na sequência, na direção de algumas editoras. Ele também liderou a área de Marketing, Comunicação e Estratégia da Junta de Missões Nacionais, no período de 2006 a 2010, e foi diretor geral do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, entre 2010 e 2013. Mesmo neste novo desafio na JMM, ele permanece como pastor da Primeira Igreja Batista em Heliópolis, em Belford Roxo/RJ, onde está desde 2006. Nesta entrevista, o novo gerente fala sobre amor, vocação e compromisso com Missões. Além disso, revela algumas ações que a JMM pretende desenvolver em 2014 para que o amor de Cristo chegue a um número ainda maior de povos não alcançados.

A Colheita: O que representa, na sua vida, envolver-se com Missões?

Pr. Davidson Freitas: Missões faz parte da minha vida desde que entendi o amor de Deus e me entreguei a ele. Como membro de igreja batista, sempre estive envolvido com Missões: mobilizando classes de EBD e toda a igreja. Como pastor, tenho promovido o envolvimento da igreja local com Missões em todos os níveis – Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da Terra. Com isso, a igreja que tenho a alegria de pastorear está imersa em ações missionárias, com participação ativa, intercessão e sustento financeiro. Além disso, jovens têm se apresentado para ir ao campo missionário. Entendo, diante de Deus, que o papel do pastor para que isso aconteça é essencial. Uma igreja que não se envolve com a obra missionária ainda não se encontrou com o entendimento da sua responsabilidade como congregação que reúne aqueles que foram transformados pela graça de Deus. Deus me concedeu, agora, o privilégio de integrar a equipe da Junta de Missões Mundiais da CBB. Estou dedicando o melhor de mim, a fim de honrar ao Senhor neste novo desafio. 

A Colheita: Como o senhor encara este desafio de assumir a

Gerência de Comunicação da segunda maior agência missionária batista do mundo?

Pr. Davidson Freitas: Primeiramente, é um privilégio imerecido. É ainda uma grande responsabilidade, para a qual tenho a consciência da minha total dependência do Senhor. Entendo esta posição como um ministério e, ao olhar para os desafios de todas as ações que devem ser desenvolvidas, compreendo o quanto preciso crescer para atender às necessidades de Missões Mundiais relacionadas a esta função. Busco no Senhor, primeiramente, a sabedoria e direção para este novo momento. 


19 A Colheita: Como cumprir

a missão de mobilizar a igreja brasileira a se envolver com a Campanha 2014 da JMM?

Pr. Davidson Freitas:

A mobilização, hoje, não se restringe à questão financeira. É muito mais do que isso! Não se realiza a obra missionária sem oração. Também não se realiza a obra missionária sem os vocacionados. Não se mobiliza as pessoas na direção de Missões sem que compartilhemos, uns com os outros, nosso amor por Missões. Mas o avanço da obra missionária depende também de recursos financeiros. Por isso, a mobilização para um maior envolvimento com a obra missionária se faz nestas quatro dimensões ou, como falamos atualmente, nestes quatro pilares: interceder, mobilizar,  ir e ofertar. Para mobilizar o povo de Deus no Brasil a se envolver com o avanço missionário, vamos percorrer um múltiplo caminho: em primeiro lugar, compartilhar os frutos do trabalho que estamos desenvolvendo em mais de 70 países. O povo precisa saber o que Deus tem feito nestas nações através de nossos missionários. Igrejas estão sendo plantadas em países de intensa perseguição aos cristãos; mais de 10 mil crianças são atendidas através de nossos projetos; hospitais, postos de saúde e maternidades foram construídos e estão abençoando a milhares de vidas; combatemos a prostituição infantil, cuidamos de crianças que eram exploradas sexualmente, que tiveram sua esperança ceifada brutalmente pela sociedade cruel e corrompida na qual estamos inseridos. Estamos dando a estas crianças uma nova perspectiva de vida, uma vida abundante em Cristo Jesus, de amor e dignidade; ajudamos dependentes químicos a serem libertos deste mal que assola o mundo e destrói vidas; levamos a mensagem de esperança, não somente com palavras, mas

com ações humanitárias em locais assolados por catástrofes naturais. Enfim, é preciso que o povo de Deus saiba tudo o que está acontecendo ao redor do mundo através da obra missionária realizada pela JMM. Em segundo lugar, ainda muito conectada com a primeira ação, está a clara prestação de contas que sempre fazemos e que é um instrumento de fortalecimento de nossa credibilidade. Honramos as ofertas enviadas utilizando os recursos da maneira mais eficiente. Compartilhar como os recursos que enviam estão sendo utilizados também é uma forma de mobilizálos para um maior envolvimento com o avanço missionário no mundo.

“...se cada batista brasileiro consagrar um cafezinho por mês para o avanço missionário fora do Brasil, atingiremos este alvo.” Em terceiro lugar, mas não menos importante, apresentar os grandes desafios atuais para a obra missionária. O Brasil ocupa uma posição de grande importância no movimento missionário mundial. O brasileiro é bem aceito em todos os países do mundo e, em nossas igrejas, estão muitos vocacionados. Temos hoje no mundo mais de 4,5 bilhões de pessoas não alcançadas pelo amor transformador de Deus, com cerca de 3.800 povos não alcançados. À medida que o povo de Deus compreenda claramente o clamor do campo missionário, os grandes desafios e as oportunidades, certamente se envolverá mais com a obra missionária. 

