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Barulho

Quem tem medo de fogos de artifício? Página 13 Divulgação

Serviço

Jornal Mundo Animal oficializa parceria com Rede Opinião TV e passará a veicular um programa de entrevistas na emissora ainda neste mês O projeto consiste em ampliar as reportagens elaboradas pelo periódico por meio de uma agradável conversa ao vivo, que deverá ser exibida toda sexta-feira, a partir do dia 23, dentro do programa Opinião Agora, pertencente à Rede Opinião TV, de Piracicaba (SP). Páginas 08 e 09 Arte/JMA

Saúde

CCZ de Piracicaba confirma dez casos de raiva em morcegos neste último semestre. Página 04 Segurança

Heróis de quatro patas. Página 11 Pet Marketing

Curso de Formação de Auxiliares Veterinários: o quê pensar sobre isso? Página 03


Jornal Mundo Animal / 02

Opinião

Amor além da vida Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz, que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho, de apenas cinco anos, que milagrosamente havia sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la. O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu o vi hesitar um pouco, mas depois de uma profunda respiração, ele disse: - Tá certo, eu topo, se é para salvá-la! À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele desapareceu e o garotinho empalideceu. Olhou para o médico e perguntou, com a voz trêmula: - Eu vou começar a morrer logo? Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico e pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã.

Divulgação

Luz, câmera e ação Foker, Nick, Dragon, Meg, Shark, Hulk, Aruk, Zeus, Haico, Hex, Killa, Zara e outros dois cães que ainda não foram batizados. É dessa forma que os bichinhos pertencentes ao canil da Polícia Militar de Piracicaba (SP) atendem prontamente, quando chamados por seus respectivos condutores. E estão longe de se enquadrarem no paradigma de bichos de estimação. São verdadeiros heróis, que passam por um adestramento intenso a partir dos 45 dias de vida, quando deixam a amamentação materna. Contribuem, principalmente, para a localização exata de entorpecentes camuflados em outros produtos, fato que passaria despercebido aos olhos do policial mais destemido. Isso porque enquanto o ser humano possui de 5 a 8 milhões de células olfativas, os cães têm 220 milhões, área que ocupa 10% do cérebro deles. Os detalhes dessa agradável visita ao canil da instituição e outras informações sobre a área pet na região de Piracicaba (SP) serão abordados nesta edição do Jornal Mundo Animal, que deverá comemorar os cinco anos de existência com uma surpresa aos leitores. O periódico firmou uma parceria com a Rede Opinião TV, de Piracicaba (SP), e passará a veicular um programa de entrevistas ao vivo toda sexta-feira, entre 11h30min e 12h, na emissora em questão. O projeto consiste em ampliar as discussões propostas pelas reportagens do Jornal e manter os defensores ou os admiradores da causa ainda mais informados. Portanto, reúnam a família na sala diante da televisão, preparem a pipoca e curtam a novidade! E desejamos, como sempre, uma boa leitura a todos!


Jornal Mundo Animal / 03 Pet Marketing Sérgio Lobato

- soluções em Pet Marketing www.sergiolobato.blogspot.com

Curso de Formação de Auxiliares Veterinários: o quê pensar sobre isso? Divulgação

É necessário haver qualificação de mão-de-obra no segmento veterinário. Entretanto, esta deve ser normatizada e baseada em um código de ética que seja respeitado por parte desses novos profissionais.

Porque eu me permito ao questionamento. Porque eu respeito meus colegas envolvidos nesses projetos. Porque eu me permito a pensar. Mas, principalmente, porque eu quero entender. Vejo todos os dias o surgimento de um novo Curso de Formação de Auxiliares Veterinários e me pergunto: Cada um tem uma carga horária, logo, como entender qual é o ideal? A grande maioria não divulga ementas do curso, logo, como entender até onde vai o conteúdo programático de cada curso, ou seja, até onde serão passadas informações que sejam de uso exclusivo do ato médico veterinário? Já que eu tenho uma leve desconfiança de que não há um código de ética dessa atividade, como falar de ética nesses cursos? Qual a qualificação dos colegas que ministram esses cursos por todo o Brasil? Teriam eles alguma cadeira de docência? Qual seria o papel de nossas entidades de classe nesse cenário? Como seria o memorial descritivo de tarefas unificado desses alunos ao saírem para o mercado de trabalho? Haveria um padrão ou cada clínica ou hospital vai decidir quais funções esse funcionário terá?

