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1 de novembro 2012 Ano XII n.º 269 Quinzenal Preço 0.70 €

Diretora n Aliette Martins

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Diretor-adjunto n Marcos Leonardo

Situação dos bombeiros de Alcácer “é insustentável”

Odemira aprova agregação de nove freguesias

A falta de um sistema de financiamento, o acumular de dívidas por parte de entidades públicas, bem como as alterações à credenciação de transporte de doentes não urgentes, que “se juntaram” ainda à crise, são alguns dos fatores que estão a conduzir as associações humanitárias, como a de Alcácer do Sal, a uma situação “insustentável”.

1 de novem Ano III • •

bro/12

n.º 69

Direto Aliette Mara rtins Diretor-a Marcos Ledjunto onardo

Futebol:

Autárquicas 2013

Edito Joaquim r Bernardo

Em Grâ ndola, o Grandolens recebeu o Vasco da e Gama de e venceu Sines por 2-1. Uma part bem disp utada, mas ida bem joga nem sem pre da. Na prim o Vasco da Gama eira parte, e com um foi golo de Mik superior ao interval o a vencer ó chegou segunda por 1-0. parte, a equipa da Na foi mais casa ofen alguma pas siva, e aproveitand o sividade da Vasco da Gama con equipa do dois golo seguiu com s vitória por de Fábio chegar 2-1. à O Melide nse som ou a terc derrota na eira competição se ao cam , desloco upo perdeu por do Alcochetense e perdia por 5-0, ao intervalo já 2-0. Os da Costa da Caparic Pescadores primeiro a ocupam lugar da o classificaçã somando nove pon o, tos, fruto vitórias, nos de três Resultados três jogos realizad os. e Alm da 3ª jornada ada – 1º Maio Sarilhense :Almada,2 da Cap ,7; 4º Montijo e Mo ,0; Alfarim – Desp. aric ,0 7º Des a,6; 6º Grandolens nte Mar de Almada Por ; Cova da – Paio Pire tugal,1; Montij o,5 Gam p. Portugal, Vas e,5; – Monte da Piedade Cap s,2; Grando Cap a, 1º Ma co da Gam Vasco da lense,2 – io Sarilhe Gama,1; a – Montij arica, Vasco da Cov arica – Palmelense; Alfarim,4; Alcocheten nse e Alc Alfarim – – Melide a da Piedade 11º C. se,5 12º ochetense; o; Paio Pires – nse,0; e Alcoch Ind Cov Vasco ustr 1º Maio Sar Pescadores – Palmelen ia,3; – Pes a ilhense pert da Gama. O mel etense – ,4 de Alm da Piedade, Bei cadores se,1; Bei ra hor Almada,4 e ra Mar ence aos Ma ada Melidense r Alm , Paio Pire de Palm Pescadores ataque – – da Cap s,2; 15º nov ada. Na 5ª jornada elense e Me Monte da Cova da Piedade,4 da Costa arica que , dia 11 de embro, vão lidense,0 Cap e Na 4ª jorn marcaram em três pontos. – jogar: Pes e Industria,0 arica,1 – Comerci 8 golos ada, dia 4 jogo Me cad s. o lidense; de novemb vão joga 1º Pescad . Classificação Ger Beira Ma ores pertence ao Alc A melhor defesa ores,9; 2º al: – Alf r: Comércio e Ind ro, Almada – 1º r de três ochetense Alcocheten arim; Des Maio ústria Grando jogos real que nos se Grando izad p. lense – Mo Sarilhense; um lense; Palm Portugal – – Paio golo. O Me os apenas sofreu ntijo; Alm lidense con elense – Pires; Des ada pior Beira Com ta defe p. com sa, já sofr Portuga ércio e Ind eu onze golo a ústria; Mo l – o pior ataque, se nte da con aind cretizar qua a não conseguiu lquer golo .

Já mexem em Alcácer do Sal Quem será o candidato do PS?

No Torrão foi dado o mote, “o Partido Socialista terá que se mostrar unido e capaz de captar não apenas os militantes do PS, mas militantes de outros partidos – cidadãos apartidários – que queiram dar o seu empenho ao nosso projeto”

Campe

Vasco daonato Distrital de Setúbal da 1ª divis ão Gama pe rde e o Melid ense em A u em Grândola lcochete

Atletism

o: Com

20º Crossa participação de dezenas de atlet as de toda dos Cava s as idad es le Vale de S antiago n iros em o dia 18 d e novemb ro

No dia 18 de novemb Santiago volta a ser ro, Vale de org anizações mais um palco para “Cr populares, desportivo uma das pro oss dos Cavaleiros” grupos s, escolas vas mais emb , ou outr do concelh lemáticas organismos. À o de Ode semelhança os ediç mira, que ano assinala das este será ões anteriores, a a sua com 20.ª edição. paralelo, Em ben dividida em esca petição tal jamins, hábito, dec como já vem sen lões de infa do juve orrerá a 6ª Edição Percurso nis, juni ntis, iniciados, Pedestre ores, sen dos Cavalei do veteranos, iores e e o Cor em ambos ros perc ta Mato os sex de Associação urso varia entre os 250 os. O de Atletism Abertura para Esta ativ o escalão metros o de Beja. idad benjamins Núcleo Des e é promovida pelo 9.200 metros A e os para os portivo e seniores Odemira, Cultural masculinos juniores e fem de Ped Mu ininos. . O Percurs estre dos e Junta de nicípio de Odemir o monetár Haverá ainda prém Cavalei a a toda Freguesia ios até ao Santiago, a populaç ros é aberto no 15º classific ios e todos e conta com de Vale de perc ão e terá escalão sen os atletas ado Associação ursos dist o dois sen iores mas receberão into de Atletism apoio da 750 culinos e sacos com refo iores fem 0 m respetiv s com 1500 e A prova rço alim e lembran será aberta o de Beja. O veteranos. ininos e até ao 5º amente. entar ças de gran nos atletas, fede Os primeiro a participaçã masculino rados e não todos os o valo de prémio em disp s juniores Na classificação em represen uta terá e feminin r de 150 federados, por equipas o. atribuído 50 € €, para o receberã tação de cole o Prémio é o valo tividades, no escalão seniore o vencedor idad e taça, o atleta Brit o r Pais, no de 75 € para com e s bem com a 1ª, 50 € o no esca masculinos, aind receberá um troféu. mais a 2ª e 25 para lão de sen € a para a 3ª Serão iores part sorteados entre equipa, sen todos os que todas as form icipantes do ações até prémios posição à 10ª surpresa recebem uma peç artesanato a de local.

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No Torrão, Socialistas unidos num objetivo Propriedade

LitoralPress, Lda

Diretora

Aliette Martins

Diretor Adjunto Marcos Leonardo

Redação Aliette Martins (aliette@sapo.pt)

Gisela Benjamim

No Torrão, em noite de Festa, foi tempo de desabafos, recados mas também de reflexão, visando um caminho, o da união entre os socialistas. Destaque para a presença do Dr. Almeida Santos, que proferiu palestra subordinada ao tema: “A CRISE”. Aliette Martins aliette@sapo.pt

(giselabenjamim@gmail.com)

Angela Nobre

(a.v.nobre@gmail.com)

Rute Canhoto

(rutecanhoto@iol.pt)

Joaquim Bernardo

(joaqbernardo@gmail.com)

Helga Nobre

(helga.nobre@gmail.com)

Cronistas

Francisco do Ó Custódio Rodrigues Serafim Marques Veríssimo Dias

Secretaria

Ana Cristina

Fotografia Ana Correia Luís Guerreiro José Miguel Duarte Gonçalves

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Marcos Leonardo Telem. 919 877 399

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Membro :

No passado dia 13 de Outubro, a Secção do Partido Socialista do Torrão, em dia de comemoração dos quatros anos da sua refundação, gravou na noite, uma página da história não só do Torrão, mas, também na memória futura do Concelho de Alcácer do Sal. Ou seja, com a presença do Presidente Honorário do PS, Dr. Almeida Santos, após as palavras proferidas pelos oradores da noite, foram homenageados alguns dos militantes socialistas que participaram nas listas eleitorais do Concelho de Alcácer desde 1974, num jantar com inúmeros convidados, desde os autarcas que vieram de Ferreira do Alentejo, Viana do Alentejo, Grândola e de Évora a deputados, designadamente Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira e Duarte Cordeiro, também Victor Ramalho, ex-Presidente da Distrital de Setúbal do Partido Socialista e Presidente do INATEL, o exGovernador de Setúbal Macaísta Malheiro e, o Presidente Honorário do PS, Dr. Almeida Santos, personalidades que deram o seu contributo para uma noite de festa e, principalmente, de reflexão, considerando as preocupações comuns que desassossegam todos os cidadãos, enquanto portugueses ativos, atentos e disponíveis para lutarem por uma vida melhor. No ar, era percetível a atmosfera de responsabilidade que pairava de forma significativa, a sublinhar a cidadania, o que deu originalidade a uma noite de atitudes positivas e de vontades fortes, convictas em responder ao futuro País.

Almeida Santos na Sede da Secção do PS do Torrão No primeiro momento, a cerimónia da noite, teve lugar na sede da Secção do Torrão, altura em que o Dr. Almeida Santos deixou escrita uma mensagem no

vra é sua) - “a quem pensa assaltar o poder e não para aqueles que estão do lado do poder, que é: a população não é parva e, portanto, não se deixa enganar”, chamando de seguida, a atenção dos Socialistas ali presentes para que analisassem as “pessoas, muito antes de serem candidatas, como pessoas sérias, independentes, que não dependam dos pais, que não dependam da política, que sejam absolutamente impolutas”, disse.

Reconhecimento para com os Socialistas do Torrão que ajudaram a desenvolver a democracia Livro de Honra daquela sede. A acompanhá-lo, na mesa preparada para o efeito, estiveram Amélia Antunes, em representação do Secretário-geral do PS; Amílcar Romano, em representação de Madalena Alves Pereira, Presidente da Federação do PS de Setúbal; João Massano, Presidente da Concelhia do PS de Alcácer do Sal e Duarte Lynce de Faria, Presidente da Assembleia Municipal de Alcácer do Sal. No seguimento deste ato, um jantar de confraternização antecedeu as intervenções de uma noite que, excetuando algumas farpas lançadas no sentido de um alerta para uma necessária afinação, com indicação de comportamentos e rumos propostos, visando o horizonte das próximas Eleições Autárquicas de 2013, momentos esses, protagonizados pelos Presidentes da Junta de Freguesia do Torrão e da Câmara Municipal de Alcácer do Sal. Nesse sentido, Décio Fava (Presidente da Junta de Freguesia do Torrão), usou da palavra para fazer “um desabafo, um lamento, até mesmo um apelo e, sobretudo, uma preocupação” disse, expondo as razões do sublinhado, enquanto que, Pedro Paredes (Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal) remeteu a energia do seu discurso aconselhando os presentes a fazerem a leitura do “Manifesto Autárquico” do PS, dizendo que “está lá tudo, mas… há lá um pormenorzinho que ficou por dizer”. Nesse sentido remeteu as suas palavras, “aconselhando” - (a pala-

Entretanto, na sua generalidade, os momentos altos centraram-se no encontro e no reconhecimento para com todos “aqueles que ajudaram o Torrão e o Concelho a desenvolver uma democracia de inclusão, defendendo uma dinâmica em prol da educação, da saúde, da solidariedade social, pelos mais idosos, pelos

a Reforma Local apresentada pelo Governo, num Concelho que é o 2.º maior do País, com as 2 maiores freguesias de Portugal – Santa Maria do Castelo e Torrão - e em que existem, com toda a racionalidade, apenas 6 freguesias”, apoiado num excelente trabalho de Duarte Lynce de Faria, sobre a referida Reforma Autárquica, pensando o seu Concelho, Alcácer do Sal. Aliás, Duarte Lynce de Faria no uso da palavra, indiscutivelmente uma pessoa de causas, também ele defensor das ideias que foram expressadas pela maioria das personali-

Hélder Montinho, num discurso com “um apelo a todos os democratas, sem exceção, no sentido de se unirem” reafirmou: “estamos num tempo que é o de lutar pelo Alentejo”

mais jovens, pelas famílias e pela igualdade de oportunidades”, como afirmou o Secretário Coordenador da Secção do PS/Torrão, o anfitriã da noite, Hélder Montinho, num discurso com “um apelo a todos os democratas, sem exceção, no sentido de se unirem” afirmando que: “estamos num tempo que é o de lutar pelo Alentejo”, onde incluiu a “Reforma Administrativa” lembrando que “o Partido Socialista conseguiu liderar uma posição de consenso entre todas as forças políticas, ao rejeitar

dades que ali se prenunciaram, saudou os convidados ilustres e todos os presentes, proferindo - de seguida - palavras de consenso e de solidariedade, não deixando porém de referir-se à crise, enumerando oito situações de incumprimento governamental que preocupam as gentes alentejanas. Duarte Lynce sublinhando que os socialistas estavam “num momento de união”, significando a realização das próximas Eleições Autárquicas que irão ocorrer daqui a um ano, mas chamando a atenção de “não saber o

que irá acontecer até lá”, todavia, de uma coisa estava certo - assegurou - “é de que o Partido Socialista terá que se mostrar unido e capaz de captar não apenas os militantes do PS, mas militantes de outros partidos – cidadãos apartidários – que queiram dar o seu empenho ao nosso projeto”, sublinhando que esse projeto não deve ser fechado no Partido Socialista. Deve ser aberto à sociedade. De seguida, referindo que elencou – de uma forma muito simples – dez pontos para perceber o que está mal em termos gerais”, passando a enumera-los: - De que vale os governos do Partido Socialista terem iniciado estradas, como é o caso do IP8, apresentam hoje perigosidade enorme por terem parado todas as suas obras? - De que vale terem-se construído estradas, quando os custos do gasóleo, das empresas e os custos de quem lá anda e das próprias portagens, são aquelas que todos sabemos? - De que vale termos lares de idosos construídos quando os subsídios, no futuro e, talvez no presente, vêm a ser diminuídos drasticamente para aqueles que mais precisam? - De que vale termos construído escolas quando há um limite de ação às ações pedagógicas e, aos efeitos dos apoios escolares dos próprios alunos? - De que vale termos dinamizado as pequenas e médias empresas que hoje fecham diariamente as suas portas? - De que vale termos freguesias e, futuramente, se a lei anunciada for avante, com sedes a mais de 30 quilómetros, designadamente no Alentejo, de aldeias, como é o caso do Barrancão, no nosso Concelho? - De que vale termos municípios sem recursos? - De que vale termos uma


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comum

e a CRISE, o tema escolhido para abordar no Torrão

democracia sem qualidade onde, cada vez mais, se duvida dos políticos? - De que vale termos passado o 25 de Abril, quando hoje os direitos sociais são atacados? - De que vale termos um estado que não promove o emprego e o desenvolvimento? Por fim, levantou e deixou uma pertinente chamada de atenção que tem a ver com o papel que cabe ao político desempenhar, dando resposta àquilo que o povo que lhe confiou, o seu voto, reafirmando que “o Partido Socialista tem hoje, mais do que nunca, uma posição de liderança que tem que a assumir, mas tem que a assumir de forma construtiva e de forma coerente”, frisando que são “ideais que começam e devem ser discutidos aqui, mas devem ser divulgados lá fora (…)”, disse. De seguida, Mariana Caixeirinho, fez a leitura de uma mensagem de Catarina Marcelino, em nome das Mulheres Socialista do Distrito, congratulando-se com a Secção do Torrão pela data assinalada. Na cerimónia teve lugar também uma breve intervenção de João Massano, na sua qualidade de Presidente da Concelhia do PS de Alcácer do Sal, que – fundamentalmente - destacou a celebração da noite, não só a do 4.º Aniversário da Secção do PS do Torrão, bem como o reconhecimento público aos Socialistas que estiveram nas listas do PS desde 1974.