A Colheita: A cada ano, as metas

de Missões Mundiais tornam-se mais ousadas. Esses números são possíveis para a realidade da igreja brasileira? É possível ir além?

Pr. Davidson Freitas: Sim. Pela graça de Deus, temos avançado ano após ano. A igreja brasileira tem amadurecido e crescido também. Contudo, as necessidades do mundo têm crescido em uma proporção maior do que o nosso crescimento. Considerando os números que a Convenção Batista Brasileira informa - somos 1,350 milhão de batistas no Brasil - e ainda o nosso alvo da campanha do Dia Especial, de R$ 17 milhões, estamos falando, de forma prática, em um alvo de R$ 12,59 por batista por ano, ou seja, R$ 1,04 por batista por mês. Adicionando o desafio do PAM de atingirmos R$ 24 milhões, teríamos de chegar, no total (Dia Especial + PAM), a uma oferta - por batista, por ano - de R$ 30,37 ou R$ 2,53 por mês. Com isso, se cada batista brasileiro consagrar um cafezinho por mês para o avanço missionário fora do Brasil, atingiremos este alvo. Tenho a certeza de que podemos fazer mais em termos financeiros.  A Colheita: O que os parceiros

de Missões Mundais e os povos que ainda não foram alcançados pela mensagem do Evangelho podem esperar da JMM em 2014?

Pr. Davidson Freitas: Um

avanço ainda maior. Esperamos treinar e enviar 100 novos missionários e iniciar 30 novos projetos. Queremos mobilizar pelo menos 500 voluntários que participarão de viagens missionárias no exterior. São alvos desafiadores e cremos que o Senhor há de nos conceder a alegria de superá-los. Precisamos que mais vocacionados se apresentem para serem treinados e enviados ao campo. Precisamos ainda que mais irmãos se envolvam com o sustento financeiro.

por Marcia Pinheiro


20

Programa de Adoção

Missionária D

esde sua criação, há mais de 30 anos, o Programa de Adoção Missionária (PAM) faz a interface entre os campos missionários e adotantes através do compartilhamento de informações contidas nas cartas missionárias. Também apoia o processo de captação de recursos financeiros, ação fundamental para o crescimento do trabalho sociomissionário em todo o mundo. Ofertar é um dos pilares de Missões Mundiais, pois, sem recursos, torna-se muito mais difícil viabilizar ideias e projetos para servir aos povos conforme suas necessidades, mostrando Cristo através de atitudes de amor.

Em 2013, cerca de 50 mil pessoas físicas e jurídicas compreenderam a urgência de entrar em campo com Cristo, pelas nações. No ano passado, as ofertas para o PAM representaram 54,02% de toda a receita de Missões Mundiais. Isto quer dizer que mais da metade de todos os recursos investidos pela JMM na evangelização mundial vieram das ofertas para o PAM. A sua oferta ajuda nossos mais de 800 missionários a levarem Cristo a cerca de 70 países nas Américas, Europa, África e Ásia. Conheça algumas dessas iniciativas que têm transformado vidas nos campos  de Missões Mundiais.

PARE Colômbia O Programa para Auxílio e Recuperação (PARE) tem como objetivo ajudar dependentes químicos a se libertarem do vício das drogas. Ele é desenvolvido em Medellín, na Colômbia, e coordenado pelo casal missionário Marcos André e Lívia Ramos. A missão do PARE é servir aos dependentes químicos, apresentando a eles uma alternativa de vida que tem Cristo como fonte de força, fé e amor.

ESPAÇO VIDA E MÚSICA Espanha A música é um ótimo instrumento para comunicar o evangelho, pois é uma ferramenta que promove relacionamento e reflexão, levando aos que não têm esta oportunidade o acesso à cultura, promovendo equidade. O casal missionário Armando e Catarina de Oliveira entendeu essa oportunidade de serviço e utiliza seus talentos para ensinar crianças e adolescentes que fazem parte deste projeto em Sevilha, na Espanha. Ali, é com a música que o amor de Deus é conhecido e vidas são transformadas.


21 OÁSIS NO DESERTO Mali Em pleno Deserto do Saara, existe um lugar onde a esperança é renovada a cada dia. No Mali, a missionária Veralucia Rocha desenvolve, em parceria com a convenção batista do país africano, o projeto Oásis no Deserto, iniciativa de Missões Mundiais que oferece ajuda a mulheres e crianças nas áreas de saúde e educação, além de orientação espiritual. Os frutos deste projeto são uma escola, uma maternidade e um centro de saúde, que atende dez aldeias.