Como punir o profissional que, nas suas horas vagas, for vacinar e castrar nas suas comunidades? Como evitar que os profissionais que já atuam na área não sirvam de péssimo exemplo, junto, claro, com a negligência de seus contratantes ao replicar comportamentos errôneos, como ajudar na anestesia? Essas empresas emitem certificados com que valor, se não são reconhecidos pelo MEC? Emitem nota fiscal? Estão cadastradas para recolher impostos como agentes educacionais? Explicando. Sou a favor da qualificação de mão-de-obra no segmento veterinário, mas, sinceramente, sou a favor da moralização e da normatização do mesmo, pois o tempo todo sofremos pressões de todos os lados no exercício de nossa profissão e ver surgir uma força nova de pressão dentro de nossa própria categoria me causa certo incômodo, que pode ser resolvido com conversa, com explicações e com uma força tarefa da classe para definir os processos de criação de uma mão-de-obra tão importante em um estabelecimento de saúde como os nossos. E, como sempre, estou aberto a aprender!


Jornal Mundo Animal / 04

Saúde

CCZ de Piracicaba confirma dez casos de raiva em morcegos neste último semestre Em relação ao mesmo período do ano passado, foram confirmados 21 morcegos com o vírus da raiva, o que representa uma redução de mais de 40% nos casos em Piracicaba (SP) Cinthia Milanez O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), de Piracicaba (SP), registrou dez casos de raiva em morcegos neste primeiro semestre. A doença, porém, não afetou cães, gatos e, muito menos, seres humanos. Em relação ao mesmo período do ano anterior, foram contabilizados 21 casos em morcegos, o que representa uma redução de mais de 40% na incidência do vírus no município. De acordo com a médica veterinária sanitarista e coordenadora do Centro, Eliane de Carvalho Silva, não há explicação técnica para essa redução. “A vigilância é a mesma, o recolhimento e o envio também, não temos explicação técnica para a diminuição da positividade em relação ao ano anterior”, explica. Diante da incidência dos casos, a instituição promove anualmente uma campanha de vacinação antirrábica, que é dividida em duas etapas. A primeira delas, que ocorreu entre os meses de abril e junho, vacinou 11.815 animais da zona rural de Piracicaba (SP), sendo 9.965 cães e 1.850 gatos.

Divulgação

Cães e gatos podem ser contaminados por morcegos com o vírus da raiva e, com isso, transmitirem ao ser humano. A vacinação anual desses animais, portanto, é imprescindível.

Segundo Eliane, a segunda etapa, que deverá vacinar animais residentes na área urbana, está prevista para começar no próximo mês. A estimativa nessas duas etapas é de imunizar até 40

mil animais, entre cães e gatos, devendo atingir 55% da população dos bichinhos que vivem no município. De acordo com a coordenadora do Centro, as equipes deverão vacinar

cães e gatos nas vias públicas, com datas, horários e locais pré-estabelecidos e divulgados por meio de cartazes. “Estamos ainda em planejamento e nos falta a confirmação de alguns detalhes para a definição do cronograma, se faremos somente aos sábados ou aos sábados e dias úteis”, acrescenta. Mesmo sem a definição exata do cronograma dessa segunda etapa da campanha, Eliane adianta que a instituição disponibilizará 147 locais de vacinação na zona urbana de Piracicaba (SP). A imunização contra o vírus da raiva protege cães e gatos e evita que estes contaminem, até mesmo, o ser humano por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura. Eliane informa que o reforço da dose da vacina deve ser feito todo ano, porque só desta forma os bichinhos conseguirão produzir anticorpos necessários para combaterem a doença. “Em Piracicaba (SP), com essa circulação de vírus através de morcegos contaminados, cães e gatos vacinados ficam expostos à doença, caso não recebam o reforço da vacina anualmente”, conclui.


Jornal Mundo Animal / 05 Veterinário da Fazenda Paulo Moreira - médico veterinário

www.facebook.com/CenterVetRc| Center Vet Veterinária : (19) 3533 - 2209

Cara de mau, mas temperamento dócil Divulgação

Os búfalos são utilizados na produção de leite e de carne. Além disso, algumas raças são ideais como força motriz. A foto traz um rebanho de búfalos jafarabadi (búfalo-do-rio), de origem indiana. Os búfalos são animais domésticos da família dos bovídeos. São de origem asiática e são utilizados na produção de carne e de leite para consumo humano. Os bubalinos têm temperamento dócil e se adaptam facilmente às condições ambientais úmidas. Como sua pele é preta, com pou-

cos pelos, também pretos, esses animais sofrem muito quando expostos à luz solar, necessitando de açude ou de lago para que fiquem mergulhados na água nas horas mais quentes do dia. São necessárias também áreas de sombra para a melhoria de seu conforto térmico.