Amélia Antunes protagonizou o discurso político da noite Considerado o discurso político da noite, Maria Amélia Antunes, em primeiro lugar começou por destacar “que um aniversário é sempre um dia de festa e, na

família socialista e nestas circunstâncias, é um dia particularmente festivo, pese embora a situação que o País atravessa”, sublinhando de seguida, que a verdade, é a de que, os socialistas estão preparados para os combates no País e no Distrito, deixando a seguir, “duas notas”, uma delas em relação ao governo, afirmando que é o “governo das promessas não cumpridas”, para sublinhar que “Todos sabemos que o atual Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enganou os Portugueses e só foi eleito porque prometeu uma coisa e está a fazer o seu contrário. É um governo dos ditos e dos desditos ( …)”. É um governo que impõe aos portugueses a maior carga fiscal – o maior nível de impostos - que alguma vez tivemos no nosso País. É um Governo que agrava um desemprego como nunca existiu no nosso País. Que agrava as desigualdades sociais, a iniquidade e que, por isso, contra todo o estado de coisas que estão a acontecer, temos que nos unir, preparar e lutar para combater o governo e as suas políticas de direita. É um governo que quer destruir o estado social, a saúde, a educação, a solidariedade e quer empobrecer os portugueses e o País. É um governo de subserviência que não defende, seguramente, os interesses de Portugal nem dos portugueses”. Amélia Antunes, alinhava assim o seu discurso para destacar a segunda nota que deixou à assistência, referindo-se às Autárquicas de 2013, tendo afirmando designadamente que, “o PS tem, como adversário político, o Partido Comunista Português”.

Almeida Santos

Cumprindo a regra que dita que os últimos serão os primeiros, encerrou a sessão, o Dr. Almeida Santos, com uma palestra que detalhou – etapa a etapa –, a escalada mundial que a crises tomam e que a presente tomou. Assim, após saudar todos os presentes, fez saber qual foi o tema – “A CRISE” – que ele próprio escolhera para a sua intervenção naquela noite no Torrão, começando por dizer que a crise tem várias versões no espírito de cada um. “É a crise Nacional. É a crise Europeia. É a crise Mundial. Estas três crises, a primeira de todas foi a crise mundial, depois passou a ser a crise europeia e, neste momento, mais grave para todos nós, é a crise portuguesa, proveniente da causa das anteriores crises”, diria, para enquadrar o tema da sua intervenção. Como bom palestrante que reconhecidamente é, o Presidente Honorário do Partido Socialista foi gradualmente envolvendo os presentes no cerne da proposta que levou ao Torrão para ser abordada, chamando a atenção da assistência questionando: “Reparem que, uma das maiores crises económicas do mundo, ninguém discute os porquês dessas crises. Ninguém discute quais são os responsáveis por essas crises, perguntando: - Não é estranho? Não é estranho ninguém querer saber porque é que esta crise existiu ou existe? E, porque é que esta crise se situa na sequência de anteriores crises cíclicas que se foram derrubando no tempo, possivelmente com uma causa comum? Nunca se discutiu essa causa. Estas crises cíclicas, económicas e financeiras vêm de onde? Que culpados é que têm e que causas é que têm para podermos evitar que se repitam? Este raciocínio nunca foi feito e, também não vejo ninguém empenhado em encontrar respostas para estas perguntas. Já repararam como é que uma crise, a que estamos a viver e que é a maior de sempre, espelhando – em comparação - só a do século passado, a de 1929, em que as notas dos bancos chegaram a forrar

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as casas dos que perderam o dinheiro correspondente a essas notas, mas J. Franklin Roosevelt, um grande homem, o que é que ele fez para enfrentar a crise americana que, depois, acabou por ser mundial?Chamou o maior economista de sempre, John M. Keynes e, perguntou-lhe o que deveria fazer. - Keynes disse-lhe assim: - ‘Obras públicas, Sr. Presidente’. - Mas, eu não tenho dinheiro, respondeu o Presidente Americano. - Pois é, por não ter dinheiro é que deve fazer obras públicas, advertiu Keynes. Alias, o economista Keynes, entre outras medidas, defendia, também, uma “redistribuição de lucros para que o poder aquisitivo dos consumidores aumentasse de acordo com o desenvolvimento dos meios de produção”. Após falar da crise Mundial e Europeia, o Dr. Almeida Santos ocupou-se da crise Nacional, detalhando as várias causas que lhe poderão estar na origem, deixando – entretanto – o seu parecer sobre o actual momento no que diz respeito ao Orçamento de Estado, sendo seu entendimento que uma crise política, neste momento, só penalizaria ainda mais o País.

Almeida Santos “dissecou” as várias crises, “É a crise Nacional. É a crise Europeia. É a crise Mundial”

Para Duarte Lynce de Faria “o Partido Socialista terá que se mostrar unido e capaz de captar não apenas os militantes do PS, mas militantes de outros partidos – cidadãos apartidários – que queiram dar o seu empenho ao nosso projeto”

A Palavra “Reflexão” foi uma característica da palestra Para que conste, refira-se que o excerto do texto no que relaciona com a intervenção da interessante palestra proferida pelo Dr. Almeida Santos, fizemo-lo porque questiona e, até certo ponto, responde ao que poderá ser um dos cernes da questão para pensar, aplicar e acabar com a Crise Económica em que vivemos. Refira-se, ainda que a intervenção do Dr. Almeida Santos sobre o tema que abordou – A CRISE -, teve uma comunicação detalhadamente minuciosa, concorrendo para, não só, produzir um melhor conhecimento da proposta do tema, como ainda, foi portadora da virtude de concorrer para a reflexão que, intrinsecamente, daí derivou. Como nota final desta peça, registe-se a presença significativa da Juventude Socialista que, emprestou colorido e alegria a uma noite de festa e de acontecimentos.

Maria Amélia Antunes referindo-se às Autárquicas de 2013, afirmaria “o PS tem, como adversário político, o Partido Comunista Português”

Nesta confraternização foram homenageados 30 militantes socialistas que participaram nas listas eleitorais do Concelho de Alcácer desde 1974


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Crónicas de Lisboa

Sines capital da dança

Mentes “Azedas”

Serafim Marques* Há dias, andava nas compras numa grande superfície e, num daqueles corredores, ouvi uma senhora pedir-me que lhe tirasse um “pack” de águas da prateleira. Depois, foi-me dizendo que tinha noventa anos e desfiando as suas doenças

- o rol era grande- , principalmente, dos membros que a incapacitavam. Mas foi acrescentando que da cabeça estava melhor do que quando era mais jovem. Não pude “testar” se era de facto assim. Este é um exemplo de que há pessoas de idade provecta, que, para mim, são aquelas que já estão acima da esperança média de vida, que mantêm uma lucidez que nos surpreende e transmitem saberes alicerçados na sua longa experiência de vida. Mas, infelizmente, outras já há muito que entraram em processo degressivo, mas, porque lhe dão voz pela

CARTÓRIO NOTARIAL DE SETÚBAL

DO NOTÁRIO LICENCIADO JOÃO FARINHA ALVES EXTRACTO Certifico narrativamente que, por escritura de onze de Julho do ano de dois mil e doze, lavrada de folhas cento e trinta e cinco e seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número cento e sessenta-A, deste Cartório, MARIA MANUELA PORTUGAL DE OLIVEIRA NETO LOPES D’OLIVEIRA, natural da freguesia de São Sebastião da Pedreira, do concelho de Lisboa, divorciada, residente habitualmente na Rua Helena Vieira da Silva, número 374, E-quatro, rés-do-chão esquerdo sul, Matosinhos, contribuinte fiscal número 118615807; e PEDRO MIGUEL LOPES D’OLIVEIRA, natural do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, divorciado, residente habitualmente na Rua Ferreira da Silva, número 8, terceiro andar direito, em Lisboa, contribuinte fiscal número 176832580, justificam ser donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, de um prédio misto denominado “Courela da Casa Telhada”, com a área de vinte mil metros quadrados: a) composta a parte rústica de cultura arvense com oliveiras e sobreiros, inscrito sob parte do artigo 24 da Secção A, da freguesia de Santa Cruz, a que atribuem o valor de quinhentos euros, constando como titulares do referido artigo matricial: Arlindo António Pereira na proporção de sete/vinte e quatro avos indivisos; Maria Manuela Portugal de Oliveira Neto Lopes d’Oliveira na proporção de cinco/vinte e quatro avos indivisos; Felisbela Matias na proporção de sete/vinte e quatro avos indivisos; e Pedro Miguel Lopes d’Oliveira na proporção de cinco/vinte e quatro avos indivisos; b) composta a parte urbana de edifício de rés-do-chão, para habitação, com a área coberta de cento e vinte e nove metros quadrados, inscrito sob o artigo 436, da freguesia de Santa Cruz, com o valor patrimonial de 1.826,79€, a que atribuem igual valor, constando como titulares do referido artigo matricial: Arlindo António Pereira na proporção de sete/vinte e quatro avos indivisos; Maria Manuela Portugal de Oliveira Neto Lopes d’Oliveira na proporção de cinco/vinte e quatro avos indivisos; Felisbela Matias na proporção de sete/vinte e quatro avos indivisos; e Pedro Miguel Lopes d’Oliveira na proporção de cinco/vinte e quatro avos indivisos; situado em Santa Cruz, na freguesia de Santa Cruz, do concelho de Santiago do Cacém, que confronta do Norte com Engenheiro Batarda Fernandes, do Sul e do Nascente com Parcela dois a denominar-se “Courela da Casa Telhada”, e do Poente com Parcela três a denominar-se “Courela da Piedade”. Que, no tocante ao registo predial faz parte do prédio descrito na Conservatória do registo Predial de Santiago do Cacém sob o número cento e quarenta, de vinte e nove de Abril de mil novecentos e noventa e quatro, da freguesia de Santa Cruz, com registo de direito de propriedade, nas seguintes proporções, a favor de: a) Arlindo António Pereira e mulher Maria Lúcia Candeias, casados sob o regime da comunhão geral de bens, na proporção de sete/vinte e quatro avos indivisos, sob a inscrição requisitada pela Apresentação oito, de vinte e três de Maio de mil novecentos e noventa e seis; b) Pedro Miguel Lopes de Oliveira, casado com Maria Inês de Melo Vaz de Sampaio e Abrantes sob o regime da comunhão de bens adquiridos, na proporção de cinco/vinte e quatro avos indivisos, sob a inscrição requisitada pela Apresentação catorze, de doze de Novembro de mil novecentos e noventa e seis; e Maria Manuel Portugal d’Oliveira, divorciada, na proporção de cinco/vinte e quatro avos indivisos, sob a inscrição requisitada pela Apresentação trinta e quatro, de vinte e um de Novembro de dois mil e dois; num total de dez/vinte e quatro avos indivisos; c) Felisbela Matias, casada com António Pereira sob o regime da comunhão de bens adquiridos, na proporção de sete/vinte e quatro avos indivisos, sob a inscrição requisitada pela Apresentação vinte e cinco, de vinte e três de Janeiro de mil novecentos e noventa e cinco;ESTÁ CONFORME. Cartório Notarial de setúbal, do Notário Lic. João Farinha Alves, aos onze de Julho do ano de dois mil e doze. O Notário (Lic. João Farinha Alves)

“importância do seu passado”, vão dizendo disparates ou mesmo afirmações perigosas para a estabilidade emocional dos portugueses e que eles pretendem atingir. Chegam mesmo a instigar o povo à tomada de posições de força, como se esses actos, a serem perpetrados, não tivessem efeitos contrários e com elevados prejuízos para todos nós. Nestes últimos dias e em torno da proposta do orçamento de Estado para 2013 (OE), multiplicaram-se as palestras, seminários e entrevistas de muitos desses “vendilhões de sapiência” (obviamente também foram muitos os que revelaram elevada sensatez sobre a situação do país), aos quais, provavelmente ainda pagam, para ali e sob os holofotes dos “médias”, lançarem essas atordoadas, como verdades divinas, porque alguns deles se consideram deuses e julgam ser possuidores da verdade. São muitos os exemplos, mas citaria, pelo seu impacte, Mário Soares, Bagão Félix, Otelo S. de Carvalho e Manuela Ferreira Leite. Ao “estratega” do 25 de Abril, cuja fama lhe parece ter subido à cabeça, a culpa é de quem lhe “dá voz” (imprensa - nesta última “atordoada” dele, foi a estatal agência de informação Lusa, cujos trabalhadores estão em greve porque a agência vai sofrer um corte no seu orçamento de 30%), para que este possa lançar ameaças que dariam para rir se não houvesse muita gente que, neste período crítico, acredita que a solução dos problemas do nosso país passaria por “uma revolução à sério” e não como aquela que foi feita com cravos. Mas teria sido assim tão pacífica, citando, por exemplo o jornalista JM. Tavares (do CM) que escreveu, nestes dias: “Otelo disse que se tivesses menos 30 anos, faria um golpe de Estado. Pois é, se ele tivesse menos esses anos, estaríamos em 1982 e as FP-25 andavam a matar gente pelo país” sic. Se este julga que ainda tem armas, já Ferreira Leite usa a voz e vai fazendo afirmações tolas, ela que nunca foi bem dotada na dialéctica e na clareza das palavras, mas, obviamente, vai fazendo mossa, porque tem eco junto dos “opositores” a este governo e a esta política. Algumas

das suas afirmações são de “cabo de esquadra”, por exemplo e sobre o OE de 2013: “interessa-me pouco não entrar em falência, se está tudo morto”. Ou: “Este OE não é exequível. Posso não saber dizer como fazer crescer a economia, mas sou capaz de dizer o que não deve ser feito para não decrescer”. Básico e típico dos muitos comentadores. Muitas mais afirmações ela tem feito do mesmo tipo, mas a “senhora sábia”, que foi ministra das finanças e conselheira do actual PR, leva-me a pensar que estará ressabiada com o actual líder do seu partido, o PSD. Temos que nos lembrar que Passos Coelho foi seu rival nas eleições do partido, em 2008, e esta (como vingança?) não o incluiu nas listas para deputados em 2009, onde foi derrotada pelo PS. Por isso, a mim, cheiram-me a “leite azedo” as afirmações públicas desta senhora que um dia disse que a democracia deveria ser metida na gaveta, por um período de seis meses, para que as coisas se pudessem organizar, e vem agora dizer que se interessa pouco pela falência do nosso país. É o máximo da falta de consideração pelos portugueses, vítimas de muitos políticos que exerceram o poder nestes mais de trinta anos de democracia, cuja qualidade não é , ainda, a desejável. Ela só se atingirá com outras qualidades individuais e colectivas dos seus servidores e beneficiários. A democracia tem destas coisas e sem coartar o direito à liberdade de expressão e de informação, há atitudes e afirmações que são muito nefastas para a democracia, se forem ditas fora dos locais e destinatários apropriados e esta gente sabe quem são e deveriam utilizar esses canais de comunicação para fazerem chegar as suas opiniões e discordâncias. Atiradas para a rua, geram frustração nas pessoas e podem alimentar instintos descontroláveis, mas a “indústria” da informção e comunicação carece de factos para preencher páginas de jornais e horas televisivas. Vivemos na era da informação e cujo poder influenciador e manipulador é uma”faca de dois gumes”. Custa a entender isso? *Economista

Depois do sucesso alcançado em anos anteriores, regressa a Sines a competição nacional de Danças de Salão e LatinoAmericanas, este ano denominada “Alentejo 2012” - XIII Festival Nacional de Danças de Salão e Latino-Americanas. Uma organização da ARDS em parceria com a Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional (APPDSI). Este evento irá trazer mais uma vez ao Litoral Alentejano centenas de dançarinos de todo o País, nos diversos escalões de dança existentes em Portugal, desde os sociais aos profissionais, passando pelos juvenis e terminando nos seniores. Duas modalidades de dança vão ser disputadas nesta competição, as Danças de Salão Modernas e as Danças de Salão Latinas, isto tudo, sobre o olhar atento de diversos júris internacionais que virão a Portugal para ajuizar as provas de dança. Este festival em Sines, bastante prestigiado no nosso País, é considerado pelas entidades competentes na área da dança de salão, um dos melhores do género em Portugal, bem como, o mais concorrido pelo número de dançarinos em prova. Para que este evento continue a ter qualidade que já habituou todos os dançarinos e público que visita Sines para assistir ao festival de dança, a ARDS continua a investir numa excelente produção de som e luz, troféus e júris internacionais dos mais conceituados no mundo da dança. Fica o convite para assistir a uma das melhores e mais concorridas competições em Portugal na área das danças de salão, com a participação de várias centenas de dançarinos de todo o País. Pavilhão dos Desportos de Sines-3 de Novembro de 2012 Tarde: 13:30h Noite: 20:00h

Alcácer já tem rolhões, colabore na recolha de rolhas de cortiça! Alcácer do Sal já tem rolhões. São recipientes instalados nos ecopontos cuja finalidade é a recolha diferenciada rolhas de cortiça que depois serão recicladas. No concelho serão colocados ao todo 21 rolhões, sobretudo junto aos restaurantes, mas que devem também ser usados pelos cidadãos de forma individual. Na cidade são instalados 6 rolhões, sendo que os destinados à avenida Marginal só serão colocados após as obras de regeneração urbana. Estão previstos recipientes destes também em Casebres, Barragem de Vale de Gaio, Castelo ventoso, Albergaria, Santa Catarina e Santa Susana, Torrão, Pego do Altar, Cachopos, Brejos da Carregueira de Cima, Torre, Comporta e Carrasqueira. Trata-se de uma iniciativa da Ambilital, empresa de gestão de resíduos da qual faz parte o Município de Alcácer do Sal. O objetivo é reciclar rolhas, não para produzir novas rolhas, mas sim outros produtos com diversas aplicações, nomeadamente na área da indústria e da construção civil. Desta forma defende-se a rolha de cortiça como produto plenamente ecológico, ao mesmo tempo que se contribui para a defesa do montado de sobro, uma vez que a cortiça é um produto que necessita de longo tempo de crescimento, o que a torna um bem com produção limitada.