FÁBRICA DE ESPERANÇA Senegal O projeto Fábrica de Esperança é desenvolvido no Senegal, um país de lindas paisagens que contrastam com as condições precárias em que vive a maioria da população. O projeto, que conta com uma clínica médica, uma escola de futebol e uma unidade educacional pré-escolar, proporciona à comunidade local recursos para seu desenvolvimento social, moral e espiritual. Perceber que há pessoas que servem e doam suas vidas por amor conquista a confiança do povo que, consequentemente, quer saber o porquê de tudo isso, e nossos missionários estão sempre prontos a compartilhar. O amor de Cristo é vivido na prática, e conhecido antes mesmo de saberem seu nome. Muitos entregam a vida a Jesus através do Fábrica de Esperança.

BÍBLIAS PARA A ÁSIA Sudeste da Ásia Missões Mundiais criou este projeto para distribuir exemplares da Bíblia para a igreja perseguida na Ásia. Mais de cinco anos depois, já atingimos a impressionante marca de meio milhão de bíblias distribuídas. O desafio para 2014 é distribuir mais 150 mil, expandindo o projeto para mais países asiáticos.

JEEVAN SACH Sul da Ásia Este projeto, cujo nome quer dizer “Vida Real”, oferece a meninas do Sul da Ásia a oportunidade de uma vida em família, em um ambiente bem distante da exploração sexual infantil, uma triste realidade naquela região do mundo. Atualmente, dez meninas moram na primeira casa deste projeto de Missões Mundiais e já estão tendo uma vida em família e transformada por Jesus.

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ACAMPAMENTOS E CONEXÃO

Missões Mundiais

M

obilizar é um dos pilares de Missões Mundiais. E, no ano passado, a JMM e você puderam experimentar mais uma vez o que é fazer parte da missão de testemunhar o evangelho de Cristo às nações.

Muito do bom êxito da Campanha 2013 – “Testemunhe às Nações pelo Poder do Espírito” – se deve à atuação da equipe de missionários mobilizadores em cada estado brasileiro (confira a lista atualizada na página 24), liderada pelo Pr. Adilson Santos, além dos esforços de um verdadeiro batalhão de promotores voluntários de Missões espalhados pelas igrejas de todo o país. “Nosso povo ama a obra missionária, e a cada ano somos surpreendidos por uma quantidade maior de igrejas, pastores e promotores voluntários de Missões envolvidos”, destaca o mobilizador da JMM, Pr. Adilson Santos. “Para 2014, nossa expectativa é que isso aconteça novamente”, acrescenta.

Uma das principais ferramentas de mobilização, os congressos Conexão Missionária são organizados pela JMM através dos missionários mobilizadores em parceria com uma igreja ou associação local. Todo congresso Conexão tem a participação de um missionário, que compartilha seu testemunho e apresenta os desafios de evangelizar o campo onde atua. Somente no ano passado, foram realizados mais de 160 congressos, alcançando 40 mil pessoas em igrejas de norte a sul do país. “Quero dar meu testemunho sobre o Conexão Missionária aqui em Florianópolis. Conseguimos levar um ônibus com quase 40 irmãos da nossa igreja, e é nítido o agir de Deus em nossos corações”, diz o Pr. William Cardoso Mendonça, da Igreja Batista do Campeche, na capital catarinense.


ACAMPAMENTOS E CONEXÃO ACAMPAMENTOS DE

A JMM entende que o apoio do promotor voluntário de Missões é imprescindível na tarefa de conscientização missionária da igreja. É ele quem dá suporte ao pastor e à liderança da igreja, trabalhando para ampliar a visão missionária. Por estes motivos, Missões Mundiais organiza um evento especialmente para este público: os Acampamentos de Promotores. Os Acampamentos de Promotores são um canal de comunicação direta da JMM no qual os participantes ficam de dois a três dias ouvindo nossos missionários transculturais, coordenadores e mobilizadores, interagindo, tirando dúvidas e coletando informações  e testemunhos para levar às igrejas. O Pr. Adilson Santos, destaca que, durante o acampamento, o promotor conhece com detalhes o conteúdo da Campanha de Missões Mundiais daquele ano, além de ter a oportunidade de interagir com promotores voluntários de outras igrejas e conversar pessoalmente com nossos missionários. “A programação dos Acampamentos de Promotores é composta de celebrações com adoração, intercessão, mensagens missionárias, videos impactantes e desafios específicos. Os promotores de Missões estão sempre buscando ideias novas e estimulando a criatividade”, destaca o Pr. Adilson. “O acampamento foi uma bênção! Mensagens, testemunhos que muito me edificaram e renovaram minhas forças, dando novo ânimo”, compartilhou Alga Simone de Morais Nobre, promotora de Missões na Igreja Batista Centenário, em Teresina. Os pastores também recebem atenção especial da JMM, que organiza congressos voltados especialmente para eles. Em todo o ano de 2013, mais de 2.000 promotores de Missões e pastores participaram de 18 Acampamentos de Missões Mundiais. Em 2014, entre em campo com Cristo, pelas nações, junto com a JMM. Pastor e promotor de Missões, acesse www.missoesmundiais.com.br e confira a agenda de Conexão Missionária e Acampamentos no seu Estado. Participe e mobilize sua igreja.