Apesar de serem animais rústicos e de fácil adaptação, não podemos esquecer os cuidados necessários para a saúde e a qualidade de vida deles. Além de vacinas, de vermifugação e de alimentação adequada durante toda a vida, são necessários cuidados especiais com os bezerros até o período de desmama, que ocorre, em média, aos nove meses de vida. É importante ressaltar que os animais devem ser acompanhados quanto à ocorrência e à prevenção de verminoses de forma rígida até os dois anos de vida, fase em que se tornam naturalmente mais resistentes aos danos causados por vermes. Quanto aos parasitas externos, sabe-se que os búfalos no Brasil são muito acometidos por piolhos, porém não se tem muitos estudos sobre o assunto. Os piolhos concentram-se na vassoura da cauda, na base dos chifres e atrás das orelhas. Infestações maciças e constantes podem provocar caquexia, irritação, anemia e coceira. A propriedade rural dedicada à produção de bubalinos deve ter acompanhamento veterinário para que doenças, como febre aftosa, salmonelose, carbúnculo sintomático, mastite e brucelose não acometam o rebanho. A febre aftosa merece atenção especial, pois os bubalinos parti-

cipam da transmissão da doença aos bovinos sem manifestarem sintomas, devendo, portanto, serem vacinados de forma criteriosa. No Brasil, são reconhecidas pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, quatro raças: mediterrâneo, murrah, jafarabadi (búfalo-do-rio) e carabao (búfalo-do-pântano). A primeira delas é de origem italiana, os animais possuem aptidão tanto para produção de carne quanto de leite, têm porte médio e são medianamente compactos. Já a segunda, tem origem indiana, os animais são de conformação média e compacta, têm cabeças leves e chifres curtos, espiralados, enrodilhando-se em anéis na altura do crânio. A terceira, também origem indiana, é a raça menos compacta e de maior porte, apresenta chifres longos e de espessura fina, com uma curvatura longa e harmônica. A última raça, por fim, é a única adaptada às regiões pantanosas e está concentrada na ilha de Marajó, no Pará. Tem sua origem no norte das Filipinas, apresenta pelagem mais clara, cabeça triangular, chifres grandes e pontiagudos, voltados para cima, porte médio e capacidade para produção de carne e leite, além de os animais serem bastante utilizados como força motriz.


Jornal Mundo Animal / 06

Passatempo Animal


Jornal Mundo Animal / 07 Acqua Mundo O maior aquário da América do Sul

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Animais marinhos em perigo! Arquivo/Acqua Mundo

Na foto, pode-se observar o que ocorreu com peixe boi Wiley, que foi atropelado por um barco e o acidente deixou à mostra a sua coluna. Continuando com a nossa série de animais marinhos em perigo, vamos conhecer um pouco sobre os peixes bois marinhos, que na verdade não são peixes e sim, mamíferos marinhos! Mamífero marinho é um mamífero que depende de alguma forma do ambiente marinho, seja por comida ou habitat. Urso polar, por exemplo, é um mamífero marinho, porque depende dos peixes

e de outros animais marinhos para sua sobrevivência. No Brasil, existem duas espécies de peixes bois: uma espécie marinha (Trichechus manatus) e outra de água doce (Trichechus inunguis), conhecido como o peixe boi amazônico. Ele só existe na bacia do rio Amazonas, no Brasil no Peru e no rio Orinoco, na Venezuela. Neste artigo, vamos falar mais especificamente do

peixe boi marinho. São animais gordinhos, roliços, respiram ar atmosférico e mamam leite quando nenéns. Seus membros anteriores são transformados em nadadeiras e os posteriores, em uma nadadeira caudal. As narinas possuem um sistema de válvula que fecha hermeticamente quando o animal mergulha na água. São animais herbívoros, ou seja, se alimentam de algas, aguapés e capins aquáticos, dentre outras vegetações aquáticas. Eles podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia. Durante os primeiros dois anos de vida, os filhotes vivem com suas mães e se alimentam de leite. Esses bichinhos podem chegar a quatro metros de comprimento e pesar cerca de uma tonelada. Todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por leis ambientais em diversas partes do mundo. No Brasil, o peixe boi é protegido por lei desde 1967, A caça e a comercialização de produtos derivados desse animal é crime que pode levar o infrator a até dois anos de prisão. São animais de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento. Além disso, são muito mansos e, por este motivo, são facilmente caçados. É

o mamífero aquático mais ameaçado no Brasil. Embora os peixes boi possuam poucos predadores naturais, como os tubarões, os crocodilos, as orcas e os jacarés, todas as três espécies de peixe boi - africano, amazônico e marinho - estão listadas pela World Conservation Union como vulneráveis à extinção. A principal ameaça corrente para os peixes boi são as colisões com barcos ou com hélices. Às vezes, o peixe boi pode sobreviver a estas colisões e, por conta delas, por exemplo, mais de cinquenta cicatrizes profundas permanentes têm sido observadas em algumas espécies ao largo da costa da Flórida. No entanto, as feridas são muitas vezes fatais. Wiley, com dois anos de idade, foi atropelado por um barco que deixou à mostra a sua coluna. Depois de um longo tempo de recuperação, o animal faz parte do contingente do Seaquarium, em Miami. Para que esses acidentes não ocorram, é necessário respeitar as regras marítimas. Não jogar sujeira na água, para evitar que eles fiquem presos em sacos de lixo e outros objetos, como o anzol, e respeitar os limites de velocidade para os barcos mais próximos da costa ou as águas mais rasas. Esperamos que tenham gostado. Um abraço e até a próxima!


