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EST ILO & E LEGÂ NCIA

Etiqueta Soci a l

n a s F é r ia s Por Josué Lemos da Silveira*

Na cidade, no campo, nos clubes, nas estações de esqui ou termais, na praia, resorts, hotéis, campings, entre outros seja a trabalho, a passeio ou férias, não importa, em todas essas situações os hóspedes desfrutarão de espaços comuns e terão que saber como se comportar e conviver harmonicamente com as demais pessoas.Identificar qual a melhor forma de interagir e se integrar ao ambiente é simples, desde que as pessoas tenham como norma de convívio a educação e o respeito. De maneira objetiva e prática, seguem exemplos: 1. Ao ocupar o seu espaço privativo, deve-se primar pela preservação das instalações físicas, do mobiliário e dos objetos do local onde se está hospedado. Quebrar ou danificar os bens demonstra falta de cidadania e também falta de inteligência, pois quando a administração identifica que precisa fazer consertos e reposições toda vez que o hóspede vai embora, com certeza, vai inserir essas despesas como custo a ser pago ou indenizado por todos os hóspedes nas próximas vezes. É o correto e justo. Para evitar pagar pelo mau comportamento dos outros, todos devem participar, ajudar e zelar pelo bem comum, inclusive não desperdiçando água e luz. 2. Elevadores e escadas não fazem parte de área de lazer. Não são locais para as crianças brincarem de esconde-esconde, pois atrapalha o deslocamento e a rotina das pessoas, expondo todos a acidentes e gerando irritação e prejuízos. Primeiro, espera-se quem vai sair do elevador para depois tentar entrar. É educado proceder assim. 3. Mesmo que o hotel possua piscina ou se estiver indo à praia, ao sair do espaço privativo, os hóspedes trajados com sungas, maiôs ou biquínis devem sobrepor àquelas peças: bermudas, calções, saiotes, sarongues, pareôs, saídas de praia, camisas e camisões antes de entrar no elevador. Na piscina não se usam peças íntimas de vestuário, sungas ou maiôs brancos. Também não se assoa o nariz na água. Essa atitude é tão feia quanto cuspir em campos e quadras esportivas ou, ainda jogar chicletes mascados nas calçadas. 4. Ao adentrar em locais cobertos para lanchar, almoçar ou jantar, da mesma forma, nunca se veste apenas trajes de banho. É vulgar. Usam-

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Santa Mônica Clube de Campo

se camisas sobre essas peças. Usar regatas não resolve o problema, pois as mulheres detestam e sentem náuseas ao ver homens com axilas e tufos de pelos expostos. Não é higiênico e nem de bom gosto. É óbvio que entrar em um restaurante sem camisa, além de grosseiro, gera mau atendimento. Aliás, atitudes como essa faz diferença entre praias deselegantes e balneários chiques. Como se vê, é possível transformar os locais e os ambientes em espaços elegantes, pela simples mudança das atitudes, comportamentos e com o fortalecimento da educação. 5. O fato da família estar em férias, nunca significa que os pais estarão de férias.Quem tem filhos não entra em férias porque as responsabilidades continuam e são permanentes. Assim, o tempo todo, fiscaliza-se o que as crianças estão fazendo e como estão se comportando e, principalmente, preservando a sua integridade física contra riscos de possíveis acidentes. 6. Nunca se aplicam corretivos físicos ou se grita com os filhos em locais públicos ou na presença de outras pessoas. Proceder assim, humilha e não educa. É constrangedor. Educa-se os filhos em casa. Em situações de conflitos com funcionários, com outras crianças e com terceiros em geral, não se dá razão indiscriminadamente aos filhos só porque eles são “seus filhos”. Deve-se ter critério e bom senso. Agir emocionalmente ou de maneira agressiva deixa toda a família malvista, malvinda e malquista. 7. Em locais classistas, não importa qual é o cargo ou a graduação dos associados, hóspedes e convidados. Os direitos e deveres são os mesmos. Ninguém precisa “passar” ou demonstrar para os outros qual é o “tamanho” de sua importância ou autoridade. Agir assim é de total mau gosto e falta de educação. Quanto aos colaboradores que trabalham nesses locais, devem ser tratados com cortesia. Quando, eventualmente, eles não têm autoridade para decidir à respeito de uma determinada situação, deve-se ter paciência e respeito pelo exercício de sua função. Tratá-los com descortesia, preconceito, indelicadeza, gritos ou prepotência, é mera demonstração de ignorância. É covardia! No tempo certo, quanto for o caso, é mais educado e correto tratar a situação diretamente com a administração. Da mesma forma, no lazer, quando as pessoas estão em férias, mesmo pertencendo à administração, os hóspedes não devem, a qualquer tempo, aproveitar da proximidade física para reclamar ou serem desagradáveis. Curta suas férias...Mais dicas na próxima edição.... * Instrutor, Palestrante e Autor do Livro “Etiqueta Social Pronta Para Usar”, que está em sua 3ª edição, ampliada e atualizada à venda nas melhores livrarias do País e na Secretaria do Clube. Contato: jletiqueta@gmail.com


2011-02 - Revista Santa Mônica - Etiqueta Social nas Férias I