40 mil pessoas alcançadas em 162 congressos Conexão Missionária 2.320 pastores e promotores participaram de 18 acampamentos de Missões Mundiais fonte: Setor de Promoção e Mobilização Missionária JMM

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A área de Mobilização Missionária faz parte da Gerência de Comunicação e Marketing de Missões Mundiais. Nossos missionários mobilizadores têm a missão de promover a obra missionária nos Estados brasileiros, aproximando a JMM de igrejas, associações e convenções estaduais. Através deles, queremos ouvir nossos parceiros, para que possamos servi-los cada vez melhor.

Nill Soares

(21) 98216-7960 (92) 9355-8686 / 8156-6363 @ nill.soares@jmm.org.br

Cláudio Andrade

(41) 3027-2845 / 9185-8886 (41) 9216-1445 @ claudio.andrade@jmm.org.br Tel.

(61) 8115-5789 / (21) 98055-5577

(65) 9973-0923 / (21) 97970-0008

(67) 9854-2727 / 9620-2727

(11) 96061-0421 / (21) 98055-5665

@ cintia.silva@jmm.org.br William Viel

Tel. (19) 9775-3492 / 9419-8062 3201-2395 / (21) 97970-0200 @ william.viel@jmm.org.br

RJ

@ marcia.carrilho@jmm.org.br

Tel.

MG

Márcia Carrilho Tel.

(11) 98721-5170 / (21) 98055-1888

@ andrea.espiritosanto@jmm.org.br Cíntia Santos da Silva

SP

@ alexander.maia@jmm.org.br

Tel.

MG

Alexander Maia Tel.

(21) 98055-1819 / (13) 98139-7090

Adriano Borges Tel.

(87) 9636-6955 / (81) 8209-8718

@ adriano.borges@jmm.org.br Riedson Oliveira

(71) 8892-5753 / 9609-1311 (71) 9728-2858 @ riedson.filho@jmm.org.br Tel.

Andrea Espirito Santo SP

@ henrique.davanso@jmm.org.br

Tel.

@ alipio.coutinho@jmm.org.br

Henrique Davanso Tel.

Alipio Coutinho

PE/RN PB

Tel. (21) 2122-1900 / (21) 97260-2388 @ fernando.leiros@jmm.org.br

Tel.

SP

TO/GO MT/MS MT MS

Fernando Leiros - Coordenador de Mobilização Missionária

ES

(21) 97970-0222 / (91) 8146-2346 @ luiz.carvalho@jmm.org.br Tel.

PR SC/RS

Luiz Henrique Carvalho

SP

AC/RO AM/RR

PA/AP

Tel. (11) 99949-9110 / (21) 98055-1818 @ adilson.santos@jmm.org.br

AL/BA SE

Adilson Santos - Coordenador de Mobilização Estratégica

Daniel Silva Tel.

(31) 9433-2277 / (31) 9992-4172

@ daniel.silva@jmm.org.br Rene Toledo Tel.

(31) 3429-2020 / 8744-1239

@ rene.toledo@jmm.org.br Fábio Daniel

(27) 3323-1416 / 99924-2314 (21) 98055-5558 @ fabio.daniel@jmm.org.br Tel.

Antônio Galvão

(21) 3353-0175 99416-9272 / 98368-8000 @ antonio.galvao@jmm.org.br Tel.

RJ

Paulo Gonzaga

(21) 3901-7676 / 98055-1717 98195-6757 @ paulo.gonzaga@jmm.org.br Tel.

Sílvio Camilo RJ RJ

(22) 98826-9484 / (22) 99735-1157

Tel.

Tiago Almeida

@ silvio.camilo@jmm.org.br Tel.

(21) 2205-4955 98107-3357 / 98055-1900

@ tiago.almeida@jmm.org.br

Atualizado em dezembro de 2013


PERFIL MISSIONÁRIO MOBILIZADOR

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Alexander conta que sempre esteve envolvido nas atividades da igreja, com o ensino da Palavra de Deus e a música, mas revela ter aprendido a amar Missões quando ajudava na tradução de missionários americanos que faziam viagens missionárias ao Brasil. “Por falar inglês, Deus me proporcionou momentos maravilhosos. Com 16 anos de idade, interpretei uma série de mensagens trazidas por um missionário americano na PIB Araruama/RJ. Só mesmo Deus para nos capacitar diante de desafios como esse, pois naquela oportunidade vi pessoas se rendendo aos pés de Jesus”, conta.

Alexander Maia

A

Naquele mesmo ano, a igreja onde Alexander congregava participou intensamente da Campanha da JMM, e ele, no último domingo de março, não resistiu ao chamado do Senhor. Alexander relembra que, entre momentos bons e ruins, muitas coisas aconteceram em sua vida. Em 2012, ele foi novamente conduzido por Deus para mais perto de Missões Mundiais, até ser nomeado mobilizador da JMM no ano passado.

lexander Maia, 43 anos, é o missionário mobilizador de Missões Mundiais para o Estado de Mato Grosso. Apesar de ter nascido na cidade do Rio de Janeiro, mudou-se para Cuiabá mais de 20 anos atrás, quando foi aprovado em um concurso para a Polícia Militar. Hoje, além de mobilizador, o coronel Maia é o atual corregedor geral da corporação.