Jornal Mundo Animal / 08

Serviço

Jornal Mundo Animal oficializa parc a veicular um programa de entrevi O projeto consiste em ampliar as reportagens elaboradas pelo periódico por meio de uma agradável conversa ao vivo, que deverá ser exibida toda sexta-feira, a partir do dia 23, dentro do programa Opinião Agora, pertencente à Rede Opinião TV, de Piracicaba (SP) Arte/JMA

Cinthia Milanez Cesar Aparecido Pedrozo tinha um sonho. Após trabalhar mais de 20 anos na área de publicidade, ele decidiu criar um produto direcionado aos bichinhos de estimação. Foi a partir dessa ideia inusitada de um empresário entusiasta que surgiu o Jornal Mundo Animal, um periódico mensal que veicula informações de qualidade para aqueles que respeitam e admiram os melhores amigos do homem. O Jornal já completa cinco anos de existência e, para comemorar em grande estilo, Pedrozo firmou uma parceria com a Rede Opinião TV, de Piracicaba (SP), que deverá ampliar as discussões propostas pelas reportagens do periódico por meio de entrevistas ao vivo, a serem exibidas dentro do programa Opinião Agora, toda sexta-feira, entre 11h30min e 12h, a partir do dia 23 deste mês. De acordo com o diretor-geral da Opinião TV, de Piracicaba (SP), Samuel Ferreira dos Santos, que é formado em Gestão de Recursos Humanos, já atuou na área sindi-


Jornal Mundo Animal / 09

Serviço

ceria com Rede Opinião TV e passará istas na emissora ainda neste mês cal e também como consultor administrativo de empresas, a parceria chegou em boa hora, uma vez que ambos os veículos buscam espaço no mercado e convergem para o mesmo objetivo, que consiste em levar informações de qualidade aos cidadãos, sob preceitos éticos seguidos à risca. “Então, nós acreditamos muito nessa parceria e é só o começo. E nós sentimos muita tranquilidade nessa junção, haja vista por todos os profissionais que estão envolvidos nela”, acrescenta. Já para o diretor de programação e de operações da emissora, Elvécio Rui Lazari, essa participação da equipe do Jornal no programa Opinião Agora faz parte de um projeto inicial, que pode ser ampliado e modificado com o decorrer do tempo, dependendo do retorno dos leitores e dos espectadores. Lazari apresenta uma trajetória de excelência na televisão. Ele atuou como produtor de jornalismo e de esporte em emissoras renomadas do interior de São Paulo, como a Rede Globo, o SBT, a Rede Bandeirantes e a TV Manchete. Diante dessa ampla experiência profissional, o diretor conclui: “eu acredito que esse projeto inicial terá vida curta. Em breve, o Jornal Mundo Animal terá um espaço maior na emissora”. XV, crá, crá, crá! - Todo piracicabano

Cinthia Milanez

Da esquerda para a direita: o diretor de programação e de operações da Opinião TV, de Piracicaba (SP), Elvécio Rui Lazari, o diretor-geral da emissora, Samuel Ferreira dos Santos, e o diretor do Jornal Mundo Animal, Cesar Aparecido Pedrozo. tem o hino popular do XV de Novembro na ponta da língua. Entretanto, não tem acesso a reportagens mais amplas sobre o time nas grandes emissoras de televisão, que só repercutem assuntos dignos de manchete e, muitas vezes, permeados por desgraças. Com o objetivo de mudar esse cenário, a Opinião TV chegou ao município há quatro anos e trouxe discussões de assuntos polêmicos, mas também, de fatos corriqueiros que marcam o dia-dia dos cidadãos co-

muns. É o que constata o diretor de programação e de operações da emissora, Elvécio Rui Lazari. “O piracicabano quer ver o XV de Piracicaba, não quer saber se um time lá de São Paulo foi bem ou não. A Opinião TV busca transmitir uma programação regional, colocando em evidência os costumes daqueles que vivem no município”, complementa. Já para o diretor-geral da emissora, Samuel Ferreira dos Santos, a Opinião TV tam-

bém busca assumir responsabilidades sociais, financeiras e políticas. “Esse é o nosso papel hoje, acompanhar o crescimento da cidade, transmitir de forma imparcial tudo o que acontece aqui e mostrar a verdadeira imagem de Piracicaba (SP)”, afirma. Ainda de acordo com ele, essa parceria com o Jornal, que é segmentado, mas que também busca assumir os mesmos compromissos, levará informações de qualidade sobre o piracicabano e para o próprio piracicabano.