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Alcácer do Sal: Dívidas à associação ultrapassam os cem mil euros

Situação dos bombeiros “é insustentável” A falta de um sistema de financiamento, há muito reclamado pelos bombeiros, o acumular de dívidas por parte de entidades públicas, bem como as alterações à credenciação de transporte de doentes não urgentes, que “se juntaram” ainda à crise, são alguns dos fatores que estão a conduzir as associações humanitárias, como a de Alcácer do Sal, a uma situação “insustentável”. Ângela Nobre a.v.nobre@gmail.com O “quadro negro” pintado pelo presidente da Associação Humanitária de Bombeiros de Alcácer do Sal, António Balona, tem sido sentido pelos cerca de 20 funcionários, que receberam tarde o subsídio de férias e poderão não ver este ano o

que significa que, “quando é dispensado um funcionário, perde-se também um voluntário”. A crise também tem contribuído para piorar a situação. Valdemar Gonçalves lembrou que, com o desemprego a afetar o concelho, muitos

para a situação já débil de financiamento dos bombeiros, reduzindo as receitas das associações. Cada vez, esse tipo de serviço é menos solicitado pelos utentes, tendo sido sentida em Alcácer do Sal uma grande quebra na receita. “Em Março de 2011, para o Centro Hospitalar de Setúbal, tínhamos uma

por parte de várias entidades públicas de saúde, bem como de companhias de seguros e de particulares, o cenário ficaria muito mais equilibrado. No mês de Outubro, 12 instituições públicas de saúde e companhias de seguros deviam à Associação de Alcácer do Sal cerca de 115 mil euros.

“Problema é estrutural”, diz presidente da Câmara

O corpo de bombeiros de Alcácer do Sal comemorou no mês de Outubro o 101.º aniversário. subsídio de Natal. Além disso, os seis bombeiros profissionais contratados para integrar o dispositivo de combate a incêndios foram já dispensados em Setembro. Outros três não viram o contrato renovado. A direção não quer “enviar” mais ninguém para o desemprego, mas sublinha que a situação não está fácil. “Vamos tentar não despedir mais ninguém”, disse António Balona ao Litoral Alentejano, numa entrevista em que participaram também os restantes membros da direção da associação e o comandante do corpo de bombeiros, Valdemar Gonçalves. É que, explicou, além da preocupação com o pessoal da casa, “são os funcionários que fazem a maior parte do voluntariado”, o

dos voluntários foram obrigados a ir para fora procurar emprego, deixando de ter praticamente disponibilidade para se dedicarem aos bombeiros. “A disponibilidade é muito pouca porque infelizmente não há emprego em Alcácer e os voluntários, muitos estão desempregados, e vão para fora à procura de emprego, pelo que vêm cá poucas vezes, não têm tanta disponibilidade para os bombeiros”, disse.

Dívidas aos bombeiros ultrapassam os cem mil euros A alteração à credenciação do transporte comparticipado de doentes não urgentes, que entrou em vigor há cerca de dois anos, veio contribuir

faturação mensal de 5 ou 6 mil euros e agora está à volta de 200 a mil euros”, exemplificou o presidente da Associação. Atualmente a associação tem já uma dívida ao fornecedor de combustível, que “tem sido compreensivo”, que ronda, revelou António Balona, os “40 mil euros”, “o que significa um atraso de dez meses” no pagamento. Por falta de verbas, uma ambulância está parada há três meses à espera de uma reparação orçada em 10 mil euros. A situação “é insustentável”, lamenta o mesmo responsável, que considera mesmo estar “em causa a continuidade da associação”. Contudo, se fosse liquidado todo o valor da dívida à Associação Humanitária,

Mostrando-se preocupado com a situação dos bombeiros em geral, o presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Pedro Paredes, considera que o “problema é estrutural”, referindo-se ao financiamento das associações humanitárias. “Há problemas estruturais, que têm a ver com o transporte de doentes”, disse, avançando desde logo que o município “não se pode chegar à frente” com mais apoio financeira. “Estamos no limite do esforço, fizemos um esforço muito grande para apoiar a construção do novo edifício, para pagar projetos, fizemos pavimentação e ligação aos esgotos”, argumentou. “Mesmo assim, do litoral alentejano somos globalmente a Câmara que mais apoia os bombeiros”, fez questão de sublinhar, lembrando que, além do protocolo anual com as duas associações do concelho, “há outros apoios pontuais ao longo do ano”. Segundo os dados da autarquia, até ao final de 2012, a Associação de Bombeiros de Alcácer do Sal, terá recebido da Câmara Municipal cerca de 120 mil euros, enquanto a do Torrão, cerca de cem mil euros.

Bombeiros sem meios para equiparem novo quartel Instalado num edifício construído na primeira metade do século passado, o corpo de bombeiros de Alcácer do Sal já deveria ter-se mudado para um novo quartel, que começou a ser construído em 2009, com perspetivas de ficar pronto num prazo de

pesam muito sobre nós”, disse. Em altura de crise, a pressa não seria muita, se não fossem as condições com que os bombeiros se têm que deparar no dia-a-dia no atual quartel, instalado junto ao rio Sado. “Quando as marés enchem, duas vezes por dia, entra água no parque de viaturas do quartel, que tem que se limpar diariamente”, relatou o comandante. “Ter um quartel pronto e não poder mudar, é extremamente angustiante

O corpo de bombeiros de Alcácer do Sal cobre uma área de cerca de 1200 quilómetros quadrados. cerca de um ano e meio. Hoje, o quartel já está construído, mas a associação “não tem dinheiro para um conjunto de equipamentos indispensáveis, como o sistema de ventilação do edifício ou o mobiliário”, lamenta António Balona. “São despesas que

para o corpo de bombeiros”, disse, explicando o sentimento de frustração com que se deparam no dia-a-dia “os soldados da paz”. “Quando pensávamos que tínhamos a data marcada para inaugurar o novo quartel em dezembro do ano passado, continuamos aqui sem condições de trabalho”, asseverou.

Dívidas à Associação de Bombeiros de Alcácer do Sal (até Outubro) €23 754,07 – Administração Regional de Saúde do Alentejo €19 720,62 – Hospital do Litoral Alentejano €20 716,46 – Centro Hospitalar de Setúbal e Outão €1690,57 – Hospital de Santa Maria €216,10 – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental €75,78 – Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo €1 466,59 – Instituto Português de Oncologia €2 624,69 – Companhias de Seguros €43 180,20 – Particulares €1 930,50 – Hospital Espírito Santo


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Pedro Paredes disputará terceiro mandato? Correspondendo ao anunciado pelo Secretáriogeral do PS, informando que os candidatos às Eleições Autárquicas de 2013 deverão ser indicados até ao final deste ano, é de toda a importância salientar a realidade registada em cada concelho quanto a esta matéria. Neste sentido, pela herança de algum desencontro registada em 2009 quanto à escolha do candidato à Câmara Municipal de Alcácer do Sal, uma vez que foi o PS Nacional a ocupar-se da decisão, indicando o candidato, acabando por reafirmar o segundo mandato a ser disputado por Pedro Paredes, é legítimo e oportuno ouvir o Presidente em exercício na Autarquia Alcacerense, sobre o que se depara para o mandato que se segue. É nesse sentido, que concorrem as perguntas feitas pelo Jornal Litoral Alentejano. Aliás foi disso espelho o último encontro de Socialistas, por altura do aniversário da Secção do PS no Torrão, (conforme se pode ler nas páginas 2 e 3 desta edição).

CARTÓRIO NOTARIAL DE PALMELA SANDRA BOLHÃO EXTRACTO Eu, SANDRA MORAIS TELES BOLHÃO, Notária com Cartório em Palmela, na Rua Quinta da Cerca, lote um, rés-do-chão esquerdo, em substituição nos termos do artigo 48º do Estatuto do Notariado, aprovado pelo Decreto-lei nº 26/2004, CERTIFICO, para efeitos de publicação, que por Escritura de Justificação lavrada neste Cartório no dia quinze de Outubro de dois mil e doze, a folhas noventa e oito e seguintes do Quatro – C, FRANCISCO PEREIRA, e mulher, IDÁLIA DE JESUS SALEMA PEREIRA, ambos naturais da freguesia de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua Camilo Castelo Branco, número 16, Cabanas, Quinta do Anjo, Palmela, DECLARARAM que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do: PRÉDIO MISTO, composta a parte urbana por morada de casas térreas destinada a habitação, com a área coberta de quarenta e nove metros quadrados e a parte rústica composta por cultura arvense com a área de dez mil e catorze virgula dezassete metros quadrados, a confrontar a norte com António Francisco Pereira, a sul e poente com caminho público e a nascente com António Gamito, sito no lugar de Casa Nova, freguesia de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, a destacar, respectivamente da parte rústica e urbana, do: PRÉDIO MISTO, com a área total de vinte e três mil metros quadrados, denominado Casa Nova, sito na freguesia de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, compondo-se a parte rústica de cultura arvense e vinha, inscrita na matriz predial rústica sob o artigo 253, da secção I, da freguesia de Santo André e a parte urbana composta por morada de casas, inscrita na matriz predial urbana sob o artigo 48, da freguesia de Santo André, descrito na Conservatória do Registo Predial de Santiago do Cacém sob o número QUATRO MIL QUATROCENTOS E NOVENTA E UM, da citada freguesia, com a aquisição registada a favor do primeiro outorgante marido e de António Francisco Pereira, respectivamente, pelas apresentações três e cinco, ambas de treze de Dezembro de mil novecentos e setenta e cinco. Que o indicado prédio veio à posse dos justificantes, ainda no estado de solteiros maiores, por divisão e doação verbais realizadas por volta do ano de mil novecentos e sessenta e oito, pelos pais do declarante marido, Francisco Pereira e Mariana Lúcia (presentemente falecidos). Anos mais tarde, na tentativa de formalização dos actos verbais ocorridos, outorgaram uma escritura de partilha (atendendo ao falecimento dos pais), não retratando esta divisão e doação realizadas. Que a partir da data mencionada, e portanto há mais de VINTE ANOS que FRANCISCO PEREIRA e mulher IDÁLIA DE JESUS SALEMA PEREIRA, têm possuído o supra identificado prédio em nome próprio, sem interrupção desde o seu inicio, respeitando as suas extremas e divisórias, com a total exclusividade e independência, sempre praticando sobre o dito prédio todos os actos de posse de que este era susceptível, tudo na convicção de exercer um direito próprio, sem qualquer interrupção, à vista de toda a gente e sem oposição de quem quer que fosse, sendo por isso uma posse pública, pacifica, contínua e de boa fé, não logrando deter qualquer titulo que justifique a transmissão sequencial ocorrida, por indevidamente titulada e assim conduzida a registo. Que atendendo a que a duração da posse, há mais de vinte anos, se tem mantido continuamente e de forma ininterrupta, já adquiriram o referido prédio, por USUCAPIÃO, invocando, por isso, esta forma originária de aquisição, para todos os efeitos legais. ESTÁ CONFORME. Palmela, a quinze de Outubro de dois mil e doze. A Notária Sandra Morais Teles Bolhão Conta registada sob o nº 67

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Porto de Sines dispara nas exportações Exportações crescem 27%, contentores 17% e mercadorias 11% O principal destino das exportações movimentadas pelo Porto de Sines continua a ser a União Europeia, que registou um crescimento global de 110% e teve como principais países destino a França, Itália e Bélgica. O continente Americano assumiu a segunda posição de destino das exportações portuguesas, com especial destaque para os Estados Unidos e o Brasil, cujo crescimento superou os 95%. O mercado asiático foi o terceiro destino das exportações, com a China a ser o principal importador das nossas exportações naquela região.

Litoral Alentejano - Na comemoração do aniversário da Secção do Torrão do PS, foi visível o fracionamento do Partido Socialista no Concelho de Alcácer do Sal. Considerando esse fato estará o Presidente em exercício, disponível para um “combate” semelhante ao que se verificou em 2009? Pedro da Cunha Paredes – Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal - Os partidos políticos só são respeitados pelos cidadãos quanto esquecem os interesses pessoais e se concentram no interesse público. Pela minha parte penso contribuir, de novo, para que tal aconteça. E, se possível, de forma discreta e descomprometida. Apenas com a força da razão. Litoral Alentejano – Considerando que serão as Concelhias do PS a indicar “o candidato” e, sendo público o desencontro que se verifica entre os atores locais, como prevê o desen-

rolar dessa situação? - Quando se aproximam eleições toda a gente parece ficar um pouco nervosa. Quer dentro quer fora dos partidos. No entanto, a serenidade e o bom senso vão acabar por prevalecer e vai, estou certo, ser o supremo interesse da população do Concelho a dominar as escolhas dos candidatos à Câmara, à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia. Litoral Alentejano Poderá existir um “Acordo de Princípio” entre os atores referidos para que seja evitada a divisão do PS em Alcácer do Sal? - Da discussão nasce a luz. Desde que haja boa-fé e vontade de servir. A situação de estrangulamento financeiro que todos vivemos não permite amadorismos. Há que gerir bem cada cêntimo, cada recurso. Por isso temos de escolher os melhores. Por isso temos de escolher os mais sérios.

CÂMARA MUNICIPAL DE GRÂNDOLA EDITAL153 ALTERAÇÃO DA DATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA, PÚBLICA Carlos Vicente Morais Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola: Faz Público que, de acordo com deliberação de Câmara, tomada na reunião de 18 de outubro de 2012, e por razões do Feriado Nacional de 01 de novembro, a próxima REUNIÃO ORDINÁRIA, PÚBLICA da Câmara Municipal de Grândola, será realizada no dia 02 de novembro de 2012, pelas 10 horas, na Sala de Sessões dos Paços do Concelho. Para constar se lavrou este e outros de igual teor, os quais vão ser afixados nos locais públicos do costume. Paços do Concelho de Grândola, aos vinte e três dias do mês de outubro de 2012. O Presidente da Câmara,

- Carlos Beato -

Distinguiram-se como principais produtos exportados, na carga contentorizada, as pedras ornamentais (mármores), papel, produtos químicos de base, produtos hortícolas e frutícolas, maquinarias e plásticos. Nos graneis líquidos, os combustíveis para as máquinas marítimas e as gasolinas para os automóveis registaram os principais indicadores de crescimento nas exportações, com destinos finais principais a serem os Estados Unidos e Gibraltar. O Porto de Sines inicia assim o quarto trimestre do ano com um total de carga movimentada acumulada de 21,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento homólogo de 11%. No segmento dos contentores, encerra-se o trimestre com um movimento total acumulado de 392.135 TEU, que representa uma variação homóloga de 17% e permite perspetivar o crescimento sustentado deste segmento até ao final do ano. Em termos de navios verifica-se um aumento de 11% no porte bruto dos navios operados em Sines, o que permite tirar partido da vocação natural do Porto de Sines para receção e operação dos principais megacarriers mundiais.