“Nosso trabalho está apenas começando. Os desafios são proporcionais às distâncias que separam as cidades neste imenso Estado, mas temos a plena convicção de que, dirigidos pelo Espírito Santo de Deus, já temos a vitória assegurada”, conta Alexander, que destaca a distância entre Mato Grosso e os grandes centros como desafio de integrar as igrejas aos planejamentos da Convenção Batista Brasileira.

Ele conta que sua caminhada ao lado de Cristo começou ainda na adolescência, no início dos anos 1980, quando seu pai reconheceu Jesus como seu Salvador.

“O mobilizador é o elo entre as igrejas batistas mato-grossenses e a JMM, de forma a tornar a comunicação mais ágil e eficiente, coordenando visitas de missionários, apresentando novos desafios às igrejas e promovendo a obra missionária”, conclui.

“Não demorou muito para que minha mãe, minha irmã e eu também experimentássemos o mesmo, e fui batizado no dia 28 de outubro de 1984”, lembra.

por Willy Rangel


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Oração

Um ano inteiro de

D

urante todo o ano de 2013, Missões Mundiais mobilizou a igreja brasileira a orar por nossos missionários, intercedendo pelo crescimento de nossas ações em todo o mundo, levando Cristo e seu amor. Campanhas de oração movimentaram pessoas e igrejas, que se mostraram ainda mais engajadas no compromisso de orar pelos povos não alcançados.

Dia de Oração por Missões Mundiais A primeira quarta-feira do mês de março foi inteiramente dedicada à oração pela obra missionária mundial. Igrejas e congregações inteiras, pequenos grupos, pessoas em suas casas, seguidores das redes sociais da JMM, dentre muitos outros, dobraram seus joelhos em intercessão ao Senhor. Foram 24 horas cobrindo nossos missionários com nossas orações.

40 Dias de Oração por Missões Mundiais De 6 de março a 14 de abril de 2013, nossos intercessores acompanharam 40 histórias reais vividas e compartilhadas por nossos missionários nos campos. Esses testemunhos serviram de inspiração para milhares de pessoas, que se emocionaram e decidiram se envolver, tomando a decisão de orar mais, contribuir mais, mobilizar mais gente e, inclusive, ir para o campo.

Diário de Oração Publicação integrante da revista A Colheita, o Diário de Oração é a forma mais prática para orientar você na oração pelos missionários e projetos de Missões Mundiais. Todo dia há um pedido diferente, além de indicações de leitura bíblica para completar toda a Bíblia em um ano.

Programa de Intercessão Missionária Faça parte da rede de intercessão oficial de Missões Mundiais. Ao fazer parte do PIM, você se unirá a milhares de pessoas no propósito de orar para que o evangelho chegue até os confins da terra. Você também pode acompanhar mais pedidos de oração em nossos canais de comunicação, como o Facebook.

Em 2014, o mundo conta com você. Participe dos movimentos de oração promovidos pela JMM. Envolva-se ainda mais com Missões Mundiais. por Willy Rangel

PIM


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DE PASTOR PARA PASTOR

Quem é que vai?

Eu Vou! A

questão missionária no Brasil é assunto dos mais comentados em rodas formadas por pastores sinceramente interessados na evangelização do mundo. Nos mais variados segmentos evangélicos de nosso país, há um clima de entusiasmo somado a uma forte expectativa de grandes desafios nesse tempo em que vivemos. Quando olho o mapa mundial e vejo os desafios missionários, penso se, na realidade, não temos de pregar ainda mais em nossas congregações sobre o imperativo missionário. Temos de analisar com seriedade se o nosso evangelho não tem sido exclusivista demais, e se temos diminuído o foco justamente no ponto em que o Senhor insistentemente nos pede para aumentá-lo. A obra missionária carrega dentro de si um elemento de “pressa” e “urgência”. Não dá para cruzarmos os braços e ficarmos acomodados em nossas rodas de conversas. O Senhor já está gerando em nós um forte senso de responsabilidade, a ponto de termos lágrimas para chorar por aqueles que não conhecem o amor de Deus. Alguma coisa precisa ser feita! Missões precisa de pessoas. Homens e mulheres que queiram ser melhores diante de Deus e do próximo. E esse princípio foi vivido na íntegra através da experiência de uma missionária irlandesa, nascida em 1867, com o nome de Amy Carmichael. Sua vida foi de dedicação à salvação dos indianos. Em seus últimos 20 anos, ela se manteve presa à cama devido a um acidente doméstico e, nesse tempo, viveu para escrever livros que têm mobilizado vocações para o campo missionário até os dias atuais. Certa ocasião, alguém lhe perguntou como ela resumiria “Missões”. Sua resposta foi: “Um chamado para morrer”