Jornal Mundo Animal / 10 Patas Brasil Juliana Scheffauer

- médica veterinária www.facebook.com/CenterVetRc | Center Vet Veterinária : (19) 3533 - 2209

Hey, estou com dor! Divulgação

Cães e gatos também sentem dor. Entretanto, a detecção do sintoma é feita por meio da análise do comportamento desses bichinhos. Nesta edição, escolhi abordar o assunto dor, problema presente na vida de nossos animais nas mais diversas situações. Conheça um pouco mais sobre o assunto e saiba como reconhecê-la, auxiliando no bem-estar de seu bichinho de estimação. Os animais sentem dor como os humanos? Embora tenhamos a impossibilidade de comunicação verbal, já que os animais não conseguem nos dizer “isto dói”

ou “estou com dor”, os animais também sofrem. Devido ao mecanismo da dor ser semelhante em humanos e em animais, é razoável assumir que o que é doloroso para nós também é doloroso para eles. Quais são os sinais de dor em cães? A avaliação da dor é muito subjetiva e depende de cada animal. De modo geral, os cães podem apresentar uma grande variedade de sintomas, que são: pupilas dilatadas, aumento do ofego, alterações

cardíacas e respiratórias, gemer/latir/uivar; tristeza e isolamento, diminuição da interação com os donos, comportamento inquieto e indiferente ao meio; podem lamber e morder o local afetado, relutar em deitar ou mudar de posição; falta de apetite, tremores, postura corporal e expressão alteradas; mudanças em hábitos de higiene. Quais são os sinais de dor em gatos? Felinos com dor podem permanecer escondidos, em silêncio, assumindo uma postura corporal tensa e encurvada, reduzem a atividade física, diminuem o apetite e a interação com os donos. Gemidos e vocalização/miados são incomuns, exceto nos casos de dor severa. Gatos com dor podem interromper hábitos de higiene (limpeza do corpo, lambedura). Os gatos escondem que estão doentes ou com dor? Nos gatos, é difícil reconhecer a dor, tendo como base seu comportamento. Devido a sua origem e natureza, os felinos podem demorar a demonstrar sinais de fraqueza ou doença para que não se tornem presas fáceis. O que pode ocorrer quando uma dor não é tratada de forma adequada?

Os animais com dor podem ter algumas complicações, devido aos processos dolorosos: perdem peso, realizam automutilação com feridas graves, têm maior tempo de cicatrização de feridas e recuperação mais prolongada, maior chance de infecções e outros. Além disso, a dor coloca a qualidade de vida e o bem-estar dos bichinhos em risco. Além de medicamentos, há algo mais a ser feito no controle da dor? Como nos tratamentos humanos, os animais podem ser submetidos a tratamentos com fisioterapia e acupuntura, por exemplo. Mudanças no manejo e no ambiente, com orientação médica, podem ajudar na melhoria da qualidade de vida. O que fazer ao notar que o cão ou o gato está com dor? Ao notar que os animais de estimação estão com dor ou qualquer sintoma de que não estão bem, deve-se encaminhá-los para avaliação clínica com um médico veterinário de confiança. Através de um exame clínico detalhado e de exames complementares, será possível estabelecer um diagnóstico e, consequentemente, o melhor tratamento e a melhor conduta clínica.


Segurança

Jornal Mundo Animal / 11

Heróis de quatro patas Os 14 cães, que vivem no canil da Polícia Militar de Piracicaba (SP), passam por treinamento físico diário e, muitas vezes, arriscam a própria vida para preservarem a segurança da população Cinthia Milanez Nem o tempo frio e chuvoso impediu que a simpática cadela Meg viesse, saltitante, ao encontro do cabo Mário Geraldo Martins da Silva, que é responsável por ela. Os cães da Polícia Militar de Piracicaba (SP) trabalham seis horas por dia, auxiliando os integrantes da instituição no policiamento ostensivo, na detecção de entorpecentes, na busca de meliantes ou de pessoas desaparecidas em áreas de mata, na revista em presídios, na demonstração do trabalho à população, entre outros itens. Atualmente, o canil conta com 14 animais, sendo que dois são pastores alemães e ainda não foram batizados, outros dois são os rotweillers, Foker e Nick, e o restante é composto pelos pastores belgas de Mallinois, Dragon, Meg, Shark, Hulk, Aruk, Zeus, Haico, Hex, Killa e Zara. Segundo o cabo Mário Geraldo Martins da Silva, os bichinhos são adquiridos por meio de doação, compra ou reprodução própria. Entretanto, no primeiro caso, os cães têm de ter pedrigree. Todos os animais que chegam ao canil passam

Cinthia Milanez

Da esquerda para a direita: o soldado Adam Battonyai junto ao seu cão, Shark, o cabo Mário Geraldo Martins da Silva ao lado da cadela Meg e o cabo Euclides Gorzoni Neto, acompanhado pelo Hex.