Sonoridades & Sabores O roteiro de música tradicional e petiscos “Sonoridades & Sabores” desafia para tardes e serões de convívio em Santa Clara-a-Velha, Colos, S. Teotónio e Relíquias, no interior do concelho de Odemira, nos sábados de 10 e 24 de novembro e de 1 e 29 de dezembro. No dia 10 de novembro, a primeira etapa do roteiro acontecerá no Café Ângelo, em Cortes Pereiras, na freguesia de Santa Clara-a-Velha; no dia 24 de novembro o evento acontecerá no Café Piriquito, em Colos; já em dezembro, no dia 1, será no Café Flor da Serra, na Rua do Ruivo, em S.Teotónio e, por último, no dia 29 de dezembro, no Café Porfírio, em Vale Ferro, freguesia de Relíquias. Nos quatro sábados, a partir das 15.30 horas, o Canto ao Baldão enche os espaços, com a alma e coração do interior, acompanhado pela Viola Campaniça. Mais tarde, pelas 18.30 horas, entrarão em cena acordeonistas, poetas populares, o Grupo Etnográfico Maria do Alto Mira, o Grupo Musical Amoreirense e o Grupo Atar e Pôr ao Fumeiro. Em cima da mesa estarão os melhores sabores da região, com os petiscos carne de porco frita, salada de orelha, torresmos e enchidos, cachola de coentrada, enquanto que os pratos principais serão galinha à moda do campo, cozido de couve e de grão à alentejana ou arroz de feijão com pataniscas, sem esquecer o pão e vinho da região. Esta iniciativa acontece desde 2006, numa iniciativa da Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-Gare, em parceria com o Município de Odemira, e este ano com o apoio das Juntas de Freguesia de Santa Clara-a-Velha, Colos, S.Teotónio e Relíquias. Sonoridades & Sabores é um evento que tem como objetivo tentar reavivar tradições antigas e divulgar a gastronomia e cantares populares do interior do concelho de Odemira.


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Cáritas Portuguesa lança campanha para erradicação da pobreza A Cáritas Portuguesa arrancou no passado dia 17 com uma nova campanha para assinalar o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza. Esta campanha pretende sensibilizar os cidadãos para assumirem uma posição mais relevante na luta contra a pobreza nos dias de hoje. Neste âmbito, a Cáritas reforça os “10 mandamentos” contra a fome, que surgiram no contexto de um Encontro Internacional promovido pela Cáritas Europa, em Viena, Áustria: “Um futuro sem fome”, dez tópicos que pretendem servir de exemplo de como agir face à pobreza. Neste mesmo encontro esteve presente o Cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga, Presidente da Caritas Internationalis. “A Cáritas Portuguesa pretende que todas as pes-

(com menos de um dólar por dia); 850 milhões de seres huma-

erradicação da pobreza e, por outro, que tomem conhecimento e se tornem mais participativas na discussão pública sobre as políticas de erradicação da pobreza”, refere o Professor Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa. Segundo o Presidente da Caritas Internationalis, a pobreza é um flagelo que afeta uma parte significativa da população mundial. Muitos seres humanos continuam a viver e a morrer em condições degradantes. Cerca de 1,2 mil milhões

nos sofrem de fome e 30 mil morrem de causas diretamente relacionadas com a pobreza.

Sobre a Cáritas Portuguesa

soas repensem a sua atitude diária no que toca, por um lado, à sua postura em relação à luta pela

emergência em resultado de catástrofes naturais ou calamidade pública.

de pessoas (20% da população mundial), vive penosamente, muito abaixo do limiar mínimo da pobreza

A Cáritas Portuguesa é a união da 20 Cáritas Diocesanas distribuídas pelo território nacional. Em conjunto, regem-se pela doutrina social da Igreja e orientam a sua ação de acordo com os imperativos da solidariedade, dando resposta às situações mais graves de pobreza, exclusão social e situações de

A Cáritas em Portugal, ou Rede Nacional da Cáritas, é constituída pelas 20 Cáritas Diocesanas e pelos grupos locais de atuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários. Compete à Cáritas Portuguesa a representação nacional e internacional da Cáritas em Portugal. A União de Caridade Portuguesa teve início na segunda metade da década de 40, do Séc. XX, com as atividades a começaram em Lisboa e estendendo-se depois, através de delegações, ao território português, incluindo o Ultramar. Em meados dos anos 70 inicia-se o processo de autonomia jurídica civil e canónica das Cáritas Diocesanas, assumindo a Cáritas Portuguesa o Estatuto de Federação com a denominação União de Caridade – Cáritas Portuguesa. Em Portugal ou no Mundo, a Cáritas promove campanhas de solidariedade, que se destinam a ajudar os mais pobres que sofrem, quer por desastres naturais ou por catástrofes humanas. Este trabalho é desenvolvido em estreita colaboração com as Cáritas locais. A sua ampla rede permite que, nestas situações, seja traçado um real e concreto quadro de necessidades que, efetivamente, serve as populações afetadas, possibilitando que a ajuda chegue a quem mais precisa.

“Angola 1970 – Chanas de Liberdade” Francisco do Ó Pacheco, depois da poesia e da crónica, estreia-se no romance. “Angola 1970 – Chanas de Liberdade! é o seu mais recente trabalho e mostra os dois lados da guerra. Tem muito a ver com as suas vivências. Foi em Sines, no passado mês de Agosto e, posteriormente na Festa do Avante, que Francisco do Ó Pacheco fez o prélançamento e lançamento de seu primeiro romance: Angola 1970 – Chanas de Liberdade, o seu mais recente trabalho que mostra os dois lados da guerra, um romance político, como considera a sua editora, a Prime Books. Refere a sinopse da obra: “Quando Júlio Santiago, furriel miliciano do exército português, embarcou para a guerra do ultramar em Angola, em 1970, levava como objetivo fazer uma comissão prudente e tanto quanto possível tranquila. Passar os dois anos e mais alguns meses e regressar a Portugal, para junto de sua mãe, que se encontrava muito fragilizada, desde a prisão de seu pai pela PIDE e que havia alguns meses, se encontrava nos calabouços do forte de Peniche. Mas tudo se modificou com o assalto ao kimbo do Gondo, aquartelamento do MPLA. Nessa batalha Santiago é ferido com gravidade e cai de um penhasco, fora do alcance visual dos seus companheiros. São os guerrilheiros do MPLA que o encontram e o tratam. Conhece Samahonga e Luena por quem se apaixona. Decide juntar-se ao MPLA e combater o fascismo e o colonialismo de Marcelo Caetano. Em viagem à Zâmbia conhece Ricardo Flores, um cubano que residia no Zaire e que tinha acompanhado Ernesto Che Guevara, em 1965, quando este tentou a criação de uma Frente de Libertação Nacional no ex-Congo Belga. Casa com Luena, em vila Teixeira de Sousa, na fronteira entre Angola e o Zaire onde continuará a sua luta política pela liberdade em Portugal e em Angola”. Um Livro que tem a virtude de nos devolver a memória do nosso passado recente aberto à compreensão e, talvez, para muitos, à saudade que reside no seu amor pela terra Africana.

Lusco-Fusco Apodrecer apodrece a folha de outono, apodrece a lágrima do crocodilo, apodrece a bandeira do pirata, apodrece o luar na gruta, apodrece o excremento do elefante, apodrece o remorso … apodrece portugal? se não apodrece, parece … nas apodrecer é bom desde o início do Mundo … convoca-se a renovação, aduba-se a vida … e portugal, reportugaliza-se Portugal?

Verissimo Dias


Litoral Alentejano – quinta-feira, 1 de novembro de 2012

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No dia do Concelho

Município de Grândola atribuiu Medalhas Honorificas Numa cerimónia que teve lugar no passado dia 22 no Cine-Granadeiro Auditório Municipal, no dia em que se completaram 468 anos sobre a atribuição da carta de vila a Grândola, o Município entregou a Medalha de Bons Serviços do ano 2012 a nove trabalhadores da Câmara Municipal de Grândola, e a Medalha de Mérito Municipal do ano de 2012 a seis Individualidade e a oito Instituições. No ano de 2002 a Câmara Municipal de Grândola instituiu a atribuição de Medalhas Honoríficas – Medalha de Honra do Município; Medalha de Mérito Municipal e Medalha de Bons Serviços – com o objetivo de distinguir Personalidades e Instituições ou Organizações, nacionais ou estrangeiras que tenham prestado

contributos relevantes ao Município, nos múltiplos campos de atividade ou que, pelo seu valor, prestígio, cargos ou ação de excecional relevância, se considere serem merecedores de tal distinção, honrando aqueles que se distinguiram ao serviço deste concelho e que, desse modo, contribuíram decisivamente para o seu engrandecimento e prestígio. Este ano, pela primeira vez, desde a data em que iniciou a atribuição de medalhas honoríficas, o município decidiu distinguir alguns trabalhadores da Autarquia cujo zelo, empenho, dedicação à causa pública e mérito pessoal e profissional seja amplamente reconhecido e os torne merecedores desta distinção. Para além dos critérios anteriormente enunciados acrescentou-se o fator “tempo de serviço no Município”, tendo sido

abrangido, apenas, o universo de trabalhadores com mais de 25 anos de atividade na Câmara de Grândola.

Carlos Beato despede-se, com emoção e confiança, no dia do “seu” concelho O presidente da câmara de Grândola aproveitou as Comemorações do Dia do Concelho e a já habitual cerimónia de atribuição de medalhas honoríficas para afirmar a sua certeza inquebrantável no futuro do Concelho de Grândola. Num registo emocionado, e com o Auditório Municipal completamente cheio de empresários e instituições, bem como de trabalhadores do Município, a quem, pela

primeira vez desde o 25 de Abril, foram atribuídas Medalhas de Bons Serviços, Carlos Beato referiu ser provavelmente a última vez que discursaria nas cerimónias do Dia do Concelho, enquanto Presidente da Câmara, afirmando que “a vida exemplar do concelho e aquilo que, coletivamente, foi possível alcançar, designadamente na última década, constituem uma porta de esperança que importa continuar a abrir de par em par para percorrer cada vez mais os caminhos do progresso, ajudando a construir um Concelho e uma Região mais prósperos, mas sempre justos e solidários”. Visando, claramente, o futuro, Carlos Beato sublinhou que “Grândola e o seu concelho merecem e exigem que a nova equipa, alicerçada essencialmente na sociedade civil, conti-

nue a saber estar à altura

mais futuro na Região”. Num dos momentos mais marcantes do seu discurso, e invocando a frontalidade que o caracteriza e a lealdade que deve às cidadãs e aos cidadãos, o presidente da Câmara sublinhou que, qualquer que seja o seu futuro próximo e novas responsabilidades que venha a assumir, está seguro de que “as fortes sementes de confiança, esperança e progresso que ao longo desta década de ouro têm vindo a ser lançadas serão, com certeza, bem cuidadas pela Comunidade Grandolense, que seguramente as fará crescer e ramificar, para bem de um futuro cada vez mais repleto de oportunidades para todos”.

trabalhadores da câmara municipal de Grândola – por relevantes serviços prestados, ao longo da sua atividade profissional, ao Município de Grândola e à causa do serviço público autárquico; Alcides José Fuschini Bizarro; António José Guerreiro Piçarra; Henrique Manuel Marques Mateus; Luís Chaínho Mendes Pereira; Luís Manuel Pombinho Costa Bispo; Maria Fernanda Jesus Martins; Maria Isabel Palma Revez; Maria José Delgado Vasques e Maria Rosa Batista Parreira

Individualidades: Fernando Pereira do Vale; Germesindo Joaquim Pereira da Silva; José Trindade Mateus; Libâneo Pontes Miquelina; Maria do Rosário Rodrigues Cesário das Neves e José Manuel Cadete Amaro (a título póstumo)

Medalha de Mérito Municipal Atribuída às seguintes Instituições: Amiciclo; Herdade da Comporta; Herdade do Pinheirinho; Sonae Turismo; Grupo Pestana; Crédito Agrícola Costa

Trabalhadores da CMG distinguidos com a medalha de bons serviços de honrar os 468 anos da sua já longa história, prosseguindo o rumo de afirmar o território, de dia para dia, como um dos mais promissores e com

Medalha de Bons Serviços Atribuída aos seguintes

Medalha de Mérito Municipal Atribuída às seguintes

Azul; Parque de Campismo da Galé e Parque de Campismo de Melides


1 de novembro/12 Ano III • n.º 69 •

Diretora Aliette Martins Diretor-adjunto Marcos Leonardo Editor Joaquim Bernardo

Futebol: Campeonato Distrital de Setúbal da 1ª divisão

Vasco da Gama perdeu em Grândola e o Melidense em Alcochete Em Grândola, o Grandolense recebeu o Vasco da Gama de Sines e venceu por 2-1. Uma partida bem disputada, mas nem sempre bem jogada. Na primeira parte, o Vasco da Gama foi superior e com um golo de Mikó chegou ao intervalo a vencer por 1-0. Na segunda parte, a equipa da casa foi mais ofensiva, e aproveitando alguma passividade da equipa do Vasco da Gama conseguiu com dois golos de Fábio chegar à vitória por 2-1. O Melidense somou a terceira derrota na competição, deslocouse ao campo do Alcochetense e perdeu por 5-0, ao intervalo já perdia por 2-0. Os Pescadores da Costa da Caparica ocupam o primeiro lugar da classificação, somando nove pontos, fruto de três vitórias, nos três jogos realizados. Resultados da 3ª jornada:Almada,2 – 1º Maio Sarilhense,0; Alfarim,0 – Desp. Portugal,1; Montijo,5 – Paio Pires,2; Grandolense,2 – Vasco da Gama,1; Alcochetense,5 – Melidense,0; Pescadores,4 – Palmelense,1; Beira Mar de Almada,4 – Cova da Piedade,4 e Monte da Caparica,1 – Comercio e Industria,0. Classificação Geral: 1º Pescadores,9; 2º Alcochetense

e Almada,7; 4º Montijo e Monte da Caparica,6; 6º Grandolense,5; 7º Desp. Portugal, Vasco da Gama, 1º Maio Sarilhense e Alfarim,4; 11º C. Industria,3; 12º Cova da Piedade, Beira Mar de Almada, Paio Pires,2; 15º Palmelense e Melidense,0 pontos. Na 4ª jornada, dia 4 de novembro, vão jogar: Comércio e Indústria – Alfarim; Desp. Portugal – Grandolense; Palmelense – Beira

Mar de Almada; Cova da Piedade – Monte da Caparica, Vasco da Gama – Montijo; Paio Pires – Alcochetense; 1º Maio Sarilhense – Pescadores e Melidense – Almada. Na 5ª jornada, dia 11 de novembro, vão jogar: Pescadores – Melidense; Beira Mar de Almada – 1º Maio Sarilhense; Grandolense – Montijo; Almada – Paio Pires; Desp. Portugal – Comércio e Indústria; Monte da

Caparica – Palmelense; Alfarim – Cova da Piedade e Alcochetense – Vasco da Gama. O melhor ataque pertence aos Pescadores da Costa da Caparica que marcaram 8 golos em três jogos. A melhor defesa pertence ao Alcochetense que nos três jogos realizados apenas sofreu um golo. O Melidense conta com a pior defesa, já sofreu onze golos e o pior ataque, ainda não conseguiu concretizar qualquer golo.

Atletismo: Com a participação de dezenas de atletas de todas as idades

20º Cross dos Cavaleiros em Vale de Santiago no dia 18 de novembro No dia 18 de novembro, Vale de Santiago volta a ser palco para mais um “Cross dos Cavaleiros”, uma das provas mais emblemáticas do concelho de Odemira, que este ano assinala a sua 20.ª edição. Em paralelo, tal como já vem sendo hábito, decorrerá a 6ª Edição do Percurso Pedestre dos Cavaleiros e o Corta Mato de Abertura Associação de Atletismo de Beja. Esta atividade é promovida pelo Núcleo Desportivo e Cultural de Odemira, Município de Odemira e Junta de Freguesia de Vale de Santiago, e conta com o apoio da Associação de Atletismo de Beja. A prova será aberta a todos os atletas, federados e não federados, em representação de coletividades,

organizações populares, grupos desportivos, escolas ou outros organismos. À semelhança das edições anteriores, a competição será dividida em escalões de benjamins, infantis, iniciados, juvenis, juniores, seniores e veteranos, em ambos os sexos. O percurso varia entre os 250 metros para o escalão benjamins A e os 9.200 metros para os juniores e seniores masculinos. O Percurso Pedestre dos Cavaleiros é aberto a toda a população e terá dois percursos distintos com 1500 e 7500 m respetivamente. O grande prémio em disputa terá o valor de 150 €, para o vencedor no escalão seniores masculinos, bem como no escalão de seniores

femininos. Haverá ainda prémios monetários até ao 15º classificado no escalão seniores masculinos e seniores femininos e até ao 5º nos veteranos. Os primeiros juniores masculino e feminino receberão 50 € e taça, o atleta com mais idade receberá um troféu. Serão ainda sorteados entre todos os participantes prémios surpresa

e todos os atletas receberão sacos com reforço alimentar e lembranças de participação. Na classificação por equipas é atribuído o Prémio Brito Pais, no valor de 75 € para a 1ª, 50 € para a 2ª e 25 € para a 3ª equipa, sendo que todas as formações até à 10ª posição recebem uma peça de artesanato local.