Logo, entendo de uma forma incisiva que, quando pensamos em Missões, precisamos pensar em melhores homens e mulheres, dispostos a entregar o melhor de seus dias, saúde, treinamentos, habilidades e tudo o mais para o avanço do evangelho. Não posso conceber um evangelismo que não inclua apelo para mudança de vida. Concordo com Mark Dever ao dizer que “ouvir realmente o evangelho significa ser completamente abalado; significa mudar”. Sem esse elemento de mudança não há evangelho! E, por conseguinte, não há ovelhas de “outros apriscos” sendo conduzidas pelo pastor Jesus (Jo 10.16). Tenho liderado caravanas missionárias com o apoio da nossa JMM. No Haiti (2011, 2012 e 2013), oferecemos treinamento de educação cristã aos professores do PEPE e promovemos congressos de jovens com a presença de líderes locais. No Peru (2103), atuamos no trabalho de reforma de um centro de recuperação para dependentes químicos do projeto Quero Viver, na cidade de Arequipa. Posso lhe dizer com certeza: ainda há muito que se fazer! Basta haver uma entrega irrestrita que começa nos púlpitos (pastores) e atinge os bancos (membros de nossas igrejas). Devemos ter o coração sensível à mesma ideia de Leonard Ravenhil: “Precisamos de unção nos púlpitos e ação nos bancos”.

Ezequias Amâncio Marins Pastor titular da Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, Rio de Janeiro/RJ


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RADICAL Novos times. Novas conquistas

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o ano em que completou 10 anos, o Programa Radical escreveu mais um capítulo emocionante em sua história. Ele cresceu e conta com cinco projetos: África, Luso-africano, Latino-Americano, Haiti e Ásia. Foram enviadas, em 2013, as turmas pioneiras do Radical Ásia e do Radical Haiti. Jovens que descobriram ser vocacionados para cumprir o chamado de Deus da forma como são e com o que sabem fazer. Pessoas que, como quaisquer outras, têm um dom, um talento, e que decidiram fazer diferença neste mundo, colocando-se a serviço do Reino de Deus por amor às nações. Em 2014, o programa da JMM que rompeu paradigmas espera ir além. A expectativa de seus coordenadores é de que, pelos menos, mais 100 jovens se decidam por uma vida Radical.

DESTAQUES 2013 Radical África 8 A turma de nove jovens completou um ano de vida transcultural, vivendo em dois campos: Níger e Guiné. Agora, com o aprendizado da língua nativa, o contato com o povo está bem mais eficiente. As orações da coordenação do programa e de toda a equipe são para que as aldeias muçulmanas no Níger e na Guiné possam se render ao pés de Jesus.

Radical África 9 Em 2013, aconteceu algo inédito: Burkina Fasso recebeu uma equipe de Radicais pela primeira vez. Os dez jovens permanecerão no país por dois anos, trabalhando em equipes em dois vilarejos: Maná e Safané.

Radical África 10 Enquanto as turmas 8 e 9 cumprem a sua missão, os jovens da turma 10 do Radical África já estão em treinamento. Eles deverão seguir para o campo em junho deste ano.

Radical Luso-africano 4 Os três integrantes dessa equipe estão na Guiné-Bissau e têm organizado Escolas Bíblicas de Férias na capital, Bissau, tanto nas igrejas como nos pequenos vilarejos. As crianças compareceram em número expressivo, todas empolgadas com a decoração das salas e as atividades promovidas pelos Radicais.

Radical Latino-Americano 8 Em 2013, os 34 participantes estiveram divididos em sete equipes e trabalharam por três meses na Bolívia, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Esta turma concluiu suas atividades em novembro

passado com muitas vitórias pra compartilhar. Louve a Deus com a JMM por tudo o que ele permitiu acontecer através desses jovens. Muitas pessoas têm encontrado em Cristo o sentido da vida, e algumas já deram o testemunho deste encontro com Jesus através do batismo.

Radical Haiti 1 Este ano foi de colheitas e realização de sonhos para o Programa Radical. Uma delas foi ver a turma que começou a ser formada no congresso SIM, Todos Somos Vocacionados seguir para aquele que é o país mais pobre das Américas. “O Senhor direcionou e, hoje, dez jovens já se encontram em terras haitianas, dedicando seus dons e talentos para servir a Deus naquele país”, diz o Pr. Fabiano Pereira. Os dez Radicais atuam em projetos sóciohumanitários e auxiliam a igreja local. “A semente foi lançada, caiu em terra boa e os frutos do SIM já começam a lançar novas sementes”, conclui o Pr. Fabiano.