por uma avaliação criteriosa, com o objetivo de certificar que eles são aptos para desenvolverem esse tipo de atividade. O cabo acrescenta que os cães devem ter temperamento seguro, ou seja, que evitem atacar de forma involuntária. A receptividade diante de brincadeiras também é um requisito imprescindível, porque eles são adestrados por meio do reforço positivo, método que descarta o uso de petiscos

ou de qualquer outra forma de alimento. Quando os cães não apresentam perfil adequado ou, até mesmo, quando a idade pesa, eles são encaminhados para os respectivos policiais que os adestraram, para outros oficiais que trabalham no canil, para qualquer policial que resida na região ou para os cidadãos comuns. Em todos os casos, é feito um acompanhamento por parte da instituição, de forma a garantir

o bem-estar dos mesmos nos novos lares. Além disso, de acordo com o soldado Adam Battonyai, os bichinhos considerados aptos representam um meio não letal de emprego da força policial, enquanto ferramenta de trabalho. Eles são treinados apenas para imobilizarem o alvo, não para agredi-lo, porque atacam os membros superiores e inferiores com uma única mordida e utilizam os dentes do fundo. Já para o cabo Euclides Gorzoni Neto, o combate ao tráfico de drogas, por exemplo, seria mais difícil sem o auxílio dos bichinhos. Isso porque eles conseguem identificar entorpecentes camuflados em outros produtos apenas pelo faro. O cabo Mário, que havia acabado de voltar de um curso sobre o tema, afirma que enquanto o ser humano possui de 5 a 8 milhões de células olfativas, os cães têm 220 milhões, área que ocupa 10% do cérebro deles. Portanto, esses verdadeiros heróis de quatro patas também têm superpoderes e são uma ferramenta essencial da Polícia para garantir a segurança e o bem-estar da população.


Jornal Mundo Animal / 12 Vida Selvagem Nathalia Trevelin Sant’Anna- médica veterinária especialista em animais silvestres e exóticos

consultoriavidaselvagem@hotmail.com

Animais diferentes, cuidados diferentes Arquivo

A iguana, por exemplo, se enquadra na classificação de animais silvestres, uma vez que está presente na fauna brasileira. A procura por animais silvestres e exóticos, como iguanas, serpentes, pássaros variados (canários, calopsitas, papagaios), gerbil, furão e chinchila cresce a cada dia. Estes e outros animais podem ser ótimas companhias. E como todo animal, eles também adoecem e precisam de orientações e cuidados veterinários. Daí você se pergunta, e agora? Quem procurar? Veterinários que cuidam de cães, gatos, gado e cavalos, todo mundo conhece. Porém, alguns profissionais se especializam para cuidar de animais bem diferentes. Eu me especializei para atender todos estes pets não-convencionais, que inclui várias espécies de répteis, aves e mamíferos (exóticos e silvestres), que assim como cães e gatos, precisam de cuidados especiais. Confira logo abaixo algumas dicas sobre esses animais. O que são animais selvagens, silvestres e exóticos? Esta é a primeira confusão. Animais selvagens são todos aqueles animais que não foram domesticados, que mantêm suas características e instintos naturais e que apre-

sentam pouco ou nenhum contato com seres humanos. Animais silvestres são animais da fauna nativa de um país - no caso do Brasil: papagaio, ema, anta, teiú, jiboia, jabuti, sagui, onça-pintada, dentre outros. Animais exóticos são animais que originalmente não pertencem a nossa fauna, são oriundos de outros países, como a cacatua, a calopsita, a cobra-do-milho, a píton, o monstro-de-gila, o hamster, o ferret, o leão, o tigre, o urso, entre outros. Como faço para adquirir um animal silvestre? Posso criá-lo? A aquisição de um animal silvestre como bicho de estimação exige cuidados e deve haver respeito a critérios legais. Existem criadouros comerciais ou comerciantes com registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), ou seja, estes criadouros são autorizados a manterem e a venderem esses animais. É a maneira correta para adquirir um animal silvestre com segurança e dentro da lei. É crime manter animais silvestres em cativeiro, se a origem dos bichos não estiver devidamente documentada me-