Litoral Alentejano – quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia 1 de Novembro em Sines

Manuel Fernandes vai estar em Sines

Manuel Fernandes e Rogério de Brito vão estar em Sines no dia 1 de Novembro, na inauguração da Sede do Núcleo Sportinguista de Sines. O Núcleo Sportinguista de Sines vai inaugurar no dia 1 de novembro, a Sede Social. O programa conta a partir das 11 horas, com a receção da comitiva do Sporting e convidados na sede do Núcleo, situado na Travessa Quinta Pidwell Nº 13 A. A partir das 11.30 horas, realiza-se a Cerimonia de Inauguração. A partir das 13 horas, realiza-se um almoço convívio no Salão do Povo, para o qual estão abertas inscrições na sede do Núcleo, até ao dia 29 de outubro. A partir das 15 horas, realiza-se a Sessão Solene, seguindo-se um

espetáculo musical com animação de Dino Alexandre.

Futebol:1ª divisão de Juniores

Vasco da Gama subiu ao segundo lugar O Almada reforçou a liderança no Campeonato Distrital de Juniores da 1.ª Divisão. Com a vitória obtida no jogo que disputou no Pragal, com o Sesimbra, por 1-0, a equipa almadense tirou o melhor partido do empate caseiro dos Pescadores com o Desportivo Fabril e aumentou a sua vantagem para três pontos em relação ao segundo classificado que passou a ser agora o Vasco da Gama de Sines, depois do triunfo (2-1) sobre o Cova da Piedade, com dois golos de Vítor Raposo isolou-se no segundo lugar no Campeonato Distrital de Juniores da 1ª divisão, com seis pontos, menos três que o líder, Almada. Resultados da 3ª jornada: Pescadores 0-0 Fabril Barreiro; Almada 1-0 Sesimbra; Ginásio de Corroios 2-2 Alcochetense; Trafaria 2-0 Seixal; Alfarim 0-0 Amora; Vasco da Gama Sines 2-1 Cova da Piedade e Desp. Portugal 0-0 Pinhalnovense. Classificação Geral: 1º Almada,9; 2º Vasco da Gama Sines,6; 3º Pescadores,5; 4º Fabril Barreiro,5; 5º Alcochetense,5; 6º Ginásio de Corroios,4; 7º Amora,4; 8º Trafaria,4; 9º Seixal,3; 10º Alfarim,2; 11º Desp. Portugal,2;

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Futebol: Campeonato Distrital de Beja da 1ª divisão

Odemirense venceu a Cabeça Gorda pela diferença mínima Uma jornada muito positiva para as equipas do Litoral Alentejano, Milfontes e Odemirense conseguiram vencer as respetivas partidas. O Odemirense perante o seu público venceu o Cabeça Gorda por 2-1, o que lhe permite continuar no primeiro lugar. O Milfontes deslocou-se ao campo do Amarelejense e venceu por 4-2, conseguindo assim a primeira vitória fora de casa. Resultados da 5ª jornada: Aldenovense,0 – Serpa,2; Amarelejense,2 – Milfontes,4; Desp. Beja,1 – Rosairense,4; Almodovar,4 – São Marcos,0; Sp. Cuba,1 – Bairro da Conceição,0; Piense,8 – Guadina,0 e Odemirense,2 - Cabeça Gorda,1. Classificação Geral: 1º Odemirense e Almodovar,13; 3º Serpa,11; 4º Rosairense e Piense,10; 6º Milfontes, Aldenovense e São Marcos,7; 9º Sp. Cuba,5; 10º Cabeça Gorda e Bairro da Conceição,4; 12º Guadiana,3; 13º Desp. Beja,2 e 14º Amarelejense,1 ponto. Na 6ª jornada, dia 4 de novembro, vão jogar: Serpa – Odemirense; Milfontes – Aldenovense;

Rosairense – Amarelejense; São Marcos – Desportivo de Beja; Bairro da Conceição – Almodôvar; Guadiana – Sp. Cuba e Cabeça Gorda – Piense. Na 7ª jornada, dia 11 de novembro, vão jogar: Serpa – Milfontes; Aldenovense – Rosairense; Amarelejense – São Marcos; Desp. Beja – Bairro da Conceição;Almodôvar – Guadiana; Sporting de Cuba – Cabeça Gorda

e Odemirense – Piense. O melhor ataque pertence ao Almodôvar que nos cinco jogos realizados já marcou 12 golos. Odemirense e Serpa contam com a defesa menos batida, apenas sofreram dois golos nos cinco jogos realizados. Odemirense, Almodôvar e Serpa são as três equipas que ainda não perderam qualquer partida.

Futebol: Taça do Inatel de Beja - 1ª Fase

Taça do Inatel de Beja começa no próximo fim de semana 12º Pinhalnovense,2; 13º Cova da Piedade,1 e 14º Sesimbra,0 pontos. Na 4ª jornada, dia 3 de novembro, vão jogar: Fabril Barreiro – Almada; Sesimbra -Vasco da Gama Sines; Cova da Piedade – Alfarim; Amora - Desp. Portugal; Pinhalnovense – Ginásio de Corroios; Alcochetense – Trafaria e Seixal – Pescadores. Na 5ª jornada, dia 10 de novembro, vão jogar: Pescadores – Almada; Vasco da Gama Sines - Fabril Barreiro; Desp. Portugal - Cova da Piedade; Ginásio de Corroios – Amora; Trafaria – Pinhalnovense; Seixal – Alcochetense e Alfarim – Sesimbra.

C.M. Sines cede transportes até juniores

Clubes pagam 30% nos transportes A Câmara Municipal de Sines decidiu recentemente apoiar todos os clubes do concelho com o transporte dos atletas até ao escalão de juniores, os clubes suportam 30% dos custos totais. Na época passada a autarquia decidiu atribuir transporte apenas até ao escalão de Iniciados, mas este ano respondendo a um pedido dos clubes decidiu aumentar este apoio até ao escalão de Juniores. A autarquia já informou os clubes

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que durante este ano não vão receber qualquer apoio financeiro da autarquia, apenas recebem apoios através dos protocolos com as empresas Galp e Repsol. Os clubes debatem-se com grandes dificuldades financeiras e nalguns casos pode estar em causa a sua continuidade devido aos elevados custos que tem a participação nas competições e a redução drástica de apoios, tanto oficiais, como particulares.

Começa nos dias 3 e 4 de novembro, a edição 2012-2013 da Taça do Inatel de Beja. Com 47 equipas em prova, a primeira fase terminará a 17 de Fevereiro de 2013. Para a segunda-fase passam 20 equipas, os dois primeiros de cada um dos 7 grupos, a que se juntam os seis melhores terceiros classificados. As equipas do Litoral Alentejano estão integradas nas séries E, F e G. Na série E, na 1ª Jornada, nos dias 3 e 4 novembro, vão jogar: Cercalense – Luzianes; Sonega – Colos; Relíquias - Santa Luzia. Folga o Amoreiras Gare. Na série F, na 1ª Jornada, nos dias 3 e 4 novembro, vão jogar: Cavaleiro – Milfontes (foto); Saboia - Campo Redondo e Bemposta – Malavado. Na série G, na 1ª Jornada, nos dias 3 e 4 novembro, vão jogar: Santa Clara-a-Nova – Pereirense; Serrano – Naverredondense e

Santaclarense - Almodovarense. No distrito de Setúbal ainda não foi anunciado quando é que a

competição começa, nem quando é que vai ser realizado o sorteio.

Numa parceria entre CNLA e Resgate

Aulas de Salvamento Aquático arrancaram em Sines A manhã do dia 20 de Outubro marcou o início das aulas de Salvamento Aquático, uma parceria entre o CNLA e a RESGATE - Associação de Nadadores Salvadores do Litoral. As aulas vão decorrer aos sábados às 9 horas, nas Piscinas Municipais de Sines, durante toda a época 2012/2013 e destinam-se inicialmente a

crianças nascidas entre 1999 e 2005. A parceria possibilitará uma formação humana e desportiva mais rica aos jovens atletas do clube e poderá também, no futuro, possibilitar à Resgate ter Nadadores-Salvadores mais bem preparados para a nobre e difícil tarefa que enfrentam em todas as épocas balneares. Por conseguinte,

quem se inscrever nas aulas de Salvamento Aquático terá também acesso aos treinos da equipa de Cadetes do CNLA (segundas, quartas e sextas às 19 horas), para que possam aprender a nadar ao mesmo tempo que aprendem, aos sábados, as técnicas de salvamento aquático.


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Futebol: Campeonato Distrital de Setúbal da 2ª divisão

Litoral Alentejano – quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Futsal: Nacional da 3ª divisão

Independentes União de Santiago goleou o Estrela de Santo André conseguiram 1ª vitória

No dérbi do concelho de Santiago do Cacém, o União recebeu o Estrela de Santo André e venceu por 6-0. Uma partida muito bem disputada, com uma grande entrega dos jogadores das duas equipas, onde o União foi claramente superior e acabou por justificar a vitória. Resultados da 3ª jornada: União Banheirense,2 – Faralhão,0; Aguias Negras,0 – Charneca da Caparica,2; União de Santiago,6 – Estrela de Santo André,0 e Lagameças,2 – Quinta do Conde,1. Classificação Geral: 1º Lagameças,9; 2º União de Santiago,7; 3º Quinta do Conde,4; 4º União Banheirense, Estrelas do Faralhão, Estrela de Santo André, Arrentela e Charneca da Caparica,3 e 9º Aguias Negras,0 pontos. Na 4ª jornada, dia 4 de novembro, vão jogar: Faralhão – União de Santiago; Estrela de Santo André – Lagameças; Quinta do Conde – Aguias Negras e Charneca da Caparica – Arrentela. Na 5ª

jornada, dia 11 de novembro, vão jogar: União de Santiago – União Banheirense; Arrentela – Quinta do Conde; Águias Negras – Estrela de Santo André e Lagameças – Estrelas do Faralhão. O União de Santiago do Cacém destaca-se

nesta competição com o melhor ataque, 14 golos em três jogos e a melhor defesa, apenas um golo sofrido nas três partidas. A equipa santiaguense assume-se como o principal candidato ao título de Campeão Distrital.

Apôs 11 anos na Associação de Natação de Santarém

CNLA muda-se para a Associação de Natação do Alentejo Após 11 temporadas na Associação de Natação do Distrito de Santarém (ANDS), entre 2001 e 2012, a direção do Clube de Natação do Litoral Alentejano (CNLA) decidiu mudar a filiação do clube para a Associação de Natação do Alentejo. Os momentos difíceis no domínio económico-financeiro, em especial nas últimas duas temporadas, conduziram o CNLA a uma profunda reflexão sobre a viabilidade de continuar ligado à ANDS. Tornaram-se frequentes as ausências em algumas provas e foi com extrema dificuldade que foram reunidas as condições para participar nas competições em que o CNLA marcou presença. Com efeito, chegou-se à conclusão que já não existem condições para o clube prosseguir com a ligação à ANDS e a direção do clube decidiu, por conseguinte, a mudança para a Associação de

Natação do Alentejo, situação que já há alguns anos era estudada e que agora se efetivou. Aquando da sua fundação em 2001, o CNLA e a então Associação de Natação do Sul de Portugal tinham alguns diferendos, que fizeram com que o clube se filiasse numa Associação que não correspondia à sua área geográfica. Essa ligação durou 11 anos e a ANDS está intimamente ligada à História do CNLA até à data. O clube nunca esquecerá a Associação que o recebeu de braços abertos para o início da sua atividade, onde sempre se sentiu bem tratado e acarinhado pelas direções da ANDS e pela generalidade dos agentes desportivos. A época 2012/2013 abre um novo capítulo na História do CNLA. Importa referir que as dificuldades económicofinanceiras não foram a única razão para a mudança, pois sempre

foi intenção do clube mudar a filiação para a Associação da sua área territorial. O CNLA sempre assumiu – e pretende agora reforçar - a sua responsabilidade na promoção da Natação e do Desporto, não só no Alentejo Litoral, como em toda a Região Alentejo, onde se tem assumido, desde a sua fundação, como uma equipa de referência.

Natação: Travessia dos Templários 2012

CNLA com vários lugares no pódio em Castelo de Bode

O Clube de Natação do Litoral Alentejano marcou presença na última prova referente a 2011/2012 - a XXIV Travessia dos Templários - Águas Abertas, no dia 30 de Setembro - com nove atletas. Nos 1500 metros o destaque para o 4º lugar absoluto de Ivo Margarido, que teve assim um bom regresso à competição depois de vários meses afastado. Seguiu-se David Gorgulho na 6ª

posição e Nélson Malheiros, Rui Brito e Jaime Costa, que foram respetivamente 35º, 36º e 37º na classificação absoluta masculina. Não foi elaborada classificação por escalões. O bom conjunto de resultados obtidos valeu ao CNLA a 3ª posição na classificação por equipas, repetindo o pódio alcançado no dia 9 de Setembro no Alqueva. Na prova de 5000 metros, destaque

para o “Top 10” alcançado por Maria Marques na classificação geral absoluta feminina (7º lugar), correspondente ao 6º posto em Seniores. Em masculinos, Rogério Tavares foi 24º (9º em Seniores), Jorge Telo 31º (5º em Juniores) e Rodrigo Costa 32º classificado (4º em Masters-C). Nesta distância não houve lugar a classificação por equipas.

Ao vencer a Pedra Mourinha por 7-2, os Independentes de Sines conseguiram a primeira vitória no Campeonato Nacional de Futsal da 3ª divisão. Resultados da 3ª jornada: Louletano,2 – União de Montemor,0; Sassoeiros,2 – Sonambulos,0; Independentes,7 – Pedra Mourinha,2; Quinta do Conde,5 – Indefectiveis,1; Miratejo,2 – Fonsecas e Calçada,6; Oficinas de São José,4 – Alte,2 e Piedense,9 – Sporting de Viana,7. Classificação Geral: 1º Fonsecas e Calçada e Louletano,9; 3º Piedense,

Indefectiveis e U. Montemor,6; 6º Oficinas de São José, Sp. Viana, Sassoeiros e Pedra Mourinha,4; 10º Independentes, Quinta do Conde e Sonambulos,3 e 13º Alte e Miratejo,0 pontos. Na 4ª jornada, dia 10 de novembro, vão jogar: U. Montemor – Oficias de São José; Indefectíveis – Louletano; Sonâmbulos – Independentes; Fonsecas de Calçada – Sassoeiros; Sp. Viana – Miratejo; Pedra Mourinha – Quinta do Conde e Alte – Piedense.

Hóquei - Nacional da 2ª divisão

H. C. Vasco da Gama com nova derrota

O HC Vasco da Gama recebeu o H.C. Mealhada e perdeu por 8-0. Uma partida a equipa sineense voltou a estar longe daquilo que sabe e pode fazer, somando por derrotas todos os jogos realizados. O HCP de Grândola recebeu e perdeu frente ao Sesimbra por 3-2. Resultados da 4ª jornada: HCP Grândola,2 – Sesimbra,3; Campo de Ourique,1 – Tomar,3; Salesiana,5 – Nafarros,3; H.Sintra,6 – Santa Cita,2; Académica de Coimbra,3 – Alenquer e Benfica,7; Oeiras,6 – Alcobacense,3; Biblioteca,3 – Entroncamento,6 e HC Vasco da Gama,0 – Mealhada,8. Classificação Geral: 1º Sporting de Tomar e Alenquer e Benfica,12; 3º Biblioteca, Oeiras e Alcobacense,9; 6º H. Mealhada e Santa Cita,7; 8º H. Sintra e HCP Grândola,6; 10º

Campo de Ourique, Entroncamento e Salesiana,4; 13º Sesimbra,3; 14º Académica de Coimbra,1 e 15º Nafarros e HC Vasco da Gama,0 pontos. Na 5ª jornada, dia 3 de novembro, vão jogar: Tomar – Salesiana, HC Grândola – Campo de Ourique; H. Mealhada – H. Sintra; Santa Cita – Académica de Coimbra;Alcobacense – Biblioteca; Sesimbra – Entroncamento e Alenquer e Benfica – Oeiras. Na 6ª jornada, dia 10 de novembro, vão jogar: Campo de Ourique – Sesimbra; Salesiana – HCP Grândola; HC Vasco da Gama – Sporting de Tomar; HC Sintra – Nafarros; Académica de Coimbra – HC Mealhada; Oeiras – Santa Cita; Entroncamento – Alcobacense e Biblioteca – Alenquer e Benfica.