Radical Ásia 1 A JMM já sonhava com o Radical Ásia há algum tempo. Mas somente em 2012 ele foi tirado do papel e, em 2013, sua primeira turma chegou a esse que é o continente mais populoso. São dez jovens que passam pelo período de aculturação e aprendizado do idioma. Mesmo assim, eles aproveitam todas as oportunidades para mostrar que entraram em campo pra levar Jesus à vida das pessoas! Além da décima turma do Radical África, a coordenação do programa espera enviar novas turmas dos demais projetos, em 2014. Talvez seja você um dos 100 jovens selecionados para esta tarefa! Envolva-se! Para mais informações, escreva para radical@jmm.org.br. por Marcia Pinheiro


Lugar para

TODOS O

Com.Vocação está trabalhando, não só no Brasil, mas em outras partes do mundo. O objetivo é despertar a reflexão sobre o sentido de vida e vocação de cada um dentro da Missão de Deus para este mundo. A equipe tem pensado e empenhado esforços para levar este desafio além das fronteiras do Brasil, tendo chegado já a Portugal e Peru. Também recebemos vários convites para trabalhar no próximo ano em parceria com convenções batistas das Américas. Queremos refletir sobre o sentido que “vocação” tem na Palavra de Deus, e contribuir para que mais cristãos a descubram, tendo a certeza de que, dentre os que cruzarem a nossa história, Deus tocará aqueles com chamado missionário para campos transculturais. Temos recebido devolutivas informando que nossos eventos contribuem para aumentar o número de cristãos envolvidos com os trabalhos de igrejas locais, por isto, nos empenhamos para ajudar cada pessoa a descobrir sua missão no planeta, e se envolver com o que Deus está fazendo no mundo, participando com seus dons, talentos e habilidades, onde estiver. Também começamos a trabalhar em parceria com o Setor de Voluntários da JMM, organizando viagens missionárias de grupos de voluntários que saem do Brasil para trabalhar num dos campos da JMM, durante um período específico, e através de ações específicas. Acreditamos que Deus está em missão no mundo, e nós temos o privilégio de fazer parte disso. O vento do Espírito Santo está soprando e fazendo a sua obra ao redor do mundo, e o Com.Vocação quer andar em sintonia com ele, utilizando tudo o que o Senhor tem nos dado, contando sempre com a dedicação e doação de muitos voluntários que entenderam qual era a sua parte no plano de Deus para o mundo, decidindo se comprometer com ela. por Debora Vazquez

Na missão de Deus há lugar para todos.


espaço

fm

filhos de missionários

Este é um espaço dedicado aos filhos de missionários, conhecidos como FMs, e para os adotantes do PAM Kids e Teen.

FMS em ação Blog e página no Facebook Durante o ano de 2013, recebemos várias histórias de vida de filhos de missionários, e também o testemunho de toda a família do Pr. Rawderson Rangel, que foi FM e, agora, é missionário no Chile.

Estudos

Expectativas 2014

Durante o ano, muitos FMs começaram uma nova etapa, indo para a universidade, como o Mike, filho do casal Joel e Lúcia Martiniano (África do Sul). Outros terminaram o ensino médio e estão a caminho do ensino superior. Ore por Samya Freire (Senegal) e Amanda Félix (Filipinas); elas estão nesse processo e terão de viver longe de seus pais. Peça para que Deus lhes dê forças.

Temos uma certeza: Deus seguirá cuidando de cada FM no mundo. Por isso, queremos divulgar ainda mais em nosso blog esse cuidado que ele tem pelos filhos de missionários. Também esperamos que as igrejas no Brasil possam saber sobre nós e o nosso trabalho, e que o blog e nossa página no Facebook alcancem muitas pessoas e igrejas. A primeira sexta-feira do mês é sempre dia de novidades no blog. Em algumas vezes, cheguei a ter três artigos disponíveis na quinta-feira, véspera da atualização, mas, em outras, nenhum. Porém, no último minuto recebia o testemunho de um FM com quem eu havia entrado em contato há muito tempo. Deus nunca deixou faltar nada para essa nossa ferramenta de comunicação. Tenho certeza de que em 2014 seguirá sendo assim!

Treinamento Treze FMs foram preparados pela professora Rosimeri Francisco, no Espaço FM (Rio de Janeiro), para seguirem aos campos missionários com suas famílias. Eles aprenderam sobre como se adaptar a novas culturas, fazer amizades, dentre muitas outras coisas. Para saber como é o treinamento de um FM e entender um pouco mais sobre como ele se sente ao ir para o campo missionário, você pode ler o testemunho da Maressa. É só acessar o blog fmsradicais.bligoo.com. Ela foi uma das FMs que passaram por esse processo.

facebook.com/fmradicais

Davi Faria Filho de Aléksei e Ana Paula Faria, missionários no Chile

fmradicais@gmail.com

fmsradicais.bligoo.com


Mulher, U

seja a voz de meio mundo

ma discussão feita recentemente pelo Fórum Econômico Mundial, em Londres, reuniu 100 mulheres influentes para discutir o futuro da mulher no mundo.

Durante o evento, intitulado 100 Mulheres, a voz de meio mundo, elas responderam perguntas sobre a posição da mulher nos dias de hoje e traçaram objetivos para o futuro. Questões como feminismo, mutilação genital, aborto, educação e religião foram discutidas. Todas legítimas, urgentes, necessárias. Mas, cá pra nós, parece que faltou um ponto importante na pauta. Hoje, há 3,5 bilhões de mulheres no mundo. Mulheres que continuarão famintas de seu maior alimento: a palavra de Deus.