diante nota fiscal emitida pelo comerciante ou pelo criadouro que tem autorização do IBAMA para reproduzi-los em cativeiro. Na nota fiscal, deve constar o nome científico e popular do animal, o tipo e o número de identificação individual. Quem não cumpre a lei está sujeito a pena de detenção de seis meses a um ano e multa. A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) determina ainda que a pena seja aumentada na metade se o crime é praticado contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, entre outras hipóteses. Já alguns animais exóticos considerados domésticos, como calopsita, hamster, ferret não precisam de autorização do IBAMA. Quais são os animais mais atendidos pelo médico veterinário especialista em animais silvestres e exóticos? Dentre os répteis, os mais atendidos são as tartarugas-de-aquário, os jabutis, as iguanas e as jiboias. Entre as aves, estão os canários, os coleirinhos, os agapornis, os periquitos-australianos, as calopsitas, os papagaios e as araras. Entre os mamíferos, temos os roedores (chinchila, hamster, gerbil e porquinho-da-índia), os lagomorfos (coelhos e lebres), os primatas (saguis), entre outros. Por que esses animais precisam ir ao veterinário? Para os respectivos proprietários receberem orientações sobre o manejo correto do animal, realizar atendimento clínico preventivo e o acompanhamento, por meio de exames laboratoriais, para controle de parasitas, check up completo (coleta de sangue para avaliar função hepática e renal, hemograma, etc), toalete, entre outros. É importante salientar que estes animais são muito sensíveis, por isso requerem cuidados especiais. Quais as doenças mais comuns nos animais silvestres? As principais doenças estão relacionadas às falhas de manejo (recintos inadequa-

dos, problemas com iluminação e umidade), problemas nutricionais e metabólicos, como dietas inadequadas ou pobres em vitaminas e minerais, problemas respiratórios, parasitismos, odontopatias, problemas dermatológicos e neoplasias. Animais silvestres e exóticos também podem passar por cirurgias e serem anestesiados? Há certa frequência hoje em dia. Com capacitação técnica de alguns profissionais, as cirurgias em pets não-convencionais são realizadas com grande sucesso, as mais comuns são procedimentos ortopédicos (reparação de fraturas de casco, membros, asas e bico), correções de problemas dentários, castrações, retiradas de tumores e muitos outros procedimentos. Há riscos de uma pessoa contrair doenças de animais silvestres e exóticos criados em cativeiro? O risco existe, mas o mesmo ocorre com outros animais de estimação, como cães e gatos. O importante é que cuidados básicos de higiene sejam adotados para todos os animais, independente de serem domésticos, silvestres ou exóticos. Qual o conselho para quem quer um animal de estimação não-convencional? Meu conselho é sempre pesquisar antes de adquirir um animal, seja ele qual for. Procurar saber sobre a biologia e o comportamento do animal, qual suporte será necessário para a criação adequada da espécie em questão, deve-se planejar gastos com alimentação, iluminação, recintos e cuidados veterinários. Outra coisa importante é saber de onde comprar esse animal, verificar as condições higiênico-sanitárias do local, se há responsável técnico e quais as condições de saúde / atestados que esses animais apresentam. Outra dica importante é procurar orientações com um profissional especializado, ele poderá sanar todas as dúvidas e ajudar com o novo companheiro.


Barulho

Jornal Mundo Animal / 13

Quem tem medo de fogos de artifício? Cães e gatos têm uma audição mais aguçada em comparação com a do ser humano. O uso exagerado de fogos de artifício durante os jogos da Copa do Mundo, por exemplo, pode desencadear sérios problemas, como quedas, enforcamentos e, até mesmo, fugas Cinthia Milanez Em tempos de Copa do Mundo, o patriotismo do brasileiro sempre vem à tona. Entretanto, aqueles que possuem cães e gatos devem ser cautelosos em relação ao uso de fogos de artifício durante os jogos, uma vez que os bichinhos se sentem ameaçados pelo barulho e, muitas vezes, se machucam ou fogem de casa. É o que afirma a médica veterinária do Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária de São Paulo (SP), Elaine Pessuto. De acordo com ela, os donos desses animais devem proporcionar a eles locais seguros, onde se sintam protegidos. “Colocá-los dentro de casa pode ser uma opção, desde que eles fiquem em relativo silêncio. A penumbra também pode acalmá-los, principalmente, no caso dos gatos. Alguns gostam de ficar embaixo de móveis. Evitem locais altos, correntes e portas de vidro, pois, no desespero, eles podem saltar, se enforcar ou, até mesmo, se cortar”, acrescenta. A especialista também aconselha o uso de esferas de algodão ou de proteto-

Divulgação

A médica veterinária do Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária de São Paulo (SP), Elaine Pessuto, afirma que a melhor proteção aos animais durante as comemorações da Copa do Mundo corresponde ao carinho e à atenção por parte dos seus respectivos proprietários. res auriculares de silicone para minimizar o barulho, no caso dos cães. A prescrição de calmantes, desde que os bichinhos

tenham passado por uma avaliação veterinária prévia, pode ser uma alternativa. Em situações mais graves, Elaine informa

que os proprietários devem buscar ajuda de um comportamentalista, que fará a dessensibilização, ou seja, ensinará os animais a evitarem a catastrófica comparação de barulho com perigo. Além disso, a precaução mais importante está na atitude dos proprietários, que devem passar segurança por meio de palavras carinhosas e de afagos, durante o momento de pânico. Por outro lado, quando os donos não estiverem em casa, o recomendável é abrigar os bichinhos em locais que eles possam se esconder, evitando ambientes com acesso à rua, com portões que tenham lanças, com portas de vidro e com correntes. Já quando os proprietários resolverem assistir aos jogos em casa e receber amigos, Elaine adverte que cães e gatos devem ser introduzidos na festa. Se, mesmo assim, eles apresentarem crises de pânico, o ideal é abrigá-los em locais que se sintam seguros. Caso essas recomendações forem seguidas à risca, a seleção brasileira também terá torcedores de quatro patas.