Litoral Alentejano – quinta-feira, 1 de novembro de 2012

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Nas comemorações dos 468 anos sobre a atribuição da carta de vila a Grândola

A Câmara de Grândola atribuiu uma Medalha Honorifica ao antigo ciclista José Amaro

A Câmara Municipal de Grândola atribuiu uma Medalha Honorifica a título póstumo ao antigo ciclista José Amaro por relevantes serviços prestados, ao longo da sua vida, ao concelho de Grândola, na área do Desporto, na divulgação e promoção do Ciclismo. A cerimónia teve lugar

no dia 22 de Outubro no Cine-Granadeiro Auditório Municipal, dia em que se completaram 468 anos sobre a atribuição da carta de vila a Grândola, Manuel dos Santos, antigo colega de José Amaro e um dos grandes dinamizadores do ciclismo na Vila de Grândola, recordou ao

Litoral Alentejano quem foi José Amaro. “José Amaro, nasceu a 13 de Janeiro de 1954 em Grândola, tendo iniciado a sua carreira com apenas 15 anos, em 1969 no Sport Club Grandolense, ingressando em 1972 no Loures, onde obteve várias classificações de relevo e

mostrou ser um ciclista promissor, despertando o interesse de vários clubes. Em 1973,74 e 75 foi representar o Sporting, Em 1976 e 77 regressou ao Loures, em 1978 passa a representar o Sport Lisboa e Benfica transitando mais tarde em 1980 para o Sangalhos , em 1981 e 82 para o F.C do Porto, em 1983 representa a Mako Jeans regressando ao Sporting em 1984, termina a sua carreira como profissional no Bombarralensse em 1985 com 31 anos de idade.” Manuel dos Santos recordou ainda que atualmente o nome de José Amaro está perpetuado em Grândola numa rua e numa prova de ciclismo na categoria de Masters, num reconhecimento pelo que fez ao longo carreira. Manuel dos Santos recordou que o ciclista grandolense conseguiu grandes resultados ao longo da carreira, lembrando que “José Amaro

participou em várias voltas a Portugal, volta a França, onde fez 10º lugar na 20ª etapa em 1975, Espanha, fez 18º Volta ao País Basco, como ainda competiu no Brasil, África do Sul, Venezuela, Luxemburgo, e Canadá onde fez 7º no circuito de Toronto, representou também a seleção nacional”.

José Amaro faleceu a 4 de Maio de 1987 apenas com 33 anos, vítima de doença prolongada. Para Manuel dos Santos, “foi realmente para o ciclismo a perda de um grande homem e atleta exemplar, assim como a saudade que deixou aos familiares e amigos”.


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Reorganização Administrativa do Território

Odemira aprova agregação de nove freguesias Odemira é o único concelho do Litoral Alentejano que viu aprovada, em sede de Assembleia Municipal, uma “pronúncia” que prevê a agregação de nove freguesias, reduzindo de 17 para 13 o número de autarquias locais do concelho. Os órgãos autárquicos de Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal rejeitaram a agregação de freguesias. A Assembleia Municipal de Sines não se pronunciou, por ter apenas duas freguesias no concelho. Ângela Nobre a.v.nobre@gmail.com As assembleias municipais tinham até ao passado dia 15 de Outubro para entregar na Assembleia da República as deliberações sobre a reorganização administrativa do território das freguesias. Nos casos em que as assembleias municipais tiverem optado pela “não pronúncia” ou pelo “parecer negativo”, é legalmente atribuída à Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território a “competência” de decidir quais as autarquias a agregar. Esse foi precisamente o argumento da Assembleia Municipal de Odemira para a aprovação da “pronúncia” sobre as freguesias do concelho a “agregar”. “Consideramos preferível a apresentação de uma proposta a esperar que seja a Unidade Técnica, sem conhecimento do território, a efetuar essa proposta diretamente à Assembleia da República”, pode ler-se na deliberação do órgão autárquico. Em Odemira, a proposta apresentada e aprovada pela maioria PS na Assembleia Municipal sugere a agregação de nove freguesias, mas apenas “se a Reorganização Administrativa do Território for aplicada, sem reservas e integralmente, em todos os municípios portugueses, sem exceção”. A Assembleia Municipal de Odemira propõe assim a “fusão” das freguesias urbanas de São Salvador e Santa Maria numa só, a integração de Bicos em Vale de Santiago e em Colos, a agregação de Pereiras-Gare em Santa Clara-a-Velha e de Zambujeira do Mar em São Teotónio. A ser aplicada, o concelho passará das atuais 17 freguesias para 13. À exceção de São Salvador

e Santa Maria, freguesias da vila de Odemira que se fundem na totalidade, todas as restantes autarquias a agregar voltam a ficar definidas pelos limites territoriais dos anos 80, antes de terem sido criadas. A mesma deliberação “sugere que sejam mantidos os postos de atendimento existentes e que sejam salvaguardados os interesses dos trabalhadores das freguesias agregadas”. Apesar de a proposta perspetivar a redução do número de autarquias, a Assembleia Municipal faz questão de mencionar no documento que defende a continuidade das 17 freguesias, recordando ainda a deliberação do executivo liderado pelo PS, em Julho passado, em que a Câmara “rejeita qualquer iniciativa ou proposta de reorganização administrativa territorial das freguesias do concelho com base na lei 22/2012, assumindo-se determinantemente contra a agregação ou extinção de freguesias”. “Numa apreciação transversal às várias posições assumidas pela Assembleia Municipal, podemos concluir numa posição generalizada, que o concelho de Odemira tendo em conta a especificidade do seu território não apresenta condições para a extinção ou fusão de freguesias rurais”, menciona ainda a mesma deliberação. Em apreciação na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, a 10 de Outubro, estiveram quatro propostas apresentadas pelos diferentes partidos com assento no órgão autárquico. O Bloco de Esquerda (BE) e a CDU propuseram a “não pronúncia”, e o PS e coli-

gação “Odemira no Bom Caminho” (PSD/CDS) a “pronúncia”, tendo sido a proposta socialista aprovada por maioria, com 19 votos favoráveis do PS, 12 votos contra da oposição CDU e BE e ainda duas abstenções, uma do PS e outra da coligação “Odemira no Bom Caminho”. Só cerca de 80 dos 308 municípios do país se terão pronunciado em tempo útil relativamente à extinção de freguesias, segundo avançou o Diário Económico online, o que revela, na opinião de

cabo. As ações de protesto, promovidas pela Plataforma Nacional Contra a Extinção de Freguesias e pela delegação de Setúbal da ANAFRE, decorreu no Porto, em Santarém, em Beja, em Évora, em Cascais, em Coimbra e em Faro.

Armando Vieira, presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), “um sinal da oposição da esmagadora maioria a esta reforma de freguesias e municípios”. Para a rua saíram já algumas vozes em protesto contra a lei da reforma administrativa das freguesias. No Sábado passado (27), sete cidades de norte a sul do país receberam concentrações, esclarecimentos à população e tribunas públicas contra a fusão de freguesias que o Governo pretende levar a

defendido a continuidade das atuais freguesias, há os que consideram a deliberação da Assembleia Municipal, que aponta o fim de quatro autarquias locais, “um mal menor”.

A maioria dos presidentes das juntas de freguesia que, a ser aplicada a “pro-

Os presidentes das juntas de freguesia urbanas de São Salvador e de Santa Maria estão “contra a agregação” das duas autarquias numa só. Segundo a deliberação da Assembleia Municipal, o limite da “futura” freguesia designada na proposta como “São Salvador e Santa

com a agregação das duas freguesias, a área vai ser maior e as dificuldades vão ser diferentes”, disse, duvidando ainda que a aplicação da “lei vá mesmo para a frente”. “Tenho algumas dúvidas”, repetiu. O autarca “vizinho” de Santa Maria, Mário Santa Bárbara (CDU), critica a posição tomada pela maioria PS na Assembleia Municipal. “Até agora a Assembleia Municipal sempre teve opinião unânime contra [a agregação de freguesias] ”, recordou, apon-

núncia” da Assembleia Municipal de Odemira, poderão vir a ser “extintas” ou “agregadas” não estão satisfeitos com a deliberação aprovada. Os serviços prestados, as acessibilidades, a distância entre localidades, a proximidade, a população envelhecida e a dimensão do concelho são os argumentos usados para a defesa da continuidade do atual mapa administrativo. Embora todos os autarcas contactados pelo Litoral Alentejano tenham

Maria”, passaria a abranger um território de cerca de 120 quilómetros quadrados e 6 mil habitantes. Humberto Encarnação (PS), presidente da Junta de Freguesia de São Salvador, embora não tenha participado na sessão extraordinária da Assembleia Municipal por motivo de doença, assume-se contra a “extinção ou a agregação das autarquias”, considerando que isso pode por em causa a “proximidade” entre os órgãos de gestão autárquica e as populações. “Penso que

tando que todos os autarcas eleitos pelo PS votaram agora “a favor”. “No fundo as pessoas acham que não deve haver agregação nas freguesias deles”, criticou. “Acham se calhar que a freguesia pertence ao partido”, asseverou, fazendo notar que a maioria das juntas apontadas para serem “extintas” são lideradas pela CDU. O presidente da Junta de Freguesia de Bicos, Florival Matos (CDU), sublinhando que a sede da autarquia está a 45 quilómetros da vila de

Proposta gera discórdia entre autarcas


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Município de Odemira cria observatório das políticas educativas do concelho Odemira, critica que seja proposta a agregação da maior parte do território à freguesia de Vale Santiago, que fica a 23 quilómetros de distância. “Isto é um concelho enormíssimo”, destacou, lembrando também a dificuldade da “acessibilidade” e de “transportes” para uma população caracteristicamente idosa. “Uma das conquistas de Abril foi o Poder Local”, frisou, recordando o “papel de proximidade” de freguesias rurais como a de Bicos, que será “repartida” também em parte pelo território gerido por Colos. “Isto contribui é para a desertificação”, criticou, defendendo ainda que nem para “o orçamento [do Estado] ” estas alterações farão diferença em termos de poupança. “O custo vai se o mesmo, mas vai haver cada vez mais um afastamento nas pessoas”, argumentou. “O orçamento anual da freguesia é 75 mil euros, o que é irrisório”, disse ainda Florival Matos, que exerce o cargo

de Freguesia local funciona em simultâneo os serviços dos CTT, onde os habitantes “seniores” vão receber “as reformas”. Para São Teotónio, que fica a sete quilómetros, exemplifica, “só há transportes públicos uma vez por dia, para ir de manhã e vir à tarde, o que não é viável”. Além disso, aponta ainda o autarca, “todas as [freguesias] que estão na calha para ser extintas são CDU”. “Em Assembleia Municipal foi decidido que nunca votaríamos para a extinção de freguesias e agora o PS, que tem maioria, faz uma proposta e aprova-a”, criticou. “É uma estratégia partidária, sem dúvida”, asseverou. “Sendo o Governo a decidir, poderia tocar a algumas freguesias do PS serem extintas”, argumentou. Entretanto, enquanto aguarda a decisão do Governo, o autarca avançou estar já a preparar um abaixo-assinado “para tentar evitar o fecho da Junta de Freguesia”. O presidente da Junta de

“Em Assembleia Municipal foi decidido que nunca votaríamos para a extinção de freguesias e agora o PS, que tem maioria, faz uma proposta e aprova-a” de autarca a tempo parcial, à semelhança da maior parte dos seus congéneres do concelho. Os autarcas de Colos, Manuel Sobral (PS), e de Vale Santiago, Eduardo Francisco (PS), defendendo ambos que preferiam que se “mantivessem” todas as freguesias, consideram a decisão tomada pelos eleitos da Assembleia Municipal como “um mal menor”. “Não desejávamos que acabasse nenhum, mas acho que a pronúncia é um mal menor”, disse, Manuel Sobral. “Acho que não devia acabar nenhuma, mas se não decidíssemos nós, se calhar acabavam mais, por isso aprovámos”, justificou Eduardo Francisco. O “fim” da freguesia da Zambujeira do Mar, que poderá regressar à “alçada” de São Teotónio, é vista com “maus olhos” pelo presidente da autarquia, Hélder Ledo (CDU), que destaca a problemática da disponibilidade e dos transportes entre as duas localidades. “Os serviços devem continuar, senão cortamos as pernas às pessoas”, disse, explicando que na sede da Junta

Freguesia de São Teotónio, José Manuel Guerreiro (PS), lembrando que a “pronúncia” da Assembleia Municipal “só será válida se todos os concelhos do país aplicarem a reforma”, é, em geral, “contra a agregação de freguesias”. “Só concordo com a agregação das freguesias urbanas São Salvador e Santa Maria”, disse, revelando “a exceção”. “Na minha opinião as freguesias fazem falta”, disse, ressalvando contudo que, “se a Assembleia Municipal não se pronunciasse, o concelho poderia perder mais freguesias”. Também José Vieira Ramos (PS), autarca de Santa Clara-a-Velha, que deverá ver o seu território crescer, com a integração de Pereiras-Gare, não é a favor da agregação de freguesias, contudo, “uma vez que foi aprovado em Assembleia Municipal”, diz aceitá-la “com naturalidade”. O Litoral Alentejano procurou ainda contactar o presidente da Junta de Freguesia de Pereiras-Gare e o presidente da Câmara de Odemira, o que não foi possível até ao fecho desta edição.

O Município de Odemira vai implementar um Observatório das Políticas Educativas do Concelho de Odemira – OPECO, que visa a recolha e análise de dados que permitam um melhor acompanhamento do percurso da população local, desde o ensino pré-escolar até à conclusão do ensino superior, e contribuir para a definição de respostas para o desenvolvimento e a melhoria dos indicadores de educação e formação superior do concelho. Este recurso permitirá uma maior transparência na monitorização da aplicação das medidas e atividades previstas no âmbito do Projeto Educativo Municipal (PEM), uma melhor aferição de impactos e uma mais acessível e transparente leitura da utilização dos recursos públicos. O OPECO consistirá em dois suportes digitais: um sítio na Internet do PEM e uma ferramenta de recolha, introdução e tratamento de dados e que permitirá uma mais eficaz disponibilização de dados relativos à Educação no concelho de Odemira e potencial comparabilidade com dados regionais / nacionais. O Observatório está a ser implementado através de uma parceria com a TAIPA (Organização Cooperativa para o Desenvolvimento

Integrado do Concelho de Odemira) e com a Universidade de Évora, no âmbito do Projeto Educativo Municipal.

Projeto Educativo Municipal de Odemira entre os mais inovadores do país O executivo da Câmara Municipal de Odemira definiu, como vetor-chave nas políticas e linhas de intervenção, o reforço da participação cívica como caminho para outros níveis de responsabilidade dos seus munícipes e para a melhoria

dos serviços públicos e da qualidade de vida. Foi nesta linha, a partir de um trabalho participado e de equipa, que foi construído o Projeto Educativo Municipal enquanto âncora para o estudo, planeamento e concretização da política educativa do Concelho de Odemira. O Projeto Educativo Municipal, que apresenta elementos distintivos e foi construído em torno de princípios metodológicos suportados cientificamente, foi considerado o “mais inovador do país” pelo Professor Doutor António Rochete, da Universidade de Coimbra. Estes níveis de inovação e o

esforço de investimento que o município coloca no aprofundado estudo das variáveis que concorrem para a existência de determinados indicadores educativos do concelho, possibilitam a construção de um caminho e de uma lógica de atuação entre todas as entidades locais e toda a comunidade educativa no sentido da mudança, da inovação social e da resposta a problemas como o (in)sucesso escolar, a qualificação da população do concelho de Odemira e a definição de uma política educativa concertada e coerente face às necessidades e potencialidades do concelho.