Mulheres de destaque

De acordo com uma pesquisa americana, mulheres são as autoras da maioria das pinturas mais antigas encontradas em cavernas. Ali, talvez na escuridão e no silêncio, elas colocavam em forma de desenho seus sentimentos. Há milhões de anos a mulher vem ganhando voz. As mudanças são lentas, mas, hoje, ela não precisa mais entrar na caverna para ter voz. Destacando-se cada vez mais na sociedade, ocupando cargos importantes na economia e na política, a mulher vem trilhando o seu caminho. Mas a maioria ainda tem muito a conquistar. Seja a voz de meio mundo, participando da Semana de Oração por Missões Mundiais. Ajude a mudar para sempre o destino de africanas, chinesas, árabes, peruanas, europeias... Mulheres do século 21 que precisam aprender a chorar aos pés do Mestre. Transforme sua MCA num fórum de reflexão e oração em favor das mulheres e suas famílias. Em favor dos povos do mundo.

Gostinho de quero mais

A JMM preparou pra você um material pra deixar sua MCA pronta pra entrar na luta pela libertação das mulheres e suas famílias no mundo todo. Além de compreender os quatro pilares da obra de Missões Mundiais, você vai encontrar dicas de como montar uma Mesinha das Nações para cada dia. Conhecerá a história de um indiano que se casou com uma cadela para se curar de uma doença. Aprenderá a preparar uma torta de leite da África do Sul, além de outros quitutes selecionados para cada dia. Saberá como é ir ao dentista na Guiné-Bissau. Descobrirá o que a araraazul da Amazônia, o mico-leão-dourado, o ipê-amarelo, o pau-brasil e o futebol têm a ver com a obra missionária mundial. Como entrar em campo, com Cristo, pelas nações. por Nilcilene Figueira

Colaboradora do Setor de Audiovisual

Sejam você e sua MCA a voz de meio mundo a favor da evangelização dos povos. Acesse www.ufmbb.org.br e www.missoesmundiais.com.br


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PALAVRA DO EXECUTIVO

Deus de

VISÃO V

isitando cada página desta edição especial de A COLHEITA, com conteúdo sobre o Avanço Missionário, você percebeu, em cada história de vida e de trabalho, que é Deus quem dá a visão, guia e sustenta os passos de Missões Mundiais. O ano de 2013 representou a continuidade da missão de sermos um referencial de excelência na expansão do amor de Deus a todos os povos. Caminhamos buscando parcerias para melhorar e crescer em nosso trabalho, e estas parcerias têm viabilizado sonhos. Somos gratos a você, parceiro e amigo, porque Deus nos dá suporte para continuar e avançar através da sua confiança, investimento e amor pelo trabalho sociomissionário ao redor do mundo. Continuamos a entregar a Deus a vida e funcionamento da Junta de Missões Mundiais, e Ele continua a mexer com nossos corações, apontando direções: precisamos chegar aos não alcançados. Escrevo esta palavra a você enquanto nossos números somam 853 missionários no campo, sendo 369 brasileiros e 484 obreiros da terra. Além destes, 680 missionários educadores do PEPE e de outros projetos educacionais

que atendem mais de dez mil crianças em 79 países. Ambos os resultados, missionários e países, são recordes na história da JMM. Mas perceba que escrevo usando o tempo passado, pois os números mudam rapidamente no nosso trabalho e continuamos a treinar mais pessoas, além de abrir mais campos. Depois de viver a intensidade da Campanha 2013, “Testemunhe às Nações pelo Poder do Espírito”, alcançando mais de 97% do alvo de 15,7 milhões de reais, estamos, em 2014, entrando em campo com Cristo, pelas nações. Cada resultado apresentado nestas páginas reflete o compromisso de Missões Mundiais com a sua participação na Missão de Deus, enviando cada oferta ao campo, de forma a viabilizar a obra missionária. Estamos em campo, cumprindo a missão para que cada nação venha à presença do Senhor, adorando-o, como diz Apocalipse 15.4. Participe disto conosco.

Pr. João Marcos Barreto Soares Diretor Executivo da JMM


Metas de Missões Mundiais para 2014 Orar, mobilizar, ir e ofertar. Queremos viver com você a alegria de participar da Missão de Deus no mundo. Estas metas são nossas. Vamos levar Cristo a todos os povos da Terra.

METAS NO BRASIL

Ofertas através do Dia Especial

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R$ 17 milhões

R$ 24 milhões

Ofertas através do PAM

...................................................................................................................

oferta do Dia Especial

10 mil

..................

igrejas participantes da

..................

8.000

missionários 100 novos

novos intercessores

100

30 NOVOS

PROJETOS

500

enviar

NOVOS CAMPOS

INICIAR

.................

10

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METAS NOS CAMPOS MISSIONÁRIOS

voluntários em viagens missionárias

novas frentes missionárias

5.000 pessoas

..................................

......................................

1.000

..................................

.............................................................................................................

novas igrejas

batizar

ver, nos campos,

24.000 pessoas se decidirem por Cristo



A Colheita 55