Jornal Mundo Animal / 14 Retrato Natural Luciano Monferrari

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Ah, os pássaros do meu jardim! Fotos: Luciano Monferrari

O pássaro cambacica (Coereba flaveola) se alimenta de uma laranja no jardim. A dica é sempre fornecer frutas frescas às aves para atraí-las. A observação de aves começa em casa, com as aves mais comuns de se ver. Com o tempo, começamos a perceber que outras espécies começam a aparecer e aumentam cada vez mais. Muitas vezes, elas já estão ali e nós é que não percebemos sua presença. Esse exercício é interessante de ser feito. Se observarmos atentamente as variadas espécies, procurando identificá-las com o auxílio de um guia de campo, ou mesmo, pela Internet, o interesse aumenta cada vez mais e a busca por novas espécies começa a fazer parte do nosso dia-a-dia. Para atrair mais aves para o nosso jardim, podemos criar algumas estratégias e aí não vale somente os jardins e quintais, pode ser uma sacada de um apartamento, ou mesmo, uma simples janela. Isso já é o suficiente para atrair alguma espécie. As aves buscam, o dia inteiro, alimentos e água e, se facilitarmos sua vida, vão se tornar uma companhia constante, enfeitando e alegrando nossos jardins. É importante que tenhamos persistência, pois não vão aparecer de um dia para

o outro. Precisam descobrir que tem o alimento e sentir confiança para se tornarem visitas frequentes. É importante também que não seja a única fonte de alimento, ou seja, é fundamental que coloquemos à disposição os alimentos todos os dias, por um determinado período, porém é importante que quando o alimento colocado se acabe, as aves busquem alternativas na natureza. Grãos - Pode ser a quirela de milho, a quirela de arroz, o alpiste, o painço, a semente de girassol ou misturas para aves. Com isso, podemos atrair aves, como o canário-da-terra-verdadeiro, a rolinha-roxa, o pardal, o tico-tico, o bigodinho, o coleirinho, entre outros. Podemos colocar os grãos separados, observando a preferência de cada espécie por cada tipo de grão. Frutas - Montar um comedouro com frutas pode ser bem simples. Uma casinha de madeira, vendida em lojas de jardinagem, ou mesmo, um tronco seco, onde as frutas possam ser colocadas. Isso atrai aves, como as saíras, os sanhaçus e os sa-

A saíra-preciosa (Tangara preciosa) se alimenta de um pedaço de mamão em um comedouro fixado no muro de um jardim. biás. Podemos dar preferência para as frutas da época, começando com as mais simples e básicas, como a banana e o mamão, iniciando com metade de uma banana e um pequeno pedaço de mamão. Se não comerem no dia, retire e coloque frutas novas no dia seguinte. Com o tempo, as aves vão descobrir a nova fonte de alimento, voltando para se alimentar mais e a demanda vai sendo cada vez maior, pode apostar. Água - Pode ser uma simples bacia feita de barro com, no máximo, cinco centímetros de altura, colocada em uma sacada, apoiada em uma árvore, em um muro ou no chão do jardim. Algumas espécies adoram tomar banho e essas tigelas com água, podem ser um grande atrativo, necessitando de pouco espaço. Bebedouro para beija-flores - Os bebedouros para beija-flores são instalados com o objetivo de atrair essas aves, mas não substitui as necessidades nutricionais, pois se alimentam também de pequenos

artrópodes, de onde obtém proteínas. A concentração de açúcar indicada é de 20% (uma parte de açúcar para quatro partes de água), por ser parecida com a concentração do néctar. Não se deve colocar nada além de água e açúcar (preferencialmente cristal). Outro item importante é a limpeza desses bebedouros, que devem ser lavados diariamente e imersos em solução de água com um pouco de água sanitária (hipoclorito de sódio) e depois devem ser muito bem enxaguados. Se não forem limpos, vão acumulando fungos, deixando o bebedouro com manchas escuras. Estes fungos podem causar doenças nas aves e, algumas vezes, podem levá-las à morte. Plantio de árvores e flores - Para quem se dispõe de espaço, o ideal é plantar diversos tipos de flores, que forneçam néctar, e de árvores, que sirvam como abrigos e atraem insetos, que também servem de alimentos para aves. Além disso, as árvores frutíferas, naturalmente, atraem bastante as aves.



Jornal Mundo Animal - Agosto 2013