Orçamento Participativo de Odemira com 22 propostas a votos Desde o passado dia 1 de outubro, que a população do concelho de Odemira pode escolher e votar as 22 propostas finalistas do Orçamento Participativo. As propostas mais votadas, até ao montante global de 500 mil euros, serão incluídas no Orçamento Municipal do próximo ano. A população apresentou propostas para projetos de investimento no território odemirense, de interesse coletivo, que vão desde construção e recuperação de equipamentos desportivos, culturais e sociais, requalificações urbanas, rede de pontos wireless e projetos de sustentabilidade ambiental. As propostas incidem sobre a generalidade do concelho, do interior ao litoral, sendo umas dirigidas aos mais jovens e outras para a população idosa, sempre com o objetivo de melhorar a qua-

lidade de vida e a vivência local. A votação das propostas

www.op.cm-odemira.pt e de forma presencial, no Balcão Único do Município de Ode-

finalistas acontecerá no mês de outubro, on-line no site

mira ou na mesa de voto itinerante que irá deslocar-se

às freguesias. Esta é mesmo uma das novidades no processo do Orçamento Participativo de Odemira. Perante a dimensão do território e grande distância entre as sedes de freguesia, a autarquia decidiu criar uma nova forma de votação, através de uma mesa de voto itinerante, que será deslocada um dia a cada sede de freguesia. Através do Orçamento Participativo, a autarquia odemirense pretende incentivar a participação dos cidadãos, de uma forma dinâmica e construtiva, baseada nos princípios de proximidade e transparência. Após a votação, serão apresentadas as propostas vencedoras, entre novembro e dezembro, sendo incorporadas no Orçamento Municipal de 2013.


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Segurança Social recusa abono a grávida de 34 semanas Uma grávida de 34 semanas de gestação acusa os serviços da Segurança Social de negarem sucessivamente o direito ao abono pré-natal ao qual recorre desde as 13 semanas de gravidez. Helga Nobre helga.nobre@gmail.com Sandra Cardoso, desempregada de longa duração, está à espera do terceiro filho, uma menina, que nasce dentro de algumas semanas, mas que ainda não tem o enxoval preparado porque os pais estão ambos em casa e vivem apenas com o subsídio de desemprego do marido de Sandra. Ao contrário das anteriores gravidezes, em que recebeu o abono pré-natal de cerca de 140 euros da Segurança Social, assim que cumpriu os três meses e uma semana de gravidez, viu-lhe ser recusado o pedido por falta de documentação.

Apesar de ter regularizado a situação com o seu médico de família, quando voltou a requerer o abono, este voltou a ser negado. “No primeiro pedido que fiz, faltava um papel, voltei ao médico e enviei novamente o pedido, que foi recusado porque estava mal preenchido. Na terceira tentativa, responderam que não tinha direito ao abono porque não estava grávida de 13 semanas, o que não é verdade porque desde as 13 semanas que tento enviar o pedido e é sempre devolvido”, lamenta. Com dois filhos menores, de

6 e 12 anos, a seu cargo, um deles a necessitar de medicação devido à hiperatividade, a grávida, residente em Vila Nova de Santo André, diz que o abono pré-natal é uma ajuda preciosa para a família que vive com um rendimento de 420 euros. “Pedi ajuda para receber o rendimento mínimo mas também me responderam que uma família com este valor mensal consegue sobreviver”, acrescentou. O marido, João Pedro, não compreende os motivos que levam a Segurança Social a recusar o pedido a uma família que está desempregada e a insistir que a esposa não tem 13 semanas de gravidez.

“Se não fosse o mau trabalho da Segurança Social já

Sandra Cardoso e o marido, João Pedro aguardam o pagamento do abono pré-natal para fazerem o enxoval da bebé

estávamos a receber este apoio e não teríamos de

passar por tantas necessidades porque não consigo pagar casa, carro, água, luz e alimentação com o que recebo do subsídio de desemprego”. Desesperada e a poucas semanas do nascimento do bebé, a gestante voltou a insistir junto da Segurança Social de Setúbal que mais uma vez rejeitou o pedido. “Recebi um email da Segurança Social de Setúbal a insistir que não tenho direito ao abono porque não tenho as 13 semanas de gravidez”, conta indignada. Contactada pelo Litoral Alentejano, os responsáveis da Segurança Social de Setúbal adiantaram por escrito que, só após 10 de Setembro, mediante notificação do Instituto da Segurança Social, “foi apresentada pela beneficiária certificação válida do tempo de gravidez em falta” estando o “pagamento em processamento e com direito a retroativos”.

Cogumelos silvestres podem ser perigosos para a saúde

Preservação de troféus do V.F.C.

As Autoridades de Saúde do Alentejo alertam para os cuidados a ter por parte das pessoas que procuram no campo cogumelos silvestres para fins alimentares. Muitas espécies de cogumelos são comestíveis, outras são tóxicas e comê-las pode causar a morte. Logo, quem

O Vitória Futebol Clube e a Câmara Municipal de Setúbal estão a promover um projeto, aberto à população, de preservação e restauro do património da sala de troféus.

não conhece e não sabe bem distinguir nos cogumelos selvagens os que são tóxicos (venenosos), não os deve apanhar e muito menos comer. De forma a evitar as intoxicações, os cuidados a ter são os seguintes: No campo, nunca apanhar e recolher, para fins alimentares, uma espécie de cogumelos que

não se identifique como absolutamente segura. Não se deve apanhar cogumelos em locais poluídos (por exemplo, bermas de estrada). As pessoas inexperientes devem apanhar os cogumelos acompanhadas de um perito ou consultar um

especialista antes de os consumir. Devem ser transportados em cestos ou caixas duras, nunca em sacos de plástico, uma vez que se rompem, libertam água e podem fermentar. Também há intoxicações por consumi-los em mal estado e não por se tratarem de espécies tóxicas.

Não se devem misturar, no mesmo cesto, espécies comestíveis com outras duvidosas. Se apanhamos um ou vários exemplares para identificar em casa e não sabemos se são comestíveis, há que introduzi-los num recipiente distinto ao dos comestíveis.

É necessário recolher exemplares adultos, maduros e completos, com cuidado de não estragar o contorno, para observar minuciosamente todos os detalhes morfológicos. Há que cozinhá-los ainda frescos, não deixar os cogumelos muitos dias no frigorífico (também se degradam e os metabolitos secundários

podem provocar intoxicações e alergias). Deve guardar-se um cogumelo inteiro, caso seja necessário a sua posterior identificação. Não se devem preparar cozinhados com diferentes espécies, porque se aparecerem problemas depois da ingestão não se pode indicar ao médico de que cogumelo se trata, nem se sabe o tipo de intoxicação que produz, bem como qual o tratamento necessário. As intoxicações por cogumelos são muito variadas, e alguns sintomas iniciam-se num tempo relativamente curto, entre 3 a 4 horas depois de terem sido ingeridos. Destes sintomas, os mais característicos são os digestivos (náuseas, vómitos, diarreia e dor de barriga), podendo ser acompanhados de sensação de tonturas, confusão, alterações visuais, cãibras. Existem outros sintomas que se iniciam entre 8 a 10 horas, ou mesmo dias, depois da ingestão, que para além de dos sintomas acima referidos, pode afectar gravemente o fígado e os rins, e consequentemente o estado geral da pessoa intoxicada. Nestes casos pode ocorrer a morte. Em caso de intoxicação deve-se ligar o 112 ou 808 24 24 24.

Os interessados em participar podem-se inscrever como voluntários ou estagiários, tendo a oportunidade de trabalhar no processo de conservação das mais de três mil peças que constituem a Sala de Troféus Josué Monteiro, do Vitória de Setúbal. Devido à minúcia e responsabilidade das tarefas a desempenhar, é dada prioridade na inscrição aos maiores de 18 anos de idade.

No âmbito do protocolo de cooperação estabelecido entre o clube e a Autarquia, as equipas de voluntários são coordenadas por técnicos municipais de conservação e restauro, ficando os candidatos incumbidos de tarefas como registo, identificação, inventariação, recolha de imagens e conservação preventiva. Armazenamento, acondicionamento e acompanhamento dos trabalhos de limpeza dos espaços expositivos são outras das funções a atribuir aos candidatos. As inscrições podem ser feitas através do endereço eletrónico vfc.patrimonio@gmail.com ou do telefone 265 537 890. Os trabalhos decorrem durante os dias úteis, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, existindo, ainda, a possibilidade de escolha de participação em apenas um destes dois períodos.


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Ciência e Religião

A ressurreição de Jesus, de Sua Mãe e a nossa (1 de 2) Carneiro

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 31 Carta Dominante: 9 de Copas, que significa Vitória. Amor: Mostrará um interesse renovado por todos os assuntos ligados ao amor e ao sexo. Saúde: A sua saúde exige que faça exercício físico. Dinheiro: Provável promoção na carreira e aumento de estatuto social. Números da Sorte: 1, 18, 22, 40, 44, 49 Pensamento positivo: Não desanimo perante as dificuldades nem desisto dos meus sonhos!

Touro

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 32 Carta Dominante: 6 de Paus, que significa Ganho. Amor: Poderão surgir alguns conflitos com a pessoa amada, que serão facilmente resolvidos se optar pelo diálogo. Saúde: Embora esteja num período de equilíbrio, mantenha-se sempre alerta. Dinheiro: Invista na consolidação dos seus negócios com prudência. Números da Sorte: 6, 14, 36, 41, 45, 48 Pensamento positivo: eu sei que o momento mais importante da minha vida é o “agora”.

Gémeos

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 33 Carta Dominante: 4 de Espadas, Inquietação, agitação. Amor: Verá renascer em si sentimentos que há muito andam escondidos. Saúde: Não se enerve, pois isso poderá ser prejudicial para a sua saúde. Dinheiro: Não misture amigos e familiares nos seus negócios. Números da Sorte: 7, 22, 29, 33, 45, 48 Pensamento positivo: Agradeço a Deus a graça da Vida que se renova a cada dia.

Caranguejo

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 34 Carta Dominante: 5 de Ouros, que significa Perda/ Falha Amor: Vire-se mais para os seus familiares, eles precisam de si. Saúde: Possíveis dores na coluna. Dinheiro: Não é boa altura para comprar imóveis. Números da Sorte: 8, 17, 22, 24, 39, 42 Pensamento positivo: Agradecer é sempre a melhor maneira de merecer!

Virgem

Leão

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 35 Carta Dominante: Valete de Copas, que significa Lealdade, Reflexão. Amor: A sua sensualidade vai deixar muitos corações a bater mais forte e a suspirar à sua passagem. Saúde: Possíveis dores nas pernas. Procure repousar e evite estar muitas horas seguidas em pé. Dinheiro: Possível dinheiro extra. Saiba geri-lo da melhor forma. Números da Sorte: 3, 7, 11, 18, 22, 25 Pensamento positivo: Tenho o poder de corrigir os meus erros, porque sei que tudo tem solução.

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 36 Carta Dominante: A Torre, que significa Convicções Erradas, Colapso. Amor: As festas familiares estão favorecidas. Convide as pessoas que mais ama para um jantar em sua casa. Saúde: Não terá preocupações de maior. Dinheiro: Tudo estará equilibrado a este nível, mas modere os gastos. Números da Sorte: 1, 8, 17, 21, 39, 48 Pensamento positivo: Eu venço as dificuldades com determinação e coragem, eu sei que sou capaz!

Balança

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 37 Carta Dominante: 2 de Copas, que significa Amor. Amor: Poderá surgir um mal-entendido com o seu companheiro, mas com calma e honestidade tudo se resolverá. Saúde: Este será um período de paz, aproveite para descansar. Que o seu sorriso ilumine todos em seu redor! Dinheiro: Momento pouco favorável para grandes investimentos. Números da Sorte: 7, 11, 18, 25, 47, 48 Pensamento positivo: Eu sei que todos os dias são bons dias, por isso esforço-me diariamente para melhorar.

Escorpião

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 38 Carta Dominante: 10 de Paus, que significa Sucessos Temporários, Ilusão. Amor: Pense bem naquilo que realmente quer para não magoar os sentimentos dos outros. Saúde: Tenha algum cuidado com os seus olhos. Esteja atento a sintomas de vista cansada. Dinheiro: Este não é um período favorável. Seja comedido e equilibrado. Nunca desista dos seus sonhos! Números da Sorte: 4, 6, 7, 18, 19, 33 Pensamento positivo: procuro ser tolerante para com todas as pessoas que me rodeiam.

Sagitário

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 39 Carta Dominante: 2 de Espadas, que significa Afeição, Falsidade. Amor: Poderá reencontrar um amor do passado, o que o deixará um pouco abalado. Procure ultrapassar o trauma e liberte-se daquilo que já passou. Saúde: Que a sabedoria seja a sua melhor conselheira! Dinheiro: Cuidado com possíveis perdas de bens valiosos. Números da Sorte: 1, 8, 42, 46, 47, 49 Pensamento positivo: sei usar a minha inteligência para alcançar os meus objectivos.

Capricórnio

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 40 Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Poderá sentir a necessidade de se isolar e de pensar na sua vida. Aproveite este período de reflexão para tomar as decisões de que precisa para mudar o rumo da sua vida. Saúde: Não se deixe dominar pelo cansaço. Dinheiro: As suas novas ideias poderão trazer-lhe benefícios, mas aja com prudência. Números da Sorte: 7, 13, 17, 29, 34, 36 Pensamento positivo: Procuro criar harmonia na minha vida todos os dias.

Aquário

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 41 Carta Dominante: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: Neste período estará mais virado para si mesmo e para os seus assuntos pessoais. Que a sua alma seja bela e transparente! Saúde: Poderão ocorrer complicações a nível do sistema digestivo. Dinheiro: Analise bem novas propostas antes de tomar qualquer decisão. Números da Sorte: 5, 25, 36, 44, 47, 49 Pensamento positivo: O Amor alegra o meu coração.

Peixes

Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 42 Carta Dominante: 5 de Copas, que significa Derrota. Amor: Controle os seus ciúmes pois poderão perturbar a harmonia conjugal. Não se deixe dominar por maus presságios! Saúde: Faça uma pequena dieta. Dinheiro: Não cometa excessos nesta área. Números da Sorte: 1, 3, 24, 29, 33, 36 Pensamento positivo: Acredito que tenho força para vencer todos os desafios.

«O maior milagre da história – a ressurreição de Cristo – é testemunhado pelo Sudário de Turim, objeto de inumeráveis estudos, os quais comprovam entre outras coisas, que ele é mesmo da época de Cristo. E mais: que aquela imagem foi provocada por uma grande explosão de energia e que tal fluxo de radiação foi tão forte que no Sudário se pode perceber até os ossos de Cristo, como se ali tivesse sido aplicado um Raio – X. Os incríveis fenómenos ligados ao Santo Sudário são tantos que até foi criada uma ciência especificamente para o seu estudo: a Sindonologia» (1). Portanto, a ressurreição de Jesus está confirmada pela ciência: História, Sociologia, Física, Parapsicologia… O Sudário de Turim tão estudado pelos cientistas, faz-nos compreender melhor a ressurreição de Cristo (e aquilo que significa ressuscitar). A Sua ressurreição é milagre porque ficou “impressa” no Lençol. (A nossa, apesar de se dever também ao poder divino, não é milagre porque não fica “impressa” em nenhum lado, não é – ao contrário da de Cristo – de forma alguma percetível para os vivos deste mundo. Uma das características do milagre é ser percetível). E essa “impressão” no Lençol de Turim «deu-se por “luz”, foi uma radiação luminosa térmica intensíssima de um milionésimo de segundo. Quer dizer: ao ressuscitar, ou seja, a passagem do corpo morto ao estado vivo e glorioso, há uma espantosa produção de energia, que se pode comparar a uma explosão atómica controlada. Portanto, no momento da ressurreição, o corpo de Jesus “explodiu atomicamente”» (2). (No nosso caso essa “desmaterialização” é atingida totalmente também quando a corrupção chega à última célula. À medida que se vai morrendo, vai-se ressuscitando). Mas como, exatamente, é que isso aconteceu? Como é que o corpo de Jesus “explodiu atomicamente?”. O cientista (na área da Física) Frank J. Tipler adianta uma hipótese: «… Demonstrei de que forma Jesus podia ter ressuscitado dos mortos utilizando (por poder divino evidentemente) o processo de aniquilação de bariões, o qual é responsável por toda a matéria que existe atualmente no cosmos. No Universo inicial, este processo foi utilizado para con-

verter radiação em matéria. Propus que Jesus inverteu o processo, convertendo a matéria do seu corpo em radiação invisível constituída por neutrinos. Um observador que assistisse a esta conversão do seu corpo em neutrinos veria o corpo de Jesus a “desmaterializar-se”. Inverter a desmaterialização resultaria em Jesus materializar-se, à primeira vista a partir do nada….». Seja como for, o que é certo é que o corpo ressuscitado, é de uma luz/energia de altíssima vibração, superior a qualquer energia luminosa conhecida na Terra. É de uma luz sobrenatural mais brilhante do que a luz do sol. É isso que aparece no Sudário de Turim. E é um corpo assim que todos teremos após a ressurreição. Nenhum corpo após a ressurreição é naturalmente visível (nem o de Cristo nem o de qualquer outra pessoa), porque é um corpo “espiritualizado”. É um corpo para a vida eterna. Com Maria, Mãe de Jesus (temos por hábito chamá-la Nossa Senhora), aconteceu uma ressurreição também percetível (por ser quem era). O seu corpo, por poder divino, também se “desmaterializou” no túmulo. Ressurreição “percetível” para os apóstolos. Este extraordinário acontecimento ficou conhecido no cristianismo pelo nome de Assunção de Maria. O que os cristãos querem dizer com isso é que Maria foi elevada em corpo

e alma ao céu. O que é verdade, pois com a ressurreição terminada, inicia-se a vida eterna. Mas, e é aqui que muitíssimos cristãos fazem uma enorme confusão, a “Assunção” acontece para todos os que morrem, pois quem morre também ressus-

Custódio Rodrigues

cita. Ninguém entra na vida eterna só com a alma. Todos entram com corpo e alma porque alma e corpo não se separam nunca. Na nossa ressurreição, como Jesus (e Maria), também teremos um corpo glorificado, como que espiritualizado. É um corpo que não ocupa espaço (na eternidade não há espaço). Não será um corpo como este que nós temos agora. Tratarse-á da mesma alma e corpo igual fundamentalmente, mas um corpo transformado, glorioso (a mesma pessoa). (1) Taiguara Fernandes de Sousa. (2) Marcia Cobêro. (3) Alessandra Tadeu Eterno.

Na impossibilidade de desenhar um corpo glorioso, um artista desenhou assim, como se vê na imagem à esquerda, a ressurreição de Cristo dentro do sepulcro. É impossível pintar um corpo glorioso, porque este é invisível, é uma luz/energia sobrenatural. Nessa imagem realça-se a subtileza do corpo ressuscitado ao mostrar o Lençol aplanado (não “caído por terra”, como às vezes erradamente se traduz). «Cristo ressuscitado saiu através do Lençol no qual fora fechado e através das ataduras (sem desatar nem rasgar nada) em que o Lençol fora atado. Isto é, Saiu como o sol através do cristal, sem nada rasgar, nem deformar. Como com um intenso calor o gelo pode sair de um saco transformando-se em vapor sem o intermediário estado líquido, analogamente o Homem do Sudário saiu dele sem abri-lo» (3). Jesus ressuscitado, Senhor da vida e da morte; Ele ressuscita para glorificar o seu corpo e lançar os alicerces da nossa fé e da nossa alegria. Na gravura da direita pode ver-se representada uma das aparições de Jesus, após a ressurreição, aos seus discípulos.


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Setúbal vai testar os mecanismos de segurança para a população Os planos de emergência da península da Mitrena e a capacidade operacional das forças de proteção e socorro são testados num exercício de segurança com um cenário de acidente industrial grave, dia 8 de novembro, em Setúbal. O Mitrex 2012, divulgado no passado dia 22 em conferência de imprensa, envolve uma explosão de origem desconhecida num reservatório de bioetanol, seguida de incêndio de charco, de que resultam vários mortos e feridos, um cenário de acidente industrial grave, à escala real, em que participam cerca de 3500 pessoas. “Este será um contributo fundamental para que Setúbal seja uma cidade mais segura, para que as empresas tenham ainda melhores capacidades de resposta à emergência”, afirmou o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal, Carlos Rabaçal, na apresentação do Mitrex 2012 aos jornalistas. O exercício, organizado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros (SMPCB) de Setúbal, “comprovará a preparação do Concelho para todas as eventualidades”, assinalou o autarca. O teatro de operações é

agravado pela danificação do sistema de combate a incêndios, pela iminência de propagação do fogo e pelo congestionamento rodoviário, conjugação que permite testar a funcionalidade da

Estrada de Fuga da Mitrena e realizar um teste de salvamento por via marítima. “O exercício, a decorrer numa empresa fictícia abrangida pela diretiva Seveso, comprovará o acerto das opções feitas em matéria de proteção civil e bombeiros”, sublinhou Carlos Rabaçal, adiantando que o simulacro é “um dos pontos altos de um trabalho muito profundo de preparação e planeamento”. A diretiva que regula o Mitrex 2012 indica que esta ação tem como principal finalidade desenvolver, faseada e sustentadamente, a capacidade de preparação do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal para potenciar os mecanismos de articulação entre os vários agentes e os sistemas de apoio à decisão. “Os acidentes acontecem e não podemos deixar de os antecipar, de planear a resposta. Esta é uma das tarefas mais importantes da pro-

teção civil, tarefa que, num concelho como Setúbal, assume uma importância crucial”, reforçou o vereador, adiantando que o custo do exercício, da ordem dos 16 mil euros, é suportado

pelas empresas instaladas na península da Mitrena. Carlos Rabaçal frisou ainda o investimento da Câmara Municipal de Setúbal na área de segurança, materializado no apoio aos bombeiros Voluntários e Sapadores e na manutenção de um serviço municipal de Proteção Civil, entidades que têm “desenvolvido uma intensa ativi-

dade de planeamento”. O Mitrex 2012, exercício do tipo LIVEX – Live Exercise, está previsto no Plano de Emergência Externo da Mitrena, instrumento elaborado pelo Serviço Municipal

de Proteção Civil e Bombeiros e aprovado pela Comissão Nacional de Proteção Civil em março de 2012. “Durante o exercício, realizado com a presença de avaliadores e observadores externos, é mantida a operacionalidade de todos os serviços”, assegurou o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil, José Luís Bucho, adiantando que este tipo de testes não “pretende criar alarmismos mas, sim, mecanismos de segurança para a população”. O Mitrex 2012, como explicou o controlador do teste, Mário Macedo, inclui vários intervenientes, nomeadamente os participantes, que

executam as atividades, os simuladores, que introduzem incidentes, e os avaliadores independentes. Os resultados preliminares desta ação preventiva são apresentados no seminário “Fire Training/Hazmat”, a realizar no dia 9, com início às 09h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, iniciativa com a presença de vários oradores e especialistas em áreas diversas da proteção civil. Participam no Mitrex 2012 o SMPCB de Setúbal, a Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, o Comando Distrital de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Agência Portuguesa

do Ambiente, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a Refer, a Junta de Freguesia do Sado, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, o INEM, a Cruz Vermelha Portuguesa – delegação de Setúbal, a Capitania do Porto de Setúbal, a PSP, a GNR e o Centro Hospitalar de Setúbal. No exercício participam ainda o instituto Politécnico de Setúbal e a Fundação Escola Profissional de Setúbal e as empresas Tanquisado, Portucel, Lisnave, Sapec Agro, Sapec Química, Sapec – Parques Industriais, Sopac, Eco-Oil, TST e Atlantic Ferries.


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Repsol quer alterar modelo de manutenção

Masa sai da Repsol até ao final do ano A Repsol confirmou esta semana a intenção de avançar para a rescisão do contrato com a MASA, empresa responsável pela manutenção da petroquímica há cerca de oito anos.

“Houve um concurso público e outra empresa ganhou o serviço”, explicou ao Litoral Alentejano, o diretor de Comunicação e Relações Externas da Repsol, Víctor Martins, confirmando rumores que

davam como certa a saída da empresa espanhola da fábrica de Sines. “O modelo de manutenção será alterado no final deste ano, altura em que termina o contrato com a Masa”,

acrescentou. No entanto, o responsável que não quis adiantar o nome da empresa vencedora, garante que “os 44 trabalhadores” que pertenciam à extinta Borealis e que, entretanto, foram absorvidos pela

Masa “serão reintegrados na Repsol”, tal como estabelecido no contrato celebrado, entre ambas as empresas, em 2004. Fonte sindical, adiantou ao jornal Litoral Alentejano que o contrato com a MASA “terminou há quatro anos e estava a ser automaticamente renovado ano após ano”. Ao que tudo indica, a empresa “já anunciou aos seus trabalhadores que a partir de 31 de Dezembro iriam passar para a Repsol”, acrescentou a mesma fonte. O Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas (Sinquifa) que está a negociar o acordo de empresa pretende reunir em plenário, dia 2 de Novembro, onde vai solicitar uma reunião à administração da empresa para, entre outros pontos, pedir esclarecimentos sobre a saída da Masa da Repsol Polímeros.

Litoral Alentejano – quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nova central do Alqueva inicia produção de energia Alqueva II completa, com êxito, primeira ligação à rede. Investimento de 190 milhões de euros no reforço de potência em fase de conclusão A nova central do Alqueva deu um passo decisivo injetando pela primeira vez eletricidade na rede. Esta etapa faz parte do conjunto de ensaios de entrada em serviço do reforço de potência da central hidroelétrica de Alqueva (Alqueva II). Esta primeira ligação à Rede Nacional de Transporte, concretizada no passado dia 19, envolveu um dos dois grupos reversíveis que equipam o novo empreendimento. Os ensaios no outro grupo decorrem a bom ritmo, esperando-se que a sua primeira ligação possa ter lugar até ao final do presente mês. O reforço de potência, constituído por uma segunda central com características técnicas muito similares à da central existente (Alqueva I),

é equipado com dois grupos geradores reversíveis (turbinas-bombas), que duplicarão

mos agregados dos concelhos de Évora, Beja, Portel, Moura e Vidigueira, que correspondem por exemplo a cerca de 63 % do consumo anual do concelho do Porto. A construção do novo empreendimento, que envolveu um investimento de cerca de 190 milhões de euros,

a potência atualmente instalada na central de Alqueva I, a qual passará de 260 MW para cerca de 520 MW. A produção média anual da nova central de Alqueva II será de 381 GWh, suficiente para abastecer, na zona do empreendimento, os consu-

permitiu criar entre 2009 e 2012 um número médio de 1 500 postos de trabalho entre diretos e indiretos. Dos 350 postos de trabalho diretos, cerca de 27% corresponderam a mão-de-obra residente num raio de 30 km do local da nova central.

Histórias do Ciclismo XIX Fim da Tradição 27 de Agosto de 1967, foi o dia em que um estrangeiro ganhava, pela primeira vez, a Volta a Portugal em Bicicleta. Na história da Volta a Portugal em Bicicleta houve um acontecimento que, porventura, muitos ainda recordam. Foi quando um belga quebrou a tradição. Antoine Houbrechts, o primeiro estrangeiro a ganhar aprova. O Diário de Notícias, em Agosto de 1967, não podia ser mais claro chamando para manchete o feito “inédito na história da prova”, afirmando que um ciclista estrangeiro, o belga, foi o vencedor. Acabava assim o domínio luso na corrida, que desde a sua primeira edição, se mantinha inviolável. Eram outros tempos, aque-

les em que o culto do português se sobrepunha “ao que vem de fora”, mesmo para os ciclistas estrangeiros que compunham as equipas portuguesas, tinham alguma dificuldade – por muito bons que fossem – em afirmarem-se. Assim não aconteceu com Houbrechts, integrando uma equipa belga, a Flandria. O ciclista era uma das apostas do seu treinador que, no início da prova, traçava os objetivos apontados na sua afirmação “viemos para ganhar”. Depositando esperanças nos atletas Smissartem, quarto classificado m 1966 e, em

Houbrechts, quarto em 1965, o técnico da Flandria apenas

temia o atleta do Sporting Leonel Miranda. A prova decorria, com os portugueses a comandar.

Houbrechts mantinha-se a meio da geral individual. Por equipas, o Sporting ganhava pontos e, os seus ciclistas mais conceituados - João Roque e Manuel Correia o camisola amarela, tentavam segurar os triunfos por equipas e individualmente. Todavia tudo se alterou na penúltima etapa entre Tomar e Alpiarça, em que João Roque venceu o contrarrelógio, subindo para segundo lugar enquanto Manuel Correia não conseguia aguentar o ataque do belga, perdendo a camisola amarela ao fim de 862 Km. Antes da última etapa: Alpiarça/Cartaxo-Cartaxo/ Lisboa, com a entrada triunfal no estádio José Alvalade, a equipa do Sporting ainda preparou um ataque ao líder

Manuel Correia, que viria a descer para terceiro lugar, que entretanto afirmava que, juntamente com os seus colegas, era possível traçar uma estratégia para destronar o belga, reconhecendo, contudo, que Houbrechts era “um bom ciclista”. Por seu turno, o ciclista da equipa da Flandria estava confiante. Em relação ao triunfo final, referindo apenas que o seu papel se resumia a “ acompanhar os adversários”. E, foi o que fez. Manteve-se sempre atento às movimentações do Sporting e nem o triunfo de Leonel Miranda, no Cartaxo, o abalou. Antoine Houbrechts entrou em Alvalade como um campeão. Virava-se assim, uma nova página na história da

Manuel dos Santos

Volta a Portugal em Bicicleta. 27 de Agosto de 1967, foi o dia em que um estrangeiro ganhava, pela primeira vez, a Volta a Portugal em Bicicleta.


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Casa de Amália passa a alojamento turístico A casa de férias da fadista Amália Rodrigues, no Brejão, Odemira, vai ser alugada por 450 euros a noite, durante a época alta. Helga Nobre helga.nobre@gmail.com A casa que Amália Rodrigues mandou construir em 1962, no Brejão, concelho de Odemira, foi transformada em alojamento turístico, num projeto da Fundação Amália que pretende rentabilizar um espaço que está encerrado desde a morte da fadista. Em época baixa, o arrendamento de toda a habitação por uma noite custa 375 euros, mas o preço sobe para 450 euros, em época alta. Valores que não são acessíveis a todas as bolsas, mas que o presidente da Fundação Amália, João Aguiar

diz “atenderem apenas a estrutura da casa e aos bens” que estão ao dispor dos futuros hóspedes. “Se tivéssemos tido em conta a proprietária Amália Rodrigues, seria difícil arranjar um valor, e esse sim, talvez incomportável”. A habitação “vai ser arrendada no seu todo”, adiantou João Aguiar apesar de reconhecer que “para muitas carteiras o valor será muito elevado e para outras inexpressivo”. O alojamento tem como público-alvo “aquele que respeita Amália e que quer

partilhar a vista e a casa que Amália usava como refúgio da ribalta e das luzes do público”, explicou ainda João Aguiar que adiantou “existirem interessados, apesar de ainda não haver marcações e

reservas”. Com capacidade para alojar seis pessoas, a habitação, projetada pelo arquiteto José Conceição e Silva, sofreu pequenas obras de restauro, mas mantém a traça original assim como muitos dos objetos de decoração e alguns dos quadros pintados pela artista quando se refugiava na costa alentejana. “Abrir esta casa ao turismo permite dinamizar toda a zona

e dar-lhe sustentabilidade financeira, contribuindo com rendimentos para a sua preservação”, explicou o presidente da Fundação Amália, no decorrer da cerimónia que se realizou no passado dia 28 de Outubro e marcou o arranque do projeto. A ex-secretária da fadista, Estrela Carvas, considerou o projeto “extraordinário” e defendeu que a casa deve ser rentabilizada. “Existem pessoas que vão pagar para pernoitar na mesma casa onde Amália passou

longos serões” na companhia de familiares e amigos. “Ela começou a fazer campismo com um guitarrista e um dia passou pela costa alentejana, iniciou contactos com as gentes daqui e comprou o terreno onde construiu esta casa” junto à falésia e à praia que adotou o nome da fadista. Amigo e admirador de longa data, José Gomes, de 67 anos, voltou a pisar a casa

“Frequentei a casa, dormi no sótão e lembro-me dos longos serões a cantar, conversar e a contar anedotas, porque toda a gente adormecia menos a senhora”, como ainda a trata carinhosamente. “Estava nesta casa, grandes temporadas e tinha muitos convivas. Esta casa teve sempre muita alegria”, recorda. Amália Rodrigues, faleceu

de Amália depois de muitos anos e a primeira recordação foi “a sua imagem e as suas vestes”, conta emocionado.

a 6 de Junho de 1999, em Lisboa, dois dias depois de ter repousado na casa de férias do Brejão.

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Jornal Litoral Alentejano - Edicao 269

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